Timorlestecarlinha8ªB

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    Timorlestecarlinha8ªB - Presentation Transcript

    1. 8ª série “B”
    2. República Democrática de Timor-Leste
      • Um dos países mais jovens do mundo!!!
      Bandeira Brasão
    3. Presidente: José Ramos Horta
    4. Primeiro Ministro: José Alexandre Gusmão ( Xanana Gusmão)
    5. Pálacio do Governo
      • Capital: Díli
      • Línguas oficiais: Português e Tétum, o inglês e o bahasa indonésio são consideradas línguas de trabalho.
      • Área: 154º maior
      • Moeda: Dólar americano
      • Independência De Portugal
      • Declarada: 28 de Novembro de 1975
      • Reconhecida: 20 de Maio de 2002
    6. Hino timorense
      • Título: "Pátria“
      • Texto: Borja da Costa
      • Música: Afonso Redentor Araújo
      • Pátria, pátria, Timor-Leste nossa nação. Glória ao povo e aos heróis da nossa libertação. Vencemos o colonialismo. Gritamos: abaixo o imperialismo. Terra livre, povo livre, não, não, não à exploração. Avante, unidos, firmes e decididos. Na luta contra o imperialismo, o inimigo dos povos, até à vitória final, pelo caminho da revolução!
      • Refrão: Pátria, pátria, Timor-Leste nossa nação. Glória aos heróis da nossa libertação
    7. Localização
    8. Divisão administrativa
      • 01. autém
      • 02. Baucau
      • 03. Viqueque
      • 04. Manatuto
      • 05. Díli
      • 06. Aileu
      • 07. Manufahi
      • 08. Liquiçá
      • 09. Ermera
      • 10. Ainaro
      • 11. Bobonaro
      • 12. Cova-Lima
      • 13. Oecussi-Ambeno
      • Cada um destes 13 distritos possui uma cidade capital e é formado por subdistritos, variando o seu número entre três e sete, numa média de cinco subdistritos por distrito, num total de 67. Os subdistritos possuem, cada um, uma localidade sede e subdivisões administrativas, os sucos, que variam entre dois e 18 por subdistrito, totalizando 498 sucos.
    9. Geografia
      • Timor-Leste possui um território de 18 mil km², ocupando a parte oriental da ilha de Timor. O país é muito montanhoso e tem um clima tropical. Com chuvas dos regimes das monções, enfrenta avalanches de terra e freqüentes cheias. O país possui 800 mil habitantes.
      • A ilha de Ataúro, ao norte de Díli, e o ilhéu de Jaco, a leste do país, também fazem parte do território timorense.
    10. Clima
      • Timor possui um clima de características equatoriais, com duas estações anuais determinadas pelo regime de monções. A fraca amplitude térmica anual é comum a todo o território e só o regime pluviométrico tem alguma variabilidade regional. Podem considerar-se três zonas climáticas: a situada mais a norte é a menos chuvosa (menos de 1500 mm anuais) e a mais acidentada, com uma estação seca que dura cerca de cinco meses. A montanhosa zona central regista muita precipitação e um período seco de quatro meses. Por fim, a zona menos acidentada do Sul, com planícies de grande extensão expostas aos ventos australianos, é bastante mais chuvosa do que o Norte da ilha e tem um período seco de apenas três meses.
    11. Economia
      • O investimento secular de Portugal na sua colónia na Insulíndia não foi suficiente para a desenvolver adequadamente, tendo esta permanecido pobre até aos nossos dias.
      • Foram, no entanto, construídas algumas infra-estruturas de saúde, ensino e transportes depois da Segunda Guerra Mundial. O comércio de sândalo, uma das principais mercadorias do território perdeu importância e a sua única fonte de rendimento passou a ser uma modesta produção de café.
      A contribuição dada pela Indonésia na construção de infra-estruturas foi superior ao de Portugal, apesar de corresponder também a interesses próprios, como o do transporte mais rápido das tropas ou da absorção sócio-cultural indonésia e descaracterização da cultura própria timorense. No entanto, grande parte das edificações foi destruída pelas milícias pró-indonésias no período que se seguiu à declaração de vitória dos independentistas: bancos, hotéis, escolas, centros de saúde, etc. A já débil economia timorense foi completamente arrasada, tendo ficado dependente totalmente da cooperação internacional para a sua reconstrução.
    12. Demografia
      • A sociedade timorense conviveu durante quase três décadas com a opressão e a violência. Simultaneamente, exibiu uma capacidade de resistência e uma vontade de ser parte activa no seu destino verdadeiramente ímpares, característica que ofusca qualquer outra.
      • A heterogeneidade étnico-cultural é evidenciada pelos seus dialectos, variadas línguas, materiais produzidos ou diferentes estilos arquitectónicos.
      • Apesar de maioritariamente católicos, os timorenses não se podem considerar inteiramente convertidos, a avaliar pela rica tradição oral composta por lendas e mitologias que remontam a tempos pré-coloniais.
      • Crê-se que cerca de um terço da população existente em 1975 foi, até à entrada das tropas das Nações Unidas, dizimada por ação indonésia.
    13. Línguas
      • De acordo com a Constituição de Timor-Leste, o tétum e o português têm o estatuto de línguas oficiais . De acordo com parágrafo 3 do artigo 3 da Lei 1/2002, em caso de dúvida na interpretatção das leis prevalece o português.
      • Para além do tétum, existem mais quinze línguas nacionais em Timor-Leste: ataurense, baiqueno, becais, búnaque, cauaimina, fataluco, galóli, habo, idalaca, lovaia, macalero, macassai, mambai, quémaque e tocodede.
      • O inglês e o indonésio têm o estatuto de línguas de trabalho nas provisões transicionais da Constituição.
      • Mercê de fluxos migratórios de população chinesa, o mandarim, o cantonês e, principalmente, o hakka são também falados por pequenas comunidades.
    14. A História
      • O primeiro contato europeu com a ilha foi feito pelos portugueses quando estes lá chegaram em 1512 em busca do sândalo, madeira nobre utilizada na fabricação de móveis de luxo e na perfumaria, que cobria praticamente toda a ilha. Durante quatro séculos, os portugueses apenas utilizaram o território timorense para fins comerciais, explorando os recursos naturais da ilha. Díli, a capital do Timor Português, apenas nos anos 60 do século XX começou a dispôr de luz elétrica, e na década seguinte, água, esgoto, escolas e hospitais. O resto do país, principalmente em zonas rurais, continuava atrasado.
      • Após a Revolução dos Cravos, o governo português decidiu abandonar a ilha em agosto de 1975, passando o poder à FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor-Leste) que proclamou a república em 28 de Novembro do mesmo ano. Porém, a independência durou pouco tempo. O general Suharto, governante da Indonésia, mandou tropas do exército invadirem a ilha. Em 7 de Dezembro, os militares indonésios desembarcavam em Díli, ocupando brevemente toda a parte oriental de Timor, apesar do repúdio da Assembléia-Geral da ONU.
      • A ocupação militar da Indonésia em Timor-Leste fez com que o território se tornasse a 27.ª província indonésia, chamada "Timor Timur". Uma política de genocídio resultou num longo massacre de timorenses. Centenas de aldeias foram destruídas pelos bombardeios do exército da Indonésia, sendo que foram utilizadas toneladas de napalm contra a resistência timorense. O uso do produto queimou boa parte das florestas do país, limitando o refúgio dos guerrilheiros na densa vegetação local.
      • Entretanto, a visita do Papa João Paulo II a Timor-Leste, em outubro de 1989, foi marcada por manifestações pró-independência que foram duramente reprimidas. No dia 12 de Novembro de 1991, o exército indonésio disparou sobre manifestantes que homenageavam um estudante morto pela repressão no cemitério de Santa Cruz, em Díli. Cerca de 200 pessoas foram mortas no local. Outros manifestantes foram mortos nos dias seguintes, "caçados" pelo exército da Indonésia.
      • A causa de Timor-Leste pela independência ganhou maior repercussão e reconhecimento mundial com a atribuição do Prêmio Nobel da Paz ao bispo Carlos Ximenes Belo e José Ramos Horta em outubro de 1996. Em julho de 1997, o presidente sul-africano Nelson Mandela visitou o líder da FRETILIN, Xanana Gusmão, que estava na prisão. A visita fez com que aumentasse a pressão para que a independência fosse feita através de uma solução negociada. A crise na economia da Ásia no mesmo ano afetou duramente a Indonésia. O regime militar de Suharto começou a sofrer diversas pressões com manisfestações cada vez mais violentas nas ruas. Tais atos levam à demissão do general em maio de 1998.
      • Em 1999, os governos de Portugal e da Indonésia começaram, então, a negociar a realização de um referendo sobre a independência do território, sob a supervisão de uma missão da Organização das Nações Unidas. No mesmo período, o governo indonésio iniciou programas de desenvolvimento social, como a construção e recuperação de escolas, hospitais e estradas, para promover uma boa imagem junto aos timorenses.
      • Percebendo que Timor-Leste estava prestes a conquistar a independência, a ala radical do exército indonésio recrutou e treinou milícias armadas locais para espalharem o terror entre a população. Apesar das ameaças, mais de 98% da população timorense foi às urnas no dia 30 de agosto de 1999 para votar na consulta popular, e o resultado apontou que 78,5% dos timorenses queriam a independência.
      • As milícias, protegidas pelo exército indonésio, desencadearam uma onda de violência antes da proclamação dos resultados. Homens armados mataram nas ruas todas as pessoas suspeitas de terem votado pela independência. Milhares de pessoas foram separadas das famílias e colocadas à força em caminhões, cujo destino ainda hoje é desconhecido. A população começou a fugir para as montanhas e buscar refúgio em prédios de organizações internacionais e nas igrejas. Os estrangeiros foram evacuados, deixando Timor entregue à violência dos militares e das milícias indonésios.
      • A ONU decide criar uma força internacional para intervir na região. Em 22 de setembro de 1999, soldados da ONU entraram em Díli e encontraram um país totalmente incendiado e devastado. Grande parte da infra-estrutura de Timor-Leste havia sido destruída e o país estava quase totalmente devastado. Xanana Gusmão, líder da resistência timorense, foi libertado logo em seguida.
      • Em abril de 2001, os timorenses foram novamente às urnas para a escolha do novo líder do país. As eleições consagraram Xanana Gusmão como o novo presidente timorense e, em 20 de Maio de 2002, Timor-Leste tornou-se totalmente independente.
      • Em 2005, a cantora colombiana Shakira gravou uma música-protesto intitulada de "Timor". A música, escrita e composta pela cantora, fala de como a comunicação social ocidental deu importância ao caso da independência de Timor-Leste há alguns anos, e como agora essa mesma comunicação social, televisões e rádios já não se interessavam por este país.
      • Em 2006, após uma greve que levou a uma demissão em massa nas forças armadas leste-timorenses, um clima de tensão civil emergiu em violência no país. Em 26 de Junho o então primeiro-ministro Mari Bin Amude Alkatiri deixou o cargo, assumindo interinamente a coordenaria ministerial José Ramos Horta, que, em 8 de Julho, foi indicado para o cargo pelo presidente Xanana Gusmão, pondo termo ao clima vigente.
      • A situação permanece razoavelmente estável devido à intervenção militar vinda da Malásia, Austrália, Nova Zelândia e à pressão política e militar de Portugal que tenta apoiar Timor-Leste no seu desenvolvimento.
      • José Ramos-Horta era apontado pela imprensa portuguesa como um dos sucessores de Kofi Annan no cargo de secretário-geral da ONU. Ramos-Horta não confirmou o seu interesse no cargo, mas também não excluiu a hipótese.
      • Na segunda volta das eleições de 9 de Maio de 2007, Ramos-Horta foi eleito Presidente da República de Timor-Leste, em disputa com Francisco Guterres Lu Olo, sucedendo a Xanana Gusmão no cargo.
      • A 6 de Agosto de 2007, José Ramos Horta indica Xanana Gusmão, ex-presidente d república, como 4º primeiro-ministro da história do país sucedendo a Estanislau da Silva. Xanana Gusmão líder do renovado CNRT apesar de 2º classificado nas eleições legislativas de Junho com 24,10% dos votos, atrás dos adversários da FRETILIN de Francisco Lu-Olo alcançou uma série de acordos pós-eleitorais com as restantes forças políticas da oposição que conferem ao seu governo um estatuto de estabilidade.
    15. Cultura de Timor-Leste
      • Timor-Leste é um país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e reconquistou sua independência em 2002.
      • O líder da resistência timorense, José Alexandre Gusmão, mais conhecido como Xanana Gusmão, é também o maior nome da poesia do país. Em 1973, antes mesmo da Revolução dos Cravos, Xanana Gusmão já se destacava na literatura, chegando a receber o Prêmio Revelação da Poesia Ultramarina. Contudo, foi a Guerra Civil Timorense, iniciada em 1975, que despertou em Gusmão a necessidade de expressar-se através da escrita. Entre 1977 e 1979, ele publicou dois livros: "Pátria e Revolução" (cujo título tornaria-se o lema da luta no país), e "Guerra, Temática Fundamental do Nosso Tempo", no qual ensaia todas as características das chamadas Guerras Populares, descrevendo o papel de um líder carismático na condução de seu povo.
      • O livro "Mar Meu", de 1998, reuniu vários poemas de Xanana escritos no período de 1994 e 1996. Os poemas de Xanana conquistaram a crítica literária em língua portuguesa, sendo que a obra do revolucionário foi bastante difundida em países como Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.
      • Xanana Gusmão é também um forte expoente da pintura timorense, tendo desenvolvido essa atividade principalmente em seu tempo de prisão. Suas telas prendem-se a retratar as paisagens de Timor, enfocando suas tradições, o jeito simples de seu povo, sua felicidade. Sua pintura mais conhecida é "Aldeia Típica de Timor".
      • Outros escritores importantes de Timor são: Luís Cardoso, Fernando Sylvan, Jorge Lauten, Francisco Borja da Costa, Jorge Barros Duarte, João Aparício, Ponte Pedrinha - pseudónimo de Henrique Borges, Fitun Fuik e Afonso Busa Metan. Poemas, contos e crônicas de alguns desses autores encontram-se reunidos no livro "Timor Leste - Este País Quer Ser Livre", organizado por Sílvio Sant’Anna, da Editora Martin Claret. Um escritor português que viveu alguns anos em Timor e que produziu obras de grande qualidade foi Ruy Cinatti, poeta, antropólogo e botânico.
    16. Algumas imagens do Timor - Leste .
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    24. Fim.
      • Muito obrigado!!!
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