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Projeto de Pesquisa - Doutorado - ECA
 

Projeto de Pesquisa - Doutorado - ECA

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Meu projeto de pesquisa como requisito parcial para participar da prova de doutorado na ECA/Usp

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    Projeto de Pesquisa - Doutorado - ECA Projeto de Pesquisa - Doutorado - ECA Document Transcript

    • Programa: Ciência da Informação Área de Concentração: Cultura e Informação Linha de Pesquisa: Acesso a Informação Título do Projeto: Metadados e Redes de  Colaboração em Ciência da Informação:  uma proposta de análise de redes de co­ partipação em uma federação de bibliotecas  digitais no modelo Open Archives Initiative. Nível: Doutorado Dalton Lopes Martins
    • Título: Metadados e Redes de Colaboração em Ciência da Informação: uma proposta de análise de  redes de co­participação em uma federação de bibliotecas digitais no modelo Open Archives  Initiative. Resumo:  As   bibliotecas   digitais   têm   se   tornado   importantes   provedores   de   dados   ao   fornecerem  metadados de suas publicações utilizando o modelo Open Archives Initiative. Como forma de  estudar e dar visibilidade às redes de colaboração na produção da pesquisa que estruturam o  campo de conhecimento da Ciência da Informação, propomos a análise da formação de redes  sociais nas participações em bancas de defesa, através do processamento de metadados. 2
    • 1. Introdução A Ciência da Informação, enquanto escopo de seu campo de conhecimento ocupa­se  com   a   geração,   coleta,   organização,   interpretação,   armazenamento,   recuperação,  disseminação, transformação e uso da informação, com ênfase particular, na aplicação   de  tecnologias modernas, segundo Capurro; Hjorland (2007). Tal escopo de estudo permite a  identificação de um intenso fluxo de circulação da informação em todas as etapas através de  diversos   atores   sociais   envolvidos,   dentre   eles,   os   grupos   que   formam   seus   sistemas   de  informação e suas formas de conexão.  O envolvimento dos atores sociais nesse fluxo se dá através de verdadeiras redes de  acesso,   produção,   compartilhamento   e   colaboração   em   torno  da   informação.     Surge  aqui,  portanto, o conceito de rede como possibilidade de estrutura de apoio para pesquisa e estudo  no   campo   da   Ciência   da   Informação,   em   suas   diversas   etapas   de   interesse.   Conforme  Marteleto (2007), o conceito de rede é apresentado como conceito operatório­metodológico,  que   se   movimenta   nas   análises   realizadas   no   campo   de   estudos   da   comunicação   e   suas  questões. Este   projeto   de   pesquisa   tem   por   intenção   aplicar   esse   conceito   operatório­ metodológico, por meio da análise de redes sociais, no estudo das redes de co­autoria de  produção   científica   no   campo   da   Ciência   da   Informação,   tendo   como   foco   de   análise   os  repositórios de documentos da área em bibliotecas digitais que operem segundo o modelo  Open Archives Initiative.  As   bibliotecas   digitais   vêm   ganhando  relevância   como   alternativas   para   facilitar   o  acesso, a publicação e recuperação da informação de acordo com Ferreira (2007), tornando­se  espaços   de   relativa   importância   para   pesquisadores   compartilharem   o   resultado   de   seus  3
    • trabalhos e acessarem o de seus pares. Dessa forma, o objetivo do uso da metodologia de  análise   de  redes  sociais,  no  contexto das   bibliotecas   digitais   segundo Marteleto  (2001),   é  perceber os fluxos de informação, as reciprocidades e as construções sociais e simbólicas dos  grupos estudados.  A importância da análise de redes sociais, enquanto conceito operatório­metodológico,  é  ainda  maior para o campo da Ciência da Informação, pois  a metodologia adquire  duas  grandes funções, de acordo com Oliveira e Silva (2006): serve para análise da sua própria  produção científica, da mesma forma que para qualquer área do conhecimento e, ao mesmo  tempo,   constitui   uma   ferramenta   complementar   aquelas   já   empregadas   nas   análises  bibliométricas.  Segundo o edital 2009 do programa de pós­graduação em Ciência da Informação, a  área   de   concentração   “Cultura   e   Informação”   tem   por   objetivo   relacionar   a   Ciência   da  Informação ao escopo das Ciências Sociais Aplicadas, permitindo, dessa forma, ampliar a  contextualização social­cultural da área. Já a linha de pesquisa “Acesso a informação”, dentro  dessa contextualização, atua em “estudos bibliométricos, cientométricos e informétricos da  produção científica e tecnológica, além de pesquisa, concepção, planejamento, implementação  e avaliação de sistemas e produtos informacionais”.  Entendemos que este projeto de pesquisa, tendo por objetivo estudar as redes sociais  na   área   de   Ciência   da   Informação,   através   da   análise   dos   metadados   de   sua   produção  científica,   atua   exatamente   nessa   contextualização   social­cultural   da   área,   pesquisando   e  interagindo nos sistemas informacionais das bibliotecas digitais, sendo adequado ao programa  e à linha de pesquisa indicada. 4
    • 2. Objeto: Os   pesquisadores   de   uma   determinada   área   do   conhecimento   sistematizam   suas  pesquisas   em   artigos   e   publicações   que   tem   por   objetivo   informar   ao   grupo   de   pessoas  interessadas nessa área de seus avanços e descobertas. De que forma esses pesquisadores se  organizam entre si na produção de suas pesquisas? De que forma interagem? De que forma  ultrapassam   as   fronteiras   das   instituições   que   pertencem   e   atuam   em   colaboração   com  membros de outros grupos de pesquisa?  Sabemos  que a  produção de  conhecimentos  raramente  acontece  isoladamente,   mas  inseridos em amplas redes das quais fazem parte os laboratórios, as universidades, os órgãos  nacionais e internacionais, seus sistemas de informação, dentre outras múltiplas mediações.  Como essas redes são formadas? Como elas evoluem no tempo? Dessa   forma,   pretende­se   estudar   por   que   esses   pesquisadores   colaboram   em   suas  pesquisas   permite   visualizar   os   grupos   que   formam   entre   si,   permitindo   também   dar  visibilidade  a  dinâmica  como  esses  atores   atuam  e  como  se  relacionam  em  torno de  sua  produção, formando redes de colaboração, muitas vezes inter­institucionais e internacionais.  A idéia de rede, como conceito ou metáfora, torna­se importante para estudar os processos  coletivos de produção de conhecimentos, bem como o sistema de posição dos atores e as  disputas no campo científico, os capitais sociais, informacionais e simbólicos investidos nas  práticas   e   políticas   de   pesquisa,   a   interação   dos   atores   humanos   e   não­humanos   e   suas  complexas mediações nas redes sócio­técnicas de conhecimentos, Marteleto (2007). Realizar  o   r   essas   interações   permite   visualizar   a   dinâmica   de   conexão   entre   diversos   grupos   de  pesquisa,   segundo   Meadows   (1999),   pois   os   pesquisadores   mais   atuantes   normalmente  desempenham um papel principal na comunicação tanto dentro quanto entre os grupos. Seus  5
    • contatos com outros grupos são feitos com os pesquisadores principais desses grupos. O objeto deste projeto de pesquisa é o acesso e utilizar os metadados de publicações na  área de Ciência da Informação, fornecidos por repositórios de bibliotecas digitais, como o  projeto Reposcom e UNIVERCIENCIA.Org por Ferreira (2007a), para estudar a formação de  redes   sociais   entre   pesquisadores   da   área   através   da   análise   da   co­participação   de  pesquisadores em bancas de defesa de tese. O desenvolvimento do projeto permitirá realizar  sistematicamente estudos de formação de redes de colaboração em publicações ao longo do  tempo, permitindo o mapeamento dos processos coletivos de produção de conhecimento, bem  como a avaliação da posição de centralidade dos atores e sua alteração ao longo do tempo.  Escolhemos o indicador de co­participação para esse estudo, pois ele é o mais óbvio indicador  de interações, segundo Mahlck (2000), que irá refletir a estrutura de um grupo de pesquisa.  Normalmente, os estudos de formação de redes sociais são estáticos, ou seja, dados de  relacionamentos   são   coletados   para   a   apresentação   da   rede   tal   como   se   encontra   num  determinado momento no tempo. Raros são os estudos que se preocupam com essa questão  evolutiva ao  longo  do tempo,  como  encontramos  em  Brandão  (2007).  Uma das   possíveis  razões   da   dificuldade   de   encontrarmos   estudos   nesse   campo   tem   relação   com   o   fato   da  dificuldade de sistematização manual das  informações  necessárias  para gerar a análise  de  redes sociais. Vemos em Oliveira e Silva (2006) que no Brasil, ainda são poucos os estudos  que utilizam essa metodologia de análise de redes sociais, e as referências na área de Ciência  da Informação são reduzidas.  Entendemos que a relevância e originalidade deste trabalho se encontra na busca pela  automatização do processamento de metadados no padrão Open Archives Initiatives, sendo o  foco a produção de análises de redes sociais baseadas em co­participação em bancas de defesa  de tese  depositadas em bibliotecas digitais na área da Ciência da Informação no Brasil.  6
    • 3. Quadro Teórico de Referência: O crescimento contínuo nas últimas décadas do uso de sistemas de informação digitais  gera, por conseqüência, a disponibilização de uma grande quantidade de dados que podem ser  utilizados   para   as   mais   variadas   formas   e   tipos   de   análise.   Seguindo   esta   tendência,  observamos   que   o   uso   da   análise   de   redes   sociais   vem   crescendo   significativamente   nos  últimos   20   anos,   sendo   que   tal   crescimento   vem   ocorrendo   em   função   do   aumento   da  quantidade de dados disponíveis para análise, do desenvolvimento nas áreas de informática e  processamento dos dados – com o conseqüente aumento do poder computacional à disposição  dos pesquisadores.  Com essa crescente disponibilidade de dados e o uso da análise de redes sociais como  recurso metodológico de apoio surgem novas oportunidades para compreender as interações e  as  estruturas  sociais  formadas  na  produção desses dados, sendo que o uso combinado   de  análise   estatística   das   conexões   e   técnicas   de   visualização   parecem   melhorar   nossa  compreensão de como as redes são estruturadas. Estudar a formação das redes é, portanto,  estudar   a   narrativa,   o   discurso   que   essa   estrutura   forma,   dado   que   redes   e   circuitos  especializados que são, de acordo com Perroti; Pierruccini (2007), discursos, significante e  significado, produto e produção cultural de um tempo e lugar localizados e identificáveis. Alguns estudos de referência vêm aplicando a técnica da análise de redes sociais para  estudos de co­participação utilizando sistemas de informação digitais como apoio, conforme  Oliveira e Silva (2006), Matheus; Oliveira e Silva (2006), Brandão (2007) e Mahlck (2000).  Os estudos mencionados apresentam algumas características em comum:  − trabalham analisando as redes formadas em um ambiente específico de publicação; − apresentam   as   redes   formadas   até   um   determinado   momento   no   tempo,   não  7
    • possibilitando o acompanhamento dinâmico da evolução dessas redes;  − as informações coletadas são manipuladas utilizando técnicas semi­automáticas,  ou seja, a construção das matrizes de análise de redes sociais são desenvolvidas  pelos pesquisadores. O   presente   projeto   de   pesquisa   busca   atuar   num   ambiente   federado   de   bibliotecas  digitais, disponibilizando de forma online e automática a análise e visualização das  redes  sociais formadas.  A vantagem de trabalharmos dessa forma tem relação direta com o fato de  que uma Federação agrega a possibilidade de compartilhar e inter­operar, de maneira mais  efetiva, conhecimentos gerados e armazenados em locais distintos, heterogêneos, dispersos e  em várias plataformas, segundo Ferreira (2007). Dessa forma, a pesquisa busca obter uma  abrangência maior de análise, considerando que os documentos e indicadores de atividade  científica requeridos por pesquisadores, bibliotecas e outros agentes só podem ser obtidos se  houver   a   integração   de   informações   presentes   em   sistemas   heterogêneos,   de   acordo   com  Pacheco;Kern (2001).  No quesito de abrangência, a partir de uma maior interoperabilidade de sistemas, que  propomos   a   utilização   da   iniciativa  Open   Archives  como   referência,   pois   esse   modelo  proporciona alto nível de interoperabilidade, por meio de dois grandes pilares: 1) padrão de  metadados Dublin Core; 2) protocolo de coleta de metadados, denominado OAI­PMH. O uso  desses dois padrões é requisito básico para a implantação desse modelo, segundo Baptista;  Costa; Kuramoto (2007). Vale destacar a importância que essa maior interoperabilidade de  sistemas   tem   para   a   comunicação   científica   como   um   todo,   dado   que   a   iniciativa   de  disponibilizar   para   acesso   livre   a   literatura   científica   mundial   (Open   Archives   Initiative)  modificará grandemente a natureza das publicações científicas, de acordo com Le Coadic  (2004),  bem como o atual sistema de validação do trabalho científico. 8
    • O   conjunto   de   metadados   sugerido   pelo   padrão   Dublin   Core   constitui­se   de   15  elementos básicos, os quais poderiam ser descritos como o mais baixo denominador comum  para   descrição   de   recurso   (equivalente   a   uma   ficha   catalográfica).   Uma   característica  importante do padrão Dublin Core é que ele pode ser extendido, caso os 15 elementos básicos  não   sejam   suficientes   para   determinadas   aplicações,   conforme   explica   Fugisawa   Souza;  Vendrusculo; Melo (2000). A integração dos metadados de vários ambientes de publicação  digital é o que permite a construção de Federações.  Na questão de padrões de metadados, temos que no Brasil, o projeto Biblioteca Digital  Brasileira (BDB) coordenado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia  (IBICT) do Ministério da Ciência e Tecnologia, através de seu conselho técnico­consultivo  aprovou o uso de uma extensão do padrão Dublin Core, o padrão brasileiro de metadados de  teses e dissertações (MTD­BR), que é a referência utilizada para intercâmbio de metadados  entre   o   Sistema   BDTD   (Biblioteca   Digital   Brasileira   de   Teses   e   Dissertações)   e   outros  sistemas. O sistema BDTD se relaciona com as bibliotecas digitais pelo protocolo OAI­PMH  (Open   Archive   Initiative  –   Protocolo   for   Metadata   Harvesting),   reunindo   metadados   em  formato MTD­BR de teses e dissertações1.  Outro caso brasileiro de referência, que utiliza o modelo Open Archives Initiative, é o  OASIS.Br ­ portal brasileiro de repositórios e periódicos de acesso aberto2 ­ permite, por meio  de uma única interface, a pesquisa simultânea em todos os repositórios digitais e periódicos  científicos eletrônicos que utilizam o protocolo OAI­PMH, constituindo­se, nesse sentido, em  um provedor de serviços. A   utilização   do   modelo  Open   Archives   Initiative  tem   como   base   agregar   diversos  1  Site da Biblioteca Digital Brasileira de Dissertações e Teses (BDTD). Disponível em http://www.bdtd.ibict.br  Acesso em 10 out. 2008. 2  Site Open Acess & Scholarly Information System (OASIS.BR). Disponível em: < http://oasisbr.ibict.br> Acesso  em 10 out. 2008. 9
    • ambientes de revistas e bibliotecas digitais, chamados no modelo de provedores de dados, em  ambientes federados, que integram esses provedores. A integração desses provedores de dados  permite a construção do que o modelo Open Archives chama de provedor de serviços, que  funcionam   como   verdadeiros   bancos   de   dados   de   metadados   dos   sistemas   que   integram,  segundo   Marcondes;   Sayão   (2003).   Uma   vez   constituídos   esses   provedores   de   serviços,  diversas operações de manipulação desses metadados podem ser desenvolvidas, visando à  oferta de serviços de consulta integrados, análise de indicadores e, até mesmo, a aplicação das  técnicas de análise de redes sociais, objetivo desta pesquisa.    Buscamos   integrar   este   projeto   às   ações   já   em   andamento   na   linha   de   pesquisa  “Acesso a Informação”, como pode ser observado pelo estudo de mapeamento de repositórios  de   documentos   para   bibliotecas   digitais   e   pelo   desenvolvimento   do   projeto  UNIVERCIENCIA.ORG e Reposcom conforme Ferreira (2007) e Ferreira; Vieira Jr; Melo;  Lima Leite (2007) atuando como um complemento de novas pesquisas para esses trabalhos. 4. Objetivos: 4.1 Objetivos gerais: − Analisar a formação das redes de colaboração entre pesquisadores no campo da Ciência da  Informação no Brasil através da análise de redes sociais de co­participação em bancas de  defesa de tese publicadas nos ambientes das bibliotecas digitais no modelo Open Archives  Initiative; − Pesquisar a relação entre metadados no modelo Open Archives Initiative e as ferramentas  metodológicas de análise de redes sociais.  10
    • 4.2 Objetivos específicos: − Desenvolver uma camada de software experimental de análise de redes sociais baseada em  metadados para provedores de serviço no modelo Open Archives Initiative; − Analisar a formação de clusters de pesquisadores, instituições e áreas de interesse no  campo da Ciência da Informação no Brasil; − Realizar experiência piloto de implantação da solução nos ambientes já em produção,  como o UNIVERCIENCIA.org por exemplo,  e analisar seus resultados; − Realizar pesquisa online de opinião com usuários da experiência piloto para avaliar o  impacto da solução na percepção da estruturação do campo de Ciência de Informação no  Brasil e na formação de redes de colaboração entre os pares. 5. Procedimentos Metodológicos: A realização do projeto de pesquisa pode ser dividida em 6 momentos de referência  pertinentes a diferentes métodos e técnicas que utilizaremos para a investigação: 1. Revisão  bibliográfica:  é  o  momento inicial  da pesquisa,  onde  iremos   organizar   e  compilar as pesquisas na área de redes de colaboração, análise de redes sociais em  redes de co­autoria, co­participação, usos e tendências nos ambientes de bibliotecas  digitais e federação de ambientes digitais. 2. Revisão da tecnologia: é o momento onde iremos estudar e analisar a tecnologia do  modelo   de   referência   para   o   projeto,  Open   Archives   Initiative.  Iremos   estudar   as  especificações   técnicas   do   protocolo   OAI­PMH,   padrão   de   metadados   brasileiro  MTD­BR e o padrão dos bancos de dados dos provedores de serviços. 11
    • 3. Desenvolvimento e implantação de software: é o momento onde, baseado na revisão  de tecnologia, iremos desenvolver uma camada de software que será integrada a um  provedor de serviços. Essa integração tem por objetivo permitir o acesso automático  dos   metadados   coletados,   através   do   mecanismo   de  harvesting  do   protocolo   OAI­ PMH, para análise e visualização de redes sociais de forma online e acessível para  todos os usuários do provedor de serviços.  4. Teste de software: é o momento onde iremos aplicar um plano de testes em conjuntos  restritos e controlados de dados para analisar a eficácia e precisão do software. 5. Análise de redes sociais: uma vez validado o ambiente de análise, iremos avaliar as  redes sociais formadas, sobretudo aplicando medidas de centralidade para identificar  os   principais   autores   e   suas   relações   com   os   demais   e   a   formação   de  clusters  de  autores.  6. Pesquisa   de   opinião   com   os   usuários:  é   o   momento   onde   iremos   oferecer   aos  usuários do provedor de serviços com acesso a área de análise de redes sociais um  questionário online de avaliação e medição do impacto do projeto. Os dados serão  coletados   e   realizaremos   uma   análise   dessas   informações,   de   maneira   a   detectar  tendências para futuras melhorias e novos desenvolvimentos para o projeto. 6. Considerações Finais: A oportunidade de desenvolver um projeto de doutorado conectando tendências no uso  e   acesso   a   informação   no   campo   da   Ciência   da   Informação,   como   os   movimentos   que  promovem o acesso livre a pesquisa científica, com técnicas de análise de redes utilizadas  amplamente em diversos sistemas de redes sociais na Internet (Orkut, Facebook, MySpace,  12
    • etc.) representa uma possibilidade de convergência entre a percepção da dinâmica social em  torno da informação e estruturas de análise que permitam dar visibilidade a essa dinâmica. Consideramos que este projeto vem ao encontro de uma tendência na área de sistemas  de informação em geral que é aumentar a visibilidade da produção de conhecimento coletiva e  integrada, empoderando os grupos participantes com a possibilidade de percepção ampliada  de si mesmo e sua própria produção. 7. Sumário de Pesquisa: Parte I – Análise de Redes Sociais de co­autoria e co­participação no contexto das  Ciências da Informação − Capítulo 1: Introdução a análise de redes sociais e métricas de análise − 1.1 Histórico das Redes Sociais − 1.2 Metodologia de análise das redes sociais − 1.3 Métricas de análise: centralidade, vizinhança, densidade − Capítulo 2: Aplicações da análise de redes sociais no campo das Ciências da  Informação − 2.1 Histórico da Ciência da Informação como campo de pesquisa no  Brasil − 2.2 Apresentação de pesquisas que utilizam a análise de redes sociais  no campo da Ciência da Informação − 2.3 Redes de colaboração e co­participação em pesquisa acadêmica no  campo da Ciência da Informação no Brasil 13
    • Parte II – Modelo Open Archives Initiative − Capítulo   3   –   Bibliotecas   digitais   e   o   Modelo   OAI:   Provedores   de   dados   e  provedores de serviço −  3.1 Histórico das Bibliotecas Digitais no Brasil − 3.2 O modelo Open Archives Initiatives − 3.3 O protocolo OAI­PMH − 3.4 Estrutura dos provedores de dados e provedores de serviços − Capítulo 4 – Metadados e o padrão Dublin Core − 4.1 O padrão Dublin Core − 4.2 O protocolo MTD­BR e MTD­BR2 Parte III – Camada de software de análise de redes sociais − Capítulo 5 – Arquitetura da camada de software − 5.1 Componentes do software − 5.2 Estrutura de transformação de metadados para matriz de análise de  redes sociais − 5.3 Visualização das redes − Capítulo 6 – Desenvolvimento da camada de software − 6.1 Tecnologia utilizada − 6.2 Integração com o provedor de serviço Parte IV – Análise da formação de redes de colaboração de co­participação − Capítulo 7 – Padrões das redes de colaboração e apresentação das métricas − 7.1   Apresentação   das   principais   redes   de   colaboração   no   campo   da  Ciência da Informação detectados nas bases analisadas 14
    • − 7.2 Clusters e redes de colaboração − 7.3 Análise da centralide, hubs e gatekeepers Parte V – Pesquisa on­line com usuários do sistema − Capítulo 8 – Pesquisa online com usuários do sistema − 8.1 Estrutura da pesquisa online: forma de coleta e proposta de dados − 8.2 Metodologia de análise dos dados − 8.3 Resultados da pesquisa e tendências Conclusão − Reflexões e tendências. 8. Referências Bibliográficas: Banco de Dados Biblioteca Digital Brasileira de Dissertações e Teses (BDTD). Disponível  em: http:// www.bdtd.ibict.br acesso em 10 out. 2008. BAPTISTA, Ana Alice; COSTA, Sely Maria de Souza; KURAMOTO, Hélio; RODRIGUES,  Eloy. Comunicação científica: o papel da Open Archives Initiative no contexto do acesso livre.  In: Enc. Bibli.: R. Eletr. Bibliotecon.  Florianópolis, 2007. BRANDÃO,   Wladmir   Cardoso;   PARREIRAS,   Fernando   Silva;   OLIVEIRA   E   SILVA,  Antônio   Braz.   Redes   em   ciência   da   informação:   evidências   comportamentais   dos  pesquisadores   e   tendências   evolutivas   das   redes   de   co­autoria.   In:  Informação   &  Informação, Londrina, v.12, n. esp., 2007. 15
    • CAPURRO, Rafael; HJORLAND, Birger. O conceito de informação.   In:  Perspectivas em  Ciência da Informação.v. 12, n.1, p. 148­207, jan./abr. 2007. FERREIRA,   Sueli   Mara   Soares   Pinto.   REPOSITÓRIO   INSTITUCIONAL   EM  COMUNICAÇÃO:   o   projeto   Reposcom   implementado   junto   à   Federação   de   Bibliotecas  Digitais   em   Ciências   da   Comunicação.   In:  Enc.   Bibli:   R.   Eletr.   Bibliotecon.  Ci.   Inf.,  Florianópolis, n. esp., 1o sem. 2007. FERREIRA,   Sueli   Mara   Soares   Pinto;   VIEIRA   JUNIOR,   Nilson   Carlos;   MELO,   Bianca  Amaro  de; LIMA  LEITE, Fernando César. Em busca de um repositório ideal: análise  de  software   baseado   em   arquivos   abertos.   In:  Revista   Brasileira   de   Biblioteconomia   e  Documentação, Nova Série: São Paulo, v.3, n.2, p.141­159, jul­dez. 2007. FUGISAWA SOUZA, Marcia Isabel; VENDRUSCULO, Laurimar Gonçalves; MELO, Geane  Cristina. Metadados para a descrição de recursos de informação eletrônica: utilização do  padrão Dublin Core. In: Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n 1, jan./abr. 2000. LE   COADIC,   Yves­François.  A   ciência   da   informação.   Brasília:   Briquet   de   Lemos,   2ª  Edição, 2004. LIBERATORE,   Gustavo;   HERRERO­SOLANA,   Víctor;   GUIMARÃES,   José   A.   Chaves.  Análise   bibliométrica   do   periódico   brasileiro   Ciência   da   Informação   durante   o   período  16
    • 2000­2004. In: BJIS, v.1, n.2, p­3­21, jul./dez. 2007. MAHLCK,   Paula;   PERSSON,   Olle.   Socio­bibliometric   mapping   of   intra­departamental  networks. In: Scientometrics, vol. 49, no. 1, 2000. MARCONDES,  Carlos  Henrique;  SAYÃO,  Luís  Fernando.  The  Scielo  brazilian  scientific  journal gateway and open archives. In: D­Lib Magazine, v. 9, n. 3, mar, 2003. MARTELETO,   Regina   Maria.   Análise   de   redes   sociais   –   aplicação   nos   estudos   de  transferência da informação. In: Revista Ciência da Informação. Brasília. v. 1 jan/abr. 2001. ______.   Informação,   rede   e   redes   sociais   –   fundamentos   e   transversalidades.   In:  Revista  Infomação & Informação, Londrina, PR. v. 12, 2007. MATHEUS, Renato Fabiano; OLIVEIRA E SILVA, Antonio Braz. Análise de redes sociais  como método para a Ciência da Informação. In: Revista DataGramaZero, v.7, n.2, abr./2006. MEADOWS, J. Comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1999. OLIVEIRA E SILVA, Antonio Braz et al; Análise de redes sociais como metodologia de  apoio para a discussão da interdisciplinaridade na ciência da informação. In: Revista Ciência  da Informação, v. 35, n. 1, p. 72­93, Brasília jan./abr. 2006. 17
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