Vanguardas europeias slides

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Vanguardas europeias slides

  1. 1. AS VANGUARDAS EUROPEIASAS VANGUARDAS EUROPEIAS O nascimento do mundoO nascimento do mundo,, de Salvador Dalide Salvador Dali
  2. 2. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS  Transformações tecnológicas na virada do século;Transformações tecnológicas na virada do século;  o automóvel, o avião, o cinema deslocaram e aceleraram oo automóvel, o avião, o cinema deslocaram e aceleraram o olhar do homem moderno;olhar do homem moderno;  novas maneiras de o homem perceber a realidade;novas maneiras de o homem perceber a realidade;  Em meio a essas transformações, surgem váriasEm meio a essas transformações, surgem várias manifestações artísticas:manifestações artísticas:
  3. 3. ExpressionismoExpressionismo ImpressionismoImpressionismo Cubismo,Cubismo, Futurismo,Futurismo, Abstracionismo,Abstracionismo, DadaísmoDadaísmo SurrealismoSurrealismo VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS As vanguardas vão dar origem à Arte Moderna
  4. 4. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS ExpressionismoExpressionismo  Surgiu na Alemanha em 1910;Surgiu na Alemanha em 1910; preocupação foi a forma em expressar as manifestações dopreocupação foi a forma em expressar as manifestações do mundomundo interiorinterior;;  pouco se importavam com os conceitos depouco se importavam com os conceitos de belo e feiobelo e feio . O importante. O importante era a "expressão", ou seja, a forma de transportar para as telas e para oera a "expressão", ou seja, a forma de transportar para as telas e para o papel as imagens que nasciam no seu interior;papel as imagens que nasciam no seu interior;  como forma de expressar a visão pessoal do artista, os expressionistas,como forma de expressar a visão pessoal do artista, os expressionistas, além de darem grande importância ao poder expressivo das cores e dasalém de darem grande importância ao poder expressivo das cores e das formas, valorizaram as composições abstratas e as imagens distorcidas,formas, valorizaram as composições abstratas e as imagens distorcidas, próximas da caricatura;próximas da caricatura;  desenvolveu-se mais na pintura e os principais representantes dessedesenvolveu-se mais na pintura e os principais representantes desse movimento foram:movimento foram: Vincent Van GoghVincent Van Gogh Paul CézannePaul Cézanne Paul GauguimPaul Gauguim Edward MuchEdward Much
  5. 5. Tarde em NápolesTarde em Nápoles (1876-1877),(1876-1877), de Paul Cézannede Paul Cézanne Cézanne tinha interesse na simplificação das formas naturais em seus essenciais geométricos; ele queria “tratar a natureza pelo cilindro, pela esfera, pelo cone”. A atenção concentrada com a qual ele registrava suas observações da natureza resultou em uma profunda exploração da visão binocular.
  6. 6. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS ExpressionismoExpressionismo O grito (1893), de Edward Munch. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.
  7. 7. Campo de trigo com corvos, Vincent Van Gogh.
  8. 8. O escolarO escolar (1888)(1888)
  9. 9. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS ExpressionismoExpressionismo Na literaturaNa literatura:: linguagem fragmentada, elíptica, fraseslinguagem fragmentada, elíptica, frases nominais;nominais;  despreocupação quanto à organização dodespreocupação quanto à organização do texto em estrofes, ao emprego de rimas ou àtexto em estrofes, ao emprego de rimas ou à musicalidade;musicalidade; Combate à fome, à inércia e aos valores doCombate à fome, à inércia e aos valores do mundo burguês.mundo burguês.
  10. 10. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS Fragmento de um poema expressionista:Fragmento de um poema expressionista: Soam ventoinhas em nuvens perdidasSoam ventoinhas em nuvens perdidas Os livros são bruxas. Povos desconexos.Os livros são bruxas. Povos desconexos. A alma reduz-se a mínimos complexosA alma reduz-se a mínimos complexos A arte está morta. As horas reduzidasA arte está morta. As horas reduzidas.. O meu tempo, de Wilkleim Klem
  11. 11. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS ImpressionismoImpressionismo  Revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandesRevolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX;tendências da arte do século XX; arte sensorial que valorizava a impressão subjetiva da realidade;arte sensorial que valorizava a impressão subjetiva da realidade;  o movimento de criação vai do mundo exterior para o interior;o movimento de criação vai do mundo exterior para o interior; MonetMonet,, DegasDegas ee RenoiRenoir são os expoentes dessa pintura;r são os expoentes dessa pintura; Registro das tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solarRegistro das tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificamnum determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol;constantemente, dependendo da incidência da luz do sol; As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é umaAs figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens;abstração do ser humano para representar imagens; As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressãoAs sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintoresvisual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.costumavam representá-las no passado.
  12. 12. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS Impressionismo The Waterloo Bridge, de Oscar-Claude Monet
  13. 13. O almoço dos remadores (1874), de Pierre-Auguste Renoir
  14. 14.  L’Absinthe, de Edgar Degas (1876). Musée d'Orsay, Paris. 
  15. 15. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS CubismoCubismo  Surgiu em 1907, a partir das experiências do espanholSurgiu em 1907, a partir das experiências do espanhol Pablo PicassoPablo Picasso e do francêse do francês Georges BraqueGeorges Braque ;; desenvolveu-se inicialmente na pintura, caracterizou-se pela valorizaçãodesenvolveu-se inicialmente na pintura, caracterizou-se pela valorização de formas geométricas como cubos, cones e cilindros.de formas geométricas como cubos, cones e cilindros.  defesa da ideia de que o artista deveria ter toda a liberdade paradefesa da ideia de que o artista deveria ter toda a liberdade para decompor a realidade que está interessado em representar e depoisdecompor a realidade que está interessado em representar e depois recriá-la a partir de elementos geométricos sobrepostos;recriá-la a partir de elementos geométricos sobrepostos; Picasso (pintura) e Apollinaire (literatura) são os principaisPicasso (pintura) e Apollinaire (literatura) são os principais representantes dessa vanguarda.representantes dessa vanguarda. Segundo Picasso, "Segundo Picasso, "A arte é uma mentira que nos faz perceber aA arte é uma mentira que nos faz perceber a verdadeverdade". Isso quer dizer que, para os cubistas, o artista não deve". Isso quer dizer que, para os cubistas, o artista não deve apenas copiar ou ilustrar o mundo real. Sua função é recriar a realidade eapenas copiar ou ilustrar o mundo real. Sua função é recriar a realidade e representá-la sob uma outra forma, revelando assim aspectos querepresentá-la sob uma outra forma, revelando assim aspectos que geralmente passam despercebidos.geralmente passam despercebidos.
  16. 16. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS CubismoCubismo Guernica (1937), de Pablo Picasso
  17. 17. Les Demoiselles d'Avignon (1907), de Pablo Picasso
  18. 18. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS CubismoCubismo Na literatura, os artistas cubistasNa literatura, os artistas cubistas preocuparam-se com a construção do texto epreocuparam-se com a construção do texto e ressaltaram a disposição gráfica do poema. Comressaltaram a disposição gráfica do poema. Com isso, os espaços em branco da folha de papelisso, os espaços em branco da folha de papel passaram a ter importância. Além disso, o cubismopassaram a ter importância. Além disso, o cubismo caracterizou-se por apresentar uma linguagem bemcaracterizou-se por apresentar uma linguagem bem humorada, cheia de inversões e elipses, na qual oshumorada, cheia de inversões e elipses, na qual os substantivos são dispostos de forma aparentementesubstantivos são dispostos de forma aparentemente anárquica e o verbo, os adjetivos e a pontuação sãoanárquica e o verbo, os adjetivos e a pontuação são desprezados.desprezados.
  19. 19. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS CubismoCubismo O poeta francês Guillaume Apollinaire é o principal repre- sentante do Cubismo na literatura. Depois de sua morte, foi publicado Caligrammes, poèmes de la paix et de la guerre (1913-1916), uma coletânea de poemas concretos produzidos durante a primeira guerra mundial.
  20. 20. Il pleut des voix de femmes comme si elles étaient mortes même dans le souvenir C'est vous aussi qu'il pleut merveilleuses encontres de ma vie ô gouttelettes Et ces nuages cabrés se prennent à hennir tout un univers de villes auriculaires Écoute s'il pleut tandis que le regret et le dédain leurent une ancienne musique Ecoute tomber les liens qui te retiennent en haut et en bas Chove (Apollinaire) Chovem as vozes das mulheres como se elas estivessem mortas mesmo na lembrança É você também que chove gotículas de maravilhosos encontros de minha vida E essas nuvens turbulentas se põem a relinchar todo
  21. 21. reconheça  essa adorável pessoa é você sem o grande chapéu de palha olho nariz boca aqui o oval do seu rosto seu     lindo  pescoço                                    um pouco                                    mais abaixo                                    é seu coração                                                que bate aqui enfim a imperfeita imagem de seu busto adorado visto como se através de uma nuvem
  22. 22. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS CubismoCubismo HípicaHípica (Oswald de Andrade)(Oswald de Andrade) Saltos recordsSaltos records Cavalos da PenhaCavalos da Penha Correm jóqueis de HigienópolisCorrem jóqueis de Higienópolis Os magnatasOs magnatas As meninasAs meninas E a orquestra tocaE a orquestra toca CháChá Na sala de cocktailsNa sala de cocktails poema de influência cubista com a presença de elementos como a fragmentação da realidade, a predominância de substantivos e flashes cinematográficos.
  23. 23. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS FuturismoFuturismo  liderado pelo Italianoliderado pelo Italiano Felipo Tomamaso MarinetiFelipo Tomamaso Marineti ;; forte ruptura com o passado;forte ruptura com o passado; exaltação da vida moderna, ou seja, da máquina, do automóvel, daexaltação da vida moderna, ou seja, da máquina, do automóvel, da eletricidade, da velocidade, do movimento.eletricidade, da velocidade, do movimento.  em 1912, Marineti lançou o manifesto técnico da literatura Futurista,em 1912, Marineti lançou o manifesto técnico da literatura Futurista, também conhecido como "também conhecido como "Palavras em LiberdadePalavras em Liberdade “: critica da posição“: critica da posição da arte literária do século XIX, propôs a destruição dos padrões dada arte literária do século XIX, propôs a destruição dos padrões da sintaxe gramatical.sintaxe gramatical.  a identificação do Futurismo com o seu líder, Marinetti, foi tanta quea identificação do Futurismo com o seu líder, Marinetti, foi tanta que essas palavras tornaram-se quase sinônimos. A partir de 1919, Marinettiessas palavras tornaram-se quase sinônimos. A partir de 1919, Marinetti aderiu ao Fascismo e isso fez com que os modernistas brasileiros, apesaraderiu ao Fascismo e isso fez com que os modernistas brasileiros, apesar de aceitar algumas idéias futuristas, passassem a repudiar a posiçãode aceitar algumas idéias futuristas, passassem a repudiar a posição política adotada por Marinetti.política adotada por Marinetti.  na pintura, Giacommo Balla foi o representante mais importante.na pintura, Giacommo Balla foi o representante mais importante.
  24. 24. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS FuturismoFuturismo Trechos do Manifesto Futurista de 1909Trechos do Manifesto Futurista de 1909 nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito à energia e ànós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito à energia e à temeridade;temeridade; os elementos essenciais da nossa poesia serão a coragem, a audácia eos elementos essenciais da nossa poesia serão a coragem, a audácia e a revolta;a revolta; tendo a literatura, até aqui enaltecido a imobilidade pensativa, o êxtase etendo a literatura, até aqui enaltecido a imobilidade pensativa, o êxtase e o sono, nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, oo sono, nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, o passo ginástico, o salto perigoso, a bofetada e o soco;passo ginástico, o salto perigoso, a bofetada e o soco; nós clamamos que o esplendor do mundo se enriqueceu com umanós clamamos que o esplendor do mundo se enriqueceu com uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seubeleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre adornado de grossos tubos como serpentes de fôlego explosivo...cofre adornado de grossos tubos como serpentes de fôlego explosivo... Um automóvel rugidor que parece correr sobre a metralha é mais beloUm automóvel rugidor que parece correr sobre a metralha é mais belo que a Vitória de Samotrácia;que a Vitória de Samotrácia; Não há mais beleza senão na luta. Nada de obra prima sem caráterNão há mais beleza senão na luta. Nada de obra prima sem caráter agressivo;agressivo; Nós queremos demolir os museus, as bibliotecas, combater oNós queremos demolir os museus, as bibliotecas, combater o moralismo, o feminismo e todas as covardias oportunistas e utilitárias.moralismo, o feminismo e todas as covardias oportunistas e utilitárias.
  25. 25. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS FuturismoFuturismo
  26. 26. Vladimir Maiakóvski (1893 – 1930) Sua obra, profundamente revolucionária na forma e nas idéias que defendeu, apresenta-se coerente, original, veemente, una. A linguagem que emprega é a do dia a dia, sem nenhuma consideração pela divisão em temas e vocábulos “poéticos” e “não-poéticos”, a par de uma constante elaboração, que vai desde a invenção vocabular até o inusitado arrojo das rimas.
  27. 27. Em lugar de uma cartaEm lugar de uma carta Fumo de tabaco rói o ar.Fumo de tabaco rói o ar. O quarto –O quarto – um capítulo do inferno de Krutchônikh .um capítulo do inferno de Krutchônikh . Recorda –Recorda – atrás desta janelaatrás desta janela pela primeira vezpela primeira vez apertei tuas mãos, atônito.apertei tuas mãos, atônito. Hoje te sentas,Hoje te sentas, no coração – aço.no coração – aço. Um dia maisUm dia mais e me expulsarás,e me expulsarás, talvez, com zanga.talvez, com zanga. No teu hall escuro longamente o braço,No teu hall escuro longamente o braço, trêmulo, se recusa a entrar na manga.trêmulo, se recusa a entrar na manga. Sairei correndo,Sairei correndo, lançarei meu corpo à rua.lançarei meu corpo à rua. Transtornado,Transtornado, tornadotornado louco pelo desespero.louco pelo desespero.
  28. 28. Não o consintas,Não o consintas, meu amor,meu amor, meu bem,meu bem, digamos até logo agora.digamos até logo agora. De qualquer formaDe qualquer forma o meu amoro meu amor –– duro fardo por certo –duro fardo por certo – pesará sobre tipesará sobre ti onde quer que te encontres.onde quer que te encontres. Deixa que o fel da mágoa ressentidaDeixa que o fel da mágoa ressentida num último grito estronde.num último grito estronde. Quando um boi está morto de trabalhoQuando um boi está morto de trabalho ele se vaiele se vai e se deita na água fria.e se deita na água fria. Afora o teu amorAfora o teu amor para mimpara mim não há mar,não há mar, e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
  29. 29. Quando o elefante cansado quer repousoQuando o elefante cansado quer repouso ele jaz como um rei na areia ardente.ele jaz como um rei na areia ardente. Afora o teu amorAfora o teu amor para mimpara mim não há sol,não há sol, e eu não sei onde estás e com quem.e eu não sei onde estás e com quem. Se ela assim torturasse um poeta,Se ela assim torturasse um poeta, eleele trocaria sua amada por dinheiro e glória,trocaria sua amada por dinheiro e glória, mas a mimmas a mim nenhum som me importanenhum som me importa afora o som do teu nome que eu adoro.afora o som do teu nome que eu adoro. E não me lançarei no abismo,E não me lançarei no abismo, e não beberei veneno,e não beberei veneno, e não poderei apertar na têmpora o gatilho.e não poderei apertar na têmpora o gatilho. AforaAfora o teu olharo teu olhar nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.nenhuma lâmina me atrai com seu brilho. Amanhã esquecerásAmanhã esquecerás que eu te pus num pedestal,que eu te pus num pedestal, que incendiei de amor uma alma livre,que incendiei de amor uma alma livre,
  30. 30. e os dias vãos – rodopiante carnaval –e os dias vãos – rodopiante carnaval – dispersarão as folhas dos meus livros...dispersarão as folhas dos meus livros... Acaso as folhas secas destes versosAcaso as folhas secas destes versos far-te-ão parar,far-te-ão parar, respiração opressa?respiração opressa? Deixa-me ao menos arrelvar numa última carícia teu passo que seDeixa-me ao menos arrelvar numa última carícia teu passo que se apressa.apressa.
  31. 31. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS FuturismoFuturismo Trechos do Manifesto Futurista de 1912,Trechos do Manifesto Futurista de 1912, O Manifesto Técnico da LiteraturaO Manifesto Técnico da Literatura destruição da sintaxe, dispondo os substantivos ao acaso, como nascem;destruição da sintaxe, dispondo os substantivos ao acaso, como nascem; uso do o verbo no infinitivo, para que se adapte elasticamente ao substantivo euso do o verbo no infinitivo, para que se adapte elasticamente ao substantivo e não o submeta ao eu do escritor, que observa ou imagina. O verbo no infinitivonão o submeta ao eu do escritor, que observa ou imagina. O verbo no infinitivo pode, sozinho, dar o sentido da continuidade da vida e a elasticidade da intuiçãopode, sozinho, dar o sentido da continuidade da vida e a elasticidade da intuição que a percebe;que a percebe; abolição do adjetivo para que o substantivo desnudo conserve a sua corabolição do adjetivo para que o substantivo desnudo conserve a sua cor essencial. O adjetivo é incompatível com a nossa visão dinâmica, uma vez queessencial. O adjetivo é incompatível com a nossa visão dinâmica, uma vez que supõe uma parada, uma meditação;supõe uma parada, uma meditação; abolição do advérbio, velha fivela que une as palavras umas às outras. Oabolição do advérbio, velha fivela que une as palavras umas às outras. O advérbio conserva a frase numa fastidiosa unidade de tom;advérbio conserva a frase numa fastidiosa unidade de tom; a da pontuação, que será substituída por sinais da matemática (+, -, =,a da pontuação, que será substituída por sinais da matemática (+, -, =, #, ˂, ˃) e#, ˂, ˃) e pelos sinais musicais;pelos sinais musicais; destruição do eu psicologizante.destruição do eu psicologizante.
  32. 32. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS FuturismoFuturismo Ode triunfal (Fernando Pessoa)Ode triunfal (Fernando Pessoa) À dolorosa LUZ das grandes lâmpadas elétricas da fábricaÀ dolorosa LUZ das grandes lâmpadas elétricas da fábrica Tenho febre e escrevo.Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigosPara a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno! [...][...] Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime! Ser completo como um máquina!Ser completo como um máquina! Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo!Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo! [...][...]
  33. 33. Manifesto Intervencionista, de Carlo Carrá ,1914. Colagem sobre papelão. Encontra-se em milão.
  34. 34. Mar dança, de Gino Severini
  35. 35. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS AbstracionismoAbstracionismo  o artista deixa de representar, de uma vez poro artista deixa de representar, de uma vez por todas, a realidade exterior;todas, a realidade exterior;  as cores e as formas passam a ser vistas comoas cores e as formas passam a ser vistas como entidades autônomas com valor próprio;entidades autônomas com valor próprio;  o quadro deixa de ter a realidade como referencialo quadro deixa de ter a realidade como referencial e vale por si mesmo. É uma superfície com formas ee vale por si mesmo. É uma superfície com formas e cores, mas sem tema reconhecível.cores, mas sem tema reconhecível. KandinskyKandinsky foi o artista mais importante dessafoi o artista mais importante dessa tendência.tendência.
  36. 36. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS AbstracionismoAbstracionismo Composição VIII – 1923 – Óleo sobre tela
  37. 37. Capricho – 1930 – Óleo sobre tela de Kandinsky
  38. 38. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS DadaísmoDadaísmo  Fundado na Suíça em 1916, foi o mais radical dosFundado na Suíça em 1916, foi o mais radical dos movimentos de vanguarda;movimentos de vanguarda;  A palavra "Dadá", escolhida por Tristan Tzara,A palavra "Dadá", escolhida por Tristan Tzara, líder do movimento, pode significar várias coisas,líder do movimento, pode significar várias coisas, como por exemplo: rabo de vaca santa, ama decomo por exemplo: rabo de vaca santa, ama de leite, mãe etc.;leite, mãe etc.; o próprio Tristan disse queo próprio Tristan disse que "Dadá" não significa"Dadá" não significa nadanada. Segundo ele essa palavra foi encontrada. Segundo ele essa palavra foi encontrada casualmente quando ele abriu um dicionário;casualmente quando ele abriu um dicionário;  os dadaístas não propõem nada, exceto aos dadaístas não propõem nada, exceto a destruição do passado, do presente e do futuro;destruição do passado, do presente e do futuro;  total falta de perspectiva diante da guerra.total falta de perspectiva diante da guerra.
  39. 39. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS Dadaísmo (a antiarte)Dadaísmo (a antiarte) Os Dadaístas são contra as teorias, as ordenaçõesOs Dadaístas são contra as teorias, as ordenações lógicas, os manifestos e pouco se importavam com o leitor. Ológicas, os manifestos e pouco se importavam com o leitor. O importante para eles era criar palavras que rompiam com asimportante para eles era criar palavras que rompiam com as barreiras da sonoridade. O importante era o urro contra abarreiras da sonoridade. O importante era o urro contra a guerra e contra o capitalismo burguês.guerra e contra o capitalismo burguês. Para se ter uma idéia da importância do urro para osPara se ter uma idéia da importância do urro para os Dadaísta basta mencionar o prefácio da obra "PaulicéiaDadaísta basta mencionar o prefácio da obra "Paulicéia Desvairada" de Mário de Andrade, onde ele diz o seguinteDesvairada" de Mário de Andrade, onde ele diz o seguinte sobre o poemasobre o poema Ode ao buguêsOde ao buguês: "Quem não souber urrar: "Quem não souber urrar não leia 'Ode ao burguês".não leia 'Ode ao burguês". Marcel Duchamp é um dos representantes dadá com aMarcel Duchamp é um dos representantes dadá com a técnica dotécnica do ready-madeready-made..
  40. 40. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS DadaísmoDadaísmo A técnica do ready-made consiste em transformar em obra de arte objetos do cotidiano, satirizando o mito mercantilista do capitalismo. Essa técnica deu origem á Arte Pop.
  41. 41. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS DadaísmoDadaísmo Na literatura:Na literatura: Agressividade;Agressividade;  Improvisação;Improvisação;  Desordem;Desordem;  rejeição a qualquer tipo de racionalização e equilíbrio;rejeição a qualquer tipo de racionalização e equilíbrio;  livre associação de palavras (técnica de escrita automática,livre associação de palavras (técnica de escrita automática, que mais tarde seria aproveitada pelo Surrealismo);que mais tarde seria aproveitada pelo Surrealismo);  invenção de palavras com base na exploração apenas deinvenção de palavras com base na exploração apenas de sua sonoridade.sua sonoridade.
  42. 42. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS DadaísmoDadaísmo Confira a "receita" para se fazer um poema dadaísta segundoConfira a "receita" para se fazer um poema dadaísta segundo Tristan Tzara:Tristan Tzara: Para fazer um pema dadaístaPara fazer um pema dadaísta Peque um jornal.Peque um jornal. Peque a tesoura.Peque a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seuEscolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.poema. Recorte o artigo.Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esseRecorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.artigo e meta-as num saco. Agite suavemente.Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro.Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco. O poema se parecerá com você.O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa,E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.ainda que incompreendido do público.
  43. 43. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS DadaísmoDadaísmo Veja um exemplo de poema dessa proposta –Veja um exemplo de poema dessa proposta – Die SchlachtDie Schlacht ((A batalhaA batalha), de Ludwig Kassak:), de Ludwig Kassak: Berr... bum, bumbum, bum...Berr... bum, bumbum, bum... Ssi... Bum, papapa bum, bummSsi... Bum, papapa bum, bumm Zazzau... Dum, bum, bumbumbumZazzau... Dum, bum, bumbumbum Prä, prä, prä... Ra, hä-hä, aa...Prä, prä, prä... Ra, hä-hä, aa... Harol...Harol...
  44. 44. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS DadaísmoDadaísmo Entre os dadaístas tem destaque tambémEntre os dadaístas tem destaque também André Breton. A orientação anarquista e niilista doAndré Breton. A orientação anarquista e niilista do movimento, bem como a falta de um programa demovimento, bem como a falta de um programa de arte, não lhe permitiu longa duração. Tristan Tzara earte, não lhe permitiu longa duração. Tristan Tzara e André Breton desentenderam-se. Como a guerraAndré Breton desentenderam-se. Como a guerra terminara há alguns anos, era hora de reconstruir oterminara há alguns anos, era hora de reconstruir o que fora demolido: a Europa e a Arte. Tzara insistiaque fora demolido: a Europa e a Arte. Tzara insistia em manter a linha original do movimento; Breton,em manter a linha original do movimento; Breton, rompendo com o Dadaísmo, abandonou o gruporompendo com o Dadaísmo, abandonou o grupo para criar o movimento surrealista, uma das maispara criar o movimento surrealista, uma das mais importantes correntes do século XX.importantes correntes do século XX.
  45. 45. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS SurrealismoSurrealismo O Surrealismo foi o último dos movimentos deO Surrealismo foi o último dos movimentos de vanguarda. Surgiu em 1924, em Paris, quando André Bretonvanguarda. Surgiu em 1924, em Paris, quando André Breton lançou o Manifesto do Surrealismo.lançou o Manifesto do Surrealismo.            O movimento nasceu de uma ruptura com o Dadaísmo.O movimento nasceu de uma ruptura com o Dadaísmo. Breton e outros artistas como Louis Aragon e Salvador DaliBreton e outros artistas como Louis Aragon e Salvador Dali achavam que a ação demolidora deveria ser somente umaachavam que a ação demolidora deveria ser somente uma das etapas do processo criativo. Queriam elaborar uma novadas etapas do processo criativo. Queriam elaborar uma nova cultura, encontrar um caminho de acesso às zonas profundascultura, encontrar um caminho de acesso às zonas profundas do psiquismo humano. Questionando a sociedade e a arte,do psiquismo humano. Questionando a sociedade e a arte, eles se propunham destruí-la, para recriá-la a partir deeles se propunham destruí-la, para recriá-la a partir de técnicas renovadoras.técnicas renovadoras.            Os surrealistas procuravam fundir a imaginação, queOs surrealistas procuravam fundir a imaginação, que dorme no inconsciente com a razão: a fantasia e a realidadedorme no inconsciente com a razão: a fantasia e a realidade unidas permitiriam captar uma super-realidade.unidas permitiriam captar uma super-realidade.
  46. 46. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS SurrealismoSurrealismo Duas linhas de atuação: as experiênciasDuas linhas de atuação: as experiências criadoras automáticas e o imaginário extraídocriadoras automáticas e o imaginário extraído do sonho, buscando liberar o artista dosdo sonho, buscando liberar o artista dos limites da razão.limites da razão. André BretonAndré Breton,, Salvador DaliSalvador Dali,, JuanJuan MiróMiró são representantes do movimento.são representantes do movimento.
  47. 47. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS SurrealismoSurrealismo
  48. 48. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS SurrealismoSurrealismo
  49. 49. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS Pré-HistóriaPré-História Murilo MendesMurilo Mendes Mamãe vestida de rendasMamãe vestida de rendas Tocava piano no caosTocava piano no caos Uma noite abriu as asasUma noite abriu as asas Cansada de tanto som,Cansada de tanto som, Equilibrou-se no azul,Equilibrou-se no azul, De tonta não mais olhouDe tonta não mais olhou Para mim, para ninguém!Para mim, para ninguém! Cai no álbum de retratos.Cai no álbum de retratos. No Brasil, vários escritores foramNo Brasil, vários escritores foram influenciados pelas idéiasinfluenciados pelas idéias surrealistas, tais como Mário desurrealistas, tais como Mário de Andrade, Oswald de Andrade,Andrade, Oswald de Andrade, Murilo Mendes e Jorge de Lima.Murilo Mendes e Jorge de Lima. No poema ao lado de MuriloNo poema ao lado de Murilo Mendes, pode-se perceberMendes, pode-se perceber algumas características doalgumas características do Surrealismo, como oSurrealismo, como o ilogismoilogismo, o, o absurdoabsurdo, as, as imagensimagens surpreendentessurpreendentes , a, a atmosferaatmosfera oníricaonírica..
  50. 50. VANGUARDAS EUROPEIASVANGUARDAS EUROPEIAS Referências:Referências: TUFANO, Douglas.TUFANO, Douglas. Estudos de língua eEstudos de língua e literaturaliteratura. 5. ed. Volume 3. São Paulo:. 5. ed. Volume 3. São Paulo: Moderna, 1998.Moderna, 1998. CEREJA, William Roberto; COCHAR, Thereza.CEREJA, William Roberto; COCHAR, Thereza. Português: linguagens.Português: linguagens. São Paulo: Atual,São Paulo: Atual, 2003.2003. TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda europeiaTELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda europeia e Modernismo brasileiro. 10 ed. Rio de Janeiro:e Modernismo brasileiro. 10 ed. Rio de Janeiro: Record, 1987.Record, 1987. http//.www.google/searchhttp//.www.google/search

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