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Anais do Primeiro Encontro - 2010
 

Anais do Primeiro Encontro - 2010

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Coletânea de resumos das palestras, temas livres, comunicações e comentários apresentados durante o 1º Encontro de Pesquisadores de História e Geografia do Caminho Novo da Estrada Real, ...

Coletânea de resumos das palestras, temas livres, comunicações e comentários apresentados durante o 1º Encontro de Pesquisadores de História e Geografia do Caminho Novo da Estrada Real, realizado em 24 e 25 de setembro de 2010, em Barbacena, Minas Gerais.

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    Anais do Primeiro Encontro - 2010 Anais do Primeiro Encontro - 2010 Document Transcript

    • Sumário Resumo do Encontro ProgramaCadastro de participante e afinsResumos dos temas apresentados Críticas de Nilza Cantoni Fotos Repercussão na mídia
    • ENCONTRO DE PESQUISADORES DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DO CAMINHO NOVO DA ESTRADA REAL – BARBACENA – 24 e 25 DE SETEMBRO DE 2010 No dia 24, sexta, quando chegamos na sala de entrada da Associa-ção Médica de Barbacena, o Chico Oliveira vestia o papel de secretário,fazendo inscrições e distribuindo pastas, e o Cláudio Quarup já dispunhade duas mesas para espalhar mais de uma centena de livros sobre a te-mática do evento. Logo arrumei um crachá e fui me apresentando. Ora dava as boasvindas a quem chegava, ora ajudava informalmente em alguma tarefa. Querendo começar na hora (9h), solicitei ao Chico Oliveira quecompusesse a mesa comigo como os dois representantes das entidadespromotoras – ele pela ACAHMPAS e eu pelo Centro de Memória BelisárioPena. Pedimos a todos que se apresentassem livremente. Tal se verificoue todos falaram a vontade sobre si e suas expectativas. Quando íamos finalmente começar os trabalhos da manhã, surgi-ram algumas incompatibilidades entre o ―pendrive‖ do Chico Oliveira e ocomputador. Esta tecnicalidade atrasou o início por meia hora fazendo-nos antecipar a palestra do Francisco Eduardo de Andrade. Francisco Andrade (Universidade Federal de Ouro Preto) ambientousua fala no começo da formação de Minas Gerais, ou seja, no séculoXVIII, citando muitos ―bandeiristas‖, em especial o Garcia RodriguesPais. Segundo Andrade, Garcia traçou o Caminho Novo em trilhas indíge-nas pré-existentes e soube, como poucos, ganhar favores e sesmarias daCoroa Portuguesa. Uma pausa para o café e uma oportunidade para todos apreciarema bela paisagem oferecida pelo salão de festas da Associação Médica deBarbacena. Veio minha vez de falar (―O Caminho Novo em Santos Dumont‖).Trabalhando com mapas, mostrei os vestígios do caminho pelo município,na direção sul – norte, partindo de Chapéu D‘Uvas (Juiz de Fora) e termi-nando em Sá Fortes (Barbacena). Fez-se a pausa para o almoço (12h às 14h) e logo já estávamos apostos para a jornada vespertina. A primeira comunicação foi a do Chico Oliveira (―O Caminho Novona Borda do Campo‖). Mostrou-nos um interessante roteiro do caminhopelos municípios de Antônio Carlos, Barbacena, Vasconcelos, Ressaqui-nha e parte de Carandaí. Disse Oliveira que só agora estamos arranhan-do o dito caminho e que ainda muito há de se pesquisar. O médico e pesquisador Geraldo Barroso de Carvalho falou sobre―Medicina e Caminho Novo‖, enfatizando os cuidados médicos utilizadospelos tropeiros no percurso do dito caminho. O publicitário e ex-acadêmico de História, Edson Brandão, apresen-tou a inédita comunicação sobre Ernst Hasenclever e sua passagem peloBrasil, em especial por Minas, e sobre um projeto para tornar esta visãogermânica num futuro livro.
    • Mais um pausa para o café. O reinício foi com a mesa redonda sobre os arquivos públicos muni-cipais, com representantes de Barbacena (Edna Resende), Juiz de Fora(Galba Di Mambro), Santos Dumont (Marisa Fontes), São João Del Rei(Jairo Machado) e Ouro Preto (João Paulo Lima). Com algumas variações,eles apresentaram os respectivos acervos, e falaram sobre a possibilida-de de uma integração das bases de dados para facilitar a vida os pesqui-sadores em geral. O professor Ângelo Carrara (Universidade Federal de Juiz de Fora)abordou o tema ―O Caminho Novo e o comércio das Minas, 1700-1818‖,colocando, metaforicamente, algumas afirmativas polêmicas. Filosofousobre as minas e seus caminhos e a concentração de renda diferencialentre a Zona da Mata e as Vertentes. Para encerrar os trabalhos do dia, assistimos a comunicação―Ocupação do Caminho Novo‖ pela professora Edna Resende, que, commuita clareza, revelou-nos a ocupação da região de Barbacena por algu-mas famílias que se fixaram ao longo do Caminho Novo no século XVIII. Registra-se, ainda, a presença de uma stand de livros sobre o temadiscutido, organizado por Cláudio, proprietário da Livraria Quarup (de li-vros usados) de Juiz de Fora. Lamentou-se a ausência, por motivos justi-ficados, dos palestrantes Roney Fabiano Alves (Matias Barbosa) e AntônioHenrique Duarte Lacerda (Juiz de Fora). A noite veio com um jantar de confraternização na Choperia―Donna Mãe‖, com boa e barata comida, além de papos intermináveis. No dia seguinte (25) foi cumprido a contento a excursão pelos re-manescentes do Caminho Novo na região. O passeio contou com o seguinte itinerário: Igreja Matriz Nossa Se-nhora da Piedade, Arquivo Público Municipal, Alto do Cangalheiro (SantoAntônio), Alfredo Vasconcelos, almoço em Barbacena, Fazenda do Regis-tro Velho (em estado precário), Fazenda da Borda do Campo (bem pre-servada) e, finalmente, uma magnífica recepção na Casa de Cultura deAntônio Carlos, promovida pela prefeita Cristina e sua secretária de Cul-tura. Os visitantes foram recebidos pelo Coral da Antônio Carlos (por se-nhoras da terceira idade) e um sortido café com as guloseimas da zonarural. O encontro, como se esperava, serviu para reunir estudiosos dehistória e geografia regionais (cerca de 40 participantes), e já produziutrês efeitos: 1) o encaminhamento ao IPHAN de um pedido de ajuda parao salvamento da Fazenda do Registro Velho (tombado pela citada institui-ção); 2) a provável realização do segundo encontro (2011) em São JoãoDel Rei; e 3) a criação de um ―blog‖ para manter os estudiosos informa-dos e em constante contato. Luiz Mauro Andrade da Fonseca (Centro de Memória ―Belisário Pena‖ - Barbacena)
    • CADASTRO DOS PARTICIPANTES E AFINSACAHMPAS – Associação Cultural do Arquivo Histórico Municipal ProfessorAltair José Savassi – e-mail: acahmpas-barbacena@hotmail.com – blog:www.acahmpas.blogspot.comAna Maria Marques Dias - marquesdias2004@ig.com.br - (32) 3251-5126– História - Arquivo Público e Patrimônio Cultural de Santos DumontÂngelo Alves Carrara – angelo.carrara@ufjf.edu.br - (32) 3236-1085Professor de História - Universidade Federal de Juiz de ForaAntônio Henrique Duarte Lacerda – (32) – 3690-7220 (Arquivo Históricode Juiz de Fora) – arqhist@powerline.com.br – História e ArquivologiaCentro de Memória ―Belisário Pena‖ – Rua Heider Pereira Teixeira, 125 –Bairro do Campo – Barbacena - CEP: 36200-500 – e-mail: cmbpe-na@gmail.comCerise Malachias Paes Ferreira Lopes - ceriselopes@oi.com.br - (32) 3331-6479—Profissão: Fisioterapeuta - BarbacenaCláudio Luiz da Silva - Claudio.guarup@yahoo.com.br - (32) 3241-1385—Profissão: Livreiro – Livraria Quarup – Juiz de ForaDelliane R. de Azevedo Coutinho—delliane@barbacenense.com.brEdna Maria Resende – Arquivo Público de Barbacena (3333-4074 / 8855-4075) – História e Arquivologia - ednamresende@hotmail.comEdson Carlo Brandão Silva - E-mail: edsonbranao@edsonbrandao.com.br- edsonbrandaobq@yahoo.com.br - História e PublicidadeErlaine Januario - erlainejanuario@hotmail.com - (32) 8817-6149História e Arquivologia – Arquivo Público Municipal de BarbacenaFrancisco Eduardo de Andrade - franciscodea@hotmail.comProfessor de História – Universidade Federal de Ouro PretoFrancisco Fernandes Ladeira - - franciscoladeira@bol.com.br - (32) 3332-4958 – Professor, Barbacena, MG.Francisco José Lima de Barros - fjlbarros@ig.com.br - (21) 3392-1648Profissão: Administrador, Rio de Janeiro.Francisco Rodrigues de Oliveira - chicoteoria@gmail.com - (32) 3333-4138—Professor e Memorialista
    • Galba Ribeiro Di Mambro di.mambro@ufjf.edu.br - (32) 3231-1248—Professor de Arquivologia - Universidade Federal de Juiz de ForaGeraldo Barroso de Carvalho – gbarroso@uol.com.br - (32) 3331-3614 –Médico e memorialista – Professor de História da Medicina.Geraldo Dácio de Souza - Belo Horizonte - gdacio@bol.com.br - (32)3295-2070, 3486-1541, 99711541 - Profissão: AdvogadoIzabel Grigolli - Rio de Janeiro - degrigolli@msn.com - (21) 2513-0457-Profissão: restauradora – conservadoraJairo Braga Machado - São João Del Rei - Jairo_atl@yahoo.com.br,Jairo13sr@iphm.gov.br (32)3371-2115 - Profissão: Historiador – IPHANJoão Paulo Martins - joaopaulo13@yahoo.com.br - (31) 9205-1316—Profissão: Historiador - Arquivo Público Municipal de Ouro PretoJoão Jabur Abdalla—jabur.abdalla@gamil.comJosé Luis Mendonça de Jesus – Barbacena - ceriselopes@oi.com.br - (32)3331-6479—Profissão: administradorJosé Silvério Ribeiro – Barbacena - j.silverio.ribeiro@uol.com.br - (32)9981-9846—Profissão: Professor AdministraçãoLuisa Saldanha Barcelos Andrade – Belo Horizonte - (31) 3441-2840lubarcelos1@hotmail.com—- Profissão: Estudante de História (UFMGLuiz Henrique Alves Donato – henrique175donato@hotmail.com—(32)8417-0164 - Professor de História e Pesquisador—BarbacenaLuiz Mauro Andrade da Fonseca – Barbacena - lmkultur@hotmail.comTel.: (32) 3331-7590 – Médico, professor – História da MedicinaMarcelo Garcez de Carvalho – Barbacena - mgarcezbq@gmail.comTel.: (32) 3331-3388 - Profissão: Farmacêutico, psicólogoMaria Terezinha Barcelos - Belo Horizonte - lubarcelos1@hotmail.comTel.: (31) 3441-2840 - Profissão: MédicaMarisa Aparecida Barbosa Fontes - marisafontes@hotmail.com—(32)3251-4538 – História e Arquivologia - Arquivo Público Santos DumontMarta Maria Imbroinise da Fonseca – Barbacena - mmimbroini-se@hotmail.com— (32) 3331-7590 - Profissão: Médica, turismologa
    • Marco Antônio Garcia Moreira — geógrafo@acessa.com.br - (32) 3212-4780 - História e Geografia regionais—Juiz de ForaMauro Cristovão Alvim - Juiz de Fora - ostradeirosreaismotogroup (blog)Profissão: Artista, historiador, escultorNilza Maria Almeida Santos (Nilza Cantoni) – Petrópolis - Nil-za.conatoni@gmail.com - (24) 2243-1236 - genealogista, jornalistaOtávio Soares Dulci — Sociologia e História de Minas Gerais — Belo Hori-zonte— osdulci@terra.com.brPaulo Cezar Ribeiro Luz - Rio de Janeiro - paulorluz@ig.com.br -(21)2513-0457 - Profissão: Militar da reservaRenato Alves da Silva – Barbacena - Renato.med50@gmail.com (32)3331-6866 - Acadêmico de Medicina em BarbacenaRoberto Garizo – Barbacena - rgarizo@globo.com (32) 3331-3903, 8402-7906 - Aposentado do Banco do BrasilRoney Fabiano Alves—Matias Barbosa— rfabianoalves@hotmail.com—9965-2552— Historiador de Simão Pereira e Matias BarbosaSheldon Augusto Soares Carvalho—Barbacena— sheldonaugus-to@hotmail.com Tel.: (32) 3331-3877— Professor e historiadorSérgio Vitor Gonçalves – Barbacena - talus055@gamil.com (32) 8861-2279 – Professor - Conselho Patrimônio de BarrosoSilvia Regina Boussada – Barbacena - silviaboussada@yahoo.com.br(32) 8861-2411 - Turismologa, secretáriaSilvia Valéria da Silva Araújo – Barbacena - Silvi-a_varaujo13@hotmail.com—(32) 8822-5919 - servidora públicaVanderlei Tomás — História de Juiz de Fora e do Caminho Novovanderleitomaz@uol.com.brVinícius Leal— Rio Pomba—(32) 3571-4927 / Instituto Federal deviniciusleal@ymail.com—História da Zona da MataWilton Souza Ferreira – Barbacena - wsouzaferreira@yahoo.com.br—(32)3367-2199 – História, Patrimônio e Arquivologia
    • PALESTRA DE ABERTURA Resumo do Autor ―GARCIA RODRIGUES PAIS E O CAMINHO NOVO‖ A rota do Rio de Janeiro e a territorialidade das Minas do ouro Francisco Eduardo de Andrade Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) franciscodea@hotmail.com Abordaremos a constituição do espaço das Minas através da rota dejunção com a capitania do Rio de Janeiro. Pretendemos, ainda, avaliar asignificação política e econômica (mercantil) da novidade do caminho a-través, sobretudo, das relações do famoso bandeirista Garcia RodriguesPais, no início do século XVIII. Concluiremos a pesquisa propondo, aocontrário de uma pressuposta demarcação do espaço agrominerário, umainstituição fundamentalmente dinâmica, em que as rotas (caminhos e pi-cadas) não funcionam simplesmente como ligações sociais, políticas e e-conômicas entre distintos lugares (ou regiões), mas são a razão de serda territorialidade do interior brazílico. “GARCIA RODRIGUES PAIS E O CAMINHO NOVO” Crítica de Nilza Cantoni Na primeira comunicação do encontro, Francisco Eduardo de An-drade buscou relacionar o espaço e o tempo, abordando a rota do Rio deJaneiro e as minas do ouro. Falando sobre Garcia Rodrigues Paes, consi-derado o ‗abridor‘ do Caminho Novo, Andrade informou que ele ‗investiunas promessas régias sobre os descobrimentos das minas de ouro e ale-gou ter sido o descobridor‘, requerendo títulos, privilégios e honrarias.Além disso, atrelou as investidas de seu pai Fernão Dias Paes Leme aodescobrimento das minas, dizendo que eles ‗foram a causa primária‘ doenriquecimento da Fazenda Real e responsáveis pela abertura de cami-nhos para as minas. Ou seja, ele, Garcia Paes, dizia-se a pessoa adequa-da para abrir nova rota ligando o Rio de Janeiro à região de mineração. Andrade discorreu sobre várias atitudes de Garcia Paes, como opedido que fez ao Rei de Portugal para abrir um caminho ―junto ao rioParaíba do Sul‖ e o pedido de privilégios sobre um determinado território,em recompensa aos serviços prestados. Tal espaço estaria limitado deum lado pela Serra dos Órgãos e de outro pela saída para os ‗CamposGerais‖ com dez léguas de testada.
    • Ao Longo da negociação, Garcia Paes obteve o Guarda-Mor Geraldas Minas. Entretanto, ―o que Garcia era aproveitar as amplas oportuni-dades advindas do trânsito comercial em volta do Rio de Janeiro, ou sejado interior do Rio‖. Naquele momento valorizava-se mais o acesso aoscampos de criação de gado bovino, que depois se tornaram conhecidoscomo Campos Gerais, do que as minas de aluvião. Francisco Andradelembrou, também, que mais de 90 anos antes da descoberta do ouro, oGovernador do Rio de Janeiro já mencionara a intenção de abrir o cami-nho para os Campos Gerais. E que Pedro Taques de Almeida citou tenta-tivas dos moradores do Rio de fazer a obra, abrindo nova fronteira para acriação de gado. Andrade faz questão de frisar que Caminho Novo significa um cami-nho recente, não uma novidade, mas um caminho mais moderno em re-lação ao Caminho Velho que saía de São Paulo. Em seus estudos o autorobservou que já existiam ‗picadas‘ na Serra dos Órgãos, abertas pelosíndios. Portanto, o Caminho Novo, no sentido de uma nova forma de a-tingir o sertão desconhecido, é uma ilusão. Na última década do século XVIII, ―havia um verdadeiro confrontode topônimos‖, os quais garantiriam a primazia da entrada, através daassociação dos nomes dados aos locais, disse o palestrante. Frisando quejá existia a intenção de abrir uma outra via, em substituição ao ‗CaminhoVelho‘ para daí auferir lucros com o trânsito comercial pelo local, Andrademencionou outros bandeiristas que haviam solicitado autorização da Co-roa para abrir Caminho que levasse ao sertão dos Campos Gerais, masapenas a Garcia teria sido permitido tal empreitada. Entre as recompen-sas que todos pediam, estava a concessão de ―vila na altura do Paraíba‖.Obtida a concessão, ―Garcia Rodrigues Paes transferiu sua família para oParaíba e montou uma grande fazenda para abastecer os viajantes quese dirigiam para as minas. Embora tivesse obtido o cargo de Guarda-MorGeral das Minas, nomeou um substituto para o seu lugar‖. Estaria, por-tanto, muito mais interessado no ‗negócio de ocasião‘ que era o CaminhoNovo. A prática de nomear substituto tornou-se comum posteriormente. Nesta primeira comunicação do Encontro, o professor Francisco An-drade nos mostrou que ‗caminhar é a oportunidade de descobrir o que aterra esconde‘ e que a descoberta das minas foi uma decorrência dotrânsito e não que o ‗descobrimento do ouro teria produzido o caminho.Pelo contrário, as minas é que são resultados dos caminhos‘. O CaminhoNovo representou muito mais do que uma via de acesso às minas, comdestaque para a formação de roças para produção dos gêneros vendidosaos caminhantes que por ali passavam. Resta-nos a indicação do livro:ANDRADE, Francisco Eduardo de. A Invenção de Minas Gerais. Belo Hori-zonte: Autêntica, 2008.Fonte: Bl og de Nil za Cantoni http://coloniaconstansa.blogspot.com/2010/09/garcia-rodrigues-paes-e-o-caminho-novo.html
    • O CAMINHO NOVO EM SANTOS DUMONT Luiz Mauro Andrade da Fonseca Centro de Memória Belisário Pena lmkultur@hotmail.com O Caminho Novo passando pela cidade de Santos Dumont foi assi-nalado por vários viajantes estrangeiros, como Tavares de Brito (1732),Costa Matoso (1749), o governador Luís Diogo Lobo da Silva (1763-69),John Mawe (1808), Von Eschwege (1809), Saint-Hilaire (1816), John Lu-cock (1818), Pohl (1818), Cunha Matos (1823), Langsdorf (1824), Walsh(1829), Castelnau (1845), Burmeister (1850), Richard Burton (1867),Richard Burton (1867) e Canstatt (1871). De acordo com seus relatos, o Caminho Novo entrava por Pedro Al-ves (Francesa), seguindo, rumo norte, até o Bairro João Gomes Velho, aprincípio por fora da cidade com um traçado semelhante ao da BR-O40, edepois com uma variante entrando na cidade pela atual Rua 15 de feve-reiro (Rocinha de João Gomes), subindo a Rua Afonso Pena e chegando aJoão Gomes Velho (Fazenda de João Gomes). De João Gomes Velho (Bairro Santo Antônio) o trecho atravessavao Rio das Posses (citado como Córrego), subia o morro atrás do Seminá-rio Seráfico, atingindo o sítio da Cabeça Branca (no atual Bairro da Gló-ria) e continuava, rumo norte, em direção a Pinho Velho, Soledade, PinhoNovo, Fazenda da Mantiqueira, para transpor a Serra da Mantiqueira pelotrecho da antiga União e Indústria, até atingir a Fazenda da Borda doCampos (em Antônio Carlos) e depois a Fazenda do Registro Velho (emSá Fortes). O trajeto básico Pedro Alves – João Gomes – Pinho tem sua toponí-mia derivada dos sesmeiros Pedro Alves de Oliveira, João Gomes Martinse Agostinho Pinho e Silva, primitivos moradores do Caminho Novo na re-gião.BIBLIOGRAFIABRANCO, Oswaldo Henrique Castello. Uma cidade à beira do CaminhoNovo. Petrópolis: Vozes, 1988.O PASSINHO. Informativo dos Pesquisadores Independentes de SantosDumont. (1993-1997).
    • O CAMINHO NOVO EM SANTOS DUMONT Crítica de Nilza Cantoni A partir de um conjunto de slides, Luiz Mauro Andrade da Fonsecaapresentou diversos mapas que nos ajudaram a localizar a região objetode seus estudos. Iniciou mostrando o percurso do Caminho Velho, pas-sando pelo Sul de Minas, indo para São João del Rei e seguindo para Ou-ro Preto. Em seguida reiterou, conforme dissera Francisco Eduardo deAndrade, que foram diversos os ‗abridores‘ do Caminho Novo, os quais seutilizaram de picadas abertas pelos índios e remodelaram o percurso doRio de Janeiro a Ouro Preto, ‗encurtando consideravelmente a viagem‘.Para percorrer o Caminho Velho, de Parati a Ouro Preto, eram necessá-rios entre 75 e 90 dias. Fonseca explicou que a temática do encontro seria analisar o trechodo Caminho Novo de Simão Pereira a Alfredo Vasconcelos, passando pelaZona da Mata mineira e adentrando a Zona das Vertentes. Destacou, nomapa, as localidades de Simão Pereira, Matias Barbosa, Juiz de Fora, Ew-banck da Câmara, Santos Dumont, Antônio Carlos, Barbacena e AlfredoVasconcelos. Lembrou que o Programa Estrada Real, do Governo de Minas Ge-rais, tem por objetivo incentivar especialmente a indústria do turismo,deixando lacunas significativas no que concerne aos estudos históricos egeográficos que permitiriam um conhecimento mais amplo do que seja aEstrada Real. ‗Os índios foram os autores dos caminhos, tanto o velho como onovo, aproveitados pelos bandeiristas‘ em suas incursões pela terra mi-neira que inicialmente foram motivadas pelas tentativas de captura dospovos nativos, declarou Fonseca. Numa cartografia de 1777, indicou oCaminho Velho e a seguir dedicou-se ao trecho do Caminho Novo que a-travessa o atual município de Santos Dumont, mencionando as consultasrealizadas a estudiosos do assunto e suas visitas aos locais, fazendo di-versas fotografias. Segundo o professor Fonseca, a melhor descrição que encontroudaquele percurso foi a de Costa Matoso, autor que menciona o Sítio deLuiz Ferreira, atualmente Ewbanck da Câmara, o Sítio de Pedro Alves, lo-cal atualmente conhecido por Francesa, a Rocinha e Sítio de João Gomes,o Sítio de Pinho Velho, Pinho Novo e o Sítio da Mantiqueira. Estas locali-dades foram indicadas no mapa. Um dos pontos altos da comunicação de Luiz Mauro da Fonseca foia apresentação de um Mapa Temático, de 1991, cujo autor nasceu emSantos Dumont (Eng° Ronaldo Couri de Castro). Este trabalho apresentaa região a partir de Chapéu d‘Uvas, atualmente unido a Paula Lima, dis-trito de Juiz de Fora.
    • Nas diversas fotografias, Fonseca chamou a atenção para amultiplicidade de ‗trilhas‘ que certamente pertenceram ao Caminho Novo,desmistificando a impressão de que seria um único percurso e demons-trando que existiam muitas variantes. Ressaltou que é praticamente im-possível, atualmente, identificar a rota original, uma vez que alternativasforam sendo abertas no decorrer do tempo. Importante, pois, mostrar adireção pela qual o Caminho seguia. No caso, a direção de Ewbanck daCâmara para Santos Dumont e depois para Barbacena. Indicar a Estrada de Ferro Central do Brasil foi um facilitador, umavez que a ferrovia tem um traçado bem próximo ao do Caminho Novo,ladeando-o quase sempre. Foram apresentadas, também, fotografias deantigas fazendas da região citadas pelos viajantes estrangeiros. Algumasestão preservadas, outras nem tanto. Numa das imagens pudemos verum marco da Estrada Real e bem ao lado uma das trilhas que compuse-ram o Caminho Novo. Quando chegou à área urbana de Santos Dumont, Fonseca apre-sentou antigas fotografias da cidade com seus casarões imponentes, al-guns tombados pelo Patrimônio Municipal durante sua gestão à frentedaquele órgão. As fotografias da Fazenda Mantiqueira demonstraram o excelenteestado de conservação em que se encontra. A propriedade pertenceu aoinconfidente José Aires Gomes. Depois da Mantiqueira, sobe-se a serra para chegar à Fazenda doRegistro, que se encontra abandonada e precisando de socorro. Destetrecho foi apresentada uma fotografia com partes do calçamento que aliexistiu, além de imagens panorâmicas da Zona da Mata, com araucárias,vistas já a meio caminho para a região denominada ‗Campo‘, de ondeveio o topônimo Borda do Campo. Também foi possível ver o que restade chafarizes, incluindo o denominado D. Pedro II. Uma das imagensmais significativas, entretanto, mostra a transição entre a mata e o cam-po, numa paisagem realmente muito bonita. Luiz Mauro Andrade da Fonseca, além de médico e professor, émembro do Centro de Memória ―Belisário Pena‖ de Barbacena, uma dasentidades promotoras deste primeiro Encontro de Pesquisadores de His-tória e Geografia do Caminho Novo da Estrada Real. É, ainda, autor deuma obra sobre a história de Padre Correia de Almeida. Fonte: Blog de Nilza Cantoni http://coloniaconstansa.blogspot.com/2010/09/garcia-rodrigues-paes-e-o-caminho-novo.html
    • O CAMINHO NOVO NA BORDA DO CAMPO Francisco Rodrigues de Oliveira ACAHMPAS chicoteoria@gmail.com Vindo da Zona da Mata, o Caminho Novo chegava à Fazenda da Bor-da do Campo seguindo em direção norte até a histórica Fazenda do Re-gistro. Daí alcançava o arraial da Igreja Nova (Barbacena), seguindo até oalto do Cangalheiro (Bairro Santo Antônio), dirigindo-se finalmente parao Ribeirão Alberto Dias (Alfredo Vasconcelos). Em direção norte, o trajetopassava por inicialmente por Ressaca, depois em Ressaquinha até atingirCarandaí.BIBLIOGRAFIA•GUIMARÃES, Geraldo. Considerações sobre as origens de Barbacena.Revista do I.H.G. de São João del Rei. 1988. p. 112.•FERREIRA, J. C. Soares. Notas históricas sobre Barbacena, III. O Serici-cultor, 8 de junho de 1918. Barbacena; IV. O Sericicultor, 17 de agostode 1918. Barbacena.ROMEIRO, A. e BOTELHO, A. V. Dicionário Histórico das Minas Gerais,Período colonial. Belho Horizonte: Ed. Autêntica, 2003, p. 63 e 108.
    • O CAMINHO NOVO NA BORDA DO CAMPO Crítica de Nilza Cantoni Francisco Rodrigues de Oliveira descreveu o Caminho Novo na‗Zona do Campo‘, iniciando pela explicação de que Barbacena representao limite entre o campo e a mata. A Zona da Mata estende-se até o sopéda serra, começando aí a rarear na medida em que aumenta a altitude.Este limite natural entre os dois espaços não corresponde rigorosamenteà divisão oficial entre os atuais municípios da região. Oliveira lembrou que, para os viajantes estrangeiros, o ‗campo re-presenta um refresco‘ após a penosa travessia da mata fechada, geral-mente durante o dia inteiro. Quando os viajantes começavam a sair daMata Atlântica e viam o campo descortinar-se à frente, sentiam-se maisanimados com a perspectiva de um ambiente menos inóspito, com tem-peratura mais fria. A viagem, a partir daí, rendia mais. O professor chamou a atenção para alguns aspectos da história deBarbacena. Além de ter descrito rapidamente o período que vai de suafundação até a elevação à categoria de Vila, em 1791, lembrou que a en-tão localidade denominada Borda do Campo nasceu do Caminho Novo, ouseja, foi a reorganização desta rota de acesso para a zona da mineraçãoque criou as condições para o desenvolvimento do povoado. A Fazenda do Registro foi citada como pólo de desenvolvimento ini-cial, uma vez que ali foram sendo agregados os equipamentos necessá-rios aos viajantes, quer seja no sentido de reabastecimento para prosse-guirem viagem, quer seja na obrigatoriedade de pararem para cumpri-mento das obrigações fiscais. O local, hoje conhecido como Registro Ve-lho, deixou de funcionar como posto de fiscalização por volta de 1790. E aqui entra uma conversa paralela, ocorrida no momento em queOliveira falou do Registro Velho. Trata-se da definição do período em quea fiscalização teria sido transferida para o ‗Registro do Caminho Novo‘,então localizado em Matias Barbosa. Um dos ouvintes informou que o no-vo registro teria começado a funcionar em 1790, data compatível com in-formação obtida oralmente na Biblioteca Nacional, por ocasião de pesqui-sa realizada naquela instituição em conjunto de documentos denominadoAbecedário do Caminho Novo. Infelizmente o Encontro de Pesquisadores de História e Geografiado Caminho Novo da Estrada Real não contou com a presença de RoneyFabiano Alves, de Matias Barbosa, profundo conhecedor da história local,com destaque para o funcionamento do Registro dito Novo. Alves falariasobre O Caminho Novo em Simão Pereira, abordando o trecho que damargem esquerda do Paraíba do Sul inicia a trajetória pela terra mineira,indo até o território onde mais tarde nasceria o povoado de Santo Antô-nio do Paraibuna, hoje o município de Juiz de Fora. Infelizmente, tam-bém, Antônio Henrique Lacerda, que falaria sobre o trecho entre Juiz deFora e Ewbanck da Câmara, não pode comparecer em função de compro-missos de última hora.
    • Voltando a Oliveira, sua comunicação abordou as características to-pográficas da Borda do Campo que representam um divisor em relação àmata, com o terreno tornando-se mais plano. Ressaltou que, diferente-mente da região anterior, no campo os núcleos habitados ficavam maisdistantes uns dos outros. Outra característica destacada foi a possibilida-de de desenvolver plantações na área do campo, bem como obter pasta-gens para a criação de gado. Este aspecto também mereceu comentáriona platéia, no sentido de que a agricultura teria sido um atrativo a fixarmoradores no local, reiterando o que havia sido dito mais cedo por Fran-cisco Andrade a respeito do movimento comercial ter sido o grande pro-pulsor para a ocupação das margens do Caminho Novo. Oliveira informou que, em consequência da topografia diferente damata, no campo era mais fácil promover deslocamentos do caminho paraterreno mais favorável, quando a trilha conhecida se tornasse inviávelpor fenômenos naturais ou desgaste pelo uso. A seguir apresentou tre-chos de um mapa do final do século XIX, executado já com recursos tec-nológicos mais adequados ao objetivo de registrar as características físi-cas de uma região. Através do slide, os presentes puderam visualizar aSerra da Mantiqueira, os cursos d‘água correndo para oeste e noroeste eparte da bacia Rio Paraibuna. Foram destacados os diversos caminhos então existentes, chaman-do a atenção para a Estrada de Ferro que seguiu uma das variantes doCaminho Novo para transpor a serra. Outra ‗subida‘ era a que foi utiliza-da no prolongamento da Estrada União Indústria, no século seguinte. A-tualmente a BR 040 representa uma terceira via de passagem por aqueletrecho. O Professor Francisco abordou, também, as alternativas utilizadaspara superar os obstáculos naturais, com destaque para os cursosd‘água. Lembrou que geralmente existe uma ‗garganta‘ próximo aos pi-cos de morros e estas áreas de depressão eram procuradas como alter-nativa de passagem, especialmente no entorno das nascentes de rios,por permitirem transposição mais fácil. Francisco Rodrigues de Oliveira atuou como professor na Universi-dade Federal de Viçosa e na UNIPAC, em Barbacena. É presidente da As-sociação Cultural do Arquivo Histórico Municipal Professor Altair José Sa-vassi – ACAHMPAS, entidade que se uniu ao Centro de Memória BelisárioPena para a promoção do Encontro. Na década de 1990, quando percorri-a arquivos públicos e privados de Barbacena, realizou levantamentos quelhe permitiram escrever alguns trabalhos. Entre eles, o perfil biográficode seu pai, Godofredo Rodrigues de Oliveira. Outro trabalho é o livro His-tória da Construção da Estrada de Barbacena a Ibertioga publicado em2002.Fonte: Blog de Nilza Cantoni http://coloniaconstansa.blogspot.com/2010/09/garcia-rodrigues-paes-e-o-caminho-novo.html
    • O CAMINHO NOVO DA ESTRADA REAL NOS LIMITES DE JUIZ DE FORA Vanderlei Tomaz O Caminho Novo era a estrada aberta pelo bandeirante Garcia Ro-drigues Paes, no final do século XVII e início do XVIII, com a finalidadede facilitar o transporte do ouro e de pedras preciosas de Minas Geraispara o Rio de Janeiro. O caminho mais curto entre a produção de rique-zas e o litoral, de onde elas partiriam para Portugal. Uma alternativamais rápida e segura ao Caminho Velho, a estrada real mais antiga que,partindo do Rio, passava por São Paulo e pelo sul de Minas. Por essa estrada passaram bandeirantes, índios, escravos, tropei-ros, cientistas europeus, ilustradores da nossa fauna e flora, e outros ar-tistas, inconfidentes mineiros, o Tiradentes como o guarda do caminho epropagandista do movimento de libertação, o corpo esquartejado domártir mineiro, D.Pedro I em 1831, o então Barão de Caxias durante aRevolução Liberal de 1842, e tantos outros que ajudaram a escrever ahistória de Minas e do Brasil. Para promover a ocupação das margens da estrada, a Coroa Portu-guesa distribuiu concessões de sesmarias ao longo do caminho. Sesmarias eram terrenos que chegavam a ter 30 quilômetros qua-drados. Aprovada a concessão da área, o sesmeiro (proprietário do terre-no), acompanhado dos agrimensores (que faziam a medição da área, etambém chamados de ―piloto‖ e ―louvado‖) fincavam uma pedra comquatro cruzes (uma em cada face) na margem da estrada. A partir destapedra (também chamada de ―pião de pedra‖ ou ―marco de sesmaria‖) e-ram feitas mais quatro medições: a sudoeste da pedra, a noroeste, anordeste e a sudeste. Ao final de cada medição, uma outra pedra era co-locada (menor que a principal e com uma cruz escavada). Assim, era for-mada a quadra de sesmaria. Como conseqüência dessa distribuição de terras, surgiram fazen-das, inúmeros ranchos para pousadas dos tropeiros e igrejas. O comércioàs margens da estrada foi florescendo e, assim, povoados iam se for-mando ao longo do Caminho Novo, dando origem às atuais cidades deSimão Pereira, Matias Barbosa, JUIZ DE FORA, Ewbank da Câmara, San-tos Dumont, Antônio Carlos, Barbacena, e outras. O CAMINHO NOVO EM JUIZ DE FORA Juiz de Fora é cortada por cerca de 50 km do Caminho Novo da Es-trada Real, entre os municípios de Matias Barbosa e Ewbank da Câmara,sempre na margem esquerda do Rio Paraibuna, nunca o atravessando. Importante lembrar que, em alguns trechos, especialmente na regiãourbana, o percurso foi modificado devido aos parcelamentos das áreas,novos arruamentos e retificações. Outros trechos da estrada estão impe-didos por estarem em terrenos particulares ou área militar.
    • A definição desse trajeto foi possível estudando velhos mapas, pes-quisando os relatos dos viajantes, onde estes fazem referências às locali-dades citadas, e a localização dos marcos de sesmarias de quatro cruzesque eram colocados na margem do caminho. Fundamental foi ouvir osrelatos de moradores idosos nascidos nesses lugares, onde puderam indi-car quais eram os mais antigos caminhos do lugar, com informações her-dadas de pais e avós. O Caminho Novo foi a primeira via pública aberta na região, com opropósito de encurtar a distância entre o Rio de Janeiro e os lugares deonde se extraía a nossa riqueza mineral, além de permitir a ocupação doterritório por meio da distribuição de sesmarias. Em parte do trajeto foram aproveitadas trilhas abertas pelos ín-dios. Para conhecer o traçado da estrada que deu origem à nossa cida-de, sugerimos acompanhar o itinerário que apresentamos a seguir. Pro-curamos dividir a cidade em quatro partes para que a visita aconteça emquatro dias. Com isso, permite-se visitar os monumentos mais antigos que di-zem respeito à história de Juiz de Fora. O Caminho Novo transforma-se,assim, em um patrimônio cultural de 300 anos. Na maior parte do traje-to, o passeio pode ser feito a pé, a cavalo, de bicicleta, moto ou automó-vel. Leia atentamente e um bom passeio ao túnel do tempo pelo Cami-nho Novo da Estrada Real em Juiz de Fora.1º DIA – Partindo da Ponte do Zamba sobre o Rio Paraibuna, na divisados municípios de Juiz de Fora e Matias Barbosa, deverá ser tomada aestrada do Joasal, entre o rio e a ferrovia. No final da estrada, atravessara ferrovia e continuar seguindo passando pelo Marmelo, acesso ao Retiro,Niterói e túnel da ferrovia, indo em direção à região do bairro Santo An-tônio (Tigüera). Percorrer toda a extensão da Rua José Francisco Garcia(Tigüera), até atingir a Rua Nossa Senhora de Lourdes. Seguir pela RuaNossa Senhora de Lourdes, Rua Costa Carvalho e Avenida Sete de Se-tembro, até atingir a Avenida Garibaldi Campinhos (lugar onde existiu aFazenda do Juiz de Fora, no bairro Santos Anjos).Nomes antigos do trecho citado: Morro dos Arrependidos, Cruz das Al-mas, Medeiros, Morro do Marmelo, Marmelo, Fazenda do Marmelo, SantoAntônio da Boiada, Boiada, Morro da Boiada, Fazenda do Juiz de Fora.Observação: Do final da estrada do Joasal até o Tigüera, o trecho estáimpedido. Sendo assim, a alternativa mais próxima seria o caminho paraCaeté, atingindo o Jardim Esperança, Retiro, Alameda Ilva Mello Reis eBairro Santo Antônio.
    • 2º DIA – Contornar a Praça Teotônio Vilela (Vitorino Braga), percorrer aRua Henrique Vaz, Rua 31 de Maio, Avenida Surerus, Avenida Maria Per-pétua, Avenida Brasil, Avenida Rui Barbosa e Avenida Alencar Tristão.Passar pela casa do Alcaide-Mor (casarão próximo ao cemitério Parque daSaudade), seguir pela Rua Paracatu até atingir a Avenida Juiz de Fora.Seguir por esta via até a altura do SEST/SENAT. Tomar a estrada não pa-vimentada à esquerda, margeando o córrego Ribeirão das Rosas, seguin-do em direção ao Campo de Instruções do Exército. Passar pela FazendaRibeirão das Rosas, atravessar o córrego, e seguir pela estrada de terra àdireita, em direção à estrada da Remonta. Na estrada da Remonta(asfaltada), seguir à direita, passando em frente à sede campestre doCírculo Militar, até chegar ao Camping Clube de Juiz de Fora.Nomes antigos do trecho citado: Fazenda do Juiz de Fora, Alcaide-Mor,Alcaidemoria, Tapera, Rancho da Tapera, Ribeirão das Rosas e Ribeirão.Observação: O Caminho Novo, a partir da Avenida Brasil, seguia por todaa extensão da Avenida Rui Barbosa, atravessando a ponte do córrego daTapera (conhecida como Ponte Vermelha), e encontrando com a Rua Pa-racatu. Na Avenida Alencar Tristão existia uma porteira que dava acessoà casa do Alcaide-Mor, que pertenceu à família Tristão. O trecho da es-trada entre o SEST/SENAT e a Remonta está em área militar. É necessá-ria autorização para percorre-lo.3º DIA – Seguir em direção à barragem da Represa João Penido. Conti-nuar pela estrada em direção ao Campo Grande. Na altura do sítio da fa-mília Possali, continuar pela estrada velha da represa até atingir a Aveni-da JK, na Barreira do Triunfo.Nomes antigos do trecho citado: Monte Belo, Cachoeira, Entre Morros,Cabral, Antônio Moreira, Rancho do Queiroz, Queiroz e Contendas.Observação: Com o granjeamento, parte da estrada original (hoje, emáreas particulares) foi desprezada, mas ainda pode ser vista na região doCampo Grande. É possível observar a calha do Caminho Novo e um mar-co de sesmaria no sítio dos Possali. Nos fundos das casas, à direita, quemargeiam a Avenida JK, em Barreira do Triunfo, pode ser visto um trechodo Caminho Novo no corte do morro. Nessa região, o caminho originalcortava a horta dos Possali e o clube Thermas, alcançando a praça daBarreira.4º DIA – Seguir pela Avenida JK até a BR040. Continuar pela rodovia atéatingir a estrada do Tinguá, à esquerda após o restaurante Fartura no Fo-gão. Saindo da BR040, seguir pela estrada do Tinguá, atravessando ocórrego da Estiva. Continuar por toda a extensão da estrada até atingir aRua Vicente Gávio (asfaltada), em Paula Lima. Ao aproximar-se da estra-da para a fazenda Vileta (última porteira à esquerda), seguir por essa es-trada, passando por duas porteiras e continuar avançando em direção àEwbank da Câmara.
    • Nomes antigos do trecho citado: Rancho do Queiroz, Queiroz, Contendas,Estiva, Azevedo, Coqueiros, Sobradinho, Luiz Antônio, Engenho do Mato,Engenho, Nossa Senhora da Assunção do Engenho do Mato, Rocinha doEngenho, Fazenda da Rocinha, Rocinha e Chapéu D‘Uvas.Observação: Próximo ao Restaurante Sílvio’s, na BR040, do lado direito,podem ser vistas ruínas de capelinha do Rancho do Queiroz. O nomePaula Lima para o lugar surgiu em 1891. Até então, o nome era ChapéuD‘Uvas. O Caminho Novo seguia paralelo à estrada do Tinguá. Na fazen-da dos herdeiros de Agnelo Lopes (lugar que era chamado de Azevedo),pode ser vista uma grande extensão do trecho original do Caminho Novo.Na Rua Vicente Gávio, o visitante vai encontrar um casarão que perten-ceu à família Teixeira de Carvalho, onde teria pernoitado D.Pedro I em1831. A Igreja de N.S. da Assunção, em Paula Lima, surgiu em meadosdo século XVIII no mesmo local. Ela já passou por diversas reformas. Naestrada para a fazenda Vileta, à direita, o visitante encontrará um marcode sesmaria. Seguindo por esta estrada, mais adiante, irá deparar-secom as ruínas de um antigo casarão. Marco de Sesmaria em Paula Lima (antiga Chapéu D‘Uvas), na Fazenda Vileta, às margens do Caminho Novo. Observação: O Caminho Novo em Juiz de Fora, de Vanderlei Tomaznão foi apresentado no Encontro, mas foi permitida a sua publicação nes-tes anais pelo autor.
    • CAMINHO NOVO E MEDICINA Geraldo Barroso de Carvalho Centro de Memória Belisário Pena gbarroso@uol.com.br Depois que um desbravador descobriu pepitas de ouro no CórregoTripuí, no sopé da Serra do Itacolomi, a notícia da descoberta alastrou-see teve início, então, uma migração maciça de pessoas de todos os lados,em busca das grandes reservas de ouro. Teve de ser aumentada a im-portação de escravos, para o trabalho nas lavras, para somar-se ao aflu-xo dos portugueses e aventureiros, formando uma superpopulação poli-morfa em áreas insalubres. À insalubridade, aliou-se a promiscuidade,propiciando a entrada de doenças novas em vasta região desprovida deestradas e de médicos. Tornou-se necessária a abertura de um caminho e a aquisição deanimais de carga e de tração, para o transporte de géneros e alimentos,para as lavras auríferas. De caminhos colaterais, tropeiros atingiam o ca-minho novo e estabeleciam pontos de paradas, As viagens no interior deMinas, em térreos acidentados, eram cansativas, morosas e extenuantes.As provisões eram levadas por escravos, mas muitos sucumbiam na tare-fa. Fez-se imperativo trazer do sul mulas para tarefasde carga e gado para alimento e como força de tração. No sul, muaresselvagens e gado bovino proliferaram abandonados pelos primeiros ex-ploradores, na vastidão dos Pampas. Usando esses animais, transitavam, pelo Caminho Novo, benzedo-res, curandeiros e dentistas itinerantes. Alguns curandeiros especializa-vam-se no uso de ervasencontradiças na Mata Atlântica; outros, na artede ―encanar‖ membros fraturados, na abertura de abscessos, na retiradade espinhos, bichos-de-pé e corpos estranhos (feijão, milho) de narinas eouvidos. Frequentemente, as crianças introduziam esses grãos nas nari-nas e nos ouvidos, principalmente nas épocas de colheitas. Assim, os curandeiros e afins entraram em ação. O mais famosodeles foi Tiradentes, que, além de curador, era dentista e boticário, pro-prietário de uma botica em Ouro Preto. Tiradentes exerceu suas ativida-des extra-policiais em Vila Rica, no Rio e nas estradas de Minas.
    • A botica de Tiradentes era bem sortida de folhas, cascas e raízes,para preparar chás, xaropes, pós e ungüentos diversos, remédios tam-bém usados pelos tropeiros e curandeiros nas paradas às margens doCaminho Novo. Entre outros remédios, dispunha de figueira silvestre, i-peca ou poaia, erva-de-santa-maria, feto macho, sassafrás, salsaparrilha,sene, cipó de carijó, óleo de rícino, maná, congonha,picão, unha de anta, ruibarbo e muitas outras drogas, à base de vege-tais. Outras práticas curativas usadas por curandeiros e tropeiros incluí-am: Aplicação, sobre feridas, de folhas de vegetais, borra de café, barroargiloso e esterco fresco; teia de aranha como hemostático; talas debambu e cipó para imobilização de membro fraturado; lanceta para abrirabscessos e aplicar sangrias; aplicação de toucinho sobre bernes; aplica-ção de fumo para contornar lesões da pele; uso de chás de cipós para pi-cadas de cobra e do próprio cipó, como torniquete. Usavam-se beberagens, benzeduras, rezas e simpatias como: ca-chaça com cipó-guiné na sexta-feira da paixão, para fechar o corpo(escravos); cachaça com jurubeba contra picadas de urutu, jararaca e ja-raracuçu; infusão da raiz da catuaba como afrodisíaco (índios tupis);benzeção para soltar placenta retida; rezas aossantos protetores e simpatias diversas. A farmácia dos tropeiros era formada por ervas, raízes, frutos sil-vestres e cascas de vegetais, usados em chás, infusões, banhos e outrasaplicações. Eis alguns exemplos:Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia). Para os males da pele e do estô-mago.Ipê-roxo (Fabebuia leptaphylla). Banho de ipê-roxo curava sarna, ecze-mas, "impinges" e corrimentos. O chá era usado em muitas enfermidadesDouradinha (Waltheria douradinha): Males do pulmão, úlceras idosas etumores Tanchagem (Plantago major). Em chá ou em banho: para dorese cicatrização de queimaduras, além de efeito diurético, depurativo eadstringente.Picão (Bidens pilosus): reumatismo, cálculo renal e vesical, má digestão,doenças hepáticas e febres. Principal indicação: icterícias.Unha-de-gato (Uncaria tormentosa). Banho de casca desse cipó era indi-cado para "espinhas", reumatismos, diabetes, hemorróidas e câncer.
    • Quebra-pedra (Phttlanthus niruri), Marmelinho Tournefortia paniculata) eChapeu-de-couro (Echinodorus grandiflorus): Cálculos renais, afecçõesdos rins e do fígado Erva-de-santa-maria (Chenopodium ambrosioidis):contra verminoses Feto-macho ou broto de samambaia (Polipodium filix-mas): contra solitária Taiuiá (Cayaponia tayuya), também conhecido co-mo abobrinha-do-mato ou melão-desão-caetano era usado no reumatis-mo, como analgésico. Estudos recentes comprovam que é uni anti-oxidante, sequestrante de radicais livres. Jurubeba {Solanium panicula-tum). Dela utilizavam-se os frutos e as raízes, comodepurativo, cicatrizante, digestivo, diurético, na "desobstrução do fíga-do". Uma das indicações da jurubeba era no tratamento da picada de co-bra. Cachaça com jurubeba era bebida em grandes doses, nas mordidasde cobras. Mamona (Ricinus communis): O óleo da semente era usadocomo purgativo (óleo de rícino). O óleo era também usado como combu-rente, na iluminação. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:O1LIAM, José. Tiradentes. Ed. Itatiaia. Belo Horizonte: 1985ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil. Ed. Itatiaia. BeloHorizonte:l982HESPANHOL, Maria de Fátima L. (Tina). Caminho Novo: uma história delutas e emoções. Gráfica e Ed. Cidade de Barbacena. Barbacena: 2008ANASTASIA - Carla M. J.. Geografia do Crime. Ed, UFMG. Belo Horizonte:2005SPIX E MARTÍUS. Viagem ao Brasil. Ed. Itatiaia. Belo Horizonte: 1981
    • CAMINHO NOVO E MEDICINA Crítica de Nilza Cantoni Apresentando-se como um ‗curioso‘ a respeito da história da medi-cina e seus labirintos, o médico dermatologista Geraldo Barroso de Car-valho, professor da Faculdade de Medicina de Barbacna, informou que fa-laria sobre a Medicina no Caminho Novo de forma muito simples. Iniciou discorrendo sobre o panorama da época, ressaltando queuma grande quantidade de pessoas buscou o local das minas a partir dadescoberta do ouro no sopé da Serra do Itacolomi. Foi também necessá-rio aumentar a importação de escravos para suprir a necessidade de mãode obra. ‗Esse afluxo imenso de pessoas, de todos os lados, criou umasuperpopulação numa área extremamente insalubre‘, propiciando a en-trada de muitas doenças novas na região, disse Barroso. Doenças endê-micas na África e no sul do Brasil, por exemplo. De certa forma, a regiãotornou-se uma espécie de Serra Pelada, conforme indicava a fotografiano slide. Por esta época ‗apareceu em Ouro Preto um cidadão chamado LuizGomes Ferreira, português‘, que ouvira notícias da descoberta e inicial-mente se dirigira para Sabará. Depois de 5 anos, em 1716, estabeleceu-se entre Ouro Preto e Mariana e ali passou a ser procurado pelas pessoasque buscavam tratamento para suas doenças. Teria sido o primeiro‗médico‘ a deixar notícia na história da região. Barroso acrescentou que, além das pessoas, houve um aumentosignificativo do plantel de animais de carga, adquiridos no sul, para ondeos espanhóis tinham levando muitos muares com o objetivo de fazer otransporte da prata do Peru para Buenos Aires. Muitos desses animaishaviam se perdido pelas pradarias do sul onde se misturaram e se multi-plicaram, resultando em grande quantidade de animais de carga e gadobovino, sobretudo na região de Viamão, no Rio Grande do Sul. O pessoalde Minas se viu, então, na necessidade de ir buscar animais que auxilias-sem no transporte de cargas, serviço até então feito pelos escravos. Umburro carregava cerca de 18 a 20 vezes o peso transportado por um es-cravo. O centro onde iam buscar estes animais era a Feira de Sorocaba.No local encontravam-se profissionais variados, como seleiros, cangalhei-ros, ferradores, ferreiros, peões e os vendedores dos animais que eramcomprados e trazidos para formar as tropas de mulas. Cerca de 10.000mulas saíam anualmente de Sorocaba, quase todas destinadas à regiãodas minas. Por esta razão, Minas chegou a ter mais do que o dobro datropa de mulas existente no resto do Brasil. No percurso de ida e volta até Sorocaba, os tropeiros faziam para-das em propriedades que lhes alugavam o pasto e forneciam milho paraos animais. Entretanto, tinham que carregar sua própria alimentação edemais produtos necessários à sobrevivência, incluindo medicamentos.Havia curandeiros e dentistas itinerantes mas também aqueles que fazi-am parte das tropas maiores ou se estabeleciam no percurso. Os curan-
    • deiros tratavam diversos males com as ervas encontradiças na Mata A-tlântica e alguns eram também cirurgiões que abriam abscessos e retira-vam corpos estranhos. Segundo Barroso, um dos primeiros medicamentos quimioterápicosde que se tem notícia provinha de determinadas plantas, entre elas a I-peca, ou Poaia, encontrada nas matas do Chopotó. Sendo um dos gran-des medicamentos da época, fazia parte da bagagem daqueles tropeirosou era obtido com os curandeiros do caminho. Além disso, a malária, quena época causava numerosas mortes e ainda hoje tem alta incidência emvárias partes do mundo, era também tratada com ervas. Prosseguindo, foram mencionados muitos produtos da medicina deentão, sendo que alguns ainda hoje encontram aplicação em determina-das circunstâncias. Neste ponto, Barroso mencionou os que viu serem a-plicados em sua época de médico recém-formado. ‗Na segunda metadedo século XX nós ainda usávamos a erva de santa maria‘, declarou. Outracitação foi ao ‗feto macho‘ que é retirado do broto da samambaia e era oúnico medicamento para eliminar a solitária. A semente de abóbora foimencionada para explicar a chamada ‗teoria das assinaturas‘, segundo aqual Deus teria criado objetos que apresentavam sinais de suas virtudes.Neste caso a semente de abóbora tinha um formato semelhante ao úteroda solitária carregada de ovos. Foram mencionados vários outros medicamentos que faziam parteda farmacopéia da época áurea do Caminho Novo e que entravam na ba-gagem do tropeiro como cascas, sementes e demais insumos semelhan-tes. Pela ‗teoria das assinaturas‘, relatou, determinado cipó seria eficazcomo antiofídico por ter o formato de cobra. Também a planta denomina-da quebra-pedras, uma gramínea que se desenvolve entre as fendas daspedras, seria solução contra os cálculos renais. A mamona, em função da prática de se considerar que o purgativoseria o melhor remédio contra qualquer doença, era produto de grandeutilidade. O hábito de se cobrir feridas com determinada folhagem encon-tra justificativa no fato de que servia de cobertura, impedindo que amosca varejeira ali depositasse seus ovos. Para as fraturas e contusões,usavam-se talas de bambu numa prática que, embora extremamente ru-de, ajudava a solucionar problemas imediatos. Colocar um pedaço detoucinho sobre os berne resolvia o problema porque, diferentemente dacrença de que o berne gosta de toucinho, na verdade esta prática impe-dia a respiração do intruso, matando-o. E assim ouvimos o médico e historiador mencionar muitas curiosi-dades como o uso do fumo em torno de micoses impedindo que a áreaafetada se ampliasse. Além das beberagens, ferveduras, cachaça com umdeterminado tipo de cipó na Sexta-feira da Paixão e cachaça com jurube-ba. No item rezas e simpatias não foi esquecida a oração a São Guido pa-ra tratar de males das articulações porque a doença era chamada deDança de São Guido ou Coréia, palavra que significa dança. E se o problema era guardar um segredo, melhor rezar para SãoJoão Nepomuceno. Ele teria sido confessor de uma rainha e certa feita o
    • rei foi-lhe ao encalço para saber o que a rainha lhe contara. Pela recusaem atender ao pedido do rei, sua imagem teria sido associada ao hábitode colocar o dedo indicador sobre os lábios e dado origem aos pedidosfervorosos de ajuda quando não se consegue manter um segredo. Geraldo Barroso de Carvalho é membro do Centro de Memória Beli-sário Pena. E autor do livro Doenças e Mistérios de Aleijadinho, publica-ção da Lemos Editorial que já está indo para a terceira edição.Fonte: Blog de Nilza Cantoni http://coloniaconstansa.blogspot.com/2010/09/garcia-rodrigues-paes-e-o-caminho-novo.html
    • Os CAMINHOS DE ERNST HASENCLEVER EM MINAS Edson Brandão Pesquisador independente edsonbrandao@edsonbrandao.com.br Setembro/2010 Um desenho cujo título era ―Vista de Barbacena, 1839‖ é uma ilus-tração que aparece no livro Barbacena, 200 anos,volume 1, do memori-alista barbacenense Prof. Altair José Savassi ,1991 e sempre nos suscitoua pergunta: Quem era o autor do desenho e onde fora publicado origi-nalmente? A resposta chegou ao acaso , quando nos deparamos como ocatálogo ―Hasenclever & Cia, Rio de Janeiro, 1830-1930‖ (autores e edi-tora desconhecidos), onde o desenho era atribuido a Ernst Hasenclever(1814-1869), um jovem alemão comerciante alemão que percorreu oBrasil nos anos de 1837 e 38 e que registrou suas andanças em um diá-rio com anotações e desenhos das localidades visitadas. Ernst era des-cendente de Joh. Bernhard Friedrich Hasenclever (1731-1806), fundadorda firma Joh. Bernhard Friedrich Hasenclever & Söhnen, em Remscheid,1786, Alemanha, uma firma que ganhou força no seu pais de origem eem diversos das Américas do Sul, Central e Norte. A cidade de Rems-cheid sempre foi um centro industrial e de cutelaria. De suas forjas, e dacidade vizinha Solingen saiam ferramentas pequenas como: foices, ga-danhas, serras, machados e limas, além de tesouras, facas, espadas esabres... As ferramentas eram vendidas para Espanha, França, Itália e oNovo Mundo. Para dominar este promissor novo mercado, Johann Gottfri-ed Hasenclever (1806-1865) chegou ao Rio de Janeiro em 28 de setem-bro de 1830, onde abriu a primeira filial da empresa em terras brasilei-ras. Anos mais tarde, com a firma bastante movimentada, foi solicitada aajuda de Ernst Hasenclever, jovem sobrinho que partiu do Porto de Bre-mem rumo ao Brasil em 28 de julho de 1837. Desde a viagem marítima,até suas incursões em cidades brasileiras das províncias do rio de Janei-ro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco, tudo foi anotado emdiários que não foram feitos com a intenção de serem publicados. Todosos textos foram escritos em Kurrentschrift (antiga forma de escrita ta-quigráfica alemã). Isso fez com que os textos ficassem desconhecidos atémesmo pelos descendentes de Ernst. Somente uma bisneta do viajantefoi capaz de ler o texto e possibilitar sua transcrição para o alemão con-temporâneo.
    • Tempos depois, a Sra. Harlfinger, descendente direta de Ernst apresen-tou este material escrito e mais cerca de 100 desenhos, à Dra. DeboraBendochi Alves, professora de História Íbero-Americana da Universidadede Colônia, hoje a maior conhecedora da história dos diários. Tais diáriossão compostos de 100 desenhos feitos junto aos textos em cerca de10cadernos e descrevem a viagem ( de 28 de julho a 7 de outubro de1837), descrevem sua passagem por cada Província brasileira e seu re-torno à Alemanha ( via América do Norte). Atualmente, este material es-tá sendo organizado e preparado para publicação pela Professora Debora,com projeto gráfico e produção de Edson Brandão. Ernst Hasenclever
    • O CAMINHO NOVO E O COMÉRCIO DAS MINAS, 1700-1818 Angelo Alves Carrara Universidade Federal de Juiz de Fora angelo.carrara@ufjf.edu.br Esta comunicação tem por objetivo apresentar o Caminho Novo co-mo a rota por onde entrou a quase totalidade das mercadorias importa-das por Minas Gerais, bem como saiu suas mercadorias mais importantes- ouro e diamantes, ao longo do século XVIII. Esta característica original marcou profundamente as áreas ocupa-das às margens do Caminho, em especial o caráter fortemente concen-trador da propriedade fundiária. É sintomático que em 1750, no auge daprodução mineradora, apenas 19 propriedades respondiam pela totalida-de da produção agrícola que abastecia os viandantes do caminho, entre afronteira com o Rio de Janeiro e os arredores da atual cidade de Barbace-na.Referência: CARRARA, Angelo Alves. Minas e currais; produção rural emercado interno de Minas Gerais, 1674-1807. Juiz de Fora: Editora daUFJF, 2007.
    • O CAMINHO NOVO E O COMÉRCIO DAS MINAS, 1700-1818 Crítica de Nilza Cantoni O professor Ângelo Carrara iniciou agradecendo o convite e decla-rou que "este tipo de reunião, que ocorre fora dos meios acadêmicos,tem a faculdade de produzir mais efeitos concretos e objetivos a curtoprazo do que as que acontecem no meio acadêmico. Nós fazemos nossoseventos acadêmicos mas em termos práticos... quando isso que nós dis-semos vai chegar ao aluno?‖ Informou que este foi o segundo evento do tipo do qual participou esteano e percebeu que todos ali estavam envolvidos de forma sincera, inte-ressada. Assim, após ouvir as comunicações que ocorreram ao longo dodia, decidiu modificá-la.A seguir, trechos do que falou Carrara. "O Caminho Novo é um caminho. Se eu for abordar o tema de co-mércio, eu não vou sair disso: 85% de toda a importação de mercadoriapassou pelo Caminho, da mesma forma que 98% do ouro produzido emMinas Gerais. E pronto! Só que esse Caminho Novo é tratado como caminho, como rota. Eo que está em volta do caminho? Pessoas circulavam pelo Caminho Novo.E é essa a ideia! É nisso que eu mudei! Ao invés de tratar o caminho co-mo ... mercadorias e ouro, quero chamar a atenção para o entorno dele.E para a personalidade histórica dele. Então, eu não preciso trazer aquinúmeros. [...] Nós estamos num lugar muito especial. Minas é muito especi-al! O mineiro tem um profundo orgulho de ter nascido aqui. É o melhorestado do mundo! [...] Eu posso afirmar que não havia Império. [Naquele momento]o que há é um império de rotas comerciais dominadas por portugueses.Mas o império no sentido territorial... Então eu pergunto: o que é o Brasilaté 1696? O Brasil é um punhado de gente vivendo em pontos da costa brasi-leira. A estatística que nós tínhamos até muito recentemente nos davaum total de 300 mil pessoas isto é um absurdo! Por que? Este ano, conversando com um colega que está trabalhando comdemografia, descobrimos que este cálculo é fruto de um palpite, de umdespautério sem fim. Quantos habitantes tinha Salvador em 1681?
    • Três mil pessoas! Era a capital do Brasil e tinha 50% da populaçãobrasileira. E 50% da economia brasileira estava concentrada em Salvadore seu recôncavo. Então, por aí vocês tiram as conclusões. O Brasil é um conjunto de pontos. O ouro detona o processo de mi-gração maciça, de Portugal, do Brasil todo, num movimento demográficoque não consegue ser estancado. Enquanto os países europeus perdiampopulação ano após ano. E para onde ia essa gente? Para Minas Gerais. Eles não estão indopara Salvador, para Pernambuco, não! Eles estão vindo prá cá. [...] O ponto nevrálgico desse ‘agora’ no Império Português é umaquestão de território. É Minas, é Mato Grosso, é Goiás. Isso é território! Ovale do São Francisco... [...] A razão principal do ouro é entrar em circulação. De 1724 a1735 nós tivemos uma casa da moeda em Ouro Preto. Esta casa da moe-da, durante seus 10 anos de vida, cunhou três vezes mais moeda do quesuas equivalentes de Lisboa e Rio de Janeiro juntas. Então, imaginem.Enquanto a rotina da Casa da Moeda em Lisboa era uma, em Minas aprodução era muito maior. Claro que os melhores servidores da Coroaestavam onde estava a riqueza. Em Minas Gerais! Porque aqui estava agalinha dos ovos de ouro. O grande desafio nosso, na minha perspectiva, é fugir dessa histó-ria que enaltece determinados indivíduos. A pergunta que eu faço é o que esta história tem de utilidade paraas pessoas comuns? O fato é que essa movimentação toda de gente pelo Caminho No-vo... As pessoas se levantam e perguntam: o que eu faço agora? Me ali-mento como? Como é o dia-a-dia? Não é a história de grandes persona-gens, de fatos heróicos, mas a nossa história. Mas não é uma história davida privada [como perguntou alguém da platéia]. É uma história de to-dos, pública. É o dia-a-dia. A pergunta que devemos fazer é: o que é viver aqui? O que foi vi-ver no século XVIII e no século XIX aqui? Devemos perguntar que tipo deesforço estes indivíduos faziam para poder manter suas vidas. Porquenão se pode esquecer que essa gente trabalha. Dá-se a impressão de que o passado era um brilho só. Na realida-de, o que talvez tenha mais impacto sobre as pessoas [seja]... há 300anos, quando eu me sentava à mesa, o que eu tinha? Percebem o desafio que temos à frente?
    • [...] Já avançamos muito. Em 10 anos, eu sou testemunha disso,crescemos absurdamente no campo da preservação da documentação.Nós temos acervos monumentais, um acervo que precisa ser preservado.Um outro desafio, diretamente relacionado, é a propagação da educaçãopatrimonial, que é fundamental. Aquilo que as secretarias de educaçãoincorporam nos seus currículos, uma disciplina de educação patrimonialque não vai tratar de enaltecer grandes nomes. Ao contrário, é cuidar deum patrimônio que muitas vezes é imaterial. Os queijos, a cultura minei-ra... Este é um desafio para o historiador de ofício. Escrever esta histó-ria de Minas. Esta reunião está acontecendo em Barbacena. O que nosdeve interessar é a história de Barbacena. Existe uma coisa que eu chamo de personalidade histórica. Vou ex-plicar. O meu objetivo aqui é dar serviço [risos]As identidades originais de Minas Gerais... Exemplo: nos centros minera-dores, o que existiu ali é diferente de uma outra sociedade que é vizinha[mas que tem uma] identidade curraleira. Em Minas temos quatro [identidades]. Saindo de Ouro Preto até I-tabirito, é a do ouro. Pitangui não foi uma região mineradora importante.Pitangui... tinha a segunda maior produção de gado de todo o séculoXVIII. Outras identidades, ao longo do século XVIII, vão se formando. Azona curraleira... margem esquerda do São Francisco... no extremo noro-este de Minas Gerais que não conversa com Minas Gerais. Eles não pro-duziram gado ali para vender em Minas. É uma identidade particular deMinas Gerais. Outra identidade é do vale dos rios Verde e Verde Grande. Produ-ção agrícola que conversa com Minas Novas ou Itacambira. É outra for-mação. Eu estou falando da identidade que se forma por vínculos familia-res, por parentesco, por pessoas circulando diariamente, semanalmen-te... O mesmo se dá em Diamantina, que não pode ser entendida só co-mo Distrito Diamantino. Diamantina é ao mesmo tempo Diamantina eCurvelo. Porque o gado que abastece Diamantina é o gado de Curvelo.Ou seja, Diamantina é muito curraleira apesar da produção de diaman-tes. Percebem-se as diferenças no sotaque. O historiador tem que terparâmetros para saber ouvir o sotaque. O de Diamantina é o mesmo deCurvelo ... é só ir para a rodoviária e identificar as linhas de ônibus maiscomuns.
    • Então, na região das minas, eu acho que fica claro que há um qua-drilátero muito facilmente identificado por todos, formado por Ouro Pre-to, Mariana, Caeté e Sabará.[...] A alimentação na área curraleira é diferente da área mineradora. Essa região aqui, de Barbacena, que hoje se chama de Vertentes,mas que no período colonial se chamava O Campo, por isso que aqui é aBorda do Campo, termina lá nas Congonhas do Campo. O Campo é Cam-po por quê? Porque isso aqui é uma região diferente das demais, a maisfértil de todas, com uma rede hidrográfica fantástica e é isso que explicao vigor da agricultura nessa região. Só que a identidade de Barbacena, de Santana do Garambéu, dePrados que, apesar de ser área de mineração comunga muito com a i-dentidade de Barbacena, Entre Rio de Minas, Carijós, até Congonhas,guarda uma homogeneidade muito forte. Primeiro o estilo de fazenda. As descrições rudimentares que euvou encontrar, do século XVIII, vão dizer que o perfil preferencial é umaconcentração de terras, [uma concentração] fundiária, de propriedadesmédias, de produção média. Toda essa região do Campo, antes de cairno espinhaço em direção a Ouro Preto, fechando essa região aqui nasCongonhas, tem uma concentração de terras distinta da região do Cami-nho Novo indo para Juiz de Fora. O padrão aqui é menos concentrador doque em Juiz de Fora. A produção agrícola aqui é baseada em proprieda-des médias e não em grandes. Se eu for para Juiz de Fora? 1750 – quantas pessoas produzem ali-mentos? Dezenove. De Paraíba do Sul no Rio de Janeiro, até o pé da ser-ra aqui em Santos Dumont. Dessas 19, 10 produzem 85% do total. Issoé concentração! Concentração fundiária é o melhor identificador da ‘personalidade’de uma região. Quanto mais concentrada a propriedade rural, mais con-centração de renda. Quanto melhor distribuída a propriedade da terra,melhor o padrão dessa sociedade. As pessoas que vivem na roça... a forma como elas acessam oprincipal meio de vida é fundamental... Numa região em que o padrão deconcentração é mais equilibrado, a sociedade é diferente. Então, esse Caminho Novo não é uma identidade. Na verdade nóstemos que ultrapassar isso. O Caminho Novo é uma rota. O que importaé verificar a região. Esse é o grande desafio. Fontes para isso? Um problema que nós não temos em Minas Ge-rais. Todos os outros estados tem problemas com fontes. Nosso proble-ma é o inverso. Nós temos excesso de fontes. Nós temos que ir a um ar-quivo rezando para não encontrar documentos. Experiência própria. Aliabre um livro e surge mais um questionamento.
    • Existe uma fonte que é um verdadeiro cadastro em Minas Gerais.Ela me dá o nome, a propriedade rural, o endereço, a produção agrícola.Isso desde 1750. Eu tenho como fazer uma história dessa propriedaderural, história da produção econômica, desde 1750 até 1835. É um tipode registro muito particular, todo organizado. A partir desse período euconsigo rastrear, com a documentação que ainda não conhecemos e daqual ainda não temos inventário. Mas que em breve teremos. É a nossacaixa preta da História do Brasil. É a Coleção Casa dos Contos de OuroPreto, com duzentos e tantos mil itens. Sabemos que tem coisas precio-sas mas... não tem inventário. No momento em que tivermos inventário,poderemos fazer a história que quisermos. Quer fazer História da Medici-na? Pode. Quer acompanhar o receituário? Tem. Porque lá estão os regis-tros dos hospitais militares. Para cada doença tem o medicamento que foiadotado. Tem ali documentação que vocês não podem imaginar. Documen-tação sobre todas as obras artísticas.... Aleijadinho foi um. Há dezenasde outros artistas. O altar da Igreja, como é que foi feito... O que na verdade eu gostaria de chamar a atenção é para a neces-sidade que nós temos, é a responsabilidade que a academia tem de pro-duzir esse tipo de investigação. Uma responsabilidade que ela tem comoinstituição pública. Uma outra responsabilidade que a Prefeitura tem, dentro das suaspossibilidades, é de produzir material didático capaz de sensibilizar a so-ciedade, atingir a sociedade. Fazer isso é elevar o nível de cidadania, a-qui entendido como a capacidade de entender direitos e deveres. É terconsciência das transformações... Diferentemente de outras áreas de conhecimento, o objeto da his-tória não está dado. É complicadíssimo. Nós não lidamos com um únicoindivíduo. Nós lidamos com todos. E o que é mais complicado: o ser hu-mano muda. E o historiador tem que encontrar o padrão da mudança.Porque as coisas não são colocadas [e] nós não vivemos no caos. Nos vi-vemos dentro de uma visão de como o mundo funciona. Existe um pa-drão de mudança que precisamos identificar. Então, nos aproximarmos desse tipo de história que tem a capaci-dade de nos informar, com maior segurança, os padrões que essa socie-dade adquire ao longo do tempo, é o grande desafio. É isso que me cha-mou a atenção para este evento. É o primeiro e precisa se repetir. Barba-cena tem uma responsabilidade enorme por conta do equipamento urba-no que tem, diante de outros municípios. Barbacena tem um fator de li-derança diante de outros municípios.
    • A responsabilidade é das prefeituras de mobilizar seus professoresem torno dessa ideia de construção de material didático. O impacto dissono médio prazo é profundamente transformador. Meu papel aqui foi mais dizer o que fazer. Material a academia tem.Mas há uma necessidade cada vez maior de aproximação entre a univer-sidade e as necessidades efetivas da sociedade. Produção histórica quetenha um impacto mais imediato sobre a sociedade. " Ângelo Carrara, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora,encerrou sua participação dizendo que seu papel foi o de saudar esse tipode iniciativa e chamar a atenção daqueles que têm alguma responsabili-dade sobre esse tipo de projeto. Rio das Mortes, Fazenda do Registro Velho
    • POVOADORES DO CAMINHO NOVO: estratégias de ocupação dosprimeiros habitantes da região da Borda do Campo no século XVI- II. Edna Maria Resende ednamresende@hotmail.comDoutora em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);Mestre em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);Pós-graduada em História de Minas no século XIX pela Universidade Fe-deral de São João del-Rei (UFSJ); Graduada em Filosofia pela Fundaçãode Ensino Superior de São João del-Rei (FUNREI); Coordenadora do Ar-quivo Histórico Municipal de Barbacena. OS SENHORES DO CAMINHO NOVO: notas sobre a ocupação da Borda do Campo no século XVIII.ResumoA ocupação da Borda do Campo esteve inextricavelmente ligada ao cir-cuito mercantil do Caminho Novo. Os pioneiros moradores da Borda doCampo enraizaram-se na região, concentrando terras e controlando asrotas comerciais do mercado interno. Os primeiros proprietários dedica-ram-se à agricultura e à pecuária, estabeleceram ranchos para suprimen-to dos viajantes, lançaram-se ao comércio e ao transporte de tropas. Aoocuparem e cultivarem as terras e integrarem-se à ―malha mercante‖ doCaminho Novo, transformaram-se em ―senhores do Caminho‖ e promo-veram o desenvolvimento da região de Barbacena.
    • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAArtigo adaptado do primeiro capítulo de RESENDE, Edna Maria. Ecos doliberalismo: ideários e vivências das elites regionais no processo de cons-trução do Estado imperial, Barbacena (1831-1840). 2008. Tese(Doutorado em História). FAFICH/UFMG, Belo Horizonte, 2008.
    • ARQUIVO HISTÓRICO DO ESCRITÓRIO TÉCNICO DO INSTITUTODO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE SÃO JOÃO DEL REI Jairo Braga Machado IPHAN/ São João del Rei Não é nenhum exagero afirmar que obrigatoriamente uma partesignificativa da historia de Minas Gerais passa pela documentação queestá sob a guarda do Arquivo Histórico do Escritório Técnico do Institutodo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional de São João del-Rei.Ela écomposta de documentação cartorária, eleitoral, coletoria estadual e u-ma coleção de jornais e revistas datadas do final do século e principio doséculo XX. Grande parte dessa documentação teve transito na antiga co-marca do Rio das Mortes, cuja sede era a vila de São João del Rei. Todosos historiadores que trabalham com historia econômica, social, cultural,política e religiosa são unânimes em afirmar a importância da comarcamineira como principal pólo de abastecimento não só da antiga capitania,mas como também a principal vila abastecedora da corte no Rio de Janei-ro que instalou a partir de 1808 fugindo das invasões napoleônicas. Sãomais de 115 títulos de series documentais cujas datas limites são: 1711-1986. São inventários, (12000processos), Testamentos (2842 processos),sesmarias (1300 processos), processos crimes (3217 processos). Umabiblioteca composta de mais de 10000 volumes e 31 títulos, documenta-ção eleitoral com cerca de 80.000 canhotos de títulos eleitorais onde ca-da documento traz fotografia três por quatro com endereço domiciliar,filiação partidária, quando é o caso, além do local e data do nascimentocom respectiva filiação. Sem nenhuma dúvida, esta documentação é umainesgotável fonte para os diversos campos não só da historia, como dasociologia e antropologia.Compõe ainda este precioso acervo os livros deDécima Urbana (1826-1836) que são verdadeiras relíquias que muito a-judam a recompor a malha urbana da velha São João del –Rei. Uma lei-tura detalhada não só nos permite recompor a estrutura da urbe são joa-
    • nense, como também podemos compreender a formação de outros nú-cleos mineiros que faziam parte da comarca do Rio das mortes que surgi-ram através das antigas fazendas, sítios entroncamentos de velhos cami-nhos, pousos de tropeiros, antigas lavras minerais e roças de mantimen-tos. Tudo isto a partir de uma leitura cuidadosa e sistemática da docu-mentação sob a guarda do arquivo do IPHAN. Uma leitura cuidadosa apartir das cartas de sesmarias também nos ajudará a entender o proces-so de expansão agrária de todo o vale da região do Rio das Mortes. Nosinventários e testamentos as descrições dos imóveis aparecem com u-ma riqueza de detalhes muito grande como exemplo é o inventario docomendador João Antonio da Silva Mourão rico comerciante São Joanen-se onde podemos ler o seguinte: ―... uma morada de casas de dois an-dares sitas na praça do Tamandaré e frente para a rua do comercio todaenvidraçada com armações par negócio toda assoalhada forrada avaliadapor três contos e quinhentos mil reis...‖ Inventário de João Antonio daSilva Mourão caixa 170, seção de Inventários, do Arquivo Histórico do Es-critório Técnico do IPHAN. Este casarão foi tombado pelo IPHAN em 1946sendo um marco espetacular da presença deste instituto como uma insti-tuição responsável pela preservação da memória não só regional comonacional.Além do mais esta documentação nos permite estudar a forma-ção arquitetônica dos vários templos religiosos, tombados pelo IPHAN as-sim como estudar a vida de vários arquitetos de projeção nacional na his-toria da arte colonial mineira tais como: Francisco de Lima Cerqueira ogrande arquiteto responsável pela construção do fantástico templo da Or-dem Terceira de São Francisco de Assis e o Templo da Ordem Terceira deNossa Senhora do Carmo, Inventario de Francisco de Lima Cerqueira –1814 –caixa 362 e testamento caixa 024.Aniceto de Souza Lopes impor-tante mestre canteiro que tem seu nome gravado em vários monumentosda antiga vila.
    • Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Minas Gerais. O gran-de fundidor de sinos de São João del –Rei Francisco Bernardes de Souza,1852 deixou em seu inventário post morti um precioso documento à res-peito de sua profissão de fundidor de sinos. Esta referência coloca a cida-de mineira como importante pólo do patrimônio imaterial brasileiro. Nomes de vários artistas, escultores, pintores, como Venâncio Josédo Espírito Santo, Joaquim José da Natividade, o grande compositor emaestro Martiniano Ribeiro Basto, o compositor sacro padre José MariaXavier, podem ser estudados também a partir da documentação já des-crita. Portanto, também não é nenhum exagero afirmar que a trajetóriado Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na cidade passaobrigatoriamente pelos jornais do arquivo já citado. São mais de 190 vo-lumes encadernados com mais de 60 títulos. Neles podemos acompanhara brilhante atuação do antigo SPHAN na preservação do nosso rico lega-do cultural da cidade de São João del –Rei ,legado este fundamental paraa formação da identidade nacional. BibliografiaALVARENGA, Luíz de Melo. Igrejas de São João del-Rei, 1963, Editora Vo-zes Ltda, Petrópolis: Rio de Janeiro.BELLOTTO, Heloisa Liberali. Arquivos permanentes: Tratamento docu-mental Rio de Janeiro,Editora FGV, 2006.BOSCHI, Carlos C. Os leigos e o poder; irmandades leigas e política colo-nizadora em Minas Gerais. São Paulo: Ática, 1986.CAMPOS, Adalgisa A. Cultura barroca e manifestações do rococó nas Ge-rais. Ouro Preto: FAOP/BID, 1998.CARRARA, Angelo Alves. Minas e Currais: Produção Rural e Mercado In-terno de Minas Gerais 1674-1807. Juiz de Fora, Ed. UFJF, 2007.CINTRA, Sebastião de Oliveira. Efemérides de São João Del-Rei. Vol 2,Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1982
    • CUNHA, Alexandre M; MONTE-MÓR, Roberto L. A tríade urbana: constru-ção coletiva do espaço, cultura e economia na passagem do século XVIIIpara o XIX em Minas Gerais. IX Seminário sobre a Economia Mineira,2000. Disponível em: http://www.cedeplar.ufmg.br/seminarios/seminario_diamantina /2000/CUNHA.pdf. Acesso em 28 de maio de 2007.CUNHA,Murilo Bastos da e CAVALCANTI, Cordélia Robalinho de Oliveira.Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia. Brasília. DF Briquet de Le-mos livros,2008GRAÇA FILHO, Afonso Alencastro. A princesa do oeste e o mito da deca-dência de Minas Gerais. São João del Rei (1831-1888). São Paulo: Anna-blume, 2002MARTINS, Judith. Dicionário de artistas e artífices dos séculos XVIII e XIXem Minas Gerais. Vol. 1, Rio de Janeiro: Publicações do Instituto do Patri- mônio Histórico e Artístico Nacional, nº 27, 1974, p. 364-379; 394-395.OLIVEIRA, Myriam Andrade Ribeiro de. A arquitetura e as artes plásticasno século XVIII brasileiro. In: O Universo Mágico do Barroco Brasileiro,São Paulo, Fiesp, 1998a, p. 77-83. Cidade de São João Del Rei
    • O CAMINHO NOVO NO ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL DE OURO PRETO (APMOP) João Paulo Martins Arquivo Público Municipal de Ouro Preto arquivopublico@ouropreto.mg.gov.br O Arquivo Público Municipal de OuroPreto, criado em 1991, é responsável pela documentação da administra-ção pública municipal ainda presente em Ouro Preto. A proposta da co-municação é apresentar as principais características desse acervo e suaspotencialidades para pesquisas referentes à História e Geografia do Ca-minho Novo. Sendo Ouro Preto o ponto de encontro entre os CaminhosNovo e Velho, possuindo várias vias e trechos que dão acesso a essasimportantes estradas para a história mineira e brasileira. O Arquivo Público Mineiro foi criado na cidade de Ouro Preto em 11de julho de 1895, pela lei nº 126, com o objetivo de receber e conservaros documentos concernentes ao direito público, legislação, administra-ção, história, geografia e manifestações do movimento científico, literárioe artístico do Estado de Minas Gerais. Inicialmente, o arquivo foi instala-do na casa de seu idealizador e primeiro diretor, José Pedro Xavier daVeiga. Após a mudança da capital, em 1897, houve a transferência do Ar-quivo Público Mineiro de Ouro Preto para Belo Horizonte. Entretanto, nemtodos os documentos administrativos e camarários do século XVIII e XIXforam recolhidos, permanecendo sob guarda da Câmara Municipal de Ou-ro Preto. Em 1990, com o objetivo de preservar e resgatar a memória da ci-dade, foi criado o Arquivo Público Municipal de Ouro Preto, tendo por ob-jetivo reunir, preservar, e pôr à disposição do público os documentos,textos, publicações e todo tipo de material referente à memória do muni-cípio. Desde então, o acervo sob guarda da Câmara de Ouro Preto pas-sou para a responsabilidade do Arquivo Público Municipal. O acervo é composto ainda por vasta documentação administrativae legislativa produzida pela Câmara e Prefeitura de Ouro Preto, posterio-res à mudança da capital. Os livros e documentos avulsos do Arquivo Pú-blico Municipal de Ouro Preto são divididos, então em fundos de acordocom a instituição produtora dos mesmos: Câmara Municipal de Ouro Pre-to (Fundo CMOP), e pela Prefeitura Municipal de Ouro Preto (FundoPMOP).
    • Os documentos do fundo CMOP dividem-se em duas coleções em funçãodas atribuições da câmara. Até o ano de 1931, a câmara acumulava asfunções legislativa e executiva, uma continuidade das atribuições das câ-maras coloniais, o CMOP 1. O arquivo possui ainda livros produzidos pelaCMOP de 1931 até a década de 1970, o CMOP 2. Além dos documentosadministrativos da PMOP de 1931 até a década de 1980. O acervo abriga os seguintes tipos documentais: acórdãos de vere-ança, livros de tombos, foros, despesas e registros de expostos, matrícu-las de escravos, loterias, lançamento e cobrança de impostos, contratos earrematações, eleições da guarda nacional, registro de patentes, provi-sões, requerimentos, ofícios e despachos da câmara, licenças para aber-tura e baixa de negócios, registros de leis mineiras, imperiais e munici-pais, correspondências, certidões, atas, indicações, portarias, pareceres,documentos eleitorais, jornais, documentação cartográfica, entre outros.São 1076 livros e 180 metros lineares de documentos avulsos com dataslimites entre 1728 e 1980, que cobrem principalmente a segunda metadedo século XIX e o século XX. Dentro desse panorama da documentação, podemos elencar comoprincipais fontes de pesquisa para o Caminho Novo, os itens do fundoCMOP 1, anterior a 1931, que é a documentação que, neste momento,está passando por um processo de catalogação, tendo já, um arranjo do-cumental pronto. Nesse recorte, podemos citar a documentação referente a obras deaberturas de trechos e conservações de pontes e estradas do CaminhoNovo, presentes nas séries de ―Obras Públicas‖; nas correspondênciassolicitando reparos nas estradas, rica documentação em que, além da so-licitação do reparo, é comum constarem relatos das necessidades e im-portância dos caminhos nas várias localidades; informações concernentesao comércio nos livros de ―Receita e Despesa‖, nas legislações, normas etaxações de barreiras em passagens de produtos e tropas. Deve-se lem-brar que nos livros de ―Ofícios, ordens e portarias‖, constam o registrodas determinações provinciais referentes às estradas e trechos de res-ponsabilidade da Província, mas há ainda vasta documentação referenteaos trechos de jurisdição da Câmara, como as interdistritais e da capitalpara esses pontos. Por essa breve descrição do acervo e exemplificação de tipos docu-mentais referentes ao Caminho Novo, presentes no APMOP, pode-serperceber as grandes potencialidades de pesquisas sobre o tema. Deve-seressaltar ainda que, sendo Ouro Preto, até 1897, a capital da Província,os trechos e vias do Caminho Novo e Velho que por aqui passavam ti-nham fundamental importância no trânsito de informações, pessoas eprodutos. Finalizando, cabe notar a pouca quantidade de pesquisas sobreo tema no período cuja documentação do APMOP é mais rica.
    • ARQUIVO HISTÓRICO DA UFJF: PERSPECTIVAS DE PESQUISA SOBRE O CAMINHO NOVO Galba Di Mambro di.mambro@ufjf.edu.br Diretor do Arquivo Histórico da Universidade Federal de Juiz de Fora- UFJF ah@ufjf.edu.brRESUMO: Juiz de Fora constituiu-se como cidade em 1853. Suas origensremontam ao século XVIII com o povoamento em torno do Caminho No-vo, principal rota entre a região mineradora e o Rio de Janeiro. A presen-te comunicação tem por objetivos apresentar brevemente o Arquivo His-tórico da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF e analisar as possi-bilidades de pesquisa sobre o Caminho Novo no acervo da instituição. Osinventários e testamentos do século XIX são as principais fontes existen-tes no Arquivo apropriadas para estudo da cultura, sociedade e economiada região por onde passou o Caminho Novo. Arquivo Histórico de Juiz de Fora
    • HISTÓRICO DO ARQUIVO PÚBLICO DE SANTOS DUMONT Marisa Fontes Diretora do Arquivo Público de Santos Du- mont Desde a criação da vila, passando elo nascimento da cidade, até osdias atuais, o acero público documental, que compõe majoritariamente oArquivo Público Municipal, tem sido reservado por muitos homens públi-cos e historiadores. Desde os primórdios, muitos cidadãos se empenharam nesta tare-fa, consciente ou inconscientemente, guardando documentos, fotografias,filmes e objetos diversos. São pessoas distintas, como jornalistas, histori-adores, colecionadores e religiosos. Alguns merecem destaque. O acervo público documental foi organizado até mais ou menos1930 pelo Secretário Geral da Prefeitura, Jacinto Augusto Dias dos San-tos (1855-1941), e, posteriormente pelo substituto, o jornalista e histori-ador Oswaldo Henrique Castello Branco(1906-1997). Na história do ar-quivo paroquial e organização do Livro do Tombo são figuras de realce ospadres Adalberto Dobber (1888-1936) e Francisco Maximiano de oliveia(1906-1936) Em 1980, a cidade viu nascer a Associação Cultural de Santos Du-mont, instituição criada com a finalidade principal de estudar e preservara historia local.Através dela, ocorreram vários eventos culturais e a for-mação de um grande acero fotográfico, coordenado principalmente, pelofotógrafo Gilberto Germano da Silva, que hoje integra o Arquivo Munici-pal.
    • Em 1988, o lançamento do livro ―Uma cidade à beira do CaminhoNovo‖(Petrópolis, Vozes, 1988), de autoria de Oswaldo H. Castello Bran-co, uma abordagem sobre a história da cidade, inspirou fortemente umgrupo de historiadores informais que, a partir de 1990, constituíram umgrupo de pesquisadores e sob a coordenação de Luiz Mauro Andrade daFonseca, deram prosseguimento ao trabalho do ilustre historiador. O gru-po, autodenominado ―Pesquisadores Independentes de Santos Dumont‖,começou de forma metódica, a coletar documentos, filmes, fotos, obje-tos, e a participar da organização e restauração de muitas instituições. Já antevendo o destino de seu acero em formação, o grupo adotou,como principal meta a criação do Arquivo Público Municipal, passando alutar pela concretização desse projeto. Em maio de 1992, com o empenho do vereador Walter RaymundoAmorim, os Pesquisadores Independentes conseguiram ter acesso ao a-cervo de documentos antigos da Prefeitura, para restauração e cataloga-ção dos mesmos. Um trabalho reconhecido, que culminou na criação doArquivo Público de Santos Dumont, através da lei municipal de nº 2513de 23/12/92, na gestão do então prefeito Dr. Pacífico Estites Rodrigues. Os Pesquisadores Independentes, fizeram um penoso trabalho desalvamento do acervo da Prefeitura, contando com o apoio do Colégio PioX (Gilberto Germano da Silva) e do Seminário Seráfico Santo Antônio(Frei José Belizário da Silva). Em fevereiro de 1997, os pesquisadores Luiz Mauro Andrade daFonseca e Alexandre Mansur Barata acompanharam a então Secretáriade Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Andréa Borges Griese, à cidade deJuiz de Fora, para conhecerem as sedes do Arquivo Publico de Juiz de Fo-ra e do Arquivo Histórico da UFJ. Tão logo, a secretária Andréa iniciou otrabalho de instalação do Arquivo, fixando como local provisório, a escolaCAIC, no Bairro Córrego do Ouro. Foi delimitada a área necessária para oarquivo, compreendendo a recepção, sala de palestras, sala de recupera-ção e tratamento do acervo e biblioteca.
    • Em 1998, a professora de História, Marisa Aparecida Barbosa Fon-tes, a convite da administração assumiu a coordenação do Arquivo Publi-co de Santos Dumont, fazendo os necessários estágios de aprendizado noArquivo Público de Juiz de Fora, Arquivo Público Mineiro e Arquivo Publicode Belo Horizonte. Durante o período de 98 e 99, participou de várioscursos relativos à organização e direção de arquivos em Belo Horizonte.Além do arquivo público, foi estruturado dentro da Prefeitura o sistemade arquivos. Segue o trabalho em âmbito municipal, de divulgação e conscienti-zação da importância de se arquivar, para preservar a memória de nossahistória. O acervo publico, sob a guarda do grupo Pesquisadores Indepen-dentes, albergado no Seminário Seráfico Santo Antônio, foi então devol-vido integralmente à Prefeitura, constituindo o corpo principal do ArquivoPúblico l de Santos Dumont. O trabalho de instalação, recebimento de doações de novos docu-mentos públicos e particulares, higienização, restauração e catalogação,seguindo um sonho, transformando-o, paulatinamente em realidade. Oapoio da comunidade e de instituições locais, muito tem contribuído paraa realização deste trabalho. Paralelo a implantação do arquivo, o decreto nº 1403 de 19-/01/1998, constituiu o Conselho Deliberativo Municipal de PatrimônioCultural de Santos Dumont. Um projeto que se concretizou para a efetivapreservação de nossa memória. Através dele, o acero do Arquivo Públicofoi tombado pelo decreto nº 1434 de 28/12/98. ACERVO Ao Arquivo Público de Santo Dumont são recolhidos os acervos acu-mulados e produzidos pelos diversos órgãos da administração pública,entidades e instituições privadas, incluindo documentos remanescentesde empresas ou órgãos extintos. Esse acervo está composto por documentos textuais, plantas, ma-pas, projetos arquitetônicos, fotografias, livros, etc.
    • ARQUIVOS HISTÓRICOS REGIONAIS Crítica de Nilza Cantoni Este momento do Encontro de Pesquisadores de História e Geogra-fia do Caminho Novo da Estrada Real contou com a participação de re-presentantes das seguintes instituições:1 – Arquivo Público Municipal de Ouro Preto – APMOP, com João PauloMartins;2 – Escritório Técnico do IPHAN de São João del Rei, com Jairo Machado;3 – Arquivo Histórico da Universidade Federal de Juiz de Fora – AHJF,com Galba di Mambro;4 – Arquivo Público Municipal de Santos Dumont – APMSD, com MarisaFontes;5 – Arquivo Público Municipal de Barbacena – APMB, com Edna Resende. Não só através das comunicações dos responsáveis, mas tambémpor conversas que fluíram durante todo o dia, chama a atenção a neces-sidade de atuação de associações de amigos dos arquivos públicos parabuscar alternativas diversas. Isto porque, no âmbito de sua atuação, nemsempre os diretores ou responsáveis conseguem equipamentos, melhori-as, estagiários e um sem número de providências necessárias.1 - APMOP João Paulo Martins informou que o acervo abrange o período 1728a 1931, com volume maior para o século XIX. É composto por documen-tação produzida pela Câmara e pela Prefeitura. Em sua breve apresenta-ção, mencionou curiosidades. Uma delas: as pontes existentes entre Ou-ro Preto e Barbacena não são antigas como normalmente se divulga, masconstruídas no século XIX.2 – IPHAN Este arquivo conta com material produzido a partir de 1711. ―O ci-dadão tem direito a sua memória, a suas raízes, a dialogar com seus an-tepassados‖, disse Jairo Machado. Falou sobre a mudança da instituiçãoque antes utilizava um pequeno espaço dentro do Museu Regional de SãoJoão del Rei e agora conta com sede própria. E ressaltou que‗obrigatoriamente a história de Minas Gerais passa por São João del Rei‘,a principal vila abastecedora da Corte do Rio de Janeiro.Além de informar que o Escritório Técnico do IPHAN conta com uma Bibli-oteca de mais de mil volumes, Machado fez diversas considerações sobrea função do arquivo e encerrou afirmando: ‗o mais importante: é um ar-quivo público‘.
    • 3 – AHJF O professor Galba di Mambro denominou sua apresentação como‗Arquivo Histórico da UFJF: perspectivas de pesquisa sobre o CaminhoNovo‘. Destacou que o acervo relativo ao tema é pequeno, só um fundoque, entretanto, conta com 30.000 processos de 1830 a 1960, proveni-entes do Forum Benjamin Colucci. Um dos destaques da apresentação, além do roteiro didaticamenteapresentado em slides, foi a explicação de que a instituição não é o Ar-quivo Permanente da Universidade, mas um Centro de Memória Social.Informou que está sendo providenciada a mudança do nome para melhoridentificá-lo dentro do Sistema de Arquivos da UFJF.Site do Arquivo4 – APMSD Marisa Fontes lembrou que um dos organizadores do Encontro, LuizMauro Andrade da Fonseca, é um dos fundadores do arquivo e incentiva-dor de seu trabalho na instituição. ‗A sensibilidade de guardar a memóriada cidade‘, disse Fontes, nasceu pelas mãos de vários entusiastas. Desta-cou, entre outros, Oswaldo Castelo Branco, historiador e um dos funda-dores da Casa de Cabangu, e o grupo Pesquisadores Independentes doqual Luiz Mauro faz parte. Na direção desde 1997, Marisa Fontes mostrou-se uma entusiastada preservação da memória local que muitas vezes sofre concorrência daimagem popular que liga o município exclusivamente ao aviador AlbertoSantos Dumont. Entretanto, trata-se de um município importante para ahistória da Estrada Real, da Ferrovia e da indústria de laticínios, entreoutras. Descreveu ligeiramente o acervo que hoje se encontra no antigoprédio da Estação Ferroviária e informou que, além de subsidiar projetosde Educação Patrimonial, o arquivo municipal preocupa-se não só com oarmazenamento mas com catalogação, microfilmagem e digitalização doacervo. Divulgar, é a chave de sua atuação, disse Fontes. ‗As crianças seencantam‘, complementou, especialmente com o que se refere à ferroviaque é a alma do município. Em seguida, Luiz Mauro Andrade da Fonseca comentou que a obrade Alberto Santos Dumont é sobejamente estudada e conhecida e que acidade tem outros focos, como a industrialização. ‗A coisa ruim das nos-sas cidades‘, disse Fonseca, é que as escolas continuam estudando In-confidência Mineira, Tiradentes e Aleijadinho e não incluem a história lo-cal em seus programas de ensino.
    • 5 - APMB Edna Resende informou que as atividades do Arquivo foram inicia-das há 10 anos, ‗quando a documentação do Poder Judiciário estavaprestes a ser eliminada‘ e a inauguração ocorreu em agosto de 2005. Fo-ram apresentadas imagens do acervo, antes e depois do tratamento ar-quivístico. Posteriormente foram recolhidos outros conjuntos, com destaquepara o arquivo do Professor Altair Savassi com um rico material sobre ahistória regional, incluindo publicações periódicas. Além de obras dos me-morialistas, os pesquisadores encontram na instituição fontes como in-ventários, testamentos, processos criminais, sesmarias, material sobreescravidão, escrituras e outros. Edna Resende informou que há cartas desesmarias, provindas da coleção da família Andrada, diferentes das en-contráveis no Arquivo Público Mineiro. ‗Era difícil fazer pesquisa sobre Barbacena porque não havia fontesdisponíveis‘, lembrou Resende, situação que agora se modificou e já a-presenta resultados em pesquisas universitárias ou não. Ressaltou, ain-da, que a criação da Associação Cultural do Arquivo Histórico MunicipalProfessor Altair José Savassi trouxe novo estímulo, já que o grupo temsido responsável por buscar outros caminhos para o funcionamento dainstituição. Ao final da mesa redonda alguns ouvintes declararam não saber,até aquele momento, da existência de tal diversidade de fontes disponí-veis para o estudo não só do Caminho Novo como, especialmente, dahistória dos municípios surgidos a partir dele.Fonte: Blog de Nilza Cantonihttp://coloniaconstansa.blogspot.com/2010_10_01_archive.html
    • Dia 24 de setembro de 201008h30—Credenciamento e inscrição
    • Estande de livros de história e geografia de Minas Gerais Livraria Quarup, de Claúdio Luiz da Silva Claudio.quarup@yahoo.com.br
    • 09h—AberturaProf.s Luiz Mauro Andrade da Fonseca e Francisco Rodrigues de Oliveira
    • Apresentação dos participantes
    • Palestra de abertura: ― Garcia Rodrigues Pais e o Caminho Novo‖ Prof. Francisco Eduardo de Andrade
    • Comunicação: ―O Caminho Novo em Santos Dumont‖ Prof. Luiz Mauro Andrade da Fonseca (FUNJOB—CMBP—Barbacena)
    • Comunicação: ― O Caminho Novo na Borda do Campo‖ Prof. Francisco Rodrigues de Oliveira (ex-UFV –ex-UNIPAC—Barbacena)
    • Comunicação: ―O Caminho Novo e Medicina‖ Prof. Geraldo Barroso de Carvalho (CMBP—Barbacena)
    • Mesa redonda: ― Arquivos Públicos Regionais‖E/D: Jairo Machado (São João Del Rei), João Paulo Martins (OuroPreto), Edna Maria Resende (Barbacena), Marisa Fontes (Santos Dumont), Galba di Mambro ( Juiz de Fora)
    • Comunicação: ―Os Caminhos Ernts Haenclever em Minas‖ Prof. Edson Brandão (Barbacena)
    • Comunicação: ― O Caminho Novo e o Comércio de Minas , 1700-1818‖ Prof. Ângelo Alves Carrara (UFJF—Juiz de Fora)
    • Comunicação: ―Ocupação do Caminho Novo‖Prof. Edna Maria Resende (AHMPAS—Barbacena)
    • Público presente
    • 21h—Flagrantes do jantar de confraternização
    • 25 de setembro de 2010Passeio pelos remanescentes do Caminho Novo em Barbacena, Alfredo Vasconcelos e Antônio Carlos
    • Igreja Matriz da Piedade—Barbacena
    • Cadeia Velho de BarbacenaSede do Arquivo Histórico Municipal Professor Altair Savassi
    • Igreja Santo AntônioAlto do Camgalheiro
    • Igreja Matriz de Alfredo Vasconcelos
    • Estado atual precário da Fazenda do Registro Velho Município de Barbacena
    • Ponte sobre o Rio das Mortes, próxima a Fazenda do Registro Velho
    • Fazenda da Borda do Campo e seu marco de sesmaria Município de Antônio Carlos
    • Recepção aos participantes do Encontro na Casa de Cul- tura de Antônio Carlos Apresentação do Coral da Terceira Idade Ao centro, a prefeita de Antônio Carlos, Cristina, pro-motora da recepção aos participantes do Encontro, ladeadapelo Prof. Luiz Mauro Andrade da Fonseca e pela Secretáriade Cultura e Turismo de Antônio Carlos, Rosemary Dias da Silva
    • O ENCONTRO CITADO PELA MÍDIA Encontro de pesquisadores de história e geografia da Estrada Real Taggeado com: coluna social sociedade Alex Guedes http://mynextzone.com/?p=5440Alex GuedesA Fazenda do Registro Velho, localizada entre Sá Fortes e Barbacena é umdos marcos do caminho Novo que está desaparecendo aos poucos, sem aatenção devida à memória da história. Com o tema principal focado no trecho da Estrada Real que cortaBarbacena e região, acontecerá nos dias 24 e 25 de setembro, na Associ-ação Médica de Barbacena, o Primeiro Encontro de Pesquisadores de His-tória e Geografia da Estrada Real. O encontro é uma iniciativa da ACAHMPAS – Associação Cultural doArquivo Histórico Municipal ―Professor Altair José Savassi‖ e do Centro deMemória ―Belisário Pena‖, entidade apoiada pela Associação Médica deBarbacena. Segundo o médico e pesquisador Luiz Mauro Andrade da Fonseca,um dos organizadores do evento, o encontro servirá para reunir estudio-sos de história e geografia regionais para mostra de trabalhos e troca deinformações. ―Pretendemos que o encontro seja anual, informal, ocorren-do nos municípios que compõem o trajeto do Caminho Novo, rota históri-ca que depois ficou celebrizada como Estrada Real‖. O Pesquisador expli-ca que, com o tempo, pretende-se formar uma rede regional de consulto-res sobre a história e a geografia do Caminho Novo.
    • Além da apresentação de diversos temas livres, haverá uma mesaredonda sobre arquivos públicos regionais e sua importância, reunindopesquisadores de Barbacena, Santos Dumont, Ouro Preto São João Del-Rei e Juiz de Fora. Os organizadores ainda pretendem fazer uma visita guiada a al-guns pontos históricos em Barbacena que guardam vestígios da aberturado Caminho Novo, dentre os quais a Fazenda do Registro Velho, imóvelhistórico de quase 300 anos, tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional,mas que está em ruínas, sem qualquer mobilização para sua recupera-ção.ReproduçãoAquarela retratando a paisagem de Barbacena, feita em 1824 pelo artistae viajante alemão Johann Moritz Rugendas.http://mundomix.net/noticia/252
    • Barbacena sediou encontro de pesquisadores da história da Estra- da Real28/09/2010 - 17:10:01O Dr. Geraldo Barroso falou sobre a medicina praticada no Caminho Novo Foto:Edson Brandão Com o tema principal focado no trecho da Estrada Real que cortaBarbacena e região, aconteceu no dia 24 de setembro, na Associação Mé-dica de Barbacena, o Primeiro Encontro de Pesquisadores de História eGeografia da Estrada Real.O encontro foi uma iniciativa da ACAHMPAS - Associação Cultural do Ar-quivo Histórico Municipal "Professor Altair José Savassi" e do Centro deMemória "Belisário Pena", entidade apoiada pela Associação Médica deBarbacena. Segundo o médico e pesquisador Luiz Mauro Andrade da Fonseca,um dos organizadores do evento, o encontro serviu para reunir estudio-sos de história e geografia regionais para mostra de trabalhos e troca deinformações. "Pretendemos que o encontro seja anual, informal, ocorren-do nos municípios que compõem o trajeto do Caminho Novo, rota históri-ca que depois ficou celebrizada como Estrada Real". O pesquisador expli-ca que, com o tempo, pretende-se formar uma rede regional de consulto-res sobre a história e a geografia do Caminho Novo.
    • A primeira parte do Encontro se concentrou nas apresentações detemas livres e comunicações de pesquisadores como Francisco Rodriguesde Oliveira, Luis Mauro Andrade, Geraldo Barroso de Carvalho e EdsonBrandão (Barbacena), Francisco Eduardo de Andrade (Ouro Preto) e Ro-ney Fabiano Alves (Matias Barbosa). Todos apresentaram diferentes a-bordagens sobre o Caminho Novo como cenário natural e histórico de fa-tos marcantes para a nossa região e a definição de nossa identidade cul-tural, formada ao longo dos caminhos antigos. A segunda parte foi dedicada a uma mesa redonda sobre arquivospúblicos regionais. Dela tomaram parte o Professor Galba di Mambro(Arquivo Histórico da Universidade Federal Juiz de Fora), Edna Resende(Arquivo Público Municipal de Barbacena), Marisa Fontes (Arquivo Públicode Santos Dumont), Jairo Machado (representante do IPHAN, São João Del Rei) e João PauloMartins (Arquivo Público de Ouro Preto). Além de apresentarem a reali-dade de cada instituição eles propuseram um maior intercâmbio entre si. Fazendo um balanço do encontro, o Professor Angelo Carrara, deJuiz de Fora, defendeu a idéia de que se estude e compreenda a históriadas cidades que compuseram o antigo trajeto do Caminho Novo, não deforma isolada, mas com um olhar regional, pois há uma identidade cultu-ral, de tradições e até de hábitos alimentares e sociais peculiares que ca-racterizam esta parte importante de Minas Gerais.Os especialistas Jairo Machado( S. João Del Rei),João Paulo Martins(OuroPreto),Edna Resende( Barbacena),Marisa Fontes(Santos Dumomt)e Galbadi Mambro(Juiz de Fora), debateram uma maior integração entre os ar-quivos regionais. Foto: Edson Brandão
    • PROPRIETÁRIO DA FAZENDA DO REGISTRO VELHO AUTORIZA DOAÇÃO Barbacena ONLINE 16/11/2010 A Fazenda do Registro Velho ganhou uma sobrevida na última sex-ta-feira (12). O fôlego veio de um ato de desespero de seu proprietário,Alexandre José do Nascimento Couto (47), que outorgou uma procuraçãopública ao Advogado Alex Guedes dos Anjos (30), autorizando ―doar,transmitir posse ou fazer cessão de direito de uso‖. O ato está registradono 3º ofício do Cartório de Notas da Comarca de Barbacena. Segundo o proprietário, na última grande reforma da fazenda, em1995, a trepidação pelo tráfego de trens não permitiu acabar com as trin-cas e infiltrações. Sem condições de arcar com outra reforma, AlexandreCouto optou por doar o imóvel com uma área de 1.740 metros quadra-dos. Quem receber a doação terá que realizar medidas em caráter de ur-gência para evitar a ruína do prédio. A estimativa de gasto inicial gira emtorno de R$10 mil, ―precisamos fazer uma cobertura de lona para evitarque a chuva continue castigando as paredes‖, expõe Alex Guedes dosAnjos. Ele acredita que seja necessário também um trabalho de escora-mento das paredes. Alex Guedes explica ainda que o imóvel recebeu avaliação do I-PHAN neste mês de outubro. ―Não há uma estimativa de valor como par-te da história de Minas Gerais, principalmente por estarmos diante doberço da liberdade do nosso país. Mesmo assim, para efeitos de anota-ções, o IPHAN avaliou a fazenda em R$450 mil‖, assevera. O advogado explica que durante esta semana irá procurar a Admi-nistração Municipal para oferecer a Fazenda do Registro Velho em doa-ção. ―A preferência é do município‖, explica. Localizada no município deBarbacena, na divisa com Antônio Carlos – distrito de Sá Fortes, a Fazen-da do Registro Velho serviu de referência para o transporte do ouro du-rante o século XVIII, como ponto de parada e pesagem. Foi também naFazenda do Registro Velho que morou o inconfidente Padre Manuel Rodri-gues da Costa, o único deportado que voltou ao Brasil. Várias reuniõesdos inconfidentes aconteceram naquela fazenda.
    • Prefeita anuncia medidas emergenciais na Fazenda do Registro Em reunião realizada na tarde de quinta-feira (18), na Promotoriade Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico, a Prefeita Municipal de Bar-bacena, Danuza Bias Fortes, assumiu o compromisso de realizar, dentrode 30 dias, as medidas emergenciais para evitar a ruína da Fazenda doRegistro Velho. As obras incluem o escoramento da edificação e lona-mento do imóvel com material resistente. ―Estou bem mais aliviado, poiseste importante patrimônio não será mais perdido. Espero que resista àschuvas que não cessam, até que tudo seja feito‖, desabafou o advogadoAlex Guedes dos Anjos. Danuza também declarou o interesse do município em receber adoação do imóvel. A oferta oficial foi protocolada na terça-feira (16), nogabinete do Executivo. Os proprietários decidiram doar o bem histórico, de mais de 300anos, diante da falta de recursos financeiros para a restauração. Parte dotelhado desabou e a outra corre riscos.Barbacena ONLINE - 19/11/10 - 06h36
    • Retirada de entulho possibilita acesso a casa sede O atual proprietário da Fazenda do Registro, Alexandre José doNascimento Couto e seu filho Guilherme, tiveram acesso à parte da casaque ainda não tinha caído. Eles aproveitaram a estiagem da chuva no sá-bado (20) e removeram os escombros que impediam a abertura da por-ta. Parte do telhado desmoronou e está escorado pelo forro e por madei-ras. Um oratório, parte que merece destaque na casa, ainda está de pé.Barbacena online—22/11/10 - 07h51
    • 2º Encontro de Pesqui- sadores de História eGeografia do Caminho Novo da Estrada Real São João Del Rei Minas Gerais (Data provisória:19,20,21 de agosto de 2011. Programa a ser definido)