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 E-Book Top 10 Mais Lidos DOM Strategy Partners 2010
 

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     E-Book Top 10 Mais Lidos DOM Strategy Partners 2010 E-Book Top 10 Mais Lidos DOM Strategy Partners 2010 Document Transcript

    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners A DOM/SP é primeira consultoria 100% nacional focada em estratégia corporativa. Ela foi planejada desde seu nascimento para: • Entregar mais por menos, • Ser mais rápida que a concorrência internacional, • Aplicar rigor intelectual, domínio de melhores práticas, domínio de metodologias internacionais e profundidade de conhecimento setorial, • E ainda sim ser criativa, ágil, comercialmente flexível e deter profundo entendimento dos mercados e da realidade das empresas brasileiras. • Ela foi planejada desde seu nascimento para: Linha de Ofertas
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners O grupo ECC é formado por empresas de tecnologia, consultoria e investimento comprometidas com a criação e disseminação de conhecimento autêntico em prol do desenvolvimento nacional. O grupo ECC é constituído por 5 empresas de destaque em seus segmentos de atuação, interligadas através de sua vasta rede de valor, contribuição e conhecimento. A E-Consulting é o braço tecnológico do Grupo ECC, desenvolvendo e implementando Projetos e Serviços Profissionais em TI, Internet, Telecom, Mídia e Contact Center. A DOM Strategy Partners (DOM/SP) é a primeira consultoria integralmente nacional focada em Estratégia Corporativa, com ofertas metodológicas golden-standard e proprietárias. A Knowledge For Business (K4B) tem como objetivo vender para o mercado Produtos de Conhecimento gerados pelas empresas da Holding e seus parceiros. O Instituto Titãs é uma organização do 3º Setor formada por brilhantes cérebros universitários, cuja missão é Capacitar ONGs e Governos a Serem Mais Eficientes, a partir da transferência de conhecimento e recursos da iniciativa privada. A InVentures é uma VCC com o objetivo de Apoiar Start-Ups e Idéias Inovadoras ligadas ao core- business do Grupo ECC.
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Carta ao Leitor Embora estejamos já em meados de 2010, o timing de lançamento dessa coletânea não poderia ser melhor. É com ele que apresentamos o novo projeto gráfico de nossos E-Books. Nessa coletânea, organizamos os 10 artigos mais acessados no 1º trimestre de 2010 pelos internautas. É com muita satisfação que percebemos que estamos cumprindo nosso papel de ajudar a inserir o Brasil no mercado global de conhecimento de negócios e também estamos a conquistar o respeito e o reconhecimento de nossos clientes e parceiros. Razões para a Leitura Inicialmente, em razão da atualidade que os artigos aqui selecionados continuam a ter, mesmo que alguns tenham sido escritos há alguns meses. Artigos como Clientes Satisfeitos Enriquecem o Acionista, Escolas Estratégicas e seu Papel na Competitividade Atual e O Dilema da Diversidade e as Equipes Heterogêneas podem ser considerados atemporais para a prática da gestão, pois trazem insights e esclarecimentos importantes aos nossos leitores. Além disso, os artigos são altamente relevantes e contribuem para a prática da gestão no dia-a-dia em níveis estratégicos e táticos. O artigo Dossiê Y: Breve Manual de Compreensão da Geração Y e Marketeiros Pipoqueiros de 2010 ajudam a compreender, traduzir e agir frente a alguns dos mais importantes desafios colocados à gestão moderna. Saiba mais Caso esteja interessado, cadastre-se na página http://www.domsp.com.br/newsletters e receba em seu e-mail as newsletters produzidas pelos sócios, consultores e analistas da DOM Strategy Partners. Conheça também os demais E-Books publicados no site http://www.slideshare.net/domstrategy. Desejamos uma ótima leitura! Após ler os artigos, visite nosso blog e participe de nossas discussões. Acesse: http://thedomnetwork.com.br
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Sumário SOBRE A DOM STRATEGY PARTNERS ..................................................................................I CLIENTES SATISFEITOS ENRIQUECEM O ACIONISTA ………………………………………...1 MARKETEIROS PIPOQUEIROS DE 2010 …………………………………………………………...4 O DILEMA DA DIVERSIDADE E AS EQUIPES HETEROGÊNEAS ……………………………...6 VALOR ESTRATÉGICO E PERFORMANCE TÁTICA: RECONCEBENDO O MODELO DE GESTÃO DE RECURSOS …………………………....…….9 RELACIONAMENTO PROFISSIONAL E RELACIONAMENTO PESSOAL: EXISTE SEPARAÇÃO? ……………………………………...12 VALOR DOS FUNCIONÁRIOS -> VALOR DA EMPRESA ………………………………………15 DOSSIÊ Y: BREVE MANUAL DE COMPREENSÃO DA GERAÇÃO Y ………………………..17 SUSTENTABILIDADE NA ESTRATÉGIA É MEDIDA DE INTELIGÊNCIA ………………….....21 ESCOLAS ESTRATÉGICAS E SEU PAPEL NA COMPETITIVIDADE ATUAL ……………….23 MÚLTIPLAS ESCOLAS ESTRATÉGICAS, ÚNICA ESCOLA DE GESTÃO …………………...29
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners As empresas continuam construindo Clientes Satisfeitos Enriquecem o Acionista vantagens financeiras e Data de Publicação: 20/05/2009 maximizando Clientes e consumidores satisfeitos têm preço? É possível quantificar o quanto essa retornos econômicos futuros. Mas a satisfação impacta os negócios de uma empresa? E o quanto essa mesma satisfação natureza dessas se reverte em reputação, boca-a-boca positivo, fidelização, blindagem contra a vantagens concorrência, maior participação de mercado ou qualquer outro atributo de força de certamente mudou. imagem em longo prazo para uma empresa? Difícil demonstrar em números exatos, De um mundo físico mas muito fácil ter certeza de seu impacto direto em toda essa cadeia intrínseca. da manufatura, para um mundo de Investir em relacionamento com o cliente é a base do que se sabe sobre os serviços e intangíveis: sua capacidade de geração de riqueza no futuro. O cliente é seu principal informação, um guia para tirar sua empresa do deserto competitivo e levá-la ao oásis de valor. Trate- mundo de empresas o bem, o ele pode guiá-lo a uma tempestade de areia sem precedentes! mais leves. “Se os balanços Como todo o resto dos bens mais produtivos que as empresas modernas possuem incorporassem a hoje, o cliente, sua gestão ao longo de seu ciclo de vida, comporta-se como ativo satisfação do intangível. A preferência pela marca é intangível, sua fidelidade é intangível, a consumidor como reputação idem. Tais bens não estão nos balanços, pelo menos de forma claramente um atributo, discriminada. Mas qualquer deslize que possa ser interpretado como falta de teríamos um melhor confiança pelo cliente é rápida e claramente percebido no balanço financeiro. entendimento entre a relação atual da Perder a credibilidade tem conseqüências drásticas. Ao contrário, gerir este ativo empresa e a considerando-o como o patrimônio principal gerador de receita para a empresa e capacidade de gerar valor ao acionista pode ter desdobramentos em escalas geométricas. É um ativo que riqueza no futuro”. deve ser simultaneamente potencializado e preservado. Do cliente depende, em última instância, a sobrevivência da empresa. Sua longevidade foi construída sobre alicerces intangíveis, como a ideologia que a caracteriza e é assimilada pelos stakeholders que com ela se relacionam. E tudo se mantém graças ao financiamento do cliente que troca seu dinheiro por produtos, serviços, idéias, conceitos, relacionamentos, diferenciais. Estudos da Communications Consulting Worldwide, consultoria multidisciplinar onde atua Jonathan Low, de Vantagem Invisível, mostram que, em processos de IPO (Initial Public Offering, ou abertura do capital), são fatores decisivos de sucesso atributos intangíveis como satisfação do consumidor, credibilidade e cultura corporativa. Ao fazer a pergunta: “Como está a satisfação do seu consumidor em comparação às empresas concorrentes?”, tem-se como resultado algo já anunciado: as empresas com os índices de satisfação mais altos são também as com maiores índices de sucesso no IPO. 1
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Um estudo da Universidade de Michigan, MVA é positivo, a empresa gerou valor, se não, comandado pelo professor Claes Fornell, o ela destruiu valor. mesmo que criou o American Customer O professor descobriu que 50% das 82 empresas Satisfaction Index – um indicador do nível de presentes no ACSI, em 1998, que somavam o satisfação do consumidor em relação a bens de melhor desempenho perante o consumidor consumo e serviços de cerca de 200 empresas – eram também as com MVA mais altos - uma mostra relação clara entre os altos níveis de média de 34 bilhões de dólares. O contrário satisfação, alto retorno sobre o valor da ação e também era verdade; as com os piores índices sua menor volatilidade. Ou seja, empresas de satisfação eram as que registravam MVAs avaliadas pelo ACSI com altos níveis são mais baixos. também as mesmas que tiveram melhores performances na bolsa. O mesmo ocorreu ao analisar outro índice – o EVA (Economic Value Added, ou Valor Investimentos em satisfação do consumidor não Econômico Agregado), conceito desenvolvido são tratados como tal pelos contadores e seus pela Stern Stewart & Co, que diz que só existe respectivos balanços, mas sim como despesas. lucro após a remuneração de todo capital Essa é uma das razões pelas quais o professor empregado ao seu custo de oportunidade. Ao ironiza que a profissão de contador, talvez a comparar a eficiência do capital, medido pelo segunda mais antiga do mundo, esteja com sua EVA, e a satisfação do consumidor, pelo ACSI, sobrevivência em risco. ano a ano, ele encontrou as mesmas empresas As empresas continuam construindo vantagens nas melhores posições em ambos os índices. financeiras e maximizando retornos econômicos Ao continuar analisando a correlação entre futuros. Mas a natureza dessas vantagens esses índices ao longo dos anos, ele chegou a certamente mudou. De um mundo físico da um achado consistente: quanto mais alta a manufatura, para um mundo de serviços e satisfação do consumidor de uma empresa mais informação, um mundo de empresas mais leves. ela gera valor adicional de mercado para seus “Se os balanços incorporassem a satisfação do acionistas. Assim, ele não deixa alternativa para consumidor como um atributo, teríamos um os investidores que não seja a de acompanhar melhor entendimento entre a relação atual da os índices de satisfação do consumidor; e para empresa e a capacidade de gerar riqueza no os gestores, que sempre se perguntem, antes de futuro”, ele argumenta. qualquer decisão, o que ela trará em prol do Fornell também encontrou relação entre fortalecimento da satisfação do consumidor e, satisfação do consumidor e o MVA (Market por conseguinte, da eficiência do capital. “Tão Value Added), que representa todo o valor que simples, e difícil, quanto isso”, acrescenta. foi criado pela companhia acima do capital que (Fornell, Claes. Customer Asset Management, foi investido. Podemos encarar o MVA como o Capital Efficiency, and Shareholder Value. valor de mercado adicionado pelo management Universidade de Michigan, em apresentação da empresa, ou seja, seu Capital Intangível. Em para a Universidade de Cambridge). outras palavras, é a diferença entre o que investidores colocaram e o que tiraram. Se o 2
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Para que sejam capazes de se posicionar a altura principalmente nos prismas econômico, das exigências e expectativas na nova ordem financeiro e competitivo, uma vez que seu dos negócios, as empresas precisam construir a esforço em gerar valor a partir do habilidade de gerenciar seus relacionamentos relacionamento engloba dimensões como corporativos de maneira eficaz e isto não é necessidades, percepções e expectativas, simples, pois esses relacionamentos associados às promessas e modelos comerciais, corporativos envolvem uma grande quantidade de atendimento, de forma praticamente de “frentes”, pontos de contato, momentos da individual com toda a sua cadeia de valor, ou verdade e modelos de interação com os mais seja, seus clientes, fornecedores, colaboradores, variados tipos de agentes econômicos, muitos etc. No caso de clientes e consumidores isso é não necessariamente tão amigáveis ou muito mais verdade. cooperativos. A correta gestão do capital de relacionamento traz impactos diretos nos resultados das empresas, podendo ser percebidos 3
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Tendências vem e vão como marolas. Algumas viram Marketeiros Pipoqueiros de 2010 mainstream e se Data de Publicação: 20/05/2009 transformam em ondas para Tudo que você estiver pensando agora não será, com certeza, o mesmo pensamento vencedores; outras amanhã. somem no esquecimento do As inovações vêm transformando as nossas vidas desde o princípio dos tempos. A rebento. Como as bem da verdade, o que mudou foi mais a velocidade com que elas acontecessem... ondas, novas ou então seu marketing, porque estão aparecendo muito mais agora do que na tendências sempre época de nossos ancestrais marketeiros. aparecerão, a todo dia, com maior ou Nosso presente se transforma à medida que olhamos para o futuro e tentamos menor força, em entendê-lo, codificá-lo. Em outras palavras é olhando para o futuro que mudamos o todos os mercados presente. É assim que definimos, a partir de nossas idéias, insights e objetivos, como (da massa ao nicho, será o segundo seguinte de nossas vidas. Da somatória de todas essas decisões, da comunidade ao processo absolutamente caótico, se constrói o futuro individual e, por decorrência indivíduo). aleatória, da humanidade. Desnudar essas É preciso ver o futuro para lidar com o presente. Decifrar o futuro é, acima de tudo, tendências e ajudar entender de gente e grupos de gente: aspirações, desejos, medos, inseguranças, as empresas, a partir incertezas, opções, alegrias. É entender de cultura, de hábitos de comportamento, de pistas colhidas no do que compramos, comemos ou como agimos e reagimos perante um fato positivo presente, a traçarem cenários de como ou negativo. Precisamos obter o máximo de informação, de uma forma global e, ao serão os futuros mesmo tempo, singular, particular. É sociologia, antropologia, psicologia, neurologia, possíveis de seus fisiologia, biologia e economia, tudo junto e tudo separado. mercados (e, quem A maneira de uma pessoa se comportar – e escolher, consumir - depende, em sabe, prováveis), e o comportamento de grande parte, da maneira pela qual percebe o mundo, o ambiente. É por esta razão seus clientes, a fim que muitos psicólogos acreditam que o estudo da percepção é o ponto de partida de suportar o para a compreensão do Homem e, por decorrência, de nós mesmos, portanto, no desenvolvimento de futuro. conceitos, produtos e serviços, O estudo da percepção como ciência/prática atraiu a atenção de físicos, fisiologistas, preparando-as para neurologistas, psicólogos e de pessoas de marketing e propaganda. O lado mais o consumidor do científico da percepção analisa como somos e como estamos vivendo de uma forma amanhã é tangível. Isso é importante, pois é basal. Mas o grande “X” da questão, para a futuremarketing comunicação e para o relacionamento, para pessoas e organizações, para idéias e marcas, para produtos e serviços é como vamos nos comportar no amanhã. Isso é o que se convencionou chamar de futuremarketing. Desde Faith Popcorn, com seu “Relatório Popcorn” de 1991, as questões ligadas à futurologia do consumo aparecem mais veementemente no hit list dos desafios dos marketeiros corporativos. Quem é (e não simplesmente quem será) meu 4
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners consumidor amanhã? O que ele pensa hoje À época do livro de Popcorn, sua principal sobre o amanhã e o que pensará amanhã sobre previsão foi o “cocooning” ou o encasulamento o hoje? Como se relacionará com outros do consumidor, processo que faria (por várias consumidores? E com as marcas, produtos, razões, como segurança, novas tecnologias, serviços? O que exigirá e o que aceitará? O que comodidade, pressão profissional, dentre considerará essencial e o que entenderá como outras) as pessoas entrarem numa onda de benefício? Como será o comportamento desta volta aos lares (para ela, um back to DNA, uma marca no futuro e o que significará para quem? vez que o Homem viveu em cavernas no princípio de sua aparição enquanto espécie e Responder a estas e outras questões igualmente agora voltaria às suas origens vivendo em áridas é parte de um exercício tão contínuo "cavernas de alta tecnologia", fugindo dos quanto inexato. Mas fundamental, pelo menos medos e terrores da vida moderna). como exercício. Outras previsões pipocadas de Popcorn foram: a Tendências vêm e vão como marolas. Algumas aventura da fantasia, pequenas indulgências, viram mainstream e se transformam em ondas egonomia, sair fora, volta ao passado, para vencedores; outras somem no sobreviver, consumidor vigilante, 99 vidas e SOS esquecimento do rebento. Como as ondas, (Salve o Social). novas tendências sempre aparecerão, a todo dia, com maior ou menor força, em todos os Por mais que este seu primeiro livro tenha mercados (da massa ao nicho, da comunidade quase duas décadas, ainda se mostra ao indivíduo). extremamente interessante, até porque podemos, hoje, verificar o acerto, em parte, da Desnudar essas tendências e ajudar as grande maioria das tendências imaginadas. empresas, a partir de pistas colhidas no presente, a traçarem cenários de como serão os No mercado, dizem que marketeiro que não se futuros possíveis de seus mercados (e, quem diferencia e entrega resultados consistentes é sabe, prováveis), e o comportamento de seus pipoqueiro. Em futuremarketing, pelo menos, clientes, a fim de suportar o desenvolvimento pipocar ainda está – e estará - na moda! de conceitos, produtos e serviços, preparando- as para o consumidor do amanhã é futuremarketing. 5
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Tendências vem e vão como marolas. Algumas viram O Dilema da Diversidade e as Equipes mainstream e se transformam em Heterogêneas ondas para Data de Publicação: 26/03/2009 vencedores; outras somem no “Vivemos todos sob o mesmo céu, mas nem todos temos o mesmo esquecimento do horizonte”. (Konrad Adenauer) rebento. Como as ondas, novas As empresas estão adotando de forma crescente o modelo estrutural de se tendências sempre organizarem por projetos e empreitadas. Atualmente, a terceirização (outsourcing), aparecerão, a todo principalmente nas áreas chamadas de apoio, como TI, RH, Operações e Shared dia, com maior ou Services, é uma realidade crescente. Efeito imediato, as corporações estão menor força, em mesclando seus funcionários internos com recursos de seus fornecedores, gerando todos os mercados assim as chamadas equipes heterogêneas. (da massa ao nicho, da comunidade ao Entende-se por equipe um conjunto de pessoas operando de forma coordenada, indivíduo). integrada e com papéis definidos, em prol de objetivo e metas comuns. As equipes Desnudar essas podem ter diversas formas e modelos, sendo permanentes ou temporárias, focadas tendências e ajudar em projetos ou processos recorrentes (ex: prestação de serviços), coordenadas ou as empresas, a partir auto-gerenciadas, presenciais (pessoas no mesmo local) ou remotas/virtuais de pistas colhidas no (habilitadas pela tecnologia). presente, a traçarem cenários de como Em equipes homogêneas, em tese mais alinhadas em termos de arquétipos, serão os futuros princípios e perfil de atuação, o gerenciamento e o relacionamento entre os possíveis de seus membros são variáveis complexas em essência. Que dirá em equipes heterogêneas, mercados (e, quem em que as dificuldades se multiplicam, uma vez que os membros possuem culturas, sabe, prováveis), e o valores, experiências e objetivos distintos (importante lembrar que os terceiros já comportamento de trazem suas próprias maneiras de fazerem as coisas). seus clientes, a fim de suportar o Quando comparadas com equipes homogêneas, as equipes heterogêneas tendem a desenvolvimento de apresentar maior eficácia nas tarefas intelectuais, amplitude de alternativas e conceitos, produtos soluções, maior criatividade nas tomadas de decisão, riqueza no processo de e serviços, percepções de diferenças e melhoria contínua. preparando-as para o consumidor do Assim, quando da ocorrência de problemas nos projetos que conduzem, as equipes amanhã é heterogêneas geralmente são mais predispostas a resolver os problemas, futuremarketing principalmente se existir no grupo uma variedade maior de habilidades e conhecimentos específicos em relação à tarefa. Isto também serve para problemas que requerem criatividade e capacidade de interpretação para se chegar a um consenso quanto à melhor solução. Por isto, as equipes heterogêneas tendem a ter um leque maior de informações, habilidades e experiências que podem aumentar o número de idéias disponíveis no grupo. 6
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Como possuem características diferentes, os meio de maior criatividade, pensamento crítico membros destas equipes estão mais e conflitos construtivos relacionados às tarefas, interessados em trabalharem juntos e o que, por sua vez, pode resultar em decisões e desenvolverem outras habilidades através da desempenhos melhores. troca de experiências. Se o grupo tiver as Quando as diferenças entre os membros da mesmas características, o nível de equipe são bem gerenciadas, estes aprendem desenvolvimento de habilidades e a troca de como trabalhar produtivamente em conjunto. experiências apresentam evolução em menor Mas esta diversidade nas equipes também pode profundidade. Equipes heterogêneas tendem a levar a dinâmicas disfuncionais que mostrar um padrão de melhoria contínua com o comprometem a capacidade de performance e tempo. convivência da equipe. Porém, um grupo heterogêneo traz dificuldades Essas dinâmicas incluem ignorância e de outra natureza, uma vez que são mais preconceito cultural, marginalização dos propensos a potencializar estresses durante o membros e uma incapacidade de se trabalho. Alguns membros podem adotar identificarem com a equipe, gerando problemas prevenções e até preconceitos contra outros, de comunicação, conflito social improdutivo e gerando um relacionamento negativo e aumento de turn-over de pessoal. trazendo a incerteza de convivência na relação com a equipe. Conseqüentemente, os membros Via de regra, a base desses potenciais poderão interpretar erroneamente as problemas em grupos heterogêneos é causada interações de outros. duas teorias: a Hipótese da Similaridade e as Barreiras Estruturais. Pessoas, em geral, quando têm dificuldade de encontrar pontos em comum com outras A Hipótese da Similaridade pressupõe que as acabam tendo maior dificuldade de se pessoas classificam a si mesmas e aos outros em comunicarem. Com isto, sentem-se mais categorias sociais que acreditam ser pressionadas e se envolvem em conflitos, o que pertinentes; pessoas que compartilham as pode diminuir a coesão do grupo e o nível geral mesmas categorias sociais tendem a ver a si de confiança. Além disso, pessoas que não mesmas e aos outros como mais iguais e, de compartilham das mesmas categorias sociais fato, podem ser mais semelhantes de várias são menos propensas a compartilhar os mesmos maneiras porque, mais provavelmente, valores, conhecimento cultural e compartilham experiências de vida comportamental. semelhantes. Ao se trabalhar com equipes heterogêneas, Já as Barreiras Estruturais refletem as barreiras acaba-se caindo no “dilema da diversidade”. sociais que impedem a total participação de Membros de equipes heterogêneas tendem a todos os membros da equipe. A perspectiva trazer maior variedade de perspectivas, estrutural pressupõe que a dinâmica nas informações, habilidades e estilos equipes diversificadas reflete aquelas da comportamentais, podendo melhorar os sociedade maior na qual a equipe e a processos de tomada de decisão da equipe por organização estão encravadas. Se houver 7
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners preconceito, marginalização e falta de coesão As normas referentes aos modelos de entre os grupos heterogêneos na sociedade remuneração, valorização individual, maior essas dinâmicas sociais se refletirão até delimitação de responsabilidades e certo ponto na equipe. comunicação são especialmente importantes para a equipe. Em resumo, o dilema da diversidade é que, embora tendam a trazer um leque mais amplo Outro ponto muito importante para as equipes de recursos à equipe, membros de equipes heterogêneas é vivenciarem pequenas vitórias heterogêneas também tendem a se envolver em logo no início da sua vida como equipe. Assim, dinâmicas disfuncionais que podem prejudicar a as pessoas poderão se sentir mais otimistas capacidade da equipe de usar esses recursos. quanto à sua capacidade de trabalhar produtivamente em grupo. Sucessos visíveis já Embora a diversidade entre membros de no início podem aumentar a confiança entre os equipes ofereça tanto vantagens, como riscos membros da própria equipe, reduzindo inerentes, as equipes podem se beneficiar preocupações quanto à capacidade de trabalhar significativamente da diversidade, em conjunto. principalmente sob certas condições pertinentes de tarefas, maximizando a aprendizagem em O comportamento dos líderes deve sinalizar trabalho colaborativo, quando bem gerenciada. claramente aos membros das equipes quais comportamentos e atitudes são apropriados ou Como as equipes heterogêneas podem acarretar não. Líderes eficazes gerenciam seus próprios dificuldades, um dos meios de se mitigar estas estereótipos e preconceitos, ativamente dificuldades é a criação de normas, padrões, buscando a diversidade na equipe e mostrando, regras e planos de trabalhos claros e conhecidos por meio de suas interações diárias, que por todos. Seu papel é aumentar a respeitam a diversidade e acreditam nos previsibilidade e reduzir eventuais mal- benefícios que esta traz, tanto para a equipe, entendidos, diminuindo o estresse do trabalho. como para a organização. 8
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Por terem naturezas diferentes e, portanto, processos, Valor Estratégico e Performance Tática: atividades, modelo de governança, de Reconcebendo o Modelo de Gestão de mensuração e avaliação com regras Recursos e diretrizes Data de Publicação: 26/03/2009 específicas, a área de Recursos Humanos A crise mundial ocasionada pela ruptura do mercado financeiro foi apenas o estopim precisa se que faltava para colocar em combustão as insatisfações, aspirações e vocações de reorganizar em torno todos os colaboradores envolvidos nas atividades da empresa - sentimentos estes destes 2 novos focos que apenas se delineavam nos comportamentos corporativos, mas que agora de atuação. Separar passam a fazer parte do dia-a-dia. cada grupo de práticas é premissa A crise destruiu as bases da confiança em um modelo econômico que prometia para evoluir cada felicidade em troca de trabalho e colocou em jogo o sistema de crenças e a cultura grupo de prática corporativa de empresas de todos os tamanhos e setores. através de direcionamentos O que conhecemos no jargão como a “Visão, Missão e Valores” deixará de fazer o específicos e obter mesmo sentido de sempre para o colaborador, o que impacta diretamente sua os benefícios produtividade, motivação, satisfação pelo trabalho... ou seja, níveis de turn over e decorrentes. Já todos os demais indicadores que gestores, mercados e acionistas acompanham definir a forma da atentamente para mensurar a performance do Modelo de Gestão de Recursos separação é o Humanos da organização. desafio. Quando os modelos atuais, de forma sistêmica, já não são capazes de absorver, sintetizar e adequar as novas tendências à sua estrutura, um movimento de revisão se faz necessário. Como adequar a forma de atuação de Recursos Humanos aos seguintes elementos: • Movimentos de consolidação, fusão e aquisição de empresas e suas culturas; • Crescimento de atividades globais e formação de equipes com colaboradores e recursos dispersos geograficamente; • Disseminação do trabalho remoto, aumentando a distância do ambiente corporativo (valores e cultura); • Empowerment compulsivo conforme a tomada de decisão demanda instantaneidade. • Presença da Geração Y nas corporações exigindo adequação às novas tendências tecnológicas e comportamentais; 9
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners • Institucionalização do Funcionário 2.0, RH como Capital Intelectual que utiliza as ferramentas e ambientes • Construção da Cultura Corporativa virtuais (Blogs, Fóruns, Wikis, etc) para ganhar poder e influência. • Proteção da Visão e dos Valores Corporativos Poucas empresas foram hábeis em metabolizar e replicar em forma de modelo e práticas de • Gestão da Performance através da recursos humanos – exceto às que já nasceram Geração de Conhecimento com tais elementos impregnados em seu DNA. Buscando organizar a complexidade que seria • Estratégias de Remuneração, Incentivo e encadear de forma criativa e funcional tais Bonificação elementos, trazemos uma abordagem que • Políticas de Recursos Humanos e distingue duas naturezas de práticas de Conhecimento Recursos Humanos: • Processos de Avaliação de pessoas de 1. RH como Shared Services: Atividades de forma precisa e profunda. característica processual, recorrente e de baixo valor agregado, com visão de curto • Fornecimento de um modelo para prazo. Atividade prioritária no dia-a-dia identificar e desenvolver os talentos em de recursos humanos. termos de liderança. 2. RH como Capital Intelectual: Atividades • Preenchimento do pipeline de liderança de característica estratégico-tática para a como base de um plano sólido de geração e proteção de valor e criação de sucessão. ativos intangíveis e obtenção de ganhos de competitividade no médio e longo • Etc. prazo - atividades deixadas em segundo Por terem naturezas diferentes e, portanto, plano na maioria das empresas. processos, atividades, modelo de governança, Em outras palavras: de mensuração e avaliação com regras e diretrizes específicas, a área de Recursos RH como Shared Services Humanos precisa se reorganizar em torno destes dois novos focos de atuação. Separar • Atividades de Folha de Pagamento cada grupo de práticas é premissa para evoluir • Processos de Admissão e Demissão cada grupo de prática através de direcionamentos específicos e obter os • Processos de Treinamento e Capacitação benefícios decorrentes. Já definir a forma da • Gestão de Benefícios separação é o desafio. • Processos Médicos e Gestão de A decisão natural seria criar duas áreas Epidemias (arquitetura) de recursos humanos, cada qual desenvolvendo as atividades nas quais possui • Etc. maior expertise (ou eventualmente 10
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners incorporando a função RH shared services à cada atividade tende a causar menos stress área de operações ou shared services corporativo, porém deixaria aberta a propriamente dita). Porém, duas áreas distintas possibilidade de as práticas de geração e de recursos humanos, uma com a visão tática e proteção de valor de recursos humanos serem a outra com o chapéu estratégico, poderiam deixadas de lado no calor do dia-a-dia. gerar desalinhamento entre discurso e prática. E você? Concorda com essa tese que Nessa equação, o elemento Governança é o que apresentamos? Em sua opinião, qual seria a define o sucesso da atuação separada- melhor abordagem para o novo modelo de integrada. Gestão de Recursos Humanos? Certamente este não é o único caminho. A Caso queira se aprofundar no tema acesse a solução funcional, ou seja, reorganizar as newsletter DOM Focus On sobre o estudo Os atividades na própria área, com a criação de Desafios do Novo RH e o Colaborador 2.0 - A núcleos específicos e colaboradores com Redefinição dos Conceitos, Modelos e Práticas convocatória e atribuição para desempenhar de Gestão de Recursos Humanos 11
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Falar de relacionamento humano é algo Relacionamento Profissional e complicado porque cada ser tem uma Relacionamento Pessoal: Existe Separação? visão e um Data de Publicação: 26/03/2009 entendimento da vida muito Relacionamento pessoal e relacionamento profissional têm suas diferenças, mas sua particular, além de inter-relação é positiva, uma vez que permite a influência dos valores pessoais no cíclico e mutável. exercício profissional, bem como a agregação dos aprendizados corporativas à vida Portanto, esperar pessoal. Afinal, o ser humano se define a partir das trocas de experiências que que, de forma professa com o próximo. natural, um funcionário enxergue Por muito tempo ouvimos falar que as personas profissional e pessoal dos indivíduos as coisas como seu deveriam ser separadas conforme a chamada demanda social e que misturar os dois superior e este como mundos não seria a melhor conduta para o sucesso no mercado de trabalho. Com o acionista é isso, os profissionais deveriam aprender a seccionar seu comportamento e atitudes simplesmente em função do que deles é esperado “socialmente”. Mas essa tese á válida no mundo ignorar a condição aberto, instantâneo e interconectado de hoje? humana; é não entender de gente. Ao olharmos para a história da evolução humana e para a origem do pensamento racional, percebemos que, desde muito tempo, há uma nítida busca/imposição por uma separação quase que arbitrária entre as condições racional e emocional do ser humano. A bem da verdade, essas dimensões têm sido configuradas como opostas, excludentes, concorrentes. Isto se fez bastante aparente em diversas circunstâncias de movimentos culturais, nas correntes filosóficas, nos modelos de comportamento social, nas tendências de gestão, na instituição família e até mesmo na relação ciência-religião. Uma coisa era água e outra coisa era fogo. Com o passar dos tempos e a recorrente luta pela reavaliação e renovação nos conceitos e idéias a que a humanidade tem se submetido, passamos a contestar as chamadas verdades dogmáticas, fixadas no passado como tradição intocável. Isso tem sido verdade em diversas searas de nossa existência, dentre as quais direito, religião, ciência, sociologia, psicologia, comportamento, antropologia e filosofia. Um novo modelo de pensamento tem se aprimorado a partir das observações mais embasadas da condição humana e de seus relacionamentos. O pensamento holístico introduziu em nossas vidas a convivência com paradoxos, com a dualidade que, apesar de infalivelmente presente, não nos era permitida vivenciar. Como reflexo da introdução de paradoxos como elementos componentes de nossas vidas diárias (e, portanto, de nossos modelos de auto-entendimento, auto-aceitação, convivência, tomada de decisão, etc), passamos a ter menor linearidade em nossas análises e raciocínios (por conta das complexidades introduzidas), mas também 12
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners passamos a considerar mais ricamente as coisas como seu superior e este como o opções e realidades a que estamos submetidos acionista é simplesmente ignorar a condição (e que criamos...). humana; é não entender de gente. Por exemplo, físicos e matemáticos conseguem O que é correto é buscar encontrar conviver melhor com a religião, psicólogos colaboradores que estejam ao máximo conseguem unificar o estudo do indivíduo de alinhados com os valores da empresa e, maneira integral e, como estas, muitas outras portanto, que estejam dispostos a trabalhar por questões passaram a ser discutidas dentro de sua construção, por suas estratégias. Aqui, não uma visão que une diversos mundos, há certo ou errado, mas sim “combino e não antagonismos, peças de um quebra-cabeças que combino”, “me faz sentido e não me faz até então pareciam separadas. Com isso, sentido”. A cultura corporativa, fruto da vivência oportunidades e riscos se abrem, novos prismas retro-alimentativa desses valores por todos, aparecem, versões brotam, a pluralidade sustentada pelos exemplos e mensagens da evidencia a diversidade, agora mais aceita. alta-gestão, deve objetivar acolher todas as diversidades, mas, ao mesmo tempo, não E como fica o universo corporativo nesse novo prostituir os valores corporativos e nem os cenário? Como reage a essas mudanças? O que valores pessoais de cada indivíduo. Todas as aceita e o que rejeita? empresas têm seu código de valores que deve, Vemos, de forma crescente, as empresas se portanto, servir de guia, de orientação a todos preocuparem com o bem estar de seus que trabalham para ela. funcionários, incentivando-os à evolução Não se defende aqui a aceitação da profissional contínua, à educação continuada, interferência desmedida da vida pessoal no ao autoconhecimento e à maximização de seu ambiente de trabalho ou vice-versa. Na potencial produtivo (alinhando objetivos verdade, não é uma questão de se aceitar, mas pessoais com profissionais, valores corporativos de se saber conviver, porque é default. O com valores individuais, rotinas profissionais, correto é estimular um equilíbrio entre essas com modelos de home-office e maior tempo duas vidas, entre os dois ambientes. Dizer que o com a família). Como reação, a forma não trabalho não interfere na vida pessoal e vice- importa aqui, o que é interessante é o foco que versa é robotizar o ser humano, o que é está se dando a todas estas questões dentro do inconcebível. O sucesso vem da maturidade com ambiente corporativo que permeia a vida das que se consegue lidar com essas situações e pessoas também fora do trabalho. De maneira com a eficiência em se “ser profissional” em geral, executivos e colaboradores produtivos cada demanda social, seja na empresa, seja com gastam, em média, 60% de seu tempo a família, seja socialmente mesmo. Vale dedicados a empresa. ressaltar que o “ser profissional” aqui significa Falar de relacionamento humano é algo viver ao máximo, com o máximo de isenção, o complicado porque cada ser tem uma visão e momento presente e tudo que este implica. É, um entendimento da vida muito particular, além portanto, um ato de aproximação, de mitigação; de cíclico e mutável. Portanto, esperar que, de nunca uma anulação. 13 forma natural, um funcionário enxergue as
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Assim, é óbvio que levamos para casa os É verdade que para tudo existe um limite na problemas do trabalho e trazemos para o vida. Quando falamos de ambiente corporativo, trabalho os problemas de casa. Não há nada de uma série de condutas e expectativas é criada errado com isso desde que se consiga manter para que todos convivam em “harmonia”, mas este equilíbrio, que é dinâmico. impor que a personalidade diferenciada e alguns dos costumes de cada colaborador sejam Em suma, abordando a linha teórica que deixados do lado de fora da empresa é perder engloba o ser como um indivíduo único e uma excelente oportunidade de criar um central, será mais um enorme desafio para as ambiente corporativo favorável a corporações (e para os profissionais) criarem questionamentos, à interação genuína e, até modelos para se administrar essa questão. mesmo, à geração de diferenciais corporativos Estimular um ambiente aberto às discussões importantes, sob o risco de produzir, no médio dentro do próprio trabalho é uma forma de prazo, desestímulo e cinismo nos conhecer melhor as pessoas e de se buscar comportamentos, avaliações e atitudes dos discutir, checar, contestar e validar esses colaboradores entre si e para com a empresa. valores, essas questões. 14
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners No cenário atual, beneficiamento, interpretação e Valor dos Funcionários -> Valor da Empresa aplicação Data de Publicação: 05/08/2009 competitiva do conhecimento Qual o valor de um funcionário motivado, comprometido e engajado? Pró-atividade corporativo, do e competência têm preço? Qual o diferencial proporcionado por um colaborador Capital Intelectual, talentoso e frequentemente treinado? Alguma dúvida de que um corpo de são os principais funcionários eficiente e interessado é um ativo intangível diretamente ligado à responsáveis pela performance da empresa e seu sucesso? diferenciação de qualquer empresa Para a consultoria de capital humano Watson Wyatt não há nenhuma. Segundo seu perante seus levantamento com 405 empresas americanas e canadenses de variados segmentos, concorrentes. E o uma equipe bem administrada pode acrescentar até 30% ao valor de mercado de Capital Humano (o uma empresa. O estudo “The Human Capital Index – Linking Human Capital and corpo de Shareholder Value”, coloca como trunfos para isso a excelência no recrutamento, funcionários e regras claras de premiação, integração da comunicação e uso prudente dos recursos parceiros) - que gera, disponíveis. provê, analisa, beneficia, aplica e Outro estudo, da consultoria McKinsey, também deixa claro o potencial dos talentos. decide a partir desse Entre 1994 e 2004, o lucro líquido das duas mil maiores empresas americanas subiu conhecimento - é de US$ 570 bilhões para US$ 1,393 trilhão. No mesmo período, o seleto grupo das sua força motriz. mega-corporações americanas (as 150 maiores) elevou sua fatia nesse montante de 39% para 46% sem que o número de funcionários avançasse na mesma proporção – em 1994, o grupo respondia por 28% das pessoas ocupadas pelas duas mil maiores empresas e em 2004 respondia por 29%. Isso significa dizer que, praticamente sem aumentar o número de empregados, estas empresas aumentaram seus lucros e valor de mercado “apenas” empregando e estimulando os mais talentosos. Ainda, as empresas mais bem colocadas no ranking “Talent Management Index”, realizado pela consultoria, tiveram um retorno aos acionistas 22% maior que seus concorrentes no período analisado. No cenário atual, beneficiamento, interpretação e aplicação competitiva do conhecimento corporativo, do Capital Intelectual, são os principais responsáveis pela diferenciação de qualquer empresa perante seus concorrentes. E o Capital Humano (o corpo de funcionários e parceiros) - que gera, provê, analisa, beneficia, aplica e decide a partir desse conhecimento - é sua força motriz. Quando gerido corretamente, o conhecimento não vai embora com as pessoas, fica na empresa. Se é uma vantagem competitiva, não pode ficar isolado; deve ser a própria organização, disponível em modelos e processos formalizados capazes de fornecer aos seus funcionários o que necessitam para desempenhar mais e melhor. 15
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners As pessoas, e suas habilidades, não aparecem como recursos produtivos ou custos em balanços contábeis ou em declarações de indispensáveis. Hoje, precisam ser vistas como resultados; no entanto, são condutores geradoras de riqueza e oportunidades, capazes administráveis e, normalmente, quantificáveis de afetar profundamente o apelo de mercado, da criação de valor corporativo. reputação e performance das empresas que representam. Em outras palavras, na economia O valor das pessoas pode ser intangível, mas seu dos intangíveis, a empresa é tão boa quanto as impacto no negócio não. E elas sabem disso. pessoas que nela trabalham. É tão boa quanto Têm consciência de sua relevância, de que seu parece ser. conhecimento, competência e talento são difíceis de serem copiados ou substituídos, Robert Kaplan, renomado especialista da principalmente no curto prazo. Por isso líderes Harvard Business School e co-criador do valem tanto; por isso profissionais com Balanced ScoreCard (BSC), disse certa vez que o expertises únicas são “cisnes negros”; por isso, real valor dos ativos intangíveis dos talentos cada vez mais, fundos de investimentos, está no quanto as pessoas estão aptas a acionistas e atores de mercado querem saber, suportar, implementar, gerenciar e entregar a antes de decidir se e quanto investir em uma estratégia definida pela empresa. Neste mote, empresa, quem é o management desta importa, de fato, o quanto as habilidades destas empresa, quais seus skills, experiências, pessoas estão em sintonia com o perfil da compromissos, modelo de compensação, empresa e o quanto podem somar aos programas de trabalho, dentre outros. processos críticos do mapa estratégico. Para Kaplan, estratégia e pessoas alinhadas são o que Já ultrapassamos o momento da história dos gera valor para a empresa. Parece fazer sentido, negócios em que as pessoas eram vistas apenas não? 16
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners As escolhas de carreira e comportamento Dossiê Y: Breve Manual de Compreensão da dessa geração são influenciadas pela Geração Y busca por Data de Publicação: 05/08/2009 oportunidades em desempenhar um O nosso mundo está sempre mudando. Estamos prestes a experimentar a mudança papel significativo como nunca. Estamos mais conectados e, ao mesmo tempo, distribuídos por vários em um trabalho países, culturas e comunidades. significativo, sob sua ótica individual. De Uma nova geração de estudantes, trabalhadores e consumidores está liderando essa certa maneira, mudança e é chamada de "Geração Y". E resolvemos pesquisar sobre o tema. Veja querem ser nossas constatações. Se quiser saber mais sobre a metodologia adotada e o universo “voluntários pagos”, estudado, entre em contato. se juntando às organizações não Este grupo específico de indivíduos, nascidos entre 1983 a 1994, tem grande porque eles familiaridade com as novas tecnologias, comunicações e mídias. Em muitas partes do precisam, mas mundo, inclusive no Brasil, sua formação foi marcada por uma abordagem política e porque querem. economia de caráter neoliberal e pró-mercado. A mentalidade da Geração Y é importante para as empresas, porque vai redefinir o futuro do trabalho, da gestão e dos mercados. Estamos prestes a ver o que acontece quando a força de trabalho é inundada por jovens talentosos, de mente aberta e com a intenção de ganhar muito dinheiro - ao mesmo tempo em que constroem a carreira e vida pessoal de seus sonhos. Vejamos alguns dados sobre esse grupo: • Já são considerados como o maior segmento (volume de compras e quantidade de consumidores) em diversos setores da economia mundial. São tidos como a geração com maior propensão ao consumo e menor propensão à poupança. • Representam cerca de 20% da população brasileira (40 milhões) e outros 210 milhões no restante do mundo em desenvolvimento. Segundo a ONU, esse segmento da população representa cerca de 20% da população mundial. • Começaram a entrar no mercado de trabalho em 2005 e assim continuarão até 2018. Daqui para frente, as empresas terão cada vez mais membros dessa geração em suas folhas ou contratos de pagamento (e posições de liderança). • É tida por alguns como a geração na história, e em todo mundo, com o maior nível de escolaridade e formação. e com maior flexibilidade de conceitos e, portanto, menor nível relativo de preconceitos. 17
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners • Educação é algo muito importante para mimados, uma vez que se entendem eles mas isso não significa como experts em diversos assuntos que necessariamente sentar em um banco de pouco dominam, que se sentem no escola no esquema tradicional de direito de criticar e opinar sobre tudo e aprendizado. sobre todos - especialmente sobre questões que apresentam pouca • Cresceram com disponibilidade experiência prática - e, acima de tudo, tecnológica e acesso instantâneo a acabam se conscientizando de seu poder informações e foram os primeiros a de influência, porque geram mídia. adotar tecnologias como redes sociais, redefinindo a forma de pessoas se As escolhas de carreira e comportamento dessa relacionarem entre si e com a tecnologia. geração são influenciadas pela busca por São, portanto, o maior grupo de oportunidades em desempenhar um papel internautas da Web. significativo em um trabalho significativo, sob sua ótica individual. De certa maneira, querem • Apresentam expectativas sobre as ser “voluntários pagos”, se juntando às questões de responsabilidade social organizações não porque eles precisam, mas corporativa, ambiental e trabalhista mais porque querem. próximas ao comportamento de membros de uma ONG do que de Em função disso, são curiosos sobre propósito, qualquer outro grupo. Isso se reflete em cultura, missão, objetivos, produtos, suas demandas e ações enquanto compensação e tudo o mais sobre as funcionários, políticos, empresários e organizações. consumidores. Falando em compensação, costumam ter • O outro lado da moeda: geralmente são objetivos financeiros ambiciosos e esperam vistos como descompromissados, ganhar altos salários quando estiverem por superficiais, egoístas, consumistas, sem volta dos 30 anos. Um estudo da Consultoria ideologias ou causas genuínas, avessos Australiana HR Coach Research que ao trabalho tipo hardwork e, de certa remuneração e estilo de vida (ligados à forma, irresponsáveis, preguiçosos e flexibilidade do trabalho) estão entre os maiores motivadores da Geração Y. 18
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Fonte: HR Coach Research A boa notícia é esses jovens estão dispostos a 3. Esteja aberto a novas idéias advindas cumprir as normas de trabalho – metas, prazos desta geração. e objetivos – em troca das recompensas 4. Prepara-se para alguns “casos difíceis”. financeiras e não financeiras que procuram. Muitas vezes, aqueles que podem ser Além disso, gostam e esperam que lhes sejam mais valiosos para você em longo prazo atribuídas tarefas desafiantes, com flexibilidade podem ser os mais desafiadores e e liberdade (horário e locais) para que, em inquietos agora. seguida, possam se juntar ao melhor time para 5. Satisfaça suas necessidades de adquirir atacarem a questão juntos. conhecimento: Ou seja, são talentosos jovens adultos ansiosos • Proporcione formação contínua e por fazer a diferença – para si, em primeiro diversas oportunidades de aprendizagem lugar, e para os outros, em decorrência, à procura de modelos adultos capazes de ajudá- • Lembre-se que essa geração assimila los em seu caminho. conhecimento de uma maneira diferente Mas como obter o melhor desses potenciais das gerações anteriores, de forma mais talentos: visual, interativa, colaborativa, mimética e replicada. 1. Permita que eles satisfaçam seu desejo de fazer a diferença: 6. Estabeleça relações de mentoring. • Proporcione um trabalho desafiador • Trate-os como colegas, não como e que seja realmente importante. estagiários ou "adolescentes"; dessa forma eles serão mais receptivos à • Ofereça responsabilidades crescentes educação. como recompensa pelas suas realizações. • Forneça consistentemente feedback, mas aceite contestações. 2. Equilibre o papel de “chefe” com o de “membro da equipe”. 19
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners 7. Revise alguns de seus processos de Atualmente, este já representa um dos negócio, notadamente em matéria de segmentos consumidores mais dinâmicos em comunicação, treinamento e todo mundo e, muito em breve, seus expoentes desenvolvimento de carreira. Será que a se tornarão líderes de diversas organizações forma como a empresa opera encaixa com (Governos, Empresas, Sindicatos, 3º Setor, etc). o mundo de hoje? Enquanto funcionários, a cada ano, sua participação relativa no contingente das 8. Seja respeitoso e evoque respeito em organizações será sempre maior, pelo menos troca. até 2018. 9. Permita o equilíbrio e a flexibilidade entre Portanto, conhecer o mindset, valores, desejos vida pessoal e carreira: e necessidades desse grupo significa alinhar sua • Atribua tarefas de maneira balanceada, organização às demandas do futuro, ainda mais com liberdade e flexibilidade, de quando se trata da disputa por Talentos Y. maneira a permitir que eles produzam As empresas e seus líderes devem transformar o resultados de sua própria maneira, mas trabalho em algo com significado, disponibilizar exija que estes resultados estejam no feedback constantes e tornarem o dia a dia mais padrão e escopos desejados. flexível. • Crie um ambiente confortável e de baixa Será que a sua organização será capaz de tensão (mas com alta pressão proporcionar o sonho de emprego à Geração Y construtiva). que a está procurando? 10. Recompense quando eles fizerem um bom trabalho. Entender a influência da Geração Y no mundo dos negócios e na sociedade é um dos desafios mais importantes para as empresas e gestores hoje e, principalmente, nos próximos anos. 20
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Com um racional similar, análogo ao planejamento Sustentabilidade na Estratégia é Medida de estratégico, a sustentabilidade Inteligência prega que se deve Data de Publicação: 07/05/2009 prover o melhor para as pessoas e para o Uma das principais funções de um planejamento estratégico eficaz é criação de ambiente tanto vantagens competitivas sustentáveis, modelando as bases para que a empresa se agora, como para o perpetue em seu ecossistema e possa gerar lucros para seus acionistas a partir da futuro indefinido, interação produtiva e positiva com seus diversos stakeholders. sem, entretanto, prejudicar a saúde Em linhas gerais isso significa criar condições para que as atividades corporativas das organizações no sejam supridas com capital e recursos suficientes para manter em cursos seus curto, ou longo investimentos, inovações, processo de crescimento, atualização tecnológica e prazo. evolução, atingindo seus objetivos com a adequada remuneração do capital empregado. Para toda ação realizada por uma organização, existem conseqüências em seu entorno, este composto pelo meio-ambiente e pela sociedade. Portanto, faz-se necessário que para toda ação corporativa sejam antecipados, projetados e mensurados os potenciais impactos causados em seu ambiente e na sociedade, a fim de se antever e prevenir um planejamento que acabe gerando conseqüências nocivas à simbiose eficaz dos negócios. Uma vez compreendida a inter-relação direta de causa-efeito entre empresa e entorno, o conceito de sustentabilidade se encaixa perfeitamente dentro do contexto de um planejamento estratégico sustentável. Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Na falta ou desigualdade de um desses fatores, tem-se um desequilíbrio potencial que, via de regra, determina a necessidade de medidas corretivas que geram, no melhor dos casos, desgastes e dispêndios financeiros, no curto, médio ou longo prazo (variando conforme a intensidade, tempo e abrangência apresentada por cada desequilíbrio). Uma vez que o planejamento estratégico tradicional projeta ações imediatas com vistas a colher resultados positivos no futuro, não faz sentido ignorar os fatores ambientais, sociais e culturais em detrimento simplesmente do fator econômico, uma vez que esta se caracterizaria como uma medida de miopia estratégica de médio e longo prazo. Diversas empresas aprenderam, a duras penas, que o descaso, a desatenção e o desrespeito são credores cruéis... e que a conta sempre chega. 21
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Com um racional similar, análogo ao fatores intangíveis que compõem a visão planejamento estratégico, a sustentabilidade sistêmica de se fazer negócios que a prega que se deve prover o melhor para as Sustentabilidade, como prática e conceito, pessoas e para o ambiente tanto agora, como defende. para o futuro indefinido, sem, entretanto, Todas as variáveis ligadas aos negócios das prejudicar a saúde das organizações no curto, empresas – e seus impactos derivados - sejam ou longo prazo. elas endógenas, exógenas, sociais, econômicas, Em tese, na incapacidade de se evitar situações ambientais, culturais, mercadológicas, produtivas ou comerciais destrutivas, ainda que comerciais, tecnológicas, competitivas ou justificáveis para o negócio, a visão equilibrada colaborativas, devem ser tratadas de forma do processo empresa-entorno prega que o que integrada, abarcando as relações de causa e for consumido deverá ser reposto, o que for efeito entre si. estragado deverá ser consertado, o que for É claro que toda empresa tem – e deve ter - explorado deverá ser devolvido, e assim por como premissa essencial obter lucro. Porém, diante. Ou seja; cada ação implica numa reação, ainda que velados, os impactos negativos de que deverá ser tratada, planejada e executada, práticas do tipo “lucro a qualquer preço” a fim de perpetuar o equilíbrio no mundo em deverão se tornar cada vez mais proibitivos, que vivemos e viveremos, produzimos e porque intensamente vigiados e punidos pelos produziremos, investimos e investiremos, diversos stakeholders externos e internos das compreendendo todo o entorno vivo ou empresas. Com isso, lucros “a qualquer preço” inanimado. tenderão a se desembocar em “perdas de alto Apesar de já se identificar uma forte tendência preço”. para que as empresas incorporem os princípios Visão sustentável e práticas equilibradas de de sustentabilidade em suas práticas cotidianas negócio não devem ter prazo de validade, nem de negócios, desde sua concepção estratégica, tampouco fazer parte de cartilhas apaixonadas e até suas atividades mais simplórias. De fato, ingênuas de alguns poucos visionários. existem carências estruturais nos chamados Inteligência competitiva significa compreender, modelos de planejamento estratégico formais, estrategicamente, seu entorno de negócios que se traduzem na incapacidade de incorporar (pode-se chamar de mercado) e a corretamente os princípios da sustentabilidade interdependência entre seus atores, partícipes – corporativa de forma alinhada ao modelo de cada qual com seu papel e função – de uma negócios das organizações, visto que grande rede intrincada de interesses e parte desses modelos estão fundamentados responsabilidades. E convenhamos... é melhor principalmente em fatores financeiros e que exista este entorno competitivo preservado competitivos do tipo “no matter what”, e em evolução para que as empresas possam praticamente ignorando de forma sistêmica os fazer negócios. 22
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Em momentos de crise, quando os caminhos se tornam Escolas Estratégicas e seu Papel na nebulosos e tortos, a reflexão sobre os Competitividade Atual erros e acertos do Data de Publicação: 10/06/2009 passado é necessária para se evoluir para As empresas, como qualquer agrupamento humano, justificam a união dos um novo patamar de indivíduos que a compõem, pelo interesse comum partilhado. Porém, mais do que valores e práticas, consensar em relação aos fins, uma empresa só justifica sua existência, se o caminho rever premissas, definido para atingir os objetivos comuns for claro para seus integrantes e se estiver paradigmas e a formalizado em sua estratégia corporativa. forma como se pensa e se executa a Em momentos de crise, quando os caminhos se tornam nebulosos e tortos, a estratégia reflexão sobre os erros e acertos do passado é necessária para se evoluir para um corporativa. Isso é novo patamar de valores e práticas, rever premissas, paradigmas e a forma como se fundamental para pensa e se executa a estratégia corporativa. Isso é fundamental para que a empresa que a empresa esteja esteja preparada para construir os caminhos e superar os desafios que o novo preparada para contexto de atuação irá exigir. construir os caminhos e superar Dessa forma, revisitamos, neste artigo, algumas das principais escolas de estratégia, os desafios que o nascidas da capacidade e experiência de pensadores do mundo dos negócios – novo contexto de pensadores e analistas que formaram, influenciaram e ainda influenciam gerações atuação irá exigir. de executivos e suas corporações na concepção das melhores estratégias corporativas. Assim, temos Michael Porter e suas Estratégias Genéricas e Forças Competitivas; Henry Mintzberg e sua visão e hipóteses sobre Estruturas Corporativas; Jim Collins e suas constatações sobre as empresas Feitas para Durar e Clayton Christensen com as estratégias associadas aos Modelos de Inovação. Michael Porter Michael Porter, professor da Harvard Business School, é considerado um dos mais célebres na escola da estratégia. A tese de Porter é que a vantagem competitiva está no âmago de qualquer estratégia e para obtê-la é preciso que uma empresa faça uma escolha (trade off) dentre 3 grupos centrais de estratégias genéricas: custo, diferenciação e enfoque. A essência do posicionamento estratégico consiste em escolher atividades diferentes daquelas dos concorrentes e obter performance superior na estratégia definida, o que permite que empresas competidoras coexistam em um mesmo setor, atendendo a um grupo maior de clientes com necessidades distintas, porém relacionadas a produtos e serviços similares. 23
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Se os mesmos conjuntos de atividades fossem os melhores a satisfazerem a todas as necessidades dos clientes, as empresas de um determinado setor entrariam em embate direto, com propostas de valor semelhantes que levariam a atitudes como guerra de preços e vantagem competitiva derivada essencialmente da eficácia operacional. Para ilustrar a forma como enxerga a dinâmica competitiva dentro de um setor, Porter analisou as bases de sua competição e definiu as cinco forças competitivas no famoso diagrama de Forças Competitivas da Indústria: Os modelos de competitividade definidos por Porter datam da década de 80. Porém, ainda exercem grande influência na forma como as empresas enxergam seus concorrentes. Com o advento da Internet e a evolução das tecnologias de comunicação, os segmentos e cadeias de valor cada vez mais se parecem com redes e os papéis que os diversos stakeholders assumem dependem não mais da rede em si, mas sim da relação. Em outras palavras, uma empresa da mesma indústria pode ser considerada, ao mesmo tempo, concorrente, quando trata da relação com um determinado segmento de cliente, ou parceira, quando se trata de outro segmento. 24
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Henry Mintzberg Segundo Henry Mintzberg “estratégia 4. Tecnoestrutura: é constituída pelos representa uma adaptação entre um meio analistas, engenheiros, contabilistas, ambiente dinâmico e um sistema de operações responsáveis pelo planejamento, estável. Estratégia é uma concepção de organização e métodos, os quais organização, de como esta se adapta desenham os sistemas de trabalho dos continuamente ao ambiente em que está restantes membros da organização; inserida.” 5. Logística: é constituída pelo pessoal que Em outras palavras, Mintzberg associa a tem a seu cargo as funções de apoio estratégia de uma empresa à sua arquitetura (serviços jurídicos, relações públicas, organizacional, à forma como se estrutura para investigação & desenvolvimento, atender um determinado mercado. As expediente, etc.) Estruturas de Mintzberg, como ficaram 6. Ideologia (ou cultura): inclui os valores, conhecidas, representam um framework de as crenças e as tradições, a estruturas organizacionais que analisa os inter- personalidade da organização que a relacionamentos e os mecanismos de distingue de todas as outras e dá “vida” coordenação entre os componentes básicos da à própria organização organização, definindo desde os aspectos mais tradicionais, como a amplitude de controle e o A partir do relacionamento e interação entre grau de centralização, até a formalização e os estes 6 componentes básicos, Mintzberg sistemas de planejamento e de tomada de formula diversas hipóteses para se decisão. compreender as arquiteturas corporativas. Dentre elas, destacamos: Segundo Mintzberg, as organizações são constituídas por seis componentes básicos, cada Idade e Tamanho da Organização um dos quais com funções específicas: 1. Quanto mais antiga, mais formalizado é 1. Vértice Estratégico: é constituído pelos o comportamento dos integrantes da gestores de alto escalão (conselhos de organização. administração, conselhos gerenciais, etc) e pelo pessoal de apoio (staff) 2. Quanto maior a organização, mais elaborada é sua estrutura (mais 2. Núcleo Operacional: é constituído pelos especializadas suas tarefas, mais funcionários que executam as atividades diferenciadas suas unidades e mais básicas (core) da empresa desenvolvido seu componente administrativo). 3. Linha Hierárquica Média: é constituída pelos gestores intermediários e diretores funcionais, que fazem a ligação entre o vértice estratégico e o núcleo operacional 25
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Operações Poder 3. Quanto mais regular for o sistema 1. Quanto maior for o controle externo da operacional, mais formalizado será o organização, mais centralizada e trabalho, e mais burocrática a estrutura formalizada será sua cultura. do núcleo operacional. 2. As necessidades de poder dos membros 4. A automação do núcleo operacional da organização tendem a gerar transforma uma estrutura administrativa estruturas excessivamente centralizadas. burocrática em uma estrutura orgânica. 3. Em determinadas vezes, a moda induz e Ambiente favorece a criação de uma estrutura e uma cultura “do momento”, mesmo que 1. Quanto mais dinâmico o ambiente, mais não seja apropriada à organização. orgânica será a estrutura. As múltiplas possibilidades e combinações 2. Quanto mais complexo o ambiente, mais dentre os elementos centrais definidos por descentralizada será a estrutura. Mintzberg geram uma infinidade de opções de 3. Quanto mais diversificados forem os vantagens e diferenciais competitivos. Explorar mercados da organização, maior a a melhor combinação depende do grau de propensão de dividir-se em unidades instabilidade do setor e do modelo de negócio baseadas no mercado. definido, que, por imposição da conjuntura atual de crise e do aspecto sistêmico da 4. A hostilidade extrema em seu ambiente globalização, deve ser o mais flexível e leva qualquer organização a centralizar descentralizado possível. temporariamente sua estrutura. Acesse a oferta de Transformação Competitiva da DOM Strategy Partners e conheça nossa abordagem metodológica. Jim Collins Jim Collins é considerado uma referência chamou de empresas visionárias - instituições quando se trata do tema perenidade líderes em seus setores e que prosperaram corporativa, tendo dedicado sua carreira durante muitos anos, ao longo dos ciclos de vida profissional a compreender como as empresas de vários produtos e durante várias gerações de crescem, obtêm performance superior e como líderes – com o objetivo de identificar as se tornam empresas excelentes e destinadas a características que possuem em comuns. Dentre sobreviver por diversos ciclos. elas destacamos: Em seu clássico da estratégia “Feitas para Dar as Ferramentas, Não Impor Soluções Durar”, ele analisa profundamente o que 26
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Um dos principais pilares das conclusões do livro Abaixo a tirania do OU. Viva a genialidade parte da constatação de que os criadores de do E! empresas visionárias tendem a dar as Empresas visionárias são aquelas que venceram ferramentas, não impor as soluções. Seu uma aparente contradição entre seus propósitos objetivo principal é erguer uma organização. E, perenes fundamentais (e de longo prazo) e em vez de se concentrar em adquirir traços de conseguiram se adaptar às condições de personalidade de um líder visionário, eles mercado e necessidades de curto prazo. assumem uma abordagem arquitetural e se Empresas que prosperaram resolveram concentram em definir os traços organizacionais dicotomias como: de empresas visionárias. De um Lado Forma Mas por Outro Objetivo além do lucro E Busca pragmática do lucro Ideologia central relativamente Mudança e movimentos E definida contínuos Conservadorismo com respeito Ações audaciosas, E ao núcleo comprometedoras e arriscadas Tentativas contínuas e Visão clara e senso de direção E experiência Seleção de gerentes "criados em Seleção de gerentes que E casa" induzem a mudanças Capacidade de mudar, progredir Cultura extremamente rigorosa E e se adaptar Organização segue uma Organização se adapta ao seu E ideologia central ambiente Em outras palavras, as empresas que souberam criar um caminho criativo para conciliar paradigmas (estratégia do E) ao invés de eliminá-los por escolha (estratégia do Ou) podem ser consideradas, à primeira vista, aberrações conceituais ou modelos híbridos destinados ao fracasso (a exemplo de Accenture e Zara), mas que, com o tempo, provam sua superioridade através dos resultados. 27
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Clayton Christensen Professor da Universidade Harvard, ph.D. em trazem um retorno financeiro menor que os Economia e uma das maiores autoridades produtos das grandes companhias, que são mundiais em uma das questões-chave para o líderes de mercado. Nenhuma empresa investe sucesso dos negócios atualmente, a inovação, numa inovação que não trará resultados Clayton Christensen criou conceitos que financeiros tão atraentes quanto seus produtos revolucionaram o modo de se pensar a atuais. Porém, tais inovações são essenciais para estratégia corporativa contemporânea. que as empresas dominem os mercados no futuro. Em seu livro “O Dilema do Inovador”, Christensen sustenta que, na era da Para as empresas de maior porte, não há globalização, as grandes companhias precisam alternativa senão criar unidades de negócio explorar novos mercados e desenvolver separadas de suas operações atuais para que produtos e serviços inovadores, sob o risco de desenvolvam produtos inovadores em uma serem retiradas do mercado por inovações que estrutura de investimentos, despesas e custos futuramente definirão a natureza da adequadas. competitividade de seus mercados, as chamadas Conclusão inovações de ruptura. Definir a melhor combinação entre Estratégias Segundo Christensen, há dois tipos de Competitivas e de Mercado (Porter), estratégias relacionadas às inovação de ruptura: Arquiteturas Organizacionais (Mintzberg), 1. A primeira é o das empresas entrantes Práticas Feitas para Durar (Collins) e Modelos de no mercado, que optam por focar uma Inovação (Christensen) representa um desafio pequena parcela dele, atendendo complexo, mas inerente à competitividade clientes que já são servidos pelos atual. concorrentes estabelecidos. Neste caso, Apesar de o mindset estratégico das empresas o entrante concorre com uma estratégia ainda não estar totalmente formatado para lidar de baixo custo (ou baixo mercado) e, por com as variáveis e premissas atuais, sabemos algum tempo, conseguirá concorrer e que os ensinamentos e diretrizes destas obter lucros. principais escolas de estratégia certamente 2. A segunda é a ruptura de novo mercado, deverão fazer parte do exercício de sua na qual se concorre com o não-consumo, definição e gestão cotidiana. isto é, oferecendo o produto a pessoas que até então não eram consumidores, muitas vezes a uma qualidade inferior, mas a um preço acessível. No princípio, as tecnologias que revolucionam os mercados surgem em empresas pequenas e 28
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Por este fato, entendemos que o sincretismo Múltiplas Escolas Estratégicas, Única Escola estratégico, através do conhecimento, de Gestão compreensão e Data de Publicação: 08/07/2009 domínio das principais disciplinas Na 4ª edição da newsletter DOM Strategy Report publicamos o artigo estratégicas (e desenvolvimento de “Escolas Estratégicas e seu Papel na Competitividade Atual”, em que abordamos o abordagens tema Estratégia analisando a forma como os principais pensadores do passado e da estratégicas atualidade formaram e influenciaram as diversas gerações de executivos e suas proprietárias), é a corporações na concepção das melhores estratégias corporativas. maior arma que as corporações contam Falamos de Michael Porter e suas Estratégias Genéricas e Forças Competitivas; para atuar nos Henry Mintzberg e sua visão e hipóteses sobre Estruturas Corporativas; Jim Collins e mercados dinâmicos suas constatações sobre as empresas Feitas para Durar e Clayton Christensen com as e relativos de hoje. estratégias associadas aos Modelos de Inovação. Após estudar profundamente as idéias destes pensadores e o contexto de sua aplicação, identificamos que tais escolas do pensamento se complementam de forma plena na forma de se enxergar estratégia corporativa atualmente, pelo simples fato de que a multiplicidade dos contextos competitivos demanda abordagens distintas (análise com base em escolas puras, combinadas, seqüenciais, etc) para serem compreendidas em toda sua complexidade. Não seria diferente, uma vez que as estruturas competitivas estáticas (setores, sub- setores, mercados, nichos, etc) - essas sim - estão fadadas ao ostracismo estratégico em grande parte dos casos, uma vez que não mais representam a forma como as empresas competem por seus recursos escassos (vejam o caso de setores como o de Convergência) e diversificam sua operação e fontes de receita. Por este fato, entendemos que o sincretismo estratégico, através do conhecimento, compreensão e domínio das principais disciplinas estratégicas (e desenvolvimento de abordagens estratégicas proprietárias), é a maior arma que as corporações contam para atuar nos mercados dinâmicos e relativos de hoje. Saindo da abstração conceitual e metodológica para o campo prático do dia-a-dia, a derivação de diretrizes abstratas em metas – e seu processo de cascateamento e disseminação pela corporação (ex. BSC e IAM) – conta com uma infinidade de métodos e práticas. Tais escolas da gestão, por sua vez, - e em oposição ao direcionamento de “quanto mais, melhor” da aplicação de escolas estratégicas – demandam das empresas a adoção incondicional de suas diretrizes e práticas. Nesse caso, a multiplicidade é caos e desgovernança e coloca em jogo o atingimento dos 29
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners objetivos de qualquer estratégia, por melhor • Nem sempre é possível correlacionar de que tenha sido seu processo de forma clara e objetiva as ações, desenvolvimento. indicadores e metas entre si (principalmente quando áreas e/ou Isso porque estratégia sem gestão não é departamentos possuem estratégia, é desejo, é utopia. Não é a toa que responsabilidades compartilhadas). de alguns anos para cá pipocam aqui e ali livros e gurus de uma “nova disciplina” chamada Além desses pontos, podemos elencar diversos Execução, criada para ensinar os gestores a outros que a disciplina de Execução visa suprir. implementar suas estratégias (porque na cabeça Entretanto há um ponto em especial, que do líder estrategista – a grande maioria deles – geralmente passa batido quando se pensa em sua função é conceber e não implementar, colocar a estratégia para andar, que aparece de responsabilidade legada ao nível forma mais evidente: a sua disseminação e gerencial/operacional). comunicação para a corporação. O tema Execução veio preencher um gap Apesar de suprir tecnicamente tal necessidade – significativo de gestão estratégica deixado por através de seus Smarts e Scorecards - o BSC ou metodologias consagradas, como o Business qualquer outra metodologia de gestão ScoreCard (BSC), que tinham a prerrogativa de estratégica não podem realizar o papel que cabe viabilizar tal implementação de forma apenas ao líder da corporação que é a de sistemática e automática, mas não cumpriram transferir sua visão e instilar os colaboradores a seu objetivo integralmente. se identificar e se comprometer com ela. Nosso artigo, “BSC 15 Anos depois: Pontos É papel do líder (como pontuamos nos 10 Positivos e Negativos” (um dos mais acessados Mandamentos do CEO, capítulo 1 versículo X) historicamente em nosso portal) pontua ser o guardião da estratégia, o vetor da claramente os aspectos que transformaram uma comunicação de seus o objetivos e metas, na das principais ferramentas para a gestão dos medida do possível de forma direta e presencial, objetivos e metas corporativas em larga escala pessoa-a-pessoa, especialmente no chão de em um paradoxo de sucessos e insucessos. fábrica, na linha de frente, nos colaboradores da última milha. No âmbito do insucesso, destacamos que: Ponto menor ou item fundamental? Apenas um • A estratégia de uma empresa deve ser esforço que parece homérico ou banal para um exercício contínuo de muitos CEOs, mas que garante que uma visão monitoramente interno e externo, forjada nas mais diversas e amplas escolas enquanto que o BSC tem seu foco estratégicas e implementada pelas melhores preponderante na gestão interna – e nos metodologias de gestão estratégica não se torne resultados tangíveis de curto prazo, apenas mais uma de muitas histórias de • O consenso acerca de seus conceitos é estratégias brilhantes que se mostraram um de difícil massificação na organização, verdadeiro fracasso. bem como a extração de dados e 30 modelagens para seu “recheio” e que
    • Top 10 Mais Lidos – DOM Strategy Partners Os artigos deste e-book fazem parte da série de artigos disponibilizados nas newsletters da DOM Strategy Partners (www.domsp.com.br). Os textos são produzidos pelos analistas do SRC (Strategy Research Center) do Grupo ECC e por seus sócios e consultores. Fale conosco pelo email contato@ec-corp.com.br Os artigos deste e-book, assim como todo seu conteúdo, está sob licença Creative Commons. 31