Definições de ergonomia e usabilidade

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Aula do curso de Pós-Graduação em Ergodesign de Interfaces: Usabilidade e Arquitetura de Informação da PUC-Rio. Mais informações em http://www.eduardobrandao.com/aulas/aulas-de-ergonomia-e-usabilidade/definicoes-de-ergonomia-e-usabilidade/

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Definições de ergonomia e usabilidade

  1. 1. definições deergonomia eusabilidadeEduardo Rangel Brandão, M.Sc.A reprodução, total ou parcial, dos textos e imagens deste documento só é permitida para fins não comerciais,sendo obrigatória a citação da fonte.
  2. 2. O conteúdo desta aula foi ministrado no Curso de Pós-Graduação em Ergodesign de Interfaces: Usabilidade e Arquitetura de Informação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  3. 3. definições de ergonomia e usabilidade: ergonomia
  4. 4. ergonomiaA origem da palavra ergonomiacompreende os termos gregos:•  Ergo (trabalho).•  Nomos (normas, regras).É o estudo científico que objetiva adaptaro trabalho ao trabalhador e o produto aousuário.
  5. 5. ergonomiaNos Estados Unidos e Canadá, utiliza-sea expressão “human factors” (fatoreshumanos).No resto do mundo emprega-se o termo“ergonomic”.
  6. 6. ergonomiaProjeto ergonômico é a aplicação dainformação ergonômica ao design de:•  Ferramentas e máquinas.•  Tarefas e ambientes.O objetivo é promover o uso seguro,confortável e efetivo.
  7. 7. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) origem da ergonomia A ergonomia tem suas origens na II Guerra Mundial, quando se agrava o conflito entre o homem e a máquina. Engenheiros juntaram-se aos psicólogos e fisiólogos para adequar as inovações tecnológicas às características humanas.
  8. 8. * Fonte: livro “Ergonomia: conceitos e aplicações”, de Anamaria de Moraes e Cláudia Mont’Alvão ergonomia Referências sobre o funcionamento físico, engenheiros psicólogos fisiólogos psíquico e cognitivo do ser humano pesquisas Limiares, limites e capacidades humanas descritivas e experimentais visão audição tato memória atenção cogniçãoprocessamento resolução tomada capacidades adaptação ao resistência da informação de problemas de decisões fisiológica frio ou calor Bases racionais e empíricas para adaptar adequar ao homem operacionalmente ambientes equipamentos tarefas
  9. 9. * Fonte: site “LEUI - Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces em Sistemas Humano-Tecnologia” - <http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/leui/Fhistorico.html>“ Coloque-se no lugar horas num B-25 e, já voou centenas de de um piloto que ao aterrissar seu avião C-47, verifica a necessidade de maior rotação nos motores. Por uma questão de hábito, a mão dirige-se ao lugar de sempre, pois centenas de horas de experiência o ensinaram a fazer isso e sempre deu certo... ”
  10. 10. * Imagens retiradas da internet (através da busca por imagens do Google) ergonomia
  11. 11. * Fonte: site “LEUI - Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces em Sistemas Humano-Tecnologia” - <http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/leui/Fhistorico.html>“ Mas, grande surpresa, o comando não é nesse lugar! ”
  12. 12. * Fonte: site “LEUI - Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces em Sistemas Humano-Tecnologia” - <http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/leui/Fhistorico.html> ergonomia avião esquerda centro direita B-25 afogador hélice mistura C-47 hélice mistura afogador C-82 mistura afogador hélice
  13. 13. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) ergonomia #fail #porra_aviao
  14. 14. ergonomiaA falta de padronização, mesmo que empequenos detalhes, pode causarrupturas.
  15. 15. ergonomiaNão há padrão entre a disposição dos números do teclado de um telefone e de uma calculadora.
  16. 16. * Fonte: livro “Guia de estilo da web: princípios básicos de design para a criação de web sites”, de Patrick J. Lynch e Sarah Horton ergonomia Telas incoerentes do site de uma mesma instituição A falta de padrão é visualmente desagradável para os usuários, além de gerar confusão. As telas parecem um conjunto de páginas remendadas (algumas bem projetadas, outras desastrosas), como meras partes de um sistema que não funciona.
  17. 17. * Imagem retirada da internet (através da busca por imagens do Google) ergonomia A falta de padronização gera confusão.
  18. 18. definições de ergonomia e usabilidade:design centrado no usuário
  19. 19. design centrado no usuárioSe um objeto, ou ambiente, é projetadopara o uso humano, seu design deve sebasear nas características (físicas ementais) do seu usuário.O objetivo é alcançar a melhor integraçãoentre o produto e os seus usuários, nocontexto do trabalho realizado.
  20. 20. design centrado no usuárioAs mudanças e inovações propostassurgem a partir:•  Das variáveis fisiológicas.•  Das variáveis psicológicas•  Das variáveis cognitivas.•  Dos critérios que privilegiam o homem.
  21. 21. * Fonte: livro “Ergonomia: conceitos e aplicações”, de Anamaria de Moraes e Cláudia Mont’Alvão design centrado no usuário requisitos ergonômicos minimizar otimizar maximizar desempenho conforto constrangimentos da tarefa rendimento satisfação custos humanos do trabalho bem-estar carga cognitiva produtividade segurança carga física carga psíquica
  22. 22. design centrado no usuário•  Antropometria e biomecânica:fornecem as informações sobre asdimensões e os movimentos do corpohumano.•  Anatomia e fisiologia: fornecem osdados sobre a estrutura e ofuncionamento do corpo humano.
  23. 23. design centrado no usuário•  Psicologia: fornece os parâmetros docomportamento humano.•  Medicina do trabalho: fornece osdados de condições de trabalho quepodem ser prejudiciais ao organismohumano.
  24. 24. * Fonte: palestra “Design, usabilidade e padrões de interface”, ministrada por Carlos Alberto Bahiana e Eduardo Rangel Brandão design centrado no usuário Não por acaso, a ergonomia tem feito referência direta às “proporções do corpo humano” de Da Vinci.
  25. 25. * Fonte: palestra “Design, usabilidade e padrões de interface”, ministrada por Carlos Alberto Bahiana e Eduardo Rangel Brandão design centrado no usuário Homem Vitruviano: cânone das proporções matemáticas do corpo humano. Idéias sobre as proporções humanas definiram as referências estéticas de simetria e proporção no mundo todo. Não por acaso, a ergonomia tem feito referência direta às “proporções do corpo humano” de Da Vinci.
  26. 26. definições de ergonomia e usabilidade: usabilidade
  27. 27. usabilidadeUsabilidade significa facilidade de uso, ouuso “amigável”.A usabilidade ocorre quando o objeto,produto ou equipamento, considera ascaracterísticas e necessidades dousuário, resultando em operaçõeseficientes e satisfatórias.
  28. 28. usabilidadeA ISO 9241-11 (International StandardsOrganisation ou OrganizaçãoInternacional de Padrões), defineusabilidade como a eficácia, a eficiência ea satisfação com que usuáriosconseguem alcançar objetivosespecíficos em ambientes particulares.
  29. 29. usabilidadeÉ possível encontrar uma versão da ISO9241-11 traduzida para a línguaportuguesa através da NBR 9241(requisitos ergonômicos para trabalho deescritórios com computadores), parte 11(orientações sobre usabilidade) da ABNT- Associação Brasileira de Normas eTécnicas.
  30. 30. * Fonte: palestra “Design, usabilidade e padrões de interface”, ministrada por Carlos Alberto Bahiana e Eduardo Rangel Brandão usabilidade NBR 9241, parte 11, da ABNT - Associação Brasileira de Normas e Técnicas.
  31. 31. * Imagens retiradas da internet (através da busca por imagens do Google) usabilidade: eficácia Eficácia: distinção entre uma tarefa bem-sucedida ou não (usuário consegue completar a tarefa) e extensão com que um objetivo é alcançado (usuário consegue produzir resultados acima do objetivo esperado).
  32. 32. * Imagens retiradas da internet (através da busca por imagens do Google) usabilidade: eficiência Eficiência: tempo utilizado para completar a tarefa e quantidade de erros cometidos antes de completar a tarefa, ou seja, esforço necessário para alcançar um objetivo ou uma tarefa (quanto menor este esforço, maior será a eficiência).
  33. 33. * Imagens retiradas do site “Quem” - <http://revistaquem.globo.com> usabilidade: satisfação Satisfação: conforto que os usuários sentem ao utilizar um produto e o quanto este produto é aceito pelos usuários, em termos de alcance de objetivos.
  34. 34. definições de ergonomia e usabilidade: referências bibliográficas
  35. 35. referências bibliográficas: livros
  36. 36. referências bibliográficas: livros •  Ergonomia: conceitos e aplicações •  Anamaria de Moraes •  Cláudia Mont’Alvão
  37. 37. referências bibliográficas: livros •  Ergonomia prática •  Jan Dul •  Bernard Weerdmeester
  38. 38. referências bibliográficas: livros •  An introduction to usability •  Patrick W. Jordan
  39. 39. referências bibliográficas: livros •  Guia de estilos da web: princípios •  básicos de design para a criação de •  web sites •  Patrick J. Lynch •  Sarah Horton
  40. 40. referências bibliográficas: artigos
  41. 41. referências bibliográficas: artigos•  Ergonomia: usabilidade de interfaces, interação humano-•  computador, arquitetura da informação•  Anamaria de Moraes•  2º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade, Design de Interfaces e Interação Humano-•  Computador (2003)
  42. 42. definições de ergonomia e usabilidade:sobre o professor
  43. 43. sobre o professor Eduardo Rangel Brandão atua desde 1995 na criação de produtos digitais. É gestor da equipe de UX (User eXperience) na área de novas mídias da Globosat, onde desenvolve projetos de sites e aplicativos (smartphones, tablets, smart-TVs, set-top boxes, consoles de games, etc.) para canais de televisão como GNT, SporTV, Multishow, Viva, Gloob, Telecine, Universal Channel, GloboNews, Canal Brasil, MegaPix, SyFy, Futura, PremiereFC, Combate, Sexy-Hot, Off, Muu, Philos, entre outros. É professor em cursos de pós-graduação, em disciplinas correlatas a arquitetura de informação, design de interfaces, usabilidade, interação humano-computador e metodologia de pesquisa. Participa do comitê organizador e do comitê técnico científico de congressos internacionais nas áreas de ergonomia, usabilidade, design de interfaces e interação humano-computador. Trabalhou como arquiteto de informação na Globo.com e como designer de interfaces nas empresas Agência Click, Starmedia, Cadê?, MTEC Informática e Rio Datacentro. Atuou em projetos para Amil, Banco do Brasil, Brasil Telecom, Oi, Petrobras, White Martins, Fundação Planetário, Museu Villa-Lobos, Projeto Portinari, Plaza Shopping Niterói, Pinto de Almeida Engenharia, Decta Engenharia, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. Publicou diversos trabalhos (entre capítulos de livros, monografias, dissertações e artigos em congressos), concluiu 7 orientações e 38 co-orientações de monografias de alunos de pós-graduação lato sensu e participou de 44 bancas examinadoras em cursos de pós-graduação lato sensu. TITULAÇÃO: mestre em interação humano-computador, especialista em ergonomia e usabilidade e bacharel em desenho industrial, nas habilitações de comunicação visual e projeto de produto.
  44. 44. fim :-)Eduardo Rangel Brandão, M.Sc.brandaoedu@gmail.comwww.eduardobrandao.com

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