Contribuição de ict ao processo de inovação em mp es de base tecnológica   uma experiência real v final
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Contribuição de ict ao processo de inovação em mp es de base tecnológica   uma experiência real v final Contribuição de ict ao processo de inovação em mp es de base tecnológica uma experiência real v final Document Transcript

  • CONTRIBUIÇÃO DE ICT AO PROCESSO DE INOVAÇÃO EM MPEs DE BASE TECNOLÓGICA UMA EXPERIÊNCIA REAL Eduardo Grizendi e Guilherme Marcondes Inatel – Instituto Nacional de Telecomunicações Santa Rita do Sapucaí, MG.Resumo – A dificuldade em inovar de uma MPE (Micro e Pequenas Empresa) de base tecnológicaestá relacionada, em grande parte, à dificuldade da empresa em perpetuar, ainda que de maneiranão formal, sistemática e metodológica, o processo de inovação que motivou o seu nascimento. OInatel – Instituto Nacional de Telecomunicações, em parceria com o Sebrae-MG, está finalizandoum projeto de apoio à inovação em 36 MPEs de base tecnológica, do APL (Arranjo ProdutivoLocal) de Eletrônica e Telecomunicações, de Santa Rita do Sapucaí, MG. O projeto está sendodesenvolvido observando-se os conceitos e apoiando-se fortemente nas diretrizes do Manual deOslo, versão traduzida pela Finep. A ótica é o Modelo Interativo de processo de inovação. A P&Dnão é vista como única base da inovação e a abordagem seqüencial é considerada somente comoum dos seus caminhos da inovação.Palavras Chave - Inovação, Empresa de Base Tecnológica, Processo de Inovação, ModeloInterativo de Inovação, MPE, APL.Abstract – The difficulty in innovating of a SME (Small and Medium Enterprise) technology basedis related, in a large extent, the difficulty of the company in perpetuating, still that in not formal ,systematic and methodological way, the innovation process that motivated its birth. The Inatel -Instituto Nacional de Telecomunicações (Santa Rita do Sapucaí, MG, Brazil) in partnership withSebrae-MG (Minas Gerais, Brazil) is finishing a project of support to the innovation in 36 SMEstechnology based, from the Electronics and Telecommunications cluster of Santa Rita do Sapucaí.The project is being developed observing the concepts and supporting themselves strongly in thedrivers of the Manual of Oslo. The approach is the Interactive Model of innovation process. TheR&D is not seen as unique base of the innovation and the sequential approaching is onlyconsidered as one of its ways of the innovation.Index Terms - Innovation, Technology Based Firm, Innovation Process, Interactive Model, SME,Technological Cluster. 1. IntroduçãoA dificuldade em inovar de uma MPE de base tecnológica está relacionada, em grande parte, àdificuldade da empresa em perpetuar, ainda que de maneira não formal, sistemática e metodológica,o processo de inovação que motivou o seu nascimento. 1
  • O Inatel, em parceria com o Sebrae-MG, está finalizando um projeto de apoio à inovação em MPEs(Micro e Pequenas Empresas) de base tecnológica, do APL (Arranjo Produtivo Local) deEletrônica e Telecomunicações de Santa Rita do Sapucaí, MG. A região também é conhecida comoVale da Eletrônica. Trinta e seis empresas aderiram ao projeto, atraídas pela motivação deaumentarem seus graus de inovatividade e experimentando um processo estruturado de busca dainovação. O projeto tem duração de 12 (doze) meses, iniciou-se em Abril de 2005 e deveráterminar em Março de 2006.Este artigo relata esta experiência de contribuição de uma ICT para o processo de inovação nasempresas. Inicialmente são apresentados o objetivo, a abordagem assumida e as etapas dedesenvolvimento do projeto . Posteriormente, são apresentados diagnósticos para a inovação, algunsdeles comparados com dados da PINTEC 2003 [1] e finalmente, são apresentadas as conclusões. 2. O Objetivo do ProjetoO objetivo do projeto é apoiar MPEs pertencentes ao APL de Eletrônica de Santa Rita do Sapucaí adesenvolverem inovações tecnológicas que possam: • Se transformar em novos produtos, serviços ou processos de produção • Contribuir para a melhoria de seus produtos, serviços ou processos existentesA definição assumida para inovações é a de Inovações Tecnológicas em Produtos e Processos(TPP), compreendendo “as implantações de produtos e processos tecnologicamente novos esubstanciais melhorias tecnológicas em produtos e processos”, do Manual de Oslo, versão traduzidapela Finep [2]. 3. A Abordagem e as Etapas do ProjetoAs ações do projeto apoiaram-se fortemente nas diretrizes do Manual de Oslo, versão traduzidapela Finep. Isto trouxe como benefício para o projeto conceitos, definições e metodologias paracoleta e interpretação de dados extremamente úteis para um maior entendimento do processo deinovação.O modelo estimulado de processo de inovação é o do Modelo Interativo [3]. Nele, o centro dainovação é a empresa. A inovação é uma atividade principalmente da empresa. A visão é que daempresa derivam as iniciativas que vão possibilitar a inovação, partindo-se de necessidades domercado, apoiando-se no conhecimento científico já existente ou buscando um novo conhecimento 2
  • científico ou tecnológico. A P&D não é vista como única base para a inovação e a abordagem domodelo linear, essencialmente seqüencial, é considerada somente como um dos seus caminhos.A abordagem utilizada pelo projeto para se atingir o objetivo proposto foi de: • Estimular a empresa a refletir sobre o seu grau de inovatividade; • Ajudar a empresa a olhar adiante, para saber aonde ir; • Capacitar a empresa para que ela consiga chegar aonde ela quer ir; • Motivar a empresa a realizar a inovação;A Figura 1 a seguir ilustra esta abordagem. Entender Olhar adiante Capacitar-se Fazer • A minha • Qual o caminho rumo • Quais as capacitações • Mãos à obra empresa é à inovação minha (ferramentas) devo inovadora? empresa deve seguir? ter de forma a seguir • Ela tem • Para onde vou? o caminho rumo à inovação? capacidade de inovar? • Como está a minha empresa em relação às outras? Figura 1 – Abordagem do Projeto ADIA partir desta abordagem, foram definidas diversas etapas para o projeto, conforme apresentado nafigura 2 a seguir. 3
  • Plano de Plano de Diligência Diligência Prospecção Pros pecção Capacitação Capacitação Comercialização Comercialização Inovação Inovação para Inovação para Inovação T ecnológica T ecnológica para Inovação para Inovação de E B T de E B T T ecnológica T ecnológica Etapas do 2005 2006 programa Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Diligência para Inovação Prospecção Tecnológica Capacitação para Inovação Plano de Inova- ção Tecnológica Comercialização de EBT Figura 2 – Etapas do Projeto ADIA Etapa 1 - Diligência para Inovação, consistiu na realização de visitas às empresas participantes doprojeto com o objetivo de mapear as competências tecnológicas e as demandas paradesenvolvimento do processo de inovação dentro da empresa..Entre as ações desta etapa, destacam-se: • Identificação de um “padrão” de empresa, baseado nas variáveis que sustentam os indicadores e as melhores práticas em inovação tecnológica; • Elaboração de um questionário para coleta de dados que subsidiaram a análise das empresas em comparação com os parâmetros do “padrão”; • Visitação e aplicação do questionário nas empresas participantes do projeto; • Consolidação dos dados, por empresa e total, e divulgação do relatório com a análise setorial do Projeto ADI.Os relatórios da primeira etapa foram individualizados e trouxeram percepções da equipe deespecialistas do projeto sobre oportunidades de fortalecimento do processo de inovação dentro dasempresas.A coleta de dados seguiu as diretrizes do Manual de Oslo, definindo-se 5 (cinco) fatores deavaliação da capacidade inovadora das empresas: • Alocação da Equipe • Perfil da Equipe de P&D 4
  • • Recursos investidos em P&D • Fontes para identificação de oportunidades inovadoras • Fatores que prejudicam as atividades de inovaçãoNa Etapa 2 – Prospecção Tecnológica, fez-se estudos de cenários e de tendências de diversossegmentos, entre eles os segmentos de produtos eletro-eletrônicos e de tecnologia da informação.Essa etapa foi importante para fomentar os tomadores de decisão das empresas, de informações emrelação aos direcionamentos que as tecnologias estão tomando no médio e longo prazo. Essereconhecimento de cenários futuros facilitou a escolha de ações estratégicas de desenvolvimento deinovações tecnológicas.As principais ações relativas a essa etapa foram: • Definição de áreas temáticas, com base no levantamento de publicações dos setores e análise da matriz de tecnologias relacionadas ao setor; • Realização de estudos exploratórios setoriais definidos na etapa anterior; • Divulgação dos resultados dos estudos temáticos através de “Encontros da Inovação” individuais com cada empresa; • Edição dos conteúdos em meios gráfico e digital e entrega a cada empresa um relatório individual;Ao final desta etapa, as empresa obtiveram, individualmente, informações sobre o mercado no qualcada uma está inserida, as tecnologias promissoras e as tendências de novos produtos, úteis paraidentificarem oportunidades de inovações futuras.A Etapa 3 – Capacitação para Inovação, consistiu na realização de atividades de capacitação(cursos, seminários, workshops, etc.) identificadas como necessárias durante a Etapa 1 - Diligênciapara a Inovação, e cujos conteúdos abordaram, entre outros, a dinâmica e o dilema da inovação,propriedade intelectual, análise de viabilidade econômica e pesquisa de mercado.As atividades de capacitação envolveram aproximadamente 192 horas de atividades. Os principaiscursos e seminários ministrados foram: • Em relação às Competências em Inovação o Gestão para Inovação; o Plano de Inovação Tecnológica; 5
  • o Aquisição e Proteção do Conhecimento Tecnológico; o Identificação de Alternativas de Financiamento / Fomento; • Em relação às Competências Gerenciais o Análise de Viabilidade Econômica; o Análise de Riscos; o Pesquisa de Mercado; o Gestão de Desenvolvimento de Produtos; o Gerência de Projetos; o Comercialização de Novas Tecnologias; o Lançamento de Novos Produtos; o Qualidade total na pequena empresa; • Em relação às Competências Específicas o Engenharia de Software; o Java Básico; o Linguagem C; o Projeto orientado à Certificação; o Metrologia na Indústria;Além destas, duas importantes capacitações foram programadas. Uma, sobre os Instrumentos deFomento à Inovação, já foi realizada. Com ela, foi possível levar às empresas, o conhecimento dasfontes de recursos para o financiamento de atividades de inovação, entre eles, os fundos setoriais, oseditais públicos de recursos de fomento (Finep, Fapemig, CNPq, etc.) e os fundos de investimentosprivados. Outra, que fará o fechamento do projeto em Março de 2006, é representada pelo CursoBásico de Patentes, ministrado pelo INPI – Instituto Nacional de Propriedade Intelectual e abordará,entre vários tópicos, uma sensibilização pela importância da proteção da propriedade intelectual,informação tecnológica contida na documentação de patentes e Classificação Internacional dePatentes, além de uma demonstração prática de busca de documentos de patente via Internet e umtreinamento para uso de bases internacionais em CD-Rom e on-lineA Etapa 4 – Plano de Inovação Tecnológica, consistiu na orientação para elaboração individual deum plano de inovação tecnológica em cada empresa. A dedicação individual de cada empresa foifundamental para o sucesso do plano.Entre as atividades realizadas nesta etapa, pode-se destacar: 6
  • • Definição, com cada uma das empresas, da equipe que iria atuar no processo de elaboração do plano; • Identificação das oportunidades de inovação nos horizontes de curto, médio e longo prazo para essas tecnologias, tendo como base os resultados da Etapa 1 e da Etapa 2; • Elaboração de um plano de desenvolvimento tecnológico para cada uma das empresas. Esse plano pôde ser para uma inovação de produto ou processo cujas atividades já estavam em andamento ou que ainda; • Seleção, junto com a equipe de tecnologia de cada empresa, de um objeto alvo para execução orientada de um projeto de desenvolvimento de produto, serviço ou processo; • Elaboração de um “módulo” de orientação para a implantação do Plano de Desenvolvimento Tecnológico; • Orientação (“mentoring”) das empresas em: o Processo de desenvolvimento; o Desenvolvimento de projetos orientado à certificação; o Metrologia e ensaios de produtos; o Gestão de projetos; • Orientação para a execução do projeto piloto de desenvolvimento de um produto, serviço ou processo.O Plano de Inovação Tecnológica foi a etapa que englobou os conhecimentos adquiridos nas demaisetapas. Após conhecer a empresa e seus indicadores de inovação (Etapa 1), identificar as tendênciastecnológicas (Etapa 2) e se capacitar para o desenvolvimento de inovações (Etapa 3), a Etapa 4consistiu na aplicação desses conhecimentos, de forma estruturada, através de um plano. Cadaempresa pôde, portanto, se organizar para implantar suas inovações tecnológicas.A Etapa 5 – Comercialização de Tecnologias, última etapa do projeto, desenvolveu junto com cadaempresa um roteiro para lançamento da inovação, quando produto ou serviço.A Figura 3 sintetiza a abordagem e as etapas do projeto. 7
  • P lano de P lano de Diligência para Diligência para P ros pecção P ros pecção Capacitação Capacitação Comercialização Comercialização Etapas Inovação Inovação Inovação Inovação T ecnológica T ecnológica para Inovação para Inovação de E B T de E B T T ecnológica T ecnológica Abordagem Entender Entender Olhar adiante Olhar adiante Capacitar-se Capacitar-se Fazer Fazer Realização de Realização de Reuniões com as Reuniões com as cursos e cursos e empresas para empresas para Classificação definição do Elaboração do Elaboração do Classificação seminários com seminários com definição do das atividades projeto inovador plano de plano de Realização de Realização de das atividades base no base no projeto inovador das empresas do a ser lançamento e lançamento e pesquisa pesquisa das empresas do diagnóstico de diagnóstico de a ser projeto implementado comercialização comercialização primária com as primária com as projeto capacitações capacitações implementado Modo de do produto do produto empresas empresas Levantamento Levantamento requeridas requeridas Elaboração do Elaboração do Operação inovador inovador participantes participantes das tendências das tendências realizado na realizado na Plano de Plano de desenvolvido (ou desenvolvido (ou Entrevistas com Entrevistas com do setor do setor etapa 01 etapa 01 Inovação Inovação em em os empresários os empresários Encontros de Encontros de Capacitação em Capacitação em Tecnológica Tecnológica desenvolvimento) desenvolvimento) Inovação Inovação Atração de Atração de Acompanha- Acompanha- pelo projeto pelo projeto Recursos de Recursos de mento da mento da Fomento Fomento implementação implementação Relatório de Relatório de Material dos Material dos Relatório da Relatório da Prospecção Prospecção Plano de Plano de Cursos e Cursos e Plano de Inovação Plano de Inovação “Deliverables” Diligência para Diligência para Tecnológica Tecnológica Lançamento e Lançamento e Seminários Seminários Tecnológica Tecnológica Inovação Inovação Encontros de Encontros de Comercialização Comercialização Ministrados Ministrados Inovação Inovação Figura 3 – Etapas do Projeto ADI 4. Algumas reflexões sobre Dados Coletados no ProjetoAlgumas reflexões sobre os dados coletados na Etapa 1 – Diagnóstica para Inovação e consolidadosna Etapa 4 – Plana de Inovação Tecnológica, trazem informações interessantes.A primeira é que as incubadoras de Santa Rita do Sapucaí têm importante papel na motivação paraas empresas inovarem. A cidade possui 2 (duas) incubadoras, uma operada pelo próprio Inatel eoutra pela prefeitura. Cerca de 28% das empresas do projeto são incubadas e outras 25% delaspassaram por uma destas incubadoras. A Figura 4 mostra o importante papel das incubadoras comomotivadoras pela inovação. Empresas Pesquisadas (Incubadas e Não-Incubadas) Tipo Tipo Caracterização das empresas não Caracterização das empresas não incubadas incubadas 26 28% 17 72% TOTAL 36 empresas 9 Não Incubadas Incubadas Graduadas Outras Total Figura 4 – Papel das Incubadoras de Santa Rita do Sapucaí como motivadoras pela Inovação 8
  • Em relação ao ramo de atividade das empresas do projeto, constatou-se que 72% das empresas doprojeto têm como atividade principal a fabricação de eletroeletrônicos. Isto evidencia a vocação deSanta Rita do Sapucaí por hospedar empresas de eletrônica, daí ela ser conhecia como Vale daEletrônica. A Figura 5 mostra os principais ramos de atividades das empresas pesquisadas. Empresas Pesquisadas (por atividade) Outros 8% Fabricação de Eletroeletrônicos - Partes e peças 19% Fabricação de Eletroeletrônicos - Produto Final 47% Tecnologia da Informação TOTAL 25% 36 empresas Figura 5 – Setores de Atividades das Empresas do Projeto ADIEm relação à alocação de recursos em P&D, a consolidação dos dados mostrou que as empresas doprojeto alocam mais recursos em P&D do que as empresas tomadas como referência (“padrão”).Elas também alocam seus recursos humanos em P&D, em média, na mesma proporção dasempresas ganhadoras do prêmio Finep de Inovação Tecnológica. As Figuras 6 e 7 apresentam aalocação da equipe por área de atuação e em detalhes a alocação da equipe de P&D, incluindocomparativo com as empresas da PINTEC 2003. Alocação da Equipe (por área de atuação) 31% Administrativo / 42% Comercial 42% 41% Produção 27% 16% P&D Empresas Empresas de Pesquisadas Referência Figura 6 – Alocação de Equipe nas Empresas do Projeto ADI 9
  • Alocação da Equipe em P&D Equipe Alocada em P&D (tempo de alocação – média entre as empresas) (por nível de qualificação) Empresas Pesquisadas 27% 26% 38% 44% 48% Empresas Ganhadoras do 27% Prêmio Finep Referências Nacionais 16% 45% 65% 45% 48% Referências do APL 16% 16% 6% 9% 8% PINTEC (Setor) 4% Empresas Referências Setor Brasil Pesquisadas do APL PINTEC PINTEC (Brasil) 1% Nivel Técnico Nível Superior Pós-graduados Figura 7 – Alocação de Equipe em P&D nas Empresas do Projeto ADIO perfil das empresas – micro e pequenas – contribui para essa constatação sobre a alocação daequipe em P&D. Grande parte delas é de pequeno porte. Entretanto, as 27 empresas queresponderam o questionário empregam 304 funcionários, ou seja, uma média de 11 funcionários porempresa.A origem dos recursos aplicados em P&D é sem dúvida o capital próprio das empresas. Isto querdizer que há muito espaço para as empresas buscarem outras fontes de recursos, incluindo recursosde agências de fomento e bancos de desenvolvimento, justificando a capacitação de instrumentos defomento ministrada na Etapa 3. A Figura 8 mostra a proporção entre capital próprio e capital deterceiros do total de recursos investidos em P&D. Origem dos Recursos Investidos em P&D Capital Próprio 96% Capital de 3os 4% TOTAL 27 empresas** Figura 8 – Origem dos Recursos Investidos em P&D nas Empresas do Projeto ADI 10
  • Finalmente, em relação às fontes de identificação de oportunidades inovadoras, a consolidação dosdados mostrou importantes fontes não exploradas profundamente pelas empresas, comparadas coma PINTEC 2003 do setor, entre elas Concorrentes, o próprio Departamento de P&D, as OutrasÁreas da Empresa (por exemplo, marketing) e Fornecedores, este último importantíssimo por setratar do setor de eletrônica. A Figura 9 destaca estas fontes. Fontes de Identificação de Oportunidades Inovadoras (% de empresas que apontaram como de alta ou média importância) Empresas Pesquisadas Empresas Pesquisadas PINTEC (Setor) PINTEC (Setor) Clientes 67% 70% Conferências, feiras, reuniões 67% 52% Concorrentes 64% 37% Depto. P&D 61% 23% Outras áreas da empresa 40% 68% Fornecedores 36% 67% Empresas de Consultoria 28% 6% Universidades e Institutos 17% 14% Fonte Externa Fonte Interna Divulgação de patentes 17% 5% Informações disponíveis Instituições de ensino e pesquisa Figura 9 – Fontes de Identificação de Oportunidades Inovadoras das Empresas do Projeto ADIEm relação aos fatores que limitam as atividades inovadoras das empresas do projeto,comparativamente com a PINTEC 2003 do setor, constatou-se que os fatores Falta de pessoalqualificado e Falta de Informações sobre o Mercado diferem significativamente da média dasempresas da PINTEC 2003 do setor. A Figura 10 mostra estes fatores comparativamente com aPINTEC 2003 do setor. 11
  • Fatores que Limitam as Atividades Inovadoras (% de empresas que apontaram como de alta ou média importância) Empresas Pesquisadas Empresas Pesquisadas PINTEC (Setor) PINTEC (Setor) Escassez de fonte de 58% 37% financiamento Elevados custos de inovação 53% 44% Falta de pessoal qualificado 44% 4% Riscos econômicos excessivos 36% 21% Falta de informações sobre o 31% 6% mercado Fraca respostas dos 17% 5% consumidores Escassez de serviços técnicos 17% 3% Rigidez organizacional 14% 8% Escassez de possibilidades de 14% 3% cooperação Fatores Econômicos Dificuldade para se adequar a 6% 8% Fatores das Empresas padrões Outras Razões Figura 10 – Principais Fatores limitantes das Atividades Inovadoras das Empresas do Projeto ADI 5. ConclusõesO projeto está sendo concluído, mas já se pode precipitar a sua contribuição como agente motivadore apoiador da inovação pelas empresas. O projeto serve como um exemplo de prestação de serviçostecnológicos das ICTs ao Sistema Local de Inovação, integrado às perspectivas de desenvolvimentolocal econômico e social.Vislumbra-se, também, um potencial do projeto na contribuição aos modelos de gestão estratégicada inovação em MPEs, representando um público-alvo significativo e ainda pouco servido demetodologias e ferramentas de apoio à inovação tecnológica da natureza do Projeto ADI.Reuniu-se a metodologia e as ferramentas de apoio, bem como as informações gerais do projeto, emuma “home-page” de apoio às empresas. A Figura 11 ilustra esta “home-page”, que serve àsempresas como informativo das ações do projeto e como repositório dos documentos e relatórios doprojeto [4]. A página tem uma área aberta aos visitantes em geral e uma área fechada, somenteacessível às empresas do Projeto ADI. 12
  • Figura 11 – “Home-page” do Projeto ADI 6. Referências[1] IBGE, “PINTEC 2003 – Pesquisa Industrial Inovação Tecnológica”, IBGE, Rio de Janeiro, 2005;[2] OCDE, “Manual de Oslo - Proposta de Diretrizes para Coleta e Interpretação de Dados sobre Inovação Tecnológica, tradução FINEP, Rio de Janeiro, 2004[3] Kline, S; Rosenberg, N., “An Overview of Innovation”, Landau, R; Rosenberg, N. (orgs.), The Positive Sum Strategy, Washington, DC: National Academy of Press, 1986.[4] Inatel, “Projeto ADI”, www.inatel.br/ADI Eduardo Grizendi é engenheiro eletrônico formado pelo ITA, São José dos Campos, SP. Possui Mestrado em Telecomunicações pelo Inatel e MBA pela FGV. É professor da cadeira de Negócios em Telecomunicações do Inatel – Instituto Nacional de Telecomunicações, em Santa Rita do Sapucaí. MG e Diretor de Apoio a Incubadoras e Parques Tecnológicos da Agência de Inovação Inova da Unicamp, em Campinas, SP. Pode ser contatado através dos e-mails egrizendi@inatel.br e egrizendi@inova.unicamp.br. Guilherme Marcondes é formado em Engenharia de Telecomunicações pelo Inatel - Instituto Nacional de Telecomunicações, Santa Rita do Sapucaí, MG. Possui mestrado pela mesma instituição. É professor da cadeira de Projetos de Sistemas de Informação e Gerente da ICC – Inatel Competence Center, um centro de desenvolvimento de projetos, da mesma instituição. Pode ser contatado através do e-mail guilherme@inatel.br . 13