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Arte Educao

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  • 1. Profª Sara Passabon Amorim Reflexões sobre arte
  • 2. As pessoas deixam de sentir o mundo e de estabelecer relações estéticas com ele, já que o prático fala mais alto, o estético aparece como menos importante e a arte acaba sendo colocada em segundo plano, último plano ou nenhum plano.
  • 3. A Arte abrange o ser humano como um ser total –  dotado de emoção e razão, de afetividade e cognição, de intuição e racionalidade – e de uma subjetividade, que não podem ser ignoradas na relação do indivíduo com o mundo.
  • 4. Um fazer ou uma apreciação artística passa pela mente, pelo coração, pelos olhos, pelos ouvidos, pela garganta, pelas mãos; que pensa, recorda, sente, observa, escuta, fala, toca e experimenta.
  • 5. Didaticamente, construir. conhecer, exprimir, são pilares separados, no estudo da arte, mas no desenvolvimento/produção artística eles coexistem:
  • 6. Arte é construção
  • 7.
    • Na Antiguidade, primeiramente os gregos: preocupação com a técnica;
    • Todos a música, a poesia, o teatro, o artesanato, a cerâmica, a tecelagem, baseados no fazer,possuem as mesmas qualidades artísticas;
    • Conexões entre técnica e a metamorfose da realidade: poiesis; A práxis estética envolve potências lúdicas, críticas e existenciais, envolve também o modo único de ser de cada pessoa;
    • Arte como jogo é a liberdade de formar com a livre combinatória de imagens e representações;
    • A técnica ao longo da história de cada povo, de cada arte, produziu regras úteis ao projeto e execução da obra;
  • 8.
    • Na Renascença italiana, deu-se uma importância elevada: preocupações ligadas à perspectiva e à proporcionalidade;
    • Fixam convenções de estilos e gêneros mais especifico para cada arte, em cada povo;
    • Técnica, maneira e maneirismo: da técnica ao tecnicismo , do estilo ao estilismo da virtude ao virtuosismo.Gera uma corrente de Repetidores (epígonos);
    • Esse caráter sistematizado permanece até os dias de hoje, como um abc do processo de aprendizagem da arte. A arte do século XX relativiza essas “leis” estéticas;
  • 9.
    • A arte tem tanto um caráter técnico, racional; quanto outro mais subjetivo, ligado ao prazer estético, de quem faz ou de quem frui arte;
    • Até onde chegam as técnicas aprendidas e onde começa a poética pessoal, a forma viva?
    • PAREYSON: “o fazer do artista é tal que, enquanto opera, inventa o que deve fazer e o modo de fazê-lo”. (BOSI, 2003, p.16)
  • 10. Arte é conhecimento
  • 11.
    • Pela Lingüística indo-européia o termo arte em vários idiomas: alemão para arte é kunst, que partilha com o inglês know, com o latim cognosco e com o grego gignosco da raiz gno, que indica a idéia geral de saber, saber teórico ou prático, portanto um conhecimento. E mais, ars, palavra latina, matriz do português arte, está presente na raiz do verbo articular, que denota a ação de fazer junturas entre as partes e o todo. Mas, como entender este saber?
    • Platão: conhecimento e analogia;
    • Aristóteles: mimese como norma;
  • 12.
    • Antigas tradições teóricas: o saber é ligado à representação, ou como mímesis, como mera imitação de traços e gestos humanos; ou como reprodução seletiva, do que parece ser mais característico em uma pessoa ou coisa, mas sempre preocupado com o realismo;
    • A busca autentica da representação chega-se e estilização (tira o máximo de detalhes de uma figura, mas que se possa ser identificada, por ícones);
    • Imaginação construtiva é conhecimento/construção: A arte se desenvolve no plano de conhecimento do mundo e no plano original de construção de outro mundo;
    • Panofsky ( historiador de arte): os homens usavam a arte de forma diferente desde a pré-história, usavam-na para registrar a existência humana;
  • 13.
    • Impressões de superfícies e conhecimentos de estruturas: O ver/perceber do artista: um ver afetado pelo pensar; um ver que analisa as formas e cores da natureza e as recompõe com uma nova inteligência do real. Assim, o ver-pensar é um combinar, um repensar, um transformar os dados da experiência sensível;
    • “ Arte: percepção aguda das estruturas, mas que não dispensa o calor das sensações” (BOSI, 1995, p.41);
    • Sujeito x objeto = conhecimento: Merleau-Ponty: Na arte, a habitação do mundo percebido pelo sujeito e, em direção contrária, a presença ativa deste naquele fazem parte de uma experiência singular e poderosa que talvez só se possa comparar à do ato amoroso;
  • 14.
    • Percepção artística e historicidade: cada época é qualificada , rica de conteúdos próprios , constituída de sistema de significação , universos de valores que a distingue de outras épocas;
    • A percepção científica apenas manipula as coisas;
    • A percepção estética é causadora de uma experiência singular e poderosa, com presença ativa e pensante do sujeito no mundo. O artista vive o seu tempo, com as visões de mundo, o espírito da época, ideologias de classe e de grupo...
    • São os valores que se fazem presentes na hora da criação artística e que são vividos com todo o seu empenho intelectual e ético, que revelam a idéia de que arte é conhecimento.
  • 15. Arte é expressão
  • 16.
    • O que significa, em geral, “expressão”? 
    • A idéia de expressão está intimamente ligada a um nexo que se pressupõe existir entre uma fonte de energia e um signo que a veicula ou a encerra. Uma força que se exprime e uma forma que a exprime. (BOSI, 2001, p.50)
    • Força e forma envolvida na expressão: efusão emocional, simbólica ou alegoria.
    • Ex.: Um grito de dor pela morte de um ser amado e uma oração fúnebre recitada em sua memória não são formas expressivas da mesma qualidade. Ambos, o grito e a oração, compõem-se de signos; ambos remetem a uma gênese psíquica, o luto experimentado por quem os proferiu. Mas diferem visivelmente quanto ao grau de mediação que intercorre entre a fonte e a forma. (BOSI, 2001, p.51)
  • 17.
    • Um grito: projeção ou efusão emocional, em que a expressão é direta, imediata;
    • Uma oração: a expressão foi articulada por frases com base em um ponto de vista, desta forma a expressão será simbólica;
    • Uma escultura sobre o túmulo do ser amado, uma figura que “interprete” o seu modo de ser, por exemplo. A expressão será denominada alegoria, pois alcançou uma distância ainda maior entre a imagem e o conteúdo ideal;
    • Linguagem: como energia, como “força em ação”, “produção”; opondo-se a dynamis, cujo sentido é o de “força em estado potencial”. A expressão é mais do que um impulso. É um trabalho. E se arte é expressão, neste sentido, é também construção e conhecimento;
  • 18.
    • È dinâmica a relação que se estabelece entre as forças e as formas na obra de arte ; graças ao movimento que passa de uma para as outras, ou melhor, é no interior desse movimento que nasce o ato expressivo : gesto plástico , a corrente melódica , a frase lírica;
    • Tudo que foi tocado pela poética expressionista ou se desfigura ou se transfigura. Nada mantém a medida e o peso convencional;
    • O homem será barata , será monstro , será espectro, será vampiro,será anjo , será demônio ...A paisagem será pesadelo e alucinação. A História, à espera de um novo Gênesis, será Apocalipse.
  • 19. A arte é uma forma de resgatar a totalidade humana.Totalidade esta, que envolve as várias dimensões do ser humano: afetiva, cognitiva e social, numa relação integradora de emoção e razão, afetividade e cognição, subjetividade e objetividade, conhecimento e sentimento. Considerações finais
  • 20. Portanto, o conhecimento artístico não deve ser considerado como um meio para outras áreas do saber, ele não pode ter como objetivo ilustrar os trabalhos de português, geografia, história ou mesmo formar hábitos de limpeza, ordem, atenção, concentração e ser usado como um instrumento para relaxar. O conhecimento artístico deve ser visto como um fim em si, como um saber carregado de especificidades, com objetivos e conteúdos próprios que envolvem beleza, símbolo e diversidade de linguagens. Um trabalho do pensamento, um pensamento emocional e específico que o ser humano produz, com relação ao seu lugar no mundo.