Viii%20 bienal%20de%20s%c3%a3o%20paulo%20%20 %20parte%201%201965

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Viii%20 bienal%20de%20s%c3%a3o%20paulo%20%20 %20parte%201%201965

  1. 1. . .. ". . set nov! 1965
  2. 2. livraria kosmos edi1ôra LIVROS DE ARTE. C lÊ N C I A LITERATURA Praça D. José Gaspar, 106 - loja 49 - Tel.: 34-3855 GALERIA ASTRÉIA . ARTE GRAVURAS QUADROS · .I I haça Ramo, de Azevedo, 209 ~ 5/1 ~ TeL 33-7058L-_.-,---,-------------------.,:.
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  4. 4. VIII BIENALQUANDO SÃO PAULO SE TRANSFORMA NA CAPITAL MUNDIAL DA ARTE, A SAUDAÇÃO DA ,SHELL BRASIL S.A. (PETROLEO)
  5. 5. "" Joalheir, SÁO PAULO: PRAÇA DA REPÚBLICA, SANTOS: PRAÇA MAUÁ, 3 RIO DE JANEIRO: Av. RIO BRANCO, KABORÉ DIFUNDE A ARTE POPULAR E INDíGENA. EXPÕE PEÇAS AUTÊNTICAS FOLCLÓRICAS E OBJETOS ANTIGOS BRASILEIROS.pça. da república. 199. loja 11. tel. 36-2840
  6. 6. ll1D LIVRARIA PARTHENONBARÃO DE ITAPETININGA. 140 - 1.° - SI H - TELEFONES: 35-0765 - 37-2623- ARTES PLASTICAS CINEMA-TEATRO MÚSICA - ARQUITETURA - LITERATURA ARTE BRASILEIRA BRASILIANA LIVROS ILUSTRADOS COM DIAPOSITIVOS NOVOS USADOS ESGOTADOS RAROSLISTAS EM DISTRIBUIÇÃO - REEMBôLSO POSTAL
  7. 7. Galeria 10. 0 MICHEL VEBER ANIVERSARIO , cMICHEL VEBER COLEÇÃO DAVID ROCKFELLER Rua Augusta, 557 - Telefone: 32-5360 São Paulo 3 SP
  8. 8. ALffTALffA CincoA VENIDA SÃO LUIZ, 87
  9. 9. SOLIDEZ [ l1T4lJO.oDE: MAIS UMA AAZAO 0.0. CONrlANÇ" v",lfRS4l filo! PHllIPSPHI LI PS símbolo universal de confiançaJUSTIFICA-SE a afirmativa. pois após 70 anos, a Federa- PHILlPS local. De~ta forma reduzimos a um mínimo os ris-ção Internacional das Indústrias PHllIPS se tornou a gran- cos de mercado. E quanto ao progresso no futuro ... 3.000de. eslável e diversificada organização que é hoje. Seu cientistas PHILlPS trabalham continuamente no aperfeiçoa-áesenvolvimento foi dirigido por principias sãos e ideais mento de novos e úteis produtos, enquanto outros es..honestos. fabricando sempre produtos dignos de confian- pecialistas exploram novas oportunidades de mercado. Aça. Grande variedade de lais produtos você pçde encon- ORGANIZAÇAO PHILlPS ORASILEIRA (39 anos de bons ser-trar em tOdas as cidades, sempre garantidos pelo serviço viços no Brasil) é um testemunho vivo dessas verdades.ILUMINACAO. RAOIO • TElEVISAo • RADIOfONfS • DISCOS. GRAVADORES DE FITA . BAftBEADORtS ElETRICOS • EQUIPAMENTO MEDICO E DE RAIOS X. APARELHAGEM DETElECOMUNICACAo • CINEMA. COMPONENTES ELETRONICOS • EQUIPAMENTOS ELETROACUSTICOS • EQUIPAMENTQS CIWllflCOS OE MEDICA0 E CONTROLE INDUSTRIt..LPHILIPS ~ simbolo universal de conrlança
  10. 10. e RIO DE JANEIRO ~ PAULO (CONGONHAS) -----.:. MO N TE VI DEO BUENOS AIRES (AEROPAROUE) PLUMAPRIMERAS LíNEAS URUGUAYAS DE NAVEGACIóN AÉREASÃO PAULO - Praça da República, 199 - Loja 10 - Fone: 35-4348
  11. 11. GALERIA DE ARTE SÃO LUIZExposições individuais permanentes PINTURA - ESCULTURA - DESENHO ACERVO DE ARTISTAS NACIONAIS E ESTRANGEIROS 1965 - Rua São Luiz, 130 - São Paulo - Brasil Telefone: 35-6830 Mural de Clóvis Graciano (x(Cutado em Mosaico Vidroso "Vidroti!" Telefone: 35-5288 - São Paulo
  12. 12. OS MELHORES HOTÉIS DO BRASIL Telex n.u 114 - Te!. n.o 5-2233 S. PAULO T elegr. - Nacionalhotel JARAGUA Telex n.O 309 Te!. 37-5121 Telegr. - Jaraguatel Rua Maior Quedinho. 40 RIO DE JANEIRO EXCELSIOR-COPACABANA Telex n.O 106 Te!. 57-1950 Telegr. - Excelhotel Av. Atlantica. 1.800 S. PAULO EXCELSIOR Tel. 35-5141 T elegr.; Excelolel Av. Iporanga. 770 , Tombêm em s. PautoHOTEL MARABA - HOTE L EXCELSIOR APARTAMENTOS Propriedade de HOTEIS REUNIDOS S.A. - "HORSA"
  13. 13. antigonovoarte sulamericanaarte popularantiguidadesrua basílio da gama 86tel: 32-8496 são paulo
  14. 14. o produto e o prêmio"Concebida em têrmos de produção em sêrie, trata-se de uma poltrona desmontável,com um número reduzido de elementos padronizados compondo sua estrutura,estrutura esta perfeitamen1e visível e devassável.O sistema de fixação das peças componentes é simples e seguro.Destaque-se tambem a propriedade da utilização do fio de "nylon" como sustentaçãoe molejo do assento e do encôsto, cujas almofadas iguais,de espuma de borracha revestida de plástico (e fixadas por dois cintos de couro),podem, por essa razão, ser bastante reduzidas em sua espessura.Isto quanto ao aspecto construtivo. Quanto aos aspectos funcionais,caracterizam-na o confôrto, a leveza e a facilidade de limpeza e conservação.Seu valor estético advem principalmente da estrutura aberta, clara,da unidade entre o externo e o interno,da fidelidade à natureza dos materiais e de sua adequada coordenação."Laudo Crítico da Comissão Julgadora doPrêmio Roberto Simonsen, para Desenho Industrial, 1964.c- MC MOBILIA RIo: Rua dos JangadeIros, 6-A (Pça. General Osôrio) Ipanema _ tel. 27_6590 São Paulo: Pç~. Fr~n~lin Roosevelt. 134 - tel. 36-6004 Av. Vieira de Carvalho, 191 - tel. 33-4700 Belo Horizonte: Rua da Bahia, 1182 - lei. 4-2705CONTEMPORANEA Curitiba:. Travessa Jesuíno Marcondes. 40 - leI. 4-47H3 Belém: Av. Governador José Malcher, 1665 - tel. 9930
  15. 15. 1á ATRIUM galeria e livraria ltda.RESTAURAÇÃO, PRESERVAÇÃO DE QUADROS E DESENHOS EXPOSIÇÕES Setembro - 2 a 15 AUBERY BEAULIEU 16 a 30 NELSON LEIRNER Outubro -- 1 a 16 ALDEMIR MARTINS 18 a 31 ORLANDO TERRY NO ACERVODiego de Rivera BandeiraCarlos Bastos VolpiPortinari Clóvis GracianoSegal Di CavalcantiPancetti Caribe da RochaAnita M alfati BalloniRebolo Dianira Rua São Luís, 258 - Conjunto Zarvos - Tel.: 34-5749
  16. 16. UM ASSENTO OCUPADO~ara nós um passageiro não representa simplesmente um assento ocupadoE multo mais que IssoÉ a verdadeira razão da nossa existênciaE é sóbre êle que está baseada toda nossa atividadeNosso objetivo é proporcionar à V. 5a. nossa tradicional gentileza e cortesia e";qualquer momento e em qualquer lugar.· • Em nossas agências V. Sa. podera: obter qualquer informa • . ção que necessite da cidade onde queira desembarcar.VARIG----..l> OUi- >
  17. 17. VIII BIENAL DE SÃO PAULO FUNDAÇÃO BIENAL DE S. PAULO CATÁLOGO SOB O PATROC1NIO DO GOVIllRNO D9 ESTADO DE S. PAULO E SOB OS AUSPiCIOS DA PREFEITURA DO MUNICiPIO DE S. PAULO, Secretaria da Educação e Cultura. (Lei N.O 4.818, de 21·11·1955)L ..
  18. 18. .
  19. 19. FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO PRESIDENTES DE HONRASua Excelência o Senhor Marechal Humberto de Alencar Castello BrancoPresidente da RepúblicaSua Excelência o Senhor Adhemar Pereira de BarrosGovernador do Estado de São PauloSua Excelência o Senhor José Vicente de Faria LimaPrefeito Municipal de São Paulo COMISSÃO DE HONRASua Excia. o Sr. José Maria AlkiminVice-Presidente da RepúblicaSua Excia. o Sr. Auro Soares de Moura AndradePresidente do Congresso NacionalSua Excia. o Sr. Bilac PintoPresidente da Câmara dos DeputadosSua Excia. o Sr. Milton CamposMinistro da JustiçaSua Excia. o Sr. Vasco T. Leitão da CunhaMinistro das Relações ExterioresSua Excia. o Sr. Octávio Gouvêa de BulhõesMinistro da FazendaSua Excia. o Sr. Flávio Suplicy de LacerdaMinistro da Educação
  20. 20. Sua Excia. o Sr. Marechal Juarez TávoraMinistro da Viação e Obras PúblicasSua Excia. o Sr. Theodore HewitsonEnviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário da África do SulSua Excia. a Sr. Gebhard SeelasEmbaixador da AlemanhaSua Excia. a Sr. Carlos Alberto FernandezEmbaixador da ArgentinaSua Excia. a Sr. R. B. HadgsanEncarregado de Negócios da AustráliaSua Excia. a Sr. Albin LennkhEmbaixador da ÁustriaSua Excia. a Sr. Paul BihinEmbaixador da BélgicaSua Excia. a Sr. W álter GalindaEmbaixador da BolíviaSua Excia. o Sr. Jordan StefanovEnviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário da BulgáriaSua Excia. o Sr. Paul BeaulieuEmbaixador do CanadáSua Excia. o Sr. Hector Carrea L.Embaixador do Chile 6
  21. 21. Sua Excía. a Sr. Shao-Chang HsuEmbaixador da ChinaSua Excia. o Sr. Enrique CahalleroEmbaixador da ColômbiaSua Excia. o Sr. Tong Jin ParkEmbaixador da CoréiaSua Excia. a Sr. Helmuth MóllerEmbaixador da DinamarcaSua Excia. o Sr. Jaime AlhaEmbaixador da EspanhaSua Excia. o Sr. Lincoln GordonEmbaixador dos Estados Unidos da AméricaSua Excia. o Sr. Heikki LeppaEmbaixador da FinlândiaSua Excia. a Sr. Pierre SehilleauEmbaixador da FrançaSua Excia. Sir Leslie FryEmbaixador da Grã-BretanhaSua Excia. o Sr. Marias ZafiriouEmbaixador da GréciaSua Excia. o Sr. Coronel José Arturo Gonzáles EstradaEmbaixador da GuatemalaSua Excia. o Sr. Edner BrutusEmbaixador do Haiti
  22. 22. Sua Excia. o Sr. Gusztáv DroppaEnviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário da HungriaSua Excia. o Sr. Vicente Herbert CoelhoEmbaixador da lndiaSua Excia. o Sr. Yossef NahmiasEmbaixador de IsraelSua Excia. o Sr. Eug~nio PratoEmbaixador da ItáliaSua Excia. o Sr. Ranko ZecEmbaixador da IugosláviaSua Excia. o Sr. Keiichi TatsukeEmbaixador do JapãoSua Excia. o Sr. Afonso Toledo Bandeira de MelloCônsul Geral do GrãO"Ducado do LuxemburgoSua Excia. o Sr. Vicente Sanchez GavitoEmbaixador do MéxicoSua Excia. o Sr. ]ustino Sans6n BalladaresEmbaixador da NicaráguaSua Excia. o Sr. Knut ThommessenEmbaixador da NoruegaSua Excia. E. J.o Barão Lewe van AduardEmbaixador dos Países BaiX~s-Sua Excia. o Sr. Gustavo A. Mendez V.Embaixador do Panamá 8
  23. 23. Sua Excia. o Sr. Syed Maqbul MurshedEmbaixador do PaquistãoSua Excia. o Sr. Raul PenaEmbaixador do ParaguaiSua Excia. o Sr. César Elejalde-ChopiteaEmbaixador do PeruSua Excia. o Sr. Aleksander KraiewskiEmbaixador da PolôniaSua Excia. o Sr. 10ão de Deus RamosEmbaixador de PortugalSua Excia. o Sr. lihad HaouacheEmbaixador da República Árabe da SíriaSua Excia. o Sr. Henri Plerte Arphang SenghorEmbaixador do SenegalSua Excia. o Sr. lens MallingEmbaixador da SuéciaSua Excia. o Sr. André DominicéEmbaixador da SuíçaSua Excia. o Sr. Ladislav KocmanEmbaixador da TchecoslováquiaSua Excia. o Sr. Andrei A. FominEmbaixador da União das Repúblicas Socialistas SoviéticasSua Excia. o Sr. Felipe Amorim SánchezEmbaixador do Uruguai
  24. 24. Sua Excia. o Sr. Laudo NatelVice-Governador do Estado de São PauloSua Excia. o Sr. Francisco FrancoPresidente da Assembléia Legislativa do Estado de São PauloSua Excia. o Sr. Euclides Cust6dio de LimaPresidente do Tribunal de Justiça de São PauloSua Excia. o Sr. José Romeu FerrazPresidente do Tribunal de Contas de São PauloSua Magcia. o Sr. Pedro CalmonReitor da Universidade do BrasilSua Magcia. o Sr. Luís Ant6nio da Gama e SilvaReitor da Universidade de São PauloSua Excia. o Sr. Paulo Estêvão Berredo CarneiroChefe da Delegação do Brasil junto à UNESCOSua Excia. o Sr. Everaldo Dayrell de LimaChefe do Departamento Cultural e de Informações do Ministério das Relações ExterioresSua Excia~ o Sr. Ernesto LemeSecretário de Estado dos Negócios da JustiçaSua Excia. o Sr. José Adolpho da Silva Gordo~ecretário de Estado dos Negócios da FazendaSua Excia. o Sr. Arnaldo dos Santos CerdeiraSecretário de Estado dos Negócios da Agricultura 10
  25. 25. Sua Excia. o Sr. Pelerson Soares PenídoSecretário de Estado dos Negócios dos Serviços e Obras PúblicasSua Excía. o Sr. José Carlos de Ataliba NogueiraSecretário de Estado dos Negócios da EducaçãoSua Excía. o Sr. Cantídio Nogueira SampaioSecretário de Estado dos Negócios da Segurança PúblicaSua Excia. o Sr. Juvenal Rodrigues de MoraesSecretário de Estado dos Negócios do GovêmoSua Excia. o Sr. Benedito MatarazoSecretário de Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Comércio .Sua Excia. o Sr. José Francisco Archimedes LamogliaSecretário de Estado dos Negócios da SaúdeSua Excia. o Sr. Dagoberto Salles FilhoSecretário de Estado dos Negócios de TransportesSua Excia. o Sr. Humberto Reis CostaSecretário de Estado dos Negócios de Economia e PlanejamentoSua Excia. o Sr. José Blota JúniorSecretário de Estado dos Negócios de TurismoSua Excia. o Sr. Coronel Delfin Cerqueira NevesChefe da Casa Militar do Govêmo do Estado de São PauloSua Excia. o Sr. Adelávio S. de AzevedoChefe da Casa Civil do Govêmo do Estado de São Paulo
  26. 26. Sua Excia. o Sr. Luís de Moraes BarrosPresidente do Banco do BrasilSua Excia. o Sr. Luís Augusto de MattosPresidente do Banco do Estado de São PauloSua Excia. o Sr. Leôncio Ferraz }tíniorVice-Prefeito Municipal de São PauloSua Excia. o Sr. Manoel de Figueredo FerrazPresidente da Câmara Municipal de São PauloSua Excia. o Sr. Salim SedekSecretário de Negócios Internos e Jurídicos da Prefeitura Muni- cipal de São PauloSua Excia. o Sr. Francisco de Paula Quintanilha RibeiroSecretário de Finanças da Prefeitura Municipal de São PauloSua Excia. o Sr. José MeichesSecretário de Obras da Prefeitura Municipal de São PauloSua Excia. o Sr. Valéria GiuliSecretário de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de São PauloSua Excia. o Sr. Fauze CarlosSecretário de Higiene e Saúde da Prefeitura Municipal de São PauloSua Excia. o Sr. Elias COTT~a de CamargoSecretário de Abastecimento da Prefeitura Municipal de São Paulo 12
  27. 27. Sua Excia. o Sr. Paulo Fradique SantanaDiretor do Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de São PauloSr. Geraldo 08Waldo QuinsanDiretor Geral da Fazenda NacionalSr. Euclides Parente de MirandaGerente da Carteira de Comércio Exterior do Banco do BrasilSr. Rossini Gonçalves MaranhãoDiretor da Diretoria de Rendas AduaneirasSr. Aimone SummaGerente Adjunto da Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil em São PauloSr. Epaminondas Moreira do ValleInspetor da Alfândega do Rio de JaneiroSr. Euclides Velasco RondánInspetor da. Alfândega de SantosSr. Luís Osório AnchietaChefe da Estação Aduaneira de Importação Aérea de São PauloSr. Plínio ColásChefe do Cerimonial do Govêrno do Estado de São PauloSr. Austregésilo de AthaydePresidente da Academia Brasileira de LetrasSr. Arilteu SeixasPresidente da Academia Paulista de Letras
  28. 28. Sr. Gustavo CapanemaPresidente do Museu de Arte Moderna do Rio de JaneiroSr. Rodrigo de Mello FrancoDiretor do Patrimônio Histórico li Artístico NacionalSra. Barbosa lIeliodora Carneiro de MendonçaDiretora do Serviço Nacional do TeatroSr. Simeão LealDiretor do Serviço de Documentação do Ministério de Educa- ção e CulturaSr. Adonias Aguiar FilhoDiretor da Biblioteca NacionalSra. lIeloísa Alberto TôrresPresidente da Organização Nacional do Conselho. Internacional de MuseusSr. lcaro de Castro MelloPresidente do Instituto do.S Arquitetõs~~do Brasil.Sr. Alberto Rubens BottiPresidente do. Instituto do.S Arquitestos do Brasil - Secção. de São. PauloSra. Lúcia Comenale Pinto de SouzaPresidente da Fundação Annando Alvares Penteado 14
  29. 29. FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO DIRETORIA EXECUTIVAFrancisco Matarazzo Sobrinho - PresidenteLuís Lopes Coelho - Vice-PresidenteJoão Leite Sobrinho - SecretárioRuy Lapetina - Tesoureiro Vasco Mariz, diretor representante do Govêrno Federal Pedro de Alcântara Marcondes Machado, diretor repre- sentante do Govêrno do Estado de São Paulo Mário Edgar Puci, diretor representante do Município de São Paulo CONSELHO CONSULTIVO Aldo Magnelli Antônio Sylvio Cunha Bueno Benedito José Soares de Melo Patti Erich Humberg Fernando Muniz· de - .Souza . - , Francisco Luís de Almeira Salles Hélio Rodrigues J. A. Cunha Lima João Fernando de Almeida Prado José de Aguiar Pupo José Humberto Aftonseca Justo Pinheiro da Fonseca Márcio Ribeiro Pôrlo Mário Dias Costa Oscar Landmann Oswaldo Arthur Bratke Oswaldo Silva Paulo Motta
  30. 30. Saboto Magaldi Sebastião Almeida Prado Sampaio CONSELHO FISCAL Hércules Augusto Masson Mário Cappanari SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL Edgar Lopes Pinto tlio Cippolina José Vasques Bemardes SECRETÁRIA GERAL Diná Lopes Coelho VIII BIENAL DE SÃO PAULO ASSESSORIASArtes Plásticas: Geraldo Ferraz Sérgio MiUiet Walter ZaninlTeatro: Aldo Calvo Saboto MagaldiArquitetura: Oswaldo Corr8a GonçalvesArtes Gráficas: Jannar Maninho Ribeiro BIENAL DO TEATROOrganização do Serviço Nacional do TeatroOrientação de Agostinho Olavo 16
  31. 31. BIENAL DO LIVROOrganização da Câmara Brasileira do LivroOrientação de Jannar Murtinho Ribeiro FESTIVAL DE CINEMAOrganização da Fundação Cinemateca BrasileiraOrientação de Paulo Emílio Salles Gomes e de Rudá de Andrade SERVIÇOS Secretaria Geral Viná Lopes Coelho Expediente . Irene Eunice Sabatini Instalação e Montagem D.C. Montagem do Brasil Danilo Di Prete Assistente de Arquitetura, Tea- tro e Artes Gráficas Estela Ferraz Pessoal e Prédio José Pim<3ntel Júnior Contabilidade Aurélio Villanova Corraz Arquivos Ernestina Cintra
  32. 32. REGULAMENTO DA VIII BIENAL DE SÃO PAULOPara o B R A SI D CAPITULO I Denominação e Finalidades Art. 1 - A VIII Bienal de São Paulo, exposição interna-cional de arte organizada e dirigida pela Fundação Bienal deSão Paulo, realizar-se-á de 4 de setembro a 28 de novembrode 1965, destinando-se a reunir trabalhos representativos daarte moderna. Art. 2 - O programa da VIII Bienal compreenderá: - Exposição de Artes Plásticas - Exposição de Artes Plásticas do Teatro - Exposição .Internacional de Arquitetura - Concurso de Escolas de Arquitetura - Exposição do Livro e das Artes Gráficas Exposição de Jóias Artísticas Brasileiras e quaisquer outras manifestações artísticas que a Bienal resolva promover. CAPtTULO 11 Exposição de Artes Plásticas Art. 3 - A Exposição de Artes Plásticas (pintura, desenho,gravura e escultura) compor-se-á de: a) representação brasileira; b) representação estrangeira; c) salas especiais; d) salas "hors concurs". 18
  33. 33. DA REPRESENTAÇÃO BRASILEIRA Art. 4 - Para participar da representação brasileira, deve-rá o artista cumprir as seguintes formalidades: I) Provar ser brasileiro ou residir no País há dois anos, no mínimo, no momento da inscrição. 11) Apresentar à Secretaria da Bienal, até o dia 5 de abril de 1965, ficha de inscrição, integralmente preenchida. a) O número de obras não poderá exceder a cinco, na~ secções de pintura e escultura, e a oito, nas de dese- nho e gravura. b) No ato da inscrição, receberão os artistas papeletas correspondentes aos trabalhos inscritos que, pre- enchidas com as mesmas informações constantes da ficha de inscrição, devem colar às costas dos tra- balhos. c) As declarações consiguadas nas papeletas não poderão ser posteriormente modificadas. d) As .inscrições poderão ser feitas pelo correio, em carta registrada, valendo a data do carimbo.111) Fazer chegar até o dia 30 de abril de 1965, à sede da Bienal, os trabalhos inscritos, em perfeito estado de con- servação, convenientemente preparados para exposição (pintura com moldura, desenhos e gravuras com moldura e vidro). Artistas residentes no Rio de Janeiro enviarão suas obras, nas mesmas condições, ao Museu de Arte Moderna. Artistas brasileiros residentes no Exterior de- vem enviar seus trabalhos até 30 de março, devendo antes pedir instruções à Secretaria.
  34. 34. IV) Encarregar-se das despesas de embalagem e do trans- porte, na entrega e na devolução dos trabalhos. A cargo da Bienal ficará a reembalagem para a devolução das obras. V) Retirar os trabalhos expostos até 30 dias após o encer- ramento da mostra. (Se os artistas o desejarem, a Secre- taria da Bienal providenciará a devolução, com frete a pagar, dos trabalhos pertencentes aos expositores não resi- dentes em São Paulo.) A Bienal não se responsabilizará pelos trabalhos não procurados no prazo assinalado, nem pelos que se extraviarem em trânsito. Art. 5. - Os trabalhos inscritos serão submetidos ao jul-gamento de Comissão de Seleção, composta de cinco membros,eleitos pelos artistas inscritos que tiverem trabalho aceito em,pelo menos, uma das bienais anteriores. Ao fazer sua inscrição,o artista com direito a voto indicará cinco nomes, de críticos dearte ou artistas, em impresso adequado fornecido pela Secretariada Bienal, colocando-o depois em urna fechada, que será abertano dia da apuração. § 1.0 - O artista eleito para a Comissão de Seleção, comtrabalhos inscritos, optará pela sua participação na Comissãoou na Bienal. Se se resolver pela Comissão, seus trabalhosaceitos serão considerados "hors concours". § 2.° - Nos casos de vaga, renúncia ou impedimento, seráconvocado para a Comissão, sucessivamente, o mais votado. § 3.° - Os artistas que tiverem obtido prêmios regula-mentares em qualquer bienal estão isentos da apresentação deseus trabalhos à Comissão de Seleção, devendo entregá-los àSecretaria até 1.0 de junho de 1965. 20
  35. 35. DAS SALAS ESPECIAIS E "HORS CONCOURS" Art. 6 - As salas especiais e "hors concours" destinam-sea documentar as atividades artísticas de importância históricaou atual, no País e no Exterior. Parágrafo único - A Bienal pode sugerir, e o País par-ticipante pode propor, nomes de artistas vivos que mereçamser destacados em salas especiais, ou, quando falecidos, _emsalas "hors concours". DOS PRE~MIOS E DO JÚRI INTERNACIONAL DE PREMIAÇÃO Art. 7 - São os seguintes os prêmios instituídos para aExposição de Artes Plásticas: I) "Prêmio Bienal de São Paulo", constituído por grande medalha de ouro, ao artista nacional ou estrangeiro, ins- crito em qualquer categoria, que obtiver pelo menos 9/10 dos votos do Júri Internacional.11) Medalhas de ouro serão outorgadas: - ao melhor pintor estrangeiro - ao melhor pintor nacional - ao m~lhor escultor estrangeiro - ao melhor escultor nacional - ao melhor gravador estrangeiro - ao melhor gravador nacional - ao melhor desenhista estrangeiro ao melhor desenhista nacional - à melhor pesquisa de arte ("Prêmio Prefeitura de São Paulo") - à melhor obra de arte aplicada
  36. 36. ("Prêmio Prefeitura de São Paulo") Art. 8 - Dotações governamentais e particulares consti-tuirão fundo para aquisição de obras de arte, que devem serescolhidas pelo Júri Internacional de Premiação. A DiretoriaExecutiva da Fundação indicará as importâncias destinadas àsaquisições de obras nacionais e de estrangeiras, que integrarãoo acervo de instituições culturais de fins não lucrativos, ou daprópria Fundação. Art. 9 - A Diretoria Executiva determinará a forma dacomposição do Júri Internacional de Premiação, devendo inte-grá-lo críticos de arte estrangeiros e nacionais. Art. 10 - O Júri Internacional de Premiação deverá reunir--se cinco dias antes da abertura do certame. Art. 11 - A artistas premiados na VII Bienal não podemser atribuídas láureas· iguais; suas obras, porém, podem serindicadas para aquisição. CAPíTULO III Exposição de Artes Plá~icas do Teatro Art. 12 - A Exposição de Artes Plásticas do Teatro com-preenderá as seguintes secções: a) de Arquitetura, que constará especialmente de dese- nhos, fotografias ou maquetas de casas de espetáculos construídas ou em construção, ressaltando-se os· teatroS· e auditórios mais recentes (entre os quais os de tele- visão) , os teatros universitários e as reformas de teatros; 22
  37. 37. b) de Cenografia e Indumentária, que constará especial- mente de "croquis" originais, gravuras, quadros (e, eventualmente, maquetas) e trajes originais, sendo admitidas somente as obras já realizadas; c) de Técnica Teatral, que constará especialmente de desenhos de máquinas teatrais, aparelhos, fotografias, projetos de palcos, estudos de acústica e iluminação, televisão, etc. Art. 13 - A Exposição de Artes Plásticas do Teatro cons-tituir-se-á de: a) representação estrangeira, espontâneamente oferecida pelos países participantes; b) representação brasileira, constando de obras ou de movimentos de arte brasileiros; c) salas especiais, com exposições de interêsse didático, solicitadas pela Bienal; d) salas "hors concours" de artistas nacionais e estran- geiros convidados pela Bienal. DA REPRESENTAÇÃO BRASILEIRA Art. 14 - A representação brasileira será organizada peloServiço Nacional de Teatro. A participação dos artistas nacio-nais, ou de estrangeiros residentes no Brasil no mínimo há dQisanos, será solicitada; poderá, entretanto, o artista não convidadoinscrever-se, até o dia 5 de abril de 1965, entregando seus tra-balhos até 30 de abril, para submetê-los à apreciação dos orga-nizadores, da qual dependerá a sua exibição.
  38. 38. DOS ARTISTAS CONVIDADOS Art. 15 - Os artistas convidados deverão: a) enviar a primeira via da ficha de inscrição à Secretaria da Bienal, até 20 de abril de 1965; b) remeter os trabalhos, prontos para exibição,,, à sede da Bienal, até o dia 1.0 de junho de 1965, fazendo acom- panhar cada obra da outra via da ficha de inscrição. pMMIOS E JÚRI DE PREMIAÇÃO Art. 16 - Serão conferidos prêmios, constituídos por me-dalhas de ouro, aos artistas nacionais e estrangeiros. O ServiçoNacional do Teatro poderá iÍlstituir outros prêmios, divulgadosoportunamente. Art. 17 - Prêmios e. distinções serão outorgados por umJúri Internacional especial, composto de -representantes oficiaisdas delegações estrangeiras e de .especialistas nacionais, con-vidados pela Diretoria da Bienal. CAPITULO IV Exposição Internacional de Arquitetura Art. 18 - A Exposição Internacional de Arquitetura apre-sentará: I) trabalhos de arquitetos, ou de equipe de arquitetos, rela- tivos a obras já conculidas; 11) trabalhos de alunos, ou de equipe de alunos de escolas de Arquitetura, oficiais ou oficialmente reconhecidas; 24
  39. 39. IH) exposlçao, em salas especiais e "hors concours", de tra- balhos de arquiteto ou de arquitetos de reputação inter- nacional, especialmente convidados. Art. 19 - A seleção dos trabalhos de arquitetos será feita,em cada país, pelos Institutos de Arquitetos ou organizaçõessimilares, permitindo-se o máximo de três trabalhos por arqui-teto ou equipe. Art. 20 - A Fundação Bienal de São Paulo sugere que áseleção dos trabalhos de alunos de Escolas de Arquitetura sejafeita por voto de estudantes e professôres, podendo cada escolaapresentar um s6 trabalho. Art. 21 - Os arquitetos poderão enviar trabalhos visandoà solução dos seguintes problemas: I) habitação individual lI) habitação coletiva 111) edifício para fins comerciais IV) edifício para fins industriais V) edifício para fins de ensino VI) edifício para fins de saúde (hospitais, casas maternais, centros de puericultura, etc.)VII) edifício para fins de recreaçãoVIII) edifício para fins religiosos IX) planejamento para concentrações humanas determinadas X) problemas vários (inscrever-se-ão nesta categoria os tra- balhos que não se enquadrem nas anteriores). Art. 22 - O tema para alunos de escolas de Arquiteturaé o seguinte: Projetar "centro esportivo" pata a realização de esportesusuais no país, permitindo a prática simultânea de quatro dêles,
  40. 40. no mínimo; a capacidade será de 10.000 espectadores, aproxima-damente, para pelo menos um dos quatro esportes programados.A solução adotada deve ser justificada e determinada para umterreno existente, fisicamente localizado. Art. 23 - As organizações encarregadas da seleção dos tra-ballios de arquitetos e os responsáveis pela dos trabalhos dealunos deverão enviar à Secretaria da Bienal, até 20 de abrilde 1965, a primeira via das fichas de inscrição, devidamentepreenchidas. A segunda via acompanhará os traballios, que de-verão ser remetidos até 1.0 de junho de 1965 à Secretaria daFundação. Art. 24 - Os traballios serão apresentados em um, doisou no máximo três painéis de 2,40 m de largura por 1,20 m dealtura. O traballio - constante de fotografias em branco e prêto,ou coloridas, ou de fotocópias de desenhos - deverá ser remetidojá montado em chapas (papelão, metal, compensado leve oumaterial equivalente) de 0,80 m de largura por 0,6Ô m de alturacada uma, podendo assim atingir o máximo de dezoito chapas. 60 em 60 CID, 1-:-1:----11 • . ~-.8~O-e~m~~--~8nO~e~m~~--~8"0~em~~ 60 em 60 em Deverão constar das chapas os textos explicativos. No tra-ballio da escola, a primeira chapa, à esquerda e acima, deverácontei o nome da escola e do Estado a que pertence. DOS PR1!:MIOS E DO JÚRI DE PREMIAÇÃO Art. 25 - Serão atribuídos um diploma e até duas mençõeshonrosas aos melliores traballios de arquitetos, ou de equipe, em 26
  41. 41. cada categoria de problemas propostos. Os distinguidos comdiploma concorrerão aos prêmios "Presidente da República",e "Bienal de São Paulo", constituídos, respectivamente, pormedalh<.l de ouro e medalha de prata. Art. 26 - Os trabalhos de alunos, ou de equipe, concor-rerão aos prêmios "Governador do Estado· de São Paulo" e "Pre-feito do Município de São Paulo", constituídos, respectivamente,por medalha de ouro e medalha de prata. Art. 27 - Se fôr vencedora uma equipe, conferir-se-ão,além do prêmio, diplomas a cada um dos seus componentes. Art. 28 - Para atribuir os prêmios constituir-se-á um júricomposto por cinco arquitetos, dois indicados pelo Instituto deArquitetos do Brasil e três - um dos quais poderá ser estrangeiro- pela Fundação Bienal de São Paulo. Art. 29 - Os trabalhos expostos serão considerados doa-dos ao Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento de SãoPaulo, que poderá utilizá-los em exposições e publicações. CAPíTULO V Exposição do Livro e das Artes Gráficas Art. 30 - A Exposição do Livro e das Artes Gráficas reu-nirá as obras representativas da produção industrial livreira,nacional e estrangeira, atentando especialmente para os seguintesaspectos: apresentação gráfica, capas, ilustrações, desenhos, pa-ginação, encadernação, e outros elementos técnicos. Art. 31 - A exposição compor-se-á de:
  42. 42. a) representação brasileira, com obras produzidas no pe- riodo de 30 de julho de 1963 a 31 de dezembro de 1964; b) representação estrangeira, com obras produzidas nos anos de 1963 e 1964. c) Em ambas as representações, serão admitidas obras completas de um ou mais autores, se concluídas até 31 de dezembro de 1964, mesmo quando iniciadas antes de 1963. Art. 32 - Poderão ser inscritos livros de tadas as catego-rias, sempre que não ofendam a moral pública, excluídas as pu-blicações de caráter meramente administrativo. Art. 33 - Para participar da representação brasileira, asfirmas expositoras deverão cumprir as seguintes formalidades: a) fazer chegar suas inscrições à sede da Câmara Brasi- leira do Livro, à avo Ipiranga, 1.267, 10.0 andar, São Paulo, até o dia 15 de abril de 1965; b) enviar as obras à sede da Bienal até o dia 2 de julho de 1965, acompanhadas da segunda via do recibo de inscrição, fornecido p<lla Câmara Brasileira do Livro; c) encarregar-se das despesas de transporte; d) remeter o material destinado à exposição, em perfeito estado e acompanhado de fichas, de 7 em de altura por 10,5 cm de largura, que relacionem as obras apre- sentadas. / Art. 34 - As fichas, leglvehnente preenchidas, devem con-ter as seguintes informações: 28
  43. 43. - nome da obra - autoria - data de publicação - casa editôra Art. 35 - Não se permitem inscrições condicionais. Art. 36 - As obras inscritas serão objeto de seleção a ser feita por comissão constituída de dois membros designados.-pela Diretoria Executiva da Bienal e de três membros indicados pela Câmara Brasileira do Livro. Art. 37 - Serão concedidos prêmios honoríficos aos expo- sitores nacionais e estrangeiros. Art. 38 - Os prêmios serão outorgados por um Júri de Premiação, composto de dois membros indicados pela Câmara Brasileira do Livro e de três membros indicados pela Diretoria.. Executiva da Bienal, que poderá também convidar representantes estrangeiros.. Art. 39 - A Fundação Bienal de São Paulo sugere sejam doados pelos expositores, à sua biblioteca, os livros nacionais expoStos, cujo teor se relacione com as suas atividades artísticas. CAPITULO VI Exposição de Jóias Arttsticl18 Art. 40 - A Exposição de J6ias destina-se exclusivamente à artistas brasileiros, e a estrangeiros residentes no País no mí- nimo há dois anos. Art. 41 - Devem os artistas inscrever-se até 5 de abril de 1965, juntando à ficha de inscrição lista das peças a ser
  44. 44. apresentadas, de número não superior a vinte, suas caracterís-ticas e preço. Art. 42 - Os trabalhos serão entregues à Secretaria nosdias 14, 15 e 16 de junho de 1965, para serem submetidos àComissão de Seleção, escolhida pela Diretoria da FundaçãoBienal de São Paulo. Art. 43 - Premiar-se-á o melhor conjunto de peças apre-sentado com medalha de ouro, conferida por Júri Internacional,de livre escolha da Diretoria da Fundação Bienal de São Paulo. CAPITULO VII Da Secção de Vendas Art. 44 - Tôda a aquisição de obras de arte expostas naVIII Bienal será realizada através de sua Secção de Vendas. Art. 45 - A Fundação Bienal de São Paulo cobrará a co-missão de 15%, deduzindo-a do preço marcado em cada obrade arte adquirida.. Listas de preço e Regulamento da Secção deVendas estarão ao dispor do públicó. Art. 46 - B vedado ao expositor retirar da venda obra ins-crita para ser vendida, ou alterar seu preço. Art. 47 - Do pagamento das obras adquiridas serão dedu-zidas as taxas legais vigentes. CAPITULO VIII Disposições ~erais Art. 48 - As decisões das Comissões de Seleção e as dosvários Júris de Premiação são irrevogáveis, sendo a êstes facul- 30
  45. 45. tado deixar de conferir prêmios, conceder ou deixar de conceder distinções honoríficas. Art. 49 - Embora tomando as cautelas necessárias, a Bienal não se responsabiliza por eventuais danos sofridos relos trabalhos enviados. Caberá ao artista segurar as obras contra quaisquer riscos, se o desejar. Art. 50 - A Fundação Bienal de São Paulo s6 aceitará trabalhos datados do ano de 1961 para diante, que não hajam sido apresentados em exposições públicas, organizadas no Brasil. Art. 51 - Se houver divergências de grafia nos nomes dos artistas, prevalecerá a constante da ficha de inscrição. Art. 52 - 11: vedado retirar quaisquer trabalhos antes do encerramento da exposição. Art. 53 - A montagem dos trabalhos da secção nacional fica a cargo exclusivo da Secretaria da Bienal, sendo proibida a entrada no recinto da exposição de quaisquer pessoas estranhas aos serviços de desembalagem, montagem e reembalagem. - Art. 54 - A assinatura da ficha de inscrição implica na aceitação das normas dêste Regulamento. Art. 55 - Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da Bienal de São Paulo. São Paulo. 21 de setembro de 1964 Francisco Matarazzo Sobrinho PresidenteL
  46. 46. Sob o patrocínio do GOVERNO DO ESTADO DES. PAULO e sob os auspícios da PREFEITURA DOMUNICIPIO DE SÃO PAULO, Secretaria da Edu- cação e Cultura. (Lei D.o 4818, de 21-11-55) / 32
  47. 47. REGULAMENTO DA VIII BIENAL DE SÃO PAULO PARA O EXTERIOR CAPíTULO I Denominação e Finalidades Art. 1 - A VIII Bienal de São Paulo, exposição interna- cional de arte organizada e dirigida pela Fundação Bienal de São Paulo, realizar-se-á de 4 de setembro a 28 de novembro de 1965, destinando-se a reunir trabalhos representantivos da arte moderna. Art. 2 - O programa da VIII Bienal compreenderá: - Exposição de Artes Plásticas - Exposição de Artes Plásticas do Teatro - Exposição Internacional de Arquitetura - Conçurso de Escolas de Arquitetura - Exposição do Livro e das Artes Gráficas - Exposição de J6ias de Artistas Brasileiros - e quaisquer outras manifestações artísticas que a Bienal" resolva promover. CAPITULO 11 Exposição de Artes Plásticas Art. 3 - A Exposição de Artes Plásticas (pintura, desenho, gravura e escultura) compor-se-á q~: a) representação brasileira; b) representação estrangeira;
  48. 48. c) salas especiais; d) salas "hors concours". DA REPRESENTAÇÃO ESTRANGEIRA Art. 4 - A representação estrangeira será constituída pelasexposições dos países convidados e por exposições que a Bienalsolicitar. ~ ParágrafoÍínico -:". Cada~aj~ é1esp()~sáv-elpor su~seleçíiÇl. Art. 5 - O Govêrno de cada país participante nomeará umComissário, que será o único e exclusivo responsável perantea Bienal e a quem compete: a) Enviar à Secretaria da Bienal, até o dia 20 de abril de 1965, as fichas de inscrição dos -artistas;suás· notas biográficas; -unia seleção· de fotografias,!U.lotadas no verso nome· dopaís,- autor:, título e data, dé~obras que serão expostas,para:docúmentação:eprópagáDda; lista de preÇos;:ê um· breve prefáció para: âpresentfl-Ias no catálogoc.geral d,o: êerta~. ,- - -- b) Enviar instruções minuciosas, se nãoqclser -conJiãi-o trabalho à Secretaria, sÔbre a realização técnica da exposição. c) Fornecer à Secretariada Biénal, até 15 dias antes do encerramento da exposição, instruções relativas ao re- émbarque: das obras.-Afalta de-inStruções; ate-o fe- chamento da VIII Bienal, para- o- reémbarque dásobras significa que elas retomarão ao país de origem, na sua totalidade, pelomesmó --pÔrto -por:q~e: entraram no Brasil. A devoluçãoparaoutrÓ _ destino-.ou por dife- 34
  49. 49. rente pÔrto, e o desmembramento da exposição, devem ser previamente combinados com a Secretaria, não se responsabilizando a Bienal por despesas extraordiná- rias decorrentes de transporte e de providências ,aHan- degárias. Art. 6 - Os trabalhos devem estar convenientemente" con-dicionados para serem expostOs( pinturascom~ nioldura;"dese-nhos e gravuras com moldUra; e vidro). ,QiIaíSqúer despesasdecorrentes do condicionamento dos tràbalhos; fêitasfip6sa suachegada, serão atribuídas ao país expositor." , " DAS SALAS ESPECIAIS E "HORS CONCOURS" Art. 7 - As salas especiais e "hors cOlicours" destinam-sea documentar as atividades artísticas de importância históricaOu atual, no país ou nO exterior. Parágrafo único - A Bienal podé sugerir; e o pa~parti~clpante pode "propor, nomes de altistasvivos que ~eieçajn :setdestacados em salas especiais, ou, quando falecidos; em ~ sâ1as"hors concours". DOS, PMMIOS E DO JÚRI INTERNACIONAL DE PREMIAÇÃO Art. 8 - São os seguintes os prêmios instituídos para aExposição de Artes Plásticas: I. "Prêmio Prefeitura de São Paulo", constituído porgrande medalha de oUro, ao artista,nacional ouestrailgefro, ins-crito em q!lalquer categoria, que obtiver, pelo menos 9110 dosvotos do Júri Internacional.
  50. 50. 11. Meda1has de ouro serão outorgadas: - ao melho pintor estrangeiro - ao melhor pintor nacional - ao melhor escultor estrangeiro - ao melhor escultor nacional - ao melhor gravador estrangeiro - áo melhor gravador nacional - ao melhor desenhista estrangeiro - ao melhor deSenhista nacional - à melhor pesquisa de arte ("Prêmio Prefeitura de São Paulo") à melhor obra de arte aplicada ("Prêmio Prefeitura de São Paulo") Art. 9 - Dotações governamentais e particulares consti-tuirão fundo para aquisição de obras de arte, que devem ser·escolhidas pelo Júri Internacional de Premiação. A DiretoriaExecutiva da Fundação indicará as importâncias destinadas àsaquisições de obras nacionais e de estrangeiras, que integrarão oacervo de instituições culturais de fins não lucrativos; ou da pr6-pria Fundação. Art. 10 - A Diretoria Executiva determinará a forma dacomposição do Júri Internacional de Premiação, devendo integrá--Ia críticos de arte presentes, credenciados pelos países partici-pantes, e representantes brasileiros. Art. 11 - O Júri Internacional de Premiação dev~á reu-nir-se cinco dias antes da abertura do certame. Art. 12 - A artistas premiados na VII Bienal não podemser atribuídas láureas iguais; suas obras concorrem, porém, aosprêmios de aquisição. .
  51. 51. CAP1TULO III Exposição de Artes Plásticas do Teatro Art. 13 - A Exposição de Artes Plásticas do Teatro com-preenderá as seguintes secções. a) de Arquitetura, que constará especialmente de dese- nhos, fotografias ou maquetas de casas de espetáculos construídas ou em construção, ressaltando-se os teatros e auditórios mais recentes (entre os quais os de tele- visão), os teatros universitários e as reformas de teatros; b) de Cenografia e Indumentária, que constará especial- mente de "croquis" originais, gravuras, quadros (e, - eventualmente, maqueta e trajes originais), sendo ad- mitidas somente as obras já realizadas; c) de Técnica Teatral, que constará especialmente de de- senhos de máquinas teatrais, aparelhos, fotografias, pro- jetos de palcos, estudos de acústica e iluminação, tele- visão, etc. , Art. 14 - A Exposição de Artes Plásticas do Teatro cons-tituir-se-á de: a) representação estrangeira, espontâneamente oferecida pelos países participantes; b) representação brasileira, constando de obras ou de movimentos de arte brasileiros; c) salas especiais, com exposições de intcrêsse didático, solicitadas pela Bienal; d) salas "hors concours" de artistas nacionais e estran- geiros convidados pela Bienal.
  52. 52. Art. 15 - Poderá o Govêrno do país participante nomearcomissário especial para a Exposição de Artes Plásticas do Teatro,ou incumbir dêsse trabalho o comissário designado para a secçãode Artes Plásticas. Art. 16 - Devem chegar à Secretaria da Bienal, até o dia20 de abril de 1965, as fichas de inscrição da delegação, os nomesdos artistas participantes e suas notas biográficas, uma seleçãode fotografias das obras que serão expostas (para documentaçãoe propaganda), e um breve prefácio para apresentá-las no catá-logo geral do certame. ARTISTAS CONVIDADOS Art. 17 - Os artistas convidados deverão: a) enviar a primiera via da ficha de inscrição à Secre- taria da Bienal, até 20 de abril de 1965; . b) remeter· os trabalhos, prontos para ser apresentados, à sede da Bienal, até o dia 1.0 de junho de ·1965; fazendo acompanhar cada obra da .outra via da ficha de inscrição. PMMIOS E JÚRI DE PREMIAÇÃO Art. 18 - Serão conferidos prêmios, constituídos por me-dalhas de ouro, aos artistas nacionais e estrangeiros. O ServiçoNacional do Teatro poderá instituir outros prêmios, que serãodivulgados oportunamente. Art. 19 - Prêmios e distinções serão outorgados por umJúri Internacional especial, composto de representantes oficiaisdas delegações estrangeiras e de especialistas nacionais, convi-dados pela Diretoria da Bienal. 38
  53. 53. CAPíTULO IV Exposição InterlUlcional de Arquitetura Art. 20. - A Exposição Internacional de Arquitetura apre-sentará: I -- trabálhós de arquitetos ou de equipe de arquitetos, com o máximo de três, relativos a obras já concluídas; 11 - trabalhos de alunos ou de equipe de alunos de Escolas de Arquitetura, oficiais ou oficialmente reconhecidas;111 - exposição, em salas especiais e "hors concours", de tra- balhos de arquiteto ou de arquitetos de reputação inter- nacional, especialmente convidados. Art. 21 - A seleção dos trabalhos de arquitetos será feita,em cada país, pelos Institutos de Arquitetos ou organizaçõessimilares, I?ermitindo-se o máximo de três trabalhos por arquitetoou equipe. Art. 22 .".. A Fundação Bienal de São Paulo sugere que. aseleção dos. trabalhos de alunos de Escolas de Arquitetura sejafeita, em cada escola, por voto de estudantes e. professôres,podendo cada escola apresentar um só trabalho. Art. 23 - Os arquitetos poderão enviar trabalhos visandoà solução dos seguintes problemas: I - habitação individual 11 - habitação coletiva IH - edifício para fins comerciais IV - edifício para fin{ industriais V - edifício para fins de ensino VI - edifício para fins de saúde (hospitais, casas maternais, centros de puericultura, etc.)
  54. 54. VII - edifício para fins de recreaçãoVIII - edifício para fins religiosos IX - planejamento para concentrações humanas determinadas X - problemas vários (inscrever-se-ão nesta categoria os tra- balhos que não se enquadrem nas anteriores). Art. 24 - O tema para alunos de Escolas de Arquiteturaé o seguinte: Projetar "centro esportivo" para a realização de esportes usuais no país de onde provém o trabalho, permitindo a prática simultânea de pelo menos quatro dêles; a capaci- dade será de 10.000 espectadores, aproximadamente, para pelo menos um dos quatro esportes programados. A solução adotada deve ser justificada e determinada para um ter- reno existente, fisicamente localizado. Art. 25 - As organizações encarregadas da seleção dos tra-balhos de arquitetos e os responsáveis pelos trabalhos de alunosdeverão enviar à Secretaria da Bienal, até 20 de abril de 1965,a primeira via das fichas de inscrição, devidamente preenchidas.A segunda via acompanhará os trabalhos, que deverão ser reme-tidos até 1.° de junho de 1965, devendo constar dos volumes osdizeres: Exposição Internacional de Arquitetura - FundaçãoBienal de São Paulo - SÃO PAULO - BRASIL. Art. 26 - Os trabalhos serão apresentados em um, dois ouno máximo três painéis de 2,40 m de largura por 1,20 m dealtura. O trabalho - constante de fotografias em branco e prêto,ou coloridas ou de fotocópias de desenhos - deverá ser remetidojá montado em chapas (papelão, metal, compensado leve oumaterial equivalente) de 0,80 m de largura por 0,60 mde alturacada uma, podendo assim atingir o máximo de dezoito (18 )chapas, seis em cada painel. 40
  55. 55. 60 m 60 m 60 m 60 m 80 em 80 em 80 em Deverão constar das chapas textos explicativos, em portu-guês, ou espanhol, ou francês, ou inglês". Cada escola apre-sentará um s6 trabalho, podendo dispor de três painéis; a pri-meira chapa (60 x 80), à esquerda e em cima, deverá contero nome da escola e do país a que pertence. DOS P~MIOS E DO JÚRI DE PREMIAÇÃO Art. 27 - Serão atribuídos um diploma e até duas men"ções honrosas aos melhores trabalhos de arquitetos, ou de equipe,em cada categoria de problemas propostos. Os distinguidos comdiploma concorrerão aos prêmios "Presidente da República" e"Bienal de São Paulo", constituídos, respectivamente, por me-dalha de ouro e medalha de prata. Art. 28 - Os trabalhos de alunos, ou de equipe, concor-rerão aos prêmios "Governador do Estado de .São Paulo" e"Prefeito do Município de São Paulo", constituídos, respecti-vamente, por medalhas de ouro e medalha de prata. Art. 29 - Se fôr vencedora uma equipe, conferir-se-ão,além do prêmio, diplomas a cada um dos seus componentes. Art. 30 - Para atribuir os prêmios, constituir-se-á um júricomposto por cinco arquitetos, dois indicados pelo Instituto deArquitetos do Brasil e três - um dos quais poderá ser estran-geiro - pela Fundação Bienal de São Paulo. Art. 31 - Os trabalhos expostos serão considerados doadosao Instituto dos Arquitetos, Departamento de São Paulo, quepoderá utilizá-los em exposições e publicações.
  56. 56. CAPITULO V Exposição do Livro e das Artes Gráficas Art. 32 - A Exposição do Livro e das Artes Gráficas reu-nirá as obras representativas de produção industrial livreira, na-cional e estrangeira, atentando especialmente aos seguintes aspec-tos: apresentação gráfica, càpas, ilustraçÕes,· desenhos, pagina"ção, encadernação, e outros elementos técnicos. Art. 33 - A exposição compor-se-á de: a) representação brasileira, com obras produzidas no pe- ríodo de 30 de julho de 1963 a 31 de dezembro de 1964; b) representação estrangeira, com obras produzidas nos anos de 1963 e 1964; se concluídas até 31 de dezem- bro de 1964; serão admitidas obras completas ou em coleção de um ou mais autores, mesmo quando inicia- das antes de 1963. Art. 34 ..:.. São normas gerais para a representaçãoestran"geira: a) as obras que a integram serão selecionadas por enti- dades oficiais dos países participantes; b) as exposições enviadas oficialmente pelos países par- ticipantes poderão totalizar de 1 até 150 títulos; ex~ cluídas publicações de caráter meramente administra- tivo, e as ofensivas à moral pública. c) as inscrições de representações estrangeiras deverão chegar à Secretaria da Bienal até 20 de abril de 1965; 42
  57. 57. Art. 35 - Serão concedidos prêmios honoríficos aos expo-sitores nacionais e estrangeiros. Art. 36 - Os prêmios serão outorgados por um Júri dePremiação composto de dois membros indicados pela CâmaraBrasileira do Livro e de três membros indicados pela DiretoriaExecutiva da Bienal, que poderá também convidar represen-tantes estrangeiros para o integrarem. Art. 37 - A Fundação Biénal de São _ Paulo aceitaria fôs-sem doadas à sua Biblioteca as obras expostas, cujo teor serelacione com suas atividades artísticas. Se isso convier aosexpositores, serão elas devolvidas pela Fundação, ou - ~e tive-rem sido entregues à Câmara Brasileira do Livro - deverão serretiradas até 30 dias depois do encerramento do certame. CAPíTULO VI - Normas Gerais para T6das as Exposições Art.38 - Os trabalhos deverão chegar aos portos de San-tos ouà Estação Aérea de São Paulo até o dia 1.0 de junho, afim de haver tempo suficiente para as operações alfandegárias;poderão ser enviados ao pôrto do Rio de Janeiro, se isso fôrimprescindível à participação do país convidado; devem serremetidos todos de uma só vez, (inclusive catálogos especiaispreparados pelos países), constituindo um único processo, des-tinados à "VIII Bienal de São Paulo", Fundação Bienal de SãoPaulo, Parque Ibirapuera, São Paulo, Brasil. Art. 39 - São de responsabilidade da Bienal as despesasde _transporte no Brasil; da- desembalagem e reembalagem dasobras. •
  58. 58. Art. 40 - Se as exposlçoes eXIgrrem instalações eSpeCIaIS,que deverão ser previamente combinadas com a Secretaria, asdespesas suplementares correrão por conta do país expositor. Art. 41 - Não respeitadas as datas de chegada das infor-mações e dos trabalhos, a Bienal se exime da culpa de omissõesno catálogo geral e na montagem. Art. 42 - Embora tomando as cautelas necess~ias, aBienal não se responsabiliza por eventuais danos sofridos pelostrabalhos enviados. Caberá ao artista ou às delegações seguraras obras ocntra quaisquer riscos, se o desejarem. CAPíTULO VII Da Secção de Vendas Art. 43 - Tôda a aquisição de obras de arte expostas naVIII Bienal seráá realizada através de sua Secção de Vendas. Art. 44 - A Fundação Bienal de São Paulo cobrará acomissão de 15%, deduzindo-a do preço marcado em cada obrade arte adquirida. Listas de preço e Regulamento da Secção deVendas estarão ao dispor do público. Art. 45 - O preço de obras de arte estrangeiras deve serdeclarado em dólares. Art. 46 - J;: vedado ao expositor retirar da venda obrainscrita para ser vendida, ou alterar seu preço. Art. 47 - Do pagamento das obras adquiridas serão de-duzidas as taxas legais vigentes. 44
  59. 59. CAPITULO VIII Disposições Gerais Art. 48 - As decisões dos vários Júris de Premiação sãoirrevogáveis, sendo-lhes facultado deixar de conferir prêmios,conceder ou deixar de conceder distinções honorificas. Art. 49 - Se houver divergências de grafia nos nomes dosartistas, prevalecerá a constante da ficha de inscrição. Art. 50 - ~ vedado retirar quaisquer trabalhos antes doencerramento do certame. Art. 51 - A Fundação Bienal de São Paulo, s6 aceitarátrabalhos datados do ano de 1961 para diante, que não hajamsido apresentados em exposições públicas, organizadas no Brasil. Art. 52 - A assinatura da ficha de inscrição implica naaceitação de tôdas as disposições dêste Regulamento. Art. 53 -- Os casos omissos serão resolvidos pela DiretoriaExecutiva da Bienal de São Paulo. São Paulo, 21 de setembro de 1964 Ffancisco Matafazzo Sobrino Presidente Sob o patrocínio do Govêrno do Estado de São Paulo e sob os auspícios da PREFEITURA DO MUNICI- PIO DE SÃO PAULO, Secretaria da Educação e Cul- tura (Lei 4818, de 21 de novembro de 1955).
  60. 60. De saudação aos participantes das bienais, têm sido sempreas palavras inscritas, bienalmente, neste pórtico. E é com amaior alegria que sempre as inscrevemos, pois verificamos au-mentar, internacionalmente, a cada bienal, a compreensão solidá-ria dos que se dedicam às artes; verificamos ser êssetestemunhoconcreto e construtivo. A grande aventura que constituiu nesteséculo a renovação das artes visuais, através· das modificaçõesiniciadas há quase cem anos pelo Impressionismo, encontra, naspaginas· vivas desta Bienal, por via. daquela· cooperação artísticae intelectual do mundo todo, um desdobramento: hist6rico~ timasaudável reafimlação de incentivo e de responsabilidade. A VIII Bienal de São Paulo reune-se como-se indiferentefôsse aos problemas da coletividade em que emerge, mas o fazconsciente das dificuldades do momento, no cumprimento dodever inlpostO como alta diretiva, pois· êste setor compreendetambém área importante de esclarecimento ede· alargamentode horizontes. E se no País crescemos tanto, para fora do País;em trechos, vizinhos, da América Latina, o exemplo frutificou.As bienais de arte - em Córdoba, primeiro, e êste-.ariO em.PuntadeI Este,perseguindo emboraobjetivo~ mais restritos -dão o"tonus" da evolução vivida, e, servindo de etapas, animam-nosa . prosséguir. .:€ ·na América Latina .que ,estamos pensandQ. ·.nestetrecho do hemisfério onde há de caracterizm"se: .ó· progresso e ã:civilização, em moldes próprios, não obstante a secular liçãorecebida do Ocidente. Estendemos as mãos aos artistas aqui chegados, para parti-cipar desta assembléia dedicada a motivos de harmonia, de fée de esperança entre os povos, que a Bienal de São Paulo encamaem suas salas. Francisco Matarazzo Sobrinho 46
  61. 61. HOMENAGEM A Fundação Bienal de São Paulo presta homenagem ao que foi seu grande amigo, o ENGENHEIRO FRAN CISCO PRESTES MAIAL.
  62. 62. ADVERT~NCIA Na relação das obras usou-se, quando possível, a ordemcronológica. O ano da execução do trabalho segue-se ao título. Asdimensões são dadas em centímetros e seguem-se à data deexecução ou à técnica usada. A ausência de esclarecímentos indica que as pinturas sãoa óleo sôbre tela. Os desenhos, a lápis sôbre papel. A não indicação do proprietário aponta a obra de proprie-dade do artista. A data depois do nome do artista refere-se ao ano do seunascimento; se houver uma segunda, indicará a de sua morte.
  63. 63. GRANDE SALA "HORS CONCOURS": "SURREALISMO E ARTE FANTASTICA" Participarão desta mostra especial mais de sessenta artistasde todo o mUndo, apresentando cêrca de duzentas obras. Catálogo em separado.
  64. 64. ÁFRICA DO SUL Exposição organizada pela SOUTHAFRICAN ASSOCIATION OF ARTS, Cidade do Cabo.L
  65. 65. ÃFRICA DO SUL A representação sul-africana foi organizada pela SouthAfrican Association of Arts, sob os auspícios do Govêrno, con-quanto a seleção das obras de arte tenha sido feita por umacomissão designada pelo Ministro da Educação, Arte e Ciência. No interêsse dos artistas participantes, assim como no detodos os relacionados com a organização de nossa representação,tenho grande prazer em expressar nossa profunda gratidão àsautoridades encarregadas da Fundação Bienal de São Paulo, porterem quase duplicado o espaço previamente destinado à Mricado Sul. Isso nos permite, antes de tudo, realçar o trabalho de trêsartistas de alta categoria: Walter BATIlss, cujo gênio galho-feiro cria obras não apenas grandemente decorativas pelo uso desímbolos e sinais quase caligráficos, mas também muito afri-canas pelo espírito; Maurice VAN ESSCHE, que transportou oexpressionismo europeu para as dlres e os padrões das cenasafricanas; e Lippy LIPSHITZ, cujo expressionismo igualmenteeuropeu, esculpindo as mais belas madeiras e pedras africanas,gradualmente desenvolveu-se em ascendente e superior abstraçãode formas humanas, ou outras em crescimento. Ao mesmo tempo, o espaço aumentado da exposição nospermite mostrar o trabalho de 10 artistas mais jovens, represen-tantes das tendências contemporâneas da arte na Mrica do Sul.Stanley P1NxER desenvolve uma espécie de neo-fovismo emdireção ao nÔvo-realismo. Nel ERASMUS, profundamente in-fluenciado pelo espírito da música, usa cÔres africanas tipicasem suas abstrações vigorosas. Eben VAN DER MERWE e LionelABRAMS são expressionistas abstratos, mas com impacto cres-cente do cenário africano: Giuseppe CATANEO é um mestreda textura de superfície, muitas vêzes em relêvo, e suas cÔresbrilhantes lembram o velho couro florentino. George BoYS eGunther VAN DER REIS sã~-os mais não figurativos dêste grupo;o último muita vez utiliza o acrílico em sua pintura, influen-ciado pelo macro e micro espaço. 52
  66. 66. ÁFRICA DO SUL Dos jovens escultores, selecionamos, desta vez, Rhona STERN, para quem Giacometti não passou desapercebido; Bill DAVIS que mistura certa tendência clássica, com as influências modernas italianas; e Richard W AKE, que é, mais do que os outros, consciente da beleza puramente formal. Que nossa participação possa mostrar que a arte sul-afri- cana, em sua variedade de inclinações, depende grandemente de interações férteis, entre tendências indígenas, assuntos e materiais, e os problemas que preocupam o mundo artístico, como um todo. Matthis Bokhorst PINTURA ABRAMS, Lionel (1931) 1. Que Nuvem Caiu? 76,2 x 60,9. 2. A Nuvem. 69,6 x 76,2. 8. Natureza Morta Exterior. 69,6 " 91,4. 4. Clareira. 76,2 " 60,8. BATTISS, Walter (1906) 5. Sêca de Limpopo. Areia sôbre plástico, 48,2 x 68,5. 6. Duas Formas Contemplando-se. "Assemblalte", 54,6 x 62,2. 7. Pássaro Umpudulu. 60,9 x 74,9. 8. Caligrafia Limpopo. 36.5 x 40,6. 9. Formas em Vôo. 40,6 x 50,8. 10. Palimpsesto n." 1. Acrllico pintado Bôbre tela, 91 x 120,6. 11. Palimpsesto n.o 2. 91 x 120,6. 12. Palimpsesto n." 3. 91 x 120,6. 13. Caligrafia Limpopo. 69,6 x 74,9. 14. Deuses Africanos. 69,6 x 74,9. 16. Rulnas Lotsani, Limpopo. 60,9 " 76,2. BOYS, George (1930) 6leo .6bre pa,pelão~ ..
  67. 67. AFRICA DO SUL16. Sob o Céu Noturno. 97,7 x 9I.17. Sementes. 73,6 x 113.CATTANEO, Giuseppe (1926)Técnica mista18 Sacrificio. óleo sôbre papel, 69,8 x 68. Col. Sr. e Sra. E. Tonderlnl.19. Mundos Contrastantes 78 x 68,4. Col. Sra. Cattaneo.20. Elo Vermelbo. Papel sôbre papelão, 60,9 x 89. Col. Sr. V. Me- neghelli;21. Mormaço. Papel sôbre papelão, 60,9 x 76,2. Colo Sr. V. Meneghelli.22. Angústia. Papel sôbre papelão, 71,7 x 63,3. Col. Sr. e Sra. E. Tonderini.ERASMUS, Nel (1928)óleo sóbre prvpelão23. Lâ1llpadas. 63,5 x 49. Col. Dr. e Sra. A. Rupert.24. Violino. 65,8 x 43,1.25. Violoncelista. 83,8 x 99. Col. National Gallery of South Africa.PINKER, Stanley (1924)26. Nu em um Cobertor Mapoga. 91,4 x 152,4. Col. National Gallery of South Africa.27. À Música. 92 x 152,4.28. Noite. 162,1 x 41,4. VAN DER MERWE, Eben (1932) 29. Reflexões. 69,6 x 74,9. 30. Paisagem n.0I. 44,4 x 74,9. 31. Paisagem n. 2. 59,6 x 74,9. 32. Composição Abstrata n. 1. 74,9 x 69,6. 33. Composição Abstrata n. o 2. 60,9 x 69,6. VAN DER REIS, Gunther (1927) Acrílico .óbre papelão
  68. 68. AFRICA DO SUL34. Região lnconquistável. 121,9 x 121,9.3ó. Enchente Terminada. 62 x 62,2.36. Extremidade das Terras. 121 x 43,1.VAN ESSCHE, Maurice (1906)37. Mulher de Côr. 59,6 x 74,9.38. "Watusi". 68,4 x 48,2. Col. Sr. E. Solomon.39. Natureza Morta com Peixe. óleo sôhre papelão, 63,5 x 76,2. Col. National Gallery of South Africa.40. Casal na Praia. óleo sôhre papelão, 88,9 x 68,6. Col. Dr... Sra. A. Rupert.41. "Karoo". óleo .ôhre papelão, 76,2 x 104,1.42. Nu. óleo sôhre papelão, 91,4 x 69,6.43. Natureza Morta com Peras. 53,3 x 63,5. Col. Dr. e Sra. A. Rupert.44. A Nuvem. óleo sôhre papelão, 48,2 x 38,1.45. Tarde de "Karoo". óleo sôhre papelão, 36,5 x 54,6. Col. Sra. S. Marks.46. África. óleo sôhre papelão, 88,9 x 68,4.DESENHOVAN ESSCHE, Maurice (1906) 1. Duas Figuras em Pé. Lápis e tinta, 39,S x 30,6. 2. Figura Deitada. Lápis e tinta, 28 x 28. 3. Figura Deitada. Carvão e tinta, 38,5 x 53,7. 4. Nu Deitado. Lápis e tinta, 30,4 x 38,5. 5. Eshôço de uma Figura Nua. Lápis e tinta, 38,5 x 30,4.GRAVURALIPSHITZ, Lippy (1903) 1. Famflia. Litografía, 44,4 x 34,2. 2. Três Nus. Água-forte, 31,7 x 17,7. 3. Caheça de Nativo. Monotipia, 36,8 x 26,6. 4. Palhaço (Desenho). 50 x 33,2. 6. Lenhador. Litoa-rafia, 44,4 x 33.
  69. 69. ÁFRICA DO SULESCULTURADAVIS, Bill (1933)1. África Desacordada. "Kirksite", 38,1.2. .o Grande Dançarino. Bronze, 107,9.LIPSHITZ, Lippy (1903)3. Mãe e Filho. Madeira amarela, 190,5.4. Nu Eterno. Teca, 287.5. Árvore da Vida. Teca, 124,4. Col. National Gallery of South Africa.6. Tronco. Goma azul, 50,8.7. A Cabeça do Poeta. Madeira petrificada, 21,5. Co!. King George VI Art Gallery, Port Elizabeth. 8. Cabeça em Osso de Fóssil. Osso de Fóssil, 17,7. Col. Dr. E. Rackoff. 9. Ressurreição. Madeira de caixa, 129,5.10. Pescadora. Madeira de aluvião, 76. Col. Dr. e Sra. A. Rupert.11. Anunciação. Mármore, 38,3. Col. Lady Daphine Moore.12. Forma "Upcurling". Pinho e metal, 95,2. Col. Srta. M • .orpen.13. Chama Ideal. Teca, 90,1. Col. Sr. F. Haengl.14. Famllia. Cimento fundido, 66.15. "Lock". Mármore verde alpis, 10,1.16. Profetiza. Marfim, 35,6.17. "Gazer". Ardósia e pedra calcárea. 20,8.STERN, Rhona (1915)Brtmz818. Torso do Mar. 53,3.19. Madona das Rocha., 87,6.W AKE, Richard (1935)Br071ZfI20. .objeto. 10,1.21. Forma em Vôo. 88,1.22. Grupo Coral. 27,9. 56
  70. 70. ALEMANHA Exposição organizada pelo KUNSTSAMMLUNG NORDRHEIN-WESTFALEN, DiíBseldorf Comissário: WERNER SCHMALENBACH
  71. 71. ALEMANHA Nas grandes bienais - em Veneza e São Paulo -, um pano-rama da arte dos diferentes países nunca ressalta simultânea-mente, mas sim no decorrer sucessivo de uma bienal para outra;somente a visão de conjunto de uma série completa de bienaisproporciona - além do conhecimento dos diferentes artistas -um retrato da situação artística de um país. Isso permite relem-brar quais os artistas representados na secção alemã das duaspassadas bienais de São Paulo. Foram êles:em 1961, o pintorJulius Bissier (nascido em 1893), e em 1963, os pintores EmilSchumacher (nascido em 1912) e K R. H. Sonderborg (nascidoem 1923). Os dois pintores dêste ano nada têm em comum sob o pontode vista artístico. O mais môço dêles, Hann TRIER, é interna-cionalmente o mais conhecido. Pertence àqueles que desde hámais de 10 anos representam a arte contemporânea nas mani-festações de dentro e de fora da República Federal da Alemanha.Bruno GOLLER, o mais idoso, foi durante tôda a sua vida umfenômeno à margem da arte, e, s6 hoje, surpreendentemente,capta a geral atenção com seus quadros estranhos. O que osdois pintores têm em comum é tão só o fato, relativamente poucoimportante, de serem ambos catedráticos de academias de belasartes: Trier em Berlim e Goller - até a sua renúncia há algunsmeses atrás, por causa da idade - em Dusseldorf. Por paradoxalque seja, Trier com a sua pintura anti-acadêmica, no sentidotradicional, se enquadra bem, contudo, nas academias atuaisda Alemanha, onde já há muito se designam artistas "modernos"para docentes; enquanto Goller constitui um caso especial: nasua arte existe um evidente e forte elemento acadêmico, per-turbado até ao âmago, entretanto, pela ação de fôrças contrárias. Hann TRIER - para tratar primeiro do mais moço - nasceuem 1915, nas proximidades de Dusseldorf. Tendo vivido de1919 até 1934 em Colônia, cursou de 1934 até 1938 a Academiade Belas Artes de Dusseldorf, e tornou a residir, ap6s a guerra,na região de Bonn-Colônia; êle se filia à arte rhenana, embora 58
  72. 72. ALEMANHA há quase 10 anos viva e ensine em Berlim. Começou após a guerra com um "expressionismo abstracto" de cunho próprio, que pouco a pouco abandonou, devido ao seu poder específico de pintor e a seu notório sentido da qualidade pura da pintura. Já nas primeiras obras acentuava o processo da pintura, a ação de pintar, o "fazer" do quadro com a mão e o pincel: o nascer do quadro era ao mesmo tempo o seu conteúdo que êle contava. O impetuoso, o violento, o intensamente expressivo dêsses anos passados - não exibido nesta exposição - perdeu-se pouco a pouco. A linha, que era a portadora do gesto expressivo, libe- rou-se de tôdas as dificuldades de expressão e entrelaçou-se em forma de rêde, com texturas autônomas. Quando se disse, por vêzes, que Trier fazia seus quadros como quem faz "tra- balho de malha", o artista aceitou o reparo com elegância e a êle respondeu dando a algumas de suas obras o nome de "fazer malhas". Gostava de escolher verbos no infinitivo para títulos dos quadros: indicava, assim que o tema do quadro, propria- mente, era o trabalhar mesmo do pintor, a ação de pintar. Sempre com mais liberdade - e por isso na aparência, mas só na apa- rência,com menos expressão - Trier deixou-se levar pela fôrça motriz do escrever, da "écriture automatique", como tinha sido expresso o tópico surrealista; mas isso acontecia sob o contrôle mais alerta e com a mais alta inteligência pictórica. Era um método de exercício dos dedos aplicado à pintura que, por seu livre e espirituoso brincar, reduzia o plano da pintura a finíssima vibração. Desde 1955, mais ou menos, Trier pintava muitos de seus quadros simultâneamente com as duas mãos, com dois pincéis, e conseguia, dessa maneira, um particular e dialético ritmo "staccato". Não é por acaso que veio à mente do pintor êste título para quadro: "Prestidigitation", que traduz o sen- tido de. rapidez de manuseio, destreza, escamoteação, magia: isso era -a sua sumamente pessoal forma de "action painting" .. Nisto era completo "pintor", na interpretação fr.~ncesa do têrmo.L A sua originária expressiva "anti-peinture" transformou-se em
  73. 73. ALEMANHApronunciada "peinture", se bem que nunca no sentido do sim-ples cultivo dos meios de pintura, mas na plena acentuação doprocesso de pintura. Unia cada vez mais o gráfico e o pictórico,procedia à integração do dizer gráfico na pintura. A teia gráficaidentificava-se com a pintura, com a côr, quando outrora ex-pandira-se sôbre fundo mais ou menos neutro; êsse dualismofoi sobrepujado, a própria pintura pôs-se à testa, mas o ritmodo quadro, característico de Trier, em nada perdeu da suavivacidade e de seu "esprit". Trler harmonizava e cultivavaa sua pintura, êle a afinava e refinava - já na escolha das côres- até ao "decadente" ... porém que importa issol Seus grandesmestres foram e são até hoje pintores como Tintoretto e, sobre-tudo, Bonnard, que venera muitíssimo: dois grandes "tardios"pintores de sua época, como também Trier sempre sente o "tar-dio" de sua própria arte. O "artificial" se assim se entender, desuas côres e gestos, aliás, não impede que seja também captadaa natureza; até nos títulos dos quadros, por exemplo, as estaçõesprimavera, verão, outono têm importância, tal como a água, oar. O mundo pictorial de Trier, porém, é primeiramente artÍs-tico e, para provar o seu conteúdo de realidade, não necessitareferir-se à natureza. Em todo caso, arte, como Trier produz,é uma "natura naturans". Bruno GoLLER nasceu em 1901 e depois de 1920 passoutôda a sua vida em Dusseldorf . No terceiro decênio, pertenciaao grupo de artistas da "avant-garde", muito ativo na Renânia,ao qual também pertenciam pintores como Max Emst e OttoDix. Dadá, "arte metafísica", o surrealismo, a "Neue Sachli-chkeit" tocaram-no e o influenciaram de maneira mais Ou menoseficaz. Mas Goller desenvolveu seu inteiramente próprio, quaseteimoso, estilo, que compreendia elementos da "avant-garde"daquela época, transformados, entretanto, assimilados e absor-vidos de modo absolutamente pessoal. Quando, depois de 1945,a arte abstrata quase se tomou o estilo oficial, ou pelo menosse verificou em seu favor uma tendência de geral aceitação, 60
  74. 74. .ALEMANHA Goller conservou sempre, sem preocupar~se com a aprovação pública, a sua arte figurativa e a sua sumamente abstrusa icono- grafia de figuras de meninas e gatos, moinhos de café, espelhos, sombrinhas, orelhas e números mágicos, e; sobretudo, chapéusl Chapéus de damas e cavalheiros, como os tinha visto na loja de seus pais e que agora - reminiscência dos anos de criança -, transladava para o seu mundo pictórico de adulto. Não eram, pois, êsses chapéus quaisquer objetos incorporados aos quadros, motivos dadaístas estimulantes, mas motivos de seu ambiente particular. Se no movimento da "avant-garde" era essencial tomar o familiar avêsso, o quotidiano mágico, para Goller todos êsses objectos quotidianos e banais permaneciam o que eram: objetos familiares, que não deixam esquecer um mundo abrigado e susceptível de abrigar,_ quando êle os retirava de sua atmosfera protetora e de seu "milieu" e os colocava isolados no quadro. Viviam de sua, por assim dizer "abstrata", não relacionada objec- tividade, e também da inclinação amistosa que o artista sentia por êles. Certamente, não são objetos convencionais. Não são representados naturallsticamente, porém nascem no quadro, pelo quadro. Um moinho de café aí é menos um dos petrechos de cozinha para moer café do que um requisito do quadro. E isso vale igualmente para todos os outros objectos e figuras de sua arte. Sua substância de vida é idêntica à do quadro. Têm por isso a tendência de tomar um caráter de vinheta e são enquadra- dos por tiras em forma de ornamento - mas em essência de todo não ornamentais. As pessoas, nesses "ícones", aparecem como figurinos imóveis, portanto, totalmente elevados ao plano do quadro e privados de vida; são, porém, animados por uma inquietação secreta e afeiados aberta ou secretamente; essa in- quietação não é mais que a inquietação do artista, que misses quadros se expressa e domina. Assim aqui se reúne algo em graus variados: o subjectivo e o objectivo, solenidade e alegria, severidade e ebriedade, o acadêmico e a "pintura"· de leigo", oI decorativo e o expressivo, classicismo e banalidade,. condutaL
  75. 75. ALEMANHAobsoleta e modemidàde, estilo e "hobby". Todos êsses con-trastes não se compensam na arte de Goller, mas são mantidosem .sua contraposição. Por longo tempo não se teve olhos parauma tal arte, porque a geral direção visual era outra. Desde ofim da guerra, os quadros de Goller apareciam com regularidadenas exposições, mas, na maioria das vêzes, o público não repa-rava nêles, pois não pertenciam ao capítulo que estava sendotratado. O próprio artista não fazia nada para obter publici-dade; ao contrário, tudo fazia para evitá-la. Só agora e repen-tinamente a situação se modificou, e não porque se tenha modi-ficado a maneira de ver, devido à "pop-art". De súbito a atua-lidade foi levada noutra direção, onde se defrontou inopinada-mente com o embaraçante fenômeno Bruno Goller. Galerias,inclusive de fora da Alemanha, expõem os seus quadros; nota-damente galerias, cujas atividades são devotadas aos artistasmaIS Jovens. Goller está longe de ser um "pop-artist"; mas anova maneira de ver obriga-o a aparecer repentinamente à luzda ribalta, de que se afastara tôda a sua vida. Werner SchmalenbachPINTURAGOLLER, Bruno (1901)·1. Armário de Roupas, 1947. 85 x 65. CoI. Sra. Schmitz-Boklenberg, Dusseldorf. 2. O Relojoeiro, 1949. 110 x 110. Col. Director Nakatemus e Sra., Dusseldorf. 3. Moinho de Café, 1949. 75 x 60. Col. Dr. O. H. Muller, Oberkassel Bonn. 4. Rapariga com Cabelo Vermelho, 1951. 100 x 70. Col. Sra. T. Schuster, Dusseldorf. 5. Grande Vitrina, 1953. 160 x 116. Colo Schwabenbrau, Dusseldorf. 6. Chapéu e Gato, 1953. 110 x 110. Col. Engenheiro Joseph Ringel, Lank 7. Duas Mulheres, 1953. 160 x 116. 62
  76. 76. I ALEMANHA 8. Natureza Morta com Rosa, 1954. 90 x 90. Museu de Arte, Dus- seldorf. 10. Duas Mulheres, 1955. 170 x 140. Colo particular. 11. O Número 4,1956. 80 x 80. 12. A Orelha Grande, 1956. 160 x 105. Col. particular. 13. Quatro Mulheres, 1956. 200 x 115. Col. particular. 14. Rapariga Deitada, 1957. 100 x 100. 15. Quatro Formas Brancas, 1957. 145 x 135. Col. particular. 16. Madeiras, 1957. 120 x 55. 17. Cabeças de Mulher, 1957. 100 x 100. 18. Natureza Morta, 1957. 80 x 80. 19. Duas Cabeças de Mulher, 1958. 55 x 120. 20. O Espelho, 1961. 150 x 80. Colo Rudolf Zwirner, Colônia. 21. Tira Branca, 1961. 120 x 80 Colo particular. 22. Mulher de Pé, 1961. 200 x 125. Colo particular. 23. Nu de Mulher, 1961. 160 x 105. 23. a Duas Taças Brancas, 1961. 150 x 80. 24. Retrato de Mulher, 1962. 110 x 135. 25. O Gato, 1962. 190 x 120. 26. Mulher no Espelho, 1962. 60 x 80. Col. particular. 27 . Natureza Morta com Frutas, 1962. 120 x 60. 28. Natureza Morta com o Quatro, 1962. 120 x 65. 29. Retrato de Mulher, 1962. 100 x 100. Colo particular. 30. Nu, busto, 1962. 150 x 80. 31. Duas Mulheres sob Fundo Prêto, 1963. 160 x 130. Col. partieular. 32. Nu de Mulher, 1963. 170 x 140. Colo particular. 33. Chapéu com Véu, 1964. 170 x 140. Col. particular 34. Retrato de Mulher, 1964. 180 x 130. 35. Mulher com Laço, 1965. 130 x 110. Col. particular. TRIER, Hann (1915) 36. Vibração I, 1956. Têmpera sôbre tela, 130 x 81. Museu Hamburgo. 37. Separação, 1956. Têmpera sôbre tela, 97 x 146. Museu Wallraf- Richartz, Colônia. 38. "Seguirya", 1957. 97 x 116. Col. Eberhard Seel, Be11im. 39. "Soledad", 1958. 130 x 81. Col. Chrlstoph Scheibler, Colônia. 40. Pombal lI, 1959. 162 x 130. Galeria "Dar Spiegel", Colônia. ·U. Para dois Pincéis sôbre Verde, 1959. 130 x 114. 42. Soleares, 1959. 114 x 130. Col. Bernhard Minetti, Berlim.. 43. Ambidestro i, 1959. 195 x 114. Galeria "Der Spiegel", Úolônia.vr 4. Andante, 1959. 130 x 146. Museu Estadual, Hannover.L
  77. 77. ALEMANHA45. O Outono, 1960. 130 x 162. Galeria "Der Spiegel", Colônia.46. Noturno. 1960. 116 x 81. Ministério da Cultura, Dusseldorf.47. Correnteza, 1960. 97 x 146. Colo Eberbald Seel, Berlim.48. Dança Macabra, 1961. Têmpera sôbre tela, 130 x 162. Galeria "Der Spiegel", Colônia.49. A Queda, 1961. Têmpera sôbre tela, 130 x 97.50. O Dia Quieto, 1961. 130 x 97. Galeria Otto Stangl, Munique.61. Vento Noturno, 1961. 130 x 114. Galeria Otto Stangl, Munique.62. "Saeta", 1962. 195 x 130. Galeria "Der Spiegel", Colônia.63. Para Berninl, ] 962. 13J1 x 162. Galeria "Der Spiegel", Colônia.54. "Funfter Tatort" (quinto lugar do crime), 1963. 114 x 130. CoI. particular.55. De Comum Ação com Vermelho, 1963. 130 x 195.66. Monumento de Pássaro para Max Ernst, 1963. 130 x 162. Galeria "Der Spiegel".. Colônia.67. Caranguejo, 1963. 130 x 97. Galeria "Der Spiegel", Colônia.68. Caminho de Fuga, 1963. Técnica mista, 195 x 295. Galeria "Der Spiege!", Colônia.59. De Maneira Veneziana, 1964. Têmpera sôbre tela. 130 x 162. Ga- leria Otto Stangl, Munique.60. ldolo, 1964. 130 x 114. Co1. particular.61. Falena, 1964. 97 x 130.62. "Mihrab", 1965. Têmpera sôbre tela, 195 x 130.63. "RocaiIIe", 1965. Têmpera sôbre tela, 130 x 162. Galeria Otto Stangl, Munique.64. "Chinoiserie", 1965. Têmpera sôbre tela, 130 x 162. Galeria Otto Stangl, Munique.65. Malik, 1965. 130 x 97.66. Malik 1965. 130 x 97.GRAVURATRIER, Hann (1915) 1. Fazer Malha, 1955. 5 fôlhas. 19,3 x 12,5. 2. Ampliamento, 1957. 25 x 49,5. 3. Veneziana, 1957. 31,5 x 15,5. 4. Com Dois Pincéis, 1957. 29,5 x 89. 5. "Sôbre o gradual conceber de idéias durante o discurso" (Heinricb Kleist), 1958. 6 fôlhas. 23,5 x 23,5. 64
  78. 78. ALEMANHA 6. Ascendendo, 1959. 68,5 x 39,5. 7. Redemoinho, 1959. 58,5 x 39,5. 8. Correndo, 1959. 53,5 x 37,5. 9. "Passe pelo Espelho", 1959. 23,6 x 23,5. 10. "Passe peJo Espelho", 1959. 23,5 x 23,5. 11. Escorpião, 1961. 50,5 x 31,5. 12. Vespa, 1961. 50,5 x 31,5. 13. "Água-forte Dusseldorf", 1962. 29,6 x 39. 14. "Água-forte Colônia", 1963. 37,5 x 25,5. 15. "Elogio à mão" (Henri Focillon), 1963. 4 fôlhas, 31,5 x 15,5 e 37,5 x 24,5. 16. Eixo, 1964. 53,5 x 37,S. 17. "Água-forte Documenta", 1964. 58,5 x 39,5.l
  79. 79. ANTILHAS HOLANDESAS , Exposição organizada pelo BUREAU CULTUUR EN OPVOEDING. NEDERLANDSE ANTILLEN, Willemstad.
  80. 80. ANTILHAS HOLANDESAS PINTURA ENGELS, Christiaan Joseph Hendrikus (1907) Guache 1. .o Metal Terrestre. 70 x 90. 2. A Forma é uma Terra. 70 x 90. 3. Crânio Altificial. 70 x 90. 4. Animal Deitado sôbre a Terra. 70 x 90. 5. Animal no Ar. 70 x 90. 6. Cavalo de Tiro. 70 x 90. 7. Animal em Linhas. 70 x 90. 8. A Superfície do Homem. 70 x 90. 9. Amedrontar. 70 x 90. 10. O Grupo Dançante. 70 x 90. 11. Deus dos Bosques. 70 x 90. 12. O Rei. 70 x 90. 13. Perto do Rei. 70 x 90. 14. Máscara das Senhoras. 70 x 90. 15. ídolo. 70 x 90. 16. Do Pássaro e do Rosto. 70 x 90. 17. Animsl na Borda da Floresta. 70 x 90. 18. Sem Corpo. 70 x 90. 19. O Mascarado Aparece. 70 x 90. 20. Homem com Plumas. 70 x 90. HENDERIKSE, Jan (1937) 21. Mostruário I, 1965. 61 x 61 x 61. 22. Mostruário 11, 1965. 61 x 61 x 61. 23. 4 x •. 122 x 122. DESENHO DIELEMAN, Wim C. (1927) 1 - 20. Desenhos.!IL
  81. 81. ARGENTINA Exposição organjzada pela DIRECCIÓN GENERAL DE RELACIONES CULTURALES;""MINISTERIO DE RELACIONES EXTERIORES Y CULTO, Buenos Aires
  82. 82. ARGENTINAPINTURAMAC ENTYRE, Eduardo A. (1929)1. Pintura Geradora, 1964. 160 lt 77.2. Pintura Geradora, 1965. 100 x 100.3. Pintura Geradora, 1965. 140 x 170.4. Pintura Geradora, 1965. 120 x 120.5. Pintura Geradora, 1965. 110 x 1$0.MAZA, Fernando (1936)Técnica. mista 6. São Genaro I, 1963. 2U x 176. 7. São Genaro lI, 1963. 274 x 176. 8. Quadro Gato, 1963. 228 x 152. 9. Estrada de Ferro I, 1965. 180 x 285.10. Estrada de Ferro lI, 1965. 200 x 140.POLESELLO, Rogelio (1939)Técnica. mista11. Lado A, 1965. 195 x 260.12. Caleidosc6pio, 1965. 195 x 260.13. Vasilha Imperfeita, 1965. 195 x 260.14. Caixa tlnica, 1965. 162 x 172.15. Empacotando, 1965. 162 X 172.SILVA, Carlos (1930)16. "Tholus", 1964. 160 x 160.17. "Percussio", 1964. 160 x 160.18. "Rei Natura", 1964. 160 x 210.19. "Dyktion", 1964. 160 x 80.20. "Hannos", 1964. 160 x 31.
  83. 83. ÁRGENTINA VIDAL, Miguel Àngei (i928) 21. Pintura Geradora, 1964. 120 x 12d. 22. Pintura Geradora, 1964. 100 x 100. 23. Pintura Geradora, 1965. 115 x 115. 24. Pintura Geradora, 1965. 100 x 100. 25. Pintura Geradora, 1966. 200 x 200. ESCULTURA BRIZZI, Ary (1930) 1. Construção a Partir de Dois Arcos de Circunferência, 1963. Alumínio anodizado, 70 x 70 x 60 •• 2. Coluna n.o 3. Bronze, 100 x 30. 3. Coluna n.O 4. Bronze e acrilico, 92 x 29 x 29. 4. Núcleo. Acrilico, 60 x 60 x 30. 6. Expansão. Acrflico, 60 x 60. 70
  84. 84. AUSTRÁLIAL-..
  85. 85. AUSTRÁLIASALA ESPECIAL MAXIMILIANO FEUERRING Feuerring é muito disciplinado como homem e artista.Produto de nosso tempo, está imbuído no interêsse urgente pelonôvo, novas f6rmulas, novas soluções, novas técnicas, novasaplicações de materiais de tôda espécie - para exprimir emoçõesjamais expressadas. A ordem e o senso da tradição de um lado, e a curiosidadedo intelectual de outro, podem ser encarados como fatôres deter-minantes do desenvolvimento artístico de Feuerring. Seu aper-feiçoamento é gradativo e o progresso, certo; poucas vêzes sente-seperdido, excitado, ou sofrendo recuos. Os surpreendentes e fas-cinantes climax estão ainda cheios de calma dignidade. Seria errado, entretanto, presumir que a arte de Feuerring,tecnicamente brilhante e nobre, seja puramente intelectual. Aocontrário, suas pinturas expressam bem uma indestrutível vita-lidade e otimismo que floresce, apesar de um background dehumilhação, tragédia e desilusão, sofridas no ano passado. l!: aconquista do passado e presente que o mantém jovem e enérgico. A côr foi o elemento dominante das pinturas de Feuerring.Seu forte sentido de côr foi notado em Paris, em 1928, por crí-ticos como M. Vanderpyl, que diz "usa a paleta como um vir-tuoso ... ". O colorido permite acompanhar seu progresso e suasmodulações. Tomando em consideração apenas a última décadada criação, desde 1956, Feuerring mudou de brilhante espectrode côres primárias a um completo monocromatismo violeta, tra-zendo essa difícil côr aos pináculos de uma exploração versátil.Mais tarde começou a pintar "alla prima", comprimindo linhasde tinta, terminando a saturação da côr, que não é pintura, poistoma-se luz encandecente. Do violeta e laranja, passou para atríade dos azuis frios, cromo-6xido e verde Windser, visandoa obter resultados cálidos. Tenta, depois, combinar valores deescultura e pintura na mesma superfície, usando concreto e 72

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