Asperger professores

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  • 1. “O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.” William George Ward Professores
  • 2. O que é a Síndrome de Asperger? A Síndrome de Asperger foi descrita pela primeira vez pelo pediatra Hans Asperger em 1944 mas o termo foi 1944, utilizado pela primeira vez pela psiquiatra inglesa Lorna Wing numa publicação de 1981 1981.
  • 3. O que é a Síndrome de Asperger? As pessoas com Síndrome de Asperger (SA) têm dificuldade em descodificar os sinais que a maior parte dos seres humanos considera evidentes e lógicos, como: perceber se uma pessoa está contente ou triste pela expressão facial ou tom de voz. Isto representa um problema de comunicação e de interacção com os outros.
  • 4. O que é a Síndrome de Asperger? A SA é uma disfunção neurobiológica do espectro do autismo, uma condição que afecta o modo como uma pessoa comunica e se relaciona com os outros. Podem-se destacar como características dos portadores de SA, entre outras, as seguintes: Dificuldade na comunicação; Dificuldade no relacionamento social; Dificuldade no pensamento abstracto.
  • 5. O que é a Síndrome de Asperger? Apesar de ser uma forma de autismo, as pessoas com SA têm menos problemas de linguagem, falam mais fluentemente e não têm dificuldades de aprendizagem tão marcadas. Normalmente têm um Q.I. dentro da média esperada para a idade e por vezes mesmo acima dessa média.
  • 6. O que é a Síndrome de Asperger? Muitas das crianças portadoras de SA não são diagnosticadas como tal, sendo, no entanto, referidas como estranhas, excêntricas, originais, diferentes, extravagantes ou esquisitas, pela família e professores. Os casos menos pronunciados podem entrar no sistema educativo regular e com motivação e apoio adequados, em casa e na escola, podem fazer progressos, ter sucesso e continuar os estudos e/ou arranjar emprego.
  • 7. Características Principais Comportamentos Gerais: As crianças portadoras de Síndrome de Asperger apreendem algumas coisas na idade própria, outras cedo demais, outras só serão entendidas muito mais tarde ou até mesmo nunca. A compreensão de um assunto numa determinada situação não significa que sejam capazes de se lembrar do mesmo, ou aplicá-lo, em novas situações. Reagem bem a estilos de ensino positivos e pacientes. Se se falar com voz calma e pausada atingem melhores resultados.
  • 8. Características Principais Comportamentos Gerais: Podem ter explosões, gritar ou ter ataques de fúria e nestas ocasiões devem ser isoladas num local calmo e seguro onde se possam acalmar. O professor deve tomar nota da situação que conduziu à explosão, como: terá sido uma mudança de rotina?, foi objecto de “gozo” pela turma?, e é melhor falar com ela apenas depois de a situação acalmar completamente. O professor deve dar a conhecer à turma que estes comportamentos são uma forma de lidar com o stress ou com medos.
  • 9. Características Principais Comportamentos Gerais: Estas crianças podem necessitar de ajuda para resolverem alguns problemas pelo que o professor deve dispor de tempo para os auxiliar. Quando se divide a turma por grupos deve ser o professor a organizá- los, uma vez que se pode correr o risco de não serem escolhidos, ficarem para o fim e serem “gozados”. Devem-se realçar pequenas vitórias dando-se assim força para se continuarem a esforçar. Deve ser criado na turma um ambiente de aceitação e estímulo à diferença e à diversidade.
  • 10. Características Principais Insistências: Podem repetir a mesma coisa várias vezes, ocorrendo estas situação mais frequentemente quando o stress aumenta. Nestas alturas deve-se tentar desviar a atenção do assunto para que a criança não saia vexada, e pedir para que ponha por escrito o que está a dizer para quebrar o ciclo e reduzir o stress. É normal que queiram contar insistentemente uma história ou um acontecimento, mesmo que seja fora do contexto, e fica muito nervosa e frustrada se não lhe é dado tempo para o fazer.
  • 11. Características Principais Transições / Mudanças: Têm grande dificuldade com transições e mudanças. Deve-se fazer um calendário com desenhos ou palavras como forma de antecipar alterações. Não se devem fazer surpresas mas sim alertar com antecedência qualquer alteração ao horário ou plano já estabelecido.
  • 12. Características Principais Capacidades sensoriais: Têm dificuldade em perceber uma sequência complexa de instruções ou demasiadas palavras ao mesmo tempo. Devem-se dividir as instruções em passos sequenciais e lógicos. Devem-se utilizar figuras e esquemas. As instruções devem ser repetidas com clareza e de forma simples. Podem reagir exageradamente a paladares, texturas, cheiros e sons que sejam novos, intensos ou fora do comum.
  • 13. Características Principais Estímulos: Barulhos, luzes, sabores ou texturas podem deixar estas crianças perturbadas. Os momentos menos estruturados (intervalos, almoço, recreio) podem ser momentos mais difíceis. Devem existir períodos de descontracção depois de outros que exijam muito esforço.
  • 14. Características Principais Sinais visuais: Algumas destas crianças aprendem melhor com suplementos visuais, como desenhos, gráficos...
  • 15. Características Principais Interrupções: Podem levar algum tempo até começarem a responder a uma pergunta, pelo que se deve aguardar pela resposta. Se forem interrompidos nos seus pensamentos poderão ter de reiniciar o processo. Quando se tenta terminar as suas frases ou interrompe, poderão ter de voltar atrás e recomeçar o que pode ser motivo de ansiedade.
  • 16. Características Principais Contacto visual: As crianças com SA têm dificuldade em manter o contacto ocular. Forçar este contacto pode quebrar a sua concentração. Podem ouvir e perceber melhor se não forem obrigadas a olhar nos olhos do interlocutor. Por vezes pode parecer que estão a “falar para” e não a “falar com” alguém.
  • 17. Características Principais Amizades e competências sociais: Gostam e querem ter amigos mas não sabem como. Identificar 1 ou 2 crianças que possam ser suas companheiras ajuda-as a sentir que estão num lugar mais seguro. Estas crianças têm maior risco de serem “gozadas” e “chateadas” pelas outras crianças. Isto acontece por causa das suas atitudes e saídas excêntricas, respostas inadequadas e fora de tempo, a sua tendência para se isolar, a sua inflexibilidade e teimosia, os modos desajeitados.
  • 18. Características Principais Comunicação verbal: Podem dominar a linguagem verbal mas têm problemas em entender anedotas, metáforas e entoações. Normalmente falam e lêem com pouca entoação e traduzem as palavras de forma literal. Podem não entender, e até ficar muito confusas, com frases do tipo “o gato comeu-te a língua?” ou “isso para mim é chinês”.
  • 19. Características Principais Comunicação escrita: São telegráficos nas respostas. Podem ter associada, à síndrome, disgrafia e / ou dislexia. Os trabalhos de Educação Visual podem ser menos bons pela sua falta de destreza manual e os seus desenhos podem parecer imaturos.
  • 20. Características Principais Falta de pensamento abstracto: Podem ser excelentes na memorização de factos e números mas têm normalmente dificuldade ao nível do pensamento abstracto, o que pode causar problemas de aprendizagem, em ambiente escolar, em disciplinas como Língua Portuguesa ou Filosofia. Podem, no entanto, ser excelentes a Matemática ou Geografia.
  • 21. Características Principais Interesses especiais: Desenvolvem normalmente interesses obsessivos sobre determinados assuntos que lhes despertem a atenção, e que podem evoluir com a idade,. Normalmente os seus interesses envolvem a memorização ou ordenação de factos sobre um assunto específico, como: comboios, planetas, cartas de jogar...
  • 22. Características Principais Aptidões físicas: Podem apresentar problemas de coordenação. Têm problemas de motricidade fina e grossa. A noção de equipa e de regras dos jogos, como no futebol, nem sempre é evidente. Podem exasperar os colegas por quererem fazer as coisas apenas à sua maneira.
  • 23. Características Principais Qualidades morais e éticas: Não mentem e quando o fazem são apanhados. Têm um sentido de justiça muito apurado. São muito dedicados e leais.
  • 24. O que causa a Síndrome de Asperger? As causas da Síndrome de Asperger não são ainda totalmente compreendidas. As alterações de comportamento que constituem a Síndrome de Asperger podem não resultar de um único factor. Segundo os especialistas a SA pode ser provocada por um conjunto de factores neuro- biológicos que afectam o desenvolvimento cerebral.
  • 25. Existe cura? A Síndrome de Asperger é um tipo de desenvolvimento que afecta a forma como o cérebro processa a informação, e por isso não tem cura. Crianças com SA tornam-se adultos com SA. No entanto, o processo de crescimento associado a uma educação adequada e apoio ao longo do processo de desenvolvimento da criança, do jovem e do adulto, podem tornar a sua vida mais fácil.
  • 26. Diagnóstico As crianças Portadoras de SA são mais vulneráveis porque, se por um lado podem não ter sido devidamente diagnosticadas, por outro, os seus problemas de aprendizagem são menos óbvios do que os de outras crianças. Normalmente são o alvo preferido para abuso físico e verbal por parte dos colegas, o que os pode deixar frustrados ou angustiados. Podem também ter tendência para a solidão e depressão.
  • 27. Diagnóstico Querem ser sociáveis mas podem ter dificuldade em criar e manter amizades. Como trabalhadores têm características muito prezadas, como: pontualidade, fiabilidade e dedicação; quando o ambiente de trabalho é acolhedor e as suas características sejam compreendidas.
  • 28. Diagnóstico Os critérios de diagnóstico oficial da Síndrome de Asperger são os constantes do DSM – IV, Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais. (em anexo) Pais e Professores podem usar, para despiste, a Escala Austrakuaba para a Síndrome de Asperger – Australian Scale for Asperger’s Syndrome. (em anexo) Existe ainda uma lista de critérios: Critérios de Diagnóstico de Gillberg e Gillberg para a Síndrome de Asperger – Gillberg and Gillberg Diagnóstic Criteria for Asperger Syndrome. (em anexo)
  • 29. Estratégias para os professores Dificuldade de aprendizagem Estratégia de sala de aula Dificuldade com linguagem Conversações em Banda Desenhada podem ser utilizadas para exemplificar Tendência a fazer os problemas relacionados com comentários irrelevantes. competências de conversação. Ensinar comentários apropriados no Tendência a interromper. início das conversas. Tendência para falar em Ensinar a procurar auxílio quando confuso. sobreposição ao discurso Fornecer instruções de como conversar de outro. em pequeno grupo. Dificuldade em Ensinar regras sobre quando participar compreender linguagem na conversação, quando responder, interromper ou mudar de tópico. complexa, seguir direcções, Usar conversações gravadas em áudio e compreender a intenção ou vídeo. das expressões / palavras Explicar metáforas e palavras com com significados múltiplos. significado duplo. Incentivar a pedir que repitam uma instrução, se não a compreender. Fazer pausas entre instruções e verificar se foram compreendidas. Mostrar vídeos para identificar expressões não-verbais e os seus significados.
  • 30. Estratégias para os professores Insistência na rotina Sempre que possível preparar o estudante para qualquer mudança. Usar desenhos e histórias sociais para ajudar às mudanças.
  • 31. Estratégias para os professores Pobreza na interacção social Apresentar expectativas Dificuldade em compreender claras e regras para o as regras da interacção social. comportamento. Ensinar explicitamente as regras de conduta social. Ensinar como interagir usando histórias sociais e “role-playing”.
  • 32. Concluindo Alguns dos comportamentos da criança com SA podem ser exasperantes e frustrantes para quem a rodeia, mas também o são para ela. Não existe nenhuma estratégia que funcione em todas as ocasiões, e algumas das estratégias só funcionam algumas vezes. A criança com SA é uma criança com uma visão muito especial do mundo que a rodeia e que por vezes surpreende com os seus pontos de vista. O trabalho em conjunto, entre pais, professores e técnicos, poderá contribuir para dar uma vida melhor e mais feliz à criança.
  • 33. Referências Bibliográficas www.apsa.org.pt Attwood, T. (2006). A Síndrome de Asperger – Um guia para pais e profissionais. Lisboa: Editorial Verbo Val, C. Leach, J. (2006). Compreender a Síndroma de Asperger – Guia prático para educadores. Porto: Porto Editora.