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  • 1. LIÇÃO 7 11 a 17 de novembro de 2012Armados para a VitóriaSÁBADO À TARDELEITURA PARA O ESTUDO DA SEMANA: Efésios 6:14-18; II Coríntios 6:7;Efésios 5:9; Romanos 10:15; I Tessalonicenses 5:8; Marcos 14:38. VERSO ÁUREO: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que pos- sais resistir no dia mau, e, havendo feito tudo, ficar firmes.” Efésios 6:13.PENSAMENTO-CHAVE: Todos os crentes devem, pessoal e individualmente, es-tar armados, uma vez que cada um, pessoal e individualmente, se acha imerso nogrande conflito. O SUPREMO OBJETIVO DE SATANÁS é obter pela força a obediência quetodos os verdadeiros crentes prestam a Cristo. Antes de se converterem, as pes-soas pertenciam ao reino do diabo; era ele quem dominava sobre elas. Embora aconversão a Cristo afaste o crente do domínio do diabo, não desfaz por completoo poder do diabo. O que Satanás faz é redobrar os seus esforços para destruira nossa fé e para nos reconquistar para si mesmo. Ele possui uma vasta gamade estratagemas enganadores; as Escrituras chamam-lhes “astutas ciladas dodiabo” (Efé. 6:11). No fim, porém, quaisquer que sejam os enganos do inimigo, osseus estratagemas e ciladas, ele não conseguirá arrancar a Cristo ninguém queesteja determinado a permanecer fiel ao Senhor. (Satanás poderá tornar a nossavida miserável, mas isso é uma questão totalmente diferente.) A lição desta semana concentra-se na armadura do cristão nesta guerra. E anossa única proteção é vestirmo-nos de toda a armadura de Deus. Por conse-guinte, precisamos de compreender a natureza da armadura porque, sem ela,vamos certamente cair presa do inimigo; com ela, temos a vitória assegurada.Leit. Bíblica e Esp. Prof.: I Pedro 1-3; Atos dos Apóstolos, cap. 50.86
  • 2. DOMINGO, 11 de novembro A NECESSIDADE DE PESSOALMENTE NOS ARMARMOS Em Efésios 6:12, o apóstolo Paulo descreve a vida cristã como um combate,dizendo que “temos que lutar”. Repare-se que ele utiliza a forma plural. Literalmen-te, o texto diz: “não temos de lutar contra a carne e o sangue”. Todos os cristãossão incluídos neste quadro. No versículo 13, o apóstolo incita os seus leitores avestirem toda a armadura de Deus. É com a armadura de Deus que nos devemosapetrechar, e ela está disponível para nosso uso. Paulo começa o versículo com apalavra “portanto”, o que implica que, à vista da natureza do conflito, esse apetre-chamento é necessário. O apóstolo descreve então a forma como o cristão deveestar armado e fá-lo recorrendo à imagística da forma como um soldado romanose teria armado para a batalha. Analise cuidadosamente a imagística de Efésios 6:14-17. O que há nestequadro que o/a impressiona com o facto de esta ser uma luta que não só en-volve todos os cristãos, mas que apela, fundamentalmente, ao envolvimentopessoal? Que significado tem para si o ter, pessoalmente, uma luta em quetem de participar? A palavra “lutar” referia-se originalmente ao combate corpo a corpo, mas foimais tarde aplicada a outros tipos de luta. Tal como utilizada aqui, embora umcombate corpo a corpo com demónios não esteja em questão, a palavra apontaclaramente para uma individualização do confronto. A parábola das dez virgens em Mateus 25:1-13, embora num contexto diferentedaquele que está a ser analisado aqui, fala, contudo, da questão do envolvimentopessoal nos assuntos espirituais. Ellen White aplica as condições espirituais dascinco virgens à descrição que Paulo faz de uma classe de pessoas no tempo dofim, que têm uma forma de piedade, mas negam o seu poder (II Tim. 3:1-5). “Estaé a classe que em tempo de perigo é encontrada a bradar: Paz e segurança. Acal-mam o seu coração para que se sinta seguro e não sonham com o perigo. Quandodespertos da sua letargia, discernem a sua miséria, e rogam a outros que supramo que lhes falta; em assuntos espirituais, porém, ninguém pode remediar a defici-ência de outro.” – Ellen G. White, Parábolas de Jesus, pp. 411 e 412 (tradução dooriginal inglês). Quais são algumas das coisas que só você pode fazer por si próprio/a – coisas que ninguém mais consegue fazer por si? (Por exemplo, nin- guém pode comer por si, pois não?) De que modo aplica então esse mes- mo princípio ao apetrechar-se para o conflito espiritual em que cada um de nós está envolvido?Leit. Bíblica e Esp. Prof.: I Pedro 4 e 5; Atos dos Apóstolos, cap. 51. 87
  • 3. SEGUNDA, 12 de novembro CINGIDOS COM A VERDADE, VESTIDOS COM A COURAÇA DA JUSTIÇA “Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e ves-tida a couraça da justiça.” Efésios 6:14. Embora seja um pouco difícil saber qual era a natureza exata deste cinturão, pa-rece que em Efésios 6:14 o apóstolo se estaria a referir a uma espécie de avental emcabedal, capaz de dar alguma proteção ao baixo-ventre, mas que permitia tambémliberdade de movimentos e prontidão para qualquer ação. Neste sentido, o cinturãoera uma peça fundamental da armadura. E essa peça, diz Paulo, era a “verdade”. Associada ao cinturão da verdade estava a couraça da justiça. Desta forma, Pauloassocia, neste único versículo, os conceitos de verdade e justiça. Procure os seguintes textos. De que modo nos podem eles ajudar a compre-ender a ligação entre a verdade e a justiça, e por que razão são tão essenciaispara a nossa proteção espiritual no grande conflito? I Reis 3:6; Sal. 15:2; 96:13;Prov. 12:17; Isa. 48:1; II Cor. 6:7; Efé. 5:9. Quando o apóstolo Paulo fala de justiça como uma couraça, no contexto de umaguerra espiritual, ele tem em mente questões morais. Fazer o que é certo e praticara justiça, ou noutras palavras, viver a “verdade”, é tão vital para o cristão no confron-to com os poderes do mal como é a couraça para o soldado no campo de batalha.Quando negligenciamos fazer o que é certo, quando voltamos as costas ao que sa-bemos ser a verdade, tornamo-nos presas fáceis dos ataques de Satanás, porquedeixámos completamente desprotegida uma abertura na nossa armadura. Simultaneamente, embora esta “justiça” inclua viver uma vida justa, devemos lem-brar-nos sempre do outro aspeto da justiça, e esse é a justiça de Cristo, que cobreo crente e continua a ser para este a única esperança de salvação. Enquanto nosapegarmos a esta verdade – a de que a nossa salvação se baseia em Jesus – pode-mos estar protegidos de um dos ataques espirituais mais eficazes de Satanás contranós: o desânimo. Já alguma vez se sentiu tentado/a a desistir da sua comunhão com Je- sus por se encontrar desanimado/a com a vida, com o seu caráter e com os seus atos? Se sim, por que razão a compreensão da verdade acerca da justiça de Cristo é tão fundamental para uma defesa forte contra os assal- tos de Satanás?Leit. Bíblica e Esp. Prof.: II Pedro 1-3; Atos dos Apóstolos, cap. 52.88
  • 4. TERÇA, 13 de novembro PREPARAÇÃO E O ESCUDO DA FÉ O soldado romano armava-se de modo a garantir que nada impediria os seus pas-sos num terreno acidentado. A fim de facilitar o movimento em todos os tipos de ca-minhos, os soldados romanos usavam, muitas vezes, sapatos com pregos nas solas.Dessa forma, o calçado permitia uma melhor aderência ao terreno, e Paulo compara ossapatos à “prontidão” ou “preparação” do evangelho da paz (Efé. 6:15). Leia Isaías 52:7; Romanos 10:15; Efésios 6:15. A ideia de Paulo parece ser a defirmeza no combate da vida cristã. Em que sentido o evangelho da paz proporcio-na ao cristão uma “melhor aderência” ao terreno no combate espiritual? Efésios 6:15 pode ser traduzido de diferentes maneiras: “os pés calçados com apreparação do evangelho da paz”, ou “tendo os pés equipados com a prontidão doevangelho da paz” ou “tendo calçado os vossos pés com o equipamento do evange-lho da paz”. A explicação é uma palavra grega que pode significar “estado de pronti-dão”, como num fundamento ou base preparada. Assim, o evangelho da paz, comoum “fundamento preparado”, é a paz que o cristão vive em resultado de ter sidoreconciliado com Deus por meio do sangue de Cristo. Esta reconciliação proporcionaao cristão um apoio firme, a partir da qual se pode envolver na batalha espiritual quetodos enfrentamos. A parte seguinte do armamento de que o apóstolo fala é o escudo, que elecompara à fé (Efé. 6:16). Na introdução desta peça de armadura, o apóstoloprefacia o seu ponto de vista com uma expressão que pode ser traduzida como“acima de tudo”, ou “além do mais”. O que acha que o apóstolo quer dizer comesta expressão introdutória? A palavra traduzida por “escudo” vem da palavra que significa “porta”. O escudo,que media cerca de um metro e vinte de altura por sessenta centímetros de largurae era feito de duas camadas de madeira coladas uma à outra, tinha o feitio de umaporta. Como as setas naquele tempo eram mergulhadas em pez, a que, depois, sechegava fogo, o escudo de madeira era coberto com cabedal, a fim de apagar as se-tas incendiárias e embotar as suas pontas. Esta era uma das mais importantes peçasde armamento entre todas as armas de defesa. Não é difícil de perceber a analogia espiritual: entre os “dardos inflamados” deSatanás estão a luxúria, a dúvida, a ganância, a vaidade e assim por diante. “A fé emDeus, porém, erguida bem alto como um escudo, apanha esses dardos, extingue--lhes as chamas e fá-los cair inofensivos no chão.” – SDABC (Comentário BíblicoASD), vol. 6, p. 1045. Este tipo de fé é, principalmente, fé em ação, uma fé que,embora incluindo verdade doutrinária, vai além de uma mera crença. É uma fé quese manifesta numa defesa ativa contra os assaltos do inimigo. Não podemos, natural-mente, salvar-nos a nós mesmos, e não podemos por nós próprios enfrentar o diabo;a nossa luta é escolher cada dia o Senhor e os Seus caminhos acima de tudo o queo diabo venha a pôr diante de nós.Leit. Bíblica e Esp. Prof.: I João 1-5; Atos dos Apóstolos, cap. 53. 89
  • 5. QUARTA, 14 de novembro O CAPACETE E A ESPADA O capacete da salvação, em Efésios 6:17, é, muito provavelmente, retirado de Isa-ías 59:17, embora o apóstolo Paulo aplique o termo de maneira diferente. Em Isaías59, é Deus que usa o elmo da salvação; aqui, em Efésios, o cristão é convidado areceber o capacete, ou elmo. Enquanto as peças anteriores poderiam ser expostaspara que o soldado as levantasse, o capacete era-lhe entregue em mãos. Talvez istose destine a enfatizar que a salvação é, totalmente, um presente. Em I Tessalonicenses 5:8, Paulo fala do capacete como a esperança da sal-vação. Em Efésios 6:17, o capacete é apresentado simplesmente como a sal-vação. Até que ponto esta alteração de ênfase ajuda a explicar o modo como asalvação pode ser uma arma de defesa? A salvação no Novo Testamento é uma experiência presente, que terá o seu pontoalto na eternidade mediante a libertação de todo o tipo de males. O capacete vitoriosoque Deus (Isa. 59:17) usa é dado ao crente como uma proteção. Como o objetivo su-premo dos ataques do diabo é privar os cristãos da sua salvação, a certeza presentede salvação que lhes é “dada” sem ter em conta as suas próprias obras, torna-se umaarma poderosa para a sobrevivência no conflito. É bem verdade que o crente pode,em qualquer conflito espiritual, proclamar com o salmista: “Senhor Deus, fortaleza daminha salvação, tu cobriste a minha cabeça no dia da batalha” (Salmo 140:7). Depois de mencionar o capacete da salvação, Paulo fala a seguir da “espadado Espírito” que é a Palavra de Deus. Compare este texto com Hebreus 4:12.Que importante verdade está a ser transmitida por estes versículos, sobretudono contexto da nossa batalha com Satanás? A tentação de Cristo, relatada em Mateus 4:1-10, é uma bela ilustração da formacomo a Palavra de Deus pode ser uma arma eficaz. Esta passagem também podeser um incentivo para que os cristãos se protejam com as verdades que são revela-das na Palavra de Deus. Há muitas forças em ação tentando enfraquecer a nossa confiança na Bí- blia. Quais são algumas dessas forças, na sociedade em que vive, na sua igreja ou na sua cultura? Mais importante, como é que podemos defender- -nos contra qualquer e contra todas as tentativas (que, por vezes, conseguem ser muito subtis) de enfraquecer a nossa confiança na Palavra de Deus?Leit. Bíblica e Esp. Prof.: Judas 1; II e III de João; Atos dos Apóstolos, cap. 54.90
  • 6. QUINTA, 15 de novembro ORANDO EM TODO O TEMPO Efésios 6:18 começa com a expressão “orando, em todo o tempo”, o quesugere que a oração está ligada aos versículos anteriores. A ideia é que tomar,aceitar e receber a armadura celestial carece tudo da dependência de Deus. Daíque “a oração não seja mais uma arma; aliás, é o espírito, é a maneira pela qualtoda a armadura é usada e é enfrentado o combate. Paulo insiste aqui na oraçãocomo um estado perpétuo de espírito, uma atitude contínua de comunhão comDeus.” – SDABC (Comentário Bíblico ASD), vol. 6, p. 1046. Estude cuidadosamente Efésios 6:18. Que palavras e expressões, as-sociadas à admoestação que Paulo dirige ao cristão a respeito da oração,apontam para um estado de alerta e de disciplina? A Bíblia insiste frequentemente com as pessoas para que não parem de orar(Lucas 18:1; Rom. 12:12; Fil. 4:6; Col. 4:2; I Tes. 5:17). Mas no contexto do com-bate com as forças do mal, que Paulo aborda em Efésios 6, o apóstolo realça ofacto de que todas as ocasiões na vida devem estar envoltas em oração. Umatal atitude sobre a oração não é exigência ligeira feita aos cristãos, sobretudoporque o nosso primeiro instinto em momentos de dificuldade é consultar amigose colegas, o que é bom e tem o seu lugar. A oração, porém, deve ser semprea primeira linha de defesa e é uma coisa que devemos estar “sempre a fazer”. Efésios 6:18 começa com a expressão “orando em todo o tempo” e con-tinua com uma outra expressão sobre o estar “vigiando”. Devemos estarvigilantes a respeito de quê, e porquê? Quando Jesus estava no Getsémani, disse a Pedro e aos outros discípulos, aquem encontrou a dormir, para vigiarem e orarem (Marcos 14:38). Antes de istoacontecer, Jesus tinha passado algum tempo a avisar os discípulos para que vi-giassem (Marcos 13:33-37). Na perspetiva de Lucas, vigiar está associado à ora-ção, como uma ligação permanente que traz ao cristão força espiritual. Em Efésios6:18 a ênfase é em orar pelos outros. Sem dúvida que, ao orarmos por outros, nóspróprios somos fortalecidos espiritualmente, e nós mesmos ficamos melhor ape-trechados para o confronto que venha a seguir, seja ele sob que forma for. Por que razão o orarmos por nós próprios é mais importante para nós espiritualmente do que pedir a outros que orem por nós (por muito importante que isso seja)? O que é que a oração pessoal faz por nós que as orações dos outros simplesmente não conseguem fazer?Leit. Bíblica e Esp. Prof.: Salmos 125-130; Atos dos Apóstolos, cap. 55. 91
  • 7. SEXTA, 16 de novembroESTUDO ADICIONAL: Leia, de Ellen G. White, “A Importância do Verdadeiro Co-nhecimento”, pp. 312-314, em Testemunhos Para a Igreja, vol. 8; “A Questão da Corda Pele”, pp. 219 e 220, em Testemunhos Para a Igreja, vol. 9; “Ó Deus, Ajuda-me aSubir Mais Alto”, p. 105, em Minha Consagração Hoje (Meditações Matinais); “Cha-mados para Alcançar um Mais Alto Nível”, em Atos dos Apóstolos, pp. 219 – 227. “Lutam em toda a alma, com veemência, dois poderes em disputa pela vitória.A incredulidade arregimenta as suas forças, dirigidas por Satanás, a fim de nosseparar da Fonte da nossa resistência. A fé ordena as suas forças, comandadaspor Cristo, o autor e consumador da nossa fé. Hora após hora, em face do Univer-so celestial, vai o conflito em prosseguimento. Esta é uma luta corpo-a-corpo, e agrande questão é: Quem vencerá? Esta é questão que cada um tem de decidir porsi mesmo. Todos têm de tomar parte nesta peleja, combatendo de um ou de outrolado. Não há isenção do conflito…. Somos insistentemente advertidos a preparar--nos para este conflito. ‘Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti--vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutasciladas do diabo.’ E repete-se a advertência: ‘Portanto tomai toda a armadura deDeus, para que possais resistir no dia mau, e, havendo feito tudo, ficar firmes.” –Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus (Meditações Matinais de 1956), p. 328. “Devemos pôr todas as peças da armadura e depois ficar firmes. O Senhorhonrou-nos escolhendo-nos como Seus soldados. Combatamos com bravura porEle, seguindo o que é certo em todas os procedimentos. Retidão em todas ascoisas é essencial para o bem-estar da alma. Ao nos esforçarmos pela vitóriasobre as nossas próprias inclinações, Ele ajudar-nos-á pelo Seu Espírito Santo aser circunspetos em todos os atos, de modo a que não demos ocasião ao inimigode falar mal da verdade. Ponhamos como couraça aquela divinamente protegidajustiça que é privilégio de todos vestirem. Isto protegerá a nossa vida espiritual. –Ellen G. White, SDABC (Comentário Bíblico ASD), vol 6, p. 1119. PERGUNTAS PARA REFLEXÃO: 1 Por muito que a lição desta semana tenha enfatizado o aspeto pesso- al da luta em que todos estamos envolvidos, como cristãos somos parte de uma comunidade mais vasta. De que modo pode a comunidade, no seu todo, ajudar uns aos outros nos respetivos conflitos individuais? Que coi- sas práticas pode a comunidade fazer para ajudar aqueles que estão em necessidade espiritual, qualquer que possa ser essa necessidade? 2 De que modo é que a imagística militar usada pelo apóstolo Paulo reforça a realidade do grande conflito que ocupa um lugar tão central na Bíblia? Por que razão é sempre importante manter diante de nós a realida- de deste conflito? Alguém consegue imaginar um soldado, num campo de batalha, a esquecer-se de que está em guerra? Até que ponto é muito mais importante que nós também o não esqueçamos?Leit. Bíblica e Esp. Prof.: Salmos 131-136; Apocalipse 1; Atos dos Apóstolos, cap. 56.92
  • 8. As Minhas Notas Pessoais 93
  • 9. AUXILIAR DO MODERADORTexto-Chave: Efésios 6:13Com o Estudo desta Lição o Membro da Classe Vai: Aprender: A descrever como cada peça da armadura que Deus nos provê é essencial na vida de um soldado do Seu exército. Sentir: A honra que o Senhor confere aos Seus soldados, ao escolhê-los para combaterem pela Sua causa. Fazer: Vestir a armadura de Deus, dependendo totalmente da Sua proteção e poder por meio da oração.Esboço da Aprendizagem:I. Aprender: Toda a Armadura A.Até que ponto o cinturão da verdade, a couraça da justiça, os sapatos do evangelho, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do Espírito são peças fundamentais da armadura que Deus provê? B.  ue tipos de ataques vindos das forças das trevas são impedidos por cada Q uma das peças da armadura?II. Sentir: A Honra de Lutar ao Lado de Deus A.  e que maneira utilizou Cristo a mesma armadura que Ele provê para os D Seus “soldados”? B.  or que razão é uma honra participar com o próprio Filho de Deus na luta P contra o mal?III. Fazer: A Adaptação A.  Embora a armadura seja de Deus e proporcione a Sua proteção, que obrigação tem o soldado de permanecer firme contra o maligno? B.  ue parte importante desempenha a oração na adaptação e no uso da Q armadura de Deus? O que é que torna o papel da oração assim tão im- portante?Sumário:Mediante a Sua armadura da verdade, justiça, evangelho, fé, salvação e a SuaPalavra, Deus providencia proteção e estratégias tanto ofensivas como defen-sivas na luta contra Satanás. Os Seus soldados são chamados a vestir essaarmadura e a ficar firmes contra Satanás, apoiando-se, por meio da oração,na força de Deus.94
  • 10. AUXILIAR DO MODERADOR CICLO DA APRENDIZAGEM 1.º PASSO – MOTIVAR! Conceito-Chave para Crescimento Espiritual: A armadura de Deus é uma coisa que vestimos quando pela primeira vez aceitamos Cristo. Para nos protegermos, é vital que ponhamos diariamente a armadura espiritual, como parte de um relacionamento dinâmico e contínuo com Cristo. Só para o Moderador: Esta lição deve ser utilizada para desenvolver uma ple-na compreensão de cada parte da armadura espiritual que Paulo apresenta emEfésios. Logo que a classe esteja ciente das diferentes partes e funções dessa ar-madura, é importante aprender como a usar mais eficazmente. Estudar o exemplode Jesus pode ajudar-nos a aprender isso e pode também preparar-nos para estaratentos aos tipos de ataques que Satanás provavelmente vai lançar. Leitura Bíblica Introdutória – Pôr Toda a Armadura de Deus: Peça à classeque vá a Efésios 6:11-18, o fundamento da lição desta semana, que fala sobrea armadura de Deus. Convide um membro a ler a passagem, tendo em menteque Paulo deseja animar os Efésios a serem fortes no Senhor e no Seu grandepoder. Nos versículos 11-13, Paulo passa a dar conselhos práticos sobre a formaexata de conseguir isso. Como veterano da guerra espiritual, o conselho de Pau-lo aos seus companheiros soldados foi que vestissem a armadura de Deus. Noentanto, tal não era uma ideia inédita. Nas epístolas escritas anteriormente, em ITessalonicenses 5:8, Paulo refere-se à couraça da fé e do amor, e à esperançada salvação como capacete. Em Romanos 13:12, lemos que o dia está próximo eque nos vistamos das “armas da luz”. Em Efésios, porém, o conceito é plenamentedesenvolvido. É bom lembrar que, quando escreveu esta epístola, Paulo estava acorrentadoao lado de, ou diretamente a, um soldado romano. Dia após dia, sem dúvida queele reparava na couraça, no capacete, nos sapatos de couro, no escudo, no cintu-rão e na espada do seu carcereiro. É fácil imaginar que, sob a influência do EspíritoSanto, a mente de Paulo comparasse o que via o seu carcereiro a usar com o queos cristãos precisavam de usar, a fim de se envolverem com sucesso na guerracontra o diabo. Para reflexão: Com base na passagem acima, por que razão é importantetermos sempre vestida a nossa armadura espiritual? Por que razão é fundamentalcompreender que “usar a armadura de Deus” é um estado ativo e dinâmico de vidae de estar em Cristo? Em que aspeto vestir a armadura é uma decisão diária e nãouma coisa que se faz uma vez por todas? 2.º PASSO – ANALISAR! Vista Geral: Efésios 6:12 refere diretamente o tipo de combate que estamosa enfrentar. Diz que a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra 95
  • 11. AUXILIAR DO MODERADORgovernantes, contra poderes, contra forças mundanas das trevas, contra forçasespirituais de iniquidade nos lugares celestiais. Estamos envolvidos numa batalhaespiritual predominantemente encoberta, enfrentando um inimigo real, ainda queinvisível. Só para o Moderador: Os três principais objetivos desta secção são (a) com-preender e vestir todos os aspetos da armadura de Deus, (b) perceber como Sa-tanás visa especialmente os convertidos, e (c) desenvolver aptidões e hábitos quenos permitam lutar com sucesso contra ele. Em primeiro lugar, anime a classe a analisar a natureza da armadura de Deus.Como a Bíblia salienta, sabemos que uma batalha espiritual não pode ser enfren-tada na carne, se quisermos obter a vitória. Devemos utilizar armas espirituais.Lendo mais adiante em Efésios, vemos quais são essas armas: Um cinturão, que é o cinto da verdade. A couraça, que é a justiça. O capacete da salvação, uma dádiva de Deus. O evangelho da paz, que são os sapatos que cobrem os nossos pés. O escudo da fé, a nossa principal defesa. E a espada, que é a Palavra de Deus. COMENTÁRIO BÍBLICO Toda a Armadura de Deus (Recapitule com a classe Efésios 6:11-18.) Depois de vestidos com a armadura de Cristo, devemos estar prontos para ocombate. Mas, o que é que podemos esperar na luta que vamos ter com o diabo?Há duas fontes importantes para onde podemos olhar a fim de compreendermosas condições que devemos esperar. A primeira fonte é a Bíblia, e a segunda éaquilo que conhecemos da guerra a partir da experiência humana. Ambas as fon-tes prestam informação sobre as circunstâncias, os factos e as condições quedevemos não só esperar, mas para os quais nos devemos preparar e aprontarpara quando acontecerem. Vamos ver primeiro o que se pode aprender com a experiência humana. Embo-ra saibamos que Satanás vai ser o general derrotado no conflito do bem contra omal, também sabemos que ele é matreiro e astuto e que nunca deve ser subesti-mado. De igual modo, podemos ver, ao olhar para exemplos humanos, que algunsdos melhores generais têm estado do lado perdedor da guerra. Se olharmos parao General Erwin Rommel, alcunhado “Raposa do Deserto”, leremos acerca de umgeneral que suplantou muitas vezes um exército inglês maior e mais bem equipa-do durante a campanha no Norte de África, na II Guerra Mundial. Entre algumasdas táticas que utilizou estava a colocação de um pequeno número de tanquescom ventoinhas que levantavam nuvens de poeira no horizonte, a muitos quiló-metros dos ingleses, de modo que estes ficavam convencidos de que o ataquevinha dessa direção. Assim, os ingleses colocavam os seus canhões antitanque de96
  • 12. AUXILIAR DO MODERADORmaneira a repelir o avanço de Rommel vindo daquela direção. De repente, porém,os verdadeiros tanques e o exército desferiam um golpe a partir da retaguarda,e a batalha terminava praticamente antes de ter começado. O que este exemplonos revela são os tipos de táticas que devemos esperar. Satanás é um mestreem falsas direções, dissimulação e subterfúgio. Qualquer bom general procuraráultrapassar e suplantar o seu opositor, e Satanás é um especialista a indicar àspessoas direções erradas. A segunda, e mais importante, fonte a consultar quando se pretende compreen-der o tipo de desafios que vamos enfrentar é a Bíblia. Nela encontramos históriasque nos revelam o que é uma batalha espiritual e quais são as táticas do diabo. Oadversário pretende sempre realizar a batalha em condições que sejam as melho-res para o seu sucesso e para o nosso fracasso. E há uma estratégia central queSatanás aplica vez após vez e que é sempre bem-sucedida – é esforçar-se pordesviar a nossa atenção dos seus métodos e fazer-nos lançar sobre outras pesso-as a culpa pelo mal que ele provoca. Em Génesis 3:1-5 vemos isto a começar noJardim do Éden com a serpente. Ao tentar levar Eva à queda, Satanás convence-ade que são os motivos de Deus que são questionáveis e suspeitos, não os dele,e que é Deus que deseja reter de Adão e Eva a divindade, o conhecimento e aimortalidade. Pense Nisto: De que modo utiliza Satanás os desvios, as indicações erradas ea dissimulação nos seus ataques contra nós? De acordo com a Bíblia, que fontesde proteção nos concede Deus? Enumere as diferentes peças da armadura es-piritual de Deus e as suas funções. Como é que cada uma delas nos protege dosdardos do medo, da dúvida, da impureza, da ira, da impaciência, da inveja, etc.. 3.º PASSO – PRATICAR! Só para o Moderador: Anime a classe a pesquisar com mais pormenor ou-tras passagens bíblicas a fim de ver a batalha espiritual revelada na Bíblia. Vejamespecialmente o exemplo da vida de Jesus, especificamente onde o diabo põeem campo todo o potencial do seu ataque. A maior parte desses ataques veio depessoas. A lista é impressionante e inclui: a. A família de Jesus – da qual alguns membros pensavam que Ele era doido(Marcos 3:21); mesmo os Seus irmãos não acreditavam n’Ele (João 7:3-5). b. A nação judaica – “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João1:11.) c. Os Seus discípulos – o incrédulo Tomé (João 20:19-31); o ardiloso Judas(Lucas 21:37-22:6) e até o terrível Pedro (Marcos 14:66-72). Imagine-se a natureza insidiosa de ser posto em causa e diminuído pelos quenos são mais chegados, e isto de forma regular e constante. A título de exemplo, alição menciona a tentação de Cristo, tal como relatada em Mateus 4:10. Em todosestes exemplos observamos como Jesus recorreu à Palavra de Deus como arma 97
  • 13. AUXILIAR DO MODERADORcontra o tentador. Que outros exemplos mostram Jesus a usar várias partes daarmadura de Deus para Se proteger de Satanás? Por exemplo, sem a proteçãodada pelo escudo da fé, apoiado pela Sua constante comunhão (orando em todoo tempo” – Efé. 6:18) com o Seu Pai celestial, podemos conjeturar que Jesus nãoteria obtido a vitória. Podemos estar certos de que Satanás vai usar contra nós as mesmas táticasque usou contra Jesus; ele vai atacar, opor-se, ridicularizar e fazer com que se-jamos marginalizados pelos que nos são mais chegados, sempre que queiramoscumprir e obedecer à vontade de Deus.Perguntas Indutivas: Analise a tática da tentação e do falso conselho. Já alguma vez recebeu con-selhos que lhe apresentaram uma maneira mais fácil de conseguir alguma coisa?Soavam bem e eram resultantes de verdadeiro afeto humano. Contudo, só tinhamuma falha: eram contrários à vontade de Deus. Como é que nos defendemos des-te tipo de ataque? Que papel desempenham nesta defesa a oração e o estudo?De que modo estas duas coisas ajudam a aperfeiçoar a nossa capacidade demanejo da espada da verdade? 4.º PASSO – APLICAR! Só para o Moderador: Individualmente e em conjunto, anime os membros daclasse a buscarem a verdade da Palavra de Deus. Desta forma, podem fortalecera fé e lutar não uns contra os outros, mas uns com os outros contra as forçasidentificadas em Efésios 6:12. O nosso objetivo é ficar unidos na verdade que érevelada na Bíblia, bem como permanecer na comunidade de crentes, entre osquais também há força nos números. Ao mesmo tempo, sabemos que uma dasprincipais estratégias de Satanás é voltar-nos uns contra os outros Alimento espiritual para o pensamento: Anime a classe a ser introspetiva. Noseio da família, do grupo de amigos e da comunidade da igreja, há alguém contraquem os membros tenham maus sentimentos? Guardam os membros más recor-dações, ofensas e problemas por resolver? Anime a classe a analisar silenciosa-mente estes exemplos ou a falar deles em conjunto. Pergunte-lhes que aspetos daEspada da Verdade podem ajudar nas respetivas circunstâncias. Anime a classea voltar-se para a Bíblia para descobrir que conselho Jesus dá à comunidade decrentes, a fim de evitar as lutas e divisões internas. Por exemplo: •  m João 13:34 e 35, Jesus, como nosso General, dá a ordem “amai-vos uns E aos outros”. •  ambém nos é dito em Lucas 17:3 e 4 que pratiquemos um espírito de perdão. T O diabo sabe que se não perdoarmos não seremos perdoados. •  uais são outros possíveis exemplos? Q Se Satanás conseguir cultivar um espírito de vingança, a raiz da amargura vai98
  • 14. AUXILIAR DO MODERADORdar frutos dentro de nós. Quando tal acontece, destrói a fé e a espiritualidade,despojando-nos da nossa armadura de luz. Atividade: Por último, peça à classe que leia Lucas 22:31-62, onde encontra-mos a negação de Pedro para com Jesus. O que é que se pode aprender com oexemplo de Pedro sobre a perda de identidade e sobre o abrir fendas na armaduraque usamos? Neste capítulo vemos Pedro a ser distraído por coisas do mundo,por questões de interesse pessoal e pelo desejo de reconhecimento e posição. Nota: O exemplo de Pedro mostra talvez a arma mais importante no arsenal deSatanás. A pessoa que ele usa para desviar-nos de Jesus e para nos levar a pôrde lado a armadura de Deus é nem mais nem menos do que o próprio eu. 1.  ergunte à classe: De todas as lutas que Satanás provocou, quais foram as P mais difíceis para vocês? 2.  que é que se pode aprender com esta lição quanto a deixarmos, como O segredo para garantir a vitória sobre Satanás, que Jesus assuma e tenha o controlo total? 3.  ue táticas de batalha usou o nosso Salvador a fim de vencer o conflito dos Q séculos? 99