Nascimento e morte_ok
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    Nascimento e morte_ok Nascimento e morte_ok Presentation Transcript

    • Nascimento e Morte suas Representações Culturais
    • Vida e Morte
      • Reflexão que ocorre a partir do momento em que a ciência aceita um indivíduo como vivo, com características de pessoa (vida-pessoa) e como morto.
      • É questão do início da vida-pesso, onde diversas correntes defendem seu ponto de vista.
    • Abordagens sobre a Vida e Morte
      • Abordagem tradicional
      • Defende a existência de vida-pessoa desde a fecundação até a morte.
      • Abordagem biológica
      • Defende que a existência de vida-pessoa está presente em momentos posteriores como a da nidação.
      • Abordagem filosófica
      • Defende que a vida não tem momento fixo estabelecido, pois é um contínuo vir-a-ser.
      • Abordagem antropológica - fenomenológica
      • Defende que a vida-pessoa depende da aprovação da comunidade.
    • Abordagens sobre a Vida
      • No Brasil, quer jurídica, quer religiosamente, é adotada a corrente tradicional pelo fato de o Código Civil e a Igreja Católica adotarem a teoria concepcionista.
    • Vida
    • Vida
      • Vida é um conceito muito amplo e admite diversas definições.
      • Pode-se referir ao processo em curso do qual os seres vivos são uma parte; ao espaço de tempo entre a concepção e a morte de um organismo; a condição duma entidade que nasceu e ainda não morreu; e aquilo que faz com que um ser vivo esteja vivo. Metafisicamente, a vida é um processo constante de relacionamentos.
      • Surgir;
      • Sair do ventre materno;
      • Vinda ao mundo;
      • Começar a vida.
      CONCEITO DE NASCIMENTO
      • Saber quando começa a vida é uma pergunta muito antiga. 
      • Platão acreditava que a alma  entrava no corpo apenas no momento do nascimento, as idéias do filósofo grego repercutiu durante muitos séculos.
      • Aristóteles afirma que o feto tinha sim, vida. E estabelecia até a data do inicio: o primeiro momento no útero materno.
      QUANDO A VIDA COMEÇA?
      • Foi no século XVII após investigações do aparelho, que os cientistas começaram a entender melhor o segredo da vida.
      • Mais tarde, por volta de 1870, os pesquisadores comprovaram que aquele espermatozóide corria até o óvulo, fecundava  e depois de nove vezes nascia o bebê.  Foi uma descoberta revolucionária. Fez o cientistas e religiosos da época deduzirem que a vida começa no momento da fertilização.
      QUANDO A VIDA COMEÇA?
      • • Catolicismo  a vida começa na concepção, quando o óvulo é fertilizado formando um ser humano pleno e não é ser humano em potencial.
      • • Judaísmo a vida começa apenas no 40º dia, quando acreditamos que o feto começa a adquirir forma humana
      QUANDO A VIDA COMEÇA?
      • • Islamismo o inicio da vida acontece quando a alma é soprada por Ala, no feto cerca de 120 dias após a fecundação.
      • Hinduismo alma e matéria se encontram na fecundação e é aí que começa a vida. E como o embrião possui uma alma, deve ser tratado como humano.
      QUANDO A VIDA COMEÇA?
      • Budismo a vida  é um processo contínuo e ininterrupto.   Não começa ma união de óvulo e espermatozóides, mas está presente em tudo o que existe- nossos pais e avós, plantas, os animais e até a água.  No budismo, os seres humanos são apenas uma forma de vida que depende de várias outras.
      QUANDO A VIDA COMEÇA?
      •   Para o indivíduo a morte é a ultima fase da vida.  Toda pessoa vive com a consciência  de sua própria morte, e cada sociedade desenvolveu algum método para enfrentar a morte  de seus membros individuais.
      conceito de morte
      • O fim;
      • A cessação da vida;
      • Deixar de viver;
      • Desaparecer;
      • Interrupimento;
      • Perda da vida;
      • Antônimo de nascer
      conceito de morte
      • O funeral é a cerimônia religiosa ou não tradicionalmente adotada para a despedida de um ente querido logo após sua morte. Terminado o funeral, o caixão com o corpo é enterrado ou cremado.
      FUNERAL
      • Enterro é o nome dado ao procedimento em que alguém que morreu é colocado sob alguns metros de terra para que possa iniciar o processo de decomposição. Os enterros são realizados geralmente em cemitérios   aqueles que ainda em vida não desejam ser enterrados quando morrerem optam pelo processo de cremação.
      ENTERRO
      • Cremação é o ritual de queima do cadáver. Após ser colocado no forno, o cadáver é exposto a um calor intenso, por aproximadamente por duas horas para transformar-se em um monte de cinzas que podem ser espalhadas pelo jardim ou colocadas em uma urna. No budismo e hinduísmo a cremação é obrigatória.
      CREMAÇÃO
      • O luto é um sentimento humano de pesar pela morte de outro ser humano.
      • Tem diferentes formas de expressão em culturas distintas.O uso de determinadas cores, por exemplo, pode indicar que um indivíduo ou grupo está em luto.
      • Antigamente, quando uma amigo ou familiar de uma pessoa morria, ela usaria roupas pretas para mostrar seus sentimentos pela pessoa.
      LUTO
    • Há diversas formas de morte, entre elas:
      •   • natural; •  por acidente; •  por homicídio; •  por  suicídio; •  por overdose; •  por doenças; •  por fome; •  por frio; •  por abandono;
      • Todo homem é imortal.
      • Essa verdade parece ser válida apenas para as outras pessoas. Não para nós que vivemos guiados pela afirmação oposta:
      • “ Eu sou imortal!”
      • E iluminados por essa ilusão de imortalidade fingimos desconhecer que todo homem nasce grávido da morte.
    • O nascimento e morte nas diversas regiões do mundo
    • NASCIMENTO  NA  AFRICA
      • Quando o bebê nasce ninguém tem permissão para vê-lo porque durante os primeiro sete dias de vida acredita-se que o bebê está de “visita” passando por uma transição do mundo dos espíritos para  a vida terrena.
      • Só pode depois de algum tempo o bebê é levado para ser visto em público.
    • MORTE NA AFRICA NA COSTA DO MARFIM
      • Para eles o morrer com idade avançada é ter um funeral com muita festa, é sinônimo de uma boa morte. 
      • Quando morre um membro na aldeia, a família não pode publicar a sua morte ou manifestar seu sentimento de desconsolo antes que a notícia seja comunicada ao chefe da aldeia.
      • Ele que dará ordens ao tocador de tambor para que convoque a população na praça pública, debaixo de uma árvore, lugar do anúncio oficial de qualquer notícia importante. 
    • MORTE NA AFRICA NA COSTA DO MARFIM
      • Somente depois que a notícia é dada, todos os presentes, do menor ao maior, para manifestar seus sentimentos de pesar, terão que chorar um pouco, nem que sejam "lágrimas de crocodilo".
      • Depois de lavado o corpo do defunto, é exposto para a visitação dos aldeões.
      • Não existe uma regra única para a exposição do cadáver - isso depende do status social do falecido ou do que ele mais gostava em vida.
    • MORTE NA AFRICA NA COSTA DO MARFIM
      • Se ele era um chefe, será revestido de toda a sua indumentária tradicional e contará com a presença de suas serventes, que passarão o tempo todo espantando as moscas e insetos que se aventurarem a pousar sobre o corpo.
      • No caso de uma moça bonita, depois de bem vestida e ornamentada com bijuterias, será exposta sentada numa cadeira, com as costas apoiadas na parede, os olhos abertos e as mãos apoiadas sobre os joelhos. Dessa forma, os visitadores poderão contemplar ainda a sua beleza. Nesta postura, acreditam, ela se alegrará com o espetáculo da dança que será feito em sua honra.
    • MORTE NA AFRICA NA COSTA DO MARFIM
      • Quando o falecido é um rapaz que gostava de jogar futebol, terá ao seu lado uma bola, um apito, e seus colegas lhe prestarão uma homenagem, como se estivessem jogando uma partida de futebol.
      • Antes do momento do enterro, muitas pessoas trazem uma peça de pano, às vezes de qualidade, para oferecer ao defunto, que será embrulhado nele.
    • SEPULTAMENTO NA ÁFRICA
      • Serão estes panos, conforme a crença, que ele apresentará aos seus antepassados que estão em outra vida, dizendo-lhes: "Veja o que meus parentes e amigos me ofereceram; eles foram generosos para comigo".
      • As pessoas doam animais domésticos para serem servidos como alimento para os visitantes, nada do que foi doado poderá ser guardado, deverá ser servido durante a cerimônia fúnebre que é comemorada com musicas, danças, comida e bebida.
    • SEPULTAMENTO NA ÁFRICA
      • A duração da cerimônia é de três dias para as mulheres e de quatro dias para os homens devido ao intenso calor que reina no solo africano, o sepultamento é feito num espaço de 24 horas.
    • NASCIMENTO NO BALI
      • A crença balinense é a de que os bebês vêm dos céus, e que portanto, devem ser respeitados como divindades.
      • Somente no centésimo quinto dia de vida é que os bebês participam da cerimônia que lhes confere um nome e a condição de humanos
      • Assim que o bebê nasce, a tradição reza que a criança não deve tocar o solo ou um animal até o fim do primeiro ano, comemorado 210 dias depois do nascimento. Mas, antes deste aniversário, há vários outros rituais, que têm lugar aos  7, 12, 35, 47, e 90 dias depois do nascimento.
      • Em cada um destes dias se comemora um avanço no desenvolvimento do bebê. A família toda tem ocasião de participar e ficar feliz.
    • OS RITOS FÚNEBRES NO BALI
      • Para os habitantes da ilha de Bali o grande objetivo da vida é a realização de uma “boa” cremação dos integrantes da família.
      • Os balinenses usavam carros que utilizam para levar os ossos dos falecidos para a cerimônia de cremação, eles costumam dar muitas voltas nestes carros para ''confundir o espírito do morto'' e impedir que ele volte para atormentar os vivos.
    • OS RITOS FÚNEBRES NO BALI
      • Primeiro, o corpo é  levado da casa da família se a cremação se faz imediatamente depois da morte ou do local de onde foi desenterrado (no caso da morte ter ocorrido algum tempo antes), e então levado ao local da cremação, onde ele vai ser devolvido aos cinco elementos originais: a terra, a água, o fogo, o ar, e o éter.   Antes da cerimônia de cremação, o defunto deve ser deixado na floresta durante 25 anos, para que ele possa expiar todos os seus defeitos e más ações. Após esse período, a comunidade organiza grandes ritos de cremação em massa.
    • OS RITOS FÚNEBRES NO BALI
      • Durante a cerimônia  são feitas oferendas pela comunidade e algumas danças típicas são encenadas pelos dançarinos. Então, todos os homens se unem e dão várias voltas no sarcófago para confundir o espírito e assegurar que ele não retornará para sua casa. Só aí é que o corpo começa a ser queimado.
    • OS RITOS FÚNEBRES NO BALI
      • O corpo é levado numa espécie de andor feito de bambu ou lata, enfeitado de flores, espelhos e sedas coloridas. Este andor cujo tamanho é determinado pela importância do morto, é carregado nos ombros de homens da comunidade. Depois da cremação propriamente dita, as cinzas são dispersas no ar e na água (de um rio, ou do mar).
    • NASCIMENTO NA CHINA
      • Por ser o pais mais populoso do mundo.
      • Casais em áreas urbanas pode ter apenas um filho, e na maioria das regiões rurais as famílias podem tentar uma segunda criança, se a primeira for mulher.
      • Na maior parte do país, aqueles que têm um segundo filho ilegalmente estão sujeitos a multas, esterilização e outras penalidades graves. Há relatos de famílias que tiveram suas casas destruídas ou incendiadas. 
    • NASCIMENTO NA CHINA
      • Órgãos governamentais municipais e fábricas estatais nomeiam uma equipe feminina para acompanhar o ciclo menstrual de todas as mulheres. Antes de conceber um bebê, as mulheres precisam obter uma "autorização de nascimento"; as que não a obtêm ou as que já tiveram filho têm acompanhamento no uso de anticoncepcionais.
    • NASCIMENTO NA CHINA
      • Funcionários públicos, ou "esquadrões do aborto", realizam ainda batidas na madrugada em casas de mulheres suspeitas de terem engravidado ilegalmente. Esses esquadrões arrastam as infratoras, levando-as presas e mantendo-as detidas até que se submetam a um aborto, mesmo quando já estão no sétimo ou oitavo mês de gravidez. Muitas vezes esse bebês nascem vivos, e há relatos de que foram mortos pelos próprios médicos com injeções de formaldeído letal no crânio do bebê  ou por afogamento.
    • MORTE NA CHINA
      • Os funerais chineses alcançam o status da comunidade e são compostos de ritos simbolicamente muito bem construídos.  O conceito de imortalidade da alma na cultura chinesa determina muitos dos rituais fúnebres encontrados, que visam, acima de tudo, o bem-estar da alma do morto e de seus descendentes que continuam vivos. 
      • Durante um velório, as pessoas costumam queimar dinheiro, casas de papel e bens materiais para assegurarem que a riqueza da alma; comidas como arroz, galinhas, vinhos, frutas e pães são ofertados ao morto a fim de evitar-lhe a fome.
    • MORTE NA CHINA
      • Carpideiras são contratadas para ratificar e demonstrar a tristeza da família; e cantores taoístas são contratados para, através de cânticos, embalar a alma para o paraíso e evitar que esta se encaminhe ao inferno.
      • Os chineses acreditam que é a localização da sepultura que determinará o destino e o bem-estar dos descendentes do morto. As pessoas, principalmente as mulheres, são encorajadas a expressar toda a sua tristeza e pesar durante a cerimônia, mas tal demonstração ou evocação do assunto é terminantemente proibido depois do término do período de luto.
    • MORTE NA CHINA
      • O período de luto chinês tem a duração de 49 dias (durava 7 na antiga China) e, neste espaço de tempo, são proibidos casamentos, aniversários ou qualquer comemoração.
      • Os membros da família devem vestir panos, listras ou faixas pretas nos braços para demonstrar tristeza e uma cerimônia é elaborada sete dias depois do funeral, e esta deve ser repetida consecutivamente de sete em sete dias por sete vezes
    • NASCIMENTO DOS ESQUIMÓS
      • Durante o parto, a primeira preocupação é fazer o bebê tocar a terra, as particularidades na maneira de cortar o cordão umbilical ou de tratar a placenta: o confinamento da mãe com o bebê em sua casa é por 8 dias.
      • Se a criança que nascer for mulher  é mergulhada na água gelada, quando sobrevive  é sinal que será uma grande guerreira.
    • MORTE DOS ESQUIMÓS
      • Os esquimós tem o costume de enrolar os seus mortos em peles e sepulta-los debaixo de um túmulo cercado, mas nas Ilhas Aleutas os mortos eram atados com cordas e sepultados na gretas do penhasco.
      • O funeral Kaxinawa é peculiar, mas comum entre os grupos  Panos, na prática do  endocanibalismo.   
      • Eles não enterram seus mortos que devem ser consumidos pelos parentes mais próximos.
    • MORTE DOS ESQUIMÓS
      • Não se come e nem deseja ser devorado pelos estrangeiros e as partes sexuais é de direito ao cônjuge que prepara-as  separadas e come com descrição.
      • Nada pode sobrar do parente, até os ossos são consumidos ou destruídos.
      • O motivo é para proteger os parentes do espírito, que ficaria na aldeia agarrado ao  corpo do morto.
    • NASCIMENTO EM ROMA
      • As regras rígidas começam a ser  observadas no momento da gravidez, que significa que a mulher é "impura" e deve ficar isolada o tanto quanto possível de toda a comunidade, seu marido pode passar poucos períodos de tempo com ela durante a gravidez.
      • Tradicionalmente, o nascimento não pode acontecer na casa da família, seja uma tenda ou um vagão; porque se tornaria "impura". 
      • Existem uma variedade de rituais que devem preceder o nascimento.  
    • NASCIMENTO EM ROMA
      • Um ritual em algumas tribos envolve o desatar de certos nós para que o cordão umbilical não corra risco de ter um nó.   Algumas vezes todos os nós nas roupas da gestante são desfeitos ou cortados. Outras vezes, o cabelo da gestante será solto se estiver preso com um pino ou amarrado com uma fita.
      • Os objetos que ela toca, tais como utensílios para cozinhar e para comer ou lençois, se tornam impuros e mais tarde eles são destruídos.  Para estas tribos, ainda levam de dois a três meses até que a nova mãe possa se aproximar de seu marido ou retomar suas tarefas domésticas sem o uso de luvas.
      •  
    • NASCIMENTO EM ROMA
      • Em algumas tribos de Roma, a criança é embrulhada em faixas onde tem algumas gotas do sangue paterno. Em outros casos, a criança é coberta com uma peça de roupa que pertença ao pai.
      • É tradicional em outras tribos a mãe colocar o bebê no chão. O pai o apanha e coloca uma tira vermelha em torno de seu pescoço, reconhecendo assim que a criança é sua.
    • RITUAL DE MORTE E LUTO NA CULTURA JUDAICA
      • A lei judaica não aceita a cremação em respeito pela pessoa falecida; Deve ser enterrado na terra da qual ele veio: Proíbe-se a mutilação do corpo; Por isso a autópsias só poderá ser realizadas se necessária em Respeito pelos sentidos dos enlutados; Tem de propósito aliviar suas angústias e inquietações; Daí a exigência de que o enterro aconteça sem demora, ou seja, até três dias após a morte.
    • RITUAL DE MORTE E LUTO NA CULTURA JUDAICA
      • Característica que marca o cerimonial fúnebre: Simplicidade;
      • Todos os judeus são enterrados com mesmo tipo de traje, geralmente uma mortalha branca, demonstrando que ricos e pobres são iguais perante Deus.
      • Já os caixões são preferencialmente de madeira sem polimento para lembrar que se deve evitar funerais com ostentação.
    • MORTE NA IRLANDA
      • Os  irlandeses têm a idéia  de morte presente em suas conversas diárias, nas suas piadas e brincadeiras. O funeral é mencionado e planejado diversas vezes pelo ser em vida e é o senso de humor o grande aliado de um irlandês contra a morte.
      • Os velórios se configuravam como grandes acontecimentos sociais, com bebida, dança, diversão, e são largamente freqüentados por toda a comunidade. Os irlandeses faziam questão de mandar duas pessoas avisarem a todos os vizinhos,  sobre  sua morte.
    • MORTE NA IRLANDA
      • Acreditavam, também, ser necessário deixar uma janela aberta na hora do falecimento para que a alma pudesse escapar com mais facilidade para o ''mundo dos mortos''.   Há relatos também que cadáveres masculinos eram incluídos em jogos de carta, eram escolhidos para dançar e até mesmo bebidas eram colocadas em suas mãos.
    • MORTE NO JAPÃO
      • Os japoneses costumam celebrar uma missa após um mês da morte da pessoa, este ato se repete por 7 vezes.
      • Acredita que a alma da pessoa só encontra o seu lugar no 8º mês, não gostam que fiquem chorando, porque a pessoa não encontrará paz e o descanso espiritual, a morte para eles é considerada que a pessoa cumpriu todas sua missão determinada por Deus, preferem que a pessoas faça todas as coisas que o morto gostava quando em vida, “ao invés de chorar eles preferem continuar com a vida que levava” juntamente com a pessoa quando estava em vida. Tendo sempre em memória a pessoa falecida.
    • MORTE NO JAPÃO
      • A tradição deles é oferecer em todos as missa os pratos em homenagem a memória e costumes da pessoa falecida.
      • Tradicionalmente  em suas casa, possuem uma capela na qual guardam os restos mortais e fotos dos seus antepassados.
    • MORTE NO IRAN
      • A maioria destes rituais estão relacionados de alguma forma aos deveres de todo bom muçulmano:
      • rezar cinco vezes ao dia;
      • jejuar durante o mês de Ramadan;
      • pagar as taxas religiosas às mesquitas.
      • Também, para os muçulmanos que têm condições financeiras de fazê-lo, devem viajar pelo menos uma vez a Mecca.
    • MORTE NO IRAN
      • O corpo do morto deve ser enterrado dentro de 24 horas depois da morte. Primeiro, de acordo com a tradição islâmica, o morto deve ser lavado por um muçulmano do mesmo sexo.
      • Todo o corpo, incluindo o cabelo, é lavado, e as unhas são limpas e cortadas curtas.
    • MORTE NO IRAN
      • O corpo é submetido a outras limpezas cerimoniais, nas quais são utilizadas três soluções líquidas:
      • Sedr (uma antiga substância para limpeza),
      • Kafoor (cânfor),
      • Água pura.
      • Estas substâncias devem ser usadas respeitando a ordem acima.
    • MORTE NO IRAN
      • Durante o ritual a sequencia de limpeza também deve ser seguida:
      • Inicialmente as mãos são lavadas, depois os genitais, depois a cabeça, o lado direito e o lado esquerdo do corpo, e eventualmente o corpo inteiro é suavemente esfregado com a solução. Três lavagens são feitas com cada solução, de forma que ao todo, nove limpezas sejam realizadas. No fim, todas as aberturas do corpo como os ouvidos e as narinas são tapados com bolas de algodão.
    • MORTE NO IRAN
      • São feitas orações específicas, e a pessoa que lavou o corpo  pede a Alá várias vezes que perdoe os pecados que o morto possa ter cometido. Durante toda esta cerimônia, o corpo deve estar virado para Mecca.
      • O corpo é colocado em um pedaço grande de tecido de algodão chamado Kafan.
      • Peças menores do Kafan são usadas para envolver a parte inferior das pernas, cobrir os olhos, cobrir do abdômen até os joelhos, e os seios se a pessoa morta for uma mulher.          
      • As duas extremidades são amarradas com cordas antes do corpo ser colocado no caixão. O Kafan não deve ser costurado, e é um pecado fazê-lo.
      • Depois que o morto é envolto no Kafan, dois ou três homens carregam o corpo ao caixão, mas não o colocam aí imediatamente.
      MORTE NO IRAN
      • Antes, o corpo é colocado no chão, levantado e posto de volta no chão três vezes, e depois é colocado no caixão; isto simboliza a recusa do morto em deixar esta vida terrena para sempre, versos do Corão são recitados, enquanto a cada intervalo alguém grita, "Não existe outro deus além de Alá". Tocar o caixão e ajudar a carregá-lo (por pelo menos sete passos) são considerados uma bênção.
      MORTE NO IRAN
      • Outras datas importantes relacionadas aos rituais funerários são: o sétimo dia, o trigésimo dia, o quadragésimo dia, e o aniversário de um ano. Em cada um destes dias, os parentes e qualquer um que deseje fazê-lo visita a sepultura do morto e coloca flores, ou joga água de rosas, e reza pelo falecido.
      • Na tradição zoroástrica, os parentes e amigos do defunto usam branco, e o choro ou outras formas drásticas de comportamento são restritamente proibidas, porque se crê que estas coisas perturbam a alma do morto. Na tradição iraniana pós-Islâmica, entretanto, a cor do luto é o negro, e o choro mais feroz é aceitável e prescrito, não em uma forma escrita ou literal, mas da maneira como ele é praticado e aceito na sociedade.
    • NASCIMENTO NO BRASIL
      • No Brasil, há várias formas de  comemorar o nascimento de crianças.  O nascimento é comemorado com muita festa, e em algumas culturas ascendem charutos para comemorar o nascimento e usa-se a expressão nasceu  o  “varão da família”, em outras, usam a expressão como beber mijo do bebê.
      • Na Bahia, algumas cidades soltam fogos, reúnem a família e amigos para um almoço, fazem pirão de galinha caipira, churrasco, bebidas, sendo esta especialmente temperada com “pinga com raízes e folhas”.
    • NASCIMENTO NO BRASIL
      • O umbigo é guardado e  enterrado no meio da porteira do curral, para que a criança quando crescer se torne fazendeiro(a), outros enterram porque acreditam que se o umbigo desaparecer  se tornará ladrão.
      • Em São Paulo, os amigos e familiares levam presentes para o bebê, sendo que em algumas famílias cada pessoa que visita a criança tira uma foto com o mesmo. Todos comemora o nascimento através de um almoço, jantar ou chá da tarde.
    • MORTE  NO BRASIL
      • Existe um modo Brasileiro de Lidar com a Morte e o Luto.
      • Os homens tendem a cuidar dos aspectos administrativos do funeral, enquanto que às mulheres cabem as funções afetivas.
      • Todas as culturas, ao longo da história, têm seu modo próprio de lidar com a morte e de enfrentar o luto. Seguindo uma tradição cristã, predominantemente católica, identificam-se no Brasil modos que se assemelham e se distinguem, a partir de características culturais, expressas nas diferenças regionais.
      •  
    • MORTE  NO BRASIL
      • Nas sociedades modernas, esquecer o morto é positivo, não há luto, nem são encorajados contatos com os mortos, com aquilo que lembre o passado.
      • Nas sociedades tradicionais, porém, há obrigações diante dos mortos, seus aniversários de nascimento e morte são lembrados e sua memória deve ser cultuada.
      • No dia dos mortos, as famílias visitam os cemitérios, os túmulos são limpos e enfeitados com flores, são feitas orações.
    • MORTE  NO BRASIL
      • Para os católicos, é importante ter a presença de um religioso nos momentos que antecedem a morte, para ouvir a confissão da pessoa e dar-lhe os últimos sinais de perdão e da presença divina.
      • Bebês que correm risco de vida devem ser batizados, para que não morram pagãos.
      • Durante o funeral, é freqüente que um padre compareça para as últimas orações ou talvez mesmo para celebrar uma missa. No velório, o caixão é mantido aberto sempre que possível (exceção para os casos em que o corpo estiver muito deformado ou quando houver risco de contaminação, como no caso de pessoas mortas por complicações relacionadas à AIDS, por exemplo), é feita uma vigília que pode durar até 24hs após a morte (embora nos grandes centros a tendência seja a de abreviar esse período).
      MORTE  NO BRASIL
      • Ainda assim, os de fé católica celebram uma missa no 7o dia, que tem uma grande importância no aspecto social, pois reúne as pessoas que estiveram presentes no funeral, bem como aquelas que não puderam comparecer. Celebra-se também uma missa no 30º. dia, mas com uma importância bem menor do que a primeira. Quando é completado o 1º ano de morte, também é celebrada uma missa. A cremação é recente no país e há crematórios em poucas cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Nestas cidades, porém, é crescente o número de pessoas que querem receber este tratamento.
      MORTE  NO BRASIL
    • OS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DIANTE DO ÓBITO
      • A constatação da morte de alguém de quem cuidamos traz sensações como impotência e fuga.
      • A partir de relatos de alguns profissionais, pudemos pensar sobre a nossa formação, que prioriza a ilusão de manter a vida a alguém e, por isso, se emociona diante da morte.
      • Independentemente de suas emoções diante do momento da morte, o prepara do corpo daquele que esteve sob os seus cuidados e que, dependendo do tempo de internação, de seu nível de consciência pregresso, pode ter criado uma interação com a equipe, tornando o exercício da técnica do preparo do corpo muito difícil.
    • OS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DIANTE DO ÓBITO
      • É impossível não se emocionar, irritar, angustiar, ou ainda, ficar perplexo diante da morte expressa num corpo que momento antes estava vivo.
      • Diante do corpo morto com a presença ou não da família, a enfermagem nuca deve falar sobre vários assuntos, com brincadeiras descabidas.
    • DIFICULDADE DO PROFISSIONAL DIANTE DA MORTE
      • É comum, em algumas clínicas, quando o profissional chega em seu Plantão, havendo um cliente na iminência de morrer, ouvir-se alguém mencionar:
      • “ o óbito não ocorrerá no meu plantão, passarei para o próximo”.
      • Sendo esta uma tentativa  clara de não ter que presenciar/ participar do fato.
    • DIFICULDADE DO PROFISSIONAL DIANTE DA MORTE
      • Assim, é preciso presumir que a formação e a cultura sobre a morte nasce na família, pois é ela quem nos indica o olhar sobre a morte.
      • O morrer do nosso cliente, as implicações socioe-mocionais que isto traz são inúmeras e de difícil resolução.
      • Entende-se ainda que este processo deve ser continuo, independente de ter sido iniciado ou não na formação. Possivelmente, com isto estaremos mais preparados emocionalmente para o preparo do corpo, quando o exercício profissional o exigir.
    • CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO CLIENTE NA FASE TERMINAL
      • Apoiar o cliente a medida que reflita sua vida e seus valores;
      • Apreciar e compreender a doença a partir de perspectiva do paciente ; Ser sensível e respeitar a cultura do cliente e da família;
      • Escutá-lo atentamente;
      • Ajudá-lo a explorar as  diferentes maneiras de encontrar significados para sua vida;
      • O cliente em fase terminal deve receber suporte físico e emocional do enfermeiro para reduzir o medo e a  solidão no estágio terminal.
    •  
      • “ A vida humana pode ser resumida em três fatos importantes: nascer, viver e morrer. Mas o homem se sente nascer, sofre ao ,morrer e se esquece de viver.”
      • (LA bruyere)