Teoria Do Desenvolvimento Humano Uniube

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  • 1. ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO JEAN PIAGET VYGOTSKY
  • 2.
    • Vários fatores indissociados e em constante interação afetam todos os aspectos do desenvolvimento humano, são eles:
    • Hereditariedade:
    •   A carga genética estabelece o potencial do indivíduo, que pode ou não se desenvolver.
    FATORES QUE INFLUENCIAM O DESENVOLVIMENTO HUMANO
  • 3.
    • Crescimento orgânico:
    • Refere-se ao aspecto físico.
    •   Maturação neurofisiológica:
    • É o que torna possível determinado padrão de comportamento.
    • Meio:
    • O conjunto de influências e estimulações ambientais altera os padrões de comportamento do indivíduo.
  • 4. ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
    • O desenvolvimento humano deve ser entendido como uma globalidade, mas para efeito de estudo, tem sido abordado a partir de quatro aspectos básicos (todos os aspectos se relacionam permanentemente):
  • 5.
    • Aspecto físico-motor : refere-se ao crescimento orgânico, à maturação neurofisiológica, à capacidade de manipulação de objetos e de exercício do próprio corpo. EX: a criança leva a chupeta à boca ou consegue tomar a mamadeira sozinha, por volta dos 7 meses, porque já coordena os movimentos das mãos.
    • Aspecto intelectual: é a capacidade de pensamento, raciocínio.
    • EX: a criança de 2 anos que usa um cabo de vassoura para puxar um brinquedo que está embaixo de um móvel.
  • 6.
    • Aspecto afetivo-emocional: é o modo particular de o indivíduo integrar suas experiências. É o sentir. A sexualidade faz parte desse aspecto.
    • EX: a vergonha em algumas situações, o medo em outras, a alegria de rever um amigo.
    • Aspecto Social: é a maneira como o indivíduo reage diante das situações que envolvem outras pessoas.
    • Ex: em um grupo de crianças no parque, é possível observar algumas que espontaneamente buscam outras para brincar, e algumas que permanecem sozinhas.
  • 7.
    • Piaget acredita que o desenvolvimento humano se faz através de estágios, que se sucedem na mesma ordem em todos os indivíduos.
    • E todas as pessoas, desde que tenham um desenvolvimento normal, passam por estas fases, na mesma ordem, embora possam variar as idades.
    • Os principais períodos do desenvolvimento humano, segundo Piaget são:
    • Sensório-motor (0 – 2 anos);
    • Pré-operatório ( 2 – 7 anos);
    • Operações Concretas ( 7 a 11 ou 12 anos);
    • Operações Formais (11 ou 12 anos em diante
  • 8.
    • Período sensório-motor - 0 a 2 anos
    • Esse período diz respeito ao desenvolvimento do recém-nascido e do lactente.
    • É a fase em que predomina o desenvolvimento das percepções e dos movimentos.
    • A criança nesse período aprende a andar e a tomar alimentos sólidos.
    • Aprende a falar e a controlar o processo de eliminação de produtos excretórios.
  • 9.
    • Aprende a diferença básica entre os sexos e alcança estabilidade fisiológica.
    • Forma conceitos sobre a realidade física e social, aprende as formas básicas do relacionamento emocional e adquiri as bases de um sistema de valores.
    • Nesse período acontece a aquisição da linguagem articulada, cujo processo se completará no período pré-operacional; o desenvolvimento emocional, através do qual o indivíduo deixa de funcionar em nível puramente biológico e passa ao processo de socialização dos seus próprios atributos fisiológicos e a aquisição do senso moral, que permite ao indivíduo a formulação de um sistema de valores.
  • 10.
    • Período pré-operatório - 2 a 7 anos
    • Corresponde ao período pré-escolar, considerado a idade áurea da vida, pois é nesse período que o organismo se torna estruturalmente capacitado para o exercício de atividades psicológicas mais complexas, como o uso da linguagem articulada.
    • De acordo com Piaget, o período pré-operacional é dividido em dois estágios: de dois a quatro anos de idade (período simbólico), em que a criança se caracteriza pelo pensamento egocêntrico, e dos quatro aos sete anos (período intuitivo), em que ela se caracteriza pelo pensamento intuitivo.
  • 11.
    • A criança deste estágio:
    • É egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro.
    • Não aceita a idéia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é fase dos "por quês").
    • Já pode agir por simulação, "como se".
    • Possui percepção global sem discriminar detalhes.
    • Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos.
  • 12.
    • Período das Operações Concretas - 8 a 11 anos
    • É a fase escolar. Nesta fase da vida, o crescimento físico é mais lento do que em fases anteriores, as diferenças resultantes do fator sexo começam a se acentuar mais nitidamente.
    • Neste estágio a criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, sendo então capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade.
    • Apesar de não se limitar mais a uma representação imediata, depende do mundo concreto para abstrair.
  • 13.
    • Um aspecto importante neste estágio refere-se ao aparecimento da capacidade da criança de interiorizar as ações, ou seja, ela começa a realizar operações mentalmente e não mais apenas através de ações físicas típicas da inteligência sensório-motora.
    • EX: (se lhe perguntarem, por exemplo, qual é a vareta maior, entre várias, ela será capaz de responder acertadamente comparando-as mediante a ação mental, ou seja, sem precisar medi-las usando a ação física).
  • 14.
    • Período das Operações Formais
    • (12 anos em diante)
    • Nesta fase a criança, ampliando as capacidades conquistadas na fase anterior, já consegue raciocinar sobre hipóteses na medida em que ela é capaz de formar esquemas conceituais abstratos e através deles executar operações mentais dentro de princípios da lógica formal.
    • Com isso, a criança adquire "capacidade de criticar os sistemas sociais e propor novos códigos de conduta: discute valores morais de seus pais e constrói os seus próprios (adquirindo, portanto, autonomia)".
  • 15.
    • De acordo com a tese piagetiana, ao atingir esta fase, o indivíduo adquire a sua forma final de equilíbrio , ou seja, ele consegue alcançar o padrão intelectual que persistirá durante a idade adulta.
    • Isso não quer dizer que ocorra uma estagnação das funções cognitivas, a partir do ápice adquirido na adolescência, esta será a forma predominante de raciocínio utilizada pelo adulto.
    • Seu desenvolvimento posterior consistirá numa ampliação de conhecimentos tanto em extensão como em profundidade, mas não na aquisição de novos modos de funcionamento mental.
  • 16. VYGOTSKY Enfoque interacionista do desenvolvimento humano.
    • Vygotsky (professor russo, socio-interacionista) que percebia o homem como um ser ativo, cidadão, com possibilidade de ser, conseqüência dessas relações advindas de fora (meio) para dentro (eu).
    • O desenvolvimento infantil é visto a partir de três aspectos:
    • Instrumental;
    • Cultural;
    • Histórico.
  • 17.
    • 1- Aspecto instrumental: respondemos aos estímulos apresentados nos ambientes, como também alteramos e usamos suas modificações como instrumento de nosso comportamento. EX:(amarrar laço no dedo: lembrar algo importante).
    • 2 - Aspecto Cultural: envolve os meios socialmente estruturados pelos quais a sociedade organiza os tipos de tarefa que a criança em crescimento enfrenta, e os tipos de instrumento, tanto mentais como físicos, de que a criança pequena dispõe para dominar aquelas tarefas, um dos instrumentos criados pela humanidade foi a linguagem, (por isso sua ênfase na linguagem e sua relação com o pensamento).
    • 3 - Aspecto Histórico : funde-se com o cultural pois os instrumentos que o homem usa, para dominar seu ambiente e seu próprio comportamento, foram criados e modificados ao longo da história social da civilização.
  • 18.
    • PIAGET E VYGOTSKY - Diferenças e semelhanças  
    • É possível afirmar que tanto Piaget como Vygotsky concebem a criança como um ser ativo, atento, que constantemente cria hipóteses sobre o seu ambiente.
    • Há, no entanto, algumas diferenças na maneira de conceber o processo de desenvolvimento. :
    • A) QUANTO AO PAPEL DOS FATORES INTERNOS E EXTERNOS NO DESENVOLVIMENTO.
    • Piaget privilegia a maturação biológica; Vygotsky, o ambiente histórico-social, no entanto não fala e nem despreza a maturação.
    • B) QUANTO À CONSTRUÇÃO REAL.
    • Piaget acredita que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com o estágio de desenvolvimento em que esta se encontra; Vygotsky discorda de que a construção do conhecimento proceda do individual para o social, os adultos são modelos para as crianças.
  • 19.
    • C) QUANTO AO PAPEL DA APRENDIZAGEM.
    • Piaget acredita que a aprendizagem subordina-se ao desenvolvimento e tem pouco impacto sobre ele. Com isso, ele minimiza o papel da interação social. Vygotsky, ao contrário, postula que desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam reciprocamente, de modo que, quanto mais aprendizagem, mais desenvolvimento.
    • D) QUANTO AO PAPEL DA LINGUAGEM NO DESENVOLVIMENTO E Á RELAÇÃO ENTRE LINGUAGEM E PENSAMENTO.
    • Segundo Piaget, o pensamento aparece antes da linguagem, que apenas é uma das suas formas de expressão.
    • Já para Vygotsky, pensamento e linguagem são processos interdependentes, desde o início da vida. A aquisição da linguagem pela criança modifica suas funções mentais superiores: ela dá uma forma definida ao pensamento, possibilita o aparecimento da imaginação, o uso da memória e o planejamento da ação. Neste sentido, a linguagem, diferentemente daquilo que Piaget postula, sistematiza a experiência direta das crianças e por isso adquire uma função central no desenvolvimento cognitivo, reorganizando os processos que nele estão em andamento.
  • 20.
    • ALUNAS:
    • Eliane Aparecida de Almeida
    • Hendre Heveline de Oliveira
    • Karina Aparecida Martins
    • Renata Luciana Prado França
    • Simone Angélica de Paula
    • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
    • BOCK, Ana Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo da psicologia. 13 ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
    • OLIVEIRA, Marta Khol de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um processo sócio histórico. São Paulo: Scipione, 1997. (Pensamento e Ação no magistério)