UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO         CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS     DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO VEGETAL     EMÍLIO...
EMÍLIO ANTÔNIO MONTARRÔYOS NICOLETTIDESEMPENHO FISIOLÓGICO DE SEMENTES DE ABÓBORA          TRATADAS COM FUNGICIDAS        ...
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1   1. INTRODUÇÃO   A abóbora (Cucurbita moschata) pertencente à família Cucurbitaceae e gêneroCucurbita, tem como centro ...
2direcionando   novas   tendências   à   agricultura   moderna   e   com   a   maiorconscientização do consumidor o mercad...
3   2. REVISÃO DE LITERATURA   2.1.   Histórico      A   necessidade   de   determinar   a   qualidade   das   sementes   ...
4Agricultura formulou as primeiras Regras para Análise de Sementes (RAS)brasileiras. Com as revisões a última edição saiu ...
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7Sementes vigorosas deram origem a plantas superiores, em todos os aspectos, àsprovenientes de sementes de baixo vigor.   ...
8         Frequentemente observa-se que lotes de sementes apresentando germinaçãosemelhante exibem comportamentos distinto...
9   3. MATERIAIS E MÉTODOS      Esse experimento foi realizado no Laboratório de Análise de Sementes doCentro de Ciências ...
10experimento. Ao fim do teste, com os dados diários do número de sementesgerminadas por repetição, calculou-se o índice d...
11i) Determinação da massa seca (MS) – após a obtenção das massas frescas, omaterial de cada subamostra foi acondicionado ...
12   4. RESULTADOS E DISCUSSÃO      De acordo com os resultados obtidos, os maiores valores de germinação,primeira   conta...
13germinação. Fato verificado no presente trabalho, onde todos os lotes exceto T3 noprimeiro substrato obtiveram valores i...
14TABELA 1. Percentagem média dos testes de germinação (TG), primeira contagem (PC), índice develocidade de germinação (IV...
15germinação e envelhecimento acelerado (BARROS et al., 2002). Resultadossemelhantes foram encontrados por Cardoso (2003),...
16fresca e seca aos 21 dias após a semeadura (DAS), em sistema hidropônico,demonstraram que os testes de fitomassa seca do...
17TABELA 2. Percentagem média de emergência (E), índice de velocidade de emergência (IVE),massa fresca (MF), massa seca (M...
18dos frutos e não tratadas (T3) comparado a germinação em laboratório. Araújo et al.(1982) obteve resultados similares qu...
19      Apesar da ocorrência de plantas anormais, não foram constatadas presençade microrganismos causadores de danos às p...
20   5. CONCLUSÃO      O lote de sementes sem tratamento químico que foram extraídas do frutodestinado ao consumo “in natu...
21   6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASANDREOLI, C. Pesquisa em sementes olerícolas no Brasil. Revista Brasileira deSementes, v...
22CHEN, C.C.; ANDREWS, C.H.; BASKIN, C.C.; DELOUCHE, J.C. Influence of qualityof seed on growth, development and productiv...
23MARCOS FILHO, J.; CICERO, S.M.; SILVA, W.R. Teste de tetrazólio.Piracicaba.ESALQ - Departamento de Agricultura e Horticu...
24REIS, E. M.; FORCELINI, C. A. Manual de fungicidas: guia para o controle dedoenças. 3. ed. Passo Fundo: Pe.Bethier, 100p...
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Desempenho fisiológico de sementes de abóbora tratadas com fungicidas

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Desempenho fisiológico de sementes de abóbora tratadas com fungicidas

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO VEGETAL EMÍLIO ANTÔNIO MONTARRÔYOS NICOLETTIDESEMPENHO FISIOLÓGICO DE SEMENTES DE ABÓBORA TRATADAS COM FUNGICIDAS ALEGRE/ES 2011
  2. 2. EMÍLIO ANTÔNIO MONTARRÔYOS NICOLETTIDESEMPENHO FISIOLÓGICO DE SEMENTES DE ABÓBORA TRATADAS COM FUNGICIDAS Monografia apresentada ao Departamento de Produção Vegetal do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Espírito Santo, como requisito parcial para a obtenção do título de Engenheiro Agrônomo. ALEGRE/ES 2011
  3. 3. ii
  4. 4. iii AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço a DEUS, por me possibilitar saúde, sabedoria,discernimento e proteção. Agradeço a meus pais – Antônio Eliano Nicoletti e Edinéia MontarrôyosNicoletti, por sacrificarem aos seus filhos parte de sua vida tentando nos dar amelhor educação possível, por todo carinho, compreensão, amor e pelas palavrascertas. Obrigado por me indicar o caminho correto e por me ensinar valores queforam de grande importância na formação do meu caráter. Agradeço a toda minhafamília; irmãos, avós, tios, por estarem ao meu lado ao longo de toda minhacaminhada e por me passarem a certeza de que sempre vão estar. A todos os professores do curso de Agronomia do Centro de CiênciasAgrárias da Universidade Federal do Espírito Santo por participarem efetivamente naminha graduação e na minha formação como cidadão mais consciente, em especialaos professores Fábio Luiz de Oliveira e José Carlos Lopes por dedicarem a mimparte de seu tempo e atenção, auxiliando no desenvolvimento deste trabalho deconclusão de curso. Agradeço a minha namorada Priscila Geordani Sindra Lima e a todos osmeus amigos que estiveram comigo nesse processo de graduação.
  5. 5. iv RESUMO AUTOR: EMÍLIO ANTÔNIO MONTARROYOS NICOLETTI ORIENTADOR: FÁBIO LUIZ DE OLIVEIRAA realização de trabalhos visando à qualidade fisiológica de sementes é de grandeimportância na produção e condução da lavoura, principalmente, quando se pensaem produção de hortaliças sem o uso de agroquímicos. O objetivo do presentetrabalho foi avaliar e comparar os atributos fisiológicos de sementes de abóboravariedade Maranhão com e sem tratamento químico, empregando testes padrões delaboratório e em ambiente parcialmente controlado (percentagem de germinação eemergência, índices de velocidade de germinação e emergência, massa fresca eseca, comprimento do sistema radicular e da parte aérea e diâmetro do talo) paraestimativa de vigor. Foi observado substancialmente, maior vigor nos lotes desementes sem tratamento químico, com maior destaque ao lote de sementes nãocomercial.Termos para indexação: Cucurbita moschata, germinação, vigor, sementes.
  6. 6. v ABSTRACT PHYSIOLOGICAL PERFORMANCE OF PUMPKIN SEED TREATED WITH FUNGICIDES AUTHOR: EMÍLIO ANTÔNIO MONTARRÔYOS NICOLETTI ADVISER: FÁBIO LUIZ DE OLIVEIRAThe realization of studies addressing the physiological quality of seeds is of greatimportance at production and conduction of tillage, especially when it comes toproduction of vegetables crops without using agrochemicals. The objective of thisstudy was to evaluate and compare the physiological attributes of seeds pumpkinvariety Maranhão with and without chemical treatment, employing patterns tests oflaboratory and in partially controlled environment (germination percentage andemergence, index speed germination and emergence, fresh and dry mass, length ofroot system and aerial part and the diameter of the talus) for estimate of the vigor.Itwas observed substantially, increased vigor in the seed lots without chemicaltreatment, with greater emphasis to seed lot not commercial.Index terms: Cucurbitamoschata, germination, vigor, seeds.
  7. 7. vi SUMÁRIO LISTA DE TABELAS................................................................................... vii RESUMO...................................................................................................... iv1. INTRODUÇÃO.............................................................................................. 12. REVISÃO LITERATURA............................................................................... 3 2.1 Histórico................................................................................................... 3 2.2 Avaliação da qualidade fisiológica das sementes.................................... 4 2.3 Germinação.............................................................................................. 5 2.4 Vigor......................................................................................................... 63. MATERIAIS E MÉTODOS.............................................................................. 94. RESULTADOS E DISCUSSÃO..................................................................... 125. CONCLUSÃO................................................................................................. 206. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................. 21
  8. 8. vii LISTA DE TABELASTabela 1. Percentagem média dos testes de germinação (TG), primeira contagem(PC), índice de velocidade de germinação (IVG), comprimento da parte radicular(CMR) e comprimento da parte aérea (CMA), de quatro tipos de sementes deabóbora. .................................................................................................................. 14Tabela 2. Percentagem média do teste de emergência (EM), índice de velocidade deemergência (IVE), massa fresca (MF), massa seca (MS) e comprimento da parteaérea (CMA), em dois substratos com quatro tipos de sementes de abóbora.................................................................................................................................... 17
  9. 9. viii
  10. 10. 1 1. INTRODUÇÃO A abóbora (Cucurbita moschata) pertencente à família Cucurbitaceae e gêneroCucurbita, tem como centro de origem a região central do México se estendendodesde a Colômbia até a Venezuela (SASAKI et al., 2006). Incluindo no gênero Cucurbitacerca de 27 espécies que foram domesticadaspelos povos pré-hispânicos há aproximadamente 9.000 anos, nas civilizações Maia,Asteca e Inca, sendo atualmente hortaliças cultivadas em todo mundo e de elevadaimportância nutricional e cultural. As cinco principais espécies de abóborasdomésticas são: C. pepo, C.maxima, C. moschata, C. argyrosperma e C. ficifoli,sendo essas responsáveis por 12% da produção mundial de membros da família.(ROBINSON; DECKER-WALTERS, 1999). As abóboras estão em 7º lugar no volume de produção entre as hortaliças noBrasil, sendo parte da alimentação básica de populações das regiões Norte,Nordeste e Centro-Sul (PEREIRA, 2001) e têm como base de utilização em plantioprincipalmente nessas regiões, sementes provenientes da seleção realizada pelopróprio agricultor da região ou da seleção praticada pelos comerciantes locais. Ondeos tratamentos em sementes são geralmente realizados pelos próprios produtorespara a implantação da próxima lavoura (RAMOS et al., 1997). Dentre as questões no sistema produtivo, a qualidade fisiológica das sementes éuma característica de vital importância para que se obtenha sucesso em umalavoura de abóbora (CASAROLI et al., 2006) e o tratamento de sementes comprodutos químicos, principalmente fungicidas, é considerado uma prática usual eeficiente para aumento da produção (REIS; FORCELINI, 1994), principalmentelevando em consideração que presença de patógenos nas sementes,independentemente de sua transmissibilidade, pode afetar o vigor e o rendimentoem campo (ZORATO; HENNING, 2001; LUZ, 2003). Mas, quando se busca aprodução de alimentos sem a utilização de produtos químicos, como é o caso dosistema de produção agroecológica e orgânica, deve-se incluir as sementes nestecontexto, por ser um insumo básico a maioria das atividades de cultivo (CASAROLIet al., 2005). A busca do desenvolvimento sustentável representa um dos maiores desafiospara a humanidade (LOPES, 2007). Com as novas perspectivas mundiais que estão
  11. 11. 2direcionando novas tendências à agricultura moderna e com a maiorconscientização do consumidor o mercado vem se estendendo para as formas decultivos cada vez mais independente de agroquímicos, buscando, além de hábitosde vida mais saudáveis, a preservação do meio natural dos ecossistemas terrestres.Por tanto, à razão pela busca incessante da sustentabilidade vem justificando cadavez mais a utilização de métodos alternativos de produção de alimentos, buscandoao máximo a diminuição do uso de defensivos sintéticos e o racionamento dos bensnaturais. São poucos os relatos de pesquisas realizadas no Brasil sobre a avaliação daqualidade de sementes de abóboras, especialmente, com sementes produzidas emsistemas agroecológicos, as quais têm demonstrado boa qualidade fisiológica, comuma grande vantagem, não são utilizados produtos químicos em seu sistemaprodutivo (NASCIMENTO, 2004). Sendo assim, a realização de trabalhos visando àqualidade fisiológica de sementes é de grande importância na produção e conduçãoda lavoura, principalmente, quando se pensa em produção de hortaliças sem o usode agroquímicos. Tomando como base o incentivo pelo uso de práticas e métodos que venham apropiciar uma produção mais sustentável e o racionamento do uso de agroquímicos;o presente trabalho tem como objetivo avaliar e comparar o potencial fisiológico delotes de sementes de abóbora variedade Maranhão (Cucurbita moschata) sem ecom tratamento químico com os fungicidas Captan-75 e Thiram, através dosatributos que se dispõem do vigor de sementes.
  12. 12. 3 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Histórico A necessidade de determinar a qualidade das sementes ocorreuprimeiramente na Europa, devido a problemas constatados na comercialização. Comisso, em 1869, na Alemanha, foi criado o primeiro laboratório de sementes epublicado em 1876, o primeiro Manual de Análise de Sementes. Enquanto isso, naAmérica, procedimentos iniciais para a realização dos testes de pureza e degerminação deram origem às primeiras Regras para Análise de Sementes, em 1897.Com o crescimento da realização de testes de análise de sementes, tornou-sefundamental estabelecer e padronizar os métodos e os procedimentos. Ocorrendoassim, em 1908, uma organização composta por analistas de sementes que fundama Associação de Analistas Oficiais de Sementes da América do Norte, atualAssociação Oficial de Analistas de Sementes (AOSA), iniciando a regulamentaçãodo comércio de sementes nos Estados Unidos e Canadá. Sendo publicada aprimeira versão das Regras para Análise de Sementes dessa associação em 1917.Hoje, a AOSA revisa periodicamente suas regras para análise, contribuindo paramodificar as indicações destas regras e, para os procedimentos de análises, garantea padronização de conduta entre analistas e laboratórios e dá suporte para oestabelecimento da legislação vigente (NOVEMBRE, 2001). Em 1924, na Europa, foi fundada a Associação Internacional de Análise deSementes (ISTA). Tendo seus principais objetivos, direcionados principalmente parao comércio internacional de sementes, como os de desenvolver, estabelecer epublicar procedimentos padrões para a amostragem e para a análise de sementes,promover a aplicação uniforme destes procedimentos para a avaliação de sementes,participar no desenvolvimento da pesquisa na área de tecnologia de sementes,estimular a certificação de cultivares, participar de conferências e de cursos detreinamento e manter contato com outras organizações ligadas à área de sementes(NOVEMBRE, 2001). Essas regras para Análise de Sementes da ISTA, que forampublicadas e atualizadas desde 1928, são utilizadas atualmente em 73 países. As primeiras normas para análise de sementes no Brasil foram publicadas em1956. E em 1967, com base nas regras da ISTA e da AOSA, o Ministério da
  13. 13. 4Agricultura formulou as primeiras Regras para Análise de Sementes (RAS)brasileiras. Com as revisões a última edição saiu em 1992. Por decisão do Ministérioda Agricultura, desde 1997, as análises de sementes, para o comércio nacional einternacional, são realizadas de acordo com as regras da ISTA. Para o MERCOSUL,também são adotadas as RAS da ISTA. A elaboração das RAS conta com o apoiode segmentos das iniciativas privada e oficial, principalmente os órgãos direcionadospara a pesquisa, como as universidades e instituições de pesquisa. Fundada em1970, a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), abrangendoapenas o território nacional, congrega indivíduos e organizações e tem contribuídopara a publicação de trabalhos técnicos, a realização de congressos é indicado parapadronização de procedimentos para análise, através de comitês técnicos(NOVEMBRE, 2001). Para o uso de fiscalização e comercialização, foram estabelecidos por lei, porentidade certificadora e por entidades que norteiam programas de produção desementes, padrões mínimos de qualidade (PAOLINELLI; FALLIERI, 1982). Aqualidade de um lote de sementes abrange diversos atributos que determinam seuvalor para a semeadura, de natureza genética, física, fisiológica e sanitária(POPINIGIS, 1985). 2.2. Avaliação da qualidade fisiológica das sementes A avaliação da qualidade fisiológica das sementes é fundamental importânciapara os segmentos que compõem um sistema de produção, pois o estudo dosefeitos de fatores que possam afetar a qualidade de sementes depende diretamente,da eficiência dos métodos que iram ser utilizados para determiná-la (MARCOSFILHO et al., 1987). Tradicionalmente esta avaliação é realizada pelo teste de germinação, porémeste apresenta certas limitações, por superestimar o potencial fisiológico dassementes em seus resultados, pois este é conduzido sob condições ótimas. Perantea isto, foram desenvolvidos então, testes de vigor com finalidade de indicarinformações que complementam às obtidas no teste de germinação e que permitemestimar o potencial de emergência de plântulas em condições de campo adversas.
  14. 14. 5Deste modo, o vigor e a viabilidade são fatores fundamentais na avaliação daqualidade das sementes. Os termos, germinação, obtida em laboratório, e a emergência das plântulas emcampo, possuíam uma distante relação, o que levou então ao desenvolvimento doconceito de vigor. De acordo com a definição da ISTA em 1977 e AOSA em 1979,“Vigor de sementes compreende um conjunto de características que determinam opotencial para a emergência e o rápido desenvolvimento de plântulas normais, sobampla diversidade de condições de ambiente” (CARVALHO; NAKAGAWA, 2000).Então, a avaliação do vigor é feita com o objetivo de identificar possíveis diferençassignificativas na qualidade fisiológica de lotes de sementes que apresentem entãopoder germinativo semelhante. A germinação é considerada um teste padronizado, com possibilidade de que osresultados se repitam desde que, sejam seguidas as instruções compreendidas nasRegras para Análise de Sementes (BRASIL, 2009). É devido a isto que este testenão é realizado em condições de campo, pois os resultados dificilmente seriamreproduzidos. McDonald Júnior (1975) dividiu os testes de vigor em físicos, fisiológicos ebioquímicos. Os físicos estão relacionados com características envolvidas aotamanho, peso e densidade das sementes; os fisiológicos utilizam parâmetrosrelacionados à germinação e ao desenvolvimento das plântulas e os bioquímicos aalterações bioquímicas e moleculares associadas com vigor de sementes. Na avaliação da qualidade das sementes é de fundamental importância que setenha a obtenção de resultados em períodos curtos de tempo, para que haja maiorrapidez nas tomadas de decisões, visando as operações de colheita, processamentoe comercialização. Os testes que são realizados com menor período de tempo estãorelacionados com os eventos iniciais da deterioração, conforme Delouche e Baskin(1973). 2.3. Germinação Germinação é a capacidade de uma semente produzir uma plântula que,pelas características de suas estruturas essenciais, demonstre aptidão para produzirplanta normal sob condiçõesfavoráveis de campo. O processo de germinação inicia-
  15. 15. 6se, portanto, com o surgimento das atividades antes paralisadas por ocasião damaturação da semente, sendo para isto necessário serem sementes viáveis(CARVALHO; NAKAGAWA, 2000). Para que ocorra o processo de germinação, algumas condições ambientaisfavoráveis à espécie devem ocorrer, Carvalho e Nakagawa (1983), verificaram quehá necessidade de umidade, temperatura e presença de oxigênio, adequados àsemente. O teste de germinação vem sendo de grande valor para comérciodesementes e para os serviços de fiscalização (PAOLINELLI; FALLIERI, 1982). O poder germinativo de uma semente é estimado através do teste padrão degerminação, que é realizado em laboratório, sob as condições padronizadas,conforme Regras de Análises de Sementes (BRASIL, 1992). Os resultados obtidos no teste de germinação também são utilizados paracomparar a qualidade fisiológica entre lotes de sementes. Porem ressalta-seque oteste de germinação é realizado sobre condições ambientais ótimas e podeapresentar um resultado muito desigual se essas condições não forem encontradasno solo (PESKE; BARROS, 2003). 2.4. Vigor O uso de sementes de alta qualidade favorece muito o desenvolvimento e,consequentemente, a produção da planta no campo. O vigor é, talvez, um dos atributos mais importantes de qualificação dassementes. Vários trabalhos mostram que o vigor cresce com a maturação dassementes, atingindo um máximo no ponto de maturidade fisiológica, ou seja, noponto de máximo peso da matéria seca (COSTA, 1972; HARRINGTON, 1958;MONTOVANI, 1980; YOUNG, 1980). O período decorrido da antese (abertura da flor) até o ponto de maturidadefisiológica (máximo vigor) varia entre as sementes, de uma espécie para outra e, àsvezes, de uma cultivar para outra. Chen et al. (1972) estudaram e comprovaram a influência do vigor dassementes no crescimento e desenvolvimento de abóbora, rabanete e nabo.
  16. 16. 7Sementes vigorosas deram origem a plantas superiores, em todos os aspectos, àsprovenientes de sementes de baixo vigor. A avaliação do potencial fisiológico de sementes é componente fundamentalde programas de controle de qualidade de sementes, pois constitui referência paraadoção de práticas de manejo destinadas à garantiade nível satisfatório dedesempenho de sementes. O teste padrão de germinação, conduzido emlaboratório, geralmente superestima o potencial fisiológico de lotes de sementes; é,portanto, cada vez maior a necessidade do aprimoramento dos testes destinados àavaliação do vigor de sementes, principalmente, no que diz respeito à obtenção deinformações consistentes e, de preferência, em período relativamente curto(TORRES, 2002). Vigor é uma característica fisiológica determinada pelo genótipo e modificadapelo ambiente, que governa a capacidade de uma semente originar rapidamenteuma plântula no solo e tolerar significativamente variações do ambiente. A influênciado vigor da semente pode persistir toda a vida da planta e afetar a produção(TOLEDO; MARCOS FILHO, 1977). O vigor é hoje entendido como um atributo abrangente ou que compreendevárias propriedades das sementes, entre as quais se cita boa velocidade degerminação, uniformidade de emergência e de desenvolvimentoda plântula, sendomesmo capaz de refletir a capacidade da planta adulta produzir bem no campo.Evidentemente um teste de laboratório que seja hábil para dar uma indicaçãoconfiável de todas essas qualidades é muito difícil de ser elaborado (TOLEDO,1999). Lotes de sementes da mesma espécie, com germinação semelhante podemapresentar diferenças marcantes na porcentagem de emergência em condições decampo. Os testes de vigor podem fornecer informações valiosas sobre as diferençasde qualidade entre os lotes (PAOLINELLI; FALLIERI, 1982). Segundo Marcos Filho (1999), citado por Torres (2002), os objetivos básicosdos testes de vigor são: avaliar ou detectar diferenças significativas na qualidade delotes com germinação semelhante, complementando as informações fornecidas peloteste de germinação; distinguir, com segurança, lotes de alto dos de baixo vigor;separar (ou classificar) lotes em diferentes níveis de vigor, de maneira proporcional àemergência das plântulas em campo; resistência ao transporte e potencial dearmazenamento.
  17. 17. 8 Frequentemente observa-se que lotes de sementes apresentando germinaçãosemelhante exibem comportamentos distintos em campo e/ou armazenamento.Marcos Filho (1999); Carvalho e Nakagawa(2000), citados por Miguel e tal. (2001)relataram que as condições ambientais exercem influência acentuada sobre amanifestação do potencial fisiológico das sementes e, portanto, se a semeadura forrealizada em condições ambientais desfavoráveis, a emergência de plântulasnormais pode ser inferior à determinada em laboratório. Por isso, o uso dos testesde vigor é de grande utilidade no monitoramento da qualidade de sementes, a partirda maturidade (DIAS; MARCOS FILHO, 1995). Considera-se que o vigor atinge o máximo no momento em que a sementecompleta sua maturação (POPINIGIS, 1977).Os testes de vigor visam determinarcom maior precisão o grau de deterioração da semente (PAOLINELLI; FALLIERI,1982). O termo deterioração implica numa alteração degenerativa e irreversível naqualidade de uma semente, depois que esta atingiu seu ponto de máxima qualidadeou “ponto de maturação fisiológica”. Nestas circunstâncias, a semente é capaz dedesempenhar, com eficiência plena, todas as funções fisiológicas que lhe sãoinerentes. É o ponto de máximo peso de matéria seca, o de máxima germinação,máximo vigor e de menor deterioração da semente (DELOUCHE 1969, citado porPAOLINELLI e FALLIERI,1982). De acordo com Kolchinski et al.(2005), é fundamental o uso de sementes dealta qualidade na implantação das lavouras. Sementes com baixo vigor podemprovocar reduções na velocidade e na emergência total, no tamanho inicial, naprodução de matéria seca, na área foliar e nas taxas de crescimento das plantas(KHAH et al., 1989; SCHUCH, 1999; SCHUCH et al., 2000; MACHADO, 2002;HÖFS, 2003), podendo afetar o estabelecimento da cultura, o seu desempenho aolongo do ciclo e a produtividade final. Schuch et al. (1999) verificaram que a reduçãodo nível do vigor das sementes aumentou o tempo médio necessário para aprotusão das radículas, bem como reduziu o número médio de radículas emitidaspor dia. A maior velocidade na emergência e produção de plântulas com maiortamanho pode proporcionar às plantas provenientes das sementes vigorosas umavantagem inicial no aproveitamento de água, luz e nutrientes.
  18. 18. 9 3. MATERIAIS E MÉTODOS Esse experimento foi realizado no Laboratório de Análise de Sementes doCentro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Espírito Santo (CCA-UFES), campus de Alegre, no período de 20 de abril a 25 de maio de 2011. O município é localizado ao Sul do Espírito Santo na microrregião doCaparaó, a 181,7 Km da Capital (extensão rodoviária) com latitude de 20° 45′ 50″ Selongitude 41° 31′ 58″ W, altitude média de 254 metros e temperatura média de 23ºC com mínima de 16,9° C e máxima de 29,0° C (IJSN, 2009). Foram utilizados quatro lotes de sementes de abóbora da variedadeMaranhão (Cucurbita moschata), sendo dois tratados com fungicidas: o primeiro comCaptan-75 a 0,15% e o segundo com Thiram 45% (5 mL kg-1), e dois lotes semtratamento químico, sendo o primeiro constituído por sementes extraídas de frutomaduro destinado ao consumo “in natura”, em que foi realizada a secagem dassementes com ventilação mecânica (convecção) por 72 horas e o segundo lote, porsementes orgânicas obtidas no comércio. As sementes foram submetidas às seguintes análises:a)Teste de germinação (TG) – conduzido com quatro repetições de 25 sementes,distribuídas sobre papel germitest umedecido com água destilada na proporção de2,5 vezes a massa do papel seco, acondicionadas em placas de Petri e mantidas emcâmaras tipo BOD, sob temperatura alternada de 25-30°C e fotoperíodo de 8-16horas (luz/escuro). As avaliações foram realizadas aos quatro e oito dias após asemeadura. O resultado de germinação foi expresso em porcentagem média deplântulas normais para cada tratamento, determinando-se a porcentagem deplântulas normais (BRASIL, 2009).b) Primeira contagem (PC) – realizada em conjunto com o teste de germinação,determinando-se a percentagem de plântulas normais verificadas na primeiracontagem do teste de germinação realizada no quarto dia após a semeadura(BRASIL, 2009).c) Índice de velocidade de germinação (IVG) – A avaliação foi feita concomitantecom o teste de germinação, onde foram realizadas avaliações diárias, à mesmahora, a partir do dia em ocorreu a protrusão da raiz primária, até o final do
  19. 19. 10experimento. Ao fim do teste, com os dados diários do número de sementesgerminadas por repetição, calculou-se o índice de velocidade de germinação,conforme Maguire (1962):IVG = (G1/N1) + (G2/N2) + ... + (Gn/Nn); em que:G1, G2, Gn são os números de plantas normais observadas na primeira, na segundae na última contagem.N1, N2, Nn são os números de dias desde a semeadura até a primeira, segunda eúltima contagem.d) Emergência (E) – foram utilizadas quatro repetições de 25 sementes, semeadasem sulcos de 0,80 m de comprimento, espaçadas de 0,15 m e à profundidade de0,02 m, feitos em canteiros contendo os diferentes substratos, em casa devegetação. As contagens de emergência foram feitas após sete dias da semeadurae) Índice de velocidade de emergência (IVE) – realizado conjuntamente com oteste de emergência em casa de vegetação, a partir do dia em que a primeiraplântula emergiu, foram realizadas contagens diárias de plântulas emersas do solo,até 25 dias. O índice de velocidade de emergência foi calculado utilizando a fórmulaproposta por Maguire (1962).f) Comprimento do sistema radicular e da parte aérea (CR e CPA) – foi avaliadocom o auxílio de uma régua graduada (mm), medindo-se da ponta da maior raiz aocoleto, e do coleto à ponta da haste, em todas as plântulas normais no sétimo diaapós a semeadura conforme as Regras de Análise de Sementes (BRASIL, 2009).Os resultados foram expressos em cm.g) Diâmetro do coleto (DC) – foi avaliado após 25 dias da semeadura, tomadas asmedidas rente ao solo, com o auxílio de um paquímetro. O resultado foi expresso emcm.h) Determinação da massa fresca (MF) – no Laboratório, as plantas normais decada subamostra foram pesadas em balança com precisão de 0,0001g, dividindo-sepelo número de plantas da subamostra, obteve-se o peso médio de massas frescasem gramas por planta. A média das quatro subamostras correspondeu ao pesomédio da massa fresca do tratamento.
  20. 20. 11i) Determinação da massa seca (MS) – após a obtenção das massas frescas, omaterial de cada subamostra foi acondicionado em saco de papel perfurado emantido em estufa com circulação de ar forçado sob temperatura de 80 ºC por umperíodo de 72 horas. Após esse período, o material seco foi pesado, porsubamostra, em balança com precisão de 0,0001g, e o resultado obtido foi divididopelo número de plantas de cada subamostra, obtendo-se o peso médio da massaseca por planta. A média aritmética obtida das quatro subamostras constituiu namassa seca em grama por planta no tratamento.Procedimentos Estatísticos – foi empregado o delineamento experimentalinteiramente casualizado. Em casa de vegetação, foi utilizado o esquema fatorial 4x2(quatro lotes de sementes x dois substratos). Todos os testes foram conduzidos comquatro repetições e para a comparação entre as médias foi utilizado o teste deTukey, em nível de 5% de probabilidade. Os dados porcentuais sofreramtransformação em arco seno (% /100)0,5. Na execução da análise foi utilizado oprograma estatístico SISVAR 4.2 (FERREIRA, 2003).
  21. 21. 12 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO De acordo com os resultados obtidos, os maiores valores de germinação,primeira contagem de germinação, índice de velocidade de germinação,comprimento de raiz e comprimento da parte aérea foram obtidos nas sementesretiradas do fruto “in natura”, sem tratamento químico (T3), seguidas pelas médiasobtidas nas sementes adquiridas no comércio, sem tratamento químico (T4) e pelassementes oriundas do comércio, tratadas na origem com Thiram (T2), que sódiferiam entre si no teste de vigor avaliado pelo índice de velocidade de germinação(IVG). Em sementes de centeio, da cultivar abruzzi sem tratamento foi observadapercentagem de germinação superior em relação às sementes tratadas com Thiram(BALARDIN; LOCH, 1987). Foi observado por Costa et al.(2006) uma germinação média de 80% emsementes de abóbora híbrida, cultivar Jabras em ponto de maturidade fisiológicaideal segundo estudos do autor, secas em salas de secagem (32°C), equipadas comventiladores, por 48h, sem uso de tratamentos químicos. Resultados maiscontingentes ainda foram encontrados por Alvarenga et al. (1991) para sementes davariedade Melopepo, encontrando 86% para o teste citado em sementes quesofreram apenas a secagem, de maneira similar ao obtido no lote de sementesretiradas do fruto “in natura”, sem tratamento químico (T3). Casaroli (2005) encontrou em sementes de abóbora variedade MeninaBrasileira maiores médias de percentagem de germinação nos lotes provenientes dosistema convencional não tratados, diferindo-se significativamente quanto aos lotesprovenientes de sistemas agroecológico e convencional tratados com Captan eThiram, que não apresentaram diferenças significativas entre si. Com esse teste,Barros et al. (2002) e Cardoso (2003) conseguiram separar lotes de sementes deabobrinha (Cucurbita pepo) e abobrinha cv. Piramoita, respectivamente. Porém, osautores observaram diferentes níveis de qualidade fisiológica nos lotes avaliados,podendo comprovar que o teste de germinação é um indicador excelente dequalidade fisiológica para sementes dessa espécie. Bhering et al. (2000) testaramsementes de pepino (Cucumis sativus L.) e concluíram que, apesar do teste degerminação ter se mostrado um bom indicativo da qualidade fisiológica de sementes,não garante que haja uma alta emergência em campo, de lotes com maior
  22. 22. 13germinação. Fato verificado no presente trabalho, onde todos os lotes exceto T3 noprimeiro substrato obtiveram valores inferiores de emergência comparados aosobtidos pelo teste de germinação, nos dois substratos testados. À exceção do lote formado por sementes retiradas do fruto “in natura”, semtratamento químico (T3), todos os demais lotes apresentaram valores de germinaçãorelativamente baixos, considerando o nível de 80% de germinação como mínimorecomendado para sementes olerícolas, e apesar de este ser o padrão nacionalaceitável para sementes em geral (BRASIL, 2008). Na avaliação do vigor pela primeira contagem de germinação verificou-se queas sementes comerciais tratadas com captan-75 (T1) apresentaram valoressignificativamente menores em relação aos demais tratamentos, sugerindo que assementes tenham apresentado menor vigor. Bhering et al. (2000) sugeriram queeste teste pode ser utilizado rotineiramente para obter informações preliminaressobre o potencial fisiológico de lotes de sementes de pepino e alface (FRANZIN,2003). Considerando que esse teste é um avaliador indireto da velocidade degerminação, Nakagawa (1999) confirmou que muitas vezes, a primeira contagem,expressa melhor as diferenças de velocidade de germinação entre os lotes, que osíndices de velocidade de germinação (IVG). E com relação a este teste, verificou-seque os lotes que não sofreram tratamento químico, apresentaram maior vigor oupotencial fisiológico, pois obtiveram maior índice de velocidade de germinação (IVG). Os testes de comprimento da raiz e comprimento da parte aérea (Tabela 1)evidenciaram como eficientes para estimar o potencial fisiológico dos lotes, porapresentarem comportamento similar ao observado nas demais variáveis de vigor,destacando-se o lote de sementes sem tratamento (T3) como mais vigoroso. Estesresultados discordam daqueles encontrados em sementes de aveia preta tratadascom fungicidas químicos que apresentaram desempenho fisiológico e sanitáriosuperiores em relação às tratadas com biopropetor e a testemunha sem fungicida(HENNING et al., 2009).
  23. 23. 14TABELA 1. Percentagem média dos testes de germinação (TG), primeira contagem (PC), índice develocidade de germinação (IVG), comprimento de raiz (CR) e comprimento de parte aérea (CPA), dequatro lotes de sementes de abóbora tratadas com fungicida. CCA-UFES, Alegre-ES, 2011. Tratamentos TG PC IVG CR CPA --------(%)-------- ------- mm ------- T1 62 c 23 b 3b 10,00 b 47,5 b T2 74 b 35 ab 3b 17,50 b 45,0 b T3 85 a 44 a 4a 60,00 a 62,5 a T4 75 b 34 ab 4b 20,00 b 45,0 b CV (%) 3,98 18,7 0 19,85 11,55Médias seguidas pela mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukeyem nível de 5% de probabilidade. Os dados das análises de emergência conduzidas em sementeiras, em casade vegetação encontram-se agrupadas na Tabela 2. Verifica-se na interação com osubstrato areia+terra+esterco (S1) que os valores obtidos para emergência, índicede velocidade de germinação, massa fresca, massa seca e comprimento da parteaérea e diâmetro do colo foram significativamente maiores nas sementes retiradasdo fruto sem tratamento químico (T3), seguida pelas sementes adquiridas nocomércio, tratadas com Thiram (T2) e sementes adquiridas no comércio, semtratamento com fungicida (T4), para os testes de emergência, comprimento da parteaérea e diâmetro do coleto, onde não houve diferença significativa entre os dois. Osmenores valores foram obtidos no lote de sementes tratadas com Captan-75 (T1)Estes resultados sugerem que o teste de emergência pode ser utilizado comsucesso para avaliação da capacidade de estabelecimento e formação de estandedos lotes de sementes de abóbora em função de tratamento químico, já que esteteste foi realizado aos sete DAS. Em estudos realizados com sementes de pepino, avaliando a emergência emsolo aos 12 dias após a semeadura, Bhering et al. (2000) observaram diferençasentre os lotes para sementes de abobrinha, o teste de emergência realizado emareia avaliado aos 15 DAS, mostrou eficiência na estratificação dos lotes em funçãodo potencial fisiológico, obtendo correlação significativa com os testes de
  24. 24. 15germinação e envelhecimento acelerado (BARROS et al., 2002). Resultadossemelhantes foram encontrados por Cardoso (2003), para essa espécie, porém, asavaliações foram realizadas aos 19 DAS. Em sementes de cebola, a relação entre o vigor das sementes e odesempenho das plantas foi observado, apenas, na fase inicial do desenvolvimentoda cultura (aos 28 DAS e 56 DAS), onde as avaliações ocorreram até 126 DAS. Issoocorreu, acentuadamente, quando as diferenças dos potenciais fisiológicos forammais visíveis, porém, não afetaram diretamente a produção de bulbos. Os lotes semtratamento, similarmente apresentaram em campo maior índice de velocidade deemergência, sugerindo maiores chances de estabelecimento em campo por partedestes tipos de sementes. É importante ressaltar que lotes de sementes com maior potencial fisiológico,principalmente pelo maior índice de velocidade de emergência, são importantes paraa obtenção de plântulas que permaneçam um menor tempo submetidas a condiçõesadversas, como a presença de fungos que promovem tombamento e, também, pelaobtenção de mudas mais precoces e uniformes (CASAROLI, 2005). Esse teste também teve sensibilidade para sementes de abobrinha, poisdetectou o lote de maior e os de menor potencial fisiológico (CARDOSO, 2003). Não houve diferença significativa entre as médias para os tipos de sementesnos testes de emergência e índice de velocidade de emergência (Tabela 2) eminteração com o substrato areia (S2). Entretanto, considerando a massa fresca,massa seca e comprimento da parte aérea, as sementes do lote tratadas comCaptan-75 (T1) evidenciaram menores valores para estas variáveis em relação aosdemais lotes (T2, T3 e T4), que apresentaram as melhores médias para o teste demassa fresca não diferindo entre si; maior valor de massa seca foi observada nassementes do lote tratado com Captan-75 (T2), e para as variáveis comprimento daparte aérea (CPA) e diâmetro do coleto (DC), maiores valores foram observados nassementes dos lotes sem tratamento com fungicida (T3 e T4), que apresentaramcomportamento similar entre si. Estes resultados corroboram aqueles obtidos por Casaroli (2005) queavaliando lotes de sementes de abóbora variedade Menina Brasileira de origemagroecológica e comerciais sem tratamento, comparadas a lotes tratados comfungicidas, observou maiores valores de massa fresca e seca nas plântulas oriundasde sementes dos lotes sem tratamento. O autor considerou que os testes de massa
  25. 25. 16fresca e seca aos 21 dias após a semeadura (DAS), em sistema hidropônico,demonstraram que os testes de fitomassa seca do caule, do caule e raiz e de folhas,foram eficientes para detectar diferenças significativas no potencial fisiológico entreos lotes de origem convencional não tratados, agroecológicos e convencionaltratados, classificando-os em maior, menor e intermediário vigor respectivamente. Porém, Franzin (2003) obteve resultados que não diferiram significativamentequanto ao potencial fisiológico de lotes de sementes de alface, para os testes decomprimento e fitomassa seca de plântulas, similar aos resultados obtidos porTorres et al. (1999) em lotes de sementes de pepino e Bias et al. (1999) em testecom feijão vigna, avaliando a fitomassa seca de plântulas. Os efeitos do vigor das sementes sobre a taxa e a uniformidade deemergência, a emergência total, e o estabelecimento de estandes são bemdocumentados (SCHUCH; LIN, 1982; SCHUCH, 1999). Esses fatores podeminfluenciar a acumulação de fitomassa seca e, assim, afetar o rendimento. Schuch etal. (2000) observaram que diferenças no vigor das sementes e na população deplantas de aveia preta (Avena strigosa Schereb) provocaram variações na produçãode fitomassa seca durante o período vegetativo da cultura. Segundo Casaroli (2005) os níveis extremos de vigor de sementes e depopulação de plantas produziram diferenças de 410 kg ha-1 e 480 kg ha-1 defitomassa seca, respectivamente, aos 75 dias após a emergência, sendo essasdiferenças devidas a efeitos sobre a taxa de crescimento da cultura. Ocorreu efeitocompensatório da população de plantas sobre a produção de fitomassa seca, demodo que o efeito do menor vigor das sementes pôde ser compensado peloaumento da população de plantas; quanto mais baixo o nível de vigor das sementes,maior a necessidade do aumento da população de plantas. Sementes com maiorvigor compensaram os efeitos das menores populações de plantas.
  26. 26. 17TABELA 2. Percentagem média de emergência (E), índice de velocidade de emergência (IVE),massa fresca (MF), massa seca (MS), comprimento da parte aérea (CPA) e diâmetro do colo (DC),de quatro lotes de sementes de abóbora tratadas com fungicida, em diferentes substratos. CCA-UFES, Alegre-ES, 2011. Interações E IVE MF MS CPA DC (%) -------(g)------- -------- mm -------- T1 40 c 2,50 c 31,50 c 2,00 c 140,0 c 3,44 b T2 62 b 3,25 bc 67,75 b 3,00 bc 187,5 b 3,80 abS1 T3 87 a 4,75 a 92,75 a 4,00 a 242,5 a 4,00 a T4 69 b 3,75 ab 76,00 a 3,75 ab 200,0 b 3,88 ab T1 65 ns 4,00 ns 22,00 b 1,00 b 120,0 b 2,45 b T2 71 ns 3,75 ns 35,50 a 2,25 a 142,5 ab 2,90 abS2 T3 69 ns 4,00 ns 36,50 a 2,00 ab 155,0 a 3,30 a T4 69 ns 4,00 ns 35,50 a 2,00 ab 157,50 a 3,18 a CV (%) 8,83 16,2 10,52 21,5 7,94 7,17Médias seguidas pela mesma letra, na coluna entre os substratos, não diferem entre si pelo teste deTukey em nível de 5% de probabilidade. Os testes realizados em ambiente parcialmente controlado (casa devegetação) apresentaram resultados similares aos observados nos testes realizadosao laboratório, sugerindo um bom sistema de avaliação do material quanto aosresultados que se espera obter em condições adversas, devido às característicasfisiológicas observadas nos lotes de sementes em condições favoráveis aodesenvolvimento, simuladas em laboratório. Observa-se que os lotes sem tratamento com fungicidas, principalmente o lotecomposto pelas sementes retiradas do fruto sem tratamento químico (T3),apresentaram melhores resultados quanto ao estabelecimento das plântulas, commaior numero de plântulas germinadas em menor tempo com boa uniformidade nodesenvolvimento inicial. Os dois lotes de sementes sem tratamento com fungicidaapresentaram comportamento similar e com maior potencial fisiológico no substratoareia+terra+esterco (S1), ou seja, apresentaram maior resposta à adubação,inclusive com uma maior percentagem de germinação do lote de sementes extraídas
  27. 27. 18dos frutos e não tratadas (T3) comparado a germinação em laboratório. Araújo et al.(1982) obteve resultados similares quanto à germinação com sementes de abóboravariedade Menina brasileira, com valores de 60,5% em laboratório e 82% em casade vegetação. Levando em consideração o vigor das sementes, o lote de sementesextraídas dos frutos e não tratadas (T3) foi o que definitivamente apresentoumelhores resultados, o que pode estar associado ao fato de ser o lote mais novoentre os três, tendo sido extraído do fruto à apenas três semanas antes daimplantação do experimento, e os demais lotes já estavam armazenados por quatromeses, sendo o tempo de armazenagem fator importante na manutenção daqualidade fisiológica de sementes. De um modo geral, verifica-se que à medida que se aumenta o período dearmazenamento, o vigor e a germinação das sementes diminuiu devido ao avançoda deterioração, que influência diretamenteno desempenho das sementes, refletindoem seu potencial de armazenagem (POPINIGIS, 1985). Ainda, outros fatores arespeito das deficiências existentes quanto aos aspectos práticos dearmazenamento são citados por Andreoli (1981) como: a) qualidade de sementeinflui muito na sua longevidade durante o armazenamento; b) o equilíbrio desementes de várias espécies com a umidade relativa do ar; c) vigor da sementearmazenada decresce mais rapidamente do que a sua percentagem de germinação;d) a relação entre a temperatura e o teor de umidade; e) a embalagem impermeávelde sementes, com baixo teor de umidade, é muito eficaz na conservação deviabilidade da semente armazenada. Foi observado um baixo índice de desenvolvimento radicular e degerminação, principalmente nos lotes tratados com fungicidas, necessitando assimnovos testes para maior compreensão do fato, mas Balardin e Loch (1987) citamsobre um efeito inibidor a germinação e ao crescimento da radícula em testes comsementes de aveia tratadas com Thiram. Observou-se durante o experimento também maior ocorrência de plântulasmal formadas (plântulas anormais) nos lotes sem tratamentos químicos, porémesses obtiveram maior percentagem de germinação, esse fator foi verificado duranteos testes em laboratório e em campo, porém em baixas porcentagens para todos osquatro tipos de sementes.
  28. 28. 19 Apesar da ocorrência de plantas anormais, não foram constatadas presençade microrganismos causadores de danos às plântulas, mesmos nos lotes semtratamento com fungicidas, sendo o objetivo do uso de produtos químicos o controlede microrganismos associados às sementes, a proteção das mesmas e dasplântulas, contra a ação de microrganismos do solo, contribuindo para a redução datransmissão de patógenos para a parte aérea das plantas (LUZ, 2003). A má formação de plantas pode se dar pela desuniformidade do tamanho dassementes, gerando plântulas maiores ou menores, de acordo com a quantidade detecido de reserva (CARVALHO e NAKAGAWA, 2000). O presente trabalho demonstrou que os lotes de sementes com maiorespercentuais de germinação e vigor originaram plântulas mais vigorosas,principalmente, promovendo assim um estabelecimento rápido do estande, o quediminui a ocorrência de condições que favorecem o ataque de patógenos.
  29. 29. 20 5. CONCLUSÃO O lote de sementes sem tratamento químico que foram extraídas do frutodestinado ao consumo “in natura” (T3) apresentou maior potencial fisiológicocomparado aos lotes comerciais avaliados. Os lotes sem tratamentos com os fungicidas Captan-75 e Thiramapresentaram plântulas com maior capacidade de estabelecimento em campo emaior resposta ao substrato com esterco bovino e de relativamente menor facilidadede emergência comparado a um substrato com menor impedimento a emergênciacomo a areia.
  30. 30. 21 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASANDREOLI, C. Pesquisa em sementes olerícolas no Brasil. Revista Brasileira deSementes, vol. 03, nº3, p.10-18, 1981.BALARDIN, R.S.; LOCH, L.C. Efeito de thiram sobre a germinação de sementes decenteio e aveia. Revista Brasileira de Sementes, v.9, n.1, p.113-117, 1987.BARROS, D.I.; NUNES, H.V.; DIAS, D.C.F.S.; BHERING, M. C. Comparação entretestes de vigor para avaliação da qualidade fisiológica de sementes de tomate.Revista Brasileira de Sementes,24:12-16, 2002.BARROS, D.I., DIAS, D.C.F.S., BHERING, M.C., DIAS, L.A. S. & PUIATTI, M.Avaliação do vigor de sementes de abobrinha(Cucurbita pepo) pelo teste detetrazólio. Horticultura Brasileira, 20p. 2002. Suplemento 2. (CD-ROM).BARROS, D.I.,Tecnologia de sementes de mangaba (HancorniaspeciosaGomes).Areia: UFPB. 89p. 2002. (Tese mestrado)BHERING, M. C. et al. Métodos para avaliação do vigor de sementes de pepino.Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v.22, n.2, p.171-175, 2000.BRASIL. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária. Regras para Análise deSementes. Brasília:SNAD/DNDV/CLAV. 1992.BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Sistemas emprodução. Brasília, 2008. Disponível em: <http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-consulta/servlet/VizualizarAnexo?id=10828>. Acesso dia: 10/06/2011.CASAROLI, D.; GARCIA, D.C.; MUNIZ, M.F.B; MENEZES, N.L. Qualidade sanitáriae fisiológica de sementes de abóbora variedade Menina Brasileira. FitopatologiaBrasileira.31:158-163. 2006.CASAROLI, D.; MUNIZ, M.F.B.; DUTRA, D.; SILVA, M.A.S. da; GARCIA, D. C.Avaliação da qualidade de sementes de abóbora variedade Menina Brasileira,produzidas pelo sistema agroecológico. Anais, I. Congresso Brasileiro deAgroecologia, IV. Seminário Internacional sobre Agroecologia e V. SeminárioEstadual sobre Agroecologia. Porto Alegre RS. 2003. (CD-ROM)CASAROLI, D., Avaliação da qualidade fisiológica e sanitária de sementes deabóbora variedade Menina Brasileira. Santa Maria: UFSM. 106p. 2005. (Tesemestrado)CARVALHO, N. M. de; NACAGAWA, J. Semente: Ciência, Tecnologia e Produção.2. ed. (português). Campinas: Fundação Cargill, 429 p. 1983.CARVALHO, N.M.; NAKAGAWA, J. Sementes: ciência, tecnologia e produção. 4 ed.Jaboticabal: Funep, 588p. 2000.
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