Teoria crítica

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Slides produzidos para a disciplina Teoria educacional do programa de pós graduação em Educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa -UEPG.

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  • Marxismo estava interpretando a história a partir de uma concepção de ciência naturalista, tornando a história homóloga à natureza bruta, com suas forças mecânicas.
  • É filosofia negativa Busca compreensao dao que esta para alem da superficie, do “positivo”, da mera aparencia fenonimica de alguma coisa.
  • Teoria crítica realizou uma grande dialética, pegou o que cada um falou e tals e produziu sniteses, fez dialogarem e como filosofia negativa, na base da negaçao e de críticas, propoem nova teoria social que esta em constante reconstruçao, sempre critica.. Baibe!
  • tradições filosóficas que tem em comum: o fato de desenvolver formas de investigação social baseadas nas ciências naturais (com modelos de exatidão, certeza e conceitos universais) e nos princípios metodológicos de observação através dos órgãos do sentido e quantificação e crença lineridade do progresso. Essa é a teoria tradicional. Positivismo luta contra metafísico, transcedental e ilusório, considerados modos de pensamento obscurantistas e retrógrados. Desencanta a realidade, encontra na sociedade industrializada meio para validar seus conceitos. Harmonia entre teoria e prática e verdade e fatos. Pensamento filosófico torna-se positivo, defende harmonia social e o pequeno reparo do sistema. As falhas são frutos da escuridão e da não chegada da razão nesses. Ciência positivista se limita a descrição, classificação e generalização dos fenômenos, sem cuidar da distinção entre o que não é importante e o que é essencial. Conhecimento deriva sensorial e busca universo matematicamente formulado, poucos axiomas explicariam o calculo da ocorrência possível de todos os outros eventos. Positivismo não condena ciência. Problema esta no método científico do posivismo que não considera os fins a se chegar e da ética. Fatos ficam separado dos valores e não considera que essência e aparência podem não coincidir. Representa ameaça subjetividade e o pensamento crítico. Livre de compromissos éticos, positivismo alia-se ao imediato e ao mundo dos fatos. O conhecimento relaciona-se apenas com aquilo que é, e não considera o como poderia ser. Se restringe a apenas coletar e classificar fatos. Congela a história. Limites do positivismo... incapaz de refletir sobre gênese e anatureza pressupisoes ideológicas. Disfarçado de neutralidade, conhecimento cientifico se torna racionais na base de sua possível eficiência, economia ou correção.
  • Qualquer entendimento teoria passa por compreensão das relações enter sociedade, particular e o todo, o especifico e o universal. A ciência é social e esta impregnada de valores. Quais valores que a teoria representa? Quais limitações em certos contextos? Assim noção de autocrítica essencial. Uma grande verdade quer ser criticada, e não idolatrada. Função desmascaradora da teoria. Afirmaçao da diferença... analisar objeto social em funçao de suas possibilidades... Noção dialética é essencial pois revela a insuficiência e a imperfeição dos sistemas acabados de pensamento. Mostrar que há ligação entre conhecimento, poder e dominação. Compreender como as coisas são é rejeitar sua mera facticidade. O pensamento dialético torna-se negativo em si mesmo. Sua função é romper com autoconfiança do bom senso e na linguaguem dos fatos, é demonstrar que a não liberdade está tão no cerne das coisas que o desenvolvimento das contradições internas leva mudança qualitativa: a explosão e catástrofe do estado de estabelecimento das coisas. A teoria crítica se posiciona abertamente a favor de um mundo melhor. É explicitamente política e comprometidamente socialmente. “Uma teoria nunca tem como objetivo simplesmente um aumento do conhecimento como tal. Seu objetivo é a emancipação humana da escravidão”. Teoria é um elemento essencial no esforço histórico para criar um mundo melhor Teoria crítica e estudos empíricos: teoria crítica questiona não os dados empíricos, e sim sua universalização... sua racionalização. Inseparável teoria e empiria... não se pode conferir autonomia aos fatos e nem ignorar a realidade. Reflexão crítica e compreensão antecedem a observação. Você coloca “óculos escuro” para enchergar a realidade e seus significados ao mesmo tempo que reconhece os limites dela. Teoria e prática são aliadas e não pode se confundir. Teoria não pode ser subalterna e escrava da prática. Béde: pessoas que pensam que a prática resolve tudo: aversão a teoria e indigência da prática. “ é inquestionável que a experiência possa nos propiciar o conhecimento, também é inquestionável que o conhecimento pode distorcer ao invés de clarificar a natureza da realidade social.” Valor teoria está em ela estabelecer possibilidades de pensamente reflexivo e desmascarar dominações ocultas para conduzir práticas transformadoras. Elemento essencial da teoria são os seres humanos que a utilizam para dar significado a suas vidas e não a estrutura para qual se destina. Para os seres humanos agirem coletivamente contra os modos de racionalidade tecnocrativa seu comportamento deveria ser precedido e mediado por um modelo de analise critica. Escola de Frankfurt redefiniu conceito de razão. Racionalidade nexo entre o pensamento e da ação, no interesse de libertar sociedade como um todo. Projeto transcendente no quala a liberdade individual se unia a liberadade social.
  • Teoria crítica

    1. 1. Teoria Crítica Luzes e sombras do iluminismo Edvanderson Santos – eddieuepg@hotmail.com José Alexandre - sjosealexandre@ymail.com Viviane Koga - [email_address] Gracieli Glabgracieleglap@hotmail.com Lucimara Glab - lucimaraglap@hotmail.com Programa de Pós Graduação em Educação. Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG 2011
    2. 2. Podemos ser contra ou a favor da teoria crítica, mas especialmente na atual conjuntura histórica, não podemos passar sem ela.
    3. 3. <ul><li>No inicio: diálogo com a tradição alemã e o pensamento filosófico e social; </li></ul><ul><li>É uma expressão da crise teórica e política do sec. XX; </li></ul><ul><li>Teve como pano de fundo: </li></ul><ul><li>1ª Guerra Mundial; </li></ul><ul><li>Depressão econômica e desemprego na Alemanha pós-guerra; </li></ul><ul><li>República de Weimar; </li></ul><ul><li>Nazismo; </li></ul><ul><li>Estalinismo; </li></ul>
    4. 4. <ul><li>Teoria critica é um termo muito evocado e freqüentemente mal interpretado; </li></ul>
    5. 5. TRADIÇÃO TEÓRICA <ul><li>Desenvolvida pela escola de Frankfurt; </li></ul><ul><li>Caracteriza-se como uma reflexão critica da economia, sociedade e cultura; </li></ul><ul><li>Os militantes foram alvo de perseguição política- pensamento vinculado a esquerda alemã; </li></ul>
    6. 8. NÚCLEO FUNDADOR DA ESCOLA DE FRANKFURT (1923)
    7. 9. PRIMEIROS TEÓRICOS <ul><li>Desafiaram a ortodoxia marxista; </li></ul><ul><li>Aprofundaram a crença de que a injustiça e a subjunção influenciam o mundo vivido; </li></ul><ul><li>Concentraram a sua atenção na inconstância do capitalismo; </li></ul><ul><li>Analisaram as formas mutantes de dominação. </li></ul>
    8. 10. <ul><li>Uma década após o estabelecimento da Escola de Frankfurt os nazistas assumiram o controle da Alemanha; </li></ul><ul><li>Hokheimer, Adorno e Marcuse abandonam a Alemanha; </li></ul>
    9. 11. <ul><li>Estabeleceram-se na Califórnia onde ficaram chocados com a cultura americana. </li></ul><ul><li>Desafiados a responder a crença de que sua pesquisa era capaz de descrever e analisar com precisão qualquer dimensão do comportamento humano; </li></ul>
    10. 12. <ul><li>Em 1953 Hokheimer e Adorno voltaram e Alemanha; </li></ul>
    11. 13. ADORNO
    12. 14. <ul><li>Nasceu em 1903 em Frankfurt, cidade em que fez seus primeiros estudos e graduou-se em filosofia; </li></ul><ul><li>Em Viena estudou composição musical com Alban Berge (revolução musical do sec. XX); </li></ul><ul><li>1932 escreveu A situação Social da Música ; </li></ul><ul><li>1933 foi obrigado a refugiar-se na Inglaterra, onde lecionou em Oxford, até 1937; </li></ul><ul><li>Mudou-se para os EUA, onde juntamente com Hokheimer escreveu a Dialética do Iluminismo (1947); </li></ul><ul><li>1950 retornou à terra natal onde reorganizou o Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt. </li></ul>
    13. 15. OBRAS <ul><li>Sobre o Jazz (1936) </li></ul><ul><li>Sobre o caráter fetichista da Música e a regressão da audição (1938) </li></ul><ul><li>Fragmentos sobre Wagner (1939) </li></ul><ul><li>Sobre Música Popular (1940-1941) </li></ul><ul><li>A personalidade autoritária (1950) </li></ul><ul><li>Para a Metacrítica da teoria do conhecimento </li></ul>
    14. 16. HOKHEIMER (1895-1973)
    15. 17. <ul><li>Nasceu em Stuttgart em 1895; </li></ul><ul><li>1930 tornou-se professor em Frankfurt onde permaneceu até 1934; </li></ul><ul><li>1934 teve de refugiar-se no EUA onde lecionou na Universidade de Columbia até 1949, ano em que pode retornar a Frankfurt e reorganizar o Instituto de Pesquisas Sociais juntamente com Adorno; </li></ul><ul><li>A maior parte dos seus escritos encontra-se na Revista de Pesquisa Social; </li></ul>
    16. 18. OBRAS <ul><li>Inícios da Filosofia Burguesa (1930); </li></ul><ul><li>Um novo conceito de Ideologia (1930); </li></ul><ul><li>Materialismo e Metafísica (1930); </li></ul><ul><li>Materialismo e Moral (1933); </li></ul><ul><li>Sobre a Polêmica do Racionalismo na Filosofia Atual (1934); </li></ul><ul><li>O problema da verdade (1935); </li></ul><ul><li>O último ataque à Metafísica (1937); </li></ul><ul><li>Teoria Tradicional e Teoria Crítica (1937) </li></ul>
    17. 19. HABERMAS (1929-)
    18. 20. <ul><li>Considerado um herdeiro direto da escola de Frankfurt; </li></ul><ul><li>Nasceu em 1929, em Gummersbach; </li></ul><ul><li>Em 1954 licenciou-se com um trabalho sobre Schelling- O Absoluto e a História ; </li></ul><ul><li>De 1956 a 1959 colaborou com o Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt; </li></ul><ul><li>Em 1968 transferiu-se para Nova York, onde lecionou na Nova York Scholl for Social Research. </li></ul>
    19. 21. OBRAS <ul><li>Entre a filosofia e a ciência- O marxismo como crítica (1960); </li></ul><ul><li>Reflexões Sobre o Conceito de Participação Pública – O estudante e a Política (1961); </li></ul><ul><li>Evolução estrutural da vida Pública (1962); </li></ul><ul><li>Teoria e Práxis (1963); </li></ul><ul><li>Lógica das Ciências Sociais (1967); </li></ul><ul><li>Técnica e Ciência como Ideologia (1968); </li></ul><ul><li>Conhecimento e Interesse (1968). </li></ul>
    20. 23. No sentido mais geral do pensamento progressivo, o iluminismo sempre teve como objetivo libertar os homens do medo, e o estabelecimento de sua soberania. No entanto, uma Terra completamente iluminada irradia um triunfante desastre. (Adorno & Horkheimer)
    21. 24. <ul><li>Necessidade reinterpretação do mundo... </li></ul><ul><li>Enigma da servidão voluntária: </li></ul>
    22. 25. “ Posto que a filosofia não conseguiu transformar o mundo, cabe continuar a interpretá-lo... “ (ADORNO)
    23. 26. <ul><li>Insuficiência análises econômicas. </li></ul><ul><li>Complexidade humana.. </li></ul><ul><li>Mudança foco das pesquisas do instituto... </li></ul><ul><li>Aspectos sombrios da razão iluminista. </li></ul>
    24. 27. <ul><li>Diálogo com o pensamento filosófico social alemão. </li></ul><ul><li>Ao melhor estilo dialético confrontaram várias teorias e dialogaram entre elas... Produziram várias antíteses, sínteses e antíteses... </li></ul><ul><li>Teoria autocrítica por definição. </li></ul>
    25. 28. SHOPENHAUER “ Do conhecimento científico da humanidade decorre a <ul><li>Cristianismo </li></ul>
    26. 29. HISTÓRIA COMO RUPTURA <ul><li>“ Há progressos, e também, as vítimas do progresso”. (Marcuse). </li></ul>
    27. 30. NIETZSCHE <ul><li>Genealogia da razão. </li></ul><ul><li>“ O conhecimento é uma invenção e não está de maneira alguma inscrito na natureza humana”. </li></ul><ul><li>“ Há impulsos que se encontram na raiz do conhecimento: Riso, deploração e ódio. </li></ul><ul><li>“ No conhecimento a uma relação de distância e dominação ou temor diante de coisas que são ameaçadoras e desconhecidas”. </li></ul>
    28. 31. WEBER <ul><li>Mundo desencantado </li></ul><ul><li>Ciência e mito. </li></ul><ul><li>Ruptura homem x natureza. </li></ul>“ O mundo racional é despojado de seus aspectos místicos, sagrados e proféticos; o real torna-se mecânico, repetitivo, causual. O mundo desencantado deixa um imenso vazio na alma” (WEBER).
    29. 32. CIÊNCIA E MITO <ul><li>Arrogância da ciência... </li></ul>
    30. 35. SIGMUND FREUD <ul><li>> Estudo indivíduo... Subjetividade. </li></ul><ul><li>Buscam elementos de crítica a cultura. </li></ul><ul><li>“ A sociedade é um inferno”. </li></ul>“ A essência da justiça é o desejo de negar aos outros aquilo a que tivemos de renunciar, uma recompensa pela renúncia forçada a esses mesmos privilégios. Assim, cada um de nós é um inimigo potencial da civilização”.
    31. 36. HEGEL <ul><li>“ coisas são e não ao mesmo tempo...” </li></ul><ul><li>racionalização da violência. </li></ul><ul><li>Críticas as categorias universais. Metafísico. </li></ul>
    32. 37. <ul><li>“ A filosofia hegeliana não passa de uma racionalização do sofrimento, uma justificativa da violência na história”. (Horkheimer) </li></ul><ul><li>Não passa de “pura fé”. Filosofia a verdade hegeliana não é seu ponto de partida, mas o momento terminal que é alcançado depois de um longo trabalho realizado pelo pensamento. </li></ul>
    33. 38. MARX <ul><li>Critica economia política fundou discurso critico. </li></ul><ul><li>O potencial dos conceitos históricos sociais. </li></ul><ul><li>Subjetividade, totalidade, fetichização das mercadorias, reificação do mundo do trabalho, etc. </li></ul><ul><li>Porém, mas, entretanto, todavia,,, </li></ul><ul><li>“ Porem, teoria critica pega espírito da obra de Marx e não sua letra.” (GIROUX). </li></ul>
    34. 39. CRÍTICAS... <ul><li>- racionalismo iluminista e progressista presente na obra de Marx. </li></ul><ul><li>“ Marx usou razão em um espírito critico, mas era um conceito limitado de razão.” (GIROUX). </li></ul><ul><li>Legitima e naturaliza a violência na história. É Também metafísico como hegelianismo. </li></ul><ul><li>Principal crítica: totalidade histórica. </li></ul><ul><li>- Marxismo propõem demais do que age. Marxismo foi apropriado muito cegamente. </li></ul>
    35. 40. <ul><li>Teoria crítica não quer ser teoria profética, e sim analisar o presente para construir o futuro, e não ficar presa a universais históricos. </li></ul><ul><li>Marx ao mesmo tempo que trouxe o sujeito, o matou ao introduzir conceito universal de “classe”. </li></ul>
    36. 41. KANT <ul><li>Noção de sujeito em Kant </li></ul><ul><li>O individuo contra o totalitarismo. Contra universalismo e autoritarismo </li></ul><ul><li>Pensamento livre desobediente (ADORNO). </li></ul><ul><li>Razão comunicativa – Habermas . </li></ul>
    37. 42. <ul><li>“ Teóricos críticos não sacrificam o sujeito a nenhum universal, seja a pátria, nação, estado, classe.” </li></ul><ul><li>Busca individuo autônomo. </li></ul><ul><li>A noção de individuo substitui a de classe como protagonista da história. </li></ul>
    38. 43. <ul><li>A emancipação não é possível em termos gerais. Só há emancipação na medida em que é no indivíduo que se concentra o conflito entre autonomia da razão e as forças obscuras e inconscientes que invadem essa mesma razão. </li></ul><ul><li>“ Ninguém liberta ninguém, os homens se libertam em comunhão”. (Paulo Freire). </li></ul><ul><li>Liberdade individual se une liberdade social. </li></ul>
    39. 44. GEORG LUKÁCS “’ E necessário refilosofar o marxismo”. Marxismo estava interpretando a história a partir de uma concepção de ciência naturalista, tornando a história homóloga à natureza bruta, com suas forças mecânicas.
    40. 45. ROSA LUXEMBURGO E KORSCH
    41. 46. A FETICHIZAÇÃO DA DIALÉTICA <ul><li>“ O método dialético de interpretação da história não é o estabelecimento prévio de um caminho a ser seguido, mas uma orientação nas possibilidades de que cada época é portadora”. (Horkheimer) </li></ul>
    42. 47. <ul><li>Filosofia positiva versus filosofia negativa. </li></ul><ul><li>“ pensamento dialético não é totalmente negativo”. </li></ul><ul><li>Essência e aparência. </li></ul><ul><li>Teoria tradicional e teoria crítica. </li></ul>
    43. 48. TEORIA CRÍTICA... <ul><li>Proposição de uma nova teoria social que está em constante reconstrução. Negativa, verdadeiramente dialética. </li></ul>
    44. 49. TEORIA TRADICIONAL E POSITIVISMO <ul><li>Tradições filosóficas que tem em comum: Formas investigação baseadas nas ciências naturais; observação através dos sentidos, quantificação e crença na linearidade do progresso. </li></ul><ul><li>Filosofia positivista... Harmonia social. </li></ul>
    45. 50. TEORIA CRÍTICA: ALGUNS POSTULADOS <ul><li>Ciência social impregnada de valores. </li></ul><ul><li>Relações entre sociedade, o específico e o universal. </li></ul><ul><li>Quais suas limitações? Que valores carrega? “ Uma grande verdade quer ser criticada, e não idolatrada ”. (Nietzsche). </li></ul><ul><li>Rejeita mera facticidade das coisas. </li></ul>
    46. 51. <ul><li>“ Uma teoria nunca tem como objetivo simplesmente um aumento do conhecimento como tal. Seu objetivo é a emancipação humana da escravidão”. (Horkheimer) </li></ul><ul><li>Relação teoria e empiria. </li></ul><ul><li>Teoria não pode ser subalterna da prática. </li></ul>
    47. 52. <ul><li>Valor da teoria está em ela estabelecer possibilidades de pensamente reflexivo e desmascarar dominações ocultas para conduzir práticas transformadoras. Elemento essencial da teoria são os seres humanos que a utilizam para dar significado a suas vidas e não a estrutura para qual se destina. </li></ul>
    48. 53. ECLIPSE DA RAZÃO <ul><li>“ A razão ocidental configurou-se como razão da dominação, de controle da razão exterior e interior, de renúncia e asceticismo.” (Horkheimer) </li></ul>
    49. 54. <ul><li>Razão dominadora e controladora... </li></ul><ul><li>Não conseguiremos dominar e controlar a natureza, muito menos a história e o individuo. </li></ul>
    50. 55. NOVA RAZÃO HUMANA, NOVA RELAÇÃO NATUREZA <ul><li>Nova cosmovisão... </li></ul><ul><li>“ Antes de dominar a natureza, devemos aprender a dominar a si próprios”. </li></ul><ul><li>Re – encantar o mundo. </li></ul>
    51. 56. RAZÃO HUMANA <ul><li>Racionalidade capaz de nos inserir nas incertezas da história. </li></ul><ul><li>Racionalidade capaz de apreender o futuro no presente e de prever, por assim dizer, o presente. </li></ul><ul><li>“ O dia jaz a cada manhã. A felicidade das próximas vinte e quatro horas depende da maneira de aprende-lás no momento do despertar. Assim com ao revolução, esse momento é risco, possibilidade de fracasso, esperança de êxito.” (Benjamim). </li></ul>
    52. 57. Legado teórico da escola de Frankfurt é desenvolver uma teoria e uma crítica que tem por objetivo tanto revelar, como romper, as estruturas de dominação existentes, que por vezes são ocultas. (GIROUX)
    53. 58. A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA... QUER COMIDA, DIVERSÃO E ARTE!!!
    54. 60. RESPOSTA A ENIGMA <ul><li>Porque os homens escolhem livremente seus opressores? Como pode o nazismo triunfar? </li></ul><ul><li>Teoria tradicional </li></ul>
    55. 61. <ul><li>“ Eis porque a racionalidade que habita as teorias de emancipação é responsável por novos modos de opressão...” </li></ul>
    56. 62. INDUSTRIA CULTURAL
    57. 63. Cultura de massas > INDÚSTRIA CULTURAL
    58. 65. <ul><li>Cultura deixou de ser uma decorrência espontânea da condição humana, na qual se expressaram tradicionalmente, em termos estéticos, seus anseios e projeções mais recônditos, para se tornar mais um campo de exploração econômica, administrado de cima para baixo e voltado apenas para os objetos supra mencionados de produzir lucros e de garantir adesão ao sistema capitalista por parte do público. (ADORNO). </li></ul>
    59. 66. Tudo o que caísse nas mãos do mercado passariam a ser usado como produto destinado a venda, e seria usado de todos os meios para vender cultura. (ADORNO).
    60. 70. <ul><li>Homogeneização das culturas. </li></ul><ul><li>Obsolescência planejada e perceptiva... </li></ul>
    61. 71. <ul><li>Mundo reconstruído... Qual mundo é verdadeiro? </li></ul><ul><li>Adestra telespectador... </li></ul><ul><li>Classe dominada assume representações de dominação... </li></ul>
    62. 72. <ul><li>“ Ela apaga as diferenças de classe e cria a falsa impressão que existe uma coesão social e uma harmonia entre os homens. A indústria cultural,   como domínio técnico da natureza, torna-se a engenharia do real produzindo o engano das massas. Dessa forma, ela impede a formação de indivíduos autônomos, independestes, capazes de julgar e se decidir conscientemente.” (ADORNO).      </li></ul>
    63. 73. Semiformação Ideal iluminista...
    64. 74. Etimologia <ul><li>Formação Cultural (Bildung). </li></ul><ul><li>Habbildung traduzido por semiformação. </li></ul>(...) limitação da finalização do processo incompletude, pela metade e a plena validade do processo formador como tal, ainda que travado. Essa última componente ficaria prejudicada na opção por pseudo-formação. A semiformação ocorre realmente, mas travada (MAAR, 2003).
    65. 75. Conceito <ul><li>Compreende-se o conceito de semiformação justamente pela tentativa de oferecimento de uma formação educacional que se faz passar pela verdadeira condição de emancipação dos indivíduos quando, na realidade, contribui decisivamente tanto para a reprodução da miséria espiritual como para a manutenção da barbárie social. E o contexto social no qual a barbárie é continuamente reiterada é o da indústria cultural hegemônica.(MAAR, 2003). </li></ul>
    66. 76. <ul><li>Da autoridade da bíblia ao poder do capital e a conseqüente mercantilização da sociedade, inclusive dos bens culturais. </li></ul><ul><li>Os conteúdos críticos, negativos e emancipadores foram neutralizados, perdendo suas características transcendentes.  A cultura converteu-se assim num valor e tornou-se adaptação ao conformar os indivíduos a vida real. Seu objetivo sempre foi  legitimar a sociedade capitalista </li></ul>
    67. 77. Adorno e a educação
    68. 78. <ul><li>A tragédia de Auschwitz reflexo da educação... </li></ul><ul><li>“ O ideal pedagógico em que muitos podem crer sem ter antes refletido sobre isso é inteiramente falso. (...) A pessoa dura consigo mesma arroga-se o direito de ser dura também com os demais e se vinga neles da dor cujas as emoções n”ao pode manifestar, que deve reprimir (...)”. Adorno, em “A educação depois de Auschwitz”. </li></ul>
    69. 79. <ul><li>&quot;A ubiquidade e a nova opacidade da dominação capitalista tardia no mundo moderno consiste em: homens e mulheres escravizados por uma lógica mesquinha e impessoal ao mesmo tempo em que se imaginavam livres e senhores do próprio destino.“ </li></ul><ul><li>Theodor Adorno </li></ul>
    70. 80. <ul><li>Solução esta em pensar um novo conceito de razão. Um conceito que leve em consideração que a natureza e muito mais a história, são imprevisíveis, incontroláveis e complexas. Dessa maneira, deve-se sempre repensar a cada dia o caminho a se tomar, conversar e dialogar sempre, sem nunca substituir os sujeitos por categorias universais, não se deixar levar por crenças metafísicas de ordem e progresso ou de que chegaremos automaticamente ao socialismo. Mudar a cosmovisão, a relação com a natureza, resgatar os valores de compaixão. Vamos reencantar o mundo! </li></ul>

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