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Artes  semana da arte moderna
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Artes  semana da arte moderna Artes semana da arte moderna Document Transcript

  • SUMÁRIOINTRODUÇÃO ............................................................................................................ 41 A SEMANA DA ARTE MODERNA .......................................................................... 5 1.1 UMA CIDADE NA MEDIDA CERTA PARA O EVENTO .................................... 6 1.2 OS PRIMÓRDIOS DA ARTE MODERNA NO BRASIL ...................................... 7 1.3 REVOLUÇÃO EM MARCHA .............................................................................. 7 1.4 A IMPRENSA, CONTROLADA, IGNOROU O "ESCÂNDALO" .......................... 8 1.5 BEM INTENCIONADOS, MAS AINDA CONFUSOS .......................................... 9 1.6 A DISPERSÃO ................................................................................................... 9CONCLUSÃO ........................................................................................................... 10REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 11ANEXOS ................................................................................................................... 12
  • 4 INTRODUÇÃO A Semana de Arte Moderna ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, em1922, tendo como objetivo mostrar as novas tendências artísticas que já vigoravamna Europa. Esta nova forma de expressão não foi compreendida pela elite paulista,que era influenciada pelas formas estéticas europeias mais conservadoras. Esse erao ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e osjovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que oprendiam aos padrões estrangeiros. Seria, então, um movimento pela independênciaartística do Brasil. A arte brasileira começou então a ganhar espaço, criam-se novas formas emodelos de se fazer arte. Essa manifestação cultural pode ser considerada umasegunda independência do Brasil. Só que dessa vez, artística.
  • 51A SEMANA DA ARTE MODERNA A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, no TeatroMunicipal, de 11 a 18 de fevereiro, teve como principal propósito renovar,transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nasartes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção artística,criar uma arte essencialmente brasileira, embora em sintonia com as novastendências europeias, essa era basicamente a intenção dos modernistas. Durante uma semana a cidade entrou em plena ebulição cultural, sob ainspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdadecriadora sem igual, com o consequente rompimento com o passado. Novosconceitos foram difundidos e despontaram talentos como os de Mário e Oswald deAndrade na literatura, Víctor Brecheret na escultura e Anita Malfatti na pintura. O movimento modernista eclodiu em um contexto repleto de agitaçõespolíticas, sociais, econômicas e culturais. Em meio a este redemoinho históricosurgiram as vanguardas artísticas e linguagens liberadas de regras e de disciplinas.A Semana, como toda inovação, não foi bem acolhida pelos tradicionais paulistas, ea crítica não poupou esforços para destruir suas ideias, em plena vigência daRepública Velha, encabeçada por oligarcas do café e da política conservadora queentão dominava o cenário brasileiro. A elite, habituada aos modelos estéticoseuropeus mais arcaicos, sentiu-se violentada em sua sensibilidade e afrontada emsuas preferências artísticas. A nova geração intelectual brasileira sentiu a necessidade de transformar osantigos conceitos do século XIX. Embora o principal centro de insatisfação estéticaseja, nesta época, a literatura, particularmente a poesia, movimentos como oFuturismo, o Cubismo e o Expressionismo começavam a influenciar os artistasbrasileiros. Anita Malfatti trazia da Europa, em sua bagagem, experiênciasvanguardistas que marcaram intensamente o trabalho desta jovem, que em 1917realizou a que ficou conhecida como a primeira exposição do Modernismo brasileiro.Este evento foi alvo de escândalo e de críticas ferozes de Monteiro Lobato,provocando assim o nascimento da Semana de Arte Moderna. O catálogo da Semana apresenta nomes como os de Anita Malfatti, DiCavalcanti, Yan de Almeida Prado, John Graz, Oswaldo Goeldi, entre outros, naPintura e no Desenho; Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm
  • 6Haarberg, na Escultura; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, na Arquitetura.Entre os escritores encontravam- se Mário e Oswald de Andrade, Menotti DelPicchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, e outros mais. A música estava representadapor autores consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernani Braga eFrutuoso Viana. Em 1913, sementes do Modernismo já estavam sendo cultivadas. O pintorLasar Segall, vindo recentemente da Alemanha, realizara exposições em São Pauloe em Campinas, recepcionadas com uma certa indiferença. Segall retornou então àAlemanha e só voltou ao Brasil dez anos depois, em um momento bem maispropício. A mostra de Anita Malfatti, que desencadeou a Semana, apesar da violentacrítica recebida, reunir ao seu redor artistas dispostos a empreender uma luta pelarenovação artística brasileira. A exposição de artes plásticas da Semana de ArteModerna foi organizada por Di Cavalcanti e Rubens Borba de Morais e contoutambém com a colaboração de Ronald de Carvalho, do Rio de Janeiro. Após arealização da Semana, alguns dos artistas mais importantes retornaram para aEuropa, enfraquecendo o movimento, mas produtores artísticos como Tarsila doAmaral, grande pintora modernista, faziam o caminho inverso, enriquecendo as artesplásticas brasileiras. A Semana não foi tão importante no seu contexto temporal, mas o tempo apresenteou com um valor histórico e cultural talvez inimaginável naquela época. Nãohavia entre seus participantes uma coletânea de ideias comum a todos, por isso elase dividiu em diversas tendências diferentes, todas pleiteando a mesma herança,entre elas o Movimento Pau-Brasil, o Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta,eo Movimento Antropofágico. Os principais meios de divulgação destes novos ideaiseram a Revista Klaxon e a Revista de Antropofagia.O principal legado da Semanade Arte Moderna foi libertar a arte brasileira da reprodução nada criativa de padrõeseuropeus, e dar início à construção de uma cultura essencialmente nacional.1.1 UMA CIDADE NA MEDIDA CERTA PARA O EVENTO São Paulo dos anos 20 era a cidade que melhor apresentava condições paraa realização de tal evento. Tratava-se de uma próspera cidade, que recebia grandenúmero de imigrantes europeus e modernizava-se rapidamente, com a implantaçãode indústrias e reurbanização.
  • 7 Era, enfim, uma cidade favorável a ser transformada num centro cultural daépoca, abrigando vários jovens artistas. Ao contrário, o Rio de Janeiro, outro polo artístico, se achava impregnadopelas ideias da Escola Nacional de Belas-Artes, que, por muitos anos ainda,defenderia, com unhas e dentes, o academicismo. Claro que existiam no Rio artistas dispostos a renovar, mas o ambiente nãolhes era propício, sendo-lhes mais fácil aderir a um movimento que partisse dacapital paulista.1.2 OS PRIMÓRDIOS DA ARTE MODERNA NO BRASIL Em 1913, estivera no Brasil, vindo da Alemanha, o pintor Lasar Segall.Realizou uma exposição em São Paulo e outra em Campinas, ambas recebidas comuma fria polidez. Desanimado, Segall seguiu de volta à Alemanha, só retornando aoBrasil dez anos depois, quando os ventos sopravam mais a favor.A exposição deAnita Malfatti em 1917, recém chegada dos Estados Unidos e da Europa, foi outromarco para o Modernismo brasileiro.Todavia, as obras da pintora, então afinadascom as tendências vanguardistas do exterior, chocaram grande parte do público,causando violentas reações da crítica conservadora. A exposição, entretanto, marcou o início de uma luta, reunindo ao redor delajovens despertos para uma necessidade de renovação da arte brasileira.Além disso,traços dos ideais que a Semana propunha já podiam ser notados em trabalhos deartistas que dela participaram (além de outros que foram excluídos doevento).Desde a exposição de Malfatti, havia dado tempo para que os artistas depensamentos semelhantes se agrupassem.Em 1920, por exemplo, Oswald deAndrade já falava de amplas manifestações de ruptura, com debates abertos.1.3 REVOLUÇÃO EM MARCHA Entretanto, parece ter cabido a Di Cavalcanti a sugestão de "uma semana deescândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinhapaulistana." Artistas e intelectuais de São Paulo, com Di Cavalcanti, e do Rio de Janeiro,tendo Graça Aranha à frente, organizavam a Semana, prevista para se realizar emfevereiro de 1922.
  • 8 Uma exposição de artes plásticas - organizada por Di Cavalcanti e RubensBorba de Morais, com a colaboração de Ronald de Carvalho, no Rio - acompanhariaas demais atividades previstas. Graça Aranha, sob aplausos e vaias abriu o evento, com sua conferênciainaugural "A Emoção Estética na Arte Moderna". Anunciava "coleções de disparates" como "aquele Gênio supliciado, aquelehomem amarelo, aquele carnaval alucinante, aquela paisagem invertida" (temas daexposição plástica da semana), além de "uma poesia liberta, uma músicaextravagante, mas transcendente" que iriam "revoltar aqueles que reagem movidospelas forças do Passado".Em 1922, o escritor Graça Aranha (1868-1931) aderiuabertamente à Semana da Arte Moderna, criando uma cisão na quase monolíticaAcademia Brasileira de Letras e gerando nela uma polêmica como há muito temponão se via. Dois grupos de imortais se engalfinhavam, um deles liderado por GraçaAranha, que pretendia romper com o passado. O outro, mais sedimentado na velhaestrutura, tinha como seu líder o escritor Coelho Neto (1864-1934). Os doisnordestinos, os dois maranhenses, os dois com uma força tremenda junto a seuspares. Eram conterrâneos ilustres, que agora não se entendiam, e que pretendiamlevar suas posições até as últimas consequências. Então, numa histórica sessão da Academia, no ano de 1924, deu-se oconfronto fatal. Após discursos inflamados e uma discussão áspera entre ambos,diante de uma plateia numerosa, um grupo de jovens carregou Coelho Neto nascostas, enquanto outro grupo fazia o mesmo com Graça Aranha. (Paulo Victorino,em "Cícero Dias"). Mário de Andrade, com suas conferências, leituras de poemas epublicações em jornais foi uma das personalidades mais ativas da Semana. Oswald de Andrade talvez fosse um dos artistas que melhor representavam oclima de ruptura que o evento procurava criar.Manuel Bandeira, mesmo distante,provocou inúmeras reações de agrado e de ódio devido a seu poema "Os Sapos",que fazia uma sátira do Parnasianismo, poema esse que foi lido durante o evento.1.4 A IMPRENSA, CONTROLADA, IGNOROU O "ESCÂNDALO" Entretanto, acredita-se que a Semana de Arte Moderna não tenha tidooriginalmente o alcance e amplitude que posteriormente foram atribuídos ao evento.
  • 9 A exposição de arte, por exemplo, parece não ter sido coberta pela imprensada época. Somente teve nota publicada por participantes da Semana quetrabalhavam em jornais como Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Graça Aranha(justamente os três conferencistas, cujas ideias causaram grande alarde naimprensa). Yan de Almeida Prado, em 72, chegou mesmo a declarar que" a Semana deArte Moderna pouca ou nenhuma ação desenvolveu no mundo das artes e daliteratura", atribuindo a fama dos sete dias aos esforços de Mário e Oswald deAndrade.1.5BEM INTENCIONADOS, MAS AINDA CONFUSOS Além disso, discute-se o "modernismo" das obras de artes plásticas, porexemplo, que apresentavam várias tendências distintas e talvez não tivessem tantoselementos de ruptura quanto seus autores e os idealizadores da Semanapretendiam. Houve ainda bastante confusão estilística e estrangeirismos contrários aosideais da amostra, como demonstram títulos como "Sapho", de Brecheret, "CaféTurco", de Di Cavalcanti, "Natureza Dadaísta", de Ferrignac, "ImpressãoDivisionista", de Malfatti ou "Cubismo" de Vicente do Rego Monteiro.1.6A DISPERSÃO Logo após a realização da Semana, alguns artistas fundamentais que delaparticiparam acabam voltando para a Europa (ou indo lá pela primeira vez, no casode Di Cavalcanti), dificultando a continuidade do processo que se iniciara.Por outrolado, outros artistas igualmente importantes chegavam após estudos no continente,como Tarsila do Amaral, um dos grandes pilares do Modernismo Brasileiro. Não resta dúvida, porem, que a Semana integrou grandes personalidades dacultura na época e pode ser considerado importante marco do ModernismoBrasileiro, com sua intenção nitidamente antiacadêmica e introdução do país nasquestões do século.A própria tentativa de estabelecer uma arte brasileira, livre damera repetição de fórmulas europeias foi de extrema importância para a culturanacional e a iniciativa da Semana, uma das pioneiras nesse sentido.
  • 10 CONCLUSÃO A Semana de Arte Moderna ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo, em1922 entre os dias 13 e 18 de fevereiro, tendo como objetivo mostrar as novastendências artísticas que já vigoravam na Europa. Esta nova forma de expressãonão foi compreendida pela elite paulista, que era influenciada pelas formas estéticaseuropeias mais conservadoras. O idealizador deste evento artístico e cultural foi opintor Di Cavalcanti. Além disso, havia escritores como Mário de Andrade, Oswald de Andrade,Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, ÁlvaroMoreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida. Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos,Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana. Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de qualquer coisa, oacademicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente portendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversasramificações pós-impressionistas.
  • 11 REFERENCIASBIBLIOGRÁFICAS SUA PESQUISA, Semana da arte moderna de 1922. Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/semana22.html>. Acesso em 01 de nov. 2012. MUNDO EDUCAÇÃO, A semana da arte moderna. Disponível em: <http://www.mundoeducacao.com.br/literatura/a-semana-arte-moderna.html>. Acesso em 01 de nov. 2012. ITAÚ CULTURAL, Semana de arte moderna. Disponível em: <http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=marcos_texto&cd_verbete=344.html>. Acesso em 01 de nov. 2012.
  • 12 ANEXOS “D. Quixote” em S. Paulo: Nos temos talento.Um dos cartazes da Semana,satirizando os grandes nomes da música, da literatura e da pintura. Da esquerda para a direita: Da esquerda para a direita: Anita Malfatti, Tarsilado Amaral e Oswald de Andrade.