Codigos - Projeto de Jogo Da Velha

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Codigos - Projeto de Jogo Da Velha

  1. 1. Introdução Logo após a Computex 2008 eu tive o prazer de visitar as fábricas da ECS junto com um grupo de jornalistas internacionais. A viagem foi interessantíssima por vários aspectos, não só pela ótima impressão causada pelas instalações da ECS na China (visitamos duas plantas separadas) como também pelas experiências vividas na viagem. Saímos de Taiwan na quinta feira a noite rumo a Hong Kong, um vôo de uma hora apenas, mas servido através de um gigantesco Jumbo (Boeing 747) que apesar de receber cerca de 300 passageiros através de dois fingers (aqueles tubos que direcionam os passageiros), não atrasa, soube que é uma das linhas mais pontuais do planeta, e a mais movimentada também. Nossa ponte aérea aqui no Brasil tem muito a aprender com os asiáticos. De Hong Kong fomos a Shenzhen, na China, de ônibus. Uma viagem curta e muito interessante, cruzando a baia de Hong Kong pelas lindas pontes da região. Curiosamente a famosa “anexação” de Hong Kong à China no final do século passado (1999) ainda está longe de se concretizar na prática. Em Hong Kong, por causa da colonização inglesa, se dirige do lado errado da rua (a famosa mão inglesa) e na China do lado certo (esse conceito de lado certo ou errado é meu mesmo, não consigo me entender com o volante no lado direito do carro). A moeda dos dois países é diferente e não é fácil trocar depois que entrou no outro país. É preciso passaporte para atravessar a fronteira, com direito a fiscalização nas malas, visto chinês (Hong Kong não exige visto para brasileiros), e desconfiança da guarda de fronteira chinesa.
  2. 2. Uma vista da moderna Shenzhen, em uma manhã com chuva fina. Uma das cenas interessantes foi o mural de criminosos procurados que vi na fronteira, com pelo menos vinte “retratos falados” de chineses procurados pela polícia. Deve ser dificílimo de identificar o criminoso pois pra mim os desenhos pareciam todos iguais, variando apenas o corte de cabelo, barba, etc. Pra quem já visitou a Ásia várias vezes como eu, é fácil notar as diferenças físicas entre os povos da região e as diferentes facetas entre os cidadãos, mas mesmo com toda a boa vontade do mundo eu não consegui diferenciar os criminosos pelos retratos falados na parede. São todos muito parecidos!
  3. 3. Chegamos ao hotel em Shenzhen bem tarde, e no dia seguinte fomos visitar as duas plantas da ECS. Pela manhã fomos naquela que produz placas mãe, e na parte da tarde fomos à incrível planta que produz entre outras coisas os PCBs, algo que eu não imaginava ser tão complexo. Vou começar pelo PCB, pois é a partir dele que a placa mãe é construída. Fabricando o PCB O processo de fabricação do PCB é algo extremamente complexo, e que a maioria de nós dá pouca importância. Várias vezes eu escrevi aqui sobre PCB de 4 camadas, de 6 camadas, ou mais, como se fosse apenas um detalhe na construção da placa de circuitos. O PCB, ou Printed Circuit Board, é formado de várias camadas de cobre interconectadas nos devidos pontos e trilhas, mas isoladas entre si em todo o resto. Isso significa que certas trilhas da placa podem percorrer longos caminhos entre várias camadas, e que alguns componentes fixados na parte de cima do PCB estão de fato eletricamente conectados a uma das camadas internas, e isolado das demais. Além da complexidade da construção, a produção do PCB utiliza muita água, mas muita água mesmo, e conseqüentemente essa água se torna
  4. 4. contaminada por metais pesados e por agentes químicos usados na produção das camadas do PCB. A ECS investiu cerca de 2.9 milhões de dólares em um sistema de tratamento capaz de despoluir e reutilizar enormes quantidades dessa água, armazenando o excedente em belos lagos artificiais que contornam a fábrica. É uma fábrica limpa! Do lado externo da fábrica, além dos belos lagos, jardins impecáveis e da estrutura de quadras de esportes, há um conjunto de prédios que servem para alojamento dos funcionários. Infelizmente por causa da chuva não pude fotografar tais prédios, mas o padrão de qualidade e acabamento é bastante similar aos da Vila do Pan, no Rio de Janeiro.
  5. 5. Uma vista interna do saguão da fabrica de PCB Camadas de dentro para fora O processo começa com as placas de cobre laminadas sobre fibra de vidro. Cada placa corresponde a mais de uma camada da motherboard final. No caso do processo que vimos, eram quatro mini-atx (modelos Intel G31) por placa de cobre. O primeiro passo é furar tais placas para criar os micro-canais de conexão entre as camadas, além dos demais furos comuns a todas as camadas como os conectores PCI ou PCI Express, furos para fixação dos coolers, etc.
  6. 6. O que é impressionante nesse processo é que alguns furos são incrivelmente pequenos e precisos. As “perfuratrizes” da Hitachi são fantásticas, e fui informado que são as melhores do mercado. Mesmo com toda a velocidade dessas máquinas, processar os milhares de furos de um PCB, com bitolas diferentes, é algo que leva algum tempo. Daí a necessidade de tantas máquinas operando em paralelo.
  7. 7. As furadeiras da Hitachi e as placas de cobre são o ponto de partida de todo o processo. Incrível a precisão e o tamanho reduzido de alguns desses furos.
  8. 8. À direita podemos ver o nascimento do local onde entrará o soquete da CPU As poderosas furadeiras da Hitachi trabalhando, e abaixo uma delas com mais detalhe. Reparem que há uma lamina de metal por cima do cobre das placas. Ele serve para evitar que a furadeira arranhe o cobre que está por baixo, e é descartado depois.
  9. 9. Como o título desse capítulo mesmo diz, as camadas são feitas de dentro para fora, ou seja, primeiro são feitas as camadas internas da placa, e depois as externas sucessivamente até que sejam finalmente
  10. 10. agrupadas em um único conjunto. As linhas de produção da ECS estão preparadas para produzir placas com mais de 10 camadas (acho que o limite máximo é 12, mas preciso confirmar). Trocando de broca automaticamente para furar com bitolas diferentes. Muita água, mas é preciso descontaminar... Depois de furadas, as placas de cobre são levadas para as demais partes do processo. Algo que notei e que explica a importância da descontaminação da água é que a cada etapa tudo é muito bem lavado, seja com água quente pressurizada ou seja com agentes químicos. Não pode haver rebarbas nos furos, muito menos manchas condutoras entre as trilhas.
  11. 11. Na ECS tudo é inspecionado a cada etapa. Todas as verificações eletrônicas e automáticas são “doube checked” por uma pessoa a fim de garantir o processo sem falhas. Abaixo vemos um dos vários processos de lavagem das laminas de cobre.
  12. 12. A seguir, uma das várias máquinas “lavadeiras” É preciso ressaltar que a ECS nos deu autorização para fotografar todas as etapas do processo, algo raríssimo entre as empresas do setor. Lembro que visitei outra fábrica (de outra marca) em Shanghai em 2006 e não pude fotografar nada. Só as instalações externas, algo que pouco oferecia em conteúdo jornalístico. Com a ECS, tivemos a liberdade de fotografar a fabricação até de componentes para terceiros, como veremos ao longo do artigo.
  13. 13. E nasce a placa mãe O processo é muito longo e demorado para documentar aqui, mas em dado momento as trilhas são gravadas no cobre e as várias lâminas são agrupadas em um produto final. Na foto abaixo vemos a imagem das trilhas que serão “impressas” no cobre. E a seguir, a placa já com as trilhas gravadas. Mais uma vez, toda a verificação é eletrônica e automática, mas depois conferida por um técnico especializado. A etapa seguinte é a aplicação das cores, serigrafia de orientação dos componentes, e mais uma série de detalhes conforme o projeto de cada placa. Notem nessas fotos que há vários produtos de marcas diferentes sendo produzidos ao mesmo tempo.
  14. 14. Na foto abaixo uma chapa de cobre com três placas no formato ATX já praticamente prontas. Essas pretas são da linha Black Edition, três em cada chapa de cobre.
  15. 15. E abaixo, quatro mini ATX em estado quase final. Nessa fase final, onde já dá pra reconhecer o produto acabado, tive a oportunidade de ver várias placas de vários fabricantes sendo concluídas. Fotografei algumas, como as da ABIT (laranjas) que vocês verão a seguir, mas eu perdi a foto mais importante. Uma placa para
  16. 16. Nehalem que na hora eu não consegui identificar. Um colega fotografou sem saber o que era, e ficou com a foto exclusiva depois que a identificamos! Acima, um PCB de ABIT (me parece que o modelo é um I-G31) recém produzida.
  17. 17. Nessas duas fotos vemos modelos AM2+ sendo produzidos. Não consegui ler a serigrafia, mas provavelmente era de cliente, pois estava junto com outras placas de OEM.
  18. 18. Laboratório de análise de soldas Vou fazer uma parada aqui para comentar sobre o laboratório que visitei. Ele fica na fábrica de montagem das placas, e é responsável por uma análise tão detalhada que merece algum destaque. É a primeira vez que conheço um laboratório desse tipo em uma fábrica de placas mãe, capaz de identificar falhas por dentro dos componentes, coisas invisíveis ao olho nu.
  19. 19. São vários testes diferentes, mas os que mais me impressionaram foram o testes de uso extremo e os de análise microscópica. No primeiro, várias placas são aleatoriamente escolhidas para ficarem em um forno aquecido e úmido, funcionando ininterruptamente por dias a fim de testar sua resistência física. Além das placas em si, componentes como coolers, conectores, etc, são testados em temperaturas ainda mais severas, a fim de medir sua resistência extrema até literalmente derreterem. Infelizmente as fotos feitas por trás de um vidro embaçado pela umidade não ficaram boas, vou ficar devendo.
  20. 20. O segundo é um processo muito interessante, que faz a análise das soldas internas dos mais diversos componentes. Aleatoriamente algumas placas prontas são cortadas em várias sessões e seus componentes internos são montados em base de resina e lixados até ficarem com suas entranhas aparentes. Depois, ao microscópio, são feitas as análises a fim de verificar se dentro das camadas do PCB e até dentro dos componentes (no caso dos capacitores) as soldas não apresentam falhas e que o processo de produção ocorreu dentro do esperado.
  21. 21. Acima os componentes lixados em uma placa de resina, e abaixo a análise em microscópio em busca de falhas.
  22. 22. Nas fotos abaixo alguns exemplos de falhas que são buscadas nessa análise
  23. 23. Fabricando a placa mãe Depois que conhecemos o processo de fabricação dos PCBs e as diversas análises do laboratório, fica parecendo que o processo de montagem da placa mãe é até simples. E de fato é. Cada linha de montagem é composta por vários estágios. Conhecemos ao menos 8 linhas diferentes
  24. 24. produzindo placas diferentes e para clientes diferentes. Curiosamente, naquele dia todas estavam produzindo placas com o chipset G31 da Intel. O processo começa com o PCB, que agora sabemos que não é tão simples de produzir. Na foto abaixo temos uma pilha dessas placas ainda virgens, prontas para serem montadas e, literalmente, serem “cozidas”. Uma longa esteira rolante forma a linha de montagem, no primeiro passo o PCB é montado na esteira e passa lentamente por dezenas de máquinas que posicionam os componentes precisamente sobre as placas, conforme a programação desejada.
  25. 25. Essas máquinas trabalham com os componentes em carretéis contínuos, cada carretel com seu componente especifico. Abaixo vemos um
  26. 26. conjunto desses carretéis e tive a oportunidade de encontrar um que trazia o chipset Intel G31.
  27. 27. Na foto acima vemos a maioria dos componentes já posicionados sobre o PCB nos respectivos “furos” que vimos na primeira parte desse artigo, quando expliquei a produção do PCB. O passo a seguir é o cozimento e a soldagem por banho, algo que não deu para fotografar por causa das barreiras de proteção de calor. Literalmente a placa toda é cozida a ponto de ter todos os componentes soldados nos respectivos pontos de fixação. Após o cozimento, é feita uma verificação através de gabarito para ver se todos os componentes estão nos devidos lugares. Certamente vocês já perceberam que quando uma placa mãe sofre uma revisão (Rev: 1.1, por exemplo), algo comum, todo o processo produtivo precisa ser revisto para se adequar ao novo gabarito de montagem.
  28. 28. Revisar o processo produtivo pode parecer complicado, mas na prática não é. A ECS estava produzindo naquela semana várias placas com o G31, mas sabíamos que na semana seguinte a produção iria se concentrar em outros modelos, portanto é comum refazer o setup da linha a cada necessidade. Talvez os P45 estejam nesse momento sendo “cozidos” lá em Shenzhen, enquanto juntamos nosso dinheirinho para, quem sabe, comprar uma “Black Edition” baseada nesse chipset. Montando os componentes Depois do cozimento inicial com os componentes menores e mais difíceis de manusear, há um segundo processo que é a montagem manual dos componentes maiores. É quando os conectores externos, slots de memória e PCI, alguns capacitores, bobinas e outros itens são adicionados ao conjunto para serem novamente cozidos e soldados antes da etapa final.
  29. 29. Como sempre, há inspeções visuais em cada etapa do processo.
  30. 30. Aqui vemos a placa praticamente pronta, mas ainda faltam os dissipadores nos chipsets. Aqui, já com os dissipadores colocados, a placa é inspecionada mais uma vez. Essa, embora a foto reduzida não seja nítida, é uma placa da SuperMicro. Testando todas as etapas e todas as placas produzidas
  31. 31. Tivemos uma apresentação do processo antes de cada visita, a fim de conhecer detalhadamente o processo que iríamos ver. E algo que a ECS fez questão de frisar é que todos os produtos são exaustivamente testados no final da linha de montagem, ou seja, não é aleatório. São 100% das placas efetivamente testadas e aprovadas ao final do processo. Os testes finais ocorrem em várias “ilhas” da linha de produção, enquanto as placas correm pelas esteiras. Na foto acima, uma das várias ilhas de testes.
  32. 32. Outra ilha de testes, aqui fazendo um teste funcional com vários componentes instalados, buscando reproduzir uma situação real do consumidor. As ilhas de testes são posicionadas de forma que todas as placas passem por todos os testes antes da embalagem final.
  33. 33. Uma das linhas estava produzindo placas para Lenovo, e são testadas usando o modelo de testes definido pelo cliente. Depois de passar por todas as ilhas de testes, as placas são finalmente embaladas
  34. 34. Mais testes aleatórios ao final do processo As linhas de produção são quase retas, começam de um lado do galpão e terminam no outro, já na fase de embalagem. A cada etapa do processo há uma área de testes e no final da linha, antes da embalagem final existe um grupo de ilhas que testam todas as placas simulando um ambiente real de trabalho. Chega de testes, certo? Não, ainda assim há uma outra sessão fora da linha de produção que testa de novo e aleatoriamente vários produtos de cada linha, pegando- os nas caixas já embalados e abrindo novamente o produto para inspeção. Aqui o teste é mais demorado e inclui até testes de “burn in”. Cada cliente ou marca tem sua ilha de testes separada, como vimos com a Acer, Lenovo, SuperMicro, além da própria ECS, para citar apenas algumas delas.
  35. 35. Acima e abaixo as ilhas de testes que selecionam produtos acabados aleatoriamente já dentro de suas embalagens. Notem as caixas de papelão abertas e as embalagens das placas abertas sobre as mesas. Parte 2 – Um pouco mais sobre a ECS Na primeira parte desse artigo descrevi a minha percepção sobre o Press Tour nas fábricas da ECS e fotos tiradas por mim sobre os processos produtivos que tive acesso. Nessa segunda parte vou usar o material “oficial” que foi enviado a todos os jornalistas que participaram do evento. Nós assistimos as apresentações completas antes de cada visita, sempre ministradas pelo responsável de cada fábrica, o que nos ajudou muito a compreender todo o processo. De volta ao Brasil, revisando
  36. 36. parte do material, vi que há algumas imagens que não são de minha autoria mas que poderiam ser acrescentadas a esse artigo, especialmente porque alguns usuários mostraram interesse em conhecer melhor essas instalações. Portanto, todas as informações e imagens que vou apresentar aqui nessa segunda parte são fornecidas pela própria ECS, já que embora eu tenha conhecido tais locais, alguns lugares eu não cheguei a fotografar por conta própria. Vista externa de uma das fábricas na China
  37. 37. Nessa página da apresentação está um dos dados que eu não tinha certeza no primeiro momento que escrevi o artigo: a quantidade de layers (primeira linha) que a fábrica de PCB é preparada para atender. Portanto, placas mãe ou VGAs com até 10 layers podem ser produzidas em Shenzhen. A unidade de tratamento de água com capacidade para 3 mil toneladas por dia (aproximadamente 3 milhões de litros por dia). Ao fundo vemos os prédios dos alojamentos dos funcionários, muito parecidos com a Vila do Pan, criada no Rio de Janeiro para os jogos PanAmericanos. Abaixo, uma foto mais próxima dos alojamentos, de frente para o lago que armazena água já tratada.
  38. 38. Uma visão geral do projeto dessa planta, e na foto abaixo mais uma visão do sistema de tratamento de água.
  39. 39. Na foto acima e abaixo, o refeitório onde nós almoçamos junto com os funcionários. A seguir, a quadra de esportes e as mesas de ping pong, muito populares na China.
  40. 40. Conclusão Eu adorei ter conhecido as fábricas da ECS. Foi uma ótima oportunidade para constatar a qualidade da produção, o ambiente fabril de primeiro mundo, e especialmente o cuidado nos testes de cada produto final, seja um “simples” PCB, seja uma placa mãe montada para um cliente em OEM. A ECS é uma das maiores fabricantes mundiais e aqui no Brasil sua imagem ficou durante muito tempo associada aos produtos baratos, mas poucos sabem que é em suas fábricas que os mais famosos produtos de outras marcas são produzidos, visto que suas instalações e a sua escala de produção permitem custos baixos até para os concorrentes. É a segunda vez que eu visito a China, e é a segunda vez que me pergunto se a imagem de um país atrasado, com regime trabalhista quase escravocrata e com péssimas instalações industriais é realmente verdadeira. Eu fiquei encantado com Shanghai na minha primeira viagem, e mais ainda com Shenzhen nessa segunda, convidado pela ECS. Viajando pelas estradas diversas, algo que felizmente foi possível já que fomos de ônibus de Hong Kong até as fábricas na China, não vi nenhuma das misérias que estamos acostumados a ver aqui no Brasil.
  41. 41. Nada de favelas, nada de crianças brincando no esgoto, nenhum miserável nas ruas, e nem engarrafamento pegamos. É algo que deixaria qualquer paulista acostumado ao transito parado bastante impressionado. A China é surpreendentemente moderna, limpa e civilizada para quem chega lá pensando encontrar um país de terceiro mundo. A ECS fez questão que nós almoçássemos no refeitório dos funcionários e junto com eles, comendo a mesma (e ótima) comida. Aliás, tivemos livre acesso aos funcionários, e até brincamos com eles (um colega nosso, com quase 2 metros de altura, saiu gritando “godzila” atrás de alguns mais assustados), mas infelizmente poucos falam inglês e a comunicação ficou só na mímica mesmo. Estou convencido que a imagem que os ocidentais têm da China é muito mais “fabricada” e baseada em preconceitos do que a realidade. Por fim, uma última foto ainda na fábrica dos PCBs, mostrando mais uma vez o cuidado com a inspeção de cada produto antes de seguir para o cliente final, seja ele um OEM ou um consumidor brasileiro. Queria aqui agradecer a ECS pelo convite e pela oportunidade de vivenciar essa incrível experiência.

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