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  • 1. SANEAMENTO BÁSICO Como tudo começou... Sonia Rosalie Buff www.eloambiental.org.br
  • 2. O HOMEM E A ÁGUA <ul><li>A água é indispensável à vida das comunidades humanas, que procuraram sempre instalar-se próximas desse precioso recurso. </li></ul>
  • 3. <ul><li>Desde a Antiguidade o homem aprendeu, pela própria experiência, que a água suja, o lixo e outros resíduos podiam transmitir doenças e começou a adotar medidas para dispor de uma água limpa e livrar-se dos detritos. </li></ul><ul><li>Nascia o saneamento básico. </li></ul>
  • 4. O QUE É SANEAMENTO <ul><li>Sanear vem do latim sanu: t ornar saudável, tornar habitável, higienizar, limpar. </li></ul><ul><li>Saneamento é o conjunto de medidas para preservar as condições do meio ambiente, prevenir doenças e melhorar as condições de saúde pública. </li></ul>
  • 5. ATIVIDADES DO SANEAMENTO <ul><li>As principais atividades estão ligadas à coleta e ao tratamento dos resíduos produzidos pelo homem, como esgoto e lixo, tornando-os inofensivos à saúde. </li></ul>
  • 6. <ul><li>O saneamento básico atua também no fornecimento e qualidade da água que abastece as populações. </li></ul>
  • 7. <ul><li>O trabalho dos sanitaristas inclui ainda a prevenção de enchentes e a construção de canais e canalizações subterrâneas para esgotamento das águas das chuvas para os rios. </li></ul>
  • 8. <ul><li>Os sanitaristas são os responsáveis pela localização e combate a insetos como os mosquitos da dengue e da malária; aos caramujos transmissores da esquistossomose, aos ratos e outros vetores, impedindo seu contato com a população </li></ul>
  • 9. <ul><li>O Saneamento Básico busca soluções para problemas causados, muitas vezes, pela própria ação do homem. </li></ul>
  • 10. SANEAMENTO E QUALIDADE DE VIDA <ul><li>O saneamento básico é o elemento fundamental daquilo a que chamamos medicina preventiva, muito mais eficiente e barata que a medicina curativa. </li></ul><ul><li>Saneamento promove a saúde pública preventiva. </li></ul><ul><li>Reduz a necessidade de procura aos hospitais e postos de saúde, porque elimina a chance de contágio por diversas moléstias. </li></ul><ul><li>Isto significa que, onde há Saneamento, os índices de mortandade - principalmente infantil - permanecem nos mais baixos patamares. </li></ul><ul><li>O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), pelo qual , todo ano, os países membros da ONU são classificados , mede o nível de desenvolvimento humano utilizando como critério entre outros, o de longevidade (esperança de vida ao nascer) </li></ul><ul><li>O indicador de longevidade sintetiza as condições de saúde e salubridade do local, uma vez que quanto mais mortes houver nas faixas etárias mais precoces, menor será a expectativa de vida. </li></ul><ul><li>O fornecimento ou não de saneamento básico está intimamente relacionado à qualidade de vida dos habitantes de uma comunidade e portanto à sua longevidade. </li></ul>
  • 11. Por que o saneamento básico se tornou uma questão de saúde pública, no mundo atual? <ul><li>Devido à crescente concentração das populações humanas nos centros urbanos, aliada à expansão industrial </li></ul><ul><li>Busca-se medidas preventivas para minimizar, preservar ou corrigir possíveis agravos ao meio ambiente e à saúde. </li></ul>
  • 12. EVOLUÇÃO NO SANEAMENTO BÁSICO 1990 -2002     Tradução da legenda Verde - 95% ou mais Amarelo – em andamento Vermelho – sem andamento Cinza – dados insuficientes Fonte: www.unicef.org
  • 13. COMO O SANEAMENTO BÁSICO COMEÇOU? <ul><li>Voltemos ao passado ... </li></ul>
  • 14. Períodos históricos <ul><li> HISTÓRIA </li></ul><ul><li>Pré-História </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Idade Antiga I. Média I. Moderna I. Contemporânea </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><li>10 000 a.C . V XV XVIII 2008 </li></ul><ul><li>4 000 a.C. </li></ul><ul><li>----------I------------ I_______ 0____________ I_______________I_____________I__________________________???? </li></ul><ul><li>Revolução Escrita Revolução Revolução </li></ul><ul><li>Agrícola Comercial Industrial </li></ul><ul><li> BRASIL </li></ul><ul><li> Colônia Império República </li></ul><ul><li> 1500 1822 1889 2008 </li></ul><ul><li>------------------------------------I_________________I________I__________________ ???. </li></ul><ul><li> Invasão Inde- República </li></ul><ul><li> e pendência </li></ul><ul><li> conquista </li></ul><ul><li> portuguesa </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>ACÚCAR CAFÉ 1930: CRISE DO CAFÉ </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li> </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  • 15. <ul><li>Os grupos humanos na Pré-História utilizavam métodos simples para recolher as águas das chuvas, dos rios e dos lagos </li></ul>
  • 16. <ul><li>Mudando-se constantemente, deixavam restos de alimentos e dejetos acumulando-se em seus abrigos temporários </li></ul>
  • 17. <ul><li>Consumiam apenas o essencial para a sobrevivência e a população era pequena. </li></ul><ul><li>A quantidade de detritos produzida era insuficiente para produzir alterações ambientais significativas </li></ul>
  • 18. <ul><li>No período Neolítico, com o desenvolvimento da agricultura surgiram as primeiras aldeias </li></ul><ul><li>a produção de lixo e águas servidas favoreceu a proliferação de ratos e insetos e e o início da poluição dos rios. </li></ul><ul><li>Os primeiros gatos domesticados eram muito úteis para caçar os ratos que atacavam os celeiros de grãos. </li></ul>
  • 19. ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA IDADE ANTIGA <ul><li>Com o surgimento das cidades, na Idade Antiga e o crescimento da população foi necessário desenvolver projetos de engenharia para condução e armazenamento de água </li></ul><ul><li>Procurando fontes de água no subsolo, foram cavados poços, que inicialmente rasos, chegaram até 450 m de profundidade, como os construídos pelos chineses </li></ul>
  • 20. <ul><li>O desenvolvimento do saneamento está sempre relacionado ao surgimento e o crescimento das cidades, como Babilônia, na antiga Mesopotâmia. </li></ul>
  • 21. <ul><li>Tem-se notícia de que existiam coletores de esgoto em Nippur (Babilônia) desde 3.750 A.C. </li></ul><ul><li>O primeiro sistema público de abastecimento de água, o aqueduto de Jerwan, foi construído na Assíria em 691 A.C. </li></ul>CANALIZAÇÃO DE ESGOTO - ESHUNNA/BABILÔNIA (IRAQUE) E JOELHO E JUNTA DE CANALIZAÇÃO EM CERÂMICA
  • 22. U ma característica das antigas cidades do vale do rio Indo (2600 a 1900 a.C) , como Mohenjo Daro e Harappa era a sofisticação do sistema de encanamento pelos quais a água servida corria para dutos ou esgotos centrais. As ruas eram largas, pavimentadas e drenadas por esgotos cobertos. Esses canais de escoamento ficavam cerca de meio metro abaixo do nível do pavimento e, geralmente, eram construídos em alvenaria de tijolos com uma argamassa de barro.
  • 23. <ul><li>Área de banho em Mohenjo-Daro ( situada no atual Paquistão) </li></ul><ul><li>Quase todas as casas nesta cidade eram equipadas com uma área de banho privada, com canalização para levar a água suja para o esgoto. </li></ul>
  • 24. <ul><li>Poço público em Harappa </li></ul><ul><li>Havia também banhos públicos, usados para lavar roupas, como é comum hoje no Paquistão e na India </li></ul>
  • 25. SANEAMENTO BÁSICO NAS CIDADES DO VALE DO INDO <ul><li>Os esgotos, mantidos por uma autoridade municipal, eram forrados de tijolos e tinham aberturas a intervalos regulares para inspeção e manutenção. </li></ul><ul><li>Os cidadãos de Harappa desenvolveram um privilégio bastante raro no mundo antigo: água encanada. </li></ul><ul><li>Cada casa dispunha de um banheiro com chão pavimentado em declive e de um sistema de escoamento de água. A água para o banho era puxada, com baldes, de poços revestidos de tijolos de barro cozido, e despejadas em pequenos reservatórios e daí encaminhadas por curtos encanamentos cerâmicos para cair sobre o banhista </li></ul><ul><li>não existiam banheiras. </li></ul><ul><li>empregavam-se canos de drenagem feitos de cerâmica, embutidos e rejuntados com gesso, para que não ocorressem vazamentos. </li></ul><ul><li>Sistema de esgotos: Uma fossa coberta do lado de fora de cada habitação, comunicava-se com uma rede de canais de esgoto, revestidos e cobertos com tijolos, que corria ao longo das ruas principais. Em cada interseção, havia uma fossa com tampa removível, para permitir a limpeza. </li></ul>
  • 26. <ul><li>A civilização minóica se desenvolveu na ilha de Creta , no mar Egeu , entre 2700 a.C. e 1450 a.C. </li></ul><ul><li>Teve como principal centro a cidade de Cnossos . O termo &amp;quot; minóico &amp;quot; deriva de Minos , título dado ao rei de Creta. </li></ul><ul><li>Em Cnossos, fica o famoso palácio, com seu majestoso terraço, seus pátios inferiores, sua decoração mural, seu gigantismo . </li></ul><ul><li>seu sistema de drenagem foi construído em pedra e terracota, com um coletor ou emissário final das águas residuais (águas pluviais e de excreta) que descarregava o efluente a uma distância considerável da origem. </li></ul><ul><li>As precipitações freqüentes e intensas na região resultavam na ocorrência cíclica de condições de auto-limpeza. </li></ul>
  • 27. CIVILIZAÇÃO EGÉIA OU MINÓICA ( CRETA 2750 a 1450 a.C.) <ul><li>Cnossos foi o primeiro sítio europeu a ter um sistema organizado de canalização de água limpa e de esgotos, além de privada com descarga </li></ul><ul><li>As placas de pedra foram removidas para visualização do sistema de esgoto. </li></ul>
  • 28. <ul><li>Sala de banhos da Rainha no palácio real de Cnossos ( ( 1700 a. C.) </li></ul><ul><li>Havia uma latrina. com um reservatório de água que coletava a água das chuvas para a descarga dos resíduos (cerca de 1700 a.C) </li></ul>
  • 29. O CONTROLE DAS ÁGUAS ENTRE OS EGÍPCIOS <ul><li>Os egípcios dominavam técnicas sofisticadas de irrigação do solo na agricultura e métodos de armazenamento de líquido, pois dependiam das enchentes do Nilo. </li></ul>
  • 30. <ul><li>Os egípcios costumavam armazenar água em grandes potes de barro durante aproximadamente um ano, tempo suficiente para que a sujeira se depositasse no fundo do recipiente. </li></ul><ul><li>Em antigas pinturas egípcias dos séculos XV a XIII A.C. aparecem representações de filtragem por sedimentação e uso de sifões, e se especula se utilizavam alúmen para remover sólidos suspensos </li></ul>
  • 31. DRENAGEM NO ANTIGO EGITO <ul><li>No Médio Império (2100-1700 a. C.) cidade de Kahum, construída, por ordem do faraó, segundo um plano unificado, tinha a água escoada, através de uma calha de pedra de mármore implantada no centro da rua </li></ul><ul><li>Em Tel-el-Amarna, do século XIV a. C. (com sistema de drenagem igual ao de Kahum) foram encontrados sinais da existência de banheiros em casas mais humildes. </li></ul>
  • 32. PURIFICAÇÃO DA ÁGUA NO EXTREMO ORIENTE ANTIGO <ul><li>Milênios antes de Cristo os chineses e japoneses utilizavam filtração por capilaridade para obter água limpa: o líquido era passado de uma vasilha a outra por meio de tiras de tecido, que removiam a sujeira </li></ul>
  • 33. OS GREGOS ANTIGOS E O SANEAMENTO BÁSICO <ul><li>O filósofo Empédocles de Agrigento (504-443 a. C.) já havia estabelecido uma associação entre pântanos e malária. </li></ul><ul><li>Empédocles livrou de uma epidemia o povo de Selinute, na Sicília, desviando dois rios para os pântanos, com o intuito de prevenir a estagnação das águas e torná-las saudáveis </li></ul><ul><li>Atenas possuía um sistema de esgotos, o que no entanto não a livrou da grande peste que atingiu seus cidadãos em 430 a. C., durante a Guerra do Peloponeso. </li></ul>
  • 34. ROMA ANTIGA E O SANEAMENTO BÁSICO <ul><li>Roma foi fundada em torno de um forte no topo de uma colina, porém em torno de 600 a. C., a expansão da área urbana exigiu que o vale pantanoso ao pé da colina fosse drenado, produzindo uma área plana e seca que iria se tornar o fórum romano. </li></ul><ul><li>Desenvolveu-se ali uma cidade-mercado, que alcançou a população de cerca de um milhão de habitantes no início da era cristã. </li></ul><ul><li>A cidade, no período imperial era abastecida por onze aquedutos, porém água canalizada era um privilégio de poucos e a maioria dos cidadãos abastecia-se em fontes públicas, como amostrada acima.  </li></ul><ul><li>Havia extensos esgotos, de construção esplêndida (alguns tão grandes que neles se podia passar com uma carroça puxada por um cavalo), mas se conectavam apenas com o sistema público de drenagem e não com as casas particulares. </li></ul>
  • 35. AQUEDUTO DE SEGÓVIA NA ESPANHA <ul><li>As construções destinadas ao transporte de água, chamadas de aquedutos, eram grandiosas e abasteciam as fontes públicas, dezenas de termas ( ou banhos públicos) além de suprir os lagos e fontes e artificiais nas residências dos ricos. </li></ul><ul><li>Os grandes aquedutos romanos foram construídos em várias partes do mundo, a partir de 312 A.C. </li></ul>
  • 36. AQUEDUTO ROMANO DE PONT DU GARD ( NÎMES – FRANÇA)
  • 37. <ul><li>A Cloaca Máxima é uma das mais antigas redes de esgotos do mundo. </li></ul><ul><li>construída nos finais do século VI a.C. pelos últimos reis de Roma , com base na engenharia etrusca, com a finalidade de drenar as águas residuais e o lixo , para o rio Tibre . </li></ul><ul><li>o sistema original era um canal a céu aberto que seria progressivamente coberto devido às exigências do espaço do centro citadino. </li></ul><ul><li>A Cloaca Máxima foi mantida em bom estado durante toda a idade imperial. </li></ul>
  • 38. <ul><li>CLOACA MÁXIMA </li></ul><ul><li>( ~ 500 a. C.) observar, ao lado, o detalhe do arco de sustentação do teto e os degraus inferiores para inspeção </li></ul>
  • 39. <ul><li>As termas eram construções sofisticadas com piscinas de água quente, morna ou fria, ao lado de salas para a prática de esportes e massagem. </li></ul><ul><li>As Termas de Caracala foram construídas entre 212 e 217 durante o governo do imperador Caracala . Podiam acolher mais de 1.500 pessoas num edifício que media 337 metros por 328 </li></ul>
  • 40. BANHOS ROMANOS EM BATH (INGLATERRA) <ul><li>Os banhos públicos podiam ter diversas finalidades, entre as quais a higiene corporal e a terapia pela água com propriedades medicinais; </li></ul><ul><li>Os banhos eram pontos de encontro da vida das cidades do Império Romano. </li></ul><ul><li>Por volta de 300 d.C. existiam em Roma mais de 300 banhos públicos e consumiam-se cerca de 3 milhões de litros de água por dia. </li></ul><ul><li>em geral as manhãs eram reservadas às mulheres e as tardes aos homens. </li></ul>
  • 41. OS PRINCIPAIS AMBIENTES DA TERMA ROMANA <ul><li>tepidarium - banhos mornos </li></ul><ul><li>praefurnium - local das fornalhas que aqueciam a água e o ar. </li></ul><ul><li>caldarium - banhos de água quente </li></ul><ul><li>frigidarium - banhos de água fria </li></ul><ul><li>Sudatorium - espécie de sauna. </li></ul><ul><li>As termas romanas dispunham ainda de ginásio de esportes, biblioteca, sala de massagem, jardim, além de comes e bebes. </li></ul>
  • 42. Ruínas de uma latrina pública do período romano em Éfeso na Turquia ( séc. I d.C) Em 315 depois de Cristo havia 144 latrinas públicas em Roma
  • 43. Engenharia e saneamento em Roma Antiga <ul><li>O arquiteto e engenheiro, Marco Vitrúvio Pólio (c. 70-25 a. C.), em seu livro De Architectura , acentuou a importância de se determinar a salubridade de um sítio e oferece indicações precisas para a seleção de lugares apropriados à fundação de cidades e à construção de prédios. </li></ul><ul><li>também, deu muita atenção à posição, à orientação e ao sistema de drenagem das moradias </li></ul>
  • 44. OS QUÍCHUAS DO PERU E O SANEAMENTO <ul><li>Na América do Sul, impressionantes ruínas de sistemas de esgotos e de banhos atestam as façanhas dos quichuas em engenharia sanitária. </li></ul><ul><li>Essa civilização que se desenvolveu entre os séculos XIII e XVI na região do atual Peru e Equador, ergueu cidades drenadas e com suprimento de água, garantindo assim, um terreno seguro para a saúde da comunidade. </li></ul><ul><li>Os quíchuas construíram ainda numerosos sistemas de canalização para irrigação, principalmente nas terras áridas da costa do Peru. </li></ul><ul><li>Estavam cônscios, ainda, da influência possível de outros elementos do ambiente físico sobre a saúde e reconheceram a relação entre aclimatação e má saúde, a ponto de que tropas oriundas dos planaltos serviam nos vales quentes em um sistema de rodízio, permanecendo ali apenas alguns meses de cada vez </li></ul>
  • 45. SANEAMENTO NAS CIDADES MEDIEVAIS <ul><li>As cidades medievais consistiam num amontoado de edifícios num labirinto de ruas estreitas. </li></ul><ul><li>Eram pequenas, densamente povoadas, barulhentas e sujas. </li></ul><ul><li>A maioria de suas ruas não tinha pavimentação e tampouco obras de drenagem, e recebia toda sorte de refugos e imundície. </li></ul>
  • 46. <ul><li>O povo vivia na rua, amontoava-se entre as galinhas, os monturos e as centenas de cães e gatos que faziam o “aproveitamento” dos restos que encontravam. </li></ul><ul><li>homens da Igreja como São Jerônimo [343-420] não viam razões válidas para um cristão tomar banho depois do batismo. </li></ul><ul><li>Este preconceito teológico em relação aos cuidados de higiene corporal vai ter conseqüências nefastas na saúde da população européia. </li></ul><ul><li>Na maioria dos conventos e monastérios da Europa medieval, o banho era praticado duas ou três vezes ao ano, em geral às vésperas de festas religiosas como a Páscoa e o Natal. </li></ul>
  • 47. <ul><li>Na Idade Média, as pessoas costumavam atirar os excrementos nas ruas, às vezes atingindo os passantes. </li></ul>Detalhe de um quadro de Peter Brueghel mostra um homem rico perto de um anexo que despeja os dejetos direto no rio
  • 48. O BANHO NA IDADE MÉDIA <ul><li>Durante a Idade Média, a maioria se casava no mês de junho (início do verão, para eles), porque, como tomavam o primeiro banho do ano em maio, em junho o cheiro ainda estava mais ou menos suportável. Entretanto, como já começavam a exalar alguns &amp;quot;odores&amp;quot;, as noivas tinham o costume de carregar buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar. Daí termos em maio o &amp;quot;mês das noivas&amp;quot; e a origem do buquê explicadas. Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível perder um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês &amp;quot; don&apos;t throw the baby out with the bath water&amp;quot;, ou seja, literalmente &amp;quot;não jogue fora o bebê junto com a água do banho&amp;quot;, que hoje usamos para os mais apressadinhos... </li></ul>Ilustração medieval de de um banho com refeição 1494-95
  • 49. <ul><li>Á esquerda, ilustração medieval de um grande banho comunitário com farra gastronômica, numa casa de prostituição </li></ul>
  • 50. IDADE MÉDIA <ul><li>PRIVADA INTERNA EM HAME CASTLE, FINLÂNDIA. </li></ul><ul><li>Somente pessoas privilegiadas como o capelão do castelo, tinham acesso a essa privada com tampa de madeira, que é a única do edifício </li></ul>
  • 51. <ul><li>Anexos para privadas no Castelo de Olavinlinna na Finlândia – séculos XV e XVI. </li></ul><ul><li>Anexas às paredes estão as privadas, feitas de pedra com assentos de madeira. Uma velha anedota as descreve como as primeiras privadas a água da Finlândia , porque estavam acima da água e a altura era grande, cerca de 20 metros. </li></ul>
  • 52. O FLAUTISTA DE HAMLIN Alemanha <ul><li>Essa lenda faz alusão às epidemias de peste que frequentemente assolavam as cidades medievais devido à falta de higiene e aos ratos. </li></ul>
  • 53. A PESTE NEGRA SÉC. XIV <ul><li>Nos porões dos navios de comércio, que vinham do Oriente, entre os anos de 1346 e 1352, chegavam milhares de ratos. Estes roedores encontraram nas cidades européias um ambiente favorável, pois estas possuíam condições precárias de higiene. </li></ul><ul><li>Estes ratos estavam contaminados com a bactéria Pasteurella Pestis. E as pulgas destes roedores transmitiam a bactéria aos homens através da picada. </li></ul><ul><li>Após adquirir a doença, a pessoa começava a apresentar vários sintomas: primeiro apareciam nas axilas, virilhas e pescoço vários bubos (bolhas) de pus e sangue. Em seguida, vinham os vômitos e febre alta. </li></ul><ul><li>não havia cura para a doença e a medicina era pouco desenvolvida. </li></ul><ul><li>a doença fez tantas vítimas que faltavam caixões e espaços nos cemitérios para enterrar os mortos. Os doentes eram, muitas vezes, abandonados, pela própria família, nas florestas ou em locais afastados. </li></ul>
  • 54. A PESTE NEGRA <ul><li>O regresso dos cruzados igualmente contribuiu para a introdução de muitas doenças transmissíveis, até então desconhecidas na Europa, e que se transformaram em terríveis epidemias. </li></ul><ul><li>Estima-se que somente a peste negra vitimou cerca de 25 a 30 milhões de pessoas (entre um terço a um quarto da população do Ocidente) em meados do Séc. XIV. </li></ul><ul><li>A peste negra está admiravelmente retratada em quadros de Pieter Brueghel, o Velho (1525-1569) e em particular em O triunfo da morte (1556, Museu do Prado, Madrid). </li></ul>
  • 55. IDADE MODERNA <ul><li>Nesse período as preocupações com saúde pública como conhecemos hoje tiveram maior desenvolvimento. </li></ul><ul><li>Entre o século XVI e meados do século XVIII generalizou-se a pavimentação das ruas e construção de obras de canais de drenagem onde escoavam os refugos indesejáveis das ruas em direção aos rios e lagos.  </li></ul><ul><li>O uso desse método produzia maus odores, além do que as provisões de água tornavam-se perigosamente poluídas. </li></ul>Dizia-se que os canais de Antuérpia matavam até mesmo os cavalos que bebiam sua água. Os poços e fontes se contaminavam com infiltrações oriundas das fossas e dos  cemitérios.
  • 56. A HIGIENE CORPORAL na Idade Moderna <ul><li>Ainda para a maior parte das pessoas a higiene mínima era feita com jarras e bacias domésticas </li></ul><ul><li>nos Séculos XVI e XVII, considerava-se que a água era capaz de se infiltrar no corpo e supunha-se que a água quente, especialmente, fragilizasse os órgãos, abrindo os poros para os ares malignos. </li></ul><ul><li>Durante o século XVII os banhos continuaram a ser olhados como algo perigoso e desaconselhado a pessoas doentes. </li></ul><ul><li>Nesta época, para disfarçar o cheiro, as classes altas começaram a importar e a usar perfumes. A indústria cosmética teve um enorme avanço! </li></ul><ul><li>No suntuoso Palácio de Versalhes, um decreto de 1715, baixado pouco antes da morte do rei Luís XIV, estipulava que as fezes seriam retiradas dos corredores uma vez por semana – do que se deduz que o recolhimento era ainda mais esparso antes. Versalhes não tinha banheiros, mas contava com um quarto de banho equipado com uma banheira de mármore encomendada pelo próprio Luís XIV – objeto que serviria apenas à ostentação, caindo no mais absoluto desuso </li></ul><ul><li>A maior parte das pessoas utilizava-se de urinóis para as suas necessidades fisiológicas. </li></ul>
  • 57. EVOLUÇÃO DO VASO SANITÁRIO <ul><li>2500AC: Mohenjo Daro –havia um sistema altamente desenvolvido de drenagem em que a água servida de cada casa fluía para o canal principal. </li></ul><ul><li>1000 a.C: ilha de Bahrein no Golfo Pérsico : privada com fluxo de água. </li></ul><ul><li>69 d.C.: Imperador romano Vespasiano, pela primeira vez cobra taxa para uso de banheiro público </li></ul><ul><li>1596 JD Harrington inventa o W.C. </li></ul><ul><li>.1668 : se torna obrigatória a construção de vasos sanitários em todas casas de Paris. </li></ul><ul><li>1824 : primeiro banheiro público em Paris. </li></ul><ul><li>1883 : primeiro vaso sanitário de cerâmica, feito para a Rainha Vitória. </li></ul><ul><li>1889 : primeiro tratamento de esgoto no mundo. </li></ul><ul><li>1980 : instalação de banheiro público com controle automático. </li></ul>
  • 58. CURIOSIDADE... <ul><li>Os reis Luís XIII e XIV costumavam dar audiência enquanto estavam usando o vaso sanitário. </li></ul><ul><li>Daí a conhecida expressão: “sentado no trono”. </li></ul>
  • 59. O SANEAMENTO NA SOCIEDADE INDUSTRIAL <ul><li>Com o desenvolvimento industrial, a partir de meados do séc. XVIII, houve grande êxodo rural e as populações concentraram-se nas cidades </li></ul>
  • 60. <ul><li>As condições de vida nas cidades da Inglaterra, França, Bélgica e Alemanha eram terríveis. </li></ul><ul><li>As moradias eram superlotadas e sem as mínimas condições de higiene </li></ul><ul><li>Os detritos eram acumulados em recipientes, de onde eram transferidos para reservatórios públicos mensalmente </li></ul>
  • 61. SÉCULO XIX <ul><li>No início do XIX, as condições de vida urbana começaram a melhorar. </li></ul><ul><li>Houve a introdução gradual das bombas a vapor e canos de ferro. </li></ul><ul><li>A generalização do sistema de drenagem por carreamento pela água logo originou mais problemas: as fossas raramente eram limpas e seu conteúdo se infiltrava pelo solo, saturando grandes áreas do terreno e poluindo fontes e poços usados para o suprimento de água. </li></ul><ul><li>Como esses canais de esgotamento se destinavam a carrear água de chuva, os rios de cidades maiores se transformaram em esgotos a céu aberto </li></ul>
  • 62. <ul><li>O suprimento de água e limpeza de ruas não acompanharam a expansão urbana. </li></ul><ul><li>Ao mesmo tempo a proliferação das indústrias que lançavam seus resíduos nas águas agravava a poluição ambiental </li></ul><ul><li>Houve a volta, então de graves epidemias, sobretudo do cólera ( Londres, 1831-32, 1848-49, 1854 e 1857)e febre tifóide, transmitidos pela água contaminada </li></ul><ul><li>A mortalidade era agravada pelas péssimas condições de vida e trabalho da classe operária </li></ul>
  • 63. <ul><li>Diante da gravidade da situação, os governos passaram a investir muitos recursos em pesquisa e na área médica. </li></ul><ul><li>Pasteur e outros cientistas descobriram que doenças infecciosas eram causadas por microorganismos patogênicos </li></ul><ul><li>A partir daí foi possível entender os processos de transmissão de doenças através da água e de outros meios contaminados </li></ul>Bactéria Escherichia coli
  • 64. PROGRESSOS NO SANEAMENTO SÉCULO XIX <ul><li>as autoridades perceberam uma clara conexão entre a sujeira e a doença nas cidades.  </li></ul><ul><li>Os engenheiros hidráulicos (1842) propuseram, então, a reforma radical do sistema sanitário, separando rigorosamente a água potável da água servida </li></ul><ul><li>as valas de esgotos a céu aberto seriam substituídas por encanamentos subterrâneos construídos com manilhas de cerâmica cozida.  </li></ul>
  • 65. OS ESGOTOS DE PARIS <ul><li>Os esgotos transportavam as águas servidas em Paris desde o século XIII quando as ruas da cidade foram pavimentadas e canais foram construídos por ordem de Felipe Augusto, rei da França de 1180 a 1223. </li></ul><ul><li>Esgotos cobertos foram introduzidos durante o governo de Napoleão Bonaparte </li></ul><ul><li>Após a grande epidemia de cólera de 1832, se iniciou uma política de saneamento básico. </li></ul><ul><li>1854 - Eugène Belgrand sob estímulo do prefeito Haussmann , constrói uma grande rede de esgotos, que conta hoje com mais 2.300 km de extensão. </li></ul>
  • 66. O SURGIMENTO DA SAÚDE PÚBLICA Londres- Inglaterra <ul><li>1848 -primeira Lei de Saúde Pública da Grã-Bretanha . </li></ul><ul><li>1859 início da limpeza geral das canalizações de esgotos da capital </li></ul><ul><li>1875- 133 quilômetros de coletores novos de esgotos percorriam o subsolo de Londres, recolhendo dejetos em uma área de cerca de 260 quilômetros quadrados </li></ul><ul><li>O exemplo seria seguido por outras cidades industriais da Inglaterra e de outros países do continente europeu e americano.  </li></ul>
  • 67. O CONCRETO ARMADO NO SANEAMENTO BÁSICO <ul><li>1866 – divulgação do uso do concreto armado como material de construção por Joseph Monier </li></ul><ul><li>generalização do uso do material para a construção de reservatórios e encanamentos e canais </li></ul><ul><li>vantagens do concreto armado: segurança , durabilidade, rapidez de execução, economia de conservação, impermeabilidade e resistência a choques e vibrações. </li></ul><ul><li>Concreto possibilitou desenvolvimento das obras de drenagem, facilitando a construção de lajes de cobertura e o emprego de tubos pré-moldados para construção das galerias. </li></ul>
  • 68. SANEAMENTO BÁSICO NOS EUA <ul><li>1857 - concepção inicial de sistemas de esgoto pelo engenheiro civil J.W. Adams, que projetou os esgotos de Brooklyn, Nova Iorque </li></ul><ul><li>1873-formação do Departamento de Saúde Nacional, precursor do Serviço de Saúde Pública Norte-Americano. </li></ul><ul><li>1889- as maiores cidades americanas estavam com linhas de esgoto em funcionamento. </li></ul>
  • 69. <ul><li>Foi só no século XIX, com a propagação da água encanada e do esgoto e com o desenvolvimento de uma nova indústria da higiene – principalmente nos Estados Unidos – que o banho foi reabilitado. </li></ul><ul><li>O sabão, conhecido desde a Antiguidade, mas por muito tempo considerado um produto de luxo, foi industrializado e popularizado. </li></ul><ul><li>Em 1877, a Scott Paper, companhia americana pioneira na fabricação de papel higiênico, começou vender seu produto em rolos, formato que se mostra até hoje insuperado. </li></ul><ul><li>O século XX prosseguiria com a expansão da higiene. </li></ul><ul><li>Os desodorantes modernos datam de 1907 e a primeira escova de dentes plástica é dos anos 50. </li></ul>NOVOS HÁBITOS DE HIGIENE A PARTIR SÉCULO XIX
  • 70. LEMBRETE... <ul><li>É importante ressaltar que, em todas as épocas e em todos os lugares, o saneamento básico concentrou-se nas zonas urbanas e no atendimento das camadas privilegiadas. </li></ul><ul><li>A democratização do acesso ao saneamento é fenômeno recente e restrito geograficamente. </li></ul>
  • 71. SANEAMENTO BÁSICO NO MUNDO ATUAL <ul><li>No século XX o desenvolvimento da ciência e da tecnologia permitiu que fontes contaminadas se tornassem potáveis após tratamento. </li></ul>
  • 72. UMA VISÃO FANTÁSTICA: UM SISTEMA DE SANEAMENTO BÁSICO NO JAPÃO HOJE
  • 73. AS PERSPECTIVAS : UM PLANETA ESGOTADO ... <ul><li>A humanidade levou quase 200 mil anos para atingir a marca de 1 bilhão e 500 milhões de pessoas </li></ul><ul><li>Em apenas um século ( o XX) a população mundial quadruplicou, tendo atingido a marca de 6 bilhões de pessoas no ano 2000. </li></ul><ul><li>Daí a imensa pressão sobre os recursos naturais, a grande produção de lixo e águas contaminadas. </li></ul><ul><li>Urge encontrar soluções para a questão ambiental. </li></ul>
  • 74. O LIXO PRODUZIDO NO MUNDO <ul><li>A produção mundial de lixo é de 400 milhões de toneladas por ano, aproximadamente. </li></ul><ul><li>Como é possível sanear um ambiente que sofre tamanho impacto? </li></ul><ul><li>Este é o desafio para todos nós! </li></ul>
  • 75. <ul><li>COMO FOI A EVOLUÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL? </li></ul>
  • 76. <ul><li>Colônia Império República </li></ul><ul><li>-------------1500____________________1822___________________1889______________2008 ???? Invasão e conquista Proclamação Proclamação </li></ul><ul><li>portuguesa da da </li></ul><ul><li> Independência República </li></ul><ul><li>ACÚCAR CAFÉ 1930: CRISE DO CAFÉ </li></ul><ul><li> -início da industrialização </li></ul><ul><li> - urbanização </li></ul>BRASIL
  • 77. SANEAMENTO NO BRASIL <ul><li>As comunidades indígenas já se preocupavam com o saneamento </li></ul><ul><li>Para o seu consumo, os indígenas armazenavam a água em talhas de barro e argila ou até mesmo em caçambas de pedra </li></ul><ul><li>Com os dejetos, também havia um cuidado especial, haja vista que delimitavam áreas usadas para as necessidades fisiológicas e para disposição de detritos </li></ul>
  • 78. SANEAMENTO NO BRASIL 1ª fase – Período Colonial <ul><li>No Brasil, a história do saneamento básico também se confunde com a formação das cidades. </li></ul><ul><li>o abastecimento de água era feito através de coleta em bicas e fontes, nos povoados que então se formavam </li></ul><ul><li>As ações de saneamento se resumiam à drenagem dos terrenos e à instalação de chafarizes em algumas cidades </li></ul>
  • 79. <ul><li>Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro </li></ul><ul><li>Primeiro aqueduto construído no Brasil, em 1723 </li></ul>
  • 80. O SANEAMENTO NO PERÍODO JOANINO <ul><li>A vinda da corte portuguesa em 1808 e a abertura dos portos em 1810 geraram grandes impactos no país, em especial no Rio de Janeiro. </li></ul><ul><li>em menos de duas décadas, sua população duplicou, alcançando aproximadamente 100.000 habitantes em 1822 a 135.000 em 1840 </li></ul>
  • 81. O RIO DE JANEIRO NA ÉP0CA DE D. JOÃO <ul><li>Entretanto, a evolução da higiene não acompanhou o aumento populacional e o progresso material e econômico da cidade. </li></ul><ul><li>As instalações sanitárias das casas ficavam localizadas nos fundos e os despejos eram recolhidos em barris especiais. Quando ficavam cheios, após vários dias de utilização, acarretando mau cheiro e infectados, eram transportados pelos escravos, apelidados de “tigres” e despejados na atual Praça da República ou na beira-mar, onde eram lavados . </li></ul>
  • 82. INOVAÇÕES DO PERÍODO JOANINO <ul><li>Foram criadas leis que fiscalizavam os portos e evitavam a entrada de navios com pessoas doentes </li></ul><ul><li>Foi instalada uma rede de coleta para escoamento das águas das chuvas no Rio de Janeiro, mas atendia apenas às áreas da cidade onde morava a aristocracia </li></ul>
  • 83. Na época do Império os escravos eram encarregados de transportar água dos chafarizes públicos até as residências, como mostra a pintura de Rugendas
  • 84. ABASTECIMENTO DE ÁGUA NO RIO DE JANEIRO <ul><li>No ano de 1840, foi fundada uma empresa para explorar os serviços de pipas de água, transportadas por uma frota de carroças de duas rodas,puxadas por burros. </li></ul><ul><li>Com o rápido crescimento da cidade,viu-se a necessidade de se implementar melhorias nos sistemas de abastecimento de água. O produto passaria a ser comercializado, deixando de ser um bem natural para se tornar uma mercadoria. </li></ul>
  • 85. SANEAMENTO: QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA <ul><li>Com o crescimento da cidade a situação sanitária do Rio de Janeiro se tornava cada vez mais precária. </li></ul><ul><li>Entre 1830 a 1851, houve nada menos do que vinte e três epidemias letais na Cidade, principalmente de febre amarela </li></ul>
  • 86. SANEAMENTO NO BRASIL- 2ª FASE meados do século XIX início do século XX <ul><li>se inicia a organização dos serviços de saneamento básico </li></ul><ul><li>as províncias entregam as concessões a companhia estrangeiras, principalmente inglesas </li></ul>N a cidade de Campinas, Estado de São Paulo no ano de 1875, uma proposta do engenheiro Jorge Harrat venceu a concorrência aberta para construir e abastecer chafarizes no centro da cidade. A água, gratuita para a população, vinha das nascentes do córrego Tanquinho, que se localizam sob a quadra formada pelas avenidas Francisco Glicério e Aquidabã e as ruas Regente Feijó e Uruguaiana, seguindo em tubos de ferro fundido até os chafarizes. A obra demorou 18 meses para ser concluída e custou 27 contos de réis. 
  • 87. EXTENSÃO DO SANEAMENTO ÀS MAIORES CAPITAIS <ul><li>1857 - 1877, o governo de São Paulo, após a assinatura de contrato com a empresa Achilles Martin D&apos;Éstudens, constrói o primeiro sistema Cantareira de abastecimento de água encanada. </li></ul><ul><li>1861- Porto Alegre (RS) sistema instalado </li></ul><ul><li>1876- Rio de Janeiro utiliza o Decantador Dortmund é pioneira na inauguração em nível mundial de uma Estação de Tratamento de Água (ETA), com seis Filtros Rápidos de Pressão Ar/Água. </li></ul>
  • 88. SANEAMENTO NO BRASIL- 3ª FASE início século XX <ul><li>Se começa a se pensar em saneamento básico para as cidades, isto é, num plano para levar toda água suja por meio de canos para um lugar onde ela pudesse ser tratada. </li></ul><ul><li>Isso é decorrência da insatisfação geral da população em função da péssima qualidade dos serviços prestados pelas empresas estrangeiras </li></ul><ul><li>Ocorre então a estatização dos serviços </li></ul><ul><li>Neste período começa-se a vincular o Saneamento a seus recursos. </li></ul>
  • 89. COMBATE ÀS EPIDEMIAS <ul><li>No final do séc. XIX e início do XX, o Brasil era conhecido no exterior por ser um local onde proliferavam epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica. </li></ul><ul><li>As cidades constituíam viveiros de ratos, pernilongos e outros vetores de doenças </li></ul>MOSQUITO TRANSMISSOR DA FEBRE AMARELA
  • 90. COMBATE À FEBRE AMARELA <ul><li>Devido à gravidade da situação, o médico Emílio Ribas ( 1862-1925) realizou uma campanha de combate à febre amarela em São Paulo, atacando os focos de mosquitos transmissores da doença </li></ul>
  • 91. <ul><li>Baseado no sucesso de Ribas, Osvaldo Cruz ( 1872- 1917) , iniciou em 1903, no Rio de Janeiro, uma luta para erradicar essas epidemias. </li></ul><ul><li>Oswaldo Cruz era médico especializado em saúde pública. </li></ul><ul><li>Em 1903, foi escolhido pelo governo federal para o cargo de Diretor de Saúde Pública. </li></ul>
  • 92. A REVOLTA DA VACINA 1904 RJ <ul><li>A charge acima ilustra a revolta da população contra Oswaldo Cruz </li></ul><ul><li>A vacinação era feita pela brigada sanitária, que era uma comissão de empregados da área de saúde preparados para executar esse serviço. Eles entravam na casa das pessoas e vacinavam todos que lá estivessem, uma forma de agir que indignou a população. </li></ul><ul><li>A oposição política, ao sentir a insatisfação popular, tratou de canalizá-la para um plano arquitetado tempos antes: a derrubada do presidente da República Rodrigues Alves. </li></ul><ul><li>O governo reagiu e o saldo foi 30 mortos, 110 feridos, cerca de 1000 detidos e centenas de deportados </li></ul>
  • 93. SATURNINO DE BRITO patrono da engenharia sanitária no Brasil <ul><li>Entre os inúmeros sanitaristas brasileiros, destaca-se o engenheiro Saturnino de Brito ( 1864- 1929) . </li></ul><ul><li>Em 1930 todas as capitais possuíam sistemas de distribuição de água e coleta de esgotos, graças, em parte, a seus esforços. </li></ul><ul><li>Um de seus projetos é a rede de canais de drenagem de Santos, iniciada em 1907, construída para secar terras encharcadas onde proliferavam transmissores da febre amarela. </li></ul>
  • 94. BELO HORIZONTE: planejamento e saneamento <ul><li>Um marco na engenharia urbana nacional foi a inauguração da cidade de Belo Horizonte (1897) </li></ul><ul><li>planejada para ser a capital do estado mineiro, foi servida com sistema de água e esgotos projetado por Saturnino de Brito </li></ul>
  • 95. INOVAÇÕES NO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL SÉCULO XX <ul><li>1912- adoção do sistema separador absoluto : sistemas de esgotos sanitários passaram a ser obrigatoriamente projetados e construídos independentemente dos sistemas de drenagem pluvial </li></ul><ul><li>generalização do emprego de tubos de concreto </li></ul><ul><li>a drenagem torna-se um elemento obrigatório dos projetos de urbanização. </li></ul>BOMBA DE ESGOTO PLUVIAL
  • 96. SANEAMENTO NO BRASIL- 4ª FASE a partir dos anos 40 – século XX <ul><li>Corresponde, grosso modo, ao Período Vargas no Brasil, com maior intervenção do Estado na economia </li></ul><ul><li>Aumento do êxodo rural em direção aos grandes centros industriais do Sudeste como São Paulo </li></ul><ul><li>Aumento da demanda por serviços de saneamento. </li></ul><ul><li>Se inicia a comercialização dos serviços. </li></ul><ul><li>Surgem autarquias e mecanismos de financiamento para abastecimento de água </li></ul><ul><li>setor de saneamento básico é gradativamente separado da saúde pública. </li></ul><ul><li>criada a Inspetoria de Águas e Esgotos </li></ul><ul><li>Maiores investimento do IAE, na capital (RJ),em especial nos bairros de classe alta e zonas industriais. </li></ul>
  • 97. SANEAMENTO NO BRASIL- 5ª FASE anos 50 a 60 – século XX <ul><li>São criadas as empresas de economia mista </li></ul><ul><li>Têm destacada participação os empréstimos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que previam o reembolso via tarifas e exigiam autonomia cada vez maior das companhias </li></ul><ul><li>Corresponde ao período de arrancada desenvolvimentista do Brasil e maior abertura ao capital estrangeiro </li></ul>
  • 98. PLANEJAMENTO NACIONAL PARA O SANEAMENTO <ul><li>1964- estabelecimento da ditadura militar </li></ul><ul><li>Centralização das decisões a nível federal </li></ul><ul><li>Criação do BNH - Banco Nacional da Habitação que passa a ser o gestor dos recursos do FGTS, principal fonte de recursos para o setor. </li></ul><ul><li>1965 o Brasil assina acordo com Estados Unidos, criando o &amp;quot;Fundo Nacional de Financiamento para Abastecimento de Água&amp;quot; que no período de 1965/1967 atendeu apenas a 21 cidades em todo o país com obras de abastecimento de água. </li></ul>
  • 99. SANEAMENTO NO BRASIL- 6ª FASE a partir da década de 70 <ul><li>1971- Regime Militar institui o PLANASA – Plano Nacional de Saneamento. </li></ul><ul><li>autonomia e auto-sustentação por meio das tarifas e financiamentos baseados em recursos retornáveis. </li></ul><ul><li>Extrema concentração de decisões, com imposições das companhias estaduais sobre os serviços municipais </li></ul><ul><li>Separação radical das instituições que cuidam da saúde no Brasil das que planejam o Saneamento. </li></ul>
  • 100. SANEAMENTO NO BRASIL HOJE <ul><li>No Brasil, a situação geral do saneamento, tanto na zona rural, quanto urbana, continua precária para as populações de baixa renda, apesar das melhoras realizadas nos últimos 40 anos. </li></ul>
  • 101. <ul><li>A implantação de obras de saneamento nunca acompanhou o ritmo de crescimento das áreas urbanas. </li></ul><ul><li>Ainda hoje, centenas de crianças morrem diariamente no país de desidratação, cólera, febre amarela, verminoses intestinais, ao ingerir água e alimentos contaminados. </li></ul>
  • 102. EVOLUÇÃO DOS SERVIÇOS DE ÁGUA E ESGOTOS NO BRASIL (%). <ul><ul><li>. </li></ul></ul><ul><ul><li>. Fonte: IBGE, Censos Demográficos 1970, 1980, 1990, 2000. </li></ul></ul><ul><ul><li>. </li></ul></ul><ul><ul><li>. </li></ul></ul><ul><ul><li>. </li></ul></ul>INDICADORES 1960 1970 1980 1990 2000 ABASTECIMENTO DE ÁGUA Domicílios urbanos 41,8 60,5 79,2 86,3 89,8 Domicílios rurais 1,3 2,6 5 9,3 18,1 ESGOTAMENTO SANITÁRIO Domicílios urbanos ( rede de coleta) 26 22,2 37 47,9 56 domicílios urbanos ( rede + fossas sépticas) 19,6 25,3 22,9 20,9 16 domicílios rurais ( rede de coleta) 0,3 0,4 1,4 3,7 3,3 domicílios rurais ( rede + fossas sépticas) 2,6 3,2 7,2 14,4 9,6
  • 103. <ul><li>OBSERVAÇÃO </li></ul><ul><li>ÁGUA: refere-se à distribuição de água </li></ul><ul><li>ESGOTO: refere-se à coleta e não ao tratamento do esgoto </li></ul><ul><li>LIXO: refere-se à coleta e não ao tratamento de lixo </li></ul>
  • 104. <ul><li>Acesso aos serviços de saneamento ambiental no Brasil </li></ul>
  • 105. <ul><li>O governo federal aumentou, de 2001 a 2004, seus gastos sociais, especialmente em programas de transferência de renda. </li></ul><ul><li>No entanto o gasto federal com saneamento básico e habitação caiu 45,8% no período 2000 a 2004. </li></ul><ul><li>Houve queda na proporção de domicílios entre os 40% mais pobres do país com acesso a rede de esgoto ou fossa séptica de 59%, em 2001, para 55%, em 2004. </li></ul><ul><li>Em quatro anos, o quadro é de estagnação patente. </li></ul><ul><li>Os serviços de saneamento têm sido seriamente comprometidas devido à falta sistemática de recursos e escassez de mão de obra qualificada </li></ul><ul><li>Esse dado pode estar revelando não só a ausência de rede de esgoto em muitos domicílios, mas também um quadro de expansão populacional em áreas de saúde pública precária, como favelas e cortiços </li></ul><ul><li>(FONTE: http://www.ambienteemfoco.com.br, com base em estudo da pesquisadora Lena Lavinas, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), com colaboração de Marcelo Nicoll e Roberto Loureiro Filho ) </li></ul><ul><li>OBSERVAÇÃO:o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê fortes investimentos em saneamento básico e habitação a partir de 2008. </li></ul>QUADRO ATUAL DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL
  • 106. SANEAMENTO E DEFESA DO MEIO AMBIENTE <ul><li>O Brasil possui 12% da água potável do mundo, mas ela não está espalhada igualmente pelo território. </li></ul><ul><li>Durante muito tempo no país, não foi dada a devida importância para o desperdício de água. </li></ul><ul><li>em 1988, a nova Constituição aprovou leis que protegiam a fauna a flora e as águas. </li></ul><ul><li> </li></ul><ul><li>É IMPORTANTE ter consciência de que toda a degradação ambiental é conseqüência do modo de agirmos ao longo do tempo. </li></ul>
  • 107. FONTES CONSULTADAS E CRÉDITOS DAS IMAGENS <ul><li>BUENO, Eduardo . Passado a Limpo - História da Higiene Pessoal no Brasil. Editora Gabarito:São Paulo, 2007. </li></ul><ul><li>CAVINATO, Vilma Maria. Saneamento Básico: fonte de saúde e bem-estar. São Paulo: Moderna, 1992. </li></ul><ul><li>MALAQUIAS NETO, Guilherme e BARROS, Airton B. Historia do Saneamento no Rio de Janeiro .Comum: Rio de Janeiro - v.7 - nº 20 - p. 175 a 191 - jan./jun. 2003 </li></ul><ul><li>SANT´ANNA, Denise Bernuzzi de . Cidade das Águas. Usos de rios, córregos, bicas e chafarizes em São Paulo(1822-1901). Editora Senac-São Paulo. </li></ul><ul><li>www.ibge.gov.br </li></ul><ul><li>http://www.sulabhtoiletmuseum.org/pg02.htm </li></ul><ul><li>www.eps.ufsc.br/disserta98/moreira/cap2.html </li></ul><ul><li>www.sewerhistory.org </li></ul><ul><li>http://www.byzantium1200.com/aquaduct.html </li></ul><ul><li>http://en.wikipedia.org/wiki/Sanitation_in_ancient_Rome </li></ul><ul><li>http://www.romanbaths.co.uk </li></ul><ul><li>http://www.sindisan.org.br </li></ul><ul><li>www.datasus.gov.br </li></ul><ul><li>http://www.civil.uminho.pt/cec/revista/Num16/Pag%2013-23.pdf (Aspectos Históricos a Actuais da Evolução </li></ul><ul><li>da Drenagem de Águas Residuais em Meio Urbano de José de Saldanha Matos) </li></ul><ul><li>http://www.dec.ufcg.edu.br/saneamento/HDren_10.html ( Capítulo 1 da publicação &amp;quot;MICRODRENAGEM - um estudo inicial&amp;quot;, Prof. Carlos Fernandes/ 2002 ) </li></ul><ul><li>comlurb.rio.rj.gov.br/emp_hist.htm </li></ul><ul><li>pt.wikipedia.org/wiki/Esgoto ://pt.wikipedia.org/wiki/IDH </li></ul><ul><li>www.uenf.br </li></ul><ul><li>http br.monografias.com </li></ul><ul><li>www.sabesp.com.br </li></ul><ul><li>www.pmss.gov.br </li></ul><ul><li>www.ci.torrance.ca.us </li></ul><ul><li>www.unicef.org </li></ul><ul><li>www.eccn.edu.pt </li></ul><ul><li>www.aquastore.com.br </li></ul><ul><li>www2.uol.com.br </li></ul><ul><li>baixaki.ig.com.br </li></ul><ul><li>www.cedae.rj.gov.br </li></ul><ul><li>www.answers.com </li></ul><ul><li>www.xmission.com </li></ul><ul><li>www.eb-outeiro.rcts.pt </li></ul><ul><li>www.paraty.tur.br </li></ul><ul><li>worldheritage.heindorffhus.dk </li></ul><ul><li>http://www.harappa.com/ </li></ul><ul><li>www.waterhistory.org </li></ul><ul><li>www.educarede.org.br </li></ul><ul><li>http://www.toiletology.com </li></ul><ul><li>www.aberffraw.anglesey.sch.uk </li></ul><ul><li>home.online.no </li></ul><ul><li>www.ensp.unl.pt/lgraca/textos34.html </li></ul><ul><li>http://www.cedae.rj.gov.br/raiz/002002004.asp </li></ul><ul><li>http://www.ambienteemfoco.com.br </li></ul><ul><li>www.mactia.berkeley.edu </li></ul><ul><li>www.ana.gov.br/pnrh/DOCUMENTOS/5Textos/6-1Saneamento4_04_03.pdf </li></ul>
  • 108. <ul><li>www.eloambiental.org.br </li></ul><ul><li>Rua 24 de Outubro, 390 sala 16 </li></ul><ul><li>Centro – Vinhedo – SP </li></ul><ul><li>Fone / Fax: 19 – 3876 1287 </li></ul><ul><li>elo@eloambiental.org.br </li></ul>

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