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Slide utilizado na sala de 2º ano de enfermagem e para os monitores do SPE, como suporte inicial para os estudos do assunto, ficando depois a critério de cada aluno aprofundar e ampliar os conhecimentos adquiridos para uma melhor apresentação durante a campanha

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  • 1. Uma Abordagem Geral sobre o Câncer e a Quimioterapia Profª. Leila Maria
  • 2. O que é o Câncer? Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado ( maligno ) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se ( metástase ) para outras regiões do corpo. Formação de Tumores – acúmulo de células cancerosas ou neoplasias malignas. Multiplicação acelerada das células. * Tumor benigno – massa localizada de células. Multiplicação vagarosa.
  • 3. O que causa o câncer?
    • Causas Externas – meio ambiente, hábitos ou costumes.
    • Causas Internas – geneticamente pré-determinadas, ligadas à capacidade do organismo se defender das agressões externas.
    Obs.: 80 a 90% dos casos de câncer estão associados a fatores ambientais . * Ambiente : ambiente ocupacional; ambiente de consumo; ambiente social e cultural.
  • 4. Fatores de Risco de Natureza Ambiental Hábitos Alimentares
    • Alguns tipos de alimentos, se consumidos regularmente durante longos períodos de tempo, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se disseminar. Exemplos:
    • Alimentos ricos em gorduras (carnes vermelhas, frituras,
    • leite integral e derivados, etc.).
    • Nitritos – conservante – transformam-se em nitrosaminas no estômago. (picles, salsichas e alguns tipos de enlatados)
    • Defumados e churrascos – alcatrão, proveniente da fumaça do carvão.
    • Alimentos preservados em sal – carne-de-sol, charque e peixes salgados;
    • Tipo de preparo do alimento – temperaturas muito elevadas favorecem a formação de compostos que aumentam o risco de câncer.
    • Dieta pobre em fibras com altos teores de gorduras e calóricas.
  • 5. Como prevenir-se através da alimentação Algumas mudanças nos nossos hábitos alimentares podem nos ajudar a reduzir os riscos de desenvolvermos câncer. A adoção de simples regras para uma alimentação saudável contribui não só para a prevenção do câncer, mas também de doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crônicas como diabetes. Fibras – redução da formação de substâncias cancerígenas no intestino grosso e diminuição da absorção de gorduras; Verduras, frutas, legumes e cereais ricos em vitaminas C, A, E e fibras – menor incidência de cânceres originários em epitélios de revestimento. A vitamina E diminui o risco de câncer. Obs.: Somente funciona como fator protetor.
  • 6. Alcoolismo: Relação com o Câncer
    • A relação entre álcool e câncer tem sido avaliada, no Brasil, por meio de estudos de caso-controle, que estabeleceram a associação epidemiológica entre o consumo de álcool e cânceres da cavidade bucal e de esôfago.
    • Combinado com o tabaco – faringe e laringe supraglótica.
    • Está relacionado a 2 – 4% das mortes por câncer.
    • Os estudos epidemiológicos têm demonstrado que o tipo de bebida (cerveja, vinho, cachaça etc.) é indiferente, pois parece ser o etanol, propriamente, o agente agressor.
  • 7. Hábitos Sexuais Certas características de comportamento sexual aumentam a chance de exposição a vírus carcinogênicos sexualmente transmissíveis. Eis alguns tipos de vírus com potencial carcingênico que podem ser transmitidos sexualmente: • o herpesvírus tipo II e o papilomavírus ( HPV ) estão relacionados ao câncer do colo uterino; • o vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus), associado a outros tipos de vírus, como o citomegalovírus e os herpesvírus I e II , pode desencadear o aparecimento de sacoma de Kaposi, câncer de língua e de reto, respectivamente, em pacientes portadores de AIDS; • o vírus HTLV-I associa-se a leucemias e ao linfoma de linfócitos T; • o vírus da hepatite B relaciona-se ao câncer de fígado.
  • 8. Medicamentos
    • Apesar da valiosa contribuição para o controle de muitas doenças, a incorporação de medicamentos à pratica médica produz também efeitos indesejáveis, entre os quais a carcinogênese.
    • Dentre alguns estudos, podem ser citados:
    • O efeito carcinogênico indubitável da clornafazina e do melfalan .
    • Supressores imunológicos , como a azatio-prina e prednisona, já foram relacionados com linfomas malignos e com o câncer de pele. Quando administrados a transplantados, aumentam, agudamente, em meses, o risco de desenvolver o linfoma linfocítico e outros tumores malignos nesses pacientes.
    • A fenacetina tem sido responsabilizada por tumores da pelve renal.
    • O uso de estrogênios conjugados , para o tratamento dos sintomas da menopausa, correlaciona-se com uma maior ocorrência do câncer de endométrio, e alguns estudos relacionaram o câncer de mama com o uso prolongado de contraceptivos, antes da primeira gravidez.
  • 9. Fatores Ocupacionais O câncer provocado por exposições ocupacionais geralmente atinge regiões do corpo que estão em contato direto com as substâncias cancerígenas, seja durante a fase de absorção (pele, aparelho respiratório) ou de excreção (aparelho urinário), o que explica a maior freqüência de câncer de pulmão, de pele e de bexiga nesse tipo de exposição. Ocupação Locais Primários dos Tumores Marceneiro Carcinoma de nariz e seios para-nasais Sapateiro Carcinoma de nariz e seios para-nasais Limpador de chaminé Carcinoma de pele, pulmão e bexiga Relacionada à sí Carcinoma de pulmão
  • 10. Substâncias Tóxicas Locais Primários dos Tumores Nitrito de acrílico Pulmão, cólon e próstata Alumínio e seus compostos Pulmão Arsênico Pulmão, pele e fígado Asbesto Pulmão, serosas, trato gastrointestinal e rim Aminas aromáticas Bexiga Benzeno Medula óssea (leucemia mielóide) Benzidina Bexiga Berílio e seus compostos Pulmão Cádmio Próstata Cromo e seus compostos Pulmão Álcool isopropílico Seios para-nasais Borracha Medula óssea e bexiga Compostos de níquel Pulmão e seios para-nasais Pó de madeiras Seios para-nasais Radônio Pulmão Tinturas de cabelo Bexiga Material de pintura Pulmão
  • 11. Radiação Solar
    • Exposição Excessiva
    • No Brasil, o câncer mais freqüente é o de pele, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores diagnosticados em todas as regiões geográficas. A radiação ultra-violeta natural, proveniente do sol, é o seu maior agente etiológico.
    • Raios UV-C
    • Raios UV-A (320-400nm)
    • Raios UV-B (280-320nm)
    • Para a prevenção não só do câncer de pele como também das outras lesões provocadas pelos raios UV é necessário evitar a exposição ao sol sem proteção. É preciso incentivar o uso de chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre e evitar a exposição em horários em que os raios ultravioleta são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas .
  • 12. Outras radiações Estima-se que menos de 3% dos cânceres resultem da exposição às radiações ionizantes. Estudos feitos entre os sobreviventes da explosão das bombas atômicas e entre pacientes que se submeteram à radioterapia , mostraram que o risco de câncer aumenta em proporção direta à dose de radiação recebida , e que os tecidos mais sensíveis às radiações ionizantes são o hematopoético, o tiroidiano, o mamário e o ósseo . As leucemias ocorrem entre 2 e 5 anos após a exposição, e os tumores sólidos surgem entre 5 e 10 anos.
  • 13. Tabaco
    • 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);
    • 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero); As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de morte por doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer.
  • 14. Hereditariedade
    • retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor.
    • Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar.
    • São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese.
    retinoblastoma
  • 15. Como surge o Câncer?   Genes: arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo; DNA: informação genética; passam informações para o funcionamento da célula; Mutação genética: alterações no DNA dos genes; Protooncogenes: genes especiais, inativos em células normais; Oncogenes: protooncogenes ativados, responsáveis pela cancerização das células normais.
  • 16. Como se comportam as células cancerosas?  
    • Multiplicam-se de maneira descontrolada;
    • Têm capacidade para formar novos vasos sanguíneos que as nutrirão e manterão as atividades de crescimento descontrolado;
    • O acúmulo dessas células forma os tumores malignos;
    • Adquirem a capacidade de se desprender do tumor e de migrar;
    • Chegam ao interior de um vaso sangüíneo ou linfático e, através desses, disseminam-se, chegando a órgãos distantes do local onde o tumor se iniciou, formando as metástases;
    • Menos especializadas nas suas funções do que as suas correspondentes normais.
  • 17. Como é o precesso de carcinogênise? As células sofrem o efeito dos agentes cancerígenos ou carcinógenos . Nesta fase as células se encontram, geneticamente alteradas, porém ainda não é possível se detectar um tumor clinicamente. Estágio de iniciação
  • 18. Como é o precesso de carcinogênise? Sofrem o efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores. A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual. A suspensão do contato com agentes promotores muitas vezes interrompe o processo nesse estágio. Estágio de promoção
  • 19. Como é o precesso de carcinogênise? Caracteriza-se pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio o câncer já está instalado. Os fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados agentes oncoaceleradores ou carcinógenos. O fumo é um agente carcinógeno completo, pois possui componentes que atuam nos três estágios da carcinogênese. Estágio de progressão
  • 20. Tipos de Câncer Linfomas É denominado linfoma todo tipo de câncer que afeta o sistema linfático. O sistema linfático é constituído por gânglios interligados pelos vasos linfáticos que atuam na defesa do organismo contra infecções. Ex.: pescoço, axilas e virilha; amídalas, fígado e baço. O tumor tem início quando há uma multiplicação desordenada das células do sangue relacionadas ao sistema imunológico (linfócitos). Principais Sintomas: • Aumento progressivo e indolor do abdome; • Aumento progressivo e indolor dos gânglios (ínguas); • Febre persistente sem evidência de infecção; • Suor noturno abundante; • Perda de peso relevante; • Coceiras pelo corpo; • Cansaço.
  • 21. Tipos de Câncer Leucemias A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) , de origem, na maioria das vezes, não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células jovens (blásticas) anormais (Fig. 1) na medula óssea que substituem as células sanguíneas normais. A presença das células anormais prejudica ou impede a formação na medula, dos glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas.
  • 22.
    • O tipo de leucemia mais freqüente na criança é a leucemia linfóide aguda (ou linfoblástica). A leucemia mielóide aguda é mais freqüente no adulto.
    • • Falta de apetite; • Comprometimento das ínguas; • Aumento do baço e fígado; • Dor nos ossos ou nas articulações; • Palidez; • Manchas arroxeadas; • Sangramentos não ligados a traumas e febre; • Febre.
  • 23. Neuroblastoma (tumor de gânglios simpáticos) Os neuroblastomas se originam de células responsáveis pela formação de partes do sistema nervoso. Pode ocorrer em diversos áreas do organismo, desde a região do cérebro até a área mais inferior da coluna, incluindo todo abdômen. Tumor de Wilms (tumor renal) É o tumor renal mais comum em crianças correspondendo a 94,7% dos casos de câncer renal em crianças com menos de 15 anos. Normalmente, o tumor somente se desenvolve em um rim , mas em um pequeno número de casos, pode atingir os dois rins. O primeiro sinal, normalmente, é a presença de uma massa no abdômen lisa e firme, não dolorosa . Também pode ser comum apresentar sintomas como dor no estômago, febre, sangue na urina ou pressão arterial alta. Tipos de Câncer
  • 24. Retinoblastoma (tumor da retina do olho) Tumor que se desenvolve na retina, decorrente da mutação de um gene. O sintoma mais frequente é a leucocoria, um reflexo branco amarelado na pupila causado pelo tumor localizado atrás das lentes, conhecido mais popularmente como "olho de gato". Osteossarcoma (tumor ósseo) O osteossarcoma é o mais comum dos tumores malignos primários dos ossos, costumam atingir as extremidades dos ossos longos, na maioria das vezes acomete o úmero e a tíbia proximais e o fêmur distal. Os sintomas mais comuns são dor localizada e inchaço do local . As metástases ocorrem principalmente para pulmões e outros ossos e geralmente dão pequenos sintomas desde um estágio precoce da doença . Tipos de Câncer
  • 25. Sarcomas (tumores de partes moles) Em geral, os sarcomas de partes moles recebem o nome do tecido onde se originam, o mais comum é o Rabdomiossarcoma , o sarcoma do tecido muscular estriado. A maioria dos tumores localizam-se na região da cabeça e pescoço, seguido da região genito-urinário e extremidades . A primeira manifestação da doença se dá pela presença de um tumor e os sintomas decorrem da sua localização. Tipos de Câncer
  • 26. Ordem de Incidência de Câncer no Brasil*: Entre mulheres   1º Pele 2ª Mama 3º Colo do útero 4º Colón e reto 5º Estômago Entre homens   1º Pele 2º Próstata 3º Pulmão 4ª Estômago 5º Cólon e reto * Fonte: Instituto Nacional de Câncer
  • 27. Quimioterapia A quimioterapia é o método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos , no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica .
  • 28. Histórico 1946 - O primeiro quimioterápico antineoplásico foi desenvolvido a partir do gás mostarda , usado nas duas Guerras Mundiais como arma química. Após a exposição de soldados a este agente, observou-se que eles desenvolveram hipoplasia medular e linfóide, o que levou ao seu uso no tratamento dos linfomas malignos. *mostardas nitrogenadas (metil-di(2-cloroetil)amina e tri(-2-cloroetil)amina) – efeitos sobre tecidos em estado de rápido crescimento. Nas décadas de 60 e 70 inicia-se a era da quimioterapia científica, com o conhecimento da cinética celular e da ação farmacológica das drogas. Introdução da poliquimioterapia.
  • 29. Mecanismos de ação
    • afetam tanto as células normais como as neoplásicas;
    • maior dano às células malignas;
    • diferenças quantitativas entre os processos metabólicos dessas duas populações celulares;
    • crescimento das células malignas e os das células normais;
    • ação nas enzimas, que são responsáveis pela maioria das funções celulares;
    • afeta a função e a proliferação tanto das células normais como das neoplásicas.
  • 30. Classificação das drogas antineoplásicas • Ciclo-inespecíficos - Aqueles que atuam nas células que estão ou não no ciclo proliferativo, como, por exemplo, a mostarda nitrogenada. • Ciclo-específicos - atuam somente nas células que se encontram em proliferação, como é o caso da ciclofosfamida. • Fase-específicos - Aqueles que atuam em determinadas fases do ciclo celular
  • 31. Tipos e finalidades da quimioterapia • Curativa - quando é usada com o objetivo de se conseguir o controle completo do tumor • Adjuvante - quando se segue à cirurgia curativa, tendo o objetivo de esterilizar células residuais locais ou circulantes, diminuindo a incidência de metástases à distância. • Neoadjuvante ou prévia - quando indicada para se obter a redução parcial do tumor, visando a permitir uma complementação terapêutica com a cirurgia e/ou radioterapia. • Paliativa - não tem finalidade curativa. Usada com a finalidade de melhorar a qualidade da sobrevida do paciente.
  • 32.
    • Como a quimioterapia pode ser aplicada?
    •           Das seguintes maneiras:
    • Intramuscular: Injeção no músculo.
    • Subcutânea: Injeção sob a pele.
    • Intralesional: Injeção diretamente na área cancerosa.
    • Intratecal: Injeção dentro do canal espinhal.
    • Intravenosa: Injeção na veia.
    • Uso tópico: Aplicada na pele .
    • Via oral: Pílulas, cápsulas ou líquidos.
  • 33. Toxicidade dos quimioterápicos Afetam estruturas normais que se renovam constantemente , como a medula óssea, os pêlos e a mucosa do tubo digestivo. As células normais apresentam um tempo de recuperação previsível, sendo possível que a quimioterapia seja aplicada repetidamente, desde que observado o intervalo de tempo necessário para a recuperação da medula óssea e da mucosa do tubo digestivo. ( ciclos periódicos ) A toxicidade é variável para os diversos tecidos e depende da droga utilizada.
  • 34. Toxicidade dos quimioterápicos Efeitos tóxicos dos quimioterápicos, conforme a época em que se manifestam após a aplicação.
  • 35. Critérios para aplicação da quimioterapia Condições gerais do paciente: • menos de 10% de perda do peso corporal desde o início da doença; • ausência de contra-indicações clínicas para as drogas selecionadas; • ausência de infecção ou infecção presente, mas sob controle; • capacidade funcional correspondente aos três primeiros níveis , segundo os índices propostos por Zubrod e Karnofsky. Avaliação da capacidade funcional Níveis Critérios ZUBROD KARNOFSKY 0 100-90% Paciente assintomático ou com sintomas mínimos 1 89-70% Paciente sintomático, mas com capacidade para o atendimento ambulatorial 2 69-50% Paciente permanece no leito menos da metade do dia 3 49-30% Paciente permanece no leito mais da metade do dia 4 29-10% Paciente acamado, necessitando de cuidados constantes
  • 36. Critérios para aplicação da quimioterapia Contagem das células do sangue e dosagem de hemoglobina. (Os valores exigidos para aplicação da quimioterapia em crianças são menores.): Leucócitos > 4.000/mm³ Neutrófilos > 2.000/mm³ Plaquetas > 150.000/mm³ Hemoglobina > 10 g/dl Dosagens séricas: Uréia < 50 mg/dl Creatinina < 1,5 mg/dl Bilirrubina total < 3,0 mg/dl Ácido Úrico < 5,0 mg/dl Transferasses (transaminases) < 50 Ul/ml
  • 37. Resistência aos quimioterápicos
    • populações celulares desenvolvem nova codificação genética (mutação);
    • são estimuladas a desenvolver tipos celulares resistentes ao serem expostas às drogas, enveredando por vias metabólicas alternativas, através da síntese de novas enzimas;
    • o tratamento é descontinuado, quando a população tumoral é ainda sensível às drogas;
    • é aplicada a intervalos irregulares;
    • doses inadequadas são administradas;
    • &quot;resistência a múltiplas drogas“, está relacionado à diminuição da concentração intracelular do quimioterápico e a presença da glicoproteína 170-P.
    Deve-se iniciar a quimioterapia quando a população tumoral é pequena, a fração de crescimento é grande e a probabilidade de resistência por parte das células com potencial mutagênico é mínima.
  • 38. Principais drogas utilizadas no tratamento do câncer Alquilantes Capazes de substituir em outra molécula um átomo de hidrogênio por um radical alquil . Eles se ligam ao ADN de modo a impedir a separação dos dois filamentos do ADN na dupla hélice espiralar, fenômeno este indispensável para a replicação . Os alquilantes afetam as células em todas as fases do ciclo celular de modo inespecífico. Ex.: mostarda nitrogenada, a mostarda fenil-alanina, a ciclofosfamida, o bussulfam, as nitrosuréias, a cisplatina e o seu análago carboplatina, e a ifosfamida. Antimetabólitos Afetam as células inibindo a biossíntese dos componentes essenciais do ADN e do ARN . Deste modo, impedem a multiplicação e função normais da célula.
  • 39. Principais drogas utilizadas no tratamento do câncer Antibióticos Estrutura química variada, possuem em comum anéis insaturados que permitem a incorporação de excesso de elétrons e a conseqüente produção de radicais livres reativos . Podem apresentar outro grupo funcional que lhes acrescenta novos mecanismos de ação, como alquilação, inibição enzimática, ou inibição da função do ADN por intercalação. Inibidores mitóticos Podem paralisar a mitose na metáfase. Os cromossomos, durante a metáfase, ficam impedidos de migrar, ocorrendo a interrupção da divisão celular . Devem ser associados a outros agentes para maior efetividade da quimioterapia.
  • 40. Principais drogas utilizadas no tratamento do câncer Outros agentes Algumas drogas não podem ser agrupadas em uma determinada classe de ação farmacológica. Ex.: dacarbazina - melanoma avançado, sarcomas de partes moles e linfomas; procarbazina - doença de Hodgkin; L-asparaginase , que hidrolisa a L-asparagina e impede a síntese protéica, utilizada no tratamento da leucemia linfocítica aguda.
  • 41. Referências
    • http://www.inca.gov.br/
    • http://www.nacc.org.br/infantil
    • http://www.quimioterapia.com.sapo.pt
    • http://www.caccdurvalpaiva.org.br/informacoes/quimioterapia.htm
    • Greenstein, J.P. – BIOQUIMICA DEL CANCER . Revista de Occidente. Madrid. 1959.
    • RECOMENDADO
    • http://www.oncoguia.com.br