Manifestações culturais no brasil durante a ditadura

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  • 1. Imprensa Música Peças de Teatro Cinema Passeatas
  • 2.  Durante a Ditadura, mesmo com a censura, a cultura brasileira não deixou de criar e se espalhar pelo país e a arte se tornou um instrumento de denúncia da situação do país.  Dos festivais de música despontam compositores e intérpretes das chamadas canções de protesto, como Geraldo Vandré, Chico Buarque de Holanda e Elis Regina.
  • 3. Geraldo Vandré
  • 4. Chico Buarque de Holanda
  • 5. Elis Regina
  • 6.  No cinema, os trabalhos de Cacá Diegues e Glauber Rocha levam para as telas a história de um povo que perde seus direitos mínimos.  No teatro, grupos como o Oficina e o Arena procuram dar ênfase aos autores nacionais e denunciar a situação do país naquele período.
  • 7. Cacá Diegues
  • 8. Glauber Rocha
  • 9. Teatro Oficina
  • 10. Teatro Arena
  • 11.  Durante o regime militar no Brasil, instaurado a partir do golpe de 64, muitos jornalistas desenvolviam o seu trabalho no intuito de resistência ao regime e rompimento com a ditadura.  Durante o regime militar surgiram diversos jornais alternativos de oposição ao governo.
  • 12. Jornal do Brasil
  • 13.  Chanchada, em arte, é o espetáculo ou filme em que predomina um humor ingênuo, burlesco, de caráter popular.  As chanchadas foram comuns no Brasil entre as décadas de 1930 e 1960.
  • 14. Cartaz de um Filme das Produções Chanchadas
  • 15.  Pornochanchada é um gênero do cinema brasileiro, comum na década de 1970.  Surgiu em São Paulo, e contou com uma produção bem numerosa e comercial.  A mais conhecida produção era a da chamada boca do lixo, região de prostituição existente na zona central da cidade de São Paulo.
  • 16. Cartaz de uma exposição das Produções Pornochanchadas
  • 17.  Dessa fonte despontaram vários diretores de talento Cláudio Cunha, Alfredo Sternheim, entre outros que souberam usar o que dava bilheteria na época (filmes eróticos softcore) para fazer filmes de grande valor estético e formal.  Chamado assim por trazer alguns elementos dos filmes do gênero conhecido como chanchada e pela dose alta de erotismo que, em uma época de censura no Brasil, fazia com que fosse comparado ao gênero pornô, embora não houvesse, de fato, cenas de sexo explícito nos filmes.
  • 18. Cláudio Cunha
  • 19. Alfredo Sternheim
  • 20.  A censura, era política e de costumes, e muitas vezes configurando apenas e tão somente perseguição aberta e deslavada a classe artística sem nenhuma razão outra que o preconceito vigente naquela época, e exigia que os filmes cumprissem diversas exigências absurdas, sem as quais os mesmos seriam sumariamente proibidos (muitos foram liberados totalmente retalhados pelos cortes, o que os tornava incompreensíveis).
  • 21.  Dentre essas exigências absurdas de estética totalmente sem nexo, havia várias cenas como mostrar um seio de cada vez, etc.  Com o tempo, essa e outras exigências foram amenizadas com a liberação dos costumes e a abertura política iniciada em 1977, até que com o fim da censura em 1984, o gênero foi substituído pelos filmes pornográficos exibidos em salas especiais.
  • 22.  Dentre os atores que conseguiram mudar de estilo, destacam-se Sônia Braga, Nuno Leal Maia, Antonio Fagundes, Reginaldo Faria, Helena Ramos, Lucélia Santos, e Vera Fischer, sendo que esta chegou a ter problemas em sua cidade natal quando começou a participar de pornochanchadas.
  • 23. Sônia Braga Nuno Leal Maia
  • 24. Reginaldo Faria Helena Ramos
  • 25. Antonio Fagundes Lucélia Santos
  • 26. Vera Fischer
  • 27.  Mas focando o contexto político da época não havia muito filme exibido o que realmente estava acontecendo no Brasil.  Contudo, vários momentos da Ditadura podem ser vistos em filmes, exibido no nosso contidiano, feitos pelo cinema brasileiro retratando a época.
  • 28. Sinopse: São Paulo, fim dos anos 60. O convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (Marku Ribas). Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.
  • 29. Sinopse: Brasil, anos 60. A ditadura militar faz o país mergulhar em um dos momentos mais negros de sua história. Alheia a tudo isto, Zuzu Angel (Patrícia Pillar), uma estilista de modas, fica cada vez mais famosa no Brasil e no exterior. Paralelamente seu filho, Stuart (Daniel de Oliveira), ingressa na luta armada, que combatia as arbitrariedades dos militares. Numa noite Zuzu recebe uma ligação, dizendo que "Paulo caiu", ou seja, Stuart tinha sido preso pelos militares. Pouco tempo depois ela recebe uma carta dizendo que Stuart foi torturado até a morte na. Zuzu vai se tornando uma figura cada vez mais incômoda para a ditadura.
  • 30.  O teatro conheceu um esplendor que não resistiria à asfixia causada pela censura e pela repressão.  Resultava do trabalho realizado, em especial, por dois grupos, o Oficina, em torno de seu diretor José Celso Martinez Corrêa (no exílio de 1974 a 78), e o Arena, em torno de Augusto Boal (no exílio a partir de 1969), que se dedicaram a criar uma dramaturgia brasileira e uma nova formação do ator.
  • 31.  Extremamente engajados, e invocando Brecht como nome tutelar, vincariam a história do teatro no país.  Ambos os grupos seriam dizimados pelo AI - 5, Ato Institucional.  O teatro mais artístico refugiou-se em pequenas companhias.
  • 32. José Celso Martinez Corrêa
  • 33. Augusto Boal
  • 34.  Grande exemplo dessas manifestações, podemos citar a criação da tropicália.  Um movimento cultural brasileiro que teve influências musicais de artistas de vanguardas e cultura pop nacional e internacional.  As manifestações do movimento não se restringiram a música, conhecidas pelos cantores Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes, Tom Zé e Torquato Neto, mas também influenciaram o cinema, teatro e nas artes plásticas.
  • 35. Caetano Veloso Gilberto Gil
  • 36. Gal Costa Os Mutantes
  • 37. Tom Zé Torquato Neto
  • 38.  A grande imprensa sofria censura da ditadura, ou se afinava com o governo, enquanto que os pequenos jornais alternativos denunciavam os abusos de tortura e violação dos direitos humanos no Brasil.  A imprensa alternativa era redigida por jornalistas de movimento popular ou de orientação política de esquerda, em boa parte, despedidos dos grandes veículos.
  • 39.  Os jornais alternativos foram instrumentos de resistência e espaço público durante o período de abertura.  Porém os grandes veículos impressos tinham jornalistas combativos, em dezembro de 1969, a revista Veja tinha em sua equipe Raimundo Pereira, Élio Gaspari, Dirceu Brizola, Bernardo Kucinski, cuja redação fora desmontada após a publicação de duas reportagens referentes a tortura de presos políticos.
  • 40. Revista Veja
  • 41. Bernardo Kucinski Dirceu Brizola
  • 42. Élio Gaspari Raimundo Pereira
  • 43.  Em 25 de outubro de 1975, sob tortura, foi assassinado o jornalista chefe da TV Cultura, Vladimir Herzog.  A maioria dos jornais alternativos tiveram vida curta como Versus, Coojornal, Repórter, Opinião, Movimento, Em Tempo, entre outros;  o Pasquim durou mais, de 1969 a 1988, sofrendo forte censura militar até meados da década de 70.
  • 44. O jornalista Vladimir Herzog.
  • 45. Coojornal
  • 46. O Movimento
  • 47. Em Tempo
  • 48. Opinião
  • 49. Reporter
  • 50. Versus
  • 51. Pasquim