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Teoria do Hipertexto Artigo base: Hipertexto periodístico: teoría y modelos, Javier Nocí e Ramon Salaverría, in: Manual de...
Hipertexto não é novo <ul><li>->  O que é novo é a possibilidade “material” de representar o hipertexto. </li></ul><ul><li...
Hipertexto não é novo <ul><li>->  Roland Barthes: “lexias” (ligação de um bloco de texto com outros - SZ)‏ </li></ul><ul><...
Hipertexto não é novo <ul><li>->  George Landow  diz que a concepção de textualidade bakhthiniana antecipou o hipertexto: ...
Hipertexto não é novo <ul><li>->  Lexias -  são as unidades de leitura correspondentes a curtos fragmentos contíguos do te...
Hipertexto não é novo <ul><li>->  O uso do conceito das  lexias é mais adequado ao campo da Comunicação do que o conceito ...
Lead e Resumo da matéria DESCRIÇÕES Sobre o local: dados, fotos, mapas dados demográficos NARRATIVA O Fato Entrevistas com...
 
 
Stéphane Mallarmé <ul><li>->  Final do século XIX, 1897: “Um lance de dados jamais abolirá o acaso”. Introduz na literatur...
OULIPO: Ouvroir de Littérature Potencielle <ul><li>->  Fundado em 1960, na França </li></ul><ul><li>->  Raymond Queneau, F...
Hipertexto <ul><li>->  Um hipertexto é um ponto de partida para um metatexto – que o leitor vai construir com o conteúdo e...
Hipertexto <ul><li>-  A sequencialidade </li></ul><ul><li>- A existência de um único começo e um único fim para a narração...
Hipertexto <ul><li>-  Uma atividade exploratória, pela qual se decide os possíveis itinerários a se seguir; </li></ul><ul>...
Hipertexto <ul><li>->  Hipertexto + multimídia = hipermídia. Para Jay David Bolter (“Remediation”, sem tradução no Brasil)...
Hipertexto <ul><li>1) A história é um enigma que é preciso descobrir com a particapção do usuário-leitor </li></ul><ul><li...
Estrutura do hipertexto  <ul><li>->   Estruturas axiais ou lineares‏:  aquelas que o autor do hipertexto define um eixo de...
Estrutura do hipertexto  <ul><li>->  A entrada única nos textos jornalísticos é mais familiar </li></ul><ul><li>->  A mais...
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Estrutura do hipertexto  <ul><li>->  Reticulares  – não tem uma estrutura central organizada. Tudo está conectado entre si...
 
 
Estrutura do hipertexto  <ul><li>->  Assim ,  antes de organizar um hipertexto informativo, o jornalista precisa saber de ...
Estrutura do hipertexto  <ul><li>->  Por último, podemos pensar numa “Gramática do Hipertexto”, como propõe o professor no...
Estrutura do hipertexto  <ul><li>2) Coerência internodal: O link (hipervínculo; vínculo) como unidade significtiva. Os lin...
Estrutura do hipertexto  <ul><li>3) Coerência hiperestrutural, a coerência da navegação proposta pelo autor do hipertexto....
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Teoria do Hipertexto

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Aula sobre o hipertexto: abordagens teóricas e estruturas axiais/reticulares

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  1. 1. Teoria do Hipertexto Artigo base: Hipertexto periodístico: teoría y modelos, Javier Nocí e Ramon Salaverría, in: Manual de Redacción Ciberperiodística (ver bibliografia).
  2. 2. Hipertexto não é novo <ul><li>-> O que é novo é a possibilidade “material” de representar o hipertexto. </li></ul><ul><li>-> Exemplos: Ana Cristina Cesar, na poesia; a Torá </li></ul><ul><li>-> Enciclopédias </li></ul><ul><li>-> O Talmud </li></ul><ul><li>-> Mallarmé, “Um lance de dados jamais abolirá o acaso” e Le Livre à venir </li></ul><ul><li>-> Jorge Luís Borges, “O jardim das veredas que se bifurcam” </li></ul><ul><li>-> OULIPO – Raymond Queneau, George Perec </li></ul>
  3. 3. Hipertexto não é novo <ul><li>-> Roland Barthes: “lexias” (ligação de um bloco de texto com outros - SZ)‏ </li></ul><ul><li>-> Mixagem de DJ´s </li></ul><ul><li>-> L ivros que oferecem diversos caminhos narrativos a serem percorridos </li></ul><ul><li>-> Mídias digitais e textos literários requerem um usuário/leitor ativo e participativo, que atualize os significados do texto a partir de conexões entre conteúdos distintos </li></ul>
  4. 4. Hipertexto não é novo <ul><li>-> George Landow diz que a concepção de textualidade bakhthiniana antecipou o hipertexto: o texto como um todo não é uma identidade acabada, mas sempre uma relação. Portanto, o todo nunca pode ser finalizado, pois quando se pensa que se realizou, percebe-se que ele continua aberto a novas </li></ul><ul><li>-> Roland Barthes : Conceito de “texto ideal” desenvolvido por Barthes no livro S/Z, como um conceito primordial para a compreensão deste novo meio: “ ... neste texto ideal, emanam as redes que se interagem entre si, sem que nenhuma possa impor-se às demais: este texto é uma galáxia de significantes e não uma estrutura de significados.” (Barthes, 1992, p. 39). </li></ul>
  5. 5. Hipertexto não é novo <ul><li>-> Lexias - são as unidades de leitura correspondentes a curtos fragmentos contíguos do texto narrativo, que possibilitam ao interlocutor viver o plural do texto, captar as múltiplas “vozes” que nele ecoam e apreender no fragmento descontínuo a ressonância de outros . </li></ul><ul><li>-> As lexias não são características específicas das novas mídias digitais. Na literatura existem textos que apresentam lexias “linkadas” a outras lexias presentes dentro ou fora do seu enunciado. Na maioria das vezes, este processo de relação requer uma atualização de significados e depende da interação do leitor com a obra literária para se constituir. </li></ul>
  6. 6. Hipertexto não é novo <ul><li>-> O uso do conceito das lexias é mais adequado ao campo da Comunicação do que o conceito dos “memes”, termo cunhado por Richard Dawnkins no livro “O gene egoísta”, e usado no Brasil por diversos pesquisadores. </li></ul><ul><li>-> Podemos pensar a edição de um texto jornalístico hipertextual com a divisão de lexias. Proposta, por exemplo, de Ramón Salaverría: </li></ul>
  7. 7. Lead e Resumo da matéria DESCRIÇÕES Sobre o local: dados, fotos, mapas dados demográficos NARRATIVA O Fato Entrevistas com protagonistas Entrevistas complementares ANÁLISES E OPINIÃO Principal Secundárias Hiperlinks Atualização contínua
  8. 10. Stéphane Mallarmé <ul><li>-> Final do século XIX, 1897: “Um lance de dados jamais abolirá o acaso”. Introduz na literatura (poesia), o verso não-linear </li></ul><ul><li>-> Primeiras experiências com tipografia e diagramação </li></ul><ul><li>-> Projeto: “ Le livre à venir ”, orgânico, múltiplo, infinito; máquina geradora de textos </li></ul><ul><li>-> Hipertexto sem o suporte da tela </li></ul><ul><li>-> Navegação no poema </li></ul>
  9. 11. OULIPO: Ouvroir de Littérature Potencielle <ul><li>-> Fundado em 1960, na França </li></ul><ul><li>-> Raymond Queneau, François Le Lionnais, Georges Perec, Ítalo Calvino e os matemáticos Jacques Roubaud e Claude Berger </li></ul><ul><li>-> Projeto: já com a ajuda do computador como ferramenta de combinatória e permutação, procuram a formação de estruturas literárias artificiais </li></ul>
  10. 12. Hipertexto <ul><li>-> Um hipertexto é um ponto de partida para um metatexto – que o leitor vai construir com o conteúdo e os caminhos sugeridos pelo autor. </li></ul><ul><li>-> AUCTORITAS – autorida d e/autoria </li></ul><ul><li>-> O hipertexto é um conceito para a organização da informação </li></ul><ul><li>-> LEXIAS, como já vimos (Barthes)x. Unidades de texto; blocos de texto </li></ul><ul><li>-> O hipertexto questiona, digamos, de forma “material” os seguintes pontos: </li></ul>
  11. 13. Hipertexto <ul><li>- A sequencialidade </li></ul><ul><li>- A existência de um único começo e um único fim para a narração </li></ul><ul><li>- A extensão da história, para além dos limites previstos inicialmente pelo autor, e que fica na mão do leitor </li></ul><ul><li>- A noção de unidade da obra </li></ul><ul><li>-> AARSETH, Espen, em LANDOW, George: Hipertexto. La convergencia de la teoría crítica contemporánea y la tecnología. Barcelona: Paidós, fal da “Poética do hipertexto”. São 4 possíveis atividades por parte do leitor: </li></ul>
  12. 14. Hipertexto <ul><li>- Uma atividade exploratória, pela qual se decide os possíveis itinerários a se seguir; </li></ul><ul><li>- Atividade de representação – o leitor adota o papel de um dos personagens, como nas narrativas dos games (MURRAY, Janet. Hamlet no Holodeck)‏ </li></ul><ul><li>- Atividade de configuração, na qual parte da estrutura já está definida pelo autor e é necessário seu cumprimento </li></ul><ul><li>- Uma atividade poética: o leitor dá sentido à obra final, que, em certa medida, mediante suas eleições, ele mesmo construiu. </li></ul>
  13. 15. Hipertexto <ul><li>-> Hipertexto + multimídia = hipermídia. Para Jay David Bolter (“Remediation”, sem tradução no Brasil), o hipertexto pressupõe “escrever com imagens e sons, não só com palavras”. Por isso o conceito de hipertexto basta por si só e não iremos usar a palavra “Hipermídia”. </li></ul><ul><li>-> As estruturas hipertextuais (nosso próximo assunto nesta aula) facilitam a produção informativa pois estão previamente definidas. </li></ul><ul><li>-> Xavier Berenguer define cinco formas de pensarmos a estruturarmos a narração hipetextual: </li></ul>
  14. 16. Hipertexto <ul><li>1) A história é um enigma que é preciso descobrir com a particapção do usuário-leitor </li></ul><ul><li>2) A história é composta por sequencias e argumentos alternativos </li></ul><ul><li>3) A história se desenvolve segundo pontos de vista diferentes, à escolha dos usuários </li></ul><ul><li>4) A história é composta por múltiplas versões </li></ul><ul><li>5) A história é um discurso que o usuário precisa construir a partir de uma série de recursos iniciais, pré definidos pelo autor. </li></ul>
  15. 17. Estrutura do hipertexto <ul><li>-> Estruturas axiais ou lineares‏: aquelas que o autor do hipertexto define um eixo de navegação. São hieraráquicas, possuem uma sequencia principal e nodos, a partir dos quais se ramifica </li></ul><ul><li>-> É fechada quando tem UM ponto de partida e UM final, e aberta quando tem múltiplas entradas e várias formas do usuário finalizar – variam não só os itinerários , mas há vários nodos finais (páginas)‏ </li></ul><ul><li>-> Multilinear não é o mesmo que não-linear </li></ul><ul><li>-> Podem ser lineares, paralelas ou arbóreas </li></ul>
  16. 18. Estrutura do hipertexto <ul><li>-> A entrada única nos textos jornalísticos é mais familiar </li></ul><ul><li>-> A mais típica das estruturas abertas: é a arbórea ou ramificada </li></ul><ul><li>-> As estruturas axiais são usadas para organizar conteúdos jornalísticos que de certa forma precisam de alguma ordem narrativa pré estabelecida, como uma narração (relatos, fatos causa-efeito). O leitor encontra algum caminho previamente demarcado (mesmo que multilinear). </li></ul>
  17. 31. Multilinear
  18. 32. Arbórea
  19. 33. Paralela
  20. 34. Estrutura do hipertexto <ul><li>-> Reticulares – não tem uma estrutura central organizada. Tudo está conectado entre si. </li></ul><ul><li>-> O paradigma das estruturas reticulares é a própria web. </li></ul><ul><li>-> Para aplicação no Jornalismo, as estruturas reticulares são empregadas para organizar conteúdos que não precisam de ordem linear para serem compreendidos, por exemplo: dados, cifras, declarações </li></ul><ul><li>-> Admite conteúdos justapostos; o leitor a ler uma parte dos conteúdos, de forma livre. </li></ul>
  21. 37. Estrutura do hipertexto <ul><li>-> Assim , antes de organizar um hipertexto informativo, o jornalista precisa saber de que tipo de informação irá apresentar e qual é a estrutura mais adequada a ela. </li></ul><ul><li>-> Se for um relato, por exemplo, recorre-se a uma estrutura axial-linear; se forem dados ou declarações sem uma conexão obrigatória entre si, podemos usar uma estrutura reticular. </li></ul><ul><li>-> Ou, se a história misturar tipos de informação, conteúdos narrativos/descritivos/expositivos, é possível misturar estruturas axiais ou reticulares. </li></ul>
  22. 38. Estrutura do hipertexto <ul><li>-> Por último, podemos pensar numa “Gramática do Hipertexto”, como propõe o professor norueguês Martin Engebretsen: </li></ul><ul><li>1) Coerência intranodal: Coerência própria de cada nodo ou lexia, a unidade mínima de significação hipertextual, que deve ser coerente em si mesma. Em uma estrutura axial, o caminho definido já dá a cada lexia uma coerência dentro do itinerário sugerido (que pode não ser seguido pelo usuário); na estrutura reticular (que não tem um itinerário previamente definido), os nodos ou lexias precisam ter ainda mais coerência por si mesmas. </li></ul>
  23. 39. Estrutura do hipertexto <ul><li>2) Coerência internodal: O link (hipervínculo; vínculo) como unidade significtiva. Os links podem ser apresentados: a) de palavras dentro do próprio texto; b) através de uma lista externa, por exemplo, uma lista de links (“Saiba mais”). Reforça o caráter indexal do link. </li></ul><ul><li>- Nas estruturas axiais, os links podem ter uma função “conectiva”, que levam de uma lexia a outra, de modo a formar uma sequencia semântica. </li></ul>
  24. 40. Estrutura do hipertexto <ul><li>3) Coerência hiperestrutural, a coerência da navegação proposta pelo autor do hipertexto. É a primeira coisa a ser planejada antes de colocar em prática a redação hipertextual. Na estrutura axial, esta coerência é explícita pois está ligada mesmo ao mapa de navegação (e que pode ser também publicada). </li></ul>
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