Daniel 8 fala de roma e não de antíoco epifânio
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Daniel 8 fala de roma e não de antíoco epifânio Daniel 8 fala de roma e não de antíoco epifânio Document Transcript

  • Daniel 8 fala de Roma e NÃO deAntíoco Epifânio DANIEL 8:9-14Nesses versos, no que diz respeito ao rei Antíoco Epifânio, ireiabordar alguns dos fatos: históricos e geográficos, políticos emilitares e religiosos, na respectiva ordem apresentada no versonove.A Versão Almeida Revista e Atualiza (ARA) traduziu: “De um doschifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para osul, para o oriente e para a terra gloriosa”.Nesse verso, é apresentada, por meio dos defensores de Antíoco (osredatores da Versão ARA também defendem a mesma idéia), aprimeira falácia de um argumento na tradução: “chifres”. Não háesta palavra no verso nove. A palavra chifres foi acrescentada aotexto por inferência. “i. uma hipótese sem verificar com rigor aspremissas”. (Dicionário Houaiss).
  • No verso oito foi dito que o grande chifre foi quebrado, e que em seulugar surgiram quatro. Por isso, deduzem que a expressão: “de umdeles” é uma referência a um dos quatro chifres. Mas esquecem quea última expressão do verso oito é: “os quatro ventos do céu”. ARGUMENTO GRAMATICALNo verso 8 temos: a palavra (qeren), "chifre", que é do gênerofeminino. A palavra (‟areba„), “quatro” é do gênero masculino; apalavra (rûchot), "ventos", está no plural feminino; e yim), " m apalavra (shdo céu" é masculina.No verso 9 temos: (wû) uma conjunção, a expressão:min−hā‟achat; (min) é uma preposição. O numeral (‟achat) éfeminino e vem substantivado com o artigo (hā). O pronome(hem), é masculino, "eles". Além do mais, o pronome (hem) vemseguido da preposição (min). Então, a expressão "de + eles"corresponde à combinação: "deles".O professor SCHOKEL, Luis Alonso (em seu Dicionário BíblicoHebraico-Português. Edição brasileira. São Paulo - SP, Editora Paulus,1997. p. 39.), afirma o seguinte: "O Numeral cardinal. Um/a. ...Seguido de min: um de".Portanto, a expressão “de um deles”, sem dúvida é uma referência àúltima expressão do verso oito: “quatro ventos do céu”. ARGUMENTO HISTÓRICOAdmitindo que alguém ainda não aceite esse argumento gramatical.Apresentarei outros. É inegável a existência histórica, política emilitar de Antíoco, um personagem que teve seu lugar geográficocomo rei da Síria. É evidente também pela própria História que elejamais foi rei do Egito, jamais o Egito ficou sendo um reino vassalo epagando impostos para Antíoco Epifânio. Quando ele tentou dominaro Egito foi humilhado e expulso pelos romanos. A profecia do versonove, sobre a “ponta pequena”, declara:“... e se tornou muito forte para o sul”.Se esta expressão: “para o sul” for uma referência apenas ao Egito,fica claro, em função do que foi dito acima, que ela não se cumpriucom Antíoco Epifânio. E se for uma referência apenas geografia, aí
  • mesmo é que ela não se cumpre com ele. O Egito está ao sudoesteda Síria (nesta época quem dominava política e militarmente a ÁsiaMenor era o Império Romano). A Ásia Menor, a atual Turquia estáliteralmente ao Norte do Egito. Por outro lado, é Israel que estáliteralmente ao sul da Síria.Portanto, como entender que Antíoco se tornou forte “para o sul” seele foi humilhado e expulso, pelos romanos, do Egito quando tentoudominá-lo? Não tem como. ARGUMENTO GEOGRÁFICO (QUANTO A SEQÜENCIA)A seqüência das conquistas e/ou fortalecimento da “ponta pequena”é: “se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para aterra gloriosa”.Antíoco primeiro tentou conquistar o reino do Sul (o Egito); mas foimal sucedido em seus planos por causa do Império Romano.Portanto, não se tornou forte para o sul (conquistando o reino doSul).Depois o verso diz que a “ponta pequena” iria se tornar forte “parao oriente”. Quando Antíoco foi humilhado e expulso do Egito elerevoltou-se contra Jerusalém e o Templo (saqueando-o, porque teriaque pagar impostos aos romanos por sua ousadia em querer dominaro Egito).Percebe-se mais uma vez que a profecia não se cumpre com AntíocoEpifânio. Depois do sul a ponta pequena deveria fortalecer-se para ooriente e não para Jerusalém. Portanto, é evidente que ocorre umainversão da seqüência geográfica (direção das conquistas deAntíoco). Diante disso, analisando a direção apenas no sentidogeográfico, mais uma vez Antíoco não satisfaz os requisitos daprofecia.Após fazer o que fez em Jerusalém e no Templo, Antíoco dirigiu-separa o Oriente, e morreu por lá.Por último o verso nove diz que a “ponta pequena” iria se fortalecerpara a “glória” ou “em direção a glória”. Todas as Versões ou quasetodas traduzem: “terra gloriosa” ou “terra formosa” ou “país doEsplendor”. ARGUMENTO POLÍTICO E MILITAR
  • É evidente que Antíoco Epifânio não conquistou nada para o Sul(exceto Israel, que teve que ficar pagando imposto por alguns anos),no que diz respeito ao rei do Sul – Egito. Também não conquistounenhum reino no Oriente, nem mesmo ao oriente da Síria.A breve conquista de Antíoco Epifânio sobre o Egito, o rei do sul, nãocaracteriza o crescimento, pois, logo depois, Antíoco IV foi derrotadopelos romanos. Relato do livro primeiro Macabeus:"Entrou em combate com o rei do Egito, Ptolomeu, o qual recuoudiante dele e fugiu, muitos tombando feridos. As cidades fortificadasdo Egito foram tomadas e Antíoco apoderou-se dos despojos do país.Tendo assim vencido o Egito no ano cento e quarenta e três eempreendendo o caminho da volta, subiu contra Israel econtra Jerusalém com um exército numeroso". (1Macabeus 118-20 - BJ).Percebam que é este o ano (cento e quarenta e três) em que, pelaprimeira vez, o Santuário de Jerusalém foi profanado por AntíocoEpifãnio.Sobre a tentativa de Antíoco Epifânio conquistar o Egito, assimrelatou um escritor:"Antíoco Epifânio, depois de um fugaz triunfo no sul (Egito), foitotalmente derrotado nesse país quando o embaixadorromano, C. Popílio Laenas, meramente lhe informou que o SenadoRomano queria que ele se retirasse. O inflexível romano traçoucom sua bengala um círculo em torno de Antíoco e exigiudeste uma decisão antes que ele saísse de dentro do círculo".(MAXWElL, C. Mervyn. Uma Nova Era Segundo as Profecias deDaniel. Tatuí - SP, CPB, 1996. p. 159.).Sobre os acontecimentos que envolveram o Senado Romano eAntíoco IV, um outro escritor, diz o seguinte:"Na Síria, o sucessor de Antíoco III, Antíoco IV, garantia que osdecretos do Senado eram para ele como ordens dos deuses".(DIACOV, V. e COVALEV, S. HISTÓRIA DA ANTIGÜIDADE. Vol. 3.São Paulo, Editora Fulgor Limitada, 1965. p. 719.).Portanto, como o próprio relato bíblico, acima, deixou claro, AntíocoEpifânio foi primeiro contra os egípcios, e depois contra Jerusalém.Como já foi citado acima. Então, foi somente mais tarde que elese dirigiu para as regiões da Pérsia. Não para fazer umaconquista, mas para cobrar os impostos das províncias do seureino. E um dos limites do seu reino chegava até à fronteiracom o Egito.
  • “Dois anos depois, o rei enviou para as cidades de Judá o Misarca,que veio a Jerusalém com um grande exército. Dirigindo-se aoshabitantes com palavras enganosas de paz, ganhou-lhes a confiançae, de repente, caiu sobre a cidade, golpeou-a duramente e chacinou amuitos de Israel. Saqueada a cidade, entregou-a às chamas edestruiu-lhe as casas e as muralhas”. (1Macabeus 1:29-31).A expressão: “Dois anos depois”, é uma referência ao ano em queAntíoco Epifânio profanou o Santuário, saqueando-o.“Tendo assim vencido o Egito no ano cento e quarenta e três eempreendendo o caminho de volta, subiu contra Israel e contraJerusalém com um exército numeroso. Entrando com arrogânciano Santuário, apoderou-se do altar de ouro, do candelabro comtodos os seus acessórios, da mesa da proposição, das vasilhaspara as libações, das taças, dos incensórios de ouro, do véu,das coroas, da decoração de ouro sobre a fachada do Templo:tudo ele despojou. Tomou, além disso, a prata, o ouro, osutensílios preciosos e os tesouros secretos que conseguiu descobrir.Carregando tudo isso, partiu para o seu país, depois de terderramado muito sangue e proferido palavras de extremaarrogância”. (1Macabeus 1:20-24).Se isso não foi uma profanação do Santuário, o quepoderemos chamar de profanação? Ou apenas quando o porcofoi sacrificado no Altar de Holocausto, é que deve serconsiderada a primeira profanação?Por que Antíoco Epifânio entrou com arrogância no Santuário? Porqueele sofrera uma humilhação no Egito.“Antíocos IV, agressor do Egito, é intimado pelo Senado aretirar-se; o círculo de Popílio; Antíocos cede; suas tropasevacuam o Egito e Chipre.” - (Sumário do Livro: História - LivroXXIX, 26-27.) - (POLÍBIOS, 200-120 a. C. – Editores: REINER,Lúcio e RIGUEIRA, Wânia de Aragão Costa. HISTÓRIA. 1ª ed..Brasília – DF, Editora Universidade de Brasília, 1985. p. 25.). ARGUMENTO RELIGIOSONão se pode negar que Antíoco Epifânio também faça parte de umaprofecia em Daniel. No entanto, tal profecia não diz respeito a Dan.8:9-14; e sim Dan. 9:25, quando o profeta diz: “e sessenta e duassemanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, masem tempos angustiosos”. (ARA).
  • Os defensores dos 1.150 dias ou 2.300 sacrifícios defendem aliteralidade do número de dias, mas isso não ocorre quandoanalisamos os livros de 1º e 2º Macabeus. Só pra deixar claro outrafalácia dos defensores de tal idéia, é a inclusão da palavra“sacrifício”, nas traduções de Dan. 8:11-12, e conseqüentemente noverso 14. COMENTÁRIOS BASEADOS EM 1º E 2º MACABEUSAgora, vamos fazer os cálculos, a partir da data que eles têm porbase, para chegarmos aonde eles afirmam que terminou a purificaçãodo Santuário.Dizem que o início é “No décimo quinto dia do mês de Casleu doano cento e quarenta e cinco”, conforme 1Macabeus 1:54. E ofinal é “No décimo terceiro dia do mês de Adar”, conforme1Macabeus 7:43 e 49 – BJ. O qual corresponde ao ano cento ecinqüenta e um. Portanto, nessa contagem, eles não levam emconta a data da purificação, conforme foi declarada:“No dia vinte e cinco do nono mês – chamado Casleu – do anocento e quarenta e oito, eles se levantaram de manhã cedo eofereceram um sacrifício, segundo as prescrições da Lei, sobreo novo altar dos holocaustos que haviam construído.... EJudas, com seus irmãos e toda a assembléia de Israel,estabeleceu que os dias da dedicação do altar seriamcelebrados a seu tempo, cada ano, durante oito dias, a partirdo dia vinte e cinco do mês de Casleu, com júbilo e alegria”.(1Macabeus 4:52-59 – BJ).O mês de Adar corresponde aos nossos meses de fevereiro/março.Porque abrange, o começo do nosso mês de fevereiro e o finalabrande o mês de março.Do dia 15 do mês de Casleu do ano 145, até o dia 15 do mês deCasleu do ano 151, temos 06 (seis) anos. O que corresponde a2.160 (duas mil cento e sessenta) tardes e manhãs literais; ou 1.080sacrifícios como eles defendem.Depois do mês de Casleu (novembro/dezembro), temos o mês deTebete (dezembro/janeiro), o mês de Sebate (janeiro/fevereiro) e omês de Adar (fevereiro/março).De 15 de Casleu, até 15 de Tebete, 30 dias.De 15 de Tebete, até 15 de Sebate, 30 dias.
  • De 15 de Sebate, até 13 de Adar, 28 dias.Se começarmos a contar, a partir do ano 143 e concluirmos no dia25 de Casleu do ano 148, não chegaríamos ao total de 2.300 tardese manhãs; e se a contagem começar a partir do ano 143 econcluirmos no dia 13 de Adar do ano 151, teríamos praticamente(contando-se apenas um mês do ano cento e quarenta e três), nomínimo mais 370 (trezentos e setenta) dias. Ultrapassando otempo especificado de 2.300 tardes e manhãs.Do dia 15 do mês de Casleu do ano 151, até o dia 13 do mêsde Adar, temos quase 03 (três) meses. Na realidade, temos 88(oitenta e oito) dias. O que nos dá um total de 2.160 dias + 88 dias= 2.248 dias. Faltando 52 dias para as 2.300 tardes e manhãs.Eles têm por base o décimo quinto dia do mês de Casleu do anocento e quarenta e cinco. Não o ano 143, quando foram roubadostodos os objetos do Santuário, que estão vinculados ao Tamîd.Portanto, essa contagem não satisfaz a literalidade daprofecia, em função de dias literais.Em Dan. 8:11, o Texto, literalmente, diz que depois de “serarrebatado (exaltado) o Tamid”, “foi derrubado o alicerce (abase) do Seu Santuário”.Isso, de forma alguma se aplica nem a Antíoco Epifãnio nem ao seutempo. DAN. 8:9 SEQÜÊNCIA LITERAL“... um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, parao oriente e para a terra gloriosa”.Se você quiser interpretar esta seqüência de forma literal, no que dizrespeito aos aspectos, históricos, geográficos, políticos e religioso,apenas o Império Romano cumpre perfeitamente tal profecia. Pormais que alguns queiram colocar Roma Papal em Daniel 8:9, elatambém não se encaixa nessa profecia.O Império Romano conseguiu fortalecer-se quando enfrentou evenceu um poderoso rival: Cartago que literalmente ficava ao Sul deRoma. Depois o Império Romano cresceu em direção ao reino do Sul– Egito, depois cresceu em direção ao Oriente (Ásia Menor), inclusivesobre a Síria que se tornou uma província romana. E finalmente, o
  • Império Romano cresceu (tornou-se forte) em direção a Jerusalém.Onde parou em frente a mulher (Apoc. 12:3-4).Para concluir, foi Tito com seu exército que destruiu o Santuário ederrubou o seu alicerce após ser arrebatado (exaltado) o Tamid.+++“A teoria de Antíoco não teve origem cristã. Foi um pagão e inimigo do cristianismochamado Porfírio, conhecido pela alcunha de „Sofista‟ (que morreu no ano 304 d.C.) oinventor da teoria. Ele a forjou com o intuito de desacreditar o livro de Daniel, e tentarprovar que aquele livro foi escrito depois de terem ocorrido os fatos apontados pelaprofecia.” A.B. Christianini, Rev. Adventista 4/73, pág. 7.O livro de Daniel, como é sabido, estava “selado” desde o sexto século a.C. (Daniel12:9). E se está selado, está mesmo. Somente seria aberto no Tempo do Fim (Daniel 12:4,9), e não pode haver dois tempos do fim, o dos selêucidas (Antíoco Epifânio) e onosso (século XX). Na época de Antíoco, o livro de Daniel estava no pergaminho, e“selado”, pois que, nesta ocasião não lhe deram especial atenção nem a ciência haviasido multiplicada, como são as características exigidas em Daniel 12: 4 e queocorreriam matematicamente no Tempo do Fim.http://www.jesusvoltara.com.br/ados/pag42.htmA Profecia de Daniel 8O livro de Daniel é revelador e muito importante para o povo de Deus de todas as eras.Como Adventistas do 7º Dia, nossa herança histórica está intimamente ligada aocapítulo 8 de Daniel, especialmente a profecia do verso 14, que trata da purificação doSantuário.É necessário conhecermos melhor alguns detalhes da profecia, para não ficarmos emdúvida quanto ao nosso legado histórico e teológico, e nos sentirmos seguros paradefender nossa identidade profética.O CHIFRE PEQUENOI. Quem é o chifre pequeno de Daniel 8?“ O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-lhe o grande chifre, eem seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. De um doschifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e paraa terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e dasestrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército;dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. O exércitolhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou porterra a verdade; e o que fez prosperou. Depois, ouvi um santo que falava; e disse outrosanto àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e datransgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de
  • serem pisados? Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuárioserá purificado .” – 8:8-14.O bode de que trata a profecia é a Grécia (vv. 21-22). Os 4 chifres notáveis do impériogrego foram os 4 generais que sucederam Alexandre, o Grande: Ptolomeu, Cassandro,Lisímaco e Selêuco.Na versão Almeida Revista e Atualizada (uma das mais utilizadas no Brasil), o v. 9começa com a expressão: “de um dos chifres”. Porém, o original hebraico traz oseguinte: “de um deles”. Esta tradução é confirmada pela respeitada King JamesVersion , em inglês.É importante analisarmos o detalhe acima, porque o texto em português dá a entenderque o chifre pequeno surgiu “dos outros 4 chifres”, ou seja, ele seria proveniente doimpério grego. Os que defendem esta teoria (os chamados preteristas ), como a maioriados evangélicos e católicos, dizem que este chifre pequeno é representado porANTÍOCO EFIFÂNIO. Eles apresentam os seguintes argumentos:a) Antíoco foi um rei selêucida - Como membro desta dinastia de reis, ele surgiu de umdos 4 chifres mencionados em Dn 8:8, pois esta foi a origem do chifre pequeno.b) A sucessão de Antíoco foi irregular - Este argumento está baseado no v. 24 do cap. 8.c) Antíoco perseguiu os judeus.d) Ele contaminou o templo de Jerusalém e interrompeu seus serviços.Porém, um estudo mais acurado da Bíblia e da história nos mostra que Antíoco nãosatisfaz os requisitos para o poder representado pelo chifre pequeno de Daniel. Anatureza do chifre pequeno rejeita Antíoco como sua identidade:a) Grandeza comparativa do chifre pequeno.O verbo “engrandecer” (GADAL) aparece somente uma vez em relação comà Pérsia e somente uma vez com relação à Grécia. Porém, aparece 3 vezes relacionando-se ao chifre pequeno. Mostra-se que o chifre teria um poder progressivo e crescente, atéo tempo do fim (vv. 17, 19, 26).b) Atividades do chifre pequeno: conquistas, atividades anti-templo.c) Fatores de tempo para o chifre pequeno: origem, duração, fim.Antíoco permaneceu no poder por pouco tempo (de 175 a.C. até 164/3 a.C.). Era o 8º deuma dinastia de mais de 20 reis selêucidas.
  • d) Natureza do chifre pequeno – conforme a profecia, este chifre seria “quebrado semesforço de mãos humanas” (v. 25). Isto mostra a maneira singular com que o chifre seriaderrotado. Ou seja, o próprio Deus intervirá para colocar um fim à perseguição de Seupovo, produzida por este poder blasfemo e arrogante. O que não ocorreu com Antíoco,que morreu de causas naturais durante uma campanha pelo Oriente.e) Origem do chifre pequeno.Como mencionado acima, há um problema na tradução do início do verso 9, pois ooriginal hebraico afirma que o chifre pequeno sairia “de um deles”, fazendo referênciaaos 4 ventos citados no final do verso 8.A tradução correta do texto sugere que o chifre pequeno sairia de um dos 4 ventos, ouseja, de um dos 4 pontos cardeais. Roma veio do lado Oeste, e cumpre todos os demaisrequisitos para que o chifre pequeno seja identificado com sua fase papal,principalmente.II. Algumas Características Importantes (Dn 8:19-26)1. Ele sobe no meio dos 10 chifres do animal, após derrubar 3 deles – o chifre surgiriado império romano, e abateria 3 dos 10 reinos que formaram este império (foram 3destes 4 reinos: Visigodos, Vândalos, Hérulos e Ostrogodos).2. Ele possuía olhos, como os de homem, bem como uma boca “arrogante” e“insolente” – o poder representado pelo chifre pequeno é um poder temporal, religioso ecom pensamentos arrogantes e orgulhosos relativos ao seu alcance de dominaçãomundial.3. O chifre pequeno parecia mais “robusto” do que os seus “companheiros” – eleconseguiria em certo momento dominar até mesmo o poder temporal, bem como oreligioso.4. Fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles – seria um perseguidor daquelesque desejassem permanecer fiéis às leis de Deus, e rejeitarem a contrafação que o chifrepequeno apresentaria ao mundo.5. Proferiria palavras contra Deus – sua pretensão seria tal que até mesmo asprerrogativas divinas este poder tomaria para si.6. Magoaria os santos de Deus – a perseguição seria feroz e grande.7. Mudaria os tempos e a lei – o sábado da lei de Deus seria alterado por um outro diade guarda, em obediência total ao poder do chifre pequeno.8. Dominaria os santos por 3,5 tempos (1260 anos. Cf. Dn 4:16, 23, 25, 32; 7:25; 11:13;12:7; Ap 11:2, 3; 12:6, 13; 13:5) - durante este período de tempo, os santos estariamquase que totalmente à mercê das sangrentas perseguições do chifre pequeno (538 AD a1798 AD).
  • 9. Seria julgado pelo tribunal divino, e destruído – chegará o momento em que Deusmesmo intervirá definitivamente, e o chifre pequeno com todos os seus seguidores serãodestruídos ante a autoridade do Deus Eterno.Não há como fugir da realidade histórica de que apenas um pode encaixa-se nascaracterísticas reveladas em Daniel sobre a identidade do chifre pequeno: ROMA, EMSUAS FAS ES PAGÃ E PAPAL: 1. Veio após o império grego; 2. Foi um poder forte edominador; 3. Conseguiu prevalecer sobre o reino temporal e religioso; 4. Dominou omundo por 1260 anos de perseguição religiosa; 5. Colocou um sistema de intercessãopara obscurecer o sistema do Santuário de Israel; 6. Proferiu blasfêmias e arrogâncias,ostentando-se como possuidor das prerrogativas da Divindade; 7. Alterou a própria leide Deus, exatamente no elemento de tempo da lei – o sábado (Êxo. 20:8-11).Mais uma vez, os Adventistas saem ganhando por utilizarem o mesmo método queJesus utilizava para interpretar as Escrituras, ou seja, O MÉTODO GRAMÁTICO-HISTÓRICO, que permite que a própria Bíblia se revele no estudo da história dasnações.Os preteristas, que colocam os cumprimentos de Daniel e de Apocalipse, quase quetotalmente no passado, não resistem a um estudo cuidadoso e profundo das profecias.Vivemos no limiar dos últimos dias, quando aquela “pedra” de Daniel 2 será jogada doscéus, e um reino eterno será instituído, cujo poder e autoridade permanecerão pelosséculos dos séculos. Amém!