Caldeiraria procedimento de segurança e higiene do trabalho
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material muito bom referente a SSMA da industria

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Caldeiraria procedimento de segurança e higiene do trabalho Caldeiraria procedimento de segurança e higiene do trabalho Document Transcript

  • Espírito SantoCPM - Programa de Certificação de Pessoal de ManutençãoCaldeirariaProcedimento de Segurançae Higiene do Trabalho
  • Espírito SantoProcedimento de Segurança e Higiene do Trabalho - Caldeiraria© SENAI - ES, 1996Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão)Elaboração: Carlos Roberto Sebastião (SENAI)SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem IndustrialDAE - Divisão de Assistência às EmpresasDepartamento Regional do Espírito SantoAv. Nossa Senhora da Penha, 2053 - Vitória - ES.CEP 29045-401 - Caixa Postal 683Telefone: (27) 3325-0255Telefax: (27) 3227-9017CST - Companhia Siderúrgica de TubarãoAHD - Divisão de Desenvolvimento de Recursos HumanosAV. Brigadeiro Eduardo Gomes, n° 930, Jardim Limoeiro - Serra - ES.CEP 29163-970Telefone: (27) 3348-1333
  • Espírito SantoSumárioSegurança e Higiene do Trabalho.......................................... 05• Introdução ......................................................................... 05Acidente do Trabalho ............................................................. 06• Definição ........................................................................... 06• Por que o Acidente do Trabalho deve ser evitado ............. 07• Identificação das Causas do Acidente ............................... 08• Classificação do Acidente.................................................. 11• Padrão Operacional........................................................... 12Equipamento de Proteção...................................................... 13• Introdução ......................................................................... 13• Equipamento de Proteção Coletiva.................................... 13• Equipamento de Proteção Individual ................................. 14Riscos Ambientais.................................................................. 20• Introdução ......................................................................... 20• Classificação dos Riscos ................................................... 20• Fatores que Colaboram para que os Produtos ou Agentes causem danos à Saúde ............................................................................. 21• Vias de Entrada dos Materiais Tóxicos no Organismo....... 22• Riscos Químicos................................................................ 23• Riscos Físicos.................................................................... 25• Riscos Biológicos............................................................... 27• Principais Medidas e Controle dos Riscos Ambientais....... 28• Medidas Relativas ao ambiente ......................................... 28• Medidas Relativas ao pessoal ........................................... 30Riscos de Eletricidade............................................................ 32• Introdução ......................................................................... 32• O que é Eletricidade .......................................................... 32• Lei de OHM ....................................................................... 33• Efeitos da Corrente Elétrica ............................................... 34• Principais Sintomas Causados pelo Choque ..................... 35• Riscos Elétricos ................................................................. 36• Cuidados nas Instalações Elétricas ................................... 37• Medidas Preventivas em Instalações Elétricas .................. 37• Aterramento Elétrico .......................................................... 39Noções Básicas de Demarcações de Segurança ...................40• Introdução ..........................................................................40
  • Espírito Santo • Cores e Sinalização na Segurança do Trabalho.................40 Noções Básicas de Combate à Incêndio.................................48 • Princípios Básicos do Fogo ................................................48 • Condições Propícias para a Combustão.............................51 • Combustão .........................................................................55 • Combate à Incêndio ...........................................................65 • Tipos de Equipamentos para Combate à Incêndios ...........68 Primeiros Socorros..................................................................78 • Introdução ..........................................................................78 • Material necessário para Emergência.................................79 • Ferimentos .........................................................................80 • Hemorragias.......................................................................84 • Queimaduras......................................................................87 • Choque Elétrico ..................................................................88 • Calor...................................................................................89 • Frio .....................................................................................91 • Estado de Choque..............................................................92 • Desmaios ...........................................................................93 • Convulsão ..........................................................................94 • Intoxicações e Envenenamentos ........................................95 • Corpos Estranhos...............................................................97 • Fraturas e Lesões de Articulação .......................................98 • Acidentes por Animais Peçonhentos ..................................100 • Parada Cardíaca - Massagem Cardíaca.............................102 • Parada Respiratória - Respiração Artificial .........................104 • Resgate e Transporte de Pessoas Acidentadas .................106 Controle Ambiental..................................................................113 • Meio Ambiente....................................................................113 • Poluição..............................................................................113 • Controle Ambiental na CST ................................................116 • Padronização Ambiental.....................................................116 • Responsabilidade Ambiental ..............................................117
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Segurança e Higiene do TrabalhoIntroduçãoÉ sabido que o brasileiro, tradicionalmente, não se apega àPrevenção, seja ela de acidentes do trabalho ou não.A nossa formação escolar não nos enseja qualquer contato comtécnicas de Prevenção de Acidentes, nem ao menos com a suanecessidade. Assim, até o nosso ingresso no mercado de trabalhoe, assim mesmo, dependendo do setor de atividade e, pior ainda,da empresa em que trabalharemos, é que teremos o primeirocontato com a Prevenção de Acidentes, isso, já na idade adulta!Na verdade, embora de forma precária, a única vez em quenormalmente temos alguma noção de prevenção é no lar, atravésda mãe, ao nos puxar a orelha, dar-nos umas palmadas poralguma travessura, mas, incoerentemente, é, também, no própriolar que somos desafiados, pela primeira vez, a demonstrarcoragem, praticando o Ato Inseguro, juntamente, pelo próprio pai.Daí, a grande necessidade que a empresa moderna tem deaplicar recursos, investir em treinamento, em equipamentos e emmétodos de trabalho para incutir em seu pessoal o EspíritoPrevencionista e, através de técnicas e de sensibilização,combater em seu meio o Acidentes do Trabalho que, conformetem sido demonstrado, atinge forte e danosamente a Qualidade,a Produção e o Custo.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 5
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Acidente do TrabalhoDefiniçãoO Acidente é toda e qualquer ocorrência imprevista e indesejável,instantânea ou não, que provoca lesão pessoal ou de que decorrerisco próximo ou remoto dessa lesão. Se tal ocorrência estiverrelacionada com o exercício do trabalho, estará, então,caracterizado o Acidente de Trabalho. Trocando o conceito emmiúdos:A ocorrência é imprevista por não ter um momento pré-determinado (dia ou hora) para acontecer. É preciso distinguirprevisto/imprevisto de previsível/imprevisível.O "previsto" significa programa, enquanto o "previsível" sugerepossibilidade. Assim, pode-se dizer que o acidente é previsível emfunção de circunstâncias (uma escada de degraus defeituosos,um mecânico esmerilhando sem óculos, por exemplo), isto é,existe a possibilidade, clara, de ocorrer o acidente. No entanto, aocorrência não está prevista, por não estar programada.O indesejável, é óbvio, é por não se querer o acidente. Daí, sealguém, intencionalmente, joga, por exemplo, um alicate contraoutro e o atinge, caracteriza-se o acidente, apesar de o indivíduoter desejado atingir o outro. Isso se dá porque a ocorrência écaracterizada em função da vítima (ou vítima potencial) e é claroque ela não queria ser atacada.O "instantânea ou não" faz a diferença entre o acidente típico,como o conhecemos (queda, impacto sofrido, aprisionamento,etc.) e a doença ocupacional ou do trabalho (asbestose,saturnismo, silicose, etc.). Esclarecendo: o acidente propriamentedito é a ocorrência que tem conseqüência (lesão) imediata emrelação ao momento da ocorrência (queda = fratura, luxação,escoriações). A Doença Ocupacional é conseqüência mediata emrelação à exposição ao risco (exposição ao vapor de chumbo hoje,saturnismo após algum tempo).O acidente, não implica, necessariamente em lesão, podendo ficarsomente no risco de provocá-la (acidente sem vítima). Assim, aqueda de uma marreta, por exemplo, é o acidente que pode sercom vítima (provoca lesão) ou sem vítima (não atinge ninguém).A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em sua NB o18 (Norma Brasileira n 18) focaliza o acidente sob os seguintesaspectos:___________________________________________________________________________________________________ CST6 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Tipo: Classifica o acidente quanto à sua espécie, como Impactode Pessoa Contra (que se aplica aos casos em que a lesão foiproduzida por impacto do acidentado contra um objeto parado,exceto em casos de queda); Impacto Sofrido (o movimento é deobjeto); Queda com Diferença de Nível (ação da gravidade, com oobjeto de contato estando abaixo da superfície em que seencontra o acidentado); Queda em Mesmo Nível (movimentadodevido à perda de equilíbrio, com o objeto de contato estando nomesmo nível ou acima da superfície de apoio do acidentado);Atrito ou Abrasão; Aprovisionamento, etc.Por que o Acidente do Trabalho deve ser evitadoSob todos os ângulos em que possa ser analisado, o acidente dotrabalho apresenta fatores altamente negativos no que se refereao aspecto humano, social e econômico, cujas conseqüências seconstituem num forte argumento de apoio a qualquer ações decontrole e prevenção dos infortúnios ocasionais.Aspecto HumanoBastaria a consulta as estatísticas oficiais, que registram osacidentes que prejudicam a integridade física do empregado, paraconhecimento do grande índice de pessoas incapacitadas para otrabalho e de tantas vidas truncadas, tendo como conseqüência adesestruturação do ambiente familiar, onde tais infortúniosrepercutem por tempo indeterminado.Aspecto SocialEm referência a este aspecto, vamos analisar o acidente dotrabalho e suas conseqüências sociais, visando a estes doisaspectos:• o acidente do trabalho como efeito;• o acidente do trabalho como causa.Pode-se considerar o acidente do trabalho como efeito quando eleresulta de uma ação imprudente ou de condições inadequadas,isto é, quando ele resulta de uma inobservância das normas desegurança; pode-se considerá-lo como causa quando se tem emvista as conseqüências dele advindas.Como se deduz, são imensuráveis, em termos de extensão eproporção, as conseqüências dos acidentes do trabalho. Mas, oimportante diante de todos os aspectos que possam serapresentados, é que as pessoas se inteiram dessa realidade,___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 7
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________interessando-se pela aplicação correta das medidas de prevençãodo acidente, para não se tornarem vítimas do mesmo.Aspecto EconômicoUm dos fatores altamente negativos, resultante dos acidentes dotrabalho, é o prejuízo econômico cujas conseqüências atingem aoempregado, a empresa, a sociedade e, em uma concepção masampla, a própria nação.Quanto ao empregado, apesar de toda a assistência e dasindenizações recebidas por ele ou por seus familiares através daPrevidência Social, no caso de acidentar-se, os prejuízoseconômicos fazem-se sentir na medida em que a indenização nãolhe garante necessariamente o mesmo padrão de vida mantidoaté então. E, dependendo do tipo de lesão sofrida, tais benefícios,por melhores que sejam, não repararão uma invalidez ou a perdade uma vida.Na empresa, os prejuízos econômicos derivados dos acidentesvariam em função da importância que ela dedica à prevenção deacidentes. A perda ainda que de alguns minutos de atividade notrabalho traz prejuízo econômico, o mesmo acontecendo com adanificação de máquinas, equipamentos, perda de materiais etc.Outro tipo de prejuízo econômico refere-se ao acidente que atingeo empregado, variando as proporções quanto ao tempo deafastamento do mesmo, devido à gravidade da lesão.As conseqüências podem ser, dentre outras: a paralisação dotrabalho por tempo indeterminado, devido à impossibilidade desubstituição do acidentado por um elemento treinado para aqueletipo de trabalho e, ainda, a influência psicológica negativa queatinge os demais empregados e que interfere no rítmo normal dotrabalho, levando sempre a uma grande queda da produção.Em termos gerais, esses são alguns fatores que muito contribuempara os prejuízos econômicos tanto do empregado quanto daempresa.Identificação das Causas do AcidenteÉ fundamental que se entenda que a busca da causa de umacidente não tem, absolutamente, o objetivo de punição, mas,sim, o de encontrar a partir das causas, as medidas quepossibilitem impedir ocorrências semelhantes.A causa do acidente pode estar em fatores hereditários (herançasangüínea) ou de meio-ambiente (cultura). Pode, também,originar-se de falha pessoal. Clareando: a Hereditariedade,processo de transmissão de características físicas e mentais dosascendentes (pais, avós, etc.) para os descendentes (filhos,netos, etc.), quando o ambiente é propício, manifesta-se sob aforma de fobias, principalmente as claustrofobia ( medo de___________________________________________________________________________________________________ CST8 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________lugares fechados), acrofobia (medo de altura), etc., e de outrasformas. Tal manifestação interfere na formação do homem, dandooportunidade ao afloramento das falhas pessoais (atitudesimpróprias, inadequadas, por exemplo: imprudência, negligência,exibicionismo, insubordinação, etc.).A falha pessoal, por sua vez, leva o homem a cometer AtosInseguros ou criar/permitir Condições Inseguras.Resumindo: o acidente tem origem nos antecedentes hereditáriose no meio-ambiente da primeira infância do homem. Ascaracterísticas indesejáveis, herdadas (hereditariedade) ouadquiridas (meio-ambiente) manifestam-se através da falhapessoal que, por sua vez, induz o homem a criar ou permitir acondição insegura e/ou praticar o ato inseguro, que são as causasaparentes do acidente que pode, ou não, resultar em lesãopessoal.Para esclarecer, imaginemos uma situação: a companhia admiteum novo empregado que terá a ocupação de escarfador. Ocandidato selecionado é jovem e a CST é sua primeira empresa.Até então, trabalhará no quiosque do pai, na praia de Camburi, odia todo, à vontade, de sunga, vez por outra tomando umaaguinha de coco, enquanto inspecionava biquínis e similares. Poisbem, esse rapaz começa a trabalhar na CST e, após treinamento,se vê todo equipado para o trabalho; possivelmente, não seadaptará, sentir-se-á agoniado, preso: A SITUAÇÃO É MUITODIFERENTE E A TENDÊNCIA É CHEGAR AO ACIDENTE.Ato InseguroO Ato Inseguro é a desobediência a um procedimento seguro,comumente aceito. Não é necessariamente a desobediência anorma ou procedimento escrito, mas também àquelas normas deconduta ditadas pelo bom senso, tacitamente aceitas. Nacaracterização do Ato Inseguro cabe a seguinte questão: nasmesmas circunstâncias uma pessoa prudente agiria da mesmamaneira?Um exemplo: não se conhece nenhuma norma escrita que orientepara não se segurar, na palma da mão, um ferro elétricoaquecido, porém, se alguém o fizer, estará cometendo um AtoInseguro.O Ato Inseguro ocorre em três modalidades:Omissão: A pessoa Não Faz o que deveria fazer.Exemplo: Deixar de impedir equipamento.Comissão: A pessoa faz o que Não Deveria FazerExemplo: Operar equipamento sem estar capacitado e/ou autorizado.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 9
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Variação: A pessoa faz algo De Modo Diferente do que deveriafazer.Exemplo: Para "encurtar caminho", salta da plataforma em lugar de descer pela escada.É claro que a "Omissão" implica em existência/conhecimento denorma/procedimento específico. Quanto às "Comissão" e"Variação", a desobediência pode ocorrer ao próprio bom senso,não, necessariamente a normas/procedimentos/instruções.Condição InseguraA Condição Insegura são as condições de ambiente, cujacorreção não são da alçada do acidentado. A Condição Inseguracompreende máquinas, equipamentos, materiais, métodos detrabalho e deficiência administrativa.Para efeito de maior clareza, podemos classificar a condiçãoinsegura em quatro classes:Mecânica: máquina/ferramenta/equipamento defeituoso, semproteção, inadequado, etc.Física: "Lay-out" (arrumação, passagens, espaço, acesso, etc.).Ambiental: Ventilação, iluminação, poluição, ruído, etc.Método: Procedimento de Trabalho inadequado, padrãoinexistente, processo perigoso, método arriscado, supervisãodeficiente, etc.A Condição Insegura ocorre, também, em três modalidades, todaselas, derivadas das posições de comando:Negligência: (corresponde à omissão do Ato Inseguro): deixar defazer o que deve ser feito.Exemplo: Deixar de reparar escada defeituosa. Permitir práticas inseguras.Imperícia: derivada da falta de conhecimento/experiênciaespecífica. Mandar Fazer sem Estabelecer ProcedimentoExemplo: Não fixar padrão/procedimento de trabalho.Imprudência: Mandar fazer de forma diferente do estabelecido.Exemplo: Mandar improvisar ferramenta.É importante frisar que a Condição Insegura e Ato Inseguro são acausa final de um acidente, ou seja, a ação que deflagrou aocorrência, a "gota dágua" que fez transbordar o conteúdo do___________________________________________________________________________________________________ CST10 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________copo, mas outros fatores concorreram para a ocorrência e essesfatores, "as causas de causa" precisam ser identificadas para aprevenção. Daí, a importância de estudar as "Hereditariedade eMeio-Ambiente" (muito difícil para a indústria comum) e as "FalhasPessoais", estas mais visíveis, a partir das convivência eobservação. Aliás, as convivência e observação precisam servalorizadas. A observação é tão importante que a sua negligênciatem o poder de alterar o Ato Inseguro para a Condição Insegura.É verdade, a norma diz que se um ato inseguro vem sendocometido repetidas vezes, por tempo suficiente para ter sido"observado" e "corrigido" e não é, deixa de ser Ato para serCondição Insegura, enquadrando-se como "Negligência" dasupervisão.Classificação do AcidenteO acidente pessoal, em termos de gravidade da lesão queprovoca, é classificado de duas maneiras:1º Se o acidente provoca lesão tal que impeça o acidentado de retornar ao trabalho, em suas funções, no dia imediato ao da ocorrência, ele é dito Com Lesão, Com Afastamento, o conhecido CPT (Com Perda de Tempo). Mesmo que o acidentado possa trabalhar, em suas funções, no dia seguinte ao da ocorrência, a lesão pode ser classificada de "Com Afastamento" (CPT), desde que dela resulte uma incapacidade permanente, por exemplo, a perda de uma falange (nó) de um dedo.2º Se a lesão decorrente do acidente não impede o acidentado de trabalhar no dia seguinte ao da ocorrência, temos o conhecido SPT (Sem Perda de Tempo), oficialmente classificado de Lesão Sem Afastamento.É importante frisar que tal classificação se refere unicamente àgravidade da lesão e do acidente. Podemos ter acidentes atémesmo impessoais de alta gravidade.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 11
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ Padrão Operacional É o estabelecimento do método correto e, consequentemente, seguro de execução do trabalho. Fundamentado no conhecimento do trabalho, exige constante aperfeiçoamento, adequando-se quanto ao como, onde, quando e com o que fazer. O Padrão Operacional somente pode ser considerado se estiver registrado (escrito), ser conhecido e estar ao alcance de _ todos os envolvidos no trabalho. Seu ponto chave é o Detalhe, o detalhe que não pode ser negligenciado ou esquecido, já que, de imediato, a curto, médio ou longo prazos pode representar o fracasso do trabalho, do seu trabalho. Ninguém está mais capacitado que você para saber qual a melhor maneira de executar o seu trabalho. Organizando a tarefa, discutindo-a com seus colegas, aperfeiçoando-a sempre e mantendo o seu registro, você chegará naturalmente ao Padrão ideal quer requer constantes avaliações e adequações, obtidas através de Análise de Riscos que é, em resumo, a ferramenta de atualização do Padrão. Lembre-se, o Padrão Operacional precisa ser registrado, escrito e receber constantes adequações. O bom Padrão Operacional não sobrevive sem retoques. Busque o Padrão junto ao seu Gerente Supervisor, é ele o centralizador, o catalisador do Padrão, você é o usuário, o gerador de aperfeiçoamento do mesmo. Zele por ele que é seu melhor companheiro. A IMPORTÂNCIA DO DETALHE: "Pela falta de um cravo, a ferradura foi perdida; Pela falta da ferradura, o cavalo foi perdido; pela perda do cavalo, o cavaleiro se perdeu; pela perda do cavaleiro, a batalha foi perdida, pela perda da batalha, o reino foi perdido, e tudo porque um cravo de ferradura foi perdido!" Benjamim Frankilin___________________________________________________________________________________________________ CST12 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Equipamentos de ProteçãoIntroduçãoA CST, conforme Portaria 3.214 do MTb, NR4, é uma empresaenquadrada no Grau de Risco 4 (risco elevado de acidentes) eportanto, podem existir nos locais de trabalho, condições quepoderão acasionar danos à saúde ou à integridade física doempregado. Estes riscos devem ser neutralizados ou eliminadospor meio da utilização dos equipamentos de proteção, queoferecem:Proteção Coletiva: beneficiam a todos os empregadosindistintamente.Proteção Individual: protegem apenas a pessoa que utiliza oequipamento.Nota: A empresa é obrigada fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: a) Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho; b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; c) Para atender situação de emergência.Equipamento de Proteção Coletiva - EPCSão os que, quando adotados, neutralizam o risco na própriafonte.As proteções em furadeiras, serras, prensas; os sistemas deisolamento de operações ruidosas; os exaustores de gases evapores; as barreiras de proteção; aterramentos elétricos; osdispositivos de proteção em escadas, corredores, guindastes eesteiras transportadoras são exemplos de proteção coletivas.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 13
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Equipamento de Proteção Individual - EPIDefiniçãoO equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo deuso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado aproteger a saúde e a integridade física do trabalhador.Seleção do EPIA seleção deve ser feita por pessoal competente, conhecedor nãosó dos equipamentos como, também, das condições em que otrabalho é executado.É preciso conhecer as características, qualidade técnicas e,principalmente, o grau de proteção que o equipamento deveráproporcionar.Características e Classificação dos EPIPode-se classificar os EPI, agrupando-os segundo a parte docorpo que devem proteger:Proteção da CabeçaCapacete: Protege de impacto de objeto que cai ou é projetado ede impacto contra objeto imóvel e somente estará completo e emcondições adequadas de uso se composto de: *Casco: é o capacete propriamente dito; *Carneira: armação plástica, semi-elástica, que separa o casco do couro cabeludo e tem a finalidade de absorver a energia do impacto; *Jugular: presta-se à fixação do capacete à cabeça.O capacete de celeron se presta, também, à proteção contraradiação térmica.___________________________________________________________________________________________________ CST14 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Proteção dos OlhosÓculos de segurança: Protegem os olhos de impacto demateriais projetados e de impacto contra objetos imóveis. Osóculos de segurança utilizados na CST são, comprovadamente,muito eficazes quanto à proteção contra impactos.Para a proteção contra aerodispersóides (poeira), a CST forneceos óculos ampla visão, que envolvem totalmente a região ocular.Onde se somam os riscos de impacto e intensa presença deaerodispersóides (poeira), a afetiva proteção dos olhos se obtémcom o uso dos dois EPI - óculos de segurança (óculos basculavel)óculos ampla visão, ao mesmo tempo.11Proteção FacialProtetor facial: Protege todo o rosto de impacto de materiaisprojetados e de calor radiante, podendo ser acoplado aocapacete. É articulado e tem perfil côncavo e tamanho e alturaque permitem cobrir todo o rosto, sem tocá-lo, sendo construídoem acrílico, alumínio ou tela de aço inox.Proteção das Laterais e Parte Posterior da Cabeça___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 15
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Capuz: Protege as laterais e a parte posterior da cabeça (nuca)de projeção de fagulhas, poeiras e similares. Para uso emambientes de alta temperatura, o capuz é equipado com filtros deluz, permitindo proteção também contra queimaduras.Proteção RespiratóriaMáscaras: Protegem as vias respiratórias contra gases tóxicos,asfixiantes e contra aerodispersóides (poeira). Elas protegem nãosomente de envenenamento e asfixias, mas, também, da inalaçãode substâncias que provocam doenças ocupacionais (silicose,siderose, etc.).Há vários tipos de máscaras para aplicações específicas, com ousem alimentação de ar respirável.Proteção de Membros SuperioresProtetores de punho, mangas e mangotes: Protegem o braço,inclusive o punho, contra impactos cortantes e perfurantes,queimaduras, choque elétrico, abrasão e radiações ionizantes enão ionizantes.Luvas: Protegem os dedos e as mãos de ferimentos cortantes eperfurantes, de calor, choques elétricos, abrasão e radiaçõesionizantes.Proteção AuditivaProtetor auricular: Diminui a intensidade da pressão sonoraexercida pelo ruído contra o aparelho auditivo. Existem em doistipos básicos: *Tipo Plug (de borracha macia, espuma, de poliuretano ou PVC), que é introduzido no canal auditivo.___________________________________________________________________________________________________ CST16 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ *Tipo Concha, que cobre todo o aparelho auditivo e protege também o sistema auxiliar de audição (ósseo).O protetor auricular não anula o som, mas reduz o ruído (que éo som indesejável) a níveis compatíveis com a saúde auditiva.Isso significa que, mesmo usando o protetor auricular, ouve-se osom mais o ruído, sem que este afete o usuário.Proteção do TroncoPaletó: Protege troncos e braços de queimaduras, perfurações,projeções de materiais particulados e de abrasão, calor radiante ede frio.Avental: Protege o tronco frontalmente e parte dos membrosinferiores - alguns modelos (tipo barbeiro) protegem também osmembros superiores - contra queimaduras, calor, radiante,perfurações, projeção de materiais particulados, ambos permitindouma boa mobilidade ao usuário.Proteção da PeleLuva química: Creme que protege a pele, membros superiores,contra a ação dos solventes, lubrificantes e outros produtosagressivos.Proteção dos Membros Inferiores___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 17
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Calçado de segurança: Protege os pés contra impactos deobjetos que caem ou são projetados, impactos contra objetosimóveis e contra perfurações. Por norma, somente é desegurança o calçado que possui biqueira de aço para proteçãodos dedos.Perneiras: Protegem a perna contra projeções de aparas,fagulhas, limalhas, etc., principalmente de materiais quentes.Proteção Global Contra QuedasCinto de segurança: Cinturões anti-quedas que protegem ohomem nas atividades exercidas em locais com altura igual ousuperior a 2 (dois) metros, composto de cinturão, propriamentedito, e de talabarte, extensão de corda (polietileno, nylon, aço,etc.) com que se fixa o cinturão à estrutura firme.___________________________________________________________________________________________________ CST18 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Guarda e Conservação do EPIQuando na troca de usuárioDe um modo geral, os EPI devem ser limpos e desinfetados, cadavez em que há troca de usuário.Guarda do EPIO empregado deve conservar o seu equipamento de proteçãoindividual e estar conscientizado de que, com a conservação, eleestará se protegendo quando voltar a utilizar o equipamento.Conservação do EPIO EPI deve ser mantido sempre em bom estado de uso.Sempre que possível, a verificação e a limpeza destesequipamentos devem ser confiados a uma pessoa habilitada paraesse fim. Neste caso, o próprio empregado pode se ocupar destatarefa, desde que receba orientação para isso.Muitos acidentes e doenças do trabalho ocorrem devido à nãoobservância do uso de EPI. A eficácia de um EPI depende do usocorreto e constante no trabalho onde exista o risco.Exigência Legal para Empresa e EmpregadoO uso de equipamento de proteção individual, além da indicaçãotécnica para operações locais e empregados determinados, éexigência constante de textos legais. A Seção IV, do Capítulo V daCLT, cuida do Equipamento de Proteção Individual em doisartigos, a saber:"Art. 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados,gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado aorisco e em perfeito estado de conservação e funcionamento,sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completaproteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dosempregados.""Art. 167 - O equipamento de proteção só poderá ser posto àvenda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovaçãodo Ministério do Trabalho - CA.Por outro lado, a regulamentação de segurança e medicina dotrabalho em sua Norma Regulamentadora 1 - item 1.8, cuidaminuciosamente do Equipamento de Proteção Individual,mencionando, entre outras coisas, as obrigações do empregado,que incluem o dever de utilizar a proteção fornecida pela empresa.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 19
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Riscos AmbientaisIntroduçãoOs ambientes de trabalho podem conter, dependendo daatividade que neles é desenvolvida, um ou mais fatores ouagentes que, dentro de certas condições, irão causar danos àsaúde do pessoal. Chamam-se, esses fatores, riscosambientais. Os riscos ambientais exigem a observação de certoscuidados e a tomada de medidas corretivas nos ambientes, sepretende evitar o aparecimento das chamadas doenças dotrabalho.A Portaria 3214 de Segurança e Medicina do trabalho doMinistério do Trabalho na sua Norma Regulamentadora de nº 09,contempla o Programa de Proteção aos Riscos Ambientais -PPRA - que tem como objetivo de antecipação, identificação,avaliação e controle de todos os fatores do ambiente de trabalhoque podem causar doenças ou danos à saúde dos empregados.Segue-se uma série de informações básicas relativas aos RiscosAmbientais, com enumeração dos principais fatores, dascondições possíveis de risco para a saúde e das medidas geraispara o controle desses fatores nos ambientes de trabalho.Classificação dos RiscosOs riscos ambientais estão divididos em três grupos: riscosquímicos, riscos físicos e riscos biológicos.Riscos QuímicosSão representados por um grande número de substâncias quepodem contaminar o ambiente de trabalho.Riscos FísicosSão representados por fatores do ambiente de trabalho quepodem causar danos à saúde, sendo os principais: o calor, o ruídoou barulho, as radiações, o trabalho com pressões anormais, avibração e a má iluminação.___________________________________________________________________________________________________ CST20 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Riscos BiológicosSão representados por uma variedade de microrganismos com osquais o empregado pode entrar em contato, segundo o seu tipode atividade, e que podem causar doenças.Fatores que colaboram para que os Produtos ou Agentescausem danos à SaúdeNem todo produto ou agente, presente no ambiente, irá causarobrigatoriamente um dano à saúde. Para que isso ocorra, épreciso que haja uma inter-relação entre os fatores que serãoexpostos a seguir:O tempo de exposiçãoQuanto maior o tempo de exposição, de contato, maiores são aspossibilidades de se desenvolver um dano à saúde e vice-versa.A concentração do contaminante no ambienteQuanto maiores as concentrações, maiores as chances deaparecerem problemas.O quanto a substância é tóxicaAlgumas substâncias são mais tóxicas que outras se comparadasem relação a uma mesma concentração.A forma em que o contaminante se encontraIsto é, se em forma de gás, líquido ou neblina, ou poeira. Isto temrelação com a forma de entrada do tóxico no organismo, comoserá visto adiante.A possibilidade de as pessoas absorverem as substânciasAlgumas substâncias só são capazes de entrar no organismo porinalação ou, então, pela pele.Deve-se acentuar que é importante conhecer cada caso emseparado. Havendo dúvida quanto à existência ou não de perigo,o interessado deve procurar um membro da CIPA ou do ServiçoEspecializado ou, ainda, o seu gerente.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 21
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Vias de Entrada dos Materiais Tóxicos no OrganismoTrês são as formas pelas quais os materiais tóxicos podempenetrar no organismo humano:Por inalaçãoQuando se está num ambiente contaminado, pode-se absorveruma substância nociva por inalação, isto é, pela respiração.Por contato com a pele, ou via cutâneaA pele pode absorver certas substâncias se houver contato,mesmo que por poucos instantes. Dessa forma, o tóxico podeatingir o sangue e causar dano à saúde.___________________________________________________________________________________________________ CST22 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Por ingestãoou seja, ao se engolir, acidentalmente, o tóxico Isso acontecemuito quando são comidos ou bebidos alimentos que estãocontaminados com quantidades não visíveis de substânciasnocivas. É por essa razão que nunca se deve fazer as refeiçõesno próprio posto de trabalho. E, também, não se deve ir para orefeitório ou para casa sem antes efetuar um perfeito asseiopessoal: lavar as mãos e rosto com sabão e bastante água.Riscos QuímicosAs substâncias químicas podem estar na forma de gases,vapores, líquidos, fumos, poeiras e névoas ou neblinas. Porexemplo:VaporesEmanados de solventes como o benzol, o toluol, "thinners" emgeral, desengraxantes como o tetracloreto de carbono, otricloroetileno.GasesMonóxido de carbono, gases dos processos industriais como ogás sulfídrico.LíquidosQue podem ser corrosivos, como os ácidos e a soda cáustica, ouirritantes, causando doenças da pele. Muitos líquidos tambémpodem ser absorvidos pela pele, causando prejuízo à saúde.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 23
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Névoas ou neblinasNos banhos de galvanoplastia, fosfatização e outros processos,onde se formam névoas ou neblinas de ácidos.FumosNos banhos de metais fundidos como o chumbo. Os fumos sãopequenas partículas de metal ou de seus compostos,provenientes do banho que ficam suspensos no ar.Poeiras ou pósPó de serragem, poeira de rebarbação de peças fundidas nojateamento de areia ou granalha de aço.Principais Efeitos no OrganismoDentre os efeitos dos riscos químicos no organismo, destacam-se,como principais, os seguintes:IrritaçãoIrritação dos olhos, nariz, garganta, pulmões, da pele.Geralmente, as substâncias que causam irritação se encontramna forma de gás ou vapor, mas podem, também, estar no estadolíquido ou sólido. Exemplos: vapores de ácidos, a amônia(amoníaco), certas poeiras. A irritação da pele é causada pelocontato direto com líquidos ou poeiras, sendo exemplos ossolventes "thinners", e a poeira de caviúna.AsfixiaOu seja, falta de oxigênio no organismo. Exemplos: monóxido decarbono (CO), gás carbônico (CO2), acetileno.AnestesiaIsto é, uma ação sobre o sistema nervoso central, causandoestado de sonolência ou tonturas. Geralmente, as substânciasanestésicas estão no estado de gás ou vapor. Exemplos: vaporesde éter etílico, acetona.IntoxicaçãoPode ser causada tanto por inalação como por contato com a peleou ingestão acidental do tóxico, que pode estar na forma sólida,líquida ou gasosa. Exemplos: benzol, toluol, tricloroetileno,metanol, gasolina, inseticidas, fumos de chumbo, pó de chumbo(nas tipografias).___________________________________________________________________________________________________ CST24 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________PneumoconioseIsto é, uma alteração da capacidade respiratória devido a umaalteração no pulmão da pessoa. As substâncias que causam essetipo de doença estão na forma de poeira. Exemplos: poeira desílica livre cristalizada, contida no pó de mármore, areia, carepade fundição (areia), poeira de amianto ou asbesto, pós dealgodão.Riscos FísicosHá fatores no ambiente do trabalho cuja presença, tendendo aoslimites de excesso ou falta, podem tornar-se responsáveis porvariadas alterações na saúde do empregado.CalorO calor ocorre geralmente em fundições, siderúrgicas, cerâmicas,indústrias de vidro, etc. Quanto aos efeitos, sabe-se que oorganismo pode adaptar-se aos ambientes quentes, dentro decertos limites. Quando há exposição excessiva ao calor, podeocorrer uma série de problemas, como câimbras, insolação ouintermação, ou, ainda, uma afecção nos olhos chamada decatarata.Ruído ou barulhoOcorre na indústria em geral, mas, principalmente, nastecelagens, estamparias, no rebarbamento por marteletes nasfundições, etc. O ruído excessivo tem vários efeitos no serhumano, variando de pessoa para pessoa, como a irritabilidade,entre outros. Entretanto, seu efeito principal, comprovado quandoas pessoas são expostas a altos níveis de ruído por temposlongos, é o dano à audição, que leva a vários graus de surdez.Radiação infravermelhoÉ o calor radiante cujos efeitos são, justamente, os mencionadosacima em "calor". Onde há corpos aquecidos, há calor radianteque é emitido em todas as direções.Radiação ultravioletaÉ um tipo de radiação que está presente principalmente nasseguintes operações: solda elétrica, fusão de metais atemperatura muito alta, nas lâmpadas germicidas, nos geradoresde ozona. Seus efeitos são térmicos, causando queimaduras,eritemas (vermelhidão) na pele, e, também, inflamação nos olhos(conjuntivite). Os efeitos são retardados, aparecendo com maiorforça 6 a 12 horas após a exposição.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 25
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Radiações ionizantesPodem ser provenientes de materiais radioativos ou de aparelhosespeciais. Exemplos: aparelhos de raio-x (quando indevidamenteutilizados), radiografias industriais de controle (gamagrafia). Osefeitos das exposições descontroladas a radiações ionizantes, pormau controle dos processos, são em geral sérios: anemia,leucemia, certos tipos de câncer e efeitos que só aparecem nasgerações seguintes (genéticos).Trabalhos com pressões anormaisSão os trabalhos em que o homem é submetido a pressõesdiferentes da atmosférica, na qual vive normalmente. Essestrabalhos exigem um controle rígido das operações,principalmente na etapa de descompressão e volta à pressãonormal. Ocorrência: em trabalhos submarinos, no trabalho emtubulações e caixões pneumáticos. Os efeitos são: problemas nasarticulações, desde dores até paralisia, e outros problemas maisgraves que podem ser fatais.VibraçõesAs vibrações ocorrem, principalmente, nas grandes máquinaspesadas: tratores, escavadeiras, máquinas de terraplanagem, quefazem vibrar o corpo inteiro, e nas ferramentas manuaismotorizadas que fazem vibrar as mãos, braços e ombros. Osproblemas provenientes das vibrações aparecem em geral apóslongo tempo de exposição (vários anos). No caso de vibração docorpo inteiro, podem aparecer dores na coluna, problemas nosrins, enjôos (mal de mar); no caso de vibrações localizadas nasmãos e braços, podem aparecer problemas circulatórios (mácirculação do sangue) e problemas nas articulações. O tempolongo de exposição e fatores como o frio têm muita influência noaparecimento desses problemas.Má iluminaçãoA iluminação inadequadas nos locais de trabalho pode levar, alémde ser causa de baixa eficiência e qualidade do serviço, a umamaior probabilidade de ocorrência de certos tipos de acidentes e auma redução da capacidade visual das pessoas, o que é umefeito negativo muito importante em alguns tipos de trabalho queexigem atenção e boa visão.___________________________________________________________________________________________________ CST26 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Riscos BiológicosSão os microrganismos presentes no ambiente de trabalho quepodem trazer doenças de natureza moderada e, mesmo, grave.Eles se apresentam invisíveis a olho nu, sendo visíveis somenteao microscópio. Exemplos: as bactérias, bacilos, vírus, fungos,parasitas e outros.Todos estão sujeitos à contaminação por esses agentes, seja emdecorrência de ferimentos e machucaduras, seja pela presença decolegas doentes ou por contaminação alimentar.Exemplo: Nos ferimentos e machucaduras, pode ocorrer, entre outras, a infecção por tétano que pode até matar o empregado. Os colegas podem trazer ao ambiente de trabalho os micróbios que causam hepatite, tuberculose, micose das unhas e da pele. Se o pessoal da copa e cozinha não tiver higiene e asseio, pode ocorrer contaminação das refeições, tendo como possível conseqüência as diarréias.Para prevenção, usam-se as seguintes medidas:• vacinação;• equipamento de proteção individual;___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 27
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• rigorosa higiene pessoal, das roupas e dos ambientes de trabalho;• controle médico permanente.Principais Medidas de Controle dos Riscos AmbientaisAs principais medidas de controle dos riscos ambientais podemreferir-se ao ambiente ou ao pessoal:Medidas relativas ao ambienteSubstituição do produto tóxicoO produto tóxico pode ser substituído por outro produto menostóxico ou inofensivo. Esta é a medida ideal, desde que o substitutotenha qualidades próximas às do original. Também, deve-setomar cuidado para não se criar um risco maior, substituindo umproduto tóxico por outro menos tóxico mas altamente inflamável.Exemplos de substituições corretas: benzeno substituído pelotolueno; substituição de tintas à base de chumbo por tintas à basede zinco; jateamento com areia substituído por jateamento deóxido de alumínio, etc.___________________________________________________________________________________________________ CST28 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Mudança do processo ou equipamentoCertas modificações em processos ou equipamentos podemreduzir muito os riscos ou, até, eliminá-los. Exemplos: pintura aimersão ao invés de pintura a pistola (diminuindo-se a formaçãode vapores dos solventes); rebitagem substituída por solda(menor barulho).Enclausuramento ou confinamentoConsiste em isolar determinada operação do resto da área,diminuindo assim o número de pessoas expostas ao risco.Exemplos: cabine de jateamento de areia; enclausuramento deuma máquina ruidosa.VentilaçãoPode ser exaustora, retirando o ar contaminado no local deformação do contaminante, ou diluidora, que é aquela que joga arlimpo dentro do ambiente, diluindo o ar contaminado. Exemplos:nos tanques de solventes, nas operações com colas, nasoperações geradoras de poeiras, nos rebolos de rebarbamento depeças fundidas.UmidificaçãoOnde há poeiras, o risco de exposição pode ser eliminado oudiminuído pela aplicação de água ou neblina. Muitas operações,feitas a úmido, oferecem um risco bem menor à saúde. Exemplos:mistura de areias de fundição, varredura a úmido.SegregaçãoSegregação quer dizer separação. Nesta medida de controle,separa-se a operação ou equipamento do restante, seja no temposeja no espaço. Separar no tempo quer dizer fazer a operaçãofora do horário normal do resto do pessoal; separar no espaçosignifica colocar a operação a distância, longe dos demais. Onúmero de pessoas expostas ficará bastante reduzido e aquelesque devem ficar junto à operação irão receber proteção especial.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 29
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Boa manutenção e conservaçãoRigorosamente, estas medidas não podem ser consideradasformas específicas de prevenção de riscos. Entretanto, sãocomplementos de quaisquer outras medidas. Muitas vezes, a mámanutenção é a causa principal dos problemas ambientais. Osprogramas e cronogramas de manutenção devem ser seguidos àrisca, dentro dos prazos propostos pelos fabricantes dosequipamentos. Exemplos: ruído excessivo em estruturas emancais; vazamentos de produtos tóxicos; superaquecimento.Ordem e limpezaBoas condições de ordem e limpeza e asseio geral ocupam umlugar-chave nos sistemas de proteção ambiental. O pó, embancadas, rodapés e pisos, que se deposita nas horas calmas,pode rapidamente ser redispersado, no ar da sala, por correntesde ar, movimento de pessoas ou funcionamento de equipamentos.O asseio é sempre importante e onde há materiais tóxicos éimportantíssimo, é primordial. A limpeza imediata de qualquerderramamento de produtos tóxicos é importante medida decontrole. Para a limpeza de poeira, deve ser preferida a aspiraçãoa vácuo; nunca o pó deve ser soprado com bicos de arcomprimido, para efeito de limpeza. É impossível manter um bomprograma de prevenção de riscos ambientais sem umpreocupação constante nos aspectos de ordem e limpeza.Medidas relativas ao pessoalEquipamento de Proteção IndividualO equipamento de proteção individual deve ser sempreconsiderado como uma segunda linha de defesa, após seremtentadas medidas relativas ao ambiente de trabalho. Nassituações onde não são eficientes medidas gerais e coletivasrelativas ao ambiente, a critério técnico, o EPI é a forma deproteção, aliada à limitação da exposição.___________________________________________________________________________________________________ CST30 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________O uso correto do EPI por parte do empregado, o conhecimentodas suas limitações e vantagens, são aspectos que todoempregado deve conhecer através de treinamento específico,coordenado pelo pessoal especializado em Segurança e Medicinado Trabalho.Especial cuidado deve ser tomado na conservação da eficiênciado EPI, sob pena de o mesmo se tornar uma arma de dois gumes,fornecendo ao empregado confiança numa proteção inexistente.Limitação de exposiçãoA redução dos períodos de trabalho tornam-se importante medidade controle onde e quando todas as outras forem impraticáveispor motivos técnicos, locais (físicos) ou econômicos, não seconseguindo reduzir ou eliminar o risco. Assim, a limitação daexposição, dentro de critérios bem definidos tecnicamente, podetornar-se uma solução eficiente em muitos casos. Exemplos:controle do tempo de exposição ao calor. às pressões anormais,às radiações ionizantes.Controle MédicoExames médicos pré-admissionais e periódicos são medidasfundamentais de caráter permanente, constituindo-se numa dasatividades principais dos serviços médicos da empresa. Uma boaseleção na admissão pode evitar a contratação de pessoas quetêm maior sensibilidade e que poderiam adquirir doençasrelacionadas com certas atividades. Os exames médicosperiódicos dos empregados possibilitam, além de um controle desaúde geral do pessoal, a descoberta e a detenção de fatores quepodem levar a uma doença profissional, num estágio ainda iniciale com pouca probabilidade de danos.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 31
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Riscos de EletricidadeIntroduçãoA eletricidade é de grande utilidade no mundo atual, facilitandomuito o trabalho nas indústrias, acionando máquinas eequipamentos. Proporciona, também, conforto e bem-estar emcasa, acendendo lâmpadas, fazendo funcionar rádios televisores,geladeiras, aquecedores etc.A eletricidade é uma forma de energia (energia elétrica)transportada através de condutores (fios elétricos), sendo muitoconhecidas três das suas unidades, que são: volts (V), ampères(A) e watts (W).A tensão, medida em V (volts), é o potencial elétrico e pode-sefazer analogia com a pressão dágua numa tubulação. Pode-se tervárias voltagens, como, por exemplo, numa fábrica onde existetensão de 110 V para as lâmpadas, de 220 V para acionarpequenos aparelhos, de 440 V para acionar motores eequipamentos e, mesmo, tensões maiores.A corrente elétrica (I), medida em ampères (A), em analogia coma rede de água, é a vazão. A corrente depende da solicitação doaparelho elétrico, assim como a vazão da torneira depende dequando se abre a válvula.A multiplicação da tensão pela corrente elétrica dá a potência (P),que é medida em watts (W) ou c.v. (cavalo-vapor).Em eletricidade, há outro fator importante: a resistência elétrica(R), medida em Ohm (Ω), que, a grosso modo, pode sercomparada com a perda de carga de uma tubulação ou de umescoamento de fluido.Mas, enquanto uma rede dágua não mata, quando se toca natubulação, a energia elétrica, que tanto benefício traz, pode matarpelo choque elétrico.O que é EletricidadePara uma maior compreensão dos acidentes e riscos causadospela eletricidade, é preciso explicar alguns conceitos e algumascaracterísticas da eletricidade.___________________________________________________________________________________________________ CST32 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Lei de OHMA Lei de Ohm estabelece que a corrente elétrica que atravessaum condutor está em proporção direta à diferença de potencial eem proporção inversa à resistência do condutor. SÍMBOLO SIGNIFICADO UNIDADE V Corrente volts (V) I Tensão ampères (A) R Resistência Ohms (Ω)Da lei de Ohm tem-se que: I = V/R.Segundo essa lei, para uma dada tensão, que geralmente é fixa(110, 220, 440 volts), quanto maior for a resistência elétrica menorserá a corrente.Exemplo: V = 110 volts Para R = 10 I = 110/10 = 11 Ampères V = 110 volts Para R = 20 I = 110/20 = 5,5 AmpèresPara acontecer qualquer acidente com uma pessoa, é necessárioque passe pelo seu corpo uma determinada corrente e, conformeo lugar por onde passa e o tempo de contato dessa corrente, ter-se-á a gravidade e o tipo de efeito do acidente.Como se vê anteriormente, a corrente depende da tensão e daresistência elétrica, e a passagem da corrente elétrica pelo corpohumano depende da resistência elétrica do mesmo.A resistência elétrica do corpo humano depende de diversosfatores, como exemplo variação da tensão aplicada, tipo de pele,os meios internos como vasos sangüíneos e sistema nervoso, tipode contato e condição da pele.Existem dois tipos principais de resistência do corpo humano,sendo a cutânea (da pele) a que oferece maiores variações devalores, dependendo da espessura da pele no local, da umidadeda pele, variando de 1.000 a 100.000 Ohms, podendo atingirvalores maiores. A outra resistência, a dos meios internos, variamenos, de 500 a 1.000 Ohms aproximadamente.Portanto, a resistência elétrica do corpo humano varia de 1.500 a100.000 Ohms, em média.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 33
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________EFEITOS DA CORRENTE ELÈTRICAConsiderando que uma corrente de 25 miliampères pode causaracidentes fatais, e considerando-se uma resistência de 1.500Ohms para o corpo humano, tem-se: V = I x R = 0,025 x 1.500 = 37,5VPortanto, uma tensão de 37,5 volts já poderá causar acidentesfatais em casos especiais de contato. Intensidade Estado Possível Perturbações Possíveis Resultado Final(miliampères) de Choque Provável 1 Normal Nenhuma Normal 1a3 Normal Pequena sensação Normal desagradável 3a9 Normal Sensação de choque Normal desagradável; contrações musculares 9 a 20 Morte Sensações dolorosas; Restabelecimento aparente contrações musculares ou Morte violentas; dificuldade de respirar; perturbações circulatórias 20 a 100 Morte Sensação insuportável; Restabelecimento aparente contrações musculares ou Morte violentas; asfixia; perturbação circulatória; desmaios. acima de 100 Morte Desmaios; Morte aparente asfixia imediata; fibrilação ventricular.O tempo de contato com a corrente é muito importante nagravidade dos acidentes, porque, como foi visto na tabela anterior,determinadas intensidades de corrente produzem contraçõesmusculares que levam à asfixia e à fibrilação ventricular, o que,por tempo prolongado, causa acidente fatal ou, então dificulta arecuperação. Estima-se em menos de 2 minutos o tempo dechoque em que as contrações musculares levam à asfixia.O trajeto da corrente no corpo humano tem grande influência paraas conseqüências do choque elétrico, pois é mais difícil reanimaruma pessoa com fibrilação ventricular, que exige um processo de___________________________________________________________________________________________________ CST34 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________massagem cardíaca, difícil de se executar, do que uma pessoaque, simplesmente, tem uma asfixia e que pode ser reanimadacom o processo de respiração artificial.Abaixo, um tipo de contato elétrico onde há passagem de correnteelétrica pelo corpo e a porcentagem de corrente que passa pelocoração:Principais Sintomas Causados pelo ChoqueAs principais conseqüências devidas a choques elétricos podemser divididas em dois tipos; os que causam:Choques que não causam lesões orgânicas• Os casos de pequenos choques elétricos de simples descargas elétricas de baixa intensidade num intervalo de tempo pequeno, sem causar danos, em que a vítima sente apenas um formigamento no local de contato;• Os choques elétricos um poucos mais fortes, por pouco tempo, quando a pessoa atingida sofre uma violenta contração muscular;• Os choques elétricos em que a vítima, além da violenta contração muscular, sofre um estado de comoção que se dissipa rapidamente;• Os choques elétricos que, causando a contração dos músculos das regiões próximas à do contato, levam a lesões profundas, como queimadura no local e outros acidentes, por exemplo, quedas.Choques que causam lesões orgânicas:A vítima do choque elétrico fica em estado de morte aparentedevido a um ou mais fatores que são explicados abaixo:___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 35
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• Inibição do centro respiratório. É o caso em que devido ao choque elétrico os músculos respiratórios se contraem violentamente e perdem a sua capacidade muscular, podendo levar à parada respiratória;• Fibrilação do coração. É o caso em que, após a passagem de uma corrente elétrica pelos músculos do coração, estes entram num estado de batimento insatisfatório, fazendo que o coração não execute a sua função de bombear sangue.Riscos ElétricosComo já foi visto, até uma tensão de 37,5 volts poderá causar umacidente fatal em determinadas condições. Como a maioria dasinstalações elétricas são de uma voltagem de 110 V ou mais,sempre existirão perigos potenciais de acidentes elétricos.Os principais tipos de riscos elétricos são:• Fios e partes metálicas sob tensão, desprotegidos, que poderão ser tocados acidentalmente ou sem conhecimento de que estejam energizados.• Máquinas, equipamentos e ferramentas que estejam com suas carcaças energizadas, devido a falha do isolamento interno da sua fiação, poderão causar choques elétricos quando não aterradas eletricamente e quando a mão do operador estiver úmida ou ele estiver sobre o piso úmido sem calçados apropriados.Estes tipos de contato poderão causar o surgimento de umadiferença de potencial entre uma pessoa e a terra e com isso apassagem de corrente elétrica através do seu corpo.Além desses acidentes, o choque elétrico poderá desencadearoutros efeitos mais graves como, por exemplo, os casos em que avítima, após o contato com partes energizadas da instalação emlugares altos, em passarelas ou andaime, pode sofrer uma queda,se não estiver devidamente segura no local.Existe o risco de se provocar incêndio devido a um condutorsubdimensionado ou por haver nele uma sobrecarga, ou seja, acorrente que passa no condutor é mais que a corrente que elepode suportar, a ponto de o seu isolamento entrar emdeterioração, com conseqüente curto-circuito.Ligações de fios com contatos mal feitos criarão uma maiorresistência elétrica que poderá aquecer o local da ligação.Desligar chave tipo faca, com aparelhos ligados, poderá fazer comque haja a formação do arco voltaico (formação de faísca), o que___________________________________________________________________________________________________ CST36 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________poderá ser perigoso, principalmente em ambiente onde searmazenam inflamáveis.Cuidados nas Instalações ElétricasAlgumas providências são essenciais. Deve-se, assim:• Tomar alguns cuidados com as instalações elétricas como, por exemplo, não deixar fios, partes metálicas ou objetos expostos que possam ser tocados por pessoas. Em casos de emergência, colocar placas de advertência de forma bem visível com o nome do responsável;• Não deixar chaves tipo faca e nem quadro de comando de força expostos, com suas partes energizadas oferecendo riscos de contato acidental;• Proteger os equipamentos elétricos de alta tensão através de guardas fixas, como cercas, ou instalá-los em locais que não oferecem perigo;• Usar fiação correta para as ligações, dimensionando a bitola da mesma de acordo com a carga (corrente) que irá conduzir, usando para isso, de preferência, as tabelas da NB-3 da ABNT;• Proteger as instalações elétricas, usando fusíveis e disjuntores para que, em caso de sobrecarga, o circuito seja desligado, queimando o fusível ou desligando o disjuntor, provocando o corte do fornecimento de energia e com isso não danificando a instalação elétrica e o equipamento;• Ao ligar um aparelho e uma tomada elétrica ou ao fazer uma ligação de um aparelho a uma rede elétrica, verificar se a tensão da linha de fornecimento corresponde à do aparelho e se, ligando-se o aparelho, não se irá sobrecarregar a linha, provocando a queima do fusível, queda de disjuntores ou danos na fiação elétrica;• Não ligar simultâneamente mais de um aparelho à mesma tomada de corrente;• Usar ferramentas manuais com isolamento elétrico;• Certificar se o circuito elétrico esta energizado ou não, através do detector de tensão;• Identificar o nível de tensão das instalações elétricas, e colocar placas de advertência.Medidas Preventivas em Instalações ElétricasAs medidas a seguir têm importância capital na prevenção deacidentes.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 37
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• Somente usar material, aparelhos e equipamentos, de qualidade comprovada;• Permitir a instalação e manutenção somente por profissionais qualificados e obedecendo às normas técnicas vigentes no país;• Manter as instalações e os aparelhos em ótimo estado de conservação e manutenção;• Tomar cuidado em qualquer serviço nas instalações elétricas, mesmo as de baixa tensão;• Usar somente fios com capacidade adequada para o equipamento a ser utilizado, devidamente protegidos contra toque acidental, preferivelmente isolados e protegidos mecanicamente, fazendo-se a instalação aérea ou por eletroduto (conduíte) rígido ou flexível;• Aterrar eletricamente as carcaças e as proteções metálicas dos equipamentos. Ver, no fim deste capítulo, como aterrar adequadamente máquinas e equipamentos;• Proteger de toques acidentais os equipamentos sob tensão, colocando-os dentro de caixas especiais ou cercando-os com barreiras fixas (cerca de tela ou balaustrada).Nos acidentes de origem elétrica, o número de casos fataispoderá ser consideravelmente diminuído se medidas de socorrosforem postas imediatamente em prática, já que o tempo deexposição à corrente é um fator muito importante no agravamentodeste tipo de acidentes.E o ideal é que todos conheçam os métodos de primeirossocorros para acidentes causados por eletricidade ou, pelomenos, o pessoal que trabalha com ela ou em lugares onde orisco de choques elétricos é alto.Na reanimação de um acidentado, devem-se observar algunscuidados como, por exemplo:• antes de tocar no corpo da vítima, procurar livrá-la do circuito elétrico, com segurança e rapidez;• não usar as mãos nuas ou qualquer objeto metálico para cortar o circuito ou afastar fios; usar luvas ou bastões isolantes;• verificar se o desligamento da corrente não causará uma grande queda da vítima e, se isto for ocorrer, procurar um meio de ampará-la.Passos a seguir na reanimação:a) desligar imediatamente circuito;b) mover o menos possível a vítima;c) examine as narinas, abra a boca, desenrole a língua e retire objetos estranhos (dentaduras, palitos, alimentos, etc.) se for o caso;___________________________________________________________________________________________________ CST38 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________d) se for o caso de respiração artificial, seguir as instruções do Capítulo de Primeiros Socorros;e) afrouxar o colarinho e peças de roupa que impeçam a livre circulação;f) se for o caso, iniciar imediatamente a massagem cardíaca.Aterramento ElétricoO aterramento elétrico é uma maneira entre várias de eliminar osriscos:Choque elétrico - proveniente de defeitos de equipamentoselétricos e causado por processos industriais;Incêndios ou explosões - resultantes da manipulação deprodutos inflamáveis e/ou explosivos.Além das duas finalidades mencionadas, ele é mais comumenteutilizado com o propósito de oferecer segurança aosequipamentos e às instalações elétricas.O emprego do aterramento elétrico, quando visa à proteção deequipamentos e instalações elétricas, normalmente se dá quercomo meio de proteção às instalações elétricas, quer como meiode proteção a equipamentos elétricos; tal é o caso dosdispositivos como o pára-raios, que visam a proteger as linhasaéreas quanto aos perigos decorrentes de sobretensões ou,então, a evitar a interferência que surge em equipamentoseletrônicos devido à falta do aterramento elétrico.Em ambos os casos descritos acima, os cuidados a seremobservados na instalação não são tão críticos quanto aquelesdirigidos à proteção de pessoas, por causa dos riscos de choqueelétrico e quanto à proteção de instalações, no caso de incêndiose explosões.A obrigatoriedade do uso do aterramento elétrico como medida decontrole dos riscos provenientes do uso da eletricidade, é dadapela portaria 3214 de 8 de junho de 1978 do Ministério doTrabalho, através da Norma Regulamentadora nº 10, "Instalaçõese Serviços em Eletricidade".___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 39
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Noções Básicas de Demarcações de SegurançaIntroduçãoSendo, a visão, a capacidade sensitiva mais usada pelo homem(aproximadamente 87% das sensações recebidas passam peloórgão da visão), e como em muito caso há necessidade de umarápida distinção entre o perigoso e o seguro, ou da localização decertos equipamentos, com segurança e rapidez, resolveu-sepadronizar o uso das cores.Com o uso de cores padronizadas, pode-se, em caso de incêndio,localizar os equipamentos de combate ao fogo, com rapidez,distinguir os dispositivos de parada de emergência de máquinasou notar suas partes perigosas.O uso de tubulações pintadas em cores padronizadas permitedistinguir cada elemento transportado em uma tubulação entrediversas tubulações existentes dentro de uma empresa.Cores e Sinalização na Segurança do TrabalhoTem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locaisde trabalho para prevenção de acidentes, identificando osequipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando ascanalizações empregadas nas empresas para a condução delíquidos e gases, e advertindo contra riscos.Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentosou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscosexistentes.A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formasde prevenção de acidentes.O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de nãoocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador.As cores aqui adotadas serão as seguintes:• Vermelho, amarelo, branco, preto, azul, verde, laranja, púrpura, lilás, cinza, alumínio, marrom.A indicação em cor, sempre que necessária, especialmentequando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho,será acompanhada dos sinais convencionais ou a identificaçãopor palavras.VermelhoO vermelho deverá ser usado para distinguir e indicarequipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. Nãodeverá ser usada na indústria para assinalar perigo, por ser de___________________________________________________________________________________________________ CST40 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de altavisibilidade) e o alaranjado (que significa Alerta).É empregado para identificar:• Caixa de alarme de incêndio;• Hidrantes;• Bombas de incêndio;• Sirene de alarme de incêndio;• Extintores e sua localização;• Indicações de extintores (visível à distância, dentro da área de uso do extintor);• Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel, suporte, moldura da caixa ou nicho);• Tubulações, válvulas e hastes do sistema de aspersão de água;• Transporte com equipamentos de combate a incêndio;• Portas de saídas de emergência;• Rede de água para incêndio (SPRINKLERS);• Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica).A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido deadvertência de perigo:• Nas luzes a serem colocadas em barricadas, tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias;• Em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência.AmareloEm canalizações, deve-se utilizar o amarelo para identificar gasesnão liqüefeitos.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 41
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!",assinalando:• Partes baixas de escadas portáteis;• Corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco;• Espelhos de degraus de escadas;• Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço, entradas subterrâneas, etc.) e de plataformas que não possam ter corrimões;• Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente;• Faixas no piso de entrada de elevadores e plataformas de carregamento;• Meios-fios, onde haja necessidade de chamar atenção;• Paredes de fundo de corredores sem saída;• Vigas colocadas à baixa altura;• Cabines, caçambas, guindastes, escavadeiras, etc;• Equipamentos de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras, tratores industriais, pontes-rolantes, vagonetes, reboques, etc;• Fundos de letreiros e avisos de advertência;• Pilastras, vigas, postes, colunas e partes salientes da estrutura e equipamentos em que se possa esbarrar;• Cavaletes, porteiras e lanças de cancelas;• Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto);• Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco;• Pára-choques para veículos de transporte pesados, com listras pretas.Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usadossobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar avisibilidade da sinalização.BrancoO branco será empregado em:• Passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas (localização e largura);• Direção e circulação, por meio de sinais;• Localização e coletores de resíduos;• Localização de bebedouros;___________________________________________________________________________________________________ CST42 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• Áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência;• Áreas destinadas à armazenagem;• Zonas de segurança.PretoO preto será empregado para indicar as canalizações deinflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex.: óleolubrificante, asfalto, óleo combustível, alcatrão, piche, etc.).O preto poderá ser usado em substituição ao branco, oucombinado a este quando condições especiais o exigirem.AzulO azul será utilizado para indicar "Cuidado!", ficando o seuemprego limitado a avisos contra uso e movimentação deequipamentos, que deverão permanecer fora de serviço.• Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando, de partida, ou fontes de energia dos equipamentos.Será também empregado em:• Canalizações de ar comprimido;• Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção;• Avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.VerdeO verde é a cor que caracteriza "segurança".Deverá ser empregado para identificar:• Canalizações de água;• Caixas de equipamentos de socorro de urgência;• Caixas contendo máscaras contra gases;• Chuveiros de segurança;• Macas;• Fontes lavadoras de olhos;• Quadros para exposição de cartazes, boletins, avisos de segurança, etc;• Porta de entrada de salas de curativos de urgência;• Localização de EPI; caixas contendo EPI;___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 43
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• Emblemas de segurança;• Dispositivos de segurança;• Mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).LaranjaO laranja deverá ser empregado para identificar:• Canalizações contendo ácidos;• Partes móveis de máquinas e equipamentos;• Partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas;• Faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos;• Faces externas de polias e engrenagens;• Botões de arranque de segurança;• Dispositivos de corte, bordas de serras, prensas;PúrpuraA púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientesdas radiações eletromagnéticas penetrantes de partículasnucleares.Deverá ser empregada a púrpura em:• Portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade;• Locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados;• Recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados;• Sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.LilásO lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenhamálcalis. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para aidentificação de lubrificantes.___________________________________________________________________________________________________ CST44 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________CinzaCinza ClaroO cinza claro deverá ser usado para identificar canalizações emvácuo.Cinza EscuroO cinza escuro deverá ser usado para identificar eletrodutos.AlumínioO alumínio será utilizado em canalizações contendo gasesliqüefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex.:óleo diesel, gasolina, querosene, óleo lubrificante, etc.).MarromO marrom pode ser adotado, a critério da empresa, paraidentificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores.Cores em MáquinasO corpo das máquinas deverá ser pintado em branco, preto ouverde.Cores em CanalizaçõesAs canalizações industriais, para condução de líquidos e gases,deverão receber a aplicação de cores, em toda sua extensão, afim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes.Obrigatoriamente, a canalização de água potável deverá serdiferenciada das demais.Quando houver a necessidade de uma identificação maisdetalhada (concentração, temperatura, pressões, pureza, etc.), adiferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes,aplicadas sobre a cor básica.A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo quepossibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte dacanalização.Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas coresbásicas de acordo com a natureza do produto a ser transportado.O sentido de transporte de fluido, quando necessário, seráindicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a corbásica da tubulação.Para fins de segurança pelo mesmo sistema de cores que ascanalizações.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 45
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Sinalização para Armazenamento de Substância PerigosasO armazenamento de substâncias perigosas deverá seguirpadrões internacionais.Para fins do disposto no item anterior, considera-se substânciaperigosa todo o material que seja, isoladamente ou não, corrosivo,tóxico, radioativo, oxidante, e que durante o seu manejo,armazenamento, processamento, embalagem, transporte, possaconduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores, equipamentos,ambiente de trabalho.Símbolos para Identificação dos Recipientes naMovimentação de MateriaisNa movimentação de materiais no transporte terrestre, marítimo,aéreo e intermodal, deverão ser seguidas as normas técnicassobre simbologia vigentes no país.Rotulagem PreventivaA rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deveráser feita segundo as normas constantes deste item.Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves, precisas,redigidas em termos simples e de fácil compreensão.A linguagem deverá ser prática, não se baseando somente naspropriedades inerentes a uma produto, mas dirigida de modo aevitar os riscos resultantes do uso, manipulação e armazenagemdo produto.Onde possa ocorrer misturas de duas ou mais substânciasquímicas, com propriedades que variem, em tipo ou graudaquelas dos componentes considerados isoladamente, o rótulodeverá destacar as propriedades perigosas do produto final.Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos:• Nome Técnico do Produto;• Palavra de Advertência, designando o grau de risco;• Indicações de Risco;• Medidas Preventivas, abrangendo aquelas a serem tomadas;• Primeiros Socorros;• Informações Para Médicos, em casos de acidentes;• Instruções Especiais em Caso de Fogo, Derrame ou Vazamento, quando for o caso.No cumprimento do disposto no item anterior dever-se-á adotar oseguinte procedimento:Nome Técnico Completo___________________________________________________________________________________________________ CST46 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________O rótulo especificando a natureza do produto químico. Exemplo:"Ácido Corrosivo", "Composto de Chumbo" etc. Em qualquersituação a identificação deverá ser adequada, para permitir aescolha do tratamento médico correto, no caso de acidente.Palavra de AdvertênciaAs palavras de advertência que devem ser usadas são:"PERIGO" - para indicar substâncias que apresentam alto risco."ATENÇÃO" - para substâncias que apresentam risco leve.Indicação de RiscoAs indicações deverão informar sobre os riscos relacionados aomanuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto.Exemplos: "Extremamente Inflamáveis", "Nocivo se AbsorvidoAtravés da Pele", etc.Medidas PreventivasTêm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadaspara evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados.Exemplos: "Mantenha Afastado do Calor, Faíscas e ChamasAbertas" e "Evite Inalar a Poeira".Primeiros SocorrosMedidas específicas que podem ser tomadas antes da chegadado médico.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 47
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Noções Básicas de Combate à IncêndioPrincípios Básicos do FogoPara nossa própria segurança, devem-se conhecer os doisaspectos fundamentais da proteção contra incêndio.O primeiro aspecto é o da prevenção de incêndios, isto é, evitarque ocorra o fogo, utilizando certas medidas básicas, as quaisenvolvem a necessidade de se conhecerem, entre outros itens:a) as características do fogo;b) as propriedades de risco dos materiais;c) as causas de incêndios;d) o estudo dos combustíveis.Quando, apesar da prevenção, ocorre um princípio de incêndio, éimportante que ele seja combatido de forma eficiente, para quesejam minimizadas suas conseqüências. A fim de que essecombate seja eficaz, deve-se, ainda:___________________________________________________________________________________________________ CST48 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________a) conhecer os agentes extintores;b) saber utilizar os equipamentos de combate a incêndios;c) saber avaliar as características do incêndio, o que determinará a melhor atitude a ser tomada.Pode-se definir o fogo como a conseqüência de uma reaçãoquímica denominada combustão, que produz calor ou calor e luz.Para que ocorra essa reação química, dever-se-á ter, no mínimo,dois reagentes que, a partir da existência de uma circunstânciafavorável, poderão combinar-se.Os elementos essenciais do fogo são:• combustível (carbono, hidrogênio)• comburente (oxigênio);• calor (energia de ativação).CombustívelEm síntese, combustível é todo material, toda substância quepossui a propriedade de queimar, de entrar em combustão.Os combustíveis podem apresentar-se em 3 estados físicos:• sólido (madeira, papel, tecidos, etc.);• líquido (álcool, éter, gasolina, etc.);• gasoso (acetileno, butano, propano, etc.).___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 49
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ComburenteNormalmente, o oxigênio combina-se com o material combustível,dando início à combustão.O ar atmosférico contém, na sua composição, cerca de 21% deoxigênio.Para demonstrar a importância do oxigênio na reação,recomendamos a seguinte experiência:1º acender uma vela;2º colocar um copo de material resistente ou um recipiente de vidro sobre a vela.Observe que a chama diminuirá gradativamente até a extinção dofogo; isso porque o oxigênio existente no recipiente vai sendoconsumido na reação, até atingir uma quantidade insuficiente paramantê-la.Genericamente, o comburente é definido como "mistura gasosaque contém o oxidante em concentração suficiente para que emseu meio se desenvolva a reação de combustão".CalorÉ o elemento que fornece a energia de ativação necessária parainiciar a reação entre o combustível e o comburente, mantendo epropagando a combustão, como a chama de um palito defósforos.Note-se que o calor propicia:a) elevação da temperatura;b) aumento do volume dos corpos;c) mudança no estado físico das substância.___________________________________________________________________________________________________ CST50 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Há casos de materiais em que a própria temperatura ambiente jáserve como fonte de calor, como o magnésio, por exemplo.Condições Propícias para a CombustãoAlém dos elementos essenciais do fogo, há a necessidade de queas condições em que esses elementos se apresentam sejampropícias para o início da combustão.Se uma pessoa trabalha em um escritório iluminado com umalâmpada incandescente de 100 watts e, além disso, ela fuma,haverá no ambiente:Combustível: mesa, cadeira, papel, etc.;Comburente: oxigênio presente na atmosfera;Calor: representado pela lâmpada incandescente ligada e pelocigarro acesso.Apesar de esses três elementos estarem presentes no ambiente,só ocorrerá incêndio, se, por distração da pessoa que estátrabalhando, uma folha de papel, por exemplo, encostar no cigarroaceso.Neste caso, o calor do cigarro aquecerá o papel e este começaráa liberar vapores que, em contato com a fonte de calor (brasa docigarro), se combinará com o oxigênio do ar e entrará emcombustão.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 51
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________IMPORTANTE: Somente quando o combustível se apresentar soba forma de vapor (ou gás), ele poderá, normalmente, entrar emignição. Se esse combustível estiver no estado sólido ou líquido,haverá necessidade de que seja aquecido, para que comece aliberar vapores ou gases.Esquematicamente, podem-se considerar vários casos: aquecimentoa) sólido ----------------------------------> vaporExemplo: Papel aquecimento aquecimentob) sólido -------------------------> líquido --------------------------> vaporExemplo: Parafina___________________________________________________________________________________________________ CST52 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ aquecimentoc) líquido ----------------------------------> vaporExemplo: Óleos combustíveisd) gás (já se apresenta no estado físico adequado à combustão)Exemplo: AcetilenoQuanto ao oxigênio, ele deverá estar presente no ambiente, emporcentagens adequadas.Para cada combustível haverá a necessidade da presença de umaporcentagem mínima de oxigênio, a partir da qual a misturapoderá entrar em combustão. A concentração de oxigênio abaixodesse limite inviabiliza a combustão, pois a mistura combustível-comburente estará muito "rica".Reação em CadeiaToda reação química envolve troca de energia. Na combustão,parte da energia desprendida é dissipada no ambiente,provocando os efeitos térmicos derivados do incêndio; o restantecontinua a aquecer o combustível, fornecendo a energia (fonte decalor)) necessária para que o processo continue.Didaticamente, representa-se a reação química da seguinteforma: COMBUSTÍVEL + COMBURENTE FONTE DE IGNIÇÃO LUZ + CALOR + FUMOS + GASES (vapor)Essa reação vai ter uma velocidade de propagação relacionadacom diversos fatores, tais como temperatura, umidade do ar,características inerentes ao material combustível, forma físicadesse material (sólido bruto ou particulado, líquido, etc.),condições de ventilação aspectos que serão adiante analisados:___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 53
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ER - Energia das substâncias reagentesEA - Energia de ativaçãoEI = ER + EA = Energia do processo que desencadeia a reaçãoEP = Energia final dos produtos da reação∆E1 = parte da energia desprendida que é reaproveitada noprocesso, continuando a aquecer as substâncias reagentes;∆E2 = parte da energia desprendida que é dissipada no ambiente.Triângulo do FogoOs três elementos básicos para que um fogo se inicie são,portanto, o material combustível, o comburente e a fonte deignição ou fonte de calor. A representação gráfica desse conjuntoé tradicionalmente chamada de Triângulo do Fogo.Conforme ao exposto no item anterior, a propagação do fogo vaidepender da existência de energia suficiente para manter areação em cadeia.___________________________________________________________________________________________________ CST54 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________CombustãoA combinação dos três elementos do triângulo do fogo sobcondições propícias permite a ignição e a continuação dasreações químicas, as quais podem ser classificadas em:• oxidação lenta,• combustão simples,• deflagração,• detonação,• explosão.O parâmetro empregado para classificar as combustões é avelocidade de propagação.A velocidade de propagação é definida como a velocidade dedeslocamento da frente de reação, ou a velocidade dedeslocamento da fronteira entre a área já queimada (zona dosprodutos da reação) e a área ainda não atingida pela reação(zona não destruída).ClassificaçãoOxidação lenta - A energia despendida na reação é dissipada nomeio ambiente sem criar um aumento de temperatura na áreaatingida (não ocorre a reação em cadeia). É o que ocorre com aferrugem (oxidação do ferro) ou com o papel, quando ficaamarelecido. A propagação ocorre lentamente, com velocidadepraticamente nula.Combustão simples - Há percepção visual do deslocamento dafrente de reação, porém a velocidade de propagação é inferior a 1metro por segundo (m/s). Os incêndios normais, como acombustão de madeira, papel, algodão, são exemplos decombustão simples, onde a energia desprendida na reação édissipada, indo parte para o ambiente e sendo parte utilizada paramanter a reação em cadeia, ativando a mistura combustível-comburente.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 55
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Deflagração - A velocidade de propagação é superior a 1 m/s,mas inferior a 400 m/s. Surge o fenômeno de elevação dapressão com valores limitados entre 1 e 10 vezes a pressãoinicial. Ocorre a deflagração com a pólvora, misturas de póscombustíveis e vapores líquidos inflamáveis.Detonação - A velocidade de propagação é superior a 400 m/s.Pela descontinuidade das ondas de pressão geradas, cria-se umaonda de choque que pode atingir até 100 vezes a pressão inicial.Ocorre com explosivos industriais, como a nitroglicerina, e, emcircunstâncias especiais, com mistura de gases e vapores emespaços confinados.Explosão - O termo pode ser aplicado genericamente aosfenômenos onde o surgimento de ondas de pressão produzemefeitos destrutivos, quando o ambiente onde ocorre a reação nãopode suportar a pressão gerada.Comportamento do CombustívelPelos efeitos possíveis de uma combustão em função davelocidade de propagação, fica evidente a necessidade de seconhecerem os fatores que influem na velocidade de propagação,para que o técnico prevencionista possa calcular os riscosoriundos de determinada mistura combustível-comburente.Estado FísicoPara avaliação do risco de incêndio, o estado físico docombustível é o primeiro aspecto a ser analisado:Combustível sólido - em condições normais, o aquecimento deum combustível no estado sólido provoca inicialmente avaporização da umidade, obtendo-se um resíduo sólido (carbonofixo); posteriormente, pela ação do calor, são liberados compostosgasosos que reagirão com o oxigênio em presença do calor, atéque seja consumida toda a matéria combustível.Combustível líquido - a combustão dos líquidos, de composiçãoCN Hm, é decorrente de dois processos:Teoria da HidroxilizaçãoOs hidrocarbonetos pulverizados são decompostos, quando sob aação do oxigênio e do calor, em compostos hidroxilados (tipoaldeído) de cadeia menor. A ação contínua do calor e do oxigênioacaba por transformar estes compostos em espécies químicasmais simples, como monóxido de carbono e hidrogênio, quesofrerão nova combustão, produzindo, finalmente, dióxido decarbono e água. Assim, a chama azul produzida no Bico deBunsem, indicativa de combustão de monóxido de carbono e___________________________________________________________________________________________________ CST56 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________hidrogênio, teria explicação através desta teoria, pois no interiordo Bico teríamos um gradiente de temperatura e a conseqüenteformação de compostos hidroxilados complexos.Teoria do "Craking"Os hidrocarbonetos pulverizados, em mistura com o ar, ao seremsubmetidos a um aquecimento brusco, cindem, produzindodiretamente carbono e hidrogênio, que reagirão com o oxigênio,resultando dióxido de carbono e água como produtos finais. Estateoria pode ser explicada através da queima de uma vela, pois aparafina liqüefeita, ao se vaporizar no pavio, cinde diretamente emcarbono e hidrogênio, quando em contato com a chama. Apresença do carbono pode ser facilmente detectada por meio deintrodução de uma superfície fria no interior da chama, o queimplicará um deposito de fuligem (carbono) sobre aquela.Convém notar que na prática, esses dois processos ocorremsimultaneamente, com predominância de um ou outro,dependendo do caso.Combustível gasoso - em mistura com o oxigênio em proporçõesadequadas pode entrar em combustão pela ação de um pequenoarco voltaico, ou faísca gerada por atrito.Pelas teorias apresentadas, conclui-se que o combustível sólidoou líquido entra em combustão somente após a vaporização ouprodução de gás, a partir de sua decomposição, resultante daação do calor e do oxigênio.No entanto, há substâncias que são excluídas da regra geral,como o carvão vegetal e os metais piróforos, que, expostos aooxigênio, entram espontaneamente em combustão.TemperaturaTodo material possui certas propriedades que o diferenciam deoutros, em relação ao nível de combustibilidade. Por exemplo,pode-se incendiar a gasolina com a chama de um isqueiro, nãoocorrendo o mesmo em relação ao carvão coque. Isso porque ocalor gerado pela chama do isqueiro não seria suficiente paralevar o carvão coque à temperatura necessária para que eleliberasse vapores combustíveis.Cada material, dependendo da temperatura a que estiversubmetido, liberará maior ou menor quantidade de vapores. Paramelhor compreensão do fenômeno, definem-se algumas variáveis,denominadas:• ponto de fulgor;___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 57
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• ponto de combustão;• temperatura de ignição.Ponto de fulgor - É a temperatura mínima em que umcombustível começa a desprender vapores que, se entrarem emcontato com alguma fonte externa de calor, se incendeiam. Sóque as chamas não se mantém, não se sustentam, por nãoexistirem vapores suficientes. Se aquecermos pedaços demadeira dentro de um tubo de vidros de laboratório, a certatemperatura a madeira desprenderá vapor de água; esse vapornão pega fogo. Aumentando-se a temperatura, em certo pontocomeçarão a sair gases pela boca do tubo. Aproximando-se umfósforo aceso, esses gases transformar-se-ão em chamas. Por aí,nota-se que um combustível sólido (a madeira), a acertatemperatura, desprende gases que se misturam ao oxigênio(comburente) e que se inflamam em contacto com a chama dofósforo aceso.O fogo não continua porque os gases são insuficientes, formam-se em pequena quantidade. O fenômeno observado indica o"ponto de fulgor" da madeira (combustível sólido), que é de 150ºC(cento e cinqüenta grau centígrados). O ponto de fulgor varia decombustível a combustível: para a gasolina ele é de -42ºC (menosquarenta e dois graus centígrados); já para o asfalto é de 204ºC(duzentos e quatro graus centígrados).___________________________________________________________________________________________________ CST58 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Ponto de combustão - Na experiência da madeira, se oaquecimento prosseguir, a quantidade de gás expelida do tuboaumentará. Entrando em contato com a chama do fósforo,ocorrerá a ignição, que continuará, mesmo que o fósforo sejaretirado. A queima, portanto, não para. Foi atingido o "ponto decombustão", isto é, a temperatura mínima a que esse combustívelsólido, a madeira, sendo aquecido, desprende gases que, emcontacto com fonte externa de calor, se incendeiam, mantendo-seas chamas. No ponto de combustão, portanto, acontece um fatodiferente, ou seja, as chamas continuam.Temperatura de ignição - Continuando o aquecimento damadeira, os gases, naturalmente, continuarão se desprendendo.Em certo ponto, ao saírem do tubo, entrando em contato com ooxigênio (comburente), eles pegarão fogo sem necessidade dachama do fósforo. Ocorre, então, um fato novo: não há maisnecessidade da fonte externa de calor. Os gases desprendidos docombustível, apenas ao contato com o comburente, pegam fogoe, evidentemente, mantêm-se em chamas. Foi atingida a"temperatura de ignição", que é a temperatura mínima em quegases desprendidos de um combustível se inflamam, pelo simplescontacto com o oxigênio do ar. O etér atinge sua temperatura deignição a 180ºC (cento e oitenta graus centígrados) e o enxofre a232ºC (duzentos e trinta e dois graus centígrados).Uma substância só queima quando atinge, pelo menos, o pontode combustão. Quando ela alcançar a temperatura de ignição,bastará que seus gases entrem em contacto com o oxigênio parapegar fogo, não havendo necessidade de chama ou de outra fontede calor para provocá-lo. Convém lembrar que, mesmo que ocombustível esteja no ponto de combustão, se não houver chamaou outra fonte de calor não se verificará o fogo.Grande parte dos materiais sólidos orgânicos, líquidos e gasescombustíveis contêm grandes quantidades de carbono e/ou dehidrogênio. Citamos como exemplo o gás propano, cujasporcentagens em petracloreto de carbono, considerado nãocombustível, tem aproximadamente, 82% de carbono e 18% dehidrogênio. O tetracloreto de carbono, considerado nãocombustível, tem aproximadamente, em peso, 8% de carbono e92% de cloro.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 59
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________VentilaçãoQuanto mais ventilado for o local onde ocorre a combustão, maisviva ela será, pois haverá renovação do ar com a entrada de maisoxigênio, permitindo manter a reação em cadeia.É por esse motivo que se recomenda à pessoa cujas roupasestejam em chamas, que não corra, pois, dessa forma, aumentaráa ventilação e, consequentemente, as chamas. A pessoa devedeitar-se e rolar pelo chão até abafarem-se as chamas.Forma físicaQuanto mais subdividido estiver o material, mais rapidamenteentrará em combustão. A figura mostra um exemplo clássico,pois a velocidade de propagação é muito maior na serragem doque na madeira maciça, embora a composição seja a mesma.Isso se deve a maior superfície de contato entre combustível ecomburente.___________________________________________________________________________________________________ CST60 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Outro exemplo é o da gasolina em recipientes com aberturas dedimensões diferentes.Na figura seguinte a queima será muito mais rápida e intensa no2º caso, embora a quantidade de líquido seja a mesma.Comportamento do ComburenteConsiderando genericamente a combustão como uma reação deoxidação, a composição química das substâncias determinará ograu de combustibilidade do material.Há substâncias que liberam oxigênio em certas condições, comoo cloreto de potássio. Outras podem funcionar comocomburentes: por exemplo, uma atmosfera contendo cloro. Taiscasos são mais esporádicos e seu estudo envolveria umacomplementação de conhecimentos.Em condições normais, a maior fonte de comburente é ao próprioar atmosférico que em sua composição, possui cerca de 21% deoxigênio.A partir de 16% de O2 (oxigênio) no ambiente, já pode havercombustão com labaredas, e quanto maior a presença deoxigênio, mais via será essa combustão.Com a presença de oxigênio numa proporção entre 8 e 16%, nãohaverá labaredas, e numa proporção ainda menor, praticamentenão haverá combustão.Em ambientes hospitalares ou industriais, onde se manipuleoxigênio puro (100%), deve ser feita uma análise de riscos maissevera.Na presença de gases combustíveis, como propano, butano,metano, o limite inferior de concentração de oxigênio necessáriopara a combustão está próximo a 12%, e para o hidrogênio esselimite está próximo a 5%.Dessa forma, as medidas de prevenção devem ser intensificadas.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 61
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Fontes de CalorAs fontes de calor em um ambiente podem ser as mais variadas:• a chama de um fósforo;• a brasa de um cigarro aceso;• uma lâmpada;• a chama de um maçarico, etc.A própria temperatura ambiente já pode vaporizar um materialcombustível; é o caso da gasolina, cujo ponto de fulgor é de,aproximadamente, -40ºC. Considerando-se que o ponto decombustão é superior em apenas alguns graus, a umatemperatura ambiente de 20ºC já ocorre a vaporização.O calor pode atingir determinada área por condução, convecçãoou radiação.ConduçãoA propagação do calor é feita de molécula para molécula docorpo, por movimento vibratório. A taxa de condução do calor vaidepender basicamente da condutividade térmica do material, bemcomo de sua superfície e espessura. É importante destacar anecessidade da existência de um meio físico.ConvecçãoÉ uma forma característica dos fluídos. Pelo aquecimento, asmoléculas expandem-se e tendem a elevar-se, criando correntesascendentes a essas moléculas e correntes descendentes àsmoléculas mais frias. É um fenômeno bastante comum emedifícios, pois através de aberturas, como janelas, poços deelevadores, vãos de escadas, podem ser atingidos andaressuperiores.RadiaçãoÉ a transmissão do calor por meio de ondas. Todo corpo quenteemite radiações que vão atingir os corpos frios. O calor do sol étransmitido por esse processo. São radiações de calor as que aspessoas sentem quando se aproximam de um forno quente.___________________________________________________________________________________________________ CST62 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Classes de IncêndioOs incêndios em seu início, são muito mais fáceis de seremcontrolados e extintos. Quanto mais rápido for a ataque àschamas, maiores serão as possibilidades de reduzi-las, deeliminá-las. E a principal preocupação, no ataque, consiste emdesfazer, em romper o triângulo do fogo. Mas que tipo de ataquese faz ao fogo em seu início? Qual a solução que deve sertentada? Como os incêndios são de diversos tipos, as soluçõesserão diferentes e os equipamentos de combate também serão detipos diversos.É preciso conhecer, identificar bem o incêndio que se vaicombater, para escolher o equipamento correto. Um erro naescolha de um extintor pode tornar inútil o esforço de combater aschamas ou pode piorar a situação, aumentando as chamas,espalhando-as ou criando novas causas de fogo (curtos-circuitos).Os incêndios são divididos em quatro (4) classes:Classe A - Fogo em materiais sólidos de fácil combustão, comotecidos, madeira, papel, fibras, etc., que têm a propriedade dequeimar em sua superfície e profundidade, e que deixamresíduos.Classe B - Fogo em líquidos combustíveis e inflamáveis, comoóleos, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc., que queimamsomente em sua superfície, não deixando resíduos.Classe C - Fogo em equipamentos elétricos energizados, comomotores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.Classe D - Fogo em elementos pirofóricos como o magnésio, ozircônio, o titânio, etc.Os incêndios em equipamentos elétricos energizados (classe C)são fogos de qualquer tipo de combustível em instalações___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 63
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________elétricas o em suas proximidades. São classificadosseparadamente pelo risco suplementar envolvido.Atualmente, não são considerados como classe de incêndio pelasnormas de alguns países, exigindo-se apenas que substânciasextintoras que conduzam eletricidade não sejam utilizadas eminstalações elétricas.Riscos InerentesA avaliação dos riscos deve considerar ainda característicasinerentes a cada substância. As principais são:Limite de Inflamabilidade ou ExplosividadeSão concentrações de vapor ou gás em ar, abaixo ou acima dasquais a propagação da chama não ocorre, quando em presençade fonte de ignição. O limite inferior é a concentração mínima,abaixo da qual a quantidade de vapor combustível é muitopequena (mistura pobre) para queimar ou explodir. O limitesuperior é a concentração máxima acima da qual a quantidade devapor combustível é muito grande (mistura rica) para queimar ouexplodir).Intervalo de Inflamabilidade ou ExplosividadeÉ o intervalo entre os limites inferior e o superior deinflamabilidade ou explosividade.Densidade de Vapor ou GásÉ a relação entre os pesos de iguais volumes de um gás ou vaporpuro e o ar seco, nas mesmas condições de temperatura epressão.___________________________________________________________________________________________________ CST64 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Combustão ExpontâneaReação exotérmica que ocorre com algumas substâncias como osmetais piróforos ou pirofóricos, ao entrarem em contato com ooxigênio do ar ou com agentes oxidantes. Por um processo deaquecimento espontâneo, ao atingir a sua temperatura de ignição,entram em combustão.Esse aquecimento, na maioria dos casos, processa-selentamente, como, por exemplo, em estopas embebidas emgraxa. O controle de elevação da temperatura e a armazenagemem recipientes de segurança são medidas recomendadas.Combate à IncêndioQuando, por qualquer motivo, a prevenção falha, os trabalhadoresdevem estar preparados para o combate ao princípio de incêndioo mais rápido possível, pois quanto mais tempo durar o incêndio,maiores serão as conseqüências.Para que o combate seja eficaz, é necessário que:• existam equipamentos de combate a incêndios em quantidade suficiente e adequados ao tipo de material em combustão;• o pessoal, que eventual ou permanentemente circule na área, saiba como usar esses equipamentos e possa avaliar a capacidade de extinção.Como já foi visto, o fogo é um tipo de queima, de combustão, deoxidação; é um fenômeno químico, uma reação química, queprovoca alterações profundas na substância que se queima. Umpedaço de papel ou madeira que se inflama transforma-se emsubstância muito diferente.. O mesmo acontece com o óleo, coma gasolina ou com um gás que pegue fogo.A palavra oxidação significa também queima. A oxidação pode serlenta, como no caso da ferrugem. Trata-se de uma queima muitolenta, sem chamas. Já na combustão de papel, há chamas, sendouma oxidação mais rápida. Na explosão do dinamite, a queima, aoxidação, é instantânea e violenta. Chama-se oxidação porque é ooxigênio que entra na transformação, ajudando na queima dassubstâncias.O tipo de queima que interessa a este estudo é o que apresentachamas e/ou brasas.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 65
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Métodos de ExtinçãoConsideremos o triângulo do fogo:Eliminando-se um desses elementos, cessará a combustão. Tem-se aí uma indicação muito importante de como se pode acabarcom o fogo. Pode-se eliminar a substância que está sendoqueimada (esta é uma solução que nem sempre é possível).Pode-se eliminar o calor, provocando o resfriamento no ponto emque ocorre a combustão e a queima. Pode-se, ainda, eliminar ouafastar o comburente (o oxigênio) do lugar da queima, porabafamento, introduzindo outro gás que não seja comburente.O triângulo do fogo é como um tripé; eliminando-se uma daspernas, acaba a sustentação, isto é, o fogo extingue-se.De tudo isso, conclui-se que, impedindo-se a ligação dos pontosdo triângulo, ou seja, dos elementos essenciais, indispensáveispara o fogo, este não surgirá, ou deixará de existir, se já tivercomeçado.Quando num poço de petróleo que está em chamas é provocadauma explosão para combater o incêndio, o que se deseja é afastarmomentaneamente o oxigênio, que é o comburente, um doselementos do triângulo do fogo, para que o incêndio acabe, seextinga.Em lugares onde há material combustível o oxigênio, lê-se umaviso de que é proibido fumar; com isso, pretende-se evitar aformação do triângulo do fogo, isto é, combustível, comburentee calor. O calor, neste caso, é a brasa do cigarro. Sem este calor,o combustível e o comburente não poderão transformar-se emfogo.___________________________________________________________________________________________________ CST66 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Basicamente, a extinção de um incêndio é feita por uma ação deresfriamento ou abafamento, ou por uma união das duas ações.Ação de resfriamento: diminui-se a temperatura do materialincendiado a níveis inferiores ao do ponto de fulgor ou decombustão dessa substância. A partir deste instante, não haverá aemissão de vapores necessários ao prosseguimento do fogo.Ação de abafamento: é resultante da retirada do oxigênio, pelaaplicação de um agente extintor que deslocará o ar da superfíciedo material em combustão.Dependendo do tipo de agente extintor, ou da forma como algunsdeles são empregados, outros efeitos podem ser conseguidos,como a diluição de um líquido combustível em água ou ainterferência na reação química.A retirada do material combustível (o que está queimando ou oque esteja próximo) evita a propagação do incêndio, sem anecessidade de se utilizar um agente extintor.Agentes ExtintoresSão considerados agentes extintores, em virtude da sua atuaçãosobre o fogo, conforme os métodos expostos anteriormente, asseguintes substâncias:• água;• espuma;• pó químico seco;• gás carbônico;• gases halogenados.A água apresenta como característica principal a capacidade dediminuir a temperatura dos materiais em combustão, agindo,portanto, por resfriamento, quando utilizada sob a forma de jato.Pode também combinar uma ação de abafamento, se aspergidaem gotículas, isto é, sob a forma de neblina.A espuma pode ser química, quando resultante da mistura deduas substâncias (p. ex., bicarbonato de sódio e sulfato dealumínio, ambos em solução aquosa) ou mecânica (extratoadicionado à água, com posterior agitação da solução paraformação da espuma). Sua ação principal é de abafamento,criando uma barreira entre o material combustível e o oxigênio(comburente).___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 67
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Outro agente que atua por abafamento é o gás carbônico,também conhecido por dióxido de carbono ou CO2. É maispesado que o ar; no entanto, não é eficiente em locais abertos eventilados. É mais pesado que o ar; no entanto, não é eficienteem locais abertos e ventilados.O pó químico seco comum (bicarbonato de sódio) atua porabafamento; é preferível ao CO2 em locais abertos. Quando setrata de pós especiais, utilizados na chamada "classe D", eles sefundem em contato com o metal pirofórico, formando uma"camada protetora" que isola o oxigênio, interrompendo acombustão.Tipos de Equipamento para Combate a IncêndiosOs mais utilizados são:• extintores;• hidrantes.Tipos de ExtintorÉ preciso conhecer muito bem cada tipo de extintor, pois paracada classe de incêndio há um agente extintor mais indicado.Extintor de espumaFunciona a partir da reação química entre duas substâncias: osulfato de alumínio e o bicarbonato de sódio dissolvidos em água.A figura mostra, de modo simplificado, esse extintor. Dentro doaparelho estão o bicarbonato de sódio e um agente estabilizadorde espuma, normalmente o alcaçuz; num cilindro menor, é___________________________________________________________________________________________________ CST68 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________carregado o sulfato de alumínio. Ao ser virado o extintor, as duasmisturas vão encontrar-se, acontecendo a reação química.O manejo do extintor de espuma é bastante simples:• O operador aproxima-se do fogo com o extintor na posição normal;• Inverte a posição do extintor;• Ataca o fogo de classe A dirigindo o jato para a sua base, e o fogo de classe B, dirigindo o jato para a parede do recipiente.Quando o agente estabilizador não é colocado, a espuma formadapela reação rapidamente se dissolve, perdendo o seu efeito deabafamento. Esse tipo de extintor é utilizado apenas em incêndiosclasse A, denominando-se "carga líquida".___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 69
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________No comércio, são vendidos extintores de 10 litros ou carretas de50, 75, 100 e 150 litros. Embora simples, o extintor de espumanecessita de uma série de cuidados para que, quando houvernecessidade, ele possa ser eficazmente usado:• A cada 5 anos, deverá sofrer um teste hidrostático, em firma idônea. É um teste em que é usada a pressão da água para verificação da resistência do extintor à pressão da água para verificação da resistência do extintor à pressão que se forma dentro dele, quando em uso;• A cada 12 meses, deverá ser descarregado e recarregado novamente;• Semanalmente, deverá sofrer inspeção visual e o bico do jato deverá ser desobstruído, ou desentupido, se for o caso.É um extintor relativamente barato e dá boa cobertura, evitandoque, num fogo já dominado, recomece a ignição, ou seja, quevoltem as chamas.Extintor de águaO agente extintor é a água. Há dois tipos comerciais:PressurizadoÉ um cilindro com água sob pressão. O gás que dá a pressão,que impulsiona a água, geralmente é o gás carbônico ou onitrogênio. Existem alguns a ar.O extintor de água pressurizada deve ser operado da seguinteforma:• O operador leva o extintor ao local do fogo;___________________________________________________________________________________________________ CST70 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• Retira a trava ou o pino de segurança;• Empunha a mangueira;• Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d água para a sua base.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 71
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________PressurizarHá uma ampola de gás e, uma vez aberto o registro da ampola, ogás é liberado, pressionando a água. A ampola pode ser internaou externa ao cilindro que contém a água.Sua manutenção é mais simples que a do anterior; porém devemser tomados os seguintes cuidados:• Revisão e teste hidrostático a cada 5 anos;• Anualmente, deve ser descarregado.São fornecidos extintores portáteis ou em carretas.O extintor de água a pressurizar (água-gás) deve ser operado daseguinte forma:• O operador leva o extintor ao local do fogo;• Abre o cilindro de gás;• Empunha a mangueira;• Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d água para a sua base.Extintor de gás carbônico (CO2)O gás carbônico é encerrado num cilindro com uma pressão de 61atmosferas.Ao ser acionada a válvula de descarga, o gás passa por um tubosifão, indo até o difusor, onde é expelido na forma de nuvem.Como há possibilidade de vazamentos, este extintor deverá serpesado a cada 3 (três) meses, e toda vez que houver perda demais de 10% (dez por cento) no peso, deverá ser descarregado erecarregado novamente (a norma técnica estabelece o prazo de 6(seis) meses para a pesagem).Como não deixa resíduos, é ideal para equipamentos elétricoscomuns. São fornecidos extintores portáteis de 1 kg até carretasde 50 kg ou mais.___________________________________________________________________________________________________ CST72 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Ao utilizar o extintor de gás carbônico (CO2), o operador:• Leva o extintor ao local do fogo;• Retira o pino de segurança;• Empunha a mangueira;• Ataca o fogo, procurando abafar toda a área atingida.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 73
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Extintor de pó químico secoUtiliza bicarbonato de sódio não higroscópico (que não absorveumidade) e um agente propulsor que fornece a pressão, que podeser o gás carbônico ou o nitrogênio. É fornecido para uso manualou em carretas, e pode ser sob pressão permanente (pó químicoseco pressurizado) ou com pressão injetada (pó químico seco apressurizar).Estes extintores são mais eficientes que os de gás carbônico,tendo seu controle feito pelo manômetro e, quando a pressãobaixa, devem ser recarregados. São semelhantes, no aspecto,aos extintores de água.Os extintores de pó químico seco devem ser operados daseguinte forma:Pressurizado• O operador leva o extintor ao local do fogo;• Retira a trava ou o pino de segurança;• Empunha a mangueira;• Ataca o fogo procurando formar uma nuvem de pó, a fim de cobrir a área atingida.___________________________________________________________________________________________________ CST74 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________A pressurizar• O operador leva o extintor ao local do fogo;• Abre o cilindro de gás;• Empunha a mangueira;• Ataca o fogo procurando formar uma nuvem de pó, a fim de cobrir a área atingida.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 75
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ Há outros tipos de extintores de pó químico seco, que podem ser utilizados com eficiência nos incêndios classe A. São chamados extintores de pó tipo ABC ou Monex. Utilização de Extintores Tipo de Extintor Classe de Incêndio Água Espuma CO2 Pó Químico Seco Papel Madeira "A" Sim Sim Não Não Tecidos Fibras Óleo Gasolina "B" Graxa Não Sim Sim Sim Tinta GLP NOTA: Variante para classe "D": usar o método de abafamento por meio de areia seca ou limalha de ferro fundido. * Não é utilizada como jato pleno, porém pode ser usada sob a forma de neblina. ** Pode ser usado em seu início. *** Existem pós químicos especiais (tipo ABC)___________________________________________________________________________________________________ CST76 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ Hidrantes As empresas que possuem sistemas de hidrantes - instalações de água com reservatórios apropriados - normalmente têm direito a descontos na tarifa de seguro-incêndio. Para tanto, devem estar enquadrados nas especificações do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) e posteriores recomendações da Susep. Devem ser distribuídos de forma que protejam toda a área da empresa por meio de dois jatos simultâneos, dentro de uma raio de 40 metros (30m das mangueiras e 10m do jato). Além da tubulação 1 1/2" ou 2 1/2"), dos registros e das mangueiras (30 m ou 15 m), devem-se escolher requintes que possibilitem a utilização da água em jato ou sob a forma de neblina (requinte tipo universal).___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 77
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Primeiros SocorrosIntroduçãoNa área de prevenção de acidentes, deve haver a concentraçãode esforços de uma equipe de profissionais especializados, assimcomo de empresário, empregados e leigos. Com odesenvolvimento, a complexidade das tarefas, o aumento damecanização, o perigo se torna cada vez mais presente eiminente, o que requer providências urgentes no sentido de evitara ocorrência de fatos catastróficos.Entretanto é praticamente impossível anulá-los. Dai a necessidadede conhecimentos de Primeiros Socorros nos acidentes dotrabalho que, nestas circunstâncias, desempenha um papelpreventivo do agravamento do mal ocorrido.Por definição, Primeiros Socorros são os cuidados imediatos quedevem ser dispensados à pessoa, vítima de acidente ou malsúbito. Via de regra, os Primeiros Socorros serão prestados nolocal da ocorrência, até a chegada de um médico, e se destinam asalvar uma vida ameaçada e a evitar que se agravem os males deque a vítima está acometida.Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros,conduzindo-se com serenidade, compreensão e confiança. Semficar na dúvida, a primeira providência é controlar-se a si mesmo,porém o controle de outras pessoas é igualmente importante.A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será aprovável evolução é um dos problemas mais difíceis que devemenfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. Senão se diz nada, aumentar-se-á com isto o medo e a ansiedade,mas, se se falar demasiado, poder-se-á provocar um alarme euma situação de desespero desnecessária. As ações falam maisalto que as palavras.O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensaçãode encontrar-se em boas mãos, e que a pessoa que o estáatendendo não se encontra alterada. A prática de emergênciasimuladas ajudará a realizar manobras corretas, serenas, suavese seguras.Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial, devido aosperigos ou processos implicados, entretanto, ainda assim, serãoaplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros.___________________________________________________________________________________________________ CST78 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ −Material necessário para EmergênciaInstrumentoTermômetro;Tesoura.Material para curativoAlgodão hidrófilo;Gaze esterilizada;Esparadrapo;Ataduras de crepe;Band-Aid.Anti-sépticosSolução de ido;Solução de temerosal;Água oxigenada, 10 volumes;Álcool;Água boricada.Medicamentos (a critério médico)Analgésicos em gotas e em comprimidos;Colírio neutro;Sal de cozinha;Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresaSoro fisiológico.OutrosConta-gotas;Copos de papel. ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 79
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________FerimentosToda vez que um agente traumático, como faca, prego ou umgolpe forte, entra em contato com a pele, produzindo rotura,teremos a ocorrência de um ferimento. Se houver lesão apenasdas camadas superficiais da pele, diremos que houve apenasuma escoriação local, porém se o trauma rompe todas ascamadas da pele, teremos uma ferida.Sempre que ocorrer um ferimento, haverá uma hemorragia, que éa perda de sangue em maior ou menor quantidade, devido aorompimento de um vaso (veia ou artéria) e que, dependendo daquantidade, poderá ser fatal.O ferimento é lesão das mais freqüentes e, na indústria, podeocorrer pelos mais variados motivos, entre os quais batidas emferramentas, máquinas, mesas, quedas, acontecendo também notrajeto residência-empresa-residência.Ferimentos leves, superficiais e com hemorragia moderadaConduta:• lavar as mãos com água e sabão, antes de fazer o curativo;• lavar a parte atingida com água e sabão, removendo do local eventuais sujeiras como terra, graxa, caco de vidro, etc;• passar um anti-séptico, se houver;• cobrir o local com gaze esterilizada ou pano limpo e esparadrapo, não deixando o ferimento descoberto;• procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de tratamentos precisos.Ferimentos profundos, extensos e com hemorragia nosmembrosCondutaa) estancar a hemorragia da seguinte maneira:• manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo, até parar a hemorragia;___________________________________________________________________________________________________ CST80 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• se compressão não for suficiente para estancar a hemorragia, aplicar o torniquete, da seguinte maneira: − enrolar no membro uma tira de pano largo, aproximadamente 5 cm acima do ferimento (não usar fios, barbantes ou corda no lugar do pano); − fazer um meio nó; − colocar um pedaço de madeira no meio do nó; − completar o nó acima da madeira; − torcer a madeira até parar o sangramento, sem no entanto, apertar demais; − desapertar o torniquete a cada 10 minutos. É importante marcar no relógio o início da compressão, para saber quando desapertar; − o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos, quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias.Estes procedimentos estão ilustrados a seguir:− Passe a tira ao redor do braço ou da perna;− Dê um meio nó;___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 81
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________− Coloque um pedaço de madeira (lápis, caneta, etc.);− Dê um nó completo no pano, sobre a vareta;− Aperte o torniquete fazendo girar a vareta;− Fixe a vareta com as pontas do pano.___________________________________________________________________________________________________ CST82 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________b) lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo;c) lavar a parte atingida com água e sabão, removendo do local eventuais sujeiras como terra, graxa, caco de vidro, etc.;d) passar um anti-séptico, se houver;e) cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo;f) encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento.Ferimentos com exposição de órgãos internosNum acidente, pode acontecer que o ferimento seja extenso eprofundo. quando isso acontece, através da ferida, podemos veros órgãos internos como os músculos, tendões, ossos, pulmões,intestinos, etc.Devido à extensão do ferimento, os intestinos ou outros órgãospoderão inclusive sair pela ferida. Nesse caso, não se deve tentarcolocar órgãos afetados no lugar.São casos muito graves e a tomada de primeiros socorros se fazurgente, chamando-se assistência médica e observando-se sinaisvitais (pulso, batimentos cardíacos, respiração, etc.;).Conduta• passar anti-séptico nas bordas da ferida, nunca tocando nos órgãos expostos;• cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizadas, molhadas, com água oxigenada, sem, no entanto, tentar recolocar no lugar os órgãos expostos;• prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo, sem apertar.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 83
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Ferimentos na cabeçaNuma queda, tombo, ou cai sobre a cabeça um objeto pesado,pode ocorrer ferimento do crânio, assim como uma hemorragiaintensa.Não acontecendo a hemorragia, pode o acidentado ficardesmaiado ou simplesmente atordoado, formando no local dochoque traumático um hematoma, também conhecido como"galo".O que fazer:• deitar a vítima de costas, sem travesseiro;• afrouxar todas as roupas;• ocorrendo a hemorragia, tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos, comprimido bem o curativo.HemorragiasHemorragia é a perda de sangue através de ferimentos ecavidades naturais como nariz, boca, etc.; pode ser tambéminterna, resultante de um traumatismo.Hemorragia nasalPode ocorrer com empregados expostos a altas temperaturas ouentão provocada choque traumático.O que fazer:• sentar a vítima em uma cadeira, acalmando-a;• comprimir a narina sangrante com os dedos;• usar um chumaço de algodão tapando a narina sangrante;• colocar compressa de pano frio ou bolsa de gelo no nariz e na fronte.___________________________________________________________________________________________________ CST84 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Hemorragia por tosseEm ambientes onde existam muitas poeiras, podem acontecercrises de tosse. Em algumas crises, a tosse é acompanhada deescarro, e este de sangue. Neste caso, está acontecendo algumproblema pulmonar.O que fazer:• sentar a vítima, acalmando-a;• deixar tossir à vontade, evitar com que a vítima fale e não dar líquidos para beber;• procurar a assistência médica imediatamente, para a orientação adequada.Hemorragia digestivaAcontece nas pessoas que ingerem produtos químicos corrosivos,por acidente, ou é provocada por alguma doença no estômago.O que fazer:• deitar imediatamente a pessoa, acalmando-a;• afrouxar todas as roupas;• colocar uma bolsa de gelo na região do estômago;• dar pequenas quantidades de água, mas não outras bebidas;• deixar vomitar à vontade, colocando a vítima de lado para que não aspire o vômito;• chamar a assistência médica imediatamente, para orientação adequada.Hemorragia internaUma colisão, um choque com objeto pesado pode acarretar aotrabalho, muitas vezes, uma hemorragia interna. A hemorragia setraduz pelo rompimento de vasos (veias ou artérias) internamente,ou de órgãos importantes como o fígado ou baço.Como não vemos o sangramento, temos que prestar atenção aalguns sinais externos, para podermos diagnosticar e encaminharao tratamento médico imediatamente e evitar o estado de choque.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 85
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________PulsaçãoTemos em nosso corpo vários pontos onde podemos sentir apulsação. Colocando dois dedos (o indicador e o médio),conforme figura 2 (pulso radial) ou figura 1 (pulso carotídeo oufumeral), podemos notar, nesses casos, se o pulso está fraco ouacelerado.PeleEstá fria, com bastante suor. Apresenta-se pálida, e as mucosasdos olhos e da boca estão brancas.Estando consciente, sentirá o acidentado muita sede e tonturas e,com o tempo, poderá ir ao estado de choque clínico.Mãos e dedosFicam arroxeados pela diminuição da irrigação sangüíneaprovocada pela hemorragia.O que fazer:• observar rigorosamente a vítima para evitar parada cardíaca e respiratória;• deitar o acidentado, com a cabeça num nível mais baixo que o do corpo, mantendo-o mais imóvel possível;• colocar uma bolsa de gelo ou compressas frias no local do traumatismo.___________________________________________________________________________________________________ CST86 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________QueimadurasQueimaduras é toda e qualquer lesão ocasionada pela ação docalor sobre o corpo do empregado.Elas podem ser originadas por agentes químicos, térmicoselétricos. Temos como exemplos:• contato com metais incandescentes;• contato direto com o fogo;• vapores quentes ou líquidos ferventes;• substâncias químicas como ácidos em geral, soda cáustica, potassa cáustica, etc.;• contato elétrico;• radiação infravermelhas e ultravioletas emanadas por fornos industriais.Verificamos, de acordo com os agentes citados, que a suaocorrência na indústria se dá potencialmente em qualqueratividades, variando em função das condições de trabalho.Classificação da queimadurasQuanto à profundidade1º grau - quando a lesão é superficial, provocando apenas a vermelhidão da pele, sem formar bolhas.2º grau - quando provoca a formação de bolhas e apresenta restos da pele queimada soltos.3º grau - além da formação de bolhas, atinge os músculos e a camada interna do corpo.Quanto à extensãoÉ a mais importante e se baseia na área do corpo queimada.Quanto maior a extensão da queimadura, maior é o risco quecorre o empregado. Uma queimadura de 1º grau que abranja umavasta extensão será considerada de muita gravidade.Procedimento em QueimadurasAgentes QuímicosRetirar a roupa do acidentado, pois o resto de substância químicapode causar danos enquanto estiver em contato com a pele.Em seguida, lavar a área queimada com bastante água fria.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 87
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Fogo, Metais Incandescentes, Líquidos Ferventes e VaporesApagar o fogo, utilizando água ou extintor apropriado, tomando-seo cuidado para não atingir os olhos. Pode-se abafar com cobertorou rolar o acidentado no chão. No caso de metais incandescentes,líquidos ferventes e vapores, afastar o acidentado dessesagentes.Retirar a roupa do acidentado e lavar o ferimento com água fria.EletricidadeTirar a vítima do contato elétrico, com toda a precauçãonecessária, desligando-se a energia.Por Radiação Infravermelha e Ultravioleta (solar)Afastar o acidentado da fonte de calor radianteO Uso de Pomadas, Líquidos e CremesExistem várias modalidades de pomadas, líquidos e cremes paraqueimaduras. Elas poderão ser utilizadas, mas somente emqueimaduras de 1º grau, com orientação médica. Nas de 2º e3º graus, estão formalmente contra-indicadas.O que fazer:• retirar a roupa do acidentado, com cuidado. Se necessário, usar uma tesoura para cortá-la;• lavar a área queimada com água fria ou soro fisiológico (se houver), do centro para fora, com cuidado, para não perfurar as bolhas;• dar de beber água, se a vítima estiver consciente;• cobrir, sem tocar com as mãos, a região com gaze esterilizada (se houver) ou com pano limpo;• encaminhar logo à assistência médica, para tratamento.Choque ElétricoA eletricidade pode produzir inúmeros acidentes, muitos dos quaismortais.Quando uma pessoa sofre uma descarga elétrica, esta passa porseu corpo e as conseqüências podem ser mais ou menos graves,dependendo da intensidade da corrente elétrica, resistência evoltagem.Na indústria, encontramos esse acidente quando há falta desegurança em eletricidade como: fios descascados, falta deaterramento elétrico, ferramentas portáteis, parte elétrica de ummotor que, por defeito, está em contato com sua carcaça, etc.___________________________________________________________________________________________________ CST88 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________O que fazer:• antes de socorrer a vítima, cortar a corrente elétrica, desligando a chave geral de força, retirando os fusíveis da instalação ou puxando o fio da tomada;• se o item anterior não for possível, usar luvas de borracha grossa ou um amontoado de roupas ou jornais secos e afastar da vítima o fio ou aparelho elétrico:• se o acidente ocorrer ao ar livre, afastar o fio da vítima com o auxílio de uma vara comprida e seca ou um galho de árvore seco, fazendo esta operação com todo o cuidado para não encostar no fio;• se o choque foi leve, seguir os itens do Estados de Choque;• se o choque for acompanhado de parada cardíaca ou respiratória, fazer as manobras de reanimação conforme Parada Cardíaca e Para Respiratória;• se houver queimaduras, proceder conforme Queimaduras;• encaminhar ao Serviço Médico para diagnóstico e tratamento preciosos.CalorO empregado que exerce a sua atividade em ambientes cujatemperatura é alta está sujeito a uma série de alteração em seuorganismo, com graves consequências à sua saúde.São ambientes onde, geralmente, existem fornos, forjas,caldeiras, fundições, etc.Os transtornos térmicos mais comuns são:___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 89
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• problemas circulatório;• anidrose (deficiência de suor).O problema circulatório ocorre por deficiência de circulação egeralmente acontece com indivíduos inaptos ao ambiente. Apessoa sente cansaço, náuseas, calafrios e apresenta respiraçãosuperficial e irregular, palidez ou tonalidade azulada no rosto,temperatura do corpo elevada, pele úmida e fria, diminuição dapressão arterial.O que fazer• retirar a vítima do ambiente de trabalho, onde esteja exposta ao calor;• deitá-lo com a cabeça mais baixa que o resto do corpo;• afrouxar a roupa da vítima;• se estiver consciente, dar de beber água fresca, em pequena quantidade;• levar imediatamente ao atendimento médico, para tratamento.A deficiência do suor (anidrose) ocorre quando uma parte dasuperfície corpórea não transpira. A vítima sente a pela seca,vermelha e quente. Apresenta pulsação rápida, dificuldaderespiratória, náuseas, vômitos, convulsão, desmaios, temperaturado corpo elevada, podendo chegar até a morte.O que fazer• levar a vítima a um lugar arejado e fresco, despir suas roupas e colocar sua cabeça sobre um travesseiro;• banhar o corpo da vítima com água fria;• envolver a vítima com lençol úmido;• se a vítima estiver consciente, dar líquidos para ela tomar, mas nunca bebidas alcoólicas ou estimulantes como café, chá, etc.;• procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnóstico e tratamento preciosos.___________________________________________________________________________________________________ CST90 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________FrioTemos acidentes por frio nas empresas que trabalham comindustrialização de alimentos congelados, armazenamento dealimentos e medicamentos que necessitam de temperaturasbaixas.O equipamento de proteção individual; que serve isolar do frio,pode causar dificuldades na movimentação, quer para segurarobjetos, quer porque a visão fica prejudicada. As luvas e as botas,com a umidade, podem congelar as mãos e pés. Isso tudo podelevar a acidentes do trabalho, como quedas, derrubada demateriais, congelamento das mãos e dos pés, desmaios, etc.No caso de congelamento dos pés ou das mãosO que fazer• levar a pessoa a um lugar aquecido, mantendo-a deitada;• tirar imediatamente as botas, meias e luvas;• aquecer as partes congeladas com água quente (não fervente) ou panos molhados com água quente, realizando massagens delicadas para ativar a circulação nas partes próximas do membro congelado;• dar bebidas quentes, como café ou chá (nunca bebidas alcoólicas);• pedir ao acidentado para movimentar os pés ou as mãos, para ajudar a recuperação da circulação (nunca massagear a parte congelada).No caso de desmaios em ambientes friosO que fazer:• retirar imediatamente o acidentado do ambiente de trabalho;• retirar toda a roupa de trabalho (nunca deixar o empregado com as mesmas roupas).• cobrir com um cobertor ou dar um banho de água morna;• fornecer bebidas quentes como chá ou café, se estiver consciente, nunca bebidas alcoólicas;• observar sinais vitais (pulso, respiração, batimentos cardíacos, etc.);• levar imediatamente à assistência médica.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 91
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Estado de ChoqueO estado de choque se dá quando há mau funcionamento entre ocoração, vasos sangüíneos (artérias ou veias) e o sangue,instalando-se um desequilíbrio no organismo.As causas que levam ao estado de choque podem ser cardíacas:infartos, taquicardias (coração trabalhando de modo acelerado),bradicardias (coração trabalhando lentamente), processosinflamatórios do coração; diminuição da quantidade de sanguedentro dos vasos: hemorragias, alteração dos vasos,traumatismos cranianos, envenenamentos, queimaduras.Na indústria, todas as causas citadas acima podem ocorrer,merecendo especial atenção os acidentes graves comhemorragias extensas, com perda de substâncias orgânicas emprensas, moinhos, extrusoras, ou por choque elétrico, ou porenvenenamentos por produtos químicos, ou por exposição atemperaturas extremas.O indivíduo em estado de choque pode apresentar palidez,arroxeamento dos lábios, suor intenso, respiração rápida, curta eirregular, batimentos do coração mais freqüentes, agitação, pelefria, muitas vezes tremores, pulso fraco e rápido.O que fazer:• deixar a vítima deitada com a cabeça mais baixa que os pés;• afrouxar as roupas da vítima;• agasalhar a vítima, envolvendo-a com cobertores, toalhas, jornais;• estancar a hemorragia, se houver, conforme o capítulo - Hemorragia;• observar para cardiorrespiratória (pulso, respiração, batimentos cardíacos, etc.);• procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnóstico e tratamento precisos.___________________________________________________________________________________________________ CST92 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________DesmaiosÉ a perda de consciência temporária e repentina, devida àdiminuição de sangue e oxigênio no cérebro.O desmaio pode-se dar por falta de alimentos, emoção, susto,acidentes, principalmente os que envolvem perda sangüínea,ambiente fechado e quente, mudança brusca de posição.Na indústria, o desmaio pode ocorrer em qualquer atividade,desde que esteja presente alguma das causas acima citadas.Antes do desmaio, o indivíduo sente fraqueza, sensação de faltade ar, tontura, zumbido nos ouvidos e ânsia de vômitos.A pessoa torna-se pálida, apresentando suor frio. A seguir háescurecimento da vista, falta de controle dos músculos e ela cai,perdendo os sentidos.O que fazer:• manter o indivíduo deitado, colocando sua cabeça e ombros em posição mais baixa em relação ao resto do corpo;• afrouxar as roupas;• manter o ambiente arejado;• se a pessoa estiver sentada ou for difícil deitá-la, colocar a sua cabeça entre as coxas e pressioná-la para baixo;• se a vítima parar de respirar, fazer imediatamente a respiração artificial;• nos desmaios causados por calor intenso, depois de reanimar a pessoa, e esta estiver consciente, oferecer água à vítima.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 93
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ConvulsãoÉ a perda súbita da consciência, acompanhada de contraçõesmusculares bruscas e involuntárias.Como causas de convulsões, podemos citar a febre muito alta,traumatismo na cabeça, intoxicações, epilepsia e outras doenças.Na indústria, podemos encontrar esta afecção em indivíduos dequalquer função e tanto em pessoas com história anterior deconvulsão, como o aparecimento do quadro pode dar-se já nacondição de empregados de empresas. De modo específico,podemos encontrar empregados com convulsão quando expostosa agentes químicos de poder convulsígeno, tais como osinseticidas clorados e o óxido de etileno.No ataque típico, o indivíduo perde a consciência, pode parecerque pára a sua respiração e, ao mesmo tempo, seu corpo vai setornando rígido. Aparecem movimentos incontrolados das pernase braços. Pode-se notar a contração do rosto ou corpo.Geralmente os movimentos incontrolados duram de 2 a 4 minutos,tornando-se, então menos violentos e o paciente vai serecuperando gradativamente. Mas as contrações podem variar nasua gravidade e duração.Durante a recuperação há perda da memória, que retorna aospoucos.O que fazer:• amparar a cabeça;• acomodar o indivíduo;• retirar da boca pontes, dentaduras e eventuais detritos;• afrouxar as roupas da vítima;• virar o rosto para o lado, para evitar asfixia por vômitos ou secreções;• colocar um lenço entre os seus dentes para evitar que morda a língua ou a engula provocando asfixia;• afastar o indivíduo de objetos pontiagudos, que possam causar traumatismos durante as contrações;• deixar repousar até que volte a consciência;___________________________________________________________________________________________________ CST94 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• não estimular a vítima com sacudidas, álcool, amoníaco, vinagre, etc.;• não jogar água;• não ficar com medo da salivação;• encaminhar ao Serviço médico para orientação e tratamento adequado.Intoxicações e EnvenenamentosSão muito freqüentes, numa indústria, os casos deenvenenamentos e/ou intoxicações por substâncias químicas.Essas substâncias podem ser diversas naturezas, dependendo dotipo de empresa e do produto que produz ou utiliza.Os meios de intoxicação são: via oral, via respiratória e pele.A via oral é importantes, em virtude de o acidente provocadoatravés dela ocorrer quase acidentalmente. O hábito de fumar,lanchar ou tomar refeições sem lavar as mãos, portanto a faltasde higiene, pode levar ao acidente.A via respiratória, quando se fala em intoxicações industriais, é amais importante. O empregado exposto a agentes químicos acimade determinadas quantidades, sem o uso de equipamento deproteção respiratória, poderá em pouco tempo intoxicar-se.Ocorre intoxicação pela pele, quando alguns agentes penetramatravés das roupas, contaminando a pessoa.Para socorrer um acidentado, devemos conhecer todas assubstâncias químicas que são utilizadas na empresa.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 95
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Intoxicação por via oralSubstâncias ácidasO que fazer:• retirar o intoxicado do local de trabalho;• se estiver consciente, dar de beber água em pequena quantidade, para diluir o ácido; dar leite de magnésia ou leite comum, ou 1/4 de copo de azeite;• se estiver inconsciente, retirar todos os objetos que estão dentro da boca, como dentaduras, restos de comida, saliva, vômito, etc.Intoxicação por via respiratóriaO que fazer:• retirar o acidentado do local de trabalho;• verificar a respiração da pessoa intoxicada;• se houver parada respiratória, iniciar imediatamente a respiração artificial.Intoxicação por peleO que fazer:• retirar o acidentado do ambiente de trabalho, levando-o a um lugar fresco e arejado;• retirar toda a roupa do acidentado;• lavar com bastante água o corpo.Substâncias alcalinas (solda, potassa)O que fazer:• retirar o intoxicado do local de trabalho;• se estiver inconsciente, retirar todos os corpos estranhos da boca;• eventualmente se pode dar 1/4 de copo de azeite.___________________________________________________________________________________________________ CST96 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Outras substânciasO que fazer:• retirar o intoxicado do local de trabalho;• estando inconsciente, prevenir a parada cardiorrespiratória, observando as pulsações e a respiração.Corpos EstranhosChamamos de corpo estranho qualquer elemento que possaentrar nas cavidades naturais, como os olhos, ouvidos, nariz egarganta. Geralmente, nas partes desprotegidas do empregado.Corpo estranho nos olhosOs olhos são os órgãos que estão mais em contato com otrabalho e, portanto, mais suscetíveis de receber corpo estranho,seja estilhaço, farpas, estrepes, pó de metal ou de terra eprodutos químicos.Tratamento:• pedir para que a vítima feche os olhos, pois as lágrimas poderão retirar o corpo estranho; não esfregar ou mexer o olho atingido;• se for uma quantidade grande de poeira ou produto químico, lavar com bastante água corrente, de preferência água que foi fervida anteriormente (águas desligada). No caso de ter o "lava-olhos", usá-lo adequadamente mas não tentar retirar o objeto com qualquer instrumento ou assoprar o olho;• se com essas medidas não sair o corpo estranho, tapar o olho afetado com gaze esterilizada ou pano limpo limpo sem comprimir. Encaminhar ao médico imediatamente.Corpo estranho no ouvidoO ouvido não sofre em locais de trabalho a penetração de corposestranhos.Geralmente são colocados grãos de feijão, soja, pequenaspérolas, etc.., voluntariamente, pelas crianças, ignorantes doperigo. Pode ser ainda que insetos, como besouros, moscas,entrem involuntariamente.O que fazer:• Levar imediatamente ao médico, para atendimento especializado.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 97
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Corpo estranho no narizIncidente raro ambientes de trabalho e comum entre as crianças,no lar. Estas, quando cometem este ato, geralmente não ocomunicam aos pais, ele pode se notado pela obstrução, doresnas narinas, secreção nasal purulenta e sangramento. Os objetospodem ser diversos, por exemplo, grãos de cereais e pequenosartefatos de plásticos, madeira ou papelão.O que pode ser feito:• fechar a narina que está livre e, mantendo a boca fechada, assoar com força, impelindo para foras o objeto;• se não der resultado, não tentar retirar com instrumentos pontudos, pinças, palitos, agulhas e levar ao médico imediatamente.Corpo estranho na gargantaGeralmente, um corpo estranho na garganta provém de ingestãovoluntária ou não de pedaços grandes de qualquer elemento quenão consegue passar dessa região. O problema maior que podecausar é a asfixia e a morte por insuficiência respiratória.As crianças, por curiosidade, por ingenuidade, ingerem botões,moedas, bolas de gude, etc., causando transtornos sérios.O que se pode fazer:• baixar a cabeça e o tórax, batendo levemente entre as omoplatas, provocando a tosse;• encaminhar imediatamente ao médico.Fraturas e Lesões de ArticulaçãoÉ o rompimento total ou parcial de um osso ou cartilagem.As fraturas podem ser fechadas, quando a pele não é rompidapelo osso quebrado, e expostas ou abertas, quando o ossoatravessa a pele e fica exposto.Todas as supostas fraturas e lesões de articulação devem serimobilizadas.Nas indústrias, a fratura pode ocorrer em razão de quedas emovimentos bruscos do empregado, batidas contra objetos,ferramentas, maquinário, assim como quedas dos mesmos sobreo empregado.___________________________________________________________________________________________________ CST98 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Suspeita-se de uma fratura ou lesão articular quando houver sidoconstatado pelo menos dois itens abaixo mencionados:• dor intensa no local, que aumente ao menor movimento ou toque na região;• edema local (inchaço);• crepitação ao movimento (som parecido com o amassar de papel);• hematoma (rompimento de vaso com acúmulo de sangue no local) ou equimose (mancha de coloração azulada na pele), que aparece horas após a fratura;• paralisia (lesão dos nervos).Observação: nunca se deve tentar colocar o osso no lugar. Isso deverá ser feito em local e por pessoal qualificado.O que fazer:A) em caso de fraturas:• colocar a vítima deitada em posição confortável;• estancar eventual hemorragia, conforme o Hemorragias, em caso de fraturas expostas ou abertas;• imobilizar as articulações mais próximas do local cm suspeita de fratura, a fim de impedir a movimentação, utilizando jornais, revistas, tábuas, papelão, etc.; convém acolchoar com algodão, lã ou trapos os pontos em que os ossos ficarão em contato com a tala;• não deslocar ou arrastar a vítima antes de imobilizar o segmento fraturados;• encaminhar a vítima ao Serviço Médico para diagnóstico e tratamento precisos;B) em caso de lesão articular: (entorses, luxações e contusões)• colocar a vítima deitada ou sentada em posição confortável;• nas primeiras 24 horas, aplicar frio intenso no local com bolsa de gelo ou compressas frias úmidas; posteriormente, aplicar calor local;• imobilizar a região afetada com faixas ou panos para impedir os movimentos, diminuindo assim a dor;• após decorridas as primeiras 24 horas, pode-se aplicar calor no local e imobilizá-lo, mantendo a região aquecida;• encaminhar a vítima ao Serviço Médico para diagnóstico e tratamento preciosos.Observação: não massagear ou friccionar o local afetado.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 99
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Acidentes por Animais PeçonhentosSerpente ou cobrasNão é comum, se não rara, a ocorrência de acidentes no meiourbano por animais peçonhentos, que são as serpentes, aranhase escorpiões.Usualmente, temos mais acidentes com escorpiões e aranhas.Como é difícil distinguir quais as espécies venenosas e as não-venenosas, deve-se agir como se fossem todas venenosas epotencialmente perigosas para a vítima.O que se deve fazer:A) Dentro dos primeiros trinta minutos:• deitar a vítima o mais rápido possível, mantendo-a calma;• manter o membro lesado num nível inferior ao do coração, para que o veneno inoculado e já circulante na corrente sangüínea tenha seu processo de difusão retardado;• afrouxar as roupas da vítima, retirando calçados, anéis, relógio, prevenindo assim complicações decorrentes de edemas que freqüentemente ocorrem em picadas de cobras;___________________________________________________________________________________________________ CST100 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• não deixar a vítima andar ou correr, o que favoreceria o agravamento da lesão no local da picada e ira acelerar o processo de difusão do veneno, podendo levar à morte;• observar os sinais vitais, evitando parada cardíaca e choque;• encaminhar a vítima imediatamente para atendimento médico e, caso tenha sido possível matar o réptil, enviá-lo juntamente para identificação e aplicação do soro específico.B) Após decorridos 30 minutos:Passados trinta minutos da picada, as providencias acima setornam desnecessárias. Levar imediatamente o acidentado a umhospital, para a aplicação do soro adequado; se possível, enviarjuntamente o réptil para identificação e aplicação do soroespecífico.EscorpiõesOs escorpiões vivem em casas velhas, sob montes de lenhas,telhas e pedra, madeiras velhas e úmidas. No Brasil, os maisconhecidos são os amarelos e os de coloração vermelho-escura,quase pretos.CondutaO que se deve fazer:• colocar a vítima deitada;• colocar compressas frias sobre o local afetado de retardar a disseminação do veneno na corrente sangüínea;• encaminhar a vítima imediatamente para atendimento médico e, caso tenha sido possível matar o animal, enviá-lo juntamente para identificação e aplicação do soro específico;• tratando-se de criança, agir com maior rapidez, pois, se o tratamento demorar ou não for realizado em tempo hábil, isto poderá levar a vítima à morte.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 101
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Parada Cardíaca - Massagem CardíacaA parada cardíaca é a interrupção do funcionamento do coração,que pode ser constatada quando não se percebe os batimentosdo mesmo (ao encostar o ouvido na região anterior do tórax davítima), não se puder palpar o pulso e ainda quando houverdilatação das pupilas (menina dos olhos).O indivíduo acometido apresenta palidez, ausência de pulsaçãotanto nos membros como no pescoço, dilatação das pupilas,inconsciência e aparência de estar morto. Geralmente apresenta,concomitantemente, parada da respiração.A parada cardíaca pode ser causada por infarto do miocárdio(coração), choque elétrico, intoxicação medicamentosa, monóxidode carbono, defensivos agrícolas e outros, casos dehipersensibilidade do organismo a certos medicamentos,acidentes graves e afogamentos.No ambiente de trabalho deve-se dedicar especial atenção aostrabalhos com monóxido de carbono, defensivos agrícolas,especialmente organosfosforados, e trabalhos em eletricidade,embora o infarto do miocárdio ou um acidente grave possa ocorrernas mais variadas situações, inclusive no trajeto residência-empresa-residência.O que fazer:• colocar a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura;• se a vítima for adulta, dar dois a três golpes no peito, na parte mediana do tórax sobre o osso externo, na sua parte inferior;• logo a seguir, apoiar a metade inferior da palma de uma mão nesse local e colocar a outra mão por cima da primeira. os dedos e o restante da palma da mão não devem encostar no tórax da vítima;• fazer regularmente compressões curtas e fortes, cerca de 60 por minuto;• concomitantemente, associar a respiração aplicada (vide Parada respiratória - Respiração artificial), caso haja 2 socorristas;• no caso de 1 socorrista deverão ser feitas 15 compressões cardíacas para 2 respirações aplicadas;• continuar a massagem cardíaca até que a vítima seja atendida por um médico.___________________________________________________________________________________________________ CST102 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 103
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Parada Respiratória - Respiração ArtificialChamamos de parada respiratória o cessamento total darespiração, devido a falta de oxigênio e excesso de gás carbônicono sangue. Pode ocorrer por afogamento, choque elétrico,intoxicação por medicamentos, monóxido de carbono, defensivosagrícolas, etc.A parada respiratória pode ser constatada pela coloração azuladada face, lábios e extremidades e pela não-movimentação do tórax.Através de um espelho ou metal polido colocado próximo ao nariz,nota-se o não-embaçamento que ocorreria normalmente.O oxigênio é vital para o cérebro e, quando há falta de oxigênio eexcesso de gás carbônico no sangue, ocorre o cessamento totalda respiração, chamado de parada respiratória.O que fazer:A - Respiração Boca-a-Boca• agir com rapidez, deitando a vítima de costas sobre uma superfície dura;• afrouxar as roupas da vítima;• retirar da boca da vítima dentaduras, pontes, lama ou outros corpos estranhos que encontrar e limpar a boca com um lenço ou pano limpo;• levantar a nuca da vítima com uma das mãos e com a outra inclinar a cabeça para trás ao máximo, ficando a ponta do queixo voltada para cima. Manter a vítima nesta posição durante toda a respiração artificial, estabelecendo uma passagem livre para o ar;• tampar as narinas da vítima com o polegar e indicador de uma mão e abrir completamente a boca da vítima;• encher bem os pulmões e colocar sua boca sobre da vítima, sem deixar nenhuma abertura, e assoprar com força até perceber que o tórax da vítima está elevando;• afastar a boca e destampar as narinas da vítima, deixando que os pulmões se esvaziem naturalmente e enquanto isso inspirar novamente, prosseguindo num ritmo de 12 vezes por minuto;• se não houver pulsação, efetuar concomitamente a massagem cardíaca. No caso de haver um único socorrista, fazer 15 compressões cardíacas e, com rapidez, aplicar duas respirações artificiais;• se houver dois socorristas, um fará a respiração artificial alternadamente com a outra pessoa, que fará massagem cardíaca. Nesse caso, fazer 5 compressões cardíacas para uma respiração aplicada;___________________________________________________________________________________________________ CST104 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• levar a vítima ao Ambulatório Médico ou Pronto Socorro, mas mantendo a respiração artificial durante todo percurso.B - Respiração Boca-a-NarizÉ usada em bebês e quando a vítima sofreu fratura da mandíbula,cortes com hemorragia na boca ou quando não se conseguir abrirsua boca:• executar os itens a, b, c e d, do método Respiração Boca-a- Boca;• apertar os maxilares para evitar a saída de ar pela boca (soprada pelas narinas);• colocar sua boca em contato com as narinas da vítima e sobrar com força;• afastar a boca;• abrir a boca da vítima o quanto puder e observar o esvaziamento natural dos pulmões;• recomeçar a operação e prosseguir num ritmo de 12 vezes por minuto;• levar a vítima para o Ambulatório Médico ou Pronto Socorro mantendo a respiração artificial durante o percurso.Observação: a freqüência respiratória média é a seguinte: homens = 16 a 18 movimentos/minuto; mulheres = 18 a 20 movimentos/minuto; crianças = 20 a 25 movimentos/minuto; crianças menor de um ano = 30 a 40 movimentos/minuto.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 105
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Resgate e Transporte de Pessoas AcidentadasAntes de transportar o acidentado, deve-se lembrar que umamanipulação sem cuidado pode causar problemas, às vezes, atéirreversíveis para a vítima, principalmente se houver ferimentos nacoluna, tórax, bacia ou crânio.Ao socorrer uma vítima que tenha caído de uma alturaconsiderável ou tenha sido atropelada, devemos sempreconsiderar a possibilidade de fraturas, hemorragias, paradacardíaca ou respiratória e, portanto, devemos tomar muito cuidadopara transportá-la ou mudá-la de posição. Só se pode iniciar otransporte, conhecendo-se o estado da vítima.O socorrista deverá saber identificar a extensão do perigo, bemcomo ser capaz de resolver o problema, evitando expor-se,inutilmente, a riscos.Transporte de acidentado com suspeita de lesão na colunaO indivíduo com fraturas de coluna pode apresentar dor intensa,impossibilidade de movimentação do tronco, formigamento ouparalisia nas extremidades (braços e pernas) e dificuldade derespiração.Aja sempre com o máximo cuidado.O que fazer:Colocar a vítima sobre uma tábua, chapa de metal ou qualquersuperfície firme e lisa (para não curvar ou deslocar a espinha):• colocar a tábua de madeira no chão, no lado da vítima; rolar o acidentado sobre seu próprio corpo e a seguir, sobre a maca, sem dobrar a coluna;• se possível, socorrer em três pessoas, sendo que a primeira segura a cabeça do acidentado e as costas; a segunda, as nádegas e as coxas; e a terceira, as pernas e os pés. Todos, ao mesmo tempo, levantam o acidentado e o colocam sobre a tábua de madeira, tomando cuidado para não dobrar-lhe a coluna. Prestar muita atenção para que a cabeça da vítima gire junto com o corpo, sem ficar deslocada para trás ou para os lados. Se houver suspeita de fratura da região cervical (pescoço), tomar cuidado para não movimentar a cabeça do acidentado;• prevenir o estado de choque;• imobilizar a vítima antes do transporte: colocar almofadas de panos ou toalhas de cada lado da cabeça e amarrar a testa à tábua com uma faixa ou qualquer tira de pano; amarrar também o corpo à tábua, na altura do peito, quadril, joelhos e próximo aos pés. Se o acidentado apresentar deformação na coluna, é melhor imobilizá-lo sobre a maca na posição adotada pela coluna, evitando o agravamento dos males;• encaminhar a vítima para atendimento médico.___________________________________________________________________________________________________ CST106 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Resgate de vítima de incêndioO que fazer:• envolver o corpo da vítima em pano de algodão (cortina, toalha, tapete, cobertor, lençol ou outro material semelhante);• apagar, primeiramente, as chamas na cabeça, ombros, tórax e seguir em sentido descendente até os pés;• deixar-lhe o rosto descoberto para que não inale fumaça;• retirar sua roupa para evitar que cole e arranque a pele lesada, envolvendo-o com um lençol limpo;• dar-lhe água para beber, se estiver consciente;• encaminhá-la imediatamente para um serviço médico para diagnóstico e tratamento precisos.Transporte de acidentado consciente por uma pessoaA - Quando a vítima está deitada e com ferimentos leves,podendo andar com o auxílio de uma pessoa;• colocar-se à esquerda do acidentado, com o joelho esquerdo no chão;• passar o braço direito logo abaixo das axilas e segurar firme sob a axila direita do acidentado;___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 107
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• fazer a vítima segurar em torno de sua nuca e, com a mão esquerda, segurar a mão esquerda da vítima;• levantar-se, puxando a vítima junto.B - Quando a vitima está deitada e não pode caminhar, mas temferimentos leves:• colocar-se à esquerda do acidentado, com o joelho esquerdo no chão;• passar o braço direito sob suas costas na altura das axilas;• passar o braço esquerdo sob seus joelho;• falar para a vítima segurar firmemente no seu pescoço;• levantar-se, carregando-a no colo.C - Quando a vítima é muito pesada:• colocá-la em pé e dar-lhe as costas, inclinando-se um pouco para a frente;___________________________________________________________________________________________________ CST108 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________• sustentar as pernas da vítima, segurando-lhe os joelhos, e pedir a ela que se apoie no socorrista.Transporte de acidentado inconsciente por uma pessoa• colocar o acidentado de bruços;• segurá-la por debaixo das axilas;• levantá-lo até que fique de joelhos;• apoiá-lo de pé colocando sua axila direita sobre a nuca;• levantá-lo e carregá-lo sobre suas costas;• somente realizar o transporte tendo a certeza de não haver lesão de coluna.Transporte de acidentado consciente por duas pessoas___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 109
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________A - se a vítima puder andar, os dois socorridos colocam-se ao seulado e ela se apoia nos seus pescoços;B - quando a vítima não puder andar, usar o método da"cadeirinha":• os dois socorridos ajoelham-se perto da vítima, que porá os braços sobre os seus ombros;• os dois socorridos fazem a "cadeirinha", levantando-se ao mesmo tempo e andam com os passos desencontrados.Transporte de acidentado inconsciente por duas pessoas• colocar a vítima sentada em uma cadeira;• um dos socorristas levantará a cadeira pelo espaldar;• o outro socorrista, de costas, levantará a cadeira pelas pernas da frente, próximo ao assento;• a cadeira deve ficar inclinada para que o peso do acidentado se apoie no espaldar.___________________________________________________________________________________________________ CST110 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Este tipo de transporte dever ser utilizado em elevadores onde amaca não consiga entrar.Transporte por três pessoas• os três socorristas devem alinhar-se de um dos lados da vítima;• o primeiro colocará suas mãos debaixo da cabeça, ombros e dorso do acidentado;• o segundo colocará suas mãos sob as nádegas;• o terceiro as colocará sob as pernas e coxas;• os três devem suspender o acidentado e caminhar lentamente, marcando o passo;Este tipo de transporte é o mais seguro e indicado paraacidentados com suspeita de lesão de coluna.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espírito Santo 111
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Como improvisar uma maca• com cabos de vassoura, galhos de árvores, guarda-chuvas ou qualquer material semelhante e resistente;• pegar dois paletós, enfiar as mangas para dentro deles, abotoá-los inteiramente e enfiar os cabos mangas do paletó;• enrolar uma toalha grande ou cobertor em torno dos dois cabos;• também podem ser utilizadas tábuas ou portas para transportar principalmente os acidentados com lesão de coluna.___________________________________________________________________________________________________ CST112 Companhia Siderúrgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Controle AmbientalMeio AmbienteConstitui-se num conjunto de elementos e fatores indispensáveisà vida, de ordem física, química e biológica.PoluiçãoÉ a degradação da qualidade ambiental resultante de atividadesque direta ou indiretamente:• Prejudicam a saúde, a segurança e o bem estar da população;• Criam condições adversas as atividades sociais e econômicas;• Afetam desfavoravelmente a flora e a fauna;• Afetam as condições estáticas ou sanitárias do Meio Ambiente;• Lançam matérias ou energias em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.Poluição do Solo/ResíduosSão modificações ocasionais no solo adivinhas de disposiçãoinadequada de materiais sólidos, líquidos e gazes.Exemplo: Rejeitos industriais, lixo doméstico, etc.Controle da Poluição por ResíduosO controle de poluição por resíduos não pode consistir apenas nocontrole da sua disposição, mas principalmente na redução dageração, reutilização, reciclagem e comercialização.Sistemática para Controle da Poluição por ResíduosSegregação - Consiste em separar os resíduos para que não hajacontaminação entre eles.Exemplo: Papel/papelão, vidro, metal, lixo orgânico/rejeito.Acondicionamento - consiste em depositar cada materialseparadamente em recipientes específicos.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espirito Santo 113
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Exemplo: Papel/papelão na lixeira de papel; plástico na lixeira de plástico; vidro na lixeira de vidro; metal na lixeira de metal; lixo orgânico/rejeito na lixeira de lixo; óleo em tambores; etc.Baias de Contençãoconsiste em uma área com proteção de mureta normalmente emtijolo/bloco ou concreto, para que o material ali depositado, nãoseja carregado pela a chuva para as pistas e sistema dedrenagem.Disposição Adequadaconsiste em depositar o material em recipientes apropriados.Exemplo: Lixeira, cestos, tambores, caixas e baias de contenção, etc.Pátios ApropriadosConsiste em áreas pré-estabelecidas para depositar umdeterminado tipo de material, e com proteção de muretas, cortinasde proteção com árvores e sistema de drenagem apropriado parao escoamento da água e recolhimento do material ali depositado.C.A.S.P. 2A CST dispõe em uma área de 360.000 m , com 14 pátiosseparados com a finalidade de estocar materiais que ainda nãoestão sendo reutilizados na usina e/ou comercializados, comdisposição adequada para que não haja contaminação entre eles.Esta área chamada de “C.A.S.P”, ou seja, uma Central deArmazenamento de subprodutos que foi construída na área deexpansão da C.S.T.Poluição AtmosféricaSão alterações no ar atmosférico em sua composição natural, porintrodução de elemento estranho fora dos padrões ambientais, oupor desequilíbrio na porção de seus componentes, de maneira acausar prejuízos ambientais com danos a saúde e à economia.Exemplo: Poeira, fumaça, gases, etc.Controle da Poluição AtmosféricaO controle das emissões atmosférica industriais deve ser feitoatravés de introdução adequada dos equipamentos industriais quesão na sua maioria despoeiramento e instalação de sistemasespecíficos para controle da poluição.___________________________________________________________________________________________________ CST114 Companhia Siderurgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Equipamentos de Controle da Poluição Atmosférica• Precipitadores Eletrostáticos - a poeira é carregada eletricamente e a seguir retirada por ação magnética.• Filtros de Mangas - indicados para a remoção de poeiras, estas são retidas ao atravessarem um tecido industrial (similar ao aspirador de pó).• Ciclones - removem poeiras mais grossas, por ação de força centrífuga.• Lavadores - a poeira é retirado do ar por spray de água à alta pressão.Poluição HídricaSão alterações na composição e nas características da água,provocada por lançamentos de efluentes industriais e esgotos.Exemplo: Vazamento de óleo, lamas, esgotos sem tratamento, materiais sólidos, etc.Controle da Poluição HídricaO controle da poluição hídrica é feita através de técnicas detratamento, que tem por finalidade reduzir as impurezasmelhorando a qualidade da água sobre os seguintes aspectos:sanitário, estético e econômico.Sistemas de Controle da Poluição Hídrica• Tratamento Biológico (valor de oxidação) - o tratamento biológico do esgoto doméstico ou industrial, consiste na decomposição biológica, através de microorganismos que consomem o material poluente nos esgotos.• Caixa de Separação óleos e graxas - este tratamento consiste em separar o óleo presente nos efluentes principalmente de oficinas, em função da diferença de densidade entre o óleo e a água.• Bacias de decantação - consiste em se passar o efluente por tanques de decantação, com períodos de detenção que possibilitam a decantação do material em suspensão presente nos efluentes.• Tratamento Químico - são processos de neutralização e ou coagulamento através dos quais substâncias químicas tóxicas / ou não, são eliminados dos efluentes industriais.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional do Espirito Santo 115
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________Controle Ambiental na CST• Diariamente os técnicos de meio ambiente da IDC percorrem todas as áreas da usina, verificando se existe algum procedimento que possa causar dano ambiental. Caso seja encontrado alguma ocorrência ambiental, é feito um contato com o gerente da área para providenciar ações corretivas. Semanalmente todas estas ocorrências são relatadas em documento denominado Boletim Ambiental para se informar a todo corpo gerencial, e para posteriores providências.• A CST recebe freqüentemente fiscalização por parte dos Órgãos Ambientais que acompanham o desempenho dos equipamentos, os lançamentos hídricos e disposição dos resíduos sólidos. Caso o desempenho ambiental não esteja em conformidade com a legislação, a empresa é notificada com prazo estabelecido corrigir o desvio encontrado.• A auditoria ambiental é um importante instrumento de gestão da empresa, que tem como objetivo avaliar o cumprimento dos padrões, legislação e melhoria do desempenho da Empresa.• Para analisar o desempenho ambiental de cada empreendimento, são realizados monitoramento para avaliar, a quantidade do ar ambiental, emissões das fontes (chaminés) e do corpo recepto (mar). No caso específico de siderurgia os principais parâmetro são: Dióxido de enxofre, material particulado, e poeira sedimentável no ar e sólidos em suspensão, pH, amônia, cianeto, fenol em efluentes hídricos.Padronização AmbientalA Empresa tem como diretriz, que todas as ativadas que sãodesenvolvidas de forma repetitiva, devam ser padronizadas. Emvista disto, as áreas operacionais, de manutenção e de apoiovem implantando seus respectivos padrões, contemplandoinclusive o item meio ambiente e segurança.A padronização do meio ambiente à nível de usina, compete aárea ambiental a sua elaboração e aprovação (IDC). Desta forma,a IDC já implantou Padrões Técnicos Ambientais de emissão e delançamento para cada área da Companhia, e alguns de caractergeral dentre os quais podemos citar:• PA-11 - Comunicação e Análise de Ocorrências Ambientais que regulamenta as responsabilidade da área em comunicar toda e qualquer ocorrência que afete meio ambiente no âmbito da empresa.• PA-14 - Procedimento de Aprovação de Custos Ambientais - Este padrão orienta os responsáveis por cada centro de custos,___________________________________________________________________________________________________ CST116 Copanhia Suderurgica de Tubarão
  • Espírito Santo___________________________________________________________________________________________________ como processar a apuração dos gastos relacionados com os sistemas ou equipamentos de controle ambiental.• PA-15 - Procedimento de Meio Ambiente para Contratadas - Este padrão tem por objetivo informar as empresas que prestam serviços à CST, quais são suas obrigações para com o meio ambiente.Para controle das emissões das chaminés. a CST temestabelecido para cada Equipamento de Controle Ambiental umpadrão de emissão, cujo valor não pode ser ultrapassado sobrisco de penalização por parte dos Órgãos de Meio Ambiente.Para conhecer o desempenho dos equipamentos de ControleAmbiental, a Empresa mantém um programa deacompanhamento onde são realizadas medições periódicas paraavaliar se suas emissões encontram-se enquadradas aospadrões.Para controle das emissões hídricas todo lançamento efetuadopelas áreas devem estar dentro dos padrões de lançamentoestabelecidos pela legislação. Para controlar seus lançamentos, aEmpresa dispõe de um programa de monitoramento hídrico nasdiversas áreas da usina.Responsabilidade AmbientalComo toda instituição jurídica a CST tem suas obrigações paracom o meio ambiente. Assim, sua obrigação primeira é exercersuas atividade sempre em conformidade com que determina alegislação, ou seja, atendendo aos padrões de controle ambiental.Outra responsabilidade da Empresa e o Termo de Compromisso,que contempla melhorias com objetivo aperfeiçoar ainda mais oseu desempenho ambiental.Para que estes compromissos se tornem uma validade, o corpogerencial tem como um de suas atribuições fazer cumprir asobrigações assumidas pela Empresa.Para que o objetivo da empresa seja alcançado, no que se refereao meio ambiente, é necessário que cada empregado, exerçasuas atividade sem agredir o meio ambiente, procurandoreconhecer entre suas tarefas, quais as práticas ambientalmentecorreta para executá-las.___________________________________________________________________________________________________SENAIDepartamento Regional doEspirito santo 117