Aula Fisiologia_Sistema Digestório

  • 10,363 views
Uploaded on

 

More in: Education
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
No Downloads

Views

Total Views
10,363
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1

Actions

Shares
Downloads
315
Comments
0
Likes
3

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide
  • Uma vez que não ingerimos alimentos de forma contínua, é importante que só sejam produzidas enzimas digestivas quando existem alimentos no tubo digestivo. A produção de secreções digestivas é controlada por nervos e por hormonas que realizam um trabalho conjunto. O sistema nervoso capta informações a partir do aspecto, cheiro e paladar dos alimentos, as quais são transmitidas ao hipotálamo e ao córtex cerebral. O próprio contacto físico do conteúdo alimentar com as diferentes partes do tubo digestivo proporciona reflexos que conduzem à produção de movimentos e de secreções.
  • Xerostomia – boca seca Pode ser crónica ou ser uma situação ocasional. Quando é crónica a pessoa com xerostomia pode sofrer alterações de voz e paladar, dificuldade em engolir, candidíase (provocada por um fungo) e maior formação de tártaro.
  • As enzimas catalisam reacções catabólicas e anabólicas. As enzimas são classificadas em função da substância sobre a qual actuam e a sua designação termina geralmente, com o sufixo ase.
  • A saliva é constituída, essencialmente, por mucina (com função lubrificante) e amilase salivar ou ptialina (com função enzimática). A amilase salivar é uma enzima que intervém na digestão química do amido, transformando-o em maltose.
  • O Suco gástrico ou estomacal é produzido pelas glândulas que existem na parede do estômago. O suco gástrico contém muco, enzimas e ácido clorídrico. O muco protege as paredes da acção do ácido clorídrico. As enzimas gástricas são, essencialmente, a prótease (pepsina) que inicia a digestão das proteínas e a lipáse gástrica, que inicia a digestão de alguns lípidos. O Ácido clorídrico baixa o pH do estômago para cerca de 1 a 3, facilitando a acção das enzimas e eliminando a maioria das bactérias que
  • O Suco gástrico ou estomacal é produzido pelas glândulas que existem na parede do estômago. O suco gástrico contém muco, enzimas e ácido clorídrico. O muco protege as paredes da acção do ácido clorídrico. As enzimas gástricas são, essencialmente, a prótease (pepsina) que inicia a digestão das proteínas e a lipáse gástrica, que inicia a digestão de alguns lípidos. O Ácido clorídrico baixa o pH do estômago para cerca de 1 a 3, facilitando a acção das enzimas e eliminando a maioria das bactérias que existem nos alimentos. O quimo é uma mistura semilíquida e espessa.
  • O intestino delgado é o órgão mais comprido (cerca de 6m) e está dividido em três partes: o duodeno, o jejuno e o íleo.
  • Funções do fígado: Controlar os níveis de glicose no sangue; Metabolizar aminoácidos e gorduras, Armazenar vitaminas e minerais, Eliminar elementos tóxicos, como medicamentos e toxinas do sangue; Produzir proteínas do plasma; Gerar calor, ajudando o corpo a manter-se quente.
  • Funções do fígado: Controlar os níveis de glicose no sangue; Metabolizar aminoácidos e gorduras, Armazenar vitaminas e minerais, Eliminar elementos tóxicos, como medicamentos e toxinas do sangue; Produzir proteínas do plasma; Gerar calor, ajudando o corpo a manter-se quente.
  • O intestino delgado é o órgão mais comprido (cerca de 6m) e está dividido em três partes: o duodeno, o jejuno e o íleo.
  • Os nutrientes passam, em grande parte, para o sistema circulatório, sendo posteriormente utilizados pelas células. Os restantes materiais passam para o intestino grosso, onde vão formar as fezes.
  • As fibras essencialmente constituídas por celulose, ajudam a reter a água, o que torna as fezes mais volumosas, macias e fáceis de expelir, ficando, por isso, a parede do intestino sujeita durante menos tempo ao contacto com substâncias tóxicas dos resíduos dos alimentos. Tal facto reduz o risco de cancro no intestino e de outras doenças, como apendicite, hemorróidas, etc

Transcript

  • 1. Digestão Humana
  • 2. GENERALIDADES
    • Digestão Humana
  • 3. Nutrição é um processo biológico em que os organismos (animais e vegetais), utilizando-se de alimentos, assimilam nutrientes para a realização de suas funções vitais . Nutrição Macronutrientes São nutrientes necessários ao organismo diariamente e em grandes quantidades. >Constituem a maior parte na dieta. >Fornecem energia e componentes fundamentais para o crescimento e manutenção do corpo. >Fazem parte deste grupo carboidratos, proteínas e gorduras. A nutrição envolve as seguintes etapas: Ingestão ; Digestão ; Absorção e Egestão
  • 4. Funções dos carboidratos no organismo: 1) Principal fonte de energia do corpo. 2) Regulam o metabolismo protéico, poupando proteínas. 3) A quantidade de carboidratos da dieta determina como as gorduras serão utilizadas para suprir uma fonte de energia imediata. 4) Necessários para o funcionamento normal do sistema nervoso central. 5) A celulose e outros carboidratos indigeríveis auxiliam na eliminação do bolo fecal. Estimulam os movimentos peristálticos do trato gastrointestinal e absorvem água para dar massa ao conteúdo intestinal. 6) Apresentam função estrutural nas membranas plasmáticas da células.
  • 5. Proteínas As proteínas são compostas de carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio e quase todas apresentam enxofre. São formadas por ligações peptídicas estabelecidas entre os aminoácidos . Classificação das proteínas: 1) Proteína de alto valor biológico (AVB): Possuem em sua composição aminoácidos essenciais em proporções adequadas . É uma proteína completa. Ex.: proteínas da carne, peixe, aves e ovo. 2) Proteínas de baixo valor biológico (BVB): Não possuem em sua composição aminoácidos essenciais em proporções adequadas . É uma proteína incompleta. Ex.: cereais integrais e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, etc.). 3) Proteínas de referência : Possuem todos os aminoácidos essenciais em maior quantidade. Ex.: ovo, leite humano e leite de vaca.
  • 6. Classificação dos aminoácidos: Aminoácidos são unidades estruturais das proteínas. Eles se unem em longas cadeias, em várias estruturas geométricas e combinações químicas para formar as proteínas específicas.  1) Aminoácidos essenciais : Precisam ser fornecidos através da dieta. São eles: Valina, lisina, treonina, leucina, isoleucina, triptofano, fenilalanina e metionina. A histidina e a arginina são essenciais para crianças até 1 ano de vida. 2) Aminoácidos não essenciais (naturais): Podem ser sintetizados pelo organismo em quantidades adequadas para uma função normal.
  • 7.
    • Funções das proteínas:
    • Reparam proteínas corpóreas gastas (anabolismo) ,
    • resultantes do contínuo desgaste natural (catabolismo)
    • que ocorre no organismo; 2) Constroem novos tecidos;
    • 3) Fonte de calor e energia (fornecem 4 Kcal por grama);
    • Contribuem para diversos fluídos e secreções corpóreas
    • essenciais, como leite, esperma e muco;
    • 5) Transportam substâncias;
    • 6) Defendem o organismo contra corpos estranhos (anticorpos contra antígenos);
    • 7) Atuam como hormônios
    • 8) Catalisam reações químicas (enzimas).
    A digestão das proteínas começa no estômago, que devido a presença de ácido clorídrico, desnatura as proteínas (destrói as ligações de hidrogênio da estrutura química).
  • 8. Gorduras São substâncias orgânicas de origem animal ou vegetal, formadas predominantemente de produtos de condensação entre glicerol e ácidos graxos , chamados triacilgliceróis . Além de fonte de energia, são veículos importantes de nutrientes, como vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) e ácidos graxos essenciais. Classificação: Lipídios simples : São triglicerídeos, que quando decompostos originam ácidos graxos e glicerol. Podem ser encontrados na forma sólida ou líquida. Os sólidos à temperatura ambiente são chamados de gorduras e os líquidos constituem os óleos. Lipídios compostos : São combinações de gorduras e outros componentes, como por exemplo, fósforo, glicídios, nitrogênio e enxofre, dando origem as fosfolipídeos (lecitina e cefalina), glicolipídeos (glicídios e nitrogênio – cerebrosídeos) e lipoproteínas . Lipídios derivados : São substâncias produzidas na hidrólise ou decomposição dos lipídeos. São os ácidos graxos saturados e insaturados , o glicerol e os esteróis .  
  • 9. Funções das Gorduras : 1) Componentes de estruturas celulares (membranas plasmáticas); 2) Principal fonte energética do organismo (1 grama fornece 9 Kcal); 3) Importante isolante térmico e físico; 4) Sintetizam hormônios e ácidos biliares; 5) Veículos de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K); 6) Proporcionam mais palatabilidade aos alimentos. A digestão das gorduras ocorre quase totalmente no intestino delgado, porém, a ação preparatória ocorre nas paredes anteriores do trato gastrointestinal. No estomago apenas as gorduras emulsionadas (gordura do leite e da gema do ovo) recebem a ação da lípase gástrica, que desdobra as gorduras em ácidos graxos e glicerol.
  • 10. Fibras Alimentares As fibras alimentares são os polissacarídios vegetais da dieta, como celulose, hemiceluloses, pectinas, gomas, mucilagens e a lignina (não polissacarídio) que não são hidrolisados pelo trato gastrointestinal humano. Funções das fibras no organismo 1) Estimulam a mastigação, e assim, a secreção da saliva e suco gástrico; 2) Enchem o estômago proporcionando uma sensação de saciedade; 3) Promovem regulação do tempo de trânsito intestinal, atrasando o esvaziamento gástrico, tornando mais lento a digestão e absorção; 4) No cólon devido a sua capacidade de absorver água, forma fezes volumosas e macias; 5) São substratos para fermentação por colônias de bactérias; 6) Atuam no metabolismo dos carboidratos no controle da glicemia formando um gel (pectina e goma) no intestino tornando mais lento a velocidade na qual a glicose entra na corrente sanguínea; 7) Na absorção e na regulação de lípideos sanguíneos as fibras insolúveis se ligam aos sais biliares e reduzem a absorção das gorduras e colesterol; as fibras solúveis diminuem especificamente o colesterol LDL; 8) São substratos para formação de ácidos graxos de cadeia curta.
  • 11. Generalidades Tipos de Digestão 1) Digestão intracelular : ocorre somente no interior da célula . A partícula é englobada, por pinocitose ou fagocitose, sendo então digerida no interior de vacúolos através das enzimas lisossômicas. Esse tipo de digestão é encontrado em protozoário s , poríferos, celenterados e platelmintos. A digestão é o conjunto das transformações, mecânicas e químicas que os alimentos orgânicos sofrem ao longo de um sistema digestivo, para se converterem em compostos menores hidrossolúveis e absorvíveis.
  • 12. Nos animais pluricelulares mais simples, como as esponjas, a digestão é exclusivamente intracelular e ocorre no interior de células especiais conhecidas como coanócitos e amebócitos . Nos celenterados e platelmintos, já existe uma cavidade digestiva incompleta , isto é, como uma única abertura - a boca. Nesses animais, a digestão inicia-se numa cavidade digestiva mas o término ainda é intracelular.
  • 13. À medida que os grupos animais ficam mais complexos, a digestão ocorre exclusivamente na cavidade digestiva , ou seja, é totalmente extracelular . É o que acontece a partir dos nematelmintos , nos quais a eficiência do processo digestivo garante a fragmentação total do alimento na cavidade digestiva. A digestão nos celenterados é parte na cavidade gastrovascular e parte no interior de células. Lembrem-se que aqui o tubo digestivo é incompleto
  • 14. Generalidades
    • 2) Digestão extracelular
    • Compreende dois tipos de processos
      • Processos físicos: mastigação, deglutição, movimentos peristálticos, ação da bile
      • Processos químicos: ação enzimática
  • 15. Sistema Digestório Humano Boca Cavidade oral Faringe Esôfago Estômago Duodeno Intestino Delgado Cólon Ascendente Ceco Apêndice Cólon Transversal Cólon Descendente Reto Ânus Tubo Digestório Fígado Vesícula Biliar Pâncreas Órgãos Anexos Glândulas Salivares
  • 16. DIGESTÃO NA BOCA
    • Digestão Humana
  • 17. Digestão Mecânica
    • Mastigação
      • Dentes
      • Língua
    • Deglutição
      • Língua
      • Músculos da faringe
  • 18. Controle da Digestão Os processos mecânico são controlados pelo Sistema nervoso. Os processos químicos dependem de estímulos do sistema neuro-hormonal.
  • 19. Digestão na Boca 1) Dentes: - Digestão Mecânica - mastigação essencial para digestão; - Função: triturar alimentos; Dentes: pré-molares, molares, caninos, incisivos; Obs: as aves não possuem dentes. A trituração de seus alimentos é feita por um órgão chamado de moela, que tem a função de um estômago mecânico.   2) Língua: Função de deglutição (engolir o alimento). Promove a sensação dos sabores, em função da presença das papilas gustativas .
  • 20. 3) Glândulas salivares:  - Glândulas exócrinas que têm função de produzir a saliva , que atua na digestão química dos alimentos ingeridos ; - 3 tipos de glândulas: submaxilar, submandibular (ou sublingual ) e parótida;
  • 21. Digestão Química
    • Enzimas da saliva
      • Ptialina (amilase salivar)
      • Maltase
      • Catalase
    • pH: entre 6,4 e 7,5
    • Ptialina: catalisa a hidrólise de polissacarídeos
      • Amido
      • Glicogênio
      • Derivados
  • 22. Digestão Humana
  • 23. - Água : umidifica o alimento; - Sais minerais: Tiocianeto, bactericida principalmente contra os estreptococos - cárie); além deste, há presença de A Lisozima exerce importante ação bactericida e cicatrizante. - Muco: (glicoproteína) - torna o alimento deslizável, ajudando no peristaltismo;  - Enzima ptialina ou amilase salivar - age sobre os carboidratos de reserva (amido e glicogênio) , fazendo a primeira quebra, e transformando-os em maltose (dissacarídeo) e dextrina (oligossacarídeo); -Ions: Entre os ânions, particularmente, o bicarbonato, o monofosfato e o bifosfato , que exercem um efeito tamponante eficaz, frente aos ácidos e às bases, o que permite a constância do pH salivar em torno de 6,9 . Obs: As enzimas digestivas são todas hidrolíticas, ou seja, realizam a reação na presença de água. Composição da Saliva:
  • 24. Boca/Glândulas Salivares/ Saliva
    • Mantem a boca úmida;
    • Ajuda na digestão (contém enzimas);
    • Lubrifica o bolo alimentar;
    • Regula o pH da boca;
    • Ação antibacteriana e antifúngica;
    • Previne a cárie dentária ao ajudar a eliminar os restos dos alimentos e a placa bacteriana;
    • Limita o crescimento de bactérias que danificam o esmalte devido aos minerais que contém;
    • Potencia o paladar.
  • 25.
    • Fatores que aumentam a salivação:
    • Estímulos gustativos, principalmente ácidos; - Estímulos táteis, como objetos lisos da boca (piercing, balinha, etc.); - Irritação no estômago; - Estimulação do sistema nervoso parassimpático; - Aumento da velocidade mastigatória e/ou do bolo alimentar.
    • Fatores que diminuem a salivação:
    • - Sede; - Objetos ásperos na boca; - Estimulação do sistema nervoso simpático.
    • CURIOSIDADES:
    • • Uma vez que a saliva acusa alterações no organismo, como taxas altas de glicose e colesterol, estudos têm sido desenvolvidos para que esse líquido seja utilizado para alguns diagnósticos, com a vantagem de não ser um procedimento invasivo e, possivelmente, mais barato.
    • • Soterrados devido à enchente de Nova Friburgo (RJ), no início de 2011, o pai de um bebê conseguiu mantê-lo saudável e hidratado ao oferecer sua saliva a ele.
  • 26. Os dentes e a língua preparam o alimento para a digestão, por meio da mastigação, os dentes reduzem os alimentos em pequenos pedaços, misturando-os à saliva , o que irá facilitar a futura ação das enzimas. A língua movimenta o alimento empurrando-o em direção a garganta, para que seja engolido. Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários: doce, azedo, salgado e amargo . A presença de alimento na boca, como sua visão e cheiro, estimula as glândulas salivares a secretar saliva, que contém a enzima amilase salivar ou ptialina, além de sais e outras substâncias.
  • 27. Enzimas
    • São moléculas orgânicas de natureza proteica.
    • Aceleram as reacções químicas
    • São específicas (actuam sobre “uma só” substância)
    • A sua acção é influenciada pela temperatura e pH.
  • 28. Boca / Digestão Alimento + Dentes e Língua (Ação mecânica) ‏ Mastigação e Ensalivação Bolo Alimentar Saliva ‏ (Ação química)
  • 29. Generalidades
    • Mastigação e deglutição: ocorrem na boca
    • Faringe e parte anterior do esôfago: musculatura estriada (ação voluntária)
    • Parte posterior do esôfago, estômago e intestinos: musculatura lisa (ação involuntária)
  • 30. Generalidades
    • Movimentos peristálticos : impelem o alimento ao longo do tubo digestório
    • Sistema nervoso autônomo: inerva o tubo digestório
      • Estimulação do parassimpático: estimula o peristaltismo
      • Estimulação do simpático: modera ou inibe o peristaltismo
  • 31. Faringe / Deglutição O bolo alimentar é empurrado da BOCA ESOFAGO Deglutição – designação dada ao ato de engolir. É um ato voluntário. Durante a deglutição a epiglote fecha para não deixar o bolo alimentar passar para a laringe e obstruir as vias respiratórias A faringe é um órgão comum ao Sistema Respiratório e Digestivo.
  • 32. Esôfago O bolo alimentar atravessa o ESÔFAGO Movimentos Peristálticos (Ação mecânica) ESTÔMAGO
  • 33. No intestino grosso , a propulsão é realizada por contracções maiores das paredes do intestino, denominadas movimentos de massa. Movimentos peristálticos são contrações musculares rítmicas que se verificam em vários órgãos do tubo digestivo. A contração rítmica destes músculos gera uma “onda” que vai empurrando os alimentos . Os movimentos peristálticos são tão eficazes que atuam mesmo contra a força da gravidade, obrigando ao prosseguimento do bolo alimentar para o estômago, mesmo se estivermos de cabeça para baixo. O esófago também produz mucina que tem a função de lubrificar. Ao longo do esófago a amilase salivar continua a atuar sobre o amido . Os movimentos peristálticos do esôfago estimulam o cárdia (esfincter) , que deixa passar o bolo alimentar para o estômago. Todos os restantes órgãos do tubo digestivo possuem músculos idênticos que realizam este tipo de movimento e são responsáveis pela progressão dos nutrientes até à sua absorção.
  • 34. Esfíncteres Cárdia Piloro Esfíncter Anal Esfíncter Ileocólico
  • 35. DIGESTÃO NO ESTÔMAGO
    • Digestão Humana
  • 36. Digestão no Estômago
    • Ação do suco gástrico, secretado pelas paredes do estômago
    • Muco: lubrifica o bolo alimentar e protege as paredes gástricas
    • Ácido clorídrico (HCl)
      • Facilita a absorção do ferro
      • Proporciona um pH ótimo para a digestão das proteínas
      • Inicia a digestão das proteínas
      • Ativa o pepsinogênio, que se converte em pepsina
      • Ação germicida
    Região Fundica Corpo
  • 37. Pepsina
    • Principal enzima do suco gástrico (além dela estão presentes a renina e a lipase gástrica)
    • Provém do pepsinogênio, ativado pelo HCl
    • Enzima proteolítica
    • Atua em meio ácido (pH ótimo = 2,0)
    • Inativa-se em pH > 5,0
  • 38. Regulação Hormonal
    • A secreção gástrica é regulada por mecanismos nervosos e hormonais
    • Hormônios envolvidos
      • Gastrina
        • Produzida pela mucosa da região pilórica do estômago
        • Ação estimulante sobre a secreção gástrica
      • Enterogastrona
        • Produzida no duodeno em presença de gordura
        • Inibe a secreção gástrica
  • 39. Estômago / Digestão Bolo alimentar Movimentos peristálticos (acção mecânica) + Suco gástrico Ácido clorídrico + muco + enzimas (acção química) Quimo
  • 40. O Suco gástrico ou estomacal é produzido pelas glândulas que existem na parede do estômago. O suco gástrico contém muco, enzimas e ácido clorídrico. O muco protege as paredes da acção do ácido clorídrico. As enzimas gástricas são, essencialmente, a protease (pepsina) que inicia a digestão das proteínas e a lipáse gástrica, que inicia a digestão de alguns lípidos. O Ácido clorídrico baixa o pH do estômago para cerca de 1 a 3, facilitando a acção das enzimas e eliminando a maioria das bactérias que existem nos alimentos. O quimo é uma mistura semilíquida e espessa
  • 41. Esófago / “Refluxo Esofágico”
  • 42. Estômago / Ácido / Bulimia
  • 43. Estômago / Suco Gástrico / Muco
  • 44. DIGESTÃO NO INTESTINO
    • Digestão Humana
  • 45. Intestino Delgado Jejuno-ileo
  • 46. Fígado e Pâncreas
  • 47. Fígado / Bile / emulsão das gorduras A bílis não possui enzimas mas é fundamental na divisão das gorduras em partículas de pequenas dimensões. Ajuda a neutralizar a acidez do quimo o que permite a actuação das enzimas. gordura água bílis gotículas de gordura
  • 48. Bile
    • Produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar
    • Não apresenta enzimas digestivas (ação digestiva mecânica)
    • Sais biliares (glicolato e taurocolato de sódio)
      • Emulsionam as gorduras
      • Solubilizam os produtos finais da digestão lipídica
    • Colecistoquinona: hormônio que estimula a liberação da bile
      • Produção: mucosa duodenal
      • Estímulo: presença de gorduras no duodeno
  • 49. Suco Pancreático
    • Secretado pelo pâncreas
    • pH entre 7,8 e 8,2 (alto teor
    • de bicarbonato)
    • Enzimas
      • Tripsina
      • Quimiotripsina
      • Amilase pancreática
      • Lipase pancreática
      • Ribonuclease
      • Desoxirribonuclease
    células acinares secretam enzimas digestivas Células dos dutos secretar uma solução aquosa com NaHCO 3 D uodeno porção endócrina do pâncreas (Ilhotas de Langerhans) sangue hormônios insulina e glucagon
      • Ducto biliar
      • do fígado
  • 50. Tripsina
    • Sintetizada como tripsinogênio (precursor inativo)
    • Ativação pela enteroquinase (produzida pelo intestino delgado)
    • Também ocorre autocatálise
    • Atua sobre proteínas, produzindo peptídeos
  • 51. Quimiotripsina
    • Produzida na forma de quimiotripsinogênio (precursor inativo)
    • Ativação pela tripsina
    • Age sobre proteínas, produzindo peptídeos
  • 52. Outras Enzimas Pancreáticas
    • Amilase pancreática: hidrolisa polissacarídeos em dissacarídeos
    • Lipase pancreática: hidrolisa gorduras neutras em ácidos graxos e glicerol
    • Nucleases: hidrolisam os ácidos nucleicos em nucleotídeos
  • 53. Controle da Secreção Pancreática
    • Controle nervoso
      • Impulsos parassimpáticos pelo nervo vago, do estômago até o pâncreas
      • Estímulos: visão, cheiro, gosto do alimento, chegada do bolo alimentar ao estômago
    • Controle hormonal
      • Duodeno produz o hormônio secretina
      • Estímulo: chegada do quimo ao duodeno
  • 54. Suco Entérico
    • Secretado pelo epitélio glandular do intestino delgado
    • pH entre 6,5 e 7,5
    • Muco: proteção do epitélio intestinal
    • Enzimas
      • Enteroquinase
      • Erepsina
      • Lipase
      • Amilase
      • Maltase
      • Lactase
      • Sucrase
  • 55. Enzimas do Suco Entérico
    • Enteroquinase
      • Ativadora do tripsinogênio
      • Digere peptídeos em aminoácidos
    • Erepsina
      • Nome dado a um conjunto de peptidases
      • Age sobre peptídeos, convertendo-os em aminoácidos
    • Lipase
      • Hidrolisa lipídios em ácidos graxos e glicerol
  • 56. Enzimas do Suco Entérico
    • Amilase
      • Hidrolisa polissacarídeos em dissacarídeos
    • Maltase
      • Hidrolisa a maltose em glicose
    • Lactase
      • Hidrolisa a lactose em glicose e galactose
    • Sucrase
      • Hidrolisa a sacarose em glicose e frutose
  • 57. Regulação da Secreção Entérica
    • Estímulos locais
      • Distensão do intestino
      • Estímulos táteis e irritantes
    • Influxos parassimpáticos
    • Secretina
  • 58. Intestino delgado / digestão Quimo Bílis ( ação química) Suco pancreático (ação química) Suco intestinal (ação química) + Movimentos peristálticos (acção mecânica) Quilo
  • 59. Mecanismo básico da Digestão Alimento Bolo alimentar Saliva Mastigação Quimo Suco gástrico Movimentos peristálticos Quilo Movimentos peristálticos Suco pancreático Bílis Suco intestinal Acção química Acção mecânica
  • 60. Digestão química BOCA Suco digestivo: Saliva Enzima digestiva: Amilase salivar ESTÔMAGO Suco digestivo: Suco gástrico Enzimas digestivas: Proteases Lipases INTESTINO DELGADO Sucos digestivos: Suco pancreático Suco intestinal (entérico) Enzimas digestivas: Amilase pancreática, Maltase, Proteases, Peptidase e Lipases
  • 61. A presença de alimento na boca, a simples visão, pensamento ou o cheiro do alimento, estimulam a produção de saliva. Enquanto o alimento ainda está na boca, o sistema nervoso, por meio do nervo vago , envia estímulos ao estômago, iniciando a liberação de suco gástrico. Quando o alimento chega ao estômago, este começa a secretar gastrina (1) , hormônio produzido pela própria mucosa gástrica e que estimula a produção do suco gástrico. Com a passagem do alimento para o duodeno, a mucosa duodenal secreta outro hormônio, a secretina (2) , que estimula o pâncreas a produzir suco pancreático e liberar bicarbonato. Ao mesmo tempo, a mucosa duodenal produz colecistocinina (3) , que é estimulada principalmente pela presença de gorduras no quimo e provoca a secreção do suco pancreático e contração da vesícula biliar (4) , que lança a bile no duodeno. Em resposta ainda ao quimo rico em gordura, o duodeno secreta enterogastrona (5) , que inibe os movimentos de esvaziamento do estômago, a produção de gastrina e, indiretamente, de suco gástrico.
  • 62. ABSORÇÃO DOS NUTRIENTES
    • Digestão Humana
  • 63. Absorção dos Nutrientes
    • Ocorre principalmente no intestino delgado
      • Microvilosidades
    • Estômago e intestino grosso
      • Absorção de água
      • Absorção de vitaminas e sais minerais
    • “ Flora” intestinal
      • Produção de vitaminas (K, B 12 , tiamina, riboflavina) e vários gases
  • 64. Intestino delgado/ final digestão No final da digestão, no intestino delgado pode encontrar-se: • Um conjunto de nutrientes muito simples, como a água , íons, minerais , glicose , ácidos gordos , aminoácidos e vitaminas . • Grandes moléculas não digeridas como a celulose .
  • 65. Intestino Delgado
  • 66. Intestino Delgado
  • 67. Aminoácidos Monossacarídeos (glicose) sais minerais Vitaminas alguma água Ácidos gordos e glicerol Vitaminas lipossoluveis Os produtos resultantes da digestão passam através de vilosidades para o sangue ou para a linfa. Intestino delgado / absorção intestinal
  • 68. Intestino Grosso
  • 69. Intestino grosso / absorção As substâncias não digeridas passam para o intestino grosso misturadas com água. Ocorre a absorção de minerais e de grande quantidade de água
  • 70. No Intestino Grosso… Movimentos peristálticos são efetuados pelo intestino grosso até à expulsão das fezes. Os nutrientes passam, em grande parte, para o sistema circulatório, sendo posteriormente utilizados pelas células. Os restantes materiais passam para o intestino grosso, onde vão formar as fezes. Os alimentos não digeridos, os nutrientes não absorvidos, o muco e as células mortas, constituem as fezes, expulsas pelo ânus.
  • 71. Intestino grosso / papel das fibras
  • 72. As fibras essencialmente constituídas por celulose, ajudam a reter a água, o que torna as fezes mais volumosas, macias e fáceis de expelir, ficando, por isso, a parede do intestino sujeita durante menos tempo ao contacto com substâncias tóxicas dos resíduos dos alimentos. Tal facto reduz o risco de cancro no intestino e de outras doenças, como apendicite, hemorróidas, etc
  • 73. Alimentos que protegem a parede intestinal da ação de bactérias Alimentos que alteram microbiota intestinal
    • Alimentos como vegetais, frutas e legumes protegem a parede intestinal da ação de bactérias nocivas e toxinas
    • Alimentos com alto teor de colesterol, ricos em gorduras saturadas, provocam um desequilíbrio na flora intestinal, causando a chamada disbiose
  • 74. Intestino grosso / eliminação de resíduos The End