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Capítulo 2: Apreciação ergonômica
 

Capítulo 2: Apreciação ergonômica

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Monografia de especialização “Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte”. Página 12 até 95. Mais informações ...

Monografia de especialização “Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte”. Página 12 até 95. Mais informações em http://www.eduardobrandao.com/publicacoes/monografia-especializacao/capitulo-2-apreciacao-ergonomica/

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    Capítulo 2: Apreciação ergonômica Capítulo 2: Apreciação ergonômica Document Transcript

    • 2.Apreciação ergonômica2.1.O que é ergonomia? Em agosto de 2000, a IEA - Associação Internacional de Ergonomia adotoua definição oficial apresentada a seguir: a Ergonomia (ou Fatores Humanos) éuma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre osseres humanos e outros elementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios,dados e métodos a projetos a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenhoglobal do sistema. Os ergonomistas contribuem para o planejamento, projeto e a avaliação detarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas de modo a torná-loscompatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas. De acordo com o LEUI - Laboratório de Ergonomia e Usabilidade deInterfaces em Sistemas Humano-Tecnologia, situado na PUC-Rio, a ergonomia éuma tecnologia projetual - ela visa não só o estudo mas a mudança. Como uma tecnologia substantiva, a ergonomia utiliza os resultados depesquisas descritivas e experimentais de fisiologia, psicologia, biomecânica comobases empíricas para o projeto de máquinas, equipamentos, documentos,interfaces, software, ambientes, tarefas, organização do trabalho, programasinstrucionais, seguros, confortáveis e fáceis de usar. Como uma teoria tecnológicaoperativa, a ação ergonômica objetiva resolver problemas na interface humano-tecnologia, usando métodos científicos da sociologia, da psicologia, daantropologia, da abordagem sistêmica e da própria ergonomia. Finalmente, deve-se enfatizar que a ergonomia tem como foco principal o ser-humano, como um serintegral, o que significa recuperar o sentido antropológico do trabalho, produzindoconhecimento para desalienação do trabalho, para mudar e transformar o mundo.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 13aéreo de um aeroporto de pequeno porte2.2.Domínios de especialização da ergonomia A palavra Ergonomia deriva do grego Ergon, que significa trabalho, eNomos, que significa normas, regras e leis. Trata-se de uma disciplina orientadapara uma abordagem sistêmica de todos os aspectos da atividade humana. Paradarem conta da amplitude dessa dimensão e poderem intervir nas atividades dotrabalho é preciso que os ergonomistas tenham uma abordagem holística de todo ocampo de ação da disciplina, tanto em seus aspectos físicos e cognitivos, comosociais, organizacionais, ambientais, etc. Freqüentemente esses profissionaisintervêm em setores particulares da economia ou em domínios de aplicaçãoespecíficos. Esses últimos caracterizam-se por sua constante mutação, com acriação de novos domínios de aplicação ou do aperfeiçoamento de outros maisantigos. De maneira geral, os domínios de especialização da ergonomia são: • Ergonomia física: está relacionada com às características da anatomia humana, antropometria, fisiologia e biomecânica em sua relação a atividade física. Os tópicos relevantes incluem o estudo da postura no trabalho, manuseio de materiais, movimentos repetitivos, distúrbios músculo-esqueletais relacionados ao trabalho, projeto de posto de trabalho, segurança e saúde; • Ergonomia cognitiva: refere-se aos processos mentais, tais como percepção, memória, raciocínio e resposta motora conforme afetem as interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. Os tópicos relevantes incluem o estudo da carga mental de trabalho, tomada de decisão, desempenho especializado, interação homem-computador, stress e treinamento conforme esses se relacionem a projetos envolvendo seres humanos e sistemas; • Ergonomia organizacional: concerne à otimização dos sistemas sóciotécnicos, incluindo suas estruturas organizacionais, políticas e de processos. Os tópicos relevantes incluem comunicações, gerenciamento de recursos de tripulações (CRM - domínio aeronáutico), projeto de trabalho, organização temporal do trabalho, trabalho em grupo, projeto
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 14aéreo de um aeroporto de pequeno porte participativo, novos paradigmas do trabalho, trabalho cooperativo, cultura organizacional, organizações em rede, tele-trabalho e gestão da qualidade.2.3.O que é apreciação ergonômica? Segundo MORAES e MONT`ALVÃO (2003), a apreciação ergonômica é aprimeira etapa da intervenção ergonomizadora, e consiste em mapear osproblemas ergonômicos de uma determinada empresa (sistema). Durante esta fase, são realizadas observações no local de trabalho,entrevistas com os trabalhadores, além de registros fotográficos e em vídeo, com oobjetivo de delimitar os problemas que possam ser resolvidos sob o foco daergonomia. No final deste processo de apreciação, são apresentados quadros coma caracterização e posição serial do sistema, a ordenação hierárquica do sistema, aexpansão do sistema, a modelagem comunicacional do sistema, além de uma listacom os problemas encontrados. Isto fornece parâmetros para o ergonomista priorizar e consolidar osproblemas, de acordo com a tabela G.U.T. (Gravidade x Urgência x Tendência),além de permitir o desenvolvimento de um quadro de parecer ergonômico, ondeos principais problemas serão identificados e analisados. Ao terminar esta fase deapreciação ergonômica, o ergonomista também aborda algumas sugestõespreliminares de melhoria.2.4.Sistema alvo O sistema alvo desta pesquisa são os postos de trabalho dos controladoresde tráfego aéreo de um aeroporto de pequeno porte. MEISTER apud MORAES e MONT`ALVÃO (2003) afirma que nocontexto da ergonomia, o conceito de sistema significa que o desempenhohumano no trabalho só pode ser corretamente conceituado em termos do todoorganizado e que, para o desempenho do trabalho, este todo organizado é o
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 15aéreo de um aeroporto de pequeno portesistema homem-máquina (interação do ser-humano com utensílios, equipamentos,máquinas e ambientes). A modificação em uma ou mais partes do todo organizadoresulta em alteração em pelo menos uma outra parte deste todo. A interação entreas partes visa a um determinado fim, segundo um conceito de organização(equilíbrio e desenvolvimento do sistema). SCHODERBEK apud MORAES e MONT`ALVÃO (2003) caracterizasistema como um conjunto de objetos junto com as relações entre os objetos eentre seus atributos relacionados uns com os outros e com o ambiente deles demodo a formar um todo. Os objetos são as funções básicas desempenhadas pelaspartes do sistema.2.5.Por quê o controlador de tráfego aéreo? Segundo ITANI (2003), o crescimento do setor de transporte aéreo éinegável. Através das inovações tecnológicas, é possível deslocar uma maiorquantidade de passageiros por ano. Essas mudanças possuem um grande impactono processo de trabalho do sistema de transporte aéreo, que compreende odeslocamento, a partida e a chegada de aeronaves, envolvendo várias categoriasde trabalhadores da aviação civil, como aeronautas e controladores de tráfegoaéreo. ITANI (2003) afirma ainda que está ocorrendo uma preocupação com areorganização dos serviços dos aeroportos, devido a pressão dos passageiros noatendimento mais eficiente de balcão e serviços de terra. Mas o mesmo não ocorrecom as demais atividades. Os controladores de tráfego aéreo são uma dascategorias mais afetadas por este crescimento acelerado do sistema de transporteaéreo. As torres de controle continuam empregando a mesma quantidade depessoas em suas equipes, onde os controladores trabalham em condiçõesdesfavoráveis, como longas jornadas junto a monitores de vídeo, controlandoaeronaves em alta velocidade, chegando a monitorar 12 aviões nos períodos depico, quando só conseguiria dar conta de no máximo 6.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 16aéreo de um aeroporto de pequeno porte ITANI (2003) também comenta o fato de que o controlador de tráfego aéreogeralmente não possui assistência médica ou hospitalar, e muitos requeremsuporte psicológico especializado para enfrentar as inúmeras situações de trabalhoque provocam estresse. A condição é agravada pela remuneração baixa einexistência de um plano de carreira, o que tem levado muitos deles a procurarempor uma segunda atividade para manter o sustento da família. Essa precariedadede condições de vida e trabalho pode ser classificada como uma situação limite deriscos ao bem-estar destes profissionais. Para GRANDJEAN (1998), o problema de fadiga nos controladores detráfego aéreo pode causar riscos de falhas de orientação, gerando acidentes aéreos.Segundo o autor, os controladores precisam observar na tela do computador osmovimentos das aeronaves e ao mesmo tempo dar instruções e orientações porrádio aos pilotos de aviões, helicópteros e outros locais da segurança de vôo. Umcontrolador de tráfego aéreo fica, por dia de trabalho, cerca de 3 horas e meiaolhando continuamente para a tela de computador, que fornece cerca de 800informações codificadas. De acordo com GRANDJEAN (1998), a atividade do controlador de vôorequer exigências altas na atenção prolongada, relacionada com umaresponsabilidade elevada. Além disso, podem se instalar nessa profissão reaçõesde estresse. Após 4 horas de trabalho, ocorre uma sensível diminuição dacapacidade subjetiva de prontidão da produção, ocasionando um forte aumento dafadiga. GRANDJEAN (1998) recomenda: profissões com altas exigências deatenção prolongada, onde as primeiras limitações da capacidade da produção seinstalam após 4 horas, a jornada de trabalho deve ser planejada para que a duraçãoe as pausas evitem ao máximo o aumento do risco de acidentes por fadiga. Hojeem dia, a disposição do tempo de trabalho usual de uma profissão como a docontrolador de tráfego aéreo ainda não contempla estas características. Pelos motivos apresentados anteriormente, o estudo dos postos de trabalhodos controladores de tráfego aéreo foi considerado como um tema importante para
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 17aéreo de um aeroporto de pequeno porteo desenvolvimento de uma pesquisa sobre a intervenção ergonomizadora emsistemas homem-tarefa-máquina. Estes profissionais desempenham suas tarefasem um ritmo intenso de trabalho, além de possuírem uma tarefa repetitiva eestressante, onde o menor erro pode custar vidas humanas.2.6.História do aeroporto de pequeno porte Em 1927 a linha Aeropostale inaugurou as comunicações aéreas entre aEuropa e o Brasil. Sua base localizava-se nos Afonsos, onde fica hoje a BaseAérea. Porém, o Campo dos Afonsos estava freqüentemente impedido pelanebulosidade e os vôos eram feitos a altitudes muito baixas, praticamente rasantes,ao longo do litoral e sobre o mar. Dependendo das condições meteorológicas,tornava-se difícil transpor a serra existente em Jacarepaguá para atingir osAfonsos. Foi quando surgiu a idéia de um campo auxiliar. Durante muitos anos o atual aeroporto recebeu aviões da companhiaAeropostale (mais tarde Air France). Em 14 de setembro de 1944, o local docampo Air France passou para a jurisdição do Ministério da Aeronáutica. A áreapassou a ser utilizada pela Força Aérea Brasileira para treinamento de cadetes e deoficiais aviadores. Em 19 de setembro de 1966 o campo de pouso foi transformado emaeródromo para aviação civil de pequeno porte e serviços correlatos, ficando acargo do Ministério da Aeronáutica a elaboração do plano geral do aeroporto e dassuas respectivas instalações. Em 1969, o Aeroporto começou a ser realmente construído, iniciando poruma estação de passageiros, um pátio para estacionamento de aeronaves e trêshangares para manutenção. As obras terminaram em 28 de dezembro de 1970 eem 19 de janeiro de 1971 o Ministério de Aeronáutica autorizou, oficialmente, oinício das operações no aeroporto.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 18aéreo de um aeroporto de pequeno porte2.7.Classificação do aeroporto de pequeno porte • Tipo: público; • Utilização: aviação geral, sendo 66% asa rotativa (helicópteros) e 34% asa fixa. Não opera transporte regular; • Pátio de manobras: 15 posições de estacionamento para asa rotativa e 31 posições de estacionamento para aeronaves de asa fixa de pequeno porte; • Homologação: diurno. Noturno até as 22h, somente para helicópteros (spot nº 3).2.8.Características do aeroporto de pequeno porte • Aviação geral; • Escolas de pilotagem; • Propaganda aérea; • Pára-quedismo; • Empresas de manutenção de aeronaves; • Atividade comercial.2.9.Dados estatísticos do aeroporto de pequeno porte • Movimento do aeroporto: o movimento do aeroporto, tanto no segmento de passageiros quanto no de aeronaves, é constituído pela aviação geral, aparecendo o lazer e a instrução de vôo como os principais motivos geradores de tráfego; • Movimento diário: a média diária em novembro de 2000 era de 281 pousos e decolagens (considerando toques e arremetidas); • Perfil da clientela: classe A (passageiros VIP), além de pilotos e futuros pilotos que recebem treinamento no Aeroclube do Brasil e em outras empresas especializadas em instrução.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 19aéreo de um aeroporto de pequeno porte2.10.Efetivo do aeroporto de pequeno porte • Superintendência: 3 funcionários; • Gerência de Operações, Segurança e Manutenção: 27 funcionários; • Gerência de Navegação Aérea: 26 funcionários; • Gerência Administrativa Financeira: 13 funcionários; • Seção Comercial: 5 funcionários; • Total: 74 funcionários.2.11.Localização do aeroporto de pequeno porte O aeroporto de pequeno porte situa-se na baixada de Jacarepaguá, asudoeste da cidade do Rio de Janeiro, a aproximadamente 30 km do centro dacidade. O aeroporto tem dois milhões de metros quadrados, limitado ao norte pelaLagoa de Jacarepaguá, ao sul por uma área de reserva biológica do município doRio de Janeiro (Bosque da Barra) e a leste/oeste por terras de terceiros. Alocalização do aeroporto (Barra da Tijuca) facilita o deslocamento de executivos,artistas, moradores e visitantes em viagens de lazer ou de negócios.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 20aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 1 - Vista aérea do aeroporto de pequeno porte.Figura 2 - Localização da torre de controle do aeroporto de pequeno porte.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 21aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 3 - Operação do aeroporto de pequeno porte: situação 1.Figura 4 - Operação do aeroporto de pequeno porte: situação 2.2.12.Os controladores de tráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte Ao todo são 10 controladores de tráfego aéreo, sendo que um delesdesempenha apenas tarefas administrativas. O trabalho é dividido em 4 turnos de6h, classificados como turno Alpha, turno Beta, turno Charlie e turno Delta. Acada 4 dias trabalhados, o controlador recebe uma folga.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 22aéreo de um aeroporto de pequeno porte Início do turno Final do turno Horário de almoço Turno A (Alpha) 5h 45m 11h 45m 10h - 10h15m Turno B (Beta) 7h 45m 13h 45m 10h 15m - 10h 30m Turno C (Charlie) 11h 45m 17h 45m 14h 45m - 15h Turno D (Delta) 13h 15m 19h 15m 15h - 15h15mTabela 1 - Horários dos turnos dos controladores de tráfego aéreo do aeroporto depequeno porte.2.13.Configuração dos postos de trabalho dos controladores de tráfegoaéreo do aeroporto de pequeno porte A administração do aeroporto de pequeno porte procura realizar o controlede tráfego aéreo com 3 controladores na torre. São 5 posições de atendimento, ouseja, 2 rádios e 3 telefones. O desenho representa a planta baixa da torre decontrole.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 23aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 5 - Planta baixa da torre de controle do aeroporto de pequeno porte. Equipamentos e mobiliário da torre de controle1. Vento, temperatura e pressão. 15. Linha externa (gravação de todas as2. Programa de computador para conversas).controle do tráfego. 16. Rádio de comunicação com as3. Rádio de comunicação com o pátio. aeronaves em vôo.4. Pressão (aparelho analógico). 17. Telefone externo (sem gravação das5. Vento (medido através do ponto médio conversas).da pista). 18. Cadeira do controlador 1.6. Vento (aparelho analógico). 19. Cadeira do controlador 2.7. Vento (aparelho analógico). 20. Cadeira do controlador 3.8. Rádio auxiliar. 21. Cadeira para eventuais visitantes.9. Programa de computador para 22. Armário (utilizado como mesa -controle do tráfego. café/forninho).10. Vento, temperatura e pressão. 23. Servidor (controla os outros11. Pressão. computadores).12. Rádio de comunicação com as 24. Bebedouro.aeronaves no solo. 25. Alçapão (entrada/saída - via escada13. Telefone de contato com órgãos de “caracol”).controle aéreo. 26. Saída de emergência (para uma14. Hotline com a sala S (controle dos pequena laje).planos de vôo).Tabela 2 - Descrição dos equipamentos e mobiliário da torre de controle do aeroporto depequeno porte.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 24aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 6 - Localização do posto do primeiro controlador de tráfego aéreo (aeronaves emterra).Figura 7 - Localização do posto do segundo controlador de tráfego aéreo (aeronaves emterra/vôo).
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 25aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 8 - Localização do posto do terceiro controlador de tráfego aéreo (aeronaves emvôo).2.14.A voz dos controladores de tráfego aéreo Foi realizada, sob a forma de bate-papo, uma entrevista não-estruturada comcada um dos controladores de tráfego aéreo. Buscava-se obter opiniões sobre ascondições da torre de controle e da tarefa desempenhada. Evitou-se abordaralguma parte específica dos postos de trabalho, com o objetivo de conhecer oambiente estudado através de uma visão generalizada, para futuramente destacaros pontos considerados como carentes em melhorias. O bate-papo foi conduzido no próprio ambiente de trabalho doscontroladores, enquanto os mesmos desempenhavam a sua tarefa demonitoramento de aviões em operações de manobra pelo pátio ou em vôo. Não foiutilizado nenhum tipo de ficha ou formulário para registrar os comentários dossujeitos, apenas gravações através de uma câmera de vídeo. Com a transcriçãodestes dados, é possível observar alguns dos comentários obtidos: “A nossa bancada de controle é relativamente nova. Antigamente era toda analógica, mas os computadores foram instalados há uns 2 anos atrás. Infelizmente a altura da bancada é muito grande, e para eu enxergar a pista preciso ficar em pé”. “A distribuição dos equipamentos na bancada foi feita de uma maneira desorganizada. Nenhum controlador foi consultado sobre isso (pela administração
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 26aéreo de um aeroporto de pequeno porte do aeroporto). Tem alguns aparelhos que estão instalados no extremo oposto da minha cadeira, eu preciso ficar me esticando pra tomar alguma informação”. “A torre de controle deveria estar em outro local. O tráfego aéreo passa pelas nossas costas, quando deveria ser o contrário (passar pela frente da torre). A gente precisa ficar virando o pescoço e o tronco para trás o tempo todo, ou então trabalhar com a nossa cadeira em uma posição perpendicular à bancada de controle, para enxergar a aeronave se aproximando”. “Estou com LER no meu braço por causa do acionamento repetitivo do botão do rádio. De vez em quando eu preciso me afastar do trabalho, meu antebraço, inclusive, já está com um calombo. Esse botão do rádio é muito duro, e para falar com a aeronave precisa apertar até o fundo, até o final, senão não funciona”. “Os equipamentos de comunicação deveriam ser auriculares. Às vezes o som do meu rádio se confunde com o do rádio dele (apontando para o outro controlador). Ou então a aeronave tem um rádio ruim, muito baixo, e a gente precisa aumentar o volume para ouvir alguma coisa. Se depois esquecemos de abaixar, quando uma aeronave com um rádio de boa qualidade nos chama em seguida, o barulho é como um estouro ensurdecedor, além de atrapalhar os outros controladores”. “O programa de computador para o controle de tráfego aéreo não atende as nossas necessidades. Ele foi desenvolvido para outro aeroporto, e funciona muito bem para aeronaves em vôo. Mas para pousos e decolagens há uma série de informações que o programa não me permite inserir. Já pedimos modificações, e até conseguimos alguns ajustes, mas ainda não foram suficientes”. “Esse trabalho é muito estressante. Às vezes eu sonho com acidentes aéreos”. “Aqui a gente se vira como pode. Eu já controlei, sozinho, todos os postos de trabalho da torre. A distribuição dos nossos turnos é desorganizada, tem horas que só ficam 2 controladores aqui em cima. Se um precisa ir até o banheiro, o outro tem que segurar as pontas. O legal desse trabalho é que a gente aprende a fazer várias coisas ao mesmo tempo. Enquanto eu estou aqui conversando contigo, também estou prestando atenção no céu e ouvindo tudo o que está sendo transmitido pelo rádio”. “Apenas 3 controladores não é um número suficiente. Este trabalho é muito cansativo e estressante. Em dias de movimento de pico, não dá tempo nem de beber água ou ir até o banheiro. A gente precisa de um quarto controlador aqui em cima. Assim, depois de 2 horas de trabalho, poderia haver um revezamento entre os postos e um dos controladores poderia estar sempre descansando”. “As nossas cadeiras são horríveis, estão quase todas quebradas. Eu não consigo nem utilizar o encosto, me dá uma sensação como se eu fosse cair para trás. Além disso, como a bancada é muito alta, eu preciso ajustar ela de uma maneira que não consigo colocar o pé no chão. Se eu ajustar a cadeira de forma que ela se encaixe na bancada, eu não consigo enxergar a pista”.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 27aéreo de um aeroporto de pequeno porte “O alçapão para entrar aqui na torre é muito grande e pesado, ocupa muito espaço. Além disso, quando a gente precisa descer até o banheiro, por exemplo, deixamos ele aberto. Se o controlador se distrai, pode cair dentro do buraco do alçapão. Já aconteceu algumas vezes (o alçapão se localiza atrás do posto de trabalho do controlador de aviões em terra). Às vezes a gente também prende a nossa roupa no alçapão, que rasga nossas calças, camisas ou faz arranhões em nossos braços e pernas”.2.15.Caracterização e posição serial do sistema O quadro que será apresentado logo em seguida mostra a caracterização eposição serial do sistema estudado (postos de trabalho dos controladores detráfego aéreo), indicando a sua meta, seus requisitos, o ambiente, as restrições, asentradas e as saídas, os resultados despropositados, assim como os sistemasalimentador e ulterior. Segundo MORAES e MONT`ALVÃO (2003), é possível classificar asdefinições acima da seguinte maneira: • Meta: missão, finalidade do sistema; • Requisitos: tudo o que o sistema deve possuir para atingir a sua meta, ou seja, são os atributos limitadores e atributos associados do sistema; • Ambiente do sistema: o ambiente está fora do sistema alvo, embora estabeleça fronteiras e limites para este sistema-alvo (que não exerce controle sobre o ambiente); • Restrições do sistema: elementos que dificultam a implementação dos requisitos; • Entradas e saídas do sistema: as entradas são as informações recebidas que determinam as ações que serão processadas para gerar as saídas. Através das saídas, é possível avaliar o desempenho do sistema; • Resultados despropositados do sistema: explicitam falhas ou desvios do sistema, como acidentes, produtos defeituosos, refugos, poluição, entre outros; • Sistema alimentador: sistema anterior ao sistema alvo; • Sistema ulterior: o sistema alvo (postos de trabalho dos controladores de tráfego aéreo) produz saídas para um sistema que lhe é posterior, justamente o sistema ulterior.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 28aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 9 - Caracterização e posição serial do sistema.2.16.Ordenação hierárquica do sistema O quadro a seguir apresenta a ordenação hierárquica do sistema estudado,ou seja, posiciona o sistema alvo de acordo com a sua continência ou inclusão emoutros sistemas hierarquicamente superiores. Além disso, explicita os sistemascontidos no sistema alvo. Tem-se, portanto, níveis hierárquicos superiores que sãoo supra-sistema e o supra-supra sistema, até o ecossistema, e níveis hierárquicosinferiores constituídos de subsistemas e sub-subssistemas.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 29aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 10 - Ordenação hierárquica do sistema.Figura 11 - Ordenação hierárquica do sistema.2.17.Expansão do sistema O próximo quadro apresenta a expansão do sistema. Todo sistema recebecomo entrada produtos provenientes de um sistema serial que o antecede e produz
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 30aéreo de um aeroporto de pequeno portesaídas que o sucede. Além disso, todo sistema também apresenta outros sistemasparalelos a ele próprio, mas que não alimentam o sistema alvo.Figura 12 - Expansão do sistema.2.18.Modelagem comunicacional do sistema A seguir será apresentado o quadro de modelagem comunicacional dosistema. O mesmo lida basicamente com a transmissão de informação,compreendendo: • Subsistemas humanos de tomada de informação e percepção (sentidos humanos envolvidos); • Subsistemas humanos de resposta e regulação (ações realizadas - palavras, gestos, deslocamentos e posturas); • Subsistemas da máquina que fornecem informações para serem processadas pelo homem; • Subsistemas da máquina que recebem as ações do homem.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 31aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 13 - Modelagem comunicacional do sistema.2.19.Fluxograma funcional ação-decisão O fluxograma funcional ação-decisão será apresentado a seguir. Estefluxograma sequencial das funções, operações e atividades realizadas em série,simultâneas, alternativas ou questionáveis, assim como as decisões implicadas, fazparte do enfoque sistêmico desta pesquisa.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 32aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 14 - Fluxograma funcional ação-decisão: situação 1 - decolagem.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 33aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 15 - Fluxograma funcional ação-decisão: situação 2 - pouso.2.20.Problematização Durante a fase de apreciação ergonômica, foram encontrados, nos postos detrabalho dos controladores de tráfego aéreo do aeroporto de pequeno porte,problemas acidentários, acionais, comunicacionais, espaciais-arquiteturais deinteriores, físico-ambientais, instrumentais, interacionais, interfaciais, naturais,operacionais e organizacionais. Tais problemas serão caracterizados a seguir,junto com algumas fotografias.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 34aéreo de um aeroporto de pequeno porte2.20.1.Problematização: problema acidentário De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemasacidentários podem ser caracterizados da seguinte maneira: • Comprometem os requisitos securitários que envolvem a segurança do trabalho, em casa e no ambiente; • Falta de dispositivos de proteção das máquinas; • Precariedade do solo, de andaimes, rampas e escadas; • Manutenção insuficiente; • Deficiência de rotinas e equipamentos para emergências e incêndios; • Falta de atendimento às normas de colocação e sinalização de extintores de incêndio.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 35aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 16 - Problema acidentário: inexistência de uma saída de incêndio adequada.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 36aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 17 - Problema acidentário: tropeções no “puxador” do alçapão de entrada/saídada torre.2.20.2.Problematização: problema acional De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemas acionaispodem ser caracterizados da seguinte maneira: • Constrangimentos biomecânicos no ataque acional a comandos e empunhaduras. Ângulos, movimentação e aceleração, que agravam as lesões por traumas repetitivos; • Dimensões, conformação e acabamento, que prejudicam a apreensão e acarretam pressões localizadas e calos.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 37aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 18 - Problema acional: acionamento repetitivo do botão do rádio.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 38aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 19 - Problema acional: acionamento repetitivo do botão do rádio.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 39aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 20 - Problema acional: acionamento repetitivo do botão do rádio.2.20.3.Problematização: problema comunicacional De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemascomunicacionais podem ser caracterizados da seguinte maneira: • Falta de dispositivos de comunicação à distância; • Ruídos na transmissão de informações sonoras ou gestuais; • Má audibilidade das mensagens radiofônicas e/ou telefônicas.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 40aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 21 - Problema comunicacional: dificuldade para ouvir, pelo rádio, as mensagensde algumas aeronaves.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 41aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 22 - Problema comunicacional: dificuldade para ouvir, pelo rádio, as mensagensde algumas aeronaves.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 42aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 23 - Problema comunicacional: vários rádios e telefones funcionando ao mesmotempo.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 43aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 24 - Problema comunicacional: vários rádios e telefones funcionando ao mesmotempo.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 44aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 25 - Problema comunicacional: vários rádios e telefones funcionando ao mesmotempo.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 45aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 26 - Problema comunicacional: vários rádios e telefones funcionando ao mesmotempo.2.20.4.Problematização: problema espacial-arquitetural De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemasespaciais-arquiteturais de interiores podem ser caracterizados da seguinte maneira: • Deficiência de fluxo, circulação, isolamento, má aeração, insolação, iluminação natural, isolamento acústico, térmico ou radioativo em função dos materiais de acabamento empregados; • Falta de otimização luminosa, da cor, da ambiência gráfica, do paisagismo.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 46aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 27 - Problema espacial-arquitetural: alçapão de entrada/saída da torre é muitogrande e pesado.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 47aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 28 - Problema espacial-arquitetural: alçapão de entrada/saída da torre é muitogrande e pesado.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 48aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 29 - Problema espacial-arquitetural: alçapão de entrada/saída da torre é muitogrande e pesado.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 49aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 30 - Problema espacial-arquitetural: alçapão de entrada/saída da torre é muitogrande e pesado.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 50aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 31 - Problema espacial-arquitetural: alçapão de entrada/saída da torre é muitogrande e pesado.2.20.5.Problematização: problema físico-ambiental De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemas físico-ambientais podem ser caracterizados da seguinte maneira: • Temperatura, ruído, iluminação, vibração, radiação acima ou abaixo dos níveis recomendados nas normas regulamentadoras.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 51aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 32 - Problema físico-ambiental: temperatura muito alta ou muito baixa, devido amá distribuição do ar-condicionado.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 52aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 33 - Problema físico-ambiental: temperatura muito alta ou muito baixa, devido amá distribuição do ar-condicionado.2.20.6.Problematização: problema instrumental De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemasinstrumentais podem ser caracterizados da seguinte maneira: • Arranjos físicos incongruentes de painéis de informações e de comandos, que acarretam dificuldades de tomada de informações e de acionamentos, em face de inconsistências de navegação e de exploração visual, com prejuízos para a memorização e para a aprendizagem.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 53aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 34 - Problema instrumental: organização incongruente dos equipamentos dabancada de controle.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 54aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 35 - Problema instrumental: organização incongruente dos equipamentos dabancada de controle.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 55aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 36 - Problema instrumental: organização incongruente dos equipamentos dabancada de controle.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 56aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 37 - Problema instrumental: organização incongruente dos equipamentos dabancada de controle.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 57aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 38 - Problema instrumental: organização incongruente dos equipamentos dabancada de controle.Figura 39 - Problema instrumental: organização incongruente dos equipamentos dabancada de controle.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 58aéreo de um aeroporto de pequeno porte2.20.7.Problematização: problema interacional De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemasinteracionais podem ser caracterizados da seguinte maneira: • Dificuldades no diálogo computadorizado, provocadas pela navegação, pelo encadeamento e pela apresentação de informações em telas de programas; • Problemas de utilidade (realização da tarefa), usabilidade (diálogo) e amigabilidade (apresentação das telas) de interfaces informatizadas.Figura 40 - Problema interacional: o programa de computador para controle de tráfegoaéreo não atende aos controladores, pois foi desenvolvido para outro aeroporto. Há umasérie de informações que o software não permite inserir.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 59aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 41 - Problema interacional: o programa de computador para controle de tráfegoaéreo não atende aos controladores, pois foi desenvolvido para outro aeroporto. Há umasérie de informações que o software não permite inserir.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 60aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 42 - Problema interacional: o programa de computador para controle de tráfegoaéreo não atende aos controladores, pois foi desenvolvido para outro aeroporto. Há umasérie de informações que o software não permite inserir.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 61aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 43 - Problema interacional: o programa de computador para controle de tráfegoaéreo não atende aos controladores, pois foi desenvolvido para outro aeroporto. Há umasérie de informações que o software não permite inserir.Figura 44 - Problema interacional: o programa de computador para controle de tráfegoaéreo não atende aos controladores, pois foi desenvolvido para outro aeroporto. Há umasérie de informações que o software não permite inserir.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 62aéreo de um aeroporto de pequeno porte2.20.8.Problematização: problema interfacial De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemasinterfaciais podem ser caracterizados da seguinte maneira: • Posturas prejudiciais resultantes de inadequações do campo de visão ou tomada de informações, do envoltório acional ou alcances e do posicionamento de componentes comunicacionais, com prejuízos para os sistemas muscular e esquelético.Figura 45 - Problema interfacial: posturas prejudiciais devido ao acionamento do alçapãode entrada/saída da torre.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 63aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 46 - Problema interfacial: posturas prejudiciais devido ao acionamento do alçapãode entrada/saída da torre.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 64aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 47 - Problema interfacial: posturas prejudiciais devido ao acionamento do alçapãode entrada/saída da torre.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 65aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 48 - Problema interfacial: posturas prejudiciais devido ao acionamento doinsufilme.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 66aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 49 - Problema interfacial: posturas prejudiciais devido ao acionamento doinsufilme.Figura 50 - Problema interfacial: posturas prejudiciais devido à altura da bancada dosequipamentos de controle.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 67aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 51 - Problema interfacial: posturas prejudiciais devido à altura da bancada dosequipamentos de controle.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 68aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 52 - Problema interfacial: posturas prejudiciais devido à inadequação das cadeirasdos controladores.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 69aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 53 - Problema interfacial: posturas prejudiciais devido à inadequação das cadeirasdos controladores.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 70aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 54 - Problema interfacial: posturas prejudiciais devido à inadequação das cadeirasdos controladores.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 71aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 55 - Problema interfacial: posturas prejudiciais devido à inadequação das cadeirasdos controladores.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 72aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 56 - Problema interfacial: posturas prejudiciais para a visualização do pátio e dapista.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 73aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 57 - Problema interfacial: posturas prejudiciais para a visualização do pátio e dapista.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 74aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 58 - Problema interfacial: posturas prejudiciais para a visualização do pátio e dapista.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 75aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 59 - Problema interfacial: posturas prejudiciais para a visualização do pátio e dapista.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 76aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 60 - Problema interfacial: posturas prejudiciais para a visualização do pátio e dapista.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 77aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 61 - Problema interfacial: posturas prejudiciais para a visualização do espaçoaéreo.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 78aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 62 - Problema interfacial: posturas prejudiciais para a visualização do espaçoaéreo.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 79aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 63 - Problema interfacial: posturas prejudiciais para a visualização do espaçoaéreo.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 80aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 64 - Problema interfacial: posturas prejudiciais para a visualização do espaçoaéreo.2.20.9.Problematização: problema natural De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemas naturaispodem ser caracterizados da seguinte maneira: • Exposição às intempéries; • Exposição excessiva ao sol.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 81aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 65 - Problema natural: sol se põe diante da torre de controle.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 82aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 66 - Problema natural: sol se põe diante da torre de controle.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 83aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 67 - Problema natural: sol se põe diante da torre de controle.2.20.10.Problematização: problema operacional De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemasoperacionais podem ser caracterizados da seguinte maneira: • Ritmo intenso, repetitividade e monotonia; • Pressão de prazos de produção e de controles.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 84aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 68 - Problema operacional: os controladores dispõem de pouco tempo para asrefeições (apenas 15 minutos).Figura 69 - Problema operacional: os controladores dispõem de pouco tempo para asrefeições (apenas 15 minutos).
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 85aéreo de um aeroporto de pequeno porte2.20.11.Problematização: problema organizacional De acordo com MORAES e MONT`ALVÃO (2003), os problemasorganizacionais podem ser caracterizados da seguinte maneira: • Parcelamento taylorizado do trabalho, falta de objetivação, responsabilidade, autonomia e participação.Figura 70 - Problema organizacional: má distribuição dos horários dos turnos, criandoalgumas situações onde o trabalho é realizado com apenas 2 controladores ao invés de3 controladores.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 86aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 71 - Problema organizacional: má distribuição dos horários dos turnos, criandoalgumas situações onde o trabalho é realizado com apenas 2 controladores ao invés de3 controladores.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 87aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 72 - Problema organizacional: não existe a possibilidade do controlador fazer umapausa durante a sua jornada de trabalho, pois não há um controlador reserva operandojunto com os outros 3 postos de trabalho.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 88aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 73 - Problema organizacional: não existe a possibilidade do controlador fazer umapausa durante a sua jornada de trabalho, pois não há um controlador reserva operandojunto com os outros 3 postos de trabalho.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 89aéreo de um aeroporto de pequeno porteFigura 74 - Problema organizacional: não existe a possibilidade do controlador fazer umapausa durante a sua jornada de trabalho, pois não há um controlador reserva operandojunto com os outros 3 postos de trabalho.2.21.A priorização e consolidação dos problemas: tabela G.U.T. Para a priorização e consolidação destes problemas, foi utilizada a técnicada tabela G.U.T. (Gravidade x Tendência x Urgência). De acordo com MORAESe MONT`ALVÃO (2003), esta técnica propõe que o ergonomista proceda com atabela G.U.T. com todos os usuários do sistema estudado. Isto permite umaavaliação participativa e fornece subsídios para as sugestões e conclusões da etapade apreciação ergonômica. Todos os problemas devem ser analisados e pontuados,de acordo com uma escala de valores que varia do número 1 (menos grave,urgente ou tendencioso) ao 5 (mais grave, urgente ou tendencioso), e em seguidahierarquizam-se os resultados da pontuação.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 90aéreo de um aeroporto de pequeno porte Valor Gravidade (G) Urgência (U) Tendência (T) GxUxT Os prejuízos e/ou as Se nada for dificuldades É necessária feito a situação 5 125 são uma ação irá piorar extremamente imediata rapidamente graves Alguma Vai piorar em 4 Muito grave 64 providência pouco tempo O mais cedo Vai piorar a 3 Grave 27 possível médio prazo Pode esperar Vai piorar, mas 2 Pouco grave 8 um pouco a longo prazo Não vai piorar Não tem 1 Sem gravidade e pode mesmo 1 pressa melhorarTabela 3 - Tabela G.U.T.Problema Gravidade Urgência Tendência GxUxTPosturas prejudiciais devido àaltura da bancada dos 5 4 4 80equipamentos de controle(Interfacial)Posturas prejudiciais para avisualização do espaço aéreo 5 4 4 80(Interfacial)Posturas prejudiciais para avisualização do pátio e da pista 5 4 4 80(Interfacial)Vários rádios e telefonesfuncionando ao mesmo tempo 5 5 3 75(Comunicacional)Acionamento repetitivo do botão 4 4 4 64do rádio (Acional)Posturas prejudiciais devido àinadequação das cadeiras dos 4 4 4 64controladores (Interfacial)Sol se põe diante da torre de 3 3 4 36controle (Natural)Posturas prejudiciais devido aoacionamento do alçapão de 4 3 2 24entrada/saída da torre(Interfacial)Dificuldade para ouvir, pelorádio, as mensagens de algumas 5 4 1 20aeronaves (Comunicacional)Inexistência de uma saída de 5 4 1 20incêndio adequada (Acidentário)Os controladores dispõem depouco tempo para as refeições 3 3 2 18(Operacional)Não existe a possibilidade docontrolador fazer uma pausadurante a sua jornada de 3 2 2 12trabalho, pois não há umcontrolador reserva(Organizacional)
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 91aéreo de um aeroporto de pequeno porteAlçapão de entrada/saída datorre é muito grande e pesado 3 2 1 6(Espacial-arquitetural)Organização incongruente dosequipamentos da bancada de 3 2 1 6controle (Instrumental)Posturas prejudiciais devido aoacionamento do insufilme 3 2 1 6(Interfacial)Má distribuição dos horários dosturnos, criando algumassituações onde o trabalho é 2 2 1 4realizado com apenas 2controladores ao invés de 3controladores (Organizacional)O programa de computador paracontrole de tráfego aéreo nãoatende aos controladores, pois 2 2 1 4foi desenvolvido para outroaeroporto (Interacional)Temperatura muito alta ou muitobaixa, devido a má distribuição 2 2 1 4do ar-condicionado (Físico-ambiental)Tropeções no “puxador” doalçapão de entrada/saída da 2 2 1 4torre (Acidentário)Tabela 4 - Tabela G.U.T. com a descrição e pontuação dos problemas encontrados noaeroporto de pequeno porte.2.22.Parecer ergonômico O quadro de parecer ergonômico será mostrado a seguir. O mesmo deveconter os problemas apresentados durante a problematização (acidentários,acionais, comunicacionais, espaciais-arquiteturais de interiores, físico-ambientais,instrumentais, interacionais, interfaciais, naturais, operacionais e organizacionais),incluindo também: • Requisitos: tudo o que o sistema deve possuir para atingir a sua meta, ou seja, são os atributos limitadores e atributos associados do sistema; • Constrangimentos da tarefa: atuam sobre o operador; • Custos humanos do trabalho: são as consequências físicas e/ou psíquicas dos constrangimentos (doenças, dores ou estresse); • Disfunções do sistema: são as consequências para a produtividade e qualidade do sistema e do trabalho, resultantes dos constrangimentos da tarefa e custos humanos;
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 92aéreo de um aeroporto de pequeno porte • Sugestões preliminares de melhoria: são propostas verbais, ainda muito incipientes, para a solução dos problemas e atendimento aos requisitos do sistema; • Restrições: são os elementos presentes no ambiente do sistema que impedem que os problemas sejam solucionados. Constrangi- Custos Sugestões Classe do Disfunções Restrições Problema Requisitos mentos da humanos preliminares problema do sistema do sistema tarefa do trabalho de melhoria Dificuldade de Aumentar o locomoção Arranhões, tamanho da Inexistência Rápido para fora Custos. dores, porta de saída de uma saída escape da (laje) da Perda Espaço-físicoAcidentário intoxicações e instalar uma de incêndio torre em caso torre de humana da torre de e escada de adequada de incêndio controle controle queimaduras incêndio devido ao (externa) tamanho da saída Substituir o Tropeções no Pega para sistema de “puxador” do abrir o Irritação e Possibilidade pega paraAcidentário alçapão de alçapão de Tropeções machucados de lesões ou Custos abrir o alçapão entrada/ entrada/saída nos pés quedas da torre de saída da torre da torre controle Movimento Trocar Custos. repetitivo Troca do informações Afastamento Tentativas Acionamento dos dedos Dores nos equipamento, com por LER anteriores repetitivo do (apertar/ braços, nos com diferentesAcional aeronaves em (lesão por não botão do soltar) para o dedos e nas acionamentos terra/vôo e esforço atenderam as rádio acionamento mãos para o botão equipes em repetitivo) necessidades do botão do do rádio terra dos usuários rádio Postura Dificuldade Troca de incorreta na para ouvir, Utilização de informações aproximação Dores nas Lesões pelo rádio, as equipamentoComunicacional com do ouvido costas e no músculo- Custos mensagens de rádio aeronaves em junto ao pescoço esqueléticas de algumas auricular terra/ vôo aparelho de aeronaves rádio Troca de Dor de Utilização de Vários rádios informações Dificuldade cabeça, Aumento da equipamento e telefones com para estresse e fadiga e de rádioComunicacional funcionando aeronaves em Custos selecionar a aumento da perda de auricular e ao mesmo terra/vôo ou informação carga mental concentração central PABX tempo outros do trabalho para o telefone aeroportos Abandonar o Alçapão de Acesso aos posto para entrada/ InterrupçãoEspacial- postos de abrir/fechar o Diminuição da saída da torre da tarefa earquitetural de trabalho da alçapão Estresse área do Custos é muito perda deinteriores torre de (cadeira fica alçapão grande e concentração controle sobre o pesado mesmo) Temperatura Manter a alta ou baixa, Regulagem Custos. temperaturaFísico- devido a má Sensação de Desconforto Perda de individual da Espaço-físico agradável eambiental distribuição frio ou calor e resfriados concentração saída de ar- da torre de constante na do ar- condicionado controle torre condicionado Dificuldade Organização Esticar o Plena na obtenção Reorganizar a incongruente pescoço, visualização de Lesões localização dos esticar oInstrumental de telas, informações, músculo- dos Custos equipamentos tronco e instrumentos dores nas esqueléticas equipamentos da bancada posturas e medidores costas e no na bancada de controle inadequadas pescoço Número de Estrutura O programa Adequar o campos administrativa de programa às insuficientes da computador Controlar o necessidades para a Estresse e INFRAERO para controle movimento de Aumento da dosInteracional inserção de aumento da (o programa de tráfego aeronaves em fadiga controladores dados sobre carga mental foi aéreo não terra/vôo do aeroporto as desenvolvido atende aos de pequeno aeronaves em São controladores porte em trânsito Paulo) Posturas Esticar Controlar a Aumento da Redimensi- prejudiciais pescoço, Dores nas movimentação fadiga e onamento da devido à levantar e costas, nasInterfacial de aeronaves lesões altura da Custos altura da sentar, pernas e no no pátio e na músculo- bancada de bancada de rotação do pescoço pista esqueléticas controle controle tronco
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 93aéreo de um aeroporto de pequeno porte Falta de Cadeiras com Posturas apoio para o encostos e prejudiciais Sentar através tronco e para Dores e regulagens devido à de uma os pés dormência Lesões melhores,Interfacial inadequação postura (dependendo nos braços, músculo- Custos mais das cadeiras correta e da costas e esqueléticas confortáveis e dos confortável regulagem, pernas adaptadas aos controladores não tocam controladores no chão) Entrada/saída da torre de Posturas Acesso aos Curvar o controle Custos. prejudiciais postos de tronco, Dores nos Lesões através de Espaço-físicoInterfacial devido ao trabalho da esticar os braços e músculo- outros da torre de acionamento torre de braços e costas esqueléticas mecanismos. controle do alçapão controle fazer força Diminuir o alçapão Posturas Diminuir a Aumentar o Esticar os prejudiciais incidência da Dores nos Lesões tamanho da braços eInterfacial devido ao luz solar sobre braços e músculo- corda para Custos esticar o acionamento os olhos dos costas esqueléticas puxar o tronco do insufilme controladores insufilme Esticar Posturas Controlar a pescoço, Reorganização Aumento da prejudiciais movimentação ficar de pé, Dores nas da localização Custos. fadiga e para a de aeronaves levantar e costas, dos postos de Espaço-físicoInterfacial lesões visualização se sentar na pernas e trabalho dentro da torre de músculo- do espaço aproximando cadeira, pescoço da torre de controle esqueléticas aéreo do aeroporto rotação do controle tronco Esticar Posturas Controlar a pescoço, Aumento da Redimensi- prejudiciais movimentação ficar de pé, Dores nas fadiga e onamento da para a de aeronaves levantar e costas,Interfacial lesões altura da Custos visualização no pátio e na sentar na pernas e músculo- bancada de do pátio e da pista do cadeira, pescoço esqueléticas controle pista aeroporto rotação do tronco Dificuldades Visualizar a Cobrir os de Utilizar um Sol se põe pista sem a olhos com as visualização, insufilme que diante da incidência de mãos para Perda deNatural dores de não ofereça Custos torre de luz solar sobre conseguir concentração cabeça, dificuldades de controle os olhos dos visualizar as incômodo e manuseio controladores aeronaves estresse Os Almoçar sem Realizar as Estresse, controladores pressa, fora refeições má Aumentar o Turno de 6h dispõem deOperacional das pressões sem alimentação Úlceras tempo para as não inclui pouco tempo do ambiente interromper e má refeições almoço para as de trabalho a sua tarefa digestão refeições Reorganização Os 3 dos horários, controladores tornando-os Má Atender mais Aumento da Estrutura estarem mais distribuição de um posto carga mental Aumento da administrativaOrganizacional ocupando compatíveis dos horários ao mesmo do trabalho fadiga da todos os (todos dos turnos tempo e estresse INFRAERO postos de iniciando e atendimento terminando na mesma hora) Utilizar um Não existe a quarto Evitar que o possibilidade Realizar as controlador na controlador do atividades de Aumento da torre, que realize sua Espaço físico controlador maneira carga mental Aumento da revezará oOrganizacional tarefa por da torre de fazer uma prolongada e do trabalho fadiga controle de longos controle pausa sem e estresse aeronaves períodos e durante o interrupções com os outros sem descanso trabalho 3 controladoresTabela 5 - Parecer ergonômico dos postos de trabalho dos controladores de tráfegoaéreo do aeroporto de pequeno porte.2.23.Priorização dos problemas Segundo a priorização e consolidação dos problemas através da tabelaG.U.T., as posturas assumidas pelos controladores durante o desenvolvimento desuas tarefas, a interferência de ruídos entre os equipamentos de comunicação e a
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 94aéreo de um aeroporto de pequeno porterepetição excessiva de movimentos se apresentam como causadores dos principaisproblemas observados: • Posturas prejudiciais devido à altura da bancada dos equipamentos de controle (problema interfacial, G.U.T. 80); • Posturas prejudiciais para a visualização do pátio e da pista (problema interfacial, G.U.T. 80); • Posturas prejudiciais para a visualização do espaço aéreo (problema interfacial, G.U.T. 80); • Vários rádios e telefones funcionando ao mesmo tempo (problema comunicacional, G.U.T. 75); • Acionamento repetitivo do botão do rádio (problema acional, G.U.T. 64); • Posturas prejudiciais devido à inadequação das cadeiras dos controladores de tráfego aéreo (problema interfacial, G.U.T. 64).2.24.Conclusões da apreciação ergonômica De acordo com os resultados obtidos nesta primeira fase do projeto, ou seja,apreciação ergonômica, os movimentos incessantes de apertar botões, esticar opescoço, ficar de pé, levantar da cadeira, sentar na cadeira novamente e olhar aoredor (com rotação do tronco) são apontados como causadores dos principaisproblemas ergonômicos encontrados nos postos de trabalho dos controladores detráfego aéreo. O excesso de ruídos entre rádios e telefones também deve receberuma atenção especial, uma vez que a comunicação dos controladores com asaeronaves, além da comunicação entre os próprios controladores, está sendoprejudicada. Os resultados obtidos com as observações assistemáticas, registrosfotográficos, registros em vídeo, além das entrevistas não-estruturadas, serãoanalisados com mais profundidade na segunda fase da intervençãoergonomizadora, conhecida como diagnose ergonômica. Esta segunda etapa depesquisa será desenvolvida com o objetivo de validar as sugestões preliminares demelhoria dadas aos problemas mais graves.
    • Intervenção ergonomizadora nos postos de trabalho dos controladores de tráfego 95aéreo de um aeroporto de pequeno porte As sugestões preliminares de melhoria são: • Cadeiras com encostos e regulagens melhores, mais adaptadas aos controladores; • Redimensionamento da altura da bancada de controle; • Reorganização dos equipamentos distribuídos ao longo da bancada de controle; • Utilização de equipamento de rádio auricular; • Utilização de equipamento de rádio com um outro tipo de acionamento para a troca de informações com aeronaves (ao invés de botão); • Utilização de uma central PABX para o telefone (eliminando a grande quantidade de telefones).