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grupo de focoPode-se afirmar que a origem do grupode foco (focus group) foi a partir de umaadaptação do marketing.Entretan...
grupo de focoEm termos operacionais, o grupo de foco,ou “focus group”, consiste em reunir umgrupo de pessoas que são orien...
grupo de focoO grupo de foco pode ser utilizado paradescobrir reações, explicitar requisitos doparticipante, descobrir pre...
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grupo de focoO grupo de foco é uma técnica:•  Eficaz para desenvolver conceitos.•  Eficaz para avaliar primeiras•  impress...
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grupo de focoO grupo de foco tende a ser maisexploratório e menos estruturado do queoutros métodos de avaliação deinterfac...
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grupo de focoAo invés de proverem respostasquantitativas para uma perguntaespecífica, os participantes de um grupode foco ...
grupo de foco:procedimentos
procedimentosNo grupo de foco é essencial a figura dolíder, que conduz toda a discussão e osparticipantes.Seu trabalho é a...
procedimentosEste roteiro não é estruturado de formarígida. Seus objetivos são:•  Permitir que os participantes prossigam•...
procedimentosÉ comum o líder recorrer a um arranjo deperguntas.Este arranjo é utilizado quando umparticipante não é capaz ...
procedimentosDeve-se evitar perguntas “carregadas”,ou seja:•  Capazes de conduzir as respostas,•  dando a impressão que ce...
procedimentosDeve-se utilizar uma linguagem neutra,onde o palavreado do líder não dá aimpressão de que ele espera resposta...
procedimentosEntretanto, as perguntas devem serutilizadas apenas para continuar adiscussão e não como uma maneira deredire...
procedimentosComo em todas as técnicas queenvolvem perguntas abertas, opesquisador pode enfrentar algunsproblemas durante ...
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procedimentosO entusiasmo com que a conversaprossegue após a exposição do problemapode ser um indicador deste fato.Caso o ...
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procedimentosQuanto mais participantes no grupo,maiores serão as chances dissoacontecer, pois caso hajam poucossujeitos, e...
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procedimentosA conseqüência para este fato podeapresentar-se através de tédio, irritaçãoe/ou frustração.Isto pode fazer co...
procedimentosÉ trabalho do líder do grupo assegurarque todos os participantes estejamenvolvidos da mesma maneira, nãoimpor...
grupo de foco: referênciasbibliográficas
referências bibliográficas:      livros
referências bibliográficas: livros            •  An introduction to usability            •  Patrick W. Jordan
referências bibliográficas: livros            •  Avaliação e projeto no design de            •  interfaces            •  J...
referências bibliográficas: livros•  Improving your human-computer interface: a pratical technique•  Andrew Monk•  Peter W...
referências bibliográficas:    artigos
referências bibliográficas: artigos•  Satisfação do usuário e sua importância para o projeto de interfaces•  Robson Santos...
grupo de foco:sobre o professor
sobre o professor       Eduardo Rangel Brandão atua desde 1995 na criação de produtos digitais. É gestor da       equipe d...
fim :-)Eduardo Rangel Brandão, M.Sc.brandaoedu@gmail.comwww.eduardobrandao.com
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Aula do curso de Pós-Graduação em Ergodesign de Interfaces: Usabilidade e Arquitetura de Informação da PUC-Rio. Mais informações em http://www.eduardobrandao.com/aulas/tecnicas-pesquisa/grupo-de-foco/

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Grupo de foco

  1. 1. grupo de focoEduardo Rangel Brandão, M.Sc.A reprodução, total ou parcial, dos textos e imagens deste documento só é permitida para fins não comerciais,sendo obrigatória a citação da fonte.
  2. 2. O conteúdo desta aula foi ministrado no Curso de Pós-Graduação em Ergodesign de Interfaces: Usabilidade e Arquitetura de Informação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  3. 3. grupo de focoPode-se afirmar que a origem do grupode foco (focus group) foi a partir de umaadaptação do marketing.Entretanto, nas pesquisas de marketing,utiliza-se um número de 8 a 12participantes. Só que a investigação deproblemas de usabilidade tende aenvolver menos pessoas, tipicamente 5ou 6 indivíduos.
  4. 4. grupo de focoEm termos operacionais, o grupo de foco,ou “focus group”, consiste em reunir umgrupo de pessoas que são orientadas adiscutir sobre um assunto particular(assunto pré-determinado).É uma técnica eficaz para desenvolverconceitos e avaliar impressões.
  5. 5. grupo de focoO grupo de foco pode ser utilizado paradescobrir reações, explicitar requisitos doparticipante, descobrir prejuízos, além detraçar idéias sobre o que as pessoaspensam em relação a uma interface.
  6. 6. grupo de focoO grupo de foco pode abranger, porexemplo:•  As experiências dos usuários em•  relação à utilização de uma interface.•  Os requerimentos para uma nova•  interface.
  7. 7. grupo de focoO grupo de foco pode abranger, porexemplo (continuação):•  As informações sobre o contexto onde•  realiza-se tarefas específicas.•  Os problemas de usabilidade que são•  associados com a utilização de uma•  interface.
  8. 8. grupo de focoO grupo de foco é uma técnica:•  Eficaz para desenvolver conceitos.•  Eficaz para avaliar primeiras•  impressões, ainda nas fases iniciais do•  desenvolvimento de uma interface.
  9. 9. grupo de focoAtravés do grupo de foco, procura-seobter opiniões advindas de diversospontos de vista.Pelo fato de ser necessário um fluxoconstante de discussão, o grupo deve teruma média de 6 participantes.
  10. 10. grupo de focoDe forma geral:•  Deve-se realizar mais de um grupo de•  foco.•  Pois os resultados de uma única sessão•  podem não ser suficientemente•  representativos.
  11. 11. grupo de focoA técnica de “focus group” pode sercompreendida como uma pesquisaqualitativa. Isto significa que seusresultados não são obtidos:•  Em porcentagem.•  Em testes estatísticos.•  Em tabelas.
  12. 12. grupo de focoO grupo de foco tende a ser maisexploratório e menos estruturado do queoutros métodos de avaliação deinterfaces.
  13. 13. grupo de focoIsto permite que os pesquisadores:•  Capturem comentários subjetivos dos•  participantes.•  Avaliem considerações, percepções,•  sentimentos, atitudes e motivações dos•  participantes.
  14. 14. grupo de focoAo invés de proverem respostasquantitativas para uma perguntaespecífica, os participantes de um grupode foco fornecem respostas qualitativas,advindas da discussão em relação a umconjunto de tópicos.
  15. 15. grupo de foco:procedimentos
  16. 16. procedimentosNo grupo de foco é essencial a figura dolíder, que conduz toda a discussão e osparticipantes.Seu trabalho é assegurar que todos osparticipantes tenham a mesma chance deexpor suas opiniõesPara isso, o líder segue um roteiro deassuntos para conduzir a discussão.
  17. 17. procedimentosEste roteiro não é estruturado de formarígida. Seus objetivos são:•  Permitir que os participantes prossigam•  em determinadas direções, conforme o•  desejo do grupo.•  Assegurar que os pontos levantados•  serão aqueles que mais preocupam tais•  indivíduos.
  18. 18. procedimentosÉ comum o líder recorrer a um arranjo deperguntas.Este arranjo é utilizado quando umparticipante não é capaz de pensar emalgo útil para dizer.Entretanto, é importante que o arranjo deperguntas seja simplesmente um meio deprovocar mais discussões.
  19. 19. procedimentosDeve-se evitar perguntas “carregadas”,ou seja:•  Capazes de conduzir as respostas,•  dando a impressão que certa interface•  avaliada é fácil ou difícil de ser utilizada.•  Capazes de fazer com que os•  participantes sintam-se tentados a•  concordar com a opinião do líder.
  20. 20. procedimentosDeve-se utilizar uma linguagem neutra,onde o palavreado do líder não dá aimpressão de que ele espera respostasparticulares dos participantes.As perguntas devem fornecer algoconcreto para os participantes discutireme devem servir para dar continuidade àconversação, gerando respostasgenuínas.
  21. 21. procedimentosEntretanto, as perguntas devem serutilizadas apenas para continuar adiscussão e não como uma maneira deredirecionar totalmente a conversa.Mesmo as perguntas neutras têm ainconveniência de poder conduzir osparticipantes através de assuntos quepodem ser de pouca importância paraeles.
  22. 22. procedimentosComo em todas as técnicas queenvolvem perguntas abertas, opesquisador pode enfrentar algunsproblemas durante a análise dosresultados do grupo de foco quando eleprecisa interpretar o motivo de umdeterminado assunto não ter sidomencionado durante a discussão.
  23. 23. procedimentosAo ser apontado, talvez um determinadoproblema:•  Não seja do interesse dos participantes.•  Ninguém do grupo pensou no assunto•  até aquele momento.
  24. 24. procedimentosO entusiasmo com que a conversaprossegue após a exposição do problemapode ser um indicador deste fato.Caso o líder continue em dúvida, omelhor a fazer é perguntar o quanto oassunto é importante para osparticipantes do grupo de foco.
  25. 25. procedimentosQuanto mais pessoas participarem dogrupo, maiores serão as chances deinteração entre eles.Certamente, uma das grandes vantagensdo grupo de foco é o fato do comentáriode uma pessoa poder gerar umacontribuição útil de outro indivíduo.
  26. 26. procedimentosQuanto mais participantes no grupo,maiores serão as chances dissoacontecer, pois caso hajam poucossujeitos, este efeito pode não seralcançado.
  27. 27. procedimentosOutro fator, entretanto, é a chance detodos os participantes expressarem suasopiniões. Nesse sentido, será maisbenéfico:•  Que utilizem-se poucos indivíduos.•  Senão as pessoas terão que esperar•  muito tempo antes de terem a chance•  de falar.
  28. 28. procedimentosA conseqüência para este fato podeapresentar-se através de tédio, irritaçãoe/ou frustração.Isto pode fazer com que algunsindivíduos sintam-se excluídos doprocedimento e percam a boa vontade decontribuir.
  29. 29. procedimentosÉ trabalho do líder do grupo assegurarque todos os participantes estejamenvolvidos da mesma maneira, nãoimporta o quanto sejam reservados parafalar ou não.
  30. 30. grupo de foco: referênciasbibliográficas
  31. 31. referências bibliográficas: livros
  32. 32. referências bibliográficas: livros •  An introduction to usability •  Patrick W. Jordan
  33. 33. referências bibliográficas: livros •  Avaliação e projeto no design de •  interfaces •  José Guilherme Santa Rosa •  Anamaria de Moraes
  34. 34. referências bibliográficas: livros•  Improving your human-computer interface: a pratical technique•  Andrew Monk•  Peter Wright•  Jeanne Haber•  Lora Davenport
  35. 35. referências bibliográficas: artigos
  36. 36. referências bibliográficas: artigos•  Satisfação do usuário e sua importância para o projeto de interfaces•  Robson Santos•  3º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade, Design de Interfaces e Interação Humano-•  Computador (2004)•  A aplicação da técnica “focus group” no estudo ergonômico da•  interface de produtos web focados na transmissão de alta•  velocidade•  Eduardo Ariel de Souza Teixeira•  Anamaria de Moraes•  13º Congresso Brasileiro de Ergonomia (2004)
  37. 37. grupo de foco:sobre o professor
  38. 38. sobre o professor Eduardo Rangel Brandão atua desde 1995 na criação de produtos digitais. É gestor da equipe de UX (User eXperience) na área de novas mídias da Globosat, onde desenvolve projetos de sites e aplicativos (smartphones, tablets, smart-TVs, set-top boxes, consoles de games, etc.) para canais de televisão como GNT, SporTV, Multishow, Viva, Gloob, Telecine, Universal Channel, GloboNews, Canal Brasil, MegaPix, SyFy, Futura, PremiereFC, Combate, Sexy-Hot, Off, Muu, Philos, entre outros. É professor em cursos de pós-graduação, em disciplinas correlatas a arquitetura de informação, design de interfaces, usabilidade, interação humano-computador e metodologia de pesquisa. Participa do comitê organizador e do comitê técnico científico de congressos internacionais nas áreas de ergonomia, usabilidade, design de interfaces e interação humano-computador. Trabalhou como arquiteto de informação na Globo.com e como designer de interfaces nas empresas Agência Click, Starmedia, Cadê?, MTEC Informática e Rio Datacentro. Atuou em projetos para Amil, Banco do Brasil, Brasil Telecom, Oi, Petrobras, White Martins, Fundação Planetário, Museu Villa-Lobos, Projeto Portinari, Plaza Shopping Niterói, Pinto de Almeida Engenharia, Decta Engenharia, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. Publicou diversos trabalhos (entre capítulos de livros, monografias, dissertações e artigos em congressos), concluiu 7 orientações e 38 co-orientações de monografias de alunos de pós-graduação lato sensu e participou de 44 bancas examinadoras em cursos de pós-graduação lato sensu. TITULAÇÃO: mestre em interação humano-computador, especialista em ergonomia e usabilidade e bacharel em desenho industrial, nas habilitações de comunicação visual e projeto de produto.
  39. 39. fim :-)Eduardo Rangel Brandão, M.Sc.brandaoedu@gmail.comwww.eduardobrandao.com

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