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Palestra de Cores
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Palestra de Cores

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por Marcel Carvalho

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Transcript

  • 1. 


  • 2. 
 Introdução
 
 

 “A
cor
é
provavelmente
o
primeiro
elemento
que
 registramos
quando
vimos
algo
pela
primeira
vez.
Devido
 ao
nosso
hábito
e
condicionamento
cultural
nós
fazemos
 naturalmente
associações
baseados
nas
cores
que
vimos
e
 isso
nós
dá
a
idéia
de
como
devemos
reagir
a
um
objeto
 ou
design
que
incorpora
estas.
 

 Cores
carregam
significados
e
a
nossa
reação
a
elas
 depende
das
nossas
associações
culturais,
das
tendências,
 da
nossa
idade
e
das
nossas
preferências
individuais.”
 Porcamente
traduzido
de
COLOUR,

 
 Basic
Design
5,
de
Ambrose/
Harris. 
 
 2

  • 3. 
 = Caracterização
da
cor

 
 A
cor
como
sensação
visual
 Color,
em
latim,
couleur,
em
francês,
colore,
em
 italiano,
e
cor
para
nós,
todas
essas
palavras
se
referem
a
 sensação
visual
que
a
natureza
nos
oferece
através
dos
 raios
de
luz
irradiados
pelo
nosso
planeta.
 
 A
cor
como
estímulo
 Qualquer
coisa
que
chegue
a
um
dos
nossos
sentidos
 e
provoque
uma
reação
é
um
estímulo.
 

 A
cor
é
um
estímulo.
 
 A
cor
como
elemento
significativo
 A
Gestalt
coloca
a
visão
não
como
um
registro
 mecânico
de
elementos,
mas
sim
como
a
captação
de
 estruturas
significativas.
 

 A
cor
é
um
elemento
significativo.
 
 A
cor
como
propriedade
 “A
Terra
é
azul”.
Assim
Yuri
Gagarin
descreveu
a
 primeira
visão
que
se
teve
do
nosso
planeta,
de
fora
dele.
 Dessa
frase
podemos
perceber
que,
de
forma
recorrente,
 compreendemos
a
cor
como
propriedade
ou
como
 qualidade
natural
dos
objetos.
 
 3
 
 A
cor
é
uma
propriedade.

  • 4. 
 A
cor
como
diferencial
 É
necessidade
do
homem
diferenciar
e
apreciar
as
 coisas
que
o
cercam
não
só
pelas
formas,
mas
pelas
cores.
 E
não
há
como
negar
que,
psicologicamente,
o
homem
é
 atraído
pela
infinidade
de
tons.
 

 A
cor
é
um
diferencial.
 
 A
cor
como
estilo
 A
cor
é
uma
das
características
da
moda,
estando,
 portanto,
diretamente
ligada
ao
estilo
de
vida,
isto
é,
à
 maneira
que
cada
sociedade
tem
de
ser
e
fazer
 determinadas
coisas.
 

 A
cor
determina
um
estilo.
 
 
 
 4

  • 5. 
 Conceitos
da
cor

 
 Matiz,
valor
e
croma
 Entre
as
várias
contribuições
de
Hermann
von
 Helmholtz
ao
estudo
da
percepção
está
a
definição
da
 aparência
da
cor
tomando
por
base
três
características
 principais,
posteriormente
utilizadas
no
sistema
de
cores
 de
Albert
Munsell:
o
matiz,
o
valor
e
o
croma.
 
 Por
matiz,
entendemos
a
própria
coloração
definida
 pelo
comprimento
de
onda,
é
o
que
determina
o
que
 conhecemos
por
azul,
vermelho,
amarelo,
verde
etc.
 
 Por
valor,
entendemos
a
luminosidade
da
cor,
ou
o
 quanto
a
cor
se
aproxima
de
branco
ou
do
preto.
 
 Por
croma,
entendemos
o
grau
de
pureza
da
cor.
O
 croma
se
refere
ao
aspecto
que
varia
entre
uma
cor
 intensa
ou
de
máxima
pureza
e
um
apagado
ou
 acinzentado.
 
 Com
o
passar
dos
anos,
o
valor
passou
a
ser
 conhecido
também
como
brilho
e
o
croma
como
 saturação.
 
 
 Matiz,
saturação
e
brilho
respectivamente.
 
 5

  • 6. 
 Sistema
aditivo
e
subtrativo
 Existem
dois
tipos
principais
de
cores:
o
grupo
composto
 pelo
vermelho,
verde
e
azul
e
o
grupo
formado
por
 amarelo,
ciano
e
magenta.
 
 O
primeiro
grupo
forma
o
sistema
aditivo
de
cores.
Ao
 juntar
três
círculos,
um
vermelho,
um
verde
e
um
azul,
as
 cores
secundárias
geradas
em
suas
interseções
são
 exatamente
as
cores
primárias
do
outro
grupo
citado
e
no
 ponto
em
que
as
três
cores
se
encontram
forma‐se
a
cor
 branca.
 

 Fazendo‐se
o
mesmo
diagrama
só
que
com
as
cores
 do
outro
grupo,
o
sistema
subtrativo
de
cores,
em
suas
 interseções,
onde
se
formam
suas
cores
secundarias,
 estarão
exatamente
as
cores
primarias
do
sistema
aditivo
 e
no
centro,
onde
as
três
ores
subtrativas
se
sobrepõem,
o
 preto
é
produzido
por
não
deixar
que
nenhuma
luz
 escape.
 
 










 
 Sistema
aditivo
e
subtrativo,
respectivamente.
 
 
 6

  • 7. 
 Roda
de
cores
 A
roda
de
cores,
também
conhecida
como
rosácea,
é
a
 representação
circular
do
espectro
de
cores.
Ela
serve
 para
explicar
a
relação
existente
entre
as
diferentes
cores
 e
é
parte
essencial
da
teoria
das
cores.
A
roda
de
cores
 também
ilustra
a
classificação
das
cores,
servindo
como
 um
referência
rápida
de
cores
primárias,
secundárias
e
 terciárias
e
ainda
pode
ajudar
um
designer
a
escolher
com
 sucesso
um
esquema
cores.
 T
 S
 P
 T
 T
 P
 S
 T
 T
 S
 P
 T
 
 
 
 7

  • 8. Existem
esquemas
de
cores
padrões
dentro
de
uma
 rosácea.
Dentre
eles:
 
‐
o
monocromático
é
a
um
esquema
de
uma
cor
só.
 
 
 ‐
o
complementar
ou
de
contraste
de
cores
é
o
que

 compreende
duas
cores
opostas
na

roda
de
cores.

É
um
 esquema
vibrante
devido
ao
contraste.
 
 ‐
o
split­complementary
(esqueci
o
nome
disso
em
 português)
possui
três
cores,
duas
adjacentes
a
cor
 complementar
da
cor
principal.
 
 ‐
o
triádrico
corresponde
a

qualquer
esquema
de
três
 esquema
de
três
cores
eqüidistantes
dentro
da
roda.
Esse
 esquema
causa

 
uma
tensão
na
visão.
 
 
 8

  • 9. 
 ‐
o
análogo
é
qualquer
um
que
possua
duas
cores
 exatamente
seguintes,
o
que
permite
também
o
uso
de
 três
cores
consecutivas
na
rosácea.
É
um
esquema
 harmonioso
e
natural.
 
 ‐
o
complementar
mútuo
equivale
o
triádrico
e
a
 complementar
da
cor
que
represente
a
cor
central.
 
 
‐
o
complementar
próximo
é
o
formado
por
duas
cores,
 onde
a
segunda
equivale
a
uma
das
cores
adjacentes
da
 complementar
da
primeira.

















































 
 
 
‐
o
duplo
complementar
corresponde
a
dois
esquemas
 complementares
consecutivos. 
 
 9

  • 10. 
 Sistema
de
cores
 Partindo
dos
sistema
aditivo
e
do
subtrativo
de
cores
 surgiram
os
dois
principais
sistemas
de
cores,
o
RGB
e
o
 CMYK,
respectivamente.
 O
RGB,
cuja
sigla
se
refere
a
red,
blue
e
green,
 exatamente
o

vermelho,
o
verde
e
o
azul
do
sistema
 aditivo,
é
o
sistema
usado
nos
meios
eletrônicos,
pois
 correspondem
a
cores
primárias
da
luz.
 
 O
CMYK
é
o
sistema
usual
de
impressão,
baseado
no
 sistema
subtrativo
de
cores.
Sua
sigla
significa
cyan,
 magenta,
yellow
e
key,
respectivamente,
ciano,
magenta,
 amarelo
e
preto.
Quase
todas
as
cores
podem
ser
 impressas
combinando‐se
essas
quatro
cores.
 
 
 Outros
sistemas
de
cores
são
o
Pantone,
o
 10
 Fluorescente
e
o
Metálico.

  • 11. 
 Aplicação

 
 Uso
no
Illustrator
 Escolhida
uma
cor,
se
você
for
na
janela
Color
Guide,
ela
te
 dará
várias
opções
de
esquemas
de
cores
 complementares,
triádricos,
análogos,
monocromáticos,
 entre
outros.
 
 

 No
ícone
mais
a
esquerda
da
parte
inferior
dessa
 janela,
um
retângulo
formado
por
seis
cores,
existe
várias
 opções
de
esquemas
de
cores
já
prontos
com
temáticas
 como
desde
Art
History
até
Ice
Cream.
 
 
 11
 

  • 12. 
 
 No
ícone
a
direita
deste,
equivalente
a
uma
roda
de
 
 cores,
existe
a
opção
de
se
escolher
manualmente
o
seu
 esquema
destas,
além
da
opção
de
já
escolhidas
as
cores
 do
sistema,
você
mexer
na
saturação
e
no
brilho
delas. 
 
 
 12

  • 13. 
 Psicologia
da
cor

 
 Realidade
Sensorial
 Não
é
demais
repetir
que
a
cor
é
uma
realidade
 sensorial
à
qual
não
podemos
fugir.
Além
de
atuarem
na
 emotividade
humana,
as
cores
produzem
uma
sensação
 de
movimento,
uma
dinâmica
envolvente
e
compulsiva.
 

 Vemos
o
amarelo
transbordar
de
seus
limites
 espaciais
com
uma
tal
força
expansiva
que
parece
invadir
 os
espaços
circundantes;
o
vermelho
embora
agressivo
 equilibra‐se
sobre
si
mesmo;
o
azul
cria
a
sensação
do
 vazio,
de
distância,
de
profundidade.
 
 Reações
emocionais
 Cor
é
um
elemento
de
design
essencial
por
causa
de
 sua
habilidade
inerente
de
causar
reações
emocionais
no
 observador.
Como
conseqüência
as
cores
são
 freqüentemente
descritas
como
termos
sensoriais
como
 “quente”,
“frio”,
“calma”
ou
“excitante”
e
a
maioria
das
 cores
estão
associadas
com
adjetivos
particulares,
como,
 por
exemplo,
o
vermelho
é
geralmente
é
quente
e
 excitante,
enquanto
o
azul
é
frio
e
reservado.


 
 
 
 
 13

  • 14. 
 Significado
 Vermelho
 

 O
vermelho
é
a
cor
dos
esportes
de
velocidade,
da
 raiva,
do
perigo,
do
sangue
e
da
roupa
sexy.
Estudos
 indicam
que
ver
essa
cor
libera
epinefrina
no
seu
corpo,
 um
agente
químico
que
causa
aumento
da
velocidade
da
 sua
respiração,
do
batimento
do
seu
coração
e
aumenta
 sua
pressão.
Ou
seja,
o
vermelho
pode
ser
fatal.
 
 O
vermelho
é
excitante,
dinâmico
e
cheio
de
energia.
 Ele
é
provocativo,
sedutor
e
estimula
o
apetite.
Ou
seja,
ele
 é
o
Ronald
McDonald.
 Rosa
 

 O
rosa
é
morno,
excitante,
divertido
e
uma
cor
 feminina.
Ele
é
fortemente
associado
com
amor,
romance
 e
com
uma
vida
saudável.
 
 Dependendo
da
carga
de
vermelho
que
essa
cor
 carregar,
o
rosa
pode
ser
mais
vivo
e
jovem,
ou
mais
 delicado
e
maduro.
 Laranja
 

 O
laranja
é
uma
das
cores
mais
quentes.
Ele
é
 extrovertido
e
brincalhão,
ele
demanda
atenção
e
é
um
 apelo
perfeito
para
crianças
e
adolescentes.
Por
ter
parte
 da
carga
de
paixão
do
vermelho
e
de
alegria
do
amarelo,
o
 laranja
traz
a
sensação
de
conforto.
 
 
 14

  • 15. 
 
 Amarelo
 

 O
amarelo
é
uma
cor
alegre
e
viva.
Ele
carrega
a
idéia
 da
luminosidade
do
sol
e
das
flores
da
primavera,
por
isso
 é
ligado
a
estações
quentes.
 
 O
amarelo
é
uma
cor
versátil,
conseguindo
 representar
vários
estados
emocionais,
uma
amarelo
vivo
 está
geralmente
ligado
a
felicidade
e
vitalidade,
enquanto
 um
amarelo
mais
esverdeado
tem
ligação
mais
com
 doença
e
enfermidade,
já
outro
tipo
de
amarelo
pode
ter
 uma
carga
cítrica
ou
remeter
a
covardia
dependendo
do
 contexto.
 Azul
 

 O
azul
remete
ao
céu
e
a
água.
Ele
tem
essa
conotação
 de
vitalidade,
de
algo
refrescante
e
de
preservação
natural
 devido
a
ligação
com
a
água.
É
uma
cor
relaxante
e
 calmante.
É
universalmente
entendida
como
uma
cor
fria.
 Verde
 

 O
verde
é
a
cor
do
bem‐estar,
da
natureza
e
do
meio
 ambiente,
por
sua
ligação
com
as
florestas
e
com
as
 plantas.
Ele
indica
vida,
saúde
e
novos
começos.
É
uma
cor
 calmante,
que
possui
harmonia
e
estabilidade.
 Roxo
 

 O
roxo
é
uma
cor
equilibrada
entre
quente
e
fria.
É
 uma
cor
de
autoridade
que
denota
nobreza,
 espiritualidade
e
cerimônia.
Tem
também
a
conotação
de
 magia
e
encantamento.
 
 Mas
o
roxo
pode
ser
usado
com
uma
conotação
 negativa
também,
indicando
crueldade
e
arrogância.
 
 15

  • 16. 
 Branco
 

 O
branco
é
a
cor
da
pureza,
da
bondade,
da
limpeza,
 da
simplicidade
e
da
paz.
Por
isso
é
usada
em
hospitais.
 Também
é
usada
em
casamentos,
por
ter
ainda
a
 conotação
divina,
celestial.
Em
alguns
lugares,
é
ligada
ao
 funeral
e
a
morte.
 Preto
 

 O
preto
é
a
negação
da
cor.
Para
a
maioria
das
 culturas,
esta
é
cor
da
morte
e
do
mistério.
É
uma
cor
 conservadora
e
séria
e
ainda
assim,
sexy,
elegante
e
 sofisticada,
basta
ver
os
eventos
Black‐tie
e
as
limusines
 pretas.
 
 
 16

  • 17. 
 Combinação
de
cores

 
 Palheta
de
cores
 A
roda
de
cores
é
uma
ferramenta
que
pode
ser
usada
 para
selecionar
combinações
harmoniosas
para
uma
peça.
 Cores
escolhidas
de
diferentes
pontos
da
rosácea
darão
 uma
variada
de
cores
complementares,
análogas,
 triádricas,
entre
outras.
 
 Selecionar
uma
combinação
de
cores
que
funcione
 depende
imensamente
da
mensagem
que

se
deseja
 passar.
Em
qualquer
design,
a
cor
dominante
é
suportada
 por
uma
subordinada
e,
na
maioria
dos
casos,
por
pelo
 menos
outra
cor
de
detalhe.
As
cores
tendem
a
gerar
 respostas
especificas
ou
associações
para
o
usuário
e
 entender
essas
reações
ajuda
o
designer
ou
diretor
de
 arte
a
criar
uma
combinação
de
cor
efetiva
que
ira
 reforçar
a
mensagem
que
se
quer
passar.

 
 













 
 
 
 A
paleta
de
cores
acima,
por
exemplo,
transmite
 calma,
são
cores
quietas
e
tranqüilizantes.
A
pacificidade
 da
palheta
se
deve
aos
tons
de
azul
e
roxo
bem
iluminados
 que
dão
um
contraste
agradável
com
o
branco
do
fundo.
 
 17

  • 18. 
 A
cor
na
publicidade

 
 Introdução
 O
principal
papel
da
publicidade
é
vender.
Todos
os
 dias
a
televisão,
as
revistas,
os
jornais,
as
malas‐diretas,
os
 outdoors
e
tantos
outros
meios
disputam
espaços
para
a
 conquista
dos
consumidores.
Nessas
batalhas
pelas
 vendas,
as
regras
são
pouco
respeitadas.
Vale
tudo.
Às
 vezes,
ganha
a
criatividade;
outras,
a
contabilidade.
Um
 dia,
a
emoção.
Outro,
a
razão.
A
verdade
é
que
qualquer
 artifício,
bom
ou
não,
é
explorado.
A
cor,
como
você
já
 sabe,
é
fator
predominante
nessa
guerra,
exatamente
pela
 influência
psicológica
que
exerce
sobre
nós,
simples
 mortais.
 
 Para
que
o
resultado
do
trabalho
seja
positivo
na
luta
 entre
concorrentes
x
consumidores,
a
primeira
coisa
que
 o
Diretor
de
Arte
tem
que
saber
ao
definir
a
cor
que
será
 usada
na
comunicação
é
se
o
produto
identifica‐se
com
o
 psicológico
ou
com
o
racional.
Isso
faz
toda
diferença.
Os
 consumidores
compram
por
emoção
e
por
razão.
A
 compra
pela
emoção
é
aquela
em
que
o
consumidor
é
 pego
de
surpresa.
Identifica‐se
com
o
produto,
gosta,
é
 atraído
por
ele.
Não
planeja
a
compra.
É
conquistado,
 fisgado
pelo
produto.
A
compra
pela
razão,
embora
 amparada
pela
emoção
nalguns
casos,
é
aquela
que
 envolve
o
planejamento
e
a
necessidade.
Nos
dois
casos,
a
 cor
tem
um
importante
papel.

 
 
 18

  • 19. 
 Menos
feeling,
mais
pesquisa
 A
maioria
dos
Diretores
de
Arte
escolhe
as
cores
pela
 analise
pessoal
e
pela
experiência,
poucos
pesquisam.
 
 O
feeling,
com
certeza,
ajuda
muito
nessa
hora.
 Todavia,
conhecimento
é
fundamental.
Quanto
mais
você
 souber
melhor.
Assim,
vai
estar
preparado
para
enfrentar
 o
gosto
pessoal
do
atendimento,
do
dono
da
agência
e
do
 cliente.
 
 A
cor
que
vende
 É
fato
incontestável,
a
grande
influencia
da
cor
sobre
 o
ser
humano,
tanto
sob
o
ponto
de
vista
fisiológico,
 quanto
psicológico.
E
este
último
pode
ser
tanto
racional
 quanto
emocional.
 
 A
cor
adequada
a
ser
uma
usada
em
uma
mensagem,
 depende
da
mensagem
e
do
contexto
da
mensagem.
O
 significado
da
cor
depende
do
contexto
cultural
do
 público‐alvo,
do
sexo
deste,
da
idade,
da
classe
social,
do
 estado
de
espírito
dele
e
até
da
influencia
geográfica.
 
 Publicidade
pode
ser
feeling,
mas
quanto
mais
 embasado
for,
menor
a
chance
de
erro.
 
 
 19

  • 20. 
 A
cor
na
embalagem
 Pensar
em
aplicar
a
cor
à
embalagem
é,
algo
que
deve
 vir
depois
da
observação
intensa
do
mercado
consumidor
 e
das
características
do
produto.
 
 Numa
embalagem,
a
cor
é
o
fator
que,
em
primeiro
 lugar,
atinge
o
olhar
do
comprador.
Portanto
é
para
ele
 que
devem
se
dirigir
os
primeiros
cuidados,
 principalmente
se
considerarmos
as
ligações
emotivas
 que
envolve
e
seu
grande
poder
sugestivo
e
persuasivo.
 
 A
cor,
portanto,
é
o
fator
que
chama
a
atenção
do
 consumidor,
os
outros
detalhes
de
cor
da
embalagem
 contrastando
determinada
informação
em
detrimento
de
 outras
provoca
a
continuidade
do
olhar
do
consumidor
e,
 no
final,
a
carga
emotiva,
a
persuasão
e
a
confiança
que
a
 embalagem
passar,
muito
por
causa
da
cor,
será
 determinante
para
fixação
do
produto
e
aquisição
deste.
 Embalagem
de
bronzeador
da
NIVEA.
O
 marrom
faz
um
clara
referência
ao
tom
de
 pele
bronzeada,
além
de
ser
uma
cor
 confortável
e
associada
ao
bem
estar.
As
 outras
cores,
como
o
azul,
o
dourado
e
o
 branco
são
mais
algumas
referencias
ao
 
 verão,
além
de
pontos
de
contraste
para
 prender
a
atenção
do
consumidor.
 
 20

  • 21. 
 A
cor
na
marca
 A
marca,
em
geral,
tem
por
finalidade
impactar
o
 consumidor
e
fazê‐lo
memorizar
o
nome
da
empresa
ou
 produto.
A
cor
é
fundamental
nesse
processo,
não
só
pela
 carga
de
significado
que
ela
carrega,
mas
também
por,
 quando
se
mantém
esta
fixa
na
marca,
o
consumidor
ligar
 sempre
essas
cores
à
empresa
ou
produto.
 
 A
cor
nos
anúncios
 É
inegável
que
o
anúncio
publicitário
realizado
nos
 contrastes
de
branco
e
preto
tem
um
poder
atrativo
muito
 grande.
É
um
contraste
agradável
à
vista
e
com
um
 inquestionável
poder
de
impacto.
Mas
nem
por
isso
 deixamos
de
constatar
que
as
combinações
de
cores
 possuem
um
poder
de
sugestão
muito
maior,
atuando
 diretamente
sobre
a
parte
sensorial
do
individuo,
 especialmente
se
a
peça
publicitária
for
executada
por
 alguém
com
bons
conhecimentos
psicossociológicos.
 

 O
poder
de
fixar
a
atenção
e
conseguir
do
consumidor
 uma
rápida
assimilação
da
mensagem
está
ligado
 intimamente
à
simplicidade
da
imagem,
à
sua
precisão,
ao
 destaque
dado
ao
fato
que
mais
interesse
representa,
isto
 é,
ao
foco
onde
se
centraliza
a
idéia
assimilada.
A
cor
mais
 destacada
nesse
local,
ou
só
utilizada
dentro
de
um
capo
 neutro,
tem
a
capacidade
de
ser
um
estimulo
na
retina.
 
 
 21

  • 22. 
 O
contraste
das
cores
contribui
para
aumentar
o
grau
 de
atenção
dos
anúncios
coloridos.
Pelo
sábio
uso
dos
 tons,
a
mensagem
escrita
também
pode
se
tornar
mais
 sensível,
mais
dramática
e
com
a
capacidade
de
ser
lida
 mais
rapidamente.
 

 O
nível
de
atenção
para
um
anuncio
de
quatro
cores
é
 7%
maior
do
que
um
preto
e
branco,
porém
o
impacto
do
 anuncio
colorido
é
muito
maior.

 
 O
anúncio
da
campanha
“Summer
of
 Colours”
da
Ray‐Ban,
é
um
anúncio
 chamativo
de
alto
contraste,
até
pelo
apelo
 ser
para
o
público
jovem,
as
cores
amarelo,
 azul
e
vermelho
são
referências
claras
ao
 verão,
que
é
foco
da
campanha.
Além
disso,
 o
preto
contrasta
com
o
conjunto
de
cores
 intensas
da
peça
 
 Não
só
de
altos
contraste
e
 cores
vivas
se
fazem
os
 anúncios.
Nessa
peça
da
 WWF,
o
verde
e
o
vermelho
 perdem
seu
tom
vivo
e
 ganham
um
ar
mais
 triste
e
sério,
devido
a
 saturação
reduzida
das
 cores.
O
contraste
nessa
 peça
se
faz
com
a
caneca
 branca,
que
tem
esse
tom
 sujo
e
fraco
de
branco
no
 lugar
de
uma
cor
mais
 
 reluzente.
 
 22

  • 23. 
 A
cor
nos
grandes
formatos
 Os
olhos
são
atraídos
pelas
imagens
e
suas
cores.
Num
 ambiente
de
grande
“poluição”
visual,
o
que
vale
–
além
 de
uma
boa
idéia
–
é
o
impacto,
a
diferenciação,
o
 contraste.
Isso
se
consegue
com
as
cores.
 
 Escolher
uma
cor
para
um
outdoor
ou
painel
de
 grande
formato
segue
o
mesmo
principio
de
um
anuncio,
 embora
sejam
mídias
diferentes.
Como
a
poluição
visual
é
 maior
e
o
tempo
de
visibilidade,
menor,
escolher
cores
 chamativas
facilita
a
visibilidade.
Outra
preocupação
é
 com
a
luminosidade.
À
noite,
com
pouca
luz,
a
visibilidade
 é
prejudicada,
ou
seja,
você
tem
que
pensar
em
uma
 conjunto
de
cores
que
sejam
visíveis
tanto
de
manhã
 quanto
de
noite.
 
 Oudoor
com
alto
contraste
das
cores
com
o
fundo.
Ele
ficava
em
cima
de
um
prédio
razoavelmente
 alto
e
podia
ser
visto
de
muito
longe.
Além
disso,
tem
uma
publicidade
parasita
muito
foda
hehe.
 
 23

  • 24. 
 A
cor
na
televisão
 Quando
a
televisão
ainda
era
em
preto
e
branco,
as
 imagens
pareciam
mais
poéticas.
Luzes
e
sombras
 desenhavam
a
cena
e,
mesmo
sem
cores,
eram
admiradas.
 Maquiagens
eram
carregadas
em
seus
tons
para
garantir
 expressão
no
vídeo.
O
batom
sempre
era
mais
escuro.
As
 sombras
dos
olhos,
os
penteados,
as
roupas,
tudo
era
 trabalhado
para
um
resultado
mais
contrastante
e
 atraente
para
o
espectador.
Com
a
cor,
a
coisa
mudou.
 Todo
o
conceito
de
maquiagem,
roupas
e
luzes
foi
 repensado.
Traduzir
a
realidade
passou
a
ser
mais
 verdadeiro
do
que
teatral.
Mas,
ainda
hoje,
mesmo
 acostumados
com
o
mundo
colorido
da
televisão,
tanto
o
 Diretor
de
Arte
quanto
o
diretor
de
comerciais
precisam
 se
preocupar.
 
 Primeiro,
a
harmonia.
É
fundamental
que
as
cores
do
 cenário,
das
roupas
dos
figurantes
e
atores,
da
 maquiagem
e
dos
objetos
de
cena
estejam
se
justapondo.
 Um
não
deve
se
sobrepor
demais
às
outra,
salvo
o
caso
em
 que
isso
seja
proposital.
Para
que
isto
esteja
de
acordo,
a
 empresa
responsável
pelo
comercial
arca
com
produtores,
 figurinistas,
cenógrafos
e,
é
claro,
o
diretor.
Portanto,
a
 preocupação
do
Diretor
de
Arte
será
tão‐somente
a
de
 observar
e,
se
for
o
caso,
palpitar
um
pouco.
Não
há
muito
 o
que
fazer.
Mesmo
porque
na
ilha
de
edição
é
que
o
 comercial
realmente
ganha
vida.
É
nela
que
as
fusões
e
os
 ajustes,
inclusive
de
cores,
são
feitos.
 
 
 24

  • 25. 
 A
cor
para
a
internet
 A
principio,
parece
que
não
existe
nada
ser
dito.
 Basta
entrar
nas
páginas,
visitar
esse
ou
aquele
site
e
 pronto,
tudo
que
você
precisava
saber
sobre
cores
já
 aprendeu.
É
mais
ou
menos
isso
mesmo.
E
é
assim
porque
 os
criadores
fazem
quase
sempre
a
mesma
coisa.
 
 Antes
de
definir
as
cores
para
um
site,
saiba
para
 quem
o
site
será
direcionado.
Público
jovem,
adulto.
 Alegres,
comportados.
É
o
mesmo
princípio
das
peças
 gráficas.
Embora
sejam
mídias
completamente
diferentes,
 nalguns
aspectos
possuem
a
mesma
essência
visual.
A
 forma,
a
interatividade
e
o
sistema
de
cores
mudam.
Mas
 as
preocupações
são
as
mesmas
quanto
as
combinações.
 Não
carregar
demais
nas
cores,
dar
importância
ao
 contraste,
ser
harmônico,
tudo
conta
na
hora
de
fazer
um
 site.
 
 
Meu
deus
do
céu!
Entrem
e
sofram.
 
 25

  • 26. 
 A
cor
como
recurso
 criativo

 
 A
cor
como
elemento
principal
 Além
de
sua
importância
na
mensagem
publicitária,
a
 cor
somente
pode
transmitir
a
mensagem
em
si.
É
o
que
 se
observa
na
campanha
feita
pela
TVA,
acho
que
de
 Londres,
não
sei
bem,
enfim,
era
uma
campanha
falando
 da
programação
em
TV
digital.
Nela
eles
diziam
“se
com
2
 (ou
3
em
alguns
casos)
você
consegue
saber
qual
é
o
filme,
 imagine
o
que
não
pode
fazer
com
16
milhões
de
cores”.
 
 


 
 


Adivinhem.
 
 26

  • 27. 
 



 
 
 

 E
olha
que
esse
foi
só
um
exemplo
que
eu
achei
 de
uso
criativo
da
cor
na
propaganda
 
 27

  • 28. 
 Exercício

 
 Pesquisa
e
prática
 Como
eu
falei
na
palestra,
esse
exercício
é
simples,
 muito
simples
mesmo.
Não
quero
transformar
ninguém
 em
um
expert
em
cores,
quem
tem
que
querer
isso
são
 vocês,
minha
intenção
é
criar
um
hábito,
um
hábito
de
 pensar
a
cor
antes
de
usar,
de
ser
mais
pesquisa
e
menos
 feeling.
 

 Serão
cinco
exercícios:
 1)
Escolha
uma
embalagem
e
justifique
o
uso
das
cores.
 Isso
vai
servir
pra
fixar
a
idéia
de
que
as
cores
ali
não
são
 apenas
harmônicas
e
agradáveis,
mas
intencionais
do
 ponto
de
vista
de
significado.
 2)
Escolha
uma
publicidade
–
anúncio,
VT,
o
que
for
–
e
 faça
o
mesmo,
justifique
as
cores.
Exemplo,
porque
 propaganda
de
cerveja
tem
aquele
tom
dourado.
 3)
Monte
uma
palheta
de
cores
direcionada
a
um
público‐ alvo.
Defina
sexo,
idade,
classe
social,
todas
as
 características
que
puder
e
pesquise
as
melhores
cores
 para
aquele
público.
Use
de
3
a
5
cores.
 4)
Monte
outra
palheta
de
cores,
só
que
dessa
vez
 temática.
Exemplo:
eu
quero
fazer
sobre
Sushi,
então
vou
 montar
uma
palheta
com
a
cor
da
alga,
do
arroz
e
do
 salmão,
vou
equilibrar
assim,
contrastar
assado.

 5)
Monte
uma
última
palheta,
nesse
caso
uma
que
passe
 uma
sensação.
Mistério,
calma,
suspense,
não
importa
 qual
for,
defina
uma
e
pesquise
as
cores
ideais
pra
passá‐ 
 la.
Repito,
pesquise
as
cores
ideais
para
passá‐la
x]
 28

  • 29. 
 
 Bibliografia

 
 Direção
de
arte,

 do
Newton
César.
 
 Psicodinâmica
das
cores
em
 Comunicação,
de
Modesto
Farina

 
 A
cor
como
informação,

 de
Luciano
Guimarães
 
 Colour
‐
Basic
Design
5,

 de
Ambrose
/
Harris
 
 PS.:
Eu
não
sei
fazer
bibliografia,
não
 tem
edição,
nem
editora.
Sorry.
 
 
 
 29


×