Ações educacionais de promoção à competência em informação - Presentation Transcript
AÇÕES EDUCACIONAIS DE PROMOÇÃO À COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO Elisabeth Adriana Dudziak Curso de capacitação de bibliotecários como agentes de promoção à competência em informação
O maior êxito de um programa de desenvolvimento das competências em informação depende do compromisso no âmbito institucional.
Envolva todos os grupos relevantes em seu processo de planejamento: sua equipe de bibliotecários, professores e membros da faculdade, administradores e aqueles que tomarão a decisão final para o programa.
1 – O bibliotecário deve ser um campeão da causa
2 – O centro do processo é o aluno
3 – O bibliotecário deve ser um agente educacional
4 – É preciso haver cooperação entre docentes e bibliotecários
5 – A cultura do livre acesso à informação deve ser enfatizada
6 - A inserção no projeto pedagógico
7 – Definição clara de objetivos e metas
8 – Planejamento é essencial
9 - A Transdisciplinaridade e o Currículo Integrado como marcos para a competência em informação
10 – Incorporar diferentes espaços de aprendizagem
11 - As melhores práticas se constroem no decorrer do processo.
12 – Avaliação constante e controle do processo
PROGRAMA DE COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO
É uma Declaração que apresenta:
Definição de competência em informação
Missão (metas e papéis essenciais)
Visão (o que o programa busca alcançar no futuro – 3 a 5 anos)
Justificativa (razões, necessidades e benefícios de criar um programa)
Paralela – atividades complementares às disciplinas / cursos específicos.
Integrada – atividades que são parte integrante do currículo/curso/disciplinas (como parte das aulas ou dos trabalhos).
INICIATIVAS
Palestras e conferências
Parceria com docentes
Mediação pedagógica um a um
Mediação pedagógica para pequenos grupos
Tutoriais e cursos online (educação à distância)
Portfólios dos alunos
Preparação de exposições e eventos
Interatividade na biblioteca – dinâmicas de grupos
PARCERIAS COM OS PROFESSORES
Sempre que possível, o bibliotecário deve procurar formar parcerias com os docentes e administradores, a fim de inserir a competência em informação no currículo.
Palestras e participações especiais são importantes, mas menos efetivas na hora de modificar hábitos e inserir novas práticas, tanto para docentes quanto alunos.
O ideal é incluir a competência em informação ao final de cada módulo das disciplinas, integrando a competência informacional ao aprendizado em áreas específicas e especializadas de conhecimento, tendo como foco a produção de trabalhos e realização de projetos.
TENHA OS PROFESSORES DO SEU LADO
É importante destacar que o bibliotecário jamais substituirá o professor e nem é este seu propósito.
O ideal é somar esforços, utilizando o melhor de cada parceiro. Em geral, caberá ao bibliotecário contribuir nas atividades de pesquisa, leitura, organização de informações, redação de trabalhos, conscientização dos direitos autorais e apresentação de resultados.
Estas atividades podem e devem ser customizadas para cada disciplina e área de conhecimento.
APROVEITE AS OPORTUNIDADES DE REFORÇO
Muitas vezes, as atividades desenvolvidas em classe são insuficientes para a sedimentação dos conteúdos.
O bibliotecário deve estar atento aos seus alunos, acompanhando seu desenvolvimento pessoal e acadêmico.
Sempre que possível, deve convidá-los a freqüentar a biblioteca, seja participando em eventos específicos, seja incorporando a ida à biblioteca às suas atividades diárias.
ORIENTE E APÓIE ATIVAMENTE SEUS ALUNOS
Oriente e apóie ativamente seus alunos.
Sempre que possível, esteja disponível para orientações particulares, pois muitos estudantes podem ter dificuldade em admitir ou expressar suas necessidades.
O bibliotecário é aquela pessoa confiável e discreta, companheiro em todas as horas, que dá o suporte necessário.
ESTEJA PREPARADO (A)
Elabore os conteúdos (cognitivos, procedimentais e atitudinais) a serem ministrados, de acordo com os objetivos, não só dos programas curriculares, como também sua inserção e fluxo em cada disciplina e em cada aula, se possível.
Trata-se de estar bem preparado para a ação, que pode acontecer a qualquer momento. Para tanto, a elaboração de planos de aula e atividades específicas é essencial, como veremos no próximo capítulo.
ELABORANDO UM PLANO DE AULA
1º. PASSO: DEFINIR O TEMA DA AULA
O tema a ser dado em uma aula ou parte de uma aula, deve estar coordenado com o programa da disciplina.
2º. PASSO: DEFINIR O(S) OBJETIVO(S)
Os objetivos sempre são definidos a partir de verbos.
Traduzem as competências a serem desenvolvidas pelos alunos.
Os objetivos devem ser redigidos de modo a possibilitar a verificação do aprendizado ao término da aula.
Portanto, é preciso dedicar especial atenção a este passo, a fim de elaborar objetivos que realmente possam ser verificados e que tenham relação direta com os conteúdos de aprendizagem definidos.
3º. PASSO: DEFINIR OS CONTEÚDOS DE APRENDIZAGEM
O bibliotecário deve estar atento ao aprendizado holístico de seus alunos. Para tanto, é necessário trabalhar conteúdos cognitivos, procedimentais e atitudinais, conforme Quadro abaixo de Zabala (1990):
APRENDIZADO SIGNIFICATIVO
Além dos conteúdos de aprendizagem, é necessário que o tema e as atividades sejam significativos para os alunos, ou seja, que sejam relevantes para os estudantes.
Com base na orientação construtivista, o aprendizado só é possível quando ocorre um processo deliberado de apreensão de uma nova informação à estrutura cognitiva pré-existente.
Para que se opere uma mudança no aprendiz (o aprendizado), essa informação deve fazer sentido para ser incorporada.
4º. PASSO: REUNIR MATERIAIS E TEXTOS
De acordo com os objetivos, os materiais e textos que servirão de base à aula deverão ser selecionados e revisados.
É importante manter o foco nos objetivos, a fim de ater-se ao conteúdo.
5º. PASSO: CRIAR UMA ESTRATÉGIA QUE CONDUZA AOS OBJETIVOS
A estratégia (ou metodologia) e os recursos didáticos a serem utilizados em aula devem levar em conta as características dos estudantes (idade, curso, interesses, motivações, horário), e o aprendizado ativo.
ESTRATÉGIAS
A estratégia que proporciona o aprendizado efetivo é aquela que requer uma participação ativa do aprendiz.
De início, é necessário incluir o aluno na decisão dos conteúdos a serem abordados, abrindo-se às sugestões e obtendo sua concordância.
A partir daí, estabelece-se um compromisso entre as partes, de modo que o aluno é co-autor do processo. Isto garante seu envolvimento e participação.
6º. PASSO: ORGANIZAR A SEQUÊNCIA DAS ATIVIDADES
Toda aula deve ter uma parte introdutória, seu desenvolvimento e um fechamento.
Perceber a utilidade do assunto, de aplicação prática na vida, o envolvimento emocional do bibliotecário, são aspectos que motivam os alunos e promovem seu real envolvimento nas atividades.
7º. PASSO: AVALIAR OS RESULTADOS
Avaliar se os objetivos foram alcançados demanda a verificação do aprendizado, que pode dar-se a partir da entrega de trabalhos, testes, auto-avaliações ou ainda, observação dos alunos durante o processo.
O bibliotecário também deve fazer uma reflexão sobre seu desempenho (confiança, organização, criatividade, interesse, flexibilidade são aspectos a serem considerados).
ESTILOS DE APRENDIZAGEM
Um Estilo de Aprendizagem é a maneira como a pessoa assimila informações, o método que uma pessoa usa para construir conhecimento.
Cada indivíduo aprende do seu modo pessoal e único.
ESTILOS DE APRENDIZAGEM
visual : aprendizagem centrada na visualização
auditivo : centrada na audição
sinestésico : aprendizagem através do fazer
4 PRINCÍPIOS EXPLICATIVOS DO PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM:
motivação (a partir da motivação intrínseca e de reforço);
estrutura (organização e ordenamento da informação);
sequência (visando a melhor compreensão);
reforço (feedback da ação).
APRENDIZAGEM PELA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Utilizando problemas reais, os alunos aprendem buscando soluções, a partir da organização de informações, compreensão de enunciados, análise crítica de situações e das consequências da tomada de decisão (escolhas).
Os problemas não devem servir para testar competências e sim para possibilitar o desenvolvimento das estruturas cognitivas, afetivas e motoras.
EXEMPLO DE ENUNCIADO
Problema:
Quais as possíveis ações práticas que os bibliotecários podem realizar para promover a competência informacional científica na USP Campus Butantã?
Material complementar ao Curso de capacitação de more
Material complementar ao Curso de capacitação de bibliotecários como promotores da competência em informação - 2009 - Trianing The Trainers in Information Literacy - IFLA UNESCO less
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