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  • 1. aprender mais LÍNGUA PORTUGUESA W
  • 2. APRESENTAÇÃO A Secretaria de Educação, ao assumir o compromisso de assegurar a todos(as) os(as)estudantes o direito à educação pública de qualidade social, vem desenvolvendo um conjuntode ações com vistas à melhoria da qualidade do ensino na rede pública, de forma a garantir oacesso, a permanência e a terminalidade nos diversos níveis e modalidades de ensino aos queneles ingressem, com resultados bem sucedidos. Nessa direção, uma das prioridades da Secretaria de Educação de Pernambuco éoferecer aos(as) estudantes novas oportunidades de ensino e aprendizagens para os queencontram dificuldades nesse processo. É com essa compreensão que essa Secretaria elaborou o PROJETO APRENDER MAIS,em consonância com a LDB – 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, queestabelece como dever do Estado garantir padrões mínimos de qualidade do ensino e aobrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência Accioly Campos Eduardo Henrique paralelos ao período letivo, paracasos de baixo rendimento escolar, como política educacional. DE PERNAMBUCO GOVERNADOR DO ESTADO O PROJETO APRENDER MAIS visa atender aos (as) estudantes da 4ª série/5º ano, 8ªsérie/9º ano do Ensino Fundamental e do 3º Danilo Jorge de Barros Cabral ano do Ensino Médio das escolas estaduais queapresentam defasagem e/ou dificuldades de aprendizagens em DO ESTADO aos conteúdos SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO relaçãoministrados e prescritos no currículo escolar. Serão desenvolvidas ações de reensino, emhorários regulares e em horários complementares, Mota Silveira Filho Nilton da de forma concomitante aos estudosrealizados no cotidiano da escola. CHEFE DE GABINETE Este Caderno contém um conjunto de ORIENTAÇÕES TEÓRICO METODOLÓGICAS Margareth Costa Zaponivisando contribuir com as práticas de docência, com foco nos descritores/conteúdos SECRETÁRIA EXECUTIVA DE GESTÃO DE REDEcurriculares estabelecidos pela Secretaria de Educação. É importante que você professor (a), ao identificar as dificuldades e possibilidades dos Aída Maria Monteiro da Silvaestudantes, organize as atividades pedagógicas desenvolvendo dinâmicas de sala de aula que SECRETÁRIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃOpossibilitem ao (a) estudante construir o seu próprio conhecimento. A problematização desituações didáticas que estimulem a compreensão, interpretação, análise e síntese das novas Zélia Granja Portoaprendizagens, priorizando as diferentes linguagens devem ser desenvolvidas com dinâmicasdiversificadas, utilizando materiaisDE POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL GERENTE existentes na escola – jogos didáticos, revista, livros, DVD eCD, entre outros. Rosinete Salviano Considerando a complexidade desse processo, sabemos que os resultados em um grupo CHEFE DE UNIDADEde estudantes não são homogêneos. Essa realidade requer trabalhos e atendimentospedagógicos específicos aos que apresentam dificuldades, Galvão Valença Maria Epifânia de França de modo a possibilitar oaperfeiçoamento do desempenhoGERENTE DEHá estudantes que necessitam de mais tempo ou de escolar. AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DE POLÍTICAS EDUCACIONAISoutras formas e metodologia para aprender. Wanda Maria Braga Cardoso A Escola tem o papel social de promover todas as formas de ensino para que o (a)estudante desenvolva aprendizagem bem sucedidas, e você professorDE ENSINO ELABORAÇÃO - EQUIPE TÉCNICA (a) desempenha papelprimordial como mediador no processo de construção do conhecimento junto ao estudante. É importante envolver a família do (a) estudante nesse processo uma vez que a educação é tarefa de todos. Bom trabalho! DANILO CABRAL Secretário de Educação do Estado
  • 3. APRESENTAÇÃO A Secretaria de Educação, ao assumir o compromisso de assegurar a todos(as) os(as) estudantes o direito à educação pública de qualidade social, vem desenvolvendo um conjunto de ações com vistas à melhoria da qualidade do ensino na rede pública, de forma a garantir o acesso, a permanência e a terminalidade nos diversos níveis e modalidades de ensino aos que neles ingressem, com resultados bem sucedidos. Nessa direção, uma das prioridades da Secretaria de Educação de Pernambuco é oferecer aos(as) estudantes novas oportunidades de ensino e aprendizagens para os que encontram dificuldades nesse processo. É com essa compreensão que essa Secretaria elaborou o PROJETO APRENDER MAIS, em consonância com a LDB – 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que estabelece como dever do Estado garantir padrões mínimos de qualidade do ensino e aCampos obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, paraEduardo Henrique Accioly casos de baixo rendimento escolar, como política educacional.GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO O PROJETO APRENDER MAIS visa atender aos (as) estudantes da 4ª série/5º ano, 8ªDanilo Jorge de Barros Cabral do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio das escolas estaduais que série/9º ano apresentam defasagem e/ou dificuldades de aprendizagens em relação aos conteúdosSECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO ministrados e prescritos no currículo escolar. Serão desenvolvidas ações de reensino, emNilton da Mota Silveira Filho regulares e em horários complementares, de forma concomitante aos estudos horáriosCHEFE DE GABINETE realizados no cotidiano da escola. Este Caderno contém um conjunto de ORIENTAÇÕES TEÓRICO METODOLÓGICASMargareth Costa Zaponi visando contribuir com as práticas de docência, com foco nos descritores/conteúdosSECRETÁRIA EXECUTIVA DE GESTÃO DE REDE curriculares estabelecidos pela Secretaria de Educação.Aída Maria Monteiro da Silvaimportante que você professor (a), ao identificar as dificuldades e possibilidades dos É estudantes, organize as atividades pedagógicas desenvolvendo dinâmicas de sala de aula queSECRETÁRIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO possibilitem ao (a) estudante construir o seu próprio conhecimento. A problematização de situações didáticas que estimulem a compreensão, interpretação, análise e síntese das novasZélia Granja Porto aprendizagens, priorizando as diferentes linguagens devem ser desenvolvidas com dinâmicas diversificadas, utilizando materiais existentes na escola – jogos didáticos, revista, livros, DVD eGERENTE DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL CD, entre outros.Rosinete SalvianoCHEFE DE UNIDADE Considerando a complexidade desse processo, sabemos que os resultados em um grupo de estudantes não são homogêneos. Essa realidade requer trabalhos e atendimentos pedagógicos específicos aos que apresentam dificuldades, de modo a possibilitar oMaria Epifânia de França Galvão Valença aperfeiçoamento do desempenho escolar. Há estudantes que necessitam de mais tempo ou deGERENTE DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS outras formas e metodologia para aprender.Wanda Maria Braga Cardoso Escola tem o papel social de promover todas as formas de ensino para que o (a) A estudante desenvolva aprendizagem bem sucedidas, e você professor (a) desempenha papelELABORAÇÃO - EQUIPE TÉCNICA DE ENSINO primordial como mediador no processo de construção do conhecimento junto ao estudante. É importante envolver a família do (a) estudante nesse processo uma vez que a educação é tarefa de todos. Bom trabalho! DANILO CABRAL Secretário de Educação do Estado
  • 4. LÍNGUA PORTUGUESA | PROJETO APRENDER MAIS ORIENTAÇÕE S Este caderno reúne um conjunto de atividades pedagógicas da área de conhecimento deLíngua Portuguesa com o objetivo de serem aplicadas em sequências didáticas para o ensinode conteúdos curriculares em que os alunos apresentem necessidades e dificuldades emconceitos que não foram consolidados a partir de diagnóstico das necessidades dos seusalunos e alunas. O trabalho com sequências didáticas permite a elaboração de contextos de produção deuso da linguagem de forma mais próxima da realidade, por meio de atividades e exercíciosmúltiplos e variados com a finalidade de ajudar o aluno a consolidar melhor um determinadogênero textual, uma regra ortográfica, compreensão de leitura, noções, técnicas e instrumentosque desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações decomunicação. Uma sequência didática é um conjunto de atividades escolares organizadas demaneira sistemática, em torno de um determinado conteúdo. Ela também serve para daracesso aos alunos a práticas de linguagens novas ou de difícil apreensão. Por exemplo, oprofessor poderá organizar módulos, constituídos por várias atividades ou exercícios,utilizando, assim, instrumentos necessários para esse domínio de maneira sistemática eaprofundada. O professor poderá solicitar aos alunos uma produção final, pode por em práticaos conhecimentos adquiridos nas oportunidades de reensino e aferir os progressos alcançadospor alunos e alunas. Esta produção final poderá servir, também, para uma avaliação do tiposomativo, que incidirá sobre os aspectos trabalhados durante a sequência. Dessa forma, as sequências didáticas devem esclarecer quais são os elementos própriosda situação de comunicação em questão, levar o aluno a ter contato com os mais variadosgêneros textuais e exercitá-los no domínio discursivo de suas particularidades. As etapas dasequência didática estão assim representadas: 1. Apresentação da proposta de trabalho com um gênero textual, sempre associada a questões de interesses do aluno;2. Partir dos conhecimentos prévios dos alunos;3. Estabelecer contato inicial com o gênero textual em estudo;4. Ampliação do repertório, com leitura e análise de vários textos do gênero escolhido; 5. Propor a escrita de um texto no gênero, como forma de diagnosticar o que os alunos sabem sobre ele e o que precisa ainda ser aprendido; 6. Organização e sistematização do conhecimento: estudo detalhado doselementos constitutivos do gênero, suas situações de produção ecirculação; 7. Produção de um texto coletivo, tendo o professor como mediador, para tornar o gênero e seus elementos um conteúdo partilhado pela classe; 8. Produção individual de um texto o mais próximo possível do gênero estudado; 9. Revisão e reescrita do texto individual, respeitando elementos do gênero, coesão e coerência a correção ortográfica e gramatical. 03
  • 5. LÍNGUA PORTUGUESA | PROJETO APRENDER MAISORIENTAÇÕES Este caderno reúne um conjunto de atividades pedagógicas da área de conhecimento deLíngua Portuguesa com o objetivo de serem aplicadas em sequências didáticas para o ensinode conteúdos curriculares em que os alunos apresentem necessidades e dificuldades emconceitos que não foram consolidados a partir de diagnóstico das necessidades dos seusalunos e alunas. O trabalho com sequências didáticas permite a elaboração de contextos de produção deuso da linguagem de forma mais próxima da realidade, por meio de atividades e exercíciosmúltiplos e variados com a finalidade de ajudar o aluno a consolidar melhor um determinadogênero textual, uma regra ortográfica, compreensão de leitura, noções, técnicas e instrumentosque desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações decomunicação. Uma sequência didática é um conjunto de atividades escolares organizadas demaneira sistemática, em torno de um determinado conteúdo. Ela também serve para daracesso aos alunos a práticas de linguagens novas ou de difícil apreensão. Por exemplo, oprofessor poderá organizar módulos, constituídos por várias atividades ou exercícios,utilizando, assim, instrumentos necessários para esse domínio de maneira sistemática eaprofundada. O professor poderá solicitar aos alunos uma produção final, pode por em práticaos conhecimentos adquiridos nas oportunidades de reensino e aferir os progressos alcançadospor alunos e alunas. Esta produção final poderá servir, também, para uma avaliação do tiposomativo, que incidirá sobre os aspectos trabalhados durante a sequência. Dessa forma, as sequências didáticas devem esclarecer quais são os elementos própriosda situação de comunicação em questão, levar o aluno a ter contato com os mais variadosgêneros textuais e exercitá-los no domínio discursivo de suas particularidades. As etapas dasequência didática estão assim representadas: 1. Apresentação da proposta de trabalho com um gênero textual, sempre associada a questões de interesses do aluno; 2. Partir dos conhecimentos prévios dos alunos; 3. Estabelecer contato inicial com o gênero textual em estudo; 4. Ampliação do repertório, com leitura e análise de vários textos do gênero escolhido; 5. Propor a escrita de um texto no gênero, como forma de diagnosticar o que os alunos sabem sobre ele e o que precisa ainda ser aprendido; 6. Organização e sistematização do conhecimento: estudo detalhado dos elementos constitutivos do gênero, suas situações de produção e circulação; 7. Produção de um texto coletivo, tendo o professor como mediador, para tornar o gênero e seus elementos um conteúdo partilhado pela classe; 8. Produção individual de um texto o mais próximo possível do gênero estudado; 9. Revisão e reescrita do texto individual, respeitando elementos do gênero, coesão e coerência a correção ortográfica e gramatical. 03
  • 6. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Por fim, ao usar uma sequência didática, algumas questõesespaço privilegiado para desenvolver um É dentro dessa perspectiva que se garante um devem ser formuladas:trabalho com os gêneros textuais, manifestações das práticas discursivas que se estabeleceramno decorrer dos anos,Qual o gênero determinados propósitos comunicativos, e que continuam para cumprir será abordado?em mudança. Em todos os âmbitos de atuação do que humano, desde as relações pessoais até o Quais as regras ortográficas ser determinados alunos não compreenderam?universo artístico, jurídico,osescolar e alunas gêneros que preenchem determinadas funções O que alunos etc., há respondem sobre esse conteúdo?sociais, como: o bilhete, oforma assumirá a produção? Gravação? Uma peça de teatro? Que poema, a lei, o e-mail, o requerimento, a fábula, a piada, a históriaem quadrinhos, o blog, o participará, todos os alunos? Em grupos? notícia, a reportagem, a Quem conto, o diário, o debate, a receita, aentrevista, o resumo, a biografia, o seminário, a peça de teatro, a letra de música etc. Cadagênero tem características e especificidades próprias, modos específicos de produção,circulação e recepção, além de exemplo, o livro texto daparticulares. Curricular Comum), a qual se encontra Veja, por implicações ideológicas BCC (Base organizada a partir de eixos teórico-metodológicos da língua, devendo servir como referencial à avaliação do desempenho dos forma, torna-se necessário trazerpelo Sistema de Avaliação Dessa alunos, atualmente conduzida para a sala de aula as múltiplas práticas de Educacional do Estado de Pernambuco (SAEPE), que apresenta, através da Matriz delinguagem, materializadas nos gêneros textuais, através de situações de ensino eaprendizagem desafiadoras.descritores, conforme explicitado no quadro a seguir. da sala de Referência, os Contudo, apenas trazer gêneros variados para dentro Após a leitura, consulte asaula não garante a construção e a ampliação de capacidade de quais são concebidas como referenciais OTMs - Orientações Teórica Metodológicas, as leitura, escrita, oralidade eanálise da língua. Ao seremdas práticas outras esferasLíngua Portuguesa. Elas estão disponíveis no site da estruturadores levados de de ensino da para o ambiente escolar, os gêneros sãotratados conforme os objetivos da escola, relativos Consulte também os materiais pedagógicos e atividades Secretaria, www.educacao.pe.gov.br . ao ensino e aprendizagem. Por exemplo, aolermos um poema fora da disponíveis no site do MEC, www.mec.gov.br .de leitura, o que é do GESTAR II, escola, não temos de responder a questõesbastante comum quando se lê um poema em sala de aula. A escolarização não é um problemaem si, pois é função da escola tratar os gêneros segundo as necessidades de ensino eaprendizagem dos alunos. No entanto, deve-se ter o cuidado de, na escolarização dos gêneros,procurar não artificializar as práticas de leitura/escuta e produção, sem perder de vista o que énecessário aprender. Nesse contexto, consideramos de suma importância levar os alunos a refletirem sobrecomo se constituem esses gêneros, partindo dos aspectos mais amplos, como, por exemplo, ocontexto em que são produzidas as notícias, os critérios para considerar determinados fatospassíveis de serem noticiados, até aspectos mais pontuais, como o uso do tempo presente nostítulos das notícias, para dá a impressão de se tratar de acontecimentos recentes. Refletindo sobre como e por que razão um determinado gênero é produzido, o alunoestará mais habilitado a lê-lo de forma crítica e a produzi-lo de forma mais adequada, quandofor solicitado. É nesse âmbito que se integram as práticas pedagógicas de compreensão(leitura/escuta), análise lingüística e produção (escrita/oral), conforme vêm apontandopesquisas sobre ensino de língua materna e documentos oficiais que orientam esse processode ensino. Para produzir um trabalho com os gêneros textuais nos diversos eixos de ensino,acreditamos que as práticas de leitura/escuta na escola devem ultrapassar a identificaçãomanifesta, explorando-se estratégias de levantamento e checagem de hipótese, inferências,comparações, sínteses e extrapolações, além de outras. Em relação à produção oral e escrita, é necessário pensar em orientações claras sobreas condições de produção e circulação dos gêneros: qual o objetivo para elaborar o texto, qual ogênero, quem é o interlocutor, em que suporte será veiculado etc. Diante disso, torna-senecessário promover oportunidades para as etapas de planejamento, produção, revisão ereescrita/refacção. Importa, ainda, observar a necessidade de familiaridade com o tema do texto a serproduzido, o que implica um trabalho prévio de discussão, de leitura de outros textos sobre otema, de levantamento de idéias principais, dúvidas e eventuais polêmicas. 04 05
  • 7. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISPor fim, ao usar uma sequência didática, algumas questõesse garante um espaço privilegiado para desenvolver um É dentro dessa perspectiva que devem ser formuladas: trabalho com os gêneros textuais, manifestações das práticas discursivas que se estabeleceramQual o gênero será abordado? dos anos, para cumprir determinados propósitos comunicativos, e que continuam no decorrerQuais as regras ortográficas que Em todos os âmbitos de atuação do ser humano, desde as relações pessoais até o em mudança. determinados alunos não compreenderam?O que os alunos e universo artístico, sobre esseescolar etc., há gêneros que preenchem determinadas funções alunas respondem jurídico, conteúdo?Que forma assumirá a produção? o bilhete, o Uma peçalei, o e-mail, o requerimento, a fábula, a piada, a história sociais, como: Gravação? poema, a de teatro?Quem participará, em quadrinhos, o blog, o conto, o diário, o debate, a receita, a notícia, a reportagem, a todos os alunos? Em grupos? entrevista, o resumo, a biografia, o seminário, a peça de teatro, a letra de música etc. Cada gênero tem características e especificidades próprias, modos específicos de produção,Veja, por exemplo, o livro texto da BCC além de implicações ideológicas particulares. circulação e recepção, (Base Curricular Comum), a qual se encontraorganizada a partir de eixos teórico-metodológicos da língua, devendo servir como referencial àavaliação do desempenhoDessa alunos, torna-se necessário trazer paraSistema de Avaliação dos forma, atualmente conduzida pelo a sala de aula as múltiplas práticas deEducacional do Estado de Pernambuco (SAEPE), que apresenta, através de situações de ensino e linguagem, materializadas nos gêneros textuais, através da Matriz deReferência, os descritores, conforme explicitado no quadro a seguir. Após a leitura, consulte dentro da sala de aprendizagem desafiadoras. Contudo, apenas trazer gêneros variados para asOTMs - Orientações Teórica Metodológicas, e aquais são concebidas como referenciais aula não garante a construção as ampliação de capacidade de leitura, escrita, oralidade eestruturadores das análise da língua. Ao serem levados de outras esferasdisponíveis no site da práticas de ensino da Língua Portuguesa. Elas estão para o ambiente escolar, os gêneros sãoSecretaria, www.educacao.pe.gov.br os objetivos da escola,materiais pedagógicos e atividades Por exemplo, ao tratados conforme . Consulte também os relativos ao ensino e aprendizagem.do GESTAR II, disponíveis nopoema fora da escola, não temos de responder a questões de leitura, o que é lermos um site do MEC, www.mec.gov.br . bastante comum quando se lê um poema em sala de aula. A escolarização não é um problema em si, pois é função da escola tratar os gêneros segundo as necessidades de ensino e aprendizagem dos alunos. No entanto, deve-se ter o cuidado de, na escolarização dos gêneros, procurar não artificializar as práticas de leitura/escuta e produção, sem perder de vista o que é necessário aprender. Nesse contexto, consideramos de suma importância levar os alunos a refletirem sobre como se constituem esses gêneros, partindo dos aspectos mais amplos, como, por exemplo, o contexto em que são produzidas as notícias, os critérios para considerar determinados fatos passíveis de serem noticiados, até aspectos mais pontuais, como o uso do tempo presente nos títulos das notícias, para dá a impressão de se tratar de acontecimentos recentes. Refletindo sobre como e por que razão um determinado gênero é produzido, o aluno estará mais habilitado a lê-lo de forma crítica e a produzi-lo de forma mais adequada, quando for solicitado. É nesse âmbito que se integram as práticas pedagógicas de compreensão (leitura/escuta), análise lingüística e produção (escrita/oral), conforme vêm apontando pesquisas sobre ensino de língua materna e documentos oficiais que orientam esse processo de ensino. Para produzir um trabalho com os gêneros textuais nos diversos eixos de ensino, acreditamos que as práticas de leitura/escuta na escola devem ultrapassar a identificação manifesta, explorando-se estratégias de levantamento e checagem de hipótese, inferências, comparações, sínteses e extrapolações, além de outras. Em relação à produção oral e escrita, é necessário pensar em orientações claras sobre as condições de produção e circulação dos gêneros: qual o objetivo para elaborar o texto, qual o gênero, quem é o interlocutor, em que suporte será veiculado etc. Diante disso, torna-se necessário promover oportunidades para as etapas de planejamento, produção, revisão e reescrita/refacção. Importa, ainda, observar a necessidade de familiaridade com o tema do texto a ser produzido, o que implica um trabalho prévio de discussão, de leitura de outros textos sobre o tema, de levantamento de idéias principais, dúvidas e eventuais polêmicas.04 05
  • 8. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS TRABALHANDO As atividades de análise lingüística propostas buscam, como primazia, a produção de COM sentidos e a reflexão sobre o fenômeno da linguagem. Não propomos, nessas atividades, a GÊNEROS memorização de nomenclatur as nem aponto de partidaexercícios de classificação Tomamos como resolução de para realização desse trabalho a visão bakhtiniana morfossintática. Então, julgamos necessário oportunizar ao aluno a reflexão sobre as regras desobre gêneros do discurso. Bakhtin postula que tudo o que comunicamos só se faz possível uso e funcionamento da língua, ajudando-o a construir definições a partir do trabalho com oatravés de gêneros. Um dos aspectos mais interessantes dos gêneros, que alude de forma direta texto ou a atividade. Dessa maneira, é fundamental que as suas falas sejam valorizadas eà questão do “uso” é o fato de que devemos considerar o gênero como meio social de produção sistematizadas de forma coletiva.e de recepção do discurso. Assim, a vivência das situações de comunicação e o contato com osdiferentes gêneros quepapel da no cotidiano, exercitam a competência linguística doamplas de É surgem escola propiciar o desenvolvimento de capacidadesfalante/ouvinte produtor de textos. Essa competência é inerente ao de uma exploração adequada da leitura/escuta, escrita, oralidade e análise linguística, além ser humano social queinterage, comunica, criatextual em sala de aula, a qual pode contribuir para que os alunos sejam cada vez diversidade e recria. Na medida em que um indivíduo avança em grau deescolaridade, ele tende a tornar-se cada vez mais proficiente na operacionalização de variadascategorias textuais. Sendo assim, pretendemos desenvolverdiversos, em várias situações de interação mais capazes de compreender e elaborar gêneros a competência linguístico- social.discursiva e pragmática dos nossos alunos como cidadãos co-construtores do seu espaço nasociedade. Supomos que algumas sequências parecerão mais atraentes para uma determinada turma de alunos que outras e algumas demandarão mais trabalho que outras. De outra forma, uma sequência que tenha sido planejada para uma etapa de escolaridade (ciclo/série) pode ser utilizada para alunos de outra fase (ciclo/série), desde que o professor faça as adaptações necessárias. Assim, a intervenção do professor com eventuais alterações e ampliações, será sempre bem aceita, atuando nesta empreitada como co-autor nessa incessante busca do que é I – CRÔNICA aprender e ensinar. A Crônica, por ser um texto curto, leve, lírico ou humorístico, e algumas vezes crítico,aborda o dia-a-dia deNa esteira dessas considerações, a aprendizagem dosser experimentado maior da nossa sociedade. Acreditamos que esse gênero pode alunos é o objetivopelos alunos nas aulas de língua de reforçouma vezsugerida crônica é gerência. gêneros mais proposta de trabalho materna, escolar que a por esta um dos Compreende-se, dessautilizados pelos livros didáticos, sem prescindir da sua circulação no domínioenriquecer as experiências forma, uma ação que deve consolidar e ampliar conhecimentos, midiático, como culturais e sociais dos alunos e auxiliá-los a vencer obstáculos em sua aprendizagem,jornais e revistas. favorecendo o sucesso na escola e na vida. Como toda ação pedagógica, (re) conhecer características do gênero crônica, relacionando-as às Objetivos: o reforço exige um cuidadoso planejamento, a definiçãotemáticas dodas metas, a escolha dealgumas estratégias discursivasdos produção de sentido, cotidiano; reconhecer alternativas e o envolvimento de interessados. Este caderno apontacomo marcas da oralidade –propõe ações, e variantes linguísticas, repetições; importantes para que o alguns caminhos, uso de gíria, discute assuntos que consideramos paragrafação;perceber a relação de sentido entrecom êxito overbais; produzir crônica a partir de um e, sobretudo, seja uma reforço complemente os tempos trabalho desenvolvido em sala de aula fato,destacando aação articulada ao projeto educativo, compondo o partidapedagógico da escola. particularidade sobre o cotidiano como ponto de plano para a produção. Normalmente, a crônica representa um diálogo explícito entre o produtor do texto e oleitor. Em alguns casos, ela é escrita na primeira pessoa, realçando a impressão do autor sobreum determinado assunto, definindo seu ponto de vista, o que resulta em uma maior interaçãocom o leitor. A linguagem utilizada não tem rebuscamento, assumindo, algumas vezes, um tominformal. As tipologias textuais predominantes são a narrativa e a descritiva, no entanto outrassequências tipológicas podem surgir no texto, como a argumentativa e expositiva. Assim, a produção de crônicas pelos alunos deve ser orientada com atenção,organizando o tempo em uma familiarização mais cuidadosa com o gênero para que elesconheçam as estratégias utilizadas pelos cronistas na elaboração destes textos. É interessantesensibilizar os alunos para que percebam o que há de particular, de único, de fascinante, deengraçado nas situações corriqueiras pelas quais passamos. BAKHTIN, M. A Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992. 06 07
  • 9. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS TRABALHANDO COM GÊNEROSAs atividades de análise lingüística propostas buscam, como primazia, a produção desentidos e a reflexão sobre o fenômeno da linguagem. Não propomos, nessas atividades, amemor ização de nomenclaturas nem a resolução partida para realização desse trabalho a visão bakhtiniana Tomamos como ponto de de exercícios de classificaçãomorfossintática. Então, julgamos necessário oportunizar ao aluno a reflexão sobre as regras de sobre gêneros do discurso. Bakhtin postula que tudo o que comunicamos só se faz possíveluso e funcionamento da língua, ajudando-o a construir definições a partir do trabalho com o através de gêneros. Um dos aspectos mais interessantes dos gêneros, que alude de forma diretatexto ou a atividade. Dessa maneira, é fundamental que as suas falas sejam valorizadas e à questão do “uso” é o fato de que devemos considerar o gênero como meio social de produçãosistematizadas de forma coletiva. e de recepção do discurso. Assim, a vivência das situações de comunicação e o contato com osÉ papel da escola propiciargêneros que surgem de capacidadesexercitam de competência linguística do diferentes o desenvolvimento no cotidiano, amplas aleitura/escuta, escrita, oralidade e análise linguística, além de uma exploração adequada da humano social que falante/ouvinte produtor de textos. Essa competência é inerente ao serdiversidade textual em sala de aula, a qual pode contribuir para que em alunos sejam cada vez interage, comunica, cria e recria. Na medida os que um indivíduo avança em grau demais capazes de compreender e ele tendegêneros diversos,vez mais proficiente na operacionalização de variadas escolaridade, elaborar a tornar-se cada em várias situações de interaçãosocial. categorias textuais. Sendo assim, pretendemos desenvolver a competência linguístico- discursiva e pragmática dos nossos alunos como cidadãos co-construtores do seu espaço na Supomos que algumas sequências parecerão mais atraentes para uma determinada sociedade.turma de alunos que outras e algumas demandarão mais trabalho que outras. De outra forma,uma sequência que tenha sido planejada para uma etapa de escolaridade (ciclo/série) pode serutilizada para alunos de outra fase (ciclo/série), desde que o professor faça as adaptaçõesnecessárias. Assim, a intervenção do professor com eventuais alterações e ampliações, serásempre bem aceita, – CRÔNICA empreitada como co-autor nessa incessante busca do que é I atuando nestaaprender e ensinar. A Crônica, por ser um texto curto, leve, lírico ou humorístico, e algumas vezes crítico,Na esteira dessasaborda o dia-a-dia aprendizagem dos alunos é o objetivo maior da pode ser experimentado considerações, a de nossa sociedade. Acreditamos que esse gêneroproposta de trabalho dealunos nas aulas de línguapor esta gerência. Compreende-se,é dessa dos gêneros mais pelos reforço escolar sugerida materna, uma vez que a crônica umforma, uma ação que deve consolidar e ampliar conhecimentos, enriquecer as experiências utilizados pelos livros didáticos, sem prescindir da sua circulação no domínio midiático, comoculturais e sociais dos alunos e auxiliá-los a vencer obstáculos em sua aprendizagem, jornais e revistas.favorecendo o sucesso na escola e na vida.Como toda ação pedagógica, o reforço(re) conhecer características do gênero crônica, relacionando-as às Objetivos: exige um cuidadoso planejamento, a definiçãodas metas, a escolha de alternativas e o envolvimento algumas estratégias discursivas aponta temáticas do cotidiano; reconhecer dos interessados. Este caderno de produção de sentido,alguns caminhos, propõe marcas eda oralidade – uso de gíria, variantes linguísticas,que o como ações, discute assuntos que consideramos importantes para repetições; paragrafação;reforço complemente com êxito o trabalho desenvolvidotempos verbais; produzir crônica a uma de um fato, perceber a relação de sentido entre os em sala de aula e, sobretudo, seja partiração articulada ao destacando a particularidade sobre o cotidiano como ponto de partida para a produção. projeto educativo, compondo o plano pedagógico da escola. Normalmente, a crônica representa um diálogo explícito entre o produtor do texto e o leitor. Em alguns casos, ela é escrita na primeira pessoa, realçando a impressão do autor sobre um determinado assunto, definindo seu ponto de vista, o que resulta em uma maior interação com o leitor. A linguagem utilizada não tem rebuscamento, assumindo, algumas vezes, um tom informal. As tipologias textuais predominantes são a narrativa e a descritiva, no entanto outras sequências tipológicas podem surgir no texto, como a argumentativa e expositiva. Assim, a produção de crônicas pelos alunos deve ser orientada com atenção, organizando o tempo em uma familiarização mais cuidadosa com o gênero para que eles conheçam as estratégias utilizadas pelos cronistas na elaboração destes textos. É interessante sensibilizar os alunos para que percebam o que há de particular, de único, de fascinante, de engraçado nas situações corriqueiras pelas quais passamos. BAKHTIN, M. A Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.06 07
  • 10. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS CRÔNICA I | A minha São Paulo de 1985 CRÔNICA II | A Bola A lembrança mais forte é a de um cortejo passando pela esquina da Avenida Brasil com a rua onde eu morava, nos Jardins, a caminho do Aeroporto de Congonhas, saudado com lenços brancos por centenas de milhares de pessoas de rosto contraído, algumas chorando. Dava-se adeus a uma esperança, Tancredo Neves, o presidente que não chegou a ser. Ele havia sofrido sua longa agonia no Instituto do Coração, e o povo da cidade despedia-se dele com emoção. Aq uela cidade vi nh a s en do agredida, mas o traço civilizado resistia nela bravamente. Nos muros das ruas por onde o esquife passava já havia, sim, algumas pichações, ainda com humor, como aquela frase "Rendam-se, terráqueos!", ou a outra, "Liberte o gay que existe em vossa senhoria", e a misteriosa e onipresente"Cão fila km 29", que até os órgãos de segurança andaram investigando. São Paulo, a principal meta das migrações que despovoaram os campos e incharam as cidades na década anterior, criando necessidades insolúveis, era comum, havia que buscá-la no bairro da Liberdade e em alguns enclaves de Pinheiros. Restaurantes finos — Claro que é uma bola. Uma seus costumes, localizáveis nos tentava manter bola, bola. Uma bola O pai deu uma bola de presente ao filho. abriam-se para as tendências mundiais, mas a cozinha,mesmo. Vocêopensou o que sentira ao ganhar a sua tradição, daLembrando entremeios da elegância, do trabalho, da prazer quê? mesmo a internacional, era mais brasileira, se é que me— Nada, não. cultura diversa, da solidariedade entre vizinhos.primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial entendem.de couro. Agora não era mais de couro, era deainda não impedia que A violência plástico.Mas era uma bola. Novidades? Inaugurado o Aeroporto de houvesse, por exemplo, carros conversíveis de sucesso, O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e Cumbica. Descobre-se que o procurado médico nazistadali a pouco o como o Escort, e na frente da tevê, com a pai o encontrou muros baixos nas residências. Não se O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e Joseph Mengele viveu nos arredores da cidade;bola “Legal!” Ou o que os garotosesconde as em diadisse nova ao lado, insufilm que controles de um usava omanejando osdizem hoje pessoas dentro dos exumam-se seus ossos. Em junho o governo cria uma leivideogame. Algo chamado Monster querem magoar o dificultandoquando gostam do presente para dificultar assaltos, automóveis, ou não Ball, em que times folgazã, antecipando para a segunda-feira todo feriadode monstrinhos começou cordialidade; uma bola em de de um carrovelho. Depois também a a girar a de dava-se adeusinho disputavam a posse bola, à procura que caísse no meio da semana. Quanto tempo durou?forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo tinha êxito. À noite,alguma coisa. para outro, não raro uma piscada que Penso no verso de Manuel Bandeira: "Tão Brasil!". podia-se ser surpreendido por uma brincadeira boba detentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom nojogo. Tinha coordenação equando passavam de carro por algum adolescentes: raciocínio rápido. Estava— Como éda máquina. perguntou.baixavam a calça e colavam o queajuntamento, eles liga? – Tanta coisa não havia. Fashion Week, porganhando— Como, como é que liga? vidrose liga. bumbum no Não das janelas, gritando para chamar exemplo. As moças podiam usar um ridículo laçarote de atenção. O trânsito era ruim, mas não a ponto de chiffon na cabeça, moda copiada da personagem Viúva infestarem a cidade com motoboys. Rodízio só havia o Porcina, da telenovela que fazia enorme a bola nova e ensaiou algumas O pai pegou sucesso,embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, das churrascarias. Roque Santeiro. Não havia telefone garoto procurou dentro do papel de O celular, jogos decomo antigamente, e chamou o garoto. computador, televisão a cabo, DVD. A moeda era o embrulho cruzeiro, de inflação esquizofrênica. . Podia-se andar nas ruas à noite. Grande — Não tem manual de instrução? — Filho, olha. Isso não impedia que a paulicéia dançasse número de cinemas era de rua; os shopping centers, ainda poucos, eram focados nas compras, mal desvairada em casas noturnasO pai nomes esquisitos com começou a desanimar e a pensar que como Napalm, Madame Satã,ORose Bom Bom ou mas não desviou os garoto disse “Legal”,tempos são outros. Que os tempos o com asdo entretenimento e daolhos da tela. O pai segurou para são decididamente despertavam a bola filão mãos e a Aeroanta sucessos do rock pesado estrangeiro, masoutros. tentando recapturar mentalmente iacheiro de teatros da Belacheirou, comida rápida. Muita gente o a pé dos também das bandas brasileiras, gritando "a gentecouro. A bola cheirava donada. Talvez os restaurantes da área. Vista ou a centro para um manual de somos inútil" ou "nós vamos invadir sua praia". Asinstrução fosse uma boade instrução. Mas em inglês, idéia, pensou.— Não precisa manual Poucas pessoas bebiam vinho. Os jornais não menininhas ingênuas dançavam marcadinho com ospara que é que ela faz?— O a garotada se interessar. um espaço semanal, porque não era Menudos. E Cazuza cantava com um travo amargo: "O dedicavam a ele— Ela não faz cult, conhecê-lo não era então uma meta de status da nada. Você é que faz coisas com ela. tempo não pára..."— O quê? classe média. Padarias não faziam o sucesso— Controla, chuta... gastronômico de hoje nem eram tratadas pelo (VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada;— Ah, então é diminutivo afetuoso de "padá". Comida japonesa não uma bola. (ANGELO,especial para escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996.p.96-7). edição Ivan. In: Veja São Paulo 20 anos, Edição Especial de Aniversário, 07 de setembro de 2005). 08 09
  • 11. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISCRÔNICA I | A minha São Paulo A Bola CRÔNICA II | de 1985A lembrança mais forte é a de um cortejopassando pela esquina da Avenida Brasil com a ruaonde eu morava, nos Jardins, a caminho do Aeroportode Congonhas, saudado com lenços brancos porcentenas de milhares de pessoas de rosto contraído,algumas chorando. Dava-se adeus a uma esperança,Tancredo Neves, o presidente que não chegou a ser. Elehavia sofrido sua longa agonia no Instituto do Coração,e o povo da cidade despedia-se dele com emoção.Aqu el a ci dade vi nha sendoagredida, mas o traço civilizado resistia nelabravamente. Nos muros das ruas por onde o esquifepassava já havia, sim, algumas pichações, ainda comhumor, como aquela frase "Rendam-se, terráqueos!",ou a outra, "Liberte o gay que existe em vossa senhoria",e a misteriosa e onipresente"Cão fila km 29", que até osórgãos de segurança andaram investigando.São Paulo, a principal meta das migraçõesque despovoaram os campos e incharam as cidades na era comum, havia que buscá-la no bairro da Liberdade edécada anterior, criando necessidades insolúveis,em alguns enclaves de costumes, localizáveis nostentava manter seus Pinheiros. Restaurantes finos de presente ao filho. O pai deu uma bola — Claro que é uma bola. Uma bola, bola. Uma bolaabriam-se para as tendências mundiais, mas a cozinha,entremeios da elegância, do trabalho, da tradição, damesmo a internacional, era mais brasileira, que que me ao ganhar a sua Lembrando o prazer se é sentira mesmo. Você pensou o quê?cultura diversa, da solidariedade entre vizinhos. — Nada, não.entendem. primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficialA violência ainda não impedia que não era mais de couro, era de plástico. de couro. Agora Mas era uma bola.Novidades? Inaugurado o Aeroporto dehouvesse, por exemplo, carros conversíveis de sucesso, O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, eCumbica. Descobre-se que o procurado médico Não desembrulhou a bola e nas residências. nazistacomo o Escort, e muros baixos O garoto agradeceu, seJosepho Mengele que esconde as pessoas dentro dos viveu nos arredores da cidade; dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com ausava insufilm bola nova ao lado, manejando os controles de umexumam-se seus ossos. Em “Legal!” Oudificultando lei dizem hoje em dia disse junho o governo cria garotos o que osautomóveis, para dificultar gostam do presente uma querem magoar o assaltos,folgazã, a cordialidade; dava-se adeusinho de umou não quandosegunda-feira todo feriado videogame. Algo chamado Monster Ball, em que timestambém antecipando velho.aDepois começou a girar a bola, à procura de para carro de monstrinhos disputavam a posse de uma bola emque caísse no meio da semana. Quanto tempo durou?para outro, não raro alguma coisa. uma piscada tinha êxito. À noite,Penso noser surpreendido por uma brincadeira boba de forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo quepodia-se verso de Manuel Bandeira: "Tão Brasil!". tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom noadolescentes: quando passavam de carro por algum jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. EstavaTanta coisa não havia.Como a que liga?colavam o — Fashion Week, porajuntamento, eles baixavam é calça e – perguntou. ganhando da máquina.exemplo. As moças podiam usar um é que liga? Não debumbum no vidro das— Como, comoridículo laçarote se liga. janelas, gritando para chamarchiffon na cabeça, moda ruim, da não a ponto deatenção. O trânsito eracopiadamaspersonagem ViúvaPorcina, da telenovela que fazia enorme sucesso,infestarem a cidade com motoboys. Rodízio só havia o O pai pegou a bola nova e ensaiou algumasRoque Santeiro. Não O garoto procurou dentro do papel dedas churrascarias. havia telefone celular, jogos de embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, embrulho.computador, televisão a cabo, DVD. A moeda era o como antigamente, e chamou o garoto.cruzeiro, de inflação esquizofrênica.Podia-se andar nas — Não tem manual de instrução? ruas à noite. Grande — Filho, olha.Isso não impedia que a paulicéia dançassenúmero de cinemas era de rua; os shopping centers,desvairada em casas noturnas com nomes esquisitosainda poucos, eram focados O pai começou mal nas compras, a desanimar e a pensar que oscomo Napalm, Madame Satã, entretenimento e ou O garoto disse “Legal”, mas não desviou osdespertavam para o temposdo Rose Bom Bom da são decididamente filão são outros. Que os tempos olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e aAeroanta sucessos dogente ia a pé dos teatros da Belacomida rápida. Muita rock pesado estrangeiro, mas outros.também do centro para os restaurantes da área.gente cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro deVista ou das bandas brasileiras, gritando "a couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual desomos inútil" ou "nós vamos invadir sua praia". Asmenininhas ingênuas— vinho. Osmarcadinho com os dançavam jornais não instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês,Poucas pessoas bebiam Não precisa manual de instrução.Menudos. EaCazuza cantavasemanal,ela faz? não era"O para a garotada se interessar.dedicavam ele um espaço com um porque — O que é que travo amargo:tempo não pára..." eraEla não faz meta de status da faz coisas com ela.cult, conhecê-lo não — então uma nada. Você é queclasse média. PadariasOnão faziam o sucesso — quê?gastronômico de hoje Controla, chuta... — nem eram tratadas pelo (VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada;(ANGELO, Ivan. In: Veja—"padá".20 anos, japonesa nãodiminutivo afetuoso de Ah, então é uma bola. São Paulo Comida edição especial para escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996.p.96-7).Edição Especial de Aniversário, 07 de setembro de 2005).08 09
  • 12. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS fábula, conto de fadas) para DE ATIVIDADES SUGESTÕES que fiquem mais evidentes as suascaracterísticas. I - Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE IV – Eixo de ensino | ESCRITA 1. Divida a turma em pequenos grupos e dê a cada grupo o título de uma das duas crônicas que serão lidas. Em seguida, informeaos alunos que desenhem algoler 1. Baseando-se no texto lido, peça aos alunos que irão trabalhar relacionado aotexto e, abaixo do desenho, uma palavra ou expressão quepara logo após,com grupo explicará oralmente um texto com aquele título, tenha relação cadaele. Concluída esta atividade, qual seria o assunto domostraApós a análise pelo grupo, um representante irá uma pessoa da equipe texto. seu desenho, ejustifica o porquê de tê-lo feito, assim para toda relação da palavra oude suas hipóteses sobre o assunto apresentar como a sala uma síntese oral fraseescrita com a crônica lida. do texto.2. Material didático: PapelMaterial didático: Tiras com os títulos das crônicas “A minha São Paulo de 2. ofício Giz de cera ou lápis de cor.3. Comentários: Essa atividade propicia aos alunos visualização do ambiente, o 1985” e “A bola”. 3. Comentários: O número de aulas nesta sequência éfato que serviu de inspiração para o cronista. cenário ou o variável. Dependerá do número de alunos e do ritmo deles. V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA II - Eixo de Ensino | LEITURA 1. Escreva no quadro a definição de crônica (“Relato – literário/jornalístico –breve de fatos do cotidiano, que pode ter grupo o crítico,correspondente ao seu título. Oriente cada 1. Entregue a cada caráter texto lírico e/ouhumorístico”). Os alunos deverão dizer se a definição serve para os textos lidos equipe para fazer a leitura de seu texto. Após a leitura, comente sobre o grupoanteriormente e por quê. Após esse momento, retome a definição provisória que mais se aproximou da temática da crônica, e pergunte a essa equipe comoque foi construída entre eles e compare as duas, solicitando que os alunos a eles conseguiram se aproximar do tema.ampliem e mudem o que for necessário naquela definição elaborada por estes.É interessante mostrar 2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A o modo de circulação das crônicas – jornal diário, bola”.revistas etc. e o perfil de alguns autores. 3. Comentários: Com esta atividade, além de estarmos verificando as hipóteses iniciais dos alunos sobre o tema, estamos também solicitando que eles justifiquem em que base na crônica se apoiaram para construir tais hipóteses. Com pistas do título “A minha São Paulo de 1985”, de Ivan Ângelo, pergunte: . ? • Que acontecimento deu origem à crônica? É um fato comum ou III – Eixo de ensino | LEITURA incomum nas grandes cidades? ? • Como o autor inicia a crônica? Expõe logo o acontecimento queoriginou a crônica? Por quê? Isso faz alguma diferençaequipe o 1. Solicite que uma pessoa de cada para faça a leitura do seu texto em voz alta.desenvolvimento do texto? Após a leitura, pergunte o que os textos têm em comum, em que são? • Liste as idéias apresentadas em cada parágrafo do texto. parecidos. Oriente-os para observarem o tema, a extensão, linguagem, a? • Como o autor finaliza sua presença Há não de humor. Sistematize em um painel ou cartaz as respostas crônica? ou alguma ligação entre a frase dos alunos e procure construir, junto com eles, uma definição provisóriaa que inicia a crônica? que encerra e de crônica, que será retoma Há uma mensagem que o autor quer passar com esse texto? Existe, ?• mais adiante. 2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Pauloalguma frase“A sintetize essa idéia? na crônica, de 1985” e que bola”. Papel madeira ou cartolina para produzido na última expressão do texto “o tempo não ? • Qual o sentido o cartaz. 3. Comentários: Essa atividade procura despertar a atenção dos alunos para as pára”? Por quê? características do gênero em estudo, tais como oa humor, no passado e no presente são ? • Os períodos que descrevem cidade saudosismo, lembranças, a extensão curta e aou curtos? Isso tem a ver com o ritmo do tempo? Por quê? logos abordagem de temas do cotidiano. É interessante fazer uma comparação da crônica com outroVocê gostou da crônica? Por quê? ? • gênero (notícia, 10 11
  • 13. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISSUGESTÕES DE ATIVIDADES conto fábula, de fadas) para que fiquem mais evidentes as suas características.I - Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE IV – Eixo de ensino | ESCRITA1. Divida a turma em pequenos grupos e dê a cada grupo o título de uma das duascrônicas que serão lidas. Em seguida, informeno texto lido, peça aos alunos ler desenhem algo relacionado ao 1. Baseando-se aos alunos que irão trabalhar queum texto com aquele título, para logo após,abaixo do desenho, uma palavra ou expressão que tenha relação com texto e, cada grupo explicará oralmentequal seria o assunto do texto. Após ele. Concluída grupo, um representante irá da equipe mostra seu desenho, e a análise pelo esta atividade, uma pessoaapresentar para toda sala uma síntese oral de suas hipóteses sobre o assim justifica o porquê de tê-lo feito,assunto como a relação da palavra ou frasedo texto. escrita com a crônica lida.2. Material didático: Tiras com os títulos didático: Papel ofício Giz dePauloou lápis de cor. 2. Material das crônicas “A minha São cera de1985” e “A bola”. 3. Comentários: Essa atividade propicia aos alunos visualização do ambiente, o3. Comentários: O número de aulas nesta ou o fato que serviu de Dependerá para o cronista. cenário sequência é variável. inspiração donúmero de alunos e do ritmo deles. V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICAII - Eixo de Ensino | LEITURA 1. Escreva no quadro a definição de crônica (“Relato – literário/jornalístico –1. Entregue a cada grupo o texto correspondente ao seu título. Oriente ter caráter crítico, lírico e/ou breve de fatos do cotidiano, que pode cada humorístico”). Os alunos deverão dizer se a definição serve para os textos lidosequipe para fazer a leitura de seu texto. Após a leitura, comente sobre o grupo anteriormente e por quê. Após esse momento, retome a definição provisóriaque mais se aproximou da temática da crônica, e pergunte a essa equipe como que foi construída entre eles e compare as duas, solicitando que os alunos aeles conseguiram se aproximar do tema. ampliem e mudem o que for necessário naquela definição elaborada por estes.2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A É interessante mostrar o modo de circulação das crônicas – jornal diário,bola”. revistas etc. e o perfil de alguns autores.3. Comentários: Com esta atividade, além de estarmos verificando as hipótesesiniciais dos alunos sobre o tema, estamos também solicitando que elesjustifiquem em que pistas do título Com base napara construir tais hipóteses. de 1985”, de Ivan Ângelo, pergunte: se apoiaram crônica “A minha São Paulo. ? • Que acontecimento deu origem à crônica? É um fato comum ouIII – Eixo de ensino | LEITURA incomum nas grandes cidades? ? • Como o autor inicia a crônica? Expõe logo o acontecimento que1. Solicite que uma pessoa de cada equipe faça a leituracrônica?texto em voz alta.faz alguma diferença para o originou a do seu Por quê? Isso desenvolvimento do texto?Após a leitura, pergunte o que os textos têm em comum, em que sãoparecidos. Oriente-os Liste as idéias apresentadas emextensão, linguagem, a ? • para observarem o tema, a cada parágrafo do texto.presença ou não de humor. Sistematize em um painel ou cartaz as respostas entre a frase ? • Como o autor finaliza sua crônica? Há alguma ligaçãodos alunos e procure construir, junto com eles, uma definição provisória de que encerra e a que inicia a crônica?crônica, que será retoma mais mensagem que o autor quer passar com esse texto? Existe, ? • Há uma adiante.2. Material didático: Cópias das crônicas “A minha São Paulo de 1985” e “A essa idéia? na crônica, alguma frase que sintetizebola”. Papel madeira ou cartolina para o cartaz. na última expressão do texto “o tempo não ? • Qual o sentido produzido pára”? Por quê?3. Comentários: Essa atividade procura despertar a atenção dos alunos para ascaracterísticas do ?gênero em estudo, descrevem ao humor, saudosismo, presente são • Os períodos que tais como cidade no passado e no logos ou curtos? Isso tem a ver com o ritmo do tempo? Por quê?lembranças, a extensão curta e a abordagem de temas do cotidiano. Éinteressante fazer ?uma comparação crônica? Por com outro gênero (notícia, • Você gostou da da crônica quê?10 11
  • 14. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS ? • Como você faria uma ilustração para ser publicada no jornal, junto do centro para os restaurantes da área.” Bela Vista ou com essa crônica? Destaque também um trecho com tipologia descritiva: “As moças podiam usar um ridículo laçarote de chiffon na cabeça, modacopiada da personagem Viúva Porcina, da Quadro, piloto/giz. Cópias da crônica 2. Material didático: telenovela que fazia enormesucesso, Roque Santeiro. Não havia telefone celular, jogos alunos são confrontados entre a definição 3. Comentários: Nessa atividade, os de computador,televisão a cabo, DVD. A moeda era o cruzeiro, de inflaçãocom uma definição mais ampla. Isso faz com preliminarmente de crônica e esquizofrênica.”Após realizada a leitura compartilhada dos trechos da crônica, conduza a crônica, avaliando se é que o aluno se prepare para leitura da próximadiscussão para que os alunos percebam emlírica,dos trechos oetc. relevante é humorística, qual informativa maiscontar um certo fato (trecho narrativo) e em qual perceber que a predomina é crônica tematiza uma das Os alunos devem dos textos o que abertura daa descrição de características ( trecho descritivo). grandes questões abordadas na crônica: o saudosismo, lembranças de umaExponha dialogicamente sobre a função datranqüila, que será, no decorrer do texto, contrastado com uma cidade ideal, tipologia narrativa e descritiva naconstrução dos sentidos do gênero crônica. Nesse gênero, a narração faz a cidade moderna, agitada.história avançar, familiariza oObservar o os fatos, porém não requer precisão e leitor com olhar lírico e poético lançado pelo cronista sobre lembranças deconcisão, tal como a notícia;umaacidade de outrora para uma grandeclima, as toda a modernidade. já descrição (re) cria o cenário, o cidade comsensações envolvidas no acontecimento, expondo a visão do cronista.2. Material didático: Cópias da crônica.3. Comentários: O propósito desta atividadeLINGUÍSTICA VI – Eixo de ensino | ANÁLISE é analisar as sequências textuais (tipologia) predominantes na crônica. 1. Escolha uma outra crônica, de forma que não tenha semelhança com as duas aqui trabalhadas. Distribua-a com cada grupo e solicite que os alunos façam a leitura nos seus grupos. Após a leitura, questione o grande grupo sobre: Quais VIII – Eixo de ensino | LEITURA as diferenças e semelhanças entre os textos lidos anteriormente e este último? Verifique se 1. Para atividade de casa, oriente os alunos para assistirem a um telejornal e eles perceberam os seguintes aspectos: (a) tema tratado; (b) fato real ou ficção; (c) ponto de vista – crítico, humorístico, lírico etc.; (d)anotar dados sobre uma notícia que mais se destacou para ele. linguagem utilizada – informal, formal, semiformal; (e) variações linguísticas;Na próxima aula, peça para que os alunos apresentem oralmente a notícia (f) predominância de diálogos ou de comentários do cronista; (g) coesão eescolhida. Peça que eles comparem o modo como foi narrada a mesma notícia coerência estabelecidos nos tempos verbais; e outros questionamentos que opor diferentes colegas, para que todos percebam que um mesmo fato pode ser professor achar conveniente e pertinente com o nível do grupo.narrado e também compreendido de diferentes maneiras.2. Material didático: Caderno e lápis. 2. Material didático: Cópias da nova crônica escolhida pelo professor. Papel3. Comentários: Há uma grande possibilidade que muitos alunos tragam a madeira ou cartolina para o cartaz.mesma notícia. Assim, 3. Comentários: ver como um mesmo ser literárias, quando se baseia em fatos fica interessante As crônicas podem fato pode sercontado por pessoas diferentes. Que aspectosdo nosso cotidiano, ou jornalísticas, quando poderá se mais universais da notícia serão enfatizadospelo aluno? Por que isso acontece? construir a partir de manchetes de jornal, de uma situação mais factual.É fundamental, nesse momento, interessante que os aluno para os diferentes É chamar a atenção do alunos levantem um bom número de diferenças eolhares lançados sobre um mesmo fato, presentes nos dois textos, destacando-as em um cartaz. Isso semelhanças habilidade já utilizada peloscronistas. facilitará o momento da produção escrita. VII – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA IX – Eixo de ensino | Leitura e Escrita 1. Escreva no quadro Levando em consideração que muitos alunos trarão a mesma notícia, sugira 1. um trecho com predominância mais na narrativa da crônicaque estes levantem olhares diferentes sobre esse fato: humorístico/irônico; analisada acima, como: “Grande número de cinemas era de rua; os shoppingcrítico/lírico. Retome com eles as crônicas poucos, eram focados nasocompras, mal despertavam para o centers, ainda lidas em sala de aula e modocomo os autores lidos trabalharam com o lírico – saudosismo, lembranças, gente ia a pé dos teatros da filão do entretenimento e da comida rápida. Muitacrítica. 12 13
  • 15. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS? • Como você faria uma ilustração para ser publicada no jornal, junto Bela Vista ou do centro para os restaurantes da área.”com essa crônica? Destaque também um trecho com tipologia descritiva: “As moças podiam usar um ridículo laçarote de chiffon na cabeça, moda2. Material didático: Quadro, piloto/giz. Cópiaspersonagem Viúva Porcina, da telenovela que fazia enorme copiada da da crônica3. Comentários: Nessa atividade, os alunos são confrontados entre havia telefone celular, jogos de computador, sucesso, Roque Santeiro. Não a definiçãopreliminarmente de crônica e com uma definição mais ampla.moeda era o cruzeiro, de inflação esquizofrênica.” televisão a cabo, DVD. A Isso faz comque o aluno se prepare para leitura darealizada acrônica, avaliando se é dos trechos da crônica, conduza a Após próxima leitura compartilhadahumorística, lírica, informativa etc.discussão para que os alunos percebam em qual dos trechos o mais relevante éOs alunos devem perceber que acontar um certo fato (trecho narrativo) das qual dos textos o que predomina é abertura da crônica tematiza uma e em a descrição de características ( trecho descritivo).grandes questões abordadas na crônica: o saudosismo, lembranças de umacidade ideal, tranqüila, que será, noExponha dialogicamente sobre com umada tipologia narrativa e descritiva na decorrer do texto, contrastado a funçãocidade moderna, agitada. construção dos sentidos do gênero crônica. Nesse gênero, a narração faz aObservar o olhar lírico e poético lançado pelo cronista sobre lembranças de os fatos, porém não requer precisão e história avançar, familiariza o leitor comuma cidade de outrora para uma grande cidade com toda notícia; já a descrição (re) cria o cenário, o clima, as concisão, tal como a a modernidade. sensações envolvidas no acontecimento, expondo a visão do cronista. 2. Material didático: Cópias da crônica.VI – Eixo de ensino | ANÁLISE Comentários: O propósito desta atividade é analisar as sequências textuais 3. LINGUÍSTICA (tipologia) predominantes na crônica.1. Escolha uma outra crônica, de forma que não tenha semelhança com as duasaqui trabalhadas. Distribua-a com cada grupo e solicite que os alunos façam aleitura nos seus grupos.–Após a leitura, questione o grande grupo sobre: Quais VIII Eixo de ensino | LEITURAas diferenças e semelhanças entre os textos lidos anteriormente e este último?Verifique se eles perceberam 1. seguintes aspectos:casa,tema tratado;alunos para assistirem a um telejornal e os Para atividade de (a) oriente os (b) fatoreal ou ficção; (c) ponto de vista – crítico, humorístico, lírico etc.; (d) anotar dados sobre uma notícia que mais se destacou para ele.linguagem utilizada – informal, formal, semiformal; (e) variações linguísticas; Na próxima aula, peça para que os alunos apresentem oralmente a notícia(f) predominância de diálogos ou de comentários do cronista; (g) coesão e escolhida. Peça que eles comparem o modo como foi narrada a mesma notíciacoerência estabelecidos nos tempos verbais; e outros questionamentos que o por diferentes colegas, para que todos percebam que um mesmo fato pode serprofessor achar conveniente e pertinente com o nível do grupo. narrado e também compreendido de diferentes maneiras.2. Material didático: Cópias2.da nova crônica escolhida pelo professor. Papel Material didático: Caderno e lápis. 3. Comentários: Há uma grande possibilidade que muitos alunos tragam amadeira ou cartolina para o cartaz.3. Comentários: As crônicas podem ser notícia. Assim, ficase baseia em fatos um mesmo fato pode ser mesma literárias, quando interessante ver comomais universais do nosso cotidiano, ou jornalísticas, diferentes. Que se contado por pessoas quando poderá aspectos da notícia serão enfatizados pelo aluno? Por que isso acontece?construir a partir de manchetes de jornal, de uma situação mais factual.É interessante que os alunos levantem um bomnesse momento, chamar aeatenção do aluno para os diferentes É fundamental, número de diferençassemelhanças presentes nos dois textos, destacando-as em um mesmo Isso habilidade já utilizada pelos olhares lançados sobre um cartaz. fato, cronistas.facilitará o momento da produção escrita.VII – Eixo de ensino |–ANÁLISE LINGUÍSTICAEscrita IX Eixo de ensino | Leitura e E ESCRITA1. Escreva no quadro um trecho Levando em consideraçãona narrativa alunos trarão a mesma notícia, sugira 1. com predominância mais que muitos da crônicaanalisada acima, como: “Grande número de cinemas era olhares os shopping que estes levantem de rua; diferentes sobre esse fato: humorístico/irônico;centers, ainda poucos, eram focados nas compras, mal despertavam as crônicas lidas em sala de aula e o modo crítico/lírico. Retome com eles para ofilão do entretenimento e da comida rápida. Muita gente iatrabalharam comda lírico – saudosismo, lembranças, como os autores lidos a pé dos teatros o crítica.12 13
  • 16. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS características da crônica no painel, antesgrupos a uma discussão em torno de que tipo de crônica poderia Conduza os da reescrita do texto.Como sugestão, elabore um painel com o título “E a notícia vira crônica...” e o que relataria etc. Os grupos ser elaborado a partir da notícia que trouxeram,coloque as crônicas produzidas pelos alunos, para que fiquem expostas e devem socializar essa discussão.possam ser lidas por todos da Após esse momento, comece a elaborar, em conjunto, o parágrafo inicial de escola. uma crônica, baseando-se na notícia discutida. Pergunte aos alunos qual 2. Comentários: É importante que o material produzido pelos alunos circule, seja título mais adequado teria essa crônica e inicie, no quadro, a escrita dessalido por outras pessoas. Aoparte do texto. Em seguida, olidos por outrosa leitura. Se houver alguma saber que seus textos serão professor fazcolegas, a perspectiva de produção é outra. O elaborar o parágrafo coletivamente, explique que isso se deve divergência para texto terá outra finalidade, arelação do aluno com sua produção escrita será ressignificada dentro dessa porque a crônica traz um olhar muito pessoal e que eles terão umaperspectiva. oportunidade em elaborar uma individualmente.Outras sugestões para produção de crônicas literárias: utilizar a imagem deuma revista; observar o comportamento dos colegas na hora do recreio ousaída da escola no final 2. turno para produzirem umapiloto/giz. do Material didático: quadro, crônica. 3. Comentários: Se a notícia não for interessante para produzir uma crônica,Para obter mais informações, procure o apêndice. mude-a e escolha outra. Alerte os alunos para o fato de que o olhar lançado dependerá muito da notícia lida. Algumas notícias levarão nosso olhar para o lado humorístico (por exemplo, um ladrão que fica entalado em uma janela ao tentar fugir da polícia), enquanto outras direcionam um olhar mais crítico (um gari que devolve uma grande soma de dinheiro encontrado, no mesmo dia em que se descobre um novo escândalo de dinheiro público). X – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA 1. Peça que cada aluno escolha uma das notícias discutidas em sala ou mesmo a que ele trouxa para escrever uma crônica baseada nela. Retome, oralmente, as características da crônica com os alunos. Sugira aos alunos a anotarem livremente algumas idéias para a crônica, de forma que encontrem a melhor. Essas anotações funcionam como um roteiro provisório. Esclareça aos alunos que os cronistas também escrevem, reescrevem a abandonam algumas idéias no momento de criar seus textos. 2. Material didático: anotações sobre as notícias. Caderno, lápis/caneta. 3. Comentários: é fundamental resgatar as características da crônica, bem como aspectos relacionados à organização do texto ( paragrafação, ortografia, coesão, coerência etc.) XI – Eixo de ensino | ESCRITA. ANÁLISE LINGUÍSTICA 1. Após avaliar as crônicas, entregue-as a cada autor e peça a reescrita final do texto. É necessário esclarecer o aluno, com clareza, a situação a ser corrigida. Em relação à ortografia, por exemplo, as palavras com grafia errada podem ser circuladas para que o aluno as procure no dicionário. Se o texto produzido não tiver as características de uma crônica, é preciso apontar o que precisa ser alterado e também ler novamente, com a turma, as 14 15
  • 17. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISConduza os grupos a uma discussãocaracterísticas da tipo de crônica poderia da reescrita do texto. em torno de que crônica no painel, antesser elaborado a partir da notícia que trouxeram, o que relataria etc. Os com o título “E a notícia vira crônica...” e Como sugestão, elabore um painel gruposdevem socializar essa discussão. coloque as crônicas produzidas pelos alunos, para que fiquem expostas eApós esse momento, comece a elaborar, em conjunto, o todos da escola. de possam ser lidas por parágrafo inicialuma crônica, baseando-se na notícia discutida. Pergunte aos alunos qual 2. Comentários: É importante que o material produzido pelos alunos circule, sejatítulo mais adequado teria essa crônica e inicie, no quadro, a escrita dessaparte do texto. Em seguida, o professor faz a leitura. Se Ao saberalguma lido por outras pessoas. houver que seus textos serão lidos por outrosdivergência para elaborar o parágrafo coletivamente, explique que isso é outra. O texto terá outra finalidade, a colegas, a perspectiva de produção se deveporque a crônica traz um olhar muito pessoal e com sua produção escrita será ressignificada dentro dessa relação do aluno que eles terão uma perspectiva.oportunidade em elaborar uma individualmente. Outras sugestões para produção de crônicas literárias: utilizar a imagem de uma revista; observar o comportamento dos colegas na hora do recreio ou2. Material didático: quadro, piloto/giz. da escola no final do turno para produzirem uma crônica. saída3. Comentários: Se a notícia não Para interessanteinformações, procurecrônica, for obter mais para produzir uma o apêndice.mude-a e escolha outra.Alerte os alunos para o fato de que o olhar lançado dependerá muito da notícialida. Algumas notícias levarão nosso olhar para o lado humorístico (porexemplo, um ladrão que fica entalado em uma janela ao tentar fugir dapolícia), enquanto outras direcionam um olhar mais crítico (um gari quedevolve uma grande soma de dinheiro encontrado, no mesmo dia em que sedescobre um novo escândalo de dinheiro público).X – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA1. Peça que cada aluno escolha uma das notícias discutidas em sala ou mesmo aque ele trouxa para escrever uma crônica baseada nela.Retome, oralmente, as características da crônica com os alunos. Sugira aosalunos a anotarem livremente algumas idéias para a crônica, de forma queencontrem a melhor. Essas anotações funcionam como um roteiro provisório.Esclareça aos alunos que os cronistas também escrevem, reescrevem aabandonam algumas idéias no momento de criar seus textos.2. Material didático: anotações sobre as notícias. Caderno, lápis/caneta.3. Comentários: é fundamental resgatar as características da crônica, bem comoaspectos relacionados à organização do texto ( paragrafação, ortografia,coesão, coerência etc.)XI – Eixo de ensino | ESCRITA. ANÁLISE LINGUÍSTICA1. Após avaliar as crônicas, entregue-as a cada autor e peça a reescrita final dotexto. É necessário esclarecer o aluno, com clareza, a situação a ser corrigida.Em relação à ortografia, por exemplo, as palavras com grafia errada podem sercirculadas para que o aluno as procure no dicionário.Se o texto produzido não tiver as características de uma crônica, é precisoapontar o que precisa ser alterado e também ler novamente, com a turma, as14 15
  • 18. LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS II – FÁBULAS A fábula é um dos gêneros textuais mais antigos conhecidos pelo homem. Atribui-se aEsopo (século VI a. C.), um escravo grego, a elaboração e difusão dessa narrativa na Grécia. Asfábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela açãodos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia dacultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábiosou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas,era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal, sugerindo uma verdadeou provocando uma reflexão de ordem moral, destacada geralmente no final do texto. Com opassar do tempo, não foi diferente. Diversos autores recriaram essas fábulas e hoje, aqui noBrasil, temos exemplos de uma verdadeira recriação e intertextualidade desse gênero, comdestaque para Monteiro Lobato e o contemporâneo Millor Fernades. Pode-se afirmar que o uso de fábulas em sala de aula propicia discussões relevantesacerca de questões morais e éticas, normas de comportamento etc., ampliando essa idéia ao sefazer a relação com o cotidiano do aluno, com as polêmicas atuais. Recaindo o olhar para oaspecto essencial no ensino de língua materna, vislumbra-se a exploração da construçãodiscursiva das fábulas: a apresentação das ações de cada personagem pode revelar muito doseu caráter, de sua postura ética diante da vida; expressões utilizadas para se referiri aospersonagens podem sinalizar um ponto de vista a respeito de cada um. Baseados na discussão sobre essa temática, a qual favorece desenvolver habilidadesorais dos alunos, estimulando-os a se posicionarem criticamente diante do texto lido,explicando e defendendo pontos de vista, podemos desenvolver várias estratégias de leitura,desde a antecipação, localizando as informações, até a inferência e a generalização,provocando o aluno a resgatar os seus conhecitos prévios. Em relação a produção, os alunos poderão criar fábulas, paródias de fábulas. Articula- se a produção de textos às reflexões sobre os usos linguístiocs peculiares desse gênero. Objetivos: levar o aluno a compreender e produzir fábulas, refletindo sobre sua funçãosocial, suas características linguístico-discursivas e seu conteúdo temático; ativarconhecimentos prévios e levantar hipóteses; observar a coerência global do texto na atividadeao recontar fábula; refletir sobre o uso de certas expressões linguísticas para se refrir aosanimais e seus efeitos de sentido; criar títulos; reconhecer a moral em diferentes fábulas;planejar a escrita de fábulas dentro das características desse gênero. 17
  • 19. LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISII – FÁBULAS A fábula é um dos gêneros textuais mais antigos conhecidos pelo homem. Atribui-se aEsopo (século VI a. C.), um escravo grego, a elaboração e difusão dessa narrativa na Grécia. Asfábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela açãodos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia dacultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábiosou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas,era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal, sugerindo uma verdadeou provocando uma reflexão de ordem moral, destacada geralmente no final do texto. Com opassar do tempo, não foi diferente. Diversos autores recriaram essas fábulas e hoje, aqui noBrasil, temos exemplos de uma verdadeira recriação e intertextualidade desse gênero, comdestaque para Monteiro Lobato e o contemporâneo Millor Fernades. Pode-se afirmar que o uso de fábulas em sala de aula propicia discussões relevantesacerca de questões morais e éticas, normas de comportamento etc., ampliando essa idéia ao sefazer a relação com o cotidiano do aluno, com as polêmicas atuais. Recaindo o olhar para oaspecto essencial no ensino de língua materna, vislumbra-se a exploração da construçãodiscursiva das fábulas: a apresentação das ações de cada personagem pode revelar muito doseu caráter, de sua postura ética diante da vida; expressões utilizadas para se referiri aospersonagens podem sinalizar um ponto de vista a respeito de cada um. Baseados na discussão sobre essa temática, a qual favorece desenvolver habilidadesorais dos alunos, estimulando-os a se posicionarem criticamente diante do texto lido,explicando e defendendo pontos de vista, podemos desenvolver várias estratégias de leitura,desde a antecipação, localizando as informações, até a inferência e a generalização,provocando o aluno a resgatar os seus conhecitos prévios. Em relação a produção, os alunos poderão criar fábulas, paródias de fábulas. Articula-se a produção de textos às reflexões sobre os usos linguístiocs peculiares desse gênero. Objetivos: levar o aluno a compreender e produzir fábulas, refletindo sobre sua funçãosocial, suas características linguístico-discursivas e seu conteúdo temático; ativarconhecimentos prévios e levantar hipóteses; observar a coerência global do texto na atividadeao recontar fábula; refletir sobre o uso de certas expressões linguísticas para se refrir aosanimais e seus efeitos de sentido; criar títulos; reconhecer a moral em diferentes fábulas;planejar a escrita de fábulas dentro das características desse gênero. 17
  • 20. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS FÁBULA I | A raposa e as uvas SUGESTÕES DE ATIVIDADES Certa raposa esfaimada encontrou uma I – Eixo de ensino | ORALIDADE parreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisas de fazer vir água na boca. Mas tão altos, que nem pulando. 1. Distribua tirar de papel com nomes de virtudes, de animais, de objetos, deplantas, de fabulistas,O matreiro bicho torceu o focinho: e morais de fábulas. Em de títulos de fábulas famosasseguida, organize os alunos em grupos por categorias: (a) fabulistas; (b)animais, objetos e plantas; – murmurou.de Uvas verdes, só para de fábulas. — Estão verdes (c) títulos – fábulas; (d) morais cachorros.2. Material didático: Tiras de cartolinas preenchidas.3. Comentários: O número de aulas vai depender do número de alunos e do ritmode trabalho deles. E foi-se. Nisto, deu o vento e uma folha caiu.Essa atividadea propicia a ativação dosvoltou depressa, e pôs- A raposa, ouvindo o barulhinho, se farejar. conhecimentos prévios dos alunossobre o gênero fábula. MORAL: Quem desdenha, quer comprar. (LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1991.) II – Eixo de ensino | ORALIDADE E ESCRITA 1. Provoque discussões sobre as tiras recebidas pelos alunos com o propósito FÁBULA I I| A raposao as uvas textual a ser trabalhado. Asdeles levantarem hipóteses sobre e gêneroquestões podem girar em torno de: “Com o título que tem em mãos, vocêsaberia contar repente a uma esfomeada e gulosa, De raposa, história?”, “Quem é Monteiro Lobato?”Logo após, fomegrupos receberão tiras em branco, saiu do os de quatro dias e gula de todos os tempos, nas quais escreverãopeculiaridades da fábula, elerão na sombra deliciosa afixarão no painel de areal do deserto caiu em voz alta e do parreiralcaracterísticas sobre opor um à altura de Como sugestões de perguntas, seguem: que descia gênero fábula. a perder de vista. de uvase viu, além de tudo, precipício um salto, cachos Olhou(a) Para que maravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, de personagens são contadas e escritas as fábulas? (b) Que tipossão mais comuns? (c) Como finalizam a maioriaadas palmo retesou o corpo, saltou, o focinho passou um fábulas? das uvas. Caiu, tentou de novo, Material didático: Tiras de cartolina preenchidas. Tiras de cartolina em branco. 2. não conseguiu. Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo que tinha, não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas. Cartolina. Desistiu, dizendo entre dentes, 3. Comentários: O ideal é que esse painel inicial nesta etapa seja retomado, com raiva: "Ah,reconstruídotambém, não tem importância. Estão muito verdes." E manter-se afixado e reformulado ao longo da sequência, devendo FÁBULA ORIGINAL | A raposa e as uvasna sala durante descendo, com cuidado, quando viu à sua frente foi essa atividade. uma pedra enorme. Com esforço empurrou a pedra até oOrganize o painel, junto com os alunos, usando alguns critérios para dividi-lo e entrou faminta em um terreno local em que estavam os cachos de uva, trepou na CUma raposamelhor organizar aperigosamente, pois ofábulas: era irregular e onde havia uma parreira, cheia de uvas maduras, cujos pedra, caracterização das terreno objetivo, tipos de personagensetc. havia o risco de despencar, esticou a pata e. . . cachos se dependuravam, muito alto, em cima de sua conseguiu ! Com avidez colocou na boca quase o cacho cabeça. A raposa não podia resistir à tentação de inteiro. E cuspiu. Realmente as uvas estavam muito chupar aquelas uvas, mas, por mais que pulasse, não verdes! conseguia abocanhá-las. Cansada de pular, olhou mais uma vez os apetitosos cachos e disse: III – Eixo de ensino | ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA MORAL: A frustração é uma forma de julgamentoo aspecto “moral da história”, interaja com seus alunos o que seria 1. Retome tão — Estão verdes... boa como qualquer outra.moral, levantando perguntas, tais como: (a) Quando utilizamos a expressão“Moral da história...”?; (b) Qual o sentido de “moral”?; (c) Por que umafácil desdenhar daquilo que não se alcança. MORAL: É boaparte das fábulas termina Millôr. Fábulas fabulosas. 14. Ed. Rio de Janeiro: ( FERNANDES, com uma moral?Sistematize no quadro algumas contribuiçõesNórdica,alunos. Após essa(ESOPO. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2006) dos 1997.)interação, escreva no quadro o significado da palavra moral (“conjunto das 18 19
  • 21. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS SUGESTÕESFÁBULA I | A raposa e as uvas DE ATIVIDADESCerta raposa esfaimadaEixo de ensino | ORALIDADE I – encontrou umaparreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisasde fazer vir água na boca. Mas tão altos, que nempulando. 1. Distribua tirar de papel com nomes de virtudes, de animais, de objetos, deO matreiro bicho torceu o focinho: plantas, de fabulistas, de títulos de fábulas famosas e morais de fábulas. Em seguida, organize os alunos em grupos por categorias: (a) fabulistas; (b) animais, objetos e plantas; (c) títulos de fábulas; (d) morais de fábulas.— Estão verdes – murmurou. – Uvas verdes, só paracachorros. 2. Material didático: Tiras de cartolinas preenchidas. 3. Comentários: O número de aulas vai depender do número de alunos e do ritmoE foi-se. Nisto, deu o vento e uma folha caiu. de trabalho deles.A raposa, ouvindo o barulhinho, voltou depressa, e pôs-se a farejar. Essa atividade propicia a ativação dos conhecimentos prévios dos alunos sobre o gênero fábula.MORAL: Quem desdenha, quer comprar. II – Eixo de ensino | ORALIDADE(LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1991.) E ESCRITA 1. Provoque discussões sobre as tiras recebidas pelos alunos com o propósitoFÁBULA I I| A raposa e as uvas deles levantarem hipóteses sobre o gênero textual a ser trabalhado. As questões podem girar em torno de: “Com o título que tem em mãos, vocêDe repente a raposa, esfomeada e gulosa, saberia contar uma história?”, “Quem é Monteiro Lobato?”fome de quatro dias e gula de todos os tempos, saiu do os grupos receberão tiras em branco, nas quais escreverão Logo após,areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral da fábula, lerão em voz alta e afixarão no painel de peculiaridadesque descia por um precipício a perder de vista. Olhou e características sobre o gênero fábula. Como sugestões de perguntas, seguem:viu, além de tudo, à altura de um salto, cachos de uvasmaravilhosos, uvas grandes, tentadoras. Armou o salto, são contadas e escritas as fábulas? (b) Que tipos de personagens (a) Para queretesou o corpo, saltou, o focinho passou são mais comuns? (c) Como finalizam a maioria das fábulas? a um palmodas uvas. Caiu, tentou de novo, não conseguiu.Descansou, encolheu mais o corpo, deu tudo que didático: Tiras de cartolina preenchidas. Tiras de cartolina em branco. 2. Material tinha,não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas. Cartolina.Desistiu, dizendo entre dentes, com raiva: "Ah,também, não tem importância. Estão muito verdes." E O ideal é que esse painel inicial nesta etapa seja retomado, 3. Comentários:foi descendo, com cuidado, quando viuereconstruído e reformulado ao longo da sequência, devendo manter-se afixado FÁBULA ORIGINAL | A raposa àas uvas sua frenteuma pedra enorme. Com esforço empurrou asala durante essa atividade. na pedra até olocal em que estavam os cachos de uva, trepou napedra, perigosamente, pois oem um terrenoirregularoepainel, junto com os alunos, usando alguns critérios para dividi-lo eCUma raposa entrou faminta terreno era Organizehaviahavia umade despencar, esticou amaduras, organizar a caracterização das fábulas: objetivo, tipos de personagensonde o risco parreira, cheia de uvas melhor cujos pata e. . .cachos se ! Com avidez colocou na boca etc. o cachoconseguiu dependuravam, muito alto, em cima de sua quaseinteiro. EA cuspiu. Realmente asresistirestavam muitocabeça. raposa não podia uvas à tentação deverdes! aquelas uvas, mas, por mais que pulasse, nãochuparconseguia abocanhá-las. Cansada de pular, olhou maisuma vez os apetitosos cachos e disse: III – Eixo de ensino | ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICAMORAL: A frustração é uma forma deRetome o aspecto “moral da história”, interaja com seus alunos o que seria— Estão verdes... 1. julgamento tãoboa como qualquer outra. moral, levantando perguntas, tais como: (a) Quando utilizamos a expressão “Moral da história...”?; (b) Qual o sentido de “moral”?; (c) Por que uma boaMORAL: É fácil desdenhar daquilo que não se alcança.( FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. 14. Ed. Rio de das fábulas parte Janeiro: termina com uma moral?Nórdica, 1997.) São Paulo: Martin Claret, 2006)(ESOPO. Fábulas. Sistematize no quadro algumas contribuições dos alunos. Após essa interação, escreva no quadro o significado da palavra moral (“conjunto das18 19
  • 22. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS história original e compararão quanto à adequação ao título e de moral regras, preceitos etc. característicos à determinado grupo social que osrecebida. estabelece e defende”).Promova uma discussão, apósProvoque os alunos a responderem essa pergunta: Por que se diz que a fábula esse momento, sobre características comunsencontradas na produção oral tem um caráter moralizante? dos alunos, ampliando o painel.2. Material didático: Tiras Material didático: quadro, piloto/giz. 2. de cartolina, piloto. Cópia de fábulas3. Comentários: O professor deverá conhecer atividade leva os alunos a familiarizarem-se com o conceito 3. Comentários: Essa as fábulas que tiveram seus títulose morais selecionados e ter uma cópia deDemonstrar a diferença desse conceito, para que não confundam de moral. uma delas.O propósito é explorar a coerênciao de ética. Enquanto aemoral tem um caráter prático, dizendo como nos com entre o título, a moral a fábula criada, deforma a desafiar os alunos a criar uma narrativa dentro do gênero fábula tendo comportamento, costumes portar dentro de um conjunto de valores, regras decomo sinalizadores o título e a moral. estabelecidos por uma sociedade, a ética possui um caráter reflexivo, pois aMostre a importância, na horaela contação daspara avaliarutilizar os recursos da recorremos fábulas, de nosso comportamento. Entende-se como umanão-verbais, como gestos, pausas etc. de “juízo da moral”. espécie Nesse momento, auxilie a turma a seorganizar quanto ao tempo necessário para planejar, ensaiar e apresentar otexto. IV– Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA 1. Distribua fábulas diferentes entre os alunos paraensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA VI – Eixo de leitura individual e socialização nos grupos com o objetivo de debaterem sobre os valores morais contidos 1. Distribua com os alunos a fábula “A raposa e a responderem as de Monteiro na narrativa. Após a leitura, leve os alunos as uvas” nas versõesLobato e de Millôr Fernandes. Eles (a) Que virtudes ou sobre a fábula enfatiza?; (b) Quais personagens questões: irão ler e refletir vícios a estrutura, alinguagem e o (re) dimensionamento da temática em momentos históricos da sociedade atual pode-se os representam? Por quê?; (c) No modo de vidadiferentes. aplicar a moral da fábula?; (d) O texto traz valores que são princípiosEm seguida, levá-los a refletiressenciais para das duas fábulas (a diferença nas sobre a moral a convivência humana, válidos para qualquer época, lugar eduas fábulas, o caráter de ensinamento na versão de que ao longo do tempo a mudança dos valores cultura?; (e) Pode-se dizer Monteiro Lobato e apresença do humor na versão de Millôr Fernandes, a atualização dos éticos trazidos pelas fábulas? morais deu um aspecto atrasado aos princípiosprovérbios, o recurso da paródia paradiscussão dessas perguntas, os alunos sistematizarão, em um cartaz, Após a “distorcer a moral clássica” da primeiraversão. as principais conclusões, para depois socializarem no grande grupo.Para promover a discussão, proponha perguntas do tipo: (a) Como cada fábulainicia sua narração?; (b)2. Material didático: Cópias de fábulas diversas. Cartolina. Piloto Qual a atuação da raposa em cada uma?; (c) O queresolve fazer a raposa, em cada fábula, ao encontrar o empecilho para comer os valores éticos e morais 3. Nesse momento, os alunos estarão refletindo sobreas uvas?; (d) Como termina cada fábula?; (e)fábulas e de que forma asmais pertinentes nas Qual das duas versões é alegorias os representam.engraçada? Por quê? Nesse momento, revise com os alunos o texto do cartaz, para, se necessário for, fazer alguma correção. 2. Material didático: Cópias da fábula A raposa e as uvas, nas versões de Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes. Cartolina, piloto. V – Eixo de ensino | ORALIDADE 3. Comentários: Comente com os alunos que a fábula “A raposa e as uvas”original foi escrita por Esopo, antes de Cristo. Mostre para os alunos o recursoutilizado na produção 1. Escolha Fernandes: a e morais de fábulas e escreva-os em tiras de cartolinas. de Millôr alguns títulos paródia. Essa diferençaproduzida nas partes da narrativa por este autor os alunos. Pergunte se eles já conhecem os títulos da história Distribua-as com muda sobremaneira algumasnuances: (a) na orientação - caracterização de personagens, finaliza as fábulas. Leve os alunos a perceberem e se já conhecem a moral que tempo e espaçoda narrativa; (b) na complicação –éocomum osgera a narrativa; nessa fábula, as que fato que provérbios encerrarem fábulas.uvas estarem inacessíveis; (c)Questione o – a conseqüência da esses provérbios, sobre o seu caráter na resolução que pensam sobre complicação;na fábula, a s ações da raposa moralizante, de ensinamento. após ser mal sucedida na tentativa de pegar asuvas; (d) na avaliação- na fábula, destaca-se a base nos títulos e provérbios recebidos, os grupos tentarão Logo após, com moral. recontar ou criar oralmente a fábula. Em seguida, os alunos receberão a 20 21
  • 23. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISregras, preceitos etc. característicos de determinado compararão quanto à adequação ao título e à moral história original e grupo social que osestabelece e defende”). recebida.Provoque os alunos a responderem Promova uma discussão, apósque a momento, sobre características comuns essa pergunta: Por que se diz esse fábulatem um caráter moralizante? encontradas na produção oral dos alunos, ampliando o painel.2. Material didático: quadro, 2. Material didático: Tiras de cartolina, piloto. Cópia de fábulas piloto/giz.3. Comentários: Essa atividade leva os alunos O familiarizarem-se conhecer as fábulas que tiveram seus títulos 3. Comentários: a professor deverá com o conceitode moral. Demonstrar a diferença desse conceito, para que ter uma cópia de uma delas. e morais selecionados e não confundamcom o de ética. Enquanto a moral tem um caráter prático, a coerência entre o título, a moral e a fábula criada, de O propósito é explorar dizendo como nosportar dentro de um conjunto de valores, regras de comportamento, costumes forma a desafiar os alunos a criar uma narrativa dentro do gênero fábula tendoestabelecidos por uma sociedade, a como possui um caráter reflexivo, pois a ética sinalizadores o título e a moral.ela recorremos para avaliar nosso comportamento. Entende-seda contação das fábulas, de utilizar os recursos Mostre a importância, na hora como umaespécie de “juízo da moral”. não-verbais, como gestos, pausas etc. Nesse momento, auxilie a turma a se organizar quanto ao tempo necessário para planejar, ensaiar e apresentar o texto.IV– Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA1. Distribua fábulas – Eixo de ensino | os alunos para leitura LINGUÍSTICA VI diferentes entre LEITURA, ANÁLISE individual esocialização nos grupos com o objetivo de debaterem sobre os valores moraiscontidos na narrativa. Após 1. Distribua comos alunos a fábula “A raposa e as uvas” nas versões de Monteiro a leitura, leve os alunos a responderem asquestões: (a) Que virtudes ou vícios a fábula enfatiza?; (b) Quais personagens ler e refletir sobre a estrutura, a Lobato e de Millôr Fernandes. Eles irãoos representam? Por quê?; (c) No modo de vida da (re) dimensionamento da temática em momentos históricos linguagem e o sociedade atual pode-seaplicar a moral da fábula?; (d) O texto traz valores que são princípios diferentes.essenciais para a convivência humana, válidos para qualquer época, lugar moral das duas fábulas (a diferença nas Em seguida, levá-los a refletir sobre a ecultura?; (e) Pode-se dizer que ao duas fábulas, o a mudançaensinamento na versão de Monteiro Lobato e a longo do tempo caráter de dos valoresmorais deu um aspecto atrasado aos princípios éticos trazidos pelasde Millôr Fernandes, a atualização dos presença do humor na versão fábulas?Após a discussão dessas perguntas,provérbios, o recurso da paródia para “distorcer a moral clássica” da primeira os alunos sistematizarão, em um cartaz,as principais conclusões, para depois socializarem no grande grupo. versão. Para promover a discussão, proponha perguntas do tipo: (a) Como cada fábula2. Material didático: Cópias de fábulas diversas. Cartolina. Qual a atuação da raposa em cada uma?; (c) O que inicia sua narração?; (b) Piloto resolve fazer a raposa, em cada fábula, ao encontrar o empecilho para comer3. Nesse momento, os alunos estarão refletindo sobre os valores éticos e moraispertinentes nas fábulas e de que formauvas?; (d) Como termina cada fábula?; (e) Qual das duas versões é mais as as alegorias os representam. engraçada? Por quê?Nesse momento, revise com os alunos o texto do cartaz, para, se necessáriofor, fazer alguma correção. 2. Material didático: Cópias da fábula A raposa e as uvas, nas versões de Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes. Cartolina, piloto.V – Eixo de ensino | ORALIDADE 3. Comentários: Comente com os alunos que a fábula “A raposa e as uvas” original foi escrita por Esopo, antes de Cristo. Mostre para os alunos o recurso1. Escolha alguns títulos e morais de fábulas naescreva-os em tiras de cartolinas. a paródia. Essa diferença utilizado e produção de Millôr Fernandes: produzida nas partes da narrativa por este autor muda sobremaneira algumasDistribua-as com os alunos. Pergunte se eles já conhecem os títulos da históriae se já conhecem a moral que finaliza as fábulas. Leve os alunos a perceberemde personagens, tempo e espaço nuances: (a) na orientação - caracterizaçãoque é comum os provérbios encerrarem fábulas. (b) na complicação – o fato que gera a narrativa; nessa fábula, as da narrativa;Questione o que pensam sobre esses estarem inacessíveis; (c) na resolução – a conseqüência da complicação; uvas provérbios, sobre o seu carátermoralizante, de ensinamento. na fábula, a s ações da raposa após ser mal sucedida na tentativa de pegar asLogo após, com base nos títulos e uvas; (d) narecebidos, os grupos tentarão a moral. provérbios avaliação- na fábula, destaca-serecontar ou criar oralmente a fábula. Em seguida, os alunos receberão a20 21
  • 24. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS 2. Material didático: Cópias de diversas fábulas.ANÁLISE LINGÜÍSTICA VII – Eixo de ensino | LEITURA E Lápis, papel. Quadro, piloto/giz.3. Para que o aluno produza o título, é necessário que identifique a unidadetemática do texto. Discuta, Os alunos alunos, as produções elaboradas por de referenciação – expressões 1. com seus deverão indicar no texto o processo elese leve-os a perceber quais títulos melhor se articulam ao tema da fábula.ou lugar – e de adjetivação – como utilizadas para designar cada personagem Damesma forma se dá com a produção da moral.personagens e outros elementos da narrativa: a raposa, os são descritos os cachos e as uvas nas duas versões das fábulas. Oriente-os a sistematizarem no quadro essas diferenças, para que percebam a mudança na linguagem e os efeitos | de sentido pretendidosLINGUÍSTICA E ORALIDADE. X – Eixo de ensino LEITURA, ANÁLISE pelos autores, através de questões, como: (a) Em que versão a raposa parece mais faminta? Por quê?; (b) Em que versão a linguagem está mais próxima da atualidade? 1. Distribua tiras aos alunos pedindo que eles recuperem aspectos Exemplifique.característicos do gênero fábula. Através das respostas trazidas nas tiras, oprofessor deverá trazer o painel da caracterização para da fábula A raposa e as uvas, nas versões de 2. Material didático: Cópias que os alunos retomemas características iniciais sobre o texto, ampliando com outras características Monteiro Lobato e de Millôr Fernandes.que surgiram no decorrer dessa atividade. 3. Comentário: É importante levar os alunos a refletir sobre as possíveis2. Material didático: Papel ofício, lápis/caneta. Painel. intenções do autor ao usar alguns adjetivos e como essas escolhas se3. Comentários: professor, traga para o centro das pretendida. Na maioria das vezes, o uso dos artigos relacionam com a moral discussões outrascaracterísticas do gênero fábula, como: ou quem produz? uma raposa/a raposa) ou a forma de nomear os definidos (a) indefinidos ( (b) quem escuta/lê,atualmente, e quem escutou/leu em outras cordeiro/cordeirinhopode ser personagens ( épocas? (c) onde ) revelam aspectos importantes paraencontrado esse gênero? (d) que outros textoshumor fábulas? (propagandas,de sentido. compreender o usam e a ironia entre efeitospoemas, músicas etc.) VIII – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA. XI – Eixo de ensino | ESCRITA. 1. Distribua com os alunos a fábula “O leão e o rato”, de La Fontaine. Após fazerem a leitura, mostre-os asdeverão produzir uma fábula, designar os 1. Agora, os alunos expressões utilizadas para utilizando outras alegorias –animais, objetos ou algum elemento de (referência do seu cotidiano que ). personagens leão – o rei das selvas; o grandalhãosimbolize alguma virtude ou vício. Retome o alunos da caracterização. cartaz, as expressões que designam Em seguida, os painel escreverão, em umO professor deverá solicitar a personagens, respondendo as questões: (a) Por a o leão é chamado dessa (re) escrita dos textos produzidos, destacando queorganização textual-discursiva dos textos (pontuação, discurso direto e o personagem e sua atuação forma?; (b) Esse fato ajudou a conhecer melhorindireto, elementos da narrativa, fábula? Explique. na marcadores de tempo-espaço, adjetivação,cadeia referencial, figuras de linguagem, dentre outros aspectos que oprofessor julgar necessário Material didático: cópias da fábula “O leão e o rato” (Anexo I). Cartolina, 2. e pertinente). piloto.2. Material didático: Painel da caracterização. Papel, lápis/caneta. ser utilizada uma outra fábula. O 3. Comentários: Nessa atividade, poderá3. Comentários: dessas produções elaboradas pelos alunos poderá sair alguma personagens – expressões importante é destacar a cadeia referencial dosparódia referentes à vida cotidiana, com personagensum personagem ao decorrer do texto. A cadeia usadas para designar reais, que representemvícios e virtudes, como alguns artistas, políticos ou sobre as pessoas nas personagens ou na maneira referencial pode sinalizar outras mudançasconhecidas. Os alunos poderão oso mais variados cenários voltados para o como narrador as encara ao longo da narrativa.humor etc. É importante manter a essência do gênero, destacando oensinamento com o uso de alegorias, como animais, objetos, plantas, pararepresentar vícios e virtudes humanas.Outra forma IX – Eixo de ensino | ESCRITA. de produção é solicitar aos alunos que parodiem uma mesmafábula e, daí, eleger a melhor versão. 1. Distribua aos alunos diversas fábulas, sem o título e sem a moral. Proponha os alunos a produzirem um título e uma moral para as fábulas recebidas. Após a produção, escreva no quadro as sugestões dos alunos e depois compare-as com os títulos e as morais originais. 22 23
  • 25. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISVII – Eixo de ensino | LEITURAMaterial didático: Cópias de diversas fábulas. Lápis, papel. Quadro, piloto/giz. 2. E ANÁLISE LINGÜÍSTICA 3. Para que o aluno produza o título, é necessário que identifique a unidade1. Os alunos deverão indicar no texto o processo de referenciação – expressões as produções elaboradas por eles temática do texto. Discuta, com seus alunos,utilizadas para designar cada personagem ou a perceberde adjetivaçãomelhor se articulam ao tema da fábula. Da e leve-os lugar – e quais títulos – comosão descritos os personagens e outros elementos se dánarrativa: a raposa, moral. mesma forma da com a produção da oscachos e as uvas nas duas versões das fábulas.Oriente-os a sistematizarem no quadro essas diferenças, para que percebam amudança na linguagem e de ensino | de sentido pretendidosLINGUÍSTICA E ORALIDADE. X – Eixo os efeitos LEITURA, ANÁLISE pelos autores,através de questões, como: (a) Em que versão a raposa parece mais faminta?Por quê?; (b) Em que versão a linguagem está mais próxima da atualidade? 1. Distribua tiras aos alunos pedindo que eles recuperem aspectosExemplifique. característicos do gênero fábula. Através das respostas trazidas nas tiras, o2. Material didático: Cópias da fábula A deverá trazer uvas, nas versões de professor raposa e as o painel da caracterização para que os alunos retomem as características iniciais sobre o texto, ampliando com outras característicasMonteiro Lobato e de Millôr Fernandes. que surgiram no decorrer dessa atividade.3. Comentário: É importante levar os alunos a refletir sobre as possíveisintenções do autor ao usar 2. Material didático:como essas escolhas se Painel. alguns adjetivos e Papel ofício, lápis/caneta.relacionam com a moral pretendida. Na maioria das vezes, o uso dos o centro das discussões outras 3. Comentários: professor, traga paraartigosdefinidos ou indefinidos ( uma raposa/a raposa) ou a forma decomo: (a) quem produz? (b) quem escuta/lê, características do gênero fábula, nomear ospersonagens ( cordeiro/cordeirinho ) revelam easpectosescutou/leu em outras épocas? (c) onde pode ser atualmente, quem importantes paracompreender o humor e a ironia entre efeitos de sentido. encontrado esse gênero? (d) que outros textos usam fábulas? (propagandas, poemas, músicas etc.)VIII – Eixo de ensino | LEITURA, ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA. XI – Eixo de ensino | ESCRITA.1. Distribua com os alunos a fábula “O leão e o rato”, de La Fontaine. Apósfazerem a leitura, mostre-os1.asAgora, os alunos deverão produzir umaos expressões utilizadas para designar fábula, utilizando outras alegorias –personagens ( leão – o rei das selvas; o grandalhão ). ou algum elemento de referência do seu cotidiano que animais, objetosEm seguida, os alunos escreverão, em um cartaz, as expressões que designam o painel da caracterização. simbolize alguma virtude ou vício. Retomepersonagens, respondendo as questões: (a) Por que o leão é chamado dessa dos textos produzidos, destacando a O professor deverá solicitar a (re) escritaforma?; (b) Esse fato ajudou a conhecer melhor o personagem e suados textos (pontuação, discurso direto e organização textual-discursiva atuaçãona fábula? Explique. indireto, elementos da narrativa, marcadores de tempo-espaço, adjetivação, cadeia referencial, figuras de linguagem, dentre outros aspectos que o2. Material didático: cópias da fábula “O julgar e o rato” (Anexo I). Cartolina, professor leão necessário e pertinente).piloto.3. Comentários: Nessa atividade, poderá ser utilizada da caracterização. Papel, lápis/caneta. 2. Material didático: Painel uma outra fábula. Oimportante é destacar a cadeia Comentários:dos personagens – expressões 3. referencial dessas produções elaboradas pelos alunos poderá sair algumausadas para designar um personagem aoreferentes à vida cotidiana, com personagens reais, que representem paródia decorrer do texto. A cadeiareferencial pode sinalizar sobre as mudanças virtudes, como alguns maneira políticos ou outras pessoas vícios e nas personagens ou na artistas,como o narrador as encara ao longo da narrativa. alunos poderão os mais variados cenários voltados para o conhecidas. Os humor etc. É importante manter a essência do gênero, destacando o ensinamento com o uso de alegorias, como animais, objetos, plantas, para representar vícios e virtudes humanas.IX – Eixo de ensino | ESCRITA. Outra forma de produção é solicitar aos alunos que parodiem uma mesma fábula e, daí, eleger a melhor versão.1. Distribua aos alunos diversas fábulas, sem o título e sem a moral. Proponha osalunos a produzirem um título e uma moral para as fábulas recebidas.Após a produção, escreva no quadro as sugestões dos alunos e depoiscompare-as com os títulos e as morais originais.22 23
  • 26. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS ANEXO I III – CARTA DO LEITOR O leão e o rato | Jean de La Fontaine Um rato, bastante perturbado, sai da sua toca. Quando olha para frente, dá de cara com um leão! Para sua sorte, o rei da selva ou teve piedade ou não estava com fome naquela hora, pois nad a f ez ao bi cho, deixando-o ir embora. Mas o bem que o leão fez foi bem pago. Quem diria que, um dia, ele iria precisar daquele insignificante A Carta do Leitor é um gênero que circula no domínio jornalístico, veicula em revistas ratinho! E foi o que aconteceu.e jornais de circulação regional e nacional em uma seção específica para este fim. Caracteriza- Ao passar pela extensa floresta,se como uma carta aberta dirigida a destinatários desconhecidos. Do ponto de vista o leão caiu numa rede enganosa!organizacional geral, a carta do leitor se assemelha às cartas pessoais, que por sua vez advém Logo ele que não conhecia ado gênero epistolar, o qual obedece a elementos que contribuem para a unidade interna do traição por ser forte e corajoso!texto. As características que permeiam este gênero: texto com intencionalidade persuasiva; Fez de tudo: rugiu, esforçou-se,com formato semelhante ao da carta pessoal, apresentando data, vocativo, corpo do texto, porém não conseguiu fugir.expressão cordial de despedida, assinatura, cidade de origem, sendo que nem todas essaspartes são encontradasnão carta do leitor.o rato para E na é que aparece Esses elementos contribuem para a unidade internado texto. Nessas seções, encontramos elementos identificadores de lugar, tempo, destinatário, acudir o grandalhão das selvas?remetente, saudação, despedida, dentre outros, que podem variar de acordo com o tipo decarta – carta pessoal, carta comercial, carta do leitor, carta aberta etc. – sendo cada uma com — Mas como você poderá mecaracterísticas diferentes. com diversidade se odá em razão dos propósitos comunicativos aju dar Esta esse p eq uendesses gêneros. tamanho? – pergunta o leão. O rato não responde, e começa a roer as grades da prisão. Na sua produção e versão final, a carta do leitor é composta dos elementos estruturaispertinentes a esse gênero. seus dentes finos, rompe os fios quecarta é editada antes da sua Com Contudo, ao chegar à redação, essa prendem o leão. Ele consegue libertarpublicação, por uma questão de espaço físico pagando, assim, uma dívida com o tema, Com isso, aquele que um dia lhe fez bem, do jornal/revista, pertinência ao leão.prolixidade, dentre outros. Assim como as carta poderá serem sempre gratos com quem lhes ajuda. E deixa uma lição para a pessoas: de não ser publicada, até pela quantidadede cartas com o mesmo tema, ficando trabalho, quando feito com paciência, para melhor resultado do mais: mostra que o a editora a decidir qual a mais viável tem publicação.Dessa forma, a relação a força eentre o leitor (interlocutor da carta) e o jornal/revista (editor)suas que de poder a imprudência daqueles que, nervosos, tentam realizar é obrigações.assimétrica: o jornal ou revista é que decide o que será publicado, de que forma e quando. (La Fontaine, Jean de Fábulas de Esopo. Adaptação: Lúcia Tulchinski. São Paulo: Scipione, 2008) Nessas cartas, o leitor/interlocutor reivindica, solicita, critica, agradece ou elogia algoque foi publicado ou mesmo algum fato da comunidade, regional ou nacional. A linguagem éclara e objetiva, estilo simples, pessoal (emprego dos pronomes e verbos na 1ª pessoa) ou maisimpessoal (empregandomais informações, procure o apêndice. Para obter pronomes e verbos na 3ª pessoa) ou ainda a possibilidade de utilizar osdois tipos de linguagem ao mesmo tempo; menor ou maior impessoalidade, de acordo com aintenção do autor, no entanto são produzidas no registro formal da língua. Quando se trata dealguma reclamação ou reivindicação, é necessário convencer os leitores e/ou ouvintes a aceitar 24 25
  • 27. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISANEXO I III – CARTA DO LEITORO leão e o rato | Jean de La FontaineUm rato, bastante perturbado,sai da sua toca. Quando olhapara frente, dá de cara com umleão! Para sua sorte, o rei daselva ou teve piedade ou nãoestava com fome naquela hora,pois n ada f ez ao bich o,deixando-o ir embora. Mas obem que o leão fez foi bem pago.Quem diria que, um dia, ele iriaprecisar daquele insignificante A Carta do Leitor é um gênero que circula no domínio jornalístico, veicula em revistasratinho! E foi o que aconteceu. e jornais de circulação regional e nacional em uma seção específica para este fim. Caracteriza-Ao passar pela extensa floresta, se como uma carta aberta dirigida a destinatários desconhecidos. Do ponto de vistao leão caiu numa rede enganosa! organizacional geral, a carta do leitor se assemelha às cartas pessoais, que por sua vez advémLogo ele que não conhecia a do gênero epistolar, o qual obedece a elementos que contribuem para a unidade interna dotraição por ser forte e corajoso! texto. As características que permeiam este gênero: texto com intencionalidade persuasiva;Fez de tudo: rugiu, esforçou-se, com formato semelhante ao da carta pessoal, apresentando data, vocativo, corpo do texto,porém não conseguiu fugir. expressão cordial de despedida, assinatura, cidade de origem, sendo que nem todas essas partes são encontradas na carta do leitor. Esses elementos contribuem para a unidade internaE não é que aparece o rato paraacudir o grandalhão das selvas? seções, encontramos elementos identificadores de lugar, tempo, destinatário, do texto. Nessas remetente, saudação, despedida, dentre outros, que podem variar de acordo com o tipo de— Mas como você poderá me carta – carta pessoal, carta comercial, carta do leitor, carta aberta etc. – sendo cada uma comajud ar com essecaracterísticas diferentes. Esta diversidade se dá em razão dos propósitos comunicativos pequenotamanho? – pergunta o leão. desses gêneros.O rato não responde, e começa aroer as grades da prisão. Na sua produção e versão final, a carta do leitor é composta dos elementos estruturais Com seus dentes finos, rompe os fios que prendem o leão. Ele consegue libertarcarta é editada antes da sua pertinentes a esse gênero. Contudo, ao chegar à redação, essaaquele que um diapublicação, por uma questãouma dívida com o leão. jornal/revista, pertinência ao tema, lhe fez bem, pagando, assim, de espaço físico do Com isso,deixa uma lição para as pessoas: de serem sempre gratos com quem lhes ajuda. Epublicada, até pela quantidade prolixidade, dentre outros. Assim como a carta poderá não sermais: mostra que o trabalho, quando feito com paciência, tem melhor resultado domais viável para publicação. de cartas com o mesmo tema, ficando a editora a decidir qual aque a força e a Dessa forma, daqueles de poder entre o tentam realizar suas carta) e o jornal/revista (editor) é imprudência a relação que, nervosos, leitor (interlocutor daobrigações. assimétrica: o jornal ou revista é que decide o que será publicado, de que forma e quando.(La Fontaine, Jean de Fábulas de Esopo. Adaptação: Lúcia Tulchinski. São Paulo: Scipione, 2008) Nessas cartas, o leitor/interlocutor reivindica, solicita, critica, agradece ou elogia algo que foi publicado ou mesmo algum fato da comunidade, regional ou nacional. A linguagem é clara e objetiva, estilo simples, pessoal (emprego dos pronomes e verbos na 1ª pessoa) ou maisPara obter mais informações,(empregando pronomes e verbos na 3ª pessoa) ou ainda a possibilidade de utilizar os impessoal procure o apêndice. dois tipos de linguagem ao mesmo tempo; menor ou maior impessoalidade, de acordo com a intenção do autor, no entanto são produzidas no registro formal da língua. Quando se trata de alguma reclamação ou reivindicação, é necessário convencer os leitores e/ou ouvintes a aceitar24 25
  • 28. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS SUGESTÕES os pontos de vista expostos, convencendo as pessoas a acreditarem no que é dito e aderirem ao DE que se reivindica. Assim, as sequências argumentativas e expositivasATIVIDADES são mais freqüentes. Outras vezes, é necessário relatar fatos ou ações em uma seqüência temporal e causal, quando I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE prevalecem as sequências narrativas. 1. Organize a turma em grupos e distribua exemplares de jornais, revistas e gibis.Oriente para que os Oalunos busquemleitor em sala de aulaleitor e observem o contato com um gênero uso da carta do a seção carta do proporciona ao alunocriteriosamente para verificar em que parte desses no espaço escolar favorece a descoberta da função sua escrito. A introdução deste gênero suportes são publicadas ascartas dos leitores. Questione-os: (a) Vocês encontraram a seção em que as das pessoas escolherem este social, criando oportunidades para uma reflexão sobre o porquêpessoas expõem suaspara expressar suas opiniões, comentar algo etc., qual a sua importância no efetivo gênero idéias, sua opinião, reivindicação, reclamação etc.? (b)Encontraramcontato entre identifica essa seção? (c) Nessa seção, há alguma o nome que o veículo e leitor etc., quais temas são mais recorrentes.informação sobre as pessoas que escrevem para eles? Quais?Faça uma tabela no quadro ou cartolina para escrever os dados de cadasuporte identificado por seção: Objetivos: familiarizar-se com o gênero carta do leitor, buscando compreender Nome doda e refletir sobr e as usas especificidades, assim como produzi-lo Revista Jornal Gibi adequadamente; perceber elementos estruturadores do gênero carta do leitor; ler e produzir cartas do leitor, levantando os pontos de vista e argumentos para Nome / Suporte criticar, elogiar, sugerir, indagar, solicitar ou denunciar. Nome da Seção Identificação do remetenteLogo em seguida, explore os diversos nomes identificados na seção de carta doleitor. Alguns meios de comunicação apresentam essa seção como: “Correiodo Cebolinha” ou algum outro personagem do gibi ou mesmo o nome do leitor,no caso dos gibis, outros veículo divulgam endereço para correspondência e onome do leitor. É interessante levar o aluno a fazer essa comparação e análisepara provocar uma reflexão de como funcionam os diferentes meios decomunicação, mesmo com o nome da mesma seção. 2. Recursos didáticos: Exemplares de jornais, revistas e gibis; Cartolina. Quadro. Piloto/Giz. 3. Comentários: O número de aulas dependerá do número de alunos e ritmodestes. As respostas deverão ser afixadas em local visível de maneira que elespercebam as diversas identificações encontradas nos veículos decomunicação à seção Carta do Leitor, assim como outros elementosidentificadores dos leitores, como: sexo, idade, lugar de onde escrevem,profissão etc.) II – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 1. Mostre aos alunos, no mínimo, 2 modelos de carta do leitor de cada suporte demídia. Incentive-os a lerem as cartas, logo após, pergunte em que veículo elasforam publicadas. Mostre aos alunos exemplares de carta pessoal e carta doleitor, com o intuito de identificar as características destes gêneros. Apósobservarem os gêneros, pergunte: (a) A carta enviada pelo leitor à redação de 26 27
  • 29. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS SUGESTÕES DE ATIVIDADESos pontos de vista expostos, convencendo as pessoas a acreditarem no que é dito e aderirem aoque se reivindica. Assim, as sequências argumentativas e expositivas são mais freqüentes.Outras vezes, é necessário relatar fatos ou ações em uma seqüência temporal e causal, quando I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADEprevalecem as sequências narrativas. 1. Organize a turma em grupos e distribua exemplares de jornais, revistas e gibis.O uso da carta do leitor em sala de Oriente para queao aluno o contato comaum gênero aula proporciona os alunos busquem seção carta do leitor e observemescrito. A introdução deste gênero criteriosamente para verificar a descoberta da função sua são publicadas as no espaço escolar favorece em que parte desses suportessocial, criando oportunidades para uma reflexão sobre Questione-os:pessoas escolherem estea seção em que as cartas dos leitores. o porquê das (a) Vocês encontraramgênero para expressar suas opiniões, comentar algo suas idéias, sua opinião, reivindicação, reclamação etc.? (b) pessoas expõem etc., qual a sua importância no efetivocontato entre o veículo e leitor etc.,Encontraram são maisque identifica essa seção? (c) Nessa seção, há alguma quais temas o nome recorrentes. informação sobre as pessoas que escrevem para eles? Quais? Faça uma tabela no quadro ou cartolina para escrever os dados de cada suporte identificado por seção:Objetivos: familiarizar-se com o gênero carta do leitor, buscando compreender Nome da Nome do Nome doe r efletir sobre as usas especificidades, assim como produzi- lo Revista Gibi Jornaladequadamente; perceber elementos estruturadores do gênero carta do leitor;ler e produzir cartas do leitor, levantando os/ pontos de vista e argumentos para Nome Suportecriticar, elogiar, sugerir, indagar, solicitar ou denunciar. Nome da Seção Identificação do remetente Logo em seguida, explore os diversos nomes identificados na seção de carta do leitor. Alguns meios de comunicação apresentam essa seção como: “Correio do Cebolinha” ou algum outro personagem do gibi ou mesmo o nome do leitor, no caso dos gibis, outros veículo divulgam endereço para correspondência e o nome do leitor. É interessante levar o aluno a fazer essa comparação e análise para provocar uma reflexão de como funcionam os diferentes meios de comunicação, mesmo com o nome da mesma seção. 2. Recursos didáticos: Exemplares de jornais, revistas e gibis; Cartolina. Quadro. Piloto/Giz. 3. Comentários: O número de aulas dependerá do número de alunos e ritmo destes. As respostas deverão ser afixadas em local visível de maneira que eles percebam as diversas identif icações encontradas nos veículos de comunicação à seção Carta do Leitor, assim como outros elementos identificadores dos leitores, como: sexo, idade, lugar de onde escrevem, profissão etc.) II – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 1. Mostre aos alunos, no mínimo, 2 modelos de carta do leitor de cada suporte de mídia. Incentive-os a lerem as cartas, logo após, pergunte em que veículo elas foram publicadas. Mostre aos alunos exemplares de carta pessoal e carta do leitor, com o intuito de identificar as características destes gêneros. Após observarem os gêneros, pergunte: (a) A carta enviada pelo leitor à redação de26 27
  • 30. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Busque evidenciar as características e especificidades dos etc., é semelhante às que ele envia para um jornais, revistas, gibis, rádio, TV gênerostrabalhados, explorando os pontos levantados pelos alunos. amigo? Neste momento, apresente um exemplo da carta pessoal e outro da carta do2. Recursos didáticos: Cartolina. Piloto leitor. Continue interagindo com seu aluno, perguntando: (a) O que podemos3. Inicie uma discussão oral baseando-se nos pontos listados nas tabelas. ver na carta pessoal? (b) Como escreve o remetente para que possamosPontue no quadro as respostas dos alunos para que os mesmos observem as perceber de onde a carta é e quando foi produzida ( Local e data)? (c) O que seespecificidades do gênero trabalhado nos modelos de carta. percebe no conteúdo da carta após a saudação? De que forma a carta foi concluída ( Despedida e assinatura)? (d) Ao ler a carta, podemos perceber o propósito dela? Faça anotações nas margens da carta pessoal dos pontos comentados pelos ensino | LEITURA. IV – Eixos de alunos. Em seguida, convide-os a observarem a carta do leitor, oriente-os de que eles irão Divida a agora a cartagrupos, distribua um seguintes questões: carta do leitor 1. observar turma em do leitor e levante as exemplar de uma“Meninos” (Anexo 1), enviada a Como a carta é iniciada? (b) Como o remetente interage com a redação da (a) um jornal pernambucano. Logo após, lance asperguntas: (a) Do que trata revista/jornal/gibi?carta? (b) essas mídias identificam o remetente? (d) Qual o o leitor em sua (c) Como O que o leitor quer propósito dessas cartas?mostrar? (c) Há alguma reivindicação ou denúncia implícita, nas entrelinhas?Qual? (d) O leitor convence você a acreditar na situação apresentada? da carta analisada, o fim de que Registre a fala dos alunos nas margensNesse momento, você poderá identifiquem elementos, leitor, com enfoque elogios, reclamações, sugestões, utilizar outras cartas do como: solicitações, deoutras estratégias mobilizadasrespostas etc. possivelmenteidéias. pelo leitor para expor suas presentes nesses gêneros.2. Recursos didáticos: Carta do leitor (Anexo 1). Outras cartas de leitores.3. Comentários: Aproveite esse momento para enfocar a importância dos 2. Recursos didáticos: Cartolina. Piloto/Giz. Quadro. Exemplares: carta pessoal (argumentos dos remetentes, Anexo 1) e carta do leitor ( Anexo 2) ou cartas apresentadas pelo professor. sua importância para o convencimento dopúblico leitor. 3. Comentários: Utilize esse momento para refletir com os alunos que, apesar do advento da internet, como o e-mail, as cartas ainda são utilizadas por interlocutores/leitores. Oriente o aluno a perceber a estrutura do gênero textual carta: (a) Local das saudações, vocativo; – Eixos de ensino |– sequênciaE ORALIDADE. V (b) corpo do texto ESCRITA argumentativa, narrativa, descritiva; (c) fecho da carta, despedidas. Pr ovocar uma reflexão acerca dos seguintes elementos: lugar, tempo, destinatário, 1. Trabalhe com seus alunos a temática da comunidade ou bairro em que mora, remetente, saudação, despedida, entre outros, e que podem ser explanadoslevantando algum problema pelos eles gostariam de denunciar, ou mesmo que seus produtores/leitores em diferentes posições nas cartas. O propósitoreivindicar alguma obra para melhoria da comunidade, utilizando-se daessa diversidade de modelos. comunicativo da carta é o que vai definir seçãocarta do leitor.Cada grupo lançará seu tema e o professor deverá colocar no quadro e, por fim,oriente-os a escolherem um dos temas levantados para que possam produziruma carta à redação do jornal.No momento da produção, – Eixo de ensino | ESCRITA, LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGÜÍSTICA. III leve os alunos a refletirem sobre: (a) O problema aser abordado; (b) estratégias argumentativas para convencer o jornal adivulgar a denúncia ou reivindicação, como também convencer os leitores e especificidades dos 1. Neste momento, iremos confrontar as característicasdaquela mídia de comunicação.gêneros textuais carta do leitor e carta pessoal. Então, pergunte aos seusApós a produção dessa carta, alunos quais elementos sãoorientá-los quanto diferentes que estão presentes aproveite o momento para semelhantes e/ou aforma do preenchimento do envelope e postá-lo,tela. Elabore texto, no correio. nestes gêneros em junto com o um quadro, seguindo este modelo:2. Recursos didáticos: caneta, papel, envelope de carta. Semelhanças Diferenças3. Comentários: O professore deverá escolher, em conjunto com os alunos, um Carta do leitor Carta Pessoal Carta do leitor Carta Pessoaljornal de grande circulação na cidade ou estado. Lembramos que os jornaisregionais e nacionais já disponibilizam espaços interativos em sites oficiaispara leitões ou alguma comunidade poder se manifestar. Assim, outra opção éutilizar o laboratório de informática e produzir um e-mail com as mesmascaracterísticas da carta do leitor. 28 29
  • 31. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISjornais, revistas, gibis, rádio, TV etc., é semelhante às que ele envia para um especificidades dos gêneros Busque evidenciar as características eamigo? trabalhados, explorando os pontos levantados pelos alunos.Neste momento, apresente um exemplo dadidáticos: Cartolina. Piloto do 2. Recursos carta pessoal e outro da cartaleitor. Continue interagindo com Inicie umaperguntando: (a) baseando-se nos pontos listados nas tabelas. 3. seu aluno, discussão oral O que podemosver na carta pessoal? (b) Como escreve o remetente para que possamos Pontue no quadro as respostas dos alunos para que os mesmos observem asperceber de onde a carta é e quando foi produzida ( Local e data)? (c) O que se especificidades do gênero trabalhado nos modelos de carta.percebe no conteúdo da carta após a saudação? De que forma a carta foiconcluída ( Despedida e assinatura)? (d) Ao ler a carta, podemos perceber opropósito dela?Faça anotações nas margens da carta pessoal dos pontos comentados pelos IV – Eixos de ensino | LEITURA.alunos. Em seguida, convide-os a observarem a carta do leitor, oriente-os deque eles irão observar agora a1. Divida a turma em as seguintes questões: exemplar de uma carta do leitor carta do leitor e levante grupos, distribua um(a) Como a carta é iniciada? (b) Como o remetente interage com a a um jornal pernambucano. Logo após, lance as “Meninos” (Anexo 1), enviada redação darevista/jornal/gibi? (c) Como essas perguntas: (a) Do o remetente? (d) Qual o sua carta? (b) O que o leitor quer mídias identificam que trata o leitor empropósito dessas cartas? mostrar? (c) Há alguma reivindicação ou denúncia implícita, nas entrelinhas?Registre a fala dos alunos nas margens da carta analisada, você a acreditar na situação apresentada? Qual? (d) O leitor convence o fim de queidentifiquem elementos, como: solicitações, elogios,você poderá utilizar outras cartas do leitor, com enfoque de Nesse momento, reclamações, sugestões,respostas etc. possivelmente presentes nesses gêneros. outras estratégias mobilizadas pelo leitor para expor suas idéias. 2. Recursos didáticos: Carta do leitor (Anexo 1). Outras cartas de leitores.2. Recursos didáticos: Cartolina.Comentários: Aproveite esse momento para enfocar a importância dos 3. Piloto/Giz. Quadro. Exemplares: carta pessoal (Anexo 1) e carta do leitor ( Anexo 2) ou cartas apresentadas pelo sua importância para o convencimento do argumentos dos remetentes, professor. público leitor.3. Comentários: Utilize esse momento para refletir com os alunos que, apesar doadvento da internet, como o e-mail, as cartas ainda são utilizadas porinterlocutores/leitores. Oriente o aluno a perceber a estrutura do gênerotextual carta: (a) LocalEixos de ensino vocativo; (b)E ORALIDADE. sequência V – das saudações, | ESCRITA corpo do texto –argumentativa, narrativa, descritiva; (c) fecho da carta, despedidas. Pr ovocaruma reflexão acerca dos seguintes elementos: lugar, tempo, destinatário, 1. Trabalhe com seus alunos a temática da comunidade ou bairro em que mora,remetente, saudação, despedida, entre outros, e que podem ser explanados levantando algum problema que eles gostariam de denunciar, ou mesmopelos seus produtores/leitores em diferentes posições nas cartas. O propósitocomunicativo da carta é o que vai definir essa diversidade de modelos. da comunidade, utilizando-se da seção reivindicar alguma obra para melhoria carta do leitor. Cada grupo lançará seu tema e o professor deverá colocar no quadro e, por fim, oriente-os a escolherem um dos temas levantados para que possam produzir uma carta à redação do jornal.III – Eixo de ensino | ESCRITA, LEITURA, ORALIDADE Eleve os alunos a refletirem sobre: (a) O problema a No momento da produção, ANÁLISE LINGÜÍSTICA. ser abordado; (b) estratégias argumentativas para convencer o jornal a1. Neste momento, iremos confrontar as características ouespecificidades dos também convencer os leitores divulgar a denúncia e reivindicação, comogêneros textuais carta do leitor e carta pessoal. Então, pergunte aos seus daquela mídia de comunicação.alunos quais elementos são semelhantes e/ou diferentes que estão presentes momento para orientá-los quanto a Após a produção dessa carta, aproveite onestes gêneros em tela. Elabore umforma doseguindo este modelo: quadro, preenchimento do envelope e postá-lo, junto com o texto, no correio.DiferençasSemelhanças 2. Recursos didáticos: caneta, papel, envelope de carta.Carta do leitor Carta Pessoal Carta 3. leitor Carta Pessoal professore deverá escolher, em conjunto com os alunos, um do Comentários: O jornal de grande circulação na cidade ou estado. Lembramos que os jornais regionais e nacionais já disponibilizam espaços interativos em sites oficiais para leitões ou alguma comunidade poder se manifestar. Assim, outra opção é utilizar o laboratório de informática e produzir um e-mail com as mesmas características da carta do leitor.28 29
  • 32. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Outro fator importante é incentivar a leitura no jornal em que fora enviado a IV – O POEMA carta ou e-mail, para daí, verificarem se foi publicado. É o momento para verificar o que acontece com as cartas ao serem publicadas, ou seja, aliterário, se diferencia da O poema, texto edição que sofrem esses textos.prosa pela sua organização no suporte utilizadopara a produção escrita. Geralmente apresenta-se em versos, cada um apresentando e extensãodesejada pelo poeta com objetivo| de destacar um VI – Eixo de ensino LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA.certo ritmo durante a leitura do texto. É bomlembrar que poema e poesia são unidadesdistintas. Podemos dizer1. O a poesia se desvela que professor poderá trabalhar com gibis, incentivando os alunos a produzirem textos direcionados a redação desta revista. Levante questões sobre qualcomo uma expressão cultural e criativa do personagem de história em quadrinhos ele gostaria de contar uma história e,homem, que pode se manifestar em qualquerobra de arte, como: um poema, um conto, um para a redação da revista. Daí, eles produziriam seus dessa forma, enviarromance, uma pintura, uma textos enviando sugestões para a editora. Lembrando que as cartas deverão escultura, uma ser postadas.música etc. enquanto o poema é um gênero quematerializa a visão do 2. Recurso didático: gibis (que contenham seção carta do leitor), papel, poeta sobre o mundoatravés da expressão poética. caneta/lápis, envelope. 3. Comentários: Os alunos poderão comentar matérias exibidas em edições anteriores ou sugerir novas histórias. As cartas deverão ser revisadas em seu conteúdo, na sua ortografia e na organização do texto.Trabalhar comque esta em sala de aula é Não esqueça poemasincentivar a leitura e a produção textual deser desenvolvida através do e-mail. atividade poderáfruição. Para tanto, deve-se envolver o aluno emum clima propício para Para obter mais informações, procure o apêndice a expressão artística paraque o mesmo se sinta estimulado a produzir tais textos. O poema é uma (re) criação darealidade, composto, geralmente, por versos, que podem ser agrupados em duas ou maisestrofes, tem presença do ritmo e musicalidade. Poderá ANEXO II ANEXO I ANEXO III ter rimas, assonâncias e aliterações. Écomum o uso de metáforas, onomatopéias e neologismos. A linguagem do poema tem uma singularidade particular. Assim, cada palavrautilizada, cada comparação, um sinal de pontuação a disposição dos versos na página, dentreoutras características, apresentam uma relevância comum, uma razão de ser. Portanto, éinteressante sensibilizar os alunos para apreciar o enfoque poético, de forma que se interessempelo gênero e leiam com prazer. No momento da produção desses textos, o professor deverá intervir apenas no ponto devista gramatical (ortografia, concordância, coesão etc.). Devemos reconhecer que o poetaescolhe as palavras estrategicamente para expressar suas emoções e sentimentos. Objetivos: Entrar em contato com poemas, reconhecendo-os como expressões dasubjetividade; perceber como os recursos não-verbais (entonação, pausas, ritmo, expressãofacial, gestos) utilizados na leitura soa fundamentais no processo de (re) construção desentidos; usar pistas textuais para (re)construir interpretações possíveis na leitura de poemas; Fonte: Jornal do Commércio, 02/06/09verificar a organização estrutural do poema (estrofes e versos) como importante recurso naconstrução dos sentidos e na condução da leitura a ser realizada; observar recursos linguísticospeculiares a poemas, como: rimas, ritmo, metáforas; produzir e revisar poemas. Fonte: Jornal do Commércio, 03/06/09 Fonte: google/imagens/cartas - acesso 01/06/09 30 31
  • 33. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISOutro fator importante–éO POEMA a leitura no jornal em que fora enviado a IV incentivarcarta ou e-mail, para daí, verificarem se foi publicado. É o momento paraverificar o que acontece com poema, textoserem publicadas, ou seja, a edição O as cartas ao literário, se diferencia daque sofrem esses textos. prosa pela sua organização no suporte utilizado para a produção escrita. Geralmente apresenta- se em versos, cada um apresentando e extensãoVI – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ESCRITA. um desejada pelo poeta com objetivo de destacar certo ritmo durante a leitura do texto. É bom lembrar que poema e poesia são unidades1. O professor poderá trabalhar com gibis, que a poesia se desvela a produzirem distintas. Podemos dizer incentivando os alunostextos direcionados a redação desta revista. Levante questões sobre qual como uma expressão cultural e criativa dopersonagem de história em quadrinhosse manifestar em qualquer homem, que pode ele gostaria de contar uma história e,dessa forma, enviar para arte, como: da revista. Daí, eles produziriam seus obra de a redação um poema, um conto, umtextos enviando sugestões para a editora. Lembrando que as cartas deverão romance, uma pintura, uma escultura, umaser postadas. música etc. enquanto o poema é um gênero que2. Recurso didático: gibis (quevisão do poeta sobre o mundo materializa a contenham seção carta do leitor), papel, através da expressão poética.caneta/lápis, envelope.3. Comentários: Os alunos poderão comentar matérias exibidas em ediçõesanteriores ou sugerir novas histórias. As cartas deverão ser revisadas em seuconteúdo, na sua ortografia e na organização do texto.sala de aula é que esta Trabalhar com poemas em Não esqueçaatividade poderá ser desenvolvida através a produção textual de incentivar a leitura e do e-mail. fruição. Para tanto, deve-se envolver o aluno emPara obter mais informações, procurepara a expressão artística para um clima propício o apêndice que o mesmo se sinta estimulado a produzir tais textos. O poema é uma (re) criação da realidade, composto, geralmente, por versos, que podem ser agrupados em duas ou maisANEXO III estrofes, tem presença do ritmo e musicalidade. Poderá ter rimas, assonâncias e aliterações. É ANEXO III comum o uso de metáforas, onomatopéias e neologismos. A linguagem do poema tem uma singularidade particular. Assim, cada palavra utilizada, cada comparação, um sinal de pontuação a disposição dos versos na página, dentre outras características, apresentam uma relevância comum, uma razão de ser. Portanto, é interessante sensibilizar os alunos para apreciar o enfoque poético, de forma que se interessem pelo gênero e leiam com prazer. No momento da produção desses textos, o professor deverá intervir apenas no ponto de vista gramatical (ortografia, concordância, coesão etc.). Devemos reconhecer que o poeta escolhe as palavras estrategicamente para expressar suas emoções e sentimentos. Objetivos: Entrar em contato com poemas, reconhecendo-os como expressões da subjetividade; perceber como os recursos não-verbais (entonação, pausas, ritmo, expressão facial, gestos) utilizados na leitura soa fundamentais no processo de (re) construção de sentidos; usar pistas textuais para (re)construir interpretações possíveis na leitura de poemas;Fonte: Jornal do Commércio, 02/06/09 verificar a organização estrutural do poema (estrofes e versos) como importante recurso na construção dos sentidos e na condução da leitura a ser realizada; observar recursos linguísticos peculiares a poemas, como: rimas, ritmo, metáforas; produzir e revisar poemas.Fonte: Jornal do Commércio, 03/06/09 Fonte: google/imagens/cartas - acesso 01/06/0930 31
  • 34. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS SUGESTÕES DE ATIVIDADES III – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. trazidos pelos alunos e peça que eles desenhem algo que 1. Aproveite os poemasrepresente o poema escolhido. Em seguida, cada aluno deverá apresentar nafrente da sala o seu desenho e os demais alunos deverão inferir de que trata o murais, quadro, paredes, 1. Prepare a sala disponibilizando diversos poemas empoema. Após algumas hipóteses levantadas, o aluno deve ler o poema. Prepare caixas surpresas, bexigas, em cordão etc. Poderá colocar um som ambiente eum mural, com o título “Belos Poemas”, e afixe os poemas trazidos pelos pedir que os alunos circulem livremente, lendo os poemas.alunos. Logo em seguida, proponha que alguns alunos leiam o poema que maisLogo após, pergunte aos alunos o que é um poema. Elenque no quadro as gostaram. Peça que os alunos justifiquem suas escolhas. Pergunte aos alunosrespostas. Inicie a leitura do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius de se eles reconhecem o gênero que leram. Indague se foi uma notícia, umaMoraes, e discuta com os alunos qual o possível assunto do texto. Peça que receita, uma carta etc. Em seguida, leia um poema, destacando a entonaçãoeles opinem sobre o presente e o futuro abordados no poema, de que forma pertinente, com ênfase em algumas palavras, a expressão facial e os gestos, asvêem expressas essas idéias. Esse poema foi musicado por Toquinho. É pausas etc. Mostre para os alunos que essa é a maneira ideal para se declamarinteressante colocar a forma musicada, em CD, para que os alunos apreciem o um poema.efeito dessa musicalidade e verificar as multiformas de abordagem de umpoema. 2. Recursos didáticos: Poemas vários afixados em murais, paredes, colocados em caixas, cordões etc. 3. Comentários: O2. Recursosaulas necessárias nesta sequência alunos. Cópias do poema/música número de didáticos: Poemas trazidos pelos dependerá do“Aquarela” (Anexos). Quadro, piloto/giz. Cartolina. Músicaritmopoema (CD), número de alunos na turma e do do de trabalho deles.aparelho de som. O primeiro momento dessa atividade versa sobre uma leitura de deleite, de prazer, de descoberta. P professor poderá utilizar poemas que despertam atoda a sequência 3. Comentários: O mural com os poemas deverá ficar durantedessas aulas. Essa ação poderá motivar os alunos a anexo, há algumas sugestões. atenção do aluno. No valorizar os exemplarescoletados por eles mesmos. Tente discutir com os alunos sobre a definição alunos entrarem. Utilize papéis É interessante organizar a sala antes dos de coloridos e letras grandes afixados nas paredes. Lembre-se que a leiturapoema. Isso leva os alunos a refletirem sobre o gênero. Indague-os por que ospoemas são escritos, de que eles falam, parapoemas é essencial para ativar o gosto pela leitura desse gênero. expressiva de que servem. Durante a sequência de aulas, deixe os poemas afixados nos locais escolhidos no momento inicial, deixando espaço para os poemas trazidos pelos alunos e até produzidos, posteriormente, por eles. IV – Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE. 1. Para trabalhar a compreensão do texto, “Aquarela”, elabore algumasperguntas, como: (a) Queensinoautor nas trêsE ORALIDADE. Como surgiu II – Eixo de faz o | LEITURA primeiras estrofes?a gaivota e o que ela faz? (b) Por que o autor utiliza a expressão “Numa folhaqualquer”? (c) Qual o sentido da expressão “navio de partida”? (d) Na visão do 1. Organize a sala em grupos e peça que eles escolham um poema e depois, umautor como é o “futuro”? Descreva-o com exemplos retirados do texto. (e) Qual colega do grupo para fazer a leitura expressiva do poema selecionado. Elesa relação do título com o texto do poema?Tente valorizar as respostas dos alunos. Trabalhe com as rimas, palavras que Destaque os recursos não- deverão dispor de algum tempo para ensaiar.terminam com o mesmo som. Escreva no quadro os pares utilizar no momento da declamação. verbais que os alunos poderão dessas palavras.Discuta com os alunos se as rimas enriquecem o de poemas escolhidos pelos alunos. 2. Recursos didáticos: Cópia poema, tornando-o maisinteressante para o leitor e por quê. 3. Comentários: Nesse instante, o professor deverá visitar os grupos e verificarOrganize a turma em pequenos grupos os entregue de cada um o poema como estão e ensaios a declamação, até para melhor poder orientá-los.“Canteiros”, de Cecília Meireles (Anexo III). Fragmente o poema, deixando Ajude-os a perceber qual a melhor entonação, quando haver pausas, algumlacunas para as seguintes palavrasgesto etc. no poema: poderão visitar a biblioteca e escolher outros outro contidas Os alunos SAUDADE –FELICIDADE – INVENTO poemas. – CONTENTAMENTO – DIA – ALEGRIA –FRAMBOESA – TRISTEZA – VIDA – PARECIDA. Objetiva-se fazer com que oaluno produza efeitos de sentido no texto e que rimem com o que está naestrofe. 32 33
  • 35. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISSUGESTÕES DE ATIVIDADES III – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. 1. Aproveite os poemas trazidos pelos alunos e peça que eles desenhem algo que I – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. represente o poema escolhido. Em seguida, cada aluno deverá apresentar na1. Prepare a sala disponibilizando diversos poemas emdesenho e os demais alunos deverão inferir de que trata o frente da sala o seu murais, quadro, paredes, poema. Após algumas hipóteses levantadas, o aluno deve ler o poema. Preparecaixas surpresas, bexigas, em cordão etc. Poderá colocar um som ambiente e um mural, com o título “Belos Poemas”, e afixe os poemas trazidos pelospedir que os alunos circulem livremente, lendo os poemas. alunos.Logo em seguida, proponha que alguns alunos leiam o poema que mais Logo após, pergunte aos alunos o que é um poema. Elenque no quadro asgostaram. Peça que os alunos justifiquem suas escolhas. Pergunte aos alunos respostas. Inicie a leitura do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius dese eles reconhecem o gênero que leram. Indague se foi uma notícia, uma Moraes, e discuta com os alunos qual o possível assunto do texto. Peça quereceita, uma carta etc. Em seguida, leia um poema, destacando a entonação eles opinem sobre o presente e o futuro abordados no poema, de que formapertinente, com ênfase em algumas palavras, a expressão facial e os gestos, as vêem expressas essas idéias. Esse poema foi musicado por Toquinho. Épausas etc. Mostre para os alunos que essa é a maneira ideal para se declamar interessante colocar a forma musicada, em CD, para que os alunos apreciem oum poema. efeito dessa musicalidade e verificar as multiformas de abordagem de um poema.2. Recursos didáticos: Poemas vários afixados em murais, paredes, colocadosem caixas, cordões etc. 2. Recursos didáticos: Poemas trazidos pelos alunos. Cópias do poema/música3. Comentários: O número de aulas necessárias nesta sequência dependerá donúmero de alunos na turma e do ritmo de trabalho deles. Quadro, piloto/giz. Cartolina. Música do poema (CD), “Aquarela” (Anexos). aparelho de som.O primeiro momento dessa atividade versa sobre uma leitura de deleite, deprazer, de descoberta. P professor poderá utilizar poemas que poemas deverá ficar durante toda a sequência 3. Comentários: O mural com os despertam aatenção do aluno. No anexo, há algumas sugestões. ação poderá motivar os alunos a valorizar os exemplares dessas aulas. EssaÉ interessante organizar a sala antes dos alunos entrarem. Tente discutir com os alunos sobre a definição de coletados por eles mesmos. Utilize papéiscoloridos e letras grandes afixados nas paredes. Lembre-se refletirem sobre o gênero. Indague-os por que os poema. Isso leva os alunos a que a leituraexpressiva de poemas é essencial para ativar o gosto pela leitura desse gênero. que servem. poemas são escritos, de que eles falam, paraDurante a sequência de aulas, deixe os poemas afixados nos locais escolhidosno momento inicial, deixando espaço para os poemas trazidos pelos alunos eaté produzidos, posteriormente, por eles. IV – Eixo de Ensino | LEITURA E ORALIDADE. 1. Para trabalhar a compreensão do texto, “Aquarela”, elabore algumasII – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. (a) Que faz o autor nas três primeiras estrofes? Como surgiu perguntas, como: a gaivota e o que ela faz? (b) Por que o autor utiliza a expressão “Numa folha qualquer”? (c) Qual o sentido da expressão “navio de partida”? (d) Na visão do1. Organize a sala em grupos e peça que eles escolham um poema e depois, um autor como é o “futuro”? Descreva-o com exemplos retirados do texto. (e) Qualcolega do grupo para fazer a leitura relação do título com o texto do poema? a expressiva do poema selecionado. Elesdeverão dispor de algum tempo Tenteensaiar. Destaque os dos alunos. Trabalhe com as rimas, palavras que para valorizar as respostas recursos não-verbais que os alunos poderão utilizar no momentoo mesmo som. Escreva no quadro os pares dessas palavras. terminam com da declamação.2. Recursos didáticos: Cópia de poemas escolhidos pelos alunos. rimas enriquecem o poema, tornando-o mais Discuta com os alunos se as interessante para o leitor e por quê.3. Comentários: Nesse instante, o professor deverá visitar os grupos e verificarcomo estão os ensaios de declamação, até apara melhorpequenos grupos e entregue a cada um o poema Organize turma em poder orientá-los.Ajude-os a perceber qual a melhor entonação, quando haver Meirelesalgum III). Fragmente o poema, deixando “Canteiros”, de Cecília pausas, (Anexo lacunas para as seguintes palavras contidas no poema: SAUDADE –outro gesto etc. Os alunos poderão visitar a biblioteca e escolher outrospoemas. FELICIDADE – INVENTO – CONTENTAMENTO – DIA – ALEGRIA – FRAMBOESA – TRISTEZA – VIDA – PARECIDA. Objetiva-se fazer com que o aluno produza efeitos de sentido no texto e que rimem com o que está na estrofe.32 33
  • 36. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Logo após, sistematize as respostas no quadro, – Eixo de ensino | ORALIDADE E ESCRITA. VI fazendo listas das palavras para cada estrofe. Abra uma discussão com os alunos, utilizando as palavras escolhidas e1. Proponha para os alunos a elaborarem se rimam com o final em algo que lhes verifique se deixaram o texto coerente e um poema, baseados do verso anterior. Discuta com os alunos a característica da rima.chame a atenção. Os alunos poderão utilizar jornais, revistas ou fotos para queestimulem a enxergá-los deRecursos didáticos:do comum. poema “Aquarela” (Anexo I). Cópias do poema 2. um jeito diferente Cópias do Pensar nas imagensou objetos em outras perspectivas, como por exemplo, lacunado. de uma “Canteiros” (Anexo III), a derrubadaárvore para poder construirComentários: Lembrar de alguém que não passível de muitas interpretações, 3. uma mesa para a casa que um poema é a tenha.Oriente os alunos e faça as intervenções formais do texto. No final, peça que assim como existem poemas sem rimas, com o mesmo valor que os demais.cada aluno leia o seu texto. Para a atividade de preenchimento das lacunas, o professor poderá utilizar2. Recursos didáticos: Jornais, revistas, fotos, objetos diversos.fique resumido só a preencher lacunas em outros poemas, de forma que não3. Comentários: Nessa atividade objetiva-se mas produzir efeitos de sentido. uma busca de rima, estimular o olhar poético sobre O interessante é promover a interação com o que o texto diz, com coerência.cena comum. Caso alguns alunos apresentem alguma dificuldade, instigue-osa ver objetos e cenas sob outra perspectiva. Mostre que os poemas nemsempre tem formas fixas, que não precisa de rima. Afixe os poemas em ummural de produções dos alunos. | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA E ESCRITA. V – Eixo de ensino 1. Distribua cópias do poema original e peça que os alunos façam informações, procure o apêndice. Para obter mais uma leitura silenciosa, destacando em quantas estrofes o poema está dividido. Abra uma discussão com os alunos sobre por que o poema se divide em estrofes. Cada Bichinhos e o Homem Os Aquarela ComVi osiciu s de Mui nho / | Vi omciu s ição:M Vi ni ci us G. M M ora aes M .F abr i p ni ção: Toq or aes C ni pos d e or aes / d e or r / / Toq ui estrofe remete a que cena da história contada?I m agem ex t r aí da do v íd eo AQU ARE LA do s it e zi o nhowww. m un dodacr i anca. com . br Utilize, agora, o poema “Por que Deus permite que as mães vão-se embora?”, de Carlos Drummond de Andrade, (Anexo II) e trabalhe com os alunos a Numa folha qualquer respeito da construção do poema sem estrofes. Leve os alunos a refletirem que desenho um navio de Eu o poema pode vir com várias estruturas e que a sua temática pode ser, além deBebendo de bem com aamigos partidaCom alguns bons vida... outros temas, voltada para um desabafo. De uma América a Em seguida, distribua com os alunos cópias do poema “Os bichinhos e Eu consigo passar num segundo o outra Giro um simples compasso Numa irmã, a mosca Nossa folha homem” de Vinícius de Moraes (Anexo I), e peça para que eles analisem a E numEu desenho façosolmundo...e círculo eu um o feia qualquerÉ amareloE com cinco ou seis retasÉ mais fazer um castelo... fácil bonito temática desse poema. Como o supostamente feio (moscas, baratas, Enquanto que o mosquito tosca Um menino caminhaÉ mais bonito besouros, carrapatos etc.) podem fazer parte de um poema de uma maneira E caminhando chega no muro Corro o logo em frente E ali lápis em torno criativa e com coerência, haja vista que as palavras não estão soltas, pois na Da mão e irmão, besouro Nosso esperar uma A me dou pelaMal sabe voar última estrofe, esses bichos têm a sua função para o homem. Levar o aluno a luva QueCom dois riscos gente é se está... E futuro faço couro O chover feito deMal sabe voar refletir sobre o que o texto diz. E o futuro éguarda- Tenho um astronave tentamos pilotar Que chuva... umaNossa irmã, a barata NãoSe um pinguinho de tinta tem tempo, nem piedadeBichinha mais chata NemCaitem pedacinho num hora de chegarSem da borboleta É prima Azul do papel pedirQue é uma caretaQue é uma careta 2. Recursos materiais: Cópias do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius Numlicença nossa vida Muda a imagino instante Uma linda convida E depois gaivota (Anexo I).Cópias do poema “Os bichinhos e o homem” de Vinícius de Moraes A rir ou no céu... A voar chorar... Nosso irmão, o griloSó pra chatear (Anexo I) e do poema “Por que as mães vão-se embora?”, de Carlos Drummond Nessa estradaVai voando Que vive dando estrilo não nos Conhecer ou ver imensa cabeContornando a o queSó pra chatear de Andrade (Anexo II). virá fim dela ninguémesabe O Curva Norte Sul Bem ao certo onde vai Vou com ela 3. Comentários: O interessante com essa atividade a explorar as estrofes como dar Viajando E Vamos todos o bicho-do- NumaHavaí que linda Que gostoso Istambul Pequim ou pé ele é um recurso de organização do texto, das temáticas tratadas. Essas estrofes Pinto De barco a vela Quando um passarela Coça Branco dia enfim coceira não Que um que aquarela uma dá é servem para dá ritmo ao poema. No entanto, observa-se que Drummond não brincadeira tanto céu e É Descolorirá... navegando E mar o Num beijo azul... nosso irmão utiliza em seu poema o recurso das estrofes, mas de versos dispostos Que é um outro nuvens carrapato Entre as bicho Numa folha chatoprimo-irmão um bacilo desenho um do lindo Vem surgindo Eu E qualquer sol amareloQue é irmão tranqüilo aleatoriamente, sugerindo uma interação próxima com o leitor, com a sua Avião (Que rosa eQue é irmão tranqüilo beleza própria. Mostrar para os alunos que uma construção de um texto E comem volta colorindo Tudo grená ou seis retas cinco descolorirá!) Com suas luzesfazer um É fácil a piscar... poético não deverá ficar preso a forma de sua estrutura. castelo E o homem (Que pensa tudo que Não sabe o jantarum simples compasso saber Giro quedescolorirá!) vão Basta os bichinhos ele imaginar e está Num sereno e lindo Partindo, círculo ter euQuando o seu dia chegar faço a gentemundo Se O quiserQuando o seu dia chegar (Que vai pousar... Ele descolorirá!)... 34 35
  • 37. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISLogo após, sistematize Eixo de ensinonoORALIDADE E ESCRITA. palavras VI – as respostas | quadro, fazendo listas daspara cada estrofe. Abra uma discussão com os alunos, utilizando as palavrasescolhidas e verifique se deixaram o texto coerentealunos a elaborarem um do 1. Proponha para os e se rimam com o final poema, baseados em algo que lhesverso anterior. Discuta com os alunos a característica da rima. chame a atenção. Os alunos poderão utilizar jornais, revistas ou fotos para que2. Recursos didáticos: Cópias do poema “Aquarela” (Anexo I).um jeito do poemado comum. Pensar nas imagens estimulem a enxergá-los de Cópias diferente“Canteiros” (Anexo III), lacunado. ou objetos em outras perspectivas, como por exemplo, a derrubada de uma3. Comentários: Lembrar que um poema para poder construir uma mesa para a casa de alguém que não a tenha. árvore é passível de muitas interpretações, Oriente os alunos e faça as intervenções formais do texto. No final, peça queassim como existem poemas sem rimas, com o mesmo valor que os demais. cada aluno leia o seu texto.Para a atividade de preenchimento das lacunas, o professor poderá utilizaroutros poemas, de forma que nãoRecursos didáticos: a preencher lacunas em objetos diversos. 2. fique resumido só Jornais, revistas, fotos,busca de rima, mas produzir efeitos de sentido.Nessa atividadeéobjetiva-se a 3. Comentários: O interessante promover estimular o olhar poético sobre umainteração com o que o texto diz, com coerência. cena comum. Caso alguns alunos apresentem alguma dificuldade, instigue-os a ver objetos e cenas sob outra perspectiva. Mostre que os poemas nem sempre tem formas fixas, que não precisa de rima. Afixe os poemas em umV – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISEproduções dos alunos. mural de LINGÜÍSTICA E ESCRITA.1. Distribua cópias do poema original e peça que os alunos façam uma leitura Para obter mais informações, procure o apêndice.silenciosa, destacando em quantas estrofes o poema está dividido. Abra umadiscussão com os alunos sobreOs Bichinhospoema se divide em estrofes. Cada por que o e o Homem Aquarela V in ici us de M or aes | Com p osi ção: Vi ni ciu s de M or aes / Toqu in C om pos i ção: Toq ui nho / Vi ni ciu s de M or aes / G. M or r a / M . F abr i zi o hoestrofe remete a que cena da história contada? I m agem ex t r aí da do v íd eo A QUA RE LA do si t eUtilize, agora, o poema “Por que Deus permite que as mães vão-se embora?”, www. m un dodacr i anca. com . brde Carlos Drummond de Andrade, (Anexo II) e trabalhe com os alunos a Numa folha qualquerrespeito da construção do poema sem estrofes. Leve os alunos a refletirem que Eu desenho um navio de partidao poema pode vir com várias estruturas e que a sua temática pode ser, além de Com alguns bons amigos Bebendo de bem com a vida...outros temas, voltada para um desabafo. De uma América a outraEm seguida, distribua com os alunos cópias do poema “Os bichinhos e o Eu consigo passar num segundohomem” de Vinícius de Moraes (Anexoe tosca e peça para que Eu Numa folha qualquer Nossa irmã, a mosca É feia I), eles analisem a desenho um sol amarelo Giro um simples compasso E num círculo eu faço o mundo...temática desse poema. Como oEnquanto quebonito supostamente feio (moscas, E baratas, seis retas É mais o mosquito com cinco ou É fácil fazer um castelo... Um menino caminhabesouros, carrapatos etc.) podem fazermais bonito um poema de uma maneira torno É parte de Corro o lápis em E caminhando chega no muro E ali logo em frentecriativa e com coerência, haja vista que as palavras não estão soltas, e me dou uma luva Nosso irmão, besouro Da mão pois na A esperar pela genteúltima estrofe, esses bichos têm a sua éfunção para o homem. LevarEo aluno a Que feito de couro Mal sabe voar se faço chover Com dois riscos O futuro está...refletir sobre o que o texto diz. Mal sabe voar Tenho um guarda-chuva... E o futuro é uma astronave Que tentamos pilotar Nossa irmã, a barata Se um pinguinho de tinta Não tem tempo, nem piedade Bichinha mais chata Cai num pedacinho Nem tem hora de chegar É prima da borboleta Azul do papel Sem pedir licença2. Recursos materiais: Cópias do poema “Aquarela”, de Toquinho/Vinícius Que é uma careta Que é uma careta Num instante imagino Uma linda gaivota Muda a nossa vida E depois convida(Anexo I).Cópias do poema “Os bichinhos e grilo Nosso irmão, o o homem” de Vinícius de Moraes A voar no céu... A rir ou chorar...(Anexo I) e do poema “Por que as QueSó pradando estrilo mães vão-se embora?”, de CarlosVai voando vive chatear Drummond Contornando a imensa Nessa estrada não nos cabe Conhecer ou ver o que viráde Andrade (Anexo II). Só pra chatear Curva Norte e Sul O fim dela ninguém sabe Vou com ela Bem ao certo onde vai dar3. Comentários: O interessante comEessa atividade a explorar as estrofesIstambul o bicho-do-pé Que gostoso que ele é Pequim ou como Viajando Havaí Vamos todos Numa linda passarelaum recurso de organização do texto,que não temáticas tratadas. EssasBranco navegando Coça das é brincadeira Quando dá coceira estrofes Pinto um barco a vela De uma aquarela Que um dia enfimservem para dá ritmo ao poema. No entanto, observa-se que Drummond não É tanto céu e mar Descolorirá... E o nosso irmão carrapato Num beijo azul...utiliza em seu poema o recurso das outro bicho chatomas de versos dispostos Que é um estrofes, Entre as nuvens Numa folha qualqueraleatoriamente, sugerindo uma interação tranqüilo Que é irmão próxima com o leitor, surgindoeum lindo E primo-irmão do bacilo Vem Avião rosa a sua com grená Eu desenho um sol amarelo (Que descolorirá!)beleza própria. Mostrar para os alunos que uma construçãoCom suas luzes a piscar... Que é irmão tranqüilo Tudo em voltatexto de um colorindo E com cinco ou seis retas É fácil fazer um castelopoético não deverá ficar preso a oformaque pensa tudo saber E homem de sua estrutura. (Que descolorirá!) Não sabe o jantar que os bichinhos vão Basta imaginar e ele está Giro um simples compasso ter Partindo, sereno e lindo Num círculo eu faço Quando o seu dia chegar Se a gente quiser O mundo Quando o seu dia chegar Ele vai pousar... (Que descolorirá!)...34 35
  • 38. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO Anexo II O gênero textual notícia alcançatodas as camadas sociais, movimentandoinformações e, de certa forma, contribuindopara a formação de opinião dos leitores. Daíser, esse gênero, um importante instrumentono processo de formação doleitor/interlocutor. Por ser um texto quedivulga, para gr ande cont ingen te dapopulação, um fato noticioso, este deve sermarcado pelo ineditismo, improbabilidade,interesse, apelo, empatia e o factual. Paraos jor nais, quanto mais pessoas seidentificarem com a (s) personagem (ns) e asituação da notícia, mais jornais serãovendidos. O texto da notícia de jornal impressoé organizado da seguinte forma: título,“lead” e corpo. A função do título é despertar no leitor o interesse pela leitura da notícia. Assim,este deve apresentar uma mensagem sucinta e, algumas vezes, surpreendente, destacando-segraficamente do texto que se segue. A importância dohtítulo é li t er at usque oottítulo mais importante Fon t e: t t p: // www. tanta . bl ogsp . comde cada caderno do jornal é chamado de manchete. O lead - do inglês que significa guia ou oque vem a frente – sempre é encontrado no primeiro parágrafo. Refere-se a um breve relato dosfatos e deve apresentar informações essenciais que, na teoria do jornalismo, são as perguntas Anexo IIIbásicas contidas nesta etapa que deverão ser respondidas na elaboração de uma matéria: oquê, quem, quando, onde, como e por quê. Já no corpo do texto da notícia, que correspondemaos demais parágrafos, são detalhados os fatos introduzidos pelo lead com ampliação de novasinformações, organizadas em ordem cronológica ou de Canteirosimportância. (Cecília Meireles) Lembrar que as fotografias e as legendas têm sua parte na construção de sentidos dogênero notícia. Geralmente, os jornais direcionados àvocê fecho os olhos de saudade utilizam Quando penso em população menos escolarizada,a imagem como resumo da notícia. Algumas tido muita coisa, menos a felicidade à leitura do Tenho vezes a leitura das notícias resume-setítulo e da imagem, seja pela Correm osinteresse em ver determinada notícia. que invento pressa ou meus dedos longos em versos tristes Então, a concisãodo título e a escolha estratégica das imagens como fonte de informação características dessegênero que norteiam a seleção, Nemparte doaleitor, deentrego já me traz contentamento por aquilo que me quais notícias serão lidas na íntegra. Pode ser até manhã, cedo claro feito dia mas nada do que me dizem me se sentir alegria A organização interna do texto fazcaracteriza pela presença de períodos curtos, frasesna ordem direta, vocabulário usual, descrições objetivas, utilização dede framboesa Eu só queria ter no mato um gosto verbos introdutores deopinião, como falar, dizer, afirmar, assegurar, expressões circunstanciais de tempo, espaço, Para correr entre os canteiros e esconder minha tristezacausa etc. que orientam as informações básicas sobre o fato noticiado que está presente no Que eu ainda sou bem moço para tanta tristezalead. Essas características podem ser exploradas no eixo da análise lingüística, assim como naleitura e para a produção do gênero. E deixemos de coisa, cuidemos da vida, É importante trabalhar mortenotícias atuais e sempre observar aspectos relacionados às Pois se não chega a com ou coisa parecidacondições de produção, como: leitor; posicionamento ideológico do jornal,vida. compõe a sua E nos arrasta moço, sem ter visto a quelinha editorial, em que a notícia foi publicada, a parcialidade da notícia, entre outros pontos. Fon t e: h t t p: / /www. ain dam el hor . com /p oesi a/ poes ias 1 1- ceci l ia- m ei r el es. ph p - acess ado em 0 1/ 0 6/ 0 9. 36 37
  • 39. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSOAnexo II O gênero textual notícia alcança todas as camadas sociais, movimentando informações e, de certa forma, contribuindo para a formação de opinião dos leitores. Daí ser, esse gênero, um importante instrumento no processo de formação do leitor/interlocutor. Por ser um texto que divu lga, para grande contingent e da população, um fato noticioso, este deve ser marcado pelo ineditismo, improbabilidade, interesse, apelo, empatia e o factual. Para os jor nais, quant o m ais pessoas se identificarem com a (s) personagem (ns) e a situação da notícia, mais jornais serão vendidos. O texto da notícia de jornal impresso é organizado da seguinte forma: título, “lead” e corpo. A função do título é despertar no leitor o interesse pela leitura da notícia. Assim, este deve apresentar uma mensagem sucinta e, algumas vezes, surpreendente, destacando-seFont e: ht t p :/ / www.l i t er at usgraficamente do texto que se segue. A importância do título é tanta que o título mais importante .b logs pot . com de cada caderno do jornal é chamado de manchete. O lead - do inglês que significa guia ou o que vem a frente – sempre é encontrado no primeiro parágrafo. Refere-se a um breve relato dos fatos e deve apresentar informações essenciais que, na teoria do jornalismo, são as perguntasAnexo III básicas contidas nesta etapa que deverão ser respondidas na elaboração de uma matéria: o quê, quem, quando, onde, como e por quê. Já no corpo do texto da notícia, que correspondem aos demais parágrafos, são detalhados os fatos introduzidos pelo lead com ampliação de novasCanteiros informações, organizadas em ordem cronológica ou de importância.(Cecília Meireles) Lembrar que as fotografias e as legendas têm sua parte na construção de sentidos doQuando penso em gênero notícia.olhos de saudade você fecho os Geralmente, os jornais direcionados à população menos escolarizada, utilizamTenho tido muita coisa, menos a felicidadeda notícia. Algumas vezes a leitura das notícias resume-se à leitura do a imagem como resumoCorrem os meus dedos longos em versos tristes pressa ou interesse em ver determinada notícia. Então, a concisão título e da imagem, seja pela que invento do título e a escolha estratégica das imagens como fonte de informação características desseNem aquilo a que gênero que norteiam acontentamento me entrego já me traz seleção, por parte do leitor, de quais notícias serão lidas na íntegra.Pode ser até manhã, cedo claro feito diamas nada do que me dizemA organização alegria do texto se caracteriza pela presença de períodos curtos, frases me faz sentir internaEu só queria ter no mato umdireta, de framboesa na ordem gosto vocabulário usual, descrições objetivas, utilização de verbos introdutores de opinião, como falar, dizer, afirmar, assegurar, expressões circunstanciais de tempo, espaço,Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza básicas sobre o fato noticiado que está presente no causa etc. que orientam as informaçõesQue eu ainda sou bem moço para tanta tristeza lead. Essas características podem ser exploradas no eixo da análise lingüística, assim como na leitura e para a produção do gênero.E deixemos de coisa, cuidemos da vida,Pois se não chega a morte ouimportante trabalhar com notícias atuais e sempre observar aspectos relacionados às É coisa parecidaE nos arrasta moço, sem ter visto a vida. como: leitor; posicionamento ideológico do jornal, que compõe a sua condições de produção, linha editorial, em que a notícia foi publicada, a parcialidade da notícia, entre outros pontos.Font e: ht t p : // www.ai nd am elh or. com / poes i a/p oesi as 11 - ceci li a- m ei r eles . php - aces s ado em 01 / 06 / 09 .36 37
  • 40. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Objetivos: compreender a notícia impressa como um relevante instrumento de reflexão Informe ao aluno que os textos informativos vêmsocial; interagir oralmente acerca dos diversos temas sobre os fatos da nossa realidade expressos em gêneros, comoa reportagem, artigo de revista e que cada textoidentificar notícias, diferenciando-as de outros gêneros; apresentados nas notícias lidas; tem um nome específico, comestrutura e função social diferentes. O objetivo da utilizaçãonotícias, além das outras seções que compõem discutir sobre as temáticas mais frequentes nas da crônica limita-se à exploração do tema. o jornal impresso; inferir e levantar hipóteses sobre as temáticas das noticias a partir da leitura dos títulos de notícias e das imagens relacionadas às notícias; identificar as características peculiares do gênero, como: recursos gráficos – tipos e tamanho de letras, de imagens, informações no lead; analisar e comparar a mesma notícia em um jornal popular e um jornal II – Eixo de ensino | LEITURA. direcionado a uma elite, observando aspecto como vocabulário, extensão e ordem das frases, parcialidade no tratamento do tema etc.; produzir notícias com as características desse gênero. 1. Distribua um jornal impresso a cada grupo e trabalhe com os alunos a idéia dejornal como suporte que contém vários gêneros. Escreva no quadro asseguintes perguntas: (a) Um jornal é composto por vários cadernos, então,quantos cadernos têm o jornal que vocês estão lendo? (b) Quais temas sãoencontrados nesses cadernos? (c) Os cadernos publicados são os mesmostodos os diasSUGESTÕES DE ATIVIDADES da semana? (d) A extensão dos cadernos varia de acordo com osdias da semana? (e) A notícia é apenas um dos gêneros encontrados no jornal.Que outros gêneros podermos encontrar? (f)E ORALIDADE. predomina no I – Eixo de ensino | LEITURA Qual é o texto quejornal? (g) Por que são utilizados diferentes tipos de letras nos títulos dostextos? (h) A organização gráfica do a sala e afixe, em locais diversos, várias notícias recentes e peça que 1. Organize jornal (ilustrações, fotografias, gráficos,cabeçalhos de seções etc.) permite uma melhor localização das informações? os alunos circulem e leiam as notícias expostas. Após alguns minutos, tempoOs grupos deverão dispor de um tempo para responder as perguntas e, depois, que dê para eles lerem um bom número de notícias, e oriente para que elesescolher um membro do grupo para socializar as respostas. parem na notícia que mais impressionou. Logo em seguida, pergunte: (a) como é chamado esse texto que você acabou de ler? (b) Você estava lendo uma história em quadrinhos? Por que não? Quadro, piloto/giz. 2. Recursos didáticos: Diversos jornais usados e completos. (c) Qual a função desses textos que você leu? Onde podemos encontrar textos Papel, lápis/caneta. assim? (d) por que essa notícia oum bom momento para os alunos analisarem o jornal e 3. Comentários: É impressionou?conhecerem os cadernos que o compõem, como também perceber grupos e distribua a crônica “Os Após esse momento, forme pequenos osdiferentes tipos de letras, os gênerosde Rubem Braga (ANEXO I). Leia junto com os alunos, abra um jornais”, textuais do domínio jornalístico, asseções, entre outros. Provavelmente os alunos irão observar que os temáticas edas notícias a partir das momento de discussão acerca das anúnciosas notícias predominam, tornando-se perguntas: (a) Quais tipos para refletir predominado nos jornais? seguintes um excelente momento de notícias têmsobre o porquê desse formato.Por quê? (b) Qual o significado das expressões “Será o mundo assim, uma bola confusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças?” e “ A impressão que a gente tem, lendo os jornais(...) é que o lar é um local destinado (...) à prática de uxoricídio”. (c) O que significa o termo uxoricídio? III – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 1. Organize a sala em grupos e distribua a notícia “Suspeito de realizar sequestro 2. Recursos didáticos: Páginas do Recortes de notícias. Cópia da crônica dedá aula de crime a crianças” do Jornal do Commércio (Anexo I). Leia com os Rubem Braga (ANEXO I). Dicionário.alunos a notícia e faça perguntas orais para levantar hipóteses, fazerinferências e ativar o conhecimento prévio dos alunos, aulas nessa(a) Quem édependerá do número de 3. Comentários: O número de tais como: sequência osuspeito? (b) Onde, como ealunos quem elee dá ritmo de trabalho destes. agiu para na turma do aulas? (c) O Suspeitosozinho? Quem o ajudou? (d) Você alunos descobrirem o do suspeito agir, Deixe osconcorda com a formanome do gênero. Estimule a produção oral dostanto com as crianças, como seu modo diante da sociedade? (e) máximo o alunos, de forma que eles ativem o Por que seus conhecimentos prévios sobretítulo da notícia está no presentegênero, como se o fato aconteceu dias antes? o do indicativo também seu nível de argumentação. Exponha notícias de diversas temáticas (políticas, esportivas, televisivas, nacionais, internacionaisRegistre as informações dos grupos em um cartaz. etc.) e diversos jornais. Sistematize2. Recursos didáticos: Cópias da notícia “Suspeito de realizar sequestro dá aula as respostas dos alunos em um cartaz sobre a característica inicial do gênero. Esse cartaz deverá ficar exposto na sala. a crianças” (Anexo I). Cartolina, piloto. de crime 38 39
  • 41. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISObjetivos: compreender a notícia impressa como um relevante instrumento de reflexãosobre os fatos da nossa realidadeInforme ao aluno que os textos informativos vêm expressos em gêneros, como social; interagir oralmente acerca dos diversos temasapresentados nas notícias lidas; identificar notícias, de revista e que de texto gêneros; a reportagem, artigo diferenciando-ascada outrostem um nome específico, comdiscutir sobre as temáticas mais frequentes nasfunção social diferentes. O objetivo da utilização da crônica limita- estrutura e notícias, além das outras seções que compõemo jornal impresso; inferir e levantarse à exploração do tema. hipóteses sobre as temáticas das noticias a partir da leiturados títulos de notícias e das imagens relacionadas às notícias; identificar as característicaspeculiares do gênero, como: recursos gráficos – tipos e tamanho de letras, de imagens,informações no lead; analisar e comparar a mesma notícia em um jornal popular e um jornal II – Eixo de ensino | LEITURA.direcionado a uma elite, observando aspecto como vocabulário, extensão e ordem das frases,parcialidade no tratamento do tema etc.; produzir notícias com as características desse gênero. 1. Distribua um jornal impresso a cada grupo e trabalhe com os alunos a idéia de jornal como suporte que contém vários gêneros. Escreva no quadro as seguintes perguntas: (a) Um jornal é composto por vários cadernos, então, quantos cadernos têm o jornal que vocês estão lendo? (b) Quais temas são encontrados nesses cadernos? (c) Os cadernos publicados são os mesmosSUGESTÕES DE ATIVIDADES dias da semana? (d) A extensão dos cadernos varia de acordo com os todos os dias da semana? (e) A notícia é apenas um dos gêneros encontrados no jornal. Que outros gêneros podermos encontrar? (f) Qual é o texto que predomina noI – Eixo de ensino | LEITURA E ORALIDADE. jornal? (g) Por que são utilizados diferentes tipos de letras nos títulos dos1. Organize a sala e afixe, em locais diversos, A organização gráfica do jornalque textos? (h) várias notícias recentes e peça (ilustrações, fotografias, gráficos, cabeçalhos de seções etc.) permite uma melhor localização das informações?os alunos circulem e leiam as notícias expostas. Após alguns minutos, tempo Os grupos deverão dispor de um tempo para responder as perguntas e, depois,que dê para eles lerem um bom número de notícias, e oriente para que eles escolher um membro do grupo para socializar as respostas.parem na notícia que mais impressionou.Logo em seguida, pergunte: (a) como é chamado esse texto que você acaboude ler? (b) Você estava lendo 2. Recursos didáticos: Diversos jornais usados e completos. Quadro, piloto/giz. uma história em quadrinhos? Por que não? (c)Qual a função desses textos que Papel,leu? Onde podemos encontrar textos você lápis/caneta.assim? (d) por que essa notícia o Comentários: É um bom momento para os alunos analisarem o jornal e 3. impressionou?Após esse momento, forme pequenos grupos os distribua a crônica “Os conhecerem e cadernos que o compõem, como também perceber osjornais”, de Rubem Braga (ANEXO I). Leia junto com os os gêneros textuais do domínio jornalístico, as diferentes tipos de letras, alunos, abra ummomento de discussão acerca das temáticas das notícias a partir das alunos irão observar que os anúncios e seções, entre outros. Provavelmente osseguintes perguntas: (a) Quais tipos denotícias predominam, tornando-se um excelente momento para refletir as notícias têm predominado nos jornais?Por quê? (b) Qual o significado dassobre o porquê desse formato. expressões “Será o mundo assim, uma bolaconfusa, onde acontecem unicamente desastres e desgraças?” e “ Aimpressão que a gente tem, lendo os jornais(...) é que o lar é um localdestinado (...) à prática de uxoricídio”. (c) O que significa o termouxoricídio? III – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 1. Organize a sala em grupos e distribua a notícia “Suspeito de realizar sequestro2. Recursos didáticos: Páginas do Recortes de notícias. Cópia da crônica de dá aula de crime a crianças” do Jornal do Commércio (Anexo I). Leia com osRubem Braga (ANEXO I). Dicionário. alunos a notícia e faça perguntas orais para levantar hipóteses, fazer3. Comentários: O número de aulas nessa sequência dependerá do número de dos alunos, tais como: (a) Quem é o inferências e ativar o conhecimento prévioalunos na turma e do ritmo de trabalho destes.(b) Onde, como e para quem ele dá aulas? (c) O Suspeito agiu suspeito?Deixe os alunos descobrirem o nome do gênero. Estimule a produção oral dos com a forma do suspeito agir, sozinho? Quem o ajudou? (d) Você concordaalunos, de forma que eles ativem o tanto com as crianças, como seu modo diante da sociedade? (e) Por que o máximo seus conhecimentos prévios sobreo gênero, como também seu nível de da notícia está no presente notícias de se o fato aconteceu dias antes? título argumentação. Exponha do indicativodiversas temáticas (políticas, esportivas, televisivas, nacionais, internacionais cartaz. Registre as informações dos grupos em umetc.) e diversos jornais.Sistematize as respostas dos alunos em umdidáticos: Cópias da notícia “Suspeito de realizar sequestro dá aula 2. Recursos cartaz sobre a característica inicialdo gênero. Esse cartaz deverá ficar de crimenacrianças” (Anexo I). Cartolina, piloto. exposto a sala.38 39
  • 42. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS 3. Comentários: Os jornais utilizam no título das notícias aluno a refletir acercaoda relação jornal 3. Comentários: Essa atividade propicia o de jornais impressose público-alvo, fazendo com que no presente domarque a escrita propósito de estabelecer uma maior verbo essa relação indicativo com o de umadeterminada notícia. O público-alvo de uma notícia é umcom ofundamentalcomo evidencia que a notícia é aproximação entre o leitor item fato, assim ase levar em conta. Observa-se, com isso, a escolha lexical e a ideologia de cada recente.jornal. Para caracterizar o gênero “notícia”, faça com os alunos uma reflexão sobre oCada fase da caracterização lead, queser anotada em um cartaz, para deverá é o primeiro parágrafo do texto.posteriormente, ser utilizada pelo aluno na produção final. IV – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA. VI – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA. 1. Entregue aos grupos uma imagem retirada de uma notícia de jornal. Os alunos deverão fazer 1. leitura atividade, discuta com osum possível título daquelaé uma greve e a Nessa da imagem e elaborar alunos se eles sabem o quequem poderá fazê-la. Logo em seguida, entregue aleia o grupo original para verificar o grupo que mais se notícia. Logo após, cada título um papel com aproximou.os seguintes números: 1.700 – 22h – 190 mil – 5h às 8h30 e 16h às 20h –12% - 4% - 8% - 50% - 80% .Em seguida, distribua com os grupos uma legenda de uma foto de algumaQuestione seus alunos sobre o que se com legendas números em relação grupo. Cada grupo faz a leitura e, notícia, referem esses diferentes para cada aocontexto de uma greve. Após esse poderá desenhar ou recortar de algum jornal ou revista uma imagem depois, momento, distribua aos seus alunos anotícia “Metrô do Recife em greve por 2aquela legenda. Ao do Commércio que represente dias”, do Jornal término dessa tarefa, cada grupo socializa(ANEXO II) , e mande eles leremprodução. e localizar os dados relacionados a sua a notíciascada número analisado anteriormente. Os grupos deverão socializar suasrespostas e verificar se Recursos didáticos: Fotos de notícias. sobre os de legendas de fotos de 2. as hipóteses e inferências levantadas Recortesnúmeros se aproximaram dos notícias e suas notícia. Revistas. Lápis de cores diversas, tesouras, cola, fatos relativos a imagens.Abra uma discussão com os alunos ofício.esses números, assim: (a) Será que a papel sobrenotícia funcionaria com 3. mesmo impacto sem a presença desses números? o fato noticiado. Mostrar para o Comentários: Explorar a relação da imagem com(b) Por que há essa exposiçãoos alunos que a notícia e em outras? ou ilustração é uma das características de números na utilização de uma fotoÉ importante levantar questões várias notícias. É interessante colocar as características encontradas no de acerca da relação do título com o texto. Apalavra Metrô do título se refere a quê? Quem está em greve? O Metrô ou os cartaz de caracterização.funcionários? Por que não utilizar a expressão funcionários do Metrô emgreve? V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 2. Recursos didáticos: Papel com os números. Cópias da notícia “Metrô do 1. Distribua com cada grupo grevenotíciadias”, do Jornal dofato, publicada em Recife em uma por 2 sobre um mesmo Commércio (ANEXO II). Papel, lápis. 3. Comentários: Os números na notícia exercem uma função discursiva de suma jornais diferentes. Escolha um jornal de cunho popular, outro voltado para umimportância, pois dá credibilidade e confiabilidade ao fato noticiado. No caso ler as notícias e escrever as público de maior escolaridade. Os alunos deverãodessa notícia, os números dãodiferenças encontradas. Faça as seguintes perguntes: (a) Quais os fatos que credibilidade e precisão ao fato. É interessante merecem destaques nas duas notícias? (b) Verificou se há diferenças natrabalhar com os alunos a questão da economia do espaço para noticiar osfatos. No caso do título, a apresentação dos fatos? A linguagem utilizada pelos jornalistas é diferente? utilização do termo metrô acompanhado dosfuncionários, que efetivamente é Por que essas greve, surte o mesmo efeito, (c) que estão em diferenças existem?sobretudo mais contundente, pois o queoralmente para a população é o fato do Socialize interessa as conclusões de cada grupo.meio de transporte metro não funcionar em tais horários por conta da grevevocabulário usual ou informal. Leve em conta que os jornais poderão utilizardos funcionários do mesmo. As frases tendem a ser curtas para facilitar a leitura. No entanto, no jornal popular é considerável a presença do humor ou do sensacionalismo na abordagem de certas notícias, o que contraria a máxima da imparcialidade característica desse gênero. 2. Recursos didáticos: Notícias de jornais diversos. 40 41
  • 43. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS3. Comentários: Os jornais utilizam no título das notícias de jornais impressos o refletir acerca da relação jornal 3. Comentários: Essa atividade propicia o aluno averbo no presente do indicativo e público-alvo, fazendo com que essa relação marque a escrita de uma com o propósito de estabelecer uma maioraproximação entre o leitor com o fato, assim como evidencia que a notícia uma notícia é um item fundamental a determinada notícia. O público-alvo de érecente. se levar em conta. Observa-se, com isso, a escolha lexical e a ideologia de cadaPara caracterizar o gênero “notícia”, faça com os alunos uma reflexão sobre o jornal.lead, que é o primeiro parágrafo doCada fase da caracterização deverá ser anotada em um cartaz, para texto. posteriormente, ser utilizada pelo aluno na produção final.IV – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA. VI – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGÜÍSTICA.1. Entregue aos grupos uma imagem retirada de uma notícia de jornal. Os alunosdeverão fazer a leitura da imagem eatividade, discuta com os alunos se eles sabem o que é uma greve e 1. Nessa elaborar um possível título daquelanotícia. Logo após, leia o título originalpoderá fazê-la. o grupo que mais se quem para verificar Logo em seguida, entregue a cada grupo um papel comaproximou. os seguintes números: 1.700 – 22h – 190 mil – 5h às 8h30 e 16h às 20h –Em seguida, distribua com os grupos uma legenda- 50% - 80% . de alguma 12% - 4% - 8% de uma fotonotícia, com legendas diferentes para cada grupo. Cada grupo faz que se referem esses números em relação ao Questione seus alunos sobre o a leitura e,depois, poderá desenhar ou recortarcontexto de umaou revista uma imagem de algum jornal greve. Após esse momento, distribua aos seus alunos aque represente aquela legenda. Ao término “Metrô do Recifegrupo greve por 2 dias”, do Jornal do Commércio notícia dessa tarefa, cada em socializasua produção. (ANEXO II) , e mande eles lerem a notícias e localizar os dados relacionados a cada número analisado anteriormente. Os grupos deverão socializar suas2. Recursos didáticos: Fotos de notícias. Recortes de legendas de fotos de respostas e verificar se as hipóteses e inferências levantadas sobre osnotícias e suas imagens. Revistas. números se cores diversas, tesouras, cola, a notícia. Lápis de aproximaram dos fatos relativospapel ofício. Abra uma discussão com os alunos sobre esses números, assim: (a) Será que a3. Comentários: Explorar a relaçãonotícia funcionaria com noticiado. impacto sem a presença desses números? da imagem com o fato o mesmo Mostrar paraos alunos que a utilização de uma foto Porilustração é uma das características na notícia e em outras? (b) ou que há essa exposição de númerosde várias notícias. É interessante colocar as características encontradas noda relação do título com o texto. A É importante levantar questões acercacartaz de caracterização. palavra Metrô do título se refere a quê? Quem está em greve? O Metrô ou os funcionários? Por que não utilizar a expressão funcionários do Metrô em greve?V – Eixo de ensino | LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. 2. Recursos didáticos: Papel com os números. Cópias da notícia “Metrô do1. Distribua com cada grupo uma notícia sobre um mesmo fato, do Jornal do Commércio (ANEXO II). Papel, lápis. Recife em greve por 2 dias”, publicada emjornais diferentes. Escolha um jornal de cunho Os números navoltado para um uma função discursiva de suma 3. Comentários: popular, outro notícia exercempúblico de maior escolaridade. Os alunos deverão ler dá credibilidade e confiabilidade ao fato noticiado. No caso importância, pois as notícias e escrever asdiferenças encontradas. Faça as seguintesnotícia, os números dão credibilidade e precisão ao fato. É interessante dessa perguntes: (a) Quais os fatos quemerecem destaques nas duas notícias? (b)com os alunos a questão da economia do espaço para noticiar os trabalhar Verificou se há diferenças naapresentação dos fatos? A linguagem utilizadacaso do título, aé utilização do termo metrô acompanhado dos fatos. No pelos jornalistas diferente?(c) Por que essas diferenças existem? funcionários, que efetivamente é que estão em greve, surte o mesmo efeito,Socialize oralmente as conclusões de cada grupo. contundente, pois o que interessa para a população é o fato do sobretudo maisLeve em conta que os jornais poderão utilizar vocabulário usual ou informal. tais horários por conta da greve meio de transporte metro não funcionar emAs frases tendem a ser curtas parados funcionários doNo entanto, no jornal facilitar a leitura. mesmo.popular é considerável a presença do humor ou do sensacionalismo naabordagem de certas notícias, o que contraria a máxima da imparcialidadecaracterística desse gênero.2. Recursos didáticos: Notícias de jornais diversos.40 41
  • 44. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISVII – Eixo de ensino | ESCRITA. Anexo II 1. Peça para os alunos produzirem uma notícia a partir de um fato de sua comunidade. Poderá ser em grupo, de maneira que cada um fique com uma função, das imagens, manchetes, títulos, legendas etc. Em outro momento, faça a análise das produções, junto com os alunos, orientados pelas informações do cartaz de caracterização do gênero notícia. Após a revisão, oriente-os quanto à reescrita. 2. Recursos didáticos: Papel e lápis. Gravuras e fotos. 3. Comentários: Os alunos deverão ficar atentos quanto ao cartaz com a caracterização do gênero, como uma orientação. Se o professor julgar necessário, escolher algumas notícias produzidas pelos alunos e colocar em um painel, de forma que todos da escola possam ler.Para obter mais informações, procure o apêndice. Anexo I Font e: J or nal do Com m ér ci o, 06 de j unh o de 20 0 9. 42 43
  • 45. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISVII – Eixo de ensino | ESCRITA. Anexo II1. Peça para os alunos produzirem uma notícia a partir de um fato de suacomunidade. Poderá ser em grupo, de maneira que cada um fique com umafunção, das imagens, manchetes, títulos, legendas etc.Em outro momento, faça a análise das produções, junto com os alunos,orientados pelas informações do cartaz de caracterização do gênero notícia.Após a revisão, oriente-os quanto à reescrita.2. Recursos didáticos: Papel e lápis. Gravuras e fotos.3. Comentários: Os alunos deverão ficar atentos quanto ao cartaz com acaracterização do gênero, como uma orientação. Se o professor julgarnecessário, escolher algumas notícias produzidas pelos alunos e colocar emum painel, de forma que todos da escola possam ler.Para obter mais informações, procure o apêndice.Anexo I F ont e: Jor n al d o C om m ér ci o, 0 6 de ju nho d e 2 0 09 .42 43
  • 46. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS VI – TIRA EM QUADRINHOS linguístico-discursivo, o registro informal de linguagem é o mais comum, No âmbitoaproximando-se da conversa cotidiana. A pontuação utilizada nessas tiras, geralmente assumeum caráter expressivo que apontam emoções sentidas pelos personagens. Normalmente não hánarrador, assim o leitor só conta com a expressão facial e corporal dos personagens, junto àpontuação utilizada e o que é dito pelos personagens. Outro recurso importante para manter ainteratividade e o envolvimento entre leitor e texto são as onomatopeias, pois tentam imitar ossons produzidos pelos personagens e os ruídos que ocorrem no contexto da história. Portanto, ao promover o estudo do gênero tiras, na perspectiva lingüístico-discursiva, estaremos contribuindo na formação de leitores críticos, de forma lúdica e com humor. Objetivos: refletir sobre a relação entre texto verbal, não-verbal e imagens naconstrução de sentidos; perceber quadrinho surgiu no espaço do suporte de jornal, estendendo-se, A tira em estratégias de produção de humor quebra de expectativa,ironia, duploposteriormente, criticamente tiras, refletindo sobresites etc. social apresentada; sentido etc.; ler para revistas, livros didáticos, a crítica Esse gênero discursivo propiciaproduzir final coerente de diversas perspectivas,a haja vista texto verbal e efeito de narrativas e por se análises em tira, articulando entre imagem e representar pequenas humor;produzir tiras como atividade de produção e reescrita de texto. estruturar a partir de dois códigos – o verbal e o não-verbal -, aproveitando a combinação entre falas, expressões e gestos das personagens, além de privilegiar a situação contextual pelo seu aspecto Assim, a Tira em quadrinhos lida com duas importantes modalidades de interacional. comunicação: palavras e imagens. Uma modalidade deve estar em harmonia com a outra para que haja uma comunicação eficaz. SUGESTÕES DE ATIVIDADES I – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA. Nesse gênero, os personagens agem, dialogam e pensam, sendo suas falas e pensamentos apresentados através de balões. Apresenta um tgrau acentuado de informalidade 1. Dist ribua par a os alunos arjas com nomes de personagens de tiras em e de interatividade, tais como o uso de interjeições, pontuação expressiva – exclamações,quadrinhos ( Turma da Mônica, Hagar, M afalda, Níquel Náusea etc.) e reticências, interrogações alongadas etc. -, além de outros recursos gráficos, como o uso desolicite que eles se or ganizem em grupos de acordo com o nome dos negrito, tamanhos e formatos diversos de letras, de certos símbolos – estrelas, que representampersonagens r ecebidos. Quest ione se os alunos conhecem os personagens dor; formatos diferentes de balões – em forma de nuvem, para pensamentos e sonhos; balõesque receberam , onde podemos encont rá-los, de que personagem mais pontilhados para falas sussurradas.gostam e o porquê.Em seguida, distribua tiras variadas para os alunos. Estes irão fazer a leiturade suas tiras e analisá-las se caracteriza por ter uma narrativa contada em poucos quadros, geralmente de A Tira para verificar suas características estruturais elinguísticas. Provoque-os com as perguntas: (a) Onde podemos encontrar as um a cinco e traz no seu bojo um caráter humorístico e crítico, alcançado através de estratégiastiras? (b) Que elementos linguísticos constituem as tiras? (c) Quais recursos específicas, como a quebra de expectativa, que consiste em um final inesperado, provocando ográficos estão presentes nas tiras? (d) As tiras utilizam recursos do humor para riso. Assim, a leitura de tiras exige a ativação de estratégias de leitura, que ativemfazer crítica social? – trabalhar a função social da crítica. conhecimentos de mundo, inferências, relações entre textos para a construção de sentidos.No momento da análise, os grupos receberão tarjas para anotarem ascaracterísticas formais, estruturais, linguísticas e discursivas do gênero paramontagem do painel de caracterizações. As temáticas trabalhadas são, por excelência, variadas, voltadas para públicos leitores diferenciados, desde adultos até crianças. Algumas tiras realizam sátira política e social com personagens que corporificam estereótipos, alguns modos de pensar e de agir comuns em 2. Recursos didáticos: Tarjas em cartolina com nomes de personagens de tiras nossa sociedade.em quadrinhos. Cartolina, piloto. Cópias de tiras em quadrinhos. Tarjas decartolina. Dessa forma, acreditamosComentários: O número de aulas nessa sequência dependerá do número de 3. que o caráter satírico desse gênero incentiva na formação dealunos na turma e donessa série, por possibilitar o estabelecimento de relações entre a temática e a crítica leitores ritmo de trabalho destes.Essa atividade, a princípio, servirána história narrada, de maneira que seno social subentendida para organizar os grupos e introduzi-los discutam, em sala de aula,universo dosquestões éticas, políticas, culturais, sociais etc. a atividade tenha personagens das tiras em quadrinhos. Para que 44 45
  • 47. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISVI – TIRA EM QUADRINHOS No âmbito linguístico-discursivo, o registro informal de linguagem é o mais comum, aproximando-se da conversa cotidiana. A pontuação utilizada nessas tiras, geralmente assume um caráter expressivo que apontam emoções sentidas pelos personagens. Normalmente não há narrador, assim o leitor só conta com a expressão facial e corporal dos personagens, junto à pontuação utilizada e o que é dito pelos personagens. Outro recurso importante para manter a interatividade e o envolvimento entre leitor e texto são as onomatopeias, pois tentam imitar os sons produzidos pelos personagens e os ruídos que ocorrem no contexto da história. Portanto, ao promover o estudo do gênero tiras, na perspectiva lingüístico-discursiva, estaremos contribuindo na formação de leitores críticos, de forma lúdica e com humor. Objetivos: refletir sobre a relação entre texto verbal, não-verbal e imagens naA tira em quadrinho surgiu de sentidos; do suporte de jornal, estendendo-se,humor quebra de expectativa, construção no espaço perceber estratégias de produção deposteriormente, para revistas,sentido etc.; ler criticamente tiras, refletindo sobre a crítica social apresentada; ironia, duplo livros didáticos, sites etc. Esse gênero discursivo propiciaanálises em diversas perspectivas, haja de tira,representar pequenas narrativas e verbal e efeito de humor; produzir final coerente vista articulando entre a imagem e texto por seestruturar a partir de dois códigos – o verbal e o de produção e reescrita de texto. produzir tiras como atividade não-verbal -, aproveitando a combinação entrefalas, expressões e gestos das personagens, além de privilegiar a situação contextual pelo seuaspecto Assim, a Tira em quadrinhos lida com duas importantes modalidades deinteracional.comunicação: palavras e imagens. Uma modalidade deve estar em harmonia com a outra paraque haja uma comunicação eficaz. DE ATIVIDADES SUGESTÕES I – Eixo de ensino | LEITURA, ORALIDADE E ANÁLISE LINGUÍSTICA.Nesse gênero, os personagens agem, dialogam e pensam, sendo suas falas epensamentos apresentados através de balões. Apresenta um grau acentuado de informalidade 1. Distribua para os alunos tar jas com nomes de per sonagens de tir as eme de interatividade, tais como o uso de interjeições, pontuação expressiva – exclamações, quadrinhos ( Turma da M ônica, Hagar, Mafalda, Níquel Náusea etc.) ereticências, interrogações alongadas etc. -, além de outros recursos gráficos, como o uso de solicite que eles se organizem em gr upos de acordo com o nome dosnegrito, tamanhos e formatos diversos de letras, de certos símbolos – estrelas, que representam personagens recebidos. Questione se os alunos conhecem os personagensdor; formatos diferentes de balões – em forma de nuvem, para pensamentos e sonhos; balões que receberam, onde podemos encontr á-los, de que personagem m aispontilhados para falas sussurradas. gostam e o porquê. Em seguida, distribua tiras variadas para os alunos. Estes irão fazer a leitura de suas tiras e analisá-las para verificar suas características estruturais eA Tira se caracteriza por ter uma narrativa contada em poucos quadros, geralmente de linguísticas. Provoque-os com as perguntas: (a) Onde podemos encontrar asum a cinco e traz no seu bojo um caráter humorístico e crítico, alcançado através de estratégias tiras? (b) Que elementos linguísticos constituem as tiras? (c) Quais recursosespecíficas, como a quebra de expectativa, que consiste em um final inesperado, provocando o gráficos estão presentes nas tiras? (d) As tiras utilizam recursos do humor parariso. Assim, a leitura de tiras exige a ativação de estratégias de leitura, que ativem fazer crítica social? – trabalhar a função social da crítica.conhecimentos de mundo, inferências, relações entre textos para a construção de sentidos. No momento da análise, os grupos receberão tarjas para anotarem as características formais, estruturais, linguísticas e discursivas do gênero para montagem do painel de caracterizações.As temáticas trabalhadas são, por excelência, variadas, voltadas para públicos leitoresdiferenciados, desde adultos até crianças. Algumas tiras realizam sátira política e social compersonagens que corporificam estereótipos, alguns modos de pensar e de agir comuns em 2. Recursos didáticos: Tarjas em cartolina com nomes de personagens de tirasnossa sociedade. em quadrinhos. Cartolina, piloto. Cópias de tiras em quadrinhos. Tarjas de cartolina.Dessa forma, acreditamos que o Comentários: Odesse gênero incentiva na formação de 3. caráter satírico número de aulas nessa sequência dependerá do número deleitores nessa série, por possibilitar alunos na turma e do ritmo de trabalhotemática e a crítica o estabelecimento de relações entre a destes.social subentendida na história narrada, de maneira que seservirá para organizar de grupos e introduzi-los no Essa atividade, a princípio, discutam, em sala os aula,questões éticas, políticas, culturais,universo dos personagens das tiras em quadrinhos. Para que a atividade tenha sociais etc.44 45
  • 48. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISprovocar o humor e sentido. Depois, produzirão a linguagem verbal node humor, mas também tiras que êxito, é importante distribuir não só tiras últimobalão. fazem crítica social. Se necessário, leve para a sala alguns suportes onde essas tiras se ancoram, como: gibis, jornais e revistas, livros até na internet.Veja nos anexos II e III exemplos de tira com predominância da linguagemnão-verbal. II – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA. 1. Distribua aos grupos tiras de personagens diversos, coladas em um papel. Os2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel,enfocar os personagens através do seu comportamento e das alunos deverão caneta, lápis.3. Comentários: Essa atividade propicia o trabalhoem seguida, eles texto verbal e as tiras, identificando e suas atitudes. Logo com a leitura do irão analisar listando traços da personalidade de cada personagem enfocado. Ap ó s es sanão-verbal, formas características desse gênero, que vai além das entrelinhas, análise, os alunos farão uma lista e apresentarão para a sala. Promova umatoda a leitura das imagens, efeitos gráficos etc. discussão acerca dessas personalidades. Em seguida, selecione três tiras de personagens diferentes e distribua aos alunos. O último balão destas tiras deverá estar vazio. Estimule os alunos, em grupo, a fazerem um final para as V – Eixo de ensino |oESCRITA E ANÁLISE LINGUÍSTICA. tiras, completando balão, utilizando o humor e a produção de sentido do texto. Para finalizar essa atividade, utilize as tiras originais e mostre aos alunos para 1. Solicite aos grupos que escolham o personagem de que mais gostaram. Apósesse momento, oriente-os a ampliar os diálogos presentes nas tiras finais que que eles façam a comparação com os escolhidas,produziram, verificando sedesenvolvendo uma história, com final a cargo dos alunos. quebras de expectativas. produziram humor através dasCom as produções feitas, os alunos socializarão a produção de texto de cadagrupo. Em seguida, peça Recursos didáticos: Tiras em suas tiras, criando Papel, lápis e caneta. 2. aos alunos que produzam quadrinhos diversos.personagens, dando-lhes nomes, características pessoaistrabalhar um pouco a história dos personagens 3. Comentários: É interessante e ideológicas, queproduzam histórias com críticas sociais, de forma humorada. das tiras. Observe se os alunos percebem quando se dá a quebra de2. Recursos didáticos: Papel, expectativa, e, por conseguinte, como se constrói o humor a partir dessa lápis.3. Comentários: Oriente-os quebra. Vejagestos, à expressão, da tira em quadrinho de Mônica, Cebolinha quanto aos o caso, por exemplo, os objetos, os e Cascão, no Anexo II.cenários como recursos que reproduzem as imagens das tiras. Trabalhe areescrita, pois esse trabalho deverá ser afixado em um painel, na sala. III– Eixo de ensino | ESCRITA. 1. Com a sala organizada em grupos, distribua algumas tiras com seus balões sem nenhuma fala. Como já foi trabalhado sobre os personagens, peça para os alunos produzir as falas dos personagens, verificando a coerência que se estabelece dos elementos verbais e não-verbais, produzindo humor e sentido. 2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel, lápis e caneta. 3. Comentários: Lembre aos alunos que a produção do texto verbal das tiras é próxima da conversação informal, pois se assemelha ao diálogo face a face, como pode ser verificado no anexo I. IV – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA. 1. Nessa atividade, entregue aos grupos tiras com presença da linguagem não- verbal nos primeiros balões e, no último quadro, com um balão vazio, no qual os alunos darão voz, fazendo a leitura dos elementos não-verbais, além de 46 47
  • 49. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISêxito, é importante distribuir não só tiras de o humormas também tiras que provocar humor, e sentido. Depois, produzirão a linguagem verbal no últimofazem crítica social. Se necessário, leve para a sala alguns suportes onde balão.essas tiras se ancoram, como: gibis, jornais e revistas, livros até na internet. Veja nos anexos II e III exemplos de tira com predominância da linguagem não-verbal.II – Eixo de ensino | LEITURA E ESCRITA.1. Distribua aos grupos tiras de personagens diversos, coladas em um papel. Osalunos deverão enfocar os personagens através do seu comportamento e dascaneta, lápis. 2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel,suas atitudes. Logo em seguida, Comentários: Essa atividade propicia o trabalho com a leitura do texto verbal e 3. eles irão analisar as tiras, identificando elistando traços da personalidade de cada personagem enfocado. A p ó s e ss a não-verbal, formas características desse gênero, que vai além das entrelinhas,análise, os alunos farão uma lista e apresentarão para a sala. Promova uma toda a leitura das imagens, efeitos gráficos etc.discussão acerca dessas personalidades.Em seguida, selecione três tiras de personagens diferentes e distribua aosalunos. O último balão destas tiras deverá estar vazio. Estimule os alunos, emgrupo, a fazerem um final para as tiras, completando o balão,LINGUÍSTICA. V – Eixo de ensino | ESCRITA E ANÁLISE utilizando ohumor e a produção de sentido do texto.Para finalizar essa atividade, utilize as tiras originaisque escolham alunos para de que mais gostaram. Após 1. Solicite aos grupos e mostre aos o personagemque eles façam a comparação com os finais que produziram, verificando se esse momento, oriente-os a ampliar os diálogos presentes nas tiras escolhidas,produziram humor através das quebras de expectativas. história, com final a cargo dos alunos. desenvolvendo uma Com as produções feitas, os alunos socializarão a produção de texto de cada2. Recursos didáticos: Tiras em quadrinhos diversos. Papel, lápis e alunos que produzam suas tiras, criando grupo. Em seguida, peça aos caneta. personagens, dando-lhes nomes, características pessoais e ideológicas, que3. Comentários: É interessante trabalhar um pouco a história dos personagens produzam histórias com críticas sociais, de forma humorada.das tiras. Observe se os alunos percebem quando se dá a quebra deexpectativa, e, por conseguinte, como se constrói Papel, lápis. partir dessa 2. Recursos didáticos: o humor aquebra. Veja o caso, por exemplo, da tira em quadrinho de Mônica,aos gestos, à expressão, os objetos, os 3. Comentários: Oriente-os quanto Cebolinhae Cascão, no Anexo II. cenários como recursos que reproduzem as imagens das tiras. Trabalhe a reescrita, pois esse trabalho deverá ser afixado em um painel, na sala.III– Eixo de ensino | ESCRITA.1. Com a sala organizada em grupos, distribua algumas tiras com seus balõessem nenhuma fala. Como já foi trabalhado sobre os personagens, peça para osalunos produzir as falas dos personagens, verificando a coerência que seestabelece dos elementos verbais e não-verbais, produzindo humor e sentido.2. Recursos didáticos: Cópias de tiras. Papel, lápis e caneta.3. Comentários: Lembre aos alunos que a produção do texto verbal das tiras épróxima da conversação informal, pois se assemelha ao diálogo face a face,como pode ser verificado no anexo I.IV – Eixo de ensino | ANÁLISE LINGUÍSTICA E ESCRITA.1. Nessa atividade, entregue aos grupos tiras com presença da linguagem não-verbal nos primeiros balões e, no último quadro, com um balão vazio, no qualos alunos darão voz, fazendo a leitura dos elementos não-verbais, além de46 47
  • 50. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS Anexo I APÊNDIC E I – CRÔNICASAs crônicas podem ser encontradas em jornais, revistas e internet. Algumas delas são compiladasem livros. A seguir, algumas obras, como:ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. São Paulo: Ática, 2002.ASSIS, Machado de. Fuga do Hospício. São Paulo: Ática, 203. (Coleção Para Gostar de Ler).BORBA FILHO, Hermilo. Louvações, encantamento e outras crônicas. Recife: Bagaço, 2000.NOVAIS, Carlos Eduardo et al. Crônicas 6. São Paulo: Ática, 2002.SÁ, Jorge de. Crônica. São Paulo: Ática.SABINO, Fernando. Cara ou coroa? São Paulo: Ática, 2000. ( Coleção Para Gostar de Ler).VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.Sites:http://www.almacarioca.com.br/cronicas.htmhttp://www.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B3nicahttp://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/index.htmhttp://www.pensador.info/p/cronicas_de_luiz_fernando_verissimo/1/ Anexo IIPesquisa:CANDIDO, Antonio et al. A Crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil.Campinas/Rio de Janeiro: UNICAMP, 1992. II – FÁBULA As fábulas poderão ser encontradas em:ESOPO. Fábulas. São Paulo; Martin Claret, 2006.FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1997.FERNANDES, Millôr. Novas Fábulas Fabulosas. Rio de Janeiro: Desiderata, 2007.LA FONTAINE, Jean de. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2005.LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo; Brasiliense, 1995.MORAVIA, Alberto. Histórias da pré-história. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Editora 34,2003.Sites:http://www.contandohistoria.com/fabulas.htm.http://criancas.uol.com.br/historias/fabulas/ Anexo IIIhttp://www.helenamonteiro.com/fabulas/fabulas.htmhttp://www.angela-lago.com.br/3FabulaA.htmlhttp://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1bulahttp://www.metaforas.com.br/infantis/default.aspPesquisa:DEZOTTI, Maria Celeste Consolin. A tradição da fábula: de esopo a La Fontaine. São Paulo: IMESP,2003.FÁVERO, Leonor Lopes. Paródia e dialogismo. In: BARROS, Diana Luz Pessoa & FIORIN, José Luiz(org.). Dialogismo, polifonia e intertextualidade: em torno de Mikhail Bakhtin. São Paulo: EDUSP,2003.Sites:BAGNO, Mascos. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2005/ F ont e: www. m on ica. com . br / com i cs/ t i r in has .h t m - aces s ado em 01 / 06 / 09 F ont e: www. m on ica. com . br / com i cs/ t i r in has .h t m - aces s ado em 01 / 06 / 09 F ont e: www. m on ica. com . br / com i cs/ t i r in has .h t m - aces s ado em 01 / 06 / 09 48 49
  • 51. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISAnexo I APÊNDICE I – CRÔNICAS As crônicas podem ser encontradas em jornais, revistas e internet. Algumas delas são compiladas em livros. A seguir, algumas obras, como: ANDRADE, Carlos Drummond de et al. Crônicas I. São Paulo: Ática, 2002. ASSIS, Machado de. Fuga do Hospício. São Paulo: Ática, 203. (Coleção Para Gostar de Ler). BORBA FILHO, Hermilo. Louvações, encantamento e outras crônicas. Recife: Bagaço, 2000. NOVAIS, Carlos Eduardo et al. Crônicas 6. São Paulo: Ática, 2002. SÁ, Jorge de. Crônica. São Paulo: Ática. SABINO, Fernando. Cara ou coroa? São Paulo: Ática, 2000. ( Coleção Para Gostar de Ler). VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. Sites: http://www.almacarioca.com.br/cronicas.htm http://www.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B3nica http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/index.htm http://www.pensador.info/p/cronicas_de_luiz_fernando_verissimo/1/Anexo II Pesquisa: CANDIDO, Antonio et al. A Crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas/Rio de Janeiro: UNICAMP, 1992. II – FÁBULA As fábulas poderão ser encontradas em: ESOPO. Fábulas. São Paulo; Martin Claret, 2006. FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1997. FERNANDES, Millôr. Novas Fábulas Fabulosas. Rio de Janeiro: Desiderata, 2007. LA FONTAINE, Jean de. Fábulas. São Paulo: Martin Claret, 2005. LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo; Brasiliense, 1995. MORAVIA, Alberto. Histórias da pré-história. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Editora 34, 2003. Sites: http://www.contandohistoria.com/fabulas.htm.Anexo III http://criancas.uol.com.br/historias/fabulas/ http://www.helenamonteiro.com/fabulas/fabulas.htm http://www.angela-lago.com.br/3FabulaA.html http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1bula http://www.metaforas.com.br/infantis/default.asp Pesquisa: DEZOTTI, Maria Celeste Consolin. A tradição da fábula: de esopo a La Fontaine. São Paulo: IMESP, 2003. FÁVERO, Leonor Lopes. Paródia e dialogismo. In: BARROS, Diana Luz Pessoa & FIORIN, José Luiz (org.). Dialogismo, polifonia e intertextualidade: em torno de Mikhail Bakhtin. São Paulo: EDUSP, 2003. Sites: BAGNO, Mascos. Fábulas fabulosas. Disponível em: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ http://www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2005/ F ont e: www. m oni ca. com . br / com ics / t ir i nh as. h t m - aces s ado em 0 1 /0 6 /0 9F ont e: www. m oni ca. com . br / com ics / t ir i nh as. h t m - aces s ado em 0 1 /0 6 /0 9F ont e: www. m oni ca. com . br / com ics / t ir i nh as. h t m - aces s ado em 0 1 /0 6 /0 948 49
  • 52. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAIS III – CARTA DO LEITOR VI – TIRA EM QUADRINHOS As cartas do leitor podem ser encontradas em jornais, revistas e alguns gibis. Abaixo alguns onde de Algumas sugestões sites encontrar esse gênero revistas: textual:Livros: Sites:QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2003. http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT787092-2119,00.htmlSOUZA, Maurício de. Mônica: superaventuras. Rio de janeiro: Globo, 2003. http://www.terra.com.br/istoe/ http://www.cartanaescola.com.br/Sites: http://www.revistaveja.com.brhttp://www.mafalda.net/http://www.mafalda.com.br Pesquisa:http://www.tirasdoedi.blogspot.com/ BRONCKART, Jean-Paul. Sequências e outras formas de planificação.In: Atividades de linguagem,http://www.sobresites.com/quadrinhos/tiras.htm textos e discursos. São Paulo:EDUSP, 1999.http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira232.htm LEAL, Telma Ferraz. Produção de textos na escola: a argumentação em textos escritos porhttp://www.comunicacaoempresarial.com.br/comunicacaoempresarial/humor/tiras.htm crianças.Recife: UFPE, 2004. (Tese de Doutorado) MELO, Cristina Teixeira Vieira de. Carta à redação: uma abordagem discursiva. Campinas/SP: UNICAMP, 1999.Pesquisa:www.gel.org.br/.../piadas-e-tiras-em-quadrinhos-119.pdf?... IV – POEMAwww.filologia.org.br/.../a_heterogeneidade_de_discursiva_e_o_humor_nas_tiras_em_jose_ricardo_carvalho.pdf Seguem algumas sugestões onde encontrar poemas:Livros: Livros:AGUILERA, Vanderci de Andrade. Tira cômica: uma leitura na escola. Estudos Linguísticos XXVI. CAPPARELLI, Sergio & GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Poemas para crianças. Porto Alegre:L&PMAnais de Seminários do GEL, 1997. Editores, 2003.IANNONE, Leila R. & IANNONE, Roberto A. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo;Moderna, 1994. MEIRELLES, Cecília. Ou isto ou aquilo. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. MORAES, Vinicius de. A arca de Noé. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.MENDONÇA, Márcia. Um gênero quadro a quadro: a história em quadrinhos. In: DIONISIO, Ângela;MACHADO, Anna Raquel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros textuais2000. PAES, José Paulo. Poemas para Brincar. São Paulo: Ática, e ensino. Rio deJaneiro: Lucerna, 2003. Sites:POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas/SP: Mercado deLetras, 2002. http://www.recadosonline.com/poemas.html http://www.pensador.info/p/poemas_famosos/1/ http://www.contos.poesias.nom.br/poetasfamosos/poetasfamosos.htm http://jornaldepoesia.jor.br/infan.html http://www.sobresites.com/poesia/ Pesquisa: CAMARGO, Luís. A poesia infantil no Brasil.Disponível em < http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/artigos/art021.htm> acesso em 28/05/2009. LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986. PINHEIRO, Hélder. Poesia na sala de aula. João Pessoa/PB: Idéia, 2002. V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSO As notícias podem ser encontradas em jornais e revistas, em programas de rádio, TV e sites. Muitos Jornais possuem suas notícias publicadas na internet. Pesquisa: BARBOSA, J.P. Do professor suposto pelos PCNs ao professor real de língua portuguesa: são os PCNs praticáveis? In: ROJO, Roxane (org.). A prática da linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. São Paulo: EDUC; Campinas: Mercado de Letras, 2000. FARIA, Maria Alice. Como usar o jornal em sala de aula.São Paulo: Contexto, 1996. ________. O jornal em sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997. ________. Para ler e fazer jornal na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2002. http://www.jornalescolar.org.br http://www.jornaldenoticias.com/ http://www.estadao.com.br/home/index.shtm 50 51
  • 53. ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS LÍNGUA PORTUGUESA – PROJETO APRENDER MAISIII – CARTA DO LEITOR VI – TIRA EM QUADRINHOSAs cartas do leitor podem ser encontradas em jornais, revistas e alguns gênero textual: Algumas sugestões onde encontrar esse gibis. Abaixo alguns sites derevistas:Sites: Livros: QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2003.http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT787092-2119,00.htmlhttp://www.terra.com.br/istoe/ SOUZA, Maurício de. Mônica: superaventuras. Rio de janeiro: Globo, 2003.http://www.cartanaescola.com.br/http://www.revistaveja.com.br Sites: http://www.mafalda.net/Pesquisa: http://www.mafalda.com.br http://www.tirasdoedi.blogspot.com/BRONCKART, Jean-Paul. Sequências e outras formas de planificação.In: Atividades de linguagem, http://www.sobresites.com/quadrinhos/tiras.htmtextos e discursos. São Paulo:EDUSP, 1999. http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira232.htmLEAL, Telma Ferraz. Produção de textos na escola: a argumentação em textos escritos por http://www.comunicacaoempresarial.com.br/comunicacaoempresarial/humor/tiras.htmcrianças.Recife: UFPE, 2004. (Tese de Doutorado)MELO, Cristina Teixeira Vieira de. Carta à redação: uma abordagem discursiva. Campinas/SP:UNICAMP, 1999. Pesquisa: www.gel.org.br/.../piadas-e-tiras-em-quadrinhos-119.pdf?...IV – POEMA www.filologia.org.br/.../a_heterogeneidade_de_discursiva_e_o_humor_nas_tiras_em_jose_ricardo_car valho.pdfSeguem algumas sugestões onde encontrar poemas: Livros:Livros: AGUILERA, Vanderci de Andrade. Tira cômica: uma leitura na escola. Estudos Linguísticos XXVI.CAPPARELLI, Sergio & GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Poemas para crianças. Porto Alegre:L&PM Anais de Seminários do GEL, 1997.Editores, 2003. IANNONE, Leila R. & IANNONE, Roberto A. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo;MEIRELLES, Cecília. Ou isto Moderna, 1994. ou aquilo. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.MORAES, Vinicius de. A arca MENDONÇA, Márcia. Um gênero quadro a quadro: a história em quadrinhos. In: DIONISIO, Ângela; de Noé. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.PAES, José Paulo. Poemas para Brincar. São Anna Raquel; 2000. MACHADO, Paulo: Ática, BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003.Sites: POSSENTI, Sírio. Os humores da língua: análises linguísticas de piadas. Campinas/SP: Mercado dehttp://www.recadosonline.com/poemas.html Letras, 2002.http://www.pensador.info/p/poemas_famosos/1/http://www.contos.poesias.nom.br/poetasfamosos/poetasfamosos.htmhttp://jornaldepoesia.jor.br/infan.htmlhttp://www.sobresites.com/poesia/Pesquisa:CAMARGO, Luís. A poesia infantil no Brasil.Disponível em <http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/artigos/art021.htm> acesso em 28/05/2009.LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986.PINHEIRO, Hélder. Poesia na sala de aula. João Pessoa/PB: Idéia, 2002.V – NOTÍCIA DE JORNAL IMPRESSOAs notícias podem ser encontradas em jornais e revistas, em programas de rádio, TV e sites. MuitosJornais possuem suas notícias publicadas na internet.Pesquisa:BARBOSA, J.P. Do professor suposto pelos PCNs ao professor real de língua portuguesa: são osPCNs praticáveis? In: ROJO, Roxane (org.). A prática da linguagem em sala de aula: praticando osPCNs. São Paulo: EDUC; Campinas: Mercado de Letras, 2000.FARIA, Maria Alice. Como usar o jornal em sala de aula.São Paulo: Contexto, 1996.________. O jornal em sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997.________. Para ler e fazer jornal na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2002.http://www.jornalescolar.org.brhttp://www.jornaldenoticias.com/http://www.estadao.com.br/home/index.shtm50 51
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