Dadaísmo e Surrealismo

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    Dadaísmo e Surrealismo - Presentation Transcript

    1. Francis Picabia, loleil, 1921
    2. “Dada não cheira a nada. Não é nada, nada, nada. É como suas esperanças: nada. Como seus paraísos, nada. Como seus ídolos, nada. Como seus políticos, nada. Como seus heróis, nada. Como seus artistas, nada. Como suas religiões, nada. Vaiem, gritem, esmurrem meus dentes, e daí? Continuarei dizendo que vocês são uns débeis mentais. Daqui a três meses, meus amigos e eu estaremos lhes vendendo seus retratos por uns poucos francos”. Francis Picabia, 1920. “O que é Dada? Uma arte? uma filosofia? uma política? Um seguro contra fogo? Ou: religião estatal? Dada é energia verdadeira? Ou é coisa nenhuma, i.e., tudo?” Raoul Hausmann, 1919.
    3. Para fazer um poema dadaísta Pegue um jornal. Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público. (Tristan Tzara)
    4. Tristan Tzara, Coeur à Gaz
    5. Francis Picabia The Child Carburetor (L'Enfant carburateur), 1919.
    6. Francis Picabia Girl Born without a Mother 1917-18
    7. Francis Picabia Here, This Is Stieglitz Here, 1915
    8. Francis Picabia Portrait of Cézanne, 1920.
    9. Francis Picabia, Américane (American Woman), 1917
    10. Francis Picabia Very Rare Picture on the Earth (Très rare tableau sur la terre), 1915.
    11. Kurt Schwitters, Merz Picture 32A (Cherry Picture). 1921
    12. Kurt Schwitters, Merz Pictures, 1921.
    13. Kurt Schiwiters Merz bau 2
    14. Kurt Schwitters, Merzbau, 1924-37
    15. Jean Arp com monóculo dada
    16. (?) Retrato do Dr. R. Dumouchel, 1910.
    17. Marcel Duchamp
    18. Marcel Duchamp, Nu descendo as escadas, 1912.
    19. Duchamp descendo as escadas, Life Magazine, No. 284, Nova York, 1952 Foto de Eliot Elisofon
    20. Marcel Duchamp, Fonte. 1917
    21. Marcel Duchamp, Roda de Bicicleta, 1913
    22. Marcel Duchamp, Belle Haleine, 1921
    23. Marcel Duchamp, Why not sneeze Rose Sélavy, 1921
    24. Marcel Duchamp, Escorredor de garrafas, 1914
    25. Marcel Duchamp, Discos em espiral, 1923
    26. Marcel Duchamp, O grande vidro, 1915
    27. Marcel Duchamp, Etant donnés, 1946-66
    28. Marcel Duchamp, Etant donnés, 1946-66
    29. Marcel Duchamp, L. H. O. O. Q., 1919
    30. Marc Chagall, The Promenade, 1917
    31. Ainda vivemos sob o império da lógica, eis aí, bem entendido, onde eu queria chegar. Mas os procedimentos lógicos, em nossos dias, só se aplicam à resolução de problemas secundários. O racionalismo absoluto que continua em moda não permite considerar senão fatos dependendo estreitamente de nossa experiência. Os fins lógicos, ao contrário, nos escapam. Inútil acrescentar que à própria experiência foram impostos limites. Ela circula num gradeado de onde é cada vez mais difícil faze-la sair. Ela se apóia, também ela, na utilidade imediata, e é guardada pelo bom senso. A pretexto de civilização e de progresso conseguiu-se banir do espírito tudo que se pode tachar, com ou sem razão, de superstição, de quimera; a proscrever todo modo de busca da verdade, não conforme ao uso comum. Ao que parece, foi um puro acaso que recentemente trouxe à luz uma parte do mundo intelectual, a meu ver, a mais importante, e da qual se afetava não querer saber. Agradeça-se a isso às descobertas de Freud.
    32. Com a fé nestas descobertas desenha-se afinal uma corrente de opinião, graças à qual o explorador humano poderá levar mais longe suas investigações, pois que autorizado a não ter só em conta as realidades sumárias. Talvez esteja a imaginação a ponto de retomar seus direitos. Se as profundezas de nosso espírito escondem estranhas forças capazes de aumentar as da superfície, ou contra elas lutar vitoriosamente, há todo interesse em captá-las, capta-las primeiro, para submetê-las depois, se for o caso, ao controle de nossa razão. Os próprios analistas só têm a ganhar com isso. Mas é importante observar que nenhum meio está a priori designado para conduzir este empreendimento, que até segunda ordem pode ser também considerado como sendo da alçada dos poetas, tanto como dos sábios, e o seu sucesso não depende das vias mais ou menos caprichosas a serem seguidas. (Trecho extraído do Manifesto Surrealista de 1924, escrito por André Breton)
    33. Hieronymus Bosch, Hell (circa, 1490)
    34. Marc Chagall, A noiva e a Torre Eiffel, 1938-9.
    35. Marc Chagall, Solidão, 1933-4.
    36. René Magritte, Traição das imagens, 1928-9.
    37. René Magritte, Golconda, 1953.
    38. René Magritte, Os amantes, 1928.
    39. Juan Miró, Carnival-Harlequin, 1925
    40. Juan Miró, Personagem atirando uma Pedra num Pássaro, 1926
    41. Man Ray, O presente, 1921
    42. Man Ray, Objeto para ser destruido, 1923.
    43. Man Ray, Violoncelo de Ingres, 1924
    44. Man Ray, Erótica dissimulada, 1933.
    45. Max Ernst, Celebes, 1921
    46. Max Ernst, A tentação de Santo Antonio, 1945
    47. Max Ernst, La vestizione della sposa, 1939.
    48. Salvador Dalí, O grande masturbador, 1929.
    49. Salvador Dalí, A persistência da memória.
    50. Salvador Dalí
    51. Frida Kahlo, Minha ama e eu, 1937.
    52. Remedios Varo, O alquimista, 1955.
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