Saude Mental e Espiritualidade

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  • Este modelo pode ser usado como arquivo de partida para apresentar materiais de treinamento em um cenário em grupo. Seções Clique com o botão direito em um slide para adicionar seções. Seções podem ajudar a organizar slides ou a facilitar a colaboração entre vários autores. Anotações Use a seção Anotações para anotações da apresentação ou para fornecer detalhes adicionais ao público. Exiba essas anotações no Modo de Exibição de Apresentação durante a sua apresentação. Considere o tamanho da fonte (importante para acessibilidade, visibilidade, gravação em vídeo e produção online) Cores coordenadas Preste atenção especial aos gráficos, tabelas e caixas de texto. Leve em consideração que os participantes irão imprimir em preto-e-branco ou escala de cinza. Execute uma impressão de teste para ter certeza de que as suas cores irão funcionar quando forem impressas em preto-e-branco puros e escala de cinza. Elementos gráficos, tabelas e gráficos Mantenha a simplicidade: se possível, use estilos e cores consistentes e não confusos. Rotule todos os gráficos e tabelas.
  • Ver referencia da Ver. Brasileira de Psiquiatria – Proposta para o cid 11
  • Esta é outra opção para um slide de Visão Geral.
  • Diagnóstico diferencial entre experiências espirituais e psicóticas não patológicas e transtornos mentais: uma contribuição de estudos latino-americanos para o CID-11 Moreira-Almeida A, Cardeña E Rev. Bras. Psiquiatr. 2011, 33 (suppl.1): s21-s28
  • Saude Mental e Espiritualidade

    1. 1. SAÚDE MENTAL E ESPIRITUALIDADE Fabricio H. A. de Oliveira e Oliveira Médico (UFMG) Especialização em Dependência Química (UNIFESP) Residente em Psiquiatria (I. Raul Soares – Rede -FHEMIG) Especialista em Medicina do Tráfego (Fac. Ciências Médicas – MG) Curso de Extensão - SAÚDE E ESPIRITUALIDADE Promoção: Depto. Cirurgia – Fac. Medicina UFMG Apoio: NASCE – UFMG
    2. 2. Objetivos PARTE 1 PARTE 2 PARTE 3 Aspectos Históricos e Conceituais Aspectos Clínicos Aspectos Psicológicos e Educacionais Revisão de Literatura Estudos de Casos Clínicos Introdução ao tema da Filosofia da Ciência e Espiritualidade
    3. 3. Uma Breve Introdução
    4. 4. Introdução <ul><li>Desde tempos imemoriais, crenças, práticas e experiências espirituais têm sido um dos componentes mais prevalentes e influentes da maioria das sociedades </li></ul><ul><li>Profissionais de saúde, pesquisadores e a população em geral têm cada vez mais reconhecido a importância da dimensão religiosa/ espiritual para a saúde </li></ul>
    5. 5. Introdução <ul><li>No começo dos anos 1960 os estudos eram dispersos e nesse período surgiram os primeiros periódicos especializados, entre os quais o Journal of Religion and Health . </li></ul><ul><li>A partir de então, estudos realizados sobre espiritualidade e religiosidade em amostras específicas (por exemplo, enfermidades graves, depressão, transtornos ansiosos) mostraram pertinência quanto à investigação do impacto dessas práticas na saúde mental e na qualidade de vida. </li></ul>
    6. 7. Aspectos Históricos e Conceituais
    7. 8. DAS VARIAS FORMAS DE ESTUDAR A HISTORIA DA PSIQUIATRIA <ul><li>ORIGENS DA ESPECIALIDADE – FINAL SEC. XVIII </li></ul><ul><li>ESTUDOS DE PARES DE CONCEITOS OPOSTOS EM PERMEIO ÀS QUESTÕES RELATIVAS AO PROBLEMA “MENTE-CÉREBRO” </li></ul><ul><li>- ENDOGENO X EXOGENO </li></ul><ul><li>- PSICOSE X NEUROSE </li></ul><ul><li>- FORMA X CONTEUDO </li></ul><ul><li>ETIMOLOGIA HISTORICA E COMPARATIVA (ESTUDO DE TERMOS EQUIVALENTES EM DIFERENTES CULTURAS) </li></ul><ul><li>PALEONTOLOGIA COMPORTAMENTAL (ESTUDO DOS COMPORTAMENTOS E ALTERAÇÕES CEREBRAIS ENVOLVIDAS EM DIFERENTES CULTURAS), ETC. </li></ul><ul><li>HISTORIA DAS DISCIPLINAS (POR EX. PSICOFARMACOLOGIA, PSICOTERAPIAS, PSICOPATOLOGIA, ETC.) </li></ul><ul><li>EVOLUÇÃO DAS INSTITUIÇÕES (SEM ANTOLOGIA OU BIOGRAFIA ESPECÍFICA) E SUA RELAÇÃO COM OS HOMENS, ETC. </li></ul>FONTE: CLÍNICA PSIQUIÁTRIA VOL. 1. (USP)
    8. 9. <ul><li>A) DEMONIZAÇÃO DA DOENÇA: SENHOR PUNE NABUCODONOSOR REDUZINDO-O A UM LOBO, POR EX.) </li></ul><ul><li>X </li></ul><ul><li>INICIO DE UMA TENTATIVA DE “BIOLOGIZAÇÃO” DA DOENÇA, E DA CRENÇA EM SEUS MECANISMOS PSICOFISIOLOGICOS, COM A PERGUNTA SIMBÓLICA: “QUE DEUS OFENDI, E QUE ENTIDADE ME PUNE, E PELO QUÊ?”) com HIPOCRATES </li></ul><ul><li>B) ARISTÓTELES (CARDIOCENTRICO – CORAÇÃO COMO CENTRO DAS FUNÇÕES EMOCIONAIS) X HIPOCRATICOS (CEREBROCENTRICO – CEREBRO COMO CENTRO DAS FUNÇÕES MENTAIS) </li></ul>DA ANTIGUIDADE ASPECTOS HIPOCRATICOS FONTE: CLÍNICA PSIQUIÁTRIA VOL. 1. (USP)
    9. 10. DA ANTIGUIDADE ASPECTOS HIPOCRATICOS <ul><li>NA OBRA DE HIPOCRATES </li></ul><ul><li>DADOS SOBRE </li></ul><ul><li>HISTERIA </li></ul><ul><li>EPILEPSIA – “SOBRE A DOENÇA SAGRADA” </li></ul><ul><li>INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS </li></ul><ul><li>DESCRIÇÃO DOS QUADROS DE DELIRIUM (ANTIGA FRENITE ) </li></ul><ul><li>DESCRIÇÃO DAS FOBIAS, PSICOSES PUERPERAIS, DENTRE OUTROS ESTADOS, ETC. </li></ul><ul><li>DESENVOLVIMENTO DE METODOS PSICOTERÁPICOS E RUDIMENTOS DA PSICOEDUCAÇÃO. </li></ul>FONTE: CLÍNICA PSIQUIÁTRIA VOL. 1. (USP)
    10. 11. DA ANTIGUIDADE <ul><li>Galeno (121 d.C.-201 d.C.) </li></ul><ul><ul><li>Nasce em Pergamo,falece em Roma. </li></ul></ul><ul><ul><li>Dissecou macacos “freneticamente” </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Descrições dos pares cranianos (chegou aos 7, dos 12), e chegou a estudar os ventrículos cerebrais. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ênfase no estudo do sistema cardiovascular </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Descreveu os delírios dos alcoolistas e a “patomímia” (atual simulação de doenças) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Propôs a existência de 3 tipos de melancolia e diferentes tipos de psicoses. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Reafirma, com Hipócrates, a existência da Doença “melancolia” </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Sintomas cardinais: medo e falta de ânimo, embora as variações individuais. </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>SEC. XX a.C. MARCA ACENSÃO DE ROMA SOBRE A GRECIA </li></ul><ul><li>FRASE DO XENOFOBO CATÃO: “ MEDICINA, COMO A TRAGÉDIA, É UMA ARTE GREGA”. </li></ul><ul><li>DESTAQUE DE MUITOS MÉDICOS GREGOS NO IMPÉRIO ROMANO </li></ul><ul><ul><li>Dentre outros, Areteus da Capadócia (segundo autor, 1º a falar da diferença entre; Melancolia – doença – e reação depressiva psicologicamente compreensivel), até GALENO. </li></ul></ul>FONTE: CLÍNICA PSIQUIÁTRIA VOL. 1. (USP)
    11. 12. Tipos Psicológicos : De Hipócrates a Galeno <ul><li>“ segundo a teoria hipocrática da doença, o diagnóstico´- olhar e ver através de ´- é feito pela observação dos 4 humores. (bile, fleugma, sangue e bile negra), correspondentes, respectivamente aos elementos naturais, fogo, água, ar e terra. </li></ul><ul><li>Saúde, equilíbrio dos fluidos </li></ul><ul><li>X </li></ul><ul><li>Doença, o desequilíbrio. </li></ul><ul><li>Os 4 elementos regulariam as emoções e “todo o caráter” do indivíduo, cuja predominância definiria seu tipo. </li></ul>Tab. 1 – Teoria dos Humores de Galeno FONTE: CLÍNICA PSIQUIÁTRIA VOL. 1. (USP) HUMOR QUALIDADES ELEMENTO PERSONALIDADE SANGUINEO QUENTE, UMIDO AR OTIMISTA, FALANTE, IRREPONSÁVEL, GORDO COLÉRICO QUENTE, SECO FOGO EXPLOSIVO, AMBICIOSO, MAGRO FLEUGMATICO FRIO, ÚMIDO ÁGUA LENTO, CORPULENTO, PREGUIÇOSO MELANCÓLICO FRIO, SECO TERRA INSTROSPECTIVO, PESSIMISTA, MAGRO
    12. 13. DAS PRÉDICAS MEDIEVAIS AO DESENCADEAMENTO DA LOUCURA <ul><li>Embora no renascimento, obra Medieval - 1486 – publicação do “Malleus Maleficarum” (Martelo das Bruxas) por Henrich Kramer e Iacobus Sprenger (teólogos dominicanos) </li></ul><ul><ul><li>Inspirado na bula Summis desiderantes (Inocêncio VIII de 1448) </li></ul></ul><ul><ul><li>Manual de critérios diagnósticos para reconhecimentos de Bruxas e Bruxarias em Três Partes </li></ul></ul><ul><ul><li>1ª: Reafirma a existência do demônio; e ação principalmente em casos de sexualidade exacerbada (destaque para as mulheres “nelas estava aberta a possibilidade de transformação em bruxas e de conjunção carnal com o demônio”); esta sessão ainda ensinava os juízes a reconhecerem as bruxas em seus múltiplos disfarces. </li></ul></ul><ul><ul><li>2ª: Descrição das formas de maleficio resultantes da ação do demônio </li></ul></ul><ul><ul><li>3ª: Ensinos sobre as forma de interrogatório e condenação. (“técnicas de anamnese ”) </li></ul></ul><ul><ul><li>AÇÕES DA INQUISIÇÃO POR 150 ANOS, MILHARES DE MULHERES MORTAS ( À PECHA DE BRUXAS, DO QUE HOJE SERIAM AS PSICÓTICAS OU HISTÉRICAS DE FREUD) </li></ul></ul><ul><li>IDADE MÉDIA </li></ul><ul><li>ALTA IDADE MÉDIA </li></ul><ul><li>QUEDA DO IMP. ROMANO EM 476 AO ANO 1000 </li></ul><ul><li>BAIXA IDADE MÉDIA </li></ul><ul><li>1300 ATÉ 1453 - QUEDA DE CONSTANTINOPLA </li></ul><ul><li>“ CREIO PORQUE É ABSURDO” (TERTÚLIO) </li></ul><ul><li>MODELO DE “SANIDADE MENTAL” – Fruto das vitória das forças benignas (de Deus, anjos, arcanjos) contra as forças malévolos da “Satanás” e seus “demônios”. </li></ul>FONTE: CLÍNICA PSIQUIÁTRIA VOL. 1. (USP)
    13. 14. Algo em comum com o Manual de Critérios diagnósticos da CID-10 para identificação dos “Anômalos”?
    14. 15. PARACELSUS <ul><li>PROPOS QUE O SER HUMANO TEM UMA ALMA DIVINA QUE HABITAVA UM CORPO ANIMAL </li></ul><ul><li>ORIGENS DOS TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS: “QUANDO OS INSTINTOS SUPLANTAVAM O ESPÍRITO”. </li></ul><ul><li>-1493-1541 </li></ul><ul><li>MÉDICO SUIÇO </li></ul><ul><li>REJEITOU A TEORIA HUMORAL </li></ul>
    15. 16. Aspectos Históricos : Mitos e Verdades <ul><li>A ideia de que religião e psiquiatria sempre estiveram em conflito é senso comum. </li></ul><ul><li>A alegada oposição entre a iluminada medicina e a teologia obscurantista, assim como entre o médico humanista e o religioso cruel, tem sido profundamente questionada. </li></ul><ul><li>(Kroll, 1973; Vandermeersch, 1991) </li></ul>http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    16. 17. Aspectos Históricos: Mitos e verdades <ul><li>No Ocidente, organizações religiosas proveram alguns dos primeiros cuidados aos portadores de sofrimento mental </li></ul><ul><ul><li>1º Hospital - construído em Valência, na Espanha, em 1409, dirigido por religiosos. </li></ul></ul><ul><li>Grupos religiosos fundaram e mantiveram hospitais psiquiátricos nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha, na Alemanha e nos Países Baixos, entre outros. </li></ul><ul><li>No Brasil, várias das primeiras instituições de tratamento psiquiátrico também foram construídas e mantidas por grupos religiosos católicos e espíritas. </li></ul>http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    17. 18. Aspectos Históricos: Mitos e verdades <ul><li>A partir do séc. XIX </li></ul><ul><li>Intelectuais anti-religiosos </li></ul><ul><ul><li>Religiosidade como um “estado social e intelectual primitivo” </li></ul></ul><ul><li>Médicos como Charcot e Maudsley </li></ul><ul><ul><li>Desenvolveram críticas e tomaram como patológicas várias experiências religiosas </li></ul></ul>http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    18. 19. Aspectos Históricos: Mitos e verdades <ul><ul><li>Freud: postura de desvalorização da R/E </li></ul></ul><ul><ul><li>Grande influencia sobre comunidade médica e psicológica </li></ul></ul><ul><ul><li>Enfatizou a influência irracional e neurótica sobre da religiosidade sobre a psique humana </li></ul></ul><ul><ul><li>Sobre a religião, em 1930, em O mal estar da civilização : “desvalorização da vida e distorção da visão do mundo real de uma maneira delirante – o que pressupõe uma intimidação da inteligência”. </li></ul></ul><ul><ul><li>Embora outros , como Jung, valorizassem este lado, a postura negativa era predominante. </li></ul></ul>http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    19. 20. Aspectos Históricos: Mitos e verdades <ul><li>Final dos anos 1980, o psicólogo Albert Ellis, </li></ul><ul><ul><li>fundador da terapia racional emotiva, </li></ul></ul><ul><ul><li>grande influência sobre a terapia cognitivo-comportamental </li></ul></ul><ul><ul><li>afirmou: </li></ul></ul><ul><ul><li>religiosidade “é, em muitos aspectos, equivalente a pensamento irracional e distúrbios emocionais”, então, </li></ul></ul><ul><li>“ a solução terapêutica elegante para problemas emocionais é ser não religioso [...] quanto menos religiosa elas [as pessoas] são, mais saudáveis emocionalmente elas tendem a ser”. </li></ul><ul><li>No entanto, essas enfáticas declarações acerca da espiritualidade e da religiosidade em saúde mental não eram baseadas em estudos bem controlados, mas principalmente na experiência clínica e na opinião pessoal . </li></ul>http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    20. 21. A sofisticação intelectual faz do ateísmo algo elegante no final do Séc. XIX e começo do Séc. XX
    21. 22. <ul><li>Segundo Lukoff et al. (1992), um fator que </li></ul><ul><li>pode ter contribuído para essa atitude </li></ul><ul><li>negativa em relação à religiosidade seria a </li></ul><ul><li>existência de um “abismo religioso” entre </li></ul><ul><li>profissionais de saúde mental e seus pacientes. </li></ul><ul><li>Psiquiatras e psicólogos tendem a ser menos religiosos que a população em geral e não recebem treinamento adequado para lidar com questões religiosas na prática clínica. </li></ul><ul><li>Por esse motivo, têm frequentemente grandes dificuldades de entender pacientes com comportamentos e crenças religiosas. </li></ul><ul><li>“ A personalidade do terapeuta é o grande fator curativo da psicoterapia” Jung </li></ul>Aspectos Históricos: Mitos e verdades http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    22. 23. Diminuindo o “Religious GAP” <ul><li>Falta de Treinamento </li></ul><ul><li>Lacuna entre prática e os conhecimentos sobre a importância da R/E para a vida dos pacientes e de sua abordagem no contexto clínico </li></ul><ul><li>O número de estudos que investigam a relação entre R/E e saúde tem crescido exponencialmente. </li></ul><ul><li>Hoje existem, literalmente, milhares de estudos na área. </li></ul><ul><li>Grande carência de textos de boa qualidade sobre o tema em língua portuguesa se constitui num marcante fator limitador na educação continuada nesse tópico pelos profissionais de saúde em nosso país. (Moreira-Almeida) </li></ul>http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    23. 25. E o que é Espiritualidade? E Saúde? <ul><li>Conceito de Saúde da OMS </li></ul><ul><li>“ bem estar bio-psico-social” e não somente a ausência de enfermidades. </li></ul><ul><li>E o tema, é relevante? </li></ul><ul><li>Espiritualidade e Religiosidade são a mesma coisa? </li></ul>http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    24. 26. Crenças espirituais pelo mundo País Temos uma alma (%) Há vida após a morte (%) Índia 81 66 Estados Unidos 96 81 Indonésia 99 99 Brasil 82 71 Paquistão 100 100 Bangladesh 99 56 Nigéria 97 88 Rússia 67 37 Japão 71 51 México 93 76 Filipinas 96 86 Alemanha 88 45 Egito 100 100 Fonte: www.worldvaluessurvey.org
    25. 27. Envolvimento Religioso do Brasileiro Fonte: Moreira-Almeida Dimensões da religiosidade % Filiação Católico Protestante Espírita Outras Sem religião 68 24 2 1 5 Frequenta mais de uma religião 11 Frequência a serviços religiosos ≥ 1 vez por semana 1 a 2 vezes por mês Algumas vezes por ano Raramente Nunca 37 18 14 18 12 O quanto a religião é importante em sua vida? Muito importante Um pouco importante Indiferente Não é importante 83 11 4 2
    26. 28. Espiritualidade e Religiosidade Religiosidade Espiritualidade Sistema organizado de crenças, práticas e símbolos desenvolvidos para facilitar a proximidade com o sagrado ou transcendente” (Koenig et al., 2001) “ Relação com o sagrado ou o transcendente (Deus, poder superior, realidade última)” (Koenig et al., 2001) “ É o aspecto institucional da espiritualidade. Religiões são instituições organizadas em torno da ideia de espírito” (Hufford, 2005) “ Referente ao domínio do espírito (Deus ou deuses, almas, anjos, demônios) [...] algo invisível e intangível que é a essência da pessoa” (Hufford, 2005)
    27. 29. Religiosidade Intrínseca e Extrínseca Fonte: Allport e Ross Religiosidade Intrinseca Religiosidade Extrínseca <ul><li>A religião tem um lugar central na vida do indivíduo, é seu bem maior. </li></ul><ul><li>2) Outras necessidades são vistas como secundárias, de menor importância e, na medida do possível, são colocadas em harmonia com sua crença e sua orientação religiosa. </li></ul><ul><li>3) Tendo aceitado uma religião, o indivíduo procura internalizá-la e segui-la integralmente. </li></ul>1) a religião é um meio utilizado para obter outros fins, como consolo, sociabilidade, distração e status. 2) Sua religião é aceita de modo superficial ou é adaptada para atender suas necessidades e seus objetivos pessoais.
    28. 30. “ Coping” <ul><li>não tem uma tradução exata para a língua portuguesa, mas pode significar lidar, manejar, adaptar- se ou enfrentar. </li></ul><ul><li>trata-se de um processo de interação entre o indivíduo e o ambiente, com a função de reduzir ou suportar uma situação adversa que exceda os recursos do indivíduo. </li></ul>Fonte: Moreira-Almeida et al. (2009)
    29. 31. Definições de coping religioso e espiritual (CRE) Estratégias de coping religioso- -espiritual positivo Estratégias de coping religioso- -espiritual negativo O CRE positivo abrange estratégias que proporcionam efeito benéfico ou positivo ao praticante como: • procurar o amor e a proteção de Deus ou maior conexão com forças transcendentais; • buscar ajuda e conforto na literatura religiosa; • buscar perdoar e ser perdoado; • orar pelo bem-estar de outros; • resolver seus problemas em colaboração comDeus etc. O CRE negativo envolve estratégias que geram consequências prejudiciais ou negativas ao indivíduo, como: • a crença em um Deus punitivo; • questionar a existência, o amor ou os atos de Deus; • delegar a Deus a resolução dos problemas; • sentir insatisfação ou escontentamento em relação a Deus ou sua instituição religiosa Fonte: Koenig (2001)
    30. 33. Uma Revisão de Literatura
    31. 34. Pubmed - 23/09/2011
    32. 35. <ul><li>Investigações sistemáticas a respeito da relação entre RE e transtorno bipolar são recentes e em pequeno número. </li></ul><ul><li>Esses estudos apontam, em sua maioria, que pacientes bipolares tendem a apresentar maior envolvimento de RE e um uso mais frequente de CRE Comparados a pessoas portadoras de outros transtornos mentais. </li></ul><ul><li>relação frequente e significativa entre sintomas maníacos e experiências místicas e modificações na intensidade da fé após o início do transtorno. </li></ul><ul><li>Maior frequência de uso de coping </li></ul><ul><li>Outros estudos investigaram o papel de crenças e práticas religiosas sobre a doença mental. Apontaram: </li></ul><ul><li>1) uma especial importância de aspectos religiosos e místicos na vida de pacientes bipolares e esquizofrênicos, </li></ul><ul><li>2) bem como a maior frequência com que utilizam suas crenças religiosas para lidar com situações de estresse e com sua doença (CRE) </li></ul>RELIGIOSIDADE, ESPIRITUALIDADE TRANSTORNOS BIPOLAR E ESQUIZOFRENIA http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    33. 36. <ul><li>17 estudos </li></ul><ul><ul><li>Alguns com melhora </li></ul></ul><ul><ul><li>Outros com piora </li></ul></ul><ul><ul><li>Outros indiferente </li></ul></ul><ul><li>Fator mais importante: o tipo de religiosidade: INTRÍNSECA mais correlacionada a menores níveis de estresse </li></ul><ul><li>Conclusão </li></ul><ul><li>Mais pesquisas serão necessárias para esclarecer estas e outras questões, mas os poucos estudos parecem promissores </li></ul><ul><li>Estudos mais voltados para Tecnicas de meditação </li></ul><ul><li>Questões ainda sem resposta: As abordagens religiosas para tratar ansiedade são efetivas somente em pessoas religiosas? Ou pessoas não religiosas podem se beneficiar? Quais as formas eficazes de encorajamento e envolvimento espirituais capazes de tratar problemas de ansiedade? </li></ul>RELIGIOSIDADE, ESPIRITUALIDADE E TRANSTORNOS ANSIOSOS http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    34. 37. <ul><li>Diversos estudos apontam a religião como importante fator protetor contra pensamentos e comportamentos suicidas. </li></ul><ul><li>Entretanto, a relação entre religião professada e taxas de suicídio é controversa. </li></ul><ul><li>Envolvimento religioso com menor frequência de suicídio </li></ul><ul><li>Koenig </li></ul><ul><li>(resumo de 1 século de pesquisas) </li></ul><ul><li>Não encontraram associações seguras entre determinada filiação religiosa e risco de suicídio. </li></ul>RELIGIOSIDADE, ESPIRITUALIDADE E SUICÍDIO http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    35. 38. RELIGIOSIDADE, ESPIRITUALIDADE E SUICÍDIO <ul><li>Entretanto, dados consistentes encontrados: </li></ul><ul><ul><li>Relacionava maior envolvimento religioso com menor frequência de suicídio. </li></ul></ul><ul><ul><li>Muitos estudos indicam que o nível de envolvimento religioso em uma dada área é inversamente proporcional ao número de mortes por suicídio. </li></ul></ul><ul><li>Possíveis mecanismos: </li></ul><ul><ul><li>uma rede social de apoio, outros mecanismo </li></ul></ul><ul><ul><li>crenças na vida após a morte, </li></ul></ul><ul><ul><li>Autoestima e objetivos para a vida, </li></ul></ul><ul><ul><li>modelos de enfrentamento de crises, </li></ul></ul><ul><ul><li>significado para as dificuldades da vida, </li></ul></ul><ul><ul><li>Uma hierarquia social que difere da hierarquia socioeconômica da sociedade, </li></ul></ul><ul><ul><li>além de desaprovação enfática ao suicídio </li></ul></ul><ul><li>Algumas considerações </li></ul><ul><li>Hoje se sabe a importância que a religião tem para a vida do individuo </li></ul><ul><li>Diferença desta importância para indivíduos diferentes da mesma religião </li></ul><ul><li>Grupos religiosos podem sofrer forte influencia das crenças religiosas de gerações anteriores </li></ul>http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    36. 39. <ul><li>Relação inversa entre religiosidade e uso/abuso de substâncias </li></ul><ul><li>Existe uma correlação forte, consistente e inversa entre religiosidade e uso/abuso de álcool e outras drogas, tanto entre adolescentes quanto entre adultos </li></ul><ul><li>Três estudos brasileiros envolvendo milhares de adolescentes constataram que fatores religiosos estão fortemente associados </li></ul><ul><ul><li>com menor frequência de uso de drogas, </li></ul></ul><ul><ul><li>Bem como indivíduos assíduos em serviços religiosos são menos suscetíveis a </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Iniciar ou continuar fumando, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>fazer uso excessivo de álcool e outras drogas. </li></ul></ul></ul>RELIGIOSIDADE, ESPIRITUALIDADE E USO/DEPENDENCIA DE SUBSTANCIAS http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    37. 40. OS &quot;10 MELHORES ESTUDOS&quot; EM ESPIRITUALIDADE E &quot;SAÚDE MENTAL&quot; <ul><li>Eles foram escolhidos baseados em estudos, análises estatísticas e debates entre os autores das descobertas e integração com outras pesquisas na área. Um rápido sumário descreve cada citação. </li></ul><ul><li>Idler, E. L. e Kasl, S. V. (1997). A religião entre idosos deficientes e não-deficientes: estudo cruzado nas práticas de saúde, atividades sociais e bem-estar. Journal of Gerontology . 52B: 300-3005. Sumário : Estudo cruzado feito entre 2812 idosos participantes em um estudo epidemiológico em Yale. A freqüência religiosa foi positivamente relacionada a menor ingestão de álcool e não-fumantes. A freqüência religiosa significantemente relacionada a menor depressão e maior otimismo, mas apenas em pessoas fisicamente incapacitadas. </li></ul>Fonte: Koenig. Espiritualidade no cuidado com o paciente
    38. 41. <ul><li>Willits, F.K., Crider D.M. (1998). Religião e bem-estar: Homens e mulheres de meia idade. Review of Religious Research, 29: 281-294. </li></ul><ul><li>Sumário: Estudo de trinta e sete anos sobre religião e bem-estar; entrevistadas 2806 pessoas em 1947 e 1650 re-entrevistados em 1984. A freqüência a igrejas e crenças religiosas tiveram significante relação à satisfação de vida e satisfação com a comunidade. Das 1984 pessoas que no ano de 1947 tinham participação e crença religiosa enquanto adolescentes tiveram melhor satisfações em sua carreira (1984). Concluído que as tradicionais crenças religiosas eram mais consistentes relacionadas a bem-estar . </li></ul>OS &quot;10 MELHORES ESTUDOS&quot; EM ESPIRITUALIDADE E &quot;SAÚDE MENTAL&quot; Fonte: Koenig. Espiritualidade no cuidado com o paciente
    39. 42. <ul><li>Koenig, H.G., George L.K. e Peterson, B.L. (1998). Religiosidade e remissão da depressão em pacientes idosos doentes. American Journal of Psychiatry , 155:536-542. Sumário : Estudo de 47 semanas seguidas em 87 pacientes com desordens depressivas. Para cada 10 pontos aumentados na religiosidade intrínseca (IR), houve significante 70% de aumento na velocidade da remissão da depressão . Entre um subgrupo de pacientes cujas doenças físicas não melhorava ou piorava (n=48), a cada 10 pontos aumentados na escala IR eram associados com mais de 100% de aumento na velocidade da remissão . </li></ul>OS &quot;10 MELHORES ESTUDOS&quot; EM ESPIRITUALIDADE E &quot;SAÚDE MENTAL&quot; Fonte: Koenig. Espiritualidade no cuidado com o paciente
    40. 43. Aspectos Clínicos
    41. 44. A Espiritualidade do Paciente e as Decisões Médicas <ul><li>dieta </li></ul><ul><li>cooperação com o tratamento médico, </li></ul><ul><li>Receber quimio ou radioterapia, </li></ul><ul><li>aceitar transfusão de sangue, </li></ul><ul><li>vacinar crianças, cuidado pré-natal, tomar antibióticos e medicamentos, </li></ul><ul><li>mudar o estilo de vida, </li></ul><ul><li>aceitar o encaminhamento a um psicólogo ou psiquiatra, </li></ul><ul><li>bem como retornar à consulta médica. </li></ul><ul><li>Fé em Deus ficou em segundo lugar de sete fatores que mais comumente influenciaram a decisão de aceitar quimioterapia. </li></ul><ul><li>Crenças religiosas podem conflitar com tratamentos médicos e psiquiátricos, </li></ul><ul><li>afetar tomadas de decisões no fim da vida, como doação de órgãos ou retirada </li></ul><ul><li>de alimentação ou suporte ventilatório. </li></ul><ul><li>Certos grupos fundamentalistas não acreditam em medicações antidepressivas ou psicoterapia. </li></ul><ul><li>Muitos religiosos podem buscar apenas tratamentos religiosos e recusar um tratamento médico concomitante </li></ul><ul><li>(Koenig, 2007; Pargament, 1997). </li></ul>http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    42. 45. Quando “não se indica” a coleta da Historia Espiritual <ul><li>para realizar procedimentos de curta duração, </li></ul><ul><ul><li>Papanicolau </li></ul></ul><ul><ul><li>tratar um resfriado </li></ul></ul><ul><ul><li>uma dor de cabeça </li></ul></ul><ul><ul><li>outro problema menor </li></ul></ul><ul><li>Na sala de emergência e </li></ul><ul><li>Admissão em uma UTI. </li></ul><ul><li>E os “melhores” momentos?.. </li></ul>http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    43. 46. Quando seria mais “indicado” colher a historia espiritual? <ul><li>  Durante a entrevista clínica de um paciente novo. </li></ul><ul><li>Em pacientes com doenças crônicas e graves, bem como </li></ul><ul><li>quando tenha havido morte e o luto estiver presente. </li></ul><ul><li>Quando o paciente recorre ao hospital por um problema </li></ul><ul><li>novo ou exacerbação de uma condição antiga. </li></ul><ul><li>Quando da admissão em uma casa de repouso ou instituição </li></ul><ul><li>de longa permanência, bem como em hospice . </li></ul><ul><li>Durante a realização de um check-up para manutenção </li></ul><ul><li>da saúde. </li></ul><ul><li>Especialmente quando decisões médicas precisam ser </li></ul><ul><li>feitas e que poderiam afetar as crenças religiosas/espirituais do paciente. </li></ul>http://www.hoje.org.br/site/bves.php
    44. 47. 4 Casos Clínicos
    45. 48. Caso 1 – Do Budismo Motivacional <ul><li>Paciente 35 anos </li></ul><ul><li>“ A minha tolerância é zero” </li></ul><ul><li>Iniciada ao Budismo do Norte de Minas na infância </li></ul><ul><li>Interrompeu suas atividades aos 13 anos “para namorar”, e “acabou tendo filhos cedo” </li></ul><ul><li>Veio para Belo Horizonte para “ganhar a vida” </li></ul><ul><li>Empregou-se como auxiliar de “serviços Gerais”, enfadada da atividade, começou a orar para mudar e profissão </li></ul><ul><li>O Ritual dela: </li></ul><ul><ul><li>01 hora de manha e um a hora a tarde </li></ul></ul><ul><ul><li>Membro da linha da “Ação e Reação” </li></ul></ul><ul><li>A retomada da Religião </li></ul><ul><ul><li>“ Tava tudo muito difícil” </li></ul></ul><ul><ul><li>A distorção cognitiva-conceitual (A explicação da Patroa) </li></ul></ul>
    46. 49. Caso 2 – Universitária de Medicina com Pais Evangélicos Ortodoxos <ul><li>18 anos </li></ul><ul><li>Recém egressa na universidade </li></ul><ul><li>Vem do Interior para Estudar </li></ul><ul><li>Perfil de Pais muito ortodoxos </li></ul><ul><li>Chega ao Pronto Socorro em Coma alcóolico </li></ul><ul><li>Se nega a conversar sobre religião </li></ul><ul><li>E aí, como abordar a Espiritualidade desta paciente? </li></ul>
    47. 50. Caso 3 – Um “Espírita-Equizofrênico” <ul><li>47 anos </li></ul><ul><li>Aposentado pelo INSS devido ao quadro de Esquizofrenia </li></ul><ul><li>Relato de inadaptação ao trabalho </li></ul><ul><li>Espírita de berço </li></ul><ul><li>Alega ter “abandonado” o Espiritismo, pois percebeu melhora com o remédio, “passei a ver e ouvir só coisas boas” </li></ul><ul><li>Apresenta inúmeros relatos “paradigmáticos” de sua mediunidade, embora ainda não confirmada pelos envolvidos </li></ul><ul><li>A Supervisão do caso e o viés em Psiquiatria pela Psicanálise </li></ul><ul><li>E aí, como abordar a Espiritualidade desta paciente? </li></ul>Ver Revista de Psiquiatria Clínica, Moreira Almeida (2011) para proposta de diagnóstico diferencial para o Cid-11 / 33 (suppl.1): s21-s28
    48. 51. Caso 4 –” “ A via crucis – De remédio em remédio, de “religião em religião, e de namoro em namoro” <ul><li>Solteira, atriz, renda de 10 a 15 salários mínimos </li></ul><ul><li>Católica “não praticante” </li></ul><ul><li>Iniciou com psicanalise, aos 25 anos </li></ul><ul><li>Queixas de labilidade de humor associada ao término de seus relacionamentos. Inapetência, aumento de peso, ansiedade e medo de ser deixada sozinha. </li></ul><ul><li>Ficou grávida, abortou. </li></ul><ul><li>Mais um ano de psicanálise </li></ul><ul><li>Sugestão de um amigo: Psicoterapia de grupo e praticar a doutrina do Santo Daime </li></ul><ul><li>Rompeu relacionamento, após viagem aos EUA, novo rompimento </li></ul><ul><li>Internada. Uso de Diazepam, amitriptilina, sem melhora. Troca pra ISRS, depois Venlafaxina, sem melhora. </li></ul><ul><li>Tentou o Espiritismo, terapia e vidas passadas, sem resultado. </li></ul><ul><li>Iniciou medicação para emagrecer, com piora do quadro. (após morte de um companheiro idoso, muito rico). Inúmeros outros parceiros. (Dançarina em boate) </li></ul><ul><li>Usou antipsicótico, submetida a sessões de ECT. (Inúmeros outros relacionamentos frustrados) </li></ul><ul><li>Melhorou com IMAO. </li></ul>Fonte: (Mari, & Pita) Psiquiatria por meio de Casos Clínicos. Adaptado. (Ed. Manole)
    49. 52. <ul><li>Situação de “estabilidade” </li></ul><ul><li>Usando Sertralina em situações de Estresse </li></ul><ul><li>Encontrou emprego estável, relacionamento estável com um músico, mudou-se para o interior. </li></ul><ul><li>Parou de cantar e passou a ser modelo. </li></ul><ul><li>Uso constante de maconha associada a praticas de Ioga e Vegetarianismo </li></ul><ul><li>Aos 34 anos, torna-se especialista em música indígena sul-americana </li></ul><ul><li>“ A paciente acredita que a medicação tenha sido fundamental e a psicoterapia lhe tenha proporcionado o entendimento de sua vida.” </li></ul>Caso 4 –” “ A via crucis – De remédio em remédio, de “religião em religião, e de namoro em namoro” Fonte: (Mari, & Pita) Psiquiatria por meio de Casos Clínicos. Adaptado. (Ed. Manole)
    50. 53. A história espiritual – CSI-MEMO <ul><li>Suas crenças religiosas/espirituais oferecem conforto </li></ul><ul><li>ou são fontes de estresse? </li></ul><ul><li>Você tem crenças espirituais que podem influenciar </li></ul><ul><li>suas decisões médicas? </li></ul><ul><li>Você é membro de alguma comunidade espiritual ou </li></ul><ul><li>religiosa, e ela oferece apoio? Qual? </li></ul><ul><li>Você tem outras necessidades espirituais que gostaria que alguém as atendesse? </li></ul><ul><li>(Koenig, 2007) </li></ul>
    51. 54. Como abordar significado existencial em um paciente não religioso? (Koenig, 2007) <ul><li>Como o paciente está lidando com a doença? </li></ul><ul><li>O que dá significado ou propósito na atual situação da doença? </li></ul><ul><li>O que ou quais crenças culturais são usadas e que podem </li></ul><ul><li>influenciar o tratamento? </li></ul><ul><li>Quais são os recursos sociais disponíveis para apoiá-lo </li></ul><ul><li>em casa ou no hospital? </li></ul><ul><li>Obs.: </li></ul><ul><li>e se o paciente não tem uma religião? Se ele é agnóstico ou mesmo ateu, de que maneira se pode acessar informações relevantes concernentes a crenças culturais que possam influenciar minha prática clínica? </li></ul><ul><li>É importante termos em mente que não só crenças religiosas/espirituais influenciam e impactam condutas médicas, etc. </li></ul><ul><li>a proposta de antes aplicar o questionário a si mesmo </li></ul>
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