O Ministério do Leitor<br />Nuno Queirós<br />Arciprestado de Aveiro<br />Glória, 24 de Março 2011<br />
Jesus, leitor na Sinagoga de Nazaré<br />Lc 4, 16-21<br />	«Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, onde se tinha criado. Segun...
Jesus, leitor na Sinagoga de Nazaré<br />Lc 4, 16-21<br />	… a restituir a liberdade aos oprimidos, e a proclamar o ano da...
IPerspectivaHistórica e Patrística<br />
1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />S. Justino, Apologia I, 67 (c. 150)<br />	«No chamado dia d...
1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />Actas dos Mártires, Martírio de Pólio, 1(séc. II)<br />	«O ...
1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />S. Hipólito de Roma, Tradição Apostólica I, 11 (c. 215)<br ...
1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />O leitor nas cartas de S. Cipriano de Cartago (séc. III)<br...
1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />«Aurélio merecia chegar aos mais altos graus da clericatura...
1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />… Aurélio foi exposto aos olhares dos pagãos; convém que o ...
1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />Escutar o leitor e imitar a sua fé<br />	«Como ele veio ter...
1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />	…Faça-se ouvir todos os dias na proclamação da palavra, a ...
1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica VI, Carta de Cor...
2. Decadência<br />	O ministério do leitor foi paulatinamente esvanecido, primeiro em Roma e depois nas Igrejas do oriente...
2. Decadência<br />	Na reforma litúrgica do séc. VI o leitor ficou desprovido de qualquer função própria. O ritual da miss...
3. Restauração do Ministério do Leitor pelo Concílio Vaticano II<br />Constituição SacrosanctumConcilium(4/ 12/1963)<br />...
3. Restauração do Ministério do Leitor pelo Concílio Vaticano II<br />Instrução InterOecumenici(26/9/1964)<br />«Nas missa...
IIO ministério do leitornaIgreja<br />
1. As funções próprias dos leitores<br />	«O leitor é instituído para a função que lhe é própria, de ler a palavra de Deus...
2. Leitores instituídos<br />	Aos leitores instituídos é confiado o ministério do leitorado de modo estável e permanente, ...
2. Leitores instituídos<br />Devem saber manejar com os leccionários e neles procurar as leituras de cada celebração<br />...
3. Leitores não instituídos<br />Os Leitores não instituídos, designados, nomeados ou ‘de facto’ exercem o ministério de f...
4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />«Segundo a tradição, a função de proferir as leituras ...
4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />«Na falta de leitor instituído, podem ser designados o...
4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />O Ambão<br />«A dignidade da palavra de Deus requer qu...
4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />O Ambão<br />…Do ambão são proferidas unicamente as le...
4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />«Se estão presentes várias pessoas que podem exercer o...
4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />«Na procissão de entrada, na ausência do diácono, o le...
4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />«Nos textos que devem ser proferidos claramente e em v...
5. O Ministério do Leitor na Exortação Apostólica VerbumDomini<br />«Na assembleia sinodal sobre a Eucaristia, já se tinha...
5. O Ministério do Leitor na Exortação Apostólica VerbumDomini<br />	… É necessário que os leitores encarregados de tal se...
5. O Ministério do Leitor na Exortação Apostólica VerbumDomini<br />	… A preparação técnica deve tornar os leitores cada v...
O Ministério do Leitor<br />Nuno Queirós<br />Arciprestado de Aveiro<br />Glória, 24 de Março 2011<br />
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Primeira parte da apresentação sobre o ministério de Leitor, realizada por Nuno Queirós ao arciprestado de Aveiro no passado dia 31 de Março de 2011

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O ministério do leitor

  1. 1. O Ministério do Leitor<br />Nuno Queirós<br />Arciprestado de Aveiro<br />Glória, 24 de Março 2011<br />
  2. 2. Jesus, leitor na Sinagoga de Nazaré<br />Lc 4, 16-21<br /> «Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, onde se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-se para fazer a leitura. Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres. Enviou-me a proclamar a redenção aos cativos e a recuperação da vista aos cegos; …<br />
  3. 3. Jesus, leitor na Sinagoga de Nazaré<br />Lc 4, 16-21<br /> … a restituir a liberdade aos oprimidos, e a proclamar o ano da graça do Senhor”. Depois enrolou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou, então, a dizer-lhes: “Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir”».<br />
  4. 4. IPerspectivaHistórica e Patrística<br />
  5. 5. 1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />S. Justino, Apologia I, 67 (c. 150)<br /> «No chamado dia do Sol, reúnem-se num mesmo lugar todos os que moram nas cidades ou nos campos, e lêem-se, na medida em que o tempo o permite, as memórias dos Apóstolos e os escritos dos Profetas. Quando o leitor termina, o presidente toma a palavra para fazer uma exortação, convidando os presentes a imitar tão belos ensinamentos (…) Reunimo-nos todos precisamente no dia do Sol (…) porque Jesus Cristo, nosso Salvador, nesse dia ressuscitou dos mortos».<br />
  6. 6. 1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />Actas dos Mártires, Martírio de Pólio, 1(séc. II)<br /> «O presidente Probos disse: Que ofício desempenhais?<br />Pólio respondeu: O de primeiro leitor.<br /> O presidente Probos disse: O que são os leitores?<br />Pólio respondeu: São os que costumam ler ao povo a palavra divina…».<br />
  7. 7. 1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />S. Hipólito de Roma, Tradição Apostólica I, 11 (c. 215)<br /> «O leitor é instituído quando o bispo lhe entrega o livro, porque ele não recebe a imposição das mãos».<br />
  8. 8. 1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />O leitor nas cartas de S. Cipriano de Cartago (séc. III)<br /> «Sabei que fiz leitor a Saturus, ao qual, já antes tínhamos encarregado de fazer a leitura no dia de Páscoa». (Carta 29,2)<br />
  9. 9. 1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />«Aurélio merecia chegar aos mais altos graus da clericatura. No entanto, pensámos ser melhor fazê-lo começar pelo ofício de leitor, porque nada há que convenha mais a uma voz que confessou a Deus, do que soar na proclamação das divinas escrituras. Depois das palavras sublimes que deram testemunho de Cristo, convém que o confessor da fé leia o Evangelho de Cristo que dá força aos mártires e venha ao ambão, depois de ter estado no suplício…<br />
  10. 10. 1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />… Aurélio foi exposto aos olhares dos pagãos; convém que o seja agora aos olhos dos irmãos. Fez-se ouvir lá com admiração do povo que o rodeava; deve fazer-se ouvir aqui para alegria dos irmãos reunidos. Sabei pois, irmãos, que ele foi instituído por mim e pelos meus colegas presentes. E fez-nos imediatamente a leitura, no dia do Senhor, inaugurando um ministério de paz ao começar as suas leituras». (Carta 38, II, 1-2)<br />
  11. 11. 1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />Escutar o leitor e imitar a sua fé<br /> «Como ele veio ter connosco com sinais evidentes de que o Senhor o aceitara, tendo-se tornado ilustre pelo testemunho e a admiração mesmo daquele que o perseguira, que podia eu fazer senão conduzi-lo ao ambão, que é o tribunal dos cristãos? Assim, olhando para nós de cima desse estrado elevado, visto de todo o povo, que ele passe a ler a Lei e o Evangelho do Senhor, que ele próprio vive com coragem e com fé…<br />
  12. 12. 1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br /> …Faça-se ouvir todos os dias na proclamação da palavra, a voz que confessou o Senhor. Em nenhum outro ministério um confessor da fé é tão útil a seus irmãos. Enquanto escutamos da sua boca o texto evangélico, cada um nada mais tem a fazer do que imitar a fé do leitor». (Carta 39, IV, 1-2)<br />
  13. 13. 1. O Ministério do Leitor nos primeiros séculos da Igreja<br />Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica VI, Carta de Cornélio de Roma a Fábio de Alexandria, 43 (ano de 251)<br /> «Este vingador do Evangelho não sabia que deve haver um só bispo em cada Igreja católica? Nesta, ele não o ignorava, há 46 presbíteros, 7 diáconos, 7 subdiáconos, 42 acólitos, e 52 exorcistas, leitores e ostiários, todos alimentados por graça e bondade do Senhor».<br />
  14. 14. 2. Decadência<br /> O ministério do leitor foi paulatinamente esvanecido, primeiro em Roma e depois nas Igrejas do oriente e do Norte de África.<br /> No séc. VI, em Roma, o eclipse do ministério do leitor já era evidente. As funções que normalmente o leitor desempenhava foram sendo entregues a outros ministros a partir dos sécs. IV-V, ficando sem qualquer função própria. Santo Agostinho (354-430) ainda atesta que competia ao leitor entoar o salmo. A última função própria do leitor, antes do seu completo obscurecimento parece ter sido entoar o Aleluia antes do Evangelho.<br />
  15. 15. 2. Decadência<br /> Na reforma litúrgica do séc. VI o leitor ficou desprovido de qualquer função própria. O ritual da missa do Papa esqueceu mesmo a lembrança do leitor, pois nunca o cita na missa solene, e mesmo na missa quotidiana deixou de desempenhar qualquer serviço, a partir do dia em que S. Gregório Magno (c. 540-604) confiou a leitura da epístola e o canto do gradual ao subdiácono, o que vigorou até ao Concílio Vaticano II (1962-1965).<br />
  16. 16. 3. Restauração do Ministério do Leitor pelo Concílio Vaticano II<br />Constituição SacrosanctumConcilium(4/ 12/1963)<br />«Os leitores desempenham um autêntico ministério litúrgico. Exerçam, pois, o seu múnus com piedade autêntica e de modo que convém a tão grande ministério e que o Povo de Deus tem o direito de exigir. É, pois, necessário imbuí-los de espírito litúrgico (…) e formá-los para executarem perfeita e ordenadamente a parte que lhes compete». (SC 29)<br />
  17. 17. 3. Restauração do Ministério do Leitor pelo Concílio Vaticano II<br />Instrução InterOecumenici(26/9/1964)<br />«Nas missas não solenes, celebradas com a participação dos fiéis, as Leituras e a Epístola com os cânticos intercalares podem ser lidas por um leitor idóneo (…) enquanto o celebrante escuta, sentado». (IO 50)<br />
  18. 18. IIO ministério do leitornaIgreja<br />
  19. 19. 1. As funções próprias dos leitores<br /> «O leitor é instituído para a função que lhe é própria, de ler a palavra de Deus nas assembleias litúrgicas. Por isso mesmo, na missa e nas demais acções sagradas, será ele a fazer as leituras da Sagrada Escritura (com excepção, porém, do Evangelho); na falta do salmista, será ele a recitar o salmo entre as leituras; quando não houver diácono ou cantor será ele a enunciar as intenções da oração universal; a dirigir o canto e a orientar a participação do povo fiel; a preparar os fiéis para a recepção digna dos Sacramentos. Poderá, além disso, na medida em que for necessário, ocupar-se da preparação de outros fiéis que, por encargo temporário, devam ler a Sagrada Escritura nas acções litúrgicas».<br />(Carta Apostólica MinisteriaQuaedam, 5, de 15/8/1972)<br />
  20. 20. 2. Leitores instituídos<br /> Aos leitores instituídos é confiado o ministério do leitorado de modo estável e permanente, com um rito litúrgico próprio normalmente conferido pelo Bispo.<br /> Estes «devem exercer a sua função própria ao menos nos domingos e dias festivos, sobretudo na celebração principal» (OLM 51)<br /> A sua função não se limita a ler a Palavra de Deus na Liturgia, «também lhes pode ser confiado o ofício de ajudar na organização da liturgia da palavra» (OLM 51)<br />
  21. 21. 2. Leitores instituídos<br />Devem saber manejar com os leccionários e neles procurar as leituras de cada celebração<br />Organizar o grupo dos leitores ocasionais<br />Devem estar inteiramente ao serviço da palavra e preocupar-se com a participação activa do maior número possível de fiéis no ministério da leitura.<br />«Na medida em que for necessário, ocupar-se da preparação de outros fiéis que, por encargo temporário, devam ler a Sagrada Escritura nas acções litúrgicas» (Ministeriaquaedam5)<br />
  22. 22. 3. Leitores não instituídos<br />Os Leitores não instituídos, designados, nomeados ou ‘de facto’ exercem o ministério de forma supletiva e por cada vez que lêem, não sendo ministros permanentes da Palavra.<br />«A assembleia litúrgica precisa de leitores, embora não instituídos para esta função» (OLM 52)<br />Em cada comunidade há que procurar pessoas com mais capacidade para ler em público e prepará-las diligentemente para exercerem este ministério.<br />
  23. 23. 4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />«Segundo a tradição, a função de proferir as leituras não é presidencial, mas ministerial. Por isso, as leituras são proclamadas por um leitor; mas o Evangelho é anunciado pelo diácono ou, na ausência deste, por outro sacerdote. Se, porém, não estiver presente o diácono nem outro sacerdote, leia o Evangelho o próprio sacerdote celebrante; e se também faltar outro leitor idóneo, o sacerdote celebrante proclame igualmente as outras leituras». (IGMR 59)<br />
  24. 24. 4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />«Na falta de leitor instituído, podem ser designados outros leigos para proclamar as leituras da Sagrada Escritura, desde que sejam realmente aptos para o desempenho desta função e se tenham cuidadosamente preparado, de tal modo que, pela escuta das leituras divinas, os fiéis desenvolvam no seu coração um afecto vivo e suave pela Sagrada Escritura». (IGMR 101)<br />
  25. 25. 4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />O Ambão<br />«A dignidade da palavra de Deus requer que haja na igreja um lugar adequado para a sua proclamação e para o qual, durante a liturgia da palavra, convirja espontaneamente a atenção dos fiéis. Em princípio, este lugar deve ser um ambão estável e não uma simples estante móvel. Tanto quanto a arquitectura da igreja o permita, o ambão dispõe-se de modo que os ministros ordenados e os leitores possam facilmente ser vistos e ouvidos pelos fiéis…<br />
  26. 26. 4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />O Ambão<br />…Do ambão são proferidas unicamente as leituras, o salmo responsorial e o precónio pascal. Podem também fazer-se do ambão a homilia e proporem-se as intenções da oração universal. A dignidade do ambão exige que só o ministro da palavra suba até ele». (IGMR 309)<br /> «Atenda-se a que os fiéis não somente possam ver (…) os leitores, mas também consigam ouvi-los comodamente, recorrendo aos meios da técnica moderna». (IGMR 311)<br />
  27. 27. 4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />«Se estão presentes várias pessoas que podem exercer o mesmo ministério, nada obsta a que distribuam e desempenhem entre si as diversas partes desse ministério ou ofício. Por exemplo: (…) quando há mais que uma leitura, é preferível confiá-las a diversos leitores, e assim noutros casos. Mas não é conveniente que vários ministros dividam entre si um único elemento da celebração, por exemplo, a mesma leitura lida por dois, um após outro, a não ser que se trate da Paixão do Senhor» (IGMR 109)<br />Não é conveniente = é possível fazê-lo em casos excepcionais, p. ex. missas com crianças ou jovens<br />
  28. 28. 4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />«Na procissão de entrada, na ausência do diácono, o leitor, vestido com a veste aprovada, pode levar o Evangeliário um pouco elevado. Neste caso, vai à frente do sacerdote; se não, vai junto com os outros ministros» (IGMR 194)<br />«Os acólitos, leitores e outros ministros leigos podem vestir a alva ou outra veste legitimamente aprovada pela Conferência Episcopal em cada região» (IGMR 339)<br />
  29. 29. 4. O Ministério do Leitor na Instrução Geral do Missal Romano <br />«Nos textos que devem ser proferidos claramente e em voz alta, quer pelo sacerdote ou pelo diácono, quer pelo leitor ou por todos, a voz deve corresponder ao género do próprio texto, conforme se trate de leitura, oração, admonição, aclamação ou cântico. Igualmente se há-de acomodar à forma da celebração e à solenidade da assembleia» (IGMR 38)<br />
  30. 30. 5. O Ministério do Leitor na Exortação Apostólica VerbumDomini<br />«Na assembleia sinodal sobre a Eucaristia, já se tinha pedido maior cuidado com a proclamação da Palavra de Deus. Como é sabido, enquanto o Evangelho é proclamado pelo sacerdote ou pelo diácono, a primeira e a segunda leitura na tradição latina são proclamadas pelo leitor encarregado, homem ou mulher. Quero aqui fazer-me eco dos padres sinodais que sublinharam, também naquela circunstância, a necessidade de cuidar, com uma adequada formação, o exercício da função de leitor na celebração litúrgica, e de modo particular o ministério do leitorado que, enquanto tal, no rito latino, é ministério laical…<br />
  31. 31. 5. O Ministério do Leitor na Exortação Apostólica VerbumDomini<br /> … É necessário que os leitores encarregados de tal serviço, ainda que não tenham recebido a instituição no mesmo, sejam verdadeiramente idóneos e preparados com empenho. Tal preparação deve ser não apenas bíblica e litúrgica mas também técnica: “A formação bíblica deve levar os leitores a saberem enquadrar as leituras no seu contexto e a identificarem o centro do anúncio revelado à luz da fé. A formação litúrgica deve comunicar aos leitores uma certa facilidade em perceber o sentido e a estrutura da liturgia da palavra e os motivos da relação entre a liturgia da Palavra e a liturgia eucarística…<br />
  32. 32. 5. O Ministério do Leitor na Exortação Apostólica VerbumDomini<br /> … A preparação técnica deve tornar os leitores cada vez mais idóneos na arte de lerem em público tanto com a simples voz normal, como com a ajuda dos instrumentos modernos de amplificação sonora” (OLM 55)» <br />Bento XVI, Exortação Apostólica VerbumDomini, 58 (10/9/2010) <br />
  33. 33. O Ministério do Leitor<br />Nuno Queirós<br />Arciprestado de Aveiro<br />Glória, 24 de Março 2011<br />
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