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Revista Outro estilo nº 02- versão web
 

Revista Outro estilo nº 02- versão web

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Revista de "life style" e comportamento

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    Revista Outro estilo nº 02- versão web Revista Outro estilo nº 02- versão web Document Transcript

    • bRUNA TANg MUSA ALTERNATIVA ATAQUE ESCULTURAL o artista Jey leva sua obra para a rua, sem autorização MIXHELL as preferências de iggor e laima 6 antebraços TATUADOS outroestilo.com.br 9 780021 766925 outro estilo #05 outro estilo #04 outro estilo #03 edição 02 | R$ 9,90 02> #02 Garotas sneakers | twinpine(s) | DJ inGriD | Camisas FlanelaDas | GelaDeira CustomizaDa
    • “The Vans Warped Tour”. 16 anos de punk rock.
    • Geoff Rowley, líder daqueles dedicados devotos, skatista da Vans desde 1999.
    • editorial ROupas RECiCladas. MExilhõEs. inTERvEnçãO COM EsCulTuRa. pRETO básiCO. EnERgéTiCOs. saudadE dO EspaçO RETRô. TwinpinE(s). MaRianE’s On FiRE. niTE pEOplE. MixhEll. ingRid diniz. Cwb. MEb (MúsiCa ElETRôniCa bRasilEiRa). aRTaChO JuRadO. TaTuagEns. uM YORkshiRE dE bOné. FERRORaMa. gg allin. ÓCulOs. hEadphOnE. bRuna Tang. gRungE. país basCO. snEakERsbR. aRgEnTina. JEY. iggOR & laiMa. anTEbRaçOs TaTuadOs. JunkiE FOOd. Eu sEREi a hiEna. TOY aRT. REspiRE CaMisas dE FlanEla. squaT. MOdElOs nãO-MOdElOs. Rdp. O apTO dE Régis & bRuna. baRdOT. TChiCanO ai ai ai. bOquEiRãO. FaMiglia bagliOnE. gaRagE. MulhER-aRanha. gaROTas snEakERs. gEladEiRa CusTOMizada. zuMi. ivan shupikOv. la MEJillOnERa. un vEsTidO Y un aMOR. 2YuMMY. aTiTudE. sTaR waRs. bh. d-EdgE. li’l ROCk. aCTiOn FiguRE. guiTaR ROCk. MilO aukERMan. pORRE dE TEquila na ObRa. MpC500. MagOO. xOTas On FiRE. undERshOwER. MOda. paTOs. Tudo isso é OE. Tudo isso está na OE. Coisas que gostamos, vivemos e acreditamos. Coisas que fazem parte do nosso lifestyle. Já tivemos um excelente feedback na primeira edição, quando presenciamos pessoas folheando a OE e dizendo “faltava uma revista assim no mercado”. Esse é o segundo passo de muitos, dentro de um projeto cuja missão é ser diferente. EQUIPE EDITORIAL
    • sac.newera59@marc4.com.br vendas: (11) 3315-0910
    • 16 top 06 nit ep 20 eo ata ple qu 26 ee scu con ltu ser 30 ra tan l en do e rg & 32 éti cr co ia tw s nd inp o 36 ine (s) ma ri a ne 44 ’s com on ae fi r e 46 jo gu pre ea fe r ca ên sc 54 cia an sm dj oc ixh ing hã o rid ell 64 ox is do ar 66 má dec rio ora çã o: 72 ai +1 lha 24 de add ho to 74 nd ca a bru rt na tan g: 90 mu +9 sa 4 alt sn er e ak na ers tiv 98 br a squ at 18 112 126 no an te b ra diy ço no va gel ad eir a ve lh a foto chico muniz (nite people) navegue pela oe
    • santapinup.com.br Foto: Gabriela D`Andrea l Arte: Renato Petillo S ives he g parts. . wors fom al bes and te ou the y
    • quem colaborou 1. RicaRdo NuNes, pernambucano, dentista de formação e um apaixonado por tênis desde sempre. Caiu de pára-quedas em outro universo e hoje comanda o SneakersBR, primeiro site a falar do mercado e da cultura sneaker no Brasil. 2 1 2. Gabi GaRcez, da primeira edição da revista OE pra cá, tornou-se professora de Design de Moda em duas universidades da capital paranaense e por isso mudou de cidade, mas ainda é blogueira e pesquisadora dedicada de moda e cultura contemporânea. 3. ivaN shupikov, 39 anos, começou fotografando skate há 20 anos. Deu aulas na EPA, trabalhou no NP e Editora Abril. Hoje, está enlouquecido tomando whisky e finalizando um livro de retratos de personalidades do mundo underground. 3 5 4 4. FabiaNo RodRiGues “LokiNho”, skatista, atualmente desenvolve arte e fotografia no departamento de MKT da Volcom do Brasil. 5. MaRiaNe custódio, 22 anos, é produtora de moda e estudante de Comunicação, Rádio e TV. Mantém o blog Xotas on Fire: xotasonfire.blogspot.com 6 6. pabLo vaz é curitibano e pertence a uma nova safra de fotógrafos profissionais de skate. Em 2010, assumiu o desafio de retratar o seu cotidiano através de um diário fotográfico e criou o projeto Hoje em Foto. 7 ReNata aMaRaL, 33 anos, se encantou com o . mundo da moda desde criança. Aos 15 anos já estava fazendo o figurino e a produção das peças de Teatro das quais participava (na época ainda sonhava em ser atriz). Hoje é diretora de produção e ama o que faz. 8. tide MaRtiNs, 22 anos, é maquiador e cabeleireiro. Já participou de algumas edições da São Paulo Fashion Week e do Brazilian Next Top Model. Atualmente trabalha no Salão Bardot, em São Paulo. 7 8
    • DHIEGO CORREA - NOLLIE HEELFLIP VARIAL FOTO ATILLA CHOPA THE BERRICS mazeskateshop.com.br RUA AUGUSTA. 2500 - SÃO PAULO. SP
    • TOP TEXTO MARCELO VIEGAS FOTO FERNANDO MARTINS FERREIRA Mariana aretz [ Un Vestido Y Un Amor ] (01) chemise Fica bem em mulheres de todas as idades e estilos. Nunca sai de moda. (02) tomara que caia Para as mais magrinhas, o ideal são os modelos sem recortes em baixo do busto e bem soltinhos. (03) com a cintura marcada A Vestidos com um recorte na cintura garantem uma silhueta mais bacana em qualquer mulher (mesmo nas mais cheinhas). estilista Mariana Aretz, (04) com manga comPrida 34 anos, é sócia da atriz Nem todo mundo tem o hábito de usar vestidos no frio, mas é uma Débora Falabella na ótima opção. Basta uma meia calça e um bom casaco, pra ficar quentinha e bem vestida. marca Un Vestido Y Un Amor, especializada na criação (05) com a saia amPla (pregueada) de vestidos. Compartilhando seu Quem tem mais quadril é resistente a esse tipo de modelo por achar que engorda. Pelo contrário, disfarça e ajuda a criar uma falsa cintura. conhecimento, Mariana lista os seis vestidos indispensáveis (06) Preto básico em qualquer guarda-roupa É o tipo de peça que dá para usar em várias ocasiões, desde uma festa a um almoço informal no fim de semana. É só trocar os acessórios (sapatos, bolsas, bijoux) e o feminino vestido se adapta a todas as situações.
    • -ya.net www.jo(11) 2872-1680 ce 55 head offi
    • FOTOs chicO muniz
    • 19
    • TEXTO charlEs francO fOTOs aTilla chOpa E hOmErO nOguEira Ataque escultural InvadIr o canteIro de uma avenIda da caótIca São Paulo em Plena luz do dIa movIdo aPenaS Por um objetIvo: tranSformar o cotIdIano da cIdade atravéS de uma Intervenção artíStIca
    • 21
    • Bloco à vista Ao avistar o pedaço de concreto repousado à margem de uma das mais movimentadas vias paulistanas, Av. 23 de Maio, o artista Jey encontrou não apenas o lugar perfeito para sua mais nova obra, mas também uma nova maneira de intervir no cotidiano da cidade. Se o graffiti já faz parte da paisagem urbana paulista, esculturas são, definitivamente, uma novidade. E Jey decidiu colocar sua ideia em prática. Grafiteiro das antigas, Jey é fã de serralheria e há algum tempo produz esculturas em peças de metal, fazendo do material, de maior durabilidade, um novo suporte para expressar sua criatividade. Assim, quando encontrou um bloco de concreto esquecido, tratou de medir o local, para fazer daquilo a base de sustentação de uma escultura em homenagem à miscigenação de raças e culturas, tão característica da metrópole. Com as medidas anotadas, veio a fase dois: criatividade, serras e máquinas de solda deram vida a sua criação, uma escultura em aço com 2m de altura por 1,20m de largura, pesando mais de cem quilos! Mas, antes de ganhar as ruas, a peça fez parte de uma exposição da qual Jey participou no MUBE (Museu Brasileiro da Escultura). A ideia do artista ao mesclar dois perfis, que juntos formam um terceiro rosto, é entregar à população paulistana uma representação do sentimento/relacionamento das pessoas com a metrópole: a antítese entre o bem e o mal, a alegria e a tristeza, o amor e o ódio.
    • Hora de agir Chegou o momento mais tenso de toda a história: levar a escultura para a movimentada avenida. Devido ao tamanho e peso da obra, foi preciso a ajuda de 6 pessoas para a “operação”. Nada poderia sair errado. O dia do “ataque” foi marcado. Hora de transformar o sonho em realidade. De caminhonete, o grupo retirou a escultura de Jey do museu, colocou na caçamba e seguiu rumo ao destino final da peça. Em meio ao conturbado trânsito da cidade, todos no carro sabiam que a operação devia ser rápida. Garrafão com água, balde para mistura, um pouco de cimento e areia estavam prontos para concluir a missão. O motorista invadiu o gramado e levou o grupo até o ponto da instalação. Enquanto a obra era retirada da caminhonete, Jey já preparava o concreto que cravaria a escultura na base de metal. Tudo em alta velocidade. O grupo levou a escultura até o pedaço de concreto e a deixou repousar sobre a base de ferro, enquanto as porcas eram rosqueadas. O concreto despejado para fixar a escultura em seu novo habitat não selava somente o contato da obra com a fria base de concreto: selava, isso sim, o compromisso do artista com a missão de levar arte ao povo. Arte nas ruas, ao alcance de todos.
    • O futurO da escultura Questão número um: será que a prefeitura vai notar a obra? Não é possível precisar há quanto tempo aquele pedaço de concreto estava ali, sem uso, abandonado. Anos, meses? Ninguém tem resposta pra isso, talvez nem mesmo os próprios orgãos responsáveis. Assim, o inverso se aplica: talvez ninguém note sua presença ali. Ou melhor, talvez ninguém com poder de dizer “tire isso daqui” note que algo novo nasceu. Numa cidade que parece eternamente em obras, uma obra sem autorização não tem prazo de validade. Pode durar pra sempre. Questão número dois: quantos outros blocos de concreto esquecidos uma cidade como São Paulo abriga? Centenas, milhares? Também não há resposta para essa pergunta, ainda que haja a certeza que são muitos. Por isso, Jey já se prepara para novas intervenções em metal, de olho nos cantos esquecidos da metrópole cinza. Em uma cidade carente de obras de arte para o povo, pequenas atitudes são capazes de fazer do cotidiano algo melhor para se viver. Jey fez sua parte. Acesse outroestilo.com.br e confira o vídeo dessa intervenção.
    • TEXTO GABI GARCEZ FOTOs pABlO vAZ Consertando & Criand Dizer que a curitibana Lisa Simpson ganha a vida consertando roupas não seria um erro. Mas deixaria de lado o foco principal do seu trabalho, que é recriar. Portanto, desconfie do aviso de “Reciclase roupas” na vitrine de sua loja. O que ela faz é muito mais do que reciclar
    • 27 ibana rtoon e a curit famosa do ca do homôa personagem ntre comum - além , o que há de cada Ao invés d Lisa Simpson marcante de e festa de personalidade debutante sua almeja vida real: s, aos 15 a - é apenas a da máquin nimo da da Lisa da nos ganho a caseira. o entra na vi overloque ua Três anos Caretice nã os de sua - máquina uma. depois, pe cipais aspect que corta e diu uma dos prin damental p fecha ao m mples de subversão é um , ara a dura eito si esmo temp bilidade da pelo contrário pão num conc o, funsabe que fe s costuras. rou seu ganhabairro, z uma boa Hoje, aos 26 costureira de -moda. Encont arte escolha, po ousada da anos, ainda a aco ão is esses sã mpanham as. Uma vers “consertar”. Re o presente . Leva a sé arrumar roup s que simplesmente máquinas rio o termo las e já esteve muito além de “portátil” d e transformáem muitos afinal ela vai e suas ciclar roupas onde vive, eventos e b co old costurando do negócio. Re aladas de C aquele casa r é a alma roupas alh cria uritiba, tal paranae ilidade. Sabe eias. Muito e nse já aceit a quanto na ut s boêmios omento em qu aram o con tanto na form da capimodificar su seu avô? No m vite da inusi r um n que era do as peças. “ tada estilis sabe, vir a se hool de nylo sc Uma vez u ta para meio do ba derá, quem m menino r para eu p à Lisa, ele po tirou a calç ais imaginado. oder costu você entregar a no to, porém jam rar”, conta bacana quan com orgulh macacão tão o. bos por r escolha e am stino, artista po l Estilista por de o seu principa na de costura em tem na máqui i aos 13 anos, s de aptidão, Lisa m a área fo noções básica ro contato co e – teve O primei série canadens meio criativo. imeira ixão à pr na oitava ando - então r roupas foi pa Vancouver, qu im, reconstrui ória, já sciplinas. Ass iência na hist a das di de conven costura em um uma parcela vam de isa uvesse grandes e prec e também ho das dá eram muito vista, ainda qu mais o mundo prava no Cana que com o largou que as peças í em diante nã em. Da que lhe serviss ajustes para s. s e pano agulhas, linha E , aquele atelier Garage em seu novo ofício da reendereço fixo, com o bém tem loja combina s baladas tam visual retrô da A costureira da e Roupas”. O -s se lê “Recicla da vitrine onde iscos vintage, toca-d nas ainda, que criação. Máqui o movimen de disa coleção to Dada é aceita sem os e uma fart a inspiraçã colorid problemas oldes o maior, e o fato de q am-se aos m talvez seja tes sem o a vinil mistur ue poucos por isso qu cos de cabamento icar compreend e convencion adas. Para expl am suas co as pessoa s customiz al. “Enten sturas e co e peça s têm dificu não do quem n rldade de lid revela que ão gosta d , Lisa ar com o q esse universo o que faço, ue é estra Assim, os cl so fashion e, nho”. ientes que ada ao univer é lig ias ela conquis nc das roupas tou vão à su e citar referê feitas em sé a loja para assim, prefer rie. Devido rt suas peças fugir da m à exclusivid o alemão Ku não encon esmice ade de sua ticas como tra apenas artís o s criações, individualid a assinatura rteamerican quem vest ade. da artista, itters e o no e Schw mas també sa, m a própri burg. Confes a Claes Olden
    • À SUA DISPOSIÇÃO o mercado das bebidas energéticas está mais aquecido do que nunca. novos produtos chegam para dividir as prateleiras com as marcas já conhecidas, criando um vasto leque de opções para os consumidores. muita energia, à sua disposição dark dog R$ 3,00 flasH power R$ 3,89 mega energy R$ 7,40 eVerlasT energy drInk R$ 5,50 TnT (Zero açúcar) R$ 5,15 TnT R$ 5,15 speed up R$ 4,80 burn R$ 4,50 gladIaTor (fruTas selVagens) R$ 4,90 gladIaTor (fruTas cíTrIcas) R$ 4,90 nIgHT power R$ 4,19 bad boy power drInk R$ 4,40 red bull R$ 5,40 *preço sugerido flyIng Horse R$ 3,99 FOTO ATIllA chOPA
    • 31
    • 33 entrevista MarCeLO vieGas FOtOs aLexandre vianna “Não se fazem mais guitar bands como antigamente”, é um discurso repetido à exaustão nos dias atuais. A banda paulistana Twinpine(s) chega para contrariar a regra, com sua sonoridade de matriz 90’s, influenciada pela santíssima trindade Sonic Youth, Dinosaur Jr e Superchunk. O power trio dispensa a presença de um baixo: Bruno e Mick dividem as guitarras e as vozes, enquanto Magoo toma conta da bateria. E foi justamente com o baterista (e lenda viva do underground paulistano) que conversamos, sobre o recém-lançado álbum “Niagara Falls”, a criação de músicas para a trilha original do documentário Dirty Money, cena independente e muito mais
    • A proposta de fazer um som com cara de anos 90 veio desde o início? Foi esse gosto em comum que os uniu? Com certeza. Eu, como sou o mais tiozão, sempre fui mais focado nas coisas velhas, principalmente dos 90’s. Sou da época do Espaço Retrô, do Alternative Bar, do antigo Urbania (clubes do underground paulistano). Fui criado musicalmente ouvindo Sonic Youth, Dinosaur Jr, etc. Então foi inevitável, pelo menos pra mim, montar uma banda desse naipe. Eu sempre toquei batera, mas praticamente nunca tive banda por falta de opção de algum amigo ter a mesma pegada de fazer um som. Quando aconteceu, fechou total! E como aconteceu? Em 2003, eu e o Léo (aka Mick) nos juntamos pra fazer umas jams na casa dele, onde tinha um set montado num quartinho. Sempre nos juntávamos com ele e os irmãos mais velhos dele pra fazer um som de fim de semana, pois sou amigo dos irmãos dele desde moleque. Enfim, numa dessas jams acabou que saíram umas composições legais. Agregamos o primo dele, o Renato (antigo guitarrista dos Pines), formamos a banda e estamos aí até hoje (com exceção do Renato que deixou a banda em 2009 dando lugar ao Bruno Monstro, amigo de infância do Mick). Vocês começaram em 2003 e só agora, sete anos depois, lançaram o primeiro CD. Por que a demora? Inicialmente foi uma opção pelo amadurecimento mesmo. Chegamos a disponibilizar um EP virtual em 2004, mas foi bem na miúda (risos). Lembro que nós ensaiamos um ano antes de fazer o primeiro show. Sempre tivemos essa ideia de atingir um nível no mínimo decente pra se apresentar, ao contrário de bandas que amadurecem no palco, de tanto tocar ao vivo, apunhalando ouvidos alheios (risos). Esse período recluso em estúdio foi essencial pra gente alcançar o mínimo de qualidade que queríamos pra fazer nossa música. Começamos em 2003, mas fizemos nosso primeiro show só no final de 2004. O disco demorou por conta disso também: 5 anos tocando nos renderam muitas composições e foi o período que nós precisávamos pra finalmente registrar as músicas no estúdio. Hoje, com a entrada do Bruno, o novo guitarra, estamos compondo como nunca, e em pouco menos de um ano já temos músicas suficientes para um novo disco. E a tendência é cada vez mais explorar novas sonoridades, novos caminhos. O céu é o limite (risos). Da esq para dir: Mick (guitarra e vocal), Magoo (bateria) e Bruno (guitarra e vocal). Os Twinpine(s)! O que os motivou a optar por uma formação sem baixo? Desde o início temos essa formação, por vários motivos: por influência de bandas como Jon Spencer Blues Explosion e Sleater-Kinney, e por opção de querer fazer algo diferenciado mesmo, explorar o desconhecido. Fazer experiências de colocar uma guitarra base bem grave, ligada em amplificador de baixo, acabou virando uma característica no nosso som. Muita gente ouve o som e curte pra caramba, depois vai num show e se pergunta depois de alguns segundos “nossa, cadê o baixo?” E vê que, na real, ele não faz falta no nosso som. É a nossa característica principal, a sonoridade extraída completamente de duas guitarras. Acho que funcionou... (risos)
    • Por que decidiram cantar em inglês? Primeiro porque as influências da banda, por unanimidade, vêm de bandas americanas e européias. E segundo porque o Mick tem um inglês impecavelmente fluente. Ele é professor de inglês e faz faculdade de letras com especialização em inglês. Era inevitável que viéssemos a ter uma banda com letras em inglês, tanto pela influência como pela facilidade de compor na língua. Não condeno quem faça música em português, mas não é a nossa praia. myspace.com/twinpinesmusic agravadorapulp.com.br Além do professor de inglês, o que cada um da banda faz “para viver”? O Mick, como já dito, está terminando a faculdade de letras e dá aulas de inglês, o Bruno é jornalista e eu sou artista plástico e ilustrador. Como surgiu o nome do disco, “Niagara Falls”? E, aproveitando o tema, por que Twinpine(s)? “Niagara Falls” foi a primeira música que eu e o Mick compusemos. Nas jams que fazíamos na casa dele sempre rolavam covers do Hüsker Dü, Pin Ups, Breeders, e um dia fizemos uma jam instrumental que gerou a música “Niagara Falls”. Aí vimos que dali sairia uma banda legal, agregamos o outro guitarrista e a banda aconteceu. A música acabou nem entrando no disco, talvez ela entre no segundo, mas resolvemos colocar o nome do álbum como uma homenagem a ocasião que nos juntou. Já o nome Twinpine(s) a gente tirou do filme “Back to the Future” (“De volta para o futuro”). É o nome do shopping center que aparece no início do filme. Muita gente nunca reparou, mas esse nome tem importância no filme. Achamos legal o nome e os símbolos que ele proporcionava, e usamos. Já os parênteses no S é apenas um detalhe gráfico pra diferenciar na escrita, nada muito significativo (risos). Qual sua opinião sobre as condições oferecidas para as bandas alternativas tocarem? Como você avalia as casas de shows do underground? Muita coisa é difícil hoje em dia, estrutura, apoio, condições mínimas. Mas existe de tudo: existem aquelas casas que é sempre legal de tocar, mas que nunca têm equipamento decente; tem aquela que você toca de graça e mesmo assim briga pra conseguir ganhar uma garrafa d’água; tem aquela que acha que está te fazendo um favor deixando você tocar no espaço dele; tem aquela que tem uma estrutura da hora, paga bem e te oferece pelo menos o mínimo de conforto. É uma grande mistura de situações. Mas, como sempre, parece que certas coisas nunca mudam: se não fosse muito amor pela música, não sei como seria. Tem que gostar muito do que faz pra sobreviver no cenário underground. Mas a gente não desiste, a esperança é a última que morre. Nessa maré turbulenta ainda existe muita gente que acredita na parada, não dá pra generalizar e crucificar todo mundo, tem muita gente legal por aí que apóia as bandas. Nós ENsAiAMos uM ANo ANTEs DE FAzER o PRiMEiRo show. sEMPRE TivEMos EssA iDEiA DE ATiNgiR uM NívEl No MíNiMo DECENTE PARA sE APREsENTAR, Ao CoNTRáRio DE bANDAs QuE AMADuRECEM No PAlCo, DE TANTo ToCAR Ao vivo, APuNhAlANDo ouviDos AlhEios Recentemente vocês compuseram 3 músicas para a trilha original do documentário Dirty Money. Fale um pouco sobre essa experiência... Foi uma experiência única. Foi muito bacana compor essas 3 músicas que fazem parte da trilha do Dirty Money, por N motivos: por ter tido a experiência de gravar com o Rafael Crespo (Polara/Planet Hemp), de quem sempre fui muito fã, por fazer a trilha sonora de um filme que fez parte da minha história, e simplesmente pelo fato de fazer música exclusivamente pro filme mesmo. Foi empolgante pra nós três e tem muita coisa pra ser falada quanto a isso: as minhas experiências por ter praticamente me iniciado no rock alternativo por influência de vídeos de skate, pela expectativa de ver como a nossa música se comportou no filme, etc. Estamos muito empolgados, e cada um tem uma visão particular pra descrever qual a sensação de ter feito essa trilha. Como você vê o atual cenário alternativo brasileiro? É uma cena forte e unida, ou é cada um por si? Eu acho que a cena alternativa está voltando agora, principalmente de bandas que têm influências parecidas com as nossas, bandas que cantam em inglês, bandas instrumentais e experimentais, e mesmo as que cantam em português mas tem uma carga de influência de coisas mais “obscuras” como a gente. A cena de rock alternativo deu uma caída um tempo atrás, talvez por causa dessa avalanche emo e de bandas comerciais que aconteceu nos últimos tempos. Eu, particularmente, sinto falta daquela cena indie dos anos 90, dos shows, das festas, mas não dá pra ficar só lembrando, então o jeito é tentar trazer não aquilo de volta, mas fazer algo que lembre pelo menos a atmosfera musical de uma época em que se produziu muita coisa bacana. Hoje tem muitas bandas legais, tanto com influências de coisas antigas como de coisas novas. O mais importante de tudo é fazer música boa, independente da influência. Nós começamos a aparecer e tocar com mais frequência há pouco tempo, ainda estamos nos enturmando com outras bandas. Queremos viajar, trocar mais experiência de palco com outra galera, etc. Tenho boas expectativas quanto a nova cena que está se formando no rock alternativo brasileiro. Panelas existem em qualquer lugar, na música não é diferente, mas também existe muita banda legal querendo ter essa interatividade musical. Então estamos aí, prontos pra novas experiências e novas amizades. Essa cena é muito pequena pra ficar cada um num canto, o lance é se unir, fazer música e, o mais importante, se divertir.
    • texto Mariane Custódio Fotos atilla Chopa ne’s aria M ire nf O
    • 37 u não sei dizer de onde vem essa vontade de correr sem pertencer, meu corpo se movimenta por instinto e, de repente, me vejo mergulhando no asfalto. Ele surgiu em minha lista de contatos, não sabia quem era e nem como conseguiu o meu email. Resolvi aceitá-lo, mas não conversei muito, tenho medo desse tipo de abordagem, apesar de sentir atração por pessoas desconhecidas. Mesmo quando transo com um cara qualquer, que se faz de fofo por me achar meiga, quando finjo não ver a barriga e peitinhos de caras acima do peso, quando me incomodo com conversa furada sobre filmes ruins, quando sinto cheiro de suor e odeio a falta de noção na hora de se vestir, ainda assim, eu busco amar. Aquele cara era amor, e eu queria um pouco. Lembrei que fazia muito isso no colégio: platonizava possíveis relacionamentos com pessoas desconhecidas. Elas nem sabiam, mas dormiam comigo todas as noites da mesma forma como ele nesses últimos dias. No final de semana fiquei angustiada. Subi na bicicleta, fui pro centro e desci a Av. Brigadeiro Luis Antonio sentido Bela Vista. Era maravilhosa a sensação do vento frio no meu rosto e o sol sobre meus ombros descobertos. No Centro de São Paulo ninguém é de ninguém. O concreto respira solidão, é lindo e frio. Eu corria sem sentido em cima da bike até que cheguei no Viaduto do Chá. Estacionei minha bicicleta e fiquei ali, durante um tempo, tentando entender a minha vida, buscando respostas para muitas sensações.
    • Fiquei angustiada, subi na bicicleta e fui pro centro. Era maravilhosa a sensação do vento frio no meu rosto e o sol sobre meus ombros descobertos
    • Eu não sei dizer de onde vem essa vontade de correr sem pertencer, meu corpo se movimenta por instinto e de repente, me vejo mergulhando no asfalto
    • cabelo e make-up produção e estilo ass. de produção tide martins (salão bardot) renata amaral ariane farias A paulista na Marian e Custódio no qual e , 22 anos, xorciza a mantém “timidez” dia a dia, o blog “X através d misturand otas on F e relatos o realidad e confira ire”, apimenta e e ficção mais foto dos do se . Acesse o s desse e u seus conto utroestilo nsaio, alé s. .com.br m de outr os trecho s dos
    • Estacionei minha bicicleta e fiquei ali, durante um tempo, tentando entender a minha vida, buscando respostas para muitas sensações
    • TEXTO E fOTOs rEnaTO cusTOdiO Coma e jogue a casca no chão Conheça La Mejillonera, um restaurante espanhol onde a tradição é degustar o mexilhão e jogar a casca no chão. Com classe, é claro uma viela charmosa, em pleno País Basco, um entre alguns luminosos me chama a atenção e aguça meu estado faminto: as luzes que brilham escrevem La Mejillonera. Surgido no início da década de 70 em Zaragoza, o bar tem três outras filiais na Espanha, e abro a porta da unidade de San Sebastián, prometendo pro meu estômago que sua agonia terminaria em breve. Enquanto lambuzo minhas mãos (talheres, aqui, não existem), vejo que o público do local é bem eclético, com casais, pessoas sozinhas, modernos de todos os tipos e até algumas crianças disputam o espaço. Algumas pessoas dispensam os mexilhões, pedem apenas a porção de batatas, tomam um cerveja e vão embora. Não gastam muito mais de 2,50 euros por isso. Os que pedem a porção dupla deixam lá cerca de 4,00 euros. Logo descubro que é da natureza do local estar sempre lotado, e que receber a atenção dos garçons requer um pouco de sorte. Após algum esforço, consigo finalmente obter minha refeição. Hora de manobrar num espaço limitado, esquivar-me dos cotovelos que me cercam no balcão e conferir o sabor. Terminei. Hora de me desfazer do meu lixo, e então entendo o porque da impressão de sujeira que tive quando entrei. Nem sinal do tradicional cesto de lixo: uma canaleta, que acompanha toda a extensão do balcão, recebe - e obviamente não dá conta - todo o resíduo gerado pelos clientes. Sigo a tradição e jogo tudo no chão, ou melhor, na canaleta. Saio satisfeito, confortado pelo ambiente e pelo rango saboroso. A rua do bar leva ao porto, e é pra lá que vou pensar na vida e digerir os moluscos. E descubro criaturas viciantes nas minhas entranhas. Voltarei pra La Mejillonera assim que bater a próxima fome. Ou, pelo menos, na minha próxima visita ao País Basco. Como o próprio nome sugere, a especialidade da casa são os mexilhões (mejillones, em espanhol): servidos de cinco maneiras diferentes (maionese/apimentado/vapor/salsa/ vinagrete), normalmente batatas bravas e lulas são os acompanhamentos mais solicitados. Maionese, pimenta e pão completam o combo, uma mistura que dá um ar de junkie food de primeira categoria. Cerveja, vinho e sidra, bebida típica da região, são as mais pedidas. La MejiLLonera Calle del Puerto, 15 20003 - San Sebastián, Espanha
    • 45
    • preferências TeXTO charles francO fOTOs aTilla chOpa MIXHELL rmam o bo yton fo do glo aIma le ael a parte avaler o do dou bo tr Iggor C 2009 ro Ira den , que em ada e brasIle IXHELL a na estr rIdade M ono . a vid m são Indo a s rônICa to e dIfund ICa elet artamen da mús os no ap dicar aos nIverso uir se de cinco filh u om os conseg objetos ara ência c cenário, brar-se p a conviv res. neste sal desdo s, como milia z o ca nais e fa suas vida paulo, fa profissio ante em ve e raro port issos . num bre sença im comprom io doce lar” mem pre o domicíl “lar assu vadimos rafia do pessoais e iconog ideram m casa, in e écie d que cons la estava uma esp uns itens ue a dup cionar alg nto em q sele nalidade mome ua perso casal para uco de s imos ao po e ped tam um s e retra precioso
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    • preferências Iggor Cavalera 1. pÔsTer seX pisTOLs “Esse pôster ficava na parede do nosso quarto (meu e do meu irmão) quando tínhamos uns 16 anos. Um tempo atrás vi o pôster na casa da minha mãe e resgatei essa pérola, que virou objeto de desejo de muitos amigos. Inclusive o João Gordo pediu para colocar no meu testamento que o pôster fica para ele” 2. picTUre Disc BaD Brains “Sou muito fã da banda por tudo o que ela representa na música. Achei esse picture disc (disco com a capa impressa no próprio vinil) em uma viagem e peguei o autógrafo dos caras quando eles tocaram no Brasil” 3. aDiDas rUn DMc “O logotipo do RUN DMC é um dos melhores que existem. Inclusive no MIXHELL utilizamos a mesma estética como uma espécie de tributo. Sempre namorei esse tênis pela história da ligação do grupo com o rap. O surfista Binho Nunes tinha esse tênis e eu tinha um modelo de um grafiteiro de Nova Iorque que ele gostava muito. Acabamos fazendo uma troca, afinal os valores estavam invertidos” 9 4. Mpc500 “A história começou por imposição do Zegon, que é muito amigo nosso e sempre falava que eu precisava ter uma. Certo dia tocamos juntos, e ele me pagou o cachê com uma MPC. Acabei meio que ficando fanático, hoje tenho três. Essa da foto é um dos modelos mais portáteis, carrego para todos os lados, em shows e viagens” 5. paceMaKer “Esse foi um presentão que ganhei de Natal da Laima, um conjunto do Pacemaker com fone Monster Beats, modelo do Dr. Dre. Um sonho de consumo, que sempre achei muito legal, mas nunca tive coragem de comprar” 6. aLfaia “Esse tambor tem um valor muito especial. Em 1992, o Sepultura fez um show com a Nação Zumbi, onde conheci o Chico Science e perguntei onde eles conseguiam os tambores. Ele disse que era um senhor que fabricava artesanalmente, e que me levaria lá quando estivesse em Recife. Ele faleceu quando eu estava fora do país, e quem me deu foi o Paulo André, empresário deles. É uma espécie de herança, que tomo muito cuidado e procuro nem tirar de casa” 10 7. caneca eT “Gosto de colecionar algumas coisas bizarras dos anos 80. Tenho fixação especial com dois personagens, o ET e o Mr. T, do seriado Esquadrão Classe-A. O ET é uma coisa muito tosca, uma espécie de trambique master, mas que acho muito legal. Qualquer coisa que vejo dos dois eu compro” 5 8. seLeÇÃO canarinHO “Uma réplica da camisa da seleção brasileira de 1970 que comprei em Londres. Um amigo meu foi a um evento onde estava o Pelé e pegou o autógrafo para mim. É a única coisa que impressiona os meus amigos gringos quando estão aqui em casa” 9. sHape “Eu queria que alguns amigos artistas pintassem uns shapes, para eu guardar ou pendurar na parede. O Eduardo, da Drop Dead, me mandou alguns decks lisos. Estava no começo de relacionamento com a Laima e então resolvi pintar um para ela” 10. fLaT eric “Todo mundo que curte música eletrônica pira nele. O Flat Eric fez parte de uma propaganda da Levi’s e acabou se transformando em um personagem cult depois que o Mr. Oizo, um produtor famoso da cena, o colocou em alguns clipes. Ganhei esse dos caras de um estúdio na Alemanha” 6
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    • preferências Laima Leyton 1. KOrG Ms-20 “Fabricado em 1978, este sintetizador é como se fosse nosso sexto filho. Faz toda diferença na produção das músicas. Conseguimos após 6 meses de muita batalha: uns amigos belgas passaram o contato de um cara, uma espécie de contrabandista internacional especializado em sintetizadores. Fiquei tão feliz que voltei da Bélgica com ele no colo” 2. nOssa senHOra Das GraÇas “Gostamos de colecionar coisas diferentes dos lugares por onde passamos. Temos uma coleção de Santos de diferentes lugares do mundo. Essa escultura nós compramos no Vaticano, e tenho um carinho especial por ela em razão de uma promessa que fiz e acabou se concretizando” 3. sHape “A história é semelhante com a do Iggor. Estávamos namorando e ele me presenteou com um shape. Resolvi customizar um shape e retribuir da mesma forma” 4. sapaTiLHa cHanneL “Esse é o meu xodó do momento, uso essa sapatilha para tudo. Foi o presente que o Iggor me deu no último Natal. Um clássico da moda mundial que ainda tem as cores do MIXHELL!” 5. aGenDa “Uso desde a adolescência, não consigo viver sem. Mesmo toda bagunçada, é fundamental para o dia a dia com 5 filhos e os inúmeros compromissos que temos. É uma espécie de materialização das coisas que preciso fazer. Já perdemos um vôo para Croácia por eu não ter anotado a data nela” 6. KiT De aUTO-TaTUaGeM “Adoro tatuagens com linhas pretas, simples. Um amigo nosso, que é designer em Londres, tem algumas tattoos feitas por ele mesmo. Comentei que as achava incríveis, e então ele me tatuou e me deu um kit de presente. Esse é o meu novo vício, já fiz algumas em mim e no Iggor, acho que já tenho umas 6 ou 7” 7. MBOX “Essa interface de áudio simboliza um momento de virada em minha vida desde que comecei a produzir música. É tão importante quanto o computador, pois me permite conectar meus trabalhos ao ProTools (software de gravação e edição de música)” 8. ninTenDO Dsi “Não basta ser mãe, tem que participar! Sempre puxei a sardinha para o Nintendo, pois gosto muito do Mario Bros. Jogamos em família, todo mundo joga, são 13 games para 7 pessoas. Além de ser um precioso item em viagens, aumenta o meu contato com os filhos e mantém viva minha infância” 9. paTOs “Assim como acontece com os Santos, trazemos patos como lembrança de qualquer lugar por onde passamos. Ao saber de nossa coleção, alguns amigos que viajam se lembram da gente e nos trazem patos de presente” 10. BiOMBO “O Stephan Doitschinoff é muito amigo nosso, inclusive é padrinho do nosso filho, faz parte da família... Esse biombo eu peguei na época em que trabalhava no MAM e pedi para ele pintar. Essa peça é muito significativa para todos em casa” 10
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    • TEXTO marcElO viEgas FOTOs FabianO lOkinhO ou S caiçara, brinca Ingrid Diniz, mais conhecida como DJ Ingrid. Se sua certidão de nascimento garante que é santista, seu passaporte e as muitas horas de estrada pelo Brasil apontam para uma personalidade de cidadã do mundo. No comando das pick-ups, disparando house e techno, já esteve na Colômbia, Chile, Argentina, Áustria e Itália. E foi também no exterior, mais precisamente em Londres, 1998, que a então jovem de 24 anos apaixonou-se pela música eletrônica, ao pisar no club The End. Soube, naquele instante, o que deveria fazer: “Decidi que aprenderia a tocar”. “Em SantoS tEmoS muita qualidadE dE vida, mEnoS trânSito, Etc. iSSo mE EnErgiza para aguEntar o piquE dE um fim dE SEmana dE baladaS Em São paulo”, cOnTa a DJ rEsiDEnTE DO D-EDgE Aprendeu. Doze anos depois do insight, seu nome aparece com destaque no cenário eletrônico nacional, tanto como DJ quanto arriscando-se como produtora. Sobe a serra com frequência, rumo a capital, para sua residência mensal no conceituado D-Edge, na Barra Funda, ou então para compromissos em outros estados. “São Paulo fica há apenas uma hora de Santos, já acostumei com a viagem”. Sim, ela é caiçara e continua morando na praia, mesmo sabendo que uma mudança para Sampa facilitaria sua vida. A distância tem suas recompensas: “É uma delícia ficar os dias de semana tranquila, pegar uma praia, correr na calçadão... Aqui em Santos temos muita qualidade de vida, menos trânsito, as pessoas conseguem fazer muitas coisas num dia só porque o dia rende, então isso acaba me energizando pra aguentar o pique de um fim de semana de baladas”, explica.
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    • “As tAttoos criAm umA identidAde. As pessoAs vêm tirAr foto e pedem que eu levAnte meu brAço esquerdo, onde tenho váriAs flechinhAs tAtuAdAs. É umA mArcA registrAdA”
    • styling agradecimento nathalie maranesi simone nunes Ingrid mora de frente pra praia, num prédio dos anos 1950 assinado pelo famoso arquiteto Artacho Jurado. “Sempre namorei esse prédio, gosto muito de arquitetura, então sempre passava pra ver se tinha algo que pudesse comprar. Um dia visitei um apto lindo, exatamente como queria, mas já tinha uma pessoa na frente pra comprar. De mês em mês eu dava uma perguntada e continuava sonhando com aquele apto, até que um ano depois a mesma pessoa que comprou, colocou-o a venda. Ou seja, era pra ser meu”, comemora. Ela está há sete anos no imóvel de 90 metros quadrados, e garante que a vista é o que ele tem de melhor. “Agora mesmo, estou falando com você e o sol está começando a se pôr. Tem gente que acha bobagem, mas quem tem o privilégio de uma vista bonita tem uma sensação de felicidade inconsciente! É lindo quando chove, faz sol, quando o dia nasce ou dorme!” O bom gosto não se limita a escolha da moradia: ciente de que atrai olhares quando está no palco (e não só nele), capricha no visual, e mostra preferência por um estilo mais chique (“vestidos lindos e batom vermelho”). “Já tenho uma imagem forte, com muitas tatuagens, por isso [pra tocar] sempre opto por um vestido, de preferência liso, porque senão é muita informação. Mas, para fazer as fotos desse ensaio, resolvi dar uma brincada, com muita cor”, diz. As tatuagens de fato chamam a atenção e já viraram uma marca importante da imagem da DJ: “As tattoos criam uma identidade. Não que eu tenha feito por isso, fiz porque eu amo tattoo! Mas as vezes o público identifica um DJ por ele ser careca, ou tatuado, ou playboyzinho, ou rastafari, e no meu caso as pessoas vêm tirar foto e pedem que eu levante meu braço esquerdo, onde tenho várias flechinhas tatuadas. É como uma marca registrada”. “Tem genTe que acha bobagem, mas quem Tem o privilégio de uma visTa boniTa Tem uma sensação de felicidade inconscienTe”, diz ingrid, que mora de frente pra praia, num prédio dos anos 1950 assinado pelo famoso arquiteto artacho Jurado. O trabalho e a rotina diferenciada aproximaram ainda mais mãe e filho: “Ele tem muito orgulho porque sabe que é um trabalho sério, mas que também me torna uma mãe mais moderna”, conta. Moderna e solteira, “mas não tenho problemas com a solteirice”. Pergunto se o fato de ser mulher atrapalhou ou ajudou na carreira, e ela afirma que só ajudou, principalmente no início, quando não era tão comum ver uma garota no comando de uma festa. “Hoje tem muitas mulheres tocando, e é claro que esse mercado está livre do machismo: se existe seriedade e qualidade no trabalho, sempre vai ter espaço!” Com a carreira fluindo na direção certa, Ingrid exala autoestima. E, na mesma proporção, orgulho de ser caiçara. Já que é assim, peço dicas sobre baladas e restaurantes na baixada santista, e ela faz uma lista que pode ser muito útil para quem estiver na cidade e procurar roteiros alternativos. “De um tempo pra cá começaram a pipocar várias baladas no centro histórico, que até um tempo atrás era bem morto. Ruas lotadas de gente, restaurantes gostosos e muitas baladas. Discotecas legais como Bikine Barista, Euro, Seven e Giv! Quem quiser ouvir uma boa banda deve ir ao Café Central (também restaurante). Australiano (canal 4) e Badovick (canal 3) são barzinhos que recomendo”. Ok Ingrid, mas ir à Santos e não comer um bom peixe é quase um sacrilégio: “Ah, o melhor em matéria de frutos do mar é o Armazém (canal 3)!”, garante, com conhecimento de causa.
    • myspace.com/djingrid
    • 65 TEXTO dOuglas priETO FOTOs FErNaNdO MarTiNs FErrEira Xis Odo armário ste é o desafio: falar sobre camisas de flanela xadrez sem mencionar a palavra “grunge” (ou Festa Junina). Confortáveis, essas camisas aquecem legal no friozinho da madrugada sem te torrar na hora que o sol rompe no horizonte. Uma escolha correta para manter a elegância desde a saída da balada na madrugada até chegar ao trabalho na manhã seguinte. O tecido xadrez surgiu na Escócia durante o século XIX, baseando-se nas cores e padrões que existiam no tartã, tecido de trama fechada utilizado para identificar os clãs da época. À partir da Segunda Guerra Mundial, kilts e saias de tartã popularizaram-se, principalmente graças à rainha Vitória e o príncipe Alberto. Era comum a utilização de determinada cor ou padrão de xadrez em datas comemorativas. A possibilidade ilimitada de combinações permite que um guarda roupa lotado de camisas xadrez não seja repetitivo. Confira a seleção feita pela OE de uma peça de roupa indispensável, popularizada e definitivamente introduzida na moda através de um dos movimentos de música e cultura mais relevantes da história recente, surgido nas ruas e garagens de Seattle durante os anos 90 e exibido nos palcos e passarelas do mundo todo logo depois. Como era o nome desse movimento mesmo? Ah, você sabe. 0,00 Vans R$ 22 9,00 PUMa R$ 14 9,90 LRG R$ 24 9,90 LRG R$ 24 9,90 KREW R$ 29 9,90 KREW R$ 29 199,00 4staR R$ 229,00 faLLEn R$ 9,00 KREW R$ 18 Todas as camisas disponíveis na mazeskateshop.com.br Com exceção das camisas Puma (11. 3815-2833) e Vans (vansdobrasil.com.br)
    • TEXTO dOuglas priETO FOTOs alEXandrE vianna No meio de um revolto mar de carros, com pouco espaço e muito barulho, uma ilha pacífica, oNde o casal hoNda e um estiloso Yorkshire dão as boas viNdas
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    • orando num apartamento encravado num dos mais complexos encontros viários da cidade de São Paulo, numa região onde as saturadas Alameda Santos, Av. Rebouças, Rua da Consolação e a Av. Paulista de alguma maneira se cruzam, Régis Honda vive com sua esposa Bruna Horn Honda e Yoji, um Yorkshire Terrier cheio de personalidade. À julgar pelo que mostram as placas dos valores dos estacionamentos e as alíquotas de IPTU, percebe-se que espaço é algo raro e, consequentemente, caro, nessa conturbada e boêmia parte da cidade. O panorama começa a mudar quando se adentra ao condomínio. Basta pegar o elevador e chegar ao apartamento, onde o casal, apesar de zelar e colecionar uma boa quantidade de itens interessantes, que se adaptam e fazem parte da decoração do ambiente, consegue manter um bom espaço livre. “Essa é uma das coisas que mais gostamos em nosso apartamento: o espaço. O pé-direito alto e o ambiente amplo nos agradam bastante, por isso optamos por poucos e bons móveis para otimizar o espaço.” Alguns elementos incomuns ao universo da decoração se tornaram parte dela pela criatividade e imaginação do casal. É o caso do Ferrorama, uma relíquia que Régis possui desde os dez anos de idade, e que foi parar no centro da mesa de jantar. “Vimos algo parecido algum tempo depois em um projeto do designer Philippe Starck”, conta Régis.
    • “Alguns dos nossos ‘brinquedos’ são herança de infância mesmo, como no caso do Atari. Tenho dois funcionando, com cartuchos originais, então é normal os meus amigos chegarem aqui em casa e me pedirem para jogar, fazemos campeonatos, nos divertimos bastante.” O prazer de receber os amigos une-se às pescarias e ao trabalho como presbítero da igreja Bola de Neve na lista das coisas que fazem o tempo livre de Régis ser mais prazeroso. Profissionalmente, já passou por diversas marcas como Globe, Lost, Element e Vans. Atualmente é gerente de marketing da New Era Brasil, enquanto a esposa Bruna é estudante de design de interiores na Escola Panamericana de Arte.
    • Na composição da decoração ainda entram objetos da cultura japonesa (Honda morou por seis anos no Japão), livros como “Made for Skate” e “The Tokyo Look Book” e toys de filmes e artistas. Através desse mosaico de coleções e influências, que atuam direta e indiretamente na formação da personalidade do ambiente, Régis dá a letra daquilo que considera o lar ideal: “A sua casa é o seu mundo, nela você é quem realmente é. Ela conta a sua história, imprime a sua personalidade, mas não pode ser um lar se não possui o elemento mais importante do espaço: você mesmo!”
    • add to cart Fotos renato custodio CalCinha Santa Pin-UP, Série amoreS 2010 R$ 40,00 (Cada) relógio nixon TrigiTal R$ 399,00 boné new era linha São Paulo a new era brasil lançou 5 modelos exclusivos para homenagear a cidade de São Paulo. Criada pela estilista Tatiane marques, a linha segue a ideia de fortalecer a maior metrópole do país, com foco nos próprios paulistanos e simpatizantes da cidade. o tecido usado é o mesmo dos bonés dos times de baseball (mlb) desenvolvidos nos eua, porém com um mix de técnicas diferenciadas. R$ 99,90
    • 73 atilla chopa colares personalizados cohn feitos em prata, ouro ou prata com banho de ouro. R$ sob consulta fone nIxon nomadic R$ 568,00 MILo (DescenDents) + GG ALLIn 1991 o site aggronautix está injetando punk rock no universo dos action figures. os bonecos do milo aukerman, vocalista do descendents, e do falecido GG allin, lenda do punk norteamericano, estão entre os mais legais. os action figures medem aproximadamente 17cm e balançam a cabeça. www.aggronautix.com R$ 30,00 + despesas postais camiseta masculina mc estampa caveira MArc ecko R$ 147,50
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    • 75 BRUNA TANG musa alternativa Mulher de parar o trânsito, como diriam os antigos. A descrição cabe como uma luva na mineira Bruna Tang. Nascida Tangari, 32 primaveras atrás, habituou-se desde cedo ao ritual da virada de pescoço e do barulho das freadas. Dizer que algumas batidas aconteceram por sua causa não é nenhum exagero. É, isso sim, uma probabilidade que não deve ser deixada de lado. Contudo, sua personalidade inquieta (e criativa, pois inquietude sem boas ideias não serve pra nada) não permitiu que Bruna engrossasse a lista das modelos lindas e vazias. Respirou outros ares: formou-se em Negócios da Moda pela faculdade Anhembi Morumbi (SP) e conheceu os bastidores do mundo fashion, atuando como agente internacional de modelos. Não satisfeita, também acrescentou experiências como produtora e diretora de arte ao currículo. Mas ela quis mais. Colocou a voz rouca à serviço da música, primeiro no extinto 2Yummy e, mais recentemente, com o Undershower. O electro-rock da banda vem acompanhado sempre das performances marcantes (pra dizer o mínimo) da front woman, que ainda encontra tempo pra cuidar do filho Bento, de um ano e meio, e da marca de roupas modernas para bebê Li’l Rock. Sim, Bruna Tang é musa da cena alternativa. E, ao mesmo tempo, uma alternativa à utilização popular do termo musa. Sorte nossa.
    • BRUNA TANG bruna veste colete franjas element, regata flor, saia italian fashion, calcinha santa pin-up, cinto element, bolsa puma, relógio jo:ya, pulseira e colar boogie bijoux e óculos vonzipper
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    • Qual a ascendência do sobrenome Tangari? Tangari vem da italianada doida de sangue quente do norte da Itália. E o apelido Tang surgiu na minha infância, pela analogia com o famoso suco. Virou meu alter-ego! Você começou na carreira de modelo aos 13 anos, certo? Na verdade, trabalho como modelo desde bebê. Emprestei as bochechas para comerciais desde pequenina. Voltei ao trabalho com 13 anos quando uma “scouter” (caça-talentos) me encontrou na rua e me convocou pra um concurso no qual peguei segundo lugar! Daí em diante, não parei mais! Sempre fiz mais comerciais do que passarela, apesar de ter feito muitos desfiles aqui no Brasil. Minha onda sempre foi mais comercial, fotos e vídeos. “No sexo sou super passiva, apesar de talvez passar uma imagem avassaladora. sou pró-ativa em quase tudo, meNos Nisso! sou do time das submissas sexualmeNte e Não vejo mal NeNhum em assumir: o clima de ser domiNada me faz seNtir mais mulher” Aos 20 anos você começou a trabalhar como agente. Olhando hoje, acha que deveria ter aproveitado mais uns aninhos focada apenas na carreira de modelo? A carreira de modelo já me dava nos nervos nessa época! Tive crises existenciais por conta disso! Queria provar que era capaz de ter talento em outras áreas e achei muito bom ter migrado pro outro lado da moda. Como agente exportei muita gente linda e consegui manter contato com os amigos que fiz enquanto modelo. Então foi juntar a tampa e a panela! Confio muito na minha intuição. Se sinto que preciso mudar, é porque está realmente na hora de fazê-lo! Então em 2000 você começou a trabalhar com direção de arte. De todas as suas atividades, essa é a que te dá mais prazer? Sou voyeur assumida, sinto um prazer imenso em assistir e participar de performances alheias. Sempre tento me ver no lugar das pessoas, no caso, artistas como eu! Sou muito crítica e isso me faz exercitar o que gosto e não gosto em mim mesma. Mas sinto um prazer enorme em posar também, porém muitas vezes meu lado tímido me condena, e acabo por desgostar de mim mesma em alguns trabalhos. Esse voyeurismo também se manifesta sexualmente? (risos) Quando falo do voyeurismo é somente no sentido artístico. Um jeito de absorver o que acho bacana nos outros e trazer pro meu universo em forma de releitura. No sexo sou super passiva sim, admito, apesar de talvez passar uma imagem “avassaladora”. Sou pró-ativa em quase tudo, menos nisso! Sou do time das submissas sexualmente e não vejo mal nenhum em assumir que sou. O clima de ser dominada me faz sentir mais mulher. Só não me pergunte o porque! (risos) Voltando então: a direção de arte continua sendo seu principal ganha-pão? Não mais. Da direção de arte fui pra produção de eventos e, em seguida, engravidei. Durante a gravidez pintou a chance de desenvolver uma marca de roupas para bebês e virei empresária, pasme (risos)! Meu ganha pão vem disso hoje em dia, da Li’l Rock, cuja proposta é vestir os bebês com roupinhas modernas com tema de rock.
    • Você disse que tem um lado tímido. Para uma pessoa que passou a vida toda na frente das câmeras ou nos palcos, isso parece uma afirmação bem esquisita... Sou muito conversadeira e expansiva, mas no fundo tem uma timidez que muitas vezes me impede dos ímpetos de doideira que surgem na minha cabeça (como pessoa). Mas nada que sabote meu jeito de ser como artista, pois pouquíssima gente sabe desse detalhe. Prova disso é que te surpreendi com essa revelação, não foi? (risos) E a música? Sempre foi presente na sua vida? Sim. Fiz parte do coral do meu colégio desde os 8 anos. Enquanto minha professora entoava a “Ave Maria”, eu sonhava em cantar The Cure... Sua história sempre foi ligada com o universo alternativo? Sempre foi e sempre será! Sou daquelas pessoas que vivem com a sensação do “I don’t fit”! Já fiz minhas andanças em outros núcleos, mas no underground eu me encaixei e fiquei. “Fiz parte do coral do meu colégio desde os 8 anos. enquanto minha proFessora entoava a ave maria, eu sonhava em cantar the cure”
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    • Suponho então que você circulava pela cena de BH. Batia cartão no bar “A Obra”? Opa, e como! Meu último e derradeiro porre de tequila foi na Obra. Depois disso não tomo mais tequila (risos). Tinha também a saudosa Escape, clube maravilhoso onde eu descobri a música eletrônica de verdade e na prática, porque batia cartão lá! Tinha o Drosophyla, que migrou pra Sampa nos anos 90, onde rolavam várias festinhas legais do underground. Seu primeiro projeto musical foi o 2yummy. Nessa época, rolava uma história da banda ser inspirada pelo universo fotologger. Como foi isso? Os três integrantes da banda 2yummy se conheceram no fotolog por volta de 2002 ou 2003. E o fotolog era nossa principal ferramenta de divulgação. No começo era tudo só pose: achávamos que éramos pop stars e vestíamos a fantasia. De tantos acessos em nossas fotos, resolvemos dar a cara a tapa e fazer performances Brasil afora. Foi uma época maravilhosa, onde conheci todo mundo em São Paulo. Colho os frutos do 2yummy até hoje! O show era super caricato, sempre com modelões de roupas incríveis e maquiagens absurdas no estilo Garota do Fantástico. Atirávamos calcinhas comestíveis na plateia e cantávamos versões trash de “Kátia Flávia”... (risos) “Quando subo no palco, já não sou mais eu ali. os meninos da banda brincam Que baixa a pombagira. blackout total, suadeira master, boca dormente, comentários ácidos...” E aí, em 2004, nasceu o Undershower... Começou como um duo, eu e a Georginha Branco, da banda Mercenárias. Depois, na segunda formação, entrou o Conra Ruther, ex-guitarrista do Beto Lee. E hoje em dia somos um trio: eu, Drico Mello na guitarra e talk Box, e Abbud nos synths. Drico Mello que é também seu marido... Conheci o Drico ainda no 2yummy. Ele foi um grande incentivador do projeto Undershower. Percebeu minha necessidade de me envolver em uma história musical mais consistente e deu uma super força. Fomos pra Europa e, quando voltamos, resolvi dar início de vez ao Undershower. É muito louco dividir o palco com ele! Sinto que o relacionamento ficou mais sólido depois disso, e nos divertimos pencas juntos em dia de show! Sua beleza de alguma forma atrapalha a banda? Com certeza tem gente que me considera um grande engodo. Mas não ligo muito pra isso não. Cantar pra mim é uma terapia ocupacional e uma maneira que encontrei de musicalizar meus poemas, que lotam gavetas na minha casa. Virou tipo uma catarse, sabe? Não tenho nada contra usar da beleza pra conhecer gente nova e futuros parceiros e amigos. Se Deus deu, por que não usar? Eu sou uma grande animadora de rede na net: muitos dos fãs que tenho apareceram assim, na internet. Mas não tenho muita medida do que compartilho, não fico pensando se vai queimar meu filme ou não. Talvez seja essa autenticidade descompromissada que atrai tanta gente interessada em ouvir e saber o que produzo. Mas acredito que um rostinho bonito não faz a cabeça das pessoas simplesmente. Tem que vir acompanhado de atitude e opinião.
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    • Qual a ferramenta de internet que mais auxilia o Undershower? Depois do 2yummy, fiquei meio receosa de explorar muito a imagem! Com o Under investi um pouco mais no lado low profile, justamente pra ter um respiro dessa história! Divulgo tudo no Myspace, que na época do 2yummy não havia bombado ainda, mas não jogo todas as músicas lá. Deixo 4 tracks e periodicamente as troco. A gente produz coisa nova constantemente, então acho legal manter esse rodízio e não explorar demais uma coisa só. Estamos também montando nosso blog juntamente com a Pandemia, que vai linkar as nossas novidades em todas as redes possíveis pra atingir ainda mais pessoas adeptas do indie underground. O que você acha que as pessoas buscam nesses sites tipo Fotolog? São os 15 minutos de fama do Andy Warhol? Com o Facebook, acabei deixando meu Fotolog meio de lado. Atualizo super pouco minhas coisas lá atualmente. Mas, na fase fotologger muita gente se conheceu e ficou conhecida no circuito. Os “wannabes” existem em todos os lugares virtuais e reais, isso é fato, sempre vai ter. Muita gente encontra na internet seu próprio spotlight e acho isso o máximo! Só não acho legal virar escravo da imagem criada e levar isso pro cotidiano. Mas acho incrível o lance de ter um escape da realidade através da rede. Acredito que tem mais prós do que contras! “Amo As coisAs simples dA vidA, como AndAr pelAdA em cAsA, cAntAr no chuveiro, rir com os Amigos, dAnçAr, dividir ideiAs” Você sente tesão no palco? (risos) Rola uma coisa muito estranha. Quando subo no palco, já não sou mais eu ali. Os meninos da banda brincam que baixa a Pombagira (risos). Se você me perguntar, logo após algum show, se eu me lembro de alguma coisa, a resposta vai ser um “Não”! Rola um blackout total, suadeira master, boca dormente, comentários ácidos e, 40 minutos depois, a Tang volta a cena! O que é mais fácil: encarar uma platéia lotada ou tirar a roupa numa sessão de fotos? Tirar a roupa num ensaio, fato! É mais legal ser musa alternativa do que musa mainstream? Sim! No mainstream valoriza-se mulheres frutas, e eu sou mulher suco, já processado... (risos) Dentre as várias cantadas que já recebeu, na maioria grosseiras, teve alguma mais inteligente que te marcou? (risos) Detesto levar cantada! Pode ser o cara mais interessante do mundo, se me cantar, vira mané! Na minha época de solteira, quem cantava era eu! (risos) Meu marido e eu damos risada até hoje da cantada que dei nele. Seis anos depois, percebo que foi infalível, apesar do risco de tê-lo espantado. Um simples “Vou te rebocar pra minha casa!” (risos) O que é a boa vida pra você? Boa vida pra mim é se manter uma pessoa interessante e interessada. Isso traz uma qualidade de vida maravilhosa pra quem exerce! A pessoa que se preocupa com isso tende a ver melhor as oportunidades e lugares. Adoro viajar e estar com quem gosto. Amo as coisas simples da vida, como poder andar pelada em casa, cantar no chuveiro, rir com os amigos, dançar, dividir ideias com quem as entendem como eu. Boa vida é estar conectada com sua essência e receber o retorno dos atos que temos!
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    • texto ricardo nunes Fotos alexandre vianna e cauê ito
    • 95 Sneakers n o s p é s - e n a c a b e ç a - d a s m e n i n a s
    • C Cada vez mais, meninas estilosas provam que o tênis está entre as peças dos guarda roupas mais bacanas e que dá, sim, para ser muito sexy e feminina de sneakers nos pés. E não é só isso: tem menina levando a sério essa história de cultura sneaker por aqui, se informando, colecionando e até escrevendo blogues inteiramente dedicados a essa fatia do mercado. A estudante de veterinária Juliana Vidor, 20 anos, é uma dessas que devora tudo que encontra online e offine sobre o assunto e que, graças à convivência quase diária nos sites e fóruns relacionados à cultura sneaker, conseguiu encontrar um namorado tão viciado em tênis quanto ela. “É possível ser tão feminina quanto a sua amiga de salto agulha usando um tênis, sem contar que no final da balada, sua amiga vai estar sentada e você vai estar lá ainda, dançando sem dores nos pés”, afirma Juliana, que classifica seu estilo como “urbano” e considera o tênis fundamental na construção do look. Sneakers como calçado oficial para a balada foi também, por muito tempo, a opção da designer de acessórios Anna Boogie, outra cujo companheiro (Anna é casada com o DJ Zegon, da dupla N.A.S.A) é um viciado no assunto: “quando comecei a namorar meu marido, há 5 anos, eu não entendia nada de ténis. Ele me introduziu ao ‘Dunk’, modelo que virou paixão, porque, além do conforto, é bonito e tem combinações de cores incríveis. Teve época que quando saía à noite, só usava tênis, porque é muito confortável pra dançar!” A redatora, cientista social, produtora de moda e personal stylist carioca Carol Delgado é outra apaixonada pelos sneakers, tanto que, junto com duas outras amigas criou o blog “Vamos de Tênis”, inteiramente dedicado aos pisantes. “Eu tive a ideia do blog e chamei duas amigas, a Rafa (estilista e designer) e a Michelle (Jornalista), que têm a mesma pegada da vivência street e um olhar de moda apurado, pra dar um gás na cena sneaker aqui no Rio. A nossa vontade é incentivar novos adeptos e estimular a chegada dos produtos top aqui na cidade, fazendo com que as marcas invistam e nos enxerguem como mercado muito ávido por novidades”, revela Carol. A estudante de arte Renata é outra defensora do tênis, chegando a classificá-lo como o calçado do seu dia a dia. O acervo da paulista vai dos modelos mais esportivos aos mais casuais/fashion - exatamente os que ela considera mais bacanas: “hoje em dia não gosto mais de dizer que coleciono, apesar de já ter usado muito essa expressão. Todos os pares que tenho eu uso. Alguns mais, outros menos. Mas não tem um único que eu guarde na caixa, com papel de seda em volta, aquela piração toda. É mais o lance do fetiche mesmo, de querer ter, querer variar, combinar com a roupa”, diz. Sempre cercada por saltos finíssimos, a modelo e estudante de decoração de interiores Ana Rohling engrossa o coro: “antes de me tornar modelo eu sempre usava tênis, em qualquer ocasião. O calçado me acompanhou a vida toda até substituí-lo pelo salto alto em momentos que há essa necessidade, por conta dos trabalhos. Mesmo assim, não vejo a hora de terminar para colocar um tênis no pé”. Página anterior: a carioca Carol Delgado, do blog “Vamos de Tênis”. Ao lado: a estudante de arte Renata. “Uso todos os pares que tenho”, diz. Acima: Anna Boogie e sua coleção. Publicitárias, fotógrafas, produtoras culturais, corredoras, DJs... As profissões e perfis das adeptas dos sneakers são as mais diversas, mas em comum todas devem concordar com a designer Carol Feldman: “sabendo combinar não há roupa que não caia bem com um bom par de tênis”. E uma coisa, meninas que ainda ficam na dúvida, eu posso garantir: nós, os meninos, adoramos!
    • FOTOs alexandre vianna
    • 99 SQUAT Felipe Morozini fotógrafo e artista (blusa tricot adidas) Veridiana Bressane apresentadora de tv (colant Posh e calça billabong)
    • Malana Freitas modelo (Calça Com suspensório adidas e Camisa Cavalera)
    • RodRigo MoRetti dj e customizador de motos (camiseta regata hering, calça vans, óculos absurda e anel raphael falci) thiago gRava assessor de marca (camisa xadrez , boina kangu e óculos absurda)
    • Thiago grava (camisa xadrez vans, boné new era e óculos absurda) alice goularT modelo (regata cavalera, saia les Filo, pulseira american apparel e colar longo boogie bijoux) rafa Pasqua publicitário (camisa xadrez laundry)
    • Veridiana Bressane (vestido 284, colar longo Boogie Bijoux e fone Wesc)
    • Malana Freitas (vestido isabela Capeto e brinCo boogie bijoux)
    • carol pink publicitária e produtora (vestido cantão, colares, anel e brinco boogie bijoux)
    • KATE LU designer gráfica (vestido vintage adults only e bota balenciaga)
    • Rafael Basílio vendedor (camisa xadrez billabong, relógio nixon e calça billabong) alice goulaRt (jaqueta adidas, camiseta 284, saia cavalera e colares boogie bijoux e american apparel)
    • KATE LU (vestido vintage topshop e colar boogie bijoux)
    • Felipe Morozini (camisa e colete marc ecko e calça levi’s)
    • Milena Ferreira liMa modelo (vestido 284) ass. de foto cabelo e make-up produção e estilo ass. produção agradecimento renato custodio tide martins (salão bardot) e joão bosco (diVa) renata amaral camila marder e mercia alVes bar squat
    • TexTo FoTos redação Fernando MarTins Ferreira no antebraço RICARDO VIOLA Idade: 36 anos Profissão: chef de cozinha Atualmente: proprietário do “Tchicano Ai Ai Ai – Comida Mexicana de Rua” Tatuador: Gonta, do W Tattoo (SBC/SP) Significado: “Uma homenagem a minha profissão e ao estilo de trabalho que mais gosto de exercer na cozinha: a la carte”
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    • SYLVIA MERLIN Idade: 23 anos Profissão: modista Atualmente: estilista e produtora de moda Tatuador: Misi, do Tattoo Tradition (São Paulo/SP) Significado: “Fiz as flores em homenagem à minha avó Alice. Desde que me conheço por gente, brinco no jardim da chácara dela, no interior de SP. As flores simbolizam a pureza com que cresci, e a tatuagem veio depois que saí da casa dos meus pais”
    • JUNINHO Idade: 31 anos Profissão: músico e biólogo Atualmente: toca nas bandas Ratos de Porão, Discarga, O Inimigo e Eu Serei a Hiena Tatuador: Teté, do PMA Tattoo Studio (São Paulo/SP) Significado: “O Teté e eu pegamos essa flor de um livro muito antigo, que tinha desenhos de flores árabes. Usamos o livro como referência, mas foi ele que desenhou. É apenas um desenho que curti bastante, não tem um significado mais aprofundado. E o outro símbolo é o logo da banda Hüsker Dü”
    • GABI DIOMKINAS Idade: 30 anos Profissão: Hairstylist Atualmente: trabalha no Bardot Body Hair & Soul Tatuador: Gonta, do W Tattoo (SBC/SP) Significado: “Essa Matrioska representa as minhas raízes, uma homenagem a minha ascendência (sou filha de russo)”
    • ADALBERTO ROSSETTE Idade: 33 anos Profissão: fotógrafo, co-art management e tapeceiro formado em Administração de Empresas Atualmente: faz parte do grupo de arte contemporânea Famiglia Baglione Tatuador: Maneko, do Good Fellas Tattoo (Brasília/DF) Significado: “A inscrição, assim como o desenho, representa a luta diária contra vários inimigos. Muitos usam o termo ‘um leão por dia’, mas eu uso ‘destrua o inimigo’, que nesse caso pode ser qualquer coisa, um desafio, um objetivo a ser superado”
    • LEKKA GLAM Idade: 25 anos Profissão: modelo, DJ e hostess Atualmente: Mulher-Aranha do programa Brothers (RedeTV) Tatuador: Léo Bulldog (New Wind Tattoo), Crânio Tattoo e Carlones Ticano Significado: “As Rosas representam sutilidade. Pin Up Rainha: sempre no comando. E o soco inglês porque respeito é bom e conserva os dentes (risos)”
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    • diy TEXTO charlEs francO fOTO fErnandO MarTins fErrEira nova geladeira velha DAR umA NovA utiliDADe A eletRoDoméstiCos ANtiGos – ou quebRADos - PoDe seR umA exCeleNte oPção De DeCoRAção sem GAstAR muito. eNCoNtRAmos essA GelADeiRA joGADA em um bReChó e CoNviDAmos A ARtistA uRbANA Zumi PARA CustomiZá-lA Passo a Passo Geladeira comprada, a primeira tarefa foi retirar o motor, suportes e prateleiras, para aumentar o espaço interno e diminuir o peso. Para pintar o eletrodoméstico, Zumi usou tinta spray: verde para a parte interna e azul do lado de fora. A artista preservou duas gavetas como portaobjetos, deixando uma grande área livre para decorar com plantas artificiais. Forrou toda a parte interna com grama artificial, fixando-as com adesivo de contato (cola de sapateiro). Na parte externa, Zumi utilizou tinta spray, caneta posca e alguns pincéis de variados modelos. Customizar a geladeira foi uma experiência diferente para Zumi, que tratou de dar um significado à sua criação: “Num primeiro momento eu queria apenas pintá-la, mas resolvi colocar alguns elementos de natureza justamente para contrastar com um aparelho que considero um símbolo do capitalismo. Resolvi surpreender e tentar chocar as pessoas de uma forma positiva”, explica.
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    • diy Quem é marina Josefovic? Nascida em Lugano, bairro de Buenos Aires, Marina Josefovic (aka Zumi) é amante da natureza e desde cedo dedicou-se a arte tendo sempre como referência a rua. Após estudar desenho de roupas e industrial, resolveu aprimorar sua técnica e levar para telas o que produzia pelos muros de sua cidade. A portenha conheceu o Brasil há 3 anos, e ficou encantada com as belezas naturais do país. Além disso, outra coisa chocou a artista: a riqueza da produção de graffiti na cidade de São Paulo. Enquanto na Argentina trabalhava com moda, desenhando e produzindo roupas e acessórios para marcas locais, viu suas oportunidades diminuírem em função das crises que assolaram o seu país. Como já conhecia São Paulo, decidiu se aventurar pela metrópole, fixando residência na cidade. Hoje faz parte do Coletivo 132, participando de intervenções e algumas exposições.
    • endereços 284 (11) 3841-4555 ABSURDA (opticaldesigns) (27) 3298-8700 ADIDAS (11) 5181-4673 adidas.com.br ALCIDES E AMIGOS (11) 3061-2008 R. Augusta, 3633, loja 23 alcideseamigos.com.br ANNA BOOGIE byboogie.tumblr.com AMERICAN APPAREL (11) 3894-3888 R. Oscar Freire, 433, São Paulo-SP americanapparel.net ASICS 0800 722 7427 asics.com.br DER METROPOL (11) 3062-5086 Al. Lorena, 1682, São Paulo-SP MARC ECKO (11) 3151-2553 marcecko.com.br DIADORA (51) 3395-3059 diadora.com.br NIKE (11) 5504-6644 / Outros Estados: 0800 703 6453 nikevoce.com.br EASTPAK (11) 3081-1979 R. Augusta, 2685, São Paulo-SP eastpak.com.br NEW BALANCE (11) 2196-2401 newbalance.com.br NEW ERA (11) 3315-0910 ECKO RED (11) 3125-4800 ecko.com.br NIXON (11) 3618-8600 ELEMENT (11) 3618-8600 PONY ponybrasil.com.br EVERLAST (11) 5851-7821/ 5512-6688 everlast.com.br PUMA (11) 3815-2833 puma.com EVOKE evoke.com.br ADIO adio.com.br GOLA golabrasil.com B. LUXO STORE (11) 3062-1978 R. Augusta, 2633, loja 18, São Paulo-SP REEBOK (85) 3336-1442 reebok.com.br GURIA (11) 5531-8435 R. Canário, 1135, São Paulo-SP guriastore.com.br B. LUXO VINTAGE (11) 3062-6479 R. Augusta, 2633, loja 16, São Paulo-SP RV MADE FOR (11) 3044-1651 rvmadefor.com.br SANTA PIN-UP santapinup.com.br tais.sily@gmail.com G-UNIT (11) 3151-2553 BARDOT (11) 3031-5993 R. Girassol, 481, São Paulo-SP BILLABONG (11) 3618-8600 billabong.com/br SHOESTOCK (11) 3045-1200 Av. Dr. Cardoso de Melo, 1200, São Paulo-SP shoestockinstitucional.com.br IMAGINARIUM (11) 3266-6388 imaginarium.com.br ISABELA CAPETO isabelacapeto.com.br BOOMBOX (11) 3213-7263 Galeria Ouro Fino R. Augusta, 2690, loja 02, São Paulo-SP boomboxbrasil.piczo.com CANTÃO (11) 3031-7007 Shopping Iguatemi CAVALERA cavalera.com.br COLETIVO AMOR DE MADRE (11) 3061-9044 R. Estados Unidos, 2186, São Paulo-SP coletivoamordemadre.com CONVERSE converseallstar.com.br SURFACE TO AIR (11) 3063-4206 Al. Lorena, 1989, São Paulo-SP surfacetoair.com JO:YA (italian fashion) (11) 2872-1680 aff.brand.com.br LAUNDRY (11) 3085-0604 / 3062-7987 Galeria Ouro Fino R. Augusta, 2690, lojas 323/325, São Paulo-SP laundrysp.com.br SKULL CANDY kleber@ccibrazil.com.br SqUAT (11) 3081-4317 Alameda Itu, 1548, São Paulo-SP barsquat.com.br LEVI’S levi.com.br VANS (11) 3337.2567 LES FILÓS (11) 3151-2553 lesfilos.com.br VON ZIPPER (11) 3618-8600 vonzipper.com.br MAZE SKATESHOP (11) 3060-8617 R. Augusta, 2500, São Paulo-SP mazeskateshop.com.br ZOO YORK (11) 3151-2553 zooyork.com Diretor Editorial Diretor de Arte Alexandre Vianna Guilherme Theodoro Editoria desta edição Web Vinícius Albuquerque, Alexandre Vianna, Guilherme Theodoro, Marcelo Viegas, Renata Amaral e Ricardo Nunes (SneakersBR) Charles Franco e Marcos Hiroshi Assistente de Publicidade e Marketing Juliana Simone juli.simone@editorazy.com.br Colaboraram nesta edição foto: Ivan Shupikov, Pablo Vaz, Fabiano outroestilo.com.br A revista OE é uma publicação da Editora ZY Ltda. As matérias e fotos publicadas não refletem necessariamente a opinião dessa revista e sim de seus autores. Lokinho, Cauê Ito e Chico Muniz (Nite People) texto: Gabi Garcez, Mariane Custódio e Ricardo Nunes produção: Renata Amaral maquiagem: Tide Martins Diretor administrativo/financeiro Allan Alves Redação Marcelo Viegas, Charles Franco e Douglas Prieto Impressão Fotografia Distribuição Nacional em bancas Atilla Chopa, Alexandre Vianna, Fernando Martins, Homero Nogueira e Renato Custodio Gráfica Prol Dinap S/A Diretor de Publicidade e Marketing Vinicius Albuquerque vinicius@editorazy.com.br editorazy.com.br 11. 5081-2404