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  • 1. Netweaving 2012 REDES SOCIAIS E APRENDIZAGEM Introdução às redes sociais Autodidatismo e alterdidatismo Comunidades de aprendizagem Co-creation em multiversidade
  • 2. REDES SOCIAIS E APRENDIZAGEM Introdução às redes sociais: as diferenças fundamentais entre descentralização e distribuição, participação e interação e mídias sociais e redes sociais
  • 3. Netweaving 2012 INDICAÇÕES DE LEITURA INTRODUTÓRIAS
  • 4. Um único link para você copiar BIBLI.E=R – a Biblioteca inteira da Escola-de-Redes – com cerca de 1 mil textos para download free: Biblioteca da Escola-de-Redes Catálogo de 13/01/12 http://goo.gl/RNNFW
  • 5. Para início de conversa Não é possível entender a nova ciência das redes sem estudar os textos fundamentais. Para começar você deve ler pelo menos três textos básicos (já traduzidos e disponíveis): BARABASI, Albert (2002) Linked WATTS, Duncan (2003) Six Degrees CHRISTAKIS, Nicholas & FOWLER, James (2009) Connected
  • 6. Não adianta pular essa “etapa” Ou você encara o desafio, lê os textos e tenta entendê-los, ou vai ficar falando de redes por ouvir dizer.
  • 7. Outras indicações Existem textos mais suaves e talvez mais amigáveis (como os indicados abaixo), mas eles não substituem o estudo dos textos de Barabási, Watts e Christakis & Fowler. Por exemplo: MARTINHO, Cássio (2003) Redes UGARTE, David (2007) O poder das redes FRANCO, Augusto (2011) A Rede
  • 8. Mais três indicações Outros textos de caráter introdutório que você pode ler (mas que também não substituem os textos indicados): PISANI, Francis entrevista Fritjof Capra (2007) Redes como um padrão unificador da vida FRANCO, Augusto (2011) É o social, estúpido! MIEMIS, Venessa (2010) O futuro é a rede
  • 9. Se você prefere começar não-lendo Você pode preferir começar assistindo vídeos. Mas fique sabendo que isso não substitui o estudo dos textos básicos indicados aqui. Você pode assistir por exemplo: O poder dos seis graus Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 Redes sociais: como funcionam as ligações entre as pessoas Video A influência oculta das redes sociais Video
  • 10. Vendo apresentações Você pode preferir começar vendo apresentações. Mas fique sabendo que isso não substitui o estudo dos textos básicos indicados aqui. Você pode assistir por exemplo: Redes Sociais Um resumo de 2011 Netweaving TEDxSP
  • 11. As redes sociais são as sociedades
  • 12. Sociedades-em-rede estão emergindo
  • 13. Redes mais distribuídas do que centralizadas surgem por toda parte
  • 14. O mundo todo está em rede
  • 15. Pois é...
  • 16. Não apenas um mundo
  • 17. Mundos em rede Mundos em rede
  • 18. Muitos mundos em rede (no plural)
  • 19. Highly Connected Worlds
  • 20. Mas muitas pessoas não entenderam tais evidências
  • 21. Nossas instituições não são redes...
  • 22. O que fazer?
  • 23. Ninguém pode entender os múltiplos mundos sociais em rede que estão se configurando se não entender o que é rede!
  • 24. Para entender o que é rede: 1 - Descentralização ≠ Distribuição 2 - Participação ≠ Interação 3 - Site da Rede ≠ Rede
  • 25. Descentralização ≠ Distribuição 1
  • 26. Para entender a diferença entre descentralização e distribuição “On distributed communications” (1964)
  • 27. O diagrama original de Paul Baran
  • 28. A conectividade acompanha a distribuição
  • 29. A interatividade acompanha a conectividade
  • 30. Participação ≠ Interação 2
  • 31. Entendendo a fenomenologia da interação
  • 32. Clustering Swarming Cloning Crunching
  • 33. A primeira grande descoberta: 1 Tudo que interage clusteriza Tudo clusteriza independentemente do conteúdo, em função dos graus de distribuição e conectividade (ou interatividade) da rede social.
  • 34. A segunda grande descoberta: 2 Tudo que interage pode enxamear Swarming (ou swarm behavior) e suas variantes como herding e shoaling, não acontecem somente com insetos, formigas, abelhas, pássaros, quadrúpedes e peixes. Em termos genéricos esses movimentos coletivos (também chamados de flocking) ocorrem quando um grande número de entidades selfpropelled interagem.
  • 35. Shoaling
  • 36. Flocking
  • 37. A segunda grande descoberta: 2 Tudo que interage pode enxamear Algum tipo de inteligência coletiva (swarm intelligence) está sempre envolvida nestes movimentos. Isso também ocorre com humanos, quando multidões se aglomeram (clustering) e “evoluem” sincronizadamente sem qualquer condução exercida por algum líder; ou quando muitas pessoas enxameiam e provocam grandes mobilizações sem convocação ou coordenação centralizada.
  • 38. Swarming
  • 39. Assista no Youtube (legendado) http://www.youtube.com http://goo.gl/yB0Oa
  • 40. Madri 2004
  • 41. Cairo (Praça Tahrir) 2011
  • 42. Madri (novamente) 2011
  • 43. A terceira grande descoberta: 3 A imitação é uma clonagem O termo clone deriva da palavra grega klónos, usada para designar "tronco” ou “ramo", referindo-se ao processo pelo qual uma nova planta pode ser criada a partir de um galho. Mas é isso mesmo. A nova planta imita a velha. A vida imita a vida. A convivência imita a convivência. A pessoa imita o social.
  • 44. A terceira grande descoberta: 3 A imitação é uma forma de interação Sem imitação não poderia haver ordem emergente nas sociedades humanas ou em qualquer coletivo de seres capazes de interagir. Sem imitação os cupins não conseguiriam construir seus cupinzeiros. Sem imitação, os pássaros não voariam em bando, configurando formas geométricas tão surpreendentes e fazendo aquelas evoluções fantásticas.
  • 45. Cupinzeiro africano
  • 46. E os cupinzeiros humanos?
  • 47. A quarta grande descoberta: 4 Small is powerful Essa talvez seja a mais surpreendente descoberta-fluzz de todos os tempos. Em outras palavras, isso quer dizer que o social reinventa o poder. No lugar do poder de mandar nos outros, surge o poder de encorajálos (e encorajar-se): empowerment!
  • 48. A quarta grande descoberta: 4 Small is powerful Quando aumenta a interatividade é porque os graus de conectividade e distribuição da rede social aumentaram; ou, dizendo de outro modo, é porque os graus de separação diminuíram: o mundo social se contraiu (crunch). Os graus de separação não estão apenas diminuindo: eles estão despencando. Estamos sob o efeito desse amassamento (Small-World Phenomenon).
  • 49. A quarta grande descoberta: 4 Tudo que interage se aproxima Nada a ver com conteúdo. Tudo que interage tende a se emaranhar mais e a se aproximar, diminuindo o tamanho social do mundo. Quanto menores os graus de separação do emaranhado em você vive como pessoa, mais empoderado por ele (por esse emaranhado) você será. Mais alternativas de futuro terá à sua disposição.
  • 50. Site da rede ≠ Rede
  • 51. Midias sociais ≠ Redes sociais
  • 52. Não é a mídia (a ferramenta tecnológica ) mas a sociedade (o padrão de organização) Se Montezuma (Asteca) tivesse Facebook ele não poderia fazer um décimo do que fazia Gerônimo (Apache) com sinais de fumaça...
  • 53. Quando? 4 de julho de 1776. Como foi produzida? Em rede. Qual a mídia? A carta escrita em papel, o cavaleiro (funcionário do correio americano) e... o cavalo!
  • 54. Existe rede social desde que existe sociedade humana
  • 55. O que está aumentando agora é a interatividade
  • 56. REDES SOCIAIS E APRENDIZAGEM Buscadores e polinizadores: o auto-didatismo e a livre aprendizagem humana em uma sociedade inteligente e o alter-didatismo e as comunidades de aprendizagem na emergente sociedade em rede
  • 57. Netweaving 2012 INDICAÇÕES DE LEITURA SOBRE APRENDIZAGEM
  • 58. FRANCO, Augusto (2011). A Rede http://goo.gl/JgjGv ILLICH, Ivan (1070). Sociedade sem escolas http://goo.gl/vxdoX MATURANA, Humberto (s/d). Aprendizaje o deriva ontogénica http://goo.gl/shNq9 SIEMENS, George (2004). Conectivismo: una teoría de aprendizaje para la era digital http://goo.gl/3OJrX
  • 59. SIEMENS, George (2008). Uma breve história da aprendizagem em rede http://goo.gl/1bi7d FRANCO, Augusto e LESSA, Nilton (2010). Buscadores & Polinizadores (4ª Versão) http://goo.gl/wXkXV FRANCO, Augusto e LESSA, Nilton (2011). Multiversidade: da Universidade dos anos 1000 à Multiversidade nos anos 2000 http://goo.gl/FC5uo
  • 60. FRANCO, Augusto e LESSA, Nilton (2012). Por que as plataformas de aprendizagem não são boas (e o que fazer para melhorá-las) http://goo.gl/5MfUP FRANCO, Augusto e LESSA, Nilton (2012). Plataformas de Aprendizagem. Apresentação http://goo.gl/JPccg FRANCO, AUGUSTO em interação com LESSA, Nilton (2010-2012). Não-Escolas: A LivreAprendizagem na Sociedade em Rede http://goo.gl/aSqRB
  • 61. Visão de aprendizagem Há sempre uma visão da aprendizagem pressuposta quando nos dedicamos a construir ambientes, gerar processos ou criar ferramentas educacionais.
  • 62. A resposta implícita Há sempre uma resposta, muitas vezes implícita, para a pergunta fundamental: Como uma pessoa aprende?
  • 63. Queremos uma resposta para o ensino Queremos saber como promover o processo de aprendizagem de pessoas que achamos que devem aprender alguma coisa que queremos que elas aprendam.
  • 64. Perguntas que definem a visão  Como uma pessoa aprende?  Que fatores influenciam?  Qual o papel da memória?  Como ocorre a transferência?
  • 65. Visões cognitivistas Visões behavioristas Visões construtivistas Dennett Skinner Piajet Vygotsky Papert
  • 66. Visões conectivistas Visões autopoeticas Siemens Downes Maturana Varela
  • 67. Visões cognitivistas Capacidades  de raciocínio  de evocar e interpretar experiências  de computar – codificar, armazenar, recuperar, derivar para reconstruir ou construir conteúdos (conhecimento)  de resolver problemas
  • 68. Visões behavioristas (conducionistas) Capacidades  de responder positivamente a estímulos e recompensas: à reprodução fiel de conteúdos prédeterminados ao bom desempenho em processos prédesenhados
  • 69. Visões construtivistas Capacidades  de ressignificar  de remixar  de atualizar  de socializar conteúdos e processos educativos (cognitivos)
  • 70. Visões conectivistas Capacidades  de estabelecer conexões  de reconhecer e interpretar padrões  de abrir novos caminhos de apreensão e compartilhamento de conhecimentos e atitudes cognitivas
  • 71. “Em 1986 75% dos conhecimentos de que necessitávamos para trabalhar estavam em nossa cabeça. Hoje nem 10%”. Hart Cross
  • 72. Conectivismo é aprendizagem social em rede “Conhecer significa estar posicionado em uma rede de tal forma que se tenha fácil acesso ao que necessitamos em diferentes contextos”. George Siemens.
  • 73. Entornos Pessoais de Aprendizagem Aprendizagem é o processo de conectar nodos e fontes de informação A tarefa principal é nutrir e manter conexões para facilitar a aprendizagem permanente Entornos Pessoais de Aprendizagem (PLE): Um PLE é a combinação híbrida de dispositivos, aplicações, serviços e redes pessoais que empregamos para adquirir de forma autônoma novas competências para resolver problemas.
  • 74. PLE “Um PLE é projetado para estimular a aprendizagem por meio da imersão em uma comunidade e não por meio de uma apresentação de fatos...” Stephen Downes
  • 75. Exemplo de PLE..
  • 76. Visões autopoeticas Acoplamento estrutural (visão da comunicação de Maturana & Varela) “Hay aprendizaje cuando la conducta de un organismo varía durante su ontogenia (historia) de manera congruente con las variaciones del medio, y lo hace siguiendo un curso contingente a sus interacciones en el” (Maturana)
  • 77. Visões autopoeticas Acoplamento estrutural (visão da comunicação de Maturana & Varela) “Biologicamente, não há informação transmitida na comunicação. A comunicação ocorre toda vez em que há coordenação comportamental em um domínio de acoplamento estrutural. Tal conclusão só é chocante se continuarmos adotando a metáfora mais corrente para a comunicação, popularizada pelos meios de comunicação. É a metáfora do tubo, segundo a qual a comunicação é algo gerado em um ponto, levado por um condutor (ou tubo) e entregue ao outro extremo receptor...”
  • 78. Visões autopoeticas Acoplamento estrutural (visão da comunicação de Maturana & Varela) “Portanto [segundo a crença geral] há algo que é comunicado e transmitido integralmente pelo veículo. Daí estarmos acostumados a falar da informação contida em uma imagem, objeto ou na palavra impressa. Segundo nossa análise, essa metáfora é fundamentalmente falsa, porque supõe uma unidade não determinada estruturalmente, em que as interações são instrutivas, como se o que ocorre com um organismo em uma interação fosse determinado pelo agente perturbador e não por sua dinâmica estrutural...”
  • 79. Visões autopoeticas Acoplamento estrutural (visão da comunicação de Maturana & Varela) “No entanto, é evidente no próprio dia-a-dia que a comunicação não ocorre assim: cada pessoa diz o que diz e ouve o que ouve segundo sua própria determinação estrutural. Da perspectiva de um observador, sempre há ambiguidade em uma interação comunicativa. O fenômeno da comunicação não depende do que se fornece, e sim do que acontece com o receptor. E isso é muito diferente de ‘transmitir informação’.” Maturana & Varela (1984) em A Árvore do Conhecimento.
  • 80. Se A se comunica com B, significa que B muda com A, que muda com B, que muda novamente com A, que muda outra vez com B... e assim por diante, recorrentemente, como em uma coreografia. Mas tudo isso “multiplicado” pelo número de nodos em interação, pois que se trata sempre de um multiacoplamento. A B
  • 81. Visões interativistas
  • 82. Visões interativistas Quem aprende: o indivíduo ou a pessoa (o emaranhado)? Se assim como o processo que chamamos de vida, o processo de interação que chamamos de convivência social também implica acoplamento estrutural (proporcionando sempre alguma aprendizagem aos sujeitos envolvidos), o que devemos fazer (ou, sobretudo, o que devemos não-fazer) para não impedir ou dificultar essa aprendizagem que ocorrerá de qualquer modo (desde que haja interação)?
  • 83. “Diamantes não brilham por que os átomos que os constituem brilham, mas devido ao modo como estes átomos se agrupam em um determinado padrão. O mais importante é frequentemente o padrão e não as partes, e isto também acontece com as pessoas”. Marc Buchanan (2007)
  • 84. Visões interativistas Toda livre-aprendizagem é  criação (que é sempre co-criação) ou invenção (você só aprende verdadeiramente o que inventa)  fruto da busca e da polinização (auto e alter didatismo)  não há separação entre a produção (descoberta) e a recepção (ou assimilação) quando essas ações são compartilhadas
  • 85. O que caracteriza uma Plataforma de Aprendizagem? Variáveis  Natureza predominante do didatismo (Heterodidatismo, Autodidatismo, Alterdidatismo)  Graus de distribuição do ambiente de aprendizagem conformado (Número de Caminhos, Monofluxo, Mutifluxo)  Níveis de interatividade que o ambiente enseja e estimula (Adesão, Participação, Interação)
  • 86. O que NÃO É uma boa Plataforma de Aprendizagem? Todos os sistemas  Predominante heterodidatas  Centralizados (mais centralizados do que distribuídos)  Adesivos ou participativos (mas pouco interativos)
  • 87. O que é necessário para uma boa Plataforma de Aprendizagem? Que a plataforma 1 | Seja multifluxo 2 | Tenha funcionalidades que configurem uma topologia mais distribuída do que centralizada (plataforma de rede) 3 | Parta do que a pessoa conectada pode desejar e não da oferta pré-desenhada
  • 88. O que é necessário para uma boa Plataforma de Aprendizagem? Que a plataforma 4 | Tenha um design que contemple mecanismos e funcionalidades que compreendam a adesão e a participação, mas que atinjam a interação (adaptação mútua, imitação, colaboração) ensejando a manifestação dos fenômenos capazes de gerar auto-organização (clustering, swarming, cloning, crunching et coetera)
  • 89. Plataforma Multifluxo ABERTA  Entrada aberta  Processo aberto  Desfecho aberto DISTRIBUIDA  Administradores não são professores  Todos são aprendentes  Não há meritocracia  Não há oligarquias participativas
  • 90. Funcionalidades transversais interativas CONVERSAÇÃO (como objeto de primeira ordem) | Uma pessoa pode sempre opinar e estabelecer um diálogo com outras pessoas sobre isso ou a partir disso FORK (bifurcação) | Uma pessoa pode modificar o que se lhe oferece criando sua própria versão (clonagem variacional autônoma) MOW (My Own Way) | Uma pessoa pode construir uma alternativa ao que se lhe oferece (livre criação de alternativas)
  • 91. Desenhando funcionalidades Se o que se quer é uma plataforma interativa, então o design da plataforma deve contemplar mecanismos e funcionalidades baseados em um gradiente de interação. Com a injeção de funções transversais de Conversação, Fork e Mow, mesmo mecanismos de plataformas posicionados em baixos níveis de interação (de inspiração heterodidata) passam a oferecer possibilidades de uso (ou ensejar experiências) de matriz autodidata e alterdidata.
  • 92. Experiência de Uso a partir do Desejo O que a pessoa deseja? Como a plataforma responde?
  • 93. O que a pessoa deseja? O que uma pessoa que se conecta a uma PA pode desejar fazer?  BUSCA (ou “Pesquisa”)  DEMANDA ESPECÍFICA  OFERTA (Compartilhamento)  DESCOBERTA (ou Invenção)
  • 94. Como a plataforma responde? À BUSCA (ou “Pesquisa”)  Oferece mecanismos de busca simples ou refinada  Direciona a pessoa para um menu de processos e objetos (acervo pré-organizado)  Expõe a busca à colaboração
  • 95. Como a plataforma responde? À DEMANDA ESPECÍFICA  Direciona a pessoa para um processo ou objeto  Promove o encontro da demanda com uma oferta já existente  Expõe a demanda à colaboração
  • 96. Como a plataforma responde? À OFERTA (Compartilhamento)  Integra a oferta em um menu de processos e objetos (acervo pré-definido e em construção)  Promove o encontro da oferta com uma demanda já existente  Expõe a oferta à colaboração
  • 97. Como a plataforma responde? À DESCOBERTA (Invenção)  Expõe o desejo ou projeto à interação  Enseja a formação de uma comunidade de pesquisa-aprendizagem-criação
  • 98. Como uma PA pode aprender? Tudo que aprende Se modifica continuamente Se constrói permanentemente Se adapta tempestivamente Se organiza autonomamente E... interage livremente!
  • 99. Somente redes podem aprender Não há um mecanismo ou uma funcionalidade específica capaz de produzir tal efeito. É uma função de conjunto e não um efeito voluntariamente produzido pela introdução de um artifício. Aprender significa que a plataforma tem que mudar, não por iniciativa de seus administradores, mas com o uso aleatório que fazem as pessoas conectadas que nela interagem (configurando redes).
  • 100. PA capazes de aprender serão programáveis pelos “usuários” Programação de fluxos internos e externos Reconfiguração da membrana Abertura de novos caminhos  Novas bifurcações  Novos aglomeramentos  Novos atratores (novos enxameamentos)  Graus menores de separação (crunch)
  • 101. Empowerfulness Manifestações frequentes, intermitentes, da fenomenologia da interação, significam que uma inteligência coletiva já está se manifestando. Se isso acontecer, a plataforma se modificará, a rigor nunca será a mesma. Porque estará aprendendo.
  • 102. REDES SOCIAIS E APRENDIZAGEM As novas comunidades de aprendizagem na emergente sociedade-em-rede: homeschooling e communityschooling como unschooling, arranjos educativos locais, redes de aprendizagem como não-escolas
  • 103. Insurgências e tendências O conhecimento não pode mais ser aprisionado e, portanto, esvai-se o monopólio das corporações do ensinamento. Os caminhos de acesso ao conhecimento deixam de ser únicos (hierarquias) e tornam-se múltiplos (redes).
  • 104. Insurgências e tendências Nos novos mundos altamente conectados do terceiro milênio quem organiza o conhecimento é a busca. Toda organização do conhecimento para os outros corresponde a necessidades de alguma instituição hierárquica e está sintonizada com seus mecanismos de comando-e-controle. Toda organização do conhecimento de cima para baixo procura controlar e direcionar o acesso à informação por algum meio.
  • 105. Insurgências e tendências Na medida em que a privatização do conhecimento vai se tornando, cada vez mais, impraticável, vão perdendo sentido os esquemas que visam o seu aprisionamento. E assim como está ficando cada vez mais difícil aprisionar o conhecimento O conhecimento aprisionado estraga. É um bem que cresce quando compartilhado e decresce e perde valor quando não se modifica continuamente pela polinização
  • 106. Insurgências e tendências Os processos de aprendizagem não dependem mais do ensino e, além isso, a livre-aprendizagem afirmase cada vez mais como desensino (unschooling). O heterodidatismo vai cedendo lugar ao autodidatismo da busca (já generalizado) e ao alterdidatismo da polinização (em emersão). Experiências de homeschooling reflorescem por toda parte e ensaios de communityschooling começam a surgir em vários lugares.
  • 107. Insurgências e tendências A pesquisa científica individual vai sendo substituída, cada vez mais, pela pesquisa de grupo. O trabalho autoral e fechado vai dando lugar ao trabalho interativo e aberto da colaboração em rede. Em ciência, a peer production já é uma realidade. A memorização e a replicação vão sendo menos recompensadas do que a inovação.
  • 108. Insurgências e tendências Novos critérios epistemológicos subsumidos nas avaliações de aprendizagem vão legitimando a criação (você só aprende verdadeiramente o que inventa). E processos de co-creation vão abrindo novos caminhos para a aprendizagem alterdidata
  • 109. Insurgências e tendências Em suma, você não tem mais que aprender o que querem lhe ensinar (para que você se torne apto a reproduzir velhos sistemas ou para desempenhar funções predefinidas ou representar papéis sociais que esperam de você) e sim o que você precisa para desenvolver uma idéia – sua ou que surgiu no seu emaranhado de relacionamentos – ou para realizar um projeto desejado por você e compartilhado com outros
  • 110. O que fazer Se inventarmos processos que mantenham, reforcem e reproduzam burocracias do ensinamento, teremos escolas (independentemente do nome que quisermos adotar para fazer o marketing de nossas supostas inovações) Mas o que fazer para superar as burocracias do ensinamento que chamamos de escola (lato sensu)?
  • 111. O que não-fazer  Reeditar, sob qualquer forma ou a qualquer pretexto, a relação professor-aluno.  Definir currículos top down.  Separar as comunidades de aprendizagem por idade, escolaridade ou por qualquer outro critério que não seja o interesse (ou melhor, o desejo).
  • 112. O que não-fazer  Tratar o conhecimento como objeto (que possa ser transferido segundo o padrão emissorreceptor) e não como relação (o conhecimento se reinventa toda vez que um processo de aprendizagem se realiza na interação entre sujeitos).  Estabelecer hierarquias, mesmo que meritocráticas (como se quem soubesse alguma coisa fosse superior, em algum sentido, a quem não sabe).
  • 113. O que não-fazer  Manter um corpo docente separado de um corpo discente.  Em suma, estabelecer um padrão de ensino em vez de aprendizagem.
  • 114. REDES SOCIAIS E APRENDIZAGEM Multiversidade: da universidade dos anos 1000 à multiversidade nos anos 2000. A co-creation nos processos de multiversidade
  • 115. Pierre Levy (2010) tuitou recentemente que as universidades não têm mais o monopólio do conhecimento, apenas do diploma! .
  • 116. Karueein (c. 859) Fez (Marrocos) Al-Azhar (c. 988) Cairo (Egito)
  • 117. Bolonha (1088 ou...)
  • 118. Aula em Bolonha
  • 119. Estudantes em Bolonha
  • 120. Paris (1090 ou... 1170)
  • 121. Oxford (1096 ou... 998)
  • 122. As universidades surgiram no início do segundo milênio (ou entre os séculos 12 e 13).
  • 123. Mas o “DNA” surgiu talvez por volta de 3.700 a. E. C. na Suméria...
  • 124. As universidades já surgem como corporações meritocráticas
  • 125. O surgimento da Universidade (medieval) foi uma expressão do mundo (medieval), da cidade (medieval), da topologia da rede social da época, dos seus baixos graus de distribuição, conectividade e interatividade.
  • 126. Nos mundos altamente conectados que estão emergindo no terceiro milênio, não haverá mais lugar para algo como uma uni-versidade. Em termos sociais já estamos em um multiverso (distribuído) não em um (único) universo (centralizado). Assim, precisamos agora de multiversidades.
  • 127. A cidade vertical, murada e fortificada, administrada autocraticamente, onde surgiu a univercidade, dará lugar agora à cidade-rede onde surgirá a multivercidade democratizada.
  • 128. O que fazer para não reproduzir Universidade? Instituir “tribunais epistemológicos” (baseados em um suposto saber sobre o saber).
  • 129. O que fazer para não reproduzir Universidade? Organizar corporações de “sábios”.
  • 130. O que fazer para não reproduzir Universidade? Estruturar carreiras acadêmicas.
  • 131. O que fazer para não reproduzir Universidade? Adotar avaliações e seleções baseadas em currículos institucionais, graus, títulos, certificados e diplomas.
  • 132. O que fazer para não reproduzir Universidade? Comandar e controlar pesquisadores por qualquer meio (inclusive por meio da tutela do professor-orientador).
  • 133. “Univercidade” = Cidade Autocrática Foi na cidade murada e fortificada, governada autocraticamente, que nasceu a Universidade como univercidade meritocrática.
  • 134. “Multivercidade” = Cidade Democrática Será na cidade-rede, a cidade horizontalizada e democratizada, a cidade como rede de múltiplas comunidades, que poderá surgir a multivercidade como expressão de processos de Multiversidade.
  • 135. As novas Atenas onde brotará Multiversidade serão zilhões de comunidades
  • 136. Não há entrada na Multiversidade É rede: há conexão! A “entrada” é voluntária. Está quem interage.
  • 137. A pesquisa e a aprendizagem-criação Como a Multiversidade não distribui “canudos”, nela só interagirá quem quiser de fato aprender ou criar. Pesquisa e aprendizagem-criação são a mesma coisa.
  • 138. A avaliação na Multiversidade Você será avaliado por seus próprios pares ou pelas pessoas – quaisquer pessoas – que tomarem conhecimento de suas ideações e realizações. As avaliações não serão mais apenas individuais.
  • 139. Não há saída da Multiversidade Não há jamais avaliação final. A aprendizagem-criação é permanente ou intermitente, faz parte do “metabolismo”, da vida desse “organismo-vivo” que é o aprendente-criador.
  • 140. Multiversidade é cocriação Suas ideias e seus projetos serão polinizados pelas ideias e projetos de outras pessoas. Seu conhecimento, ao ser repartido, será multiplicado. E tudo isso será livre-aprendizagem por cocriação.
  • 141. Mais estudo: auto e alter-didata Não é contra o estudo. É por mais estudo. É pelo estudo autodidata e alterdidata que o heterodidatismo escolar-universitário sufoca ou não estimula.
  • 142. Conhecimento compartilhado Não é por menos conhecimento e sim pela multiplicação do conhecimento atualmente produzido. Quanto mais compartilhado, mais cresce e se desenvolve o conhecimento.
  • 143. Cultura da miscigenação Não é por menos cultura, é por mais cultura: não ilhada ou fechada, como na perspectiva multiculturalista e sim aberta a miscigenação – única saída para evitar o seu apodrecimento.
  • 144. Pesquisa compartilhada Não é contra a pesquisa orientada. É por mais pesquisa compartilhada. E por superar a separação entre aprendizagem e pesquisa.
  • 145. Enxames de comunidades Não é contra a chamada extensão universitária. É por torná-la atividade permanente e central, não eventual e lateral ao ensino e à pesquisa. Enxames de comunidades de aprendizagem-criação, cada vez mais interconectadas.
  • 146. Obrigado! http://www.augustodefranco.org

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