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A alimentação na Idade Média - Madalena Quitério
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  • O milho original da América, foi trazido para a Europa por Cristóvão Colombo. Logo não me parece correto dizer que o milho fazia parte da alimentação na idade média.
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    A alimentação na Idade Média - Madalena Quitério A alimentação na Idade Média - Madalena Quitério Presentation Transcript

    • A ALIMENTAÇÃO NA IDADE MÉDIA
    • A alimentação era bastante limitada, emespecial para o povo. Não tinham dinheiropara carne nem recursos para comer algo dogénero. As duas refeições principais eram ojantar e a ceia. Jantavam pelas dez ou onzehoras da manhã e ceavam entre as seis e assete da tarde.
    • Entre as classes superiores, os legumes nãoeram especialmente apreciados. Já o povodava bastante uso às hortaliças e legumes emgeral. O peixe mais consumido na altura era apescada, mas também sardinhas e salmoneteseram apreciados. Ao lado do peixe fresco, opeixe salgado e fumado era considerado um"must" na cozinha medieval.Nas casas ricas, as ervas de cheiro serviam deingredientes à preparação de iguarias comocoentros, salsa e hortelã, sumos de limão evinagre. Cebola e azeite eram presençanecessária nos tradicionais refogados.
    • O jantar era a refeição mais forte do dia. Onúmero de pratos servidos andava, emmédia, pelos três, sem contarsopas, acompanhamentos ou sobremesas.Para os menos ricos, o número de pratos aojantar podia descer para dois ou até um
    • À ceia, baixava para dois a média das iguariastomadas. A base da alimentação dos ricos eraa carne. A criação não variava muito da dehoje:galinhas, patos, gansos, pombos, faisões, pavões, rolas e coelhos. Não existia ainda operu, que só veio para a Europa depois dadescoberta da América.Fabricavam-se também enchidos vários, comochouriços e linguiça.
    • A forma mais frequente de cozinhar a carneera assá-la no espeto (assado). Mas servia-setambém carne cozida (cozido), carne picada(desfeito) e carne estufada (estufado).
    • O peixe situava-se também na base daalimentação, especialmente entre as classesmenos abastadas, e durante os dias de jejumestipulados pela Igreja. Um dos peixes maisconsumidos pelos portugueses na IdadeMédia, parece ter sido a pescada (peixota). Aolado do peixe fresco, a Idade Média fez grandeuso de peixe seco salgado e defumado.
    • A fruta desempenhava papel de relevo nasdietas alimentares medievais. Conheciam-sepraticamente todas as frutas que comemoshoje. Muitas eram autóctones, outras foramintroduzidas pelos árabes. Apenas a laranjadoce viria a ser trazida por Vasco da Gama, noséculo XV. Certas frutas eram consideradaspouco saudáveis como as cerejas e ospêssegos, por os julgarem "vianda húmida".Também o limão se desaconselhava por "muitofrio e agudo".
    • Era uso comer fruta acompanhada de vinho, àlaia de refresco ou como refeiçãoligeira, própria da noite. Da fruta fresca sepassava à fruta seca e às conservas e doces defruta. Fabricavam-se conservas e doces decidra, pêssego, limão, pêra, abóbora emarmelo e de laranja se fazia a famosa flor delaranja, simultaneamente tempero e perfume.
    • Mas a base da alimentação medieval, quantoao povo miúdo, residia nos cereais e no vinho.Farinha e pão, de trigo, milho ou centeio, etambém cevada e aveia, ao lado dovinho, compunham os elementosfundamentais da nutrição medieval. E nocampo havia sucedâneos para o pão: acastanha ou a bolota, por exemplo.
    • POVOPara o povo a carne e o peixe eram um luxo, jáque a sua alimentação era feita à base depão, sopa de legumes e papas de cereais.Comiam também frutas e legumes. Bebiamvinho e cidra (bebida alcoólica feita de maçãs).É após o ano 1000 que a procura da comida setorna mais complicada, devido à diminuiçãodas áreas destinadas às plantações. A carneera valiosa e escassa e por isso consideradasinónimo de prosperidade e abundância.
    • POVOOs poucos animais domésticos que existiameram considerados animais detrabalho, essenciais para desenvolver otrabalho nos campos e não carne para comer.Aumenta por isso o consumo de cereais comoo centeio e trigo-sarraceno, utilizados pelapreparação de simples pães.
    • O pão presente em todas as refeições, era devários tipos: de cevada, de centeio e até decastanha. A mesa de quem vivia dos produtosda terra previa também a presença deverduras e legumes.Couves, abóboras, cebolas, espinafres eramóptimas quando preparados em sopas eacompanhados com grão-de-bico, favas elentilhas. Os legumes, ricos de proteínas, eramfáceis de conservar, e muitas vezes eram aslógicas substituições da carne.
    • Esta era destinada apenas para os dias defestivos: frangos, galinhas, algunscoelhos, representavam a única variante paraos trabalhadores da agricultura. As ervasaromáticas, já bastante conhecidas, como otomilho, o alecrim e o manjericão, junto aopouco azeite de oliveira, enriqueciam essassimples refeições que estavam na base daalimentação de um camponês.
    • NOBREZAOs senhores alimentavam-se dos melhorestipos de carne, que assavam no espeto, comoporco, cabrito e veado. Alimentavam-se aindade ovos e peixes, como a pescada, lampreia eaté mesmo a baleia.Para comer sopa usavam malgas que sechamavam tigelas se fossem de barro eescudelas se fossem de madeira ou de prata. Acarne e o peixe eram servidos sobre fatias depão que mais tarde foram substituídas porpequenas tábuas. Já conheciam as facas e ascolheres, mas os garfos não. A água e o vinhoeram servidos em copos, púcaros oupucarinhos.
    • Uma das representações típicas da sociedadesenhoril medieval era o momento dobanquete. Na mesa cheia de comida, diversasqualidades de carnes assadas significavam arefeição preferida dos nobres e dos mais fortesque julgavam uma autêntica fraqueza aabstenção voluntária. Sinal de humilhação e deperda do próprio valor social: um pouco comoa obrigação de repor as armas comconseguinte perda da identidade.
    • Os banquetes eram organizados com carnesbrancas ou vermelhas(galinhas, frangos, gansos, perus, porcos, bezerros). A caça tinha uma grandepreferência, como: faisões, patos, veados ejavalis, que eram acompanhados por pão, ovoscozidos e queijos variados. As verduras e oslegumes eram colocados marginalmente nasmesas dos ricos, de facto os médicos nãoaconselhavam muito estas refeições dospobres, consideradas na época poucosdigeríveis para os estômagos dos poderosos.
    • O mel, único adoçante conhecido, eraconsumido à vontade. As especiarias, raras ecaras, tais como a noz-moscada, a canela, ocravinho e a pimenta, tinham uma presençaimportante na casa dos nobres. De facto elasalém de conservar as carnes por muito maistempo, quando acompanhadas com pedaçosde bacon davam maior maciez e enriqueciam osabor dos alimento.CLERO - Monges
    • Na época da Idade Média, o clero tinhaprivilégio e prestígio na sociedadefeudal, porque diziam fazer a ligação entreDeus e os seres humanos.Enquanto os monges nos mosteiros ruraisacumulavam funções, pregavam e celebravamcultos, ajudavam os necessitados, ajudavam nocampo e compilavam obras.
    • O clero era, na Idade Média, todo o extractosocial associado ao cultoreligioso, nomeadamente o cristão.Porém, já na sociedade visigótica tinha o clerodesempenhado um papel de relevância. O seuprestígio manteve-se junto das populaçõescristãs peninsulares, durante a dominaçãomuçulmana, e fortalecer-se-ia no período daReconquista cristã, tornando-se o principalpatrocinador deste movimento.
    • Às razões que constituem os fundamentos dacristandade acrescem as da peculiaridadeibérica, onde as lutas contra os infiéisinflamavam a fé cristã, determinando o zelodas crenças profundas. E não apenas pelamissão religiosa, como pela cultura dasletras, a que muitos dos seus membros sededicavam, o clero exerceu preponderânciasocial e política, desempenhando oseclesiásticos cargos importantes junto dos reis.
    • Até meados do século XIV, o clero manteveessa situação de privilégio, devendo-se aoaparecimento dos legistas a concorrência queveio a sofrer nessa época. Ao clerocoube, também, um significativo papel, querno povoamento, quer no arroteamento deterrenos de cultura e desenvolvimento dasinstituições de beneficência e caridade.Também a instrução e artes ficaram a devermuito à Igreja desta época.
    • Trabalho realizado por: Madalena Quitério