Postura áSana (2)
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AQUI ESTAR UMA BOA MATERIA DE ENSINAMENTO SOBRE UMA DAS MUITAS TÉCNICAS DO YOGA, QUE É AS POSTURAS9ÁSANAS)

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    Postura áSana (2) Postura áSana (2) Document Transcript

    • 1. POSTURA – ÁSANA – (“Assento”) Originalmente, a superfície sobre a qual o yoguin está sentado. Essa superfície deve ser firme, nem muito alta, nem muito baixa, suficientemente grande, plana, limpa e, no geral, agradável. A palavra se aplica também à cobertura do assento, que pode ser feita de madeira, capim, pano ou diferentes tipos de pele de animal. Mas o significado mais comum de ásana é ¨postura¨, considerada um dos ¨membros¨ (anga) regulares do caminho yogue. O yoga sútra (2.46) estipula simplesmente que a postura deve ser firme e agradável. Esta ultima qualificação implica em que ela deve ser praticada em estado de relaxamento (shaithilya). Em geral, é recomendo que o praticante sente com a coluna ereta, com o tronco, o pescoço e a cabeça alinhados, de modo que a força vital (prána) possa subir e descer livremente ao longo do eixo corporal. Varias posturas são descritas nas escrituras de Yoga. Originalmente, serviam para como posições estáveis para a meditação prolongada. Depois, foram sendo elaboradas e adquiriram uma variedade de funções terapêuticas, chegando à sofisticada ásana – tecnologia do Hatha-yoga. As escrituras do Yoga Pós-Clássico declaram que Shiva propôs 840.000 posturas diferentes. Supõe-se que esse número represente o total de classes de seres vivos. Dessa ampla variedade, só um limitado número de
    • assentos (pítha) teriam sido recomendado por Shiva para os praticantes espirituais. Assim, ao longo da evolução do Yoga, uma série de exercícios foram desenvolvidos e incorporados ao seu patrimônio. Estes foram, ao longo de seu desenvolvimento, catalogados em grupos conforme sua abordagem. Os exercícios que estimulam o corpo e a sensibilidade passaram a se chamar ásana, se estimulam a respiração e a energia, pránáyáma, se estimulam a voz e a concentração, mantra, e assim por diante. Um certo conjunto de posturas – chamadas ¨selos¨(mudrá) – são especialmente capazes de alterar o estado de espírito, pois têm um efeito mais intenso sobre o sistema endócrino do corpo. Às vezes, os iniciantes na prática do Yoga têm dificuldade para detectar essas mudanças interiores, talvez porque prestam demasiada atenção às tenção da musculatura. Com a prática, porém, qualquer um pode descobrir os efeitos das diversas ásanas sobre o humor, e é então que o verdadeiro trabalho interior pode começar. Isso porque, como diz Patanjali, a correta execução da postura torna os yogins insensíveis aos efeitos dos ¨pares de opostos¨ (dvandva), como o calor e frio, a luz e a escuridão, o silêncio. As posições físicas altamente elaboradas para proporcionar alongamento muscular, flexibilidade articular e força. À primeira vista confundem-se com meros exercícios corporais; entretanto, numa
    • análise mais profunda, provocam mudanças psicológicas, fisiológicas e atuam sobre as energias sutis do organismo; alteram o comportamento, desenvolvem consciência corporal, noção dos pontos fortes e fracos, autocontrole, força de vontade, autopercepção e uma infinidade de efeitos subjetivos, visando preparar o praticante paras as técnicas mais introspectivas. O ásana é uma das primeiras etapas trabalhadas na prática, partindo da premissa de que se você não controla nem mesmo suas funções motora, como pode ter no mínimo de equilíbrio para lhe dar com questões emocionais? E o que diria então da mente? Vinyasa: seqüência de ásanas, executada em uma ou mais voltas, na qual se desenvolve a consciência da respiração e seu sincronismo com o movimento. A pesar de o ásana estar entre as técnicas mais elementares, quando comparado a meditação, que é a essência do Yoga, a conquista da estabilidade corporal é um pré-requisito para as técnicas mais sutis. Se o yogina não tem conforto em permanecer sentado em dhyánásana, numa posição firme e agradável, não poderá sequer começar sua prática de concentração. Para o iniciante, o ásana tem a vantagem de, por trabalhar com a parte mais densa do organismo, produz resultados de melhoria de saúde e vitalidade logo nas primeiras prática ásana atua além do físico, com impacto na esfera emocional, mental e na
    • circulação de energia vital pelo organismo (no Yoga, chamamos de prána a essa energia), revitalizando órgãos internos, densos e sutis e preparando para a prática de meditação. Você já verificou que, suas emoções, seu esforço mental, seu estresse, tudo o que vivencia a cada dia, é somatizado no corpo e na musculatura?, Eventualmente gerando contrações ou até mesmo dores localizadas. Se o que ocorreu foi um estresse no trabalho, você poder ter ficado com uma região do corpo contraída; se foi um problema emocional, observará outra reação; se exagerou na prática de esportes, ainda outra reação poderá ocorrer. É como se fôssemos mapeados: qualquer coisa que acontece conosco, quer seja na esfera física, ou na emocional, ou mental, ou ainda mais sutil, tem um impacto direto sobre nosso veículo mais denso, que é o corpo. O contrário também
    • ocorre: quando você coloca o corpo em determinada posição, exigindo mais de um músculo, alterando a circulação do sangue e de prána pelas nádís, você está atuando em todo o organismo colocar o corpo numa posição e lá permanecer, está sendo gerado um efeito reflexo com impacto fisiológico, emocional e mental, estimulando os órgãos internos, densos e sutis e preparando para a prática de meditação. CLASSIFICAÇÃO E NOMENCLATURA DE ÁSANA Alguns conceitos e nomes utilizados na prática de Yoga são universais, sendo adotados pela totalidade das escolas, como os termos dháraná (concentração) e dhyána (meditação), contudo, no caso dos ásanas, talvez por terem um desenvolvimento posterior na história do Yoga, talvez pela diversidade de abordagens e técnicas utilizadas, não existe nenhum padrão adotado para a classificação ou nomenclatura das posturas. Dessa forma, não vamos dar ênfase à questão de nomes e utilizar uma nomenclatura geral derivada do Hatha Yoga, ao nomear as posições, cientes de que pode ser distinta de outras nomenclaturas igualmente corretas. Uma forma didática de classificar a grande quantidade de ásanas existente é de acordo com sua função primordial, dividindo em dois grandes grupos identificados como ásanas de base de
    • execução de outras técnicas e recuperação, denominados ásanas de suporte ou passivos, e ásanas que visam promover efeitos, denominados ásanas ativos. Ásanas de suportes ou passivos Ásanas ativos -dhyánásanas: posições sentadas -kundalinyásanas: posições e para prática de meditação mudrás para ativação de chakras e kundaliní. -shavásanas e similares: posições de descanso e recuperação -ojásanas: posições de inversão do principio vital -kriyásanas: posturas para ativação geral do organismo SELEÇÃO DE ÁSANAS PARA UMA PRATICA As movimentações da coluna vertebral e as posições de inversão são essenciais no Yoga. Juntamente com o shavásana, para a recuperação e assimilação, constituem a principal referencia geral para uma pratica completa de ásanas. Para permitir o desenvolvimento completo do corpo, será preciso praticar ásanas coflexão para trás, para as laterais e de torção espinhal. Ao fim desses exercícios, o shavásana. Indicações semelhantes são adotadas por quase todas as escolas derivadas ou influenciadas pelo Hatha Yoga. Na elaboração de uma seqüência é necessário “focar nossa atenção para a forma de agrupar os ásanas de acordo com a posição do corpo em relação com à terra e
    • em relação com o movimento básico da espinha”, indicando que também é adequado levar conta a posição do corpo em relação à terra, procurando agrupar as posições sentadas, deitadas ou em pé numa mesma seqüência, maximizando os efeitos da pratica, visto que diminui as movimentações desnecessárias. Esses dois critérios citados são os mais comumente utilizados no Hatha Yoga, mas a seleção de ásanas varia Muito de escola para escola e também de acordo com objetivo da pratica e do estágio do praticante. De forma bem geral, podemos afirmar que as praticas com grande diversidade de técnicas são mais utilizadas por iniciantes visando um desenvolvimento da estrutura geral do corpo, ao passo que as praticas com poucas técnicas são praticas mais avançadas, visando estimular a meditação e a ativação da energia de kundaliní. CONFORTO E SEGURANÇA “Se houver dor excessiva em alguma parte do corpo, o ásana deve ser terminado imediatamente e, se necessário deve ser feita uma verificação médica. Não permaneça num ásana se desconforto for sentido”. “Todo e qualquer ásana deve ser prazerosamente executado, jamais produzindo fadiga anormal ou sensações desagradáveis”. REGULARIDADE E PERMANÊNCIA A regularidade produz muito mais efeito que um esforço concentrado e irregular.
    • Para qualquer tipo de técnica-alongamento, flexibilidade, técnicas e outras mais sultis-, a regularidade é o primeiro e o mais importante elemento. A permanência pode dinamizar ainda mais a pratica, mas só deve ser ampliada na medida em que permita manter uma regularidade exacerbada nas praticas. Um dos conceitos fundamentais do Yoga é abhyása, a pratica aplicada, diligente com aplicação, zelo força de vontade. COMPESAÇÃO DOS EXERCÍCIOS É importante que o programa seja formado de maneira que flexões atrás sejam seguidas por flexões à frente, e vice-versa, e o que quer que seja praticado para um lado do corpo seja para o outro lado. Esse conceito de compensação é necessário para trazer o corpo de volta ou estado balanceado. Algumas compensações específicas são recomendadas para alguns ásanas, como o “matsyásana deve sempre ser executado após o sarvangásana”.