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Ultimo Elemento. O recomeço.

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Um CROQUI de uma estória que estou começando a escrever, ainda no inicio, posta aqui a parte BRUTA dela procurei focar apenas nas falar e pouca descrições do lugar para este inicio, o enredo onde se …

Um CROQUI de uma estória que estou começando a escrever, ainda no inicio, posta aqui a parte BRUTA dela procurei focar apenas nas falar e pouca descrições do lugar para este inicio, o enredo onde se passa a estória esta em construção ainda

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  • 1. Último Elemento O Recomeço Elielton Souza Silva
  • 2. UM NOVO RECOMEÇO, UM NOVO RECARREGO HORA DEREPENSAR OS PRINCIPIOS DE RECRIAR SONHOS DEREALIZAR DESEJOS DE MAIS UMA VEZ TENTAR SER FELIZTALVEZ UM RECOMEÇO, UM RECOMEÇO PARA CRIARNOVOS AMIGOS ABRAÇAR OS ANTIGOS DE UM NOVOCARREGO, RECARREGAR AS BATERIAS QUE MOVE AS VEIASDO CORPO QUE FAZ, TRANSFORMA O INANIMADO EMREAL É... É PRECISO MESMO DESSE RECARREGO DESSAREVITALIZAÇÃO DE ESTA DO LADO DAS PESSOAS QUE O RecomeçoAMAMOS UM NOVO RECOMEÇO UM NOVO RECARREGOHORA DE REPENSAR OS PRINCIPIOS DE RECRIAR SONHOS 01/03/2011DE REALIZAR DESEJOS DE MAIS UMA VEZ TENTAR SER Elielton Souza SilvaFELIZ TALVEZ UM RECOMEÇO, UM RECOMEÇO PARACRIAR NOVOS AMIGOS ABRAÇAR OS ANTIGOS DE UMNOVO CARREGO, RECARREGAR AS BATERIAS QUE MOVEAS VEIAS DO CORPO QUE FAZ, TRANSFORMA OINANIMADO EW REAL É... É PRECISO MESMO DESSERECARREGO DESSA REVITALIZAÇÃO DE ESTA DO LADO DASPESSOAS QUE AMAMOS UM NOVO ANO UM NOVORECOMEÇO UM NOVO RECARREGO UM NOVORECOMEÇO, UM NOVO RECARREGO HORA DE REPENSAROS PRINCIPIOS DE RECRIAR SONHOS DE REALIZAR DESEJOSDE MAIS UMA VEZ TENTAR SER FELIZ TALVEZ UM 2RECOMEÇO, UM RECOMEÇO PARA UM NOVO RECOMEÇO,UM NOVO RECARREGO HORA DE REPENSAR OS
  • 3. 3
  • 4. Dedico esse livroprimeiramente a Deus todopoderoso, a meus amigos quefizeram e faz cada dia daminha vida vale apena aminha família que sempreesteve a meu lado. 4
  • 5. Guerra Havia amanhecido e pela primeira vez não ouvi cantos de pássarosnaquela manhã de verão, o vento trazia à brisa do mar tornando o clima úmidoas pessoas já estavam trabalhando e eu teria um dia cheio. Vestir a primeiraroupa que encontrei no guarda-roupa lentamente não teria ninguém meesperando para tomar o café da manhã, meu pai me abandonará quando nascie minha mãe morrerá quando completei um ano de vida. Fui criado por ciganose hoje moro sozinho numa cabana velha mais arrumada, não tenho amigos nemparentes não que eu conheça, precisava descer para tomar café e sair emdireção ao campo para minha obrigação de tomar conta de ovelhas. Está atrasado – gritou José outro garoto que trabalhava comigo. Eu sei – respondi. Que tal sairmos hoje para tomar algo, nos encontrar com algumasgarotas. O que acha? Se não tiver exaurido. – respondi dando-lhe as costas. O dia não demorou a passar começou a ventar frio o dia ficou estranho enão tardaria a anoitecer até que uma águia pousou, era uma ave maior que eu eo José, branca de olhos azuis, bico amarelo, e antes de pousar perto de mimpercebemos que embaixo de suas asas era verde com as pontas vermelhas. É a águia do Dreylfuss, o mago. É... Eu sei. O que ele quer com você? Não sei. Não sabia que você o conhecia? Nem eu – estava mim irritando tantas perguntas Tem algo no bico dela – o José apontava para o bico da ave. Ela se se curvou ate mim, estendi a minha mão em direção a seu bicopara pegar o pedaço de pergaminho que segurava no seu bico que deixou cairem minhas mãos e bateu suas longas asas em retirada. 5
  • 6.  O que tem escrito no pergaminho? – perguntou o José curioso. Não sei. – respondi abrindo mais curioso que ele, o que um mago queriacom um cuidado de ovelhas? Um garoto como eu? O que eu tinha de especial?– para de se fazer tantas perguntas – falei isso a mim mesmo abrindopergaminho estava escrito: “Venha até o morro norte que fica a 13 km do vilarejo. Siga pela estrada até encontrar uma figueira, venha sozinho estarei esperando você” Até mais M. D Estava dobrando o pergaminho quando o José mim perguntou se queriacompanhia Não – respondi. O mago saberia se levasse alguém. Enquanto seguia para o local do encontro passaram mil idéias na minhacabeça uma, mas maluca que a outra. O que aquele velho senhor sábio dovilarejo queria comigo. A idéia mais lógica e que ele poderia ter resposta paraalgumas de minhas respostas ou sabia do paradeiro do meu pai. Depois de tantotempo o que meu pai queria comigo? Eu tentei esquiva daqueles pensamentos,tentei pensar que horas seria aquelas e quanto tempo mais andaria até chegarao local desejado. Deveria ser meio dia em ponto já que o sol estava torando minhacabeça, nem a brisa vinda do litoral amenizava o calor, depois de umas horasandando encontrei o morro cansado de andar e com sede descansei na primeiraárvore que encontrei. Sentei recuperei o fôlego e comecei a subir o moro, jáestive lá antes, sempre que preciso pensar logo estaria chegando à figueira. Aalguns metros do local indicado vi um homem barbudo, pequeno com a idadeavançada sentado meditando fui-me aproximando aos poucos, pensei em falarmais a garganta tinha secado e os dentes impediam que minha língua segesticulasse para formar as palavras, nada, não conseguia sair uma únicapalavra, me aproximei o suficiente e no impulso empurrei as primeiras palavras. 6
  • 7.  Olá Mago Dreylfuss – era um menino que apresentava ter dezoito anos,magro alto cabelos lisos e castanhos, pele escura, olhos verde, usava umaroupa verde com a mesma tonalidade de seus olhos o que chamava maisatenção – está tudo bem com o senhor? Esta sim meu rapaz esta tudo nos conformes – respondeu o magosorridente. O garoto olhou desconfiado para o rosto do mago em busca de algumgesto no rosto do mago que o entregasse, mais era inútil, ele era abio e a únicaforma na sua face era confortadora, mais algo estava errado era possível sentirno ar e seja lá o que fosse o mago sabia, mas continuava sentado, caladoolhando de cima daquele morro a vila ao longe. Eu estava em pé ao lado deleolhando duas borboletas que brincava naquela tarde de verão. Aron? – no susto desviei rapidamente meus olhares das borboletas paraaquele senhor pequeno sentado do lado de uma figueira Sim, senhor. – ele continuava imóvel – pode falar senhor. Você deve esta se perguntando por que lhe trouxe aqui a esta hora datarde – ele parou esperando que falasse algo, mas eu continuei em pé calado –a curiosidade é um grande forte da humanidade Aron, mim surpreendo por nãoesta curioso. Mais uma vez ele calou-se por alguns segundos só era possível ouvi obarulho do vento batendo nas copas das árvores, ele continuou. O sol já vai se por não vou tomar muito mais seu tempo Ele ergueu sua mão a frente falou umas palavras que não fazia amínima idéia do que significava no mesmo instante a terra estava se movendo,uma caixa começou a aparecer o seu contorno me lembrava à pele de umacascavel listras negras quadriculadas toda de metal tinha uns 60 centímetros. Aconteça o que acontecer não volte para o vilarejo proteja esta caixa paranão cair em mãos erradas a mantenha aberta e quando os cristais apareceremfeche-a sete desenhos apareceram em sequência na tampa um para cadaescolhido, a chave será o dedo polegar seu e dos outros. 7
  • 8.  Outros? Dedo polegares, desenhos? Não estou compreendendo? Entenderá quando chegar a hora certa garoto assim como você mais seisescolhidos nasceram com um desenho no dedo polegar a caixa só abriránovamente quando os sete estiverem unidos novamente. Uma guerra começoue estou muito velho para vencer-los vou aprisioná-los e quando à hora chegarterá que terminar o que comecei Aron tem que acabar com esta guerra Mas como? – perguntei assustado Para vencer a união tem que acontecer, quando houver esta união umnovo elemento haverá de nascer é com esse novo elemento que vai vencer astrevas. Já vai escurecer Eu continuava sem entender, mas confiava nele, fiquei em silencio poralguns instantes estava confuso, minha mente tentava ligar as coisas que ouviranessa tarde tão estranha mais um barulho ensurdecedor me fez cair para trazem um tremendo susto, levantei rapidamente procurando o epicentro do barulhoencontrei uma cortina de fumaça escura e densa que vinha do vilarejo algoestranho estava acontecendo, me virei para olha para o mago mais ele haviasumido a caixa estava lá aberta era acolchoada com um pano de veludo branco. Queria correr até a lá para saber o que estava acontecendo mais omago me fez prometer que não voltaria para o vilarejo e precisava espera atéque os cristais aparecessem. Lembrei dele falando que da curiosidade humanadeveria saber que ficaria atiçado em ir até o vilarejo. Não tardou muito anoitecercontinuava lá andando de um lado para o outro ouvindo de tempos em temposum barulho mais forte que o outro meus ouvidos já estavam adaptados aaqueles barulhos, então me sentei no mesmo local onde antes o mago estava jáera noite quando levei outro susto já era o terceiro daquele dia deveria estaacostumado, uma luz branca subiu no ar em direção aos céus e parou a algunsmetros a luz se partiu em sete, então me levantei rapidamente para poder vermelhor o que estava acontecendo a luz ficou suspensa no ar, sete pontosincandescentes no ar que logo começaram a se movimentar novamente. Estavam vindo em minha direção, pensei em correr, mas seria tardedemais me abaixei quando a luz passou por minha cabeça uma atrás das outra 8
  • 9. e pararam as sete em cima da caixa ao meu lado começaram a descer e seencaixar no local acolchoado das caixa a luz foi se apagando então percebi quea luz vinha na verdade dos cristais que assim que deixaram de emitir luzdescobri outra curiosidade eram um de cada cor sete cristais sete coresdiferentes, um cristal verde, outro azul, vermelho, branco, cinza, marrom e lilás. O cristal verde que estava no centro brilhou uma luz esverdeada e docentro apareceu um circulo com três cobras uma embaixo das outra meu polegarcomeçou a arder quando olhei para meu polegar o mesmo desenho queapareceu no cristal estava sendo desenhado no meu dedo, os sete cristais seapagaram fechei a caixa e na tampa começou a surgir sete desenhos o queestava no meu dedo estava no centro dele apareceu também uma onda, fogo,três linhas uma embaixo da outra, três linhas na horizontal e três na vertical umacortando a outra formando pequenos quadrados , um raio e umas bolinhastodos envolvidos num circulo. Peguei a caixa e sair dali queria voltar para ovilarejo, mas não podia, não sabia o que fazer e não tinha para onde ir, pensei eir para o próximo vilarejo mais ficava a dias de distância dali estava cansado ecom fome a caixa parecia pesar toneladas fui vencido pelo cansaço pus a caixano chão e dormi ali mesmo, quando o dia amanhecesse pensaria no que fazer. Acordei de madrugada havia uma fogueira acessa uma garrafa de águae algumas frutas. Olhei em volta e não encontrava ninguém me levantei lutandocom meu estomago que girava e se contorcia de fome e sede, meus lábios eminha garganta agradeceriam se bebessem um gole de água, acho que sebebesse um pouco não iriam notar, bafei a garrafa e virei à metade na boca comiumas frutas Tava mesmo com fome e sede. Em? Bebeu quase a garrafa toda Aquela voz era familiar, não podia ser pelo menos achei que ele nãoligava para mim, olhei para trás José? Oi Aron, você viu o que aconteceu com o vilarejo? Não – respondi – O que aconteceu? 9
  • 10.  Não sei muito vi quando o Mago Dreylfuss chegou ao vilarejo com carapara poucos amigos conversava com um cara que ele chamou de Omega todoshavia saído do vilarejo e o Dreylfuss me mandou sair do vilarejo e te encontra nomorro logo que sair do vilarejo ouvi o primeiro estrondo e quando estava subindoo morro vi aquela luz no céu. Apresei meus passos quando vi as luzes ir diretopara o morro quando cheguei lá você já tinha saído pensei que não seria burrosuficiente para voltar ao vilarejo ai te encontrei ai dormindo iria morrer de frio senão fizesse esta fogueira. Obrigado José. Não precisa agradecer – agora me diz o que tem nessa caixa? Foi omago que lhe deu? Confirmei com a cabeça. O que ele queria com você? Ele falou dos cristais e que a União tinha que acontecer para podervencer o que ele começou. Porque você veio atrás de mim? – não acreditavaque o mago tinha falado com ele já que viu a carta que eu recebi – Quero dizerpor que você me ajudou? Já falei o mago me pediu que o ajudasse. Só por isso? Não só por isso, porque somos amigos. Não é? Ele tinha me pegado totalmente de surpresa. Amigos uma coisa quepensei que nunca iria ter um e logo quem pensei ser a ultima pessoa a ser meuamigo. É aprendi algo novo no meio daquilo tudo, não precisava procuraamizade longe ela estava bem ali esse tempo todo do meu lado. Aron tudo bem? Somos amigos não somos? – perguntou mais uma vez Claro José – respondi confuso, agora vamos dormi amanhã veremos oque fazer Mais uma coisa Aron Sim. O que exatamente tem nessa caixa? 10
  • 11.  Cristais eram as luzes que você viu lá no morro eram na verdade cristaisagora dorme. 11
  • 12. Separação O dia amanheceu melhor, consegui ouvir os pássaros cantar o Joséainda dormia e eu só precisava se um banho o rio que cortava o vilarejo deveriapassar ali por perto acordei José que na verdade dó estava deitado peguei acaixa e partimos em direção do rio José e sua família? Ele me fitou com os olhos e respondeu calmamente Você não é o único órfão Aron O que aconteceram com eles? – a expressão no rosto seu mudou tãorápido que me senti mal por perguntar – eu entendo se não quiser tocar noassunto Não, tudo bem – afirmou ele – meus pais foram mortos, quer dizerassassinados quando tinha seis anos isso já faz onze anos nunca encontraram oassassino deles saíram para trabalhar no campo e foram mortos. Eu ouvia com atenção tudo que ele me contava fitando meus pés,andamos por longo período já iria desistir de procurar o rio quando ouvimos obarulho da água batendo com força nas pedras, apresamos o passo e depois dealguma insistência conseguimos chegar à pequena cachoeira no meio daspedras. Vou encher a garrafa que você acabou ontem à noite. Eu rir do sarcasmo dele Obrigado José. Você já me agradeceu Estou agradecendo novamente De nada. Aron o que é isso ai no seu dedo? É Igual ao desenho nacaixa. – fazia a pergunta fechando a garrafa 12
  • 13.  Eu na verdade não sei muito, foi o mago ele sumiu antes de responderas minhas perguntas. Deixar-me ver. Ergui minha mão ele pegou meu dedo polegar e paralisado Você já viu isso antes? – Ele confirmou com a cabeça – então me conteo que você sabe. Meu pai me contava essas historia quando era pequeno não melembrava mais ele me disse que antes o mal estava reinando com bastante forçaentão os anciões criaram os cristais e cada um foi designado ao seu escolhidoar, água, fogo, metal, gelo, trovão e terra esses sete elemento estavam presosem cristais e só eram ativados quando estivessem unidos a os seus escolhidoscom esses poderes os escolhidos enfrentaram o mal, foram feitos muitossacrifícios e só o Mago Dreylfuss sobreviveu dos sete desde então ele guardoutodos os cristais, porém só controlava o ar ele era o mais forte de todos eles, efoi o Dreylfuss que começou essa batalha há muito tempo e ainda hoje ela étravada só que dessa vez não pode vencer sozinho dessa vez era preciso queos sete escolhidos estejam unidos se quiser vencer a profecia diz que ele oOmega surge de 700 em 700 anos até e que seja destruído. Quer dizer que o mago tem mais de 700 anos? Isso mesmo. Mas não somos magos ou coisa parecida Dizem que os escolhidos não envelhecem se regenera até que suamissão termine. Isso quer dizer que você vai viver por mais 700 anos no mínimo,eu vou viver algumas centenas de reencarnações – ele rir do próprio sarcasmo. Mas o Dreylfuss envelheceu Pois é Aron meu pai disse que ele achou que tinha vencido da últimavez então renunciou de seus poderes, mas só 70 anos depois viu o erro quecometeu voltou atrás, mas era tarde estava velho, hoje acredito que ele do viveupara passar os cristais para você já que o escolhido só aparece de700 em 700anos Ele me disse algo que outros seis nasceriam, então, só então – olheipara caixa que segurava na outra mão – conseguiremos abrir a caixa. 13
  • 14.  Precisamos encontrar o esconderijo do Dreylfuss. Mas como? Não sei Aron, o escolhido é você, você controla o mesmo elemento doDreylfuss o ar, deixe – me ver os ostros símbolos. Pus a caixa no chão ele se aproximou encarou a caixa e um por um elefoi apontando os símbolos e seus respectivos elementos Esse é raio apontou para o circulo com uma forma de “Z” no centro, o quetinha uma labareda era fogo, com bolinhas era gelo, o que tinha uma linhacortando a outra Formando pequenos quadrados era metal, as linhas umaembaixo das outra era terra, e as ondinhas água, esse símbolo no seu dedoserve como chave para abrir a caixa, mas para isso precisa de todos osescolhidos Como você sabe de tudo isso José? – perguntei, ele me fitava com osolhos. Sinceramente, não sei, não sei como... Como posso saber disso meu painão sabia pelo menos não me contou isso – no mesmo instante um arrepiodesceu minha espinha e todos os cabelos ficaram arrepiados senti um calafriocomo nunca senti nesses dezoito aos de vida Está tudo bem com você Aron? Está. Está sim. Vamos, precisamos encontra o esconderijo do Dreylfuss. Precisamos chegar a próximo vilarejo isso sim. Não Aron. Precisamos encontra o esconderijo do mago o quanto antes. Não José, não vamos atrás de droga de esconderijo nenhum, o nossovilarejo esta destruído não podemos ficar comendo o que acharmos em árvoresfeitos macacos, precisamos voltar a nossa vida de antes. E você chama aquilo de vida Aron? Cansei de ser capacho dos outros.Você agora tem uma grande responsabilidade Aron tem que procura os outrossua vida não é mais a mesma, e você é o escolhido não sou eu nem seu pai évocê Aron, só você pode por um fim nisso, você foi o escolhido. Eu não quero isso, será que é tão difícil assim para você entender? –arremessei a caixa o mais distante que pude – quero ser apenas um garotonormal droga, nem sou nem nunca fui cem por cento responsável, não vou atrás 14
  • 15. dessa loucura não mesmo, se você quiser ir vá sozinho, nós nos separamosaqui. AH! - ele ficou tão surpreso com minhas palavras quanto eu – já que éassim tudo bem, PODE IR SEU COVARDE – ele estava gritando enquanto mimafastava com as mãos no bolso do short de cabeça baixa – PODE FUGIRMEDROSO, COVARDE – a voz dele ia desaparecendo à medida que mimafastava até não consegui mais ouvi-la Acho que ele vai tomar conta da caixa Aron? – fazia esta pergunta a mimmesmo, tinha mim afastado do único amigo que fizera durante toda a vida, eleera hábil e esperto iria ficar bem, tinha me afastado da única pessoa que poderiamim da respostas. Queria voltar, mas se voltasse teria de encarar essa loucura oJosé apesar de saber muito mais que eu não era o escolhido, não ira conseguiuencontrar os outros, fui burro por fugir ou estava com medo do que poderiaencontrar pela frente. Acho que o José estava certo estava com medo. Já eratarde deveria ser umas três da tarde pela posição do sol precisava encontra umlocal para passar a noite. A estrada de terra estreita levaria a uma pequena vilaonde poderia recomeçar minha vida de pastor, era o que eu queria, mas à frenteavistei uma velha cabana onde um senhor descansava numa cadeira debalanço. Olá – era um senhor que apresentava ter uns cinqüenta anos, estava sebalançando na cadeira que rangia quando se balançava, levantou lentamente acabeça abriu os olhos eram de um castanho escuro os cabelos batiam nosombros eram lisos e cobria também sua testa fazendo uma franja, olhoudiretamente para mim e por um instante pensei ter visto o Dreylfuss Aron seu amigo precisa de você, volte alem das montanhas do sulencontre ele e siga para onde a Pandora se esconde dentre as matas escurasde Flowetor encontrara lá o que precisas para cumpri a profecia, vá Aron seuamigo precisa de você, você tem o ar dentro de você guardião – não entediacomo um velho desconhecido sabia meu nome, que eu tinha mim separado doJosé. Fechei os olhos para certificar se era real mais o velho continuava láparado. – Vá rapaz, vá. Seu amigo precisa de você – apontou para asmontanhas 15
  • 16. Virei-me para olhar para olhar onde seu dedo apontava e estava mimmostrando as montanhas ao sul o José deveria esta lá virei novamente paraencara o velho e perguntar como sabia meu nome mais ele tinha sumido tãomisteriosamente como o Mago Dreylfuss. 16
  • 17. Amigos De uma coisa eu sabia precisava voltar, o José deveria está em perigo eprecisava de ajuda estava andando o mais rápido possível sem cansar, maslevaria dias até chegar às montanhas e mais outros dias para atravessá-la maiscontinuei até que algo muito grande passou por cima de minha cabeça era tãorápida que deslocou muita poeira da estrada seja lá o que fosse era muitogrande e ouvi um grito muito alto e fino o mesmo que ouvi na manhã que tudoaconteceu, quando minha vida virou de ponta cabeça e logo após o grito umvento forte porem suave soprou a poeira para longe, então vi a águia do MagoDreylfuss vindo em minha direção agachou queria que eu a montasse em suascostas, subir segurei com força até que ela começasse a bater novamente suasenormes asas que levantou novamente poeira da estrada mais antes que nosencobrisse já estávamos voando, sentir um frio na barriga nos primeiros minutosde vôo que passou logo em seguida em meia hora estaríamos do outro lado damontanha. Chegamos num vilarejo ave procurou um lugar próximo ao vilarejopara pousar, ela pousou tão suave num amontoado de pedras que havia aonorte do vilarejo que nem sentir suas patas baterem no chão, desci e fui atévilarejo para perguntar se tinha visto um garoto com uma caixa passando poraqui quando ouvi duas moças falando que um garoto muito bonito tinha sidopreso por carregar algo desconhecido, mim aproximei das mulheres.Olá senhoras, não pude deixar de ouvir sua conversa sobre esse tal garoto,você sabe para onde ele foi levado – a mulher que usava um vestido vermelhoencarou a outra de vestidos azul depois para mim assustada.Ele foi levado para a forca vai ser executado hoje no fim da tarde.O que ele fez? – perguntei espantado com a notícia, a mulher de vestidovermelho e cabelo ruivo disse-me que roubar era crime com sentença de morte. 17
  • 18.  Que pena porque ele não é de se jogar fora – completou a mulher devestido azul. E onde vão executarem? – Perguntei apressado. Fica para aquele lado – respondeu as duas como num corro. Obrigado – gritei já correndo. Cheguei ofegante no local José estava comos pés e as mãos amarradas e com olhos vendados, uma náusea subiu quandovi aquela cena José quase iria morrer por minha causa comecei a corrernovamente em direção a ele subir as escadas que levava até o local que estavaamarrado tirei suas vendas, ele piscou algumas vezes para que seus olhosacostumassem com a luz. O que você está fazendo aqui? – perguntou ele com um suspiro deduvida. Salvando sua vida mal agradecido. – estava desamarrando as cordas doseu pulso e quando já estava nos seus pés para desatar um nó cego um dosguardas no flagrou de cima de seu posto de vigilante e fez minha missão desalvamento quase perfeito desabar. O PRISIONEIRO ESTÁ FUGINDO – gritava o guarda – PRISIONEIRO Cadê a caixa José? – perguntei a ele tão rápido que minhas palavrassoaram tão emboladas que mal pude diferenciá-las. Está no palácio que fica no centro da vila, mais não tem como entrairemos morrer se formos até lá – ouvimos batidas rápidas subindo as escadasera o guarda que ouvimos gritando seguindo de outros guardas. Vamos por aqui – falou José me puxando – pula. Ai! – grunhi – pulamos de uma altura de dois metros Por aqui já que n ao tem medo de morrer – estávamos indo em direção aopalácio. Não posso morrer lembra – nos escondemos esperando que um dosguardas passasse – sou escolhido. 18
  • 19.  Acho que pode sim Aron – cochichou ele – você renunciou seu poderlembra, atirando a caixa longe, quando peguei a caixa seu desenho não estavamais nela só havia os outros seis mais o seu tinha sumido. Olhe o seu dedo nãotem mais o desenho. Ele tinha razão não havia desenho no meu dedo não era mais oescolhido mais queria que fosse não voltaria mais atrás. Vamos já foram, vem mim segue. Passamos por umas ruas desertas até encontra um grande jardim. Lá está o palácio – era um palácio comum mais um não tinha nada deespecial pelo menos por fora – é muito bem protegido não há como entra semser pego. Mas precisamos da caixa. Eu sei, mais não há como entra sem ser visto. Tem que ter um jeito deixei meu corpo pousar-se no chão e pensei comoo mago tinha evocado a caixa – José o Dreylfuss quando me chamou naqueledia, ele invocou a caixa com encantamento ele falou umas palavras que nãoentendi para invocá-la tipo “terrarium mexium”, “terarium caixum muver” a caixasaiu debaixo da terra. Quando os outros guardiões se sacrificaram para destruir o Omega daúltima vez os cristais ficaram sob proteção do Dreylfuss então ele tem o poderparcial dos outros seis elementos mais o dele que é o ar, onde controlavaperfeitamente por isso pode invocar a caixa usando a terra. E você só controla oar Aron. Então o que vamos fazer? Deve ter uma tubulação de esgoto que vem do castelo. Pelo esgoto – encarei-o com desprezo. Tem alguma idéia melhor... Acho que não. Então vamos – disse ele – ali vem – logo estávamos no banheiro E agora para onde José. Por aqui a caixa está num grande salão. Era um palácio diferente detodos que pensei existir completamente coberto de ouro e pedras muitopreciosas, decorado milimetricamente com bordas de prata que reluzia a luz do 19
  • 20. sol da tarde fraca, as peças de metais aquecidos esquentavam a água dopalácio e da fonte que ficava bem no centro da grande sala e se estendi de umextremo a outro dividido a sala em dois hemisférios e bem no meio da fonteestava à caixa suspensa por um pedestal, o palácio era por dentro muitodiferente do que vi por fora. Ali José – cutuquei-o. Estou vendo – retrucou-o – vamos pega-la e sair daqui o mais rápidopossível. O.k. – fomos correndo pela uma pequena ponte que levava até o pedestalonde a caixa estava suspensa. Pegamos a caixa e quando nos viramos para adireção de onde viemos varias flechas estavam apontadas para nós, vinham detodas as direções de todos os lados não tinha como escapar fechei minha mãocom força para não correr risco da caixa cair. Acho que é o fim Aron – José cochichou para mim José o meu dedo esta doendo queimando o desenho está se formandonovamente. É. Acho que só eu vou morrer Entregue a caixa ladrões – uma voz vinha do alto atrás de um dosarqueiros surgiu um homem que parecia ser o líder deles um homem jovem,branco alto não tinha barba, mas tinha um bigode crespo careca e usava umaroupa vermelha com ouro e pedras que refletia algumas tonalidades quando aluz batia em sua roupa e estava com raiva – não vou pedir novamente queentregue a caixa. Não mesmo, a caixa não lhes pertence os ladrões aqui são vocês – cala aboca José vão nos matar mais ele me ignorou – se quiser pegar desça aqui evenha tomar se tiver coragem. Como ousar me insultar rapaz, sou imperador dessa província – o seurosto estava vermelho de raiva – arqueiros em posição. Não vamos entregá-la a você. Meus arqueiros vão matá-los se não entregar a caixa. Ela não o pertence, um mago deu a mim – falei furioso, porque meu dedoestava continuava a doer, mais forte que anteriormente. Cair de joelhos algoesquisito estava acontecendo comigo. 20
  • 21.  Aron você está bem? – perguntou José se dirigindo a mim. N... nã...o não se...i – respondi, mas minha voz falhava. Você não está bem – José se agachou para me erguer – me de a caixa –ele pediu e deixei que ela escorregasse pelos meus dedos, mas a dorcontinuava e quando o José conseguiu me levanta novamente o imperadorordenou que seus arqueiros que atirassem. Chega de encenação, se não entregaram por bem pego eu mesmo pormal. Arqueiros atirem – dezenas, centenas, milhares de flechas veio em nossadireção. É nosso fim Aron, pelo menos é o meu. NÃO... – minhas mãos ergueram quase que automaticamente algoestranho corria pelo meu corpo saia da cabeça passava pelas pontas dos dedosda mão depois para os dedos dos pés e voltava à cabeça e meus olhosbrilharam um verde esmeralda cintilante levitei a alguns centímetros do chãoestava saindo ar de minha mão precisava salvar o José das flechas então o arnos cobriu como uma oca de índio formando um campo de força onde as flechasbatiam e caiam. ATIREM, MATEM ESSES DEMÔNIOS – gritava o imperador Mais e mais vinham de todas as direções, então as parei no ar todas asflechas que estavam vindo em nossa direção, levitei as outras que tinha batidono campo de força e desejei que todas sumissem e num fleche pude saberquantas flechas tinham ali como tivesse contado existia mil e oitocentas flechassuspensa no ar fechei a minha mão com toda força que pude e uma a uma asflechas foram explodiam e logo viravam pó, desejei também que o arcos fossemdestruídos e logo os arcos que estava na mão dos arqueiros 250 ao todo foramvirando areia um por um. O campo de força que construir sumiu e fui retornando ao chão meudedo não ardia mais meus olhos foram perdendo o esverdeado esmeralda e osarqueiros estavam paralisados tão abismados com aquilo quanto José, sentiminha vitalidade pequena demais para ficar de pé então cair e antes dedesmaiar o teto do palácio caiu era a ave que me trouxera pela manhã eladesceu pegou eu e o José pela suas garras e voou em direção ao teto 21
  • 22. quebrado. Não vi mais nada acordei em algum lugar no meio do mato nãoconhecia aquele lugar nunca estivera ali antes estava com muita sede. Enfim acordado. É... Estou com uma dor de cabeça horrível e morrendo de sede. Segura – Ele me jogou uma garrafa cheia d’água – você foi incrível láAron, destruiu todas aquelas flechas, parou todas no ar incrível. Desde quandoaprendeu fazer aquilo? Quanto tempo estou desacordado? Há dois dias. – tomei um susto Tudo isso? – ele confirmou com a cabeça. – aprendi isso há dois dias. Mesmo assim, se não fosse por você estaria morto agora, obrigado. José desculpas fui muito arrogante com você antes, desculpas mesmo –a águia estava ali não tinha percebido que mim observava até ela grunhir. –quando você falou que era meu amigo eu não dei muita importância achei queestava mentindo achei que estava blefando mis agora sei que você é o que dizser que é um grande amigo o único que tenho obrigado – ele levantou e eurepeti o gesto, ergui minha mão para que ele pudesse apertá-la, mas ele aignorou e me deu um abraço. Amigos? – perguntou ele. Respirei fundo Amigos. Aron como conseguiu me encontrar? Não conseguiu José foi à ave ela me levou até você, mas antes um velhodisse que não podia fugir e que você precisava de ajuda alem das montanhasque ficam ao sul, não conseguiria chegar lá a tempo sem não fosse à águia. Você conhece o velho – peguei uma pedra no chão e arremessei nafogueira antes de responder. Não, mas ele me disse para encontra e seguir para onde a pandora seesconde na floresta Flowetor 22
  • 23. José Júnior o café esta na mesa – um barulho vinha lá da sala de baixo –Júnior levanta filho está na hora, temos que ir até sua nova escola vai levantaJúnior. Levantei ainda sonolento minha mãe tinha recebido uma vaga deemprego em São Paulo e nos mudamos era quatorze de fevereiro de dois mil eonze, não era uma adolescente normal nunca tive amigos, mas tive um sonhomuito estranho essa noite eu era um guardião, o sonho parecia real, mas eraestranho. – Como? Estou ficando louco, minha mãe já não me achava normalimagina só se ela souber que tive esse sonho – falava para mim mesmolevantando da cama em direção ao banheiro que ficava no corredor, entrei nobanheiro em direção ao chuveiro pus no mais gelado possível. A água fez minhaespinha reclamar no inicio mais ajudava a acordar mais o sonho não saia daminha cabeça eu era um garoto escolhido para salvar o mundo me chamavaAron e conheci um amigo José, minha memória tem amigos. É Júnior precisoarrumar uns também. Júnior já levantou? – minha mãe me gritou novamente. Já mãe. – falei alto suficiente para que ela ouvisse. Escovei meus dentes e voltei ao quarto para vestir a farda do novocolégio. Era vermelha e tinha um brasão em forma de V com as iniciais R. B. Jnão entendi o que as iniciais significavam, mas não dei muita importância, eraum aluno observador preferia amigos como eu, mais como nunca encontreinenhum então preferia ficar só mesmo, vestir uma calça jeans preta pegueiminha mochila que minha mãe arrumara com antecedência a noite passada edesci as escadas uma por uma queria que aqueles degraus nunca terminassemmais continuei, e enfim desci o último degrau. Minha mãe foi até a cozinha e voltou com uma xícara branca de louçacheia de café preto e forte isso, herdei dela. O aroma do café tomou conta dasala quando ela atravessou o assoalho que ficava na sala. Cabelo loiro, rostomeigo e rosado, olhos azuis diferentes dos meus que é verde, magra, alta, pele 23
  • 24. clara uma mulher linda que depois de se separa de meu pai nunca mais saiucom ninguém, ela não pode dizer que não dou força, sempre incentivo ela a saire conhecer um cara legal mais quando começo essa conversa ela muda oassunto, não tinha as mesmas características físicas dela, que sempre me disseque tinha puxado ao meu pai, a voz o mesmo tom de pele, os cabelos castanhose lisos até os olhos verdes do meu pai eu tinha puxado, mas tinha a inteligênciae o carisma da mãe. Entrei na cozinha mastiguei um pedaço de ao peguei um xícara igual ada minha mãe enchi de café dei o primeiro gole quando ela entrou apresando-me. Vamos, vamos no caminho você toma café você toma café estamosatrasados. Mãe... Não tem mãe nem meio mãe desça me espere lá fora que vou pegar ocarro aqui embaixo. Lá embaixo? – perguntei curioso. É Júnior. Você ainda não via a garagem daqui é subterrânea. Na verdade não tinha reparado na casa toda em si estava desanimadopor ter de vim viver aqui, mesmo não tendo amigos de onde nós viemos naBahia. Enquanto me dirigia para frente da casa para espera minha mãe imagensdo sonho que tive de ontem para hoje começou aparecer com cada vez maisforça minha cabeça começou a latejar ergui minha mão para esfregar minhacabeça que doía continuava atravessei um pequeno rol e um mini-jardim atéalcançar à calçada continuava esfregando o lado esquerdo de minha testaquando percebi que meu polegar tinha uns traços, trouxe-o até meu ponto devisão e não acreditava no que estava vendo meu coração liberou adrenalina nacorrente sanguínea, minha respiração ficou ofegante em frações de segundos fuiandando para trás tropecei em uma pedra e cair. Um senhor do outro lado da rua olhou curioso para saber o queacontecia, minha mãe estava buzinando eu esfregava o meu dedo quem saberera uma mancha uma brincadeira da minha mãe. Mas como poderia ela saberdo meu sonho seria coincidência demais. Júnior levanta não seja mimado você já tem dezessete anos. 24
  • 25. É dezessete anos única coisa do sonho que era mentira não tinhadezoito, mas quem era o José, eu achava que era só um menino que criei nosonho, mas depois disso – o que estava acontecendo comigo meu Deus? –levantei fui em direção ao carro de minha mãe era um vermelho assim como aroupa que ela usava, quatro portas abri a porta do fundo e mim joguei no bancotraseiro. Porque vai ai no fundo? – perguntou minha mãe. Não a respondi, ela também não disse mais nada, fomos em direção aescola, e enquanto passávamos alguns quarteirões só uma coisa passava naminha cabeça imagens daquele sonho estranho essa coincidência no meu dedo. Chegamos, precisa vim buscá-lo, ou acha que consegue chegar emcassa só? Não sei qualquer coisa eu lhe ligo. Despedimos-nos abri a porta sai do carro olhei para frente do colégioentendi o significado do brasão em V e o R. B. J Valério Ribeiro Bom Jesusdeveria ser o dono do colégio. O colégio tem uma estrutura ótima assim como osprofessores falava minha mãe umas trezentas vezes desde que soube quemudaríamos para cá. Fui em direção ao portão preto na entrada entrei econtinuei andando olhando para todos os lados o colégio era mesmo bonito, dofundo do corredor vinha uma mulher nem gorda nem magra diria forte estavatotalmente de social uma blusa marrom e uma saia que cobria os joelhos, erapreta com listras brancas o cabelo nos ombros franja na testa olhos castanhosescuros pele de pêssego senti quando ele me tocou era branca um pouco maispálida que minha mãe. Você deve ser o Júnior ou devo lhe chamar de Gabriel Bittencurlt Júnior. Pode chamar de Júnior senhora. A sua mãe me falou muito bem de você senhor Júnior. Ela só estava sendo gentil, ela diz isso a todos. Venha vou lhe apresentar sua sala de aula. Como você se chamar? A... Desculpe-me Júnior não me apresentei, sou Deutoria Sandré,diretora, mas pode mim chamar só de diretora. 25
  • 26.  Que convencida – grunhi. O que disse? Falei que fui bem recebido – dei uma risadinha ela retribui, talvez ficasseirritada se soubesse que estava sendo sarcástico Chegamos a um grande pátio encoberto de onde estávamos dava paraver no fim do corredor do outro lado do pátio uma quadra. Você deve gostar de futebol em senhor Júnior. É – confirmei, na verdade odeio futebol. Vamos... – ela começou a andar e eu a seguia olhando para todos oslados percebi que ela calçava uma sapatilha preta com bico fino e com um saltotão fino quando uma agulha tinha que admitir a diretora Deutoria Sandré eraconvencida mais tinha classe, sabia se vestir. Chegamos essa é sua sala Júnior. Nunca tive tanta vergonha dezenas de rosto me escarrariam quandoentrasse na sala a diretora pediu licença ao professor de aritmética chamadoWillian. Com licença professor Willian, temos um novo aluno no colégio, acaboude se mudar para São Paulo com a mãe o nome dele é Júnior, GabrielBittencurlt Júnior, está aqui fora vou pedi para entra. Estava sentado no banco do lado de fora da sala ouvindo tudo que adiretora falava de mim, fiquei tão assustado como um animal encurralado. Não precisa fica assustado, são todos ótimos meninos não o farão mal elogo se tornaram amigos. Estava tão mal assim a ponto da diretora fazer um pro agnóstico. Vamos seus colegas estão ansiosos em vê-lo Júnior, estão curiosos paraconhecê-lo. Ela ergueu a sua mão para que eu a segurasse, mas por um instantehesitei mais me deixei ser levado, lembrei do sonho do mago falando dacuriosidade humana mais logo trancafiei as lembranças no lugar, mas obscurodo meu cérebro levantei e fui arrastado pela diretora em direção a porta quequase esbarra no professor que vinha saber a causa da demora o professortinha barba, cabelos curtos e lisos, moreno olhos castanhos escuros, tinha umporte físico, usava um jeans claro e uma camisa vermelha muita coincidência 26
  • 27. igual a que minha mãe usava, duas meninas babavam por ele quando entrei nasala pelo menos não estavam olhando para mim. Entre de cabeça baixa. Meninos esse é o Júnior o mais novo aluno do colégio, Júnior esse é oprofessor de aritmética, Willian ele era solteiro ou era que aparentava, não havianenhum anel de compromisso em seu dedo e as duas meninas babavam porele, poderia apresentar ele a minha mãe quem sabe ela comece uma vida novaassim como meu pai começou outro relacionamento em Ilhéus lá na Bahia. Levantei a cabeça para encarar a turma e tomei um susto, queria correr,mas não podia, iria ser abusado o resto do ano letivo, mas o garoto que nunca viestava ali sentado, minha mente estava muito distante não conseguia ouvi nadado que a diretora falava estava pensando no sonho antes de minha mãe ter meacordado aquilo não poderia ser real pisquei meus olhos várias vezes rezandopara ser uma ilusão, quando a diretora balançou meu braço e voltei no susto. Sente-se ali rapaz – falou o professor – tudo bem classe vamos voltar àaula. A diretora se despediu e desapareceu quando atravessou a porta, nãotive coragem de encarar ninguém, não fiz um único barulho era seis aulas doprofessor Willian três de aritmética e as outras três de matemática, era dia emque muitos preferiam a morte, voltar e meia ouvia alguém cochichando sobremim, não dava para ouvi o que falavam, mas não importava porque o garoto domeu sonho estava sentado logo ali na minha frente, como poderia sonhar comalguém que eu ainda iria conhecer – ele ainda se chamaria José? – fazia essapergunta a mim mesmo – acho que não seria loucura demais. – completei, olheipara onde ele sentava e ele se virou para me encarar, como sabia que estavaolhando para ele, estava de costas, estava ficando maluco. O professor estava escrevendo algo no quadro tirei o caderno damochila e a caneta, lápis e borracha puxei do bolso abri o caderno selecioneiuma matéria para aritmética e comecei a escrever o novo assunto que estava noquadro até bater para o intervalo. A maioria da sala saiu para o intervalo, umamenina meiga deveria ter um metro e sessenta os cabelos estava amarradovinha em minha direção. Oi eu sou a Janne. Sabe aconteceu o mesmo comigo ano passado nosegundo ano. 27
  • 28. Só estava eu ela e o suposto menino que conheci no sonho o José queficou atrasado na sala copiando o assunto que o professor deixou no quadro.Entrou dois meninos na sala deveria ser amigo do suposto José. Janne como é o nome do menino que está copiando. Ah... – ela se virou para olhar. – aquele do meio é o José do ladoesquerdo é o Mustafá e outro é o Jonas. O Mustafá é um garoto gordo negro já tinha barba no rosto os escuros eusava uma corrente, cabelo rastafári e usava dois brincos na orelha esquerda, oJonas ao contrario do amigo é branco, magro, baixo, aparentava ter uns quinzeanos, olhos escuros, careca, e não usava nada no pescoço só um brinco naorelha esquerda. São amigos do José – continuou ela – mais são completamente diferentesdo José, coloca ele em cada enrascada, eles são aproveitam por o José ser filhodo dono do colégio. Ele é tão idiota assim? Não sei – respondeu ela – você não está com fome? Um pouco. Você pode trazer algo para eu comer. – ela não me deixouterminar me puxou pela argola da minha camisa deixei ela me guiar sem retrucarpassamos pelos três meninos que desviaram a atenção para nós dois quandochegamos à porta da sala ela mim soltou, ela foi me fazendo perguntas durantetodo o trajeto. Você é nerd? Ah! É que você é muito bonito para ser nerd, mais é muito quieto para ser umbrutamontes – ela apontou um grupo de garotos que desafiavam uns aos outrospara saber qual o mais durão o último que vi bateu a testa com força numapedra. Ai... Deve ter doido – falei mim retorcendo por dentro. Aquele é o grupo dos gays – continuou ela – aquele das lésbicas,bissexuais. Você não é preconceituoso ou racista não é? Não, não – respondi rápido, ela continuava apontando grupos até nosaproximamos do pátio que passei quando cheguei. 28
  • 29.  A cantina fica ali – ela apontou, para uns garotos jogando xadrez quandopassamos por ele. – Você gosta de xadrez? Sim, mas nunca encontrava ninguém um amigo para jogar só meu pai,mas ele é separado da minha mãe e mora em Ilhéus na Bahia fica difícil jogar sóno computador. Pode jogar comigo Sério. Sério – afirmou Janne, ela era mesmo muito meiga. O sorriso dela eramuito confortador – você me da o seu endereço e hoje à tarde passo na suacasa que tal. Se não for lhe incomodar. Não vai ser incomodo algum, olha só o horário depois que bater oprofessor não deixar mais ninguém entrar Vamos. – Quando entramos na sala já estava com metade dos alunos, passei peloJosé que me encarava parecia que me conhecia estava tão assustado quanto eucom tudo aquilo. O professor adentrou a sala sem seus pertences para uma aula Galerinha infelizmente terei que dispensar vocês esses três horários quefaltam porque minha mãe esta passando mal e nenhum outro professor poderácobrir esses horários por estarem ocupados fico devendo P.K dispensados. O professor sumiu no meio da baderna de cadernos livros sendofechados, folhas sendo arrancadas um por um todos começaram a sair algunsatrasados que pegou a noticia no corredor apareceram apresados pegaram suascoisas e desapareceram na mesma velocidade que surgiram. Janne se despediude algumas meninas e veio até mim. Novato sabe chegar a sua casa? Acho que não Escreva seu endereço aqui – ela tirou do bolso do paletó que estavausando um pedaço de papel e uma caneta “Rua Strandeberg casa 28” Fica a três quadras daqui. Posso levá-lo a pé se precisar Não precisar. 29
  • 30.  Tem certeza Tenho – íamos caminhando até a saída da sala de aula onde o Joséestava sentado no barco que ficava do lado da sala Podemos conversar? – perguntou José – a sós – continuou ele. O que está aprontado José – falou Janne emburrada Tudo bem Janne, eu também preciso conversar com ele, até mais tarde –no impulso dei um beijo na testa dela, as bochechas delas ficaram vermelhastentei pedir desculpas mais ela ergueu os pés e retribuiu com um beijo nabochecha. O casal de namorados podem se beijar depois. Não somo namorados – disse Janne agora com raiva, a sua meiguicesempre desaparecia quando encontrava o José – tchau Júnior até mais tardepara partida de xadrez. Tchau Janne – abanei José mandou que eu sentasse, tínhamos três horas até minha mãechegar, talvez ficasse feliz por está conversando com um menino no primeiro diade aula. Não sei quem é você Júnior, mas seja lá quem for você quero respostapara isso – ele ergueu a mão direita e abriu tinha um desenho maior que o meuna palma de sua mão uma bola no centro e triângulos ao redor sete ao todosformava um sol – tive um sonho com você muito estranho pensei ser um sonho eagora você aparece aqui como poderia ter sonhado com alguém que ainda iriaconhecer e não sei o que é isso porque no sonho não existia isso, só o desenhono seu dedo. Eu também tive esse mesmo sonho José e o pior é que seu nome aindacontinua sendo José e acordei com a mesma marca olha – ergue meu dedo paraque pudesse ver o desenho no meu polegar O que é isso Júnior. Não sei não faço a mínima idéia. Olha aqui está meu telefone, email e endereço – ele anotou um por umem um papel que ele pegou no chão amassado – se isso for verdade têm outrosou escolhidos faltam seis que o mago te falou nos sonhos. Vamos fazer isso juntos você também precisa de respostas para isso. 30
  • 31. Fomos andando até a saída e antes de nos despedimos ele pediu euendereço email e telefones, nos despedimos e antes dele quebra a esquinagritou que qualquer novidade mandava email e quebrou a esquina edesapareceu mim virei na direção contraria e seguiu em direção a minha casa. . 31
  • 32. Uma partida de xadrez Minha mãe chegou uma e meia da tarde em ponto me falou que tinhapassado no colégio e foi avisada pela secretaria que minha turma foi dispensadamais cedo pelo professor que iria resolver problemas familiares. Tinha esqueci-me de ligar para ela avisando que não precisaria se preocupar mais esqueci comtantas coisas na minha cabeça. Mãe – estava almoçando. Sim. Uma menina. Janne vem essa tarde aqui para jogarmos xadrez. Os olhos da minha mãe brilharam instantaneamente tinha parado deenrola aquele macarrão pronto no garfo. Também não era de se espera nuncative amigos, nenhuma outra criança ou adolescente que não eu. Antes de nosmudarmos, morávamos em uma rua cheia de adolescentes que me achavambom demais para andar com eles, metidinho eram como me chamavam. Que ótimo Júnior – ela interrompeu meus pensamentos – que bom vocêenfim tem um amigo, nesse caso amiga. Que horas ela vem? Não sei não marcamos horário. Não tem nada pronto – a casa está uma bagunça cheias de caixas, coisasda mudança chegam a todo hora trazidas pelo correios, quando cheguei hojetinha três caixas enormes ao lado da porta que pus para dentro com ajuda deum vizinho. Não precisar se preocupar, nem sei se ela vai demorar. Vou ter que voltar ao trabalho três horas, deixarei dinheiro em cima dageladeira se sentirem fome pode ir até a lanchonete no fim da rua. A geladeira era velha estava na casa quando nós viemos para cá, nosquebrava um galho com sua cor neutra estranha para uma cozinha, mas sairiadali assim que os correios entregassem a nossa geladeira branca e quem sabe oresto das coisas. PLIM... PLIM. PLIM... PLIMMMMMM 32
  • 33.  A campainha – gritou minha mãe lá de cima tinha ido descansar atéchega hora de trabalhar. Tudo bem, eu ouvi - falei alto suficiente para garanti que ela ouvisse. Fui em direção a porta de vidro fume não dava para ver quem estavadentro mais era possível ver quem estava fora era a Janne estava de cabelossoltos e tinha duas mechas de cabelos transados um de cada lado da cabeça.Abri a porta. Oi Júnior, você demorou. Desculpe, entre. Segurava um baú cheio de quadrados brancos e pretos distribuídosuniformemente um branco e um preto, um branco e um preto nessa ordemdeveria ser o tabuleiro de xadrez e tinha uma chucha vermelha no pulso estavacom uma camisa floral, um short e uma sandália rasteira. Ela perguntou secontinuaria segurando a porta. Vamos, trouxe o xadrez. Pensei como você esta de mudança talvez fossedifícil encontrar seu xadrez. É você acertou – falei calmamente contando cada letra que saia de minhaboca. Vamos jogar. – perguntou ela. Espero que esteja pronta para perder. – brinquei. Sentamos num tapete estendido no canto da sala onde minha mãeassistia televisão quando chegava à noite do trabalho cruzamos os pés uma afrente do outro e o tabuleiro no meio, ela puxou uma pequena tabua do interiordo tabuleiro de onde ficavam as peças. Curioso aquele xadrez diferente demuitos que conheço nunca tinha visto aquele não daquele jeito as bases dasbecas eram redondas e encaixavam perfeitamente no espaço milimetricamentefeito para aquelas peças que saiam arrumados em ordem correta em pé e o quetornava mais curioso totalmente diferente do meu que ficavam todasbagunçadas, começamos a arrumar o xadrez. Era de mármore as peças de xadrez o que fazia daquelas peças umpouco mais pesadas à medida que desencaixamos fazia um estalo que estavame irritando 33
  • 34.  É a parte mais chata – falava Janne desencaixando uma peça – issotambém me irrita. Terminei – falei. Pronto – disse ela – vou começar. Ela ficou com as brancas e começou, moveu o pião da E2 para E3,joguei com o cavalo na A6, ela moveu a rainha para F3 pela diagonal, movi opião da C7 para C5ela usou o bispo branco na diagonal de F1para C4, movi opião da B7 para B5 a fim de destruir o seu bispo branco na C4 Boa jogada, mas deveria ter feito isso antes – ela levantou a mãosuavemente pegou a rainha da F3 e levou até a F7 – cheque Mate Júnior. Tinha perdido meu rei estava encurralado não tinha para onde correr sórestava destruir a rainha mais se fizesse isso o bispo me mataria se destruísse obispo dela com o pião a rainha destruiria meu rei. Preferir morrer nas mãos darainha melhor do que morrer na mão de um reles capacho que era o bispo. Mais uma? – perguntou ela. Claro. Rearmamos as peça e quando ela jogou tinha jogado o cavalo da G1para H3 minha mãe desceu as escadas. Olá você deve ser... Janne senhora. Interrompeu-a levantando-se para apertar as mãos de minha mãe Desculpe a bagunça querida ainda estamos de mudança. Não se preocupe Dona... Julia querida, só Julia – soltaram as mãos se encaram – então você é agarota que conseguiu ser amigo do meu filho. Acho que sim. Vou deixá-los a sois, estou indo trabalhar já são quase três horas.Despedimos-nos minha mãe pegou a chave em cima da abriu a porta e antes desair nos deu uma advertência. Juízos meninos. Pode deixar- Falou Janne abanando a mão para minha mãe. 34
  • 35.  Júnior, o que o José queria com você hoje? – houve um silencio – querodizer. O que foi realmente que vocês conversaram? Acho que não acreditaria se lhe contasse Tenta. Meu celular estava vibrando no meu bolso olhei para tela para saberquem ligava numero desconhecido. Falei a Janne. Atende. Júnior – do outro lado da linha suou uma voz familiar. Sou eu. Poe no viva-voz – pediu Janne. Júnior você está ai? – falou a voz do outro lado da linha. José? – falou Janne espantada. É sou eu. E o que você está fazendo ai? A não importa. Júniordescobrir algumas coisas sobre aquilo que conversamos hoje no colégio. Aindatem meu endereço, pode vim até minha casa. José minha mãe não esta em casa só eu e a Janne e ela já sabe de tudocontei a ela – Janne mim encarou confusa e bateu os lábios. Você não me contou nada Respondi batendo os lábios Eu sei, mas vou conta. Estou indo Júnior tem computador ai? Tem sim José. Pode vim. Desliguei pus o celular novamente no bolso traseiro da calça e tratei decontar a Janne que ouviu atenta mais rápido que pude sobre o sonho e toda aconversa que tive com o José pela manhã, enquanto o José caminhava atéminha casa. A campainha tocou vi o José através da porta de vidro fume. Você abre a porta e eu vou busca o laptop lá em cima é rápido está namochila. Cadê o Júnior – ouvir o José perguntar por mim estava no quartoprocurando onde tinha deixado a mochila com o computador, empurrei algumascaixas à mochila estava no canto atrás de uma caixa cheia de roupa, puxei amochila e desci correndo a Janne estava sentada do lado do xadrez e o José 35
  • 36. estava do outro lado da sala, eles não se falavam estavam trocando olharesfuriosos um pro outro Hum, hum – piguariei levantando o braço que carregava a mochila com olaptop – aqui está. Ótimo – José saiu do seu lugar quando notou que estava no pé da escada. Eletirou o computador da mochila e o pendrive do bolso do short, a Janne estava domeu lado percebi quando ela jogou seu cabelo no meu rosto tinha aroma derosas com pêssego. O José conectou o pendrive em umas das entradas USB elogo estava nos mostrando dois mapas. Esse é o mapa de São Paulo hoje e esse debaixo é o de São Paulo háoitocentos anos, antes mesmo dos portugueses chegarem aqui. Essa partecinza é onde era floresta que estávamos no sonho. Hoje só resta uma pequenareserva no local, vamos la amanhã depois da escola. Está bem amanhã depois do colégio – falou Janne animada. Quem lhe chamou intrometida. Você não vai, só para começar ele nemdeveria ter contato Janne se preparou para contra-atacar ia começar mais uma discussão,mas interrompi antes. O que esta acontecendo, porque vocês não se falam, brigam o tempotodo. Não importa – falou Janne. Importa sim – minha voz soou mais alta do que queria – se vamos entranessa loucura importa sim – ela abaixou a cabeça. Ela acha que eu aprontei pra cima dela – falou José. Mas você aprontou você e seus amigos brutamontes Se estiver se referindo ao Jonas e Mustafá, é são sim meus amigos, aocontrario de você. Acredite se quiser mais não fui eu que escrevi aquelas coisasdifamando você para toda escola. A discussão tinha recomeçado seja lá o que foi que tinha escritoprecisava por fim aquela discussão. 36
  • 37.  Você acha que a caixa está lá José? – perguntei qualquer coisa paradesviar a atenção deles e deu certo porque o José se virou para pode respondera minha pergunta. Não sei, mas deve ter alguma pista, caso isso tudo seja realmenteverdade. Tenho que ir agora Júnior – falou Janne arrumando as peças de xadrez –falei para minha mãe que voltaria para casa antes do anoitecer. Eu também vou indo amanhã nos vemos no colégio – disse José. Acompanhei-o até a porta nos despedimos mais uma vez e voltei paraajuda a Janne a guarda as peças no tabuleiro mais não restavam muitas peças aserem guardadas. Até amanhã Júnior – despedisse ela meio zangada não era bom emdescrever rosto, mas não gostou de tocar naquele assunto.  Você está bem? – perguntei com receio dela desabafa o que ficoupreso na garganta quando interrompi a discussão mais ela apenas disse queestava tudo bem que amanhã nos veríamos no colégio, a levei a porta nosdespedimos e fecha à porta o computador ainda estava ligado os dois mapasque o José nos mostrou continuava na tela e o José tinha esquecido o pendriveconectado no laptop desconectei pus no bolso para não esquecer abrir meuemail mais só tinha email de publicidade desliguei e fechei o computadorcoloquei em cima da escrivaninha. Dirigi-me ao meu quarto para tira a fada do colégio que me esqueci detirá-la meti as mãos no bolso tirei do bolso esquerdo um papel amassado abripara saber o que tinha escrito, tinha o número, endereço e o email do José, dobolso traseiro retirei o celular e salvei o numero e o email na agenda do telefone,embrulhei o papel e joguei na lixeira que tinha na cabeceira da minha cama. Nãotinha certeza de muita coisa mais se isso fosse mesmo verdade iria conhecermais pessoas torna amigo de mais seis pessoas encontrar a caixa iria fazer issocom duas pessoas que conheci a menos de um dia e já éramos amigos. Eramseis horas quando deitei na cama precisava resolver uns exercícios de aritméticafala sobre historias dos numero era mesmo chato só tinha aula dele assegundas, mas morreria entediado se não fizesse algo. 37
  • 38. Frustrados Minha mãe só chegaria daqui à uma hora, mas meu estomago começoua reclamar e com certeza ela chegaria com mais macarrões prontos não sábiaque era pior a fome ou comer aqueles marrões mais uma vez. Pensei em pegaro dinheiro que ela deixou em cima da geladeira, mas o colchão estava maciodemais para levantar e a preguiça me venceu adormeci e só acordei umas horasmais tarde, levantei abri a porta do quarto e uma luz fosca e um barulho vinha dasala a televisão estava ligada com certeza seria minha mãe. Desci as escadas cambaleando ainda acordando do sono avistei minhamãe levando um biscoito a boca e umas de suas xícaras, enormes com cafépreto forte, o pote de biscoitos estava do seu lado me aproximei ela levou umsusto quando percebeu minha presença. Oi filho, não queria acordar você. São que horas exatamente mãe. Oito da noite – respondeu ela e meu estomago rosnou. Está com fome? Imagina – sarcástico ao falar. Quer café e biscoito ela ergueu o pote me oferecendo. É acho que não vou recusar, pelo menos não é macarrão – ela riu Vou pegar uma xícara para você. De um pulo estava de pé e antes que me distraísse ela já estava devolta com uma xícara na mão, estava sentado do lado do lugar que ela estavasentada assistido, ela entregou-me a xícara. A garrafa térmica está ai do seu lado – disse-me ela. Não tinha visto a garrafa ali, peguei-a pela alça e enchi minha xícara. Como foi sua tarde? – ela estava ajeitando o cabelo e esparramou notapete no canto da sala. Foi boa – respondi, ela não estava preocupada comigo queria saber sobrea Janne. Quero dizer você e a garota. 38
  • 39.  A Janne é legal super meiga diferente da maioria das outras garotas. E com os outros ainda não falou com você. Não só o José e a Janne que marcamos para ir numa reserva amanhãdepois do colégio. Sério? – ela me encarou – você vai mesmo sair com duas pessoas quevocê acabou de conhecer. Pensei que a senhora iria pular de alegria. Estou feliz mais não posso ficar pulando – ela se aproximou do meuouvido certificando se mais ninguém ouviria até aparece que haveria alguém nacasa alem de nós – é a idade trinta e nove anos, sabe não sou mais a mesma. É sim mãe – lembrei do professor de aritmética – você tem que conhecerum cara legal, ter outro relacionamento – havia mudado de assunto Já conversamos sobre isso Júnior. Não, não conversamos, toda vez que entramos no assunto vocêdesconversa – Ela continuava a olha a televisão só de pirraça – mãe vocêprecisa encontra um cara legal, que eu aprove claro, mas precisa conheceralguém e desencalhar do meu pai ele tá em outra há muito tempo – ela ficouvermelha, é assim toda vez que refiro ao meu pai ela fica vermelha. E quem disse a você que penso no seu pai? Ninguém, não precisa à senhora fica vermelha toda vez que mim refironele. Estou vermelha? – Perguntou assustada levando às mãos no rosto, a sala estava escurademais para procura algum espelho, só havia a luz da televisão. É o café. – ela procurava engana-se a sir mesmo porque Amim nãoenganava com aquela encenação – é o café você sabe que muito café me deixavermelha. E nervosa – completei. É e nervosa também – confirmou ela – vou me deitar não demore muito aiO.K amanhã você tem aula. Eu vou tomar um banho e tentar pegar no sono novamente. Aquela conversa tinha me tirado a fome a xícara estava cheia do jeitoque deixei antes de começar a aquela conversa com minha mãe, tampei o fraco 39
  • 40. de biscoitos encostei-o na parede desliguei a televisão e subir com dificuldades,fui direto para o banheiro que fica no corredor que levava ao meu quarto liguei alâmpada para certificar se havia uma toalha mais só encontrei um roupão brancocom as iniciais G. B. J, Gabriel Bittencurlt Júnior minhas iniciais, não lembravade ter colocado ali mais quebraria um galho não coloquei a água gelada maisdetesto tomar banho com água morna ou quente, pus no frio tomei um banhodemorado vesti o roupão e sair direto para o quarto liguei a lâmpada arrumei oslivros esparramados no chão pus o que deveria na mochila procurei o celular nacalça do colégio que estava no chão perto da farda pelo avesso, o celulardeveria está em um dos bolsos traseiro coloquei o celular no chão ao lado dacama me deitei fechei os olhos orei o padre nosso no pensamento e tenteidormi. Acordei com as batias da mão de minha mãe na porta Acorda Júnior Ta cedo mãe bocejei de sono virando para o outro lado Dormiu com o roupão? – ela não gostou. É acho que despenquei na cama e desmaiei Vá toma banho – ordenou-me ela Tomei quando fui dormi ontem mãe – falei abrindo os olhos, não tava nemum pouco afim de um banho. Levantei e fiz minhas obrigações matinas, entrei no banheiro com afarda na mão e uma toalha preta de veludo deu vontade de tomar uma ducha,assim o fiz sair do banho procurei minha escova e com a outra mão peguei apasta abri e saiu um liquido verde pastoso o aroma da menta espalhou-serapidamente no ar, escovei os dentes vestir a farda voltei ao quarto para pegar ocelular e a mochila, desci para tomar café, minha mãe já me esperava vestia umpaletó preto, cabelos presos e um sapato igual que a diretora usava como elasconseguiam equilibrava-se em uma agulha a meio metro do chão. Tomei caféentre no carro da minha mãe e segui para o colégio. Até mais tarde – ela já tinha dado a partida, e não ouviu minhas ultimaspalavras. 40
  • 41.  Júnior – virei para ver quem me chamava na multidão de rostos vi dooutro lado o José abanando a mão e vindo em minha direção - como passou anoite? Conseguiu pegar no sono? Conseguir. E você? Não – ele não estava mentido olheiras mal moqueadas – não preguei oolho essa noite. Olá pessoal – era Janne não tinha a visto chegar – vamos entrar. Queolheiras José. O que fez essa noite vigília. Engraçadinha. – respondeu José com desprezo. Ele não conseguiu pega no sono Janne – disse antes que recomeçasseuma discussão. O José cochilou todas as aulas, português, biologia, duas aulas dehistoria e química. Alguns professores até tentou pergunta o que estavaacontecendo mais ele a ignoraram estava mesmo com muito sono. José, vamos – balancei o ombro dele – acorda José as aulas terminaram. Ah! A aula terminou? Já. Você dormiu toa às aulas. Vamos logo à reserva – Janne estava impaciente, falava segurando umfichário preto. Foi fácil chegar à reserva vinte minutos de taxi e estávamos lá o Josépagou ao taxista e formos em direção a entrada da reserva onde um guardaapareceu detrás do portão de madeira. Esta fechada para visitas – vociferou o guarda Por quê? – perguntou a Janne Porque esta garotinha – continuou o guarda – coisas estranhas aconteceaqui então resolvemos fechá-la até segunda ordem desculpem por desapontar opasseio de vocês, mais tenho que informá-la garotinha que perdeu a viajem –ele gritou nas suas ultimas palavras. Janne é muito impaciente e era mais ainda ativa virou-se de costas parao guarda e andou, eu e o José a seguimos em silencio até a imagem do guardasumi. Vamos. – ela pulou a cerca de arames farpados O José e eu ficamos assustados com a coragem e destreza da garota. 41
  • 42.  Vamos – repetiu ela - não de tão longe para desisti agora. Ela tinha razão precisávamos tira aquela historia a limpo. A imagem doguarda apareceu na minha cabeça dizendo que não seguisse com essa loucuramais não deixaria que ele frustrasse. Ignorei a lembrança e o José já estavapulando a cerca. Você vem Júnior. Já que não tem outro jeito. – Janne mim encarou enfurecida. Ele é sempre assim? – Perguntei enquanto pulava a cerca. É. É sim – respondeu o José enquanto pulava a cerca. Por onde começamos? – perguntou Janne. Ficamos em silêncio resolvendo por onde começaríamos. Por aqui – falou José. Vocês estão ouvindo? Ouvindo. Ouvindo o quê? – Perguntou Janne. Essa voz, vocês ouvem? Eu consigo ouvi-la ela este vindo daquele lado. – disse. Vamos – apresamos os passos o José na frente eu no meio e a Jannenos seguia com dificuldades. Minha mão está ardendo Júnior. Meu dedo também José. Que arvore estranha, nunca vir uma coisa igual – Janne falou só maisnatural possível. Era uma arvore que crescia no ziguezague como um S deveria ter unstrinta metros e ali a luz do sol era retida nas copas das arvores por isso eradenominada de floresta negra. Eu já vi. Eu também. Onde? – perguntou Janne No sonho – falamos ao mesmo tempo. Minha mão esta me matando Júnior – o José apertava o pulso da mãodireita com força. Acho que perdemos nosso tempo aqui. – meu dedo também doía 42
  • 43.  O quê? – Janne estava falando mais alto do que o que deveria e a vozdela soava ainda mais alto naquele silêncio mórbido da floresta. – não vim detão longe para nada, não deixei aquele guarda mim dizer o que fazer e não voudeixei você me dizer. É a frustração – disse José olhando pra mim Janne estamos todos frustrados, não é só você – tentei amenizar. Não estou frustrada. – falou ela virando-se para a árvore anormal –Porque estaria frustrada? – ela saltou um belo soco na árvore. Ai minha mão – grunhiu ela balançado a mão tentando amenizar a dor Gente. Gen...te. O que foi agora José – perguntou Janne olhando para trás, ela soltou umgrito fino que doeu a cabeça, desta vez o guarda tinha ouvido. A árvore estava se esticando e o ziguezague em forma de S estavasumindo agora a árvore era a maior da reserva com aqueles metros extras, acasca do caule da árvore estava derretendo um cubo saiu de dentro da árvore ecaiu no chão ao pé da árvore. O que é isso no chão? A árvore se esticou quando você bateu nela – explicou José. Disso eu sei. Estou falando daquilo que saiu de dentro da árvore – estavaapontando para o cubo que saiu do caule da árvore quando ela esticou-se. Não sei. – aproximei para vê-la meu dedo parecia que iria soltar do restodo meu corpo, desejei que isso acontecesse amenizaria a dor. Cuidado Júnior. – falou Janne abraçada no José o rosto dela de pânicome assustou mais aquilo tudo tinha aproximado os dois seja lá o queaconteceram entre eles dois tinha passado, pelo menos por enquanto. Virei-menovamente para o cubo no chão. Pegue – vociferou José remoendo de dor – ela quer que você pegue. Ela quem? Janne já estava tremendo. A voz. Ela quer que você pegue Júnior. Hesitei por alguns segundos em tocá-la. A dor vai para pegue – continuou José reclamando de dor. Pega logo essa droga Júnior – ordenou-me Janne 43
  • 44. Peguei a pedra e me virei para os dois, o José estava suando e remoiade dor corri até ele para certificar-me do que tava havendo. Você não disse que pararia a dor. É disse – respondeu José Toquei nele estava ardendo em febre à mão esta quente e suando frio. Ele está com muita febre Júnior. Precisamos levá-lo ao um hospital urgente. É vamos. Estou bem, não se preocupe. Meu corpo paralisou estava acontecendo, acontecendo como no sonho. Vamos, não consigo carregá-lo só. Está acontecendo – tentei falar – meu corpo, não consigo movê-lo. O que é que está acontecendo? O que aconteceu no sonho Janne – José tentou explicar remoendo dedor. Uma corrente elétrica saiu da minha cabeça desceu pela espinha ate aspontas dos dedos da aos dedos dos pés e voltou à cabeça, percebi meu olhocomeçou a brilhar naquela escuridão da reserva. Num flash vi toda a reservadepois toda a cidade de são Paulo. 44
  • 45. Escolhidos Um a um foi aparecendo um flash atrás do outro era como fosse tele-transportado sem sair da reserva minha mente ia até os outros primeiro estavaem Guarulhos o nome da cidade onde um morava, chamava-se Levi olhava odedo que ardia, garoto loiro, baixo, cabelos cortados, olhos castanhos clarosgostava de esportes radicais no momento skate e pára-quedismo tinha dezoitoanos. O outro era o Christopher morava em Santos com a avó, mas viria moraem São Paulo. Não era muito fã de esportes radicais, mas se encaixavaperfeitamente no que a Janne chamava de N.E.R. D, muito inteligente usavaóculos de descanso que praticamente não tirava do rosto já que lia muito olhosescuros, cabelo curto e encaracolado, moreno alto, vinte anos, e extremamenteversátil, antes que continuasse a descrição do Christopher a de outro garotoapareceu. Chamava-se Richard com dezenove anos estava atrasado na escolaadora uma balada nasceu em São Paulo viveram uns tempos fora e regressarahá poucas semanas estava mais próximo do que pensei. Cabelos castanhosescuros, branco, olhos azuis como da minha mãe, alto estava sentido dor o dedoqueimava de todos os seis queimavam sentia isso, a visão foi interrompida aimagem da caixa apareceu em seguida uma montanha de lembranças do sonhoque me fez ir até aqui foram aparecendo na minha cabeça como um vídeopassando no DVD sendo avançado parei quando o José me perguntava comotinha encontrado ele lá na forca. Estava sonhando novamente ou era umaimagem reprimida de algumas de minhas vidas passadas se é que vidaspassadas existem. Aron vou esconder a caixa aqui e vamos procurar o esconderijo doDreylfuss. Eu era o Aron novamente o José não me chamou de Júnior levei umtempo a entender mais isso deveria ser a continuação já que no dia minha mãemim acordou com as batidas na porta. O José havia enterrado a caixa do ladoda raiz da árvore torta. Sumiu novamente e clareou uma paz imensa tomou 45
  • 46. conta estava vendo um menino negro com uma tatuagem no braço não dava prasaber o que havia desenhado porque o desenho começava nas costas eterminava no braço direto chamava-se Marcus morava em Osasco, cabeçaraspada tinha apenas dezessete anos o mais novo até aqui estava na academiana parte de Ioga mais não gostava de praticar estava afim de uma garota, émuito mulherengo queria curti a vida detestava os estudos, olhos castanhosescuros e não demonstrava medo em situações mais loucas, não dava parasaber muitas coisas dos meninos os flash eram rápidos um atrás do outro sóconseguia ver os perfis deles e onde moravam estava também empunhando dorno seu dedo. Outro flash, Bruno era o nome do garoto adora pega coisas velhas emontar, morava em Diadema e mudou0se recentemente para São José dosCampos, branco, cabelos curto cortado a tesoura, olhos castanhos com dezoitoanos e continha... Outro flash Ricardo vinte anos, olhos castanhos claros,moreno cabelo rastafári... Sumiu voltei a ver a cidade de São Paulo depois todareserva havia um homem escondido atrás das árvores tinha ouvido o grito daJanne era o guarda viu muita coisa precisava fazê-lo esquecer. Invadi a mente dele era um homem corrupto, de muito mau caráter batiana mulher com freqüência e não falava com sua mãe, tinha cinco filhos o maisvelho com treze anos os outros tinha três, sete, nove e dez anos todos odiavamo pai. Vi uma surra que ele deu na mulher o filho mais velho chamasse Carlos ejá teria fugido de casa se não fosse à mãe desejei que esquecesse tudo aquilodesejei também que ele esquecesse que maltratava a mulher e o filho eu eracomo um vírus de computador um parasita comecei a destruir as imagens quenão queria manipular outras e o mandei ir embora. Uma cortina de ar saiu de minhas mãos subiu como uma brisa suave eantes de tocar as copas das árvores ergui a mão para cima e fiz com que a brisaque subia descesse formando um redemoinho que tocou no chão como umasuper retro-escavadeira podia sentir o ar perfurando a terra senti quando a pontado redemoinho tocou numa caixa metálica três metros abaixo da terra. Nãoprecisávamos descer desejei que a caixa levitasse então uma cortina de ardesceu até a caixa a envolveu e levitou até mim e a coloquei no chão. Meusolhos voltaram ao normal procurei os meninos que estavam atrás de uma árvorese protegendo do ar forte e dos resíduos de areia. 46
  • 47.  Podem sair. O José pareia melhor ou tinha enxugado o suor do rosto mais a farda oentregava estava encharcada. O que foi aquilo – falou Janne fascinada José você esta melhor – ignorei o fascínio da Janne. Estou sim. Pegue a caixa – ordenei – vamos vocês sabe que horas é essa? Janne olhou o relógio. É muito tarde. – falou ela espantada – meu pai vai mim matar, precisamosir. Nem fale. – concordou José. Estávamos sujos e cansados. Como quero um banho – disse quando a Janne pulava a cerca. Passa caixa – falou Janne do outro lado, José entregou a caixa e emseguida pulou eu o segui. Precisamos arranjar um taxi rápido – disse José. Vai ser difícil encontrar um taxi aqui – disse Janne. Peguei o celular no bolso estava desligado, pensei está descarregadomais ligou normalmente tinha cinqüenta ligações de minha mãe. Minha mãe deve esta pirando – disse aos meninos à medida queandamos – tem cinqüenta e duas chamadas não atendidas dela – nós timos eem seguida o celular tocou novamente era minha mãe. Oi mãe – do outro lado da linha ela berrava. Júnior onde você está? Machucaram você? Onde você está Júnior?Cheguei em casa agora e você não estava, ligo e você não atende. Que mematar? – ela estava gritando. Mãe quer mim ouvir. – gritei mais alto para ela pode ouvi, Janne e Josétomaram um susto – estamos na reserva ficamos presos aqui pode vim nosbuscar? Qual reserva? Fica onde? – estava mais calma. Fica na treze de março. 47
  • 48. Estávamos sentados no chão esperando minha mãe chegar, nãodemorou muito cerca de vinte minutos, um carro vermelho parou do outro ladoda pista que atravessamos apresados. Como vocês estão? Perguntou saindo do carro. Estamos bem dona Julia – falou José. Só estamos um pouco cansados – completou Janne. Só cansados – repeti entrando no carro. Que caixa é essa? – perguntou minha mãe curiosa. Não é nada demais. – disse. Precisamos ir dona Julia – disse José – nossos pais o meu e da Jannedevem está preocupados. Minha mãe não disse uma só palavra durante o trajeto. Estavam os trêsno banco traseiro do carro, eu no meio o José do lado esquerdo e a Janne dolado direito falávamos baixo para minha mãe não ouvir. Sei onde estão os outros escolhidos – cochichava Sabe? – perguntaram Janne e José juntos, minha mãe olhou peloretrovisor. Sei onde moram, idades, o que fazem e os nomes deles. E o que vamos fazer agora? – perguntou José. Vamos atrás deles assim que der. Minha casa é aquela dona Julia – apontou José. O.K – confirmou minha mãe parando o carro. Despedimos-nos o José agradeceu a minha mãe e seguiu pelo imensoportão verde de sua casa. Minha mãe deu a partida no carro iria leva a Janneem casa os pais dela apareceram na porta quando ouviram barulho do carro. Onde você estava garotinha – falou a mulher com idade avançada,cabelos brancos e pele enrugada, estava abraçada a um homem alto deveria terum quarenta anos, pele escura e cabelos pequenos. Mãe, pai ficamos presos na reserva – eram pais dela o homem era dócilprotegia a filha única Entre. Vamos mãe – Ela deu a partida no carro buzinou duas vezes e se foi 48
  • 49. Consegui ouvi ainda o pai dela mandando ir direto para o banheiro.Minha mãe parou em frente da nossa casa, peguei a caixa e a pedra a levei parameu quarto estava cheia de terra e barro estava tão suja quanto minha roupa. Você não tem outra farda e agra como você irá para o colégio amanhã? –perguntou minha mãe quando apareceu com a chave do carro na mão. É só lavar – dei uma dica fácil e rápida. Até parece que vai está seca amanhã pela manhã. Tudo bem. Peguei o celular liguei para o José, ele deveria ter alguma camisa paramim empresta. Alô José? Fala Júnior. Você tem mais de uma farda para pode emprestar? Claro, tenho uma coleção, esqueceu que sou o filho do dono do colégio. Claro que não por isso liguei para você. Pode manda por um taxi quandochegar aqui eu pago. Já mando, agora vou ter que desligar meu pai ta uma fera, daqui a poucoa sua camisa chegar ai – nos despedimos as presas. Esperando pelo taxi que antes de buzinar estava atravessando o minijardim que a enfrente a minha casa, paguei ao taxista e ele me passou umembrulho que abri assim que me entregou a blusa serviria entrei subir diretopara meu quarto procurei uma roupa puxei a toalha atrás da porta e seguir parao banheiro fiquei muito tempo esfregando a calça e a camisa do colégioprecisava de uma super lavada, sair dolorido de tanto me esfregar, vestir umshort e uma camiseta e desci para mastigar algo não tinha comido nada o diatodo. Regressei ao meu quart peguei a mochila toda suja de areia retirei oslivros para pode responder aos exercícios guardei-os na mochila fui até o baldede roupas sujas que tinha no banheiro pegar o celular que esqueci no bolso dacalça, voltei ao quarto pus o celular no chão ao lado da cama me endireitei paradormi orei no pensamento agradeci por enfim ter encontrado dois amigos logoteria mais seis, falando nos seis tinha encontrado todos os escolhidos sabiam 49
  • 50. quem eram e onde moravam. Amanhã será outro dia precisava descansarestava exausto. 50
  • 51. Procura-se Guardiões Quarta feira dezesseis de fevereiro, mal tinha chegado aqui e muitacoisa havia me acontecido, já tinha levantado quando minha mãe abriu a porápara avisa-me que já estava na hora. Fiz minhas obrigações matinais banheiro,café, escola a camisa que o José me emprestou caiu como uma luva. O dia estava nublado e ventava muito na cidade de São Paulo, avistei oJosé na entrada do colégio com a Janne, sabia o que queriam e daria semobjeções sobre o que vi na reserva. Fui em direção a eles que estavam sentadosem um banco sentei entre eles. Quais os nomes? – perguntou Janne animada. Richard, Christopher, Marcus, Levi, Ricardo e Bruno. E quando vamos procurá-los? – perguntou José. Nesse final de semana- disse Não posso – disse Janne – estou de castigo essa semana e teoricamentenão poderei sair esse final de semana. Então nós dois vamos. – disse José. O Richard mora aqui em São Paulo e o Christopher está de mudança, irámora aqui para estudar na USP Medicina. Vamos a Guarulhos atrás do Levivocê poderia procura o Richard Janne, você é esperta daria um jeito de sair docastigo – peguei um pedaço de jornal que havia no chão rasguei um pedaço eescrevi na borda o endereço do Richard. E entreguei a Janne. Olha a notícia tem escrito aqui que uma boate caiu ontem e os todas aspessoas saíram ilesas as ligas metálicas estavam todas emboladas como umabolinha de papel, que estranho não acha. Deixa-me ver – pedir tinha umas fotos das ligas metálicas retorcidas. Você acha que pode um dos escolhidos. Acho respondi. Janne você vai, não vai? Darei um jeito – falou ela levantando deixando eu e o José. 51
  • 52.  Júnior estava pensando no que deveria ser esse desenho na palma deminha mão. Pensei que você poderia descobri. Não tenho respostas para isso José e você sabe tão bem quanto eu. Quando acontece aquilo e você controla o ar você descobre coisas, querodizer você conseguiu achar a caixa, viu onde está os escolhidos e o que elesgostam de fazer e tudo mais, poderia achar respostas para isso. Eu não controlo isso ele vem e só aconteceu uma vez e não foi porque euquis foi espontâneo. A Janne estava de volta com um copo de suco e mastigando um lanche. Já lanchando? – perguntou José bruscamente mudando o assunto. É não tomei café hoje, então estou faminta. Você querem? Não. – respondemos juntos. Ainda temos meia hora até o primeiro horário. – disse José. Júnior como você consegue fazer aquilo e o José não? Ele também temesse desenho na mão e estava ardendo em febre ontem e parou logo que seuolho ficou daquela cor. – ela rasgou outro pedaço daquele lanche e virou o copode suco. São respostas que ainda não temos respostas Janne. – falei segurando amochila. As aulas foram um tédio aquela manhã, nos despedimos a Janne foicom o José até ele quebra a esquina e ela segui só eu fui em direção contraria,tinha algo no bolso da calça que estava incomodando enfiei a mão no bolso eretirei, era o pendrive do José não me lembrei de devolvê-lo, era pendrive muitodiferente de dos convencionais branco e cinza servia de adaptados a diversoscartões de memória era bonito. A quinta e sexta feira pareciam intermináveis aJanne estava de castigo e o José tinha curo a tarde ficava em casa interditadofazendo exercícios até minha mãe chegar. Mãe amanhã irei a Guarulhos com o José e só voltarei à noite. – elaconcordou sem objeções. Está bem. Subir para o quarto e fiquei lá o resto da noite até pega no sono escrevium email para meu pai que não falava desde que cheguei aqui, ele não iriaacreditar em muita coisa que escrevi e ligaria para minha mãe perguntando o 52
  • 53. que deixaria ela muito nervosa e mais uma vez vermelha que daria a desculpasdo café mais uma vez. Adormeci que nem senti e acordei no outro dia erasábado peguei o celular no chão do lado da minha cama marcava oito da manhãfui tomar um banho e logo desci para tomar café o José logo chegaria. PLIM. PLIM – era a campainha Deve ser o José – disse a minha mãe que estava desarrumando ascaixas da cozinha. Era o José vi quando cheguei à sala do outro lado da porta que era devidro e permitia vê quem estava do outro lado ele usava uma camiseta amarelae uma bermuda branca. Abri a porta. Vamos, o carro está nos esperando. Tchau mãe – falei alto suficiente para que ela pudesse me ouvir Liga para a Janne e pergunta se ele conseguiu sair do castigo – pediuJosé e assim fiz. Já estávamos dentro do carro indo em direção a Guarulhos peguei ocelular procurei o numero da Janne na agenda telefônica e apertei o botão discardo celular Janne conseguiu? – perguntei. Poe no viva-voz – pediu José, obedeci sem hesitar. Já estou no endereço que você me deu Júnior. E você já chegaram? –perguntou Janne do outro lado da linha. Quase. Ela é rápida. – falou José. Eu ouvir... Vou desligar agora depois nos falamos. Tchau. Para o carro – pedi, descemos enfrente de uma quadra – foi nessaquadra que eu vi o Levi praticando skate. Vamos pergunta aqueles caras se eles conhecem o Levi – mi chamouJosé. Tinha cinco garotos com skates na dois estava praticando fazendo umasmanobras quando nos aproximamos. Com licença – pediu José educadamente – alguém aqui conhece o Levi?Sabe onde ele mora? 53
  • 54.  Eu sei onde ele mora – se apresentou um garoto branco pequeno dezanos, careca, olhos escuros. Poderia nos mostrar qual a casa dele? Claro – respondeu o garoto. Seguimos o garoto até uma casa amarela de andar no final da rua. É esta a casa do Levi. – apontou o menino. Obrigado – disse. O garoto ergueu o braço com as palmas das mãos abertas. Não sei de onde vocês vieram playboys – mais aqui a informações nãosai de graça. Estamos sendo assaltados por um pivete de oito anos – falou o Joséquase rindo. Não só estão pagando meus serviços. Paga logo a ele José. Nem sabemos se é aqui mesmo que o garoto mora – disse o José. –Chame o garoto quando ele aparecer lhe pago. Tudo bem – retrucou o menino – ele tocou a campainha. Um minuto se passou até o menino loiro que vi aparecer no portão. E ai Luiz – o Levi estava cumprimentando o menino que pediu dinheiro –quem são esses dois. Não sei estão procurando por você. Podemos conversar em um local mais reservado. Claro, claro, entre – convidou ele sorrindo. Antes eu quero meu pagamento – vociferou o Luis. Dê logo dinheiro ao garoto José. Ele retirou a carteira do bolso resmungando palavras que não entendia,puxei a carteira já impaciente da mão dele com força abri-la rapidamente puxei aprimeira nota que apareceu era cem reais os olhos dele brilhou quando viu anota lhe entregue fechei a carteira e empurrei nas caixas do peito do José. Eentrei seguido pelo José que estava furioso. Você é doido? Como você entrega de mão aberta cem reais a aqueleusurpador? Ladrão mirim, pilantra kids. Porque não deu do seu? José não vai lhe fazer tanta falta assim aquele cem reais posso apostar. 54
  • 55.  É tão ricos assim? – Perguntou o Levi rindo Não, não somos. Não tem ninguém em casa só nós três. Estávamos na sala dois sofás e uma poltrona fazia com a televisão afrente um triangulo armado. Sente-se – convidou ele. Obrigado – respondemos. Como se chamam? E o que querem falar de tão importante? Meu nome é Gustavo e o dele é José mais todos me chamam de Júnior.Viemos aqui para falar dessa marca no seu dedo. Ele nos encarou. Vocês também? Eu tenho no dedo como você e ele na palma da mão é o único diferentede nós. Como nos existem sete eu você e mais cinco. Comecei a dizer tudo que sabia, fui interrompido pelo barulho de umcarro que parou em frente da casa alguém abriu o portão e atravessou agaragem até a porta, era um homem loiro, alto, olhos castanhos entrou na salavestia um paletó e uma calça social era advogado chamado Leandro Fontaineassim estava no crachá que estava preso na altura de seu peito no paletó. Este é o meu pai Leandro, pai este é o – Júnior e José. Olá garotos. Não quero interromper a conversas de vocês só voltei emcasa para buscar uns documentos que esqueci no quarto Ele subiu e desceu rapidamente com umas planinhas nas duas mãos sedespediu e saiu o moto do carro funcionava novamente deu a curva na rua semsaída e partiu. Você já fez algo que não conseguiu explicar? – perguntou José fascinado.– quero dizer mover ou controla coisas sem tocá-las, sonhar com coisas eacontecer destruir coisas sem tocá-las Não fiz nada disso, eu acho que consegui controla o fogo, pelo menos foio que parecia. Como? – perguntou José. Estava no quarto há alguns dias estava queimando uns papéis trabalhosde escola que não me servia mais alguns documentos sem serventia e jogava 55
  • 56. de segundo em segundo álcool para pode o fogo consumir mais rapidamente ospapéis, ai o telefone tocou aqui na sala, estava ansioso pelo telefonema era deuma pessoa especial, sair do quarto correndo para atender no quarto do meu paiera mais perto do que descer aqui para sala mais era engano pus o telefono nogancho novamente e voltei frustrado para o quarto terminar logo a incineraçãodaqueles papéis intermináveis, do corredor vinha um cheiro forte de queimadonão adiantei meu passos porque sabia que era dos papéis que já tinhaqueimado mais quando entrei no quarto minha cama estava pegando fogo,peguei um cobertor para tentar apagar o fogo mais já era tarde demais parapoder fazer alguma coisa. Corri para salvar meus desenhos em cima do guarda-roupa quando ergui minha mão para puxar a caixa de desenhos o fogo seguiu omeu movimento. Estendi minha mão para frente desejei que o fogo parasse foiincrível, muito incrível meu camarada fiz todo aquele fogo vira uma bola dotamanho de uma de futebol que foi diminuindo até desaparecer olhei para oespelho do guarda-roupa ao meu lado meu olho estava da cor de um vermelhoalaranjado que desapareceu em seguida. Não sentiu nada estranho antes de consegui controla? – perguntei. Algo estranho passava pelo meu corpo e depois senti cada lugar que ofogo consumia naquele quarto. Mais antes disso acontecer meu dedo estavaardendo muito. Ele controla o ar – apontou o José pra mim. E você José. Ainda não sei Como conseguiram me encontrar? O Júnior conseguiu, ele viu você e os outros quando estava sentindo dor. Quer dizer que no dia que sentimos dor você nos viu. Acho que fui eu que fiz vocês sentirem dor naquele dia, aquilo criou umaconexão comigo e pude encontra vocês. Entre na sua mente. Você entrou na minha mente? – perguntou Levi. É mais foi muito rápido descobri o mínimo sobre você e os outros. E o que descobriu sobre mim? 56
  • 57.  Que curtia esporte tinha cabelos lisos essa coisas e o lugar onde vocêmorava não muito bem a casa mais o vi na quadra onde estava no canto sentidoa dor que todos sentiram. Isso é muito impressionante. É – disse José. Temos que ir agora já vai anoitecer e disse a minha mãe que voltariaantes de anoitecer. Mais uma pergunta. Você sabe controla isso? Se você se refere ao que controlamos. Não, não sei só ocorreu uma vezna terça. José antes ligue para a Janne – pedi Quem é a Janne, ela também é uma de nós? – perguntou Levi. Não, ela é uma amiga, sabe sobre nós. Júnior o que pergunto a ela? Pergunta a ela se encontrou o Richard, e se o encontrou peça a ela pegaro telefone dela e marcar para sexta feira um encontro na minha casa a tardemanda da meu endereço a ele. Temos que ir agora Levi. – disse. Acompanho vocês até a porta. Levi você pode ir sexta na minha casa? – perguntei – tenho algo paramostra a vocês. Claro – disse ele – sexta estarei lá. Aqui está meu endereço e telefone. Até mais. Despedimos-nos do Levi, achamos um taxi rápido e fomos para casapassamos primeiro na casa do José e depois para minha casa. O José nãoestava para conversa desde que saímos à casa do Levi, mesmo minha casasendo mais perto vindo de Guarulhos tive que fazer o trajeto mais distante tinhaque pagar o taxi desta vez. José você está chateado por ter feito aquilo? – perguntei sério e fiquei emsilencio esperando uma resposta que não veio – amanhã passo na sua casa edeixo o dinheiro. Que isso Júnior. Não é o dinheiro. 57
  • 58.  Então o que é? – o motorista prestava atenção em nossa pequenadiscussão. É que você e o Levi fizeram aquilo e eu não consegui fazer nada. Ficamos em silencio por uns minutos prestava atenção no percurso queo taxi fazia e olhou novamente para mim. A Janne me falou que o Richard distorceu metais naquela boate quevimos no jornal que desabou. O Richard havia ficado preso com mais trezepessoas que não conseguiram sair a tempo ele usou as ligas metálicas parasegura o teto e depois distorceu todas aquelas ligas. Cheguei. Eu e a Janne vamos a sua casa amanhã. Tudo bem. Ele iria pagar o taxi mais eu o impedi. Não José, pode deixar que eu pago. Tudo bem – ele deu de ombros – até amanhã então. Dei as novas coordenadas ao taxista que seguiu para o endereço quefalei. Minha casa é aquela, senhor – apontei para uma casa de azulejosamarelos. Paguei entrei em casa as – paguei a ele e entrei era seis e três danoite. Olá mãe. Oi filho. Ela estava deitada no sofá branco com uma das mãos na testa, estavacansada. Tinha arrumado a sala e a cozinha a nossa geladeira estava no seudevido lugar e a outra tinha sumido. Suas caixas estão no corredor. Falou ela quando passei pela sala indo em direção a meu quarto,encontrei umas caixas do lado de fora do quarto, arrumei grande parte delas.Roupas, sandálias, jogos, coleções de cartões telefônicos. Achei o meu xadrez ecoloquei junto a outros jogos na gaveta da comanda. Só faltavam mais duascaixas que ficaram do lado da porta. Ah! – levei um susto era a Janne. – o que esta fazendo aqui à uma horadessas? 58
  • 59.  Não esquenta meus pais só ligam quando tenho aula no dia seguinte,como amanhã é domingo eles não vão brigar. Quer ajuda com essas duascaixas? Na verdade eu ia deixar essas dai para outro dia, quero saber do Richard. Acredito que o José tenha lhe contado. É ele falou alguma coisa. O olho dele também mudou de cor e ele sentiu as ligas metálicas eracomo existisse uma ligação com elas. Acho que todos você tem uma ligaçãocom os elementos que controlam. Disso tenho certeza Janne. Agora só falta falar com os outros quatros. É mais rápido se nosseparamos amanhã. Concordo. Vou ligar para o José. Puxei o celular no bolso digitei o numero do José e expliquei quando eleatendeu que nos separaríamos amanhã pouparíamos tempo se cada um fossefala com um dos escolhidos o mandei anotar o endereço do Ricardo que estavaem são Vicente a Janne iria ver o Christopher que ainda morava com a avó emSantos e eu iria falar com o Marcus e Osasco e o Bruno em Diadema, lembrei aele para pedi ao Ricardo para vim até minha casa sexta feira. Estou de saída Júnior, preciso ir agora. A levei a porta, ela cochichou algo no meu ouvido que entendi como suamãe pegou no sono, nos despedimos. Fui tomar banho e deitei com o celular dolado da cama. Amanheceu era oito da manhã em ponto quando o despertadordo celular tocou sair de casa em direção a Osasco. Toquei no endereço que viem um daqueles flashes na reserva, apertei o interfone e a voz de uma mulhersaiu do interfone que se identificou como secretaria disse que o Marcus tinhasaído e chegaria à noite entreguei meu telefone e pedi a ela que pedisse a elepara me telefona quando chegasse era muito importante e desliguei o interfoneantes que ela perguntasse o meu nome. Fui em direção a São José dos Campos também não encontrei em casaentreguei meu endereço e telefone a uma menina de olhos escuros, cabeloamarado, morena e identificou-se como Bruna irmã do Bruno. 59
  • 60.  Peça a ele que ligue para mim Bruna. Está bem, assim que chegar dou seu recado. Você não que mesmoesperá-lo, ele não vai demora. Não obrigado. Você tem o numero do celular dele? Ela confirmou com a cabeça. Passei o meu celular a ela e pedi que elasalvasse o numero do celular dele na agenda telefônica. Agradeci quando eladevolveu o celular nos despedimos e voltei para casa era três da tarde quandoentrei em casa, fui direto para cozinha mastigar algo meu estomago parecia umaorquestra, o meu celular começou a tocar puxei do bolso traseiro era o numerodo Bruno que a Irma dele havia gravado na agenda. Oi Bruno. – disse. Como sabe que sou eu? – perguntou Sua irmã me deu seu numero. O que quer comigo? Não muito, quero que venha até minha casa na sexta feira lhe dareiresposta sobre isso que está no seu dedo. Como sabe que tenho isso no dedo? Você faz muitas perguntas Bruno. Venha até minha casa sexta à tarde. Tudo bem. Desligamos o telefone e liguei para a Janne. Onde você está Indo para casa. – disse do outro lado da linha. – e você? Já estou em casa. Nenhum dos dois estava em casa deixei meu numeroe endereço. O Bruno acabou de telefonar. Perdi para Janne ligar para o José e virem para minha casa e desliguei ocelular. Estava na sala com um copo cheio de suco de manga e uma jarra debiscoito assistindo televisão quando tocaram a campainha. Era a Janne pude verdo sofá levantei para abri a porta e um carro parou na frente da casa era o Joséesperei até ele entrar. Querem suco e biscoito. – ofereci estava fazendo uma boquinha antes dechegarem. Queremos sim – disse Janne. Fui buscar a jarra de suco na geladeira e mais dois copos. 60
  • 61.  E ai como foram? – perguntei trazendo o suco e os copos. O Ricardo deixou a entender que não viria mais deixei seu endereço emeu celular com ele, não mim deu muita atenção. – disse José. O Christopher foi muito gentil ele me contou como aconteceu com ele. O que aconteceu? – perguntou José. Ele congelou uma piscina. Que incrível. O José mim encarou e perguntou se tinha acontecido algo a maiscomigo disse que não tinha conseguido fazer mais nada. Você acha que o Ricardo vem Júnior? – perguntou Janne. Acho que sim a curiosidade move a humanidade. – lembrei da fala domago. Júnior – falou a Janne – já vamos, amanhã é segunda e tem aula, e já lheexpliquei como funciona na minha casa. Amanhã nos vemos então. Estava muito cansado para me levantar do sofá e acompanhar eles aporta. Vocês conhecem o caminho da porta, estou muito cansado paraacompanha vocês. Não esquentar Júnior. – falou José – o final de semana foi cheio só isso. Então até amanhã. Até. Respondi-me aconcheguei melhor no sofá para poder tirar um cochiloe escutei a porta bater. Acordei com o barulho do celular que tocava olhei para o relógio pratano meu pulso era oito e quinze da noite puxei do meu bolso o celular, numerodesconhecido atendi sonolento. Do outro lado uma voz grossa se apresentou. Oi sou o Marcus, você veio até aqui hoje pela manhã e deixou o seutelefone com a Rúbia. Isso mesmo Marcus, eu sou o Júnior, fui até ai hoje à tarde para falarsobre isso que tem desenhado no dedo, não posso dar-lhe maiores informaçõesagora mais e quiser respostas venha até aqui na sexta feira. Está bem. Como é mesmo seu nome? Júnior, Marcus. 61
  • 62.  Estarei ai na sexta feira Júnior. Desligamos o telefone tentei pegar no sono novamente mais nãoconsegui, fui à cozinha peguei uma maça na geladeira e subi para o quarto pegauma roupa para pode toma um banho, escovei os dentes e desci para a salacom alguns cadernos e livro debaixo do braço sabia que não conseguiria dormi.Procurei alguma atividade não encontrei abri o caderno na última folha eaproveitei para desenhar alguns rostos gravados na minha memória, saiu o daJanne mudei a folha me concentrei no rosto do José sentado comigo no bancodo colégio no dia em que a Janne não havia tomado café, depois quando aJanne e o José estavam abraçados, o José segurando a mão que doía e suandofrio quando estávamos na reserva fechei o caderno debrucei novamente no sofáesperando o sono que pirraçava a chegar, desejei que a semana passasserápida. Adormeci e quando acordei ainda estava escuro subi para o quarto comos olhos fechados, bati meu nariz na parede com tanta força as minhaspálpebras doeram quando fiz esforço para abri-las e perceber que o narizsangrava, entrei no banheiro puxei um pedaço de papel higiênico e seguir para oquarto desejando que amanhecesse o mais rápido possível. A última semana domês estava passando tão rápida que já era quinta feira quando o José meencontrou aos berros me dizendo que haveria uma prova surpresa de historia enão havia sabia do assunto, havia dormido na última aula no dia em que fomos àreserva ele estava muito alterado e suava muito tentei acalmá-lo sem sucesso epara piora encontramos dois ex-amigos do José, que me encaram com raiva. Está tremendo José? Oi Jonas, Mustafá. Como vão vocês? Está com medo José? Só é uma prova. – falou Mustafá em som dedeboche. Cuidado para não suja as calças Senhor Bom Jesus – e saíram rindo. Como pode se mistura com eles José? – esperei uma resposta que nãoveio. – Vamos temos um teste. Meu pai vai fazer piadinho de mim se tirar uma nota ruim. Se ficar ai parado vai levar um zero. 62
  • 63.  Zero... – ele ficou vermelho – que tipo de amigo deseja que o outro se dêmal numa prova. Não foi isso que quis falar – tentei explicar mais era inútil. – deixar pra lá.Você vem? Ele não me obedeceu então virei e fui em direção a sala de aula já aalguns metros de distancia dele ele levantou cabisbaixo, quando chegamos àsala encontramos a professora levantando para aplicar a prova. Podemos entra professora? – perguntei Claro Júnior – disse a voz meiga da professora – ainda não comecei aentreguei as provas. – ela era baixa usava uma saia jeans até os joelhos, camisabranca de abotoaduras, sandálias rasteira, um óculos esporte, cabelos soltos,olhos castanhos. O que ele tem Júnior? – perguntou Janne. Ele foi pego de surpresa como nós sobre esse teste, e não sabe qual oassunto já que dormiu a última aula lembra. – expliquei. Ela me encarou depois olhou o rosto do José apavorado comoestivesse um plano para ajuda o José. Pode trocar de lugar comigo Luis? Ela perguntou a um menino que estava sentado atrás do José, o meninode cabelos grisalhos não recusou ao pedido meigo da Janne. A professora começou a entregar as provas e quando terminou deentregar as provas desejou boa sorte a todos. O silencio tomou conta da sala eem seguida ruídos do lápis aranhando o papel, tirei a atenção da minha provapara olhar a situação do José e a Janne estava aprontando alguma, ela jogou aborracha do lado da carteira onde o José estava que se abaixou para apanha aseu pedido, foi tempo suficiente para poder trocar as provas sem o José nemninguém da sala perceber. A Janne olhou envolta para certificar que ninguémhavia visto o que fazia mais todas as cabeças estavam baixas menos a minhaque se encontrava de olhos fixos nela paralisado, ela deu uma piscada rápida euma risadinha e virou-se novamente pegando a borracha que o José havia namão. Janne ariscara sua nota e uma bela expulsão para salva o José que foi oprimeiro a entregar a prova, terminei a prova logo em seguida entreguei-a e 63
  • 64. como era o último horário peguei minhas coisas e avistei o José no banco quefica do lado de fora da sala à Janne vinha logo atrás. Você trocou as provas não foi? – pergunto o José levantando quando viua Janne vindo atrás de mim – obrigada se você não fizesse aquilo estariaferrado. De nada. Agora vamos. Enfim era sexta feira o grande dia. Enfim o grande dia – falou José quando nos encontramos na entrada docolégio – não vejo a hora de encontra todos. Estou tão ansioso quanto você Ai pessoal preparados para hoje – a voz de Janne soou em minhascostas ela estava se aproximando comendo um de seus lanches matinais. Vai acabar engordando assim – disse José. Cale essa sua boca – vociferou Janne. Pus a mão no bolso enquanto eles discutiam tinha algo no meu bolsoque não me lembrava o que era, puxei o dispositivo branco e cinza era opendrive. José seu dispositivo que você esqueceu lá em cima Obrigado. Vá correndo para casa estarei lá logo que puder – falou Janne. Eu também – disse José – prepare a caixa e a pedra que achamos nareserva só vou troca à farda e corro para sua casa. Despedimos-nos a Janne seguiu com o José até ele vira na primeiraquadra e ela seguiu sozinha eu fui para o lado contrario deles, meu telefonetocou no caminho era minha mãe. Disse-me que não iria para casa almoçar,pois sairia com uns amigos do trabalho e que havia comida na geladeira e pediupara não me encher de besteiras, desliguei o telefone quando estava abrindo aporta de casa subir correndo para trocar a farda e tomar um banho desci fui atéa cozinha peguei uma pizza no freezer pus no micro-ondas e em poucos minutosestava pronta. Voltei para sala sentei no sofá pus o prato e o copo de suco em cima deuma mesa de centro de madeira que havia na sala mais antes da primeira 64
  • 65. mordida a campainha tocou era o José o vi através da porta de vidro fumê.Levantei para poder abri a porta. Oi Júnior. A Janne já chegou? Não, você é o primeiro. Quer pizza? Não obrigado. Agora onde está a caixa? Vou buscá-la Subir o mais rápido possível puxei a caixa de debaixo da minha camaabri a gaveta peguei a pedra no meio de minhas meias e voltei à sala a Jannehavia chegado e comido metade de minha pizza. Espero que não se importe Júnior. – disse ela levando mais um pedaço aboca. Fique a vontade – me sentei a seu lado para comer o resto da pizza queainda sobrara. Cadê sua mãe Júnior? – perguntou ela. Foi almoçar com uns colegas de trabalho. A campainha tocou era o Levi foi o primeiro a chegar, levantei parapoder abrir a porta. Olá Levi, entre. Os outros já chegaram? Ainda não você é o primeiro. Já dentro da casa apresentei ele a Janne a amiga de quem falei quandonos vimos e o José ele já conhecia. Eles se cumprimentaram, minutos depois dachegada do Levi o Richard e o Christopher chegaram quase ao mesmo temposeguidos por Bruno, Ricardo e o Marcus que foi o último. Esperei que todos seacomodassem para pode falar. Pedi que todos viessem hoje aqui por um motivo. – ergui minha mão emostrei-lhe o dedo – este. Disso já sabemos. – disse o Richard e os outros concordaram. Peguei a caixa do lado do sofá e pus em cima da mesa de centro. Este é o principal motivo de estamos aqui. Uma caixa? – o Bruno agora falou confuso. É uma caixa. Mais não é uma caixa comum Bruno está vendo osdesenhos em cima – pus o dedo polegar em cima da caixa – este é o principal 65
  • 66. motivo de estarem aqui. Os desenhos que estão nos nossos dedos são comouma chave digital. Você quer que coloquemos nossos dedos ai? – Richard perguntou. Sim – respondi. Você nos trouxe aqui para colocarmos nossos dedos em uma caixa –vociferou ele – você disse que tinha respostas para essa droga nos nossosdedos. E tenho Richard. Você sabe que pode fazer coisas estranhas todos aquifizemos coisas estranhas no decorrer dessas semanas. Olha não vai mata tentando, não vim de longe para nada. – disseChristopher retirando os óculos. Ele tem razão Richard se for mentira iremos embora e nunca maisprecisaremos vê-lo novamente – disse Marcus calmamente. Não vai arrancar pedaço. – disse Levi. Vamos acabar logo com isso então – disse Richard se aproximando e osdemais o seguia. Então o que fazemos? – perguntou o Bruno que estava em silencio desdeque chegou. Coloque os seus dedos em cima de sés respectivos desenhos. – disse. Precisamos nos espremer para que pudesse colocar o dedo a Jannetentava ver o que acontecia como dava estava em pé em cima do sofá. Nomesmo instante a as linhas traçadas da caixa foram se movendo e encostandouma na outra me afastei para observar melhor os rostos deles que estavam toperplexos quanto o meu. Os sete círculos em cima da caixa foram desparecendoe formando uma bola e sete triângulos em volta do circulo era igual ao desenhona palma da mão do José que estava observando tudo com a Janne. José é sua vez. Ele aproximou-se bastante colocou a mão no desenho em cima da caixaque começou a mexe novamente as linhas que se juntaram em círculos estavamescorrendo para parte de baixo da caixa assim como os sete triângulos em suavolta. 66
  • 67. Continua...**Todos Direitos reservados T&C 67

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