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Jogos

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  • 1. Jogos na Educação Matemática
  • 2. Universidade do Estado do Pará
    • Alunos: Waddle Almeida
    • Andesson Brito
    • Felipe Leon
  • 3.
    • “ A noção de jogo aplicado à educação desenvolveu-se com lentidão e penetrou, tardiamente, no universo escolar, sendo sistematizada com atraso. No entanto, introduziu transformações decisivas...materializando a ideia de aprender divertindo-se, devido à sua fertilidade pedagógica essencial”(Schwartz, 1998)
  • 4. A Educação Matemática e suas finalidades.
    • A Educação Matemática também chamada de Didática Matemática é o estudo das relações de ensino e aprendizagem de Matemática. Está na fronteira entre a Matemática, a Pedagogia a Psicologia.
    • Essas relações podem ser:
    • 1- Desenvolver, testar divulgar novos métodos de ensino;
    • 2- Delinear e, se preciso, provocar mudanças nas atitudes dos alunos, professores e/ou do publico em geral para com a matemática e seu ensino;
    • 3-Desenvolver e testar materiais de apoio;
    • 4- Atualmente, tem se preocupado com as contribuições possíveis de serem dadas na formação de novos cidadãos.
  • 5. Metas e Objetivos da Educação Matemática.
    • Proporcionar aos alunos a construção integral dos conhecimentos matemáticos, desenvolvendo o pensamento lógico, o espírito investigativo, crítico e criativo através da resolução de situações-problema.
    • Com esse desenvolvimento torna-os autônomos, co-responsável por sua formação intelectual, social, moral e capazes de continuar a aprender, visando a melhoria da qualidade de vida individual e coletiva.
  • 6. Competência e habilidades para o professor do século XXI
  • 7.
    • D’ AMBROSIO, grande estudioso da Educação Matemática, nos mostra em seu livro: “Educação Matemática da teoria a pratica”, o perfil de um bom profissional da educação no nosso século.
    • Segundo o mesmo, para se dizer se um professor é bom há três critérios, são eles:
    • 1- Emocional/Afetiva
    • 2- Política
    • 3- Conhecimentos
  • 8. Emocional/Afetiva
    • O conhecimento deve ser passado adiante sem egoísmo ,o professor deve ter dedicação e preocupação com o próximo.
  • 9.
    • “ Educar é um ato de amor. Um amor que se manifesta em não querer brilhar sozinho e tampouco sentir tensão com o brilho de um aluno que mostra saber mas que o professor’’(UBIRATAN,1996,p85 )
  • 10.  
  • 11.
    • Cabe ao professor preparar seu aluno não apenas ao conhecimento especifico de sua matéria mas também para ser um cidadão que reflita e seja critico sobre os problemas enfrentados em sua vida.
  • 12. Conhecimentos
    • As características do professor de matemática no sec. XXI, são elas:
    • 01- Visão do que vem a ser a matemática;
    • 02- Visão do que constitui a atividade matemática;
    • 03- Visão do que constitui a aprendizagem matemática;
    • 04- Visão do que constitui um ambiente propicio a aprendizagem da matemática
  • 13.
    • Um bom profissional da educação também deve saber lidar com os demais variados problemas que ocorrem neste século, destacando-se:
    • a) Inibição educativa de outros agentes de socialização;
    • b) Desenvolvimento de fontes de informação alternativas;
    • c) Escassez de recursos materiais;
    • d) Menor valorização social do professor;
    • e) Fragmentação do trabalho do professor.
  • 14. Jogos na educação matemática: uma alternativa metodológica.
    • Um dos grandes desafios que os professores têm enfrentado em sua prática docente é dar à matemática ensinada um caráter lúdico que desperte o interesse e a capacidade de aprendizagem dos alunos.
    • Daí podemos ter o jogo uma alternativa eficiente para a motivação e o ensino de vários conteúdos e disciplinas, em nosso caso especial, a matemática
    • “ Colocar o aluno diante de situações de jogo pode ser uma boa estratégia para aproximá-lo dos conteúdos culturais a serem veiculados na escola, além de poder estar promovendo o desenvolvimento de novas estruturas cognitivas”(Moura, 1997).
  • 15.
    • Segundo as ideias piagetinas, o jogo é uma situação privilegiada:
    • 01- Afetiva;
    • 02- Social;
    • 03- Cognitiva.
    • O jogo também contribui em:
    • #Poder tornar reais o prazer da descoberta, o encantamento que seduz, a entrega ao novo;
    • #Permite a compreensão do conjunto de conhecimentos veiculados socialmente;
  • 16. #Mas ele não pode ser imposto e nem dele se exigir resultados, no entanto, é ordem e cria ordem, pois aponta para os limites a serem aceitos ou superados; “ ...a imaginação nasce do jogo o expusemos como algo absolutamente certo, convincente e central por seu significado: antes do jogo não há imaginação”(Elkonin, 1980). O jogo: “ implica necessariamente a ação, o inter-relacionamento e a improvisação a partir da espontaneidade, a curiosidade e a aceitação do risco, dentro de um processo espiralado contínuo de desestruturação/estruturação”(Knappe, 1998).
  • 17.
    • No entanto o lúdico ainda é vítima de preconceito, isso em meio a educação, quem nos afirma isso é Camargo(1998), “poucas noções são vítimas de tanto preconceito como o lúdico”.
    • Preconceito = Sociedade Antilúdica
    • Sociedade essa que nos exige, por varias vezes um : “deixe de brincadeira!”, que afirma: “brincadeira tem hora!”, que conclui com a fala dos professores: “vamos parar de brincar que vai começar a aula!”
  • 18.
    • Devido uma carência lúdica, uma vontade de dinamizar suas aulas e envolver seus alunos numa aprendizagem mais significativa muitos docentes estão reconhecendo essa necessidade de utilizar os jogos na educação.
    • “ Por isso muita gente quer jogar, porque quer outro meio de expressão além da expressão verbal, porque não consegue encontrar ou transmitir através da expressão verbal o que verdadeiramente se passa dentro dela ... sempre há algo de nós que segue falando no jogo”(Wasserman, 1982).
  • 19. A educação matemática com jogos.
    • No ensino e aprendizagem da matemática, nos últimos anos, as referências ao lúdico têm sido constantes e crescentes.
    • “ O jogo aparece, deste modo, dentro de um amplo cenário que procura apresentar a educação, em particular a Educação Matemática, em bases cada vez mais cientificas”(Moura, 1997).
  • 20.
    • “ Na brincadeira está presente o sócio-histórico, o cultural da criança”(Leite, 1994).
    • “ não é suficiente dar às crianças o direito ao jogo, é preciso despertar e manter nelas o desejo do jogo”(Leif & Brunelle, 1978).
    • “ O brinquedo constitui um processo de evolução ininterrupto de construção de significados e conceitos”(Leite, 1994).
  • 21.
    • Com o jogo podemos:
    • 1- Propor alguma coisa interessante e desafiadora para os alunos resolverem;
    • 2- Permite que possam se auto avaliar;
    • 3- Possibilita que todos participem ativamente do começo ao fim.
    • A liberdade, a criatividade e o pensamento caminham inteiramente juntos com o jogo;
  • 22.
    • “ O jogo aproxima-se da matemática via desenvolvimento de habilidades de resoluções de problemas”(Moura, 19991).
    • Devemos escolher jogos que estimulem a resolução de problemas, principalmente quando o conteúdo a ser estudado for abstrato, difícil e desvinculado da prática diária, não nos esquecendo de respeitar as condições de cada comunidade e o querer de cada aluno.
  • 23.
    • Os jogos trabalhados em sala de aula devem ter regras, esses são classificados em três tipos:
    • 1- jogos estratégicos ;
    • 2- jogos de treinamento ;
    • 3- jogos geométricos ,
  • 24.  
  • 25.
    • O trabalho com o lúdico em sala de aula nos remete a alguns benefícios:
    • 01- detectar dificuldades reais do aluno;
    • 02- aprendizagem do assunto pelo aluno;
    • 03- O educando torna-se mais crítico, alerta e crédulo;
    • 04- o erro torna-se quase inexistente;
    • 05- Aprender sem perceber.
  • 26.
    • Temos de formar a consciência de que os sujeitos, ao aprenderem, não o fazem como puros assimiladores de conhecimentos mas sim que, nesse processo, existem determinados componentes internos que não podem deixar de ser ignorados pelos educadores
  • 27. Atividade: Jogo das Trocas
    • Objetivos:
    • 1- Desenvolver o conceito de número;
    • 2- Compreender a noção de adição e subtração;
    • 3- Estabelecer a noção de valor posicional entre algarismos no sistema de numeração decimal;
    • 4- Desenvolver o principio estruturador do sistema de numeração decimal;
    • 5- Construir a noção de composição e decomposição de número.
  • 28.
    • Material:
    • 10(dez) fichas marrons que possuem o valor de 01(um);
    • 50(cinquenta) fichas azuis que possuem o valor 10(dez);
    • 20(vinte) fichas verdes que possuem o valor 100(cem);
    • 2(dois) dados.
  • 29.
    • Procedimentos:
    • 1- Organizar a sala em grupos de 2 a 4 alunos;
    • 2- Cada jogador do grupo, na sua vez lançará o dado e pegará tantas fichas marrons quanto indicar o dado;
    • 3- Cada 10(dez) fichas marrons devem ser trocadas por uma ficha azul e cada 10(dez) azuis por uma ficha verde;
    • 4- Ganhará o jogo quem conseguir uma ficha verde;
    • 5- A utilização das fichas deve variar de acordo com o conteúdo e o seu objetivo. Por exemplo: Se você pretende trabalhar com agrupamentos de 10(dez) elementos, deve utilizar somente as fichas marrons e azuis.
  • 30.
    • Conteúdo:
    • A construção do conceito de número;
    • A compreensão de adição e subtração;
    • A construção da noção de valor posicional;
    • O desenvolvimento do princípio da numeração decimal;
    • A noção de composição e decomposição de números.
  • 31. Pressuposto
    • Tratamos aqui de um assunto que vem para ser facilitador no ensino da Matemática, a utilização do lúdico na para ensino da mesma.
    • Os jogos:
    • Auxiliam a aprendizagem de maneira mais eficaz;
    • Desenvolve aspectos do pensamento (lógico e cognitivo);
    • Trabalha o social;
    • Estimula o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas.
  • 32.
    • Como futuros educadores devemos:
    • Aumentar a motivação para a aprendizagem;
    • Desenvolver autoconfiança;
    • Desenvolver organização;
    • Desenvolver atenção dos alunos.
    • O lúdico são: um recurso pedagógico eficaz para a construção do conhecimento matemático.
    • O uso de jogos no ensino da Matemática tem o objetivo de fazer com que os estudantes gostem de aprender essa disciplina, mudando a rotina da classe e despertando o interesse do estudante.
  • 33. Referências:
    • ALVES, E. M. S. A Atividade e o Ensino de Matematica.
    • BICUDO, M. A. V. Pesquisa em Educação Matemática: Concepções & Perspectivas. São Paulo: Editora UNESP, 1999. 297p.
    • CAMARGO, L. O. de L. Educação para o lazer. 1. ed. São Paulo: Editora Moderna, 1998. 160p.
    • D’AMBRÓSIO, U. A transdiciplinaridade como acesso a uma história Holística. São Paulo: Summus, 1993. 124p.
    • ELKONIN, D. B. Psicologia de juego. 1.ed. Madrid: Visor Libros, 1980. 288p.
    • FRIEDMANN, A. Brincar: crescer e aprender – O resgate do jogo infantil. 1.ed. São Paulo: Moderna, 1996. 194p
  • 34.
    • KNAPPE, P. P. Mais do que um jogo: teoria e prática do jogo em psicoterapia. 1.ed. São Paulo: Ágora, 1988. 308p.
    • LEITE, A. R. I. P. A brincadeira é coisa séria: estudos em torno da brincadeira, da aprendizagem e da matemática. Rio Claro, 1994, 144p. Dissertação(Mestrado em Educação Matemática) – Universidade Estadual Paulista.
    • MENDES, I. A. e SÁ, P. F. de, Matemática por atividades – sugestões para a sala de aula. Natal: Flecha do Tempo, 2006. 84p.
    • MOURA, M. A séria busca no jogo: do lúdico na matemática. São Paulo: Cortez, 1997. 88p.
    • SCHWARTZ, G. M. O processo educacional em jogo: Algumas reflexões sobre a sublimação do lúdico. Licere, v.1., n.1., 19998. 76p.

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