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A CONTEMPORANEIDADE E A POESIA CONCRETA Profa. Lucilene Fonseca
O início <ul><li>A cultura brasileira nos anos 50 e 60 acompanhou o ritmo das mudanças que estavam ocorrendo na política e...
<ul><li>O que chamamos de produções contemporâneas são obras e movimentos surgidos em décadas que refletem um momento hist...
Um movimento: Concretismo <ul><li>A literatura brasileira, por meio de alguns de seus escritores, “lançou” as poesias conc...
Grupo Noigrantes <ul><li>Das atividades e experimentos do grupo Noigandres emergiria, entre 1953 e 1956, esse movimento, c...
<ul><li>O Concretismo provavelmente foi, da década de 1950 até os nossos dias, a principal corrente de vanguarda em nossa ...
A Poesia Concreta <ul><li>Foi o primeiro movimento internacional que teve, na sua criação, a participação direta, original...
de sol a sol soldado de sal a sal salgado de sova a sova sovado de suco a suco sugado de sono a sono sonado sangrado de sa...
&quot;pós-tudo&quot; - Augusto de Campos
<ul><li>Uma poesia inquieta, anárquica, que se aproxima da comunicação visual e explora a palavra em várias dimensões. </l...
Poesia Concreta  x  Arte Concreta <ul><li>beba coca cola    babe         cola    beba coca    babe cola caco    caco    co...
Considerações finais <ul><li>Mesmo depois que o período da poesia concreta havia passado como uma corrente definida da ten...
<ul><li>“ Pode-se dizer que hoje não há uma arte, não há a poesia, mas há artes, há poesias. Cada arte se fragmenta em tan...
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Literatura Brasileira Contemporaneidade4752

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  1. 1. A CONTEMPORANEIDADE E A POESIA CONCRETA Profa. Lucilene Fonseca
  2. 2. O início <ul><li>A cultura brasileira nos anos 50 e 60 acompanhou o ritmo das mudanças que estavam ocorrendo na política e na economia, novas idéias surgiam com o Teatro de Arena, a Bossa Nova, os festivais de música transmitidos pela televisão e as vanguardas concretas nas artes plásticas e na poesia. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O que chamamos de produções contemporâneas são obras e movimentos surgidos em décadas que refletem um momento histórico caracterizado inicialmente pelo autoritarismo, por uma rígida censura e enraizada autocensura só amenizados a partir de meados da década de 80, quando se verificou uma progressiva normalização da vida democrática no país. As diversas condições desse período não mergulharam o país numa calmaria cultural. Pelo contrário, assistimos a uma produção cultural bastante intensa em todos os setores. Na poesia, duas constantes: uma cada vez mais apurada reflexão sobre a realidade e a busca de novas formas de expressão. </li></ul>
  4. 4. Um movimento: Concretismo <ul><li>A literatura brasileira, por meio de alguns de seus escritores, “lançou” as poesias concretas. Um movimento chamado Concretismo, iniciado em 1956, que teve a liderança de três poetas paulistas: Décio Pignatari e os irmãos Augusto e Haroldo de Campos. Como porta-voz de suas idéias, o grupo criou a revista Noigandres. </li></ul>
  5. 5. Grupo Noigrantes <ul><li>Das atividades e experimentos do grupo Noigandres emergiria, entre 1953 e 1956, esse movimento, cujo lançamento público iria ocorrer na &quot;Exposição Nacional de Arte Concreta&quot; (São Paulo, dezembro de 1956; Rio de Janeiro, fevereiro de 1957), na qual tomaram parte poetas e artistas plásticos de São Paulo e do Rio de Janeiro. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>O Concretismo provavelmente foi, da década de 1950 até os nossos dias, a principal corrente de vanguarda em nossa literatura, em virtude da influência que exerceu, e ainda exerce hoje, sobre sucessivos grupos de poetas, artistas plásticos e músicos. Um movimento de vanguarda, que, após a explosão modernista de 1922, foi o que trouxe à literatura brasileira o maior impulso no sentido de uma renovação estilística. </li></ul>
  7. 7. A Poesia Concreta <ul><li>Foi o primeiro movimento internacional que teve, na sua criação, a participação direta, original, de poetas brasileiros. </li></ul><ul><li>Os poetas concretos, baseados na ruptura com o verso e na exploração de recursos &quot;verbivocovisuais&quot;, criaram trabalhos de natureza icônica, nos quais o poema tende a ser uma representação objetiva da própria coisa de que trata. Partindo da assertiva de que o verso tradicional já havia encerrado seu ciclo histórico, a poesia concreta propõe o poema-objeto, em que se utilizam múltiplos recursos: o acústico, o visual, a carga semântica, o espaço tipográfico e a disposição geométrica dos vocábulos na página. Trata-se do aproveitamento dos espaços em branco e dos recursos gráficos na folha de papel, a sonoridade das palavras, as relações entre significado e significante. </li></ul>
  8. 8. de sol a sol soldado de sal a sal salgado de sova a sova sovado de suco a suco sugado de sono a sono sonado sangrado de sangue a sangue (Haroldo de Campos. In: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1999. p. 479.) “ Neste poema, é possível ver o início da desconstrução das regras formais da versificação. Nas relações internas feitas pela colocação das palavras é que as idéias são formadas. A aproximação entre sol, sal, sova, suco, sono e sangue cria uma cadeia interna ao poema, o que acaba construindo as rimas e a lógica dele. Da mesma forma, a derivação dessas palavras cria seus contrapontos”. (Valenza, A)
  9. 9. &quot;pós-tudo&quot; - Augusto de Campos
  10. 10. <ul><li>Uma poesia inquieta, anárquica, que se aproxima da comunicação visual e explora a palavra em várias dimensões. </li></ul><ul><li>Um dos traços mais importantes da poesia concreta é aquele que procura mexer com o leitor, exigindo dele uma participação ativa, uma vez que permite uma leitura múltipla. </li></ul>
  11. 11. Poesia Concreta x Arte Concreta <ul><li>beba coca cola   babe         cola   beba coca   babe cola caco   caco   cola            c l o a c a   </li></ul><ul><li>&quot;beba coca cola&quot; </li></ul><ul><li>(1957), Décio Pignatari   </li></ul>  Lygia Clark, Plano  superfícies moduladas n.3.
  12. 12. Considerações finais <ul><li>Mesmo depois que o período da poesia concreta havia passado como uma corrente definida da tendência artística brasileira, os integrantes originais desse movimento não pararam de produzir. Sempre envolvidos em debates, discussões e críticas, continuaram marcando os rumos da arte e do pensamento estético, nacional e internacionalmente. O texto poético deixou de ser uma mera interpretação da realidade e passou a constituir sua própria realidade. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>“ Pode-se dizer que hoje não há uma arte, não há a poesia, mas há artes, há poesias. Cada arte se fragmenta em tantas artes quantos foram os artistas capazes de fundar um tipo de expressão original.” João Cabral de Melo Neto </li></ul>
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