Prevenção ao uso de drogas em escolas

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    Prevenção ao uso de drogas em escolas - Presentation Transcript

    1. Daniela Pinotti Maluf 2007 Psicóloga Clínica e Educacional Prevenção na escola: Como fazer?
    2. Por que falar sobre drogas?
      • Porque este é um tema atual, muito discutido em nossa sociedade e que interfere, direta ou indiretamente, na qualidade de vida de todos nós.
      • Porque a UNODC (Organização das Nações Unidas – Escritório Contra Drogas e Crime - Global Illicit Drug Trends, 2003) estima hoje que 200 milhões de pessoas consumam algum tipo de substância psicoativa ilícita. Isso representa quase
      • 5% da população mundial acima dos quinze anos de idade.
    3. Por que falar sobre drogas?
      • Porque de acordo com o CEBRID – Centro Brasileiro de informações sobre Drogas Psicotrópicas do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo – o uso de álcool na vida ficou em primeiro lugar na população brasileira e foi encontrado em 68,7% desta em 2001, dos quais 11,2 % são dependentes. O tabaco aparece como a segunda droga mais consumida. O uso na vida desta substância foi encontrado em 41,1% (quase 20 milhões de pessoas) da população, sendo que 9% - mais de 4 milhões - já é dependente desta substância.
    4. Por que falar sobre drogas?
      • Porque segundo o V Levantamento sobre o uso de drogas realizado pelo CEBRID 22,6% dos estudantes brasileiros do 5º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio já consumiram algum tipo de droga ilícita alguma vez na vida. E entre as idades de 10 a 12 anos 12,7% já fizeram esse tipo de uso.
      • Porque o tema drogas é uma
      • questão de saúde pública!
    5. Porque falar sobre drogas é falar sobre EDUCAÇÃO!
    6. A instituição educacional como um todo deve ajudar seus membros (educadores, familiares e jovens) a desenvolverem espírito crítico, discutindo as drogas em nossa sociedade, bem como a relação deles com as mesmas. A escola é um lugar privilegiado para a realização de atividades preventivas, porque congrega as crianças e os jovens, é um lugar confiável, estimula o saber e o conhecimento e possibilita a construção de valores. Qual o papel da escola na prevenção do uso indevido de drogas?
    7. É, antes de tudo, educar crianças e jovens a buscarem e desenvolverem sua identidade e subjetividade, promover e integrar a educação cognitiva e emocional, incentivar a cidadania e a responsabilidade social, bem como garantir que eles incorporem hábitos saudáveis no seu cotidiano. Trata-se de discutir o projeto de vida global dos alunos e da sociedade, ao invés de dar ênfase às conseqüências como a doença e a drogadição, por exemplo. Portanto, a prevenção é mais adequada quando discute o uso de drogas dentro de um contexto de saúde. Neste sentido, o educador apresenta-se como um excelente condutor das atividades preventivas em função de seu papel fundamental na educação e formação intelectual e emocional dos jovens nas escolas.
      • Tratar do tema, drogas, dito e tido como tão polêmico, muitas vezes gera insegurança, medo, angústia.
      • Não é fácil discutí-lo e abordá-lo.
      • Pode significar “perda” de tempo.
      • Educadores, orientadores educacionais, coordenadores e outros profissionais se deparam com situações que raramente são tranqüilas quando o assunto entra em questão.
      Mas.......
    8. A droga pode ser utilizada das mais diversas formas: ingerida, fumada, injetada etc. Pode ser produzida tanto a partir de substâncias naturais como de produtos sintéticos. Faz parte de rituais religiosos e está presente na maioria das comemorações, do nascimento à morte, nas passagens de ano e nos muitos anos de vida. Ela se relaciona com momentos de alívio da tensão e relaxamento, é utilizada para lavar as mágoas, sair da tristeza, selar as alegrias, ampliar a consciência, ficar mais animado nas festas, “quebrar” a timidez, etc, etc, etc... Qualquer substância capaz de alterar funções físicas e/ou psíquicas no organismo O que são as drogas?
    9. Existem diversos tipos de uso de drogas?
      • Experimentação – significa a primeira vez (ou as primeiras vezes) em que se usa uma determinada substância, geralmente para satisfazer a curiosidade.
      • Uso eventual ou não problemático – consumo moderado que não expõe o indivíduo ou o grupo a situações de risco para a sua saúde e do qual não decorrem problemas sociais.
      • Uso abusivo ou problemático – consumo que causa danos à saúde física, psíquica ou social do indivíduo, ou o expõe a riscos, mesmo que seja esporadicamente.
      • Dependência - uso compulsivo de uma ou mais substâncias, priorizando-se o consumo em detrimento dos danos que causa e de outros interesses pessoais, sociais ou profissionais.
    10. As drogas estão no nosso cotidiano, mesmo no das pessoas que não fazem uso, uma vez que as drogas aparecem nas notícias de jornal, nos nossos relacionamentos sociais, no cinema, nas propagandas etc. Por estarmos próximos demais das drogas, geralmente não conseguimos encará-las sem os preconceitos que comumente as acompanham.
    11. Será que a droga sempre é caso de polícia?
      • Manchetes de jornal sempre se referindo à apreensão de droga
      • Criminalidade
      • Violência urbana
      • Drogas lícitas e ilícitas
      • Descriminalizar – isentar de culpa, tornar evidente a ausência de crime ou contravenção, no caso das drogas, é tornar o usuário apenas responsável pelo consumo da droga, e não culpado pelo tráfico, distribuição, incentivo e comercialização da mesma.
    12. Tráfico de drogas Problema complexo que envolve desde os grandes traficantes até os “aviões”, problema legal e social. Há problemas sociais que favorecem a disseminação do tráfico, como no caso brasileiro:
      • Desemprego
      • Baixa qualificação profissional
      • Baixas remunerações pelos trabalhos executados
      • Pequena perspectiva de vida nos lugares de menor renda e alto índice de violência,
      • Desigualdade social
      • Dificuldade de atuação da polícia
      • Aumento da população urbana que gera uma superpopulação nas periferias
    13. Realidade brasileira O brasileiro gasta mais com cigarros do que na compra de alimentos como arroz e feijão. Pesquisa feita pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) revela que os cigarros aumentaram além da variação média do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e passaram a comprometer, em abril de 2007, 1,25% do orçamento familiar, enquanto o item arroz e feijão teve peso de 0,85%. http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u300209.shtml
    14. Qual a população mais vulnerável ao uso de droga?
    15. Qual a população mais vulnerável ao uso de droga? ADOLESCENTES
    16. Quais são as caracteríticas básicas da adolescência:
      • Impulsividade
      • Inconstância
      • Necessidade de fazer parte de grupos
      • Contestação
      • Distanciamento da família
      • Descoberta da sexualidade
      • Concepção do tempo desajustada
      • Insegurança
      • Crise e busca da construção de sua identidade
      • Atenção flutuante
    17. Busca de prazer Ser aceito no grupo Curiosidade Quebrar barreiras sociais Conseguir status Diminuir a timidez Pressão da mídia Exemplo dos pais Principais motivos do uso de drogas:
    18. Que perspectivas de vida os jovens têm?
    19. Que mundo nós estamos oferencendo para os jovens?
      • Destruição da natureza, da biodiversidade e da diversidade cultural.
      • Acumulo de poluentes e de lixo
      • Tecnologia extremamente avançada, mas com relações humanas extremamente retrogradas.
      • Desigualdade social
      • Consumo excessivo e desnecessário
      • Conflitos políticos, culturais, religiosos, etc.
    20. Padrões de nossa sociedade
      • Consumo exagerado
      • Padrão de beleza cruel e quase inviável
      • Sexualidade exacerbada
      • Crescimento acelerado – para entrada no mercado consumidor
      • Infantilidade
      • Desemprego
      • Falta de perspectivas
      • Injustiça
      • Competição extrema
      • Poder aquisitivo
      • Condições de moradia
      • Nível de escolaridade
      • Acesso à saúde
      • Qualidade dos relacionamentos afetivos e das relações familiares
      • Possibilidade de freqüentar espaços de lazer
      • Exposição à violência
      • Qualidade da água e dos alimentos consumidos
      • Fatores da personalidade
      O que constitui a nossa qualidade de vida?
    21. Existem diversos níveis de prevenção?
      • Prevenção – significa chegar antes, pois, sempre que prevenimos, prevenimos alguma coisa, neste caso, o uso de drogas. As ações têm como objetivo fornecer informações e educar os jovens a adotarem hábitos saudáveis e protetores em suas vidas.
      • Prevenção primária – evitar que o uso se inicie ou retardar ao máximo seu início. É a prevenção que se destina às pessoas que ainda não fizeram uso de drogas ou que apenas experimentaram.
      • Prevenção secundária – evitar que o uso aumente de freqüência, se agrave ou resulte em dependência. É a prevenção que se destina às pessoas que já fazem uso da substância seja de modo moderado ou abusivo.
      • Prevenção terciária – tratamento da dependência e de seus problemas.
    22. Particularidades da prevenção nas escolas
    23. Pais
      • Educação compartilhada entre escola e família
      • Valores familiares e exemplos
      • Promover atividades para os pais, que favoreçam o acesso a informações confiáveis sobre temas pertinentes ao desenvolvimento de seus filhos, incluindo informações sobre drogas
      • Valorizar a interação entre pais e filhos
      • Diálogo aberto e constante entre escola e pais
    24. Professores
      • Toda e qualquer atividade educativa pode ser promotora de saúde
      • Nenhuma atividade promotora de saúde ou preventiva é “perda de tempo”
      • As ações individuais merecem ser valorizadas e reconhecidas
      • Ter atitudes coerentes entre as atividades preventivas e o cotidiano na sala de aula
      • Estar aberto ao diálogo e às perguntas que podem surgir referentes a temas trabalhados em situações anteriores
    25. Direção, coordenação e orientação
      • Apoiar e valorizar as iniciativas das diversas instâncias da instituição
      • Favorecer a boa formação dos educadores, tanto em suas áreas específicas de conhecimentos como em assuntos de interesse geral que digam respeito à realidade escolar
      • Ter uma atitude coerente entre as diversos setores da instituição, tendo especial atenção às regras que devem valer para todos na escola e não produzindo discursos que podem ser contraditórios e por isso manipulados de acordo com interesses imediatos
      • Abrir espaços e garantir a continuidade de atividades promotoras de saúde, inserindo-as no planejamento escolar global
    26. Não devemos nos iludir pensando que falar sobre drogas é nos restringirmos a fazer uma palestra ou dar uma aula apontando para os jovens quais os efeitos e conseqüências que cada droga pode ter. Porque falar sobre drogas é falar de várias esferas da vida destes adolescentes e também de nossas vidas, é tocar em um número muito maior de questões, com uma amplitude também muito maior do que apenas a droga em si.
    27. Modelos de prevenção
      • 3 princípios básicos
      • Diminuir a oferta do produto
      • Diminuir a demanda pelo produto
      • Interferir nas circunstâncias favorecedoras da oferta e da procura
      • Incutir nos jovens o medo do uso de drogas
      • O usuário de drogas está irremediavelmente perdido
      • Tom dramático
      • Informações exageradas ou mentirosas
      • Estimula a atração pelos comportamentos perigosos
      Amedrontamento
      • Uso de drogas é condenável do ponto de vista moral
      • Infringe valores cívicos e religiosos da sociedade – vida marginal.
      • Efeitos positivos para jovens que provém de um grupo social coerente com as crenças e ideologias
      • Enfraquecimento dos ideais = falha na prevenção
      • Dificuldade em lidar com a  entre drogas legais e ilegais
      Princípios Morais
        • Adoção de regras firmes, rígidas e bem definidas de controle sobre o comportamento dos jovens
        • Uso de drogas é considerado como resultado da excessiva liberdade = sociedade moderna
        • Infração = punição severa
        • Obediência cega às regras estabelecidas pelos adultos
      Controle Social
        • Apenas a informação é suficiente para a prevenção
        • Descrição dos diferentes tipos de drogas
        • Não se fala sobre os motivos que levam o jovem ao uso de drogas
        • Aumento do interesse
      Conhecimento Científico
        • Década de 60
        • Vida em contato com a natureza
        • Crítica aos artificialismos
        • Prática de atividades físicas
        • Cuidado com a alimentação
        • Nos países em que a maioria da população jovem vive em estado de pobreza é evidente que esta estratégia atinge poucos.
      Vida Saudável
        • O comportamento do adolescente é fortemente influenciado pelo grupo
        • Afastamento da família
        • Vulnerabilidade
        • Lideranças grupais
        • Valorização de uma relação saudável no grupo
      Pressão do Grupo
        • Formação dos jovens
        • Boa comunicação, a discussão aberta e a troca de idéias entre adultos e jovens
        • Auto-estima e desenvolvimento da percepção de si mesmo e do mundo
        • As drogas são mais um assunto a ser discutido
        • Uso de drogas = sigilo e questão de saúde
      Educação Afetiva
    28. Fator de proteção situações que diminuem a probabilidade do uso de drogas em determinados grupos e contextos sociais. Fatores de risco situações que aumentam a probabilidade do uso de drogas em determinados grupos e contextos sociais. X
    29. Risco Risco é uma conseqüência da livre e consciente decisão de se expor a uma situação na qual se busca a realização de um bem ou de um desejo, em cujo percurso se inclui a possibilidade de perda ou ferimento físico, material ou psicológico.* * Textos extraídos do artigo Fatores de risco e de proteção para o uso de drogas na adolescência, de Miriam Schenker e Maria Cecília de Souza Minayo Risco em saúde é um conceito conhecimento e experiência acumulada sobre o perigo de alguém ou de a coletividade ser acometida por doenças e agravos.*
    30. Proteção Proteção significa, sobretudo, oferecer condições de crescimento e de desenvolvimento, de amparo e de fortalecimento da pessoa em formação.*
      • Proteção integral para o ECA (Estatuto Brasileiro da Criança e do Adolescente) significa:
      • Ser cidadão
      • Ser sujeito de direitos
      • Ser capaz de protagonismo juvenil
      • Ser merecedor de prioridade de atenção
      • Ser merecedor de cuidados*
    31. Fatores de risco
      • Efeitos cumulativos das substâncias tóxicas e sua relação com a vulnerabilidade do indivíduo
      • Atitude positiva da família com relação ao uso de drogas, reforçando a iniciação dos jovens
      • Envolvimento grupal, quando os amigos são considerados modelo de comportamento
      • Papel da escola, enquanto ambiente que exacerba as condições para o uso de drogas
      • Disponibilidade e presença de drogas na comunidade de convivência, uma vez que o excesso de oferta facilita o acesso
      • O papel da mídia (drogas lícitas)
    32. Fatores de proteção
      • Relevância dos vínculos familiares fortes
      • Apoio da família no processo de aquisição de autonomia
      • Monitoramento parental e também das demais esferas compartilhadas pelo sujeito
      • Estabelecimento de normas claras para os comportamentos sociais, incluindo o uso de drogas
      • Participar de grupos de amigos que possuam objetivos e expectativas de realização na vida
      • Protagonismo juvenil
      • Solidariedade e incentivo ao engajamento em atividades escolares e da comunidade
      • Escola promotora de saúde, facilitadora da auto-estima e do autodesenvolvimento
    33. Fatores de proteção
      • Comunicação livre e fluente com pais e adultos (professores) que lhes servem de modelo e o fortalecem emocionalmente
      • Evitar o envolvimento com comportamentos de risco
      • Valorizar as conquistas das crianças e dos jovens favorecendo a constituição e a melhora da auto-estima
      • Educação com autoridade, que envolve afeto, controle e trato democrático
      • Compartilhamento de valores, crenças e atitudes sobre drogas
      • Conhecer os amigos e os pais dos amigos
      • Apresentar expectativas realizáveis, tanto com relação ao desempenho escolar quanto em demais questões
    34. Fatores de resiliência
      • Resistência ao choque
      • Fatores individuais
      • Temperamento que favoreça o enfrentamento do problema
      • Auto-imagem positiva
      • Capacidade de criar e desenvolver estratégias ativas para lidar com os problemas
      • Autoconfiança, habilidades sociais e interpessoais
      • Controle emocional, de humor e no relacionamento com os pares
    35. Fatores de resiliência
      • Fatores Familiares
      • Suporte
      • Bom relacionamento e harmonia com pais e no ambiente de relações primárias
      • Fatores Ambientais
      • Suporte de pessoas significativas
      • Experiências escolares positivas
    36. Mídia e drogas: Veja
    37. Mídia e drogas: Veja
    38. Mídia e drogas: Veja
    39. Mídia e drogas: Veja
    40. Mídia e drogas: Veja
    41. Mídia e drogas: Veja
    42. Cigarettes And Alcohol Oasis Cigarros e Álcool (tradução) É minha imaginação Ou finalmente encontrei um estilo de vida digno para mim? Estava procurando por alguma ação Mas tudo que achei foram cigarros e álcool Você poderia esperar o tempo da vida Para viver seus dias na luz do sol Você poderia esperar a vida toda Porque quando vir à tona... Você vai fazer isso acontecer! Isso é merecedor de irritação Para você achar um trabalho quando não há nenhum trabalho digno? É uma louca situação Mas tudo que eu preciso são cigarros e álcool! Is it my imagination Or have I finally found something worth living for? I was looking for some action But all I found was cigarettes and alcohol You could wait for a lifetime To spend your days in the sunshine You might as well do the white line Cos when it comes on top . . . You gotta make it happen! Is it worth the aggravation To find yourself a job when there's nothing worth working for? It's a crazy situation But all I need are cigarettes and alcohol!
    43. Como se preparar para a aplicação das atividades
      • Para o educador
        • Estar atento para as características do grupo em questão, a fim de que as escolhas das atividades sejam as mais apropriadas
        • Caso as pessoas do grupo não se conheçam, é importante que se apresentem (nome, idade, interesses, por que deseja participar da atividade, etc)
        • Preocupar-se com o espaço onde será realizada a atividade, para que se garanta a boa execução da mesma
        • Organizar o material necessário para a atividade
        • Certificar-se que a faixa etária da atividade é adequada ao seu grupo
    44. Como se preparar para a aplicação das atividades
        • Buscar informações sobre o tema que facilitem a aplicação da atividade
        • No caso de atividades que envolvam filmes, músicas, livros, etc, é necessário tomar conhecimento do material previamente (assistir, ouvir, ler, etc)
        • Estar atento ao fechamento da atividade, “amarrando” as discussões e fornecendo subsídios para que o adolescente possa saber onde encontrar mais informações, caso deseje
        • Caso o contato do educador com o grupo seja
        • freqüente, é interessante que se mantenha um
        • canal aberto para o diálogo sobre o tema.
    45. Como se preparar para a aplicação das atividades
      • Para o grupo
          • Respeitar as opiniões e falas dos colegas
          • Estabelecer regras claras quanto à questão do sigilo e da preservação das informações trocadas pelos jovens
          • Estabelecer combinados que facilitem a aplicação das atividades
          • Esclarecer que o momento da atividade tem um caráter lúdico, porém de grande seriedade
          • Valorizar a capacidade do jovem de disseminar as reflexões acerca dos temas trabalhados, com a família, amigos e outros
    46. Os paraísos artificiais
      • Medicamentos
      • Soluções virtuais
      • Drogas
    47. Confisões de um comedor de ópio De Quincey
    48. “ O prazer do vinho está sempre aumentando rapidamente, e tendendo a uma crise, depois da qual declina igualmente depressa; o do ópio, uma vez gerado, fica estacionário por oito ou dez horas; o primeiro, para emprestar uma distinção técnica da medicina, é um caso de prazer agudo, o segundo crônico; um é uma chama bruxuleante, o outro um brilho constante e sereno. Mas a principal diferença está nisto: enquanto o vinho perturba as faculdades mentais, o ópio, ao contrário (se ingerido de maneira adequada), introduz entre elas a mais requintada ordem, legislação e harmonia. O vinho rouba a um homem seu autocontrole, o ópio sustenta e reforça. O vinho perturba o julgamento, e dá uma claridade sobrenatural e uma vívida exaltação aos desprezos e às admirações, aos amores e aos ódios do bebedor; o ópio, ao contrário, comunica serenidade e equilíbrio a todas as faculdades, ativas ou passivas, e, com relação ao temperamento e aos sentimentos morais em geral, simplesmente dá aquele tipo de calor vital que é aprovado pelo julgamento, e que provavelmente sempre acompanha uma constituiçõa física de saúde primeva ou ante-diluviana. ” (De Quincey, p. 228-9)
    49. Charles Baudelaire Os Paraísos Artificiais
    50. “ Se sois uma dessas almas, o vosso amor inato pela forma e pela cor começará por encontrar um alimento imenso nos primeiros desenvolvimentos da embriaguez. As cores ganharão uma energia não habitual e encontrarão no cérebro com uma intensidade vitoriosa. Delicadas, medíocres, ou mesmo más; os mais grosseiros papéis pintados que forram as paredes das hospedarias aprofundar-se-ão como esplêndidos dioramas. (...) A gramática, a própria árida gramática, torna-se qualquer coisa como uma feitiçaria evocatória; as palavras ressuscitam revestidas de carne e de ossos, o substantivo, na sua majestade substancial, o adjetivo, veste transparente que o cobre e lhe dá cor como uma veladura, e o verbo, anjo do movimento, que dá o balanço a frase. A música, outra linguagem querida aos preguiçosos ou aos espíritos profundos que procuram o repouso na variedade do trabalho, fala-vos de vós mesmos e conta-vos o poema de vossa vida; incorpora-se em vós, e vós fundis-vos nela.” (Baudelaire, p. 47-8)
    51. “ Que as pessoas de sociedade e os ignorantes, curiosos de conhecerem gozos excepcionais, saibam bem que não encontraram no haxixe nada de miraculoso, absolutamente nada senão o natural excessivo. O cérebro e o organismo sobre os quais o haxixe opera não darão mais que os seus fenômenos ordinários, individuais, aumentados, é certo, quanto ao número e à energia, mas sempre fiéis à origem. O homem não fugirá à fatalidade do seu temperamento físico e moral: o haxixe será, para as impressões e para os pensamentos familiares do homem, um espelho de aumentar, mas um puro espelho.” (Baudelaire, p. 23)
    52. “ Mas o dia seguinte!o terrível dia seguinte! Todos os órgãos frouxos, fatigados, os nervos distendidos, as titilantes vontades de chorar, a impossibilidade de aplicação num trabalho continuado, ensinam-vos cruelmente que haveis jogado um jogo proibido. A hedionda natureza, despojada da sua iluminação da véspera, assemelha-se aos melancólicos restos de uma festa. A vontade, sobretudo, de todas as faculdades a mais preciosa, está atacada. Diz-se, e é verdade, que a substância não causa qualquer mal físico, nenhum mal grave, pelo menos. Mas pode-se afirmar que um homem incapaz de ação, e apenas capaz de sonhos, passaria verdadeiramente bem, mesmo que todos os seus membros estivessem em bom estado?” (Baudelaire, p. 57)
    53. “ Aquele que recorrer a um veneno para pensar não tardará a não poder pensar sem veneno. Imagina-se a sorte terrível de homem cuja imaginação paralisada não pudesse funcionar sem a ajuda do haxixe ou do ópio?” (Baudelaire, p. 60)
    54. Bibliografia ABERASTURY, A. e KNOBEL, M. (org.) Adolescência normal. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas. 1981. ARATANGY, L. R. Doces venenos. São Paulo: Ed. Olho d´água.1991. CALLIGARIS, C. A adolescência. São Paulo: Ed. Publifolha, 2000. MAGALHÃES, M. O narcotráfico. São Paulo: Publifolha, 2000. MARLATT, G. A. Redução de Danos: estratégias práticas para lidar com comportamentos de alto risco. Porto Alegre: Ed. Artmed, 1999. WUSTHOF, R. O que é prevenção de drogas. São Paulo: Ed. Brasiliense, Coleção Primeiros Passos, 1991. LARANJEIRA, R. Drogas: maconha, cocaína e crack. São Paulo: Ed. Contexto, 2003. BAUDELAIRE, C. Os paraísos artificiais. Rio de Janeiro: Ed. Ediouro, 2005.
    55. Bibliografia AQUINO, J. G. (org.) Drogas na escola: alternativa teóricas e praticas. São Paulo: Ed. Summus Editorial.1998. ALVES, R. A gestação do futuro. Campinas: Ed. Papirus.1986. ARBEX, J. Narcotráfico: um jogo de poder nas Américas. São Paulo: Ed. Moderna, Coleção Polêmica, 1994. BAUER, J. & ITURRUSGARAI, A. Álcool, cigarro e drogas . Ed. Panda Books, 2004. BETTO, F. O vencedor . São Paulo: Ed. Ática, 2000. HUXLEY, A. Admirável mundo novo. Rio de Janeiro: Ed. Globo, 2001. ORTIZ, E. do C. Esmeralda, por que não dancei. São Paulo: Ed. Senac/Ática, 2000. DE QUINCEY, T. Confissões de um comedor de ópio. Rio de Janeiro: Ed. Ediouro, 2005.
    56. Sites www.scielo.br Agência Nacional de Vigilância Sanitária http://www.anvisa.gov.br “ Álcool e Drogas sem Distorção” do Programa de Álcool e Drogas do Hospital Albert Einstein. http://www.einstein.br/alcooledrogas/ Secretaria Nacional Anti-Drogas http://www.senad.gov.br/ Associação Brasileira de Estudo do Álcool e outras drogas http://www.abead.com.br Comision Interamericana para el Control del Abuso de Drogas http://www.cicad.oas.org/ Instituto Internacional de Prevenção às Drogas http://www.iipdrog.org.br/ Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas http://www.saude.inf.br/cebrid.htm
    57. www.editoracla.com.br
    58. Daniela Pinotti Maluf e-mail: [email_address] [email_address]

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