Manual cme

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Manual cme

  1. 1. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MPASS-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMASERVIÇOS DE SAÚDE SUS CONTAGEMSUBSISTEMA / PROCESSOManual de Processamento de Artigos em Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.brManual deProcessamento deArtigos em Serviços deSaúdeHistórico das RevisõesRevisão Data Descrição01 Outubro/2010 Publicação InicialElaborado por:Grupo de Estudos em Centro de Material e Esterilização da Secretaria Municipal deSaúde de ContagemVerificado por:Comissão Municipal de Controle de Infecção em Serviços de Saúde - CMCISSAprovado por:Eduardo Caldeira de Souza PennaSecretário Municipal de Saúde
  2. 2. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MPASS-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMASERVIÇOS DE SAÚDE SUS CONTAGEMSUBSISTEMA / PROCESSOManual de Processamento de Artigos em Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.brCoordenaçãoGuilherme Augusto Armond - CMCISSEquipeTécnicaGuilherme Augusto Armond – CMCISSRafaela Oliveira França – CMCISSMarcelo Silva de Oliveira – CMCISSJosé Carlos Matos – CMCISSThaís Florêncio Vieira Alves – SURGElessandra Lima Guimarães – Hospital Municipal José Lucas FilhoTelma Maria de Oliveira – Áreas Técnicas da Secretaria Municipal de SaúdeMariza Daniel Proença – Saúde da Família - Distrito EldoradoAlessandra Maciel Almeida – Cirurgiã DentistaSimone Lopes de Mesquita – Iria DinizEliete Rosária da Silva – UPA RessacaSandra Cristina Sampaio Vasconcelos – UPA XVISelma Santana Perillo – UPA GPVPaulo Henrique de Almeida Fonseca – Coordenador da Saúde BucalFranklin Rodrigo Machado Rocha – SURG
  3. 3. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MPASS-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMASERVIÇOS DE SAÚDE SUS CONTAGEMSUBSISTEMA / PROCESSOManual de Processamento de Artigos em Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.brSIGLÁRIOCCIH Comissão de Controle de Infecção HospitalarCME Central de Material EsterilizadoANVISA Agência Nacional de Vigilância SanitáriaEX ExemploCMCISS Comissão Municipal de Controle de Infecção em Serviços deSaúdeIRAS Infecções Relacionadas a Assistência a SaúdeSMSA Secretaria Municipal de SaúdeRDC Resolução da Diretoria Colegiadam2Metro quadradoRE Resolução EspecíficaSOBEEC Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico,Recuperação Anestésica e Centro de Material e EsterilizaçãoEPI Equipamento de Proteção IndividualHBV Vírus da Hepatite BHCV Vírus da Hepatite CHIV Vírus da Imunodeficiência HumanapH Potencial HidrogeniônicoDNA Ácido DesoxirribonucléicoRNA Ácido RibonucléicoMEC Concentração Mínima EfetivaOPA 1,2 – benzenedicarboxaldehydeFDA Food and Drug Administrationppm Partes por milhãop/v Partes por volumeAORN Association of periOperative Registered NursesISO International Organization of StandardizationIB Indicador BiológicoVBTF Vapor de Baixa Temperatura e Formaldeído GasosoETO Esterilização por Óxido de Etileno
  4. 4. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MPASS-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMASERVIÇOS DE SAÚDE SUS CONTAGEMSUBSISTEMA / PROCESSOManual de Processamento de Artigos em Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.brMRC Micobactérias de Crescimento RápidoPVPI Polivinilpirrolidona-iodoUPA Unidade de Pronto AtendimentoHBsAg Antígeno de Superfície do Vírus da Hepatite BCTA Centro de Testagem e AconselhamentoSAE Serviço de Assistência EspecializadaCRIE Centro de Referência em Imunobiológicos EspeciaisSESMT Serviço de Engenharia, Segurança e Medicina do TrabalhoPVC Cloreto de Polivinila
  5. 5. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MPASS-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMASERVIÇOS DE SAÚDE SUS CONTAGEMSUBSISTEMA / PROCESSOManual de Processamento de Artigos em Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 1SUMÁRIOApresentaçãoIntroduçãoPARTE IRevisão de Literatura1. Estrutura Física1.1. Considerações sobre a estrutura física da CME1.1.1. Área de recepção1.1.2. Expurgo – área suja1.1.3. Expurgo – área limpa1.1.4. Área de Esterilização1.1.5. Área de Armazenamento1.1.6. Área de Transporte e Distribuição2. Artigo de Serviço de Saúde2.1. Classificação de Spaulding2.2. Artigo de Uso Único2.3. Reuso2.4. Reutilização de Artigos de Uso Único2.4.1. Recomendações para Processamento de Artigos de Uso Único3. Limpeza de Artigos de Serviços de Saúde3.1. Detergente3.2. Desincrostante3.3. Detergente Enzimático3.4. Métodos de Limpeza de Artigos3.4.1. Limpeza Manual3.4.2. Limpeza Mecânica3.5. Controle Visual da Limpeza4. Desinfecção de Artigos de Serviços de Saúde4.1. Tipos de Desinfecção
  6. 6. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MPASS-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMASERVIÇOS DE SAÚDE SUS CONTAGEMSUBSISTEMA / PROCESSOManual de Processamento de Artigos em Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 24.2. Ordem Decrescente de Resistência dos Microrganismos aos Métodos e SoluçõesGermicidas4.3. Métodos de Desinfecção4.3.1. Desinfecção por Processo Físico4.3.2. Desinfecção por Processo Químico4.3.2.1. Características Ideais de um Desinfetante Químico4.3.2.2. Fatores que Interferem na Ação do Desinfetante Químico4.4. Produtos Químicos4.4.1. Glutaraldeído4.4.2. Ortoftaldeído4.4.3. Ácido Peracético4.4.4. Álcool4.4.5. Formaldeído4.4.6. Peróxido de Hidrogênio4.4.7. Soluções Cloradas4.4.8. Comparativo entre germicidas para desinfecção de alto nível.5. Esterilização de Artigos de Serviços de Saúde5.1. Embalagens5.1.2. Tipos de embalagens5.1.2.1. Tecido de algodão duplo5.1.2.2. Papéis5.1.2.2.1. Papel grau cirúrgico5.1.2.2.2. Papel crepado5.1.2.2.3. Papel Kraft5.1.2.3. Filmes transparentes5.1.2.4. Tyvek5.1.2.5. Lâminas de alumínio e caixas metálicas5.1.2.6. Sistema de “container” rígido5.1.2.7. Vidros não refratários5.1.2.8. SMS5.1.2.9. Cobertura plástica protetora
  7. 7. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MPASS-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMASERVIÇOS DE SAÚDE SUS CONTAGEMSUBSISTEMA / PROCESSOManual de Processamento de Artigos em Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 35.2. Fatores que Afetam a Eficácia da Esterilização5.3. Tempo de Validade de Esterilização de Artigos5.4. Métodos para Monitoramento de Esterilização5.4.1. Indicadores Físicos5.4.2. Indicadores Químicos5.4.3. Indicadores Biológicos5.5. Condutas com Relação a Falhas no Processo de Esterilização5.6. Manutenção de Equipamentos5.7. Principais Processos de Esterilização5.7.1. Esterilização por Vapor Saturado sob Pressão5.7.1.1. Esterilização Rápida (Flash Sterilization)5.7.2. Esterilização por Vapor de Baixa Temperatura e Formaldeído Gasoso (VBTF)5.7.3. Esterilização por Óxido de Etileno (ETO)5.7.4. Esterilização por Plasma de Peróxido de Hidrogênio5.7.5. Esterilização Química por Imersão6. Medidas de Biossegurança6.1. Atendimento as Vítimas de Acidente com Material Biológico6.2. Riscos de Transmissão6.3. Cuidados Iniciais6.4. Profilaxia da Infecção pelo HIV6.5. Profilaxia da Hepatite B6.6. Profilaxia da Hepatite C6.7. Acompanhamento do Acidentado6.8. Orientações para o Registro de Acidente de TrabalhoPARTE IIInstruções NormativasNormatização Técnica para Uso de Detergente Enzimático ou Desincrostante deServiços de SaúdeNormatização Técnica para Desinfecção de Alto Nível de Artigos de Serviços de SaúdeInstruções Normativas para Limpeza e Desinfecção do Endoscópio e Acessórios
  8. 8. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MPASS-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMASERVIÇOS DE SAÚDE SUS CONTAGEMSUBSISTEMA / PROCESSOManual de Processamento de Artigos em Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 4Instruções Normativas para Limpeza e Desinfecção do Bucal e Espaçador de XilocaínaInstruções Normativas para Limpeza e Desinfecção de Equipamentos EletrônicosInstruções Normativas para Limpeza e Desinfecção do ImobiliárioInstruções Normativas para Descarregamento de AutoclaveInstruções Normativas para Preparo de Material para o Óxido de EtilenoInstruções Normativas para Limpeza de LátexInstruções Normativas para Limpeza das Seringas de VidroInstruções Normativas para Limpeza e Desinfecção de LaringoscópioInstruções Normativas para Limpeza e Desinfecção de OtoscópioInstruções Normativas para Limpeza e Preparo de Tubos de SiliconeInstruções Normativas para Limpeza e Desinfecção de UmidificadoresInstruções Normativas para Limpeza do Reanimador Manual (Ambu)Instruções Normativas para Lavagem de Kit de MicronebulizaçãoInstruções Normativas para Desinfecção do Espaçador (Adaptada de acordo comOrientação Fabricante do Flumax)Instruções Normativas para Lavagem e Desinfecção de AlmotoliasInstruções Normativas para Limpeza e Desinfecção de Comadre, Marreco, Bacia,Balde de inox, Jarro, Cuba Rim e Frasco de Aspiração MóvelInstruções Normativas para Limpeza de Instrumental Cirúrgico e de outros ArtigosInstruções Normativas para Empacotamento do Material (Técnica do Envelope)Instruções Normativas para Preparo de Caneta de CautérioInstruções Normativas para Preparo do Pacote de Retirada de PontosInstruções Normativas para Preparo de Kit de PartoInstruções Normativas para Preparo de Cuba RimInstruções Normativas para Preparo de Pacote de CurativoInstruções Normativas para Preparo de Gaze abertaInstruções Normativas para Preparo de GazinhasInstruções Normativas para Preparo de Bandeja para Cateterismo VesicalInstruções Normativas para Preparo de Dobragem de Roupas e CompressasInstruções Normativas para Montagem do Rack da AutoclavesInstruções Normativas para Realização Teste Biológico de Leitura Rápida – 3 horas
  9. 9. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MPASS-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMASERVIÇOS DE SAÚDE SUS CONTAGEMSUBSISTEMA / PROCESSOManual de Processamento de Artigos em Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 5Instruções Normativas para Realização do Teste Bowie & DickInstruções Normativas para Higienização Simples das Mãos com Água e SabãoInstruções Normativas para Higienização das Mãos com Preparação AlcoólicaPARTE IIIInstruções Normativas em OdontologiaBibliografia Consultada
  10. 10. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MPASS-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMASERVIÇOS DE SAÚDE SUS CONTAGEMSUBSISTEMA / PROCESSOManual de Processamento de Artigos em Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 1ApresentaçãoO Manual de Rotinas Técnicas de Esterilização do Município de Contagem, editado em2004, surgiu a partir da verificação do crescimento e magnitude de atendimentosrealizados pela rede de atenção à saúde e da necessidade de se padronizar rotinas deprocessamento de artigos.Com a finalidade de acompanhar e atualizar as diretrizes no processamento de artigosem serviços de saúde foi constituído em 2010, pela Secretaria Municipal de Saúde deContagem, o grupo de estudos em processamento de artigos em serviços de saúde comobjetivo de atualizar a primeira edição do manual.O atual manual, “Processamento de Artigos em Serviços de Saúde” é destinado aosprofissionais de saúde do município de Contagem em todos os níveis de assistência,possuindo informações e normatizações técnicas atualizadas sobre condutas a cerca doprocessamento de artigos em serviços de saúde.Ao considerar que a qualidade da assistência é fundamentada na proteção dos usuáriose da equipe assistencial, este manual busca apresentar aspectos teóricos e técnicos doprocesso de limpeza, desinfecção e esterilização dos artigos de assistência à saúde,informações básicas sobre infra-estrutura, medidas relacionadas à biossegurança, aocampo operacional – instruções normativas, e sobre a organização de uma Central deMaterial Esterilizado.Esperamos com este manual contribuir para a melhoria da qualidade da atençãodispensada aos nossos usuários.
  11. 11. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MPASS-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMASERVIÇOS DE SAÚDE SUS CONTAGEMSUBSISTEMA / PROCESSOManual de Processamento de Artigos em Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 1IntroduçãoDesde que existe uma associação importante entre o uso de artigos de serviços desaúde e a ocorrência de infecções, é necessário estabelecer medidas eficazes deprocessamento dos mesmos, visando à minimização do risco de transmissão deInfecções Relacionadas à Assistência a Saúde (IRAS). De acordo com o seu uso, osartigos devem ser submetidos a processos eficazes de limpeza, desinfecção ouesterilização para atingirem os objetivos necessários.A qualidade do processamento de artigos de serviços de saúde representa um dospilares na prevenção de IRAS e relaciona-se tanto à garantia de sua submissão aprocessos de redução ou destruição microbiana, quanto a sua funcionalidade eintegridade, a fim de evitar danos ao paciente na sua utilização.Para garantir e obter os melhores desfechos no processamento dos artigos de serviçosde saúde devem ser considerados diversos fatores relacionados à qualidade doprocesso: o tempo de duração da aplicação do processo; a temperatura e a pressão sobas quais o processo é aplicado; a quantidade ou concentração de calor ou agentesquímicos; a natureza do artigo submetido ao processo; o tipo e a contagem demicrorganismos, inclusive os esporos; e se o artigo está contaminado com fluidoscorporais que podem atuar como um revestimento protetor para o microorganismo.O processamento de artigos é uma das atividades mais importantes em serviços desaúde e está associado diretamente a prevenção das IRAS, a segurança e a qualidadede assistência ao paciente.
  12. 12. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: Revisão da LiteraturaSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 1PARTE IRevisão da Literatura
  13. 13. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 1. Estrutura FísicaSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 11. ESTRUTURA FÍSICAAs Resoluções RDC n° 50 de 21 de fevereiro de 2002 e a RDC n° 307 de 14 denovembro de 2002 estabelecem as normas para as ações de vigilância a respeito deinstalações e ambientes de serviços de saúde. Essas resoluções definem ambientecomo o espaço fisicamente determinado e especializado para o desenvolvimento decertas atividades, caracterizado por instalações e dimensões diferenciadas e preconizamque a Central de Material Esterilizado deve existir quando houver Centros Cirúrgico,Obstétrico e/ou Ambulatorial e serviços de hemodinâmica, de emergência de altacomplexidade e de urgência. Explicitam ainda as áreas que compõem essa unidade,suas dimensões mínimas em metros quadrados (m2) e as instalações, conforme descritono quadro 1.Quadro 1 – Demonstrativo das áreas, dimensões mínimas e instalações do Centro deMaterial e Esterilização.Área Dimensões mínimas InstalaçõesÁrea para recepção, descontaminação eseparação de artigos, assim como lavagemde artigosMínimo 8,0 m2(0.08m2por leito)HF; HQ;E; ADEÁrea para recepção de roupas limpas 4,0 m2HF; EÁrea para preparo de artigos e roupaslimpasMínimo 12,0 m2(0,25m2por leito) HF; EÁrea para esterilização física, que dependedo equipamento utilizado (distância mínimaentre as autoclaves) 20 cm HF; EÁrea para esterilização química líquida HF; ESala de armazenagem e distribuição deroupas e artigos esterilizadosMínimo 10,0 m2(0,2m2por leito) ACÁrea para armazenagem e distribuição deartigos esterilizados descartáveis25% da área dearmazenagem deartigos esterilizados ACSala de lavagem e descontaminação 4,8 m2HF; HQSala de esterilização 4,8 m2HF; EFonte: Normas para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. 2.ed. Brasília: ANVISA.2004.Legenda:HF: água fria; HQ: água quente; AC: ar condicionado (1); E: exaustão (2); ADE: a depender dosequipamentos utilizados, havendo, neste caso, obrigatoriedade de apresentação do layout da sala com oequipamento1. Refere-se à climatização destinada a ambientes que requeiram controle da qualidade do ar.2. É dispensável quando existir sistema de ar recirculado.
  14. 14. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 1. Estrutura FísicaSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 21.1. Considerações sobre a estrutura física da CME Piso: ser de cor clara, resistente ao calor, à umidade e a soluções corrosivas, nãodeve ser poroso, nem sonoro, nem absorvente da luz, oferecendo boacondutibilidade de eletricidade estática e ainda ser durável, lavável e de fácil limpeza. Paredes: serem lisas e planas, sem saliências, cantos ou quinas, os quais precisamser côncavos ou abaulados; revestimento constituído de material lavável, durável ede cor suave – azul ou verde-claro – visando à diminuição da reverberação da luz. Forro: ser acústico para minimizar os ruídos. O uso de forro removível no teto daCME só é permitido em áreas administrativas. Janelas: na presença de condicionador de ar, deve ser discutido o uso de janelas,uma vez que o aparelho promove a ventilação do ambiente e os visores permitem aentrada de luz natural. Na presença de janelas, elas devem ser amplas, altas eteladas. Portas: ser de material lavável, durável, de boa qualidade e com sentido de aberturarespeitando o fluxo unidirecional do trabalho no CME. Bancadas: devem ser constituídas de material não poroso, resistente à limpezaúmida e ao uso de produtos saneantes. Iluminação: ser adequada, acompanhada de iluminação direta nas mesas e nosbalcões de preparo de artigos, com a finalidade de facilitar a inspeção dos mesmosquanto à eficiência da limpeza, a integridade e à funcionalidade dos instrumentos.Para que o processo de inspeção seja eficiente, recomenda-se a utilização de umaluminária acoplada a uma lupa de aumento. Sistema de exaustão de calor: nas áreas onde ficam localizadas as autoclaves, astemperaturas são muito elevadas, havendo necessidade de mantê-las em níveis deconforto. Ventilação: as temperaturas adequadas constituem um aspecto de importância vitalpara o bom funcionamento da CME. Ventilação inadequada e alta temperatura geramdesconforto para os profissionais, diminuindo em muito sua produtividade eocasionando significativas perdas de rendimento.
  15. 15. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 1. Estrutura FísicaSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 3A limpeza concorrente da CME deve ser realizada diariamente no piso, nas pias,nas mesas e nos balcões e, pelo menos uma vez por semana, deve ser feita a limpezaterminal, incluindo os itens limpos diariamente, além das paredes, dos armários, dosvidros e das janelas.1.1.1. Área de RecepçãoDeve estar localizada dentro da sala de recepção e limpeza. Esta área devepossuir equipamento de transporte com rodízios, recipientes para pérfuro-cortantes epara resíduo biológico. Deve ainda, haver registro de todos os produtos recebidos para oprocessamento.É proibida a recepção ou circulação, na área suja da CME, de têxteis limposprovenientes da unidade de processamento de roupas e que necessitam seresterilizados antes da sua utilização.Deve possuir um lavatório com dispensador de sabonete líquido, soluçãoalcoólica em gel a 70% e papel toalha para higienização das mãos.O trabalhador dessa área deve utilizar: luvas de procedimento, touca, máscara,óculos de proteção, avental impermeável, calçados fechados e antiderrapantes.1.1.2. Expurgo – Área SujaNeste local os produtos de serviço de saúde devem ser submetidos à limpeza.Os produtos para saúde passíveis de processamento, independente da suaclassificação de risco, devem ser submetidos ao processo de limpeza dentro da própriaCME do serviço de saúde, antes da desinfecção ou esterilização.Esta área deve possuir: Torneiras com água quente e fria Bancada com pia Ponto de água potável com filtro de 0,2 micra para enxágüe Guichê ou outro mecanismo de transferência dos produtos para saúde da área delimpeza para área de preparo Recipiente para perfuro-cortantes, com suporte Recipiente para resíduo biológico
  16. 16. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 1. Estrutura FísicaSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 4Caso hajam equipamentos destinados à limpeza automatizada, estes devem serinstalados em uma área que não obstrua a circulação nesse ambiente, obedecendo àsespecificações técnicas do fabricante. A distância mínima entre esses equipamentosdeverá ser de 0,50m.O sistema de climatização da área de limpeza da CME deve manter atemperatura ambiente entre 18 e 22°C e umidade relativa do ar entre 40 e 60%.Na limpeza manual, a fricção deve ser realizada com produtos não abrasivos, quenão afetem a integridade e não liberem partículas. Deve-se ainda realizar a avaliaçãodos artigos por meio da inspeção visual com o auxílio de lentes intensificadoras deimagem. Dispor ainda de pistola de água sob pressão para limpeza de produtos comlúmen e ar comprimido medicinal ou oxigênio para secagem de produtos com lúmen.Os produtos utilizados na fase de limpeza devem estar regularizados junto àANVISA.O trabalhador dessa área deve utilizar: luvas de cano longo antiderrapante, touca,máscara compatível com o risco, óculos de proteção ou protetor facial, aventalimpermeável, calçado fechado, impermeável e antiderrapante, protetor auricular emconcha.A secagem deve ser rigorosa e executada o mais rápido possível como forma deprevenir o crescimento microbiano no meio líquido. O rigor na execução desteprocedimento evita a interferência da umidade nos processos de esterilização.Ressalta-se que o pano a ser utilizado deve estar limpo, ser de cor branca, semfiapos.1.1.3. Área de Preparo – Área LimpaNesta área o material deve passar por nova e atenta revisão, devendo serselecionado, preparado, identificado e acondicionado até ser submetido ao processo deesterilização. O trabalhador dessa área deve utilizar luvas, máscaras, touca e protetorauricular.A CME deve utilizar embalagens que garantam a manutenção da esterilidadedo conteúdo, bem como a sua transferência sob técnica asséptica. As embalagensutilizadas para a esterilização de produtos para saúde devem estar regularizadas junto à
  17. 17. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 1. Estrutura FísicaSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 5ANVISA. É proibido o uso de caixas metálicas sem furos para esterilização de materiaispor autoclavação em equipamento com bomba de vácuo.É proibido o uso de embalagens do tipo envelope de plástico transparente nãodestinadas para uso em equipamento de esterilização, assim como o uso de papel kraft,papel toalha, papel manilha, papel jornal e lâminas de alumínio.A selagem de embalagens tipo envelope deve ser feita por termo seladora ouconforme orientação do fabricante. É proibida a calandragem, prensagem ou passadoresa ferro dos tecidos de algodão utilizados para embalagem.É proibido o uso de embalagens de tecido de algodão reparadas com remendosou cerzidas.É obrigatória a identificação das embalagens dos produtos para a saúdesubmetidos à esterilização na CME.O rótulo dos produtos para saúde processados na CME deve ser capaz de semanter legível e afixado nas embalagens durante a esterilização, transporte,armazenamento e distribuição até o momento do uso.O rótulo de identificação da embalagem deve conter: nome do produto, númerodo lote, data da esterilização, data de validade, método de esterilização e identificaçãodo responsável pelo preparo.A seleção da embalagem deve obedecer à padronização utilizada no município etem como objetivo proteger o produto, mantendo-o estéril desde acondicionamentoainda na CME ao seu manuseio final. Deve ainda possibilitar sua pronta identificação epermitir que o agente esterilizante entre em contato com o artigo.1.1.4. Área de EsterilizaçãoEsta área se destina á esterilização dos materiais após o preparo. A sala deesterilização de produtos para saúde deve ser dimensionada de acordo com oquantitativo e dimensão dos equipamentos.A área ocupada por cada equipamento de esterilização deve ser acrescida de2,50 m2para circulação. Deve ser previsto uma distância mínima de 0,50 m entre osequipamentos de esterilização. A temperatura da área de desinfecção/esterilização deveser inferior a 24ºC.
  18. 18. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 1. Estrutura FísicaSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 6O trabalhador dessa área deve utilizar luvas específicas para o tipo de método deesterilização, máscara e gorro.Esta área deve dispor de incubadoras de indicadores biológicos e sistema paraguarda dos registros dos monitoramentos. O monitoramento do processo deesterilização deve ser realizado diariamente com indicadores químicos e físicos,seguindo rotina definida pela própria CME. O monitoramento do processo deesterilização com indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de esterilização. Jáo monitoramento do processo de esterilização com indicador biológico deve ser feitodiariamente em pacote desafio, que deve ser posicionado próximo ao dreno.1.1.5. Área de ArmazenamentoEsta área tem por finalidade centralizar todos os artigos processados eesterilizados até sua distribuição ás unidade/setores consumidores. O armazenamentode produtos para saúde na CME deve ser centralizado em local exclusivo e de acessorestrito, não podendo ocorrer em área de circulação, mesmo que temporariamente.Os produtos esterilizados devem ser armazenados em local limpo e seco, sobproteção da luz solar direta e submetidos à manipulação mínima. Os pacotes devem sermanuseados apenas quando estiverem completamente frios.O trabalhador desse setor deve utilizar touca e vestimenta exclusivo.Os materiais devem ser armazenados em armários fechados e devidamenteidentificados quando requisitados. Nesta área deve-se ter o cuidado de não permitir, nomomento da distribuição, o cruzamento de artigos estéreis com artigos não estéreis.1.1.6. Área de Transporte e DistribuiçãoO transporte interno para a distribuição de produtos para saúde processados naCME deve ser feito em recipientes fechados e em condições que garantam amanutenção da identificação e a integridade da embalagem.A embalagem utilizada para transporte de produtos para saúde encaminhados paraprocessamento em empresas contratadas deve ser de recipiente rígido, liso, com
  19. 19. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 1. Estrutura FísicaSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 7sistema de fechamento estanque, contendo a lista de produtos a serem processados e onome do serviço solicitante.1.1.7. Ambiente de ApoioNa área da CME devem ser contemplados ambientes de apoio, a exemplo de: Vestiários com sanitários e chuveiros para funcionários e barreiras para área limpa. Vestiários com sanitários para funcionários e barreiras para área suja. Esses locaispodem ser comuns às áreas suja e limpa, desde que necessariamente se constituamem uma barreira à área limpa e o acesso à área suja não seja feito por meio denenhum ambiente da área limpa. Depósito de material de limpeza, que pode ser comum às áreas limpa e suja, desdeque seu acesso seja externo. Sala administrativa. Área para manutenção dos equipamentos de esterilização física, exceto quando forde barreira. Pia para higienização das mãos deve ser de fácil acesso aos trabalhadores.
  20. 20. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 2. Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 12. ARTIGOS DE SERVIÇOS DE SAÚDECompreendem instrumentos, objetos de natureza diversa, utensílios (talheres,louças, comadres, papagaios e outros), acessórios de equipamentos, instrumentalodontológico e outros.2.1. Classificação de SpauldingArtigos críticos: São aqueles utilizados em procedimentos invasivos, com penetraçãoem ele e mucosas adjacentes, tecidos subepiteliais e sistema vascular, incluindo tudoque esteja conectado a estes artigos. O processo recomendado para a utilização destesé a esterilização. Ex: Instrumental cirúrgico.Artigos semi-críticos: São aqueles que entram em contato com a pele não íntegra emucosa íntegras. Requerem desinfecção de alto nível ou esterilização. Ex: material deassistência ventilatória.Artigos não críticos: São artigos que contatam a pele íntegra, e que não entram emcontato direto com o paciente. Requerem limpeza ou desinfecção de baixo ou médionível. Ex: Termômetros, e material para higiene do paciente.2.2. Artigos de uso únicoProdutos que perdem suas características originais após o uso ou, em função de outrosriscos reais ou potenciais à saúde do usuário não devem ser utilizados.2.3. ReusoUso repetido ou múltiplos usos de artigos incluindo os permanentes e os de uso único,com reprocessamento entre ou usos.2.4. Reutilização de artigos de uso únicoSegundo o artigo 8º da RDC nº. 156, de 11 de agosto de 2006, do Ministério da Saúde,o reprocessamento é proibido em todo o território nacional, por qualquer tipo de empresaou serviço de saúde, público ou privado quando: Apresentarem na rotulagem o dizer “proibido reprocessar”.
  21. 21. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 2. Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 2 Os itens constarem na Resolução Específica (RE nº. 2605) da Agência Nacionalde Vigilância Sanitária (ANVISA) que contém a relação dos artigos proibidos deser reprocessados.No artigo 4º, para efeito da Resolução nº. 156, os artigos são enquadrados nosseguintes grupos: Artigos com processamento proibido Artigos passíveis de reprocessamento2.4.1. Recomendações para o processamento de artigos de uso únicoA segurança na utilização de artigos reprocessados é de inteira responsabilidade dosserviços de saúde. As empresas e instituições de saúde que realizam oreprocessamento devem adotar protocolos que atendam às diretrizes indicadas emResolução Específica da ANVISA e que devem ser elaborados, validados eimplementados segundo as etapas propostas pela Resolução nº 2.606/06.A SOBEEC (Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, RecuperaçãoAnestésica e Centro de Material e Esterilização) recomenda que a instituição que optarpelo reprocessamento constitua uma comissão formada pelo diretor administrativo,gerente de enfermagem, membro da CCIH, enfermeiro da CME, enfermeiro do centrocirúrgico, coordenador médicos das unidades usuárias, coordenador médico do centrocirúrgico e advogado.
  22. 22. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 3. Limpeza de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 13. LIMPEZA DE ARTIGOS DE SERVIÇOS DE SAÚDEÉ o procedimento de remoção de sujidade e detritos para manter em estado deasseio os artigos, reduzindo a carga microbiana. Constitui o núcleo de todas as açõesreferentes aos cuidados de higiene com os artigos de serviços de saúde. A limpeza devepreceder os procedimentos de desinfecção ou esterilização. Estudos têm demonstradoque a limpeza manual ou mecânica, com água e detergente ou produtos enzimáticosreduz aproximadamente 105do bioburden (carga microbiológica).O excesso de matéria orgânica aumenta a duração do processo de esterilização,como altera os parâmetros para este processo.3.1. DetergenteCorrespondem a todos os produtos que contém, em sua formulação, um tensoativo parareduzir a tensão superficial da água e promover umectação, dispersão e suspensão daspartículas.3.2. DesincrustantesDetergentes usados para a limpeza de artigos em imersão.Desincrustantes são detergentes, porém nem todo detergente tem ação desincrustante.3.3. Detergente EnzimáticoSolução composta pela associação de um detergente não-iônico com uma ou maisenzimas (proteases, amilases, carboidrases e lípases). Recomendado para artigos deserviços de saúde de difícil limpeza. Tem por finalidade digerir e dissolver sangue, restosmucosos fezes, vômitos e outras excreções e secreções orgânicas. Elimina anecessidade de escovação demorada e exaustiva e pode ser usado em qualquer tipo dematerial. Possuem pH neutro, não corroem, são atóxicos e permitem o enxágüe simples.Resíduos de detergentes enzimáticos em artigos podem provocar eventos adversos aopaciente, caso não sejam adequadamente removidos com água corrente abundante.Verificar o modo de diluição, o prazo de validade após a diluição, o tempo de imersão eo método de utilização, de acordo com as recomendações do fabricante. Usar apenasprodutos com registro no Ministério da Saúde. Utilizar obrigatoriamente os detergentesenzimáticos para a limpeza de instrumentos endoscópicos.
  23. 23. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 3. Limpeza de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 23.4. Métodos de Limpeza de ArtigosDeve ser feita de maneira rigorosa e meticulosa. Selecionar o método que seja maisadequado ao artigo utilizado, de acordo com as demandas e com os recursosdisponíveis no serviço.3.4.1. Limpeza ManualProcedimento realizado por meio de fricção com escovas e do uso de soluções delimpeza. Restringir para artigos delicados que não possam ser processados por métodosmecânicos. Empregar preferencialmente soluções enzimáticas. Utilizar os EPI adequados, ou seja, luva grossa de borracha antiderrapante de canolongo, avental impermeável, bota ou sapato impermeável fechado, gorro, protetorfacial ou máscara e óculos protetor. Utilizar escovas não-abrasivas. Substituir as escovas com más condições de uso. Friccionar os artigos sob a água para evitar aerossóis de microrganismos. Enxaguar as peças abundantemente com água até remover a sujidade e odetergente.3.4.2. Limpeza MecânicaFeita por meio de equipamentos – lavadora ultra-sônica, lavadora esterilizadora,lavadora termodesinfetadora, lavadora de descarga ou lavadora pasteurizadora.Minimiza o risco de acidentes com material biológico, pela redução do manuseio dosartigos contaminados. Observar bem a escolha de equipamentos para limpeza que utilizam temperatura, jáque existe a necessidade de um jato de água fria previamente para não coagular asproteínas. Manter a água em torno de 43°C para prevenir a coagulação de proteínas e ajudar aremover sujidades.
  24. 24. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 3. Limpeza de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 3 Prever tratamento específico da água antes da instalação da máquina de limpezamecânica. A dureza da água é um fator que pode alterar a vida útil dosequipamentos. Promover enxágüe abundante para remover a sujidade e os resíduos de detergente. Realizar o último enxágüe com água deionizada.3.5. Controle Visual da LimpezaApós o processo de limpeza, os artigos devem ser inspecionados para a verificação dalimpeza e de seu funcionamento. Pode ser feito a olho nu ou com o uso de lupa,implicando principalmente a observação, no caso de instrumental cirúrgico, dascremalheiras, das ranhuras, das articulações, dos encaixes de dentes e do sistema detrava das peças.
  25. 25. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 14. DESINFECÇÃO DE ARTIGOS DE SERVIÇOS DE SAÚDEProcesso de destruição de agentes infecciosos em forma vegetativa, patogênicos ounão, existentes em superfícies inertes, não garantindo a eliminação total dos esporosbacterianos. A desinfecção pode ocorrer com a aplicação de meios físicos ou químicosO processo de desinfecção pode ser afetado por diferentes fatores:a) Limpeza prévia do materialb) Período de exposição ao germicidac) Concentração da solução germicidad) Temperatura e o pH do processo de desinfecção.4.1. Tipos de DesinfecçãoCLASSIFICAÇÃO MÉTODOS E SOLUÇÕES GERMICIDASDesinfecção de baixo nível: são destruídas asbactérias em forma vegetativa, alguns vírus ealguns fungos. O Mycobacterium tuberculosis,os esporos bacterianos, o vírus da Hepatite B(HBV) e os vírus lentos sobrevivem. Álcool etílico e isopropílico Hipoclorito de Sódio (100ppm) Fenólicos Iodóforos* Quaternário de amôniaObs.: tempo de exposição ≤a 10 minutosDesinfecção de médio (intermediário) nível:além dos microrganismos destruídos nadesinfecção de baixo nível são atingidos oMycobacterium tuberculosis, a maioria dos vírus(inclusive o HBV) e a maioria dos fungos. Aindasobrevivem os Mycobacterium intracelular e, osesporos bacterianos e os vírus lentos. Álcool etílico e isopropílico (70 a 90%) Fenólicos Iodóforos* Hipoclorito de Sódio (100ppm) Pasteurização 75oC a 30 minutosObs.: depende da concentração e/ou período deexposição.Desinfecção de alto nível: destrói todas asbactérias vegetativas – mas nãonecessariamente todos os esporos bacterianos,as micobactérias, os fungos e os vírus. Glutaraldeído Solução de Peróxido de Hidrogênio Hipoclorito de sódio (1000 ppm) Cloro e compostos clorados Ácido peracético Orthophtalaldeído Água super oxidada Pasteurização 75oC a 30 minutosObs.: Tempo de exposição >ou= 20 minutos.
  26. 26. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 2Não definido: o nível de desinfecção dependerádas variáveis como temperatura e/ouconcentração de germicidas adicionados noprocesso. Calor seco (passar a ferro) Fervura em água em 30 min Pastilhas de formaldeído Termodesinfectadoras Sanitizadoras* Disponível apenas como anti-séptico. Não disponível como desinfetante no mercado nacional.4.2. Ordem Decrescente de Resistência dos Microrganismos aos Métodose Soluções GermicidasFonte: Favero, Bond. In: Block, 1991.Observação: existem variações nesta suscetibilidade dependendo do germicida.PRIONSCreutzefeld Jacob DiseaseESPOROS BACTERIANOSBacillus subtilisClostridium difficileMICOBACTÉRIASMycobactrium tuberculosisVÍRUS NÃO LIPÍDICOSPoliovírusCoxsackievirusRhinovírusFUNGOSCandida sppTrichophyton sppCryptococcus sppBACTERIAS VEGETATIVASPseudomonas aeruginosaSalmonella choleraesuisStaphylococcus aureusVÍRUS LIPÍDICOSVírus Herpes simplex (HSV)Vírus da Hepatite B (HBV)Vírus da Hepatite A (HAV)Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)CytomegalovírusResistência MicrobianaALTABAIXANível de DesinfecçãoINTERMEDIÁRIOBAIXOALTO
  27. 27. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 34.3. Métodos de Desinfecção4.3.1. Desinfecção por Processo FísicoCompreende a exposição a agentes físicos, tais como temperatura, pressão e radiaçãoeletromagnética, calor úmido ou, preferencialmente, sistemas mecânicos automáticos,com pressão de jatos d água a uma temperatura entre 60°C e 90°C, durante 15 minutos,a exemplo das máquinas lavadoras sanitizadoras, esterilizadoras de alta pressão,termodesinfetadoras e similares.4.3.2. Desinfecção por Processo QuímicoEnvolve a utilização de produtos químicos cujos princípios ativos devem serpreconizados pelas legislações vigentes do Ministério da Saúde.4.3.2.1. Características ideais de um desinfetante químico Aprovado e registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Amplo espectro de ação. Ação rápida. Não ser afetado por fatores ambientais (ex: luz solar). Deve ser ativo na presença de matéria orgânica. Compatíveis com sabões, detergentes e outros produtos químicos. Atóxico (não deve ser irritante para o usuário). Compatível com diversos tipos de materiais (não corrosivo em superfícies metálicas enão deve causar deterioração de borrachas, plásticos e outros materiais). Efeito residual na superfície desinfetada. Fácil manuseio. Inodoro ou de odor agradável. Econômico. Solúvel em água. Estável em concentração original ou diluído. Inócuo ao meio ambiente.
  28. 28. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 44.3.2.2. Fatores que interferem na ação do desinfetante químico Natureza do item a ser selecionado: quanto mais lisa, não porosa e simples for àsuperfície do artigo, mais favorável será ao processo de desinfecção. Resistência intrínseca dos microrganismos: os microrganismos apresentam diferentesníveis de suscetibilidade aos germicidas químicos, em função de suas característicaspróprias. Esta diferença determina a classificação dos germicidas em níveis, quantoao seu espectro de ação. Quantidade de matéria orgânica presente: sangue, fezes, muco, dentre outrosmateriais orgânicos presentes no artigo podem ocasionar a ineficácia do germicidadevido a:1. A matéria orgânica pode conter população microbiana em grande quantidade evariedade.2. Pode impedir a penetração do germicida ou funcionar como barreira mecânicapara o contato com o microrganismo, dificultando sua ação letal.3. Pode ocasionar inativação direta e rápida em certos germicidas, afetando oresultado da desinfecção. Tipo e concentração do germicida: a escolha do germicida deve basear-se no nível dedesinfecção necessário para uso seguro do artigo, considerando-se o espectro deação do desinfetante, na concentração recomendada pelo fabricante. Tempo e temperatura de exposição: para cada germicida existe uma relaçãodeterminada entre os parâmetros de tempo de contato e temperatura para atingir umótimo desempenho, no que se refere ao espectro de ação. Em relação à temperatura,é necessário ressaltar que os limites determinados pelo fabricante devem serobservados, pois, acima de certa temperatura, alguns germicidas passam a sedegradar, perdendo a ação desinfetante. Outros fatores: pH da solução, dureza da água usada para diluição e a presença deoutros produtos químicos (exemplo: resíduos de detergente) podem afetarnegativamente a ação do desinfetante. Número de microrganismos presentes no artigo.
  29. 29. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 54.4. Produtos Químicos4.4.1. GLUTARALDEÍDODialdeído saturado (1,5 pentanedial) com potente ação biocida. Desinfetante de altonível na concentração de 2%. Em solução aquosa apresenta pH ácido e não éesporicida. As formulações que são utilizadas possuem outros componentes para que asolução possa ter esta ação. As formulações encontradas são:I.Solução ativada: quando é ativada por agentes alcalinizantes (exemplo:bicarbonato de sódio), que torna a solução alcalina (pH 7,5 a 8,5), tendo entãoatividade esporicida. Uma vez ativada, a solução mantém sua atividadebiocida por 14 a 28 dias. Existe no mercado formulação de glutaraldeído jáativada e com pH ácìdo, não sendo necessária a adição de agentesalcalinizantes.II.Solução potencializada: utiliza uma mistura isomérica de álcoois lineares epossui um pH de 3,4 a 3,5. Essa mistura à temperatura ambiente possuifunção esporicida baixa e se aquecida a 60oC torna-se esporicida emexposição por 6 horas.Mecanismo de açãoAção biocida, bactericida, virucida, fungicida e esporicida. Sua atividade é devida aalquilação de grupos sulfidrila, hidroxila, carboxila e amino dos microrganismos alterandoseu DNA, RNA e síntese protéica. A atividade esporicida se deve ao fato doglutaraldeído reagir com a superfície do esporo, provocando o endurecimento dascamadas externas e morte do esporo. Sua ação contra Mycobacteria requer no mínimo 20 minutos em concentração nãoinferior a 2%, sendo indicada para desinfecção de endoscópios. Concentração superior a 2% é ativo contra bactérias vegetativas em menos de 2minutos, contra M. tuberculosis, fungos e vírus em 10 minutos e contra esporos deBacillus spp e Clostridium spp em 3 horas. Concentração para compra: no mínimo 2% e registro no Ministério da Saúde.
  30. 30. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 6 Controle da utilização: Para instrumentos reutilizados e inseridos diretamente na árvoretraqueobrônquica utilizar solução recém ativada ou utilizar fita teste paramedir a concentração de glutaraldeído. A concentração mínima efetiva (MEC) de glutaraldeído para açãomicobactericida é de 1,5%. Recomenda-se usar apenas concentração a2% ou superior. Para materiais que não entram em contato com árvore respiratória, utilizar a soluçãobásica por 14 dias e a ácida por 28 dias. Utilizar a fita teste para medir a concentraçãoe aceitar quando estiver a 1,5 % ou mais. Quando há possibilidade de secagem efetiva dos materiais a freqüência dos testespode ser determinada pela monitorização inicial diária. Repetir inicialmente os testescom a fita a fim de verificar o número de vezes em que determinado procedimento érealizado da mesma forma resultando em concentração semelhante. Desta forma afreqüência de testes através da fita pode ser estabelecida de acordo com cadainstituição e tipos de procedimentos.Indicações Não é corrosivo para metais e não danifica instrumentos como lentes, borracha ouplástico. Utilizado para desinfecção de alguns equipamentos como endoscópios, conexões derespiradores, equipamentos termossensíveis de terapia respiratória com fibra ótica,dialisadores, tubos de espirometria e instrumentais odontológicos de coorte e fricção(brocas); para este fim o tempo de exposição é de 30 minutos.Cuidados no uso Realizar limpeza minuciosa e rigorosa; utilizar detergente enzimático em artigos dedifícil limpeza para auxiliar na efetiva remoção de sujidades. Imergir totalmente o material na solução, evitar a formação de bolhas, o recipiente noqual os materiais serão imersos deve estar limpo e deve ser preferencialmente devidro ou plástico.
  31. 31. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 7 As soluções neutras ou alcalinas possuem ação microbicida e anti-corrosivasuperiores quando comparadas as ácidas. Tampar o recipiente, e marcar o início da desinfecção. Manusear os materiais com uso de luvas ou pinças e máscara. Enxaguar por três vezes os materiais após a desinfecção, utilizando água ou sorofisiológico estéreis, tomando cuidado para se evitar contaminação dos materiais. O material deve ser utilizado imediatamente. Uma das desvantagens do glutaraldeído é a propriedade de fixar matéria orgânicanos artigos, causando incrustações e até obstrução de lumens. Isto ocorre quando osprocedimentos de limpeza do artigo não são realizados adequadamente, antes daimersão no desinfetante.Vantagens Não é corrosivo a metal. Não altera materiais como plástico e borracha, nem dissolve o cimento de lentes deinstrumentos ópticos e não interfere na condutividade elétrica de equipamentos deanestesia gasosa, pois possui em sua formulação antioxidante. Não descolora materiais. Mantém sua estabilidade a temperatura ambiente.Toxicidade Tóxico para a pele e mucosa, podendo causar irritação nos olhos, garganta e nariz,epistaxe, rinites e sintomas pulmonares (asma). É necessária ventilação adequada – prever sistema de exaustão com 7 a 15 trocas dear por hora, fechamento hermético dos recipientes onde se realizam as desinfecçõese o uso de equipamentos de proteção individual. Após a desinfecção o enxágue cuidadoso deve ser rigoroso para evitar reações nospacientes decorrentes de resíduos de glutaraldeído.
  32. 32. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 84.4.2. ORTOFTALDEÍDODesinfetante de alto nível composta por 0,55% de 1,2-benzenedicarboxaldehyde (OPA).Possui aspecto límpido, cor azul-clara e pH de 7,5.Mecanismo de ação Age pela interação com aminoácidos, proteínas e microrganismos. Estudos têm demonstrado excelente atividade bactericida in vitro em baixasconcentrações e esporicida em pH 8 e excelente ação micobactericida, sendoinclusive superior ao glutaraldeído. Apresenta boa atividade, inclusive contra cepas demicobactérias resistentes ao glutaraldeído. Possui baixa ação contra esporos. O tempo para a desinfecção de alto nível, em temperatura de 20°C, varia de 5 a 12minutos, em decorrência da metodologia adotada para os testes de validação emdiferentes países (5 minutos na Europa, Ásia e América Latina e 10 minutos noCanadá e Austrália). Liberado pelo Food and Drug Administration (FDA) comodesinfetante de alto nível aprovado para 12 minutos a 20°C, com reuso máximo dasolução por 14 dias. Em processadores automatizados de endoscópio, onde atemperatura do OPA permanece estável em 25ºC, o tempo de contato é de 5 minutos.Indicações Utilizado para desinfecção de alto nível de artigos como os endoscópios. A solução não se polimeriza não decaindo a concentração apenas com o tempo. Em máquinas reprocessadoras de endoscópios o OPA manteve-se efetivo após 82ciclos de uso.Vantagens Menos corrosivo que o glutaraldeído. Odor menos forte do que o do glutaraldeído. Quando a matéria orgânica está presente a ação é pouco afetada. Possui excelente estabilidade em uma ampla faixa de pH (pH 3 a 9). Não requer monitorização ambiental.
  33. 33. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 9 Odor quase imperceptível. Não requer ativação.Uma desvantagem do OPA é a formação de manchas acinzentadas por reação aproteínas, inclusive nas mãos dos profissionais quando não utilizam luvas.Toxicidade Não irritante para os olhos e vias aéreas superiores. Sua manipulação requer cuidado rigoroso e o uso de equipamentos de proteçãoindividual (luvas, óculos de proteção e avental resistente a fluidos), devido suacapacidade de manchar os tecidos orgânicos.4.4.3. ÁCIDO PERACÉTICODefinição Consistem em uma mistura equilibrada entre água, ácido acético, oxigênio e peróxidode hidrogênio. Espectro de ação: Desinfetante de alto nível, incluindo Mycobacteria e esporosbacterianos. Sua principal vantagem na decomposição é a inexistência de resíduos. A concentração mínima das soluções de ácido peracético, disponíveis no mercadonacional, é de 2% (2.000 ppm). Possui rápida ação contra todas as formas de microrganismos, incluindo esporosbacterianos, a baixas concentrações (0,001 a 0,2%) Mantém atividade mesmo na presença de matéria orgânica e possui atividadeesporicida a baixas temperaturas. Sua estabilidade é menor nas soluções diluídas (solução a 1% perde metade de seupoder biocida em 6 dias); soluções concentradas podem manter sua atividade durantemeses (40% de ácido peracético perde 1 a 2% de sua atividade por mês). Dependendo do pH da solução o ácido peracético pode ser corrosivo para materiaisde cobre, bronze, ferro galvanizado e aço. Utilizado em hemodiálise. Indicada para uso em endoscópios, instrumentos dediagnóstico e outros materiais submersíveis.
  34. 34. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 10 Pode corroer cobre, latão, bronze, ferro galvanizado e aço. Estes efeitos, no entanto,podem ser reduzidos por aditivos e modificações de pH.Mecanismo de ação O ácido peracético age de forma semelhante aos agentes oxidantes como o peróxidode hidrogênio e outros agentes oxidantes. Desnatura e oxida proteínas, enzimas eoutros metabólitos e realiza a ruptura da permeabilidade da membrana celular.Indicações O ácido peracético é comercializado puro ou em associação com outras soluções.Em associação com o peróxido de hidrogênio tem sido utilizado para a desinfecçãode hemodializadores em centros de hemodiálise, em substituição às soluções deformaldeído. Este método pode ser aplicado a artigos termossensíveis, devendo ser totalmenteestar submersos na solução. Tempo de processamento: 30 minutos.ToxicidadeBaixa toxidade.4.4.4. ÁLCOOLDefinição Desinfetante de nível intermediário para alguns artigos semi-críticos, não críticos esuperfícies, com tempo de exposição através de imersão por 10 minutos para artigose 3 aplicações intercaladas pela secagem espontânea para superfícies. Concentração ótima: 60 a 90% por volume; atividade decrescente abaixo de 50%. Apresentação: álcool etílico (70% - p/v) e álcool isopropílico (92% - p/v). O álcool etílico possui propriedades germicidas superiores e menor toxidade aoisopropílico.
  35. 35. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 11 Evaporam rapidamente, dificultando exposição prolongada, a não ser por imersão doartigo a ser desinfetado. Deve ser estocado em recipiente fechado, local ventilado efresco, distante de fontes de faísca.Mecanismo de ação Ruptura da membrana celular e rápida desnaturação das proteínas na presença deágua com subsequente interferência no metabolismo e divisão celular. Espectro de ação: rápido e amplo espectro de ação contra bactérias vegetativas,bacilo da tuberculose, vírus e fungos, mas não é esporicida. Superfícies e artigos devem ser adequadamente limpos antes do uso do álcool.Indicações Indicado para superfícies externas dos materiais e superfícies de vidro. Não recomendado para cimento de lentes. Ressecam plásticos e borrachas quando utilizado repetidas vezes ao longo dotempo. Opacifica material acrílico. Como evapora rapidamente sua ação é limitada, havendo necessidade desubmersão de objetos para uma ação mais ampla. Artigos e superfícies que podem ser submetidos à desinfecção com álcool: ampolase vidros, termômetro retal e oral, estetoscópios, otoscópios (cabos e cones),laringoscópios (cabos e lâminas sem lâmpadas), superfícies externas deequipamentos metálicos, partes metálicas das incubadoras, mascas, camas,colchões, mesas de exames, pratos de balança, dentre outros.Vantagens Menor custo.Toxicidade Baixa toxidade. Pode causar ressecamento da pele, sendo recomendado o uso deluvas para o seu manuseio.
  36. 36. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 124.4.5. FOLMALDEÍDODefinição Desinfetante de alto nível em 30 minutos de contato. Apresentação: forma líquida ou sólida, mais conhecida como formalina. A formalina sólida é vaporizada através do calor na presença de umidade. Emboraseja uma opção econômica foi pouco estudada. Tem limitações na mensuração deparâmetros aceitáveis da liberação dos vapores em determinadas dimensões demateriais. Além disto, os resíduos são tóxicos e podem danificar alguns instrumentos. O uso de todas as formulações líquidas e sólidas de formaldeído foi proibido pelaANVISA na forma isolada, para desinfecção de artigos, superfícies e equipamentosem serviços submetidos ao controle e fiscalização sanitária. A utilização de produtosque contenham paraformaldeído ou formaldeído ficou somente permitida quandoassociado a um equipamento de esterilização registrado na ANVISA e obedecendo àscondições de uso exigidas pelo fabricante do equipamento, garantindo a segurança eeficácia do processo de esterilização.Mecanismo de ação Bactericida, fungicida, virucida, tuberculicida.Indicações Tratamento de hemodializadores. O uso no processamento de capilares e linhas dehemodiálise pode deixar resíduos, caso não sejam intensamente enxaguados,causando reações no paciente dialisado.VantagensToxicidade Alta toxidade para os profissionais. Carcinogênico. Aplicação limitada em hospitais.
  37. 37. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 134.4.6. PERÓXIDO DE HIDROGÊNIODefinição Desinfetante de alto nível, principalmente para materiais termossensíveis.Mecanismo de ação Agente oxidante. Desnaturação protéica, ruptura da permeabilidade da membranacelular. Apresenta ação germicida a partir da concentração de 3 a 6%. Atua pela produção deradicais livres que conseguem atacar as membranas lipídicas, DNA e outroscomponentes essenciais da célula microbiana. Solução estabilizada a 7% apresentaação esporicida por 6 horas de exposição, micobactericida em 20 minutos, fungicida evirucida em 5 minutos e bactericida em 3 minutos. A inativação de microrganismos é dependente de tempo, temperatura e concentração. Alguns germicidas à base de peróxido de hidrogênio são associados ao ácidoperacético que lhe propicia efeito sinérgico para ação esporicida. São utilizadas paraprocessamento de capilares e linhas de hemodiálise.Indicações Tratamento de hemodializadores. Corrosão para zinco, cobre e latão.Toxicidade Não há evidências de toxidade do peróxido de hidrogênio aos profissionais e seuodor é bem aceito. A literatura relata caso de lesão de córnea devido ao uso detonômetro desinfetado com peróxido de hidrogênio e enxague inadequado.
  38. 38. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 144.4.7. SOLUÇÕES CLORADASDefiniçãoDentre os produtos clorados, os hipocloritos são os mais utilizados para desinfecção epodem ser líquidos (hipoclorito de sódio) ou sólidos (hipoclorito de cálcio). Classificadocomo de nível intermediário, porém há controvérsias, pois preenche todos os requisitospara ser considerado como de alto nível. Possui ação bactericida, virucida, fungicida,micobactericida e esporicida para algumas espécies.Mecanismo de AçãoOcorre pela combinação de diversos fatores: oxidação de enzimas e aminoácidos,perda de componentes celulares, inibição da síntese protéica, quebra do DNA ediminuição na absorção de nutrientes e de oxigênio.Indicação Desinfecção de artigos de Lactário e cozinha: 200 ppm por 60 minutos. Artigos de Inaloterapia e Oxigenoterapia: 1.000 ppm (0,1%) por 30 minutos ou 200ppm por 60 minutos.Considerações Corrosivo para metais, incompatibilidade com detergentes, ação descolorante, odorforte e irritante para mucosas do trato respiratório. Baixo custo, ação rápida, baixa toxidade e ampla atividade microbicida. Após diluição, o hipoclorito deve ser utilizado em, no máximo, 24 horas.Dependendo do uso, pode ser necessária troca mais freqüente em decorrência desaturação por matéria orgânica ou hiperdiluição. Não se recomenda uso de água sanitária de uso doméstico para instituições desaúde.
  39. 39. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 4. Desinfecção de Artigos de Serviços de SaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 154.4.8. Comparativo entre germicidas para desinfecção de alto nível.Característica Peróxido deHidrogênio a7,5%(não disponível no Brasil)Ácidoperacético0,2% a 0,35%Glutaraldeídoa 2%Peróxido deHidrogênio a7,35%+ÁcidoPeracético a0,23Orthophtalaldeídoa 0,55%DESINFETANTE DEALTO NÍVEL30´/20°C 10´ 20’ a 90’/20°C a25°C15’/20°C 12’/20ºC; 5’/25°C auto.ATIVAÇÃO NÃO NÃO SIM (ALCALINA) NÃO NÃOTEMPO DE USO 21 DIAS USO ÚNICO 14-30 DIAS 14 DIAS 14 DIASESTABILIDADE 2 ANOS 6 MESES 2 ANOS 2 ANOS 2 ANOSRESTRIÇÃO PARADESCARTENENHUMA NENHUMA LEGISLAÇÃOLOCALNENHUMA LEGISLAÇÃO LOCALSEGURANÇA GRAVE LESÃOOCULARGRAVE LESÃOOCULAR E PELERESPIRATÓRIA LESÃOOCULARLESÃO OCULAR EMANCHA NA PELEPROCESSO MANUAL/AUTOMATIZADOMANUAL/AUTOMATIZADOMANUAL/AUTOMATIZADOMANUAL MANUAL/AUTOMATIZADOCOMPATIBILIDADE BOA BOA (PODERCORROSIVO)EXCELENTE SEM DADOS EXCELENTEFonte: FAVERO, 2008.
  40. 40. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 15. ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOS DE SERVIÇOS DE SAÚDEProcesso de destruição de todas as formas de vida microbiana, inclusiveesporulados, a tal ponto que não seja mais possível detectá-los através de testesmicrobiológicos padrão.Reesterilização e ReprocessamentoReesterilização é o processo de esterilização de artigos já esterilizados mas nãoutilizados, em razão de vencimento do prazo de validade da esterilização ou de outrasituação na qual não haja segurança quanto ao processo ou resultados da esterilizaçãoinicial.Reprocessamento é o processo a ser aplicado a artigos de serviços de saúdepara permitir sua reutilização, incluindo limpeza, preparo, embalagem, rotulagem,desinfecção ou esterilização e controle da qualidade.5.1. EMBALAGENSAs embalagens utilizadas em artigos de serviços de saúde tem como objetivo manter asegurança do processo de esterilização do produto no que se refere ao uso pretendido,à vida útil e as condições de transporte e armazenagem.O “sistema de embalagem” refere-se à combinação do sistema de barreira estéril e aembalagem de proteção: Sistema de barreira estéril: embalagem primária que previne a entrada demicrorganismos e permite apresentação asséptica do produto, ex: folha deempacotamento interno. Embalagem de proteção: embalagem secundária cuja finalidade é proteger eprevenir danos para o sistema estéril e seu conteúdo, ex: embalagem externa deperfuro cortante, mais de um produto na mesma embalagem etc.A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) por meio da Comissão de Estudosde Normatização de Embalagens Odontomédico-hospitalares possui três normastécnicas sobre o assunto: NBR 12.946 sobre o papel grau cirúrgico, NBR 13.386 sobre
  41. 41. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 2embalagens para esterilização a óxido de etileno e a NBR 13.387 para esterilização emradiação ionizante.A escolha da embalagem deve estar associada à compatibilidade com os métodos deesterilização e de acordo com as instruções do fabricante quanto a indicação, modo deutilização e restrições ou contra indicações, bem como prazo de validade do produto.Na seleção de embalagem faz-se necessário considerar a presença das seguintescaracterísticas. Ser permeável ao agente esterilizante permitindo o contato deste com o conteúdodo pacote. Prover adequada barreira à partículas de sujeira que possam carrearmicrorganismos. Facilitar a eliminação do ar e ao término do processo, permitir a eliminação doagente esterilizante contido no material. Apresentar massa e gramatura regular, não contendo "claros". Quando aestrutura do papel é examinada à transparência, ela não deve apresentar partesmais ou menos transparentes que outras. Ser dupla, para melhor proteção do conteúdo do pacote. Ser resistente à umidade. A resistência à penetração de água é sempre relativa,mas idealmente um papel deve impedir que pequenas gotículas ou umidadepossam entrar no pacote. Ser flexível, facilitando seu manuseio. Não furar ou rasgar facilmente quando submetido ao manuseio necessário noprocessamento do material incluindo o seu acondicionamento, esterilização,estocagem e distribuição até o momento do uso. Não oferecer dificuldade à abertura do pacote, permitindo observar os princípiosda técnica asséptica. Não conter ingredientes tóxicos e não eliminar resíduos durante o processo deesterilização. Permitir selagem íntegra, sem orifícios, áreas queimadas ou enrugadas.
  42. 42. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 3 Ser economicamente viável e fácil de encontrar no mercado.5.1.2 Tipos de embalagens5.1.2.1. Tecido de algodão duplo: tecido composto de fibra de algodão cru 100% oumistura de poliéster, além de ter o custo-benefício favorável é compatível com aesterilização a vapor sob pressão que é o processo de esterilização mais utilizado,porém não confere boa barreira microbiana, pois é difícil realizar um controle efetivo donúmero de reprocessamentos ocorrendo diminuição da gramatura do tecido. Em estudo,os campos duplos de algodão padronizados pela ABNT demonstraram uma barreiramicrobiana eficaz até 65 reprocessamentos.Desvantagens1. Dificuldade de monitoração do desgaste do tecido após repetidosreprocessamentos.2. A falta de regulamentação de manufatura que faz com que o consumidor nãoobtenha orientação nem garantias por parte do fabricante na escolha do tecido ea respeito do número possível de reprocessamentos.3. Baixo grau de eficiência como barreira microbiana - 34% - OBFE (BacterialFiltration Efficiency).4. Não resiste à umidade.5. Sobrecarga de trabalho, principalmente para os setores de costura e lavanderia.Recomendações: Lavar antes do primeiro uso para retirar o amido. Lavar o tecido de algodão após cada uso para remover sujidades e restaurar oteor de umidade das fibras. Realizar testes freqüentes de permeabilidade com água, controlando o tempo devazamento, comparado com tecidos novos. Estabelecer o número máximo de reprocessamentos em cada estabelecimento deassistência a saúde.
  43. 43. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 4 Manter a temperatura ambiente entre 18º e 22ºC e umidade relativa de 35 a 70%.5.1.2.2. PapéisAmplamente utilizados, boa compatibilidade aos métodos de esterilização por vapor sobpressão gás de oxido de etileno, gás de formaldeído e radiação ionizante. Possuilegislação específica (NBR/ABNT 14990:2004), e está disponível para uso como papelgrau cirúrgico, papel grau cirúrgico com plástico e papel grau cirúrgico encrespadoconhecido como papel crepado (ABNT, 2003).5.1.2.2.1. Papel grau cirúrgico: papel permeável ao vapor e ao óxido de etileno eimpermeável aos microorganismos. Resiste a temperatura de 160ºC e é isento dealvejante ou corante. Sua maior vantagem é facilitar a visualização do produto quandocombinado ao filme plástico (polipropileno). Possui as seguintes características segundoa NBR 12.946:5.1.2.2.2. Papel crepado: Composto de celulose tratada (polpa virgem de madeirabranqueada) resistente a temperaturas até de 150ºC por 1 hora (AORN,2007; APECIH,2003; GRAZIANO, 2003; SOBECC, 2009). Possui várias medidas e gramaturas,podendo ter na sua composição o látex, o que lhe confere maior resistência. Apresentaas seguintes características: Existem três tipos: 1ª geração com estrutura de 100% de celulose, 2ª geraçãocom estrutura de 100% de celulose e fibras sintéticas e 3ª geração com estruturamista de celulose de fibras sintéticas. Eficiente à esterilização pelo vapor e óxido de etileno; Alta eficiência de filtragem - OBFE (Bacterial Filtration Efficiency) de 99,9%,constituindo-se numa barreira efetiva contra a penetração de microorganismos; Flexível, com facilidade para amoldar-se sendo um produto indicado para aconfecção de campos e aventais cirúrgicos, porém de baixa resistência mecânica. Resistência à ruptura, não permite termoselagem, é biodegradável e atóxico enão irritante.
  44. 44. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 55.1.2.2.3. Papel kraft: Embalagem em desuso devido a presença freqüente de amido,corantes e produtos tóxicos (alquiltiofeno). Não resiste à umidade, apresentairregularidades em sua gramatura (presença de microfuros), é frágil quanto a resistênciafísica e vulnerável como barreira microbiana após a esterilização.5.1.2.3. Filmes transparentes: Compostos de polietileno, polipropileno biorientado,poliester, nylon ou poliamida, PVC, poliestireno, acetato de celulose, surlyn, EVA, PETG.Esses filmes, compondo-se numa embalagem com o papel grau cirúrgico, apresentam avantagem de permitir a visualização do conteúdo. Filmes de 0,075 mm são laminadoscom papel grau cirúrgico para embalagens de artigos destinados à esterilização pelovapor ou em embalagens que apresentam uma parede de papel e outra de plástico, quepodem ser utilizados tanto para vapor e ETO.5.1.2.4. Tyvek: compatível com a maioria dos processos de esterilização com vapor,óxido de etileno, peróxido de hidrogênio, radiação gama. Constituído de poliolefinasexpandidas e Mylar (polietileno em tripla camada), suporta altas temperaturas (120º a126º). Incompatível com calor seco. Apresenta alta resistência à tração e perfuração eexcelente barreira microbiana. Uso limitado devido ao alto custo. Indicado para artigosde geometria disforme, alto peso e pontiagudos (APECIH, 2003; GRAZIANO, 2003;SOBECC, 2009).5.1.2.5. Lâminas de alumínio e caixas metálicas: Embalagens que só podem serutilizadas na esterilização por calor seco em estufas, sendo um processo deesterilização em desuso nos estabelecimentos de assistência a saúde. As caixasmetálicas podem ser utilizadas na esterilização por vapor se as mesmas foremperfuradas e recobertas com embalagens permeáveis ao vapor.5.1.2.6. Sistema de "container" rígido: caixas de metal termo-resistente, plásticotermo-resistente ou recipientes de alumínio anodizado especificamente desenvolvidospara acomodar instrumentos cirúrgicos e afins. A tampa contém um filtro microbiano dealta eficiência, permeável ao vapor ou gás óxido de etileno. É de fácil identificação,
  45. 45. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 6seguro para transporte e dispensa embalagem externa. (APECIH, 2003; GRAZIANO,2003; SOBECC, 2009).5.1.2.7. Vidros não refratários: devem ser resistentes às altas temperaturas. Sãoindicados para esterilização de líquidos e podem ser utilizados tanto em estufa quantoem autoclave. Deve possuir tampa para impedir a recontaminação do conteúdo(CALICCHIO ET AL, 1999; GRAZIANO, 2003).5.1.2.8. SMS (Spunbonded/Meltblown/Spunbonded): Não-tecido cuja origem é a uniãode três camadas de não tecido 100% polipropileno, fundido por calandragem, queconfere alta resistência à tração, à rasgos e perfurações, repelentes a líquidos, com graude permeabilidade, permitindo a penetração do agente esterilizante e mantendo acondição de barreira bacteriana e possui baixo desprendimento de fibras. Embalagemindicada para artigos de geometria disforme, peso elevado e pontiagudos com proteção.5.1.2.9. Cobertura plástica protetora: também conhecida como “Cover Bag” podem serutilizadas em todos os pacotes ou caixas após a esterilização quando o material estiverfrio e seco, com objetivo de proteger a embalagem contra agentes contaminantes. Aembalagem deve possuir 2 a 3 milésimos de polegada de espessura com vedação feitapelo calor ou ser auto selante.Quadro 1. Tipos de embalagens de acordo com a compatibilidade com os métodos deesterilização.Tipo deembalagemVaporsobpressãoCalorsecoÓxidodeetilenoPlasma deperóxido dehidogênioVapor abaixatemperaturadeformaldeídoRadiaçãoIonizanteTecido de algodão(1)Sim Não Não Não Não NãoContêiner Rígido(1)Sim Não Sim Sim Sim SimVidro Refratário(1)Sim ** Sim Não Não Não NãoPapel graucirúrgico (2)Sim Não Sim Não Sim Sim
  46. 46. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 7Papel crepado (2) Sim Não Sim Não Sim SimFilmes (2) Sim Não Sim Não Sim SimTyvek (2) Sim Não Sim Não Sim SimSMS – Não tecido(2)Sim Não Sim Sim Sim Sim***Caixas metálicas(1)Sim * Sim Sim* Sim* Sim* Sim*Fonte: Adaptado de APECIH, 2010.* necessitam ser perfuradas; ** para líquidos; *** checar com o fabricante(1) Embalagens reprocessáveis, (2) Embalagens descartáveisQuadro 2. Exemplo de matriz de protocolo para a seleção de embalagens de produtospara a saúde a serem esterilizados em autoclave a vapor sob pressão.Embalagem Pinça únicade superfícielisaKit com4 pinçasTesoura MartelopesadoGrau cirúrgico simples XGrau cirúrgico duplo XGrau cirúrgico c/ proteção pérfurocortanteXSMS duplo X5.2. FATORES QUE AFETAM A EFICÁCIA DA ESTERILIZAÇÃOA atividade dos agentes esterilizantes depende de inúmeros fatores, alguns inerentes àsqualidades intrínsecas do organismo e outros dependentes das qualidades físico-químicas do agente ou fatores externos do ambiente. Número e localização de microrganismos. Resistência inata dos microrganismos. Concentração e potência do agente germicida. Fatores físicos e químicos. Presença de matéria orgânica. Duração da exposição. Formação de biofilmes.5.3. TEMPO DE VALIDADE DE ESTERILIZAÇÃO DE ARTIGOSUma vez assumindo que o processo, seja qual for, esterilizou o artigo, as condiçõesquanto à manutenção desta esterilidade, vinculam-se ao risco de recontaminação, o qual
  47. 47. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 8é determinado pelo tipo e configuração do material de embalagem, múltiplos manuseiosque permitem ruptura de selagem ou perda da integridade do pacote, penetração deumidade e contaminantes aéreos, estocagem em prateleira aberta ou fechada,condições ambientais na área de estocagem (limpeza, temperatura e umidade) epresença de coberturas plásticas sobre o invólucro e métodos de selagem. Devido àsdiferenças tanto em tipos de invólucros quanto em características de estocagem éimpossível recomendar tempos de estocagem para itens estéreis que possam seraplicados universalmente.5.4. MÉTODOS PARA MONITORAMENTO DA ESTERILIZAÇÃOUm programa de controle da esterilização inclui métodos físicos, químicos e biológicos edeve ser utilizado para demonstrar a eficiência do processo. Todos os itens esterilizadosdevem conter: O nome do material. Tipo de esterilização. Identificação do esterilizador usado. Número da carga. Data de validade da esterilização. Nome do responsável pelo empacotamento.5.4.1. Indicadores físicos Desempenho do esterilizador: testes de desempenho do equipamento envolvem aobservação dos parâmetros apresentados durante o processo de esterilização. Sãorecomendadas leituras de temperatura e pressão a cada minuto durante a fase deesterilização propriamente dita em autoclaves caso o esterilizador não possuaimpressora para registro dos parâmetros de esterilização. Manômetros eregistradores do equipamento devem ser validados a intervalos regulares, utilizando-se comparação com instrumento padrão. Termopares: método que determina o tempo de penetração de calor dentro depacotes e frascos em autoclaves. Exigem especial atenção quanto à sua calibraçãoe manuseio para que não haja erro de leitura.
  48. 48. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 9 Dosimetria de radiação: processo que verifica através de dosímetro a quantidade deenergia absorvida pelo material tratado.5.4.2. Indicadores químicosDispositivo para monitoramento do processo de esterilização projetado para respondercom uma característica física ou química a mudança de uma ou mais condições físicasdentro da câmara de esterilização. De acordo com a Parte 1 da norma ISSO 11140,existem 6 classes de Indicadores Químicos:Classe 1 – Indicadores de processo: informam ao usuário se o artigo passou peloprocesso de esterilização diferenciando do não processado. Deve ser usado do ladoexterno da embalagem, a menos que o indicador químico externo seja visível. Ex: fita deautoclave, indicadores impressos nas embalagens.Classe 2 – Indicadores para uso específico – Teste de Bowie-Dick: não determina se osparâmetros de esterilização foram alcançados e sim avalia a eficiência da bomba devácuo, a presença de vazamento de ar ou de gases do vapor.Classe 3 – Indicadores de parâmetro único: geralmente usados para avaliar atemperatura mínima e são úteis para determinar se a temperatura apropriada foi atingidano centro de grandes pacotes.Classe 4 – Indicador de multiparâmetro: responde a dois ou mais parâmetros, porémsomente a uma temperatura determinada, que geralmente está especificada noindicador.Classe 5 – Indicador de integração: responde a todos os parâmetros de esterilização,dentro de uma faixa específica de temperatura de esterilização. O desempenho dosintegradores é comparado à inativação de um microrganismo de teste.
  49. 49. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 10Classe 6 – Simulador ou emulador: o desempenho deste indicador está baseado em umciclo específico de esterilização. Conhecido como “de verificação de ciclo”, pois oscontroles são mais precisos que os indicadores anteriores e oferecem uma margemimportante de segurança, pois o mesmo não reagirá até que aproximadamente 95% dociclo seja concluído.5.4.3. Indicadores BiológicosUm Indicador Biológico (IB) é uma preparação padronizada de esporos bacterianosmanipulados de modo a produzir suspensões contendo em torno de 106esporos porunidade de papel filtro. O uso de indicadores biológicos é o único meio de assegurar queo conjunto de todas as condições de esterilização está adequado, porque osmicrorganismos são diretamente testados quanto ao seu crescimento ou não após aaplicação do processo.Existem três tipos de indicadores biológicos:Indicadores de 1ª Geração: são tiras de papel impregnadas com esporos contidos emum envelope de papel de seda ou ampola. Este IB é colocado no meio do pacote queserá processado e, após o processamento, o mesmo é enviado para o laboratório ondedeverá ser retirada a tira de forma asséptica e inoculada em um meio de cultura próprio.Após ser incubado para se determinar se existe algum esporo viável, a leitura definitivaocorre após 7 dias ou 168 horas.Indicadores de 2ª Geração: são IB auto-contidos, onde a tira ou disco com os esporosé acondicionado em uma ampola separada do meio de cultura. Após a esterilização aampola com meio de cultura é quebrada e este entra em contato com os esporos. Emseguida o IB é incubado por 48 horas a 56°C, sendo a leitura efetuada por mudança decor decorrente da mudança de pH.Indicadores de 3ª Geração: também são IB auto-contidos, porém, diferentemente dosde 2ª geração, o método utilizado é baseado na interação de uma enzima, a alpha-D-glucosidase, que é associada ao esporo bacteriano, com um substrato no meio decultura. Após a esterilização o IB deve ser incubado entre 1 a 3 horas a 56°C e em
  50. 50. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 11seguida exposto a luz ultravioleta. A ausência de fluorescência indica que as condiçõesde esterilização foram atingidas e o esporo destruído. Neste caso a enzima é destruídaconcomitante ao esporo. O crescimento bacteriano é detectado após 48 horas deincubação. Portanto, ao termos uma leitura positiva, deveremos incubar o IB por 48hpara confirmar o crescimento.A freqüência mínima indicada de uso de indicadores biológicos é semanal, maspreferencialmente diária para autoclaves. Existe recomendação para uso de indicadoresbiológicos em todas as cargas que contenham próteses e que estas não sejam utilizadasaté o resultado final da incubação.5.5. CONDUTAS COM RELAÇÃO A FALHAS NO PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃOSituação 1: Resultado positivo do indicador biológico Interromper a utilização da autoclave Retornar a CME todos os artigos processados desde o último teste negativo Notificar ao Serviço de Controle de Infecção Hospitalar ou Referência Técnica ouCMCISS. Revisar os registros da autoclave para conferir os parâmetros físicos desde o últimoresultado negativo de IB. Questionar com a equipe de manutenção da Unidade se houve mudanças ouproblemas no fornecimento de vapor da Unidade. Verificar os registros de outras autoclaves na mesma área ou adjacentes. Repetir o teste com IB no mínimo 2 ou 3 vezes, se possível. Se o resultado fornegativo, liberar a autoclave para uso. Se o IB continuar positivo, solicitar a inspeçãodo equipamento pela Engenharia Clínica ou serviço de manutenção. Rastrear os materiais utilizados e identificar os pacientes que os utilizaram,principalmente se for material cirúrgico.Situação 2: Teste de Bowie-Dick com mudança não uniforme Repetir o teste para assegurar que não houve falhas na realização do mesmo. Casomantenha a alteração, interromper a utilização do equipamento e solicitar aEngenharia Clínica ou serviço de manutenção.
  51. 51. TIPO DE DOCUMENTOMANUAL DE ORGANIZAÇÃONºSMS-MOHCA-002EDIÇÃOANTERIOR ATUAL01SISTEMAMANUAL DE PROCESSAMENTO DE ARTIGOS EM SERVIÇOSDE SAÚDESUBSISTEMA / PROCESSOPARTE I: 5. Esterilização de Artigos de Serviços deSaúdeSECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - SMSAv. General David Sarnoff, 3113 – Cidade Industrial - Contagem/MG - CEP 32210-110E-mail: saude@contagem.mg.gov.br 12 Revalidar o equipamento de acordo com as recomendações estabelecidas após amanutenção do equipamento e a resolução do problema,Situação 3: O integrador químico (classe 5 ou 6) se apresenta com falha ouinconclusivo e o indicador biológico se mostra negativo.As recomendações atuais estabelecem que os IB sejam utilizados no mínimosemanalmente ou, de preferência, diariamente. Por sua vez, para o uso de indicadorquímico (classe 5 ou 6), a orientação é para a colocação interna em cada pacote. Se umindicador químico se apresenta falho ou inconclusivo, é possível que toda a carga nãoesteja estéril, isto é, que o processo de esterilização tenha falhado. O emprego deindicadores químicos é um dos modos de avaliar o processo, mas pode haver diferençasde desempenho entre estes indicadores. Por outro lado, erros na montagem do pacoteou da carga podem possibilitar que a falha se aplique apenas àquele determinadopacote, e não a toda a carga. Portanto, um único resultado de indicador químico comfalha não deve ser interpretado como problema no processamento de toda a carga(apenas no pacote) até que seja feita a leitura do resultado do IB. Idealmente, pode-semanter em quarentena os artigos da mesma carga em que foi encontrado um indicadorquímico com problemas, até que o resultado do IB confirme se a falha de esterilizaçãoocorreu apenas no pacote ou na carga toda. Esta decisão deve levar em conta todos osaspectos do processo, incluindo os controles físicos. Nesse ponto, verifica-se claramentea vantagem da opção pelos IB de leitura rápida, pois será menor o tempo necessáriopara a decisão.5.6. MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOSUm programa de manutenção preventiva deve ser estabelecido, de acordo com oequipamento. Diariamente deve ser feita a limpeza interna da câmara do aparelho, deacordo com a recomendação do fabricante. Os procedimentos devem ser registrados,contendo pelo menos as seguintes informações: Data do serviço. Número e modelo do esterilizador. Local do esterilizador.

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