Trabalho Conclusão de Curso Enfermagem UNIP/Assis 2012
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Trabalho Conclusão de Curso Enfermagem UNIP/Assis 2012

on

  • 15,485 views

 

Statistics

Views

Total Views
15,485
Views on SlideShare
15,485
Embed Views
0

Actions

Likes
1
Downloads
85
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft Word

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Trabalho Conclusão de Curso Enfermagem UNIP/Assis 2012 Trabalho Conclusão de Curso Enfermagem UNIP/Assis 2012 Document Transcript

  • Instituto de Ciência da SaúdeCurso de EnfermagemAutoraElisa Mayara Gonçalves Rodrigues Buzzo – RA: A250DG-1Relatório de PesquisaAVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO NOACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFANTILOrientadoraProfª Maria Silvia Maschio e SilvaASSIS2012
  • Instituto de Ciência da SaúdeCurso de EnfermagemAutoraElisa Mayara Gonçalves Rodrigues Buzzo – RA: A250DG-1Relatório de PesquisaAVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO NOACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFANTILTrabalho de conclusão de Curso paraobtenção do título de Graduação emEnfermagem apresentado à UniversidadePaulista – UNIP.Orientador: Profª Maria Silvia Maschio eSilva.ASSIS2012
  • Instituto de Ciência da SaúdeCurso de EnfermagemAutoraElisa Mayara Gonçalves Rodrigues Buzzo – RA: A250DG-1Relatório de PesquisaAVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO NOACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFANTILTrabalho de conclusão de Curso paraobtenção do título de Graduação emEnfermagem apresentado à UniversidadePaulista – UNIP.Aprovado em:BANCA EXAMINADORA_____________________/___/___Profª. Maria Silvia Maschio e SilvaUniversidade Paulista – UNIP_____________________/___/___Profª. Mariana Souza SantosUniversidade Paulista – UNIP_____________________/___/___Profª. Viviane CaputoUniversidade Paulista – UNIP
  • DEDICATÓRIADedico este trabalho primeiramente a Deus, que me possibilitou essa graduação, quenos momentos difíceis minha fé juntamente com seu agir me deram força e coragem paravencer todos os obstáculos que surgiram nestes quatro anos.Dedico a minha mãe Sandra, a qual considero minha heroína, meu exemplo decoragem, de guerreira e de mulher virtuosa. Te agradeçomãe, pois se hoje estou aqui foigraças a seus esforços e amor.Dedico a meu irmão Raphael, pois além de irmãos somos amigos. Agradeço a vocêRaphael, pois muitas vezes na minha vida esse amor entre nós me motivou a lutar e prosseguirem momentos difíceis. Juntos superamos muitas coisas, e chegamos até aqui, creio queatravés dessa nossa união, juntamente com a presença de Deus na nossa família, vamoscontinuar vencendo todas as batalhas que encontrarmos na vida.Dedico a minha prima Mariana e seu marido Rogério, por me apoiarem nesse trabalho,principalmente a minha prima por ter disponibilizado seu tempo em me ajudar.Dedico a todos meus amigos que estiveram presentes na minha vida, me ajudando eme incentivando a prosseguir.Dedico a Igreja Bola de Neve Church Assis-SP, especialmente aos Pastores; PedroElias Rodgher e sua esposa Gabriela Rodgher, pelo apoio espiritual e emocional.Dedico a todos os professores que estiveram juntamente comigo durante esses quatroanos. Obrigado por me ensinarem a ser um profissional, com dedicação e seriedade."Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior emais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro."(D. PEDRO II)Elisa Mayara Gonçalves Rodrigues Buzzo
  • AGRADECIMENTOA Deus, pois me ajudou até aqui.A minha família pelo apoio e amor dedicado a mim.A orientadora Maria Silvia Mashio e Silva, que se disponibilizou para que estetrabalho fosse realizado.A Instituição sediadora da pesquisa.E aos participantes da pesquisa que doaram seu tempo e disponibilidade.Muito Obrigado.Elisa Buzzo
  • “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos,mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados;abatidos, mas não destruídos.” (2 CORÍNTIOS 4:8,9)
  • RELATÓRIO DE PESQUISAAVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO NOACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFANTILRESUMOO acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil é um indicador das condiçõesde saúde da criança, que visa a promoção e manutenção da saúde, intervindo nos fatores quepodem comprometê-la, promovendo a qualidade de vida, ou seja, que a criança cresça edesenvolva todo seu potencial. Neste cenário, compreende-se que a assistência à saúde dacriança por meio da puericultura é de grande importância, devido à vulnerabilidade nessa faseda vida. Desta maneira diagnosticando meios de melhorar a saúde infantil. Esta pesquisa tevecomo objetivo avaliar o conhecimento e a prática do enfermeiro nesse processo, juntamentecom o conhecimento dos mesmossobre a importância dessa ação. Para tal foi analisado umaamostra constituída de onze enfermeiros atuantes nas ESF de Assis-SP, selecionados poradesão, pesquisados através de questionário sobre o assunto. Os resultados demonstraramqueos enfermeiros das Estratégias de Saúde da Família (ESF) de Assis-SP, sabem da importânciado acompanhamento infantil, e realizam esse procedimento. No entanto, na amostra foievidenciado uma divergência no conhecimento do desenvolvimento psicomotor da criança emrelação ao crescimento e a falta de capacitação especializada para essa área decrescimento edesenvolvimento infantil.Palavras-chaves: Crescimento e Desenvolvimento; Importância do AcompanhamentoInfantil.
  • RESEARCH REPORTEVALUATION OF KNOWLEDGE OF NURSES INMONITORING OF GROWTH AND CHILD DEVELOPMENTABSTRACTThe monitoring of child growth and development is an indicator of the health of the child,which aims to promote and maintain health by intervening factors that can compromise it,promoting the quality of life in other words the child grow and develop throughout theirpotential.In this scenario, it is understood that the health care of children through child care isof great importance because of the vulnerability that stage of life. Thus diagnosing means ofimproving child health. This study aimed to assess the knowledge and practice of nurses inthis process, together with a knowledge of them about the importance of this action. For sucha sample was analyzed eleven nurses working in FHS de Assis-SP, selected for membership,surveyed through a questionnaire on the subject. The results showed that nurses of the FamilyHealth Strategy (FHS) of Assis-SP, know the importance of monitoring children, and performthis procedure. However, the sample was shown a difference in knowledge of psychomotordevelopment of the child in relation to growth and the lack of specialized training for this areaof child growth and development.Keywords:Growth and Development; Importance of Monitoring Children.SUMÁRIO
  • 1. INTRODUÇÃO…………………………………………………………………...……..102. DESENVOLVIMENTO………………………………………………………...………122.1 Revisão de literatura……………………………………………………………………122.1.1 Desenvolvimento Psicossexual………………………………………………………..222.1.2 Desenvolvimento Psicossocial………………………………………………...………232.1.3 Desenvolvimento Cognitivo……………………………………………….………….242.1.4 Desenvolvimento da Linguagem………………………………………...….………..242.1.5 Desenvolvimento Moral………………………………………………………………252.1.6 Desenvolvimento Espiritual…………………………………………………………..252.1.7 Desenvolvimento do Autoconceito……………………………….…………………..263. PESQUISA DE CAMPO………………………………….……………………...……...323.1 Universo de pesquisa……………………………………………………………………323.1.1 População alvo………………………………………………………………………...323.1.2 Amostra e os sujeitos da pesquisa……………………………………………………323.2 Coleta de Dados…………………………………………………………………………323.2.1 Instrumentos de pesquisa……………………………………………………………..323.2.2 Procedimento de coleta de dados…………………………………………………….334. CONSIDERAÇÕES FINAIS……………………………………………………………42REFERÊNCIAS…………………………………………………………………………….44ANEXOS………………………………………………………………………………….….49Anexo I………………………………………………………………………………….……50Anexo II…………………………………………………………………………………..…..53Anexo III………………………………………………………………………………….….55Anexo IV……………………………………………………………………………….…….56Anexo V…………………………………………………………………………………..…..57Anexo VI………………………………………………………………………….….………58Anexo VII………………………………………………………………………..……….…..59Anexo VIII…………………………………………………………………….….…….……60Anexo IX……………………………………………………………………...….……….….61Anexo X……………………………………………………………………………...…...…..62Anexo XI……..………………………………………………………………………………67
  • 101. INTRODUÇÃOA pediatria é uma área que há muito tempo vem sendo estudada, discutida ereavaliada. Passou por vários processos de modificação e aperfeiçoamento, conseguindodemonstrar sua importância, através do entendimento de que o acompanhamento da saúde dacriança reflete na qualidade de vida da população. Desde o seu reconhecimento e a realizaçãodessa ação, pode observar a melhoria da qualidade de saúde infantil, possibilitando adiminuição da taxa de mortalidade, o aumentando das chances de sobrevida das crianças e acapacidade delas crescerem e desenvolverem todo seu potencial. Desta maneira através doconhecimento da prática do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantiljuntamente com o entendimento da sua importância pode-se melhorar em maior grau as taxasde mortalidade, a promoção da saúde infantil, a prevenção de doenças e consequentemente aqualidade de saúde e da assistência infantil.O papel da enfermagem pediátrica é o cuidado aos lactentes, crianças e adolescentesem um constante de saúde – doença, sua recuperação, e quando preciso, à reabilitação. Mas, ocuidado à população pediátrica não é somente ao paciente pediátrico, deve-se incluir os pais eoutros membros da família no cuidado à criança. Levando em consideração suasnecessidades, respeitando, dando suporte, e estimulando no processo de doença e recuperação,a capacidade da família, no cuidado ao seu filho.Para um melhor acompanhamento da saúde da criança é necessário a realização deconsultas de enfermagem, a partir da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE)que é uma ferramenta de gestão continuada do cuidado do enfermeiro para com o cliente, como objetivo de avaliar e propor soluções para resolução dos problemas potenciais. Onde oenfermeiro obtém o registro do histórico progresso da criança e família, realiza o exame físicopara obter dados do estado de saúde atual, elabora possíveis diagnósticos, para posteriormenteelaborar planos de cuidados para melhorar e ajudar a criança e família. Pode-se observar entãoque a SAE é composta de quatro etapas: Anamnese e exame físico, Diagnóstico deenfermagem, Prescrição de enfermagem e Evolução de enfermagem.Faz parte do exame físico da criança também a tomada das medidas antropométricas(medidas do tamanho do corpo). Sendo suas medidas básicas: o peso, a estatura (comprimentoou altura) e perímetro cefálico. Através dessas medidas, permite saber se o crescimento estásatisfatório.É de grande importância a assistência à saúde da criança, devido a vulnerabilidadenessa fase da vida. Através do acompanhamento das crianças, por meio da puericultura,
  • 11espera-se reduzir as ocorrências de doenças e o aumento das chances de crescerem edesenvolverem alcançando todo seu potencial.Cada contato da criança com o serviço de saúde deve ser tratado como umaoportunidade para promoção de saúde e meio educativo.O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil pelo enfermeiro, alémdas consultas de enfermagem, realização do exame físico e mensuração das medidasantropométricas, o enfermeiro deve preencher os gráficos da caderneta de saúde infantildistribuídas pelo ministério da saúde e os gráficos dos prontuários das crianças, averiguandoas administrações da vacina e a realização das mesmas conforme calendário de vacinaçãoinfantil, orientando as mães sobre o aleitamento materno exclusivo até os seis meses eposteriormente a alimentação complementar, orientando também sobre a prevenção deacidentes e a avaliação do crescimento e desenvolvimento de acordo com a faixa etária dacriança. O enfermeiro deve criar vínculos com a mãe e familiares, por meio do pré natal,fazendo busca ativa dos faltosos, indo fazer visita domiciliar na primeira semana apósnascimento, deve promover a realização da semana integral de saúde com mãe e bebê que temcomo ações a recepção humanizada; teste do pezinho (PKU); realização da BCG; reavaliaçãodo puerpério; vacinação da mãe contra rubéola; avaliação do risco que consiste na consultaginecológica/pediatria (contracepção), juntamente com a identificação das dificuldades edúvidas da mãe ou familiares procurando esclarecê-las.
  • 122. DESENVOLVIMENTO2.1 Revisão da LiteraturaThompson e Ashwill (1996) definem Pediatria como a área da medicina que trata dascrianças, do desenvolvimento, cuidados, doenças da infância e seu tratamento. Deriva-se dogrego pais, paidos, criança + iatreia, cura. Abraham Jacobi (1830 – 1919) é divulgado como opai da pediatria, em virtude de suas contribuições para esta área. Enfermagem pediátrica comoespecialidade surgiu paralelamente ao fundamentar o departamento de pediatria em escolasmédicas, ao nascimento dos hospitais infantis e ao desenvolvimento de unidades infantisseparadas, nos hospitais gerais.Não havia o conceito de infância na idade média. Aproximadamente, durava até seteanos, quando a criança era incorporada no mundo adulto. Nessa época pinturas em quadrosmostravam crianças vestidas como adultos e utilizando perucas. A maioria não frequentava aescola. A infância tornou-se um estágio separado no crescimento logo que um grande númerode pessoas passou a integrar a classe média, e o tempo de lazer aumentou. Uma vez que ascrianças estavam sobrevivendo mais, os pais passaram a desejar investir mais nelas.(THOMPSON E ASHWILL 1996)Hoje em dia, a criança não é mais considerada um “adulto em miniatura”. A infânciaagora é uma fase separada da vida, caracterizada pela escolaridade, na sociedade ocidental. Osdireitos das crianças são protegidos por leis e pelos costumes. Conforme os jovens foramliberados do trabalho no campo e nas fábricas, surgiu também a adolescência como umaentidade separada. É de fundamental importância considerar as crianças como um todo,constituído pelo físico, intelectual, emocional, e espiritual, olhando-as como indivíduoscompletos e percebendo-as nos seus aspectos de ordem biológica, social e psicológica.(THOMPSON E ASHWILL 1996)Do mesmo modo, Nébia Maria Almeida de figueiredo et al (2008), nos relata, que atéo século XVII, não existia interesse da sociedade pelas crianças, a família ás consideravamcomo estorvo, desgraça, um fardo insuportável. No entanto no final do século XVIII, com aintervenção da igreja e algumas publicações estimularam novos sentimentos dos pais emrelação à criança. O índice de mortalidade infantil era elevado, principalmente entre criançasque eram afastadas de seus pais e cuidadas por amas-de-leite. Outras causas de mortalidadeeram precariedade das condições de higiene e a ausência de especialidade médica direcionadaà criança, surgida no século XIX.
  • 13Ainda, segundo Nébia Maria Almeida de figueiredo et al (2008), a mudança decomportamento em relação à criança vem ocorrendo ao longo dos séculos e sofreram grandeinfluência dos momentos históricos, sociais, econômicos, políticos. Tais alterações seexpressaram na DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA em 1924, pelaOrganização das Nações Unidas (ONU), sendo tal declaração aprovada e reconhecida naDeclaração Universal dos Direitos Humanos ocorrida em 1959 e tinha como princípios:Assegurar às crianças o direito a um nome à nacionalidade desde o nascimento;Proteção especial e oportunidade, a fim de facultar o desenvolvimento físico,mental, moral, espiritual e social de forma sadia e normal e em condição de liberdade edignidade;Assegurar os benefícios da previdência social, direitos de alimentação,habilitação, recreação e assistência médica adequada.Proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração;Direito de receber educação gratuita e obrigatória, pelo menos no ensinofundamental,Tratamento, educação e cuidados especiais à criança com incapacidade físicaou mental,Assegurar que, em qualquer circunstância, estará entre os primeiros a receberproteção e socorro,Amor e compreensão […] para o desenvolvimento completo e harmonioso dasua personalidade.Ao longo do tempo, nota-se que em cada período histórico houve inúmeras mudançasnas diretrizes das políticas de saúde voltadas à população infantil. Estas diretrizes focalizamum importante indicador, a mortalidade infantil, o qual reflete não somente o nível de saúde,mas a qualidade de vida da população. (NOVACZYK ET AL 2008)Mais recentemente, um importante indicador da situação da infância - taxa demortalidade de menores de cinco anos - vem sendo incorporada como um indicadorfundamental do desenvolvimento humano. (NOVACZYK ET AL 2008)Apesar dos índices de mortalidade infantil terem reduzido nas últimas décadas no país,os níveis ainda são altos, principalmente em algumas regiões como o Nordeste. As principaiscausas da mortalidade infantil estão relacionadas às condições socioeconômicas e culturais e
  • 14dificuldades de acesso aos serviços de saúde. É contundente saber que a maioria destas mortesprecoces poderia ser evitada. (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2004)“A promoção da saúde integral da criança e o desenvolvimento das ações deprevenção de agravos e assistência são objetivos que, para além da redução damortalidade infantil, apontam para o compromisso de se prover qualidade de vidapara a criança, ou seja, que esta possa crescer e desenvolver todo seu potencial”(MINISTÉRIO DA SAÚDE 2004, p.8)Perante esses fatos, muito tem sido realizado nas últimas décadas com o intuito demodificar e melhorar as condições da saúde infantil.Por meio das Políticas Públicas éelaborado um conjunto de ações e decisões do governo, direcionadas para a solução/ou não deproblemas da sociedade. Com o objetivo de alcançar o bem-estar da sociedade e o interessepúblico através da sua totalidade de ações, metas e planos que os governos municipais,estaduais ou nacionais traçam. (LOPES E AMARAL 2008)Segundo Carmem Elizabeth Kalinowski et al (2006), A infância e adolescência édirecionada a uma política pública que corresponde ao conjunto de normas, de decisões, deregulamentos, de ações políticas e de estratégias instituídas para promover o progresso dodesenvolvimento de programas, estratégias de ação e interferência na saúde da criança eadolescente com o olhar na manutenção de condições de vida favorável a um saudáveldesenvolvimento, como um direito de cidadania.O Ministério da Saúde, em 1984, intensificou sua atuação na promoção da saúde decrianças até cinco anos de idade, por meio da criação do Programa de Assistência Integral àSaúde da Criança (PAISC). Este programa foi um grande marco assistencial, de uma políticade universalização da assistência à saúde, tendo por objetivo a redução das condições quedeterminam a morbimortalidade infantil no país, nos últimos vinte anos. (NOVACZYK ETAL 2008)Considerado uma política universal, O PAISC, propõe o benefício e alcance dapopulação infantil brasileira, centralizada no desenvolvimento de cinco ações básicas desaúde integrada, aptos de responder aos problemas comuns da infância, são elas: Programa deIncentivo ao Aleitamento Materno; Acompanhamento do Crescimento e DesenvolvimentoInfantil; Programa de Controle das Diarréias e Terapia de Reidratarão Oral; e Programa deAssistência às Infecções Respiratórias Agudas. (MINISTÉRIO DA SAÚDE 1984)Segue a baixo mais detalhado, as cinco ações básicas de saúde integrada do Programade Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC).
  • 15Sobre a amamentação, Carmem Elizabeth Kalinowski et al (2006), nos diz que é umaprática de saúde que promove o crescimento e desenvolvimento infantil, sendo garantida porlei e senso comum de profissionais de saúde. Um direito que necessita ser assegurado desde onascimento, e deve ser incentivado ainda na sala de parto.Podemos destacar algumas leis que garantem a amamentação, como a do Estatuto daCriança e Adolescente Art. 9.º Determina que o poder público, as instituições e osempregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento materno, inclusive aos filhosde mães submetidas à medida privativa de liberdade. (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2008)Outra lei que garante a amamentação está na Constituição Federal, que determina 120dias de licença maternidade às puérperas, sem prejuízo do emprego e salário, e ao retornar aotrabalho tem direito a pausa de uma hora por dia, podendo ser dividida em duas pausas demeia hora, para amamentar seu próprio filho até 6 meses de idade. (MINISTÉRIO DASAÚDE 2004)A Secretária de Vigilância em Saúde nos descreve a doença diarreica aguda (DDA)como uma síndrome causada por diferentes agentes etiológicos (bactérias, vírus e parasitos),caracterizada pelo aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de poucaconsistência. Sendo que em alguns casos, é possível identificar presença de muco e sangue.Podem ser acompanhadas de náusea, vômito, febre e dor abdominal. No geral, sua duração éde 2 a 14 dias. As formas variam desde leves até graves, com desidratação e distúrbioseletrolíticos, principalmente quando associadas à desnutrição. O tratamento pode serdomiciliar, utilizando a solução de sais de reidratação oral (SRO); líquidos disponíveis nodomicílio (chás, cozimento de farinha de arroz, água de coco, soro caseiro, etc.). Os líquidosdevem ser usados após cada episódio de evacuação ou vômito, de acordo com as seguintesindicações: menores de 2 anos: 50ml; maiores de 2 anos: 100 a 200ml; adultos: a quantidadeque aceitarem. A alimentação habitual deve ser mantida e estimulada. (MINISTÉRIO DASAÚDE 2009)Clóvis E. S. Galvão et al (1994), nos diz que a terapia de Reidratação Oral (TRO) éum programa da assistência primária de saúde, de baixo custo e prática efetiva, para reduzir amortalidade causada pela desidratação por diarréia aguda. Criado em 1978, pela OrganizaçãoMundial da Saúde, o Programa de Combate das Doenças Diarréicas, que utiliza as seguintesestratégias de controle: uso precoce da TRO; à melhor assistência saúde materna infantil;manutenção de alimentos e instalações de abastecimento de água e saneamento; detecção dasepidemias de diarréia e seu controle. O Tratamento da TRO é feito com o soro oral que seconstitui de uma mistura com água, glicose e sais, evitando a desidratação de qualquer
  • 16etiologia e tipo, em qualquer grupo etário, até mesmo em recém-nascidos. Aconselha-sejuntamente com a administração do soro oral a reintrodução precoce da alimentação, ajudandoa sustentar o estado nutricional da criança e a prevenir a desidratação.Conforme o Ministério da Saúde a primeira versão das normas para o controle dasInfecções Respiratórias Agudas (IRA) foi em 1984, já incorporada às ações da PAISC. Com oobjetivo de reduzir a mortalidade de menores de cinco anos por IRA, principalmente porpneumonia, diminuir os casos graves e complicações de infecções de vias respiratóriassuperiores e inferiores, e reduzir o uso inadequado de antibióticos e outros medicamentos.Utilizando de estratégias a prevenção, que tem em vista, reduzir os casos e complicaçõesatravés dos esquemas de vacinação no 1º ano de vida, já que grande parte de mortes porpneumonia decorre do sarampo e de outras doenças imunopreviníveis e manejo de casos queadota conceitos clínicos tradicionais e utiliza sinais que prevê o diagnóstico de pneumoniagrave e não grave, conforme a faixa etária, como a seguir, menores de dois meses comFrequência Respiratória (FR) superior a 60 respirações por minuto (RPM); de dois a onzemeses superior a 50 RPM e de um a quatro anos acima de 40 RPM, tendo ou não retraçãosubcostal, apresenta uma maior pré disposição para o diagnóstico de pneumonia.(MINISTÉRIO DA SAÚDE 1993)Carmem Elizabeth Kalinowski et al (2006), também nos relata que uma das açõesbásica do PAISC é a imunização para controle das doenças preveníveis, que norteia osprofissionais de saúde a cumprir o calendário de vacinação obrigatório, que é definido peloPrograma Nacional de Imunização (PNI); que surgiu em 1973 cooperando como controle eerradicação das doenças imunopreveníveis e infecto-contagiosas, como o sarampo, apoliomielite (paralisia infantil), a difteria, a coqueluche, o tétano, a tuberculose, e outras. Esseprograma é de grande importância, pois há mais de treze anos, não é registrado nenhum novocaso de paralisia infantil.Recentemente o Ministério da Saúde promoveu no Brasil o lançamento do novoCalendário Nacional de Vacinações (ANEXO VI), que constituirá a nova vacina contra pólioe a Pentavalente. A Vacina Inativada Poliomielite (VIP), será aplicada paralelamente ascampanhas nacionais de imunização, que utilizam duas gotinhas com vírus atenuado. Ainjetável será utilizada nas crianças que estão iniciando o calendário de vacinação, introduzidano calendário básico no segundo semestre desse ano. A vacina pentavalente reúne em uma sódose a proteção contra cinco doenças (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzatipo b e hepatite B), incluída também no segundo semestre de 2012 no calendário devacinação. As crianças serão vacinadas aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade, os
  • 17intervalos entre as doses são de 60 dias, podendo ser de 30 dias, se necessário. A partir donovo esquema, a criança realizará dois reforços com a vacina DTP (difteria, tétano,coqueluche), com primeiro a partir dos 12 meses e, o segundo reforço, entre 4 e 6 anos. Aliás,os recém-nascidos receberão nas primeiras 12 horas de vida a primeira dose da vacinahepatibe B (recombinante). A pentavalente está substituindo vacina tetravalente (difteria,tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b). A Campanha Nacional de Multivacinação,programada pro mês de Agosto, tem como objetivo a atualização do cartão de vacinação.(MINISTÉRIO DA SAÚDE 2012)A meta do Ministério da Saúde, quando propõe os programas de intensificação dapromoção da saúde infantil, era transferir o foco de uma assistência médico-curativista,concentrada na atenção à demanda espontânea às crianças doentes para assegurar aintegralidade na assistência prestada pelos serviços de saúde. Embora as ações assistenciais àcriança tenham uma filosofia de atenção integral, ainda está longe de ser obtido, devido àfragilidade e fragmentação das ações ofertadas pelos profissionais da rede de serviços.(NOVACZYK ET AL 2008)Contudo, compreendendo a carência de atividades mais amplas e integradas, trêsações/estratégias foram inseridas na última década à política de saúde do Brasil peloMinistério da Saúde: o Programa Saúde da Família (PSF), a partir de 1994; a estratégia deAtenção Integrada às Doenças Prevalentes da Infância (AIDPI), em 1996; e a Agenda deCompromissos com a Saúde Integral da Criança e Redução da Mortalidade Infantil, propostaem 2004. Estas ações visam um acesso maior aos cuidados básicos de saúde, tornando maisresolutivo o nível de atenção primária. Em termos de saúde infantil, fica claro a evoluçãoocorrida pela implementação de políticas assistenciais no país no decorrer das últimasdécadas. São ações de promoção do crescimento e desenvolvimento infantil saudáveis,colocando em foco a vigilância da saúde das crianças e o cuidado às doenças prevalentes, demodo articulado às diretrizes do PSF. (NOVACZYK ET AL 2008)A seguir entenderemos mais sobre cada uma dessas ações implantadas pelo Ministérioda Saúde.O Programa Saúde da Família tem como princípio para promover a saúde da família: aterritorialização, a integralidade e a continuidade das ações em saúde. (FIGUEIREDO ETONINI 2007)Segundo Porto e Viana (2009), o Programa Saúde da Família tem como meta ajudar areorientar o modelo assistencial a partir da atenção básica, de acordo com os princípios doSUS. Transmitindo um novo modo de atuação nas unidades básicas de saúde, com
  • 18determinação de responsabilidades entre os serviços de saúde e a população. Além de prestarassistência na unidade de saúde, o PSF visa desenvolver ações de saúde nos domicílios, ondetodos os membros da família são acompanhados. Intervindo também nos fatores de riscos oqual a população está exposta, e estimulando a comunidade a se organizar para um efetivocontrole social.Atualmente o Programa de Saúde da Família (PSF), tem sido denominado Estratégiade Saúde da Família (ESF), por possuir características estratégicas de mudança na saúde dapopulação, e não de caráter programático. A ESF da mesma forma tem como foco o trabalhoà família, ações preventivas, integração com a comunidade, prevê utilização de assistênciadomiciliar principalmente a visita domiciliar como forma de instrumentizar o profissional nainserção e conhecimento da vida da população, atendendo necessidades diferenciadas daspessoas, preocupando-se com a infra-estrutura das comunidades e atendimento à saúde dasfamílias. (GIACOMOZZI E LACERDA 2006)A Atenção Integrada às Doenças Prevalentes da Infância (AIDPI), desenvolvida pelaOrganização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância e aAdolescência (UNICEF), tem por objetivo reduzir a mortalidade infantil, considerando deforma simultânea e integrada as doenças de maior prevalência na infância. Incorporandonormas do Ministério da Saúde como à promoção, prevenção e tratamento dos maisfrequentes problemas infantis, destacando aqueles relacionados ao aleitamento materno,alimentação saudável, crescimento e desenvolvimento, imunização, controlando agravosconsequentes a saúde como a desnutrição, infecção respiratórias agudas, diarréia, malária eoutros. A missão do profissional de saúde é de acolher a criança e o acompanhante,compreender o problema em questão e propor procedimentos facilitados e eficazes. Oresponsável pela criança deve aprender os cuidados do tratamento que serão prestados nodomicílio e os sinais de agravo que demanda o retorno imediato ao serviço de saúde. De modoque todos estejam participando da identificação, condução e resolução dos problemas desaúde dessa família, em especial os menores de 5 anos. O ponto alto dessa estratégia é umdiagnóstico mais preciso através da utilização de sinais e sintomas específicos. Fazendo usodo atendimento sistematizado e priorizando gravidades. Essa estratégia tem sido efetivadaprincipalmente nas Equipes de Saúde da Família. (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2002)A agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança e Redução daMortalidade Infantil destaca a importância de um cuidado multiprofissional e integral queentenda as necessidades e direitos da população infantil. Este cuidado tem comoresponsabilidade a disponibilização em todos os níveis da atenção, desde a promoção da
  • 19saúde até o mais complexo da assistência, e setores que tem ligação com a atenção a saúde,como: moradia, saneamento básico, educação e lazer. Foi proposta em quatro linhas decuidado a organização da assistência, tendo como prioridade o nascimento saudável, ocrescimento e desenvolvimento, os distúrbios nutricionais e doenças prevalentes na infância.Assim sendo pontuada sua integralidade, pois esse nível do sistema aborda os problemasgerais das comunidades, proporcionando serviços de prevenção, cura e reabilitação,melhorando a saúde e o bem-estar, organizando e racionalizando o uso dos recursos, básicos etambém especializados, direcionados para a promoção, manutenção e melhora da saúde.(SILVA, ACMA ET AL 2009).Para obtenção de uma alimentação saudável e a não ocorrência de distúrbiosnutricionais, é necessário a orientação e acompanhamento do enfermeiro na amamentação, nodesmame, na introdução de novos alimentos e caso indicação médica suplementaçãomedicamentosa. A alimentação saudável é muito importante para um bom desenvolvimento ecrescimento infantil, desse modo conversar com a mãe a respeito dos benefícios daamamentação,os riscos do uso de chupetas, mamadeiras e qualquer tipo de bico artificial, ocorreto posicionamento da criança na mamada e pega da aréola, o modo de realizar a ordenhamanual do leite, como guardá-lo ou doá-lo, a importância do aleitamento materno exclusivoaté 6 meses de vida e a complementação com os alimentos da família até os dois anos deidade ou mais, tendo o cuidado de apoio emocional, dedicando tempo para ouvir suas dúvidas,preocupações e dificuldades. Em casos de recém-nascidos prematuros e de baixo peso faz usodo ferro profilático e vitaminas, em áreas endêmicas usa-se suplementação medicamentosa devitamina A e suplementação alimentar para gestantes desnutridas, nutrizes e crianças em risconutricional. (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2004)A partir da apresentação de alguns programas voltados para o melhoramento da saúdeinfantil, será descrito consequentemente definições de autores sobre o crescimento edesenvolvimento infantil, a prática e papel da enfermagem frente a este assunto.Conforme Sigaud (1996) apud Carabolante e Ferriani (2003), o acompanhamento docrescimento e desenvolvimento infantil é um indicador das condições de saúde da criança,que visa a promoção e manutenção da saúde, intervindo nos fatores que podem comprometê-la.Whaley e Wong (1999) nos descrevem que o crescimento e desenvolvimentodependem de numerosas alterações que durante a vida ocorrem com o indivíduo, e para obteruma evolução total é necessário um dinâmico processo que engloba várias dimensões inter-relacionadas.
  • 20Para Figueiredo et al (2008), as crianças são semelhantes, e seguem o mesmo padrãode desenvolvimento e maturação, paralelo a sua constituição hereditária, cultura eexperiências fazendo de cada criança um ser único e distinto.“Crescimento diz respeito ao aumento quantitativo; é o resultado da divisão celular edo aumento do tamanho das células; implicando aumento de massa e de estruturacorporal da criança. O desenvolvimento refere-se à diferenciação qualitativa dascélulas e da maturação funcional; é o aumento da capacidade de realização defunções cada vez mais complexas, medido por meio de provas funcionais.”(FIGUEIREDO ET AL 2008, p.261)“A Maturação-aumento na competência e na adaptabilidade; envelhecimento;usualmente empregado para descrever uma alteração qualitativa; uma alteração nacomplexidade de uma estrutura que a possibilita começar a funcionar; para atuar emum nível mais elevado. A diferenciação- processo pelo qual as células e estruturasiniciais são sistematicamente modificadas e alteradas para alcançar propriedadesfísicas e químicas específicas e características; usa-se por vezes para descrever atendência da massa a especificação; desenvolvimento de atividades e funçõessimples para mais complexas.” (WHALEY E WONG 1991, p.74)Segundo Williams & Wilkins (2006), existem alguns fatores que influenciam ocrescimento e desenvolvimento infantil, que são:Família: A família onde a criança é criada influencia muito seudesenvolvimento, dando, por exemplo; como exemplo: a criança que sofreu abuso ounegligência pode apresentar retardo de aprendizado da aquisição da confiança, bem comodistúrbios de vínculo afetivo e problemas com a alimentação e sono.Estado de saúde: Crianças com patologias crônicas podem apresentarfalhas/intervalos de desenvolvimento quando adquirem habilidades relacionadas comcomunicação, cognição, adaptação e funcionamento social e motor. Depende da gravidade dadoença, a extensão em que a condição de saúde afeta o desenvolvimento da criança.Estado socioeconômico: O crescimento e desenvolvimento têm um impactosignificativo do estado socioeconômico da família. Pois os pais não têm tempo (trabalhammuito pra suprir necessidades básicas) ou dinheiro para ajudar que o filho atinja amaximização de desempenho através de experiências enriquecedoras. Como: viagens; passeisculturais e educacionais (biblioteca, museu ou zoológicos). Também pode limitar acapacidade da criança de manifestar interesses como música, esportes e arte.Bagagem cultural: As maneiras que as crianças são socializadas aprendemvalores e experimenta o mundo, suas crenças, hábitos, modo de comunicação, vestimenta eações, são influências da cultura.
  • 21Necessidades básicas: Crianças têm algumas necessidades básicas como sono,repouso e nutrição, para alcançar seu potencial máximo. A privação do sono gera impacto nodesempenho nas avaliações de crescimento e desenvolvimento, e a privação crônica do sonotraz consequências psicológicas negativas. Já a privação nutricional interfere seriamente nodesenvolvimento cerebral.Outras influências: a genética, a hereditariedade, a personalidade etemperamento inato da criança.Do mesmo modo Marcondes (1991) apud Figueiredo et al (2008), nos relata que osfatores genéticos influenciam no crescimento infantil principalmente a partir dos três anos deidade. Onde dois hormônios se destacam: Hormônio do crescimento ou somatotrófico (STH)que tem ação sobre o crescimento do esqueleto, e o Hormônio da tireóide que é o principalregulador do crescimento e fator indispensável para evolução dos ossos.Conforme Figueiredo et al (2008), os estágios de crescimento e desenvolvimento são:Lactência NeonatosLactentesDo nascimento até 28 dias de vidaDe 1 mês até 12 mesesPrimeira Infância ToddlerPré-escolarDe 1 ano até 2 anos e 11 mesesDe 3 anos até 5 anos e 11 mesesSegunda Infância Escolar De 6 anos até 11 anos e 11 mesesInfância tardia Adolescente A partir dos 12 anosSegundo Whaley e Wong (1999), existem alguns padrões que são previsíveis edefinidos no crescimento e desenvolvimento infantil, mas cada criança os realiza no seu ritmoe limitações. Os quais são:Tendências Direcionais: o crescimento e desenvolvimento seguem umadireção, sendo seu primeiro padrão de direção cefalocaudal (da cabeça para os pés), onde aextremidade cefálica é maior e complexa e desenvolve-se em primeiro lugar, do que aextremidade inferior que é pequena e simples. Desse modo sustentando a cabeça antes docontrole do tronco e após extremidades, ficam com as costas eretas antes de ficar em pé,utilizam os olhos antes das mãos e adquirem controle das mãos antes do controle dos pés.Tendência Próximo-distal (de perto para longe): conceito da linha média para aperiferia, obtendo o controle do ombro, depois os das mãos e após os dedos. Cada ladodesenvolve-se igualmente na mesma direção e velocidade.Tendência Diferenciação: conceito da realização de atividades simples para asmais complexas.
  • 22Tendência Sequenciais: são estágios definidos e previsíveis para todas ascrianças, sendo sua sequência de que as crianças rastejam antes de engatinhar, engatinhamantes de ficar em pé e ficam em pé antes de caminhar. Uma outra sequência padrão é que ascrianças balbuciam antes de formar palavras, logo fazem sentenças e após a escrita emerge derabiscos.Tendência Velocidade de Desenvolvimento: Apesar de haver uma ordem fixa eexata para o desenvolvimento, ele não ocorre na mesma velocidade ou frequência, existemalguns períodos que o crescimento é mais acelerado e outros desacelerado.Whaley e Wong (1999), também nos trás que existem vários tipos de teorias dodesenvolvimento, que são classificam em “Desenvolvimento Psicossexual, […],Desenvolvimento Psicossocial, […], Desenvolvimento Cognitivo, […], DesenvolvimentoMoral, […], Desenvolvimento da Linguagem, […], Desenvolvimento Espiritual, […], eDesenvolvimento do Autoconceito, […]”2.1.1 Desenvolvimento PsicossexualFreud apud Whaley e Wong (1999), considerou os instintos sexuais influentes nodesenvolvimento da personalidade, onde o comportamento humano é energizado por forçaspsicodinâmicas. Na infância há significados psicológicos como fonte de prazer em regiões docorpo, que gradualmente vão se deslocando de uma parte do corpo para outra conforme osestágios do desenvolvimento. Sendo classificados em: Estágio oralA libido localiza-se na zona oral ocorre no primeiro ano de vida. Estágio analA libido localiza-se na zona do ânus, paralelo ao treinamento de hábitos higiênicos,satisfação da criança em expulsar fezes ou retê-las, ocorre no segundo ano de vida. Estágio fálicoA libido localiza-se nos órgãos genitais; há curiosidades, manipulação eexibicionismo, descobrem e reconhecem a diferença entre os sexos, ocorre dos três aos seisanos. Estágio de latênciaPeríodo de calmaria do instinto sexual, focalizam energia física e psíquica paraadquirir conhecimento e nas brincadeiras vigorosas, ocorre na fase escolar. Estágio genital
  • 23Ocorre a partir dos doze anos de idade, na fase da puberdade onde há maturação dosistema reprodutivo e produção de hormônios sexuais. Os órgãos genitais são fontes de tensãoe prazer, mas as energias são investidas na formação de amizades e preparação para ocasamento.2.1.2 Desenvolvimento PsicossocialErikson (1963) apud Whaley e Wong (1999), desenvolveu a teoria dedesenvolvimento psicossocial, que foi fundamentada na teoria freudiana. Sendo suacaracterística o esforço do indivíduo para dominar e solucionar, conflitos ou problemas. Econsiste em cinco estágios relacionados a infância: Confiança versus Desconfiança (nascimento até 1 ano)Para desenvolver uma personalidade saudável é necessário a confiança básica, que é asexperiências satisfatórias da criança. Sendo essencial uma pessoa materna que lhe ofereçacuidado consistente e amoroso. Momento que caracteriza o uso de todos os sentidos paraconseguir e reconhecer. A desconfiança desenvolve-se quando há falhas nas experiências quepromovem a confiança, sendo, quando as necessidades básicas não são supridas. Autonomia versus Vergonha e Dúvida (1 a 3 anos)A autonomia caracteriza-se na contração e relaxamento dos músculos esfinctéricos.Onde a criança se sente capaz de controlar seu corpo, utilizando suas habilidades motorasadquiridas para fazer coisas pra si próprias. Imitam atividades e comportamentos dos outros.A vergonha e a dúvida surgem quando a criança sente-se pequena, outros a humilham, suasescolham são desastrosas e quando apesar de serem capazes de assumir o controle de algumaárea, são forçadas a manterem dependência. Iniciativa versus Culpa (3 a 6 anos)O período de iniciativa se da quando a criança se dedica intensamente as suasatividades com todos os sentidos e força. Elas desenvolvem a consciência. Sendo assim,quando suas atividades se conflitam com os dos pais ou outras pessoas geram um sentimentode culpa. Produtividade versus Inferioridade (6 a 12 anos)Período em que a criança está pronta para ser trabalhadeira e produtiva. Aprende a sercompetitiva, busca realizações e desenvolve a cooperação. Quando acredita que não poderealizar determinada tarefa ou quando a cobrança é excessiva surge os sentimentos deinadequação e inferioridade.
  • 24 Identidade versus Confusão de papéis (12 a 18 anos)O desenvolvimento da identidade se da a partir das rápidas alterações físicas. Oadolescente não tem mais confiança no seu corpo, ficando preocupado como é visto por outraspessoas. Período que se esforçam para adaptar as suas funções atuais e futuras. Encontram suaocupação integrando seus conceitos e valores com os da sociedade. A incapacidade desolucionar esse conflito gera a confusão de papéis.2.1.3 Desenvolvimento CognitivoA teoria do desenvolvimento cognitivo foi elaborada por Piaget (1969), define que oprocesso de cognição ocorre através da interação com o ambiente. A criança compreende arelação entre objetos, elas e o ambiente. Utiliza-se disso para aumentar a sobrevida e manterequilíbrio com o ambiente. O desenvolvimento intelectual é dividido nos seguintes estágios: Sensoriomotor (nascimento até 2 anos)A criança progride de atividades reflexas (comportamentos repetitivos simples) até ocomportamento imitativo. Desenvolve o sentido de “cause e efeito”. Nesse período ascrianças são curiosas, experimentam e apreciam o novo. Adquirem a consciência que umobjeto existe, ainda que não esteja mais no campo de visão. No término desse período,começam usar a linguagem. Pré – Operacional (2 a 7 anos)Caracteriza-se pelo egocentrismo, incapacidade de colocar-se no lugar do outro. Acriança só consegue captar seu ponto de vista. Seus pensamentos são elaborados a partir dasua observação e experimentação, fazendo deduções e generalizações. Operações concretas (7 a 11 anos)Os pensamentos tornam-se mais lógicos e coerentes. As crianças começam aclassificar, escolher, ordenar e organizar os fatos para resoluções de problemas. Tornam-semais socializados, considerando outros pontos de vista. Operações formais (11 a 15 anos)Caracterizado pela adaptabilidade e flexibilidade. Os adolescentes podem elaborarhipóteses e testá-las. Embora possam confundir o ideal com a prática, a maioria dascontradições no mundo pode ser manuseada e resolvida.2.1.4 Desenvolvimento da linguagem
  • 25Para o autor, o ambiente deve fornecer um meio para que adquiram tal habilidade.Para se realizar a fala é necessário que a estrutura e funções fisiológicas (respiratória, auditivae cerebral) estejam íntegras, além da inteligência, da necessidade de se comunicar e daestimulação. Os gestos precedem a fala, em torno do período em que as crianças começam aandar, são capazes de dar nome aos objetos e pessoas. As primeiras partes da fala são ossubstantivos, as vezes os verbos e palavras combinadas. Em seguida começam a usaradjetivos e advérbios. Posteriormente são acrescentados pronomes e palavras sexuais como“ele(a)”. No período em que entram na escolar as crianças são capazes de usar sentençassimples, estruturas completas, com média de cinco a sete palavras.2.1.5 Desenvolvimento MoralKohlberg (1968) apud Whaley e Wong (1999), descreveu o desenvolvimento moral, ebaseia-se na teoria do desenvolvimento cognitivo. Que consiste em três níveis principais: Nível pré-convencionalParalelo com o nível pré-operacional (2 a 7 anos), as crianças integra os termos debom/mau e certo/errado, através das consequências dessas ações e não pelo conceito de ordemmoral. Nível convencionalCorrelacionado com o estágio de operações concretas (7 a 11 anos), as criançasvalorizam a manutenção da família e do grupo. Período que se caracteriza por umcomportamento de obediência, onde a criança busca a aprovação das autoridades e satisfaçãodos outros pelas suas boas ações. Constitui o comportamento correto. Nível pós-convencional, autônomo ou de princípiosQuando alcança o estágio cognitivo das operações formais (11 a 15 anos). Ocomportamento correto para os adolescentes se obtém a partir da visão legal imposta pelasociedade. Mas tendo a possibilidade de mudar a lei conforme as necessidades sociais econsiderações racionais.2.1.6 Desenvolvimento EspiritualClutter (1991) apud Whaley e Whong (1999), nos trás que a espiritualidade afeta apessoa como um todo: mente, corpo e espírito.
  • 26Segundo Fowler (1974) apud Whaley e Wong (1999), existe quatro estágios dedesenvolvimento da fé associados paralelamente com o desenvolvimento cognitivo epsicossocial na infância, que são: Estágio 0: IndiferenteOs lactentes não possuem o conceito de certo ou errado, e nenhuma crença econvicção. Seus primórdios de fé estão estabelecidos com o desenvolvimento da confiançabásica através da relação com o primeiro fornecedor de cuidados. Estágio 1: Intuitivo-projetoNa pré-escola as crianças assimilam alguns dos valores e crenças de seus pais. Estágio 2: Mítico-literalNo ano escolar o desenvolvimento espiritual está relacionado às experiências e àinteração social das crianças. Nesse período há forte interesse na religião. A existência de umadivindade é aceita. Realizam pedidos, e crêem que o bom comportamento é compensado e omal comportamento é punido. Estágio 3: Sintético-convencionalPróximo da adolescência, começam a raciocinar e questionar alguns dos padrõesreligiosos paternos. Reconhecendo que as preces nem sempre são respondidas. Estágio 4: Individualizante-reflexivoOs adolescentes começam a comparar os padrões religiosos de seus pais com os dosoutros e com o ponto de vista científico.2.1.7 Desenvolvimento do AutoconceitoPara o autor, inclui todo o conhecimento, crença e convicções que constitui umautoconhecimento individual. Sendo componentes importantes do autoconceito a Imagemcorporal (conceitos e atitudes que os indivíduos possuem em relação a seus próprios corpos) ea Auto-estima (julgamento pessoal, relativo ao próprio mérito, influenciado pelos grupossociais e percepções do indivíduo de como são valorizados pelos outros).O papel da enfermagem pediátrica para Williams & Wilkins (2006), é o cuidado aoslactentes, crianças e adolescentes em um constante de saúde – doença, sua recuperação, equando preciso, à reabilitação. Mas, o cuidado à população pediátrica não é somente aopaciente pediátrico, deve-se incluir os pais e outros membros da família no cuidado à criança.Este sistema é conhecido como cuidado centrado na família. Reconhecendo assim os paiscomo constantes na vida da criança e experientes no cuidado com seus filhos. A família é o
  • 27principal estímulo para desenvolver o plano de cuidado à criança. Levando em consideraçãosuas necessidades, respeitando, dando suporte, e estimulando no processo de doença erecuperação, a capacidade da família, no cuidado ao seu filho.Para isso é necessário a consulta de enfermagem, onde o enfermeiro obtém o registrodo histórico progresso da criança e família, realiza o exame físico para obter dados do estadode saúde atual, elabora possíveis diagnósticos, apartir dai podendo elaborar planos decuidados para melhorar e ajudar a criança e família. Conforme os autores a seguir nosdescrevem.Consulta de enfermagem é uma atividade restrita do Enfermeiro, conforme lei 7.498aprovada em 1986, que regulamenta o exercício profissional da enfermagem. (BRASIL 1996apud PINTO, Fatima Arthuzo)Dessa forma Carmem Elizabeth Kalinowski et al 2006, nos fala que sendo umaatividade restrita do enfermeiro, faz uso de componentes do método científico para detectarsituações de saúde/doença, para prescrever e para implementar medidas de enfermagem quecontribuam para a promoção, prevenção e proteção da saúde; para a recuperação ereabilitação do indivíduo, da família e da comunidade. Além disso, tendo como doutrina naconsulta de enfermagem os princípios de equidade, universalidade, resolutividade e deintegralidade. Envolve também a relação interativa entre a criança, mãe ou família e oenfermeiro.Juntamente Ana Paula Alves da Silva et al (2006),nos diz que a Sistematização daAssistência de Enfermagem (SAE) é uma ferramenta de gestão continuada do cuidado doenfermeiro para com o cliente, com o objetivo de avaliar e propor soluções para resolução dosproblemas potenciais.Carmem Elizabeth Kalinowski et al (2006), nos trás que a SAE é composta de quatroetapas: Anamnese e exame físico, Diagnóstico de enfermagem, Prescrição de enfermagem eEvolução de enfermagem.1. Anamnese e exame físico: A anamnese é a coleta de informações sobre opaciente, é o histórico de enfermagem que obtém dados do pré-natal, parto, primeiros dias denascimento, condições socioeconômicas e relações familiares. Sua meta é identificar asnecessidades e reações humanas, sendo fundamental para um diagnóstico preciso, devendo serfeita de maneira completa, a fim de representar a evolução da criança. O Exame físicorepresenta um momento específico dela, podendo detectar se a criança está crescendo edesenvolvendo normalmente. Com a presença dos pais a criança sente-se tranquila nessemomento, facilitando a tarefa do examinador.
  • 282. Diagnóstico de enfermagem: A partir das respostas da entrevista einterpretação dos dados sobre o paciente elabora-se o diagnóstico, o qual expressa asnecessidades de cuidados, e a aplicação de intervenções de enfermagem. Devendo seravaliado e atualizado diariamente.3. Prescrição de enfermagem: é o conjunto de medidas que o enfermeiro decidepara aplicar na assistência de enfermagem ao paciente. “Consiste no planejamento para aexecução das intervenções ou ações de enfermagem.” Deve ser feito diariamente peloenfermeiro, tem validade de 24 horas.4. Evolução de enfermagem: registro realizado pelo enfermeiro diariamentedepois da avaliação do estado geral do paciente. Consiste em avaliar os diagnósticos deenfermagem que esta em vigor e novos diagnósticos apartir da identificação de sinais esintomas.Em sequência ao exame físico da criança é necessária a tomada das medidasantropométricas (medidas do tamanho do corpo). Sendo suas medidas básicas: o peso, aestatura (comprimento ou altura) e perímetro cefálico. Através dessas medidas, permite saberse o crescimento está satisfatório. (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2002)O pré-natal é uma fase que também necessita de acompanhamento devido suainfluência no desenvolvimento infantil. Nesse período o feto recebe a herança genética dospais, definindo suas características físicas como provável altura, cor dos olhos e cabelo, mastambém doenças genéticas, herdado da mãe (ou antepassados), possível desnutrição ou déficitno desenvolvimento causado pela má alimentação e hábitos da mãe. (MINISTÉRIO DASAÚDE 2002)Fatima Arthuzo Pinto relata que na primeira semana depois do nascimento énecessário uma visita domiciliar. Após o atendimento será realizado nas estratégias de saúde,onde são recomendadas sete consultas individuais no primeiro ano de vida, realizadas pormédicos e enfermeiros. No segundo ano, duas consultas individuais e a partir de dois anos, atécinco anos, uma consulta individual ano. A seguir divisão de consultas:Mensal até 6 meses de idadeTrimestral entre 6 meses à 2 anos de idadeSemestral entre 2 à 5 anos de idade“O Ministério da Saúde, a fim de garantir a qualidadeda assistência prestada àcriança, propõe um calendáriomínimo de consultas de puericultura, assimdistribuídas: uma consulta até 15 dias de vida, consultas com um mês, dois, quatro,
  • 29seis, doze e dezoito meses, totalizando assim, sete consultas no primeiro ano e meiode vida” (VIEIRA ET AL2012, p. 120)Carmem Elizabeth Kalinowski et al(2006), nos diz, que até o 5º dia de vida do Recém-nascido deve ocorrer a primeira visita à unidade básica de saúde. Com a meta de estabelecervínculo da família com a unidade próxima a sua residência e integrar e aperfeiçoar açõesdirecionadas à mãe e ao bebê. Contendo na primeira semana integral de saúde com mãe ebebê ações como recepção humanizada; teste do pezinho (PKU) e da BCG; apoio aoaleitamento materno; verificação da icterícia; consulta para o acompanhamento docrescimento e desenvolvimento; reavaliação do puerpério; vacinação da mãe contra rubéola;avaliação do risco que consiste na consulta ginecológica/pediatria (contracepção), e outrasnecessidades, de serviços para bebê, mãe e família.Segundo Campos et al (2011) É de grande importância a assistência à saúde dacriança, devido a vulnerabilidade nessa fase da vida. Através do acompanhamento dascrianças, por meio da puericultura, espera-se reduzir as ocorrências de doenças e o aumentodas chances de crescerem e desenvolverem alcançando todo seu potencial.Ainda na maternidade de preferência, a criança deve receber o Cartão da Criança,neleque se registra o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, avaliando opeso, altura, desenvolvimento, vacinação, estado nutricional e contem orientações à mãe oucuidador sobre cuidados com a criança. A equipe de saúde deve estar preparada e atenta,conhecer o número de puérperas e recém-nascidos da área de abrangência, realizar visitadomiciliar na primeira semana após o parto, avaliar a saúde da mãe e do recém-nascido (RN),identificar se é um RN de risco, orientar e incentivar o aleitamento materno, ir atrás decrianças faltosas, detectar e abordar alterações na curva de peso e desenvolvimento neuro-psicomotor. A criança e família devem manter um vínculo com a unidade de saúdeproporcionando a promoção da saúde, hábitos saudáveis, prevenção dos agravos de problemase promoção do cuidado.(MINISTÉRIO DA SAÚDE 2004)Em Fevereiro de 2005, foi implantada pelo Ministério da Saúde a Caderneta de Saúdeda Criança, que veio substituir o Cartão da Criança, apresentando-se como um documentomais completo com o intuito de aperfeiçoar a vigilância à saúde da criança. (FIGUEIREDO,LMH ET AL 2012)A Caderneta de Saúde da criança é um instrumento utilizado para o acompanhamentodos parâmetros normais do crescimento e desenvolvimento infantil. Além de conterinformações na sua primeira parte como orientação sobre o registro de nascimento, direitosdos pais e das crianças, amamentação, alimentação saudável, como estimular o
  • 30desenvolvimento da criança, perceber alterações anormais no desenvolvimento e crescimento,vacinação, sobre a saúde bucal, ocular e auditiva, sinais de perigo de doenças graves,prevenção de diarréia e desidratação, prevenção de acidentes e violência. Na segunda parte éum espaço destinado ao profissional de saúde para registro das informações da saúde dacriança, como os gráficos de crescimento, instrumentos de avaliação do desenvolvimento etabelas para registrar as vacinas aplicadas. (CADERNETA DE SAÚDE DA CRIANÇA 2009)Cada contato da criança com o serviço de saúde deve ser tratado como umaoportunidade para promoção de saúde e meio educativo. Para um adequado acompanhamentodo crescimento infantil nos serviços básicos de saúde é utilizado um registro periódico nosgráficos de avaliação do crescimento conforme a idade da criança, presentes na caderneta desaúde da criança distribuída pelo Ministério da Saúde. (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2002)Na caderneta de saúde da criança contém os gráficos de acompanhamento docrescimento infantil,recomendados pela Organização Mundial da Saúde. Existe a caderneta domenino e da menina, pois o crescimento é diferenciado entre os sexos. Os gráficos decrescimento mensuram: o perímetro cefálico (0-2 anos); o peso (0-2 anos, 2-5 anos e 5-10anos); comprimento (0-2 anos); altura (0-2 anos, 2-5 anos e 5-10 anos) e índice de massacorporal – IMC (0-2 anos, 2-5 anos e 5-10anos). Os pontos de corte utilizados nas distintascurvas estão representados em escores z, que indicam unidades do desvio padrão do valor damediana (escore z 0), cujas correspondências em percentis estão demostrada em uma dasimagens da caderneta de saúde da criança (ANEXO VII). (CADERNETA DE SAÚDE DACRIANÇA 2009)Colocado como pontos, nos gráficos de acompanhamento do crescimento infantil(ANEXO VIII), as várias medidas de crescimento, forma uma linha que significa a curva decrescimento, a qual, demostra se a criança está crescendo adequadamente ou não. O escore z 0é correspondido pela linha verde, as demais linhas indicam a distância da mediana. Qualquerponto ou desvio, fora da área entre as duas linhas vermelhas, significa algum problema decrescimento. Uma curva que segue paralela à linha verde, acima ou abaixo dela, demostra umcrescimento adequado. Qualquer desvio da curva fora do traçado normal deve ser investigadoa causa e orientar a conduta. Há uma diferença de 0,7 cm na mensuração da estatura dacriança medida deitada e em pé. Então se uma criança menor que 2 anos for medida de pé,deve-se acrescentar 0,7 cm antes de registrar no gráfico de 0-2 anos, e se tiver 2 anos ou maise for medida deitada deve-se diminuir 0,7 cm antes de registrar no gráfico de 2-5 anos.(CADERNETA DE SAÚDE DA CRIANÇA 2009)
  • 31Existem alguns instrumentos para avaliar altura/comprimento e peso da criançaconforme idade. Em crianças de 0 a 23 meses é realizado a medição do comprimento sobreuma mesa antropométrica ou com uma régua antropométrica sobre uma plana superfície. Paraaveriguar o peso das crianças de 0 a 23 meses, utilizar a balança pediátrica, com divisões em10g, com capacidade de até 16kg. Em crianças de 24 a 72 meses (maior que 2 anos), amedição da altura é feita de pé, em balança plataforma com antropômetro ou utiliza-seantropômetro de parede. E a averiguação do peso da criança maior que 2 anos é em balançascom divisões de 100g, com capacidade de até 25kg ou em balança plataforma. (MINISTÉRIODA SAÚDE 2002)E necessário também a medição do perímetro cefálico, através da fita métrica,queavalia o tamanho da cabeça e cérebro. Sua importância na infância está relacionada ao volumeintracraniano, permitindo uma avaliação do crescimento do cérebro e o desenvolvimentonormal da criança. Caso o índice esteja fora da faixa considerada de normalidade, a criançadeve ser encaminhada para um especialista ou equipe multiprofissional, para afastardiagnóstico de microcefalia ou de macrocefalia.Realizado nas crianças entre 0 a 24 meses, háuma pequena diferença de 1cm entre os sexos, sendo maior no menino. O perímetro adequadoé expresso na forma de uma faixa de normalidade que situa-se entre os percentis 10 e 90.Como mostra o quadro do perímetro cefálico de meninos e meninas de 0 a 2 anos emcentímetros (ANEXO IX). (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2002)Também, através da caderneta de saúde da criança a mãe pode acompanhar odesenvolvimento de seu filho e estimulá-lo conforme as orientações contidas para a idade,com orientação do enfermeiro, que deve estar sempre atento na relação entre mãe e criança, aqual tem grande participação na estimulação do desenvolvimento. O acompanhamento dodesenvolvimento tem sua sequência identificada através de marcos tradicional, que demonstrao progresso ou retardo do desenvolvimento na criança. (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2002)Na segunda parte, da caderneta de saúde da criança, é de preenchimento do enfermeiroe há um instrumento de vigilância do desenvolvimento, conforme imagens (ANEXO X).(CADERNETA DE SAÚDE DA CRIANÇA 2009)Buscamos neste estudo avaliar se os enfermeiros realizam ações práticas edemonstram conhecimento sobre o acompanhamento do crescimento e desenvolvimentoinfantil tendo consciência de sua importância.
  • 323. PESQUISA DE CAMPO3.1 Universo de pesquisaEsta pesquisa foirealizada em 11 unidades de Estratégias de Saúde da Família (ESF)da cidade de Assis-SP, município com uma população de 95.156 habitantes, dos quais 91.001habitantes residem na área urbana. (IBGE, 2010).3.1.1 População alvoEnfermeiros de ambos os sexos que atuam nas Estratégias de Saúde da Família (ESF)da cidade de Assis-SP.3.1.2 Amostra e os sujeitos de pesquisaA população investigada constou de amostra de enfermeiros, de ambos os sexos,financiados da Prefeitura Municipal de Saúde e que atuam nas ESF.Inicialmente os sujeitos desta pesquisa eram compostos por 11 enfermeiros das ESF deAssis-SP, devido ao critério de adesão da pesquisa, 3 sujeitos recusaram-se a participar doestudo, sendo a amostra final total composta por 8 enfermeiros participantes.3.2 Coleta de Dados3.2.1 Instrumentos de pesquisaO projeto teve anuência do pesquisador responsável (ANEXO III) e o consentimentoda Instituição a ser pesquisada (ANEXO IV), foi encaminhado ao Comitê de Ética emPesquisa da Universidade Paulista- UNIP e tendo parecer favorável em 14/08/2012; nº CAAE03803012.0.0000.5512. Após aprovação do CEP a pesquisa foi iniciada.Foidistribuído para a amostra investigada o Termo de Consentimento Livre eEsclarecido ANEXO II e após autorizaçãoum questionário semiestruturado com respostasabertas e fechadas foi aplicado aos enfermeiros que atuam nas ESF, ressaltando a importânciade responder com atenção e responsabilidade.
  • 333.2.2 Procedimento de coleta de dadosTrata-se de pesquisa de campo de natureza qualitativa, descritiva, explorátoria.Conforme Bardin (2006), é um conjunto de técnicas sistemáticas que analisa a comunicaçãode forma mais ampla e profunda, utilizando da forma descrita para expor os conteúdos dasmensagens, que são os indicadores que permitem conhecimento relativo.Este método permitea classificação dos elementos em categorias e subcategorias que possibilitam umacompreensão mais aprofundada dos significados.Nos resultados e discussões a seguir, foram analisadas as respostas dos 8enfermeiros entrevistados utilizando como instrumento de coleta de dados, umquestionário, constituído por 14 questões abertas e fechadas.Questão 1: O que você entende por acompanhamento do crescimento edesenvolvimento infantil?Dentre os 8 enfermeiros pesquisados, todos responderam a questão com respostas emcomum; 5 acreditam ser o acompanhamento da criança desde o seu nascimento; 4 entendemser um indicador de saúde, desta maneira podendo evitar doenças através da detecção e açõesprecoces nas intercorrências observadas; 4 concordam ser orientações juntamente com açõesda avaliação nutricional, da imunização, do acompanhamento das medidas antropométricas e3 acreditam ser uma ação que avalia o desenvolvimento neurológico, psicomotor e social.Conforme Sigaud (1996) apud Carabolante e Ferriani (2003), o acompanhamento docrescimento e desenvolvimento infantil é um indicador das condições de saúde da criança,que visa à promoção e manutenção da saúde, intervindo nos fatores que podem comprometê-la.Podemos observar através dos autores da fundamentação teórica, que oacompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil é realizado pelo enfermeiro,desde o nascimento da criança até sua adolescência, com o objetivo de promover a saúde eprevenir a doença. Para isso os enfermeiros utilizam a ferramenta das orientações e programasvoltado a saúde infantil. Fazendo uso das medidas antropométricas, dos gráficos de registrodo crescimento, dos instrumentos de vigilância e teorias do desenvolvimento para poderobservar se o objetivo está sendo atingido.
  • 34Questão 2: Em sua opinião o acompanhamento do crescimento e desenvolvimentoinfantil é importante?Dentre os 8 enfermeiros pesquisados todos, ou seja 100% responderam a questão eassinalaram sim.Segundo Campos et al (2011)É de grande importância a assistência à saúde da criança,devido a vulnerabilidade nessa fase da vida. Através do acompanhamento das crianças, pormeio da puericultura, espera-se reduzir as ocorrências de doenças e o aumento das chances decrescerem e desenvolverem alcançando todo seu potencial.Por se tratar de uma fase vulnerável, a criança é totalmente dependente necessitandoassim de cuidados da mãe juntamente com o acompanhamento do enfermeiro da ESF. Destemodo prevenindo a doença e conquistando maiores chances de sobrevivência edesenvolvimento de todo potencial da criança.Questão 3: Você acredita que através do conhecimento da importância doacompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, pode-se mudar a qualidade daassistência e consecutivamente a qualidade da saúde?Dentre os 8 enfermeiros pesquisados todos, ou seja 100% responderam a questão eassinalaram sim.“A promoção da saúde integral da criança e o desenvolvimento das ações deprevenção de agravos e assistência são objetivos que, para além da redução damortalidade infantil, apontam para o compromisso de se prover qualidade de vidapara a criança, ou seja, que esta possa crescer e desenvolver todo seupotencial”(MINISTÉRIO DA SAÚDE 2004, p.8)Então podemos observar a partir dessa citação que muitas mortes são evitadas peloacompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, devido as ações de prevenção eassistência, promovendo assim não somente a redução de taxas de mortalidade, mas aqualidade de saúde e de vida das crianças.Questão 4: Qual é a sua participação no acompanhamento do crescimento edesenvolvimento infantil?
  • 35Dentre os 8 enfermeiros pesquisados, todos responderam a questão com respostas emcomum; 5 descrevem que sua participação é através das consultas de enfermagemmensalmente; 2 que é através da realização da puericultura; 2 acreditam ser através doacompanhamento do calendário vacinal; 2 que é através das orientações individuais na sala deconsulta e em grupos com os pais. Apenas 1 enfermeiro escreveu de diferente oacompanhamento do pré-natal, a buscativa de gestantes que não realizam o pré-natal, visitasao RN em domicílio e a realização do teste do pezinho.“As atribuições do enfermeiro neste programa são: realizar o exame físico nacriança, identificando riscos em seu crescimento e desenvolvimento; agendar aprimeira consulta com o pediatra e demais quando forem identificados riscos deagravos à saúde; fornecer a relação dos nascidos vivos para os AgentesComunitários de Saúde (ACS) e solicitar a busca ativa para identificação dosfaltosos do programa; preencher o gráfico de peso e estatura nos cartões da criança;verificar e administrar as vacinas conforme o calendário básico de vacinação;incentivar o Aleitamento Materno Exclusivo (AME) até o seis meses; orientar aalimentação complementar após os seis meses; orientar sobre prevenção deacidentes de acordo com a faixa etária; avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor;identificar dúvidas e dificuldades da mãe e de outros membros da família queparticipam das consultas procurando esclarecê-las. Dentro desta perspectiva, oenfermeiro, por meio de revisões periódicas, desempenha seu trabalho com açõesnão apenas clínicas, mas com uma concepção epidemiológica e social, relacionando-as intimamente com o complexo saúde-indivíduo-família-comunidade.”(VIEIRA ETALL, Vol. 17, No 1, 2012, p. 120)O enfermeiro participa no acompanhamento do crescimento e desenvolvimentoinfantil, através das realizações das consultas de enfermagem, onde se realiza o exame físicojuntamente com as medidas antropométricas, preenchendo os gráficos da caderneta, eaveriguando a administração das vacinas e a realização das mesmas, conforme calendário devacinação infantil, orientando sobre o aleitamento materno exclusivo até os seis meses eposteriormente a alimentação complementar, orientando também sobre a prevenção deacidentes e a avaliação do crescimento e desenvolvimento de acordo com a faixa etária, o quese caracteriza por puericultura. Mas para isso é necessário que o enfermeiro crie vínculos coma mãe e familiares, por meio do pré natal, fazendo buscativa dos faltosos, indo fazer visitadomiciliar na primeira semana após nascimento, promovendo a realização da semana integralde saúde com mãe e bebê que tem como ações a recepção humanizada; teste do pezinho(PKU); realização da BCG; reavaliação do puerpério; vacinação da mãe contra rubéola;avaliação do risco que consiste na consulta ginecológica/pediatria (contracepção), juntamentecom a identificação das dificuldades e dúvidas da mãe ou familiares procurando esclarecê-las.Questão 5: Como você mensura o crescimento?
  • 36Dentre os 8 enfermeiros pesquisados, todos responderam a questão com respostas emcomum; todos utilizam os dados antropométricos com os seguintes instrumentos demensuração: régua antropométrica, fita métrica, balança pediátrica, balança plataforma,antropômetro.É necessária a tomada das medidas antropométricas (medidas do tamanho do corpo),sendo suas medidas básicas: o peso, a estatura (comprimento ou altura) e perímetro cefálico.Através dessas medidas, permite saber se o crescimento está satisfatório. (MINISTÉRIO DASAÚDE 2002)Existem alguns instrumentos para avaliar altura/comprimento e peso da criançaconforme idade. Em crianças de 0 a 23 meses é realizado a medição do comprimento sobreuma mesa antropométrica ou com uma régua antropométrica sobre uma plana superfície. Paraaveriguar o peso das crianças de 0 a 23 meses, utilizar a balança pediátrica, com divisões em10g, com capacidade de até 16kg. Em crianças de 24 a 72 meses (maior que 2 anos), amedição da altura é feita de pé, em balança plataforma com antropômetro ou utiliza-seantropômetro de parede. E a averiguação do peso da criança maior que 2 anos é em balançascom divisões de 100g, com capacidade de até 25kg ou em balança plataforma. (MINISTÉRIODA SAÚDE 2002)E necessário também a medição do perímetro cefálico, através da fita métrica,queavalia o tamanho da cabeça e cérebro. Sua importância na infância está relacionada ao volumeintracraniano, permitindo uma avaliação do crescimento do cérebro e o desenvolvimentonormal da criança. Caso o índice esteja fora da faixa considerada de normalidade, a criançadeve ser encaminhada para um especialista ou equipe multiprofissional, para afastardiagnóstico de microcefalia ou de macrocefalia.Realizado nas crianças entre 0 a 24 meses, háuma pequena diferença de 1cm entre os sexos, sendo maior no menino. O perímetro adequadoé expresso na forma de uma faixa de normalidade que se situa entre os percentis 10 e 90.Como mostra o quadro do perímetro cefálico de meninos e meninas de 0 a 2 anos emcentímetros (ANEXO IX). (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2002)Através dos autores podemos observar que as medidas antropométricas (peso;estatura/comprimento ou altura; perímetro cefálico) nospermite saber se o crescimento estáocorrendo normalmente conforme faixa etária e de maneira satisfatória. Os instrumentos demensuração utilizados são: crianças (0 a 23 meses) é realizado a medição do comprimentosobre uma mesa antropométrica ou com uma régua antropométrica, sobre uma planasuperfície. Para averiguar o peso crianças (0 a 23 meses) utiliza a balança pediátrica, comdivisões em 10g, com capacidade de até 16kg. Em crianças (24 a 72 meses - maior que 2
  • 37anos), a medição da altura é feita de pé, em balança plataforma com antropômetro ou utiliza-se antropômetro de parede. E a averiguação do peso da criança (maior que 2 anos) é embalanças com divisões de 100g, com capacidade de até 25kg ou em balança plataforma. Epara mensuração do perímetro cefálico realizado em crianças de 0 a 24 meses, utiliza-se umafita métrica, para obter os cm da circunferência craniana.O perímetro adequado é expresso naforma de uma faixa de normalidade que se situa entre os percentis 10 e 90.Questão 6: Você realiza o acompanhamento do desenvolvimento infantil?Dentre os 8 enfermeiros pesquisados todos, ou seja 100% responderam a questão eassinalaram sim.A análise desta questão aborda as mesmas análises da questão 2 e 3.Questão 7: Você sabe os períodos do desenvolvimento infantil?Dentre os 8 enfermeiros pesquisados, todos responderam a questão fechadaassinalando sim. Mas apenas 2 enfermeiros responderam a questão aberta a qual justificavasua resposta.Enfermeiro 1: Descreve que os períodos do desenvolvimento são divididos pela faixa etária“Lactente, Infante 1 a 3 anos, Pré-escolar 3 a 6 anos, Escolar 6 a 12 anos e Adolescência12 a 18 anos”.Enfermeiro 2: Descreve que os períodos do desenvolvimento se dividem conforme asteorias de desenvolvimento “Físico, Intelectual e Social”.Na segunda parte da caderneta de saúde da criança, existe um instrumento devigilância para o acompanhamento do desenvolvimento psicomotor, que mostra os períodosde capacidade da criança em atuar níveis mais avançados de acordo com a faixa etária.(CADERNETA DE SAÚDE DA CRIANÇA 2009) (ANEXO X)Questão 8: Como você mensura o desenvolvimento?
  • 38Dentre os 8 enfermeiros pesquisados, todos responderam a questão com respostas emcomum; 5 mensuram o desenvolvimento apartir da observação da capacidade que a criançatem de atuar em níveis mais avançados de acordo com a faixa etária; 3 descrevem ser atravésdos registros nos gráficos de altura e peso e apenas 1 enfermeiro disse não realizar esteprocedimento na unidade.O desenvolvimento físico ou psicomotor pode ser observado e estimulado a partir dasteorias de desenvolvimento infantil e através do instrumento de vigilância dodesenvolvimento contido na caderneta de saúde da criança (ANEXO X).Podemos notar através das respostas obtidas nessa questão, uma divergência noconhecimento do desenvolvimento psicomotor da criança em relação ao crescimento.“Crescimento diz respeito ao aumento quantitativo; é o resultado da divisão celular edo aumento do tamanho das células; implicando aumento de massa e de estruturacorporal da criança. O desenvolvimento refere-se à diferenciação qualitativa dascélulas e da maturação funcional; é o aumento da capacidade de realização defunções cada vez mais complexas, medido por meio de provas funcionais.”(FIGUEIREDO ET AL2008, p.261)Apesar de que para obter um estado de saúde considerado como bom para criança énecessário que o crescimento e desenvolvimento estejam desenvolvendo juntamente. Mas épreciso saber diferenciar como cada qual ocorre e a maneira como cada um deve serinvestigado (acompanhado).“Embora o crescimento e o desenvolvimento estejam intimamente correlacionados,correspondem a fenômenos distintos. Uma criança pode crescer e não sedesenvolver ou vice-versa. Por exemplo: uma criança com síndrome de Down podeter o crescimento normal, porém um desenvolvimento retardado cujo pensar,raciocinar e agir é diferente de uma criança da mesma idade” (FIGUEIREDO ETAL, 2008, p.264)Questão 9: Qual é a dificuldade de fazer esse acompanhamento?Dentre os 8 enfermeiros pesquisados, apenas 1 enfermeiro não respondeu a questão,entre os 7 que responderam a questão obtive as seguintes respostas em comum; 5responderam ser a falta de adesão das mães/familiar em trazer as crianças para unidade.Obtive duas respostas diferentes sendo que para Enfermeiro 1: a dificuldade é a falta detempo; e para Enfermeiro 2: a dificuldade é a busca ativa das mães faltosas. Teve 1enfermeiro que abordou uma observação significante; que ocorre a facilitação do
  • 39acompanhamento quando as mães/familiar recebem algum tipo de benefício como a bolsafamília ou viva leite.Questão 10: Você sabe o calendário básico de vacinação da criança atualmente?Dentre os 8 enfermeiros pesquisados todos, ou seja 100% responderam a questão eassinalaram sim.Recentemente o Ministério da Saúde promoveu no Brasil o lançamento do novoCalendário Nacional de Vacinações (ANEXO VI), que constituirá a nova vacina contra pólioe a Pentavalente.A vacina pentavalente reúne em uma só dose a proteção contra cinco doenças(difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B). (MINISTÉRIO DASAÚDE 2012)Questão 11: Você orienta os pais ou responsável a respeito do acompanhamento docrescimento e desenvolvimento de seu filho?Dentre os 8 enfermeiros pesquisados todos, ou seja 100% responderam a questão eassinalaram sim.“O enfermeiro, como educador em saúde, compartilha com a criança e a famíliainformações e conhecimentos quanto à avaliação de enfermagem da situação dacriança; reforça condutas adequadas ao desenvolvimento da criança, dos familiares;e discute propondo alternativas àquelas que julgar inadequadas. Apresentarinformações sobre o Crescimento e Desenvolvimento e necessidades infantis, bemcomo informações que favorecem o crescimento e desenvolvimento da criança. Asorientações abrangem características deste, alimentação (quantidade, qualidade ehábitos), higiene, sono, brincadeiras e estimulação, imunizações, formas decomunicação e relacionamento com a criança.” (CARABOLANTE E FERRIANI,2003, p.1)O enfermeiro deve orientar a mãe ou familiar sobre o estado de saúde da criança, e darinformações que contribuam para o crescimento e desenvolvimento infantil como anecessidade de uma boa alimentação, higiene e estimulação através de brincadeiras.Reforçando as condutas adequadas e ajustando as inadequadas dando uma direção correta.Questão 12: Há quanto tempo você trabalha na Estratégia de Saúde da Família?
  • 40Dentre os 8 enfermeiros pesquisados, todos responderam a questão, ficandoclassificado em: 4 enfermeiros trabalham a menos de 5 anos; 1 enfermeiro trabalha a mais de15 anos e 3 enfermeiros trabalham entre 10 a 15 anos.Através dos questionários aplicados aos enfermeiros foi possível observar que o tempode trabalho nas Estratégias de Saúde da Família, não interfere no conhecimento e assistênciaprestada a criança.Questão 13: Existe algum tipo de capacitação nessa área?Dentre os 8 enfermeiros pesquisados, todos responderam a questão, ficando divididoem: 4 assinalaram que não existe capacitação nesta área e todos esses 4 assinalaram que sim,gostariam que tivesse capacitação nesta área. Os outros 4 enfermeiros assinalaram que sim,existe capacitação nesta área.Questão 14: Existe educação permanente nessa unidade?Dentre os 8 enfermeiros pesquisados todos, ou seja 100% responderam a questão eassinalaram sim.Houve 2 enfermeiros que abordaram uma observação significante; que existe educaçãopermanente na unidade, mas não voltado para a área dessa pesquisa.“A Educação Permanente é aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinarse incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho. A educação permanentese baseia na aprendizagem significativa e na possibilidade de transformar as práticasprofissionais. A educação permanente pode ser entendida como aprendizagem-trabalho, ou seja, ela acontece no cotidiano das pessoas e das organizações. Ela éfeita a partir dos problemas enfrentados na realidade e leva em consideração osconhecimentos e as experiências que as pessoas já têm. Propõe que os processos deeducação dos trabalhadores da saúde se façam a partir da problematização doprocesso de trabalho, e considera que as necessidades de formação edesenvolvimento dos trabalhadores sejam pautadas pelas necessidades de saúde daspessoas e populações. Os processos de educação permanente em saúde têm comoobjetivos a transformação das práticas profissionais e da própria organização dotrabalho.” (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2009, p.20)“Educação continuada é aquela que capacita a pessoa não só para as mudançasdesejadas pela instituição como também para as requeridas pela sociedade,desenvolvendo a como pessoa e como profissional. Alude à atualização técnico-científica do profissional, voltada para a prática individual e é da responsabilidadedo profissional, portanto um processo desvinculado da instituição onde atua o
  • 41profissional, feita de modo esporádico, com apropriação do saber científico.”(GIRADE ET AL 2006, p 107)A Educação Permanente é realizada a partir das experiências do cotidiano juntamentecom a problematização do processo de trabalho da equipe, pautando suas necessidades. Aeducação permanente não gera apenas diminuição de erros ou melhora na qualidade deassistência, a educação permanente insere o conhecimento dentro da instituição,proporcionando assim uma assistência adequada.Podemos observar a partir da observação dos 2 enfermeiros, que há uma confusãoentre educação permanente e educação continuada.Sendo que é na educação continuada que os profissionais aprendem novas técnicas nasdiversas áreas da saúde conforme as novidades científicas são lançadas. É uma práticabuscada de forma individual onde fica na responsabilidade do profissional se atualizar nosaber científico.
  • 424. CONSIDERAÇÕES FINAISO acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil é um indicador dascondições de saúde da criança, que deve promover toda atenção visando a promoção emanutenção da saúde, intervindo nos fatores que podem comprometê-la, promovendo aqualidade de vida, ou seja, que a criança cresça e desenvolva todo seu potencial.A assistência à saúde da criança por meio da puericultura é de grande importância,devido à vulnerabilidade nessa fase da vida.O enfermeiro participa no acompanhamento do crescimento e desenvolvimentoinfantil, desde o nascimentoaté sua adolescência, com o objetivo de promover a saúde eprevenir a doença, para isso o enfermeiro realiza as consultas de enfermagem, onde efetua oexame físico juntamente com as medidas antropométricas, preenchendo os gráficos dacaderneta que norteiam o crescimento adequado, fazendo uso dos instrumentos de vigilância eteorias do desenvolvimento para poder observar se o objetivo desse acompanhamento estásendo atingido, averiguando a administração das vacinas e a realização das mesmas conformecalendário de vacinação infantil, orientando sobre o aleitamento materno exclusivo até os seismeses e posteriormente a alimentação complementar, orientando também sobre a prevençãode acidentes e a avaliação do crescimento e desenvolvimento de acordo com a faixa etária. Oenfermeiro deve criar vínculos com a mãe e familiares, por meio do pré natal, fazendo buscaativa dos faltosos, indo fazer visita domiciliar na primeira semana após nascimento,promovendo a realização da semana integral de saúde com mãe e bebê, juntamente com aidentificação das dificuldades e dúvidas da mãe ou familiares procurando esclarecê-las.Quanto ao conhecimento dos enfermeiros participantes dessa pesquisa observa-se queos mesmos compreendem a importância do acompanhamento do crescimento edesenvolvimento infantil, e realizam tal procedimento.Na prática o acompanhamento da criança é realizado através da consulta deenfermagem desde seu nascimento até a adolescência, prevenindo a doença, promovendo asaúde e intervindo nos fatores que podem comprometê-la, bem como, realizam registros nacaderneta de saúde da criança, preenchem os gráficos de crescimento para analisarem se asmedidas estão satisfatórias, juntamente mensuram o desenvolvimento a partir da observaçãoda capacidade que a criança tem de atuar em níveis mais avançados de acordo com a faixaetária. Fazem as orientações necessárias com os pais na consulta ou em grupos de pais paramanter a saúde da criança.
  • 43Mas, a amostra evidenciou uma divergência de definições no conceitodesenvolvimento psicomotor da criança em relação ao conceito crescimento infantil, emboraambos estejam intimamente correlacionados, correspondem a fenômenos distintos. Pois umacriança pode crescer e não se desenvolver ou vice-versa, podendo assim, de certa forma, serinterpretado como causa de fragilidade na execução das práticas realizada para mensurar odesenvolvimento infantil e acompanhamento da mesma.Podemos verificar que a maior dificuldade de realizar o acompanhamento docrescimento e desenvolvimento infantil é a falta de adesão das mães/familiar em trazer ascrianças para unidade, subsequente a falta de tempo e dificuldade de fazer busca ativa dasmães faltosas. Obtivemos uma observação significante, que através de benefícios como bolsafamília e viva leite ocorre a facilitação do acompanhamento devido ser um incentivo paramaior adesão.Através da identificação do tempo de trabalho de cada enfermeiro juntamente comsuas respostas, pude observar que o tempo de serviço nas Estratégias de Saúde da Família,não interfere no conhecimento e assistência prestado a criança.Metade dos enfermeiros pesquisados abordou não haver capacitação nesta área, egostariam que tivesse.Todos os enfermeiros pesquisados relatam ter educação permanente na unidade. Masalguns enfermeiros abordaram uma observação significante, que apesar de existir educaçãopermanente na unidade, ela não é voltada para a área do acompanhamento do crescimento edesenvolvimento infantil.O resultado desta pesquisa nos permite afirmar que os enfermeiros das Estratégias deSaúde da Família de Assis-SP, sabem da importância do acompanhamento infantil, e realizamesse procedimento. No entanto foi diagnosticado em alguns casos a divergência deconhecimento na realização do acompanhamento desenvolvimento psicomotor, e a falta decapacitação especializada para essa área de acompanhamento do crescimento edesenvolvimento infantil o que possivelmente interfere na execução de suas práticasassistenciais.
  • 44REFERÊNCIASBARDIN L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2006.BRASIL 1996 apud PINTO, Fatima Arthuzo. Assistência de enfermagem à Criança sadia(puericultura). Disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAsFgAA/manual-puericultura. Data: 26/02/2012. Hora: 17:25.CADERNETA DE SAÚDE DA CRIANÇA 2009. ©2005 Ministério da Saúde. Todos osdireitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada afonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitosautorais de textos e imagens dessa obra é da área técnica. A coleção institucional doMinistério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde doMinistério da Saúde: http://www.saude.gov.br/bvs . Série F. Comunicação e Educação emSaúde. Tiragem: 6ª edição – 2009 – 3.300.000 exemplares.CAMPOS, Roseli Márcia Crozariol; RIBEIRO, Circéa Amália; SILVA, Conceição Vieira dae SAPAROLLI, Eliana Campos Leite. Consulta de enfermagem em puericultura: avivência do enfermeiro na Estratégia de Saúde da Família. Rev. esc. enferm. USP[online]. 2011, vol.45, n.3, pp. 566-574. ISSN 0080-6234. Disponívelem:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0080-62342011000300003&script=sci_arttext.Data:05/08/12. Hora: 14:00.CARABOLANTE, A. C.; FERRIANI, M. G. C.; O crescimento e desenvolvimento decrianças na faixa etária de 12 a 48 meses em creche na periferia da cidade de RibeirãoPreto – SP. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 5 n. 1, 2003. Disponível emhttp://www.revistas.ufg.br/index.php/fen/article/view/777/860. Data: 07/08/12. Hora: 23:30.Enfermagem pediátrica / [equipe Lippincott WILLIAMS & WILKINS; revisão técnicaIvone Evangelista Cabral;tradução José Eduardo Ferreira de Figueiredo].-Rio deJaneiro:Guanabara Koogan, 2006 il.- (Incrivelmentefácil)
  • 45Fifth Edition.Título do original eminglês WHALEY & WONG’s Essentials of PediatricNursing. Copyright 1997 by Mosby-Year Book, Inc. 11830 Westline Industrial Drive.St.Louis, Missouri 63146. Direitos exclusivos para a língua portuguesa. Copyright 1999 byEditora Guanabara Koogan S.A. Travessa do Ouvidor,11. Rio de Janeiro, RJ.FIGUEIREDO, Nébia Maria Almeida de; VIANA, Dirce Laplaca; MACHADO, WiliamCésar Alves. Tratado prático de enfermagem, volume 2, -3.ed.-São Caetano do Sul, SP :Yendis Editora, 2008. Vários autores.FIGUEIREDO, LMH ET ALL 2012. Observatório da Saúde da Criança e do Adolescente.Disponível em: http://www.medicina.ufmg.br/observaped/index.php/caderneta-da-saude.html.Data: 06/06/2012. Hora: 19:14.GALVÃO, Clóvis E. S.; SILVA, Antônio A. M. da; SILVA, Raimundo A. da; FILHO, StelitoA. dos Reis; NOVOCHADLO, Maria A. da S.; CAMPOS, Gilvana de J. do V. Terapia dereidratação oral para diarréia aguda em região do nordeste do Brasil, 1986-1989. Rev.Saúde Pública, 28: 416-22 , 1994. F. Disponível em:http://www.scielosp.org/pdf/rsp/v28n6/05.pdf. Data: 20/03/12. Hora: 22:45.GIACOMOZZI, Clélia Mozara e LACERDA, Maria Ribeiro, 2006. A prática da assistênciadomiciliar dos profissionais da estratégia de saúde da família. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/tce/v15n4/v15n4a13.pdf. Data: 03/03/2012, Hora: 20:10.GIRADE, Maria da Graça; CRUZ, Emirene Maria Navarro Trevizan da; STEFANELLI,Maguida Costa. Educação continuada em emfermagem psiquiátrica: reflexão sobreconceitos. RevEscEnferm USP 2006; 40(1):105-10. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v40n1/a14v40n1. Data: 10/08/12. Hora: 18:15.MINISTÉRIO DA SAÚDE 1984. Assistência Integral à Saúde da Criança: Ações básicas /Ministério da Saúde. – Brasília, Centro de Documentação do Ministério da Saúde, 1984.Básicos de Saúde, n.7. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/assistencia_integral_saude_crianca.pdf. Data:19/03/12. Hora: 23:30.
  • 46MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2009. Brasil. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação naSaúde. Departamento de Gestão da Educação em Saúde. Política Nacional de EducaçãoPermanente em Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão do Trabalho e daEducação na Saúde, Departamento de Gestão da Educação em Saúde. – Brasília : Ministérioda Saúde, 2009. 64 p. – (Série B. Textos Básicos de Saúde) (Série Pactos pela Saúde 2006; v.9)MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002. Brasil. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento deAtenção Básica. Saúde da criança: acompanhamento do crescimento e desenvolvimentoinfantil/Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de saúde. – Brasília. 100 p.: il. – (SérieCadernos de Atenção Básica; n.11) – (Série A. Normas e Manuais Técnicos). Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/crescimento_desenvolvimento.pdf. Data:07/05/2012. Hora: 22:30.MINISTÉRIO DA SAÚDE 2002. Brasil. AIDPI Atenção Integrada às DoençasPrevalentes na Infância: curso de capacitação: introdução: módulo 1 Ministério da Saúde,Organização Mundial da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde. – 2. ed. rev. -Brasília: Ministério da Saúde, 2002. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/AIDPI_modulo_1.pdf. Data: 09/04/12. Hora:20:15.MINISTÉRIO DA SAÚDE 2008. Brasil. Estatuto da Criança e do Adolescente / Ministérioda Saúde. – 3.ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2008. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estatuto_crianca_adolescente_3ed.pdf. Data:31/03/12. Hora: 15:20.MINISTÉRIO DA SAÚDE 2009. Brasil. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamentode Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância epidemiológica / Ministério da Sáude,Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – 7.ed.-Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Disponível em:http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/gve_7ed_web_atual.pdf. Data: 13/03/12. Hora:22:30.
  • 47MINISTÉRIO DA SAÚDE 1993. Manual de normas para controle e assistência dasinfecções respiratórias agudas. Disponévelem:http://www.sbp.com.br/img/manuais/Manual_%20Controle_I.pdf. Data: 11/03/2012.Hora: 15:46.MINISTÉRIO DA SAÚDE 2012. Ministério da Saúde reforça calendário de vacinação dacriança. Disponível em:http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=1498&CO_NOTICIA=13678. Data: 20/01/12. Hora: 14:56.MINISTÉRIO DA SAÚDE 2004. Secretaria de Atenção à Saúde; Ministério da Saúde.Agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança e Redução da MortalidadeInfantil. Brasília (Brasil). Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/agenda_compro_crianca.pdf. Data: 16/03/12.Hora: 20:15.NOVACZYK AB, Dias NS, Gaíva MAM 2008. Atenção à saúde da criança na redebásica: análise de dissertações e teses de enfermagem. Rev. Eletr. Enf. [Internet].2008;10(4):1124-37. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n4/v10n4a25.htm.Data: 24/03/2012. Hora: 21:35.Organizado pela Associação Brasileira de Enfermagem; coordenadora-geral, KALINOWSKI,Carmen Elizabeth, diretoras acadêmicas, OLIVEIRA Maria Emilia de; RIBEIRO, NairRegina Ritter. Programa de Atualização em Enfermagem: saúde da criança e doadolescente: PROENF – Ciclo 1, módulo 1 (2006) – Porto Alegre: Artmed/PanamericanaEditora, 2006 – ciclos: il. ; 17,5 x 25 cm. (Sistema de Educação em Saúde Continuada aDistância – SESCAD).PINTO, Fatima Arthuzo. Assistência de enfermagem à Criança sadia (puericultura).Disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAsFgAA/manual-puericultura.Data: 01/04/2012. Hora: 16:28.PORTO, Andréa; VIANA, Dirce Laplaca, organizadora.Curso didático de enfermagem,módulo II – 5.ed.-São Caetano do Sul,SP : Yendis Editora, 2009.
  • 48SILVA, Ana Paula Alves da; …[et al.] Instituto da Criança 30 anos: ações atuais naatenção interdisciplinar em pediatria.-São Caetano do Sul,SP: Yendis Editora,2006.SILVA, Ana Caroline de Medina Alves e; VILLAR, Maria Auxiliadora Monteiro;WUILLAUME, Susana Maciel; e CARDOSO, Maria Helena Cabral de Almeida 2009.Perspectivas de médicos do Programa Saúde da Família acerca das linhas de cuidadopropostas pela Agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança e Reduçãoda Mortalidade Infantil. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csp/v25n2/13.pdf. Data:08/04/2012. Hora: 15:28.Supervisão por LOPES, Brenner e AMARAL Jefferson Ney; coordenação de RicardoWahrendorff Caldas. Políticas Públicas: conceitos e práticas – Belo Horizonte: Sebrae/MG,2008. Disponivel em:http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/E0008A0F54CD3D43832575A80057019E/$File/NT00040D52.pdf. Data: 07/04/2012. Hora: 20:17.SUS e PSF para enfermagem: prática para o cuidado em saúde coletiva organizadorasNébia Maria Almeida de FIGUEIREDO, Tereza TONINI. – São Caetano do Sul,SP: YendisEditora, 2007.THOMPSON, Eleanor Dumont & ASHWILL Jean Weiler, Uma introdução à enfermagempediátrica; trad. Ana Thorell-6.ed.-Porto Alegre:Artes Médicas, 1996.VIEIRA, Viviane Cazetta de Lima; FERNANDES, Claudiane Amaro; DEMITTO, Marcelade Oliveira; BERCINI, Luciana Olga; SCOCHI, Maria José; MARCON, Sonia Silva.Puericultura na atenção primária à saúde: atuação do enfermeiro. Cogitare Enfermagem,Vol. 17, No 1 (2012).ISSN Impresso: 1414-8536. ISSN Eletrônico: 2176-9133. Disponívelem: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/cogitare/article/viewFile/26384/17577. Data:11/08/12. Hora: 20:45.
  • 49ANEXOS
  • 50ANEXO IComitê de Ética em Pesquisa – CEPUNIVERSIDADE PAULISTA – UNIPCampus Assis-SPRua Myrtes Spera Conceição, 30 - Conj, Nelson MarcondesCEP 19813-550 – tel.: (18)3323-5500 - Fax: (18) 3323-2135Nome do Projeto: Avaliação da Prática e Conhecimento do Enfermeiro noAcompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento Infantil.Pesquisador Responsável: Profª.: Maria Sílvia Maschio e SilvaNome da Instituição: Universidade Paulista – UNIP Assis/SPQuestionário de PesquisaPerguntas que serão aplicadas aos enfermeiros1- O que você entende por acompanhamento do crescimento e desenvolvimentoinfantil?____________________________________________________________________________________________________________________________________________________2- Em sua opinião o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantilé importante?( ) Sim.( ) Não.3- Você acredita que através do conhecimento da importância doacompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, pode-se mudar a qualidade daassistência e consecutivamente a qualidade da saúde?( ) Sim.( ) Não.4- Qual é a sua participação no acompanhamento do crescimento edesenvolvimento infantil?
  • 51________________________________________________________________________________________________________________________________5- Como você mensura o crescimento?________________________________________________________________________________________________________________________________6- Você realiza o acompanhamento do desenvolvimento infantil?( ) Sim.( ) Não.7- Você sabe os períodos do desenvolvimento infantil?( ) Sim. Quais são?( ) Não.8- Como você mensura o desenvolvimento?________________________________________________________________________________________________________________________________9- Qual é a dificuldade de fazer esse acompanhamento?________________________________________________________________________________________________________________________________10- Você sabe o calendário básico de vacinação da criança atualmente?( ) Sim.( ) Não.11- Você orienta os pais ou responsável a respeito do acompanhamento docrescimento e desenvolvimento de seu filho?( ) Sim.( ) Não.12- Há quanto tempo você trabalha na Estratégia de Saúde da Família?( ) Menos de 5 anos.( ) Entre 5 a 10 anos.
  • 52( ) Entre 10 a 15 anos.( ) Mais de 15 anos.13- Existe algum tipo de capacitação nessa área?( ) Sim.( ) Não. Você gostaria que tivesse? ( ) Sim ( ) Não14- Existe educação permanente nessa unidade?( ) Sim.( ) Não. Você gostaria que tivesse? ( ) Sim ( ) Não
  • 53ANEXO IIComitê de Ética em Pesquisa – CEPUNIVERSIDADE PAULISTA – UNIPCampus Assis-SPRua Myrtes Spera Conceição, 30 - Conj, Nelson MarcondesCEP 19813-550 – tel.: (18)3323-5500 - Fax: (18) 3323-2135TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOCaro Participante:Gostaríamos de convidá-lo a participar como voluntário da pesquisa intitulada“Avaliação da Prática e Conhecimento do Enfermeiro no Acompanhamento doCrescimento e Desenvolvimento Infantil”, que se refere a um projeto de Trabalho deConclusão de Curso, dos participantes da Graduação, o qual pertence ao curso deEnfermagem da Universidade Paulista –UNIP.O objetivo deste estudo é conhecer a opinião dos profissionais de enfermagem sobreas dificuldades enfrentadas ao realizar a assistência domiciliar.Sua forma de participação consiste em responder a questionário de pesquisa. Seunome não será utilizado em qualquer fase da pesquisa o que garante seu anonimato.Não será cobrado nada; não haverá gastos, nem riscos na sua participação nesteestudo; não estão previstos ressarcimentos ou indenizações; não haverá benefícios imediatosna sua participação. Os resultados contribuirão com informações que subsidiem a criação deprojetos futuros pela instituição pesquisada.Gostaríamos de deixar claro que sua participação é voluntária e que poderá recusar-sea participar ou retirar seu consentimento, ou ainda descontinuar sua participação se assim opreferir.Desde já agradecemos sua atenção e participação e colocamo-nos à disposição paramaiores informações.Você ficará com uma cópia deste Termo e em caso de dúvidas e outrosesclarecimentos sobre esta pesquisa você poderá entrar em contato com a responsávelprincipalMaria Silvia Maschio e Silva, telefone: (18)96048471.
  • 54Eu_____________________________________ confirmo que Elisa MayaraGonçalves Rodrigues Buzzo RG: 47.324.025-7 explicou-me os objetivos desta pesquisa, bemcomo, a forma de participação. As alternativas para minha participação também foramdiscutidas. Eu li e compreendi este Termo de Consentimento, portanto, eu concordo em darmeu consentimento para participar como voluntário desta pesquisa.Assis, 17 de maio de 2012._____________________________________________________________________Assinatura do Participante__________________________________Profª Maria Silvia Maschio e SilvaPesquisador Responsável__________________________________Elisa Mayara Gonçalves Rodrigues Buzzo - RA: A250DG-1___________________________________Ciência da CoordenadoraEste termo só terá validade com o acordo do orientador e dos alunos envolvidos deste Projeto de Pesquisa
  • 55ANEXO IIIComitê de Ética em Pesquisa – CEPUNIVERSIDADE PAULISTA – UNIPCampus Assis-SPRua Myrtes Spera Conceição, 30 - Conj, Nelson MarcondesCEP 19813-550 – tel.: (18)3323-5500 - Fax: (18) 3323-2135TERMO DE COMPROMISSO DO PESQUISADOREu, Maria Silvia Maschio e Silva, responsável principal pelo Trabalho de Conclusãode Curso, o qual pertence ao Curso de Enfermagem da Universidade Paulista – UNIP venho,por meio deste, me comprometer a utilizar todos os dados coletados, unicamente, para otrabalho intitulado “Avaliação da Prática e Conhecimento do Enfermeiro noAcompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento Infantil”. Bem como, manter sobsigilo a identificação dos sujeitos, cujas informações terei acesso.Respeitando assim, os preceitos éticos e legais exigidos pela Resolução nº 196/96, doMinistério da Saúde.Atenciosamente,__________________________________ ________________________________Profª.Maria Silvia Maschio e Silva Elisa Mayara Gonçalves Rodrigues BuzzoPesquisador Responsável RA: A250DG-1Assis,17 de maio de 2012.__________________________________Ciência da CoordenadoraEste termo só terá validade com o acordo do orientador e dos alunos envolvidos deste Projeto de Pesquisa.
  • 56ANEXO IVComitê de Ética em Pesquisa – CEPUNIVERSIDADE PAULISTA – UNIPCampus Assis-SPRua Myrtes Spera Conceição, 30 - Conj, Nelson MarcondesCEP 19813-550 – tel.: (18)3323-5500 - Fax: (18) 3323-2135À: Secretaria Municipal da Saúde de ASSISINTENÇÃO DE PESQUISAEu, Maria Silvia Maschio e Silva, responsável principal pelo Projeto de Trabalho deConclusão de Curso, tenho a intenção de realizar a pesquisa intitulada “Avaliação da Práticae Conhecimento do Enfermeiro no Acompanhamento do Crescimento eDesenvolvimento Infantil” cujo participante Elisa Mayara Gonçalves Rodrigues Buzzo,portadora do RG 47.324.025-7, regularmente matriculados no curso de Enfermagem daUniversidade Paulista – UNIP nesse ano corrente.Após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UNIP, a coleta de dados deste projetopoderá ser realizada.Assis, 17 de Maio de 2012._____________________________ ____________________________________ProfªMaria Silvia Maschio e Silva Elisa Mayara Gonçalves Rodrigues BuzzoPesquisador Responsável RA: A250DG-1Concordo com a coleta de dados: _____________________________________Responsável da Instituição SediadoraCiência da Coordenadora:Assinatura: ___________________________Este termo só terá validade com o acordo do orientador e dos alunos envolvidos desteProjeto de Pesquisa.
  • 57ANEXO VComitê de Ética em Pesquisa – CEPUNIVERSIDADE PAULISTA – UNIPCampus Assis-SPRua Myrtes Spera Conceição, 30 - Conj, Nelson MarcondesCEP 19813-550 – tel.: (18)3323-5500 - Fax: (18) 3323-2135ORÇAMENTO DE PROJETO DE PESQUISAData: 17 de maio de 2012.Nome do Projeto: “Avaliação da Prática e Conhecimento do Enfermeiro noAcompanhamento do Crescimento e Desenvolvimento Infantil”.Pesquisador Responsável: Profª.: Maria Silvia Maschio e SilvaNome da Instituição: Universidade Paulista – UNIP Assis/SPPatrocinador:Valor U$$ Valor R$Material Permanente 00 00Material de Consumo 00 00Serviços de Terceiros 00 00Honorários do Pesquisador 00 00Despesas com os Sujeitos da pesquisa 00 00Total 00 00Devido a natureza da pesquisa não haverá custos._________________________________Profª.Maria Silvia Maschio e SilvaPesquisador Responsável________________________________Elisa Mayara Gonçalves Rodrigues BuzzoRA: A250DG-1Este termo só terá validade com o acordo do orientador e dos alunos envolvidos deste Projeto de Pesquisa.
  • 58ANEXO VIComitê de Ética em Pesquisa – CEPUNIVERSIDADE PAULISTA – UNIPCampus Assis-SPRua Myrtes Spera Conceição, 30 - Conj, Nelson MarcondesCEP 19813-550 – tel.: (18)3323-5500 - Fax: (18) 3323-2135CALENDÁRIO DE VACINAÇÃOImagem divulgada pelo Ministério da Saúde do Novo Calendário de Vacinação Infantil,MINISTÉRIO DA SAÚDE 2012. Disponível em:http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/arquivos/pdf/2012/Jan/18/calendario_180112.pdf
  • 59ANEXO VIIComitê de Ética em Pesquisa – CEPUNIVERSIDADE PAULISTA – UNIPCampus Assis-SPRua Myrtes Spera Conceição, 30 - Conj, Nelson MarcondesCEP 19813-550 – tel.: (18)3323-5500 - Fax: (18) 3323-2135REPRESENTAÇÃO EM ESCOREZ ZImagem divulgada na Caderneta de Saúde da Criança (2009), pg.50.
  • 60ANEXO VIIIComitê de Ética em Pesquisa – CEPUNIVERSIDADE PAULISTA – UNIPCampus Assis-SPRua Myrtes Spera Conceição, 30 - Conj, Nelson MarcondesCEP 19813-550 – tel.: (18)3323-5500 - Fax: (18) 3323-2135GRÁFICO DE ACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO INFANTILImagem divulgada na Caderneta de Saúde da Criança (2009), pg.54 E 55.
  • 61ANEXO IXComitê de Ética em Pesquisa – CEPUNIVERSIDADE PAULISTA – UNIPCampus Assis-SPRua Myrtes Spera Conceição, 30 - Conj, Nelson MarcondesCEP 19813-550 – tel.: (18)3323-5500 - Fax: (18) 3323-2135QUADRO DE PERÍMETRO CEFÁLICOImagem divulgada pelo Ministério da Saúde 2002, caderno de atenção básica, Saúde dacriança: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, pg.59. Disponívelem: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/crescimento_desenvolvimento.pdf
  • 62ANEXO XComitê de Ética em Pesquisa – CEPUNIVERSIDADE PAULISTA – UNIPCampus Assis-SPRua Myrtes Spera Conceição, 30 - Conj, Nelson MarcondesCEP 19813-550 – tel.: (18)3323-5500 - Fax: (18) 3323-2135INSTRUMENTO DE VIGILÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
  • 63
  • 64
  • 65
  • 66Imagens divulgadas na Caderneta de Saúde da Criança (2009), pg.42 à 45.
  • 67ANEXO XIComitê de Ética em Pesquisa – CEPUNIVERSIDADE PAULISTA – UNIPCampus Assis-SPRua Myrtes Spera Conceição, 30 - Conj, Nelson MarcondesCEP 19813-550 – tel.: (18)3323-5500 - Fax: (18) 3323-2135