Actividades raparigas
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    Actividades raparigas Actividades raparigas Document Transcript

    • EQUIPA DE AUTISMO REGIÃO CENTRO SUGESTÕES DE ACTIVIDADES Maria Novembro 2000
    • NOTA INTRODUTÓRIA No dia 29 de Setembro de 1998 realizámos a reavaliação do David José Ramos Garcia com 7 A e 7 M, tendo por base o PEP-R (Perfil Psicoeducacional Revisto, de Schopler e Reichler). Pelos resultados desta avaliação vemos que o nível de desenvolvimento funcional do David se situa por volta dos 4 anos, mas com possibilidades de evoluir para um nível superior, apresentando como áreas mais fortes a Percepção a Motricidade Global e Fina e a Coordenação Óculo-Manual. A avaliação foi feita com base na edição revista do teste que é mais exigente e daí a razão do David apresentar um nível funcional de desenvolvimento semelhante ao da avaliação anterior. No entanto, em relação a esta notam-se progressos, principalmente nas áreas que melhor domina. As actividades que a seguir propomos são para acrescentar ao caderno de “Sugestões de Actividades” do David. Porém, sugerimos que se continue a trabalhar as actividades ele ainda não realiza, ou mostra dificuldades. No dia 18 de Março de 1998 realizámos a avaliação da Maria com 9 A e 3 M, tendo por base o PEP-R (Perfil Psicoeducacional Revisto, de Schopler e Reichler). Pelos resultados desta avaliação vemos que o nível de desenvolvimento funcional da Maria se situa entre os , mas com possibilidades de evoluir para um nível superior, e que apresenta como áreas mais fortes a Motricidade, a Imitação e a Percepção. De acordo com o nível de desenvolvimento funcional em cada área e partindo dos comportamentos emergentes da Maria, a Equipa de Avaliação elaborou uma sequência de actividades que poderão servir de suporte para a elaboração do seu Programa Individual. Assim, este bloco de “Sugestões de Actividades” deverá ser lido e discutido pela Família e Técnicos intervenientes no processo educativo para que, posteriormente e em reunião com Equipa de Avaliação, se seleccionem as actividades a desenvolver. Qualquer uma destas actividades tem objectivos bem explícitos e o procedimento relatado é um exemplo de como desenvolvê-las podendo servir de suporte para muitas outras que Técnicos e Pais poderão recriar.
    • Possivelmente, a Maria já é capaz de realizar sozinha algumas das actividades sugeridas, que poderão servir de proposta para ela as realizar no gabinete individual. Propomos que em cada área se seleccione uma actividade para ser ensinada em situação 1:1 e que só depois de bem consolidada se deverá passar a outra.
    • É importante não esquecer alguns conselhos práticos: ♦ Não tentar trabalhar muitos aspectos ao mesmo tempo – escolher prioridades ♦ Manter-se o mais calmo possível e usar uma linguagem clara e precisa ♦ Tentar ser consistente quando se trabalha um comportamento particular, estabelecendo rotinas simples ♦ A comunicação entre todos os envolvidos na educação da Maria tem de ser contínua – todos têm de usar as mesmas regras ♦ Sempre que possível, tentar lidar com os comportamentos inadequados de uma forma calma e divertida ♦ Quando a intervenção e a confrontação se tornar necessária, certificar-.se de que se é capaz de controlar com sucesso ♦ Ter cuidado para não reforçar comportamentos indesejáveis. Por exemplo, gritar e zangar-se pode constituir uma recompensa se o resultado for uma maior atenção por parte do adulto ♦ Dividir todas as tarefas e comportamentos a trabalhar em passos muito pequenos ♦ O comportamento demora a mudar – ser paciente e persistente ♦ Nunca se sentir só – pedir ajuda e partilhar os problemas ♦ Tentar ter sempre em conta as coisas positivas, tentar não valorizar os problemas ♦ Não ter preocupação com o tempo A Equipa responsável
    • IMITAÇÃO A imitação é básica para a aprendizagem e para o desenvolvimento. Sem a imitação, a criança não pode aprender nem a falar, nem outros comportamentos necessários à adaptação da sua cultura. O desenvolvimento de capacidades de imitação é essencial no crescimento de qualquer criança. Porque frequentemente, a criança com autismo tem dificuldades em aprender a imitar, é necessário que as capacidades de imitação sejam ensinadas de modo a que não aprenda comportamentos bizarros. As capacidades básicas de imitação envolvem repetições directas e simples, tais como vocalizações ou bater de palmas, que são geralmente aprendidas muito cedo na vida de uma criança. Mais tarde, vai aprender a imitar outros comportamentos mais complexos e específicos. Este capítulo propõe uma série de actividades designadas para a aprendizagem das capacidades de imitação que, normalmente, se aprendem nos primeiros anos, com especial interesse na aprendizagem da linguagem. Quando esta está comprometida há dificuldade na capacidade imitativa da criança. Pelo facto de toda a expressão verbal envolver o movimento dos lábios e língua, em muitos casos, é necessário trabalhar primeiro na imitação da motricidade fina e grossa, para que a criança aprenda os processos básicos que implicam a imitação. O acto de imitar envolve muito factores, incluindo a motivação, a memória, o processo sensorial e o controle de todos os músculos implicados na motricidade global e a coordenação motora fina da boca e das mãos. A imitação pode ser imediata, como quando a criança repete uma palavra que se lhe é dita, ou retardada, quando imita um comportamento memorizado através da sua experiência. A criança com autismo tem muitas dificuldades em seleccionar na memória o comportamento adequado a cada situação. Para começar um programa com a criança nesta área é necessário fazer-se uma avaliação de todas as imitações existentes. As actividades que se seguem representam uma simples proposta de tipos de actividades para cada grau de desenvolvimento que podem ser utilizadas no ensino de capacidades de imitação.
    • 1 – FAZER BATIMENTOS POR IMITAÇÃO Imitação, motricidade Motricidade fina, agarrar Percepção visual Meta: Aprender a imitar o uso dos materiais Objectivo: Imitar um modelo de batimentos com uma colher Materiais: 2 colheres e um pote Procedimento: Sente-se com a Maria à mesa e capte a sua atenção, balançando uma colher no seu campo de visão. Bata na mesa com a colher com um ritmo definido e contínuo, com a sua outra mão coloque outra colher na mão da criança e reforce sempre que ela a agarrar. Comece a bater com a colher na mão dela contra a mesa da mesma maneira que está a bater com outra mão. Progressivamente reduza a sua ajuda para ver se a Maria continua a bater. Quando ela já consegue bater na mesa sem ajuda, deixe de bater na mesa e passe para o pote. Repare se a criança faz o mesmo e se não o fizer ajude-a. Depois de algum tempo, volte novamente à mesa e repita o procedimento para que a criança faça o mesmo. Continue a actividade até que a Maria aprenda a imitá-la a bater na mesa e no pote sem que necessite de ajuda. 2 – COMEÇAR A IMITAÇÃO VOCAL Imitação vocal Desempenho verbal, vocalização Meta: Desenvolver a imitação vocal Objectivo: Imitar o som de séries simples de sílabas Materiais: Nenhum Procedimento: Sempre que a Maria faça sons de forma espontânea, imite imediatamente o som que ela acabou de emitir e repare se ela responde fazendo de novo o mesmo som. Tente manter uma “conversa” imitando os sons que ela emite. De vez em quando repita os sons que ela já tenha emitido e repare se ela os repete de novo, por imitação. Se ela repetir os sons, insista nos mesmos algumas vezes para ver se ela continua a imitá-la de forma interactiva. Quando a Maria começar a mostrar interesse na imitação dos sons, deixe-a inicialmente ser ela a propor os sons e imite-os, mas progressivamente vá-lhe propondo outros e preste atenção à possível imitação dos mesmos e, logo a seguir, reforce-a.
    • 3 - ANTECIPAR SONS EM IMITAÇÃO Imitação vocal Desempenho verbal, vocalização Socialização, interacção individual Meta: Desenvolver a imitação vocal Objectivo: Dar uma aproximação vocal de um som associado a uma rotina física Materiais: Nenhum Procedimento: Sente-se numa cadeira com a Maria nos seus joelhos e faça-a saltar de vez em quando, dizendo “Bom, bom, bom ,bom.”. A seguir balance-a para trás e para a frente e diga ao ritmo do movimento “la, la la...”. Depois de repetir este movimento com o som, repita e aguarde para ver se a Maria antecipa o som ”la,la,la...”. Deixe- a saber que deve fazer o som fazendo você primeiro o som e depois toque-lhe nos lábios, para ela emitir o som, Espere alguns segundos e se a Maria não emitir som nenhum, toque-lhe de novo nos lábios e emita o som para lhe indicar que ela deve emitir também. Para crianças mais velhas que não se conseguem manter facilmente nos joelhos, cante uma cantiga que tenha “Para baixo”, mas atrase o “BAIXO” e deixe-a tombar para o chão até que ela faça alguma tentativa para vocalizar o som. 4 – IMITAR ACÇÕES PARA PRODUZIR SONS Imitação vocal Imitação, motricidade Desempenho verbal, vocalização Meta Encorajar a imitação de sons e aumentar a atenção visual para as acções de outra pessoa Objectivo: Imitar sons de sílabas singulares através de acções físicas simples. Materiais: Nenhum Procedimento: Escolha uma das acções abaixo descritas. Demonstre essa acção e então ajude a Maria a imitá-la através do movimento das mãos. Progressivamente reduza a quantidade de ajuda à medida que ela vai aprendendo a produzir o som por ela próprio. Repita a demonstração da 1ª acção até verificar que ela está a perceber e colabora e só depois passe à segunda actividade.. a) Ponha os seus dedos perto dos lábios e diga “SHHHH” b) Bata suavemente nos seus lábios com a sua mão e emita o som ao estilo
    • dos índios, dizendo “u u u u u u u u :::”. c) Estale os seus lábios, como um beijo. d)Faça um som de estalo, estando os seus dedos perto da face da Maria 5 – TOCAR PARTES DO CORPO IMITANDO Imitação, motricidade Percepção, visual Coordenação óculo-manual, controle Meta: Aprender a observar uma pessoa e imitar as suas acções Objectivo: Tocar 3 partes do corpo, imitando Materiais: Nenhum Procedimento: Coloque-se na mesa em frente a Maria e faça o que for necessário para chamar a sua atenção. Assim que ela olhar para si, diga-lhe: “Maria, toca no nariz.”. Ponha o indicador no seu nariz. Se ela não imitar, pegue no indicador dela com a sua outra mão e toque-lhe no nariz repetindo: “Maria toca no nariz.”, continuando a tocar o seu próprio nariz. Reforce-a imediatamente (por exemplo: sorria, elogie-a ou dê-lhe uma recompensa comestível), mesmo que a tenha ajudado. Repita o procedimento até ela conseguir responder, de forma consistente, sem ajuda. Assegure-se de que todas as vezes em que repete o procedimento, ela olha para si enquanto você toca o nariz e diz “Maria, toca o nariz.”. Recompense-a sempre que ela emite a resposta apropriada. Após ela ser capaz de tocar o nariz, pelo menos 90% das vezes, em resposta à sua acção e ao seu comando verbal, adicione outras partes do corpo (uma de cada vez) pela seguinte ordem: cabelo, boca, olho, ouvido. Depois de ensinar uma segunda parte do corpo, espere até ela consiga responder apropriadamente a 90% das vezes às duas partes do corpo ensinadas antes de adicionar uma terceira. 6 - BATER PALMAS, IMITANDO Imitação, motricidade Meta: Desenvolver a imitação dos movimentos da professora Objectivo: Bater palmas imitando a professora Materiais: Nenhum Procedimento: Coloque-se na mesa em frente a Maria e diga: “Olha, Maria”, e bata as palmas lentamente. A seguir agarre as mãos dela e bata as palmas, recompensando-a
    • imediatamente. Bata as suas mãos novamente e certifique-se que ela está a olhar para si quando faz isso. Bata novamente as suas mãos e faça-lhe sinal para o fazer também. Se ela fizer algum sinal para a imitar, ajude-a a completar a acção e recompense-a imediatamente. Se ela continua sem entender o que se espera dela, continue-lhe a guiar as mãos durante o movimento, recompensando-a de cada vez de forma mais espaçada. Gradualmente tente reduzir a sua assistência para que ela possa aprender que tem de bater as suas mãos afim de obter outra recompensa. 7 – IMITAR MOVIMENTOS DE BRAÇOS Imitação, motricidade Realização cognitiva, linguagem receptiva Motricidade global, braços Meta: Melhorar a imitação motora, a consciência corporal, e entender “em cima”, “fora” e “em baixo”. Objectivo: Imitar movimentos simples sem assistência Materiais: Nenhum Procedimento: Coloque-se em frente à Maria e diga: “Olha Maria.”. Coloque os braços acima da sua cabeça e diga. “Braços para cima”. Se ela não responde coloque-lhe os braços acima da cabeça, segure-os um instante e repita: “Braços para cima”. Levante os seus braços acima da sua cabeça enquanto ela faz o mesmo. Repita: “Braços para cima.”. Coloque os seus braços para baixo e diga “Braços para baixo”. Se necessário ajude-a a colocar os braços para baixo. Repita novamente: “Braços para baixo.” enquanto os dois seguram os braços em baixo. Então coloque os braços na lateral e diga: “Braços para fora”. Tente fazer com que ela imite sem assistência. à medida que ela vai executando melhor a tarefa, mova ocasionalmente o braços sem emitir o comando verbal ou emita o comando verbal sem mover os braços. Verifique se ela antecipa a acção ou o comando. 8 – IMITAR O USO DE OBJECTOS QUE FAZEM BARULHO Imitação, motricidade Motricidade fina, manipulação Meta: Melhorar a atenção ao uso de materiais Objectivo: Imitar de forma apropriada o uso de 3 objectos diferentes Materiais: 2 brinquedos de apertar, 2 campainhas, 2 apitos, uma caixa de tamanho médio
    • Procedimento: Sente-se em frente a Maria do outro lado da mesa com os brinquedos num lado. Pegue no primeiro lote de brinquedos, coloque um em frente a Maria e guarde um para si. (ver figura). Diga: “Olha Maria”, certificando-se que ela está a olhar para si e faça o movimento apropriado com o brinquedo (ex.: aperte-o ou, no caso do apito, sopre). Continue a usar o brinquedo e, com a outra mão, ajude-a a fazer o mesmo movimento. Repita a acção com o seu próprio brinquedo e diga: “Faz tu.”. Se ela tentar imitar a sua acção recompense-a imediatamente e coloque os brinquedos na caixa. Repita o procedimento com os outros 2 brinquedos. Se ela os tentar usar de forma inapropriada (ex.: abanar o brinquedo de apertar), pare a acção e demonstre o seu uso correcto. Se necessário ajude-a a realizar a acção correcta, mas tente retirar de forma gradual a sua ajuda, à medida que ela aprende a observar as suas acções e a imitá-las sozinha. 9 – IMITAR MOVIMENTOS DE LÁBIOS Imitação, motricidade Meta: Desenvolver competências motoras orais necessárias ao desenvolvimento da linguagem Objectivo: Desempenhar séries de movimentos dos lábios imitando a professora Materiais: Espelho (opção) Procedimento: Sente-se de frente para a Maria e assegure-se que ela está a olhar para si. Execute os seguintes movimentos e faça com que ela os imite: a) Comprima os lábios firmemente e depois abra-os b) Franza os lábios, esticando-os o mais possível c) Franza os lábios e depois abra-os num sorriso grande d) Esfregue o lábio inferior no superior e) Esfregue o lábio superior no inferior Como recompensa da imitação apropriada, dê-lhe um pouco da sua bebida favorita por uma palhinha no sentido de a encorajar a usar melhor os seus lábios. Se ela tiver dificuldade em olhá-la de frente, sente-se ao seu lado e faça os exercícios ao espelho.
    • 10 –RABISCAR POR IMITAÇÃO Imitação, motricidade Coordenação óculo-manual, desenho Motricidade fina, manipulação Meta: Aumentar a imitação do uso de materiais e desenvolver competências básicas do uso do lápis Objectivo: Rabiscar durante 2-3 segundos numa folha de papel grande Materiais: Lápis grossos e papel Procedimento: Sente-se à mesa de frente para a Maria. Coloque um lápis à sua frente e guarde um para si. Coloque uma folha de papel na mesa de forma a ser facilmente alcançada pelos dois. Rabisque no papel por 2 ou 3 segundos com o seu lápis. Coloque, em seguida, o lápis na dela mão e ajude-a a rabiscar durante alguns segundos. Recompense-a e coloque uma folha nova na mesa. Repita o procedimento, mas desta vez o objectivo é fazer com que ela rabisque sem ajuda manual. Se ela não imitar, pegue-lhe na mão e faça com que ela rabisque. Assim que ela começar a imitar varie os riscos duma forma repetitiva (circular ou horizontal). O objectivo é fazer com que ela imite os diferentes traços à medida que a professora os executar. 11 - IMITAR MOVIMENTOS VULGARES DE AUTONOMIA Imitação, motricidade Autonomia, lavar-se Meta: Aumentar competências motoras e ensinar competências comuns de Autonomia. Objectivo: Imitar com sucesso 3 acções comuns de Autonomia. Materiais: Pente, toalha, escova de dentes. Procedimento: Sente-se na mesa de frente para a Maria com o pente, a toalha e a escova de dentes alinhados para que ela veja quantas acções tem de realizar. Segure o pente e diga: “Pentear o cabelo.”, passando o pente lentamente pelo cabelo. Coloque o pente na sua mão e ajude-a a pentear-se. Em seguida coloque o pente à sua frente e faça o gesto de pentear dizendo “Pentear o cabelo.”. Se ela agarra o pente e faz algum gesto que indique uma intenção de pentear, recompense-a imediatamente. Se ela não imita a acção proposta, guie-lhe a mão através do movimento pretendido e tente fazer com que desempenhe a tarefa de forma independente. Repita este procedimento até ela imitar a sua acção sem assistência. Repita o procedimento de forma independente com a toalha de rosto usando como pista
    • verbal a expressão “Limpar a cara.” e com a escova de dentes usando como pista a expressão verbal “Lavar os dentes.”. Não se preocupe em fazer com que a criança seja capaz de lavar os dentes ou pentear-se uma vez que se pretende que estas actividades a ajudem, em primeiro lugar a copiar os movimentos. Devemos, neste nível preocuparmo-nos em fazer com que ela copie os movimentos. 12 –TIRAR OBJECTOS DE UM SACO EM IMITAÇÃO Imitação, motricidade Meta: Aumentar a atenção ao uso de materiais pela professora Objectivo: Imitar de forma apropriada o uso de 5 objectos familiares Materiais: Taça, bacia ou saco, 5 itens ou brinquedos comuns (ex.: esponja, bola, carro de brincar, chávena, escova do cabelo) Procedimento: Coloque os 5 itens numa taça, numa bacia ou num saco. Se a Maria tiver dificuldade em manter a atenção, use uma bacia ou uma taça para que veja quantas vezes tem de desempenhar a tarefa antes desta estar completa. Seleccione um item da taça, assegure-se que a criança está a olhar para si e use o objecto da forma apropriada (ex. rolar a bola, mover o carrinho, etc.). Em seguida dê-lhe o objecto e faça com que ela repita a acção. Ajude-a apenas se precisar. Após ter copiado a acção com sucesso, ponha de lado o objecto e seleccione outro da taça. Repita o procedimento até o saco ou a taça estar vazio. 13 - IMITAR OS SONS DE OBJECTOS Imitação, vocal Imitação, motricidade Desempenho verbal, vocalização Meta: Melhorar a articulação e aumentar a atenção aos movimentos dos lábios Objectivo: Imitar com sucesso os sons associados a 3 brinquedos ou objectos comuns Materiais: 3 brinquedos comuns ou objectos de casa com sons diferentes (ex.: relógio, campainha, carro de brincar) Procedimento: Coloque os 3 objectos num dos lados da mesa onde a Maria possa ver exactamente em quantas partes se divide a tarefa. Tire um dos objectos e emita o som geralmente associado a este objecto. Se este tiver uma acção particular, combine o som e o movimento. Assegure-se que a Maria está a olhar para si e repita o som. Então dê-lhe o objecto e toque-lhe nos lábios para indicar que ela
    • deve reproduzir esse som. Não se preocupe se ela não reproduz o som de forma exacta. Após ela ter imitado o som associado ao 1º objecto, coloque o item na outra parte da mesa e repita o procedimento com outro objecto. Continue a actividade até usar os 3 objectos. Exemplos de objectos que podem ser associados com sons: a) relógio- “tic-tac” b) campainha- “Turim” c) carrinho- “pó-pó” d) comboio- “uu-uu”. 14 – DESENHAR LINHAS HORIZONTAIS, POR IMITAÇÃO Imitação, motricidade Coordenação óculo-manual Meta: Imitar a professora, no que respeita o uso de materiais, ganhar prática em controlar um lápis, desenvolver a compreensão dos passos que envolvem uma tarefa Objectivo: Desenhar 3 linhas horizontais imitando Materiais: 3 lápis, 3 folhas de papel, 2 tabuleiros Procedimento: Coloque 3 lápis num tabuleiro, próximo de 3 folhas de papel. Coloque o tabuleiro vazio no outro extremo da mesa. Tire uma folha do tabuleiro e um lápis e mostre a Maria como desenhar uma linha horizontal no papel. Dê ênfase à linha através de um movimento exagerado e com um som qualquer, por exemplo: “Zip Zip”. Em seguida coloque-lhe o lápis na mão e ajude-a a fazer uma linha horizontal. Enfatize a rapidez do movimento. Não a deixe rabiscar. Quando ela tiver feito a marca com o 1º lápis, coloque-o no tabuleiro vazio (correspondente às actividades terminadas) e tire um outro lápis (ver figura). Repita o procedimento usando uma folha nova. Retire gradualmente a sua ajuda, à medida que ela for conseguindo realizar a tarefa sozinha. Quando todos os lápis estiverem no tabuleiro das actividades terminadas, o exercício está completo. 15 – IMITAR MOVIMENTOS DAS MÃOS
    • Imitação, motricidade Motricidade global, braço Coordenação óculo-manual, controle Meta: Melhorar a imitação de movimentos simples das mãos Objectivo: Imitar movimentos simples das mãos tais como bater palmas Materiais: Contas, fio Procedimento: Uma vez que sabemos que a Maria gosta de enfiar contas, vamos usar essa capacidade para trabalhar outra aptidão. Dê-lhe o fio e a conta e deixe-a enfiar. Para as contas seguintes, faça com que a Maria bata as mãos imitando a professora antes de este lhe dar a conta. No início é provável que tenha de bater as suas mãos e guiar as mãos dela para que consiga bater as palmas. Quando ela se acostumar à ideia de bater as mãos imitando a professora para obter outra conta, mude a actividade de imitação para outra como por exemplo: bater na mesa ou nas mãos da professora. Usando as contas como factor de motivação, será mais provável que a Maria preste atenção ao que lhe é proposto e fazer o que for necessário para conseguir outra conta. 16 – IMITAR COM PLASTICINA Imitação, motricidade Motricidade fina,. manipulação Meta: Aumentar a atenção ao uso de materiais por parte da professora e desenvolver controle do movimento das mãos Objectivo: Imitar movimentos simples envolvendo plasticina Materiais: Plasticina Procedimento: Divida a plasticina em 4 bocados iguais. Coloque as 4 peças de um lado da mesa, onde a Maria possa vê-las. Dê-lhe, em seguida uma peça enquanto fica com uma peça para si. Assegure-se de que ela está a olhar para si e molde a plasticina em forma de salsicha. Enquanto está a moldar a plasticina diga-lhe: “ Olha, faz tu.”. Se ela não a tenta imitar ou se ela não usa um movimento de rolar a plasticina, use a sua outra mão para fazer com que ela use o movimento adequado. Assim que ela começar a usar a plasticina sozinha, recompense-a e coloque as duas peças já usadas no outro lado da mesa. Repita o procedimento com as duas peças restantes mas desta vez faça com que ela a imite a pressionar a plasticina como se fosse uma panqueca. Após ela ter imitado essa actividade, coloque as duas peças achatadas junto das duas primeiras e a actividade termina. Repita a actividade
    • muitas vezes e, à medida que ela fica com mais perícia, use mais peças de plasticina e alterne os dois movimentos. 17 –TOCAR DUAS PARTES DO CORPO POR IMITAÇÃO Imitação, motricidade Motricidade global,. braços. Motricidade fina, coordenação de duas mãos Meta: Aumentar a atenção e desenvolver aptidões de imitação mais avançadas Objectivo: Imitar uma série de 3 acções envolvendo o toque simultâneo de duas partes diferentes do corpo Materiais: Nenhum Procedimento: Coloque a Maria, de pé, voltada para si e assegure-se que está a olhar para si. Toque uma parte diferente do corpo com cada mão, por exemplo: coloque uma mão em cima da cabeça e a outra na barriga. Exagere o movimento no sentido de se assegurar que ela está a prestar atenção ao que está a fazer. Indique-lhe que tem de a imitar. Diga-lhe “Faz tu.” e repita o movimento. Mantenha a posição para que ela tenha continuamente um modelo para imitar. Se ela não fizer nenhum esforço para imitar, coloque-lhe as mãos em posição. Se tentar imitar mas tem dificuldade em realizar as duas acções, repita os dois movimentos e exagerando-os diga “Cabeça e barriga.”. 18 - IMITAR EXERCÍCIOS COM O QUEIXO Imitação, motricidade Meta: Desenvolver competências orais motoras necessárias ao desenvolvimento da linguagem Objectivo: Desenvolver uma série de movimentos do queixo e da língua imitando a professora Materiais: Nenhum Procedimento: Sente-se de frente para a Maria e diga “Faz como eu.”. Faça os seguintes movimentos para que ela os imite: a) Abra e feche a boca, batendo os dentes. b) Fixe a cabeça e mova o queixo para a esquerda e depois para a direita. Provavelmente, necessitará da sua ajuda, por isso esteja preparada para mover-lhe o queixo com a sua mão.
    • c) Faça um movimento exagerado como se estivesse a mastigar e faça com que ela a imite. d) Deite a língua de fora, coloque-a dentro da boca, mova-a para a esquerda e para a direita. Como recompensa pela imitação, dê-lhe pedacinhos de comida difíceis de mastigar, mas que sejam agradáveis (pastilhas, gomas, etc.). 19 – IMITAR O USO DE MATERIAIS Imitação, motricidade Meta: Desenvolver a imitação do uso de materiais. Objectivo: Imitar de forma apropriada o uso variado de materiais comuns. Materiais: Colher de madeira, tacho, bola, chave Procedimento: Sente-se em frente a Maria com os 4 objectos de um lado da mesa. Tire um objecto e certifique-se que ela está a olhar e demonstre a utilidade que esse objecto tem. Em seguida peça-lhe para imitar a sua acção, com a sua ajuda se necessário. Substitua o objecto e repita o procedimento com o segundo objecto. Use o mesmo objecto de formas diferentes e assegure-se que ela copia a acção que está a demonstrar neste momento e não uma outra acção demonstrada com o mesmo objecto. Evite escolher os objectos de formas previsível. Pode inclusive, usar o mesmo objecto duas vezes seguidas com diferentes acções mas lembre-se de guardar os objectos com os outros, mesmo que pretenda demonstrá-lo novamente. Exemplo de uma rotina: a) Lançar a bola. b) Bater no pote com a colher. c) Rolar a bola. d) Achatar a chave. e) Mexer no pote com a colher. f) Rodar a chave. g) Atirar a bola ao ar. 20 – IMITAR BRINCADEIRAS COM BONECOS Imitação, motricidade Social, interacção individual Meta: Aprender aptidões de jogo através da imitação Objectivo: Imitar sérias de acções simples envolvendo bonecas
    • Materiais: 2 bonecos ou peluches, 2 toalhas pequenas, 2 lenços, 2 colheres pequenas, 2 chávenas pequenas, 2 caixas pequenas Procedimento: Sente-se com a Maria numa mesa, numa cama ou noutro sítio confortável. Dê-lhe cada um dos objectos acima mencionados incluindo uma boneca e guarde um conjunto para si. A professora coloca a sua boneca à sua frente e pede à Maria para fazer o mesmo. Só a ajude se ela parecer confusa. Coloque a boneca na caixa e ponha a toalha por cima como se fosse deitá-la. Ajude a Maria a fazer o mesmo com a boneca dela. Repita o procedimento com o lenço para limpar o nariz da boneca. Use as colheres para alimentar a boneca e a chávena para lhe dar de beber. 21 – IMITAR SONS DE ANIMAIS Imitação, vocal Desempenho verbal, vocalização Meta: Melhorar a articulação, atenção e imitação dos movimentos da boca Objectivo: Imitar os sons de 5 animais Materiais: Animais de brincar ou desenhos de animais com sons distintos Procedimento: Faça com que a Maria se sente do outro lado da mesa com 5 animais ou figuras de animais de um lado da mesa. Tire um dos animais e mostre-lho. Faça os sons associado com cada animal assegurando-se que ela está a olhar para a sua boca. Exagere o som e faça os movimentos da boca de forma clara e distinta. Faça com que ela toque na sua boca enquanto faz o som. Dê-lhe o animal e encoraje-a a emitir o som em questão. Recompense-a por tentar imitar e ajude-a com os movimentos da boca. Animais adequados para trabalhar esta competência incluem o cão, o gato, o carneiro, a vaca e a abelha. 22 – JOGOS MUSICAIS COM AS MÃOS Imitação, motricidade Motricidade fina, movimentos das mãos Meta: Copiar os movimentos das mãos e posições durante as canções Objectivo: Abrir e fechar os punhos imitando o adulto. Colocar as mãos no colo, na cabeça e atrás das costas imitando Materiais: Nenhum Procedimento:
    • Escolha uma melodia simples, que possa ser repetida muitas vezes, para cantar à medida que vai cantando: “ Abre…fecha….abre…fecha, bate as palmas, palmas, palmas. Abre…fecha…abre…fecha. Põe as mãos no colo, colo, colo” As variações podem incluir “Pôr atrás das costas.”, e “Pôr na cabeça.”. Este é um tipo de jogo musical que é frequentemente jogado nas escolas. É necessário que a professora se sente numa cadeira, de frente para a Maria e, muito lentamente, começar a cantar e a demonstrar a primeira linha da canção. Ajude-a a mover as suas mãos imediatamente após ter feito a acção para que ela entenda que é necessário fazer a mesma coisa. Somente após ela ter começado a compreender o que se espera dela é que se deve acelerar o ritmo da canção. 23 – IMITAÇÃO AVANÇADA COM PLASTICINA Imitação, motricidade Motricidade fina, manipulação Percepção, visual Imitação, vocal Meta: Aprender a aumentar a atenção aos movimentos da professora e desenvolver força nos dedos Objectivo: Imitar a construção de três figuras simples feitas com plasticina Materiais: Plasticina Procedimento:
    • Coloque 6 pedaços médios de plasticina na mesa. Coloque 3 em frente à Maria e guarde 3 para si. Com uma peça faça um objecto simples familiar à Maria, como por exemplo: uma taça, (ver figura). Faça com que a criança imite a sua construção. À medida que vai fazendo a sua taça diga-lhe “Faz como eu.”. É provável que tenha de lhe dirigir as mãos inicialmente mas, em seguida, continue a moldar a sua taça para que ela tenha um modelo para imitar. Quando a Maria tentar imitar a construção coloque de lado as duas supostas taças e recompense-a. Siga o mesmo procedimento com os restantes pedaços de plasticina. Diga-lhe o nome do objecto em questão de forma repetida e encoraje-a a imitar. Se ela demonstrar dificuldade é bom ter uma terceira pessoa a ajudá-la para que a professora continue a moldar o objecto sem interrupções. 24 – IMITAR MOVIMENTOS DE ANIMAIS Imitação, motricidade Motricidade global Meta: Melhorar a imitação motora mais complexa e encorajar a imitação de memória Objectivo: Imitar os movimentos de 3 animais Materiais: 3 animais de peluche ou 3 figuras de animais (usar apenas animais com movimentos distintos tais como um pássaro, um coelho ou um elefante) Procedimento: Encontre uma área espaçosa em que não haja a possibilidade da Maria tropeçar em móveis. Mostre-lhe um dos animais e deixe os outros num sítio visível para que ela possa aperceber-se de que a tarefa tem uma sequência. Mostre-lhe, por exemplo, o pássaro e diga “Olha, o pássaro. O pássaro voa.”. Bata os braços como se estivesse a voar e diga “Um pássaro voa.”. Tente fazer com que ela a imite por uns segundos, mas de início é provável que a tenha de ajudar a fazer os movimentos. Repita a actividade com os outros dois animais. Quando a Maria tiver feito a actividade algumas vezes deve começar a conseguir ligar o nome à figura e à actividade a realizar. Quando ela conseguir imitar estas acções com facilidade, mostre-lhe um dos animais, mas hesite alguns segundos para ver se ela se antecipa nos movimentos. Se ela parecer confusa devido ao facto da professora
    • não antecipar os movimentos, continue a actividade de imitação por mais algumas sessões. É importante não ir depressa demais uma vez que a Maria pode não estar à vontade com a tarefa. 25 – JOGO DA ESTÁTUA Imitação, motricidade Motricidade global Meta: Melhorar a motricidade global Objectivo: Imitar pessoas ou bonecos em diferentes posições Materiais: Figuras de pessoas em várias posições Procedimento: Mostre a imagem de uma pessoa de pé e assuma essa posição, ajudando a Maria a assumir essa posição. Se possível, uma terceira pessoa ajudará a Maria a posicionar os seus braços e pernas de forma a que ela possa estar sempre a olhar para o modelo. Comece com diferentes posições para que ela não tenha receio de perder o equilíbrio. Assim que as suas capacidades aumentem, faça com que ela imite posições mais complicadas (ver figura). 26 – IMITAR ACÇÕES COM DUAS ETAPAS Imitação, motricidade motricidade global Realização cognitiva, sequencialização Meta: Melhorar a atenção, imitar as acções de outra pessoa e memorizar uma sequência Objectivo: Imitar pessoas ou bonecos em diferentes posições Materiais: Figuras de pessoas em várias posições. Procedimento: Assegure-se que a Maria está a prestar atenção e desempenhe uma acção com uma sequência de duas etapas. Assegure-se de que a Maria consegue
    • desempenhar cada movimento da rotina. Após lhe ter demonstrado a sequência da acção acompanhe-a na sua execução e recompense-a. Em seguida, faça com que ela desempenhe as acções pretendidas sozinha. Se ela desempenhar apenas uma parte da sequência ou se entender a ordem de forma errada, guie-a através das actividades novamente e depois recompense-a. Exemplo de sequências com duas etapas: a) Tocar a porta e em seguida andar à volta da mesa b) Fechar a porta e sentar-se numa cadeira específica c) Bater na mesa e depois bater na porta d) Sentar-se numa cadeira e depois correr para a porta 27 – IMITAR MUDANÇAS DE SOM (VELOCIDADE E VOLUME) Imitação, motricidade Percepção, audição Motricidade fina, manipulaçãos Meta: Melhorar a atenção e desenvolver conceitos de imitação de alto/baixo e devagar/depressa Objectivo: Imitar mudanças de velocidade e volume de um padrão enquanto bate com uma colher numa panela Materiais: 2 colheres , duas panelas Procedimento: Sente-se com a Maria à mesa, coloque uma panela e uma colher à sua frente e guarde uma de cada para si. Comece a bater com a colher na panela a um ritmo regular e moderado. Faça com que ela imite as suas batidas. Ajude-a a começar se necessário, mas tente ajudar o menos possível. Tente bater na sua panela ao ritmo dela. Quando os vossos ritmos estiverem quase iguais, comece a bater na sua panela a um ritmo mais veloz (assegure-se que a mudança de ritmo seja nítida). Se a Maria não aumentar o seu ritmo para igualar-se ao seu, use a sua outra mão para a guiar para o ritmo pretendido. Diga: “Bate mais depressa, Maria.”. Quando ela aumentar o ritmo, mesmo que seja com a sua assistência, diminua novamente o ritmo e veja se ela o imita. Repita a actividade muita vezes até ela conseguir prestar atenção à velocidade das suas batidas e ao padrão aproximado. Quando a Maria conseguir imitar com sucesso a sua velocidade, use a mesma estratégia para lhe ensinar a prestar atenção ao volume.
    • PERCEPÇÃO Muitos dos problemas de aprendizagem e do comportamento manifesto por crianças com autismo resultam da percepção desordenada ou do processamento deficitário da informação sensorial. Estas dificuldades podem envolver muitas modalidades de combinação dos nossos sentidos, como audição, visão, tacto, olfacto e gosto. Um dos problemas mais comuns nas crianças com autismo é a sua incapacidade de integrar as diferentes modalidades de informação sensorial de forma a conseguir uma imagem correcta do seu meio. Os problemas de percepção de cada criança com autismo variam de caso para caso. Uma criança pode parecer .não se aperceber de um som emitido perto dela, mas. responder inadequadamente aos sons distantes do tráfego. Outras podem ter preferência especial por um tipo de comida que não é usual, ou ficarem preocupadas com o sabor ou o cheiro dos objectos. Algumas crianças com autismo podem ser altamente responsivas a uma modalidade sensorial e não responder a outra modalidade. O funcionamento pobre em qualquer modalidade sensorial pode causar dificuldades adaptativas e as modalidades auditivas e visuais são, talvez, as mais importantes por causa da sua associação com as funções cognitivas. Hoje em dia, há uma grande preocupação com todas as outras áreas da percepção e para isso os técnicos recorrem a outros técnicos especialistas nessas mesmas áreas. Mas aqui, como nas outras áreas funcionais, é necessário para os pais e professores incorporar um treino de percepção no programa individual da criança. As capacidades de percepção têm de ser pensadas na criança com autismo como outra área qualquer. Seguidamente damos alguns exemplos de programas especiais de aprendizagem focando essencialmente a percepção auditiva e visual que nos parecem ser mais úteis para crianças de diferentes níveis de desenvolvimento.
    • 28 – DESCOBRIR UM OBJECTO ESCONDIDO Percepção, visuals Motricidade fina, agarrar Meta: Aumentar a atenção a objectos e manter uma imagem visual na memória da criança por breves períodos Objectivo: Observar um objecto a ser coberto e manter o interesse nesse objecto por um breve período de tempo enquanto está escondido e, em seguida descobri-lo Materiais: Pedaço de pano pequeno, comida ou brinquedo favoritos Procedimento: Mostre à Maria o brinquedo e deixe-a manipular por um breve período de tempo. Em seguida tire-lhe o brinquedo e coloque-o no chão mesmo à sua frente. Deixe cair o pano em cima do brinquedo imediatamente. Diga “Oh-Oh.”, e ajude-a a puxar o pano com a mão. Fique contente quando o brinquedo for descoberto para a encorajar a participar na actividade. Dê-lhe cada vez menos ajuda manual à medida que se habitua ao jogo e começa a descobrir sozinha o objecto. 29 – TRAJECTÓRIA VISUAL Percepção, visual Motricidade fina, agarrar Meta: Aumentar a atenção visual Objectivo: Observar a mão de uma pessoa de forma a verificar a colocação de um objecto. Materiais: 3 taças pequenas ou tabuleiros, pequenas recompensas alimentares Procedimento: Sente-se, na mesa, de frente para Maria com os 3 tabuleiros entre vós. Distancie os tabuleiros 20 cm entre elas. Segure uma pequena recompensa alimentar tal como um pedaço de chocolate ou um pedaço de bolo e coloque-o no seu campo de visão. Assim que ela olhar para a recompensa, coloque-a num dos tabuleiros. Se ela não tirar o pedaço de bolo imediatamente, encoraje-a a fazê-lo e aponte para o tabuleiro em questão. Se ela não mostrar interesse, guie-lhe a mão até ao pedaço de bolo. Repita a actividade quantas vezes for necessária até ela começar a prestar atenção ao movimento da sua mão e começar a tirar o doce sem ajuda. 30 – RECUPERAR OBJECTOS CAÍDOS Percepção, visual Motricidade fina, agarrar
    • Motricidade global, braço Meta: Estimular a atenção visual para localizar um objecto Objectivo: Observar um objecto cair, localizar a sua posição e baixar-se para o recuperar Materiais: Uma taça pequena, 5 blocos coloridos Procedimento: Alinhe os 5 blocos na ponta da mesa e segure a taça no seu colo. Faça com que a Maria se sente perto de si. Diga-lhe “Olha.” e, ao mesmo tempo, empurre um dos objectos para fora da mesa. Actue como se estivesse surpresa. Aponte e diga-lhe “ Olha, vai buscar.”. Se necessário ajude-a a localizar e a apanhar o bloco. Em seguida, ajude-a a colocar o bloco dentro da taça que está no seu colo. Imediatamente faça-lhe uma festa e elogie-a. Repita o procedimento com os 5 blocos. Em seguida diga-lhe “Acabou. Obrigada Maria” e dê-lhe um abraço e, eventualmente, um pequeno lanche. 31 – ENCONTRAR UMA RECOMPENSA ESCONDIDA Percepção, visual Meta: Aumentar a atenção visual Objectivo: Virar uma chávena para encontrar uma recompensa alimentar Materiais: Chávena, pequenas recompensas alimentares (por exemplo rebuçados, amendoins, uvas) Procedimento: Sente-se à mesa com a Maria à sua frente. Segure uma recompensa alimentar e coloque-a no seu campo de visão. Chame-lhe a atenção: “Olha Maria.”. Assegure- se que ela está a olhar e coloque a recompensa na mesa à sua frente. Lentamente, coloque a chávena virada ao contrário em cima da recompensa. Em seguida, segure-lhe a mão e ajude-a a tirar a chávena, fingindo-se surpresa quando encontra o doce: “Olha Maria.”. Repita o procedimento com outra recompensa mas encoraje-a e tirar a chávena sozinha. Continue a actividade até ela perceber que tem de remover a chávena sem ajuda. 32 – RECONHECER SONS FAMILIARES Percepção, audição Realização cognitiva Meta: Alertar para sons familiares e reconhecê-los como um meio de comunicação que precede um acontecimento Objectivo: Parar uma actividade quando uma campainha toca, olhar na direcção do som e,
    • de seguida, virar-se para um adulto Materiais: Campainha Procedimento: Antes de iniciar as actividades de tomar banho ou andar de carro, toque a campainha atrás da Maria e diga “Banho.” ou “Carro.” à medida que a prepara para o banho ou para andar de automóvel. Se ela não se vira quando a campainha toca, coloque-se ao seu lado para que note o movimento visualmente. Não a deixe ver o movimento da campainha a não ser que esteja certo de que ela não se apercebe do som. À medida que se habitua com esta rotina, ela notará o som com mais rapidez. Toque sempre a campainha antes destas duas actividades e não use a campainha noutras ocasiões. Quando ela se habituar a estas actividades comece a espaçar o som. 33 – ASSOCIAÇÃO AUDITIVA Percepção, audição Social, interacção individual Meta: Aumentar a percepção auditiva Objectivo: Associar dois sons diferentes , discriminar dois sons e antecipar a acção associada com cada um dos sons Materiais: Nenhum Procedimento: Escolha dois sons engraçados e combine-os com duas actividades engraçadas. Por exemplo: pode optar por fazer-lhe cócegas e dizer “ti-ti-ti” ou bater palmas e dizem “buuuum”. Lembre-se sempre de associar o mesmo som com a mesma actividade. A Maria eventualmente associará os sons às actividades distintas. Após ter repetido esta rotina muitas vezes, faça uma actividade sem a outra, isto é, faça-lhe cócegas sem o som, para ver se ela se antecipa. Por exemplo: hesite uns segundos antes de lhe fazer cócegas e diga “ti-ti-ti”. Verifique se ela se antecipa. Diga “buum” e verifique se ela antecipa o gesto de bater as mãos. 34 – RECUPERAR OBJECTOS Percepção, visual Realização cognitiva, emparelhar Realização cognitiva, linguagem receptiva (opção) Meta: Aumentar a atenção visual e a capacidade em discriminar objectos. Objectivo: Pesquisar um espaço procurando um objecto desejado e recuperar esse objecto
    • sem se distrair com estímulos estranhos. Materiais: Caixa média, 3 pares de objectos comuns ( por exemplo: sapatos, chávenas, maçãs). Procedimento: Espalhe 3 objectos familiares em sítios visíveis da sala. Sente-se com a Maria num local onde se possam ver os 3 objectos. Mostre-lhe um item idêntico a um dos objectos espalhados. Por exemplo: segure um sapato e diga “Vai buscar o sapato.”. Se ela tiver dificuldade em localizar o objecto, chame-lhe a atenção para o mesmo apontando para a área onde ela se encontra. Se ela ainda mostrar dificuldades, aponte directamente para o sapato. Como último recurso, dirija-lhe a mão, mostre- lhe o sapato e diga “Vai buscar o sapato.” e encaminhe-a na direcção do sapato. Coloque os dois sapatos no ponto de partida e, em seguida, na caixa. Recompense-a assim que o par de objectos estiver na caixa, mesmo que a tenha ajudado na tarefa. Repita a actividade até que todos os itens se encontrem dentro da caixa. Se ela tem desenvolvida capacidades adequadas de linguagem receptiva, use apenas comandos verbais “Vai buscar o sapato.”, em vez de emparelhar os itens. 35 – JOGO DA CONCHA Percepção, audição Social, interacção individual Meta: Aumentar a percepção visual e memória Objectivo: Associar dois sons diferentes, discriminar dois sons e antecipar a acção associada com cada um dos sons Materiais: Nenhum Procedimento: Sente-se à mesa e coloque a Maria à sua frente. Para a primeira parte da actividade use 3 copos diferentes. Coloque-os ao contrário em cima da mesa e à frente da criança. Chame-lhe a atenção “Olha Maria.“ e mostre-lhe uma pequena recompensa alimentar (algo que ela goste), assegurando-se que esta se encontra dentro do seu campo de visão. Quando tiver a certeza que ela está a prestar atenção à sua mão, esconda a recompensa debaixo de um dos copos. Não os mova nem os troque de posição. Diga-lhe “Tira o bolo.” (bombom, rebuçado, etc.) e aponte para os copos para que ela entenda que deve procurar a recompensa. Se ela parecer confusa, guie a sua mão para levantar o copo apropriado. Aja como se estivesse contente por achar a recompensa, elogie-a e dê-lhe a recompensa. Quando ela conseguir encontrar a recompensa debaixo de 3 copos diferentes,
    • repita o procedimento usando 3 copos iguais. Quando conseguir encontrar a recompensa usando 3 copos iguais, repita o procedimento, usando apenas 2 copos, mas troque a sua posição após ter colocado a recompensa debaixo de um delas. Lembre-se sempre de assegurar que a Maria está a prestar atenção ao movimento da sua mão- 36 – COPIAR PADRÕES COM BLOCOS Percepção, visual Coordenação óculo-manual, controle Meta: Aumentar a percepção visual e colocar objectos num local específico Objectivo: Dispor 4 blocos segundo um padrão pré- estabelecido Materiais: 4 blocos, cartões ou papel branco, marcadores Procedimento: Faça um número de folhas de trabalho de cartão, cartolina ou papel, executando o traçado exterior de um quadrado e, dentro desse quadrado, desenhe 4 quadrados dispostos de formas variadas tal como é mostrado na figura. Coloque uma das folhas em frente da Maria e dê-lhe um bloco dizendo-lhe “Põe em cima.” ou. ”Põe na casinha.”. Dirija a mão da Maria para colocar o objecto no sítio indicado, recompense-a imediatamente e repita o procedimento até os 4 blocos estarem nos devidos sítios. Repita o procedimento com uma segunda cartolina, mas no quarto bloco diga-lhe “Põe na casinha.” (ou outra expressão que tenha decidido adoptar) sem apontar o sítio indicado. Verifique se ela procura o quadrado que falta preencher. Reduza gradualmente a sua ajuda de forma a que, para o final, não necessite de apontar. 37 – DISCRIMINAR DESENHOS Percepção, visual Realização cognitiva, emparelhar Meta: Aumentar competências visuais e de emparelhar Objectivo: Emparelhar pares idênticos de desenhos simples Materiais: Papel, marcadores ou lápis Procedimento: Use marcadores grossos para fazer desenhos simples mas cheios (ver figura).
    • Coloque apenas um desenho por folha mas faça em duplicado. Coloque um conjunto de desenhos em frente da Maria de forma a que ela os veja a todos ao mesmo tempo. Guarde, no seu colo, os desenhos que combinam com os que estão expostos. Dê-lhe um dos desenhos que tem no colo e diga-lhe “Procura o desenho igual.”. Segure-lhe a mão e dirija-a aos desenhos que estão expostos. Se o desenho não for igual, diga-lhe “Não é igual.” e compare-o com os cartões seguintes. Quando encontrar o desenho igual, diga-lhe “Este é igual.” e coloque os dois cartões lado a lado, assegurando-se que a Maria está a ver enquanto compara os desenhos. Repita o procedimento até todos os desenhos estarem emparelhados. No início não use mais que 3 desenhos por conjunto, mas, gradualmente, aumente o número e complexidade dos desenhos à medida que as suas capacidades aumentam. 38 – DISCRIMINAR OBJECTOS QUE PRODUZEM SONS Percepção, audição Motricidade fina, manipulação Meta: Aumentar a percepção auditiva Objectivo: Emparelhar os sons de diversos objectos Materiais: 3 pares de objectos que produzam som (castanholas, sino, campainha, boneco de apertar, apito, etc.) Procedimento: Sente-se com a Maria numa mesa. Coloque 2 objectos diferentes na mesa, à sua frente, guarde 2 objectos iguais para si e coloque-os à sua frente. Use um deles de forma apropriada e, de seguida, segure a mão da Maria e ajude-a a usar o objecto igual por forma a produzir o mesmo som. Coloque-o no mesmo lugar e repita o procedimento com o segundo objecto. Coloque-o no seu lugar original (em cima da mesa). Volte a produzir som com o 1º objecto e encoraje-a usar o seu. Verifique se ela escolhe o objecto correcto. Se ela não o faz, pare-a e guie-lhe as mãos para aquela que está certo. Repita o procedimento, alternando entre os dois objectos. Quando a Maria conseguir escolher o objecto produtor de som correctamente e de forma consistente, comece a variar o padrão de escolha de forma a não alternar entre os dois (por exemplo: escolha duas vezes o 1º e uma vez o segundo, etc..). Finalmente coloque os seus objectos numa caixa atrás das costas. Escolha um deles e produza um som de forma a que a Maria não consiga ver qual está a usar. Faça com que ela escolha o objecto correcto e emita o som apropriado. À medida
    • que vai adquirindo mais competências, aumente o números de objectos de som mas assegure-se sempre que cada um delas produz um som distinto. 39 – CAIXA DE ENCAIXES Percepção, visual Realização cognitiva, emparelhar. Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, manipulação Meta: Melhorar a procura visual, emparelhar, coordenação óculo-manual Objectivo: Inserir 3 objectos numa caixa de encaixes simples Materiais: Caixa de sapatos, 3 itens de vários tamanhos e formas ( por exemplo: uma conta, 2 blocos diferentes) Procedimento: Corte o formato de 3 objectos simples na tampa da caixa de sapatos. Assegure-se que os objectos podem ser introduzidos nesses espaços sem dificuldade. Demonstre à Maria como colocar o objecto no sítio correcto e insira o objecto na caixa. Dê-lhe um segundo objecto. Se ela parecer confusa, guie a sua mão no sentido de ela conseguir colocar o objecto correctamente: dirija a sua mão para o orifício. Se não couber diga “Não.” e mova a mão para o orifício seguinte. Quando encontrar o sítio correcto diga “Sim.” e ajude-a a inserir o objecto. Repita o procedimento até a Maria conseguir colocar todos os objectos sem assistência. Quando esta caixa se tornar fácil para ela, construa uma mais difícil com diferentes objectos. 40 – COPIAR PADRÕES COM BLOCOS Percepção, motricidade Coordenação óculo-manual, controle Meta: Aumentar a capacidade de perceber diferenças em desenhos e Imitar o uso de
    • materiais para copiar esses desenhos Objectivo: Dispor 5 blocos de forma a imitar a disposição dada pela professora Materiais: 10 blocos Procedimento: Sente-se com a Maria na mesa e coloque à sua frente 5 blocos, guardando 5 para si. Diga-lhe “Olha Maria.“ e disponha os seus blocos de uma forma distinta (ver figura), assegurando-se que ela está a prestar atenção à forma como dispõe os cubos ou blocos. Aponte para os blocos que ela tem à frente e diga “ Faz tu”. De início terá de lhe guiar as mãos para que ela consiga colocar os cubos de forma apropriada. Repita o procedimento com 3 padrões diferentes por sessão. Reduza a sua assistência assim que ela começar a copiar os desenhos sozinha. Recompense-o cada vez que conseguir copiar correctamente a disposição dos cubos da professora. 41 – ESCOLHER FORMAS Percepção, visual Realização cognitiva, emparelhar Meta: Aumentar a atenção visual e competências de emparelhar Objectivo: Escolher 3 formas diferentes Materiais: Papel grosso colorido Procedimento: Corte vários triângulos, quadrados e círculos, assegurando-se que cada forma é do mesmo tamanho e cor. Coloque um exemplar de cada um em frente à Maria. Dê- lhe as outras formas, uma de cada vez, e peça-lhe para as colocar no conjunto apropriado. Se ela parecer confuso, guie a sua mão para emparelhar as formas de maneira correcta, dizendo “É esta.” ou “Não é esta.”. Além disso, vá nomeando as formas à medida que as tenta colocar no sítio correcto. A Maria poderá não entender os nomes, de início, mas habituar-se-á a ouvir diferenças nos sons desses nomes. 42 – DISCRIMINAR TAMANHOS E FORMAS Percepção, visual Realização cognitiva, emparelhar
    • Meta: Aumentar a atenção visual e as competências de emparelhar Objectivo: Emparelhar formas ou diferentes tamanhos Materiais: Papel, cartão cola, tesouras Procedimento: Corte pares de quadrados, triângulos, círculos e rectângulos de diferentes tamanhos. Assegure-se que todas as formas são da mesma cor. Cole um dos conjuntos numa cartolina e guarde as formas correspondentes (ver figura). Coloque a cartolina em frente da Maria, dê-lhe uma das formas e faça com que ela procure a figura correspondente. Se ela parecer confusa, mostre-lhe como colocar a figura no sítio correcto, comparando-a com as figuras da cartolina, uma a uma. Repita o procedimento, até todas as formas terem sido colocadas. 43 – PUZZLES – 1 Percepção, visual Coordenação óculo-manual, controle Meta: Aumentar a percepção visual e a percepção da forma Objectivo: Observar a mão da professora, tirar uma peça do puzzle da sua mão e emparelhá-la com o local apropriado do puzzle Materiais: Um puzzle simples de 3 ou 4 peças Procedimento: Retire todas as peças do puzzle e coloque o encaixe em frente da Maria. Guarde as peças no seu colo onde ela não as possa ver. Coloque uma das peças no seu campo de visão e diga “Olha.”. Assegure-se de que ela está a olhar para a peça, coloque-a na mão frente da Maria e ajude-a rodar até que ela a consiga colocar no encaixe. Repita o procedimento com as outras peças, retirando a assistência manual de forma gradual, à medida que ela começa a conseguir desempenhar essa actividade sozinha. Recompense-a de cada vez que ela conseguir colocar correctamente as peças. Se ela tem dificuldade em colocar a peça no encaixe, dê- lhe toda a assistência possível antes dela se mostrar frustrada. O objectivo da tarefa é simplesmente encaixar as peças nos locais certos. Assegure-se que lhe
    • mostra a peça de diferentes locais de cada vez que ela tiver que visualizar a sua mão. 44 – PUZZLES – 2 Percepção, visual Coordenação óculo-manual, controle Meta: Aumentar a percepção visual Objectivo: Observar a mão da professora e colocar as peças no local apropriado do puzzle Materiais: Um puzzle simples de 3 ou 4 peças Procedimento: Retire as peças do puzzle e espalhe-as de forma que fiquem ao seu lado. Diga “ Olha Maria.” e aponte para uma das peças. Quando ela olhar, diga-lhe para a colocar. Se necessário, guie-lhe as mãos para que segure a peça, para que a compare com os vários encaixes e para que a coloque no local apropriado. Se ela tentar colocar outra que não a indicada por si, pare-a e dirija a atenção para a peça correcta. Repita o procedimento até todas as peças estarem no puzzle. Uma vez que isto é uma tarefa perceptiva primária, não se preocupe demasiado se ela não conseguir colocar totalmente a peça no encaixe, mas recompense-a cada vez que ela descubra o encaixe correcto. 45 – DISCRIMINAR CORES Percepção, visual Realização cognitiva, emparelhar Motricidade fina, agarrar Meta: Aumentar a atenção visual, a discriminação da cor e a generalização da cor Objectivo: Escolher um grupo de 8 objectos diferentes pela cor Materiais: 8 objectos diferentes , 4 de uma tonalidade e 4 de outra (escolha cores parecidas, o mais semelhante possível), 2 tabuleiros Procedimento: Coloque os dois tabuleiros em frente da Maria. Coloque um objecto num tabuleiro e nomeie a cor; coloque outro objecto, de cor diferente, noutro tabuleiro e nomeie a cor. Guarde os objectos no seu colo para que a Maria não se distraia. Dê-lhe os objectos, um de cada vez, nomeando sempre a cor. Faça com que ela coloque cada item no tabuleiro de acordo com a cor. Se ela colocar o objecto no tabuleiro correcto, diga “Sim, é azul.” e recompense-a imediatamente. Continue o procedimento até todos os objectos estarem colocados nos sítios correctos.
    • Quando ela demonstrar à vontade nesta tarefa, adicione uma terceira cor. Lembre- se sempre de nomear a cor sempre que lhe dá uma peça para que se habitue a percepcionar a diferença dos sons. 46 – COMBINAR CORES Percepção, visual Realização cognitiva, emparelhar Meta: Melhorar a discriminação da cor, a atenção visual e as competências de emparelhar Objectivo: Combinar blocos coloridos com papel colorido semelhante Materiais: Blocos coloridos, papel a combinar Procedimento: Coloque 2 quadrados diferentes e coloridos numa folha de papel branco. Guarde os blocos coloridos no seu colo. Dê à Maria um dos blocos diga-lhe para ela procurar o da mesma cor. Se necessário, guie-lhe a mão. Então, ajude-a a colocar o segundo bloco no segundo quadrado de papel da mesma cor. Elogie-a imediatamente. Repita o procedimento com os mesmos materiais mas não lhe guie a mão. Se ela tentar colocar um bloco em cima de um quadrado de cor diferente diga “Não.” e guie a mão para o quadrado apropriado. Repita o procedimento até que ela consiga colocar os blocos nos quadrados correctos, sem assistência. à medida que a tarefa começa a ficar fácil para ela, introduza blocos e quadrados de papel de outra cor diferente. 47 – PERCEPÇÃO DE SONS Percepção, audição Imitação, motricidade Motricidade fina, manipulação Meta: Melhorar a percepção auditiva Objectivo: Perceber um número de sons diferentes e imitar esse sons Materiais: Nenhum Procedimento: Sente-se à mesa e coloque a Maria na sua frente. Chame-lhe a atenção dizendo o seu nome e bata imediatamente com os nós dos dedos na mesa. Faça uma pequena pausa entre cada batida de forma que os sons sejam distintos. Encoraje-a a fazer o mesmo e guie a sua mão para bater na mesa duas vezes. Elogie-a e recompense-a imediatamente. Repita o procedimento, mas desta vez bata duas
    • vezes. Ajude-a novamente a bater três vezes e recompense-a. Finalmente bata apenas uma vez e ajude-a mais uma vez. À quarta vez, bata novamente duas vezes mas não a ajude. Se ela tentar bater mais ou menos vezes diga “Não.” e bata duas vezes. Ajude-a a bater duas vezes. Repita o procedimento até a Maria conseguir copiar, de forma consistente, o número de vezes que a professora bateu. Quando ela se habituar à tarefa, bata no topo da mesa para que ela possa apenas ouvir as diferentes batidas que deveria realizar. Se ela parecer confusa, aponte para a sua orelha (da professora) e, de seguida, toque a da Maria e bata novamente. 48 – JOGO DE DOMINÓ Percepção, visual Social, interacção individual Meta: Jogar dominós com outra pessoa Objectivo: Emparelhar conjuntos e esperar a sua vez Materiais: Conjuntos de dominós e conjuntos de cartas pintadas com os padrões dos dominós. Procedimento: Coloque as cartas numa linha, na mesa (ver figura A). Dê à Maria, uma carta de cada vez para colocar na pilha correcta (colocar as cartas com duas pintas juntas, com quatro pintas, etc..). Não lhe peça para contar as pintas pois o objectivo é fazer com que ela reconheça visualmente cada conjunto. Quando ela conseguir realizar essa tarefa sem dificuldade, mostre-lhe que cada carta é como uma das metades duma peça de dominó. Pratique esse emparelhar com uma carta e com uma metade duma peça de dominó (ver figura B). Quando a Maria conseguir realizar esta actividade com diferentes peças, é altura de iniciar um jogo do mesmo género, em que joga ela e a professora, um de cada vez. Coloque 6 dominós num tabuleiro. Os jogadores tiram um dominó do tabuleiro e verificam se combinam com as cartas que estão dispostas na mesa. Se tal não acontece, os jogadores podem tirar um dominó extra da pilha. Não se joga por competição ou para contar pontos. Este jogo serve apenas para combinar conjuntos e para aprender a jogar por turnos.
    • 49 – COPIAR A SEQUÊNCIA DE UM DESENHO Percepção, visual Motricidade fina, manipulação Desempenho verbal, vocabulário Meta: Reconhecer uma sequência e copiá-la Objectivo: Copiar uma sequência de cortes de papel, trabalhar da esquerda para a direita Materiais: Papel colorido cortados em várias formas (rodas pretas de 3 cm, rectângulos e quadrados, dois de cada tamanho), papel branco com duas linhas desenhadas (ver figura) Procedimento: Mostrar a folha de trabalho à Maria apontando para o semáforo desenhado à esquerda. Dizer-lhe “Olha, vou fazer uma fila com carros parados no semáforo.” (ou outra expressão mais simples). Junte as rodas e os quadrados e as rodas para formar uma linha com 3 carros. Peça à Maria para repetir “Primeiro o carro vermelho e grande, depois o carro azul e por fim o verde comprido”. Agora, peça- lhe para, na linha de baixo, fazer uma linha de carros iguais à que fez. Após ela ter juntados as peças correctamente, peça-lhe para as passar para o papel. No dia seguinte, use um tema diferente mas ainda com uma sequência de 3 objectos (exemplo: caixas grandes, médias e pequenas debaixo de uma arvore de Natal, etc.). Assegure-se que a Maria trabalha sempre da esquerda para a direita. Quando verificar que ela entende a sequência, faça com que ela copie sequências de formas e cores que não são representativas de objectos concretos. 50 – LEITURA GLOBAL Percepção, visual Desempenho verbal, vocabulário Meta: Ler globalmente 5-10 palavras Objectivo: Emparelhar a palavra escrita com o objecto e dizer a palavra. Materiais: Cartões, fita cola, palavras escritas
    • Procedimento: Coloque as palavras nos cartões e faça 5 cópias de cada palavra. Primeiro, ensine a Maria a emparelhar as palavras para ter a certeza de que ela sabe que são as mesmas (ver figura). Agora cole, com fita cola, a palavra ao objecto em questão (cole a palavra “mesa” no objecto “mesa”, etc. ). Sente a Maria na cadeira, segure o cartão e pergunte “O que diz neste cartão?”. Se ela não souber, diga-lhe e peça-lhe para colocar o cartão no objecto real. Quando ela o fizer, tranquilize-a dizendo “ Sim, isso diz...” (nome do objecto). De seguida, peça-lhe para repetir a palavra. Continue com este jogo diariamente, dando-lhe ajuda assim que ela hesitar. Quando vir que ela se lembra das palavras, teste-a, removendo os cartões previamente colados ao objecto e veja se ela ainda consegue ler os cartões e apontar ou colocar o rótulo no objecto. Se a Maria conseguir lembrar-se das palavras por uma semana, sem ajuda do objecto real, então tente ensinar-lhe mais algumas. Ensine-lhe palavras que lhe sejam úteis mais tarde quando lhe quiser dar instruções tais como “Apaga a luz.” ou “Coloca aqui a roupa suja.”.
    • MOTRICIDADE GLOBAL O desenvolvimento das competências de motricidade global é uma parte importante de qualquer programa pedagógico infantil. Apesar destas capacidades nas crianças com autismo e nas crianças com perturbações de desenvolvimento se desenvolverem normalmente, na maioria dos casos, é sempre necessário ensinar novas competências usando as mesmas técnicas. A energia, a força e a agilidade de uma criança com autismo pode estar mais desenvolvida do que a sua compreensão verbal ou social. Implementando um programa para a motricidade global, conjuntamente com o programa geral, podemos usar actividades divertidas que apoiam a tomada de consciência do seu corpo e da sua relação com o meio. Podemos também usar essas actividades no estabelecimento de limites comportamentais e sociais apropriados, e no desenvolvimento de competências em quase todas as áreas de funcionamento. A hiperactividade demonstrada por algumas crianças com autismo, pode ser gerida mais eficazmente no contexto de um programa de motricidade global. Existe um número cada vez maior de sistemas escolares que utilizam terapeutas em currículos realizados para o desenvolvimento de motricidade global. Pensamos, no entanto, que é importante que sejam os pais e professores a desenvolver esta área e que consultem os terapeutas de motricidade apenas quando for necessário. Professores e pais estão em melhor posição para integrar essas actividades estruturadas na sala de aula e em casa. Os problemas mais comuns das crianças com autismo, no que respeita a motricidade global, são: 1. falta de energia e força muscular 2. fraco controle do equilíbrio 3. falta de jeito para contornar obstáculos 4. fraco controle na força e na velocidade 5. dificuldade em organizar o corpo todo numa acção motora única.
    • 51 – BATER AS PALMAS Motricidade global, braços Meta: Aumentar a coordenação bilateral de movimentos Objectivo: Bater as mãos na linha média Materiais: Nenhum Procedimento: Sente a criança no seu colo, de frente para si. Bata as palmas devagar enquanto vai cantando uma melodia simples e vai dizendo com ritmo “Palminhas, palminhas, Maria.”. Então faça-lhe cócegas devagar de forma a que ela goste. De seguida, segure-lhe nas mãos e ajude-a a bater palmas enquanto repete a canção. Faça-lhe cócegas mais uma vez. à medida que ela se habitua ao jogo, reduza gradualmente a ajuda, segurando-lhe os pulsos, a seguir a parte inferior dos braços e, finalmente, toque-lhe apenas nas mãos para lhe indicar que deve começar a bater palmas. 52 – SENTAR-SE, SEM AJUDA Motricidade global, corpo Meta: Conseguir sentar-se sem ajuda Objectivo: Voltar-se e usar os braços para impulsionar o movimento Materiais: Nenhum Procedimento: Sempre que for brincar com a Maria ou movê-la para outro local da casa, pratique a rotina de sentá-la em primeiro lugar em vez de, simplesmente, levantá-la. Enquanto ela estiver deitada coloque o braço direito da criança ao seu lado. Então, segure o seu braço esquerdo e empurre-a ligeiramente de forma a que o seu peso fique sobre o braço direito. Enquanto continua a puxar para a frente, ajude a criança a levantar o cotovelo direito de forma a que a sua mão fique espalmada no chão (servindo assim de suporte para que se levante). À medida que se vai habituando à rotina, ajude-a cada vez menos de forma a que, quando a segurar no braço esquerdo, ela se comece a impulsionar sem ajuda. Se seguir esta rotina cada vez que a levantar, ela começará a antecipar os movimentos. 53 – PROCURAR UM OBJECTO Motricidade global, braços Motricidade fina, agarrar Meta: Melhorar a capacidade da criança de atender às suas necessidades sem ajuda Objectivo: Procurar objectos e colocá-los ao nível dos olhos
    • Materiais: Animal de peluche ou outro brinquedo Procedimento: Pendure por um fio um animal de peluche, por exemplo: numa porta e assegure-se que o objecto fica à altura dos olhos da Maria, de forma a que ela possa chegar-lhe facilmente. Diga-lhe “Mexe no boneco.” e recompense-a cada vez que ela se esticar para o tocar. Quando ela tiver aprendido a esticar-se para apanhar o brinquedo, coloque um brinquedo pequeno na ponta da mesa. Assegure-se que a Maria vê o brinquedo e diga “Vai buscar o brinquedo.”. Quando ela retirar o objecto, elogie-a e deixe-a brincar por alguns minutos. Repita o procedimento várias vezes mas lembre-se que após esta actividade os objectos que estejam em cima ou nas pontas das mesas não estarão a salvo. Assegure-se que objectos que se possam partir ou sejam perigosos não sejam colocados nesses locais. 54 – APANHAR Motricidade global, braços Socialização, interacção individual Realização cognitiva, linguagem receptiva (opção) Meta: Desenvolver competências motoras dos braços e interacção social apropriada Objectivo: Jogar à apanhada com outra pessoa Materiais: Bola tamanho médio Procedimento: Faça com que a Maria fique de frente para si, distanciada cerca de 30 cm. Faça com que ela vire as palmas das mãos para cima e dê-lhe a bola. Então, coloque as suas mãos da mesma maneira, e diga “Dá-me a bola.”, ou faça um gesto que signifique dar a bola. Se ela não responder, repita as palavras ou gestos e tire-lhe a bola. Elogie-a imediatamente, mesmo que tenha tido de lha tirar das mãos. Repita o procedimento até que a Maria aprenda a lidar com a bola. Distancie-se mais 30 cm dela e atire a bola devagar para que ela a apanhe. Não se preocupe se, de início, ela não a conseguir apanhar. Simplesmente volte à posição inicial, mas agora é a criança que segura a bola. Diga-lhe “Dá a bola.” ou faça um gesto apropriado para esse efeito. Se ela ficar confusa com a distância adicional, mime a acção de atirar a bola. Continue a atirar a bola mesmo que ela não a consiga apanhar, até que aprenda a fazê-lo. Elogie-a por atirar a bola de forma apropriada mas, se a apanhar seja mais generosa com o elogio no sentido de a deixar saber que conseguiu realizar algo de excepcional.
    • 55 – PASSAR POR CIMA E FICAR EM CIMA DE OBSTÁCULOS Motricidade global, braços. imitação, motricidade Meta: Aumentar a coordenação e a confiança nas capacidades relacionadas com a motricidade global Objectivo: Passar por cima ou ficar em cima de diversos obstáculos Materiais: Caixas de sapatos, banco, livro grande, pacotes do leite Procedimento: Disponha uma série de caixas de sapatos e pacotes de leite no chão. Mostre à Maria como passar por cima de cada obstáculo usando movimentos exagerados. Em seguida, ajude-a a passar por cima mesmo que a tenha de levantar ligeiramente, dizendo ao mesmo tempo “Por cima.”, todas as vezes que passar por cima de um obstáculo. Quando ela conseguir passar por cima dos pacotes de leite e das caixas de sapatos, ajude-a a ficar em cima dum banco baixo ou dum livro largo. Demonstre como fica em cima do livro (1º um pé e depois o outro), dizendo “Em cima.”. Ajude-a a imitar as suas acções. Repita a actividade tantas vezes quantas forem necessárias até conseguir realizar a actividade sem assistência. Não espere que ela responda correctamente apenas aos comandos verbais “Em cima.” e “Por cima.”. Aponte sempre para o topo do objecto quando quiser que ela fique em cima de algo. 56 – CORRIDA DE OBSTÁCULOS Motricidade global, corpo percepção, visual Meta: Melhorar a coordenação e o equilíbrio e desenvolver a capacidade de seguir um percurso visual Objectivo: Seguir um percurso envolvendo movimentos “debaixo de, em cima de ou à volta de” séries de obstáculos simples Materiais: Mobília, corda Procedimento: Coloque uma corda colorida, se possível, numa dependência da casa de forma a contornar vários móveis, debaixo das cadeiras, em cima das mesas, etc. Chame a atenção da Maria e coloque uma recompensa no final da corda. Então guie-a pelo percurso que a corda exige. No final da corda, ela recebe a recompensa. Depois de ter realizado, com a Maria o percurso algumas vezes, verifique se ela o consegue realizar sozinha. Mantenha-se perto dela e, se parecer confusa, dirija a atenção para a corda. Lembre-se de criar obstáculos simples, de início.
    • 57 – APANHAR BRINQUEDOS DO CHÃO Motricidade global, corpo Imitação, motricidade Motricidade fina, agarrar Meta: Melhorar o equilíbrio Objectivo: Apanhar um objecto do chão sem perder o equilíbrio Materiais: Animal de peluche, bloco, bola, caixa pequena Procedimento: Colocar um animal de peluche no meio do chão afastado da mobília e de perigos potenciais. Ande com a Maria até ao brinquedo e mostre-lhe que se dobra para o apanhar. Então coloque o brinquedo novamente no chão e indique-lhe para o fazer também. Segure-a, se for necessário, enquanto ela o faz. Recompense-a, deixando-a brincar com o animal alguns minutos. Repita o procedimento tantas vezes quanto as necessárias, até que a Maria seja capaz de se baixar para apanhar o objecto sem perder o equilíbrio.Quando a Maria estiver segura do seu equilíbrio, espalhe um número de brinquedos um pouco mais pequenos na sala. Comece com 2 ou 3 blocos ou bolas e coloque-os no chão, num sítio visível enquanto ela estiver a ver. Leve consigo uma caixa e caminhe com a Maria até ao sítio onde estão esses brinquedos. Faça com que ela apanhe os objectos e os coloque na caixa. Reforce-a quando todos os objectos estiverem na caixa. 58 – BLOCOS GRANDES Motricidade global, corpo Meta: Melhorar a capacidade da criança de caminhar enquanto transporta objectos Objectivo: Apanhar, carregar e empilhar 4 blocos largos Materiais: 4 caixas de sapatos, papel colorido Procedimento: Transforme as caixas de papel em blocos, enchendo-as com papel de jornal. Coloque as respectivas tampas e forre-as com papel colorido. Espalhe os blocos no chão, assegurando-se que estão visíveis. Dirija a atenção da Maria para um dos blocos e diga: “Vai buscar o bloco.”. Faça com que ela apanhe a caixa e a traga de volta. Ajude-a apenas se ela precisar. Repita o procedimento até a Maria conseguir recolher todos os blocos. Mostre-lhe como elas se empilham os dois primeiros blocos e faça com que ela empilhe os seguintes. Ajude-a se necessário. Quando estiverem todos empilhados, deixe-a dar um pontapé e recomeçar.
    • 59 – SUBIR DEGRAUS Motricidade global, corpo Meta: Melhorar o equilíbrio, coordenação e a capacidade da criança em mover-se de forma independente Objectivo: Subir degraus sem alternar os pés Materiais: Degraus, fio, lápis Procedimento: Quando a Maria conseguir pisar em objectos de forma consistente (actividade 55), comece a trabalhar com os degraus. Faça com que ela fique de pé em frente delas. Fique ao seu lado e segure-lhe na mão. Diga “Para cima.” ou “Upa.” ou outra expressão semelhante e coloque o seu pé esquerdo em cima do degrau. Repita “Para cima.” e dê-lhe um pequeno empurrão até que ela levante o seu pé esquerdo. Ajude-a se necessário. Elogie-a e repita o procedimento. Quando ela conseguir subir 3 degraus segurando a sua mão mas sem que tenha de lhe mover os pés, repita a actividade, mas deixe-a segurar apenas um dos seus dedos. À medida que as suas capacidades e confiança aumentam faça com que ela suba os degraus, mas em vez de a deixar segurar um dos seus dedos, faça com que ela segure a ponta de lápis enquanto o adulto segura a outra ponta. Depois, substitua o lápis por um fio. Finalmente, apenas suba ao seu lado para fazer com ela se sinta segura. 60 – ROLAR UMA BOLA – 1 Motricidade global, braço Coordenação óculo-manual, controle Percepção visual Meta: Seguir um objecto visualmente, controlá-lo manualmente e dirigi-lo para um alvo. Objectivo: Apanhar uma bola e fazê-la rolar sem ajuda. Materiais: Bola grande Procedimento: Sente-se no chão distanciada da criança sensivelmente 1,5 metros. Diga “Olha, Maria” e role a bola devagar na sua direcção. Se ela se mover para a apanhar, gesticule para que a devolva. De início, é provável que necessite de uma terceira pessoa que se sente por detrás dela e lhe guie as mãos. Quando ela se aperceber que o que se pretende dela é que apanhe a bola, comece a rolá-la em diferentes direcções. Por exemplo pode começar por fazer rolar a bola para o seu lado esquerdo e direito de forma a que ela tenha de seguir a bola visualmente e
    • posicionar-se para a alcançar. 61 – ROLAR A BOLA – II Motricidade global, braço Percepção, visual Meta: Desenvolvimento do braço e aprender a rolar uma bola Objectivo: Rolar uma bola contra a parede, apanhá-la consistentemente sem ajuda Materiais: Bola grande Procedimento: Sente-se no chão à distância de um metro da parede. Faça com a Maria se sente ao seu lado. Pode ser que, de início, tenha de usar as suas pernas para impedir que ela se vá embora. Coloque a bola no seu campo de visão e role-a, devagar, contra a parede. Apanhe-a quando ela voltar para si. Então coloque a bola nas mãos da Maria e ajude-a a rolar a bola contra a parede. Ajude-a também a apanhar a bola quando esta voltar. Reduza gradualmente a sua ajuda até que ela consiga rolar a bola sem ajuda, ver para onde vai a apanhá-la. 62 – CAMINHAR SEM AJUDA Motricidade global, corpo Motricidade fina, agarrar Meta: Melhorar o equilíbrio e desenvolver a confiança nas capacidades motoras Objectivo: Andar 6 metros sem ajuda Materiais: Metro articulado, corda Procedimento: Delimite uma área para andar, livre de obstáculos. Coloque duas peças de fio no chão para significar as linhas de chegada e de partida. Distancie as linhas 1 metro entre si e, gradualmente, aumente a distância entre elas à medida que as aptidões da Maria aumentam. Coloque uma recompensa, talvez um pedaço de bolo ou um boneco, no final do percurso para lhe mostrar exactamente até onde ela vai. Coloque-se na linha de partida e ajude a Maria a chegar à outra linha seguinte, segurando-a pelas mãos. Se ela não tentar mexer os pés levante-a ligeiramente de forma a que dê alguns passos. Deixe-a parar e descansar se necessário mas mantenha-a numa posição erecta para fortalecer as pernas. À medida que a Maria se tornar mais autónoma, deixe que faça o percurso segurando apenas uma das suas mãos. Quando ela conseguir andar uma distância de 3 metros, segurando apenas uma das suas mãos, faça com que ela segure a ponta de um metro
    • articulado, enquanto o adulto segura a uma pequena distância a mão da criança. Continue a percorrer o caminho e vá movendo a sua mão para o outro extremo do metro articulado. Quando ela conseguir andar uma distância de 6 metros segurando o metro articulado, substitua-o por um pedaço de corda com cerca de 0,5 metro e repita o procedimento. Quando a Maria conseguir andar uma distância de 6 metros segurando a extremidade do fio, enquanto o adulto segura a outra, encoraje-a a fazê-lo sem segurar nada. De início o adulto terá de se manter perto dela, mas tente, gradualmente, separar-se dela enquanto está a andar. 63 – CAMINHAR PARA OS LADOS E PARA TRÁS Motricidade global, corpo Percepção, visual Meta: Melhorar o equilíbrio e desenvolver várias formas de andar Objectivo: Andar para os lados e para trás enquanto mantém o equilíbrio Materiais: Puxar fio com brinquedo Procedimento: Coloque o fio na mão da Maria e reforce-a quando ela o agarra com a sua própria mão. Comece a andar de forma que, ao puxar o brinquedo, este fique atrás de si. Dirija a sua atenção para o brinquedo de modo a que a Maria tenha de voltar a cabeça para o ver enquanto ainda anda para trás. Quando ela se sentir bem andando de lado, faça com que se volte e fique de frente para o brinquedo. Então, vocês as duas andam para trás enquanto olham para o brinquedo. Se ela mostrar pouco interesse em andar para trás olhando o boneco, tente com outro, ou então faça um ruído que combine com o brinquedo (por exemplo: choo - choo, enquanto puxa um comboio), para a encorajar a prestar atenção. Quando a Maria se puder movimentar facilmente, enquanto olha o boneco, faça com que ela puxe o brinquedo à volta de móveis para que se acostume a prestar atenção ao que está à sua frente e atrás de si. 64 – EXERCÍCIOS DE EQUILÍBRIO: TOQUES NOS DEDOS DOS PÉS Motricidade global, corpo Imitação, motricidade Meta: Aumentar a flexibilidade e a condição física geral Objectivo: Tocar os dedos 10 vezes Materiais: Nenhum Procedimento:
    • Sente-se perto da Maria com os seus braços direitos e as palmas das mãos pousadas no chão. Ajude-a a assumir posição similar. Faça com que ela perceba que se pretende que ela a imite e, devagar, dobre-se pela cintura até tocar os joelhos. Em seguida, toque os joelhos. Se a Maria demonstrar dificuldade na imitação, pode ser útil ter uma terceira pessoa para ficar atrás dela para a ajudar a assumir as posições que se pretendem. Gradualmente tente chegar com as mãos ao chão até que consiga tocar nos pés sem dobrar excessivamente os joelhos. 65 – ABRIR GAVETAS E ARMÁRIOS Motricidade global, braço Motricidade fina, agarrar Meta: Aumentar a capacidade da criança em satisfazer as suas próprias necessidades e desenvolver a força das mãos e braços. Objectivo: Abrir gavetas e armários sem ajuda. Materiais: Pequenos brinquedos, armários com gavetas e portas. Procedimento: Assegure-se que a Maria está a vê-la esconder o brinquedo favorito ou uma recompensa num armário. Lentamente abra a porta do armário e mostre-lhe o brinquedo. Feche novamente a porta. Coloque a mão da Maria na porta e ajude-a a abri-la. Mostre-lhe o brinquedo e deixe-a brincar com ela por uns instantes. Repita o procedimento muitas vezes, reduzindo de forma gradual a sua ajuda até ela conseguir abrir a porta de forma autónoma. Repita o procedimento para ensinar a Maria a abrir gavetas. Assegure-se que os armários onde ela pratica têm gavetas e portas que abrem facilmente, para que não fique frustrada. Após ter trabalhado nesta actividade, lembre-se de retirar objectos perigosos do interior de gavetas que estejam ao seu alcance. 66 – PERMANECER NUM SÓ PÉ Motricidade global, corpo Imitação, motricidade Meta: Melhorar o equilíbrio Objectivo: Ficar num só pé 5 segundos sem ajuda e sem perder o equilíbrio Materiais: 2 cadeiras, metro articulado Procedimento: Coloque as duas cadeiras juntas numa área livre de outros objectos. Coloque a Maria à sua frente e cada um de vós segura-se a uma cadeira. Assegure-se que ela
    • está a olhar para si e, lentamente, levante um pé do chão. Faça-lhe sinal para que a imite. Se ela não a imitar, levante-lhe o pé e certifique-se que ela está a segurar- se à cadeira. Se possível peça a uma terceira pessoa que lhe levante o pé enquanto você está a modelar. Repita o procedimento até que ela consiga ficar num só pé, durante 5 segundos, enquanto está seguro à cadeira. Retire a cadeira e segure-lhe a mão enquanto a Maria mantém a posição. Quando ela se sentir seguro a agarrar a sua mão, faça com que ela segure a extremidade de um metro articulado, pondo a sua mão perto da dela. Lentamente afaste a sua mão para a outra ponta do metro articulado, sem o largar Finalmente, quando ela conseguir ficar num só pé durante 5 segundos enquanto você segura na ponta do metro articulado, retire-o e faça com que a Maria se mantenha num pé sem suporte. 67 – DAR PONTAPÉS NUMA BOLA Motricidade global, pernas Socialização, interacção individual Meta: Melhorar a coordenação olho-pé e aprender a dar um pontapé numa bola grande Objectivo: Dar um pontapé numa bola grande na direcção de uma pessoa Materiais: Duas cadeiras, bola grande Procedimento: Alinhe duas cadeiras, de frente uma para a outra, junto a uma parede. Delimite o outro espaço lateral com caixas ou outros materiais, para criar uma espécie de corredor em que a Maria e o adulto possam dar um pontapé à bola, sem que esta role para os lados. Faça com que ela se sente numa cadeira enquanto você se senta noutra. Devagar empurre na sua direcção a bola e encoraje-a a fazer o mesmo. Repita a acção se necessário. Se a Maria tiver dificuldade em entender o que se pretende, coloque a bola aos seus pés e manipule as suas pernas afim de dar um pontapé na bola. Recompense-a imediatamente e encoraje-a a pontapear novamente a bola. 68 – PERMANECER NAS PONTAS DOS PÉS Motricidade global, pernas Meta: Melhorar a força das pernas e o equilíbrio Objectivo: Balançar-se nas pontas dos pés por 10 períodos de 3 segundos cada Materiais: Nenhum Procedimento: Fique de frente para a Maria e chame-lhe a atenção. Lentamente, eleve-se em
    • meias pontas de pés e volte à posição inicial. Repita o movimento mas, desta vez, chame-lhe a atenção para os pés (aponte) “Olha, Maria.”. Segure-lhe os braços e, lentamente eleva-a um pouco para que ela fique apoiada nos dedos. Repita várias vezes até que ela se habitue a permanecer em meias pontas, reduzindo gradualmente a actividade. O objectivo é que ela consiga fazer este exercício 10 vezes seguidas. 69 – EXERCÍCIOS DE EQUILÍBRIO: PULAR Motricidade global, pernas Imitação, motricidade Meta: Melhorar a força das pernas, coordenação e a condição física geral. Objectivo: Saltar e tocar um objecto suspenso 10 vezes. Materiais: Fio, esponja Procedimento: Coloque a Maria à sua frente e mostre-lhe como pular. Peça-lhe para a imitar, enquanto você continua a pular várias vezes. Se ela não a tentar imitar, segure-a pelos braços e levante-a ligeiramente enquanto o adulto salta. Quando ela começar a compreender que se pretende que salte, reduza gradualmente a sua ajuda até que ela o consiga fazer sozinha. Pendure uma esponja a uma distância a Maria consiga chegar, quando salta. Mostre-lhe como saltar e chegar a tocar na esponja. Recompense-a sempre que ela conseguir tocar o objecto suspenso. Quando a Maria conseguir tocar a esponja 10 vezes seguidas, aumente a altura mas certifique-se que continua dentro do seu alcance. 70 – JOGO DE BOLICHE Motricidade global, braços. Socialização, interacção individual Imitação, motor Meta: Aumentar a força dos braços e melhorar a precisão dos braços para atingir um alvo Objectivo: Rolar uma bola larga com precisão a uma distância de 3 metros Materiais: Bola grande, pacotes do leite vazios Procedimento: Coloque 6 pacotes do leite num padrão 3-2-1. Desenhe um linha a aproximadamente 2 metros dos pacotes. Mostre à Maria como se posicionar atrás da linha e rolar a bola para derrubar os pacotes de leite. Coloque novamente os
    • pacotes na sua posição original e ajude a Maria a rolar a bola. Elogie-a por derrubar qualquer pacote. Anote quantos pacotes é que ela derruba de cada vez que lança a bola. À medida que o jogo se torna fácil para ela, aumente gradualmente a distância entre a linha e os pacotes. Além disso, assim que ela começar a habituar- se ao jogo, pode começar a trabalhar a noção de jogar por turnos. Faça marcas simples num cartão para que ela veja quantos pacotes derrubou e quantos é que o adulto derrubou. Encoraje-a a divertir-se com o jogo sem que este se torne competitivo. 71 – ATIRAR UM PROJÉCTIL Motricidade grossa, braços Coordenação óculo-manual, controle Meta: Desenvolver movimentos de atirar e aprender a dirigir um projéctil a um alvo Objectivo: Atirar um projéctil para dentro de uma caixa colocada a 1 metro de distância 5 vezes seguida Materiais: 2 projecteis, caixa Procedimento: Sente-se ao lado da Maria numa área aberta e demonstre-lhe como atirar o projéctil. Assegure-se que ela está a olhar quando o demonstrar. Segure o projéctil numa mão, lentamente puxe o braço atrás e, ao puxá-lo para a frente, descreva um movimento em forma de arco. Lembre-se de manter os movimentos lentos. Dê à Maria outro projéctil e guie a sua mão para a ajudar a lançá-lo. Repita a actividade muitas vezes, retirando gradualmente o controle da mão da criança para o punho e, depois, para o seu braço, para o cotovelo e, finalmente para o antebraço até retirar por completo a ajuda. Quando ela conseguir atirar o projéctil sem ajuda, comece a desenvolver o acto de atirar a um alvo específico. Coloque a caixa no chão à frente da Maria. Faça com que ela fique em frente à caixa e ajude-a a deixar cair o projéctil dentro desta. Diga “Caixa.” sempre que deixar cair o projéctil. Além disso, também deve tocar na caixa para a lembrar do sítio-alvo. Quando ela conseguir deixar cair de forma consistente o projéctil dentro da caixa, estando posicionada perto desta, remova gradualmente a caixa até que esta esteja fique a cerca de um metro de distância. Mantenha um quadro com registos relativamente ao número de vezes que a Maria consegue atirar com sucesso o projéctil dentro da caixa. Esse registo deve incluir todas as distâncias a que distanciar a caixa. Esse registo das distâncias vai ajudá-la a saber quando deve aumentar essa distância.
    • 72 – SUBIR ESCADAS, ALTERNANDO OS PÉS Motricidade global, corpo Meta: Aumentar o equilíbrio e a capacidade de se mover de forma independente Objectivo: Subir uma escada alternando os pés Materiais: Escada Procedimento: Quando a Maria se sentir confortável a subir escadas sem alternar os pés (actividade 59), comece a ensiná-la a colocar um pé em cada degrau. Se possível, coloque uma terceira pessoa atrás dela para a segurar e fazê-la sentir-se confiante, enquanto você demonstra como é que ela deve fazer. Faça com que a Maria fique de frente para as escadas. Aponte para o seu pé direito e, de seguida, aponte para o 1º degrau. Se ela parecer confusa coloque o seu pé direito em cima do degrau e mantenha o esquerdo no chão. Elogie-a imediatamente mesmo que o tenha ajudado. Aponte para o seu pé esquerdo e depois para o primeiro degrau. Se ela tentar colocar o seu pé esquerdo ao lado do direito, aponte novamente para o 1º degrau e mova-o para o segundo. Elogie-a imediatamente. Repita o procedimento dando-lhe apenas a ajuda necessária, até ela conseguir subir degraus, alternando os pés. 73 – PERCURSO COM OBSTÁCULOS Motricidade global, corpo Percepção, visual Meta: Aumentar o controle do corpo e o equilíbrio Objectivo: Completar um percurso com cinco obstáculos Materiais: Cadeiras, vassouras, caixas, mobília, corda Procedimento: Quando a Maria conseguir completar um percurso simples de obstáculos sem assistência (actividade 56), construa um percurso mais difícil com 5 obstáculos, dando ênfase particular ao equilíbrio e ao controle corporal. Coloque uma peça de corda ao longo do percurso para que a Maria o possa seguir. Acompanhe-a durante o percurso várias vezes, demonstrando o que tem que fazer. Permaneça próximo dela durante as primeiras vezes para a lembrar de seguir a corda. Por exemplo: a) gatinhar debaixo do uma vassoura suspensa entre duas cadeiras. b) saltar por cima de outra vassoura suspensa em dois bancos pequenos. c) atravessar, gatinhando um caixote de cartão cortado dos dois lados. d) andar por entre duas peças de mobília dispostas de tal forma que a criança tem de se virar de lado para conseguir passar.
    • e) saltar de um tapete para o outro. 74 – EXERCÍCIOS DE EQUILÍBRIO: SALTO DE SAPO Motricidade global, pernas Imitação, motricidade Meta: Aumentar a coordenação, a força das pernas e a condição física geral. Objectivo: Fazer 10 saltos de sapo sem parar ou cair Materiais: Nenhum Procedimento: Escolha uma área segura num tapete ou na relva. Mostre à Maria como ficar numa posição de agachada e salte algumas vezes. Assegure-se que ela está a ver enquanto salta. Ajude-a a assumir a posição de agachado. Deixe-a permanecer nessa posição durante alguns minutos para que se habitue. Então salte algumas vezes e indique-lhe para o fazer também. Se possível, coloque uma terceira pessoa atrás da Maria para a segurar enquanto ela salta. De início, é provável que ela salte apenas uma ou duas vezes. Elogie-a pelo esforço e anote num mapa quantas vezes é que ela consegue saltar antes de perder o equilíbrio. 75 – SALTAR Motricidade global, pernas Imitação, motricidade Meta: Aumentar o equilíbrio e a coordenação Objectivo: Saltar com os pés juntos, ao longo de 5 metros Materiais: Nenhum Procedimento: Chame a atenção da Maria e faça com que ela salte com dois pés. Então, fique ao seu lado e faça com que ela salte consigo. Se ela não o fizer, levante-a ligeiramente enquanto salta. Repita a actividade até que ela salte sem assistência. Quando a Maria conseguir saltar de forma independente, desenhe linhas com 5 metros entre elas. Coloque-se de frente para a linha de partida e salte até à linha seguinte. Faça com que ela salte as 5 metros sozinha. Quando ela conseguir saltar facilmente com os dois pés, repita o mesmo procedimento mas com outras formas de saltar: a) saltar em dois pés com os braços de lado e levantados. b) saltar só com um pé. c) saltar com os pés alternados.
    • d) saltar com os dois pés mas com os braços no ar. 76 – EXERCÍCIOS DE EQUILÍBRIO Motricidade global, corpo Imitação, motricidade Meta: Aumentar o equilíbrio, a agilidade e a condição física geral Objectivo: Manter um bom equilíbrio enquanto desempenha uma série de acções envolvendo simultaneamente movimentos de braços e pernas Materiais: Nenhum Procedimento: Ponha-se de joelhos e mãos no chão e coloque a Maria ao seu lado. É importante que as duas estejam na mesma direcção para que não confundam a esquerda com a direita. Desempenhe as seguintes acções e faça com que ela a imite (se possível, coloque uma terceira pessoa para a ajudar a assumir as posições enquanto você as mantêm). a) levante cada braço b) levante cada perna c) levante a perna e o braço direito; repita com a perna e o braço esquerdo d) levante o braço esquerdo e a perna direita; repita com o braço direito e a perna esquerda 77 – ROLAR Motricidade global, corpo Imitação, motricidade Meta: Melhorar as capacidades físicas em geral Objectivo: Rolar, de lado, uma distância de dois metros e, em seguida, rolar no sentido inverso Materiais: Nenhum Procedimento: Coloque-se numa área aberta e numa superfície macia como um tapete ou relva. Assegure-se que a Maria a está a observar e deite-se com os braços colocados ao lado do corpo. Mostre-lhe como se rola para a frente e para trás nessa posição. Ajude-a a assumir uma posição semelhante e faça com que ela role numa direcção. Não permita que ela role de forma anárquica, mas sim como se pretende. Quando ela conseguir rolar sozinha, pare-a e mostre-lhe como rolar na direcção oposta. Marque linhas de partida e chegada com 3 metros de distância. Faça com que ela
    • role de uma linha para a outra. 78 – ANDAR NUMA FITA Motricidade global, corpo Imitação, motricidade Meta: Melhorar o equilíbrio e aprender diferentes estilos de caminhar Objectivo: Andar, sobre ou ao lado de um percurso de 3 metros, delimitado por uma fita adesiva, usando diferentes estilos de caminhar sem perder o equilíbrio Materiais: Fita adesiva com cerca de 3 metros de comprimento Procedimento: Coloque a fita no chão de maneira a formar uma linha recta. Assegure-se que a Maria está a olhá-la e mostre-lhe como percorrer a fita, andando normalmente. Quando percorrer a fita pela segunda vez, faça com que ela a siga. Finalmente, faça com que ela percorra a fita sozinha. recompense-o cada vez que completar um percurso. Assim que ela dominar o estilo simples de andar sobre a fita, demonstre um segundo método e leve-a a imitá-la. Outros métodos de andar na fita incluem: a) andar para trás com um pé atrás do outro b) andar de lado, sem cruzar as pernas c) andar para a frente com um pé no lado direito da fita e outro do lado esquerdo d) saltar de lado mantendo os dois pés juntos e) andar de lado, cruzando os pés 79 – ATIRAR UMA BOLA ATRAVÉS DE UM PNEU Motricidade global, braço Coordenação óculo-manual, controle Meta: Atirar a um alvo Objectivo: Atirar uma bola média através de um pneu Materiais: Pneu, corda forte, bola média Procedimento: Pendure um pneu de forma a que fique a cerca de um metro do chão. Faça com que a Maria permaneça em frente do pneu e ajude-o a atirar a bola pelo buraco. Elogie-a imediatamente. Gradualmente, reduza a assistência à medida que ela vai começando a perceber o que se espera dela. Quando conseguir atirar a bola pelo buraco, com facilidade, distancie-a um pouco mais, até que ela consiga atirar a bola de uma distância de 3 metros. Anote, numa tabela as vezes em que ela obtém sucesso e a que distância. Assegure-se que ela consegue atirar a bola pelo menos
    • 7 vezes em 10 antes de aumentar a distância entre a Maria e o pneu. Além disso assegure-se que este não balanceie quando ela o atira. 80 – DRIBLAR UMA BOLA Motricidade global, braço Coordenação óculo-manual, controle Meta: Aumentar o controle braço-mão e desenvolver a coordenação óculo-manual Objectivo: Driblar 5 vezes uma bola, sem perder o controle Materiais: Bola grande de praia ou outra qualquer que não seja pesada Procedimento: Assegure-se que a Maria olha para si e drible a bola algumas vezes. Então segure- lhe na mão e drible a bola. Recompense-a imediatamente. Reduza, gradualmente, o controle da sua mão à medida que a Maria dribla a bola sozinha. De início, é provável ela não consiga driblar a bola mais que uma ou duas vezes. Continue a encorajá-la no sentido de driblar a bola o máximo de vezes que ela conseguir. 81 – CAMBALHOTAS Motricidade global, braço Imitação, motricidade Meta: Aumentar a coordenação, o equilíbrio e a consciência corporal Objectivo: Fazer 5 cambalhotas Materiais: Nenhum Procedimento: Escolha uma área aberta, num tapete ou na relva. Assegure-se de que a Maria está a observá-la. Actue com entusiasmo, dizendo “Ééééia.” (ou qualquer outro som) enquanto dá uma cambalhota para demonstrar que pode ser divertido. Se possível faça com que uma terceira pessoa a ajude a executar os movimentos, enquanto você continua a demonstrar o modelo de actividade proposta. Coloque-se de cócoras com as duas mãos no chão e ajude a Maria a assumir a mesma posição. Coloque o queixo a Maria no peito. Ajude-a a inclinar-se para a frente, lentamente e empurre-lhe as pernas para que complete a cambalhota. Reforce-a imediatamente. Repita o procedimento, reduzindo de forma gradual a sua ajuda até que ela consiga completar a volta sozinha.
    • 82 – PASSOS DE ELEFANTE Motricidade global, corpo Imitação, motricidade Meta: Aumentar o equilíbrio e o movimento Objectivo: Andar 10 passos como um elefante com o corpo dobrado pela cintura e os braços a balançarem em frente Materiais: Nenhum Procedimento: Demonstre, à Maria, como é a forma de andar do elefante; dobre-se pela cintura e deixe-se cair os braços, balouçando-os. Assegure-se que a Maria está a prestar atenção ao que faz. Diga “ Olha, Maria sou um elefante.”. Então, ajude-a a assumir a mesma posição mas mantenha-se ao seu lado, demonstrando continuamente o que ela tem de fazer. Se possível, tenha uma terceira pessoa para a ajudar a assumir a posição enquanto você executa o movimento proposto. De início, não espere que ela assuma a posição por muito tempo mas, à medida que a Maria executa com mais confiança a actividade delimite uma distância de 3 metros para que ela ande como um elefante. 83 – CORRIDA DE BATATAS Motricidade global, corpo Coordenação óculo-manual, controle Meta: Aumentar o equilíbrio e o controle da mão Objectivo: Carregar uma batata pequena numa colher por uma distância de 15 metros sem que esta caia Materiais: Colher larga, batata pequena Procedimento: Assegure-se que a Maria está a prestar atenção enquanto você equilibra uma batata numa colher durante alguns segundos. De seguida, comece a andar devagar equilibrando a batata. Após ter demonstrado o que pretende, coloque a colher na mão da Maria e verifique se ela a consegue segurar durante alguns segundos. Quando ela começar a sentir-se mais confiante em equilibrar a batata, reduza a ajuda prestada e encoraje-a a dar alguns passos. Quando ela começar a demonstrar um maior à vontade em dominar a tarefa, faça com que ela percorra cerca de 15 metros com a batata dentro da colher. Quando ela conseguir terminar o percurso, faça uma corrida com ela e outra pessoa. No entanto, não permita que as corridas se tornem competitivas.
    • 84 – TRAVE Motricidade global, corpo Meta: Aumentar o equilíbrio Objectivo: Andar numa trave Materiais: Uma trave de 2 metros de comprimento e 20 cm de largura, 2 tijolos, 2 blocos de cimento Procedimento: Encontre um espaço aberto onde não existam desníveis no terreno ou possíveis perigos. Comece por colocar a tábua no chão e fazer com que a Maria caminhe em cima dela por algumas vezes para ela se sentir mais confiante. Assim que ela se sentir confiante, coloque 2 tijolos no chão e a tábua em cima para construir uma trave. De início, é provável que tenha de segurar-lhe a mão e andar ao seu lado enquanto ela caminha em cima da trave. Gradualmente, reduza a ajuda, fazendo com que a Maria apenas segure a ponta do seu dedo e, mais tarde, a ponta de um lápis enquanto você segura a outra, posteriormente, substitua o lápis por um fio. Finalmente tente fazer com que ela ande sem ajuda. Quando ela o conseguir fazer com confiança, aumente o grau de dificuldade da tarefa, substituindo os tijolos por blocos de cimento de forma a que fique distanciado do chão cerca de 1/2 metro. Repita a actividade várias vezes, ajudando-a sempre que ela precisar. 85 – PERCURSO AVANÇADO DE OBSTÁCULOS Motricidade global, corpo Meta: Aumentar o equilíbrio, a coordenação, a força e a condição física geral Objectivo: Completar um percurso de 7 obstáculos, de dificuldade moderada, sem assistência Materiais: Vários Procedimento: Quando a criança conseguir completar um percurso de obstáculos sem problemas (actividade 73), construa um ligeiramente maior e com um grau de dificuldade também maior. Use os objectos do percurso descrito na actividade 73 (pois já lhe são familiares) e acrescente outros materiais já descritos na actividade 84 (a trave). Siga o mesmo procedimento daquela descrito nos percursos de obstáculos simples ou de dificuldade moderada. Coloque uma corda à volta dos obstáculos para que a Maria saiba onde se deve dirigir em primeiro lugar, em segundo, em terceiro, etc.. e acompanhe-a no percurso para se assegurar que ela sabe o que fazer em cada obstáculo. Quando a Maria tiver aprendido o caminho, anote num
    • quadro, o tempo que demora a percorrê-lo. Recompense-a cada vez que terminar o percurso e dê-lhe algo especial cada vez que bater o seu próprio recorde de tempo. 86 – ACERTAR NUMA BOLA Motricidade global, braços Coordenação óculo-manual, controle Meta: Aumentar a força dos braços e desenvolver a coordenação óculo-manual Objectivo: Balançar um bastão e bater num objecto que se encontra parado e suspenso à altura do ombro Materiais: Bola grande de esponja, fita adesiva, corda bastão leve de plástico ou madeira Procedimento: Ate a ponta de uma corda a uma bola grande de esponja. Em seguida, cubra a esponja e a bola com fita adesiva para impedir que a bola se solte. Suspenda a bola de forma a que fique ao nível dos ombros da Maria. Assegure-se que a área que escolheu está desimpedida o suficiente de forma a poder balançar o bastão sem partir nada. Ajude-a a movimentar o bastão algumas vezes sem tentar acertar na bola. Em seguida, ajude-a a movimentar o bastão devagar e a fazer contacto com a bola. Elogie-a imediatamente. Gradualmente, reduza o controle das suas mãos à medida que ela aprende o movimento. Assegure-se que a bola retorna a uma posição estática cada vez que a Maria lhe tenta bater. Não permita que ela bata na bola de forma desordenada. 87 – CARRINHO DE MÃO Motricidade global, braços Meta: Desenvolver a força dos braços e a coordenação Objectivo: Andar para a frente apoiada nas duas mãos enquanto alguém lhe segura as pernas Materiais: Nenhum Procedimento: Diga a Maria que vão brincar de carrinho de mão e faça com que ela se ajoelhe e coloque as mãos no chão. Coloque-se por detrás dela e levante-lhe as pernas de forma a que o seu peso fique colocado nas mãos. Inicialmente, não a segure nesta posição por mais que uns segundos. Assim que lhe colocar as pernas no chão, elogie-a imediatamente. À medida que os seus braços se fortalecem e a sua confiança aumenta, aumente o tempo da actividade. Comece, também a levantar os pés um pouco mais, mas tenha cuidado para não colocar demasiada pressão
    • nos braços antes da criança estar pronta para isso. Quando ela se sentir confortável nesta posição fixa, faça com que ela comece a andar para a frente. Coloque, no chão duas linhas, distanciadas entre si de 5 metros, que representam a linha de chegada e de partida e faça com que ela percorra essa distância. Assegure-se que ela sabe exactamente que distância tem de percorrer. 88 – PUXAR UM OBJECTO PESADO Motricidade global, corpo Motricidade fina, agarrar Meta: Melhorar a força das mãos e o desenvolvimento muscular geral Objectivo: Puxar um peso a uma distância determinada pela condição física geral da criança Materiais: Corda de aproximadamente 1 metro de comprimento, caixa larga, materiais diversos (livros, pedras, etc.) para adicionar peso à caixa Procedimento: Desenhe uma linha, no chão com fita adesiva. Coloque a corda pelo meio interno da fita de forma a que a corda ocupe uma posição equidistante em relação à fita. Ate uma ponta da corda à caixa. Agarre o outro extremo da corda e mostre à Maria como a puxar. Coloque a caixa na sua posição original e ajude a Maria a puxar a caixa. Repita a actividade até ela demonstrar alguma autonomia na execução desta tarefa reduza então, gradualmente, a sua ajuda. Em seguida, adicione mais peso à caixa. No entanto, tome cuidado para que a caixa não fique demasiado pesada de forma a que a tarefa não se torne frustrante. 89 – CABO DE GUERRA Motricidade global, corpo motricidade fina, agarrar Meta: Aumentar a força das mãos e o desenvolvimento muscular geral Objectivo: Puxar uma corda que está segura por outra pessoa que exerce uma pressão ligeira Materiais: Corda com 1 metro de comprimento Procedimento: Desenhe uma linha no chão com fita adesiva. Coloque a corda no chão de forma a que esta passa pelo centro da corda, mas colocada em cima. Segure uma ponta e a Maria segura a outra. Faça com que ela a puxe enquanto você também a puxa com suavidade. Elogie-a imediatamente. Gradualmente, comece a puxar a corda
    • cada vez com mais força. para que ela também aumente a força com que o faz. Lembre-se de não tornar a actividade frustrante para ela. 90 – EXERCÍCIOS DE EQUILÍBRIO: SALTOS Motricidade global, corpo Imitação, motricidade Meta: Aumentar a coordenação dos braços e pernas Objectivo: Saltar 10 vezes, abrindo e fechando a pernas e batendo os braços em cima da cabeça. Materiais: Nenhum Procedimento: Escolha um espaço aberto onde se possam mover sem esbarrar nos objectos. Fique de pé e coloque a Maria de frente para si e faça com que ela imite tudo o que fizer. Eleve os seus braços acima da cabeça até que as palmas das mãos se encontrem e volte a colocá-los caídos ao lado do corpo. Ajude a Maria a assumir a posição se ela não a imitar imediatamente. Repita esta parte do exercício até ela consiga levantar os braços sem ajuda. Coloque-se frente à Maria e tente que ela imite somente os movimentos das pernas. Salte, afastando as pernas e depois volte a saltar juntando-as. Ajude a Maria apenas se ela necessitar. Quando ela conseguir imitar os movimentos dos braços e das pernas separadamente, peça-lhe para que a imite enquanto você os combina. Salte afastando as pernas e batendo as palmas acima da cabeça. Hesite com os braços em cima e as pernas afastadas, para que ela a possa imitar facilmente. Registe quantas vezes a Maria consegue fazer sem se cansar. 91 – SALTAR À CORDA Motricidade global, corpo Meta: Aumentar a coordenação Objectivo: Saltar 5 vezes sobre uma corda que se balança Materiais: Corda de 1,20 metros aproximadamente Procedimento: Ate a ponta de uma corda a um objecto fixo. Coloque-se, com a Maria ao meio da corda e peça a outra pessoa para segurar a outra ponta. Quando a corda se aproximar, diga “Salta.” e levante a Maria do chão enquanto você também salta. De início, tente apenas um salto de cada vez para aumentar a sua confiança. Gradualmente, reduza a sua ajuda à medida que ela vai saltando sobre a corda,
    • mesmo que não seja capaz de saltar devidamente. Quando a Maria começar a saltar sozinha, afaste-se da corda mas continue a ajudá-la, dizendo “Salta.”, no tempo apropriado. Registe quantas vezes ela consegue saltar sobre a corda, sucessivamente. 92 – MACACA Motricidade global, corpo Realização cognitiva, linguagem receptiva (opção) Meta: Aumentar a coordenação muscular, o equilíbrio e as competências de contagem Objectivo: Jogar correctamente à macaca Materiais: Fita adesiva forte, pedra Procedimento: Desenhe os quadrados no chão ou delimite-os com fita adesiva forte, tal com está apresentado na figura .Assegure-se que os quadrados são grandes e as linhas visíveis. De início, será mais fácil para a Maria se não existirem números nos quadrados para não a confundirem. Mostre-lhe como se salta com um pé nos quadrados únicos e com dois pés nos quadrados duplos. Assim que ela conseguir percorrer o caminho de ida e volta, ensine-lhe como se joga à macaca, usando uma marca ou uma pedra. Quando ela conseguir reconhecer os números e aprender a contar, numere os quadrados. De seguida, faça com que ela siga os números, sequencialmente, ou salte para os que indicar. 93 – TRAVE AVANÇADA Motricidade global, corpo Motricidade fina, agarrar Meta: Melhorar o equilíbrio Objectivo: Andar numa trave com 1,5 metros de comprimento e 20 cm de largura enquanto carrega uma variedade de objectos Materiais: Trave (ver actividade 84), duas caixas, 5 objectos pequenos (bola, boneco de peluche, boneca, copo, esponja, etc.) Procedimento: Quando a Maria conseguir andar pela trave sem problemas, ensine-a a carregar pequenos objectos enquanto realiza o percurso da trave. Coloque uma caixa com 5 objectos num extremo da trave e uma caixa vazia na outra. Faça com que a Maria
    • retire um objecto da caixa cheia, percorra a trave e o deposite na caixa vazia. Repita o procedimento até que os objectos tenham sido transferidos para a caixa vazia.
    • MOTRICIDADE FINA As capacidades motoras finas referem-se, particularmente, às actividades que envolvem o uso das mãos e dedos. Tal como é referido na definição das actividades que compõem este capítulo, as actividades de motricidade fina, aparecem mescladas com outras competências, nomeadamente, competências de imitação, percepção, motricidade global e, em especial, coordenação óculo-manual. As competências básicas envolvidas na motricidade fina, são: 1. mover as mãos e dedos de uma forma controlada. 2. agarrar um objecto numa mão sem assistência. 3. manipular um objecto no desempenho de uma tarefa. 4. usar as duas mãos coordenadamente. As competências de motricidade fina são essenciais para a implementação de um programa de ensino individualizado. Os sucesso de aptidões de autonomia, tais como desenhar, escrever e o sucesso de competências pré- vocacionais estão todas dependentes das capacidades de motricidade fina da criança. O controle da mãos e dos dedos é necessário quando se utiliza a linguagem gestual como uma parte de um programa de comunicação. À medida que a criança desenvolve um controle maior das suas mãos e dedos, as sessões de ensino, tornam-se menos frustrantes e mais agradáveis tanto para a(o) professor(a) como para a criança. As actividades que se seguem são apenas uma pequena selecção das diferentes tarefas de diferentes níveis de desenvolvimento que podem ser usadas em casa ou na sala de aula com o intuito de desenvolver o controle da motricidade fina.
    • 94 – AGARRAR UMA COLHER Motricidade fina, agarrar Autonomia, alimentação Meta: Melhorar as aptidões de agarrar e de alimentação independente. Objectivo: Agarrar uma colher com uma mão e segurá-la sem ajuda. Materiais: Colher. Procedimento: Segura a colher e coloque-a no campo de visão da Maria. Quando ela olhar, diga “Colher.”. Segure-lhe na mão e envolva-lhe os dedos no cabo da colher para que a Maria agarre na colher com a sua ajuda física. Use a sua mão para reforçar o agarrar e para evitar que ela deita fora a colher. Ajude-a a segurar a colher por alguns segundos, enquanto lhe fala de forma agradável e a encoraja. Gradualmente, aumente o período de tempo em que ela deve segurar a colher antes de terminar a actividade. À medida que for verificando que ela exerce um maior controle sobre a colher, diminua a pressão exercida pela sua mão na da criança. Finalmente, retire a mão por completo e verifique se ela consegue segurar a mão sozinha por alguns segundos. 95 – CAIXA ESCURA Motricidade fina, agarrar Percepção, táctil Meta: Melhorar as aptidões de agarrar objectos sem os ver Objectivo: Tirar 3 objectos de uma caixa fechada Materiais: Caixa de cartão, 3 objectos médios comuns (por exemplo: cubo, copo de papel, colher) Procedimento: Faça um buraco numa caixa de cartão suficientemente grande para que, nela, caiba a mão da Maria. Coloque 3 objectos pequenos, de dimensões adequadas para que consigam passar pelo corte efectuado e feche a caixa. Assegure-se que a Maria está a olhar para si, coloque a mão no buraco da caixa e puxe um dos objectos. Finja-se surpresa ao retirar o item. De seguida, guie a mão de Maria através do buraco e ajude-a a localizar um dos objectos e a retirá-lo. Repita o procedimento e recompense-a cada vez que retirar um objecto. Após ter repetido a actividade várias vezes, guie a sua mão para o buraco mas deixe que a Maria chegue ao objecto sozinha. À medida que ela for aprendendo a tarefa, o número de objectos pode aumentar ou diminuir e a caixa pode ser maior, de forma a que o espaço a explorar seja maior.
    • 96 – AGARRAR OBJECTOS Motricidade fina, agarrar Percepção, visual Meta: Melhorar a pinça e o controle motor fino Objectivo: Apanhar 10 objectos de tamanhos variados e colocá-los numa taça Materiais: Taça pequena, 10 objectos pequenos (por exemplo: uva, amendoim, botão, cubo, conta, caneta, chave, bola e moeda) Procedimento: Faça com que a Maria se sente à mesa e diga-lhe que é tempo de trabalhar. Espalhe os objectos na mesa, assegurando-se que estão todos ao seu alcance. Apanhe os objectos, fazendo pinça com os dois dedos e o polegar. Diga “Põe!” e coloque o objecto na taça. Segure a mão da criança e guie-lhe os dedos para a posição pretendida (pinça maior), faça com que ela segure o objecto, dirija-lhe a mão para a taça e diga “Põe!”. Use a sua outra mão para a ajudar a libertar o objecto na taça. Elogie-a e recompense-a imediatamente. Repita a actividade as vezes necessárias até você achar que ela consegue iniciar os movimentos necessários. Note quais os objectos que ela tem mais dificuldade em segurar e esteja preparada para a ajudar com esses brinquedos. Lembre-se que ela deve dizer “Põe!”, cada vez que colocar o objecto na taça. 97 – DESENVOLVER A “PINÇA” Motricidade fina, agarrar Meta: Desenvolver uma boa pinça e melhorar o controle motor fino Objectivo: Separar pequenos pedaços de plasticina e colocá-los numa lata Materiais: Plasticina, lata Procedimento: Sente-se, com a Maria à mesa, e coloque-se à sua frente. Tire a plasticina da lata mas deixe-a ao seu alcance. Agarre na sua mão e ajude-a formar uma salsicha. Assegure-se que a criança está a observar e, com um movimento exagerado, demonstre como tirar um pequeno pedaço de plasticina, fazendo pinça com o polegar e o indicador. Segure esse pequeno pedaço de plasticina em frente do seu rosto, diga “Põe!” e coloque-o dentro da lata. Em seguida, ajude-a a executar o mesmo procedimento. Repita a actividade muitas vezes, reduzindo o controle da mão à medida que sentir ela que está a usar correctamente os dedos. Faça com que ela saiba exactamente quantas vezes espera que desempenhe a actividade,
    • colocando um número determinado de recompensas em sítio visível. Cada vez que põe um pedaço de plasticina na lata, recebe uma recompensa. 98 – TIRAR AÇÚCAR COM UMA COLHER Motricidade fina, manipulação Motricidade fina, agarrar Autonomia, alimentação Meta: Aumentar a capacidade de agarrar, a manipulação de objectos e desenvolver aptidões de alimentação independente Objectivo: Usar uma colher para transferir açúcar de um recipiente para o outro Materiais: Colher, açúcar (ou outro material granuloso sólido), duas taças ou outro recipiente Procedimento: Quando a Maria se sentir confortável a segurar a colher por curtos períodos (actividade 94), comece a ensiná-la a usar a colher. Coloque um açucareiro e uma taça vazia, na mesa, em frente da criança. Coloque a colher na sua mão e reforce o acto de agarrar colocando a sua mão sobre a mão da criança. Guie-lhe o movimento de forma a que introduza a colher no açúcar, fazendo um movimento exagerado. Repita este movimento muitas vezes antes de transferir o açúcar para o recipiente vazio. Quando achar que ela já adquiriu a noção do movimento, ajude-a a tirar uma pequena porção de açúcar e transferi-la para o outro recipiente. De início as taças devem estar próximas, mas à medida que a Maria adquirir maior domínio da actividade, coloque-as afastadas entre si. Comece por fazer com que ela, inicialmente, transfira apenas duas colheres. No entanto, o objectivo é treinar a Maria para que ela transfira todo o açúcar. Reduza, progressivamente, o controle da sua mão, direccionando-lhe o pulso, depois o braço e, finalmente, solte-lhe o braço. 99 – APANHAR MOEDAS Motricidade fina, agarrar Coordenação óculo-manual, controle Percepção, visual Meta: Aumentar o controle da motricidade fina e as capacidades de agarrar Objectivo: Apanhar 10 moedas e colocá-las numas lata Materiais: Moedas, lata de café com tampa de plástico com ranhura Procedimento:
    • Corte a tampa da lata de forma a que caiba uma moeda. Comece a actividade, deixando duas moedas em cima da mesa em frente à criança. Diga “Olha, Maria” e, devagar, apanhe uma das moedas fazendo uma pinça exagerada com o indicador e o polegar. Acene com a moeda à frente do seu rosto no sentido de chamar a sua atenção e coloque-a na ranhura. Segure na mão da Maria e guie os seus dedos afim de repetir o mesmo procedimento com a segunda moeda. Recompense-a imediatamente e deixe-a sair da mesa por alguns momentos. Repita o procedimento, adicionando gradualmente mais algumas moedas à medida que a Maria se torna mais apta a desempenhar a tarefa. Deixe sempre em cima da mesa todas as moedas que pretende que ela coloque na lata para que ela saiba exactamente quando a tarefa termina. Lembre-lhe de colocar as moedas na lata apontando para a moeda, dizendo “Põe aqui.” e apontando para a ranhura da lata. 100 – ABRIR RECIPIENTES Motricidade fina, coordenação das duas mãos Imitação, motricidade Meta: Aumentar o controle da motricidade fina, a força das mãos e a cooperação das duas mãos. Objectivo: Abrir 4 recipientes diferentes para obter uma recompensa. Materiais: Caixa de sapatos, lata do café com tampa de plástico, caixa de jóias, recompensas alimentares. Procedimento: Sente-se com a Maria à mesa, no chão ou em qualquer lugar onde estejam confortáveis. Segure numa das caixas e chame a tenção da criança: “Olha!”, e passe a recompensa alimentar no seu campo de visão. Lentamente, mova a recompensa para a caixa e feche-a. Assegure-se que ela está a observar as suas mãos e abra a caixa lentamente. Finja-se surpresa e mostre-lhe a recompensa que foi colocada dentro da lata. Feche novamente a caixa e dê-lha. Gesticule de forma a que perceba que é para abrir o contentor. Se a Maria não conseguir abrir a caixa, ajude-a. Se ela não entender o que se pretende, segure-lhe nas mãos e guie-lhe a acção. Assim que abrir a caixa, recebe a recompensa e esta é colocada de lado. Repita o procedimento com os outros recipientes. Note quais os recipientes que abre com maior facilidade e os que tem mais dificuldade. Se um deles lhe gerar um maior grau de dificuldade, substitua-o por outro mais simples. A ideia desta actividade é fazer com que a Maria pratique a abertura de recipientes vários.
    • 101 – JOGO DE DAR E RECEBER Motricidade fina, agarrar Coordenação óculo-manual, controle Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Melhorar o agarrar e largar objectos e desenvolver competências interactivas Objectivo: Tirar 4 objectos de uma caixa e dá-los a outra pessoa, tirar 4 objectos de uma pessoa e colocá-los numa caixa Materiais: 2 caixas de tamanho médio, 4 objectos de diferentes tamanhos e formas ( por exemplo: bloco, conta, chave, pente) Procedimento: Sente-se à mesa, em frente da Maria e coloque uma caixa do seu lado esquerdo e outra do seu lado direito. Coloque 4 objectos dentro de uma das caixas. De seguida, tire um deles diga-lhe “Toma.” e verifique se ela o agarra. Se necessário, coloque-lhe o objecto na mão e feche-a em torno deste. A seguir, aponte para a caixa vazia e diga “Põe.”. Guie-lhe a mão na direcção da caixa, ajude-a a largar o objecto e recompense-a imediatamente. Repita o procedimento até todos os objectos terem sido transferidos de uma caixa para outra. Assim que ela tiver aprendido a actividade, encoraje-a a agarrar um objecto dentro da caixa e a dar-lho. Aponte para a caixa e diga “Dá.”. Gesticule com a mão enquanto diz “Dá.”. Se ela não corresponde, continue a manter esse gesto da mão e, com a outra dirija a mão da criança afim de desempenhar a actividade que se pretende. Quando ela lhe der um objecto, coloque-o na caixa e recompense-a. Repita a actividade até ela lhe ter entregue todos os objectos. Assim que a Maria tiver aprendido as duas rotinas, varie as actividade de forma a trabalhar “Dar.” num dia e “Tirar.” no outro. Desta forma a Maria vai ter de se habituar a ouvir instruções para entender o que é suposto fazer. 102 – PRESSIONAR BOTÕES Motricidade fina, manipulação Coordenação óculo-manual, controle Meta: Aumentar o controle da motricidade fina e desenvolver a capacidade de dirigir o dedo a um alvo. Objectivo: Pressionar um botão sem ajuda de forma a obter um resultado desejado. Materiais: Qualquer objecto ou brinquedo em que o facto de pressionar um botão provoca um resultado interessante (por exemplo: uma caixa de música, uma campainha) Procedimento: Sente-se à mesa com a Maria e coloque o brinquedo à sua frente. Capte a sua
    • atenção e mostre-lhe como se pressiona o botão de forma a que o brinquedo funcione. Segure o seu dedo indicador, coloque-o no campo de visão da Maria e, lentamente, dirija-o em direcção ao botão (esta lentidão do gesto torna-se necessária para que ela faça uma associação entre o dedo e o resultado). Quando pressionar o botão, sorria, bata palmas ou finja-se excitada no sentido de demonstrar que a actividade é divertida. Prepare-lhe o brinquedo, segure-lhe na mão e dirija-lhe o dedo para o botão. Ajude-a a pressioná-lo. Repita a actividade várias vezes mas retire a sua assistência removendo a sua mão para o pulso da criança, em seguida para o cotovelo e, finalmente, afaste-se do braço dela. Quando ela conseguir pressionar o botão sem ajuda, mude para um segundo brinquedo similar ao primeiro (isto é, com um botão visível). 103 – TIRAR MEIAS Motricidade fina, manipulação Autonomia, vestir Meta: Descobrir objectos, tirando o invólucro e desenvolver as competências necessárias para se vestir e despir de forma independente Objectivo: Descobrir uma recompensa puxando uma meia que foi colocada de forma frouxa em cima de um recipiente Materiais: Meia larga, garrafa de plástico, recompensas alimentares Procedimento: Chame a atenção da Maria acenando com uma recompensa alimentar, à frente do seu campo de visão. A seguir, coloque a recompensa alimentar dentro da garrafa (não a tape) e ponha a meia na abertura do recipiente de forma a que fique um pouco solta. Segure na mão da criança e ajude-a a puxar a meia. Depois, ajude-a a obter a recompensa alimentar. Repita a actividade muitas vezes mas assegure-se que a criança vê sempre a recompensa a ser colocada dentro do recipiente. Diminua a sua assistência assim que ela conseguir puxar a meia sem a sua ajuda. Em seguida repita a actividade, enfiando a meia na garrafa de forma mais profunda. 104 – DOBRAR PAPEL Motricidade fina, manipulação Imitação, motricidade Meta: Aumentar as capacidades da motricidade fina, aprendendo a dobrar papel Objectivo: Dobrar uma folha de papel 2 vezes sem ajuda Materiais: Folha de papel.
    • Procedimento: Coloque-se por detrás da Maria enquanto ela está sentada à mesa e demonstre-lhe como dobrar uma folha de papel. Faça movimentos lentos e deliberados. Após a sua demonstração, tire outra folha de papel e guie as mãos da criança afim de a dobrar ao meio. Repita a actividade até que ela aprenda a dobrar o papel ao meio. Não se preocupe se o papel não está bem dobrado ou se a tarefa não está terminada. Coloque cada folha de papel dobrada numa pilha. Reduza, gradualmente, o controle das mãos até que ela consiga desempenhar a tarefa sozinha. Quando a criança conseguir dobrar o papel sem ajuda, faça com que ela desempenhe uma segunda dobra. Sente-se ao lado dela. Cada uma de vós fica com uma folha. Dobre a sua folha e faça com que ela desempenhe a mesma acção mas, em vez de a colocar no pilha das folhas dobradas, diga-lhe “Olha, Maria.” e dobra uma segunda vez. Ajude-a apenas se ela estiver confusa. 105 – COMEÇAR A COLORIR Motricidade fina, manipulação Coordenação óculo-manual, desenhar Imitação, motricidade Meta: Desenvolver competências elementares para colorir. Objectivo: Agarrar um lápis e fazer dois ou três riscos ao acaso numa folha. Materiais: Dois lápis grossos, papel, caixa pequena. Procedimento: Sente-se ao lado da Maria na sua mesa de trabalho com os lápis, com o papel e com a caixa à sua frente. Tire uma folha de papel e um lápis e faça dois ou três rabiscos ao acaso. Use o mesmo lápis e a mesma folha de papel e tente levá-la a fazer dois ou três rabiscos. Coloque o lápis na mão, coloque a sua mão em cima da mão da criança e ajude-a a rabiscar por alguns segundos. A seguir, elogie-a, ponha o papel na pilha das tarefas acabadas e coloque o lápis na caixa. Repita o procedimento com o segundo lápis. Reduza, gradualmente a sua ajuda até que ela consiga segurar o lápis e rabiscar sozinha. Encoraje-a a rabiscar por períodos longos mas dê-lhe somente alguns lápis para que veja em quantas partes se pode dividir uma tarefa. 106 – BOLAS DE SABÃO Motricidade fina, manipulação Motricidade fina, agarrar
    • Meta: Aumentar o controle da motricidade fina e as competências de agarrar Objectivo: Tirar a tampa de um frasco de bolas de sabão e usar o dispositivo de forma a conseguir fazer bolas Materiais: Frasco com dispositivo para bolas de sabão Procedimento: Assegure-se que a tampa do dispositivo está colocada de forma solta e coloque o dispositivo na mesa em frente da Maria Chame-lhe a atenção e demonstre-lhe como tirar a tampa. Então retire o dispositivo que serve para fazer as bolas e sopre. Coloque-o novamente no frasco de forma solta. Segure a mão da criança e dirija- lhe os movimentos até ela fazer algumas bolas de sabão. Em seguida volta a colocar o dispositivo e a tampa no frasco. Coloque-o em frente da criança e incite-o a abrir o frasco. Finja que o está a fazer, se necessário, e posicione as mãos de forma apropriada no frasco. Repita a actividade até ela conseguir tirar a tampa sem ajuda. 107 – DESAPERTAR TAMPAS DE FRASCOS Motricidade fina, coordenação das duas mãos Imitação, motricidade Meta: Melhorar o controle da motricidade fina, cooperação das duas mãos, força das mãos e rotação do pulso Objectivo: Desapertar a tampa de um frasco sem ajuda Materiais: 3 frascos pequenos com tampas de desapertar, recompensas alimentares Procedimento: Coloque os três frascos na mesa em frente à Maria. Acene com uma recompensa de um alimento que ela goste e, quando tiver chamado a sua atenção, tire a tampa de um dos frascos, coloque a recompensa lá dentro e ponha a tampa no frasco de forma a ficar solta. Dê-lhe o frasco e gesticule no sentido de ela imitar o que fez. Coloque as mãos da Maria no frasco e ajude-a a desempenhar a tarefa para que obtenha a recompensa que está no interior do frasco. Repita o procedimento com os três frascos. Reduza progressiva a sua ajuda até a Maria conseguir abrir os três frascos sozinha. Lembre-se de verificar sempre se as tampas não estão demasiado apertadas. 108 – EXERCÍCIOS DE DEDOS Motricidade fina, manipulação Imitação, motricidade
    • Motricidade fina, coordenação das duas mãos Meta: Aumentar o controle dos dedos Objectivo: Desempenhar movimentos simples dos dedos sem assistência Materiais: Nenhum Procedimento: Demonstrar à Maria movimentos simples dos dedos e fazer com que ela os imite (por exemplo: tocar em sucessão cada um dos dedos da sua mão direita com o seu polegar esquerdo). Gesticule para que a Maria imite o que acabou de fazer. Se ela fizer algum movimento no sentido de a imitar, use as suas mãos para mover os dedos dela de forma correcta. Elogie-a imediatamente. Outros movimentos possíveis dos dedos incluem: a) Agitar o polegar com o punho fechado b) Agitar todos os dedos com a palma da mão para cima c) Agitar cada um dos dedos individualmente com a palma da mão para baixo. Repita a actividade usando outros movimentos simples dos dedos de forma a que a Maria aprenda como mover os dedos conjuntamente e individualmente. 109 – PUXAR CORDÕES Motricidade fina, manipulação Motricidade fina, agarrar Percepção, audição Imitação, motricidade Meta: Aumentar as competências de agarrar e o controle motor fino Objectivo: Puxar um fio de um boneco para que este fale Materiais: Boneca ou peluche que fale ou emita sons quando um fio é puxado Procedimento: Mostre à criança um brinquedo e diga “Olha, Maria.”. Assegure-se que ela está a olhar e mostre-lhe como puxar o fio do brinquedo para que este fale. Quando o boneco parar de emitir sons, guie a mão da Maria para que puxe o fio. Recompense-a imediatamente por puxar o fio apropriadamente. Mostre-lhe onde está o fio e finja que a vai puxar. Ajude-a apenas se ela parecer confusa. Finalmente, ensine-a a puxar o fio sem ajuda, usando as duas mãos num esforço cooperativo. 110 – EXERCÍCIOS DE MÃOS
    • Motricidade fina, agarrar Meta: Aumentar a força das mãos Objectivo: Apertar uma esponja ou uma bola macia 5 vezes em cada mão Materiais: Esponja, bola macia de borracha Procedimento: Sente-se ao lado direito da Maria e coloque a sua palma da mão direita voltada para cima. Com a sua mão esquerda coloque-lhe a mão direita na mesma posição. Feche a mão lentamente e diga “Fecha.”. Em seguida diga “Abre.” e coloque a mão na posição original. Repita o procedimento usando a sua mão esquerda para a ajudar a abrir ou fechar a mão. Lembre-se de usar os comandos “Abre.” e “Fecha.”. Repita o procedimento até ela conseguir abrir e fechar o punho 5 vezes seguidas baseada em ordens verbais. Quando ela conseguir desempenhar a tarefa correctamente coloque-se do outro lado da Maria e trabalhe esse lado. Assim que os dois lados estiverem trabalhados, coloque uma esponja numa das mão e faça com que a aperte 5 vezes seguidas. O mesmo acontece para a outra mão. Finalmente substitua a esponja por uma bola de borracha e continue o treino. Lembre-se de dizer “Abre.” E “Fecha.” de cada vez e de colocar a sua mão a desempenhar a mesma tarefa para que ela tenha um modelo a imitar. 111 – MOLAS DE ROUPA Motricidade fina, manipulação Meta: Aumentar o controle motor fino e a força das mãos Objectivo: Prender 6 molas de roupa nos bordos de uma caixa de sapatos Materiais: 6 molas da roupa de plástico, caixa de sapatos Procedimento: Antes de iniciar a actividade, verifique se as molas não são demasiado rígidas para que a Maria as abra facilmente. Segure a mola em frente ao rosto da criança e demonstre como se abre e fecha. Em seguida diga “Olha.” E prenda a mola no bordo da caixa. Coloque a mola na mão da Maria e use a sua mão para a ajudar a abrir a mola. Guie-lhe as mãos para prender a mola ao bordo da caixa. Elogie-a sempre que se prenda a mola. Reduza gradualmente a sua assistência até que ela consiga desempenhar as suas actividades sozinha. Quando ela conseguir realizar essa actividade sem ajuda, coloque 6 molas à sua frente para que termine a tarefa. Em seguida faça com que remova as molas e as coloque dentro da caixa. Recompense-o de cada vez que realizar essa actividade.
    • 112 – SEGUIR COM O DEDO Motricidade fina, manipulação Coordenação óculo-manual, controle Percepção, táctil, Meta: Melhorar o controle das mãos e dos dedos Objectivo: Traçar com o dedo os contornos de formas Materiais: Itens comuns de casa (bola, mesa e um livro) Procedimento: Segure o dedo indicador da Maria e, lentamente, trace o contorno exterior de uma série de objectos tais como: um livro, uma mesa, uma bola. Fale com ela de forma reconfortante enquanto o faz. Reduza, gradualmente, o controle da mão e verifique se ela vai fazendo o contorno dos objectos sozinha. Elogie-a enquanto traçar, lentamente, os contornos com os dedos. Se ela começar o traçado de forma impaciente ou impulsiva, acalme-a verbal ou, se necessário, fisicamente. Á medida que ela se habituar à sensação táctil desses objectos, introduza outros. 113 –DOBRAR PAPEL Motricidade fina, manipulação Percepção, visual Realização cognitiva, linguagem receptiva, (opção) Meta: Melhorar o controle motor fino, a coordenação das mãos e a discriminação da cor Objectivo: Fazer um brinquedo, dobrando papel Materiais: 2 tiras de papel colorido Procedimento:
    • Cole as duas extremidades das fitas tal como é demonstrado na figura. Mostre, à Maria como dobrar a tira horizontal sobre a vertical. Se ela for receptiva e nomear as cores faça com que ela saiba o que vai dobrar, dizendo “Azul.” e faça as dobras seguintes (figuras C, D e E). Se ela não souber as cores, aponte para as fitas que ela deve dobrar, dizendo “Dobrar.”. Se ela hesitar, guie-lhe as mãos até que o brinquedo esteja completo. 114 – CORTAR Motricidade fina, coordenação das duas mãos Motricidade fina, manipulação Meta: Aumentar o controle da motricidade fina e aprender a usar tesouras Objectivo: Cortar ao acaso tiras de papel Materiais: Tesouras, papel Procedimento: Antes de iniciar a actividade, faça 3 cortes numa folha de papel com 5 cm de distância entre elas para que a Maria seja capaz de completar os cortes. Coloque o material (folha de papel e tesoura) em frente dela. Chame-lhe a atenção e segure nas tesouras. Segure-as de forma apropriada e coloque-as no seu campo de visão. Faça um corte. Segure nas mãos da Maria e posicione as tesouras apropriadamente. Use as suas mãos para reforçar o acto de agarrar a tesoura por parte da criança e para controlar os seus movimentos. Manipule as suas mãos de forma a que abra e feche a tesoura várias vezes. Diga “Cortar.” de cada vez que as tesouras fecham. Ajude-a a prolongar os cortes. À medida que achar que as suas mãos evidenciam mais destreza, reduza a ajuda prestada. Não se preocupe se os cortes não saírem direitos. Encoraje a Maria a terminar apenas os cortes já efectuados pois, dessa forma, a tarefa terá um fim delimitado e ela não se sentirá frustrada.
    • 115 – PARAFUSOS E PORCAS Motricidade fina, coordenação das duas mãos Coordenação óculo-manual, controle Percepção, visual Realização cognitiva, emparelhar Meta: Aprender a discriminar tamanhos e melhorar as capacidades motoras finas. Objectivo: Emparelhar 3 parafusos e 3 porcas de 3 tamanhos diferentes sem ajuda Materiais: 3 parafusos e porcas de tamanho igual, 3 parafusos e porcas de tamanhos diferentes, 2 tabuleiros. Procedimento: Quando a Maria conseguir completar dois tabuleiros diferentes (actividades 143 e 144), comece a ensiná-la a emparelhar as peças soltas (sem encaixe de madeira como suporte), usando as duas mãos de forma cooperativa. Comece com as peças de tamanho igual. Misture-as em frente da Maria. Coloque, em seguida, dois tabuleiros na mesa com um parafuso num deles e uma porca no outro. Demonstre, em seguida como enroscá-los. Guie as suas mãos para que a Maria enrosque o segundo par. Repita o procedimento até que ela consiga completar os 3 pares de peças sem ajuda. Quando ela não demonstrar dificuldade em associar as 3 peças semelhantes, repita o procedimento com as 3 peças de tamanhos diferentes até ela não demonstrar dificuldade na execução desta nova tarefa. 116 – FLOCOS DE NEVE Motricidade fina, manipulação Motricidade fina, agarrar Meta: Aumentar a precisão das competências de dobrar papel e aumentar a força muscular para usar tesouras Objectivo: Dobrar e cortar 4 folhas de papel ao mesmo tempo Materiais: Folhas, tesouras Procedimento: Coloque um quadrado de papel à sua frente e outro em frente da Maria. Chame-lhe a atenção “Olha, Maria.” e dobre o papel ao meio. Em seguida, segure nas suas mãos e ajude-a a fazer o mesmo. Diga “Outra vez.” e dobre novamente a folha ao meio. Leve-a a fazer o mesmo, preferencialmente sem a sua ajuda. Com um lápis, desenhe os sítios que ela deve cortar (ver figura). Corte. Em seguida abra o papel e mostre-se entusiasmada com o desenho obtido. Ajude-a a colar o desenho na janela para mostrar como gostou do trabalho que fez. De início terá de lhe guiar as
    • mãos para que a Maria consiga cortar o papel no sítio exacto. 117 – PENDURAR ROUPA Motricidade fina, coordenação das duas mãos Motricidade fina, agarrar Meta: aumentar a força muscular e o período de atenção Objectivo: Pendurar roupas numa corda e apertar com uma mola da roupa Materiais: Molas da roupa, toalhas, lenços, meias, corda, cesto Procedimento: Estenda a corda de forma a que fique ao nível dos ombros da Maria. Coloque a roupa num cesto, aos seus pés, e as molas numa caixa. Dirija-a, guiando as mãos em primeiro lugar, e depois por gestos e palavras, da seguinte forma: “Tira a meia.” (use a mão esquerda da criança), “Tira a mola.” (use a mão direita da criança), “Põe a meia.” (coloque-a na corda), “Põe a mola.” (ajude-a a apertar a mola, a colocá-la na corda e a libertá-la). Se verificar que a Maria tem alguma dificuldade particular, como por exemplo: em abrir a mola; pratique esta actividade antes de continuar a implementar toda a sequência (por exemplo: pratique o apertar das molas numa toalha de mesa). 118 – TACHAS – I Motricidade fina, manipulação Imitação, motor Motricidade fina, agarrar Meta: Aumentar o controle da motricidade fina e da força dos dedos Objectivo: Empurrar 12 tachas num quadro de cortiça Materiais: Tachas, quadro de cortiça Procedimento: Sente-se à mesa, com a Maria e coloque o quadro à sua frente. Coloque as tachas ao lado. Assegure-se que ela está a olhar para si quando apanhar a primeira tacha. Usando um movimento deliberado de pinça, apanhe a tacha e segure-a em frente dos olhos da Maria para que ela veja o que está a fazer. Diga “Olha, Maria.” e empurre a tacha de forma a que fique presa na cortiça. Segure nos dedos da Maria e repita o procedimento. Aponte para a segunda tacha e diga “Põe no quadro.” e aponte para o quadro. Se ela não fizer nenhum movimento, guie-lhe a mão. Repita o procedimento até ela conseguir colocar as 12 tachas no quadro. De início, escolha apenas 3 ou 4 tachas da mesa; mas, à medida que aprende a tarefa,
    • aumente o número. 119 – TECER COM TIRAS Motricidade fina, manipulação Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Aprender a tecer, usando padrões regulares Objectivo: Entender as noções “em cima”, “em baixo” e mover o papel de acordo com essas noções. Trabalhar até a tarefa estar completa Materiais: Tiras de papel de duas cores Procedimento: Cortar o papel em tiras de 3cm iguais (azul - 20 cm; vermelho - 30 cm). Coloque uma folha lisa na mesa para formar a base do. Cole as tiras azuis no cimo da folha trabalho (ver figura). Segure uma tira vermelha e teça-a nas azuis, da direita para a esquerda (ver figura). Enquanto faz a demonstração vá dizendo: “Em cima, em baixo.”, conforme vai movendo a fita. Em seguida, dê à Maria outra fita vermelha e ajude-a a passar por baixo e por cima das fitas azuis. Utilize palavras simples “Olha Maria, agora vai para cima e agora, para baixo”. Assim que ela perceber o que se espera dela, afaste-se e veja se ela parece confusa. Após a fita estar colocada correctamente, segure-a com um pedaço de fita cola. Quando o padrão ficar completo, elogie-a e dê-lhe a tesoura para aparar as pontas. Use-o na cozinha ou noutro ponto da casa, como enfeite para que ela se sinta motivada a fazer outro.
    • COORDENAÇÃO ÓCULO-MANUAL A coordenação de capacidades é uma das competências que mais falha nas crianças com autismo. Assim, é especialmente importante considerar os níveis de desenvolvimento nas tarefas que envolvem coordenação óculo-manual. Mesmo que a criança seja boa, em termos de competência de motricidade fina, a sua coordenação óculo-manual pode ter um nível baixo devido a problemas de percepção. A maioria das capacidades de motricidade fina descritas pretendem ensinar à criança como agarrar e manipular objectos. A coordenação óculo-manual envolve a coordenação dessas competências com as capacidades de percepção. Por exemplo: agarrar um lápis e usá-lo para riscar espontaneamente, numa tarefa de motricidade fina. Usar o mesmo lápis para passar por cima (ou desenhar) de um padrão simples. Esta tarefa tanto envolve a coordenação da motricidade fina como as capacidades de percepção. É isto que é considerado a coordenação óculo-manual. As actividades de percepção, motricidade fina e coordenação óculo-manual, aqui sugeridas, estão intimamente relacionadas, mas a professora não deve entender que os níveis de desenvolvimento da criança nestas funções vão ser os mesmos. Não é raro que uma criança com autismo tenha capacidades de motricidade fina num nível de, mas tenha capacidades de percepção e de coordenação óculo-manual, apenas num nível de 2 anos. Uma avaliação cuidada do nível funcional desta criança, em cada uma das áreas, é extremamente importante para se delinear um programa de educação individualizado efectivo. As actividades que se seguem são uma amostra de tarefas que podem ser usadas para melhorar a coordenação óculo-manual e estão agrupadas em duas categorias: desenho e manipulação de materiais. As actividades que envolvem o desenvolvimento do controle óculo-manual são especialmente importantes na programação pré-profissional. As actividades de desenho, a este nível, constituem a base para uma eventual aprendizagem da escrita. O desenvolvimento e consolidação das competências de coordenação óculo-manual são um dos aspectos mais importantes do crescimento e adaptação da criança.
    • 120 – PRÉ- EMPILHAR Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, agarrar Imitação, motor Meta: Aumentar o controle em colocar objectos Objectivo: Empilhar 3 ou 4 caixas Materiais: Pequenas caixas de cereais (vazias ou cheias), cesto Procedimento: Coloque as caixas de cereais dentro do cesto e sente-se a Maria, no chão. Retire uma caixa do cesto e coloque-a no chão. Então tire outra caixa e coloque-a em cima da primeira. Repita o procedimento até todas as caixas estarem empilhadas. Em seguida empurre-as e faça um barulho qualquer divertido. Coloque novamente todas as caixas no cesto. Em seguida, recomece a actividade mas, ao colocar a primeira caixa no chão, dê à Maria a outra caixa para que seja ela a colocá-la. Repita o procedimento, retirando progressivamente a sua ajuda até que ela seja capaz de retirar as caixas do cesto, empilhá-las e deitá-las ao chão sem ajuda. 121 – TRABALHO PRÉ-PUZZLE – I Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, agarrar Percepção, visual Meta: Aumentar as competências de agarrar um objecto e de o atirar a um alvo Objectivo: Colocar um objecto numa lata vazia Materiais: 4 latas vazias, 4 pares de meias Procedimento: Coloque 4 latas, em fila na mesa, em frente à Maria. Coloque os 4 pares de meias enroladas numa caixa de sapatos ao seu lado. Agarre num dos pares de meias e mostre à criança como a deixar cair dentro da lata. Guie-lhe a mão de forma a que ela apanhe um par de meias, dirija a mão à lata e deixe cair a meia dentro da lata. Repita a actividade até cada lata ter uma meia dentro. Gradualmente, reduza a sua assistência à medida que a Maria for desempenhando a tarefa de forma mais independente. Observe-a cuidadosamente no sentido de verificar se existe alguma parte da tarefa que lhe seja particularmente difícil. Se ela mostrar dificuldade com alguma parte específica, gesticule no sentido da acção desejada. Quando todas as meias estiverem nas latas, remova os materiais e recompense-a.
    • 122 – TRABALHO PRÉ-PUZZLE – II Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, agarrar Percepção, visual Meta: Aumentar a capacidade de agarrar um objecto e lançá-lo num alvo Objectivo: Colocar uma conta numa caixa dos ovos Materiais: Caixa dos ovos, 12 contas grandes (ou nozes) Procedimento: Divida uma embalagem de cartão dos ovos e coloque uma das partes em frente à Maria. Ponha uma das contas à sua frente e aponte para um dos espaços vazios da caixa de cartão e diga: “Põe.”. Elogie-a e recompense-a imediatamente se ela fizer alguma tentativa para segurar na conta e depositá-la num dos espaços vazios que pertencem à caixa de ovos. Se ela parecer que não entende dirija-lhe a mão nessa actividade. Repita o procedimento até colocar todas as contas na embalagem. Reduza gradualmente a assistência até que a criança consiga libertar a conta na embalagem. De início, terá de apontar para a caixa vazia no sentido de lhe dirigir a sua actividade. Quando estiver familiarizada com a actividade, diga: “Põe.”, mas não aponte. Verifique se ela consegue localizar visualmente o recipiente vazio e colocar a conta, lá dentro. 123 – ANÉIS Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, manipulação Meta: Melhorar a coordenação óculo-manual e o controle da motricidade fina Objectivo: Enfiar 4 anéis numa estaca sem ajuda Materiais: Anéis, estaca Procedimento: Coloque a estaca à frente da Maria e mostre-lhe os anéis. Diga “Olha, Maria”, e mostre-lhe como atirar o anel na estaca. Tire o anel e repita o procedimento. Dê o segundo anel à Maria e diga-lhe “Põe.”. Guie a sua mão pela actividade pretendida. Repita o procedimento até que todos os anéis estejam introduzidos na estaca. Elogie-a sempre que colocar um anel e recompense-a quando todos os 4 anéis estiverem introduzidos. Assegure-se que ela vê que todos os anéis que lhe serão dados para que tenha a noção do término da tarefa. 124 – EMPILHAR BLOCOS
    • Coordenação óculo-manual, controle motricidade fina, agarrar Meta: Melhorar a coordenação óculo-manual e o controle da motricidade fina Objectivo: Empilhar 4 blocos sem ajuda Materiais: 4 blocos médios Procedimento: Coloque 4 blocos na mesa, à frente da Maria. Assegure-se que lhe despertou a atenção e demonstre como se empilham os blocos no sentido de formar uma torre. Desfaça a torre e coloque os blocos na posição original. Coloque um dos blocos directamente em frente da Maria. Tire um segundo bloco e diga “Põe em cima.” e coloque-o em cima do primeiro. Assegure-se que ela está a olhar enquanto empilha o segundo bloco. Segure a sua mão, ajude-a a apanhar o 3º bloco, diga “Põe em cima.” e dirija a mão da Maria. Repita o procedimento com o quarto bloco, mas, desta vez, aponte e diga “Põe em cima.”. Dê-lhe uma oportunidade de empilhar o bloco sozinha mas ajude-a se parecer confusa. Quando todos os blocos estiverem empilhados, a actividade termina. Repita o procedimento até a Maria conseguir empilhar os blocos sem ajuda. 125 – CUBOS EM LATA Coordenação óculo-manual, controle Percepção, visual Meta: Aumentar as motricidade fina e atenção Objectivo: Colocar 4 blocos numa lata Materiais: Lata de café com um corte na tampa, 4 blocos, 2 tabuleiros Procedimento: Coloque a lata de café na mesa entre si e a Maria. Coloque 2 cubos em cada tabuleiro e coloque um de cada lado da lata (ver figura). Aponte para um cubo e diga “Põe dentro.”. Se necessário, segure-lhe na mão e guie-a para a actividade pretendida (segurar um cubo e colocá-lo dentro da lata através do corte da tampa). Aponte para um bloco no outro tabuleiro e repita o procedimento. Assegure-se que a Maria está a olhar para a sua mão enquanto você aponta para os blocos. Alterne os cubos dos tabuleiros diferentes para que ela seja forçada a mover os seus olhos à medida que vai apontando.
    • 126 – ENCAIXES Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, manipulação Percepção, visual Meta: Aumentar a capacidade em direccionar um objecto para um alvo específico. Objectivo: Inserir 5 cavilhas num quadro sem ajuda. Materiais: Caixa de sapatos, cavilhas (podem ser feitas do pau da vassoura). Procedimento: Coloque o encaixe na mesa em frente à Maria. Manipule a mão dela para que tire todas as cavilhas e as coloque na mesa. Segure o dedo indicador e ajude-a a localizar o orifício na caixa. Aponte para uma das cavilhas e aponte para um dos buracos e diga “Põe dentro.”. Guie-a na introdução da primeira cavilha mas, gradualmente, reduza a ajuda prestada. Após a ter ajudado a introduzir a primeira cavilha, ajude-a a retirá-la e a introduzi-la novamente. Repita o procedimento com todas as cavilhas. Após a Maria se habituar a esta rotina, diga-lhe “Põe.”, mas não aponte para uma peça específica ou para um buraco. Recompense-a quando todas as cavilhas estiverem na caixa. 127 – ESTOJO DE LÁPIS Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, manipulação Percepção, visual Meta: Melhorar a manipulação de objectos e controlar a direcção para um alvo Objectivo: Colocar 4 lápis nos furos de um estojo de lápis sem ajuda Materiais: Lata (sumo, vegetais, etc.), cartão, 4 lápis procedimento: Construa um estojo de lápis simples, fazendo furos numa peça de cartão e colando- a no cimo da lata (ver figura). Assegure-se que os furos têm a dimensão suficiente para que os lápis caibam. Coloque os estojo e 4 lápis à frente da Maria. Assegure- se que ela está a olhar e ponha um lápis num dos furos. Dê-lhe um lápis e guie-lhe a mão para um dos furos, enquanto diz “Põe dentro.”. Elogie-a imediatamente. Dê- lhe um terceiro lápis, aponte para outro furo e diga: “Põe dentro.”. Ajude-a só se for necessário. Quando ela estiver habituada a pôr os lápis, pare de apontar para os furos e veja se ela é capaz de localizar os furos vazios e tenta lá pôr os lápis.
    • 128– COLORIR Coordenação óculo-manual, desenho Motricidade fina, manipulação Meta: Melhorar o controle da mão e desenvolver competências de colorir Objectivo: Fazer 4 ou 5 marcas com um lápis dentro de um espaço delimitado por uma linha grossa Materiais: Lápis, papel, marcadores Procedimento: Usando um marcador faça dois círculos ou quadrados numa folha de papel (ver figura). Faça os contornos grossos, escuros e claramente visíveis. Coloque uma folha de papel e dois lápis na mesa em frente da Maria. Tire um lápis e faça alguns rabiscos dentro do espaço delimitado pelo círculo. Dê-lhe um segundo lápis e diga “Faz tu.”. Ajude-a a agarrar o lápis e a rabiscar por alguns segundos dentro do círculo. Elogie-a, remova a folha e repita o procedimento com uma segunda folha. De início a Maria não entenderá a ideia de colorir dentro de um espaço delimitado. Continue a fazer as marcas apenas dentro das linhas e use a sua mão para que ela faça o mesmo. Retire, gradualmente o controle da mão à medida que ela conseguir colorir de uma forma controlada. Recompense-a sempre que completar um folha de trabalho. 129- ENFIAR CONTAS – I Coordenação óculo manual, controle Motricidade fina e coordenação das duas mãos Meta: Incrementar a coordenação óculo-manual e o uso cooperativo das duas mãos. Objectivo: Enfiar duas contas num pino enquanto o segura com uma mão. Material: Pino de enfiar e contas. Procedimento:
    • Coloque o pino em cima da mesa e dê à Maria uma conta (certifique-se de que cabe no pino) e guie a sua mão para que a enfie. Pegue numa segunda conta, mostre-a e diga: “Põe aqui.”, apontando para o pino. Ajude-a apenas se for necessário. Quando estiverem duas pintas no pino, coloque-o de lado e ponha outro na mesa. Desta vez tente que ela ponha o pino sem a sua ajuda. Quando ela conseguir fazê-lo com a base assente na mesa, ajude-a a segurar o pino com uma mão e a enfiar as contas com a outra. De inicio terá que a ajudar com as suas mãos, mas vá retirando a assistência à medida que a Maria vai progredindo. 130 – ENFIAR CONTAS – II Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, coordenação das duas mãos Meta: Incrementar a coordenação óculo-manual e o uso cooperativo das duas mãos Objectivo: Colocar duas contas num suporte sem ajuda Material: Pino de enfiar e contas Procedimento: Quando a Maria conseguir colocar as contas num pino (actividade 129) tente que o faça num objecto mais flexível, mas ainda rígido, como por exemplo um tubo de plástico. Demonstre como fazê-lo segurando o tubo com uma mão e usando a outra para apanhar as contas, depois dê-lhe o tubo e ajude-a a segurá-lo com uma mão. Ajude a Maria a colocar as contas no tubo e quando ela conseguir recompense-a. Reduza o seu apoio à medida que ela vai progredindo. 131 – ENFIAR CONTAS – III Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, coordenação das duas mãos Meta: Incrementar a coordenação óculo-manual e o uso cooperativo das duas mãos Objectivo: Enfiar 5 contas num atacador de sapato, sem ajuda. Material: Atacador de sapato e contas. Procedimento: Depois da Maria conseguir enfiar as contas no tudo sem ajuda (actividade130), mude parta um cordão ou atacador de sapato. Dê um nó numa das extremidades para que as contas não saiam. Demonstre primeiro como enfiar a conta no fio. Certifique-se de que a Maria está a olhar para a sua demonstração. Depois guie-a para que segure no atacador com uma mão e numa conta com a outra. Ajude-a a enfiar a primeira conta e a fazê-la deslizar até ao nó do fio. Repita a actividade até
    • enfiar as 5 contas. No principio terá que lhe ensinar o que cada mão terá que fazer, parar que ela consiga usá-las cooperativamente. Repita a actividade até que ela consiga colocar as 5 contas sem ajuda. 132 – MOLAS DE ROUPA Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, manipulação, emparelhar Meta: Incrementar competências para emparelhar e força manual Objectivo: Colocar 6 molas de roupa no lugar assinalado num tubo Material: 6 molas de roupa de cores diferentes, um tudo Procedimento: Quando a Maria conseguir colocar molas de roupa numa caixa sem ajuda (actividade 111) comece a ensinar-lhe a colocar molas em sítios marcados de um tubo. Desenhe 6 estrelas no lado exterior do tubo e vire-as para cima, para que ela coloque as molas directamente nas estrelas. Se quiser usar esta tarefa para o emparelhar das cores, desenhe as estrelas com as cores das molas. Depois dê-lhe uma mola aponte para a estrela e diga: “Põe aqui.”. Se ela a tentar colocar em qualquer lado do tubo aponte para a estrela e repita: “Põe aqui.”. Se ela lhe parecer confusa, guie-lhe a mão para a estrela. Quando ela conseguir colocar as 6 molas sem a sua ajuda, diga ocasionalmente: “Põe aqui.”, sem apontar. Veja se ela procura as estrelas ainda vazias para colocar a mola. 133 – TRABALHAR O PRÉ-DESENHO Coordenação óculo-manual, desenho Motricidade fina, manipulação Imitação, Motricidade Meta: Incrementar o controle manual e desenvolver as primeiras competências de desenho Objectivo: Traçar três linhas num prato de açúcar ou farinha com um dedo Materiais: Um prato, açúcar ou farinha
    • Procedimento: Espalhe o açúcar num prato. Pegue no dedo indicador da Maria e mostre-lhe como fazer linhas rectas. Reduza o seu apoio à medida que ela começar a fazer marcas sozinha. quando ela perceber toda a actividade, faça marcas e tente que ela a imite. Faça padrões na vertical e horizontal. 134. BRINQUEDOS DE ENCAIXE Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, manipulação Meta: Aumentar a coordenação óculo-manual e aprender a usar adequadamente os brinquedos Objectivo: Fazer uma construção simples de 3 encaixes Materiais: Brinquedos de encaixe Procedimento: Certifique-se de que a Maria está a olhar para si e faça as três construções. Ponha o seu modelo na mesa e dê-lhe peças para ela fazer construções semelhantes. Ajude-a a copiar o primeiro modelo, controlando as suas mãos. Reforce-a e coloque a construção ao lado da sua. Dê-lhe as peças para fazer o segundo modelo. Ajude-a se ela parecer confusa. À medida que ela for controlando melhor a actividade, retire a sua ajuda e aumente o número de peças da construção. Recorde que demasiadas peças em frente dela podem desorganizá-la. 135 – MOLDAR PLASTICINA - I Coordenação óculo-manual Motricidade fina, coordenação óculo-manual Percepção visual Imitação e motricidade Meta: Incrementar a coordenação óculo-manual e desenvolver a capacidade de copiar objectos Objectivo: Copiar três objectos comuns com a plasticina Material: Plasticina, 3 objectos comuns com formas simples (por exemplo bola, bolacha, cubo
    • Procedimento: Sente a Maria à mesa. Coloque um dos objectos a serem copiados em frente dela, assim como dois pedaços de plasticina. Nomeie o objecto a copiar e certifique-se de que ela está a olhar. Se estiver a fazer uma bola diga “Olha, Maria, uma bola.”. Quando ela olhar mostre-lha e coloque-a ao lado do objecto original. Depois aponte para o segundo objecto e faça o mesmo. Se ela não fizer nenhum movimento com a plasticina ajude-a a começar, com a sua mão. Se ela não compreender ajude-a, com as suas mãos, a moldar a bola. Reforce-a imediatamente e repita o procedimento com os outros objectos. À medida que ela for sendo mais capaz e independente, retire o seu apoio. 136 – MOLDAR PLASTICINA – II Coordenação óculo-manual Motricidade fina, coordenação óculo-manual Percepção visual Imitação e motricidade Meta: Aumentar a coordenação óculo-manual, aprender a usar adequadamente os jogos e desenvolver a capacidade de reproduzir cópias de representações bidimensionais Objectivo: Moldar com plasticina figuras representadas por desenhos Material: Plasticina, desenho de três objectos comuns e familiares à Maria. Devem ser muito claros para ela, podem ser desenhados ou recortados de uma revista, se possível devem representar os mesmos objectos trabalhados na actividade 135 Procedimento: Quando a Maria conseguir moldar a plasticina para copiar os objectos com estes presentes, ensine-a a moldar objectos a partir de figuras. Coloque dois bocados de plasticina em cima da mesa e uma figura a reproduzir. Certifique-se de que ela esta a olhar para a figura. Diga: ”Olha Maria, a bola.“ e aponte para a figura. Depois pegue num bocado de plasticina e faça uma bola. Aponte para o segundo bocado de plasticina e diga: “ Olha, faz a bola.”. Se ela lhe parecer confuso, ajude-a a começar. Coloque a segunda bola perto da figura e aponte para o conjunto dizendo: “ Bola”. Reforce-a imediatamente e repita o procedimento com as outras duas figuras. 137. PARTES DE UM TODO Coordenação óculo-manual, controle
    • Motricidade fina, manipulação Percepção visual Meta: Reconhecer a relação entre as partes e o todo e juntar as partes correctamente para formar um objecto Objectivo: Juntar, sem ajuda as partes de uma figura dividida em duas Material: Papel de cor, papel branco, lápis, tesoura e cola Procedimento: Corte partes de objectos que, quando juntas, formem um objecto que a Maria reconheça facilmente. Desenhe uma linha no meio de uma folha branca e num dos lados da linha coloque o modelo do objecto. Mostre à Maria as duas partes do objecto e como deve colocá-las no outro lado da folha que contém o modelo. Certifique-se de que ela está a olhar para si enquanto as coloca directamente no outro lado da folha. Nomeie o objecto e retire as duas partes novamente. Diga-lhe que junte as duas partes, se ela parecer confuso ajude-o a rodar as partes até que encaixem adequadamente e depois cole o desenho no papel. Pendure o desenho na sala de aula para mostrar que tem orgulho no seu trabalho. À medida que ela for dominando a tarefa divida as figuras em 3 ou 4 partes e repita o procedimento. 138. PINÇAS Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, manipulação Percepção visual Meta: Aumentar a coordenação óculo-manual, o controle da motricidade fina e a capacidade de movimentar objectos Objectivo: Pegar em 6 objectos pequenos com pinças e colocá-los em copos ou cartões dos ovos. Material: Pinças pequenas e flexíveis, cartão de ovos, pequenos objectos (blocos, contas etc.)
    • Procedimento: Coloque 2 ou 3 objectos pequenos em cima da mesa em frente da Maria e diga “Olha, Maria.” e mostre-lhe como se usa a pinça. Certifique-se de que ela está a olhar para si e use a pinça para pegar num dos objectos e colocá-los num buraco do cartão de ovos. Liberte o objecto no cartão abrindo a pinça. Tente que a Maria a imite no uso da pinça. Ajude-a a pegar-lhe de forma adequada. Com a outra mão aponte para o objecto que ela deve pegar e diga “Põe este.”. Ajude-a a controlar a pinça e a pegar no objecto. Depois encaminhe-a para o cartão e ajude-a a libertar o objecto. Inicialmente terá que apontar para um buraco vazio para que ela saiba onde deixar o objecto. Treine com vários objectos para que ela adquira o controle da pinça. Diminua o controle das mãos à medida que sentir que ela vá percebendo e controlando melhor a tarefa. 139- DESENHO: LINHAS HORIZONTAIS Coordenação óculo-manual, desenho Motricidade fina, manipulação Objectivo: Aumentar o controle manual e desenvolver competências de desenho Objectivo: Desenhar linhas horizontais unindo pontos Material: Papel, lápis e marcadores Procedimento: Usando os marcadores, prepare várias folhar de trabalho desenhando 5 ou 6 conjuntos de pontos bem visíveis com cerca de 1 cm de intervalo. Dê um lápis à Maria e ajude-a a colocar o lápis no ponto da esquerda. Diga: “Por cima.” e guie-lhe a mão para que vá passando por cima dos outros pontos até ao último da direita. Repita esta actividade várias vezes. Reduza a ajuda manual à medida que sentir que ela começa a mexer o lápis sozinha. Reforce-o por cada folha completa. Pode ir gradualmente aumentando o grau de dificuldade, aumentando a distância entre os dois pontos. 140- DESENHAR CÍRCULOS
    • Coordenação óculo-manual, desenho Motricidade fina, manipulação Meta: Desenvolver competências básicas de desenho Objectivo: Unir uma série de pontos para formar e completar círculos de um desenho simples Material: Papel, lápis e marcadores Procedimento: Desenhe vários desenhos simples, um em cada página, nos quais o circulo forme uma parte importante do desenho. Use os marcadores para fazer a figura, mas desenhe o circulo apenas com uma série de pontos bem visíveis. Dê à Maria um lápis e uma das folhas. Nomeie o objecto e aponte para o que falta. Guie a mão dela para desenhar o circulo que falta, unindo os pontos. Reduza a ajuda à medida que ela aprende o que se espera dela. Veja se ela consegue descobrir no desenho onde está o circulo para completar. 141- CORTAR COM TESOURA Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, coordenação das duas mãos Meta: Desenvolver o controle da tesoura e a coordenação óculo-manual Objectivo: Cortar tiras de papel através de uma linha bem demarcada Material: Papel, tesoura. marcador Procedimento: Corte uma folha de papel em tiras de cerca de 1 cm cada. Com um marcador desenhe linhas grossas ao, longo da tira com cerca de 2 cm de intervalo. Dê à Maria as tiras e a tesoura, ajudando-a a segurá-las com as mãos. Aponte para uma das linhas e diga: “Corta.”. Se ela parecer confusa ou se tentar cortar em qualquer parte guie as suas mãos para a linha mais próxima. Reforce-a imediatamente. repita a actividade tantas vezes quanto as necessárias para ela conseguir cortar as linhas sem ajuda. Quando ela já tiver percebido que deve cortar quando aponta para a linha, experimente dizer apenas, “Corta.”, sem apontar. Veja se ela encontra a linha sozinha e se corta adequadamente.
    • 142-. RECORTAR FIGURAS Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, coordenação das duas mãos Meta: Cortar adequadamente usando a tesoura para crianças Objectivo: Cortar figuras simples sem ajuda Material: Livro de pintar, tesoura, lápis Procedimento: Quando a Maria tiver aprendido como cortar uma linha (actividade 141) ensine-lhe a recortar figuras. Os livros de pintar são excelentes para estes trabalhos. Primeiro tente que ela recorte figuras apenas com linhas rectas, mas à medida que aumenta a coordenação das mãos, pode começar a trabalhar figuras com curvas simples. Se os desenhos estiverem pintados torna-se mais fácil para ela recortar. Quando ela chegar ao fim de uma linha ajude-a a mudar de direcção. Quando ela acabar reforce-a imediatamente e cole a pintura no caderno dela. 143 – QUADRO COM PORCAS E PARAFUSOS Coordenação óculo-manual, controlo motricidade fina, manipulação Meta: Melhorar a coordenação óculo-manual Objectivo: Juntar 3 porcas e 3 parafuso de tamanhos iguais num quadro de encaixe Materiais: Quadro de madeira, 3 porcas e 3 parafusos de tamanho igual Procedimento: Antes de iniciar a actividade, construa um quadro simples, de madeira, tal como visualiza na figura. Coloque 3 parafusos de tamanho idêntico tal como está na figura. Diga “Olha, Maria.”. Quando estiver segura de que ela está a olhar, tire uma porca e aperte-a de forma a ficar solta, num dos parafusos. Então, segure a mão da Maria e ajude-a a agarrar a porca, fazendo pinça. Em seguida, guie a sua mão para que aperte a porca no parafuso. Finalmente, aponte para a porca restante e diga “Põe tu.”. Se ela tentar colocar a porca, elogie-a imediatamente e ajude-a a terminar a tarefa. Repita a actividade muitas vezes, reduzindo a sua ajuda até que ela seja capaz de completar todas as 3 porcas sem ajuda. Não espere que ela consiga apertar a porca totalmente. De início, é provável que a Maria consiga apenas realizar duas ou 3 voltas.
    • 144 – QUADRO COM PORCAS E PARAFUSOS- II Coordenação óculo-manual, controlo Motricidade fina, manipulação. Percepção, visual. Meta: Melhorar a coordenação óculo-manual e a discriminação de tamanhos Objectivo: Juntar 3 porcas e 3 parafuso de tamanhos diferentes num quadro de encaixe Materiais: Quadro de madeira, 3 porcas e 3 parafusos de tamanho igual (actividade 143) Procedimento: Quando a Maria conseguir executar um quadro simples tal como está descrito na actividade 143, construa um mais avançado usando 3 peças de tamanhos diferentes. Coloque o quadro na mesa, em frente da Maria e espalhe as peças de diferentes tamanhos. Segure na sua mão e ajude-a a apanhar uma das porcas. Assegure-se que ela está a olhar e tente colocar a peça em todos os parafusos até encontrar uma que sirva. Quando encontrar uma que não sirva, sorria, abane a cabaça e diga “Não.”. Quando encontrar a peça apropriada, acena e diga “Sim.” e ajude a Maria a enroscar a peça. Repita o procedimento com as restantes peças. Após a ter ajudado com a segunda peça, verifique se ela consegue agarrar, sozinha, a terceira porca e colocar no parafuso vazio. Repita a actividade, dando- lhe a ajuda que necessita até que ela seja capaz de completar o quadro sozinha. 145 – COSER CARTÃO Coordenação óculo-manual, controle Motricidade fina, coordenação das duas mãos Motricidade fina, agarrar Realização cognitiva, sequencialização Meta: Desenvolver competências organizadas de coser Objectivo: Passar um fio pelos furos de um cartão de forma sequencial Materiais: Cartão grosso com furos, laço de sapato Procedimento:
    • Mostre o cartão com furos, à Maria e faça com que ela toque em cada furo com o indicador. De início terá de guiar a sua mão para que toque nos furos no sentido dos ponteiros do relógio. Lembre-a de tocar em todos os furos. Ajude-a a agarrar a fio com a mão direita e a passá-lo pelo primeiro furo. Enfatize a direcção com a ordem: “Para cima.”. Ajude-a a agarrar a ponta do fio com a mão esquerda e diga “Para baixo.”. Ajude-a a deixar cair o fio. Em seguida, repita o procedimento, alternando a mão direita para o movimento ascendente e a mão esquerda para o movimento descendente. A repetição constante das directrizes vai fazer com que a Maria organize a tarefa. Á medida que ela começar a iniciar a tarefa sem as directrizes verbais, retire a sua ajuda por completo. Continue, no entanto a verificar se ela não se esquece da direcção “Para cima.” e se não salta buracos. 146 – IMPRIMIR LETRAS DE IMPRENSA. Coordenação óculo-manual, desenhar Motricidade fina, manipulação Meta: Desenvolver competências de imprimir e melhorar a coordenação óculo-manual Objectivo: Ligar pontos para formar letras maiúsculas Materiais: Papel, lápis, marcador Procedimento: Prepare folhas de trabalho, desenhando letras maiúsculas, formadas por pontos. Coloque uma pinta de uma cor para indicar o ponto de partida e use setas para indicar a direcção dos movimentos. As folhas devem conter letras constituídas por linhas rectas (ver figura). Dê o lápis, à Maria e guie-lhe a mão para desenhar as letras. Dê-lhe directrizes verbais simples à medida que traça as letras. Por exemplo: com a letra “A” pode dizer “Para baixo, para baixo, para o lado.”, para indicar as direcções que as linhas deverão tomar. Quando ela estiver familiarizada com as folhas de trabalho, aumente o espaço entre os pontos e faça-os menos grossos. Finalmente veja se ela consegue desenhar as letras somente através das suas directrizes verbais.
    • 147 – DESENHAR (CÍRCULOS E QUADRADOS) Coordenação óculo-manual, desenhar Motricidade fina, manipulação Imitação, motor Meta: Aumentar as competências de desenho e a coordenação óculo-manual Objectivo: Ligar pontos para desenhar círculos e quadrados Materiais: Papel, lápis, marcadores Procedimento: Prepare várias folhas de trabalho contendo um círculo ou um quadrado cujas linhas exteriores são constituídas por pontos. Os pontos devem ser claramente visíveis e, no início, próximos um dos outros. Coloque uma dessas folhas e um lápis em frente da Maria. Segure-lhe no indicador e, lentamente, trace a forma das figuras que a folha de trabalho contém. Á medida que move o seu dedo diga: “Ponto.” todas as vezes que o dedo da Maria passar por cima de um destes. Após repetir esta actividade muitas vezes, dê-lhe o lápis e ajude-a a ligar os pontos. Continue a repetir “Ponto.” todas as vezes que os ligar. Repita a actividade várias vezes, usando novas folhas de trabalho. Quando ela começar a ligar os pontos sozinha, reduza o número de pontos de cada figura e trace pontos cada vez com menos pressão de forma a que fiquem desenhados com menos tinta logo, mais claros. Quando o número de pontos tiver sido reduzido a 4 por figura, tire uma folha de papel em branco e desenhe apenas metade do círculo ou do quadrado. Verifique se a Maria completa a outra metade. 148 – DESENHAR CRUZES E DIAGONAIS Coordenação óculo-manual, desenho Motricidade fina, manipulação Meta: Aumentar as competências de desenho e a coordenação óculo-manual. Objectivo: Ligar pontos para formar cruzes e linhas diagonais. Materiais: Papel, lápis, marcadores Procedimento: Faça várias folhas de trabalho, desenhando conjuntos de pontos que formam cruzes ou diagonais. Use uma cor diferente para indicar o ponto de partida (ver figura). Comece com as folhas de trabalho que contenham apenas as linhas diagonais. Dê o lápis à Maria e guie-lhe as mão para que ligue os pontos. Diga “Ponto, ponto, ponto.”, enquanto desenhas as linhas. À mediada que ela começa a mover o lápis sozinha, retire progressivamente o controlo das mãos, mas continue a
    • repetir “Ponto, ponto, ponto.”. Repita o procedimento usando folhas de trabalho que contenham cruzes formadas por pontos. Á medida que as suas aptidões aumentam, use menos pontos por padrão e faça-os mais leves. Quando a Maria conseguir conectar somente dois pontos pequenos, desenhe uma linha diagonal ou uma cruz e veja se ela as consegue copiar sem quaisquer que lhe sirvam de referência. 149 – DESENHAR: DECALQUES Coordenação óculo-manual, desenho motricidade fina, manipulação imitação, motor Meta: Melhorar a coordenação óculo-manual, controlo de um lápis e a capacidade em desenhar formas Objectivo: Desenhar figuras geométricas simples, usando inicialmente um decalque e, em seguida, sem qualquer referência Materiais: Cartão grosso, lápis, papel Procedimento: Prepare decalques simples cortando quadrados, círculos e triângulos de peças de cartão forte. Coloque as 3 peças de um lado da mesa de forma a que a Maria veja quantas vezes ela terá de desempenhar a tarefa. Coloque o 1º decalque numa folha, à frente da Maria e ajude-a a mover o dedo no interior do decalque. Repita o procedimento com o lápis na mão da Maria. Remova o decalque e mostre-lhe o desenho que acabou de executar. Repita o procedimento com o 2º o e 3º decalque. Recompense-a após cada decalque. Reduza o controlo da sua mão até que consiga traçar o decalque sozinha. Á medida que adquire experiência com o decalque, faça com que trace apenas metade da figura e, na outra metade, execute o desenho sem modelo. Continue a desenhar a forma com e sem o decalque. Reduza o controlo da mão até que ela consiga desenhar a forma com e sem o decalque. 150 – DESENHAR: CONVERTER FORMAS EM DESENHOS Coordenação óculo-manual, desenho Percepção visual
    • Meta: Melhorar as competências de desenho e desenvolver a imaginação Objectivo: Converter figuras simples em desenhos vulgares Materiais: Papel, lápis Procedimento: Faça várias folhas de trabalho, cada uma delas contendo um círculo ou um quadrado. Tire uma dessas folhas e um lápis e mostre à Maria como decorá-la de forma a convertê-la um objecto que lhe é familiar (ver figura). Por exemplo: mostre- lhe um quadrado e diga “Olha Maria: quadrado. Desenha casa.”. Dê-lhe um lápis e guie-lhe a mão para decorar um quadrado, fazendo-o parecido com uma casa. Segure o seu dedo e contorne o traçado original, dizendo “Quadrado.”. Em seguida segure a imagem à sua frente e diga “Casa.”. Após a ter ajudado a converter o quadrado em casa muitas vezes, aligeire o controlo da mão e, quando estiver quase a terminar o desenho, verifique se ela o consegue terminar sozinha. Gradualmente, tente fazer com que ela desenhe porções maiores da figura sozinha. 151 – IMPRIMIR O NOME PRÓPRIO Coordenação óculo-manual, desenho Motricidade fina, manipulação Realização cognitiva, emparelhar Meta: Melhorar a coordenação óculo-manual, imprimir, aptidões em emparelhar Objectivo: Imprimir as letras do 1º nome da criança com cópia de um modelo Materiais: Papel colorido, papel branco, lápis Procedimento: Corte as letras referentes ao nome da Maria (no caso do exemplo: S-C-O-T-T) em papel colorido. As letras devem ter cerca de 8 cm tamanho. Trace os contornos exteriores das mesmas debaixo do modelo. Desenhe as mesmas letras, uma terceira vez, constituídas por pontos (ver figura). Faça várias folhas de trabalho iguais. Coloque uma destas folhas em frente à Maria. Dê-lhe um conjunto de letras e faça com que ela as emparelhe com as do modelo. Se ela necessitar de ajuda, mostre-lhe como emparelhar letra a letra até que ela o consiga fazer. Em seguida, faça com que pinte as letras da segunda fila. Ajude-a a colorir dentro das linhas,
    • guiando-lhe a mão. Finalmente, faça com que ligue os pontos da terceira fila. Ajude-a se necessitar. Diga “Ponto, ponto, ponto.”, enquanto ela vai ligando os pontos. Repita as letras, nesta sequência. Cada vez que a Maria combinar, pintar as letras ou juntar os pontos que as formam, diga o nome da letra. Tente fazer com que ela repita o nome da letra. Além disso, cada vez que ela completar uma sequência, repita o nome total e peça-lhe parar fazer o mesmo. Use apenas uma folha por sessão. 152 – DESENHAR: COMPLETAR FIGURAS SIMPLES Coordenação óculo-manual, desenho Motricidade fina, manipulação Percepção, visual Meta: Aumentar as competências de desenho e a percepção Objectivo: Observar uma figura, notar o que falta e completar o desenho Materiais: Papel, lápis Procedimento: Desenhe vários objectos simples com os quais a Maria é familiar mas deixe por desenhar uma parte óbvia da figura (ver figura). Dê-lhe uma folha e um lápis. Segure no seu indicador e ajude-a a percorrer o traçado do desenho. Assegure-se que ela está a olhar para o desenho à medida que move os seus dedos. Quando chegar à parte do desenho que foi omitida, diga “Oh oh, não está.”. Ajude-a a completar o desenho. Recompense-a imediatamente e tire uma segunda folha. Repita o procedimento muitas vezes. Á medida que ela se habituar à tarefa, verifique se ela consegue localizar a parte que falta sem que tenha de mover o seu dedo pelo desenho inteiro. 153 – DESENHAR FORMAS E DESENHOS Coordenação óculo-manual, desenho
    • Motricidade fina, manipulação Meta: Aumentar as competências de desenho Objectivo: Ligar pontos para realizar formas simples e desenhos Materiais: Papel, lápis, marcadores Procedimento: Faça várias folhas de trabalho com pontos de lápis que formam desenhos simples e formas. Use um ponto colorido afim de indicar o início do desenho e setas para indicar a direcção pela qual deverá mover o lápis (ver figura). Ajude a Maria a unir os pontos para completar os desenhos. Retire a sua ajuda assim que ela começar a unir os pontos sozinha. Á medida que ela se tornar mais apta a ligar os pontos, separe mais os pontos e trace-os de forma mais leve. 154 – Escrever números Coordenação óculo-manual, desenho Motricidade fina, manipulação Meta: Desenvolver competências de escrita Objectivo: Seguir padrões formados por números para desenhar números formados por um dígito Materiais: Papel, lápis, marcador Procedimento: Faça números constituídos por pontos de, aproximadamente 10 cm de tamanho. Assegure-se que os pontos são claramente visíveis e, no início, deverão estar muito perto uns dos outros. Use um ponto vermelho ou verde para indicar o ponto de partida e setas para indicar a direcção (ver figura). Coloque uma folha de trabalho em frente da Maria e dê-lhe um lápis. Guie-lhe a mão no sentido de ligar todos os pontos. Diga “Ponto.” todas as vezes que o lápis atingir um deles. Quando terminar de ligar os pontos, diga o nome do número. Não espere que a Maria aprenda mas números. O objectivo da actividade é fazer tão somente que ela se habitue a ouvir o nome. Quando ela conseguir ligar os ponto sem ajuda, use menos pontos por número e faça os pontos com menos pressão. Quando atingir o estádio de ter apenas 3 ou 4 pontos por número, tente fazer com que ela copie o número sem a sua ajuda manual usando esse mesmo padrão. De início, limite cada sessão
    • a uma ou duas folhas de trabalho mas, gradualmente, aumente a duração da tarefa à medida que esta se tornar mais fácil para ela. 155 – ESCREVER NÚMEROS Coordenação óculo-manual, desenho Motricidade fina, manipulação Meta: Desenvolver competências de escrita Objectivo: Seguir pontos para desenhar algarismos Materiais: Papel, lápis, marcador procedimento: Faça números constituídos por pontos de, aproximadamente 10 cm de tamanho. Assegure-se que os pontos são claramente visíveis e, no início, deverão estar muito perto uns dos outros. Use um ponto vermelho ou verde para indicar o ponto de partida e setas para indicar a direcção (ver figura). Coloque uma folha de trabalho em frente da Maria e dê-lhe um lápis. Guie-lhe a mão no sentido de ligar todos os pontos. Diga “Ponto.” todas as vezes que o lápis atingir um deles. Quando terminar de ligar os pontos, diga o nome do número. Não espere que a Maria aprenda mas números. O objectivo da actividade é fazer tão somente que ela se habitue a ouvir o nome. Quando ela conseguir ligar os ponto sem ajuda, use menos pontos por número e faça os pontos com menos pressão. Quando atingir o estádio de ter apenas 3 ou 4 pontos por número, tente fazer com que ela copie o número sem a sua ajuda manual usando esse mesmo padrão. De início, limite cada sessão a uma ou duas folhas de trabalho mas, gradualmente, aumente a duração da tarefa à medida que esta se tornar mais fácil para ela. 156 – LABIRINTOS Coordenação óculo-manual, desenho Motricidade fina, manipulação Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Melhorar o controlo do lápis e desenvolver competências de desenho Objectivo: Completar labirintos simples desenhando uma linha entre duas linhas paralelas afastadas entre si , 1 cm
    • Materiais: Papel , lápis, folhas plastificadas (para serem reutilizadas) Procedimento: Prepare um número de labirintos simples, desenhando duas linhas paralelas afastadas entre si 3 cm. Faça apenas um labirinto por página e, se possível, plastifique-as. Comece por trabalhar labirintos simples com cerca de 10 cm de comprimento (ver figura). Mostre, à Maria, como começar do lado esquerdo e desenhar uma linha intermédia direccionada para o lado direito. Dê-lhe o lápis e guie-lhe a mão de modo a que não desenhe fora das linhas. Reduza a ajuda à medida que ela for conseguindo desenhar uma linha entre as do labirinto. Assim que as suas aptidões aumentarem, faça labirintos mais divertidos, colocando figuras no início e no final destes. 157 – DESENHAR UMA PESSOA Coordenação óculo-manual, desenho Realização cognitiva, linguagem receptiva Imitação, motor Meta: Desenvolver competências de desenho e entender conceitos corporais Objectivo: Desenhar uma figura humana simples, sem ajuda Materiais: Papel, lápis Procedimento: Sente-se, à mesa, ao lado da Maria. Cada uma de vós deverá ter um papel e um lápis à vossa frente. Chame a atenção da Maria e diga “Olha Maria, desenha a cabeça.”. Desenhe um círculo na sua folha de papel e diga “Cabeça.”. Em seguida, aponte para a folha de papel da Maria e diga “ faz tu”. Desenha cabeça”. Ajude-a a começar se necessitar. Após ter desenhado a cabeça, dirija a sua atenção para os olhos, “Desenha olhos.” e adicione olhos simples ao seu desenho. Aponte para o
    • papel da Maria e diga “Faz tu. Desenha olhos.”. Ajude-a apenas se parecer extremamente confusa. Repita o procedimento com as restantes partes corporais. Mantenha o seu desenho simples de forma de forma a que ela o consiga imitar facilmente. Lembre-se de nomear cada parte do corpo à medida que for desenhando. De início, use apenas 3 partes corporais de cada vez. Adicione gradualmente outras partes assim que ela estiver familiarizada com a tarefa, por exemplo, boca, cabelo, nariz, dentes, etc. 158 – DESENHAR CATEGORIAS Coordenação óculo-manual, desenho Realização cognitiva, categorização Meta: Aumentar competências de desenho, imaginação e a capacidade de categorizar objectos e decidir o que desenhar de forma independente Objectivo: Pensar acerca de e executar um desenho de um objecto da mesma categoria de um objecto desenhado pela professora Materiais: Papel, lápis Procedimento: Seleccione uma categoria com a qual a Maria está familiarizada e que contenha um número de objectos diferentes que ela consiga desenhar. Podem ser frutos, brinquedos ou coisas móveis (carros, aviões, barcos). Tire uma folha de papel e diga “Vamos desenhar frutos.”. Numa folha de papel desenhe uma maçã e diga-lhe o nome. Diga “Uma maçã é um fruto. Desenha um fruto diferente”. Se a Maria se mostrar confusa, diga “Uma banana é um fruto. Desenha uma banana”. Assim que ela estiver mais apta na tarefa de desenhar diferentes membros das diferentes categorias, dê-lhe mais escolhas e tente fazer com que a Maria escolha o que quer desenhar. Por exemplo, após desenhar uma maçã, diga-lhe “Bananas, pêras e uvas são frutos.”. Tente evitar que ela desenhe um determinado item sem escolher. Repita a actividade usando tantas categorias quantas a Maria conhecer. De início, terá de a ajudar a desenhar os outros membros da categoria até que aprenda a associar os desenhos e os objectos.
    • REALIZAÇÃO COGNITIVA Nesta secção incluímos 2 áreas: 1) A compreensão receptiva da linguagem, símbolos e unidades simbólicas da comunicação; 2) As aptidões de realização, tais como emparelhar, categorizar e sequencializar, são necessárias para organizar e compreender a informação do ambiente. Estas capacidades de realização são facilitadas pela linguagem receptiva, mas a linguagem não é um pré-requisito para levar a cabo todas as tarefas de realização cognitiva. Colocámos as actividades de linguagem receptiva e realização na mesma categoria, porque muitas crianças com autismo têm muitas dificuldades para adquirir essas funções. Algumas crianças podem aprender capacidades cognitivas não verbais muito mais rapidamente do que a linguagem receptiva, enquanto que outras aprendem mais facilmente de forma inversa .Porque ambos os tipos de capacidades são essenciais para a adaptação, nós achamos que é útil descobrir quais os tipos de resposta que a criança prefere dar e não fazer uma distinção formal entre a linguagem receptiva e a realização cognitiva Os exemplos apresentados nesta secção foram seleccionados tendo em conta uma aplicação geral, mas não estão todos os exemplos incluídos. Entre as ilustrações da linguagem receptiva estão os procedimentos de ensino das ordens “senta”, “vem”, “pára” e “vai”. Num nível mais elevado estão os nomes de objectos e os nomes da família, frases com sujeito e predicado e preposições. As realizações cognitivas não verbais contêm exercícios de correspondência de pares de objectos ou de imagens, agrupamento de objectos ou figuras pelas suas funções, distinguindo substâncias comestíveis de não comestíveis, categorização e sequencialização de imagens. Todas as funções cognitivas desta natureza são certamente aprendidas mais facilmente quando a criança conhece as palavras mais relevantes, mas também as poderá aprender sem conhecer essas palavras, no entanto, terá mais dificuldade. Muitas destas capacidades de realização são especialmente importantes para um futuro percurso de aprendizagem na área da pré-profissionalização.
    • 159 – RECONHECIMENTO DO NOME Realização cognitiva, linguagem receptiva Percepção, auditiva Meta: Desenvolver o reconhecimento do nome Objectivo: Olhar para a pessoa que fala quando o seu nome é pronunciado Materiais: Nenhum Procedimento: De forma periódica, ao longo do dia, diga o nome da Maria em voz alta e clara. Se ela olhar para si recompense-a imediatamente com um abraço ou outra pequena recompensa que ela aprecie. Se ela não responder, coloque-se no seu campo de visão e chame-a de novo “Maria.”. Comece por estar muito perto dela e repita o seu nome uma vez durante alguns minutos. Recompense-a de cada vez que ela mover a cabeça para si, mesmo que não faça o contacto visual. Quando ela começar a responder aumente gradualmente a distância da criança noutras actividades ou quando está só a brincar com ela. 160 – INDICAR OBJECTOS DESEJADOS Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Desenvolver a aptidão de indicar necessidades ou desejos de forma não verbal Objectivo: Apontar para um objecto desejado Materiais: Recompensas comestíveis ou brinquedos favoritos Procedimento: Mostre à Maria um brinquedo favorito (ou uma recompensa comestível) e coloque-o na mesa em frente a ela: Não a deixe alcançar a recompensa até que a tenha ajudado a apontar para o objecto. Deixe a Maria olhar para a recompensa e aponte para ela. Depois guie-a para que a aponte antes de lha dar. Repita a actividade muitas vezes durante o dia. À medida que Maria adquire a ideia de apontar, mesmo que a tenha de ajudar, não perca qualquer oportunidade durante o dia de a encorajar a apontar. Retire a sua ajuda gradualmente, à medida que Maria compreende que pode apontar correctamente quando deseja algo. Quando ela começar a apontar sozinha, dê-lhe 2 objectos e leve-a a apontar espontaneamente indicando que quer algo. No princípio a Maria provavelmente irá indicar os seus desejos apontando à volta. Gradualmente encoraje-a a apontar correctamente com o dedo, ajudando-a a mantê-lo na posição correcta.
    • 161 – RESPONDER A ORDENS VERBAIS Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Desenvolver a compreensão de ordens verbais Objectivo: Vir em resposta a uma ordem verbal Materiais: Nenhum Procedimento: Esta actividade requer 2 pessoas. Cada uma deve ter um pequeno grupo de recompensas. Os 2 adultos (A e B) devem sentar-se frente a frente, a alguns centímetros de distância, com a Maria ao lado de B. A pessoa A diz “Maria, vem cá.”, empunhando uma recompensa. No princípio, a pessoa B poderá ter de dar à Maria um pequeno toque de encorajamento para que ela caminhe para a recompensa. Quando a Maria vai para o pé de A, ela dar-lhe-á uma recompensa. Este processo deve repetir-se várias vezes e os adultos devem alternar os seus papéis. Repetir 4 ou 5 vezes em cada sessão. À medida que ela vai correspondendo ao pedido vá retirando progressivamente as recompensas. Se ela tentar movimentar-se antes da ordem ser dada, segure-a até que a ordem seja dada. Quando a Maria for capaz de corresponder a essa ordem, numa actividade controlada, comece a generalizar a sua compreensão da palavra das seguintes maneiras: a) Diga-lhe para vir algumas vezes durante o dia: Assegure-se de que ela está atenta e dê-lhe a instrução verbal. b) Diga-lhe para vir quando ela está perto mas não está a olhar. c) Diga-lhe para vir quando você está atrás dela de forma que ela tenha de se virar para chegar até si. Faça estes passos um de cada vez. Assegure-se de que ela aprendeu um antes de passar ao seguinte. 162 – SENTAR-SE QUANDO SE LHE É PEDIDO Realização cognitiva, linguagem receptiva Imitação, motricidade Meta: Desenvolver a compreensão de ordens verbais Objectivo: Sentar-se em resposta a uma ordem verbal Materiais: 3 cadeiras, incluindo uma mais pequena Procedimento: Coloque as 3 cadeiras de maneira a que 2 fiquem de frente a uma cadeira, com uma distância de alguns pés. Esta actividade requer 2 pessoas Uma pessoa deve sentar-se na cadeira em frente das outras. A Maria e um adulto devem estar, de pé,
    • em frente às suas cadeiras de forma a que os olhos da criança estejam ao nível da pessoa que está sentada. Esta pessoa diz: “Maria, senta-te.”, de forma clara e firme. O adulto que está ao pé da criança senta-se e pode ajudar a Maria a sentar- se. Quem dá a ordem deve imediatamente recompensá-la. Repetir a actividade tantas vezes quantas as necessárias até que a criança comece a antecipar a ordem verbal e já não necessite da ajuda do adulto. 163 – JOGAR AO “PÁRA E ANDA” Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Desenvolver a compreensão de ordens verbais Objectivo: Parar e andar em resposta a uma ordem verbal, enquanto caminha Materiais: Nenhum Procedimento: Agarre na mão da Maria e caminhe com ela à volta da sala algumas vezes. Ocasionalmente diga “Pára.” E mantenha-a numa posição de paragem. Elogie-a por parar e insista nessa posição estacionária durante alguns segundos. Depois diga “Anda.” E comece a andar de novo. Repita o processo muitas vezes. Repare se ela começa a parar quando ouve a palavra ou se pára porque a mantém nessa posição. Quando ela começa a antecipar a paragem depois de ouvir a ordem, solte- lhe a mão enquanto caminham lado a lado. 164 – RECONHECER A SUA PRÓPRIA IMAGEM AO ESPELHO Realização cognitiva, linguagem receptiva Percepção, visual Meta: Desenvolver a compreensão da auto-imagem e reconhecimento do nome Objectivo: Apontar para a própria imagem no espelho em resposta à pergunta “Onde está a Maria?” Materiais: Espelho de corpo inteiro Procedimento: Quando a Maria consegue responder ao seu próprio nome (actividade 159), leve-a para um espelho de corpo inteiro e mostre-lhe a sua imagem. Guie-a para tocar o
    • espelho para que perceba que não é outra criança que está do outro lado. Ajude-a a movimentar os braços para cima e para baixo para que ela veja que a imagem faz o mesmo. Então diga: “Onde está a Maria?”, ajude-a a apontar para si própria e depois para a sua imagem no espelho. Aponte para o espelho e diga “Olha está ali a Maria!”. Repita a actividade algumas vezes durante o dia até que a Maria comece a generalizar a sua imagem. Se ficar assustada com o espelho ou se ficar fixada nela ajude-a a ultrapassar isto de maneira gradual várias vezes por dia. Chame a atenção para a imagem no espelho enquanto está a passar por lá, mas não a deixe parar até que ela se sinta confortável com a sua imagem reflectida. 165 – EMPARELHAR OBJECTOS COMUNS Realização cognitiva, emparelhar Percepção, visual Meta: Aumentar as capacidades de emparelhar e atenção visual Objectivo: Olhar a mão da professora e encontrar um objecto igual, de entre um conjunto de 4 objectos Materiais: 4 pares de objectos idênticos (meias, tachas, blocos, colheres, lápis, etc.), caixa pequena Procedimento: Coloque um exemplar dos 4 objectos na mesa em frente à Maria. Guarde os objectos iguais a esses 4 no colo para que ela não os veja. Coloque a caixa perto de si num dos lados da mesa. Segure um dos objectos, que estão no colo, e faça com que ela encontre o correspondente de entre os objectos que estão dispostos na mesa. Por exemplo: segure uma meia e diga “Maria, dá a meia”. Aponte para o grupo de objectos que está colocado na mesa. Quando ela apanhar, ou indicar o item correcto, elogie-a e coloque os dois itens na caixa. Repita a actividade até que todos os objectos estejam dentro da caixa. 166 – EMPARELHAR OBJECTOS CONHECIDOS – II Realização cognitiva , emparelhar Percepção visual Meta: Aumentar as competências de emparelhar e atenção visual Objectivo: Encontrar o par para cada item a partir de um conjunto de outros itens, sem se distrair Material: 4 pares de objectos idênticos e uma caixa grande Procedimento:
    • Coloque todos os objectos dentro de uma caixa e sente-se no chão com a caixa entre si e a Maria. Pegue num dos objectos, mostre-o e diga “Olha Maria, procura o outro.”. Depois aponte para a caixa e ajude-a a procurar o entre os restantes objectos da caixa até ela encontrar o par. Coloque o par de lado e recompense-a. Repita a actividade até emparelhar todos os objectos que se encontram na caixa. Não comece a actividade se a Maria não conseguir emparelhar um objecto mostrado quando existe um número limitado de distractores (actividade 165). 167 – EMPARELHAR FIGURAS E OBJECTOS Realização cognitiva , emparelhar Meta: Desenvolver as competências cognitivas de emparelhar Objectivo: Emparelhar 5 figuras de objectos simples com os objectos reais Material: Objectos comuns com figuras correspondentes (as figuras podem ser desenhadas ou recortadas de um livro de figuras ou de colorir) Procedimento: Coloque as figuras em cima da mesa em frente da Maria e mantenha os objectos no seu colo para que ela não se distraia. Dê-lhe os objectos, um de cada vez, e peça-lhe que coloque na figura idêntica. De inicio é provável que tenha que começar com apenas uma figura e um objecto. Por exemplo: sente a Maria em frente de uma figura com uma colher. Dê-lhe a colher e diga-lhe o nome do objecto. Incentive-a a colocar a colher na figura correspondente e reforce-a imediatamente pelo sucesso. Quando sentir que ela já compreendeu a tarefa, coloque duas figuras em cima da mesa por forma a que ela tenha que escolher a que corresponde ao seu objecto. Por exemplo coloque na mesa as figuras da colher e do sapato e dê- lha a colher para ela emparelhar. Se ela colocar a colher na figura correcta diga: “Sim, é uma colher.” E recompense-a imediatamente. Se ela tentar colocar a colher na figura errada, repita: “Colher.” e guie a sua mão para a figura correcta. Repita o procedimento adicionando mais figuras até que ela consiga fazer as 5 numa sessão. 168 – CLASSIFICAÇÃO SIMPLES
    • Realização cognitiva , categorização Percepção, visual Meta: Aumentar as competências cognitivas de classificar e atenção visual Objectivo: Classificar dois grupos de objectos, sem ajuda Material: 2 tabuleiros, 4 lápis, 4 contas Procedimento: Ponha os tabuleiros em frente à Maria e coloque uma conta num delas e um lápis noutro. Dê-lhe um lápis de cada vez, dizendo: “Põe aqui.” E apontando para o tabuleiro correcto (ver figura). Guie-lhe a mão se ela tentar pôr o objecto no tabuleiro errado. Quando ela tiver colocado correctamente todos os lápis, repita o procedimento com as contas. Tente apontar apenas na primeira conta e depois dar- lhe o comando verbal. Se ela não conseguir, continue a apontar. Tente retirar, gradualmente, todas as pistas visuais. Repita a actividade muitas vezes, até que a Maria pegue num objecto e o ponha no lugar correcto, sem qualquer tipo de ajuda. Depois de repetir a actividade muitas vezes, comece a alternar lápis e contas, mas primeiro certifique-se de que o padrão é claramente reconhecível. 169 – LOCALIZAÇÃO RECEPTIVA DOS OBJECTOS Realização cognitiva, linguagem receptiva Percepção visual Motricidade fina e controle Meta: Desenvolver a compreensão receptiva de nomes de objectos comuns e incrementação das competências de procura visual Objectivo: Sentar a criança numa cadeira, procurar visualmente objectos na sala e apontar, sem ajuda, para um objecto especifico em resposta à questão “Onde está o ________ ?” Material: Uma mesa , duas cadeiras e 4 objectos comuns que sejam familiares à criança. Procedimento: Escolha 4 objectos comuns que a Maria conheça e compreenda os nomes. Durante
    • os minutos iniciais da actividade sente a Maria em frente à mesa e coloque em cima desta os quatro objectos. Mostre-lhe os objectos, um de cada vez, e diga o nome correspondente. Depois coloque os objectos em locais bem visíveis dentro da sala. Estenda os braços por cima da mesa segure as mãos da Maria e pergunte-lhe: “Onde está a ______ ?”. Não a deixe levantar-se e ir buscar o objecto e tente que ela se mantenha sentada, procurando os objectos com o olhar e depois apontar o objecto. É importante que a criança aprenda a usar gestos, como o apontar. Repita a actividade com os 4 objectos. Se a Maria não olhar em busca do objecto pedido, repita a questão e dirija os olhos dela para o objecto, depois pergunte: “A bola está ali?”. Quando, finalmente, ela olhar para o objecto, pegue numa das suas mãos e ajude-a a apontar. Encoraje-a a repetir o nome do objecto, se ela tiver alguma linguagem expressiva. Depois da Maria apontar os 4 objectos com sucesso diga “ Maria, vai buscar a _____.” E deixe que ela se levante e vá buscar a bola. Certifique-se de que enfatiza a diferença entre “Onde está a bola?” e “Vai buscar a bola.”. Quando ela conseguir localizar e apontar com sucesso continue a actividade, mas distribua os objectos antes da criança entrar na sala. Certifique-se que todos são visíveis da perspectiva da Maria. 170 – APRENDER OS NOMES DOS MEMBROS DA FAMÍLIA Realização cognitiva , linguagem receptiva Meta: Aprender a identificar os membros da família Objectivo: Dar um objecto ao membro da família escolhido após ordem verbal. Material: Qualquer tipo de objecto ou brinquedo familiar à criança. Procedimento: Quando ensinar os nomes à Maria, certifique-se de que lhe ensina apenas um de cada vez. Sente-a na sua frente, numa cadeira ou no chão. Dê-lhe um objecto familiar, como por exemplo uma bola e diga: “Dá a bola à mamã.”, estenda a mão para que ela saiba que lhe deve dar a bola. Repita este procedimento várias vezes. Quando ela lhe der a bola sem problemas junte outra pessoa. Sente a outra pessoa ao seu lado, e em frente à Maria, e diga: “Dá a bola à mamã.”. Depois devolva a bola e diga “Dá a bola ao papá.”. A outra pessoa deve estender as mão para segurar a bola. Se ela lhe tentar dar a bola novamente a si, direccione a sua atenção para a outra pessoa e repita a ordem, enfatizando o nome . Repita as actividades tantas vezes quantas as necessárias até a Maria fazer a distinção dos nomes. Quando a tarefa já for clara para ela, deixe de estender as mãos e observe se ela consegue decidir a quem dar a bola, sem qualquer pista visual. Quando ela conseguir discriminar entre os 2 nomes, adicione um terceiro e repita todo o
    • procedimento. 171 – FRASES VERBAIS E NOMINAIS Realização cognitiva, linguagem receptiva Imitação, motricidade Meta: Desenvolver a compreensão de verbos Objectivo: Ensinar o significado dos verbos em associação com os adjectivos comuns Material : Uma bola Procedimento: Quando a Maria lhe der a bola face a um pedido (ver actividade 166), comece a ensinar-lhe nomes para outras actividades a fazer com a bola. Comece por reforçar a ordem “Dá-me a bola.”, enfatizando o verbo de forma clara, e estenda as suas mãos para que a Maria lhe dê a bola. Depois diga “Olha Maria, atira a bola.”. Certifique-se de que de que ela a observa quando atira a bola contra a parede. Dê- lhe a bola e guie as suas mãos para atirar a bola enquanto diz: “Atira a bola.”. Repita “Atira a bola.”, várias vezes até juntar com a ordem anterior “Dá-me a bola.”. Quando começar a usar as duas ordens “Dá-me a bola.“ e “Atira a bola.” Faça-o com uma sequência, até que ela consiga cumprir a ordem dada. Repita o procedimento, adicionando outras ordens verbais. Acrescente apenas um verbo de cada vez. Uma vez aprendida uma nova ordem, certifique-se de que está clara a distinção com as anteriormente aprendidas. Enfatize sempre muito bem os verbos de cada vez que inicia a ordem, por forma a facilitar a distinção. 172 – EMPARELHAR DE FIGURAS Realização cognitiva , emparelhar Realização cognitiva , linguagem receptiva Meta: Desenvolvimento de competências de emparelhar e compreensão de que um nome pode representar vários objectos diferentes Objectivo: Emparelhar figuras de objectos semelhantes, com aspecto diferente Material: Figuras de vários objectos semelhantes, mas diferentes (por exemplo: vários sapatos diferentes) Procedimento: Coloque um grupo de figuras de um tipo de objectos (por exemplo sapatos) misturadas com outro tipo de figuras. Mostre à Maria uma das figuras do sapato e diga: “Olha, é um sapato.”. Depois diga: “Procura sapatos.” E aponte para as outras figuras. Peça todas as figuras com sapatos. Se ela lhe der apenas uma figura e
    • deixar de procurar, foque de novo a sua atenção para as figuras e diga: “Procura os outros sapatos.”. Tente trabalhar com a maior variedade de figuras de sapatos possível. É importante que a Maria se aperceba que a palavra “sapato” pode referir- se a diferentes objectos com um aspecto totalmente diferente. 173 – DISCRIMINAÇÃO DE COMER E BEBER Realização cognitiva , categorização Realização cognitiva, linguagem receptiva Autonomia, alimentação Meta: Desenvolver o reconhecimento dos alimentos e aumentar a capacidade de categorizar Objectivo: Escolher figuras de diferentes alimentos na categoria de comer e beber Materiais: Desenhos de diferentes tipos de alimentos e bebidas recortados de revistas Procedimento: Sente-se em frente da Maria e diga: “Hora das figuras.”. Mantenha as figuras no seu colo para que ela não se distraia. Mostre-lhe uma figura com um alimento comestível e diga: “Olha, é para comer.”. Certifique-se de que ela olhou para a figura e coloque-a em frente dela. Depois pegue noutra figura de algo para beber e diga: “Olha, é para beber.”. Enfatize as palavras “comer” e “beber”. Coloque a figura de beber ao lado da anterior. Por agora, não diga o nome dos alimentos. Repita o procedimento com todos os cartões utilizando as palavras “beber” e “comer” e coloque-as no grupo adequado. Quando terminar diga: “Acabou a hora das figuras.” E deixe-a brincar. Repita o procedimento, durante 2 ou 3 dias, colocando as figuras nos grupos correctos. Quando sentir que ela percebeu a tarefa, peça-lhe para indicar em que grupo deve colocar a figura que lhe mostra. Comece por lhe pedir que indique onde colocar apenas um ou dois cartões por sessão. E aumente gradualmente o número, até que ela coloque todas as figuras sozinha nos grupos correctos, sem ajuda. 174 – COMPREENSÃO DE FRASES DUPLAS Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Desenvolver a compreensão receptiva de frases complexas Objectivo: Executar adequadamente ordens duplas Material: 4 objectos comuns ( colher, carro, copo, brinquedo favorito) Procedimento: Estabeleça um lugar especifico ao qual a Maria deve regressar depois de cada
    • ordem ou sequência. Tenha sempre disponível uma recompensa para lhe dar no fim da tarefa. Dê à Maria uma ordem, como por exemplo: “Dá-me a bola.” e depois dê-lhe uma segunda ordem: “Depois senta-te.”. Se ela se distrair e não conseguir completar a tarefa, traga-a de novo para a cadeira e repita as ordens. De início deixe-a cumprir as ordens separadamente, mas à medida que ela começa a compreender a tarefa dê-lhe as duas ordens seguidas. Se lhe parecer que ela se perde, diga: “O que é a seguir?” de forma a lhe reforçar a atenção. Após a Maria conseguir executar a frase de duas ordens, onde a segunda ordem é sempre “Depois senta-te.”, comece a formar frases um pouco mais difíceis. Por exemplo: pode começar por sentá-la na cadeira e dizer-lhe: “Vai buscar o copo e coloca-o na mesa.”. Certifique-se de que ela conhece todos os nomes dos objectos envolvidos nas tarefas. 175 – COMPREENSÃO RECEPTIVA DAS FUNÇÕES Realização cognitiva, linguagem receptiva Realização cognitiva, categorização Percepção visual Desempenho verbal, vocabulário (opção) Meta: Aumentar a compreensão receptiva do nome e utilidade de objectos comuns Objectivo: Apontar, sem ajuda, para um objecto adequado, quando lhe é pedido Material: Algo de comestível e algum brinquedo Procedimento: Coloque os materiais em locais visíveis dentro da sala e sente a Maria à mesa. Segure os braços dela sobre a mesa e diga: “Onde está qualquer coisa para comer?” Aguarde que ela observe toda a sala em busca da maçã, leve-a a apontar e a repetir o nome do objecto, se possível. Não a deixe levantar-se e ir buscar os objectos. Ela deve aprender a manter-se sentado e a usar os gestos ou linguagem. Repita o procedimento com os outros objectos, enfatizando sempre a sua função. Mude de objectos e localização periodicamente para que ela tenha de procurar activamente na sala. Certifique-se de que os objectos lhe são familiares e que são claramente visíveis na sua perspectiva. À medida que as competências aumentam peça-lhe para encontrar um segundo objecto com a mesma função. Se ela se confundir aponte para alguns dos objectos expostos na sala e pergunte: “Isto é de comer?” Encoraje-a a abanar a cabeça, ou a responder negativamente de alguma forma, se o objecto mostrado não estiver associado à categoria que referiu.
    • 176 – ENCAIXAR FIGURAS Realização cognitiva, encaixe Percepção visual Meta: Aprender a reconhecer figuras e incrementar as capacidades de encaixe Objectivo: Completar um jogo de encaixes, com 4 formas simples Material: Cartão espesso e marcador preto Procedimento: Faça um loto em cartão espesso, dividido em quatro partes por um traço grosso e desenhe quatro formas (quadrado, rectângulo, círculo e triângulo). Copie as formas e recorte-as. Coloque o cartão em frente à Maria e guarde as formas recortadas (ver figura). Dê-lhe uma forma de cada vez dizendo: “Põe no sítia Maria.” e, ao mesmo tempo, nomeie a forma para que ela vá ouvindo os nomes. Se ela lhe parecer confuso, ajude-a, guiando-lhe a mão de modo a que faça a correspondência correcta. Repita o procedimento com as outras formas. Continue a actividade até que ela consiga completar o loto sem ajuda. Como variante desta actividade, depois da Maria conseguir completar o loto, dê-lhe o lote das quatro figuras e guarde outro igual para si. Mostre-lhe uma das formas e diga: “Maria, dá- me o triângulo.”, ajude-a a encontrar a figura correspondente e a entregá-la a si. 177 – IDENTIFICAÇÃO RECEPTIVA DE ANIMAIS Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Desenvolver a compreensão receptiva dos nomes dos animais Objectivo: Dar o animal de peluche correcto, quando pedido Material: 3 animais de peluche , de borracha ou desenhos (por exemplo: um cão, um gato e um leão)
    • Procedimento: Mostre cada um dos animais à Maria durante um intervalo de tempo: diga o nome de cada um delas algumas vezes, enquanto lhe dá o animal. Deixe-a brincar com o animal durante alguns minutos, enquanto repete o seu nome e depois diga: “Maria, dá-me o cão.”. Quando ela lhe der o animal, repita o procedimento com os outros animais. Quando ela tiver ouvido os nomes dos 3 animais várias vezes deixe-os todos sobre a mesa e diga: “Maria, dá-me o cão.” Se ela der o animal errado, direccione a sua mão para o cão e repita o nome do animal. Repita a tarefa até que ela lhe dê correctamente os animais, sem ajuda. Gradualmente vá juntando novos animais, sempre com o mesmo tipo de procedimento. Adicione apenas um animal de cada vez, e mantenha apenas três animais em cima da mesa de cada vez. 178 – EMPARELHAR BLOCOS Realização cognitiva, emparelhar Percepção, visual Realização cognitiva, linguagem receptiva Coordenação óculo-manual, controle Socialização, interacção individual Meta: Desenvolver capacidades para emparelhar, atenção visual e capacidades de interacção Objectivo: Construir uma torre colocando um bloco igual ao da professora Materiais: Blocos coloridos Procedimento: Divida os blocos em 2 grupos idênticos, cada um com o mesmo número e a mesma cor. Diga: “Vamos construir uma torre.”. Ponha um bloco e a seguir ajude a Maria a pôr outro igual por cima. Por exemplo: ponha o bloco vermelho e diga: “Põe um bloco vermelho.”. Enfatize a cor do bloco. Repita o procedimento com a outra cor, até os blocos estarem todos numa torre (ver figura). Lembre o nome da cor do bloco cada vez que a Maria o sobrepõe. Inicialmente ela não responderá ao nome das cores, mas poderá começar a usar pelo facto de ter ouvido tão consistentemente.
    • 179 – EMPARELHAR DE OBJECTOS Realização cognitiva, categorização Meta: Categorizar os objectos no contexto em que são usados Objectivo: Associar pares de objectos que normalmente se encontram associados. Material. Uma caixa média. Pares de objectos que normalmente se encontram associados (por exemplo meia e sapato, escova de dentes e pasta de dentes, etc.) Procedimento: Sente-se na mesa com a Maria Coloque 3 objectos na mesa em frente dela: dois dos objectos devem formar um par. Tente certificar-se de que a criança conhece estes três objectos, por exemplo: pode colocar um sapato, uma meia e um animal de peluche em cima da mesa. Aponte para os objectos e diga “Maria quais é que ficam juntos?”. Aguarde que ela indique o par correcto e que lho dê. Quando ela encontrar o par os três objectos devem ir para a caixa. Se ela teve dificuldades em encontrar o par ajude-a com uma questão simples acerca da função dos dois objectos a emparelhar. Pode perguntar por exemplo: “Qual é que vai para o pé?”. Registe quantos objectos ela consegue associar e em que categorias revela mais dificuldades. À medida que a tarefa progride vá intercalando pares que a Maria discrimina facilmente com outros que lhe causam alguma dificuldade. 180 – CATEGORIZAÇÃO DE FIGURAS Realização cognitiva, categorização Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Desenvolver a capacidade de escolher uma categoria Objectivo: Escolher figuras de objectos familiares pelas suas funções comuns Material: Figuras de objectos familiares, agrupados de forma clara pelas suas funções Procedimento:: Coloque um conjunto das figuras espalhadas na mesa em frente da Maria e diga- lhe que tipo de figuras quer que ela lhe dê. Por exemplo: coloque a figura de uma maçã, uma bola, um carro, um prato de sopa, uma toalha, uma colher e um sabonete. Peça à Maria para lhe dar um objecto para ir ao banho, se ela lhe der o sabonete, mas se esquecer de outros objectos relevantes direccione a sua atenção para as figuras e pergunte “O que é que é usamos mais para o banho?”. Se ela não conseguir encontrar, dê-lhe uma pista verbal do tipo “A toalha também é precisa para o banho?”. Se a Maria continuar a não lhe dar a figura, direccione a sua atenção para ela e diga “Toalha, tu precisas dela quando tomas banho?”. Mantenha sempre as categorias variadas, mas bem definidas. Pode usar brinquedos,
    • alimentos, animais, ou rapazes e raparigas. Certifique-se de que a ideia básica é familiar à Maria. Quando ela entender a tarefa, introduza novas figuras de itens diferentes com os quais ela se encontra menos familiarizado. Desta forma ela aumentará o vocabulário. 181- ORDENAMENTO POR FUNÇÃO Realização cognitiva, categorização Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Compreender a relação entre objectos com funções semelhantes e separá-los de acordo com essa função Objectivo: Ordenar objectos familiares em grupos, de acordo com a sua função Material: 2 ou 3 caixas médias, 2 ou 3 grupos de objectos com funções relacionadas (ex.: grupo 1- colher, copo e prato; grupo 2 meia, calças e camisola) Procedimento: Certifique-se de que a Maria está a olhar para si e a vê-la colocar um objecto de cada grupo em caixas separadas. Diga o nome de cada objecto à medida que o coloca na caixa Depois dê à Maria os outros itens, um de cada vez, e peça-lhe para os colocar na caixa certa. Por exemplo: segure a meia e diga “ Olha Maria, uma meia - para usar.” e coloque-a numa das caixas. Depois segure uma colher e diga “ Olha, Maria uma colher - para nos ajudar a comer.” e repita o procedimento. Depois dê-lhe um prato e diga “ Olha, um prato. Onde o vais colocar?” Se ela tentar colocar o prato na caixa errada guie a sua mão para a caixa correcta: Se ela o colocar na caixa certa, sem ajuda, reforce-a rapidamente. Gradualmente aumente o número de itens. Quando estiver familiarizada com a tarefa, adicione uma terceira caixa com outra categoria diferente. 182 – IDENTIFICAÇÃO RECEPTIVA DE CORES Realização cognitiva, linguagem receptiva Percepção visual Meta: Incrementar o reconhecimento das cores e desenvolver o conhecimento receptivo dos nomes das cores primárias Objectivo: Dar a cor correcta quando pedida Material: Blocos coloridos, papel, botões Procedimento:
    • Quando a Maria conseguir fazer corresponder os blocos de acordo com a sua cor (actividade 178), inicie o treino de resposta às cores pelo nome. Na actividade referida ela já esteve exposto aos nomes. Agora terá que se certificar de que ela associa o nome com a cor do bloco. Seleccione os blocos vermelho, amarelo e o azul. Dê o à Maria e diga várias vezes: “Bloco azul.”, enfatizando bem o nome da cor. Depois diga: “Dá-me o bloco azul.”. Repita o mesmo procedimento com os cubos vermelho e amarelo. Se a Maria pegar no cubo errado, guie a sua mão para o correcto e diga “ Este é que é o bloco vermelho.”. Continue a actividade até que ela consiga dar as três cores a pedido. De forma a generalizar esta aprendizagem, repita o mesmo procedimento usando botões coloridos ou pedaços de papel. Gradualmente vá introduzindo novas cores, uma de cada vez. 183 – ENCONTRAR OBJECTOS ESCONDIDOS Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Incrementar a compreensão de substantivos e proposições e desenvolver a capacidade de seguir ordens verbais. Objectivo: Seguir instruções verbais envolvendo o uso de substantivos e proposições para encontrar objectos comuns, por exemplo: em cima, por baixo. Material: Objectos comuns da sala de aula. Procedimento: Inicie a tarefa, escondendo 2 ou 3 objectos que sabe que são familiares à Maria No principio todos os objectos devem estar escondidos na mesma sala. Dê à Maria orientações simples envolvendo o objecto que ela deve procurar e a área onde deve fazê-lo: “Maria, dá-me o copo que está debaixo da mesa”. Enfatize as três palavras chave que lhe dizem o que deve e onde deve procurar. Reforce-a sempre que ela lhe trás os objectos. Lembre-se que deve usar sempre substantivos e proposições que ela já conhece.. À medida que a actividade progride, esconda mais objectos pela sala, em locais cada vez mais complicados. A dificuldade da localização também deve ir aumentando, por exemplo: “ Dá-me a bola que está atrás da porta e dentro da caixa.”. 184 – O QUE É QUE NÃO PERTENCE? Realização cognitiva, categorização Meta: Incrementar o reconhecimento das categorias Objectivo: Retirar o objecto que não pertence à categoria dos 3 outros objectos, que formam claramente uma categoria distinta e reconhecível.
    • Material: 2 caixas médias, grupos de 4 objectos, 3 com funções ou características semelhantes (ex. banana, maça, laranja, e um carro de brincar) Procedimento: Sente-se à mesa com a Maria. Coloque os 4 objectos em frente dela. Demonstre como encontrar um item que não pertence aquela categoria. Por exemplo: coloque todos os objectos na sua frente e diga: “Qual é que não pertence?” Certifique-se de que ela está a olhar para si, aponte cada o objecto individualmente. Diga; “A maça é para comer.” “ A banana é para comer.” “A laranja é para comer.”, “O carro não é para comer.”. Se necessário pantomine o acto de comer com um dos frutos, para lhe mostrar que o carrinho é diferente. Coloque os frutos numa caixa e o carrinho noutra. Após ter demonstrado a tarefa, repita o procedimento com outros 4 objectos. Por exemplo: um bolo, uma bolacha, um rebuçado e um livro . Peça-lhe que coloque numa caixa os que pertencem e não outra o que não pertence. Tente sempre trabalhar uma categoria de cada vez, indo sempre incluindo categorias novas com objectos que já lhe são familiares. 185- ORDENAR SEQUÊNCIAS DE FIGURAS Realização cognitiva, sequencialização Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Aprender as sequências temporais e incrementar a compreensão das rotinas diárias Objectivo: Ordenar 3 figuras que traduzem actividades diárias da forma de como elas se decorrem ao longo do dia Material: Figuras (recortadas ou desenhadas) de uma criança executando actividades quotidianas, como acordar e levantar-se, ir para a escola, comer, e ir para a cama Procedimento: Mostre as figuras à Maria pela ordem na qual as actividades se devem desenvolver durante o dia. Diga: “ Olha Maria primeiro levantas-te da cama.”, e mostre-lhe a figura correspondente. Depois diga: “De seguida tomas, o pequeno almoço.” e mostre a figura. Depois diga: “Finalmente vais para a escola.” e mostre-lhe a figura.
    • Quando tiver a certeza de que ela olhou para as 3 figuras retire as figuras e desordene-as na mesa. Diga “Maria, qual é a primeira?” se ela apontar ou lhe der a figura correcta diga “Sim, primeiro levantas-te da cama.” Repita o procedimento com as restantes figuras na ordem correcta. Se ela lhe der uma figura errada, dê- lhe pistas verbais. Inicie apenas com 3 cartões e aumente o número à medida que ela for progredindo. Tenha em conta que os desenhos devem ser claros e devem traduzir rotinas familiares à Maria. 186 – MONTAR PARTES DO CORPO Realização cognitiva, linguagem receptiva Controle e Coordenação óculo-manual Realização verbal, vocabulário (opção) Meta: Incrementar a compreensão dos conceitos corporais Objectivo: Ordenar as partes corporais correctamente Materiais: Papel colorido, tesouras, cartolina. Procedimento: Recorte as várias partes do corpo. De inicio use apenas 3 peças para representar a cabeça, o tronco e as pernas. Posteriormente à medida que as competências da Maria progredirem, adicione os pormenores faciais, as mãos os pés etc.. Chame a atenção da Maria e mostre-lhe como se colocam as peças adequadamente, vá sempre nomeando cada peça que coloca adequadamente. Desmanche a figura e peça à Maria que a coloque correctamente, guie a sua mão para o local correcto, caso ela tenha dúvidas ou erre. Repita a tarefa até ela conseguir colocar as três peças no local correcto. Quando ela conseguir completar o puzzle das 3 peças sem ajuda, vá acrescentando gradualmente mais peças. Lembre-se de nomear cada
    • peça que ela coloca. Vai demorar algum tempo para que ela os repita, mas assim vai-se habituando a ouvi-los. 187- ADJECTIVOS OPOSTOS Realização cognitiva, linguagem receptiva Percepção, sabor Realização cognitiva, categorização Realização cognitiva, leitura (opção) Meta: Incrementar a compreensão de adjectivos e reconhecer opostos Objectivo: Agrupar vários alimentos de acordo com “doce” e “amargo” Material: Vários alimentos doces ( rebuçados, bolos, bolachas, sumos) e amargos (limão , lima ) , papel, e marcador Procedimento: Faça um rótulo a dizer “Doce” e outro “Amargo” e coloque-os na mesa. Mostre-os à Maria e repita algumas vezes “Doce.” e “Amargo.”. Mantenha os alimentos no seu colo para que ela não se distraia. Dê-lhe um alimento de cada vez, depois de ela provar, pergunte: “É doce ou amargo?”. Diga “É Doce.” e retire um bocado do alimento e coloque perto do rótulo correspondente. Capte a atenção da Maria e repita “Este é Doce”. Repita o procedimento com os restantes itens e coloque-os nos locais correctos. Depois de todos ordenados pergunte à Maria se quer algo doce ou amargo, não a deixe dirigir-se aos alimentos antes de fazer a escolha, tanto por gestos como por palavras aproximadas. Gradualmente vá extinguindo a sua ajuda. Dê-lhe um alimento para comer e peça-lhe que lhe indique onde deve colocá-lo, repita o procedimento com todos os itens. 188- ORDENAR SEQUÊNCIAS DE FIGURAS II Realização cognitiva, sequencialização Realização cognitiva, linguagem receptiva
    • Realização verbal, conversação (opção) Meta: Incrementar a compreensão de sequências e o desenvolvimento dos conceitos de primeiro, seguinte e último Objectivo: Ordenar 3 figuras após ouvir uma história Material: Livro de desenhos ou uma sequência de cartões dos quais é possível contar uma história. Procedimento: Escolha três figuras de um livro de histórias que representem claramente as cenas de uma história . Conte a história à Maria e coloque as figuras nas posições correctas. Certifique-se de que ela olhou para a figura antes de continuar com o resto da história. Enfatize algum detalhe da figura, por forma a melhor lhe captar a atenção. Quando acabar a história recolha as figuras e desordene-as. Pergunte-lhe: “Qual é a primeira?”, “Qual é a seguir?” e “Qual é a última?”. Após cada questão , ajude-a a colocar a figura correcta. Quando ela for capaz de fazer a sequência correctamente, tente que ela lhe reconte partes da história. Não se preocupe se a Maria demorar muito tempo para começar ou se ela se perder em detalhes das figuras. 189. COMPREENSÃO DE QUESTÕES Realização cognitiva, linguagem receptiva Realização cognitiva, categorização Meta: Responder a uma variedade de questões Objectivo: Apontar para a figura correcta quando se faz uma questão envolvendo, quem, o quê ou onde Material: Figuras de objectos ( bola, carro, cadeira, cama) animais ( cão, cavalo, vaca, gato) e pessoas ( mãe, pai, bebé, bombeiro) Procedimento: Escolha uma figura de cada grupo em frente da Maria. Capte a sua atenção e certifique-se de que ela está a ouvi-la. Coloque por exemplo uma vaca, um adulto e uma bola e pergunte-lhe: “Quem guia o carro?” Ajude-a a escolher a figura correcta. Quando ela já for capaz de proceder correctamente à escolha, face à pergunta: “Quem?”, passe para a pergunta “O quê?”. Coloque a figura de um carro, um bebé e um cão e pergunte: “O que é que a mãe guia?”. Quando ela souber escolher a figura certa para a questão ”O quê?” comece a alternar as questões. Por exemplo, mostre-lhe figuras de uma bola, um bombeiro, um cão, e uma cama e pergunte-lhe: “O que é que morde?”, “Quem guia o carro dos bombeiros?” e “Onde é que tu dormes?” Se ela escolher a figura errada, repita a questão enfatizando as palavras
    • chave. Apenas a ajude com pistas verbais se for absolutamente necessário. 190. PROPOSIÇÕES Realização cognitiva, linguagem receptiva Coordenação óculo-manual, desenho Meta: Aumentar a compreensão de conceitos de posição representadas em duas dimensões Objectivo: Desenhar numa área especificada por ordem verbal, envolvendo o uso de proposições Material: Lápis e papel Procedimento: Ao iniciar a actividade prepare várias folhas de papel com desenhos simples. Numa das filhas pode desenhar uma árvore, uma menina e uma casa. Noutra pode ser um quadrado, um circulo e um triângulo. Sente-se ao lado da Maria e dê-lhe as folhas. Dê-lhe ordens simples envolvendo “dentro”, “debaixo”, à volta”, “ao lado”. Por exemplo: Dê-lhe a folha com a casa, a menina e a árvore e diga: “Faz um circulo à volta da menina.”. Pode também pedir-lhe que faça uma linha debaixo da casa ou fazer um triângulo ao lado da árvore. Certifique-se de que ela sabe os nomes de todos os objectos que estão na folha e de que ela sabe desenhar tudo aquilo que lhe pede. À medida que as competências progridem, vá gradualmente aumentando o grau de dificuldade. Por exemplo pode dar-lhe dois lápis e pedir-lhe que faça um quadrado azul dentro do circulo.
    • DESEMPENHO VERBAL Esta secção contém actividades que foram utilizadas com sucesso de modo a aumentar a linguagem expressiva da criança com autismo. Seleccionámos um grupo de actividades para cada nível de desenvolvimento da linguagem de modo a ilustrar uma variedade de estruturas de ensino tendo em conta os respectivos objectivos na aprendizagem da linguagem. Porque qualquer programa de linguagem deve ser individualizado para a criança com défices e capacidades especiais e atendendo aos seus interesses de comunicação, as actividades propostas nesta área não representam em exclusivo o seu programa, nem sugerem o seu currículo. Estas actividades devem ser utilizadas pelos pais e professores em sessões estruturadas de ensino, à medida que a criança adquire novas capacidades. Nós sugerimos formas pela quais essas capacidades possam ser generalizadas ao longo do dia. Os objectivos das actividades incluem o seguinte: começar a vocalizar, uso de uma palavra simples, pequenas frases, respostas sociais, descrição de acções e acontecimentos, fazer perguntas e conversação social. Cada objectivo da linguagem deve ter em conta o significado para a criança, de modo a ser útil e adequado ao seu nível de desenvolvimento. Por exemplo: a primeira palavra simples que deve ser escolhida deve corresponder ao que ela quer. Para uma criança pode ser “carro”, para outra pode ser “bolo” e para outra “bebé”. O vocabulário é escolhido porque tem significado e porque é útil para a criança e está de acordo com o seu nível de desenvolvimento. Cada técnica deve ir ao encontro do interesse da criança, de forma a tornar as actividades o mais interessantes possível. Por exemplo: algumas crianças gostam de cantar, outras de movimentos corporais, outras de figuras e outras de construir puzzles. A atenção da criança e a sua cooperação na actividade é produtivo quando as actividades contêm materiais ou acções que ela considera intrinsecamente interessantes. Nós ilustramos todas estas variações de modo a providenciar o leitor com uma vasta selecção de actividades de ensino estruturado a escolher. Estas actividades são relatadas nas secções de Imitação e na de Realização Cognitiva. A linguagem, normalmente, desenvolve-se através da imitação; a criança ouve uma palavra e copia-a. A sua linguagem começa a ser uma real comunicação somente quando ela as ouve e entende o seu significado. A criança pode dizer muitas palavras, mas não ser capaz de as usar espontaneamente, ainda que as perceba a nível da linguagem receptiva, o que será uma parte do programa individual de linguagem. Para as crianças que não falam os sinais manuais são combinados com o discurso no início das actividades de linguagem. Contudo, as actividades que ensinam códigos não verbais não faz parte deste conjunto de propostas de actividades, devendo assim ter um espaço para isso.
    • 191 – COMEÇAR A VOCALIZAR Desempenho verbal, vocalização Imitação, vocal Meta: Encorajar o desenvolvimento de vocalização com significado Objectivo: Fazer um som perceptível de rebentamento, quando rebenta bolas de sabão Materiais: Frasco de bolas de sabão Procedimento: Sente-se à mesa com a Maria à sua frente. Ponha o frasco de bolas de sabão entre os dois. Sopre algumas bolas ou deixe a Maria soprar. Rebente algumas bolas com o seu dedo e diga ao mesmo tempo “PO”, bem audível, de cada vez que rebenta uma bola. Repare se a Maria presta atenção às bolas e ao som. Depois dela estar bem disposto com as bolas, sopre mais algumas e tome o dedo dela, guiando-a para rebentar mais bolas. Continue a fazer o mesmo som. Imite os sons que Maria faz e regresse ao som “Po”. Se ela não tentar imitar o som, cative a sua atenção para a sua boca, enquanto lhe mostra como se faz o som e então ajude-o a colocar a boca de maneira a produzir o som. Sopre mais bolas e repita a actividade até que ela comece a fazer o som sozinha. Reforce sempre que ela o comece a fazer espontaneamente. 192 – SONS DE CONSOANTES Desempenho verbal, vocalização Imitação vocal Meta: Desenvolver a capacidade de repetir os sons de consoantes iniciais simples Objectivo: Familiarizar-se com consoantes específicas e repeti-las como parte de uma canção Materiais: Livro de histórias ou figuras de um cão, vaca e pato Procedimento: Sente a Maria na sua frente, num sítio confortável no chão. Cante uma cantiga que tenha animais. Quando nomear cada um dos animais mostre a respectiva figura e emita o som que ela faz. Quando está a mostrar a figura verifique se a Maria está a olhar para ela e depois direccione a sua atenção para a observação da sua boca a articular os sons dos animais. Enfatize as consoantes, repetindo-as, use os seus dedos para posicionar os lábios da Maria encorajando-a a repetir a consoante. Repita este procedimento, mas não espere de início que ela faça mais do que sons iniciais aproximados. Assegure-se de que a reforça de cada vez que ela se aproxima do som. À medida que a vê mais capaz, encoraje-a a fazer os sons de forma mais clara e a terminar a palavra. Encoraje-a também a fazer o refrão “EEEE-
    • I,EEEE-I.OH” 193 – COMBINAÇÃO DE SONS Desempenho verbal, vocalização s Imitação vocal Socialização, interacção individual Meta: Desenvolver a capacidade de vocalização necessárias para a linguagem Objectivo: Combinar 2 sons de forma expressiva Materiais: Nenhum Procedimento: Sente a Maria no seu colo e pratique sons das consoantes já conhecidas. Uma vez que a criança já está familiarizada e a consegue imitar (actividade 192), comece a combinar as mesmas consoantes com vogais simples. Por exemplo: depois da Maria copiar o som “B” várias vezes, hesite alguns segundos e então diga “B-OO”. Se ela só repetir o som “B”, não o reforce imediatamente, mas repita a combinação, enfatizando o som da vogal. Reforce-a rapidamente se ela tentar combinar os sons. Lembre-se que só deve usar sons iniciais que ela já repete com sucesso. 194 – EXCLAMAÇÕES SIMPLES Desempenho verbal, vocalização Imitação, vocal Meta: Desenvolver as aptidões preliminares de vocalização Objectivo: Repetir e usar exclamações simples de forma apropriada e desenvolver o conceito de relação entre sons e acções Materiais: Bola Procedimento: Quando estiver a jogar com a Maria, baixe a bola e diga “OH-OH!”. Repita a acção e faça o som muitas vezes e tente que ela faça o mesmo som espontaneamente. Ajude-a a emitir o som pondo os lábios em “O” se ela necessitar de ajuda. Logo que ela comece a fazer o som consigo, baixe a bola e hesita antes de emitir o som para ver se ela vocaliza bem sozinha. Reforce sempre que ela emita o som apropriado. Quando a Maria já consegue emitir o “OH-OH!” sozinha ao ver o a bola a baixar reforce essa emissão de som e comece a propor-lhe outro som com “OOOOOOH”, mostrando excitação. Mostre à Maria o seu brinquedo favorito ou uma recompensa comestível e faça o som: Leve-a a fazer o mesmo som antes de lhe dar a recompensa. Quando a Maria consegue fazer ambos os sons, comece a criar
    • situações para ela emita os sons, mas deverá distinguir entre os 2 sons. Se por exemplo: alguma coisa cair em frente à Maria observe se ela emite espontaneamente os sons treinados. Veja se faz “OH-OH” ou “OOOH” ou se faz outro som e imite-a. 195 – PRIMEIRAS PALAVRAS Desempenho verbal, vocalização Interacção Individual e social Imitação Vocal Meta: Desenvolver vocalizações em imitação de palavras significativas Objectivo: Uso de palavras simples de forma expressiva e apropriada Materiais: Bola, biscoito e boneca Procedimento: As melhores palavras para começar o discurso são normalmente “MAMÔ e “PAPÁ”. Comece por colocar a Maria sentada no seu colo e voltada para si . Consiga a sua atenção, aponte para si e diga “MAMÔ. Agarre-lhe nas mãos e passe-as pela sua face à medida que vai dizendo “MAMÔ. Recompense-a sempre que ela tente emitir algum som, demonstrando vontade de dizer a mesma palavra. À medida que a Maria vai ficando mais confortável com a actividade, reduza a recompensa dando-lhe só quando ela diz claramente. Repita o mesmo processo com a palavra “PAPÁ”. Outras palavras boas para lhe ensinar poderão ser “PÁPA, BOLA, BÈBÈ,…. Contudo, quando ensinar essas palavras é importante que tenha os objectos nomeados à sua frente para que ela possa concretizar o que está a nomear. Quando ensinar as primeiras palavras é importante recordar que deve escolher palavras com um ou duas sílabas. 196 – CUMPRIMENTAR E DESPEDIR-SE Desempenho verbal, vocalização Socialização, interacção individual Imitação, vocalização e motora Meta: Desenvolver vocabulário social apropriado Objectivo: Fazer o gesto, ou dizer, “Olá.” e “Adeus.” de forma independente e em situações apropriadas Material: Nenhum Procedimento: Sempre que entrar ou sair de uma sala na qual esteja também a Maria, aproveite a
    • oportunidade para trabalhar com ela os cumprimentos e as despedidas. Sempre que entrar nessa sala, levante a mão sorria e diga: “Olá, Maria.”. Sempre que estiver com ela numa sala e entrar outra pessoa, ajude-a a utilizar o gesto para cumprimentar e reforce-a imediatamente por qualquer tentativa para vocalizar “olá”. Repita o procedimento com o “adeus”. Sempre que sair da sala diga “Adeus, Maria.” e faça o gesto. Assegure-se que ela está a olhar para si antes de sair da sala. Se não fizer qualquer tentativa para vocalizar ou acenar, hesite alguns momentos à porta e continue a acenar e a dizer adeus. Se ela continuar a não imitar qualquer das suas acções, faça com que uma terceira pessoa se sente perto dela para a ajudar a imitar o acto de acenar, sempre que alguém entra ou sai da sala. 197 – DIZER O PRÓPRIO NOME Desempenho verbal, vocabulário Realização cognitiva, linguagem receptiva Interacção social e individual Meta: Desenvolver a linguagem expressiva e o auto-conceito Objectivo: Referir-se a si próprio pelo nome Material: Espelho Procedimento: Após a Maria compreender o seu nome de forma receptiva, comece a encorajá-la a referir-se a si próprio pelo seu nome (actividade 159). Coloque-a em frente ao espelho e mostre-lhe o reflexo, repita isto várias vezes, e leve-a a apontar para a imagem, depois diga: “Quem é? É a Maria.”. Comece por dizer o nome dela, mas não termine a tarefa enquanto ela não fizer uma tentativa de o dizer. Reforce-a imediatamente por qualquer tentativa de pronuncia do nome. Gradualmente elimine a ajuda inicial até a extinguir totalmente. Quando tentar generalizar o uso do nome, mesmo fora do espelho, é importante dar-lhe diferentes oportunidades durante o dia para que diga o seu nome. Por exemplo: à mesa de almoço podem todos dizer o nome apontando para si próprios , quando chegar a vez da Maria ajude-a se ela necessitar. 198 – SONS AMBIENTAIS Desempenho verbal, vocalização Realização cognitiva, linguagem receptiva Imitação vocal
    • Interacção individual e Socialização Meta: Incrementar a vocalização independente e desenvolver capacidades de jogo mais adequadas Objectivo: Fazer vários barulhos ambientais e sons de animais, espontaneamente Materiais: Um carro de brincar, um avião, um cão de peluche e um gato Procedimento: Quando a Maria conseguir imitar os sons de objectos sem auxilio (actividade 13) ensine-a a identificar esses sons receptivamente e a usá-los expressivamente. Coloque o cão e o carrinho em cima da mesa em frente dela e diga: “Maria, dá-me aquele que faz zoom.”. Enfatize o som de forma clara. Quando ela lhe der o carrinho agradeça e diga: “Boa, Maria.”. Depois pergunte: “O que é que este faz?” ajude-a a começar a dizer o som, se ela precisar. Repita a actividade com um segundo par de objectos com sons sempre bem perceptíveis. Certifique-se se a Maria já aprendeu claramente a imitar os objectos que lhe vai solicitar. 199 – VERBOS Desempenho verbal, linguagem receptiva Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Desenvolver o conhecimento e o uso de verbos e aumentar as competências de linguagem expressiva Objectivo: Usar os verbos simples correcta e independentemente Materiais: Figuras de pessoas a fazer actividades comuns Procedimento: Sente a Maria na mesa na sua frente. Mostre-lhe a figura de um homem a fazer uma acção simples e clara, que ela seja capaz de reconhecer, por exemplo um homem a correr e diga: “Olha, o homem está a correr”. Enfatize claramente o verbo, para que ela perceba o foco da lição. Repita a frase “O homem está a correr.” várias vezes, enfatizando sempre o verbo. Depois peça à Maria que lhe diga o que é que o homem está a fazer e recompense-a por qualquer tentativa de verbalizar o verbo correr. Os verbos mais indicados para começar são: sentar, comer, dormir, saltar… Aproveite todas as oportunidades do dia para que ela possa usar os verbos aprendidos. De inicio trabalhe apenas com 2 ou 3 verbos e gradualmente vá aumentando até 5. Lembre-se de reforçar todos os verbos que ela foi aprendendo nas sessões anteriores. 200- NOMEAR ELEMENTOS DA FAMÍLIA
    • Desempenho verbal, expressão Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Aumentar a linguagem expressiva e as capacidades de comunicação Objectivo: Nomear cada membro da família sem ajuda Material: Fotografias de todos os membros da família, incluindo animais de estimação (devem ser fotografias facilmente reconhecidas) Procedimento: Comece por mostrar à Maria apenas uma fotografia de cada vez. Aponte para a foto e diga: “Mãe, esta é a mãe”. Depois diga: “Maria quem é esta? Esta é a ________ .”Tente que seja ela a preencher o que falta. Se ela hesitar capte-lhe a atenção para a sua boca e repita lentamente a palavra. Depois ajude-a a formar as palavras . Repita o procedimento até que ela consiga identificar a primeira figura pelo menos 5 vezes, sem ajuda. Adicione uma segunda foto e repita o mesmo procedimento. Depois alterne as duas fotos com uma sequência fixa. Quando ela conseguir identificar as duas fotos pelo menos 5 vezes sem ajuda, aponte para a pessoa real e repita a questão. Quando tiver aprendido 2 nomes adicione mais membros da família sempre da mesma forma. 201 – CANTAR Desempenho verbal, vocalização Percepção, audição Imitação vocal Meta: Incrementar as capacidades de vocalização e desenvolver a capacidade de compreensão do tom vocal Objectivo: Mudar de tom e de inflexões quando canta com outra pessoa Material: Nenhum Procedimento Sente-se no cão com a Maria e comece a cantar uma canção simples para ela ouvir. Use gestos e mude o seu tom frequentemente durante a canção para que ela diferencie o cantar do falar normal. Use as suas mãos e expressão facial para lhe mostrar como é divertido cantar. Quando vir que ela está a prestar atenção à sua canção, tente envolvê-la na canção. Por exemplo: tente que ela bata palmas ao ritmo. Quando ela começar a participar a nível motor, hesite ocasionalmente durante a canção e toque-lhe na boca para indicar que ela deve cantar também. Certifique-se de que ela olha para a sua boca e cante mais lentamente para que ela perceba. Deve reforçar todas as tentativas que ela faça para vocalizar a canção. Gradualmente comece a exigir-lhe respostas mais especificas e uma participação
    • mais actividade. Mais tarde encoraje-a a imitar as suas modificações no tom de voz. 202 – CONCEITO DE MAIS Desempenho verbal, vocabulário Interacção individual e social Meta: Desenvolver o conceito de mais e aumentar as competências sociais Objectivo: Pedir mais, sempre que deseje sem precisar de ajuda Material: Reforços alimentares para dar sempre que a criança peça mais de qualquer coisa que pretende Procedimento Pegue numa grande quantidade de algo que sabe que a Maria gosta e coloque-a em cima da mesa em frente dela. Não deixe que ela tire imediatamente, mas tente mantê-la sentada e atenta. Quando ela lhe prestar atenção, recompense-a com um pouco da recompensa e diga: “Maria, queres mais?” enfatizando a palavra “mais” claramente e repita-a várias vezes. Depois mostre-lhe outro pedaço da recompensa e repita a questão novamente. Mostre-lhe o sinal de “mais” e repita a palavra várias vezes. Se ela tentar obter a recompensa sem dar a resposta adequada, retire o reforço da sua frente e repita a questão. Não o reforce até ela fazer uma tentativa de verbalizar a palavra, quando o fizer, reforce-a imediatamente e diga: “ Sim Maria, mais.” Repita o procedimento até que as recompensas terminem. Esta actividade deve ser repetida todos os dias até que ela aprenda a pedir mais sempre que o pretender. È natural que depois de aprender o conceito, passe a pedir mais de tudo aquilo que lhe derem, tente agir de forma compreensiva e consistente. 203 – PALAVRA FRASE Desempenho verbal, vocabulário Realização cognitiva, linguagem receptiva Imitação vocal Meta: Aperfeiçoar as competências comunicativas e aumentar o vocabulário Objectivo: Expressar a necessidade e o desejo usando as palavras Material: Escadas triciclo e bola Procedimento: Quando ensinar a linguagem expressiva é importante que tenha em conta todas as pequenas oportunidades que surgem ao longo do dia. Por exemplo: quando a Maria quer descer as escadas para ir brincar, hesite por instantes no cimo da escada e diga: “O que é que queres fazer?” e depois sussurre-lhe “Descer as
    • escadas.”, enfatizando bem a palavra “descer”. Repita a palavra chave as vezes que achar necessárias. Outras actividades possíveis incluem solicitar-lhe que diga “Empurra.”, quando brinca com um triciclo, ou pedir-lhe que “atire” ou “agarre” quando se brinca com a bola. Outras palavras importantes para trabalhar são, por exemplo “abraça”, “beija” “abre” “fecha”. Nesta altura a Maria já terá capacidades de executar sons e é importante que aprenda quando usar as palavras e como fazê-lo.. Limitando os pedidos a frases de uma palavra, vai permitir-lhe aprender o que é que cada palavra traduz realmente e como pode usá-la para obter o que precisa. 204 – O QUE É QUE QUERES? Desempenho verbal, vocabulário Meta: Incrementar as capacidades de linguagem expressiva e vocabulário Objectivo: Indicar aquilo que pretende pelo nome, tendo que escolher perante 2 objectos Material: 3 pares de objectos comuns que lhe são familiares (um dos pares deve ser algo que ela aprecie verdadeiramente) Procedimento: A Maria tem que aprender que ela pode usar a linguagem para pedir coisas que pretende. Uma boa forma de começar a ensinar-lhe essa capacidade é levá-la a escolher entre dois objectos, quando um é realmente algo que ela pretende e o outro é algo que não lhe desperta muita atenção. Sente-a em frente à mesa e coloque um par de objectos em cima da mesa entre os dois. Por exemplo: pode usar um carrinho que ela goste e um copo (cuidado para não usar objectos nos quais ela se possa fixar). Prenda as duas mãos da Maria nas suas e aponte com elas cada um dos objectos nomeando-os. Repita os nomes várias vezes, mantendo sempre o contacto das mãos da Maria com os objectos. Continue a segurar as mãos dela e pergunte-lhe: “Qual é que queres?” Se ela disser “carro” ou fizer qualquer tentativa de dizer a palavra recompense-a por isso e deixe-a brincar com o objecto escolhido por alguns minutos. Repita o procedimento até que todos os pares de objectos se esgotem. Os sons mais fáceis de serem trabalhados inicialmente são os P, B, M, N, D, C e T”. 205- CONCEITO DE POSSE Desempenho verbal, expressão Realização cognitiva, linguagem receptiva Interacção individual e social
    • Meta: Incrementar a expressão verbal e ensinar os pronomes possessivos Objectivo: Identificar os objectos pela pessoa a quem pertencem Material: Objectos pertencentes a membros da família que são claramente identificáveis com elas (ex. sapato da mãe, óculos do pai, boneca da irmã) Procedimento: Sente-se numa mesa com a Maria e coloque os objectos sobre a mesa. Pegue em cada um dos objectos individualmente e identifique-os. Diga “Sapato da mãe.” ou “Óculos do pai.”, enfatizando o nome e a posse. Após a identificação de cada objecto, peça-lhe que os identifique receptivamente. Diga “Maria, dá-me o sapato da mãe.”. Repita o procedimento com todos os objectos . Quando ela conseguir identificar receptivamente todos os objectos, repita a actividade e pergunte-lhe: “De quem é o sapato?”, se ela hesitar ajude-a com o som inicial. Reforce-a imediatamente sempre que a Maria tentar identificar o pedido, por exemplo “Sapato da mãe.” é uma resposta aceitável. 206- JOGO SIM –NÃO Desempenho verbal, vocabulário Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Aumentar o conhecimento do nome dos objectos e desenvolver a capacidade de ouvir pequenas questões e responder adequadamente sim ou não Objectivo: Usar adequadamente o sim ou não quando lhe mostramos um objecto e perguntamos “ Isto é um ____?” Material: 2 caixas pequenas, 5 a 8 objectos comuns que a criança reconheça facilmente (ex. sapato, bola, colher, sabonete, copo, pente, carrinho) Procedimento: Sente-se à mesa em frente da Maria com as duas caixas entre os dois. Mostre-lhe cada um dos objectos. Tire um objecto da caixa e segure-o em frente da Maria. Certifique-se de que ela está a olhar e pergunte-lhe “Isto é um sapato?” De inicio vai ter que provavelmente responder à questão e só depois ela estará apto a imitá- la. Diga: “Não, isto não é um sapato.”. Depois coloque o objecto dentro da outra caixa para que ela saiba que a tarefa terminou. Faça o mesmo com todos os objectos. Há medida que a tarefa progride, ela responderá “Sim.” ou “Não.”, ou então fará sinais com a cabeça. Gradualmente, encoraje a Maria a dizer a frase mais completa “Sim, é um copo.”. Inicie com um pequeno número de objectos e gradualmente aumente o número, à medida que a concentração melhora. Tente generalizar este tipo de respostas em questões simples durante o desempenho de outras actividades durante o dia.
    • 207- Nomear animais Desempenho verbal, vocabulário Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Incrementar o vocabulário Objectivo: Nomear 4 animais sem ajuda Material: Animais de peluche, borracha ou desenhos. Procedimento: Enquanto trabalha com a Maria na identificação receptiva dos animais (actividade 177) verifique se ela parece conseguir expressar o nome do animal. Coloque os 4 animais em cima da mesa em da Maria. Peça-lhe que lhe dê cada um dos animais “ Dá-me o cão.” repita o nome do animal várias vezes, mesmo após ela lho dar. Depois de ela lhe dar todos os animais, pergunte “Maria, o que é isto?”. Se ela precisar de ajuda, dê-lhe o som inicial e depois hesite, permitindo que ela acabe a palavra. Reforce-a imediatamente por qualquer tentativa de verbalizar o nome do animal. Há medida que ela for progredindo na tarefa vá retirando a sua ajuda até que ela diga sozinha o nome de todos os animais propostos. 208- NOMEAR OBJECTOS Desempenho verbal, vocabulário Realização cognitiva, linguagem receptivas Percepção visual Realização cognitiva, leitura (opção) Meta: Aumentar as competências expontâneas para responder a questões e nomes dos objectos Objectivo: Nomear um número de itens de uma categoria apenas com pistas visuais Material: Objectos de uso comum agrupados em categorias (ex. alimentos- maçã, banana, bolacha, bolo) Procedimento: Quando a Maria puder identificar receptivamente os itens de uma categoria apontando ou seleccionando os objectos correctos (actividade165), comece a ensiná-la a identificar os mesmos objectos expressivamente. Distribua os objectos pela sala de forma clara e visível para ela e pergunte “O que é que é de comer?”. Enfatize a categoria de forma clara: De inicio a Maria vai concerteza querer apontar ou agarrar o objecto correcto, pois foi o que lhe solicitou na actividade anteriormente referida, mas desta vez impeça-a de se levantar e quando ela
    • apontar diga “Boa, o que é isso?” Nomeie o objecto várias vezes e tente que a Maria repita as suas palavras. Dado que algumas palavras exigem uma articulação cuidada, podem ocorrer meias palavras ou respostas parciais, mas reforce qualquer esforço ou tentativa. Se ela não conseguir identificar um objecto ou uma categoria, mude para outra e continue o procedimento. 209 – COMPREENSÃO DE FRASES Desempenho verbal, expressão Realização cognitiva, linguagem receptiva Realização cognitiva, leitura (opção) Realização cognitiva, sequencialização Meta: Usar frases de construção simples Objectivo: Olhar para uma figura e descrevê-la usando frases simples, de 3 ou 4 palavras, envolvendo o sujeito e o verbo Material: Uma folha de cartolina, figuras de pessoas envolvidas em acções comuns (por exemplo correr, andar, dormir) Procedimento: Divida a cartolina em duas partes, uma com a palavra QUEM e outra com a frase O QUE FAZ?. Coloque a cartolina em cima da mesa, em frente da Maria. Comece com 3 cartões com pessoas envolvidas em tarefas simples de identificar, por exemplo 3 figuras de um homem a andar. Se estiver também a trabalhar a leitura, rotule cada uma das figuras adequadamente. Mostre à Maria duas cartas e descreva a acção, diga “Olha, o homem está a andar.”. Coloque a figura em cima da cartolina depois de ter a certeza de que ela está a olhar. Depois pegue noutra figura com a mesma acção (com a personagem sempre do mesmo sexo) e coloque-a debaixo da palavra QUEM. Capte a atenção da Maria para a segunda figura e diga “Olha, quem é?” tente que ela diga ”O homem.” ou algo adequado, do tipo o menino ou o rapaz. Se ela não responder, direccione a atenção para a segunda figura e repita o mesmo procedimento. Repita também com a terceira figura. Finalmente tente que ela coloque as duas ideias numa frase. Repita o procedimento usando outras acções simples como nadar, andar, saltar etc. Certifique-se de que as acções são claras e de que o sexo da personagem é claramente distinguível em todas as figuras
    • 210 – TAMANHO Desempenho verbal, vocabulário Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Desenvolver o uso adequado de adjectivos para melhorar a familiaridade com conceitos de tamanho Objectivo: Dizer ou assinalar “grande” “pequeno” em resposta à questão, de que tamanho é? Material: 2 objectos idênticos de diferentes tamanhos (ex. cubos ou botões) Procedimento: Quando a Maria puder identificar receptivamente objectos de acordo com o tamanho, comece a pedir-lhe que tente identificar o tamanho expressivamente. Coloque dois cubos na mesa em frente da Maria e diga “Dá-me o grande.”, quando ela lhe der o cubo maior reforce-a,. Depois pegue no cubo e diga “De que tamanho é este cubo?. Se ela não responder diga “Olha, é grande, agora diz tu.” .Reforce-a imediatamente se ela tentar dizer. Por forma a evitar confusão, trabalhe estes dois tamanhos intensamente, mas trabalhe expressivamente apenas um dos conceitos até ela o assimilar. Só depois deve começar a pedir-lhe que identifique ambos. 211. ELE E ELA Desempenho verbal , vocabulário Realização cognitiva, categorização Meta: Desenvolver o uso de pronomes pessoais e incrementar a discriminação ele/ela
    • Objectivo: Usar ela e ela adequadamente quando identifica o masculino e o feminino nas figuras. Material: Desenhos de revistas com homens e mulheres ou rapazes e raparigas em actividades que são familiares à Maria (certifique-se que o sexo de cada personagem está facilmente identificável. Procedimento: Sente-se próximo da Maria com um conjunto de figuras na sua frente. Mostre-lhe a figura com um homem numa actividade que ela conheça e diga “Olha ela está sentado.”. Enfatize bem o pronome de forma clara e mais alto. Repita o procedimento com a figura de uma mulher. Coloque as figuras ao lado uma da outra sobre a mesa, certifique-se de que ela está atenta, enquanto repete os pronomes apontando para as respectivas figuras. Repita o procedimento com todas as figuras. Enfatize sempre o pronome e coloque as figuras nos respectivos grupos (homens/mulheres). Tente que a Maria lhe indique em que grupo deve colocar uma das figuras, se ela não conseguir, ajude-a com o som inicial. Mantenha sempre frases curtas e simples. Use apenas actividades que ela conheça. 212.-EM CIMA/EM BAIXO Desempenho verbal, vocabulário Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Incrementar a capacidade de expressão através do uso de adjectivos e compreensão de relações temporais. Objectivo: usar ou sinalizar “em cima “ e “em baixo” para indicar a localização de uma recompensa desejada. Material: 3 copos, e reforços alimentares Procedimento: Sente-se à mesa com a Maria e mostre-lhe os reforços. Esconda uma delas debaixo de um copo e peça-lhe para o tirar. Repita esta actividades alguns minutos para a familiarizar. Coloque uma vez o reforço em cima do copo e peça-lhe que o retire. Quando ela estiver familiarizada em procurar o rebuçado dentro e em cima do copo, continue a actividade, mas usando as expressões. Por exemplo: “Olha Maria, debaixo.” e coloque o reforço debaixo do copo. Depois de repetir várias vezes, coloque o reforço debaixo e pergunte “Onde está?” e responda lentamente “Debaixo.”. Motive-a a começar a responder. Reforce-a por qualquer tentativa.
    • 213 – RESPONDER A QUESTÕES COM “OU” Desempenho verbal , expressão Desempenho verbal, linguagem receptiva Meta: Aumentar a linguagem expressiva e desenvolver a capacidade de fazer escolhas de forma independente Objectivo: Fazer escolhas de forma independente quando lhe dão 2 alternativas concretas e, expressar essa escolha verbalmente. Materiais: Objectos da sala que lhe são familiares e que lhe agradam Procedimento: Dado que a Maria apresenta dificuldades em se expressar quando se lhe é oferecido algo a escolher, aproveite todas as oportunidades do dia para usar a palavra “ou”. Por exemplo, antes da “hora do conto”, seleccione 2 livros e coloque os em frente dela. Aponte para cada um dos livros, separadamente, e pergunte: “Queres este ou aquele?”. Quando ela se dirigir para um deles repita a questão e diga “Maria, diz, este.”. Encoraje-a a verbalizar o que quer sempre que lhe oferece a escolha. Este programa pode ser implementado com comer, brinquedos ou qualquer outra coisa que lhe interesse especialmente. Quando a Maria já estiver habituada a questões com “ou” e conseguir responder-lhes verbalmente, comece a introduzir questões para respostas mais especificas envolvendo nomes de objectos, categorias ou cores. Por exemplo, agarre num cubo vermelho e pergunte-lhe “Maria, este cubo é vermelho ou azul?”. Se ela hesitar, mostre-lhe outro cubo vermelho e nomeie a cor, depois mostre-lhe outro azul e nomeie-o também. Por fim repita a questão com os cubos originais. 214.CONVERSA ESTRUTURADA Desempenho verbal e cognitivo, conversação Interacção individual e social Meta: Desenvolver competências de conversação Objectivo: Responder adequadamente a conversas simples e a questões simples e incrementar as competências sociais básicas Material: Figuras de revistas, botões, copo Procedimento: Nesta altura, o vocabulário da Maria já melhorou consideravelmente, mas precisa de aprender a usar as suas palavras numa conversa adequada. Para esse efeito ela vai precisar de praticar muito em situações estruturadas. Sente-se na mesa em frente da Maria. Planeie um tópico para a conversa na qual deverá fazer 3 questões simples Maria. Por exemplo:
    • “Maria, o que é que podemos comprar no supermercado?” “ Como é que vamos para o supermercado?” “O que é que fazemos com o comer que compramos no supermercado?” Depois de ela lhe dar uma resposta satisfatória, coloque um botão no copo, o que lhe permitirá ver quantas questões respondeu adequadamente. Se ela não conseguir responder adequadamente, use figuras auxiliares e dê-lhe pistas. Por exemplo se ela não responder “carro” para a 2ª questão, mostre-lhe a figura de um carro e repita a questão. Use sempre temas que lhe despertem interesse. À medida que ela for aderindo melhor à conversa, comece a extinguir o sistema token e elogie a sua resposta imediatamente. 215 – TRANSMITIR UMA MENSAGEM SIMPLES Desempenho verbal, conversação Interacção social e individual Meta: Desenvolver competências de comunicação e incrementar competências de memória e competências sociais Objectivo: Recordar uma mensagem pequena ( 4 ou 5 palavras) e transmiti-la verbalmente a outra pessoa Material: Nenhum Procedimento: Sente a Maria numa sala e tenha outra pessoa numa sala próxima. Leve-a à outra sala para poder ver que está lá outra pessoa. Cada um dos elementos deve ter uma dose de reforços a dar à Maria. Antes de iniciar a actividade ambas devem combinar a mensagem a transmitir, de forma a poderem saber se ela a transmitiu bem. Dê à Maria uma mensagem pequena e peça-lhe para ir dizê-la à outra pessoa, coloque-a na direcção correcta e repita a mensagem. Quando ela chegar à outra pessoa e não disser a mensagem, esta pode começar por ajudar “O que é que a _____disse?”. Quando ela transmitir a mensagem, reforce-a e dê-lhe uma mensagem semelhante para ela levar de volta à outra pessoa. Comece apenas com 2 mensagens e 2 viagens e gradualmente vá aumentando o número de viagens e a complexidade das mensagens. Lembre-se de que a ________ tem que compreender bem a mensagem, senão ficará confusa e será incapaz de a recordar correctamente. 216 – PLURAIS Desempenho verbal , expressão
    • Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Desenvolver o uso adequado do plural Objectivo: Usar os plurais adequadamente quando identifica grupos de objectos familiares Material: Objectos de uso comum que ela reconheça (ex. bolos, bolas, cubos) Procedimento: Sente a Maria na mesa e coloque os objectos na sua frente. Nomeie os objectos à medida que pega neles. Por exemplo, pegue num bolo e diga: “Olha Maria, um bolo.”, quando ela lhe quiser pegar pergunte “O que é isto?”, quando ela responder “Bolo.”, coloque vários bolos em cima da mesa e diga: “Olha Maria, bolos.”. Enfatize bem o plural. Repita a palavra “bolos” várias vezes. Depois aponte para o bolo e diga “Bolo.” aponte para o conjunto de vários bolos e diga “Bolos.”. Não se esqueça de enfatizar bem a diferença entre as duas palavras. A seguir aponte para o bolo e pergunte “O que é, Maria?”. Quando ela responder “Bolo.”, repita a questão para o conjunto de bolos. Se ela não captar o plural, repita o som “S” mais alto após a palavra “bolo” e peça-lhe que repita. 217.NOMEAR FIGURAS GEOMÈTRICAS Desempenho verbal, vocabulário, 4 5 anos Realização cognitiva, linguagem receptiva Percepção visual Meta: Aumentar a linguagem expressiva e a nomeação Objectivo: Identificar verbalmente 3 figuras simples (circulo, quadrado e triângulo) Material: Figuras geométricas recortadas em formas de circulo, triângulo e quadrado Procedimento: Quando a Maria for capaz de lhe dar a figura geométrica apropriada à ordem: “Maria, dá-me o (circulo).” (actividade 176) comece a trabalhar para que ela diga o nome das figuras. Depois de ela lhe dar a figura correcta, sustenha-a à frente dela e diga pausadamente o nome (da figura várias vezes. Depois pergunte “Maria que figura é?”. Repita o nome da forma várias vezes, para que ela associe a palavra “figura” com as palavras “circulo”, “triângulo”, “quadrado”. Depois de fazer este procedimento várias vezes, encoraje-a a responder sozinha. 218. VERBALIZAR O USO DOS OBJECTO Desempenho verbal, expressão Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Aumentar as competências de conversação e compreensão do uso dos objectos
    • Objectivo: Explicar verbalmente o uso de objectos comuns Material: 4 objectos de uso comum que lhe sejam familiares (livro, colher, brinquedo, copo) Procedimento: Quando a Maria estiver familiarizada com os objectos e conseguir mimar o seu uso (actividade 11 e 12) tente que ela verbalize o seu uso. Por exemplo, dê-lhe um livro e diga: “ Olha Maria, um livro. O que é que fazes com um livro?”. Como ela sabe fazer o uso adequado do livro, provavelmente ela começará a lê-lo. Não lho dê até que ela tente verbalizar o uso do livro. Repita o procedimento com outros objectos. Lembre-se que deve pronunciar claramente o uso dos objectos para que ela tenha um modelo correcto para imitar. 219. QUESTÕES TEMPORAIS Desempenho verbal, vocabulário Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Aumentar a compreensão e os conceitos temporais, expandir o vocabulário Objectivo: Responder com uma palavra a questões simples acerca do tempo em que um determinado evento ocorre Material: Desenhos de pessoas a fazer acções que lhe são familiares Procedimento: Mostre à Maria uma figura e explique-lhe o que se passa. Por exemplo, mostre-lhe uma figura com um menino a dormir e pergunte “O que está o menino a fazer?”. Quando ela responder “A dormir.” diga “Certo. O menino está a dormir. O menino dorme à noite”. Repita a palavra “noite” várias vezes em conjugação com a palavra “dormir”. Repita este procedimento com as outras figuras mostrando as actividades e conjugando-as com a localização temporal em que ocorrem. Repita várias vezes as palavras “manhã”, “tarde”, “noite” para que se tornem bem claras. Depois pergunte “Quando é que o menino dorme?” se ela hesitar, ajude-a com o som “N”. À medida que ela evolui tente inverter a questão, “O que é que o menino faz à noite?” para que ela responda “Dorme.”, sem ver a figura. Encoraje-a a pensar em coisas que pode fazer durante o dia e a relacioná-las. 220- CONTAGEM Desempenho verbal, vocabulário Realização cognitiva, associação Imitação verbal
    • Meta: Aumentar o vocabulário e o conceito de número Objectivo: Contar sem ajuda Material: Blocos de madeira Procedimento: Certifique se a Maria é capaz de imitar os sons dos números. Trabalhe com 5 blocos. Conte os blocos em voz alta e lentamente, movendo os blocos para um grupo separado após dizer o número. Faça isto várias vezes e hesite antes de dizer o último número para ver a reacção dela. Depois peça-lhe 3 blocos., quando ela lhe der o número certo de blocos, conte-os em voz alta, não dizendo o último número de cada grupo. Repita o procedimento várias vezes, mas de inicio peça-lhe que identifique apenas o primeiro número. Gradualmente, peça-lhe que identifique os 2 últimos e vá aumentando a quantidade de números exigidos à medida que ela melhora. 221 – NOMEAR CORES Desempenho verbal, vocabulário Realização cognitiva, linguagem expressiva Meta: Desenvolver o uso de adjectivos descritivos e aumentar a compreensão das cores Objectivo: Nomear expressivamente as 4 cores primárias Material Blocos coloridos (vermelho, amarelo, verde e azul) Procedimento: Sente-se na mesa em frente da Maria. Coloque os 4 blocos coloridos na mesa em frente dela. Quando ela lhe responder correctamente 90% das vezes ao seu pedido “Dá-me o bloco azul.” (actividade 182), comece a trabalhar o conhecimento expressivo das cores. Enquanto faz a actividade vá repetindo os nomes das cores frequentemente, falando de forma clara e audível. No decorrer da actividade aponte para um dos blocos e pergunte “Que cor é esta?”. Ajude-a sussurrando o nome da cor. Recompense-a imediatamente se ela fizer algum esforço para verbalizar a palavra. Continue a actividade aumentando as oportunidades dela se exprimir quanto às cores. Gradualmente vá envolvendo outras cores. 222 – RECONTAR O CONTO – I Desempenho verbal, conversação Realização cognitiva, linguagem receptiva Realização cognitiva, linguagem receptiva
    • Interacção social e individual Meta: Incrementar as competências de expressão linguistica e memória Objectivo: Relatar um conto recente, com ajuda mínima Material: Televisão Procedimento: Utilize a televisão para verem um conto ou uma série do agrado da Maria, de preferência qualquer coisa breve e simples. Depois de ela observar a série, faça-lhe algumas questões simples acerca do que acabou de ver . Tente que ela lhe conte toda a história. Por exemplo, se estiver a ver a Rua Sésamo pergunte: “O que é que aconteceu ao Oscar?”. Depois de ela lhe responder pergunte novamente “E o que é que aconteceu a seguir?”. Tente que ela fale o máximo acerca daquilo que viu e aconteceu, isto vai permitir-lhe aprender a falar sobre coisas concretas e que lhe interessam. Esta é uma actividade que pode ser repetida mesmo durante os tempos de lazer, sem que ela sinta que está a ser forçada a “ trabalhar”. 223 – RECONTAR O CONTO – II Desempenho verbal, conversação Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Aumentar as competências de conversação e competências sociais Objectivo: Descrever 4 ou 5 características de uma figura, sem ajuda Material: Um livro de contos infantis, simples Procedimento: Sente-se confortavelmente com a Maria de forma a que ela veja o livro claramente. Mostre-lhe uma figura e tente que ela lhe explique o que aconteceu, com todos os detalhes que ela conseguir. De inicio, provavelmente, terá que lhe direccionar a atenção para as várias partes componentes da figura e relembrá-la para continuar a descrever a figura, mas, gradualmente, ela poderá começar a fazê-lo sozinha. As questões que poderá fazer devem ser do tipo: “O que é que o menino tem vestido?” “ Como é que ele se sente? Está triste ou contente?” “Há animais no desenho?” 224- CONCEITO DE TEMPO Desempenho verbal, expressão Realização cognitiva. Linguagem receptiva Meta: Aumentar o vocabulário e a compreensão dos conceitos de tempo
    • Objectivo: Usar adequadamente palavras como “ontem”, “hoje” e “amanhã” Material: Uma folha de cartolina, marcadores, fotos representando acontecimentos da rotina da Maria. Procedimento: Faça uma grelha representando os dias da semana. Use figuras para representar as actividades que a Maria faz durante o dia, e explique-lhe o significado da grelha. Comece por explicar aquilo que ela vai fazer hoje: “Olha, Maria, hoje vais para a escola, vais comer esparguete ao jantar e ver televisão.”. Enfatize a palavra “hoje” e peça-lhe para repetir o que vai fazer hoje. Pode deixar de fora uma outra actividade e depois perguntar-lhe: “Que mais vais fazer hoje?. Depois de ela já ter assimilado a noção de “hoje”, pode começar a trabalhar o “ontem“. Ande, na grelha, para trás um dia e diga “Olha, Maria, ontem foste para a escola, comeste hambúrgueres ao jantar e foste brincar para a rua.”. Enfatize bem o “ontem” e repita várias vezes. Depois pergunte-lhe “Olha, Maria, o que é que fizeste ontem?”. Se ela se confundir, remeta-a para a grelha. Quando ela tiver aprendido a usar as duas expressões, repita o mesmo procedimento para “amanhã”. 225- DIAS DA SEMANA Desempenho verbal, expressão Realização cognitiva, linguagem receptiva Meta: Aumentar a linguagem expressiva e a compreensão dos conceitos de tempo. Objectivo: Nomear os dias da semana Material: Grelha com os dias da semana. Procedimento: Quando a Maria já dominar o uso das expressões de “ontem”, “hoje” e amanhã” adequadamente (actividade 224) comece a ensinar-lhe os nomes dos dias da
    • semana. Proceda do mesmo modo que fez para lhe ensinar as referidas expressões, mas comece a incorporar os dias da semana. Por exemplo: “Olha, Maria, hoje é segunda-feira e tu vais para a escola.”. Tente que ela repita o que acabou de dizer. Depois repita o procedimento com a frase “Ontem foi domingo, fomos ao jardim e jantámos pizza.”. Depois de ter isto bem treinado, faça questões do tipo. “Ontem foi domingo. O que é que fizemos no domingo?”. Depois desta actividade nomeie os 7 dias de semana por ordem e tente que ela os repita consigo.
    • AUTONOMIA Esta secção contém actividades que podem dinamizar a independência da criança com autismo em relação ao ambiente. As áreas mais importantes mais importantes a desenvolver nesta secção são a alimentação ,a utilização da casa de banho, a higiene e o vestuário. muito do stress sentido pelos Pais e professores anda à volta dos objectivos a longo termo que têm em conta estas sub-áreas, tão importantes para a independência da criança, que normalmente tornam-se extremamente dependentes. Estas actividades devem ser incorporadas diariamente numa rotina em casa e na escola. O número de actividades descritas nesta secção é simbólico pelo facto de ser uma área que abarca um grande número de actividades, por isso terão de ser alargadas para outras actividades de acordo com as necessidades de cada um, (ver bibliografia. Muitas destas actividades foram desenvolvidas através da experiência com crianças com atraso de desenvolvimento severo, elas podem ser adaptadas a crianças com autismo uma vez que as suas dificuldades de aprendizagem sejam tomadas em conta. As características específicas das crianças com autismo são: 1 – Uma forte preferência por certo tipo de comida, o que significa que se deve aproveitar para ensinar os aspectos de autonomia na alimentação quando está a ingerir os seus alimentos preferidos 2 – Aptidões pobres da linguagem impedem a professora de usar linguagem para conduzir a criança. Os gestos claros e as demonstrações devem ser usadas para que a criança entenda o que se pretende 3 – Uma forte necessidade de igualdade ou gosto por rotinas. Logo que uma rotina foi ensinada, a criança pode ter dificuldades em generalizar para outras situações ou contextos diferentes 4 – Utilização inadequada dos sentidos (Hipersensibilidade ou hiposensibilidade aos estímulo). As respostas da criança a vários sabores ou cheiros, ao estar molhada, com frio ou zangada ou com medo podem ser extraordinariamente fortes ou inexistentes 5 – Capacidade de atenção pobre (grande distractibilidade), que necessita de estrutura e sinais visuais ou auditivos para a manterem atento. As actividades apresentadas nesta secção foram escolhidas de modo a ilustrar técnicas de ensino que têm em conta as características apontadas atrás. Também ilustra tarefas concretas que são necessárias para capacitar a criança a aprender como generalizar de uma situação para a outra. O nível de desenvolvimento das capacidades de autonomia pode não estar adequadamente avaliado através do PEP; sendo assim importante verificar melhor quais as capacidades de resposta da criança nesta área de funcionamento. 226 – COMER COMIDA COM OS DEDOS
    • Independência, alimentação Motricidade fina, agarrar Imitação, motricidade Meta: Desenvolver aptidões autónomas na alimentação Objectivo: Agarrar e comer alimentos que se comem com os dedos Materiais: Alimentos de comer com os dedos tais como pão, cenouras cozidas, salsichas, banana Procedimento: Sente a Maria numa cadeira alta e coloque alguma comida que sabe que ela gosta à sua frente. Assegure-se de que ela está a olhar para si e lentamente pegue numa peça de comida e oriente-a para a sua boca. Faça gestos exagerados de modo a demonstrar que a comida é muito boa, indicando à Maria que ela deve fazer o mesmo. Se ela não imita ou brinca com a comida, oriente-lhe a mão ao mesmo tempo que usa a outra para que ela tenha um modelo para imitar. Lembre-se de fazer movimentos deliberados e tente manter a atenção dela focada nas suas mãos. Elogie-a de cada vez que ela come, mesmo com a sua ajuda. Tente descobrir qual a comida que ela gosta mais e qual a que recusa sempre. A tarefa torna-se mais simples se houver comida que ela aprecia bastante. À medida que aumentam as suas capacidades de motricidade fina, vá reduzindo progressivamente o tamanho das peças da comida. 227 – BEBER POR UM COPO DE ÁGUA Independência, alimentação Meta: Beber por um copo Objectivo: Manter o copo com as duas mãos e levá-lo à boca. Materiais: Copo de plástico, sumo favorito Procedimento Maria bebe quando você lhe pega no copo, mas não segurará o copo sozinha. ela detesta qualquer mudança. Por isso temos que fazer essa mudança progressivamente e só assim ela aceitará a mudança sem ficar perturbada. Use os seguintes passos, mudando para uma nova etapa sempre que veja que ela aceita a mudança seguinte: 1 –Sente-se perto da Maria, segure o copo nas suas mãos e leve-o à sua boca 2 – Perto da Maria, coloque as mãos dela no copo com as suas por cima e leve-a a levar o copo à boca 3 – Faça o mesmo que em 2, mas agora segure-lhe nos pulsos firmemente
    • 4 – Agarre-lhe nos pulsos ao de leve, o suficiente para lhe dar confiança, mas deixando que os músculos da Maria trabalhem para segurar o copo 5 – Reduza a ajuda a um toque no braço para que a Maria recorde o que fazer. 228 – COMER COM A COLHER Independência, alimentação Motricidade fina, agarrar Meta: Desenvolver aptidões autónomas na alimentação Objectivo: Comer usando a colher sem derramar excessivamente Materiais: Colher Procedimento: Depois da Maria ter aprendido como apanhar substâncias e mantê-las na colher (actividade 98) pode começar a usar a colher para comer de forma independente. Enquanto ela está a aprender a comer com a colher, use a comida que ela mais aprecia e que seja fácil de apanhar com a colher e mantê-la fixa na mesma, como por exemplo: papa de aveia espessa, puré de batata, pudim, geleia, etc. Coloque- lhe a colher na mão mantendo suavemente a sua mão na da Maria e oriente-a ate à comida e, devagar, direccione-a para a boca dela. Elogie-a logo que ela apanhe uma colherada com comida e, progressivamente, reduza o seu controle: começando por aliviar a sua pressão nas mãos dela e depois passe para os pulsos, mais tarde para os braços e finalmente retire-lhe a ajuda. Repita o procedimento com diferentes comidas até que ela consiga manobrar a colher e comer sem ajuda. 229 – USO ADEQUADO DA COLHER Autonomia, alimentação Motricidade fina, manipulação Independência social Meta: Incrementar as competências de autonomia e maneiras à mesa Objectivo: Comer com uma colher de forma adequada e independente Material: Uma colher Procedimento: Tente que a todas as refeições não haja alimentos fáceis de comer com os dedos. Sente a Maria em frente da mesa e chame a sua atenção para a colher “Olha, Maria, vamos comer com a colher.”. Depois coloque o prato em frente dela, coloque-lhe a colher na mão e guie com a sua mão as primeiras tentativas e diga “
    • Estamos a comer com a colher”. Gradualmente reduza a ajuda até que ela consiga controlar a colher. Se ela tentar usar os dedos, retire o prato para o centro da mesa e diga “Não, estamos a comer com a colher.”. Demonstre outra vez e, lentamente, levando à boca a sua colher. Coloque novamente o prato em frente da Maria e coloque-lhe a colher na mão. Se ela voltar a colocar os dedos, retire-lhe o prato . Sempre que ela tentar colocar os dedos retire o prato da frente por um minuto, e demonstre novamente o uso da colher, depois coloque-lhe o prato à frente e a colher na mão. Este procedimento vai ensinar-lhe que se quiser comer, terá que fazê-lo com a colher. É importante usar comida que ela goste. Para melhores resultados não se deve permitir que ela petisque entre as refeições. Este programa deve ser aplicado de forma consistente. Se ela for autorizado a comer uma vez com os dedos e outra com a colher, poderá ficar frustrada e confusa. Toda a refeição deve assim ser composta por alimentos que tenham de ser comidos com colher, para que a aprendizagem seja mais consistente. 230 – BEBER POR UM COPO Autonomia, alimentação Motricidade fina, manipulação Imitação, motricidade Meta: Desenvolver competências de autonomia e independência Objectivo: Beber por um copo usando as duas mãos, sem entornar. Material: Um copo inquebrável Procedimento: Sente a Maria numa mesa e sente-se em frente dela. Dê-lhe um copo e deixe-a brincar com ele alguns segundos, para se habituar a ele. Depois pegue no copo e mostre-lhe como agarrar com as duas mãos. Coloque-lhe as duas mãos no copo, adequadamente e elogie-a por agarrar bem. Lentamente leve-lhe o copo à boca e volte a colocá-lo na mesa. Repita o gesto. Quando a Maria se sentir confortável a pegar no copo, coloque-lhe uma pequena porção de liquido. Guie as mãos da Maria até ao copo, para o agarrar e guie lentamente o copo à boca. Diga “Bebe.” e incline lentamente o copo para que beba uma pequena porção de liquido, se for um liquido que ela goste ela vai abrir os lábios. Depois coloque novamente o copo na mesa. Leve lentamente o copo aos lábios da Maria e diga: “Bebe.”. Coloque novamente o copo na mesa. Gradualmente diminua a ajuda e incite-a a pegar sozinha no copo para beber. No inicio, provavelmente, ela vai entornar alguns pingos de bebida, não pare a meio da actividade para limpar, isso poderá perturbar a aprendizagem. A Maria necessita de uma ordem contínua por forma a aprender a rotina adequadamente.
    • 231 – DESCALÇAR MEIAS Autonomia, vestir Motricidade fina, manipulação Meta: Despir-se de forma independente Objectivo: Descalçar as meias sozinha Material: Uma meia larga, uma garrafa. Procedimento: Comece por usar uma meia de homem, grande e uma garrafa de plástico. certifique-se de que a Maria está a olhar para si e coloque dentro da garrafa alguns reforços (amendoim ou um doce) e coloque a tampa pouco apertada. Coloque lentamente a meia no topo da garrafa (ver actividade 103) . Pegue na mão da Maria e ajude-a a tirar a meia na garrafa. Depois ajude-a a ver a surpresa. Repita o procedimento até que ela consiga fazê-lo sozinha e sem ajuda. Quando o conseguir coloque a mesma meia no pé. Certifique-se de que ela está bem sentada e equilibrada. Ajude-a a retirar a meia. Repita a actividade algumas vezes com a meia grande, quando ela estiver habituada à actividade tente que o faça com uma meia da sua medida. Comece por pedir-lhe para colocar a meia na garrafa. Gradualmente coloque a meia no pé e tente que ela a retire. Ajude-a se precisar e não deixe que ela se sinta frustrada. 231 – COMER COM UM GARFO Autonomia, alimentação Motricidade fina, manipulação Meta: Incrementar as capacidades de autonomia Objectivo: Comer com um garfo Material: Um garfo de plástico Procedimento: Depois da Maria ter aprendido a comer com a colher, introduza gradualmente o garfo. Tente usar um garfo de plástico resistente. Use comida que seja facilmente comestível com o garfo e que a Maria goste. Mostre-lhe como deve pegar no garfo e demonstre como deve levá-lo à boca. Depois coloque-lhe o garfo na mão e cubra- a com a sua, guie lentamente o garfo à boca e novamente para a mesa. Repita o procedimento várias vezes, alternando entre a sua boca e a dela. Quando ela estiver habituada à tarefa coloque pequenos pedaços de comer num prato. Reforce o facto de ela agarrar no garfo e guie-a até aos pedaços de comer, para picar um. Vá demonstrando com o seu garfo. Certifique-se de que ela está a olhar para si quando leva o seu garfo à boca. Reforce o facto dela ter pegado com comer e
    • depois encaminhe-a para a boca e diga “Come, Maria.” e deixe lentamente o comer na boca dela. Reforce-a. Continue o procedimento por mais algum tempo, reduzindo a ajuda. Use sempre comeres que ela goste. 233 – DISTINGUIR COMESTÍVEL DE NÃO COMESTÍVEL Autonomia, alimentação Desempenho cognitivo, categorização Desempenho cognitivo, linguagem receptiva Meta: Desenvolver as capacidades de autonomia Objectivo: Distinguir substâncias comestíveis de não comestíveis sem ajuda Materiais: Comida, substâncias não comestíveis (não tóxicas) por exemplo, objectos, cubos, pedras, contas. Procedimento: Sente-se com a Maria à mesa. Em frente dela, coloque um pedaço de comida em cima da mesa e um objecto não comestível, por exemplo: uma pedra e um bocado de chocolate. Diga: “Come.” e faça o gesto para que coma um dos objectos que estão na mesa. Se ela escolher a pedra, segure-lhe na mão e dirija-lhe a atenção para a pedra, diga “Não é para comer.”. Depois dirija-lhe a mão para o chocolate e diga “Para comer.”. Reforce-a por comer o correcto. Remova rapidamente a pedra e substitua por outro par de itens. Repita o procedimento variando os itens, tentando incorporar os mais variados objectos. Lembre-se de reforçar sempre que ela escolher os itens correctamente. 234 – VESTIR: CAMISOLA Autonomia, vestir Meta: Vestir-se sozinha Objectivo: Vestir uma camisola ou T-shirt sem ajuda Material: Camisola ou T- shirt Procedimento: Repita o seguinte procedimento de cada vez que ajudar a Maria a vestir uma camisola. Coloque o braço esquerdo na manga esquerda e coloque a manga direita sobre o ombro direito. Diga “Maria, veste camisola.”. Guie-lhe o braço direito pela manga. Elogie-a imediatamente. Repita este passo simples, muitas vezes, reduzindo gradualmente a sua ajuda até que ela consiga colocar o braço na manga correcta estando o outro braço previamente colocado. Somente quando ela conseguir completar com sucesso este passo sem a sua ajuda, deve tentar o
    • próximo passo. Mostre-lhe como colocar a camisola aberta e como meter o braço através da 1ª manga. Assegure-se que lhe mostra como segurar a camisola aberta da mesma forma de todas as vezes que inicia esta actividade. A seguir, coloque a manga sobre o ombro e proceda como anteriormente. Quando ela estiver habituada a desempenhar os dois passos com as duas mangas, hesite antes de colocar a 2ª manga sobre o ombro, com o intuito de verificar se ela localiza por si a 2ª manga. Lembre-se de dizer “Maria, veste camisola.” de todas as vezes que inicia esta actividade. Reduza gradualmente a sua ajuda até que lhe consiga dizer simplesmente “Maria, veste camisola.” e induzi-la a começar, se necessário. É provável que demore bastante tempo antes dela conseguir aprender a posicionar a camisola de forma apropriada antes de começar a vesti-la. 235 – VESTIR: CALÇAS Autonomia, vestir Meta: Vestir-se sozinha Objectivo: Vestir calças sem ajuda Material: Calças Procedimento: Quando estiver a vestir a Maria enfie-lhe as calças até ás ancas e tente que ela as puxe para cima. Coloque-lhe as mãos no cós das calças, com a sua ajuda e diga: “Puxa as calças.”. Reforce o esforço que ela fizer. Repita o procedimento até sentir que ela está a puxar sozinha. Gradualmente vá retirando a sua ajuda até que ela as puxe sozinha. Quando ela conseguir puxar as calças acima dos joelhos, tente que as puxe desde os tornozelos. Para executar este passo a Maria terá que se dobrar mais. Faça-o lentamente parar que ela perceba como fazer. Certifique-se de que só avança para outro passo depois de consolidar o anterior . diga de cada vez “Maria, puxa as calças.”. Quando ela já conseguir puxar as calças sozinha., comece a tentar que ela as coloque nós pés correctamente. Comece por lhe ensinar como deve fazer. Sente-o numa cadeira e coloque-lhe as calças na frente na posição correcta. Diga “Maria, veste as calças.”. Guie-lhe as mãos para que enfie os pés nas calças. Repita o procedimento várias vezes. No inicio vai ter que a ajudar a encontrar a parte da frente das calças e certifique-se sempre que ela tem um pé em cada perna antes de as puxar para cima. Reforce-a sempre que execute um passo e gradualmente vá retirando a sua ajuda. Mostre-lhe sempre as calças da mesma forma para que ela aprenda a ver qual o lado da frente. 236 – CONTROLO DE ESFÍNCTERES
    • Autonomia, higiene Meta: Incrementar a higiene pessoal Objectivo:. Usar a casa de banho de um modo adequado e independente. Material: Casa de banho Procedimento: Linhas gerais: Neste treino o factor mais importante é a manutenção de uma atitude positiva. Qualquer mostra de desagrado, negativismo ou desaprovação pode ser sentida pela Maria. Ensine esta actividade da mesma forma que tem ensinado outras. Dê- lhe regularmente reforços e use uma linguagem simples, como “xixi”, “molhada”, “seca”. Reforce-a de uma forma agradável sempre que ela tiver sucesso. Normalmente é mais eficaz dar um reforço positivo após o sucesso de uma tarefa do que mostrar reprovação após um incidente. Dispa-lhe a roupa apenas na casa de banho e sempre que ocorrer um incidente só lhe mude a roupa na casa de banho. Isto permite-lhe associar os acidentes à casa de banho. Procedimentos específicos: Leve a Maria à casa de banho de hora a hora cerca de 5 minutos de cada vez. Certifique-se de que ela está calmo e descontraído sem se mostrar descontente. De início fique com ela. Tenha qualquer coisa à mão na casa de banho, para reforçar sempre que fizer na sanita (ou bacio). Após passarem os 5 minutos retire-o da sanita, mas se não fez a necessidade não lhe dê o reforço. Escreva a hora de cada ida à casa de banho e dos acidentes para descobrir o horário natural das necessidades. Tenha o cuidado especial de o colocar na sanita assim que ela acorda de manhã, depois das refeições, antes de sair para a rua e antes de ir para a cama. Registe os resultados sempre que o colocar na sanita. Mostre-lhe os resultados colocando uma estrela dourada nas situações em que ela teve sucesso, para que ela compreenda que está satisfeita. 237 – PASSAR-SE POR ÁGUA, NO BANHO Autonomia, lavar-se Motricidade fina, manipulação Meta: Lavar-se sozinha Objectivo: enxaguar-se da espuma de sabonete com uma esponja molhada. Material: Sabonete e esponja Procedimento: Quando estiver a dar banho à Maria ensaboe bem os braços até fazer muita espuma. Dirija-lhe a atenção para as bolinhas de espuma, dê-lhe a esponja para a mão e guie-o para a água. Depois diga, “Enxagua o braço.” (tira a espuma) e ajude-
    • a a espremer a esponja para o braço. Repita o procedimento para outras partes do corpo sempre que lhe der banho. Quando sentir que ela já consegue fazer a tarefa sozinha, vá reduzindo a ajuda. Quando ela terminar de se enxaguar, diga: “Já está.”. Depois ensine-lhe a espremer a esponja e a deixá-la na saboneteira. Isto é importante porque não só fortalece as mãos como também permite que ela compreenda o estabelecimento da rotina e o fim da tarefa. 238 – ABOTOAR – I Autonomia, vestir Motricidade fina, coordenação das duas mãos Meta: Vestir-se sozinha e aumentar a coordenação motora. Objectivo: Enfiar um botão grande na casa (num quadro de treino de abotoar) Material: Cartão um botão e tecido Procedimento: Construa um quadro de abotoar colando um cartão a meio do tecido, pregando o botão num extremo e fazendo uma casa no outro (ver figura). Coloque-se por detrás da Maria com o quadro em cima da mesa diante dela. Pegue-lhe nas mãos e guie-o para o botão. Direccione a sua atenção para o botão e para a casa. Ajude- a para que agarre o botão e o coloque na casa. Ajude-a a puxá-lo com o polegar e o dedo indicador. Diga “Puxa.”. Reforce-a por qualquer esforço que faça. Repita o procedimento tantas vezes quantas as necessárias para que aprenda e refira sempre “Puxa”. De inicio ela vai precisar de muita ajuda para compreender como puxar o botão, guie-lhe as mãos até que compreenda. Quando sentir que ela já é capaz de o fazer sem ajuda, use um bocado de tecido com mais do que um botão. 239 – ABOTOAR – II Autonomia, vestir Motricidade fina, coordenação das duas mão Motricidade fina, agarrar Meta: Vestir-se sozinha e incrementar a coordenação motora. Objectivo: Apertar e desapertar botões de uma camisa ou camisola Material: Camisa ou camisola de botões grandes Procedimento: Tente trabalhar com uma camisa de botões grandes, que se apertem e desapertem facilmente. Quando a Maria já apertar os botões do quadro de abotoar (actividade
    • 238), mostre-lhe como abotoar numa camisola. Quando ela estiver a usar a camisola, guie-lhe as mãos para os botões. Tente que ela segure uma parte da camisola enquanto empurra o botão para a casa. diga “Puxa.” para que ela puxe o botão com o dedo indicador e o polegar. Reforce-a imediatamente e repita o procedimento com os outros botões. Depois de repetir várias vezes, tente gradualmente retirar a ajuda. Será mais fácil de aprender se começar por apertar e desapertar a partir de baixo. 240 – DEITAR LÍQUIDO NUM COPO Autonomia, alimentação Motricidade fina, manipulação Meta: Aumentar as competências de alimentação e controlo da motricidade fina. Objectivo: Deitar líquidos de um jarro para depósitos mais pequenos sem ajuda e sem entornar. Material: Jarro de plástico pequeno, copos de plástico transparentes, corantes alimentares. Procedimento: Coloque alguma água no jarro e junte-lhe algumas gotas de corante alimentar. tenha o cuidado de ver se o jarro não está demasiado cheio e se torna difícil de controlar. Coloque 2 copos de plástico transparente em cima da mesa e faça-lhes uma marca com marcador para que ela veja até onde deve colocar o liquido. Ajude- a a pegar no jarro e a direccioná-lo para os copos, depois diga “Deita.” e ajude-a a deitar o liquido no copo. Quando se aproximar da linha desenhada diga “Pára.” e puxe-lhe a mão para trás gentilmente. Reforce-a imediatamente. Repita a actividade as vezes que achar necessárias para que ela consiga colocar liquido nos copos sem salpicar excessivamente, vá diminuindo a sua ajuda física e verbal para que aprenda quando deve parar. A partir do momento em que ela conseguir fazer a tarefa sozinha, permita-lhe que deite os líquidos nos copos em todas as oportunidades que surgirem , quer para si próprio, quer para o resto da família. 241 – LAVAR OS DENTES Autonomia, higiene Motricidade fina,manipulação Meta: Desenvolver hábitos de higiene pessoal. Objectivo: Lavar os dentes sozinha Material: Escova de dentes, paste de dentes. Procedimento: Coloque a Maria em frente do espelho e faça-o olhar para o seu reflexo enquanto
    • lava os dentes. Depois tente que ela agarre na escova de dentes enquanto lhe põe a pasta de dentes. Fique atrás dela, olhe para o espelho e guie-lhe a mão com a escova para a boca, muito devagar. Tente que ela vá movendo a escova muito lentamente para cima e para baixo contra os dentes. Gradualmente vá retirando a sua ajuda quando lhe parecer que ela está a fazer os movimentos de cima e baixo sozinha. De inicio poderá ser boa ideia colocar um pouco de pasta de dentes noa ponta do dedo e massajar lentamente as gengivas para o sensibilizar do uso da pasta. Certifique-se de que a escova tem sedas suaves e de que ela não esfrega os dentes com muita força. De inicio provavelmente ela só vai permitir uma ou duas escovadelas, mas gradualmente vá tentando aumentar o numero de escovadelas e a área lavada. 242- VESTIR-SE SOZINHA Autonomia; vestir-se Socialização, independência Meta: Vestir-se rapidamente e sozinha Objectivo: Acordar com o despertador e vestir-se totalmente e sozinha num determinado período de tempo. Material: Despertador Procedimento: Comece por ajudar a Maria a escolher aquilo que ela quer vestir no dia seguinte, antes dela ir para a cama. Deixe todas as peças de roupa necessárias num determinado local para que seja fácil de encontrar. Mostre-lhe o relógio despertador. Ensine-lhe como desligar o despertador. Nas primeiras manhãs ajude- a a levantar-se da cama e a desligar o despertador, antes de continuar com o resto do programa. Quando tiver a certeza de que ela já é capaz de desligá-lo sozinha, mostre-lhe o relógio e diga-lhe que terá que estar completamente vestido quando o ponteiro chegar ao sinal desenhado para receber uma surpresa(mostre-lhe onde assinalou). Mantenha-se no quarto mas apenas ajude se sentir que ela está confusa ou frustrada. Elogie sempre o esforço que ela faz e reforce-a com qualquer coisa que ela goste especialmente sempre que ela terminar de se vestir a tempo. 243 – PREPARAR UM LANCHE Motricidade fina, manipulação Socialização, independência Meta: Incrementar capacidades de se alimentar sozinha
    • Objectivo: Preparar um pequeno lanche sozinha Material: Comida para um pequeno lanche e os utensílios de cozinha necessários Procedimento: Planeie um lanche simples para que a Maria o prepare para si próprio a meio da tarde, quando chega da escola. Por exemplo: pão com manteiga, ou bolachas com doce, cereais com leite, pudim instantâneo, etc. Use a sua imaginação e os gostos da Maria para escolher os lanches. Assegure-se de que ela é capaz de fazer todas as tarefas que envolvem cada lanche. Se implicarem ingredientes com medidas diferentes, deixe-os já preparados em caixinhas separadas. Primeiro guie os passos da Maria em cada lanche, quando sentir que já o poderá fazer sozinha, dê- lhe liberdade de escolha para comer o que lhe apetecer e como fazê-lo. Tente variar os lanches, para que ela aprenda uma série de acções ao mesmo tempo, Por exemplo: cortar, barrar, tirar açúcar ou farinha com a colher, mexer o leite, deitar leite num copo ou taça, etc. 244 – TOMAR BANHO SOZINHA Autonomia, higiene Desempenho verbal, vocabulário Meta: Tomar banho ou duche sozinha sem precisar de ajuda Objectivo: Regular a temperatura da água Material: Fita vermelha e azul Procedimento: Antes de deixar a Maria brincar com as torneiras do duche ensine-lhe como controlar a temperatura da água usando as torneiras misturadoras. Coloque uma marca vermelha bem visível na torneira de água quente. Diga-lhe que isso significa quente. Depois deixe a água correr na mão dela até ficar quente, mas não demasiado. Diga “Está morna, está boa.” Depois deixe correr até estar demasiado quente para ela poder usar, passe a mão muito rapidamente pela água (cuidado para não estar demasiado quente) e diga “Oh! Está tão quente.”. Mostre uma expressão de desagrado para que ela perceba. Agora ponha a marca azul na torneira da água fria e ensine-lhe como usar esta torneira. Ensine-lhe a rodar as duas torneiras lentamente e a experimentar a temperatura da água. Quando ela conseguir regular a temperatura correctamente peça-lhe apenas que a chame , antes dela tomar banho, para verificar se está realmente correcta e depois poderá deixá-la tomar banho sozinha.
    • SOCIALIZAÇÃO O comportamento social pertence à categoria de ensino mais generalizada neste manual, já que qualquer aumento da linguagem, capacidades e diminuição de problemas de comportamento têm um efeito positivo no comportamento social da criança. Em geral, o comportamento social inclui o estabelecimento de comportamentos sociais positivos e a diminuição das peculiaridades do autismo e dos problemas de comportamento. Embora as capacidades sociais coincidam com todas as outras áreas funcionais, elas são tratadas separadamente. Esta secção foca-se no aumento de capacidades sociais, enquanto que a secção seguinte se focaliza em reduzir os comportamentos negativos ou disruptivos. Apesar das crianças com autismo conseguirem memorizar e mecanizar alguns comportamentos sociais de cortesia, a ênfase desta secção está no iniciar o contacto social e no prazer dos jogos de interacção social. Porque a consciência social não é compreendida instintivamente, e no autismo é até uma área deficitária, a interacção social e as capacidades do jogo social têm de ser ensinadas. Nos níveis mais altos das capacidades sociais incluem-se actividades de autocontrole necessárias para seguir regras sociais comuns, tal como o respeitar a sua vez e a propriedade dos outros. Estas actividades ensinam novas capacidades e conceitos que promovem o comportamento social adequado.
    • 245 – JOGO DIVERTIDO Socialização, interacção individual Desempenho verbal, vocalização Imitação, vocal Meta: Melhorar a interacção social e a tolerância ao contacto físico Objectivo: Aumentar o divertimento com interacção física limitada Material: Nenhum Procedimento: Tente envolver a Maria em pequenos períodos de contacto físico, com frequência. Use muita vocalização para tentar que ela imite os sons que vai fazendo. Utilize sons simples como “Eia.” ou “Uau.”. Se ela mantém um contacto limitado, continue a actividade falando lenta e calmamente para ela. À medida que ela estiver mais relaxada tente levantá-la muito lentamente, mas com cuidado para ela não se assustar. Por exemplo pode começar por tentar levantá-la ou balançá-la apenas uma vez em cada sessão, contudo, a sessão pode ser repetida várias vezes no mesmo dia. Gradualmente aumente o tempo que ela tolera a presença e o contacto físico. Há medida que a sentir relaxada pode aumentar para duas vezes em cada sessão. Desta forma irá aumentar a aceitação da interacção física. 246 – CÓCEGAS Socialização, interacção individual Meta: Incrementar a interacção social e o divertimento, com contacto físico Objectivo: Reagir adequada e amigavelmente ao contacto físico Material: Boneco Procedimento: Sente-se com a Maria na cama ou numa manta. Pegue no boneco e diga: “Olha, Maria.” Tente chamar-lhe a atenção para o animal, se necessário passando com ele no seu campo de visão. Use o boneco para tocar na Maria, muito carinhosamente, fazendo-lhe cócegas. Certifique-se de que não está a ser demasiado intrusiva. Quando lhe tocar sorria e sussurre algumas palavras agradáveis. De início faça-o por pequenos períodos. Há medida que a tolerância da Maria aumentar, aumente a quantidade de cócegas. Páre de lhe fazer cócegas para ver se ela faz algum tipo de movimento que indique que quer continuar. Continue a actividade enquanto ela mostrar prazer nela. 247 – ESCONDE - ESCONDE Socialização, interacção individual Meta: Incrementar a interacção e o contacto visual Objectivo: Manter o contacto visual pelo menos durante 3 segundos e ter prazer em jogos de interacção social.
    • Material: Uma toalha Procedimento: Sente-se em frente da Maria com os joelhos dela junto aos seus. Segure a toalha entre vocês para que ela não a possa ver. Pergunte “Onde está a Maria?” e levante lentamente a toalha para que ela veja os seus olhos. Diga ”Cu-cu.” e faça-lhe cócegas rapidamente, cuidado para não o assustar. Repita a actividade várias vezes. Veja se ela olha para ver se os seus olhos aparecem por trás da toalha. Veja também se ela começa a antecipar a rotina. Ponha a toalha em cima da sua cabeça e retire-a lentamente. Depois coloque-a na cabeça dela e repita a actividade. Lembre-se de lhe fazer cócegas quando ela olhar para si. Veja se ela começa a pedir cócegas, olhando para si. Gradualmente vá aumentando o tempo entre ela olhar para si e fazer-lhe cócegas, para aumentar o contacto visual, pelo menos para 3 segundos. 248 – CAVALO DE BALOIÇO Socialização, interacção individual Motricidade global Meta: Incrementar a interacção social e aprender a brincar calmamente Objectivo: Andar no cavalo de baloiço pelo menos 2 a 3 minutos Material: Um cavalo de baloiço Procedimento: Coloque a Maria no cavalo de baloiço por alguns minutos. Sorria e sussurre-lhe suavemente, por exemplo, “Tlin-tlão, tlim-tlão.”. Gradualmente reduza a ajuda à medida que ela baloiçar o cavalo sozinha. Se ela ficar excitada e começar a andar muito depressa, segure-o e sussurre-lhe novamente. Tente que ela ande no cavalo com a sua cadência/ritmo. Se ela continuar excitada retire-a do cavalo e continue a sorrir e a sussurrar para que ela acalme. Depois coloque-a novamente no baloiço e controle a velocidade. 249 – DAR UM BEIJO Socialização, interacção individual Motricidade global Meta: Dar um beijo quando solicitada Objectivo: Tocar com a boca na face do adulto Material: Nenhum Procedimento: Mesmo que a Maria não goste muito de ser tocada ou de receber carinho, abraços ou beijos, ela pode aprender a dar um beijo se for ensinada e recompensada por isso. Depois de ela ter aprendido a dar-lhe um beijo e apresentar menos medo da proximidade física, pode pedir-lhe que dê “um beijo” ao pai, à avó, ao irmão, etc. No
    • fim da tarefa, diga-lhe que terminou (use um sinal). Depois vire-a para si e diga “ Dá-me um beijinho.” e toque-lhe na face com o sua mão. Chegue-lhe a sua cara para que os lábios dela lhe toquem na face. Depois reforce-a imediatamente e leve- a para brincar. Faça esta actividade diariamente para que não tenha que a trazer até si, mas que ela venha ter consigo quando lhe pede o beijo. Uma vez que a rotina esteja adquirida, tente afastar um pouco a sua face por forma a que ela tenha que fazer algum esforço para lhe dar o beijo. Depois explique a rotina aos pais e tente que eles lhe peçam o mesmo. Ajude-a a responder-lhes se necessário. Certifique-se de que agradece e reforça o esforço realizado por ela. Deixe-a ir embora se começar a manifestar desagrado. 250 – BRINCAR COM O CAMIÃO Socialização, interacção individual Motricidade global, braço Meta: Estimular a interacção e desenvolver actividades de jogo Objectivo: Empurrar para a frente e para trás um camião, com ajuda Material: Camião de brincar e reforços comestíveis Procedimento: Sente-se com a Maria no chão, com alguma distância de intervalo entre as duas. Diga “Olha, Maria, um camião.” e empurre o camião para ela com um alimento que ela goste em cima. Certifique-se de que ela está a olhar para si para a ver colocar a recompensa. Encoraje-a a empurrar o camião outra vez para si, depois de tirar a recompensa. De inicio poderá ser necessário estar outra pessoa ao lado da Maria para a ajudar a retirar a recompensa e a empurrar o camião de volta. Use a palavra “camião” várias vezes para que ela se vá habituando a ela. Continue a actividade enquanto a Maria se mostrar interessada. 251 – AJUDAR OS OUTROS Socialização, interacção individual Motricidade global Meta: Compreender o que a outra pessoa quer Objectivo: Colocar os restos de comer no lixo, quando lhe é pedido Material: Guardanapos e pratos com restos de comida Procedimento: Peça à família da Maria para a ajudar nesta actividade após as refeições. No fim da refeição, ajude-a a retirar os restos do prato (certifique-se de é capaz de o fazer sem causar problemas). Leve-a até aos guardanapos das outras pessoas, um de cada vez, e peça que cada membro da família pegue nele e diga “Maria, por favor, deita fora.” e depois agradeça. Peça à família para demonstrar que gosta da ajuda que a Maria está a dar e demonstre que ela está a fazer qualquer coisa para eles. Encoraje também a Maria a olhar para as pessoas à medida que pega no
    • guardanapo. Isto pode ser feito se segurarem o guardanapo até que ela olhe para eles. Depois diga “Obrigado.”. Quando a Maria for capaz de realizar esta rotina a todas as refeições, generalize pedindo-lhe que deite fora coisas, periodicamente durante o dia. Certifique-se de que as suas orientações são claras e concisas e de que ela sabe onde está o balde do lixo. 252 – ESCONDIDAS Socialização, interacção individual Socialização, independência Motricidade fina, corpo Desempenho cognitivo, linguagem receptiva Meta: Ter consciência de que está escondida dos outros, incrementar o desejo de procura e de interacção com os outros Objectivo: Esconder-se de uma pessoa e depois procurar por outra que está escondida Material: Nenhum Procedimento: Comece a actividade ensinando a Maria a esconder-se. Terá que ter outra pessoa na sala, o pai ou um colega. Pegue na mão da Maria e diga “Esconde-te do pai.” Leve-a para trás da porta, de uma cadeira ou para debaixo da mesa. Ensine-lhe apenas 3 locais diferentes onde se possa esconder. Durante a actividade, repita a ordem: “Esconde-te.”. Depois ajude-a a esconder-se num dos locais anteriormente ensinadas. Peça à outra pessoa para perguntar, “Onde está a Maria?”. Depois ajude a Maria a aparecer e a levantar o braço para dizer onde está . A outra pessoa deve correr para ela e dar-lhe um grande abraço. Depois dela aprender como se esconder e mostrar quando é chamada, faça com que a outra pessoa se esconda num dos 3 locais anteriores e ajude a Maria a procurá-la quando perguntar “Onde está a …?”. À medida que ela for entendendo a actividade , encoraje-a a esconder- se onde quiser e sem ajuda. 253 – BRINCAR COM UMA BONECA Socialização, interacção individual Imitação, Motricidade Meta: Aumentar as capacidades de interacção e desenvolver capacidades de brincar. Objectivo: Desenvolver uma rotina de 3 ou 4 passos na interacção com uma boneca. Material: Boneca, escova de cabelo, luva para higiene. Procedimento: Tente que a Maria interaja com a boneca tal como você interage com ela. Estabeleça rotinas para ela realizar com a boneca, semelhantes às suas próprias rotinas. Por exemplo, quando vai deitar a Maria, faça com que ela vá deitar também a boneca. Após lavar a cara à Maria, faça com que ela lave a cara da boneca com a luva. Depois penteie o cabelo dela e faça com que penteie o da boneca também .
    • Depois leve-a a colocar a boneca na cama ou numa caixa e a tapá-la com uma toalha. Use a sua imaginação para enriquecer as rotinas que vão permitir à Maria aprender a interagir com a boneca tal como você interage com ela. Tente que ela se sinta responsável pelos cuidados a dispensar à boneca, tal como você se sente por ela. 254 – JOGOS COOPERATIVOS COM CUBOS Socialização, interacção individual Integração óculo-manual, controlo Desempenho cognitivo, sequencialização Meta: Incrementar as sequências interactivas e desenvolver o conceito de torre com a professora Objectivo: Alternar a colocação de cubos numa torre, com a professora Material: Cubos Procedimento: Sente-se em frente da Maria numa mesa ou no chão. Coloque 3 cubos em frente de cada uma. Aponte para os cubos e diga “ Põe aqui um.” e aponte para o topo do cubo que já colocou. Guie a mão da Maria para colocar o segundo cubo, se necessário. Após ela colocar o cubo, volte a colocar um dos seus em cima do que ela colocou. Depois aponte para os que ainda restam à Maria e diga “Põe aqui um.”. Repita o procedimento até colocarem todos os cubos na sequência correcta. Depois de ela perceber a sequência, abandone as pistas verbais e a ajuda física e aguarde para ver se ela antecipa a sua vez. 255 – INTERAGIR COM FANTOCHES Socialização, interacção individual Desempenho verbal, conversação (opcional) Meta: Aumentar a interacção social, as capacidades de jogo imaginativo e habilidades de conversação (opcional) Objectivo: Usar apropriadamente o seu fantoche para interagir com o fantoche de outra pessoa Material: 2 fantoches Procedimento: Coloque um dos fantoches na sua mão e use-o para brincar com a Maria. Faça-lhe cócegas com o fantoche e represente uma conversação social simples utilizando uma voz falsa (característica dos fantoches). Encoraje-a a responder ao boneco de forma apropriada. Tente que ela olhe para o fantoche e não para a sua cara. Quando a Maria apreender a ideia da brincadeira dê-lhe o outro fantoche e mostre- lhe como usá-lo. Tente que ela use o fantoche dela para interagir com o seu.
    • Experimente fazer cócegas com o seu fantoche no dela para ver se ela reage ao boneco e não a si. A princípio faça sessões curtas, mas tente aumentar o número de interacções, à medida que a Maria se sente mais à vontade com a brincadeira. 256 – BRINCAR AO “FAZ DE CONTA” Socialização, interacção individual Imitação, motor Meta: Desenvolver capacidades de jogo interactivo Objectivo: “Fazer de conta” num episódio simples, pelo menos 2 minutos Material: Nenhum Procedimento: Tente envolver a Maria numa pequena sequência de “faz de conta”. Inicialmente estas sequências devem ser curtas e extremamente simples, provavelmente apenas com uma ou duas frases acompanhadas de acções fáceis e compreensíveis. No começo terá de fazer a maior parte da representação, mas tente que a Maria se interesse pelo que estão a fazer. Ela precisará de uma grande dose de ajuda para que consiga perceber o que se espera dela, por isso seja especialmente paciente. Envolva-a na actividade da forma que puder. No princípio, provavelmente, ela só imitará as suas acções sem perceber o conceito de “faz de conta”. Repita a actividade tantas vezes até que ela participe activamente. Episódios simples de “faz de conta” podem ser: a) Faz de conta que ambos são árvores: Diga: “Maria, vamos ser árvores.”. Levante os braços como se fossem ramos e peça-lhe para a imitar. Depois diga: “Aí vem o vento.” E sopre com os lábios ao mesmo tempo que abana os braços, como se fossem ramos ao vento. Fim do episódio. b) Faz de conta que vão dar um passeio de carro: Sente-se num banco perto de Maria e finja que está a sentar-se num carro. Diga: ”Brrumm brrumm.”. Tente que ela imite as suas acções. Levante-se do banco e finja que está a fechar a porta de um carro. Fim do episódio. Lembre-se de utilizar uma linguagem simples, mas mostre o mais clara e exactamente possível aquilo que pretende. 257 – LIMPAR O TAMPO DA MESA Socialização, interacção individual Meta: Ensinar organização, atenção e aderência às rotinas
    • Objectivo: Limpar o tampo da mesa depois de cada sessão de ensino Material: tabuleiro, esponja, toalha de papel Procedimento: Mantenha os materiais desta actividade sempre no mesmo lugar. Antes de cada sessão, certifique-se de que tudo está no lugar e pronto a ser usado. No fim de cada sessão na mesa, deverá ir com a Maria até ao tabuleiro e fazer com que ela o leve até à mesa e o poise numa cadeira. Possivelmente, no início, terá de a ajudar a transportar o tabuleiro. Se a Maria conseguir levar uma taça com água sem derramar, encha-a até meio e coloque-a no tabuleiro. Se ela não conseguir, leve você a taça com água. Pegue na mão da Maria e mostre-lhe como limpar a mesa com a esponja húmida. Faça-o através de passos simples para que ela não fique confusa. Ensine-lhe a limpar a mesa sempre da mesma maneira, começando de dentro para fora. Depois coloque a esponja no tabuleiro e repita o procedimento com a toalha de papel. Finalmente, faça com que ela leve o tabuleiro de volta ao seu lugar. Quando o tabuleiro estiver no lugar, a sessão acabou e então a Maria terá um pouco de tempo para fazer o que lhe apetecer. 258 – JOGO DO “TIRA E DÁ” Socialização, interacção individual Desempenho verbal, expressão Meta: Aumentar a consciência e o prazer de dar e receber Objectivo: Dar um objecto a uma pessoa, receber um objecto em troca e dizer “Obrigado.” Materiais: Caixa grande, pequenos brinquedos, recompensas comestíveis Procedimento: Neste jogo necessitará do auxílio de uma amiga de Maria. Ponha a caixa com os brinquedos no chão. Sente-se com a Maria e a amiga à volta da caixa. Peça à amiga para tirar um brinquedo da caixa e lho dar. Diga: “Obrigado.”. A seguir peça- lhe para tirar outro brinquedo da caixa (por exemplo, o brinquedo favorito da Maria) e o dar à Maria. Ajude a Maria a receber o brinquedo e a dizer “Obrigado.”. Quando ela disser: “Obrigado.”, ou qualquer coisa parecida, a amiga deve sorrir e dizer: “De nada.” e dar-lhe uma pequena recompensa. Depois peça à Maria para tirar um brinquedo e dá-lo à amiga e esta deve responder apropriadamente. Continue esta actividade de dar e receber entre os três jogadores até a caixa ficar sem brinquedos. Quando o jogo acabar deixe a Maria brincar com os brinquedos que tirou da caixa ou comer as recompensas. A princípio a Maria poderá necessitar de muita ajuda nesta actividade e, provavelmente, terá dificuldade em dizer “Obrigado.”. Comece por aceitar qualquer resposta, mas, gradualmente, exija uma
    • maior aproximação ao modelo correcto. 259 – PÔR A MESA: TALHERES Socialização, autonomia Meta: Aumentar a capacidade de compreender rotinas e desenvolver a capacidade de ajudar em casa de uma forma útil Objectivo: Colocar os talheres nos locais correctos da mesa Material: Pratos e talheres Procedimento: Comece por mostrar à Maria apenas um tipo de talher. Ponha a mesa e coloque uma colher no local certo. Depois segure uma colher e diga “Olha , Maria, uma colher.” Depois dê-lhe o número de colheres correspondente aos pratos da mesa e diga “Põe as colheres.”. Se ela parecer confusa, ajude-a a colocar as colheres no local correcto. Repita o procedimento para todas as colheres. Recompense-a por cada colher colocada no lugar. Quando ela conseguir colocar correctamente as colheres no local correcto, repita o procedimento usando as facas e os garfos. Quando a Maria conseguir colocar todos os talheres no local correcto, tente que ela coloque por exemplo o garfo e a colher ao mesmo tempo. 260 – PEQUENAS TAREFAS DOMÉSTICAS Socialização, independência Desempenho cognitivo, emparelhar Meta: Aumentar as competências para trabalhar Objectivo: Executar pequenas tarefas domésticas sem ajuda e sem supervisão Material: Toalha, talheres, tabuleiro de arrumar talheres Procedimento: Planeie algumas actividades domésticas nas quais a Maria possa participar, para desenvolver o trabalho independente e para que ela seja útil em casa. Se necessário crie tarefas desdobrando toalhas ou misturando talheres, mas não deixe que ela a veja, para que sinta que está mesmo ajudá-la. Use a imaginação para criar tarefas que sejam agradáveis e simples de fazer. No início pode manter- se ocupada por perto para se ela precisar de ajuda. Gradualmente vá-se afastando para que ela se habitue a trabalhar sozinha. Faça um cartão/plano de trabalho com as actividades que ela terá que executar e com a recompensa que receberá quando completar a tarefa (ver figura). Quando começa “a hora de trabalho” leve-a ao plano de trabalho e aponte para a actividade que ele terá que realizar, tente
    • colocar a segunda tarefa no plano e veja se ela prossegue com a segunda da mesma forma, quando acabar a primeira. Recompense-a quando completar cada tarefa com o item indicado no plano. Lembre-se de usar apenas actividades que ela já aprendeu a fazer sozinha. 261 – JOGO DE FAZ DE CONTA INTERMÉDIO Socialização, Interacção individual Desempenho cognitivo, linguagem receptiva Meta: Desenvolver o jogo imaginativo e aumentar a interacção social Objectivo: Participar activamente cerca de 5 minutos num episódio de faz de conta Material: Animal de peluche Procedimento: Depois da Maria se ter começado a interessar pelo jogo de faz de conta (actividade 256) use a sua imaginação e conhecimento dos interesses dela para elaborar sequências de brincadeira com cerca de 5 minutos. Por exemplo, uma de vocês pode fazer de conta que é “um caçador de ursos”. Esconda o boneco de peluche em qualquer local da casa e depois vão procurá-lo. Ande pela casa em bicos de pés sorrateiramente, como se estivesse a tentar apanhar o urso de surpresa. Leve-a a espreitar debaixo dos objectos para ver se encontra o urso. Quando finalmente o encontrarem, fujam depressa para se esconderem, como se o urso vos estivesse a perseguir. Use a sua imaginação para recriar outras histórias a partir daqui. Certifique-se de que a Maria participa activamente. 262 – JOGO “ O QUE É QUE EU PRECISO?” Socialização, interacção individual Meta: Desenvolver a interacção e compreender a função dos objectos Objectivo: Compreender as necessidades dos outros e responder com os objectos adequados Material: Lenços de papel., camisola, pente Procedimento: Coloque os três objectos em cima da mesa em frente da Maria. Pantomine uma acção mostrando que necessita de um dos objectos. Por exemplo, pode abraçar-se
    • a si própria e estremecer para indicar que está com frio e precisa de uma camisola. Diga “ Olha, Maria.”, pantomine a acção e diga “O que é que eu preciso?”. Repita a acção outra vez e depois aponte para os três objectos. Se ela não responder, repita a acção outra vez, aponte para a camisola e diga: “Maria, dá-me a camisola.”. Quando ela lhe der o objecto correcto, use-o adequadamente e diga “Obrigado.” Por exemplo, você treme, a Maria dá-lhe a camisola e você veste-a. Se estiver constipada a Maria dá-lhe um lenço. Se estiver despenteada ela dá-lhe um pente e você penteia o cabelo. Repita o procedimento até a Maria compreender o que está a representar e a precisar e lhe dê o objecto correcto. 263 – DESENHAR SOZINHA Socialização, independência, Integração óculo-manual, desenho Desempenho cognitivo, linguagem receptiva Meta: Desenvolver capacidades de trabalho independente e aumentar as competências de desenho. Objectivo: Copiar um desenho simples sozinha Material: Papel, lápis. Procedimento: Antes de iniciar a sessão de trabalho, desenhe alguns desenhos de objectos que a Maria conheça - um objecto por cada folha de papel. Por exemplo, pode desenhar uma casa, uma árvore, ou uma pessoa. Dê à Maria uma folha de papel, um lápis e o seu desenho. Aponte para o desenho e diga “casa”. Depois aponte para a folha dela e diga “Desenha a casa.”. Diga-lhe que quando terminar terá uma recompensa . Mantenha-se por perto a supervisionar, para manter a sua atenção. Se ela começar a fazer rascunhos ou parar de desenhar, oriente-lhe novamente a atenção para o desenho e diga “Desenha a casa.” E lembre-a da recompensa. Dê-lha sempre que ela tentar copiar o modelo, mas à medida que as competências aumentarem, dirija-lhe a atenção para partes do desenho que ela não desenhou e deixe que ela desenhe todo o modelo para lhe dar a recompensa. 264 – DESENHAR SOZINHA A PARTIR DE ORIENTAÇÕES ESCRITAS Socialização, independência Integração óculo-manual, desenho Desempenho cognitivo, leitura Meta: Desenvolver capacidades de trabalho independente e aumentar a capacidade
    • para seguir orientações por escrito Objectivo: Ler ordens escritas simples, e desenhar sozinha de acordo com essas orientações Material: Papel e lápis Procedimento: Escreva orientações simples para algo que quer que a Maria desenhe. Certifique-se de que as orientações são compreensíveis para ela. Ela deve conhecer todas as palavras escritas e ser capaz de desenhar o que se lhe pede. Lembre-se de que o facto de ela não conseguir ler uma das palavras pode comprometer todo o trabalho. Depois de lhe escrever a orientações, dê-lhe uma folha de papel, um lápis e um conjunto de orientações. Ajude-a a ler as instruções e a começar a desenhar. Mantenha-se atenta ao que ela fizer e oriente-lhe a atenção, se necessário. Quando ela já estiver mais habituada a este tipo de actividade coloque em frente dela 3 folhas com orientações, 3 lápis e 3 folhas de papel. Diga-lhe que quando terminar terá um prémio especial. Repita este procedimento até que ela consiga seguiras instruções e desenhar de forma independente por 20 a 30 minutos. 265- “ESTOU A BRINCAR COM OS MEUS BRINQUEDOS.” Socialização, linguagem receptiva Desempenho verbal, expressão Meta: Discriminar os pertences pessoais dos pertences dos outros Objectivo: Saber o que pertence a cada membro da família e inibir o uso de objectos pertencentes a outros Material: Um objecto de cada membro da família de fácil identificação, caixas de sapatos e fotografias de membros da família Procedimento: Cole uma fotografia de cada membro da família em cada caixa de sapatos. Mostre cada caixa à Maria e diga, “Esta caixa é para as coisas da mamã…, esta é para as coisas do papá..., esta é para as coisas do Miguel (irmão)”. Pegue numa coisa de cada vez e diga a quem pertence, por exemplo: “ Isto é da mamã.”. Ajude-a a colocar na caixa certa, repetindo o nome e indicando a caixa. Se ela tentar brincar com um dos objectos, chame-a à atenção “É da mamã.” e guie-a para a caixa correcta. Se ela tentar brincar com um objecto dela diga “Sim, isto é da Maria.” e deixe-a brincar por alguns minutos. Quando ela estiver habituada à tarefa, comece a ensiná-la a pedir autorização para poder brincar com um objecto de outra pessoa. Dê-lhe um objecto do Miguel e diga “Isto é do Miguel.”, pegue-a pela mão e dirija-a ao Miguel. Ajude-a a dizer “Maria, posso brincar?”. Se o Miguel disser “Sim.” ela
    • pode brincar com o objecto, se disser “Não.” guie-a para colocar o objecto na caixa do Miguel, sem brincar com ele. Sempre que ela pegar nalguma coisa que não lhe pertença, detenha-a e oriente-a para pedir permissão ao dono. Recompense-a imediatamente sempre que ela pedir permissão correctamente. 266 – ATENDER O TELEFONE Socialização, interacção individual Desempenho verbal, conversação Meta: Aumentar a capacidade de interacção Objectivo: Atender o telefone de forma independente e adequada. Material: Telefone de brincar, se possível. Procedimento: Pratique a actividade antes de usar um telefone real. Primeiro, ensine a Maria a pegar no auscultador e dizer “Está?”. Pode ser útil colar desenhos de uma boca e de um ouvido em cada parte do auscultador, para a orientar. Depois de ela conseguir dizer isso, ensine-a a dizer ”Só um minuto, por favor.” e chamar o membro da família a que a chamada se destina. Treine isso realizando chamadas telefónicas para cada membro da família. Quando ela tiver aprendido a rotina, tente com um telefone verdadeiro. Tente que outro familiar ou amigo telefone a uma hora que lhe permita atender, combine com essa pessoa para que diga apenas aquilo que a Maria está ensinada a ouvir e responder. Repita o procedimento várias vezes e, à medida que ela se vai familiarizando com a situação, peça ao seu amigo ou familiar que vá fazendo diferentes pedidos, para que ela aprenda a reagir a situações diferentes. Quando ela se sentir à vontade , deixe-a atender o telefone sempre que ela quiser, mas mantenha-se perto para o caso de ela se confundir. 267 – SEGUIR ORIENTAÇÕES ESCRITAS SOZINHA Socialização, independência Desempenho cognitivo, leitura Meta: Aumentar as capacidades de leitura e de trabalho independente Objectivo: Ler e seguir orientações escritas simples para uma tarefa e completar a tarefa de uma forma independente Material: Caixas de sapatos, papel e lápis Procedimento: Construa uma série de actividades para a Maria, separando o material que ela vai precisar e colocando-o numa caixa de sapatos. Coloque uma actividade por caixa.
    • Escreva orientações simples e curtas para cada uma das actividades e coloque dentro da caixa, por cima do material. Coloque todas as caixas num local de fácil acesso para a Maria. Diga-lhe ”Maria, vai buscar a tua caixa de trabalho.”. Ajude-a da primeira vez a colocar a caixa na mesa, a ler as instruções e a começar a trabalhar. Depois ajude-a a arrumar os materiais na caixa e a colocá-la no armário. Recompense-a pelo trabalho realizado. Certifique-se de que as actividades são fáceis para ela executar sozinha. É muito importante que as orientações sejam claras e compreensíveis. Por exemplo: 1 - Não fales. 2 - Empilhar quatro cubos. 3 - Põe os cubos na caixa. 4 - Arruma a caixa. 5 - Vem à mãe buscar a bolacha.
    • COMPORTAMENTO As 5 áreas de comportamento problema das crianças com autismo são: 1. Auto-agressão, como bater-se com as mãos ou bater com a cabeça; 2. Agressão, como uma bofetada rápida ou uma cuspidela; 3. Disrupção, por exemplo, atirar objectos, gritar ou deixar a mesa; 4. Repetição insistente, incluindo a persistente declamação de objectos ou questões intermináveis; e 5. Impulsividade, não saber onde começar, evitando o contacto físico, pouco tempo de atenção, e incapacidade para aceitar a mudança nas suas rotinas diárias. Esta secção ilustra como manusear técnicas úteis para ultrapassar estes problemas de comportamento. Dois tipos de administração destas técnicas ocorrem num contexto de ensino/aprendizagem: 1. Aqueles em que o comportamento problema aparece no contexto de ensino do currículo; 2. E aqueles que perturbam todas as actividades de ensino e são incompatíveis com a aprendizagem de novas capacidades. Numa primeira instância, as melhores técnicas serão aquelas que estão integradas numa estrutura de ensino. O primeiro objectivo, do programa educativo pode ser mantido com a gestão do comportamento subordinado a aspectos do currículo. Para os comportamentos mais disruptivos que influenciam a continuação do ensino, esses comportamentos devem ser evitados antes da criança continuar a participar em actividades de aprendizagem. Ensinando, nestas situações, deve ser subordinado à gestão do comportamento particular. Só quando o ensino se torna impossível deve aparecer a modificação como primeiro objectivo de todo o Programa Educativo. A nossa experiência tem mostrado que os professores e os pais tornam-se mais capazes em ensinar as crianças com autismo, manejando melhor os problemas de comportamento no contexto ensino/aprendizagem. Por esta razão, a distinção entre os dois tipos de comportamento-problema não é claro. É, contudo, mais útil guardar-se esta distinção em mente quando planificamos o programa de ensino contendo aspectos de modificação de comportamento. No desenvolvimento dum programa é importante não esquecermos:
    • 1. A prioridade do problema assinalada pelos pais e professor; 2. A natureza do contexto educacional em que o comportamento ocorre; 3. As técnicas que foram tentadas para alterar esse comportamento e tiveram insucesso. Esta base de estudo faz parte do cabeçalho da Análise. Essas ilustrações apoiam-se numa série de exemplos de intervenção, incluídas para dar ao leitor uma variedade de exemplos de técnicas de modificação de comportamento. Estas ilustrações e exemplos serão mais efectivas se forem devidamente individualizadas para uma criança específica. Esta secção não tem como objectivo ser um catálogo completo de todos os problemas das crianças com autismo e não tem a intenção de dar uma lista completa de intervenção a nível do comportamento.
    • C1 – AUTO-AGRESSÃO Problema: Ferir ou roer as costas da mão Antecedentes: João, de 8 anos de idade, com um nível de 4 -5 anos, com comunicação expressiva ao nível dos 2 anos. A sua mão estava marcada já que ele tinha o hábito de morder sempre que lhe propunham uma actividade nova ou o mudavam para outra. Foram utilizadas punições, chamadas de atenção, censura, ou dando uma palmada e nenhuma destas estratégias teve sucesso. Análise: O comportamento de morder é uma forma do João comunicar o seu stress. Com este comportamento consegue com bastante sucesso obter o que quer ou interromper as tarefas que se lhe foram pedidas. A sua dor física não é suficientemente forte prevenir as feridas na sua mão. Ele precisa de uma forma alternativa para comunicar o seu stress, e nós devemos aperceber-nos disso e tomar uma atitude, fazendo compromissos (por exemplo, dar-lhe mais ajuda, dividindo-lhe as tarefas em pequenos passos e dar-lhe um substituto para o que ele quer e não pode ter. Objectivo: Ensinar ao João alguns comportamentos alternativos de modo a ele poder comunicar o seu desconforto, mas prevenindo a sua auto-agressão. Intervenção: Durante as actividades, observe o João cuidadosamente de maneira a que possa intervir antes ou no momento em que ele começa a morder-se. Rapidamente estenda a mão, bloqueie o movimento na sua boca, e guie a sua mão para a mesa, dizendo “Mãos em cima da mesa”. A seguir dirija-o para que a imite: abane a cabeça e diga “Não - trabalhar não.”, ou “Não - quero rebuçados.”, dependendo do que o faz estar em stress. Quando ele tiver imitado essa comunicação, faça um compromisso e diga “Muito bem, João, eu ajudo-te a acabar.” ou “Muito bem ,João. Mais uma vez e eu dou-te um rebuçado”.
    • C2 – AUTO-AGRESSÃO Problema: Dar pancadas com a cabeça Antecedentes: O João tem uma boa coordenação e é um menino com 4 anos de idade muito activo. Funciona normalmente com um desenvolvimento médio de 2-3 anos, mas na expressão oral emite cerca de 5 palavras. O João tem conhecimento de outras e é capaz de predizer as suas respostas no seu comportamento. O seu estado de espírito é flutuante. Durante um ano tem batido frequentemente com a cabeça enquanto fica perturbado pela sua má disposição ou porque é interrompido na actividade que ele escolheu. Este comportamento é stressante para os sues pais, mas não causa danos físicos nele próprio. Nenhuma punição nem nenhum afecto especial pareceu mudar esta situação de modo a ele abandonar esse comportamento. Análise: Sempre que ele batia com a cabeça tinha atenção dos outros. Ele não parecia entender essa atenção como zangado e punitivo ou relacionada e afectuosa. Ele não parecia distinguir, quando essa atenção era punitiva ou afectuosa. Ele parecia entender que quando se batia, conseguia o que desejava. Objectivo: Diminuir este comportamento de bater com a cabeça, não lhe dando atenção ou mudando as suas ordens. Intervenção: Ao longo das actividades na mesa (ex. Puzzles, pintar com lápis...) coloque a mesa e a cadeira de modo a estarem afastadas da parede, de modo a ele não poder chegar com a cabeça à parede. Quando o João começar a bater com a cabeça na mesa, resguarde o material que ele está a utilizar e volte-lhe o corpo de costas para a mesa, contando até 10 e seguidamente ponha-o na posição inicial e dê-lhe os materiais para ele começar de novo a actividade. Dê-lhe uma pequena ajuda para ele recomeçar. Dê-lhe um elogio logo que ele comece. Repita esta estratégia sempre que ele começar de novo, mas não o deixe abandonar a sua tarefa sem ele colocar a última peça. Continue isto durante cerca de 2 semanas, tomando nota num quadro cada vez que ele tem este comportamento. É importante dispor de muita atenção e reforçar sempre que ele não se auto-agride, elogiando-o. Data Actividade N.º episódios – bater na cabeça C3 – AGRESSÃO Problema: Cuspir nas pessoas
    • Antecedentes: O João tem 13 anos com uma idade mental de 3 anos. Cospe muitas vezes para a face do seu irmão mais novo, por vezes para outras crianças e ocasionalmente para os adultos, mas nunca para os pais. Por mais que se tenha antecipado este comportamento e se lhe tenha chamado dizendo-lhe “Não.”, mandando-o para o seu quarto ou deixando o seu irmão atenção, não tem havido sucesso bater-lhe. O João não é capaz de perceber explicações verbais e os limites das suas consequências. O cuspir, não é geralmente provocado Análise: Não sabemos porque é que o João actua assim com o irmão e os outros, mas o que sabemos é que ele não faz isso aos adultos da sua família o que demonstra que ele tem a capacidade de controlar este comportamento sempre que é necessário. A punição que escolhemos não está directamente ligada ao acto de cuspir, pois o João não é capaz de associar o cuspir com o responder Objectivo: Parar o comportamento de cuspir Intervenção: Peça ao irmão que chame o João para uma actividade que seja fácil para ele participar: como colorir um círculo, ou colocar peças dum puzzle. Faça estas actividades em que as 3 pessoas tenham de tomar a vez. Sente o João junto do irmão, para que ele tenha a possibilidade de cuspir. Cada vez que ele cuspir ao irmão ponha-lhe piri-piri na língua. Depois faça-o voltar à actividade que estavam a desenvolver. Anote na sua tabela (ver figura) cada vez que este comportamento ocorre e continue pelo menos uma semana. Quando “o cuspir” estiver controlado durante estas actividades, faça o mesmo procedimento sempre que o João cuspir nas pessoas. (Normalmente usa-se vinagre, mas como o João gosta de vinagre, sugerimos piri-piri. Deve assegurar-se que não usa nada de que o João gosta.) 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª FEIRA FEIRA FEIRA FEIRA FEIRA SÁBADO DOMINGO C4 – AGRESSÃO
    • Problema: Bater na cara do adulto Contexto: O João tem 4 anos de idade e uma idade funcional de 18 meses. Não possui qualquer sistema de comunicação verbal ou gestual. Começou a bater no rosto das pessoas. O comportamento ocorre quando se lhe exige atenção, quando desempenha actividades da rotina diária e durante as sessões de ensino. Análise: O comportamento de esbofetear do João é uma forma de comunicar que não gosta de uma situação, a sua resposta à frustração ou confusão. Uma vez que a comunicação é o nosso principal objectivo para o João, não queremos eliminar a expressão dos seus sentimentos mas antes ensinar-lhe uma melhor forma e transmitir a sua mensagem. Se ele for capaz de transmitir os seus desejos, a necessidade de esbofetear será eliminada. Objectivo: Ensinar o João a usar um gesto para indicar que está cansado de trabalhar ou está confuso e que não quer ser interrompido. Intervenção: Sempre que a criança tentar bater-lhe durante uma sessão de ensino, restrinja a sua mão, calmamente, diga-lhe “não bate” e ensine-lhe o gesto alternativo para dizer “acabou” (coloca-se os dedos debaixo do queixo). Reforce o sinal com elogio e deixe-o brincar uns momentos com o que ele quiser na mesa. Em seguida, retome a sessão de trabalho com uma actividade que ele consiga realizar. Ajude-o com frequência e elogie-o. Ensine-o a fazer o sinal “acabou” quando ele estiver pronto para esbofeteá-la. Concorde sempre em deixar que ele páre de trabalhar uns instantes após ter feito o sinal para ele ver que o entendeu. Quando ele aprender este sinal durante as sessões de trabalho, então pode usar a mesma técnica durante as rotinas diárias. C5 – DISRUPÇÃO Problema: Atirar objectos Contexto: O João é um rapaz de 4 anos de idade, sem linguagem, cujo funcionamento evidencia um atraso moderado. As sessões de trabalho na escola e em casa tornaram-se difíceis devido ao seu comportamento que consiste em atirar
    • para o chão os materiais de trabalho. Este comportamento também se torna disruptivo para a vida familiar, uma vez que atira objectos de casa. Este comportamento é mais frequente quando se exige que faça tarefas das quais não gosta ou quando não consegue obter o que quer. Existiram várias intervenções no passado mas sem qualquer sucesso: reprimendas verbais, ignorar o comportamento, obrigá-lo a apanhar tudo, mudar a estrutura das sessões de trabalho e bater-lhe firmemente na mão cada vez que atira objectos. Durante as actividades escolares relacionadas com o trabalho a nível da motricidade global, os professores concluiram que a criança não gosta de ser restringida fisicamente. Análise: Ao atirar objectos, o João controla com sucesso o ambiente. Não se consegue ensinar aptidões novas e ele consegue interromper a actividade sempre que o desejar. Este comportamento é potencialmente perigoso para si e para os outros uma vez que ele não possui a cpacidade de julgar o que se parte, o que é de valor ou o que pode fazer mal. Ele não consegue inibir o seu comportamento a não ser que entenda que esse comportamento acarreta consequências desagradáveis. Para esta criança seria a restrição física. Objectivo: Eliminar o comportamento de atirar materiais durante as sessões de trabalho. Intervenção: Durante as próximas semanas, concentre-se em reduzir o comportamento de atirar objectos durante a sessão de trabalho. Durante o resto do dia use as seguintes técnicas: 1) remova objectos de valor de forma a ficarem fora do seu alcance; 2) vigie-o e dê-lhe atenção antes de ele chegar perto de um objecto para o atirar; 3) não lhe dê atenção se ele atirar algo. Durante as sessões de ensino, apresente-lhe tarefas fáceis. Sempre que atire um dos objectos (bloco, encaixe, etc.), responda imediatamente, dizendo com voz firme “não atira”. Em seguida, segure-lhe nas mãos de forma a ficarem em cima da mesa e de forma a que ele não as consiga mexer. Afaste a sua cabeça e conte silenciosamente até trinta. Em seguida, liberte-lhe as mãos, volte-se para ele e dê-lhe o objecto seguinte pertencente à sessão de trabalho que já estava a decorrer. Anote na grelha este acontecimento (ver figura 10.3). Não se levante para apanhar o objecto que ele atirou fora. Reserve material extra para que possa completar a tarefa sem se levantar. Repita este procedimento cada vez que ele se levanta. Se ele não atirar o
    • objecto, elogie-o e recompense-o com um pedaço de alimento que ele goste, dizendo “bom trabalho”, sorria e aplauda. Data Actividade nº de vezes em que Recompensas, por atirou fora objectos não ter atirado 20 /01/98 encaixes III I I I I I (uvas) Grelha para registo do comportamento de atirar fora objectos. C6 – DISRUPÇÃO Problema: Gritar, chorar, recusas verbais quando se exige que obedeça a exigências simples. Contexto: A Cindy é uma rapariga de 6 anos de idade cujo funcionamento é borderline. Reage a quase todas as interacções com uma resposta negativa, gritando “não...pára...não quero fazer” ou, então, chora. Este comportamento continua até que os pais acabam por ceder. Ela recusa sair de casa para fazer compras com a sua mãe, em seguida chora para que a deixem ir, em seguida recusa-se entrar no carro, etc. Um pedido simples relativamente às áreas de autonomia causa o mesmo tipo de resposta. Os pais tentaram usar uma variedade de recompensas para cada acção cooperativa: elogio, comida, actividades favoritas ou tempo extra para brincar. Nenhuma destas abordagens resultou. Sentem-se tristes e frustrados devidos às suas reacções negativas e aos seus esforços para a ajudar. Além disso, pretendem fazer com que ela os obedeça sem terem de ser punitivos. Análise: As recusas não parecem estar ligadas a dificuldades inerentes às actividades mas sim ao facto de ter de mudar para actividades ou rotinas novas. A Cindy não tem uma ideia definida do que quer, exceptuando o facto de manter o controlo da situação. A promessa de ameaças futuras não é suficiente para vencer a sua forte aversão à mudança da rotina. Os pais não pretendem ser punitivos.
    • Objectivo: Diminuir a ocorrência da resposta de gritar ou chorar. Intervenção: Durante as 2 semanas próximas, mantenha uma grelha (ver figura 10.4) na qual se regista o comportamento da Cindy de chorar ou gritar para verificar se as seguintes técnicas podem ser eficazes: 1) Ignorar; 2) Fornecer ajuda frequente através de indução ou manipulação; 3) coloque uma recompensa alimentar em sítio visível para lhe ser dada imediatamente a seguir ao término da tarefa. Duas vezes ao dia sente-se com a criança e dê-lhe uma tarefa simples e não verbal (emparelhar, colorir, etc.). Coloque a recompensa alimentar perto dela e diga-lhe que a pode obter assim que terminar a tarefa. Ignore os protestos e comece a actividade, colocando você a 1ª peça. Em seguida ajude-a, fisicamente, a colocar a peça seguinte. Não use indutores verbais mas sorria à medida que ela vai fazendo o que se pretende. Não dê atenção aos sons ou palavras mas ajude-a com frequência, movendo as suas mãos se ela parar de trabalhar. Assim que a tarefa tiver terminado, faça-lhe uma festa, sorria e dê-lhe a recompensa alimentar. Em seguida regista na grelha a resposta que a criança demonstrou para com esta abordagem. Data Actividade nº de induções Comportamento de gritar ou chorar (nenhum, ligeiro, moderado, severo) 20 /01/98 emparelhar IIII I moderado Figura 10.4. Grelha para registo do comportamento de gritar. C7 – DISRUPÇÃO Problema: Saltar da mesa à hora das refeições Contexto: Jimmy é um rapaz de 41/2 anos de idade, com boa coordenação e extremamente activo. Consegue entender linguagem simples em frases curtas mas é demasiado distraído e demasiado activo para ouvir explicações verbais. As refeições familiares eram constantemente interrompidas pelo comportamento do Jimmy: tirava comida dos outros pratos, saltava e corria.
    • Em seguida voltava para tirar mais comida dos pratos. Os pais bateram-lhe, ralharam-lhe e ataram-o à cadeira. Esta última técnica provocou-lhe birras. Análise: O comportamento do Jimmy produz tensão contínua à hora das refeições, quer devido à expectativa da possibilidade de ele se comportar mal, quer devido ao facto de ter de gerir o seu comportamento disruptivo. Nestes casos ele é igualmente o foco de atenção e parece igualmente satisfeito com a atenção positiva ou com a atenção negativa. Para modificar este ciclo, é necessário dar-lhe atenção apenas quando ele se comporta de forma apropriada e retirar a comida quando ele não conseguir sentar-se à mesa e comer do seu prato. Objectivo: Ensinar o Jimmy a manter-se sentado durante as refeições. Intervenção: O ponto importante a lembrar é que pretendemos recompensar o bom comportamento com atenção e elogio e não queremos recompensar o mau comportamento com qualquer tipo de atenção. Sente-o, à mesa num sítio onde não consiga chegar a outros pratos além do seu próprio. Quando ele se levantar ignore-o completamente. Não o chame nem sequer olhe para ele. Quando ele voltar e se sentar, olhe para ele, sorria e diga “Muito bem. Sentar para comer”. Se ele tentar tirar comida sem estar sentado, não discuta com ele, mas coloque o prato no centro da mesa e não lho dê a não ser que ele se sente na sua cadeira. Quando a família tiver terminado a refeição, remova toda a comida da mesa. Não lhe permita que tome lanches a seguir à refeição excepto sumos. A criança tem de esperar até á próxima refeição para que este procedimento seja eficaz. Faça registos do número de vezes em que ele se levanta da mesa (ver figura 10.5). Data refeição nº de vezes em que Lanches que se deram, em seguida se levanta da mesa 20 /01/98 almoço IIII II maçã
    • Grelha para registo do comportamento de levantar-se da mesa . C8 – REPETIÇÃO Problema: Colocar na boca objectos não comestíveis. Contexto: Jenny uma criança letárgica de 8 anos de idade, possui um funcionamento moderadamente atrasado mas tem uma boa memória para rotinas e uma capacidade para de self-taugh reading acima da sua idade. Apesar da sua capacidade para ler, a capacidade em entender a mensagem estava severamente atrasada. Enquanto via T.V., a sua actividade favorita, cortava e mastigava pequenos pedaços de papel, plástico, fios do sofá, etc. Quando estava no jardim ou no recreio, colocava paus, pedras, flores ou folhas na boca. As refeições em família eram pertubadas pelo seu hábito de tirar gelo do copo para o mastigar. A criança ficava muito perturbada quando as suas rotinas eram interrompidas. Além disso, os seus hábitos perseverantes eram difíceis de mudar. O facto de os pais lhe baterem, ralharem, de a isolarem no quarto e a elogiarem por não colocar objectos na boca, não surtiram efeito. A Jenny entendia a regra e parava sempre que lhe chamavam a atenção mas esquecia-se depressa assim que via T.V. ou brincava no pátio. Análise: A criança tem a capacidade de inibir o acto de levar à boca objectos quando induzida. Mas sem essa indução, alheia-se do que está a fazer. Este comportamento é potencialmente perigoso devido ao facto de existirem bagas venenosas e quimicos no jardim. É necessário que a Jenny tenha um meio alternativo de ser lembrada da regra “na boca não”, quando a mãe não está presente. As suas competências de leitura podem ser usadas como um indutor visual. Objectivo: Ensinar a criança a inibir o acto de levar objectos à boca sem a indução da mãe. Intervenção: Vamos começar por ensinar a criança a ler um cartão com a regra e usá-la para inibir os seus impulsos. Assim que ela aprender que é necessário que leia a regra em vez de esperar que o adulto a leia, então podemos usar esta técnica num número de diferentes situações. 1º passo: Durante as sessões de trabalho, coloque um copo e uma colher
    • perto dela. Em frente ao copo coloque um cartão dizendo “usar a colher para tirar gelo”. Assim que ela esquecer e agarrar o gelo com os dedos, não diga nada mas remova rapidamente o copo e atire o gelo fora. Aponte para o cartão e peça-lhe para ler. Explique: “esqueceste a regra,vamos tentar mais tarde”. Tente novamente após uns 5-10 minutos. 2º passo: Durante as sessões de trabalho, coloque algum do material que ela gosta de colocar na boca, perto dela. Coloque um cartão perto disso com a inscrição “na boca, não”. Explique que se ela se lembrar da regra durante 10 minutos, pode ser recompensada com pastilha elástica. Mais uma vez não a lembre verbalmente, mas esteja pronta para remover a pastilha elástica se ela se esquecer. 3º passo: Debaixo do ecrã da TV, coloque um cartão dizendo “na boca não”. Não lhe forneça induções verbais. Vigie-a e, sempre que se esquecer e colocar algo na boca, aproxime-se da TV, silenciosamente, e apague-a durante alguns minutos. Aponte para o cartão e abane a cabeça. Não lhe ralhe nem a tente confortar se ela parecer zangada ou aborrecida C-9 REPETIÇÃO Problema: Perguntas perseverantes “Que horas são?” independentemente da resposta ou da situação. Contexto: Tommy é um rapaz com excesso de peso e letárgico com 10 anos de idade cujo funcionamento se situa no atraso moderado. Tem um forte interesse e uma memória excelente para os aniversários das pessoas, números de telefone, números de matrícula e horas. As questões acerca do tempo são as mais frequentes e mais perseverantes. Pergunta as horas mesmo quando está em frente a um relógio que possa ver facilmente. Esforços anteriores para diminuir este comportamento incluiram responder à questão, ignorar, irem embora e dizer-lhe para estar quieto. Análise: As técnicas passadas foram ineficazes porque possivel
    • C10 – DÉFICE Problema: Curtos periodos de atenção, fraco controlo dos impulsos. Contexto: O Dave é um rapaz de 4 anos de idade, extremamente energético cujo funcionamento se situa nos 2 anos de idade relativamente às competências não verbais. É impulsivo e distraido, não se senta para as refeições, não fica quieto para tomar banho, quando está na casa-de-banho ou para o vestirem. Consegue compreender algumas ordens simples se combinadas com gestos quando está a prestar atenção. No entanto, tais momentos são raros. Esforços prévios para o controlar incluiram reprimendas verbais e castigos físicos. Os pais constataram que ele não entendia que tinha feito mal e tornava-se mais activo e aborrecido. Os pais gostavam da natureza alegre da criança e não queriam usar medicação para controlar o seu nível da actividade. Análise: Aumentar o período de atenção do Dave, o tempo em que ele permanece em tarefa, são competências básicas para o progresso na linguagem, na área de autonomia e para a frequência de um programa pré-escolar. Ele pode iniciar por melhorar a sua atenção e controlar a sua impulsividade durante sessões de ensino curtas e estruturadas nas quais ele saiba o que está a fazer, onde tem de fazer e o que vai acontecer a seguir. Uma organização visível de trabalho e a seguir brincar vai ensinar-lhe a diferença entre o tempo de fazer o que ele quer e o tempo de controlar o seu movimento. Objectivo: Melhorar o comportamento de sentar e a capacidade de atenção de 2-15 segundos. Intervenção: Delimite a sua área de trabalho de forma a que a criança possa ver onde vai trabalhar e onde vai brincar (ver figura 10.6). Comece com uma actividade simples, uma que saiba que o Dave consegue fazer (por exomplo, um puzzle simples de 4 peças). Coloque o puzzle na mesa e remova uma peça para que a criança a coloque no local adequado. Chame-o para a mesa, diga-lhe para se sentar e diga-lhe para completar o puzzle. Elogie-o e dê-lhe uma uva. Em seguida, dirija-o para a àrea de brincar. Após cerca de 30 segundos, chame-o para repetir a tarefa. Da segunda vez, remova 2 peças do puzzle. Novamente, recompense-o com uma uva e um elogio e diga-lhe para ir brincar. Quando a criança ficar habituada a esta rotina (cerca de 60 ensaios), aumente a tarefa removendo duas peça. Siga o mesmo procedimento. Desta forma podemos
    • aumentar a quantidade de trabalho que ele faz antes de se levantar. Não alongue para uma tarefa maior (3 ou 4 peças) até que o David consiga terminar a tarefa mais curta sem necessitar de indução da sua parte. Figura 10.6. Estrutura para aumentar o período de atenção C11 – DÉFICE Problema: Falta de iniciativa em mudar actividades durante períodos de trabalho na escola. Contexto: O Brian é um rapaz de 14 anos com um nível intelectual cuja capacidade é treinável. Na sala de aula ele aprendeu a trabalhar de forma independente numa tarefa estruturada, mas era incapaz de passar à tarefa seguinte sem que a professora acenasse, apontasse ou sem indução verbal da professora. O Brian entendeu a estrutura diária e todos os outros alunos da sala trabalhavam de forma consistente, não necessitando de induções verbais quando terminavam a tarefa. Sem as induções da professora, o Brian senta- se, olha para a professora e não inicia movimentos ou contactos com a professora. Análise: O Brian tornou-se dependente da indução da professora e é reforçado pela sua própria falta de iniciativa de cada vez que lhe é fornecida a indução. A sua capacidade em iniciar uma mudança de uma actividade para outra é essencial para a sua adaptação para uma situação futura de trabalho protegido. Os professores podem desenvolver um sistema de recompensaa com prémios (sistema token) para que o Brian se motive para iniciar o seu trabalho sem necessitar de atenção individual. Objectivo: Guardar trabalho terminado e tirar trabalho novo sem directivas individuais ou atenção da professora. Intervenção: Coloque em uso um sistema token para o Brian no qual ele receba inicialmente um prémio por cada ocasião em que, voluntáriamente, guarde o trabalho terminado e tire trabalho novo sem que seja necessário dirigi-lo
    • pessoalmente através de um acenar de cabeça, de apontar ou verbalizar. Inicialmente, pode induzir o Brian dando uma direcriz ao grupo todo sem olhar para a criança “Lembrem-se têm de guardar o trabalho, sozinhos”. Coloque uma caixa de prémios na sua secretária e, de cada vez que inicie uma acção sem indução, dê-lhe atenção positiva, colocando um prémio na caixa e elogiando-o. De início pode dar-lhe 10 minutos de tempo livre por cada 3 prémios na caixa. Assim que ele iniciar as tarefas por si com maior frequência pode aumentar o número de prémios que ele necessita de juntar para ganhar tempo livre.