Fichamentos - Abril de 2013
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Fichamentos - Abril de 2013

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“Jornada do Herói”

“Para ler Vilém Flusser”

“Introducción a la ciencia de la comunicación”

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  • 1. UNIVERSIDADE DE SOROCABAFichamentos“Jornada do Herói”“Para ler VilémFlusser”“Introducción a laciencia de lacomunicación”Luiz Guilherme AmaralAbril de 2013
  • 2. 2Jornada do HeróiFichamento sobre o artigo produzido por Monica Martinez baseado no trabalhode Joseph Campbell acerca dos padrões narrativos em histórias míticas.AutorMonica Martinez é doutora em Ciências da Comunicação pela ECA-USP e docenteda Universidade de Sorocaba – UNISO.ObrasSQUIRRA, S. ; MARTINEZ, Monica ; LIMA, J. E. R. ; LIMA JR., W. T. ; CRUZ, R. ;SATHLER, L. ; PESSONI, Arquimedes ; GALINDO, D. ; NICOLA, R. ; DUARTE, L. G. ;RENÓ, D. ; ALMEIDA, W. F. . Cibercoms - tecnologias ubíquas, mídias persuasivas.1. ed. Porto Alegre (RS): Buqui, 2012. v. 1. 240p .MARTINEZ, Monica . Professor de Ilusões (romance). 1. ed. São Paulo: Prumo,2012. v. 1. 248p .MARTINEZ, Monica (Org.) ; MENDEZ, R. B. (Org.) ; KUNSCH, Dimas (Org.) ;Pessoni, Arquimedes (Org.) ; HIME, Gisely (Org.) ; Pires, Paulo Sérgio (Org.) ;Capella, Rodrigo (Org.) ; Vargas, Raul Osório (Org.) ; Romanini, Vinicius (Org.) .Mestres da Comunicação. 1. ed. São Paulo: Phorte Editora, 2010. v. 1. 208p .MARTINEZ, Monica . Tive uma ideia! O que é criatividade e como desenvolvê-la.1. ed. São Paulo: Paulinas, 2010. v. 1. 80p .MARTINEZ, Monica . Jornada do Herói: Estrutura Narrativa Mítica para aConstrução de Histórias de Vida em Jornalismo. São Paulo: Fapesp/Annablume,2008. v. 1. 280p .
  • 3. 3O jornalista Thomaz Eloy Martinez, citando o ensaísta americano Hayden White,diz que “a única coisa que o homem realmente entende, a única coisa que ele defato conserva na memória, são os relatos” (p.118).~//~Ao analisar mitos, contos populares e de fadas de todo o mundo, o mitólogonorte-americano Joseph Campbell averiguou a existência de uma estruturabásica que permeia as narrativas míticas. Batizado de Jornada do Herói, estemonomito é cerne do livro O Herói de Mil Faces, publicado em 1949 (p. 118).~//~De forma sintética, Campbell propõe a aventura do herói em 17 etapas, que sãodivididas em três fases:1) A Partida: O Chamado da Aventura; Recusa do Chamado; O AuxílioSobrenatural; A Passagem pelo Primeiro Limiar; O Ventre da Baleia;2) A Iniciação: O Caminho das Provas; O Encontro com a Deusa; A Mulhercomo Tentação; A Sintonia com o Pai; A Apoteose; A Benção Última;3) O Retorno: A Recusa do Retorno; A Fuga Mágica; O Resgate com AuxílioExterno; A Passagem pelo Limiar do Retorno; Senhor de Dois Mundos;Liberdade para Viver.A estrutura descoberta com Campbell é rica, relatando a evolução pela qual oherói passa durante sua jornada em direção a patamares ampliados deconsciência. Além disto, é importante notar que este ganho ultrapassa adimensão pessoal, refletindo-se em nível familiar, comunitárioe, em alguns casos,humanitário (p. 118-119).~//~Vogler sugere adaptações importantes: em primeiro lugar, rebatiza opersonagem principal da história, chamado de herói por Campbell, deprotagonista; em segundo, estabelece um elenco de co-atores de inspiraçãoarquetípica, que acompanha o protagonista em seu desafio; além disto, simplificao método das 12 etapas, dividindo-o na estrutura convencional de roteiros emtrês atos:1) Primeiro Ato: Mundo Comum; Chamado à Aventura; Recusa do Chamado;Encontro com o Mentor, Travessia do Primeiro Limiar;2) Segundo Ato: Testes, Aliados e Inimigos; Provação Suprema; Recompensa;3) Terceiro Ato: Caminho de Volta; Ressurreição; Retorno com Elixir (voltaao cotidiano portando o alvo da busca).Vogler cria, ademais, duas novas etapas. Na primeira, Mundo Comum, contrasta ocotidiano vivdo pelo protagonista com a aventura prestes a começar. Nasegunda, Encontro com o Mentor, ressalta o papel de uma personagem mais
  • 4. 4experiente que induz o protagonista à ação. A etapa Testes, Inimigos e Aliadospermite compreender também outro avanço proposto por Vogler: a definiçãoclara de seis tipos de personagens secundárias ancoradas em modelosarquetípicos. São eles: Mentor; Guardião do Limiar; Arauto; Camaleão; Pícaro;Sombra (p. 119).~//~Com o objetivo de torná-la mais funcional em termos jornalísticos, [o Prof. Dr.Edvaldo] Pereira Lima sintetiza a Jornada do Herói em oito etapas: Cotidiano;Recusa; Desafios; Caverna Profunda; Desafios; Recompensa; Retorno. Opesquisador sugere um elenco de co-atores mais definido que o sugerido porVogler, propondo a terminologia Inimigo e Adversários (enquanto o primeiro é aprincipal motriz que testa o herói, os segundos são competidores que tentambloquear seu caminho) (p. 120).~//~O Experimento evidencia claramente que algumas etapas são encontradas commaior frequência, como a do Chamado da Aventura. Para efeito de estudo, foramselecionados alguns trechos como o do psicólogo Ivandélio Borges dos Santos,escrito pela irmã Margarida Ribeiro, da ordem das carmelitas: (...) (p. 121)~//~A etapa Testes, Aliados e Inimigos apresenta ocorrência elevada. Visto que o serhumano é gregário, espera-se a presença de co-atores. O interessante é que anatureza destes auxiliares pode ser surpreendente, possivelmente em função dosincretismo típico da cultura brasileira (p. 121).~//~Ainda sobre a etapa Testes, Aliados e Inimigos, uma surpresa foi a falta de vilõesnas 12 histórias analisadas. O fato pode ter várias causas. Uma hipótese plausívelé a de que, apesar de terem sido realizados vários encontros para apurar asinformações, estes podem não ter sido suficientes para criar empatia entre osalunos e seus entrevistados, confiança que permitiria uma abertura maior paracontar fatos traumáticos, uma vez que a figura do vilão evidencia os limites doperfilado (p.122).~//~Evidentemente, este desafio atual reforça o esgotamento do modelo tradicionalde jornalismo, abrindo espaço para propostas que contribuam para o resgate dahumanização e do aprofundamento das descobertas jornalísticas (p. 123).~//~
  • 5. 5A Jornada do Herói faz com que os aprendizes da área ampliem sua percepção ecompreensão sobre si mesmos, sobre os seres humanos e, por extensão, sobre arealidade que os cerca. Ponto relevante é o de que seu emprego aumentou aautoconfiança dos alunos, uma vez que chegavam munidos de mais informaçãosobre as possíveis crises vividas pelo entrevistado (p. 124).
  • 6. 6Para Ler VilémFlusserFichamento da obra “Para Ler VilémFlusser”, sobre a produção literária eacadêmica do autor tcheco-brasileiro.AutorJosé Eugenio de O. Menezes é doutor em Ciências da Comunicação (ECA-USP) eprofessor de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero.ObrasMENEZES, J. E. O. (Org.) ; CARDOSO, M. (Org.) . Comunicação e Cultura do Ouvir.1. ed. São Paulo: Plêiade, 2012. v. 1. 494p .MENEZES, J. E. O. (Org.) ; MARTINO, L. M. S. (Org.) . Processos e ProdutosMidiáticos. 1. ed. São Paulo: Plêiade, 2010. v. 1. 170p .MENEZES, J. E. O. . Rádio e Cidade. Vínculos Sonoros.. 1. ed. São Paulo:Annablume, 2007. v. 1. 155p .BAITELLO JUNIOR, N. (Org.) ; GUIMARAES, L. (Org.) ; MENEZES, J. E. O. (Org.) ;PAIERO, D. (Org.) . Os símbolos vivem mais que os homens. Ensaios decomunicação, cultura e mídia.. 1. ed. São Paulo: Annablume, 2006. v. 1. 264p .MENEZES, J. E. O. (Org.) ; CANIZAL, E. P. (Org.) ; IASBECK, L. C. A. (Org.) ; SILVA,M. R. (Org.) ; BAITELLO JUNIOR, N. (Org.) ; CONTRERA, M. S. (Org.) ; UCHTMANN,R. (Org.) ; SANTOS, T. C. (Org.) . Os meios da incomunicação. 1. ed. São Paulo:Annablume, 2005. v. 1. 128p .DIDONÉ, I. M. (Org.) ; MENEZES, J. E. O. (Org.) . Comunicação e Política. A açãoconjunta das ONGs. São Paulo: Paulinas, 1995. v. 1.
  • 7. 7Flusser assume sua condição de eterno migrante, de sujeito desenraizado; tantode pátrias quanto de quaisquer sistemas (p. 19-20).~//~(...) Flusser é um dos pensadores que permitem a compreensão dos processos decomunicação em uma ótica culturalista (p. 20).~//~Flusser reflete em sintonia com uma corrente de estudos marcada porpesquisadores como o historiados de arte AbyWarburg (1886-1929), o jornalistae depois teórico de mídia Henry Pross (1923-2010), o filósofo e sociólogoDietmarKamper (1936-2001) e o historiador da arte Hans Belting (1935) (p. 20).~//~Língua e RealidadeNa primeira parte o autor enfatiza que pretende investigar como a “realidade dosdados brutos é aprendida e compreendida por nós em forma de língua. Essaposição é radical, já que, se for aceita, a realidade em si dos dados brutos se tornainacessível e, neste sentido, vazia” (p. 20).~//~O autor mostra que a correspondência entre língua e realidade é inarticulável,que o conhecedor é o produto e produtor da língua, que as múltiplas línguasrepresentam diferentes cosmos e que o poliglotismo é um método para seultrapassar os limites de uma língua e da visão de mundo expressa pela mesma.~//~O filósofo alemão Ludwig Wittgenstein (1889-1951) define a filosofia como “umconjunto de contusões que o intelecto acumulou ao chocar-se contra os limitesda língua”. Lembra que Wittgenstein fala em língua “como se existisse uma única,nunca considerada a pluralidade das línguas” (p. 20).~//~Flusser argumenta que as chamadas realidade e conhecimento são “categorias dalíngua que variam de língua para língua” (p. 20).~//~O autor mostra que a natureza é uma consequência da conversação, lembra que“aquilo que chamamos de fenômenos naturais, as pedras, as estrelas, a chuva, asárvores, a fome, são fenômenos reais, porque são conceitos, palavras. As relaçõesentre os fenômenos são reais, porque formam pensamentos, frases (p. 20).
  • 8. 8~//~A História do DiaboA História do Diabo, redigido em alemão entre 1956 e 1957, não encontrouacolhida de editoras alemãs e foi traduzido para o português pelo próprio autor.~//~Através de cenários, de imagens e da discussão a respeito das imagens, Flusseroferece uma grande contribuição à teoria da mídia, tratada a partir da concepçãodas relações espaciais, a partir da criação de vínculos. Lembra do mito do iníciodo tempo e do tempo como dimensão do espaço (p. 21).~//~O Diabo desempenha o papel de construtor da história porque, em contraste comDeus, passou a existir a partir de um determinado movimento e assim ter umahistória (p. 21).~//~O nacionalismo é uma máscara romântica da luxúria que conseguiu enganar ainibição e penetrou, assim, a superfície dos acontecimentos (p. 21).~//~(...) as palavras, quena conversação autêntica são conceitos, transformam-se, naconversa fiada, em preconceitos (p. 21).~//~Da ReligiosidadePublicado originalmente pela Imprensa Oficial para Comissão Estadual deCultura do Estado de S. Paulo, em 1967, a última edição de Da Religiosidaderecebeu um acréscimo em seu título na publicação da Editora Escrituras: Dareligiosidade. A literatura e o senso de realidade.~//~A literatura, para Flusser, é o lugar no qual se articula o senso de realidade. Esenso de realidade é, sob certos aspectos, sinônimo de religiosidade (p. 21).~//~Real é aquilo no qual acreditamos. Durante a época pré-cristã o real era anatureza, e as religiões pré-cristãs acreditam nas forças da natureza que
  • 9. 9divinizam. Durante a Idade Média o real era o transcendente, que é o Deus docristianismo. Mas a partir do século XV o real se problematiza. A natureza é postaem dúvida, perde-se a fé no transcendente. Com efeito, nossa situação écaracterizada pela sensação do irreal e pela procura de um senso novo derealidade. Portanto, pela procura de uma nova religiosidade (p. 21-22).~//~Natural:mentePublicado em 1979 pela livraria Duas Cidades, o livro Natural:mente: váriosacessos ao significado da natureza reúne um conjunto de ensaios que Flusserescreveu para diversas revistas brasileiras, americanas, alemãs, francesas eespecialmente para o Suplemento Literário do jornal O Estado de S. Paulo.~//~(...) o autor indica que a mesma pretende “ilustrar como a cultura, longe delibertar o homem da determinação pelas forças da natureza, se constitui (sic) emcondição determinadora (p. 22).~//~Pós-HistóriaO Livro Pós-História. Vinte instantâneos e um modo de usar foi publicado em 1983pela Editora Duas Cidades. O livro está organizado em pequenos textos quepodem ser lidos em qualquer ordem (p. 22).~//~Numerosas virtualidades ainda não foram realizadas. Em tal sentido, a ‘Históriado Ocidente’ ainda não acabou, o jogo ocidental continua[...]. O que nos resta éanalisarmos o evento Auschwitz em todos os detalhes, para descobrirmos oprojeto fundamental que lá se realizou pela primeira vez, para podermos nutrir aesperança de nos projetarmos fora do projeto. Fora da história do Ocidente. Tal oclima ‘pós-histórico’ no qual somos chamamos a viver doravante (p. 23).~//~Filosofia da Caixa PretaA obra hoje traduzida em quinze países foi publicada originalmente comoFüreinePhilosophie de Fotografie (Göttingen: EuropeanPhotography, 1983). NoBrasil, a versão traduzida pelo próprio autor foi publicada como Filosofia daCaixa Preta (1985).~//~
  • 10. 10O autor usa a palavra fotografia como pretexto para compreender ofuncionamento das sociedades pós-históricas que trabalham menos com textos emais com imagens (p. 23).~//~O livro mostra (...) que os fotógrafos atuam dentro de suas possibilidades: usar amáquina como um simples funcionário que não conhece o programa do aparelho(caixa preta) ou em uma perspectiva artística que insurge contra o programa eresgata artisticamente a liberdade (p. 23-24).~//~Ao tratar as imagens como “superfícies que pretendem representar algo”, o autorestá se referindo à subtração de algo, isto é, mostra que a imagem é a principalferramenta de desmaterialização das coisas e dos corpos (p. 24).~//~(...) aparelho: “brinquedo que simula um tipo de pensamento”, fotógrafo: “pessoaque procura inserir na imagem informações não previstas pelo aparelhofotográfico”, funcionário: “pessoa que brinca com o aparelho e age em funçãodele” e imagem: “superfície significativa na qual as ideias se inter-relacionammagicamente”. (p. 24).~//~O gestosEm 1991 o autor publicou Gesten. VersucheinerPhänomenologie pela editoraalemã Verlag. A obra, inédita em português, foi traduzida para o espanhol pelaeditora Herder em 1994 como Los Gestos. Fenomenología y Comunicación.~//~Para podermos escrever necessitamos – entre outras coisas – dos seguintesfatores: uma superfície (folha de papel), um instrumento (uma caneta,esferográfica), uns signos (letras), uma convenção (o significado das letras),umas regras (a ortografia), um sistema (a gramática), um sistema marcado pelosistema da língua (um conhecimento semântico da língua em questão), umamensagem para escrever (as ideias)e a escrita. A complexidade não está tanto napluralidade dos fatores indispensáveis quanto na sua heterogeneidade (p. 24).~//~Os gestos são movimentos que expressam uma intenção (p. 24).
  • 11. 11Dos gestos descritos por Flusser nasce a necessidade de se aprofundar osprocessos de percepção a partir, por exemplo, de trabalhos de Fenomenologia daPercepção de Maurice Merleau-Ponty.~//~Fenomenologia do brasileiroPublicada na Alemanha pela editora BollmanVerlag em 1994 e no Brasil em 1998pela editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a obra reflete arespeito do Brasil dos “anos 70 para trás”.~//~O autor propõe que o novo homem seja um homo ludens consciente que joga e deque jogam com ele. Neste contexto, descreve três estratégias de jogo. A estratégiaum é a dos que, como os estadunidenses, jogam para vencer, mesmo arriscando aderrota. A estratégia dois é o jogo dos excluídos que jogam para não perder,buscando reduzir os riscos tanto da derrota quanto da vitória. Já a estratégia trêsé o jogo dos que jogam para mudar o jogo, atuam com certo distanciamento,como fazem os cientistas. O termo homo ludens integra o título de um livro dohistoriador medievalista Johan Huizinga; Homo ludens: o jogo como elemento decultura. (p. 25).~//~Flusser não se questiona sobre o que é o Brasil, mas sobre o que o poder dobrasileiro, sobre a posse de sua ontologia poi-ética, num processo que começou anível linguístico, não deliberado. (p. 25).~//~Ficções FilosóficasPublicado em 1998 pela Edusp, o livro Ficções Filosóficas reúne 35 artigos, aintrodução da advogada Maria Lilia Leão e a apresentação de Milton Vargas,professor da USP. O livro reúne artigos publicados em periódicos brasileiros,cinco traduções de ensaios publicados na Europa e um texto inédito com o títuloPontificar (p. 26).~//~VampyrotheutisInfernalis (...), trata-se de um monstro criado em colaboraçãocom o ‘biólogo-fantasista’ francês Louis Bec, descrito sobre forma‘fantasiosamente científica’, que vive isolado nas profundezas oceânicas (p.26).~//~
  • 12. 12(...) o autor faz uma importante reflexão sobre a relação entre o ouvido e apolítica: mostra que o ouvido é muito mais político que a vista, que o silêncio é omaior dos luxos, que o engajamento político é um engajamento “em barulho”.Com suas palavras, a política “[...] pretende-se harmonizar com o barulho. Emalemão, voto é “voz” (stimme). Trata-se de harmonizar as esferas.” (p. 26).~//~Bodenlos: uma autobiografia filosóficaA obra foi publicada na Alemanha logo após a morte do autor, resumindo textosescritos após sua volta para a Europa, em 1972 (p. 26).~//~A obra está organizada em quatro seções: monólogo, diálogo, discurso ereflexões (p. 26).~//~A DúvidaO livro, uma versão ampliada e trabalhada de uma artigo chamado Da Dúvida,publicado em Da Religiosidade (1967), apresenta os seguintes capítulos:introdução, do intelecto, da frase, do nome, da proximidade e do sacrifício. Pode-se dizer que a dúvida é o mais espinhoso tema de Flusser, apresentado logo noinício deste livro (p. 26).~//~O Mundo CodificadoPublicado pela Cosac Naif em 2007, o livro reúne um conjunto de artigos sobrecomunicação e design. (p. 26).~//~Trata-se de uma obra fundamental para compreender o que pode ser chamadode “período europeu” da vida do autor, pois também reúne textos escritos entre1973, um ano após seu retorno para a Europa, e 1991, ano de sua morte (p. 27).~//~O filósofo mostra a importante diferença entre participar de um discurso eparticipar de um diálogo, considerando especialmente que um dos desafios dacontemporaneidade é justamente “a dificuldade de produzir diálogo efetivos, istoé, trocar informações com o objetivo de adquirir novas informações (p. 27).
  • 13. 13O universo das imagens técnicas.Elogio da superficialidade.O Elogio da Superficialidade era o título do original datilografado em português,publicado no Brasil em 2008 como O Universo das Imagens Técnicas – Elogio daSuperficialidade. (p. 28)~//~(...) Flusser percorre a história das transformações dos meios de comunicação eelabora o conceito de escalada da abstração, a subtração progressiva dasdimensões dos objetos. O conceito é fundamental para o entendimento dasrelações entre comunicação tridimensional (o corpo e a gestualidade),comunicação bidimensional (a imagem), comunicação unidimensional (a escrita,o traço a linha...) e a comunicação nulodimensional (pontos ou números douniverso digital, as imagens técnicas) (p. 28).~//~A escrita. Há futuro para a escrita?O livro foi redigido entre 1987 e 1989, dos anos antes do autor sofrer umacidente automobilístico e falecer em Praga, em 21 de dezembro de 1991. Em Aalquimia da escrita: a passagem obrigatória das coisas para as não-coisas, aapresentação da edição brasileira do livro A escrita (p. 28).~//~No sumário da obra percebe-se a perspectiva metodológica de busca dascamadas mais profundas utilizadas pelo autor, tal como fazem os pesquisadoresdas ciências arqueológicas (p. 29).~//~Um ensaio é uma tentativa de incitar os outros a refletirem, de levá-los aescrever complementos (p. 29).
  • 14. 14Introducción a laciencia de lacomunicaciónFichamento do texto “La classificación de losmedios” contido na obra“Introducción a la ciência de lacomunicación”, de Harry Pross, acerca da ciênciada comunicação.AutorHarry Pross (2 de setembro de 1923 – 11 de março de 2010) foi um cientista dacomunicação alemão. Trabalhou como jornalista para vários jornais, incluindoOst-Probleme (1949-1952), Haagse Post (1953-1954) e foi professor daHochschulefürArbeit, PolitikundWirtschaftenWilhelmshaven e na Escola deDesenho de Ulm.
  • 15. 15(...) figura como comunicação o que um determinado número de pessoas têm portal depende de casualidades e acordo incalculáveis (p. 158).~//~Se são perceptíveis e não são compatíveis não se reconhecem; pede-sedemasiado entendimento. Se são compatíveis mas não perceptíveis, falta acapacidade de designação, cujo desenvolvimento progressivo devemos aoavanço das técnicas de comunicação e das explicações respectivas sobre a “novarevolução cultural”, a “revolução eletrônica” e coisas parecidas (p. 159).~//~(...) a arte da sociedade livre consiste, primeiro, na manutenção do códigosimbólico e, segundo, na intrepidez de sua revisão para assegurar-se que ocódigo simbólico serve aos fins que satisfazem a razão apresentada (p. 159).~//~(...) os fins comunicativos buscam os meios adequados, mas a acessibilidade dosmeios relativiza e modifica os fins (p. 159).~//~O objetivo da teoria é proporcionar orientações para a participação prática noprocesso de comunicação. Não deve mediar “a essência” das coisas, tampouco “acoisa em si”, ou sequer a hipótese de “um mundo objetivo” fora dos processos decomunicação (p. 161).~//~Recordemos que os meios de contato elementar humano permitem acomunicação sem instrumentos ou aparatos, pelo que denominamos meiosprimários, em analogia com o âmbito social primário que são os principais meiosde entendimento (p. 162).~//~A comunicação tem a tendência à franqueza, a ser aberta (p. 163).~//~Desde a primeira transcrição fonética dos sumérios, a escrita se reforçou sobretodas as outras formas na duração da expressão (p. 163).~//~A escrita põe à disposição dos membros de uma sociedade o resultados de umgrande número de atividades linguísticas anteriores, mas aos membros futurosdesta sociedade proporciona resultados do pensamento (talvez do pensamento
  • 16. 16sobre o futuro), para que o pensador não encontre talvez qualquer audiência, outão somente uma muito pequena entre seus contemporâneos (p. 164).~//~Morris as chama “uma das formas secundárias de linguagem, cuja funçãoprincipal reside em reter atos linguísticos e permitir sua reprodução; também hádiversas formas de escrever que linguisticamente são ações registráveis, masnão retêm atos linguísticos como, por exemplo, o desenho de uma dança” (p.164).~//~A limitação é importante: nem tudo que se pode dizer pode-se também escrever,nem tudo que se pode escrever está “pronto para ser impresso” (p 164).~//~Quando se requer um aparato a partir da produção mas não na recepção,proponho o termo meios secundários (p. 165).~//~A tendência à tradição se proporciona regularmente com o registro tambémregularmente repetido, o que suporia um aporto essencial à integração da provacorrespondente (p. 165).~//~(...) Conduta humana é, em um grau muito elevado, comportamentosimbolicamente controlado (p. 167).~//~“Mediar” se utiliza geralmente em sentido de comunicar, relacionar-se;particularmente, “mediar” se utiliza para designar os sistemas bilaterais decomunicação, como os meios primários, por exemplo, frente ao “distribuir” dosmeios secundários e terciários (comunicação em duas etapas e comunicaçãounidirecional) (p. 167).~//~Pela perspectiva da teoria dos signos, pode-se denominar o jornal como um“super símbolo” por apresentar graficamente uma hierarquia de símbolos quedeve representar ao “tempo” dentro de um ritual de calendário no modusmaterial de papel e impressão.~//~
  • 17. 17Por meios terciários entendemos os meios de tráfego de símbolos quepressupõem aparatos por parte do produtor e do consumidor (p. 170).~//~Quanto maior é o número de participações especializadas em um meio decomunicação, mais fácil é a cristalização de sistemas que podem delimitar-secontra outros e perseguem seus próprios objetivos (p. 172).~//~O aparente imediatismo da imagem desloca, em seu transcurso irrepetível, aquestão das intenções e dos interesses diversos, frequentemente contraditórios,que cooperam para fazer possível a recepção (p. 172).