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  • 1. NOTÍCIASSHELL Janeiro a Abril de 2011 • número 381“O Brasil éum mercadoestratégicopara a Shell”André Araujo,Presidente da Shell Brasil Petróleo
  • 2. Índice 4 JOGO RÁPIDO 6 NEGÓCIOS 16 SHELL BRASIL PETRÓLEO Com forte potencial de crescimento, a recém-criada Shell Brasil Petróleo reunirá os negócios de Upstream, Trading, Lubrificantes e produção de novas tecnologias do grupo As áreas de Lubrificantes e de Vendas para Clientes no país. Comerciais da Shell, na América Latina, passam a integrar uma nova estrutura, a Comercial Global, 25 com ganhos em sinergia e excelência. OFFSHORE Processos inovadores desenvolvidos pela Shell 8 proporcionam ganhos em custos e prazos nas VIVA BEM atividades de exploração e produção de petróleo e gás. Sessões de Shiatsu na empresa têm sido um proveitoso intervalo para os funcionários relaxarem e renovarem a disposição em suas atividades. 10 EM CENA A 23ª edição do prêmio coroou os melhores trabalhos de 2010. Foram 80 indicações de artistas, em nove categorias no Rio de Janeiro e em São Paulo. 28 HORIZONTES CEO da Shell, Peter Voser faz uma retrospectiva das realizações de 2010 e apresenta uma perspectiva dos desafios por vir, após inaugurar uma nova era de mudança na empresa. 33 INICIATIVA JOVEM Com o apoio de mentores, jovens empreendedores têm agora a oportunidade, na fase da Fábrica de Negócios, de pôr seus projetos em prática. 12 34 POSTOS DE SERVIÇO TECNOLOGIA Parceria com quatro companhias tornou mais suave Processo da Shell de produção de asfalto contribui a manutenção da rede de postos de serviço Shell na para poupar energia e reduzir emissões de CO2 no Alemanha, na Áustria e na Suíça. revestimento do leito de rodovias. 14 35 PARCERIA ARTIGO Shell e National Geographic se unem em programa – O Projeto de Monitoramento de Baleias por Satélite, Grande Desafio Energético – para ampliar e aprofundar apoiado pela Shell, completa dez anos de contribuição a compreensão do consumidor a respeito das questões para ampliar o conhecimento da espécie e melhorar as energéticas de hoje. condições de preservação com uso de alta tecnologia.2 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 3. NOTÍCIASEditorial SHELL UMA PUBLicAÇÃO SHeLL WORLdA Shell iniciou as atividades de 2011 mobilizada por um horizonte de possibilidades COORDENAÇãOque acenam para resultados ainda mais animadores em suas áreas de atuação no Gerência de Comunicação CorporativaBrasil e no exterior. Simone Guimarães Renata MonteiroAs realizações e as perspectivas da companhia no país são a ênfase da entrevista dopresidente André Araujo, publicada nesta edição da Notícias Shell. O executivo PRODuÇãO EDITORIALpercorre as grandes linhas de realizações e de desafios, em negócios, segurança, meio Cajá - Agência de Comunicaçãoambiente e tecnologia.No país, destaca-se a criação da Shell Brasil Petróleo, empresa que nasce com vocação Editor: Octacílio Freirede líder e que vai reunir os negócios de Upstream, Trading, Lubrificantes e produção de Coordenador: Leonardo Mancininovas tecnologias. Após o ano de 2010, em que houve consolidação dos Reportagem: Bruno Seixas, carina Andion, Cristine Gerk, Danielle Ritton, Gabriel Schmidt,investimentos e descobertas encorajadoras no Upstream, a nova empresa, com Julia Caminha e Yasmim Rosasignificativo potencial de crescimento, vai ampliar o papel estratégico do Brasil no Matérias Globais: Shellcontexto global do Grupo Shell. Revisão: carlos nouguéOutra recente iniciativa impulsionadora dos negócios, também destaque nesta edição, Programação Visual: Sergio Pauloé a Comercial Global, a nova estrutura que vai englobar as áreas de Lubrificantes e de Ilustrações: cláudio duarteVendas para Clientes Comerciais da Shell na América Latina. Fotografia: Arquivo Shell, Denilde Leitão,No exterior, a retrospectiva de 2010 e as perspectivas deste ano para a Shell são Luciano Mattos, Marcos Issa, Nelson Pérez e Rogério Reisavaliadas na entrevista especial do CEO Peter Voser. Ele considera que as realizações Logística: Alfa Rosângelaevidenciam que o Grupo cumpriu suas metas operacionais e estratégicas em todas as Impressão: Ediouro Gráficasuas frentes; e os desafios acenam para a necessidade de continuar avançando, poisainda há muito por fazer. CONTATO Av. das Américas, 4.200 – blocos 5 e 6Nas atividades offshore, a Shell tem obtido ganhos com processos inovadores que Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJevidenciam a busca do aprimoramento tecnológico. Na perfuração do Campo Norte, CEP.: 22640 – 102no Qatar, a operação simultânea das tarefas de sonda e de plataforma permitiu Tel.: 21 3984 7014 Fax: 21 3984 7888encurtar prazos e custos. Esses tipos de resultados também têm sido alcançados com o fale@shell.comuso de novos motores de controle digital, que facilitam a perfuração de poços mais Glossário: A expressão upstream abrange as ativi-profundos e através de rochas mais duras. dades de exploração, desenvolvimento e produ-Por sua vez, as parcerias continuam a mover a Shell. Em união com a National ção de petróleo, gás natural liquefeito e monetiza-Geographic, a companhia desenvolve “O Grande Desafio Energético”. É um programa ção de gás. Já downstream se refere às áreasdestinado a ampliar a compreensão dos consumidores sobre as questões energéticas da envolvidas com transporte, distribuição e comer-atualidade, bem como proporcionar referências sobre as atitudes e as prioridades deles. cialização de produtos à base de petróleo para uso industrial e de transporte. O termo offshoreEm outro campo, numa parceria com quatro companhias, a Shell terceirizou as refere-se, por sua vez, às atividades desenvolvidasoperações de manutenção de postos de serviços na Alemanha, na Áustria e na Suíça, em ambiente marítimo.em busca de maior eficiência na gestão da atividade.No âmbito da vida funcional com qualidade, é notável que em menos de seis meses Os artigos assinados e os conceitos emitidos porcerca de 400 pessoas já tenham se beneficiado das sessões de shiatsu, oferecidas terceiros não expressam, necessariamente, a opi- nião da Shell Brasil Ltda. As companhias Shell têmdiariamente pela companhia. A iniciativa faz parte do Projeto Viva Bem, que este ano diferentes identidades, mas nesta publicação asterá foco no estímulo à atividade física, entre outros programas. expressões genéricas “Shell”, “Grupo Shell” eNo começo do ano, o Programa Iniciativa Jovem atingiu a etapa em que os jovens “Grupo de Companhias Royal Dutch/Shell” sãoempreendedores poderão tirar seus projetos do papel. Após um ano de capacitação e, utilizadas, às vezes, por conveniência, no contex-agora, com o apoio de mentores, a fase Fábrica de Negócios permitirá que eles ponham to em que se faz referência em geral às compa- nhias do Grupo Royal Dutch/Shell. Essas expres-em prática o empreendimento idealizado. sões são também usadas quando não tem sentidoNotícias Shell também publica nesta edição um artigo sobre os dez anos do Projeto de identificar uma companhia em particular ou umMonitoramento de Baleias por Satélite, apoiado pela Shell e que, com uso de alta grupo de companhias.tecnologia, tem contribuído para o conhecimento e a preservação da espécie no país.E não faltou celebração neste começo de ano. Foram realizadas em São Paulo e no Riode Janeiro as festas de entrega da 23ª edição do Prêmio Shell de Teatro, quecontemplou os melhores trabalhos realizados em 2010.Boa leituraO editor
  • 4. JOGO RÁPIDO RECORDE DE VENDAS DA ShELL V-POWER • FÓRMULA INDY PARCERIA COM A DUCATI • AEROShELL ASCENDER 1 bilhão de litros de Shell V-Power vendidos O ano de 2010 fechou com o recorde Desde que foi lançada, em 2003, a sumidores. Além desse aspecto, há outros de um bilhão de litros comercializados gasolina Shell V-Power tem apresenta- que colaboram para impulsionar as ven- da gasolina aditivada Shell V-Power do, a cada ano, um volume crescente de das. Ter uma equipe de posto treinada, no Brasil, que representa um dos vendas no país. Na opinião da ger- vendas monitoradas, programas de incen- maiores mercados mundiais de ente de Marketing da Shell, Carolina tivo e revendedores engajados permite que Varejo da companhia. O volume Marques, um dos motivos que ajudam os consumidores saibam cada vez mais corresponde a 22 milhões de tanques a alavancar as vendas é justamente a sobre os benefícios oferecidos pela Shell cheios, abastecidos com o combustível associação da marca com a Fórmula 1. V-Power. desenvolvido em parceria com a Afinal, a parceria de mais de 60 anos Para 2011, a expectativa de crescimento Ferrari. Seria o suficiente para dar 240 com a Ferrari permite que a Shell esteja se mantém, e a equipe de vendas mil voltas ao redor do mundo pela sempre incrementando seus produtos espera superar em pelo menos 6% a linha do Equador. e oferecendo novos benefícios aos con- comercialização atual da gasolina aditivada. Parceria com Ducati renovada até 2013 A Shell prorrogou até o fim da temporada de 2013 a parceria técnica com a Ducati no campeonato de MotoGP. A ampliação do relacionamento vai garantir o desenvolvimento contínuo de lubrificantes da companhia anglo- holandesa numa variedade de climas e sob diversas condições. Por isso, a equipe italiana escolheu a linha Shell Advance como o lubrificante oficial de cada moto Ducati que sai da fábrica, em Bolonha, e disputa nas pistas de corrida por todo o mundo. A Shell tem desfrutado de um relacionamento extremamente produtivo e bem-sucedido com a Ducati, primeiramente no Mundial de Superbikes e, depois, acompanhando a equipe quando ela começou a participar do MotoGP em 2003. Desde então, a parceria foi vitoriosa em 31 corridas e conquistou um título de fabricantes, um de equipes e um de pilotos no MotoGP, além de seis campeonatos de pilotos e nove de construtores no Mundial de Superbike. A Ducati também utiliza em suas motos a gasolina Shell V-Power. Com o compromisso renovado, a Shell vai continuar na busca de maior capacidade de resposta e melhor desempenho para a Ducati, nas pistas de competição, e no desenvolvimento de produtos mais avançados também para seus consumidores.4 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 5. Fórmula Indytambém tem patrocínioO calendário de 2011 do mundo da velocidade começa com O piloto terá também uma parceria especial com anovidades, marcado pelo anúncio do patrocínio da Shell à equipe petrolífera: um layout diferenciado para seu carro nas 500Penske Racing, da Fórmula Indy. O apoio das líderes em tecnologia Milhas de Indianápolis deste ano, que marca o centenáriode combustível e lubrificantes, Shell e Pennzoil, permitirá que as da mais importante corrida de automóveis do calendáriomarcas reforcem ainda mais sua presença no automobilismo. norte-americano.A Penske Racing começou a competir na Fórmula 1 em 1971. hoje, Além da parceria com a Penske, as empresas do Grupoalém de disputar a Fórmula Indy, a escuderia participa da principal Shell têm diferentes programas de cooperação tecnológicacategoria da Nascar, a Sprint Cup – campeonato de Stock Car. Assim na área, como a parceria com a Ferrari na Fórmula 1,como a Ferrari na Fórmula 1, a Penske também tem um piloto com a Ducati na MotoGP e com a hendrick Motorsportsbrasileiro guiando seus carros, helio Castroneves. na Nascar. AEROShELL ASCENDER O lubrificante de nova geração da Shell A Shell Aviation está lançando no Brasil o AeroShell Ascender, primeiro lubrificante do mercado que, além de ter alta estabilidade uma nova tecnologia voltada para motores a turbina. térmica, produz baixa carbonização, não agride os selos do motor e Atualmente há dois tipos de lubrificantes de Aviação: o de segunda evita vazamentos de óleo nesse componente. geração, com elevado nível de carbonização, projetado na década As principais vantagens da avançada fórmula se traduzem de 1970, e o de terceira geração, produzido nos anos 90, com em maior confiabilidade; redução do tempo de paralisação da baixo nível de carbonização, mas que pode apresentar problemas de aeronave para reparos; redução dos custos de manutenção dos vazamento nos selos do motor, uma vez que seu aditivo pode reagir motores; e economia e melhor performance durante o voo. com os diferentes materiais utilizados na confecção dos selos. Desde dezembro de 2010, por meio do interesse da TAM De tecnologia inovadora, o AeroShell Ascender foi desenvolvido em verificar os benefícios dessa nova tecnologia, o AeroShell para atender às exigências dos potentes motores de turbina Ascender está voando nos motores IAEV2500 de duas utilizados pelo mercado. O principal benefício do novo óleo é ser o aeronaves A319, que realizam a ponte aérea Rio – São Paulo. Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 5
  • 6. NEGÓCIOS cOMeRciAL GLOBAL novos produtos e expansão do negócio no país C A partir de 2011, as áreas de om crescimento de 30% no volume comercializado e de Lubrificantes e de Vendas para Clientes 14% de participação no mer- cado de lubrificantes em Comerciais (B2B) da Shell na América 2010, o Brasil mostra mais Latina passam a fazer parte de uma uma vez por que é alvo prioritário dos inves- timentos do Grupo Shell. Prevendo essa nova estrutura, denominada Comercial expansão, a empresa investiu fortemente Global. Essa nova divisão global de em 2010 na Fábrica de Lubrificantes, loca- lizada na Ilha do Governador, no Rio de negócios permitirá que essas áreas Janeiro. Além disso, outras modificações serão feitas na planta, ainda este ano, por aumentem suas sinergias e enfrentem causa da revisão do portfólio. Novos lubrifi- o desafio de expandir o negócio nos cantes serão desenvolvidos para as linhas automotiva e industrial, o que reforçará a próximos anos, com foco no cliente e liderança da marca e da tecnologia da empresa no mercado brasileiro. excelência operacional. Para André Araujo, presidente da Shell Bra- sil, os bons resultados alcançados pela área6 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 7. Guilherme Perdigão Vice-presidente de Comercial Global para a América Latinasão decorrentes do trabalho desenvolvido expatriado em houston, ele entende queem conjunto pela companhia e pelas empre- esta é uma chance de desenvolvimento numsas parceiras. “Lubrificantes teve um cresci- contexto globalizado, e a flexibilidade de sermento significativo no ano de 2010 e tem expatriado permite crescer junto a outrasamplo espaço de crescimento no país. Esse áreas desafiadoras.resultado é fruto do desenvolvimento de “Uma operação global integrada trazparcerias comerciais com clientes estratégi- conhecimentos diferentes, e essa novacos, como Vale e Scania, e a tendência é que estrutura da área de Lubrificantes vai per-continuemos a ganhar força nesse merca- mitir que o funcionário atue globalmente.do”, destacou Araujo. O desafio traz boas perspectivas de carreira,Nas palavras do vice-presidente de Comercial permite maior contato com pessoas deGlobal para a América Latina, Guilherme Per- outros países e promove uma inserçãodigão, a Shell passa a ter, a partir de agora, a É a oportunidade de regional/global maior do que em outrasmaior estrutura da indústria em escala mun-dial, o que evidencia sua vantagem competiti- fazer parte do maior áreas”, destaca Almeida.va. “Nenhuma outra empresa do segmentotem uma área tão ampla quanto a que a negócio global voltado Mudanças na operaçãoempresa está criando para a área de Lubrifi- para Clientes Comerciais No Brasil, a área de Comercial Globalcantes”, afirma. englobará somente as operações de Lubrifi-Para Perdigão, o principal desafio é conse- e Lubrificantes ” cantes por meio da Shell Brasil Petróleo, jáguir crescer com rentabilidade e manter o que a área de comercialização de combustí-alto nível de excelência operacional. veis vai operar no escopo da Raízen, a joint“A indústria de combustíveis e lubrificantes crescimento, uma das tendências do Grupo venture proposta com a Cosan. Apesar de secresceu 14% em 2010, e precisamos acom- é fazer do Brasil um dos centros de excelên- alocarem em estruturas diferentes, as áreaspanhar o desenvolvimento dos grandes gru- cia operacional global para a área. Por isso, continuarão interagindo por intermédio depos empresariais de setores-chave, tais há vários cargos regionais e globais da estru- um ponto focal no Brasil, que gerenciará ocomo mineração, construção, concessioná- tura de Comercial Global que operam com relacionamento entre as empresas no que serias e ferrovias, por exemplo. A meta para os base no Brasil. refere à comercialização de lubrificantes,próximos três anos é duplicar o resultado Um desses exemplos é Leila Prati, diretora que inclui a venda de lubrificantes Shell nadas operações de Lubrificantes no Brasil”, global de Marketing para a marca Shell rede Shell de postos.ressalta Perdigão. helix. Leila é responsável por definir estra- “Algumas pessoas interpretam a separação noUma das estratégias para impulsionar o tégias globais para o produto e fazer as adap- Brasil das operações de Combustíveis, dentrocrescimento no Brasil em setores-chave da tações necessárias a cada mercado que da joint venture com a Cosan, e Lubrificantes,indústria e fidelizar os clientes é oferecer comercializa o lubrificante. na Shell Brasil Petróleo, como uma limitaçãoprodutos diferenciados que atendam aos Segundo a diretora, a expansão da área das oportunidades de carreira pela aparentequesitos exigidos atualmente pelo mercado oferece ainda mais oportunidades de redução dos negócios de Downstream que ope-e que, ao mesmo tempo, causem menos deslocamento para os funcionários das ramos no Brasil. Mas acontece justamente oimpacto ambiental. áreas de Lubrificantes e Comercial, já contrário. Com esse investimento sem prece- que sob uma mesma estrutura eles têm dentes no Brasil, a Shell fará parte, por meio daCrescimento profissional mais flexibilidade para assumir outros Raízen, de uma das maiores empresas privadas cargos e possibilidade de desenvolver do Brasil, com ativos três vezes maiores do queA nova estrutura não representa uma opor- diferentes habilidades. tínhamos na operação de combustíveis, o quetunidade de crescimento apenas de negó- Quem corrobora essa ideia é Antônio se configura como uma excelente chance decios, mas também pessoal e profissional. Almeida. Com 17 anos de empresa e um na desenvolvimento profissional. Ao mesmoAfinal, os funcionários que fazem parte des- função de diretor de Desenvolvimento de tempo, temos a oportunidade de fazer parte dose novo escopo terão mais um desafio: Negócios de Supply Chain para as Américas, maior negócio global voltado para clientesentender a cultura dos países vizinhos e Almeida é o responsável pelas estratégias de comerciais e lubrificantes da indústria desaber como lidar em mercados com caracte- investimento e desinvestimento da Shell na petróleo, e ainda ser líder mundial em lubrifi-rísticas tão diferentes. região e cuida, também, da análise de estra- cantes e em tecnologia e inovação de combus-Por ser um país-chave e estar em franco tégia e portfólio dos negócios. Atualmente tíveis”, concluiu Perdigão. Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 7
  • 8. VIVA BEM SHiATSU Como estou grávida, isso é muito importan- te. Faço shiatsu desde os quatro meses de gestação e adoro!”, diz Vanessa com entu- siasmo. A atividade também ganhou adesão entre os homens. José Pinheiro, da área de Logística, resolveu participar para aliviar dores muscu- Uma pausa em benefício de todos lares. “Além do relaxamento muscular, sinto mais disposição para as tarefas diárias e um equilíbrio melhor para as tomadas de deci- são. A massagem é no corpo, mas a mente No meio da rotina também fica mais relaxada e mais bem pre- parada para os desafios”, acrescenta. agitada de trabalho, um Na Barra, o mérito de tantos benefícios está intervalo garantido pela nas mãos da fisioterapeuta Cristiane Olivei- ra da Costa. “Na Shell não há perfil específi- empresa para relaxar e co: todos procuram a atividade, homens, ganhar uma boa mulheres, jovens. A maior queixa dos fun- massagem. Parece cionários é tensão no músculo trapézio (na nuca e no ombro). As mudanças são visí- sonho, mas já acontece veis. Os próprios funcionários, quando che- desde outubro na Shell. gam, dizem que estão com dor de cabeça ou muscular, agitados, e depois melhoram de tudo isso”, conta Cristiane. A Patrícia Muniz, da Controladoria, é a prova agenda fica lotada toda semana de que Cristiane está certa. Ela vinha sentin- e ainda há lista de espera. “Rece- do muitas dores de coluna nos últimos bemos um feedback muito posi- meses. Depois que conheceu o programa de tivo de relaxamento e melhora shiatsu, aderiu à prática e tem sentido mui- no trabalho. O shiatsu diminui o tas melhoras na saúde: “Eu até durmo estresse e a adrenalina, melhora o sistema cir- melhor. Sinto uma sensação de alívio, como culatório, ajuda em problemas osteomuscu- se tivessem me tirado um peso. A minha lares e garante um tempinho para a pessoa postura ao sentar no meu ambiente de tra- cuidar de si”, explica Maurício Souza, Geren- balho melhorou muito”. te Saúde da Shell. Atividade de Shiatsu, que faz parte O simples gesto de sair um pouco da cadei- do Programa Viva Bem, já beneficiou São 22 atendimentos na Barra por semana, cerca de 400 funcionários, desde ra de trabalho e “arejar” já é relaxante em si. sempre às terças-feiras, das 9h às 18h, no a sua implantação em 2009 A secretária Vera Siqueira também descreve consultório do prédio. A massagem é feita a sensação de alívio após as massagens, o por uma terapeuta especializada e dispõe de qual não é apenas físico, mas também men- acessórios para ajudar no relaxamento, como sagens durante o expediente nos workshops tal: “Apesar de a sessão durar apenas 15 fones de ouvido com músicas calmantes. As que frequentava sobre melhorias para a vida minutos, sinto melhora na tensão muscu- sessões duram 15 minutos. Na Ilha do dos funcionários na empresa. “Era o meu lar e na saúde física em geral”. Governador, a atividade começou a ser prati- sonho de consumo. Agora faço semanal- A atividade faz parte do programa Viva cada em novembro e ocorre às quintas-feiras. mente. Quando saio de casa já lembro que Bem, da Shell, que visa investir na qualida- “Na Ilha, começamos o shiatsu com metade ‘hoje é dia de shiatsu’. Sinto como se ganhas- de de vida dos empregados. Entre os prin- do dia (13h às 18h), pois não sabíamos como se uma nova dose de entusiasmo”, revela. cipais pilares da iniciativa da empresa, seria a demanda. Como a procura foi grande, Para Vanessa Moura Rosa, assistente admi- estão o incentivo a atividade física, uma ali- colocamos o dia inteiro (das 9h às 18h)”, elo- nistrativa de Exploração e Produção, o shiat- mentação saudável, o controle do tabagis- gia Barbara Turibio, enfermeira do Trabalho. su é uma ajuda para viver com mais tranqui- mo e o aconselhamento de saúde para fun- Tania Martinz Gil de Alcantara, assistente lidade a gestação. “No dia a dia acabamos cionários de risco. O programa começou de Pagamentos, conta que trabalha na Shell ficando tensos e ansiosos, o shiatsu me ajuda em setembro de 2009, e cerca de 400 fun- há 35 anos e sempre sugeriu a oferta de mas- a relaxar e ter um tempinho só para mim. cionários já foram atendidos.8 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 9. Evento, que faz parte do Programa Viva Bem, reuniu funcionários e seus parentes no Rio Certificado celebra 12 anos sem acidentes com afastamentoCaminhando com a Shell, Atingir a marca de zero acidente. Essa é a metafuncionários e parentes da Shell para todas as suas operações. A segu- rança e o bem-estar dos funcionários é uma pre-Criado em 2009 e responsável pelo estímulo à qualidade de ocupação constante na companhia, que tratavida dos funcionários da Shell, o programa Viva Bem realizou o com rigor as questões que envolvem segurança.I Evento de Corrida e Caminhada Shell, no dia 25 de março. A Para celebrar um tempo recorde sem acidentesiniciativa reuniu mais de 30 pessoas na Lagoa Rodrigo de Freitas, com afastamento num de seus postos de traba-no Rio de Janeiro. lho, a Shell entregou no dia 29 de março oKaren César, uma das organizadoras do programa e responsável primeiro Goal Zero Safety Certificate à empre-pela coordenação das atividades de corrida, explicou que, neste sa de engenharia FMC Technologies, pelos 12evento, os parentes foram convidados a participar para aumentar anos sem acidentes com afastamento no Centroa motivação dos funcionários: “Com esse tipo de ação, pretende- de Suporte ao Cliente, em Macaé.mos garantir o bem-estar dos profissionais por meio da mudança Essa certificação é parte do programa globalde comportamento, o que inclui estímulos a práticas esportivas, de Segurança do Trabalhoorientação nutricional e cessação do tabagismo”. da Shell junto aos fornece-Além da caminhada, foram oferecidas sessões de shiatsu, café da dores que buscam atendermanhã e atendimento médico. Uma equipe estava no local para às normas e às expec-medir a pressão arterial dos participantes e fazer outras avalia- tativas de segurança dações médicas. Houve ainda distribuição de brindes e um sorteio companhia. A premiaçãosurpresa no fim do evento. teve a participação deKaren lembrou que a Shell estimula seus funcionários a participar funcionários da Shell e dade corridas e subsidia 50% do custo da inscrição. No entanto, o I FMC, que reconheceram aEvento de Corrida e Caminha Shell foi o primeiro encontro externo importância do certificadoorganizado pela Shell com suporte dos seus parceiros. e discutiram o desafio deDe acordo com Karen, é uma forma de conscientizar os funcio- ficar por tanto tempo semnários e seus parentes da importância da atividade física para o acidentes graves.bem-estar. O encontro também estreita as relações interpessoais Para Luiz Humberto, gerente Comercial e Marke-entre os profissionais, o que gera um impacto positivo no clima ting da FMC, o certificado de segurança da Shellorganizacional. é muito importante para a FMC: “Trata-se do“A Shell se preocupa com saúde dos colaboradores e considera reconhecimento de todo o trabalho desenvolvi-importante a participação de suas famílias. Também acreditamos do para chegarmos à meta de zero acidentesque a prática de esportes estimula a superação e a liderança, tão buscada pelas indústrias. Sermos os primei-sobretudo a corrida, que demanda concentração e estratégias ros a receber esse reconhecimento da Shell nopara melhorias de desempenho. Dessa forma, os funcionários de- país nos dá ainda mais força para continuarsenvolvem essas competências, o que tem um impacto positivo com nossa determinação de termos a seguran-nas atividades realizadas no escritório”, afirmou. ça como principal foco do nosso trabalho”, conclui. Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 9
  • 10. EM CENA PRêMiO SHeLL abram-se as cortinas para o teatro nacional Se o Prêmio Shell de Teatro conquistou reconhecimento no país por valorizar o talento dos protagonistas desta arte, sua 23ª edição reforçou ainda mais esse prestígio e coroou os melhores trabalhos de 2010. Ao todo, foram 80 indicações divididas em nove categorias no Rio de Janeiro e em São Paulo. D esde a sua estreia em 1989, o prê- Paulo, o evento, ocorrido no dia 15 de mar- ficado é maior, ainda mais por ter um júri mio visa promover novos talen- ço, além da satisfação dos artistas premia- tão forte como esse. Momentos assim nos tos e reconhecer a contribuição dos, proporcionou a consagração da atriz fazem parar e fazer uma retrospectiva do que dos artistas para a cultura nacio- Maria Alice Vergueiro – a homenageada fizemos em nossas vidas e avaliar se valeu a nal. A cada edição, grandes especial da edição paulista. A apresentadora pena. E receber esse reconhecimento da nomes se juntam a promissoras revelações em Beth Goulart lembrou que Maria Alice luta categoria confirma a escolha que fiz”, disse cerimônias que, acima de tudo, têm o teatro há mais de 50 anos pelo teatro e, por isso, a Maria Alice, após receber o troféu. brasileiro como grande estrela. homenagem é mais do que merecida. Os vencedores Luciano Chirolli (As três O clima de celebração marcou as festas de “Ganhar esse prêmio é uma honra. Já recebi velhas) e Bete Dorgam (Casting) também entrega do Prêmio Shell de Teatro. Em São um Shell anteriormente, mas agora o signi- ressaltaram a importância da premiação. “hoje é uma noite em que todos são vence- dores”, celebrou a atriz ao ganhar o prêmio por seu desempenho nos palcos paulistas. Além disso, Chirolli acrescentou que “pro- jetos assim são importantes para incentivar os artistas a desenvolver uma carreira como a de Maria Alice”. A peça Escuro, líder de indicações da edição em São Paulo, venceu em três categorias. Theodoro Cochrane ganhou o troféu de Figurino. Pelo trabalho de cenografia reali- zado no espetáculo, foi premiada a dupla Marisa Bentivegna e Leonardo Moreira. Além de ganhar por Cenário, Leonardo Moreira foi reconhecido ainda pela autoria da obra. Já na categoria Direção, o consagrado foi Rodolfo García Vázquez, que concorria com duas indicações. Fernanda Maia con- quistou o troféu pela direção musical de A escultura do prêmio, Lamartine Babo, e Caetano Vilela foi pre- conquistada no Rio por Marcos Nanini e Mariana Lima miado pela Iluminação de Dueto para um. O Grupo Dolores Boca Aberta Mecatrônica10 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 11. Grupo de artistas contemplados com o Prêmio Shell de Teatro 2010 no Rio de Janeirode Artes ganhou na Categoria Especial pela Jô Bilac levou a melhor na disputa comopesquisa e criação de A saga do menino dia- melhor autor por Savana glacial. Namante – uma ópera periférica. categoria Direção, o prêmio foi para JoãoNo Rio de Janeiro, o destaque foi o espetá- Fonseca pelo trabalho em Maria do Cari-culo Pterodátilos, vencedor nas três catego- tó. Entre os figurinos, Marcelo Pies ven-rias em que concorreu: Marco Nanini e ceu com Hair. Já na Iluminação, o júriMariana Lima, por suas atuações, e Daniela elegeu Tomás Ribas por Rock Antygona. AThomas pelo cenário. A festa aconteceu no singular linguagem corporal do espetá-dia 22 de março, no Jockey Club da Gávea. culo Fragmentos de Desejo rendeu a AndréNo palco, Nanini lembrou que disputou a Curti e Artur Ribeiro a premiação naprimeira edição do prêmio, em 1989, e Categoria Especial.comemorou ter recebido enfim a homena- A tarefa de escolher os melhores entregem. O ator também agradeceu à Shell a tantos excelentes trabalhos encenadosmanutenção da premiação por tanto tem- nos palcos do Rio de Janeiro coube aopo: “O teatro precisa muito disso”. júri: Fabiana Valor (atriz e bailarina), A grande homenageada da noite, Nathalia João Madeira (diretor do grupo Afro Reg-Timberg, destacou a importância do teatro gae), Jorginho de Carvalho (iluminador),e da premiação para sua carreira. “Vida no Sergio Fonte (dramaturgo, diretor e ator)teatro é um sonho vivido em estado de vigí- e Tânia Brandão (pesquisadora e profes- Maria Alice Vergueiro,lia. hoje estou vivendo o sonho do reco- homenagem especial no Prêmio sora de história do Teatro Brasileiro). Emnhecimento pelos meus pares”, afirmou. Shell de Teatro, São Paulo, os responsáveis pelas escolhasOs artistas do Rio de Janeiro também em São Paulo foram Alexandre Mate (professor e pes-salientaram o valor que o Prêmio Shell de quisador teatral), Merece Salomão (auto-Teatro representa para a categoria. “Este é ra teatral e jornalista), Mario Bolognesium momento especial do teatro, que mere- (professor e pesquisador de teatro), Noe-ce de nós todo o respeito”, completou mi Marinho (atriz, dramaturga e direto-Nathalia Timberg. ra) e Valmir Santos (jornalista). Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 11
  • 12. POSTOS DE SERVIÇO Parceiros PERFEITOS São quatro as companhias parceiras responsáveis pela rede de postos de serviço Shell na Alemanha, na Áustria e na Suíça. Mas como conseguem que uma organização tão complexa funcione tão suavemente? Vamos dar uma olhada na imagem mutável da manutenção de postos de serviço. A bomba de combustível está “Na realidade, existe uma razão crucial para ção’, trabalhando nos bastidores.” fazendo um barulho estranho? nossa decisão de terceirizar a área pouco a Então, quais são as minúcias por trás do O ar-condicionado parou de pouco”, explica Erich Brun, gerente da Facili- conceito? funcionar? Qual é a melhor ty Management Company (FMC) para o maneira de redesenhar e refor- grupo DACh, que reúne a Alemanha, a Áus- uma confiança profunda mar a loja do posto? Esses são apenas alguns tria e a Suíça. “Em setembro do ano passado, exemplos da variedade de aspectos que nós finalmente nos desligamos da parte ope- As quatro companhias com que a Shell tra- podem fazer parte das atividades de manu- racional do negócio. Desde então temos sido balha são tratadas como parceiros, com tenção de postos de serviço. o que se poderia chamar de ‘volante de dire- igualdade (ver box). Operando lado a lado12 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 13. e não como concorrentes, elas se comuni-cam entre si e decidem sobre a melhormaneira de lidar com as questões à medidaque estas se manifestam.“Normalmente, o processo transcorremuito suavemente, nos bastidores, sem Agora, estamosnenhuma intervenção da equipe técnica colhendo osdo varejo”, diz Erich. “Percorremos umlongo caminho juntos até termos condi- benefícios,ções de delegar a esse ponto a manuten-ção dos postos, e agora estamos colhendo após delegar aos benefícios.” manutençãoÉ tal a confiança que a Shell tem em seusparceiros, que até lhes conferiu responsa- dos postos”bilidade por questões mais delicadas,como o complexo planejamento do orça- Erich Brunmento para as operações do dia a dia. A Gerente da Facility ManagementShell simplesmente especifica o arcabou- Company (FMC) para o grupo DAChço financeiro geral e deixa o resto porconta dos parceiros. Internamente, Eriche seus colegas trabalham juntos emestreita colaboração com o Centro deExcelência Técnica da Rede Varejista –uma equipe central da Shell que perma-nece a postos para oferecer orientação e Impulsionando o progresso juntosdicas, além de ajudar a implementardiretrizes e padrões globais. Johnson controlsCom o desenvolvimento do trabalho, os Em parceria com a Shell em 28 países, a Johnson Controls cuida da manutençãoparceiros passaram a adaptar cada vez de 14.000 postos de serviço na Europa, na Ásia e nas Américas. Encarrega-se damais suas estruturas à da Shell. Agora, a gestão das instalações, o que inclui manutenção contínua, substituição de bombasCoteba e a Johnson Controls já não de combustível e suporte em questões técnicas e emergências.lidam com a Alemanha, a Áustria e a Suí-ça como países separados, mas sim como cotebaum grupo, como faz a Shell. Trabalhando com a Shell em toda a Europa, na América do Sul e também no Canadá, a Coteba é uma empresa de gestão de projetos para investimento,Partilha de valores como, por exemplo, construção de novos postos, demolição de postos obsoletos, reformas de vulto e projetos que requerem autorização.Todos os parceiros encaram a segurançacom muita seriedade, adotando o Goal URSZero nos postos de serviço e trabalhando A URS, que vem operando com a Shell em toda a Europa desde o início deexclusivamente com contratados treinados setembro de 2010, presta serviços ambientais como limpeza após o derrame dee credenciados em hSSE. Eles se reúnem combustível em instalações, proteção ambiental, engenharia geotécnica e gestãoregularmente para discutir segurança e do lixo.compartilhar suas respectivas experiências eideias sobre melhoramentos, além de CB Richard Ellisimplementar suas próprias campanhas de Companhia do setor imobiliário comercial, a CB Richard Ellis proporciona gestãoSafety Day (Dia da Segurança). de portfólio e gestão de transações à Shell Retail em 16 países europeus. NegociaE, o que não é o menos importante, os par- e lida com contratos de arrendamento, gerencia o portfólio de propriedades deceiros estão em pé de igualdade com a Shell domínio absoluto da Shell, que se compõe de mais de seis mil imóveis, e sequando se trata de buscar o máximo de efi- encarrega do subarrendamento de outras mil propriedades.ciência por meio de novos contratos, con-ceitos e enfoques. Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 13
  • 14. PARCERIA O grande DESAFIO ENERGéTICO Programa de conscientização une Shell e National Geographic Temos de admitir que a parceria de uma empresa energética internacional com uma das maiores editoras de material educativo e ambiental do mundo possa despertar ceticismo. Mas, como explica o vice- presidente executivo de Comunicação da National Geographic, os verdadeiros beneficiários da parceria com a Shell são os cidadãos E informados e nquanto a população mundial se de Desafio Energético. Trata-se de uma ini- preocupados com a aproxima rapidamente dos sete ciativa destinada a aprofundar a compreen- bilhões, como faremos para aten- são do consumidor a respeito das questões questão energética. energéticas e que, ao mesmo tempo, ajuda a der à crescente demanda de ener- gia de forma responsável e sus- Shell a compreender melhor as atitudes e as tentável? Essa é a pergunta que devemos prioridades do consumidor. fazer a nós mesmos, como sociedade e como Betty hudson acaba de comemorar dez indivíduos. Para nos ajudarem a compreen- anos de trabalho na National Geographic, na der melhor o alcance e a profundidade da supervisão das atividades estratégicas de atual situação energética, a Shell e a Natio- comunicação. Falando por telefone da Vir- nal Geographic lançaram um programa de ginia, EUA, ela responde enfaticamente à parceria de três anos denominado O Gran- pergunta: “Quem contatou quem?”14 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março de 2011 2011 Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de
  • 15. rar as soluções e fornecer às pessoas infor- “Uma percentagem muito grande dos atu- mações que possam levá-las a agir.” ais negócios da Shell tem a ver com petró- A National Geographic já estava à procura de leo, mas a companhia assume seriamente a um veículo para conduzir esse enfoque mais responsabilidade de lidar com a questão proativo quando, nas palavras de Betty: energética e desenvolve opções inovadoras “Com a harmonia que rege os aconteci- para o fornecimento de uma energia mais mentos neste mundo, um pacote de bro- limpa e mais eficiente aos clientes. Observa- churas sobre os Cenários Energéticos da mos uma atitude aberta à consideração das Shell para 2050 chegou à minha mesa. realidades do planeta e estamos muito satis- Minha reação foi: ‘Uau, nós devíamos fazer feitos com os resultados da parceria.” alguma coisa juntos!’” Engajamento com a mídia um recurso unificado The Great Energy Challenge é uma inicia- Esse telefonema foi o ponto de partida para tiva do programa de Identidade Corpora- uma edição da National Geographic dedica- tiva da Shell, que mantém parcerias com da à energia e patrocinada pela Shell, publi- diversos veículos da mídia, tais como BBC cada em junho de 2009, a primeira vez em World, Newsweek, CNBC, Euronews, Inter- que a revista foi impressa em diversos idio- national Herald Tribune, Scientific Ameri- mas. Seu êxito inspirou uma sessão de ca, Financial Times, Harvard Business brainstorming que resultou em The Great Review e The Economist. Energy Challenge, ou O Grande Desafio Nos últimos dez anos, a National Geogra- Energético, lançado em maio de 2010. phic se diversificou em televisão a cabo The Great Energy Challenge é um concen- como organização concessora de subsídios trador, ou hub, no website da National Geo- para fins científicos. A emissora atinge 350 graphic, que oferece notícias e artigos sobre milhões de pessoas por mês por meio de seu energia, além de ferramentas divertidas, website e muitas outras centenas de milhões como a Personal Energy Meter (Medidor por seu canal de televisão e suas publica- Pessoal de Energia), a Energy Diet (Dieta ções. E a organização tem dois milhões de Energética) e Global Footprints (Pegadas fãs no Facebook. Globais), que testa e desafia os conheci- A credibilidade da National Geographic não mentos dos usuários sobre questões passa despercebida entre educadores e estu- ambientais. Uma vez registrado, o usuário dantes universitários, nem nas salas de aula pode utilizar um recurso unificado e obter em que existe uma fome de informação uma mudança positiva da maneira como relativa à energia. Chegar até esses educados“Eu contatei a Shell”, afirma ela, com seu encara – e consome – a energia. tomadores de decisão do futuro é uma tare-entusiasmo característico. “Durante os últi- Nem a Shell nem a National Geographic fa empolgante, tanto para a Shell quantomos cinco anos, nós, da National Geogra- foram ingênuas com relação à possível para a National Geographic.phic pensamos muito sobre como engajar repercussão de sua aliança. “Pensamos O enfrentamento do desafio receberá umanosso público nas questões do momento. seriamente sobre a parceria, como fazemos grande contribuição do The Great EnergySempre publicamos histórias excelentes, no caso de todo parceiro potencial”, diz Challenge à medida que ele estimular ummas nosso enfoque relativo ao ambiente Betty. “Tivemos uma conversa muito fluxo de comunicação nos dois sentidos.era: ‘Vamos apresentar o trabalho de manei- objetiva sobre a possibilidade de sermos “Eu gostaria que formássemos uma comu-ra convincente, e as pessoas notarão, ficarão acusados de ‘green-washing’ ou colocados nidade de pessoas que nos dessem suas pró-interessadas no assunto e motivadas a deci- numa posição difícil devido à parceria, prias dicas e ideias”, diz Betty. “Se conse-dir o que fazer’. Mas agora acreditamos que mas reconhecemos que a Shell se reposi- guirmos uma participação ativa dosexplorar o planeta significa também explo- cionou como empresa energética.” indivíduos, será fabuloso.” Janeiro/Fevereiro/Março/Abrilde 2011 llNOTÍCIAS SHELL 15 Janeiro/Fevereiro/Março de 2011 NOTÍCIAS SHELL 15
  • 16. SHELL BRASIL PETRÓLEOBRASiLInvestimentosreafirmamposiçãoestratégica noGrupo Shell
  • 17. Recém-criada, a Shell Brasil Petróleo vai E com relação ao nível de produção no país, como foi o ano?reunir os negócios de Upstream, Trading Em 2010, atingimos um recorde no volu-(área de comercialização de petróleo bruto), me diário produzido, com 115 mil barris de petróleo nos campos de Bijupirá & SalemaLubrificantes e produção de novas e Parque das Conchas. Ainda no ano passa-tecnologias do Grupo Shell no país. do, atingimos a produção bruta de 34 milhões de barris nas áreas operadas pela empresa, ultrapassando em 30% a metaC estabelecida para o ano. A Shell é a petrolí- om mais de US$ 3 bilhões Como foi o desempenho das atividades de fera internacional com maior produção no investidos somente em Explo- Upstream? Brasil, e esperamos continuar com nossa ração e Produção (E&P) e No segundo semestre, comunicamos à posição de liderança na área. Para isso, con- mais de R$ 20 milhões já Agência Nacional do Petróleo, Gás Natu- tamos com a segunda fase do Parque das destinados à Pesquisa & ral e Biocombustíveis (ANP) a presença de Conchas, que não é uma promessa, e simDesenvolvimento (P&D) de projetos rela- hidrocarbonetos em duas perfurações, que um projeto aprovado. Seu desenvolvimen-cionados às atividades de Upstream, a nova chamamos de Massa e Gato do Mato. Ain- to está a pleno vapor para chegarmos aoempresa nasce grande, líder entre seus pares da é muito cedo para avaliar a comerciali- primeiro óleo em 2013.internacionais e com forte potencial de dade desses poços, mas posso dizer que ascrescimento. O Brasil, considerado um dos descobertas são encorajadoras. Agora é Também houve avanços na área de Lubrifi-seis destinos prioritários para investimentos aguardar o ano de 2011, em que novas per- cantes?em E&P no contexto global da Shell, será a furações serão necessárias para termos uma Sem dúvida. O mercado cresceu 11% emsede ainda da Raízen, joint venture formada análise adequada da comercialidade desses 2010, e o nosso volume comercializado decom a Cosan para operacionalizar o negó- anúncios. lubrificantes aumentou 30% em 2010, emcio de Downstream, com foco especial em especial graças a parcerias comerciais combiocombustíveis. clientes estratégicos. Além disso, fizemos no“Somos uma companhia de primeiros, que ano passado uma série de melhorias no pro-tem o pioneirismo como meta, e pretende- cesso de produção e distribuição de nossamos continuar a desempenhar esse papel no fábrica de lubrificantes, localizada na Ilha doBrasil”, garante o presidente da Shell Brasil Governador, como a introdução de paletiza-Petróleo, André Araujo. ção, o que melhora nosso nível de serviço para nossos clientes. Esse é um negócio reco-O ano de 2010 foi bastante movimentado nhecidamente com espaço enorme parapara a Shell no Brasil. Poderia fazer umbalanço dos principais resultados? A Shell é a desenvolvimento, e temos tido todo o supor- te do time global para isso. A tendência éTivemos um ano extremamente positivocom relação a resultados financeiros e indi- petrolífera continuarmos a ganhar força nesse mercado.cadores de saúde e segurança. Em termos de internacional Diante de tantas conquistas, o que o senhorestratégia, o que mais sobressaiu foi a conso-lidação de nossos investimentos. Anuncia- com maior espera para 2011? O ano promete ser histórico, de consolida-mos a criação da joint venture (JV) com aCosan, que vai operacionalizar nosso negó- produção no Brasil ção e crescimento. Particularmente estou muito satisfeito. A companhia vem desen-cio de Downstream.E, na área de Upstream, fechamos em outu- e esperamos volvendo sua posição no país há 98 anos, e esperamos que, quando comemorarmos obro a aprovação da segunda fase do Parquedas Conchas, o que garantirá crescimento e continuar com centenário em 2013, essa organização vá ter um perfil e uma performance ainda melho-manutenção de nosso fluxo de produção. Éum projeto gigantesco, com um volume de nossa posição res. Todos os membros do comitê executivoinvestimentos enorme, configurando uma de liderança” do Grupo Shell nos dão total suporte em relação a perspectivas de futuro no país.clara demonstração de que o país é extrema- Estou seguro de que trabalhar na Shell Brasilmente estratégico, no contexto global, para Petróleo — entidade que surge a partir da André Araujonosso segmento de E&P. conclusão da formação da JV — vai ser Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 17
  • 18. FuNDAÇãO SHELL SHELL BRASIL PETRÓLEO extremamente motivador e desafiante. Em diversos de nossos blocos, esperamos per- dades e nas potenciais consequências. Essa A Shell Brasil Petróleo, que terá sua sede no furar até dez poços nos próximos dois anos. preocupação faz parte de nosso dia a dia. Des- Rio de Janeiro, já nasce grande, numa posi- Além disso, em lubrificantes, estamos investin- tacamos bastante a dimensão e escopo disso ção estratégica dentro do Grupo Shell e com do em nossa fábrica na Ilha do Governador. para nossos funcionários. Não é só uma ques- potencial de crescimento muito forte. Vamos crescer em vendas e melhorar ainda tão de mostrar o que fizemos, mas um traba- mais nossa excelência operacional. lho intenso. As questões socioambientais real- Quais os destaques nesse plano de crescimento? mente são parte integrante do projeto. Além das atividades relativas à segunda fase do De que forma a companhia pretende supe- Parque das Conchas, teremos em 2011 um rar os desafios específicos do desenvolvimento Há uma grande expectativa na indústria desafio extremamente motivador: nosso pri- de atividades de exploração em terra? quanto à realização de novas rodadas de meiro projeto de E&P onshore, ou seja, em Iniciamos em 2010 uma avaliação socioam- licitação. Como a Shell vê esse horizonte? terra, na Bacia de São Francisco. Para este ano, biental da região e, este ano, vamos focar nas Os leilões são importantes para a empresa, já planejamos a realização de análise sísmica. comunidades que estão perto de nossas ativi- porque mantêm o ciclo das operações. Além18 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 19. Teremos em 2011um desafioextremamentemotivador: nossoprimeiro projeto deE&P onshore,na Bacia de SãoFrancisco”André Araujodisso, trazem benefícios muito grandes parao país, pois asseguram investimentos regula-res e pagamentos de prêmios de entrada, quedisponibilizam recursos para o governopoder investir em outras áreas. É importan-te, portanto, que essas rodadas retornem omais rapidamente possível. Vamos analisar aatratividade dos contratos e das áreas a seremleiloadas, mas posso adiantar que o Grupovai ter interesse em avaliar qualquer rodadaque seja colocada em vigor. Nosso intuitoconsiste em olhar com muita atenção as pró-ximas oportunidades, que, sem dúvida, sãouma forma de garantir novos investimentos.Em que estágio está o processo de revisão doportfólio, com venda de ativos em Upstream?Não temos ainda uma posição final sobre isso.Vale destacar que essa iniciativa, conhecidana indústria como farm in e farm out, é umaatividade extremamente normal e naturaldo negócio. Constitui um processo regularde avaliação de portfólio, da mesma formaque buscamos aquisições e eventualmente apossibilidade de entrar em outras áreas.Não há prazo definido para conclusão.Vamos ter de aguardar as negociações compossíveis interessados para avaliar o interes-se do Grupo por seguir em frente com avenda desses ativos ou não. Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 19
  • 20. SHELL BRASIL PETRÓLEO Este ano, vamos focar nas comunidades que estão perto de nossas atividades e nas potenciais consequências. Essa preocupação faz parte do dia a dia” André Araujo20 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 21. Nova empresa teráperfil e performanceaprimorados paraatuar nas frentesde atividade daShell no país Recordes em saúde, segurança e meio ambiente O ano de 2010 foi marcado por estatísticas positivas em saúde, segurança e meio ambiente. A Shell bateu o recorde de um milhão de horas trabalhadas no transporte de combustíveis com um índice de zero acidentes, informa o presidente André Araujo. Segundo ele, em Upstream também há bons exemplos por seguir. Desde 2003, quando começou a produzir em Bijupirá e Salema, a empresa não registrou acidentes na operação do ativo. E há dois anos não ocorre nenhum vazamento de petróleo no mar. “Não podemos, no entanto, cair no triunfalismo, pois o espaço para melhorias é muito grande. Trata-se de uma jornada incansável, e estamos ainda longe do mundo ideal”,frisa Araujo. Conduta ética norteia negócios A Shell Brasil Petróleo será uma empresa focada no relacionamento com os seus públicos de interesse. É o que assegura o presidente André Araujo. Segundo ele, contribuirá para isso o Código de Conduta do Grupo Shell, ferramenta que pauta todos os negócios para o perfeito alinhamento da atuação dos funcionários aos princípios e valores da companhia. “Já somos, mas vamos ficar ainda mais focados, externamente, no relacionamento com clientes, fornecedores e governo, e precisamos estar seguros de que todos na empresa seguem os mais elevados padrões nessa interação”, destaca Araujo. O documento determina os parâmetros para relação em todas as partes do mundo. A atualização do Código de Conduta no final de 2010 teve como objetivo assegurar que o material acompanhasse a evolução dos governos com que a Shell se relaciona. Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 21
  • 22. SHELL BRASIL PETRÓLEO deSenvOLviMenTO de tecnologia no Brasil Com investimentos de cerca de R$ 20 milhões e a inauguração de dois laboratórios de pesquisa no Brasil em 2011, implantados em parcerias com universidades, a Shell reafirma a importância da área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e reforça a posição estratégica do Brasil para a empresa. A Shell é uma das empresas de a Universidade Federal do Rio Grande energia que mais investem em do Sul (UFRGS). Atualmente, contém P&D, globalmente, na cons- o maior tanque de experimentos do tante busca de novas tecnolo- mundo para esse tipo de pesquisa, que gias e produtos. No Brasil, investiga a modelagem física de reser- cerca de R$ 20 milhões investidos pela vatórios de petróleo como os existen- Shell em pesquisas no Brasil ultrapassam tes no Brasil. o mínimo exigido pela Agência Nacional Ainda este ano, entrará em funciona- do Petróleo, Gás Natural e Biocombustí- mento o laboratório de Biocombustí- veis (ANP) – órgão regulador do setor –, veis Avançados, na Universidade de que é de 1% do faturamento bruto gerado Campinas (Unicamp). As pesquisas nos campos de alto volume de produção sobre biocombustíveis de segunda de petróleo. Esse esforço ganhará impulso geração, que se utilizam de resíduos neste ano, com a inauguração de labora- para produção de energia, já se encon- tórios de P&D implantados em parceria tram em andamento desde 2008 e com universidades. serão reunidas nos laboratórios instala- “Não estamos falando apenas de projetos dos no prédio a ser inaugurado. Esse futuros, mas de ações que consolidam investimento confirma a importância investimentos já realizados. E avaliamos do país na estratégia global do Grupo. continuamente novos programas, buscan- Para o futuro, as perspectivas continuam do formas de promover o desenvolvimento positivas. “Estamos avaliando vários pro- de tecnologia local no Brasil”, destaca o jetos. Temos grandes expectativas de que, presidente André Araujo. a partir de 2012 e com o início das ativi- No segundo semestre, será inaugurado dades de produção da segunda fase do um laboratório voltado para a Modela- BC-10, teremos novos recursos para con- gem Estratigráfica de Reservatórios em tinuar destinando à área de pesquisa”, Águas Ultraprofundas, em parceria com afirma Araujo.22 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 23. Expandindo as ações de investimentos sociais A Shell tem muito por comemorar em 2011 na área de Performance Social. Além do aniversário de dez anos do Iniciativa Jovem, programa destinado a ajudar os jovens empreendedores a desenvolver o seu próprio negócio, e dos tradicionais projetos da empresa, mais dez novos projetos de capacitação e geração de renda serão iniciados em comunidades da área de influência da empresa. No total, serão cerca de R$ 6 milhões em investimentos diretos ou por meio de incentivos fiscais por desenvolver no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Minas Gerais. No ano passado, a Shell já destinou cerca de R$ 2,3 milhões a programas como o Iniciativa Jovem, o Promover, o Monitoramento por satélite da baleias jubarte, o programa Junior Achievement, os Prêmios Shell de Teatro e Música e a Parceria Mundial de Segurança Viária. Tanto o Iniciativa Jovem quanto o Promover são voltados para a capacitação e geração de renda de forma sustentável, maneira encontrada pela empresa de compartilhar seus conhecimentos de empreendedorismo e inovação com a sociedade. “Esses são dois projetos que se mantêm fortes em 2011 e vamos continuar trabalhando para que eles cresçam ainda mais. É importante que os funcionários da Shell saibam da relevância e acompanhem de perto as ações realizadas por esses programas”, enfatiza o presidente André Araujo.Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 23
  • 24. SHELL BRASIL PETRÓLEO Desafios ‘onshore’ Ações de Um dos maiores desafios para a área de investimento Performance Social será a implementação social terão dos projetos na bacia do São Francisco, em novos projetos contemplados Minas Gerais. Por ser o primeiro projeto em 2011 onshore da Shell no Brasil, é necessário ter uma noção mais clara do impacto das ati- vidades sísmicas nas comunidades locais e nos patrimônios naturais. “Estamos trabalhando desde o ano passado neste projeto, realizando avaliações das con- dições socioeconômicas da região e dos stakeholders locais. No momento, está sendo feita a avaliação dos impactos socioambien- tais que as operações podem provocar no entorno da comunidade”, ressalta Simone Guimarães, Gerente de Comunicação Cor- Novos projetos contemplados em 2011 porativa e Performance Social. •Projeto Grael (Niterói/RJ): focado em promover a cultura da maritimidade e ribeirinha, ampliando o acesso aos esportes náuticos como instrumentos de educação, estímulo à profissionalização, construção da cidadania e inclusão social; •Capacitar (RJ): oferece capacitação náutica e formação psicossocial Implementar os com preparação para o mercado de trabalho; •Ação Comunitária do Brasil – Kina Mutembua (RJ): trabalho que projetos na bacia do integra capoeira com as danças afro e contemporânea; São Francisco será •Passageiros do Futuro (RJ): visa formar futuros técnicos das artes um desafio, pois cênicas; será necessário ter noção •Curta na Praça (RJ): projeto de exibição de curtas-metragens em praças e escolas municipais de comunidades de baixa renda; mais clara do impacto • visões da vida: o projeto oferece à população sessões gratuitas de das atividades sísmicas cinema; nas comunidades locais •Meninos do Morumbi (SP): associação formada por crianças e adolescentes que têm na prática musical uma forma de criar alternativas e nos patrimônios às drogas e à delinquência juvenil; naturais” •Fundo da Infância e da Adolescência (FIA-MG): recursos destinados ao atendimento de políticas, programas e ações voltadas para o André Araujo público infanto-juvenil em situação de risco social e pessoal.24 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 25. OFFSHOREO multitasker porexceLênciASe a Shell e a Qatar Petroleum tivessem perfurado da forma habitualos 22 poços do Campo Norte, do Pearl GTL, ainda os estariamperfurando. Em vez disso, as duas companhias adotaram umaabordagem mais inovadora e concluíram o trabalho quase um ano maiscedo, com uma economia de uS$ 46 milhões – simplesmente porqueempreenderam simultaneamente as tarefas de sonda e de plataforma.O perações simultâneas, ou SIMOPS, é o máximo em multitasking (ou multitare- Pearl GTL: otimização fas). O sistema permitiu que proporcionou um recorde em perfuração o Pearl GTL, a maior insta-lação de conversão de gás em líquidos(GTL) do mundo, desenvolvesse uma cam-panha de perfuração que bateu recorde. RoyQuaden, engenheiro sênior de Conclusão eIntervenção em Poços, explica como a equi-pe de entrega de poços revolucionou a per-furação no Qatar com o uso do SIMOPS.“Enfrentamos desafios desde o começo”,conta Roy. “Logo no início do projeto, em2005, a equipe percebeu que, com os proce-dimentos de costume, não seria possívelperfurar os poços a tempo para a instalaçãode plataformas offshore permanentes. Demodo que havia um grande problema porresolver. Felizmente nosso parceiro, a QatarPetroleum, sempre nos desafia a fazer umtrabalho excelente e inovador.”O trabalho começa pela abertura do poçono reservatório, seguindo-se a instalaçãode um tubo de produção que chega até asuperfície. Em seguida, o poço é perfura-do, o que cria o acesso ao reservatório epermite o fluxo do gás. Para um melhorescoamento, faz-se um tratamento com Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 25
  • 26. OFFSHORE ácido a fim de estimular o poço. Por últi- casco da plataforma se eleva aproximada- mais outro ano para concluir o projeto.” mo, limpa-se o poço para remover todos os mente 35 metros acima do nível do mar.” A segurança sempre tem alta prioridade, mas fluidos de estimulação e perfuração. No A maior altura da plataforma solucionou a aplicação do sistema SIMOPS num caso dos poços do Campo Norte no Qatar, problemas operacionais, mas acarretou a ambiente de gás sulfuroso exigiu atenção o processo inteiro costuma levar 75 dias. necessidade do upgrade de muitos outros sis- especial para a segurança. Antes da aprovação temas. Os cabos-padrão dos botes salva-vidas do conceito, foram realizadas minuciosas Mantendo o interesse e dos guindastes que lidam com a carga eram avaliações de risco para permitir a compreen- curtos demais, e foi preciso readaptá-los. O são de todos os riscos principais e residuais. “A equipe estudou a fase de perfuração e pessoal da intervenção em poços teria de Segundo Roy, a abordagem estruturada dos constatou que, com otimizações, podería- subir o equivalente a nove andares, mas com processos de execução de projetos da compa- mos fazer uma redução de 10 a 15 dias, o temperaturas de 40° C a 50°C isso era inviá- nhia, que inclui auditorias e revisões de pron- que nos deixaria com cerca de 60 dias, mas vel, de modo que um elevador foi instalado. tidão, foi extremamente útil. achamos que isso ainda não bastava”, expli- E, como havia necessidade de muito mais Embora esteja orgulhoso deste projeto, que ca Roy. “O momento decisivo aconteceu pessoal offshore, foi preciso ampliar as facili- estabeleceu recordes e do qual participou, quando compreendemos que, para poupar dades de acomodação na plataforma. Roy fala em nome da equipe inteira ao dizer um tempo significativo, todo o trabalho de que os totais de que mais se orgulha não são intervenção em poços – as operações de per- um arranjo fora do comum aqueles referentes a tempo e dinheiro poupa- furação, estimulação e limpeza – precisaria dos, mas sim à performance geral do projeto ser feito fora de linha. De repente nos vimos “Não há dúvida de que o arranjo é muito em termos de segurança. “Desde o primeiro diante de 40 a 45 dias por poço. São peculiar”, admite Roy, olhando para a foto dia, quando o pessoal da entrega de poços momentos como esse que tornam interes- da plataforma de perfuração autoelevável chegou ao Qatar, até a data da conclusão, nós sante a vida na Shell.” no alto de suas pernas compridas. “Os per- trabalhamos quase seis anos e meio, ou 4,8 Foi assim que a equipe passou a considerar o furadores experientes vão olhar para essa milhões de horas-homem, sem um só aciden- SIMOPS, que, como o nome sugere, per- foto e pensar, ‘ei, que coisa estranha’”, te com afastamento (LTI). Isso é algo de que mitiu a execução simultânea das tarefas de comenta ele, rindo. “Mas, se tivéssemos estamos realmente muito orgulhosos. No sonda e plataforma. recorrido à prática habitual de operações de final das contas, podemos citar os 300 dias e “Graças ao SIMOPS, enquanto perfuráva- perfuração e intervenção em sequência em os milhões poupados, mas o total mais mos um poço, podíamos prosseguir com a todos os nossos 22 poços, teríamos levado importante é o de zero de LTIs”. intervenção em outro, perfurado anterior- mente. Sabíamos que, para que desse cer- to, precisávamos instalar sob a sonda uma plataforma provisória especificamente concebida. Em ocasiões anteriores, em outros projetos de SIMOPS, a plataforma ainda suportava algumas operações, mas no caso em questão as SIMOPS foram exe- cutadas com uma pequena plataforma, realmente independente, que se encarre- gou apenas do trabalho de intervenção e nada mais, o que constituiu uma inova- ção”, diz Roy. Mas essa abordagem inovadora criou alguns problemas novos que requeriam solução. “Para fazer trabalho de intervenção em poços com ferramentas de 18 metros de compri- mento, é preciso haver espaço sob a platafor- ma para podermos posicionar o equipamen- to. É preciso também deixar espaço nessa área para um sistema de guindaste. Esses Além de ganhos em fatores acarretaram a elevação da plataforma prazo e custo, a marca de zero LTI principal. Normalmente a sonda ficaria 15 a 20 metros acima da água, mas neste caso o26 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 27. OperadortalentosoOs novos motores de controle digital faci-litam a perfuração de poços mais profun-dos e através de rochas mais duras. Mas assondas costumam ter vários quilômetrosde comprimento, o que dificulta a tarefa Na perfuração,de manter as brocas firmes. Agora, os téc- ganhos em custo e velocidadenicos podem fazer com que até as sondasmais longas e poderosas girem com regula-ridade. E podem também perfurar maisdepressa e a custo mais baixo.As reservas de petróleo e gás de fácil acesso conhecido pelo nome de “torque suave” –estão ficando escassas. A fim de acessar usa informações sobre a sonda, a velocida-novos recursos, as companhias precisam de de rotação durante a perfuração e operfurar poços cada vez mais profundos, acúmulo de tensão na sonda para calcularque se estendem por milhares de metros os ajustes necessários da velocidade dono subsolo. Um dos maiores desafios é motor. Em seguida, o software comunicamanter a regularidade da rotação dessas esses ajustes ao computador do motor porsondas, do topo até o fundo, pois, caso meio de sinais eletrônicos.contrário, podem ocorrer danos ao equi- “Graças ao software, a rotação da sonda torna-pamento e atrasos na perfuração. se uniforme”, diz John. “Podemos perfurar“A broca de uma sonda pode parar enquan- com velocidade até 40% maior, e o equipa-to o motor continua funcionando”, expli- mento não sofre tantos danos, o que significaca John Runia, gerente global de Imple- uma economia de 15% no custo do poço.”mentação de Poços da Shell. “Uma vezliberada, a broca passa a girar com veloci- Sinais mais rápidosdade até cinco vezes maior para recuperaro terreno perdido, enrolando e desenro- Os motores de sonda desenvolvidos maislando a sonda como se ela fosse um elásti-co.” As vibrações retardam a perfuração e Em todo o recentemente são mais potentes e podem perfurar mais depressa. Mas o softwaredanificam o equipamento. mundo, 15 sondas “torque suave” não era compatível com os controles mais avançados e os circuitosum nó absoluto nos ajudam a mais complexos desses motores. O percur- so dos sinais através dos circuitos levavaDurante décadas, os operadores se viram obri- viabilizar novos mais tempo, o que causava atrasos nosgados a interromper a perfuração a intervalosfrequentes para substituir brocas danificadas, recursos, até os ajustes do motor e impedia a uniformida- de da rotação da sonda.sem saber qual era a causa do problema. Até contidos em rochas John e alguns colegas da Shell, juntamente com a companhia de perfuração Noble,que no início dos anos 90 os técnicos instala-ram sensores nos tubos de perfuração, a fim de duras e a grandes aperfeiçoaram o programa de software e omedir as vibrações e a rotação das sondas, edescobriram a existência dessas grandes dife- profundidades” integraram ao computador do motor, a fim de evitar atrasos.renças na velocidade de rotação acima e abaixo “Quinze sondas em todo o mundo já estãoda superfície. John Runia usando o novo sistema”, informa John. “IssoUma equipe de pesquisadores da Shell Gerente global de nos ajuda a viabilizar novos recursos, inclusi-desenvolveu um programa de software Implementação de Poços ve aqueles contidos em rochas duras e a gran-para facilitar essa tarefa. O software – des profundidades de subsolo.” Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 27
  • 28. HORIZONTES ENTREVISTA/PETER VoSER
  • 29. Provendo energia pela inOvAÇÃOPeter Voser inaugurou uma nova era de mudança na Shell após se tornarCEO. Nesta entrevista,* ele faz uma retrospectiva das realizações de 2010 eapresenta uma perspectiva dos desafios que estão por vir.* Peter Voser falou a Chris Logan e Rob van‘t WelQuais foram os pontos altos de 2010? portfólio. Mas não podemos nos tornar te a totalidade do ciclo. Fomos, de fato,2010 foi um bom ano, em que a Shell cum- complacentes. Ainda existe muito por fazer. uma das poucas companhias a investirpriu suas metas operacionais e estratégicas. Um ano bom não é razão para pensar que a mais durante a recessão do que antes. IssoNa área da segurança, por exemplo, conse- tarefa está concluída. Sempre precisamos quer dizer que estamos investindo US$ 25guimos manter a tendência de melhora dos continuar avançando. a 27 bilhões líquidos por ano até 2014, oúltimos anos. Nosso desempenho operacio- que deverá permitir nosso crescimentonal melhorou. Alcançamos melhores resul- Como as atuais condições econômicas mun- contínuo até o final da década. Para otados graças a um foco mais intenso na pro- diais afetam a estratégia de investimento da período seguinte a este, nós criamos opor-dução de petróleo e gás, nas margens do Shell? tunidades, tais como as novas possibilida-refino e em nosso negócio de produtos quí- Tenho certeza de que estamos emergindo da des de produção de gás nos EUA e na Chi-micos. Além disso, geramos maior lucro e recessão, mesmo que a recuperação ainda se na, e de produção de petróleo no Iraque.fizemos um bom progresso nas atividades mostre desigual em algumas partes do mun-de marketing e na maneira pela qual gerimos do. Os EUA e certas partes da Europa ainda Grande parte desse investimento se desti-os custos. Estou muito satisfeito com isso, e me preocupam, mas prevejo um crescimen- na ao aumento dos recursos de gás natu-pelo que vejo, fora da Shell, as pessoas tam- to forte para o Oriente Médio e as regiões ral. É verdade que está havendo uma revo-bém reconhecem esse progresso. Alguns de ainda mais para o leste. lução na área do gás?nossos projetos de maior vulto entraram em No início da recessão, nós, na Shell, toma- É a pura verdade. Costumo fazer referên-operação, e ampliamos nossas opções de mos a decisão de continuar a investir duran- cia aos três A: o gás natural é abundante, Investir mais durante a recessão do que antes deverá permitir nosso crescimento contínuo até o final desta década” Peter Voser CEO Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 29
  • 30. HORIZONTES ENTREVISTA/PETER VoSER aceitável e acessível em termos de preço. A ganização que passou a ter efeito em 1° de impulsiona tecnologia. Mas precisamos partir de 2012, a Shell produzirá mais gás janeiro de 2010 teve o resultado que você continuar impulsionando ainda mais nos- do que petróleo. As reservas de gás existen- esperava? so sucesso nessa área. tes na América do Norte são suficientes Estou satisfeito com o ponto em que nos A tecnologia está nos abrindo portas para agora para durar pelos próximos cem anos, encontramos no momento, mas a jornada novos negócios em alguns dos países emer- graças a novas descobertas de gás contido ainda não chegou ao fim. Efetuamos gentes, como a China. Estamos nos tor- em rochas densas – o chamado tight gas – e mudanças, ganhamos velocidade, e as pes- nando mais abertos à cooperação com par- a novas técnicas de produção. soas estão dispostas a agir de maneira dife- ceiros um tanto inesperados para uma há dois ou três anos supúnhamos que as rente. Isso não significa que já atingimos o companhia energética, incorporando cada reservas estavam declinando naquela região. ponto visado, mas, para ser franco, eu não vez mais os conhecimentos de terceiros à Se somarmos o potencial do tight gas e do gás esperava que isso acontecesse em 12 nossa tecnologia e à nossa inovação. Quan- de xisto da China e de outros países, veremos meses. Isso simplesmente não é possível to a isso, já é possível ver os primeiros suces- que o mundo tem gás suficiente para mais quando se trata de uma súbita mudança sos. Por exemplo, firmamos recentemente 250 anos no nível de produção atual. de maneiras de trabalhar que permanece- um acordo com o Instituto de Tecnologia E o gás, é claro, é o combustível fóssil que ram em vigor durante anos. Uma grande de Massachusetts para desenvolvimento de tem o teor mais baixo de CO2 quando se tra- multinacional é como um superpetrolei- novas tecnologias de energia sustentável. ta de geração de eletricidade. O gás natural ro: leva algum tempo para podermos virar Estamos agora no topo da lista de compa- emite 50 a 70% menos CO2 do que o carvão tudo na direção certa. nhias inovadoras da nossa indústria, com por unidade de eletricidade produzida. De Em minhas viagens, reuni-me com muitas base em força, em tecnologia e nas patentes modo que se trata da fonte energética que pessoas que têm algum tipo de relaciona- de que somos detentores, segundo o Patent permitirá a um maior número de países o mento com a Shell, o que inclui parceiros, Scorecard publicado recentemente no Wall cumprimento de suas metas de redução de clientes, nossos funcionários e os contrata- Street Journal. Isso sugere que nossa estraté- CO2 da maneira mais econômica possível. dos que trabalham para nós. Por toda parte gia está exercendo um impacto genuíno. O Os recursos de gás natural podem também ser ouço pessoas comentando que nos torna- enfoque com que abordamos a inovação desenvolvidos a um custo que o torna acessível mos mais rápidos e mais eficientes, assim está nos colocando no caminho certo, em para o consumidor em termos de preço. como ouço que ficou mais claro o que a uma perspectiva de longo prazo. E não esqueçamos que usar gás para gerar Shell representa e o que a Shell promete eletricidade é uma atividade muito menos entregar. Mas continuam me dizendo que O acidente da plataforma Deepwater intensiva em capital do que a produção base- precisamos ir ainda mais longe para obter o Horizon da BP no Golfo do México foi a ada em carvão ou energia nuclear. E conside- melhor do nosso negócio. Temos de lidar maior catástrofe em vários anos a envolver remos a comparação com o vento offshore: com essa questão. a indústria energética. Poderia ter aconte- essa fonte de energia requer três ou quatro cido com a Shell? vezes mais capital que o gás, mesmo pressu- E a inovação é importante para darmos Antes e acima de tudo, foi um evento pondo todos os aprimoramentos tecnológi- mais esse passo à frente? extremamente trágico. Devemos pensar cos que ainda acontecerão no setor eólico. Inovação é essencial para uma companhia nas 11 pessoas que perderam a vida naque- como a Shell. Somos bons em inovação, e la catástrofe. Você quer que a Shell seja a companhia mais acho que nossos parceiros, e outros, nos A questão é o que podemos aprender com competitiva e inovadora do mundo. A reor- veem como a empresa energética que mais o que saiu errado, tanto no acidente quanto Os recursos de gás natural também podem ser desenvolvidos a um custo que o torne acessível para o consumidor em termos de preço”30 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março de 2011
  • 31. no consequente impacto ambiental, e esta- locais a que tem acesso. Mas só pode fazê-lomos estudando isso com a maior atenção quando a operação é segura para seu pesso-possível. Até o momento, esse esforço acar- al e a comunidade local dá permissão pararetou apenas alguns ajustes de pouca expres- o acesso.são em nossos procedimentos técnicos e desegurança, tendo em vista os altos padrões já Quanto ao ambiente global, a mudançamantidos pela Shell. Tenho orgulho disso. climática ainda ocupa posição de priorida-No que diz respeito à perfuração, dados os de na agenda da Shell? Ou estamos porpadrões técnicos e os procedimentos de segu- demais concentrados em acelerar o desem-rança da Shell, nós teríamos agido de forma penho no momento presente?diferente. O combate ao derramamento depetróleo não funcionou bem. Como resulta- Os biocombustíveis Segundo minha maneira de encarar a ques- tão, enquanto muitos países ainda estãodo disso, nós e outras três companhias deci-dimos construir um sistema de contenção de são a única elaborando planos, nós demos um passo que consistiu no máximo de ação quederramamentos de petróleo nos EUA, quecustará um bilhão de dólares. solução viável podemos empreender, no momento pre- sente, para fazer uma diferença. Isso signi-É inegável que o incidente de Macondo pre- para reduzir fica produção de mais gás natural, foco emjudicou em muito a reputação da indústriapetrolífera. Nossa habilidade para perfurar o CO2 no setor biocombustíveis, ajuda ao desenvolvimen- to da tecnologia de captura e armazena-em águas profundas foi questionada, o queé algo muito sério. Ainda assim, acho que o dos combustíveis mento do carbono (CAC) e esforço para melhorar a eficiência energética de nossassetor energético provou em ocasiões passa-das que tem condições de aprender com os para o transporte operações. Estamos também ajudando nossos clientes a usar menos energiaincidentes. Isso nos ajudará a recuperar acredibilidade, e tenho certeza de que a Shell durante os mediante o uso de combustíveis e lubrifi- cantes mais eficientes. É fazendo tudo issocontinuará a demonstrar sua competência próximos 20 anos” que melhor podemos contribuir para criarcomo operador em águas profundas. Temos um sistema energético mais sustentável node fazer isso, porque é em águas profundas futuro, ao mesmo tempo que ajudamos aque se encontram muitos dos novos recur- satisfazer a demanda de energia.sos de que precisaremos para satisfazer a Em nossa opinião, os biocombustíveis sãodemanda de petróleo. a única solução viável para reduzir o CO2A catástrofe e a subsequente moratória bom progresso em segurança e um aumen- no setor dos combustíveis para o transportesobre as operações nos custaram mais de to da produção. Sinto-me encorajado pelo durante os próximos 20 anos. Outra esco-US$ 100 milhões até o momento. Isso refle- apoio que as companhias da Shell na lha que fizemos foi optar pelo gás naturalte certo grau de perda de produção, mas Nigéria estão recebendo de pessoas na juntamente com a CAC. Não estamos ape-reflete sobretudo nossa decisão de manter as própria Nigéria e de pessoas de fora da nas defendendo a CAC, mas também agin-plataformas de perfuração no Golfo e conti- Shell que estiveram lá. É isso o que me do a fim de concretizá-la por intermédio denuar pagando os salários do pessoal. Acho convence de que a companhia se encontra nossa participação em vários projetos queque é a coisa certa a fazer. no rumo certo. contribuirão para o desenvolvimento dessa Mas a Nigéria, especialmente o Delta do tecnologia.Em decorrência do incidente do Golfo do Níger, não deixou de ser um ambiente ope- Tenho grandes esperanças para nosso pro-México, o histórico da Shell em termos de racional difícil. Precisamos continuar con- jeto Quest CCS (CAC) no Canadá, que,derramamentos de petróleo na Nigéria foi tando a história com franqueza. A Shell conforme prevemos, terá condições denovamente submetido a escrutínio. É possí- Petroleum Development Company of armazenar anualmente mais de umvel que a Nigéria jamais seja uma história Nigeria Limited (SPDC) calcula que 98% milhão de toneladas de CO2 oriundas dasde sucesso para a Shell? dos casos de derramamento de petróleo nossas operações de areias petrolíferasAs operações das companhias Shell na ocorridos na Nigéria em 2009, relativos às naquele país. Acho que será bom para aNigéria são uma parte importante do por- joint ventures que a companhia opera, se Shell e para o governo canadense se essetfólio, e os funcionários estão decididos a deveram a atos de sabotagem e a danos cau- projeto for adiante.continuar melhorando seu negócio no país. sados por roubo. Seja qual for a causa dos Para que os projetos de CAC tenham anda-No decorrer do último ano, observamos um derramamentos, a SPDC está limpando os mento em muitas outras partes do mundo, Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 31 Janeiro/Fevereiro/Março
  • 32. HORIZONTES ENTREVISTA/PETER VoSERserá essencial o apoio do governo. Mas esta- com a Iogen e a Codexis poderão bene-mos um tanto preocupados com o impacto ficiar-se do que aprenderemos graças àdos cortes financeiros do governo sobre joint venture com a Cosan. Eles fazemmedidas ambientais e a CAC. parte do acordo. É claro que existe a possibilidade de que sejamos obrigadosO desafio de custo a que você se referiu sig-nifica o fim das atividades eólicas da Shell? A tecnologia e a concluir que algumas técnicas avança- das não têm condições de atingir escalaNão, de forma alguma. Temos vários proje-tos de energia eólica nos EUA, além de o know-how da comercial no futuro. Esse risco sempre existe quando se aposta em uma série denovos projetos que poderemos desenvolver Shell, somados opções diferentes. Nem todas alcançama prazo mais longo. A energia renovável a linha de chegada.desempenhará um papel cada vez maior no à habilidademix energético mundial nas próximasdécadas. haverá mais desenvolvimento em para parcerias, Quer dizer que foi um ano bastante bem- sucedido. O que mais o entusiasma comenergia solar e energia eólica, não tenho amenor dúvida quanto a isso. Mas, como as contribuem para relação ao ano que começa? O que está acontecendo no Qatar me deixamodalidades eólica e solar não podemgarantir um suprimento constante de ener- fornecermos energia muito entusiasmado. Temos o Pearl GTL, em que converteremos gás natural em pro-gia, é preciso que haja uma fonte energéticade reserva, e para tal fim o gás natural é ide- e produtos mais dutos de queima mais limpa, inclusive die- sel. É uma instalação complexa e gigantes-al. Considero a eletricidade gerada pelo gás limpos a nossos ca, uma obra maravilhosa, produto doe mais os renováveis o pacote combinadoperfeito para o futuro. clientes” desenho e da engenharia da Shell. O proje- to entrará em operação em 2011, mas sua complexidade significa que essa tarefa seráA joint venture proposta com a Cosan, a um grande desafio. E temos Qatargás4, acompanhia brasileira produtora do etanol fábrica de GNL em que somos parceiros eda cana-de-açúcar – o biocombustível com que está prestes a entrar em operação. Sãoteor mais baixo de CO2 –, significa que a exemplos excelentes de como a tecnologia eShell está abandonando o investimento em o know-how da Shell, somados à habilidadebiocombustíveis avançados? também a mercados de exportação. Mas para trabalhar com parceiros, podem con-O acordo com a Cosan representa um gran- mantemos nossa participação em muitas tribuir para o fornecimento da energia ede passo à frente para nós. Ampliará nosso parcerias para desenvolvimento de bio- dos produtos mais limpos tão necessáriosknow-how em etanol produzido a partir da combustíveis avançados. aos nossos clientes.cana-de-açúcar, o que aplicaremos primei- Acreditamos, de fato, que dois processosro ao mercado brasileiro e eventualmente avançados que estamos desenvolvendo A energia renovável desempenhará papel cada vez maior no mix energético mundial nas próximas décadas”
  • 33. INICIATIVA JOVEM da teoria PARA à PRáTicA Jovens empreendedores recebem orientação de mentores para levar adiante seus projetos D urante esta fase, que dura cerca Escolha dos mentores de seis meses, as oficinas viram uma espécie de consultoria, Para se tornar um mentor, basta ter inte- onde serão aprofundados aspec- resse e disponibilidade para ajudar os tos importantes para a consoli- jovens. A mentoria pode ser realizada de dação do projeto. E é nesta etapa que está forma presencial, virtual ou telefônica, inserido o Programa de Mentoria, criado em dependendo do acordo feito entre o 2006, e que visa oferecer o suporte e as orien- jovem e seu orientador. Geralmente, osApós quase um ano de tações necessários para que o jovem empre- potenciais mentores são encontradoscapacitação, é hora dos endedor consiga desenvolver o projeto e tanto por meio dos cadastros de voluntá- colocá-lo em operação no fim do semestre, rios realizados pelo site do Programanovos empreendedores caso ele ainda não tenha sido ativado. quanto por meio de indicações dastirarem suas ideias A mentoria é uma atividade realizada por um empresas parceiras, ou mesmo de pessoas profissional do mercado que acompanha, que já tenham participado de alguma ati-do papel e fazê-las voluntariamente, o projeto “apadrinhado” e vidade do Iniciativa Jovem. orienta o empreendedor nas questões que Para as turmas formadas em 2010, a esco-funcionar. Passados apresentem maior dificuldade para levar o lha dos mentores aconteceu no início deo processo seletivo, o negócio adiante. Com sua experiência e visão janeiro, num café da manhã em que os de mercado, o mentor não só oferece ajuda jovens empreendedores tiveram a chancelaboratório de ideias, intelectual, mas também possibilita que o de apresentar seus projetos e os mentores empreendedor aumente sua rede de relaciona- puderam tirar dúvidas e dar algumas dicasa oficina de projetos mento e consiga novas parcerias. aos candidatos.e a premiação, os Para Lysias Itapicurú, presidente do Instituto Após a rodada de apresentações, os Brasileiro de Ciências Empresariais (IBCE), a mentores tiveram liberdade para falarparticipantes do importância da mentoria decorre, principal- diretamente com os projetos com que mente, do incentivo ao jovem para continuar mais se identificaram para prestarShell Iniciativa Jovem num primeiro momento. “Esta fase é impor- orientação. Mas isso não impediu queentram agora na última tante porque consegue ligar o jovem e seu buscassem alguém em especial e até empreendimento ao ambiente real que ele vai estabelecessem mais de uma parceria,etapa do Programa, a encontrar para trabalhar”, disse o executivo. cada uma voltada para diferentes aspec-chamada Fábrica de “O apoio proporcionado por esses voluntários tos envolvidos no seu negócio. A men- ajuda a minimizar a hostilidade que o empre- toria começa no momento em que oNegócios. endedorismo encontra no Brasil”, acrescentou jovem e o mentor assinam um termo de o mentor que vai orientar três empreendedores compromisso, e termina junto com a nesta edição do programa. Fábrica de Negócios. Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 33
  • 34. TECNOLOGIA Processo da Shell poupa energia e reduz as emissões de CO2 Uma pegada MAiS Leve Mantendo a temperatura baixa A chave deste avanço pioneiro reside na composição de um tipo de betume mole que o processo WAM (mistura de asfalto quente) da Shell utiliza para revestir a areia e No mundo inteiro, os construtores de estradas se o cascalho. “O betume mole acarreta a sepa- ração química do asfalto reciclado sem pre- defrontam com normas cada vez mais rigorosas sobre cisar de temperaturas elevadas”, explica uso de energia e emissões de CO2. Alguns governos Gerbert. “Assim nos permite reciclar o asfal- to a temperaturas mais baixas.” também estão encorajando os construtores a fazer Para conferir à pavimentação resultante as maior uso de asfalto reciclado. Agora, uma companhia necessárias qualidades de desempenho, duran- te sua preparação acrescenta-se também à mis- adaptou um processo da Shell para poupar energia tura um betume mais duro, que se mistura com a produção de um material para revestimento de com facilidade a temperaturas mais baixas estradas que corresponderá melhor a essas exigências. porque é tratado com água para formar espu- ma antes de ser adicionado. M ilhões de quilômetros de A empresa construtora holandesa heijmans A mistura final rodovias asfaltadas propor- está recorrendo a um processo da Shell para cionam rotas de transporte produzir asfalto a temperaturas inferiores às A heijmans trabalhou durante cerca de um em todo o mundo, que se do asfalto convencional, e que, portanto, ano com a Shell no ajuste dos ingredientes de multiplicam diariamente usa menos energia e reduz as emissões de betume para fazer com que o processo de espu- graças ao trabalho das construtoras. Os cons- CO2. E agora a heijmans e a Shell patentea- ma WAM da Shell funcionasse com asfalto trutores aquecem o betume, que é o resíduo do ram um meio de incorporar ao processo reciclado. refino do óleo cru, e o misturam com areia uma elevada percentagem de asfalto velho. O produto final, o asfalto Greenway LE, foi quente e cascalho para criar o novo asfalto. “Nosso novo produto contém até 60% de asfalto usado recentemente na pavimentação de uma Muitas vezes eles acrescentam asfalto velho à velho, mais do que a abordagem tradicional”, diz estrada experimental ao longo de trilhos ferro- mistura quente. A temperatura necessária Gerbert van Bochove, diretor de Inovação da viários. Agora, a heijmans lançou o produto para a preparação dessas misturas é muito alta heijmans. “E nós o preparamos a temperaturas no mercado holandês, e a Shell espera licenciar e consome muita energia, o que resulta em cerca de 50 graus Celsius mais baixas do que as futuramente o processo de fabricação em volumosas emissões de CO2. necessárias no caso do asfalto convencional.” outros países.34 NOTÍCIAS SHELL l Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011
  • 35. ARTIGO ALexAndRe zeRBini Projeto de monitoramento das baleias completa 10 anos Com transmissores, rifles pneumáticos e satélites, começamos há dez anos o Projeto Monitoramento de Baleias por Satélite (PMBS) com a finalidade de traçar o cami- nho que a espécie jubarte faz do Brasil à Antártica. Criado pelo Instituto Aqualie, organização brasileira sem fins lucrativos, e apoiado desde 2001 pela Shell Brasil, o PMBS tem como metas investigar as rotas migratórias da espécie pelo Oceano Atlântico e estimar o tamanho da população destas baleias no país. Após se notar um grande número de indivíduos na população de jubarte no Nordeste do Brasil, onde a espécie havia sofrido com a caça no século passado, surgiu o interesse de entender as rotas migratórias delas, que usualmente passam o inverno e a prima- vera em águas mornas tropicais — onde se reproduzem — e o verão em águas polares, para se alimentar. Quando o projeto começou em 2001, sabíamos que as baleias usavam a costa brasileira, mas não tínhamos ideia de que percursos adotavam em sua longa migra- ção para as águas frias. Na impossibilidade de capturar o animal, a estratégia foi utilizar métodos remotos para implantar transmissores por satélite de alta tecnologia no dorso das baleias e determinar o caminho percorrido por elas. Alguns métodos de pesquisas mais tradicionais, como a foto-identificação e estudos genéticos, não foram capazes de determinar as rotas migratórias. Foi quando surgiu a ideia de usarmos a telemetria, que poderia fornecer resultados rápidos e inquestionáveis. No entanto, em 2008, o escopo do projeto mudou: a Shell ampliou o programa, que passou a incluir a pesquisa aplicada. A ideia era também entender os impac- tos das atividades de Exploração e Produção nos movimentos dos animais e determinar como as baleias se movem ao longo da costa em áreas onde petróleo e gás são explorados. O programa de pesquisa conta com três anos de viagens curtas para marcação de baleias (de 2009 a 2011) e dois cruzeiros para observação e marcação de mais animais (em 2008 e 2012). O último ano (2013) será usado para analisar os resultados dos anos anteriores de coleta de dados e produzir um relatório sobre os cinco anos do estudo. Além do monitoramento das rotas, o projeto avalia a estrutura da população dessas baleias no país. Todas essas questões são essenciais para ampliar o conhecimento e melhorar a conservação da espécie no Brasil. A maior contribuição que fizemos com essas pesquisas foi determinar hábitats críticos para a espécie, e, hoje, temos como proteger esses locais, com a utilização das informações coletadas pelos transmissores. O projeto de monitoramento é pioneiro na área científica por proporcionar know- how aos estudos de telemetria com baleias no Brasil e também ajudar a desenvolver este tipo de tecnologia. Essa técnica é pouca utilizada com animais desse porte porque existe uma dificuldade de implantar transmissores nas baleias, e, por isso, a continuidade desse estudo trará importantes contribuições para a conservação das * Alexandre Zerbini é baleias em escala global. Ao longo desses anos, já foram marcados 95 animais e oceanógrafo, especialista em investidos cerca de US$ 2 milhões. Para 2011, pretendemos estudar outras possibili- mamíferos marinhos e diretor dades para a marcação das baleias e poder, assim, verificar novidades nos movimen- científico do Instituto tos das baleias. Aqualie, organização de pesquisa ambiental sediada Mais informações sobre o PMBS podem ser encontradas no site do projeto: no Rio de Janeiro. www.projetobaleias.com.br. Janeiro/Fevereiro/Março/Abril de 2011 l NOTÍCIAS SHELL 35

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