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Brasil colônia

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Transcript

  • 1. Professora Elaine
  • 2.  A Conquista do Brasil - 22 de abril 1500: frota portuguesa de Cabral chega a Porto Seguro na Bahia - 1° contato com os índios : troca de sorrisos e presentes - A 1ª Missa no Brasil rezada no Brasil  As nações indígenas em 1500 - tupi-guarani, Jê, aruaque, caríba, charrua, pano, tucano e outros - tupinambas: eram canibais - Exploração, violência, escravidão (contra o índio)
  • 3.  A Exploração do pau-brasil - a mão-de-obra indígena - trabalho por quinquilharias = escambo - venda da tinta na Europa = lucros para Portugal  A colonização necessária - ameaça de invasões estrangeiras (piratas holandeses, ingleses e franceses ameaçavam o litoral)
  • 4. No ano de 1530, o rei de Portugal organizou a primeira expedição com objetivos de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como objetivos: povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil. Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil em Capitanias Hereditárias. O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar.
  • 5. No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios.
  • 6.  Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades.  Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e ter mais controle da colônia. A capital do Brasil neste período foi Salvador.
  • 7.  A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.  O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil só podia fazer comércio com a metrópole.  As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e visando o comércio exterior.
  • 8.  A sociedade açucareira era patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder familiar, social e político. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos. Era também imobilista e estratificada.
  • 9.  A Vida do escravo - Muito trabalho sem remuneração (coisificação) - Castigos físicos e tratamento desumano - Preconceito - Fugas, revoltas e formação dos quilombos - Quilombo dos Palmares – líder Zumbi
  • 10.  Após domínio da Espanha em Portugal (União Ibérica) a Holanda, em busca de açúcar, resolveu enviar suas expedições para invadirem o Nordeste do Brasil. Sua primeira expedição ocorreu em 1621, na Bahia, contudo, esta não foi bem sucedida.  Em 1630 os holandeses invadiram Pernambuco e ali impuseram seu domínio.  A Holanda enviou seu príncipe (Maurício de Nassau) para governar a colônia holandesa no Brasil. Nassau dominou enorme parte do território nordestino e os portos que forneciam escravos, na África. A Insurreição Pernambucana durou de 1645 a 1654 quando os colonos conseguiram expulsar definitivamente os holandeses do Brasil. Com o tempo, os colonos demonstram descontentamento com a política holandesa e estoura um movimento de contestação.
  • 11. As missões jesuíticas na América, também chamadas de reduções, foram os aldeamentos indígenas organizados e administrados pelos padres jesuítas. O objetivo principal das missões jesuíticas foi o de evangelizar e catequizar os nativos.
  • 12. De apresamento: captura de índios De prospecção: busca de metais preciosos Sertanismo de contrato: captura de escravos fugitivos Ex: Borba Gato, Raposo Tavares, Fernão Dias, Domingos Jorge Velho. Monções: bandeirismo de comércio por vias fluviais As bandeiras eram expedições particulares que partiam de São Paulo durante os séculos XVI, XVII e XVIII. Geralmente ultrapassavam a linha do Meridiano de Tordesilhas o que contribuiu para aumentar consideravelmente o território brasileiro. Utilizavam os rios Tietê, Paraná, São Francisco e os afluentes meridionais do Amazonas.
  • 13. O Tratado de Tordesilhas, na realidade, nunca foi respeitado. A situação se agravou com a União Ibérica. A cobiça dos portugueses pela área do Prata é comprovada pela fundação da Colônia do Sacramento em 1680, defronte a Buenos Aires, centro da disputa entre espanhóis e portugueses. O contrabando, facilitado pela presença da Colônia do Sacramento provocou intensos choques entre portugueses e espanhóis, levando-os a assinarem diversos tratados a respeito da região.
  • 14. •Primeiro Tratado de Utrecht (1713) Firmado entre Portugal e a França para estabelecer os limites entre os dois paises na costa norte do Brasil. Defendia a posição brasileira na questão do Amapá. •Segundo Tratado de Utrecht (1715) Firmado entre Portugal e a Espanha, garantindo a posse da Colônia de Sacramento para Portugal.
  • 15. •Tratado de Madri (1750) Estabeleceu os limites respeitando o princípio do uti posseditis e abandonando inteiramente a "linha de Tordesilhas". A Colônia de Sacramento passaria para o domínio da Espanha e o Brasil teria a posse da região de Sete Povos das Missões. Os padres jesuítas espanhóis, juntamente com os comerciantes da região não se conformaram com as decisões do Tratado de passar a região dos Sete Povos das Missões para o domínio português: instigaram os índios a uma luta, ocasionando a "Guerra Guaranítica”.
  • 16. •Tratado de Santo Ildefonso (1777) Seguiu em linhas gerais os limites estabelecidos pelo Tratado de Madri, embora com prejuizo para Portugal no extremo sul do Brasil.
  • 17. A descoberta de ouro nos séculos XVII e XVIII vai provocar uma profunda mudança na estrutura do Brasil colonial. Para administrar a região mineradora foi criada, em 1702, a Intendência das Minas, órgão responsável pela fiscalização e exploração das minas. Realizava a distribuição de datas-lotes a serem explorados, e pela cobrança do quinto ( 20% do ouro encontrado). Em1720, foram criadas as Casas de Fundição- transformavam o ouro bruto ( pó ou pepita ) em barras já quintadas. Quando ocorre o esgtamento da exploração aurífera, o governo português fixa uma nova forma de arrecadar o quinto: 100 arrobas anuais de ouro por município.
  • 18. A mineração mudou o eixo econômico da vida colonial -do litoral nordestino para a região Centro-Sul; incentivou o comércio interno, garantindo a interligação da região das minas com outras regiões do Brasil. Houve também um grande aumento populacional na região das minas. A sociedade passa a ter um caráter urbano e multiplica-se o número de comerciantes, intelectuais, pequenos proprietários, funcionários públicos, artesãos. A sociedade mineradora passa a apresentar uma certa flexibilidade e mobilidade.
  • 19. Na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; espírito e matéria. Características são: * emocional sobre o racional; * efeitos decorativos e visuais * entrelaçamento entre a arquitetura e escultura; * violentos contrastes de luz e sombra; * pintura com efeitos ilusionistas
  • 20. Nos séculos XVII e XVIII, os tropeiros eram partes da vida da zona rural e cidades pequenas dentro do sul do Brasil. Os tropeiros conduziam o gado e levaram mercadorias para serem comercializadas na feira de Sorocaba. De São Paulo seguiam para os estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Em direção às minas, o transporte feito no lombo de animais foi fundamental devido aos acidentes geográficos da região, que dificultavam o transporte. O tropeiro passou a ser o principal abastecedor do mercado das Minas Gerais.
  • 21. Contestavam aspectos específicos do Pacto Colonial, não propriamente falando em independência, possuindo caráter regionalista.
  • 22. Aclamação de Amador Bueno (1641) Com o fim da União Ibérica, o governo português proibiu a escravização indígena. Inconformados com essa exigência da metrópole, um grupo de bandeirantes paulistas resolveu armar um levante. Buscando a vitória, os bandeirantes se dirigiram ao rico fazendeiro Amador Bueno, que também era a favor da escravização indígena. Os bandeirantes paulistas convocaram Amador Bueno para que liderasse a revolta, aceitando o cargo de governador da província de São Paulo. Amador Bueno não aceitou a proposta e jurou fidelidade ao governo português, temendo represálias. Assim, a revolta bandeirante perdeu sua sustentação
  • 23. Latifundiários do Maranhão revoltaram-se porque faltavam escravos e os jesuítas condenavam a escravidão indígena. O governo português criou a Companhia de Comércio do Maranhão para controlar o comércio na região. Com a intervenção da Coroa Portuguesa, foi nomeado um novo governador para a região que puniu os revoltosos com a condenação à prisão ou ao exílio. Manuel Beckman e Jorge Sampaio foram condenados à morte. Revolta de Beckman (Maranhão - 1648) Chefiados por Manuel e Tomas Beckman, os colonos se rebelaram, expulsando os jesuítas do Maranhão, abolindo o monopólio da Companhia e constituindo um novo governo, que durou quase um ano
  • 24. Guerra dos Emboabas Pelo fato de terem sido os primeiros a descobrir, os paulistas queriam ter mais direitos e benefícios sobre o ouro que haviam encontrado. Entretanto, os forasteiros, chamados emboabas, formaram suas próprias comunidades, dentro da região de exploração aurífera. Formaram-se asiim, dois grupos rivais. Os paulistas eram chefiados pelo bandeirante Manuel de Borba Gato e o líder dos emboabas era o português Manuel Nunes Viana. Entre as lutas mais intensas, o combate desenvolvido no Capão da Traição ficou conhecido pela morte de 300 paulistas pela mão dos emboabas. No ano de 1709, a Coroa Portuguesa determinou a imediata separação territorial das capitanias de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao fim da guerra, os bandeirantes buscaram outras jazidas nas regiões de Mato Grosso e Goiás
  • 25. Guerra dos Mascates (1710-1714) Conflito ocorrido em Pernambuco, resultado do choque entre a aristocracia rural de Olinda e os comerciantes ("Mascates") de Recife. A principal causa do confronto foi a decadência da lavoura açucareira devido a concorrência antilhana que levou os senhores de engenho de Olinda a endividar-se com os comerciantes de Recife. Olinda era Vila, possuía Câmara Municipal e tinha autonomia em relação a Recife, que era sua comarca e subordinada administrativamente.
  • 26. Os senhores de engenho de Olinda, liderados por Bernardo Vieira de Melo, invadiram Recife em 1710, derrubando o pelourinho (símbolo de autonomia administrativa) e obrigando o governador a fugir para a Bahia. A elevação de Recife a categoria de vila pelo rei de Portugal no final de 1709, por pressão dos "mascates" separando-a de Olinda precipitou a guerra. Logo em seguida, os recifenses conseguiram retomar o controle de sua cidade em uma reação militar apoiada por autoridades políticas de outras capitanias. Em 1711, Félix José de Mendonça foi nomeado governador da província com a missão de pacificar o conflito. O novo governador apoiou os mascates portugueses e estipulou a prisão de todos os latifundiários olindenses envolvidos com a guerra. Determinou também a administração semestral para cada uma das cidades garantindo autonomia política de Recife.
  • 27. Revolta de Felipe dos Santos (1720) Os mineiros, chefiados por Filipe dos Santos, revoltaram-se, exigindo que o governo português acabasse com as Casas de Fundição e diminuísse o valor dos impostos cobrados. O principal motivo dessa revolta foi a instalação, pelo governo português, das Casas de Fundição para controlar a cobrança do quinto. A revolta foi denunciada ao governo de Minas Gerais, que mandou prender Filipe dos Santos. Condenando à morte, ele foi enforcado e esquartejado em praça pública, em Vila Rica.
  • 28.  garantiu o controle da Amazônia ; criou o Banco Real , organizou a arrecadação de impostos (estabeleceu a derrama)  reconstruiu Lisboa após o terremoto de 1755 ; criou diversas companhias de comércio.  organizou alfândegas, tribunais e outras instituições do Estado ; procurou reaquecer a lavoura açucareira do nordeste .  tentou diminuir a dependência econômica de Portugal com a Inglaterra; expulsou os jesuítas de Portugal e suas colônias, confiscando seus bens (Terror Pombalino)  mudou a capital pro RJ; incentivou manufaturas na colônia
  • 29. O grupo composto pelo alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, pelos poetas Tomas Antonio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, pelo dono de mina Inácio de Alvarenga e pelo padre Rolim, entre outros representantes da elite mineira decidiu lutar contra os abusivos impostos cobrados pela Coroa portuguesa na região de Minas Gerais. Sobre a questão da escravidão, o grupo não possuía uma posição definida. Estes inconfidentes chegaram a definir até mesmo uma nova bandeira para o Brasil. Ela seria composta por um triangulo vermelho num fundo branco, com a inscrição em latim : Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que Tardia). Influenciados pelos ideais iluministas e pela Guerra de Independência dos Estados Unidos, o objetivo do grupo era conquistar a liberdade definitiva e implantar o sistema de governo republicano em nosso país.
  • 30. Através da delação de Joaquim Silvério dos Reis, que entregou seus companheiros em troca do perdão de suas dívidas, várias pessoas foram presas pelas autoridades de Portugal. O governador da província, Visconde de Barbacena iniciou o processo da devassa. Num primeiro momento, onze foram os condenados à morte pela forca, os outros eram condenados ao degredo perpétuo na África. Ao fim da devassa, somente Tiradentes foi condenado a morte: foi enforcado na cidade do Rio de Janeiro no dia 21 de abril de 1792. Logo depois foi esquartejado, e seus quartos foram espalhados pela estrada real, sendo a cabeça exposta na praça central de Vila Rica
  • 31. Foi um movimento separatista que contou com a participação de sapateiros, alfaiates, bordadores, ex-escravos e escravos. Em alguns momentos, teve o apoio de padres, médicos e advogados. A transferência da capital para o Rio de Janeiro, em 1763 fez com que privilégios fossem retirados de Salvador e os recursos destinados à cidade foram reduzidos. O aumento de impostos prejudicou sensivelmente as condições de vida da população local. O movimento foi fortemente influenciados pelos ideais iluministas propagados pela Revolução francesa, pela luta de independência do Haiti e dos Estados Unidos e pela maçonaria. Formou-se então a sociedade secrete “Cavaleiros da Luz”. Alguns dos participantes do movimento distribuíam panfletos convocando a população a se posicionar contra o domínio de Portugal. Passaram a difundir propostas e ideais radicais entre os regimentos de soldados e a população em geral.
  • 32. Os membros da elite que estavam envolvidos no movimento foram condenados a penas mais leves ou tiveram suas acusações retiradas. Em contrapartida, os populares que encabeçaram o movimento conspiratório foram presos, torturados e, ainda outros, mortos e esquartejados. O médico Cipriano Barata foi um ativo propagandista do movimento, atuando principalmente entre a população mais humilde e junto aos escravos. Desse modo, a Conjuração baiana foi assumindo feições revolucionárias, tendo em vista a defesa dos interesses das camadas sociais mais pobres, dos humildes e dos escravos. Com a delação do movimento, seus representantes foram presos pelas autoridades Cipriano Barata
  • 33. Em agosto de 1807, Portugal estava preste a ser invadido pelas tropas francesas comandadas por Napoleão Bonaparte. Sem condições militares para enfrentar os franceses, o príncipe regente de Portugal, D. João, resolveu transferir a corte portuguesa para sua mais importante colônia, o Brasil. Contou, neste empreendimento, com a ajuda dos aliados ingleses. Nos quatorze navios, além da família real, vieram centenas de funcionários, criados, assessores e pessoas ligadas à corte portuguesa. Trouxeram também muito dinheiro, obras de arte, documentos, livros, bens pessoais e outros objetos de valor. Em março de 1808, a corte portuguesa foi instalada no Rio de Janeiro. Muitos moradores, sob ordem de D. João, foram despejados para que os imóveis fossem usados pelos funcionários do governo.
  • 34. Uma das principais medidas tomadas por D. João foi decretar a abertura dos portos brasileiros aos países amigos de Portugal. A principal beneficiada com a medida foi à Inglaterra, que passou a ter vantagens comerciais e dominar o comércio com o Brasil. D. João também incentivou o estabelecimento de indústrias no Brasil, promoveu a construção de estradas e reformas em portos; criou o Banco do Brasil e instalou a Junta de Comércio. Os produtos ingleses chegavam ao Brasil com impostos de 15%, enquanto de outros países deveriam pagar 24% (Tratados de 1810). Este privilégio fez com que nosso país fosse inundado por produtos ingleses, prejudicando o desenvolvimento da indústria brasileira.
  • 35. O rei trouxe a Missão Francesa para o Brasil, estimulando o desenvolvimento das artes em nosso país. Criou o Museu Nacional, a Biblioteca Real, a Escola Real de Artes, o Jardim Botânico e o Observatório Astronômico. Vários cursos foram criados (agricultura, cirurgia, química, desenho técnico), nos estados da Bahia e Rio de Janeiro. O objetivo era invadir a região de colonização francesa como retaliação ao processo de invasão das tropas napoleônicas a Portugal. Após sucessivos ataques, os portugueses conquistaram a rendição do governo da Guiana em 12 de janeiro de 1809. Na região da Guiana Francesa, estabeleceu o envio de um destacamento vindo do Pará sob o comando do tenente-coronel Manuel Marques com o apoio de uma esquadra inglesa vinda pelo mar.
  • 36. Entre as causas da Revolução Pernambucana de 1817 destacam-se o declínio da cultura da cana-de-açúcar e a influência da Maçonaria. Os rebeldes conseguiram conquistar Pernambuco, instalaram um governo provisório que deveria abolir alguns impostos e elaborar uma constituição que estabelecesse a liberdade religiosa e de imprensa, bem como a igualdade de todos perante a lei. O movimento foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio de Antônio Carlos de Andrada e Silva e do Frei Caneca, chegando a proclamar a República. D. João VI apressou-se em enviar tropas para combater os rebeldes. Após dois meses, as tropas sufocaram o movimento e os principais líderes foram condenados a morte.
  • 37. A chamada Revolução do Porto foi um movimento iniciado na cidade do Porto no dia 24 de agosto de 1820. A burguesia portuguesa se ressentia dos efeitos do Decreto de Abertura dos Portos que deslocara para o Brasil parte expressiva da vida econômica da metrópole. O movimento exigia o imediato retorno da Corte para o reino o estabelecimento, em Portugal, de uma Monarquia constitucional a restauração da exclusividade de comércio com o Brasil (reinstauração do Pacto Colonial). A junta governativa de Lord Beresford foi substituída por uma junta provisória, que convocou as Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa para elaborar uma Constituição para Portugal. D. João retornou para Portugal no ano de 1821.
  • 38. Partido Português comerciantes portugueses, militares e funcionários públicos interessados na manutenção da presença de D.João VI no Brasil e na recolonização. Partido Brasileiro os homens mais ricos da colônia, contra a recolonização. Eram escravistas, maçons e proprietários de terras influenciados pelo liberalismo Liberais radicais setores médios urbanos, querendo algo inspirado na independência dos EUA e na Revolução Francesa. Aceitavam a ideia republicana.
  • 39. Cedendo às pressões de Portugal, dom João voltou em 26 de abril de 1821. Deixou, contudo, seu filho dom Pedro como regente do Brasil. Assim, agradava aos portugueses e aos brasileiros que tinham lucrado com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, especialmente com a abertura dos portos. No final de 1821 chegaram ao Rio de Janeiro decretos da corte que exigiam a completa obediência do Brasil às ordens vindas da metrópole. No dia 9 de dezembro de 1821, o governo brasileiro voltou a ser dependente de Portugal. Dom Pedro recebeu ordens para voltar a Portugal, mas o Partido Brasileiro, grupo formado por grandes fazendeiros, comerciantes e altos funcionários públicos, o convenceu a ficar.
  • 40. Seu nome completo era: Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon. D. Pedro nasceu em Portugal, em 1798. Morreu em 1834, Foi o primeiro imperador do Brasil e 28° rei de Portugal, ainda que o reinado em Portugal tenha durado sete dias, em 1826. Era filho de D. João VI e Carlota Joaquina. Além disso, foi pai de D. Pedro II, segundo imperador do Brasil. Aos 18 anos casou-se com dona Maria Leopoldina, arquiduquesa d’Áustria,
  • 41. D. Pedro recebeu listas com assinaturas de cerca de 8.000 pessoas pedindo que ele permanecesse no país. Em 9 de janeiro de 1822, apoiado pelas províncias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, dom Pedro decidiu permanecer. Ele foi à sacada e disse: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico!". Essa data ficou conhecida como o Dia do Fico. Portugal não aceitou pacificamente a decisão de Dom Pedro. As tropas portuguesas sediadas no Rio de Janeiro tentaram forçá-lo a embarcar, o povo reagiu em defesa de Dom Pedro.
  • 42. Em maio de 1822, D. Pedro determinou que qualquer decreto das Cortes só poderia ser executado mediante o "Cumpra-se" assinado por ele. Na prática, isso significava conferir plena soberania ao Brasil. Essa medida teve imediato apoio: a 13 de maio, o Senado da Câmara do Rio de Janeiro conferiu ao príncipe regente o título de Defensor Perpétuo do Brasil. Enquanto isso, os liberais radicais sugeriam a D. Pedro a convocação de uma Assembléia Constituinte. O príncipe acatou a sugestão e decretou a sua convocação em junho de 1822. No dia 14 de agosto, Dom Pedro partiu para a província de São Paulo que se encontrava agitada por lutas internas. A regência ficou entregue à sua esposa dona Leopoldina. Durante a sua ausência, chega ao Rio de Janeiro uma carta das Cortes Portuguesas, na qual exigia a volta imediata de Dom Pedro à Portugal e a anulação da convocação da Assembléia Nacional Constituinte.
  • 43. Leopoldina e José Bonifácio enviaram um correio para levar essa carta a Dom Pedro. José Bonifácio e Leopoldina enviam outra carta, cada um reforçava a idéia de que havia chegado a hora de tomar uma decisão. Às 16 horas e 30 minutos do dia 07 de setembro de 1822, o correio alcançou Dom Pedro nas margens do rio Ipiranga e entregou-lhe as cartas. Depois de ler, amassou e pisoteou as cartas, montou seu cavalo e cavalgou até às margens do Ipiranga e gritou à guarda de honra: "Amigos, as cortes de Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar...Deste dia em diante, nossas relações estão rompidas“. O príncipe sacou a espada e gritou: "Por meu sangue, por minha honra e por Deus, farei do Brasil um país livre", em seguida, erguendo a espada, afirmou: "Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência ou Morte!".
  • 44. Para ser reconhecido oficialmente, o Brasil aceitou pagar indenizações de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal. Para isso, pediu um empréstimo à Inglaterra, fato que iniciou a dívida externa do Brasil. No dia 1º de dezembro de 1822, aos 24 anos, foi coroado imperador do Brasil e recebeu o título de Dom Pedro I. Apesar do processo de independência ter base nas idéias iluministas de liberdade, a escravidão foi mantida. O Brasil continuou com o modelo agrário, baseado em latifúndios e na produção de gêneros primários voltada para a exportação. Ou seja, pouco diferente de quando era colônia de Portugal. Ao contrário de outros países da América Latina, que adotaram o sistema republicano, o Brasil adotou o governo monárquico, baseado no poder de um rei.

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