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  • 1. 5 BIENAL A DE 5.PAULD SETEMBRO · DEZEMBRO 1959 . P. IBIRAPUERAMUSEU DE aRTE MODERNA - são paULO - BRaSil
  • 2. ·A primeir ... :omponhio que ligouo céu da Ito/io ao de São Paulo
  • 3. A mais completo organização nacional do ramo Rua Garibaldi, 521 a 539 - Tel.: 51·9135 (Réde inhru) Sio Paul, Rua Mélico. 41 - 1.0 andar -. Tels.: 52·81129 e 52·8826 - Rio de laneiro IICom ar condicionado os ares são outros" ......---------------------------------------------,~~
  • 4. Tintas CASA SILVESTRI ELIO SILVESTRE ImportadorEsmaltes - Brochas - Pin- Vernizes e todos 03ceis - Tintas em pó e pre- pertences para pintoresparadas - Material elétrico Ferrag.ens € louçasRua Martins Fontes, 389/395 - Fone: 34-4339 - SÃO PAULO
  • 5. TORRES DE ALTA TENSAo ESTRUTURAS DE FERRO CALDERARIA SERRALHERIARUA PRUDENTE DE MORAIS, 322 • FONE 35.0564 BRÁS. SÃO PAULO
  • 6. ~iadê INSTITUTO DE ARTE E DECORAÇÃO CURSOS DE DECORAÇÃO, CENOGRAFIA, PINTURA, CERAMICA e HIST. DA ARTE S. Paulo - Rua Marlinho Prado, 191 - Tel. 37·7095 TECIDOS FINOS PARA CORTINAS E TAPEÇARIAS CORTES EXCLUSIVOS OOMUSAvenida Vieira de Carvalho; 19 - Tel. 36-3052 - São Paulo
  • 7. .2! ...==.... .. .: =;,;
  • 8. Banco francês e Italiano para a América do Sul - CAPITAL ERESERVAS CRS 185.000.000,00 -Matriz SÃO PAULO - R. XV de Novembro 213Fi liais RIO DE JANEIRO - BELO HORIZON- TE - P. ALEGRE - RECIFE - SANTOSAgências: ARARAQUARA - BOTUCATU - CAM- PINAS - JAU - LONDRINA - RIBEI- RÃO PRETO - SANTO ANDRE - SÃO CARLOS e mais11 Agências Urbanas em S. PAULO, 4 no RIO DEJANEIRO, 1 em PORTO ALEGRE e 1 no RECIFE TODAS AS OPERAÇÕES" -BANCÁRIAS
  • 9. o requinte da cozinha suíça ao redor do mundo A tarifa é a mesma... a diferença está no serviço Seja qual lôr O seu destino - Europa, Oriente ou mesmO Montevidéu e Buenos Aires - algo chamaró o suo atenção a bordo dos confortóveis e velozes "Supersuisso" DC-7C do Swissair: o qualidade excepcional dos refeições, pre- parados por" chels" famosos, distinguidos nos principais exposições internacionais. Cansulle o suo Agênéia de Viagens ou oSWISSAIR..L... S. PAULO: R.37-5108JoséTg. "Swissoi,"~ Tel.· Dom - de Borras, 13
  • 10. • qualidade• pontualidadelocalização central, com estacionamento, a 20 mts. da avo ipiranga~rática furest It~a Rua Bento Freitas, 454 Tel. 35-9847 - S. Paulo LIVROS E DISCOS NACIONAIS E ESTRANGEIROS LIVRARIA JARAGUA LIDA. RUA MARCONI, 54 - Tel. 34-4098 - SÃO PAULO - BRASIL
  • 11. FAVOR ANOTAR ... nosso novo endereço: Escritório: Av. Paulista, 2073 - 1.0 andar PBX 33.7146 (Conjunto Nacional) Lojas: Rua 3 de Dezembro, 68 Tels. 32·3429 e 32·4329 Rua Augusta, 1825 Te!. 80-2181 (Ramal 32) (Conjunto Nacional) *Ceramica São Caetano S. A. para riscar um ladrilho São Caetano só outro ladrilho São Caetano
  • 12. Sociedade Andnima llartinelli TURISMO - PASSAGENS AEREAS E MARITIMAS PARA QUALQUER DESTINO * DESPACHOS INTERNACIONAIS * AGENTES DO LLOYD REAL HOLANDES e da ROYAL INTEROCEAN UNESSÉDE: SÃO PAULO - AVENIDA IPIRANGA, 1091 e 1097FILIAIS: RIO DE JANEIRO - AVENIDA RIO BRANCO, 26-B SANTOS - RUA DO COMERCIO, 31
  • 13. Sublime perfeição ... Baixelas - Talheres - Faqueiros lrae aean3fdl
  • 14. z Z -cC ZENGENHEIRO CIVIL EXPERIÊNCIA E TRADiÇÃO A SERViÇO DO PROGRESSO DE SÃO PAULO Barão de ltap~tininga, 93 3. 0 - São Paulo
  • 15. CIÊNCIALITERATURALIVRARIA KOSMOS EDITORA ERICH EICHNER & CIA. LTDA. Rio de Janeiro - São Paulo - Porto Alegre
  • 16. 11. ormen para os homens de bom gõstoAvenida Vieira de Carvalho N.o 11 - Telefone: 36-3052 - São Paulo Há MEIO SÉCULO fornece artigos paradesenho pintura engenharia São Paulo - Rua Libero Badaró, 118 Fones 32-2292-35-4257
  • 17. SWISSAlR~ (omoJllem oCompanhia Italiano Praça D. José Gasp3r, 22 { 34-5295 Sao P8u I o - FONES 32-1065 35-7779
  • 18. AGUARDEM OS NUVU~ NA VIU) DA Mala Real Inglesa EM PRINCIPIOS DE 1960 ~-:::~_~.: ~~:-; ~~~ "AMAZON" "ARAGON" e " ARLANZA"DE 20.000 TONELADAS - INTEIRAMENTE AR-CONDICIONADOS COM ESTABILIZADORES EPISCINAS NAS TRÊS CLASSES. AGENTES GERAIS MILLER & (IA. LIDA. PRAÇA DA REPUBLICA, 97 (Atraz da Escola "Caetano de Campos")TEL.: 36-6391 SÃO PAULO CX. POSTAL, 579
  • 19. Capital realizado e reservas em 31-12-1957: Cr$ 113.801.212,60 SEGUROS DE INCENDlO - LUCROS CESSANTES TRANSPORTES - ACIDEN- TES PESSOAIS - RESPON_ SABILIDADE CIVIL - AU- TOMOVEL - MOTINS - TERREMOTOS E OUTROS. Agentes gerais para o Estado de São Paulo PAMIOr MENEGHINI & (IA. LIDA. Telegramas: "Asseguro" Agência em SÃO PAULOTelefone: 35-1191 (rêde interna) PrIlça da Sé, 170 - 6.0 e 7.0 Caixa Postal 4551 "Edificio Bahia"
  • 20. TELEGRAMASPARA TODAS ASPARTESDO MUNDOESCRITóRIOSDA SOCIEDADENO BRASIL IUO DE JAXEIRO: Raa Buenos Aires. 44 - Telef. 23_1996 Agencia Castelo - Rua Mexico. 11 Tel.: 32.8850 Agencia Mauá _ Av. Hio Branco.!) Tel.: 43.9051 Agencia Copacabana _ Av. N. S. Copa. cabana. 245 L. C. - Tp!.: 37·5525 R. 15 de Novembro 164. Te!.: 37.5136 e 37..3151 . Agencia: R. Barão de Itapetininga. 267 Galeria Itapetininga loja 5 Tel,: 34.9603 Agencia Av. Senador Queiroz. 315 Tel.: 373693 Agencia - Largo do ArouChe. 60 Te!.: 36·2960 SAXTOS: Rua 15 de Novembro 131·3 Te l ".: 29..345 22.000. 29.0:5 I:ECHE: Av. Dantas Barreto EdifiCio Santo AI. bino - Te!.: 78.1127 Agencia Av. Marquês de OJindu. 112 Tel. 9174 Agencia Hotel Bôa Viagem Agencia Aeroporto Guararapes SEI~VIÇO IXTERIOR DIRETO EXTRE AS CIDADES Dl; RIO DE JAXEIRO - SÃO PAlJ"O - SAXTOS - nECIFl~
  • 21. /
  • 22. <.ta t) ~ro 1botel . RUA BASíLIO DA GAMA, 101 (PR. REPÚBLICA) TEL. 37-9195 - END. TELEG.: "CADOTEL" SÃO PAULO - BRASIL o mais tranquiloArtigos p/ escritórios Artigos escolares ATACADO E VAREJOR. D. José de Barros 278 - 4: a. - cj. 8 - Fone 35-6782 - S. Paulo
  • 23. antiguidades brasileiras sécs. xvn. XVII[ e XIXAugusta. 1966s. Pn~11~-"R ... ~~·;1
  • 24. V bienalDO MUSEU DE ARTE MODERNA DE S. PAULO catálogo geralPRIMEIRA EDIÇÃO, SETEMBRO DE 1959
  • 25. PRESIDÊNCIA DE HONRASua Excelência o Senhor Doutor Juscelino KubitschekPresidente da RepúblicaSua Excelência o Senhor Horácio LaferMinistro de Estado das Relações ExterioresSua Excelência o Doutor Clovis Salgado da GamaMinistro de Estado da Educação e CulturaSua Excelência o Prof. Carlos Alberto A. de CarvalhoPintoGovernador do Estado de São PauloSua Excelência o Senhor Doutor Adhemar de BarrosPrefeito Municipal de São Paulo COMISSÃO DE HONRASua Excia. o Sr. João Belchior Marques GoulartVice Presidente da RepúblicaS. Excia. o Sr. Justino Sansón BalladaresEmbaixador da NicaráguaS. Excia. o Sr. Bernard HardionEmbaixador da FrançaS. Excia. o Sr. Dr. Neftali Ponce MirandaEmbaixador do EquadorS. Excia. o Sr. Raul Bazan DávilaEmbaixador do ChileS. Excia. o Sr. Yoshiro AndoEmbaixador do JapãoS. Excia. o Marquês Blasco Lanza DAjetaEmbaixador da ItaliaS. Excia. o Sr. Dr. Felipe A. EspilEmbaixador da ArgentinaS. Excia. o Sr. Juan Antonio VieiraEmbaixador do Uruguai
  • 26. S. Excia. o Sr. Dr. Hermann Gohn Embaixador da Austria S. Excia. o Sr. Jan Stenstrom Embaixador da Suécia S. Excia. o Sr. Hipolito Sanchez Quell Embaixador do Paraguai S. Excia. o Sr. Dr. Carlos Echecopar-Herce Embaixador do Peru S. Excia. o Sr. Coronel Julio E. Bricen.o Embaixador do Panamá S. Excia. o Sr. Dr. Ti - Tsun Li Embaixador da China S. Excia. o Sr. Rafael Barraza Monterrosa Embaixador de EI Salvador S. Excia. o Sr. Danilo Lekic Embaixador da Iugoslavia S. Excia . o Sr. Edner Brutus Embaixador do Haiti S. Excia. o Sr. Sefkati Istinyeli Embaixador da Turquia S. Excia. o Sr. Helmuth Móller Embaixador da Dinamarca S. Excia. o Sr. Robert Maurice~ Embaixador da Suiça S. Excia. o Sr. Manuel Farrajota Rocheta Embaixador de Portugal S. Excia. o Sr. Jamal E. D. Farra Embaixador da República Arabe Unida S. Excia. o Emir Raif Abillama Embaixador do Líbano S. Excia. o Sr. Dr. Carlos Morales Guillén Embaixador da BoUvia 6
  • 27. S. Excia. o Sr. Louis ColotEmbaixador da BelgicaS. Excia. o Sr. Dr. Carlos Sanz de SantamariaEmbaixador da ColombiaS. Excia. Sir Geoffrey Wallinger, K. C. M. G.Embaixador da Grã-BretanhaSua Excia. o Sr. M. K. KirpalaniEmbaixador da IndiaS. Excia. o Sr. Dr. Julio Vega BatlleEmbaixador da Republica DominicanaS. Excia. o Sr. SunardjoEmbaixador da IndonésiaS. Excia. o Sr. Dr. Antonio Gómez RobledoEmbaixador do MexicoS. Excia. o Sr. Rafael Garcia BarcenaEmbaixador de CubaS. Excia. o Sr. Dr. Mario Diez SanchezEmbaixador da VenezuelaS. Excia. o Sr. Donald Mackinnon, C. B. E.Embaixador da AustráliaS. Excia. o Sr. Dr. Salomon Paredes Regalado,Embaixador de HondurasS. Excia. o Sr. John Moors CabotEmbaixador dos Estados Unidos da AméricaS. Excia. o Deputado Paschoal Ranieri MazzilliPresidente da Camara dos DeputadosS. Excia. o Senador Filinto MüllerVice-Presidente do Senado FederalS. Excia. o Sr. Dr. Sebastião Paes de AlmeidaMinistro de Estado dos Negocios da FazendaS. Excia. o Sr. Embaixador José Carlos de Macedo SoaresS. Excia. o Sr. Embaixador Francisco Negrão de Lima
  • 28. Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Olgierd CzartoyskiMinistro da Ordem Sobe"rana e Militar de MaltaS. Excia. o Sr. Dr. Jaroslav KuchválekMinistro da ChecoslovaquiaS. Excia. o Sr. Dr. Wojciech ChabasinskiMinistro da PoloniaS. Excia. o Sr. Mahmoud ForoughiMinistro do IrãoS. Excia. o Sr. Basil Johnstone JarvieMinistro da União Sul-AfricanaGeneral de Divisão Nelson de MelloChefe do Gabinete Civil da Presidência da RepúblicaMinistro José Sette Camara FilhoChefe do Gabinete Civil da Presidência da RepúblicaS. Excia. o Sr. Juraci MagalhãesGovernador do Estado da BahiaS. Excia. o Sr. Roberto Teixeira da SilveiraGovernador do Estado do Rio de JaneiroS. Excia. o Sr. Cid Feijó SampaioGovernador do Estado de PernambucoS. Excia. o Dr. José Francisco Bias FortesGovernador do Estado de Minas GeraisS. Excia. o Sr. Leonel de Moura BrizolaGovernador do Estado do Rio Grande do SulS. Excia. o Sr. Moisés LupionGovernador do Estado do ParanáS. Excia. o Sr. General de Brigada José PorphYrio da PazVice-Governador do Estado de São PauloS. Excia. Senador Mourão VieiraPresidente da Comissão de Educação e Cultura do SenadoFederalS. Excia. o Deputado Coelho de SouzaPresidente da Comissão de Educação e Cultura da Ca-mara dos Deputados
  • 29. General de Exercito Stenio Caio de Albuquerque LimaComandante do 11 ExercitoS. Excia. o Deputado Jânio da Silva QuadrosS. Excia. o Embaixador Paulo CarneiroChefe da Delegação do Brasil junto à UNESCOS. Excia. o Sr. Embaixador Francisco de Assis Chateau.briand Bandeira de MelloS. Excia. o Sr. Embaixador Mauricio NabucoPresidente do Museu de Arte Moderna do Rio de JaneiroSr. Dr. Peters Z. OllinsEncarregado de Negócios de LetôniaSr. Dr. Frikas MeierisEncarregado de Negócios de LituaniaSr. Coronel Francisco Cosenza GalvezEncarregado de Negocios a. i. da GuatemalaSr. Christopher CavourisEncarregado de Negócios a. i. da GréciaSr. Anwar KhanEncarregado de Negócios a. i. do PaquistãoSr. Ernst Ludwig von OstermannEncarregado de Negócios a. i. da AlemanhaSr. Per C. ProitzEncarregado de Negócio3 a. i. da NoruegaSr. Pio de Los CaSaresEncarregado de Nogocios a. i. da EspanhaSr. A. de WaalEncarregado de Negócios a. i. dos Países-BaixosMonsenhor Mario Pio GáspariEncarregado de Negócios a. 1. da Santa SéSr. Alexander DothanEncarregado de Negócios a. i. de IsraelSr. J. M. CôtéEncarregado de Negócios a. i. do Canadá
  • 30. Major Brigadeiro Armando de Souza e Mello ArarigboiaComandante da 4.a Zona AereaS. Excia. o Desembargador João Marcelino GonzagaPresidente do Tribunal de Justiça d~ São PauloS. Excia. o Sr. Prof. Dr. Pedro CalmonMagnifico Reitor da Universidade do BrasilS. Excia. o Sr. Prof. Dr. Gabriel Si]v~stre Teixeira deCarvalhoMagnifico Reitor pa Universidade de São PauloS. Excia. o Sr. Prof. Dr. Edgard SantosMagnifico Reitor da Universidade da BahiaS. Excia. Mons. Dom Antonio Maria Alves SiqueiraMagnifico Reitor da Universidade Catolica de São PauloS. Excia. o Sr. Prof. Antonio Luiz IppolitoMagnífico Reitor da Universidade MackenzieGeneral de Brigada Nilo Augusto Guerreiro LimaComandante da 11 Região MilitarGeneral-de-Brigada Orlando Gomes RamagemChefe do EStado Maior do I ExércitoDoutor Austragésilo de AthaYdePresidente da Academia Brasileira de LetrasDoutor Herbert MosesPresidente da Associação Brasileira de ImprensaDoutor Aristeu SeixasPresidente da Academia Paulista de LetrasMinistro AltVzio Napoleão de Freitas RegoChefe do Cerimonial da Presidência da RepúblicaMinistro Luis Bastian PintoChefe da Divisão Política do Ministério das RelaçõesExteriores Ministro Paschoal Carlos MagnoMinistro José Oswaldo Meira PennaChefe da Divisão Cultural do Ministerio das R~laçõesExteriores lO
  • 31. Capitão de Mar e Guerra Afrânio de FariaSub-Chefe do Gabinete Civil da Presidência da RepúblicaCoronel Afonso Heliodoro dos SantosSub-Chefe do Gabinete Militar da Presidência da RepúblicaDoutor Oswaldo Maia PenidoSub-Chefe do Gabinete Civil da Presidência da RepúblicaDoutor Cyro Versiani dos AnjosSub-Chefe do Gabinete Civil da Presidência da RepúblicaDoutor Edgar de MagalhãesSub-Chefe do Gabinete Civil da Presidência da RepúblicaDoutor Caio Taclto Sá Viana Pereira de VasconcelosSub-Chcf~ do Gabinete Civil da Presidência da RepúblicaS. Excla. o Sr. Ministro José de Moura RezendePresidente do Tribunal de Contas de São PauloS. Excia. o Deputado Ruy de Mello JunqueiraPresidente da Assembléia Legislativa do Estado de SãoPaulo s. Excia. o Sr. José Avila Diniz JunqueiraSeCretario de Estado dos Negocios da JustiçaS. Excia. o Sr. Dr. Francisco de Paula Vicente de AzevedoSecretário de Estado dos Negócios da FazendaS. Excis. o Sr. José Bonifacio Coutinho NogueiraSecretário de Estado dos Negócios da AgriculturaS. Excia. o Brigadeiro José Vicente de Faria UmaSecretario de Estado dos Negócios da ViaçãoS. Excia. o Sr. Prof. Dr. Antonio Queiróz Filhosecretário de Estado dos Negócios da EducaçãoS. ExciB. o Sr. Dr. Francisco José da NovaSecretário de Estado dos Negócios da segurança PúblicaS. Excia o Deputado Marcio Ribeiro PortoSecretário de Estado dos Negócios do GovêmoS. Excia. o Sr. Dr~ Paulo MarzagãoSecretario de Estado dos Negócios do Trabalho Indústriae Comércio
  • 32. S. Excia. o Sr. Fauze CarlosSecretário de Estado dos Negócios da Saúde e AssistênciaSocialSenhor Américo Portugal GouveiaChefe da CaSa Civil do Govêrno do Estado de São PauloS. EXCÍa. a Sra. Deputada Conceição da Costa NevesVice-Presidente da ASsembléia Legislativa do Estado deSão PauloS. ExCÍa. o Deputado Bento Dias GonzagaPresidente da Comissão de Educação e Cultura da As~em­bléia Legislativa do Estado de São PauloSr. Guilherme AragãoDiretor·Geral do DASPDoutor Mauricio Chagas BicalhoPresidente do Banco do BrasilS. Excia. o Vereador William SalemPresidente da Camara Municipal de São PauloProf. Dr. Lucas Nogueira GarcezS. Excia. o Sr. Cantidio Nogueira SampaioVice-Prefeito Municipal de São pauloS. Excia. o Sr. Levy de Azevedo SodréSecretario de Educação e Cultura da Prefeitura Munici-pal de São PauloS. Excia. o Sr. José Soares de SouzaSecretário de Finanças da Prefeitura Municipal de SãoPauloS. ExCÍa. o Sr. Alberto ZagottisSecretário de Obras da Prefeitura Municipal de São PauloS. Excia. o Vereador CorYntho Baldoino da CostaPresidente da Comissão de Educação e Cultura da Cama-ra Municipal de São PauloSr. Raul Henrique Castro e Silva de VincenziChefe do Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores 12
  • 33. Doutor Cornelio Procopio de Araujo CarvalhoChefe do Cerimonial do Governo do Estado de São PauloDoutor Rodrigo de Mello Franco de AndradeDiretor do Patrimônio Histórico e Artístico NacionalDoutor Oscar JucáDiretor das Rendas AduaneirasDoutor Edmundo Ferrão de Aragão MunizDiretor do Serviço Nacional de TeatroDoutor José Simeão LealDiretor do Serviço de Documentação do Ministério daEducação e CulturaDoutor Celso CunhaDiretor da Biblioteca NacionalDoutor Francisco PatiDiretor do Departamento de Cultura da Prefeitura Muni-cipal de São PauloSenhora Heloisa Alberto TôrresPresidente da Organização Nacional do ICOMSenhora Lavinia Borges MagalhãesPresidente do Museu de Arte Moderna da BahiaDoutor Ary Garcia RozaPresidente do Instituto dos Arquitetos do BrasilArq. learo de Castro MelloPresidente do Instituto dos Arquitetos de· São PauloSr. Oswaldo Bello de AmorimInspetor da Alfandega do Rio de JaneiroSr. pedro Cortez CampomarInspetor Geral da Alfandega de SantosSr. Luiz Osorio AnchietaDiretor da Alfandega Aerea de São PauloSenhor Dacio de Moraes JúniorPresidente do Banco do Estado de São Paulo
  • 34. MUSEU DE ARTE MODERNA Diretoria Executiva Diretor Presidente Francisco M atarazzo So· brinho Diretor Vice_Presidente Sérgio Buarque de Ho- landa Diretor Vice_Presidente José Alves Cunha Lima Diretor Paulo Mendes de Al- Diretor meida Diretor Francisco Alves Júnior Diretor Francisco Beck Diretor Luiz Lopes Coelho Diretor Lourival Gomes M acha- do Diretor Ernesto J. Wolf Conselho ConsultivoJoão Adelino de Almeida Prado Netto, FranciscoLuis de Almeida Salles, Antônio Alves Lima Jr.,Oscar Americano, José Barbosa de Almeida, Fran.cisco Beck, Ruy Bloem, Ambrogio Bonomi, GerdaBrentani, Salvador Candia, Flávio de Carvalho,José Júlio Carvalho e Sá, Lahyr de Castro Cotti,Luiz Lopes Coelho, Henrique Olavo Costa, Adal-berto Ferreira do Valle, Marcos Gasparian, Louri~vaI Gomes Machado, Erich Humberg, Ema Klabin,FeUcio Lanzara, Herbert Levy, Aldo Magnellt, JoãoMattar, Luiz Medici, Fernando Millan, Kunito Mi-yasaka, Helio Morganti, Roberto Paiva Meira, Os-car Pedroso Horta, Maria Penteado Camargo, ZiroRamenzoni, Pala Rezende, Gregori Warchavchik, Hasso Weiszflog, Ernesto J. Wolf. Administrador Biagio Motta Expediente Mathilde Pereira de Souza 14
  • 35. Departamentos da V Bienal Secretário Geral Arturo Projili Expediente Mathilde Pereira de Souza Exposições Fernando Lemos Imprensa João Alves das Neves Arquivo Histórico de Arte Contemporànea Wanda Svevo Juri de seleção de artes plásticasPaulo Mendes de Almeida - PresidenteErnesto J. W oljMario BarataFayga OstrowerAl!redo Volpi Comissão executiva da II Bienal das Artes Plásticas de TeatroMinistro paschoal Carlos MagnoAgostinho OlavoSábato MagalliiAldo CalvoAs instalações e montagem da V Bienal estive1l;Ima cargo de Fernando Lemos; do catálogo, impr~ssonas oficinas da CIPEL Ltda., em São Paulo) in..cumbiu-se D. Wanda Svevo. O cartaz para a pro-paganda da V Bienal e a capa do catálogo são de autoria do arq. Arnoldo Grostein.
  • 36. PAISES PARTICIPANTES ALEMANHA ARGENTINA ÁUSTRIA BÉLGICA BOLíVIA BRASIL CANADÁ CEILÃO •• ú-. CHECOSLOVÁQUIA ClllLE. CHINA COLôMBIA CUBA DINAMARCA EQUADOR ESPANHA ESTADOS UNIDOS FINLÂNDIA FRANÇA GRÃ-BRETANHA GRÉCIA lG ~
  • 37. GUATEMALAHAITIHOLANDAINDIAINDON:esIAISRAELITÁLIAWGOSLÁVIAJAPÁOM:mxICONORUEGAPANAMÁPARAGUAIPERUPOLôNIAPORTUGALREPúBLICA ÁRABE UNIDAREPúBLICA DOMINICANASUl!:CIASUIÇAUNIÃO PAN-AMERICANAUNIÃO. SUL-AFRICANAURUGUAI ~. .?VENEZUELAVIETNAM
  • 38. INTRODUÇÃO
  • 39. Ao inaugurar a sua V Bienal de São Paulo,po.deria o Museu de Arte Moderna apresentá-la comouma experiência bem sucedida e já sedimentada. Se.o fiZesse, de nenhum exagêro e de nenhum ;auto-elo-gto poderia ser acusado. Realmente, o que se realizadesta feita, como nas quatro, oportunidades anterio-res, é a manifestação pública periódica dum empre-endimento que ininterruptamente se cristaliza nafôrma moldada pelo bom :êxito e tal como o ideali- zou em 1951, Francfsco Matarazzo Sobrinho.Experiência positiva, nobre aventura que se con-cluiu em completa vitória é, pots, a Bienal de SãoPaulo, ao menos no sentido fundamental de seusmais altos propósitos. FirmoU-8e e ampliou-se, nes.-tes oito anos inictais de sua vida, o conceito de SãoPaulo como sede aquem-Atlântico, do encontro,cada dois anos, da arte moderna de todo o mundo.Paralelamente a essa difícil conquista e exatamen-te para dar.lhe base e vida, o Museu de Arte Mo..derna teve de impõr-se, malgrado sua juventude ea distância que o separa dos grandes centros artís-ticos, como entidade capaz de promover e organizaruma exposição e uma competição que dificilmenteencontrarão iguais em extensão, valor, níve& e, so-bretudo, repercussão. Para tanto foHhe preciso me-recer e usufruir da confiança de meia centena deEstados em cujo programa de administração a cul-tura se inscreve como necessidade básica e inadiá-vel. Como também fofrlhe necessário um quase.mi-lagre de improvisação para levar avante tal projetonum país que, se a êle correspondia plenamente emsuas aspirações intelectuaís, entretanto não se en-contrava, desde o inicio, em condiçõe& de ampará-lo material e tecnicamente. Tôdas essas são etapCJ8 vencldCJ8, todos êsses são alvos atingi40s.Longe, contudo, de bCJ8tar-se com o bom êxito quelegitimamente poderia reclamar-se como seu titulomaior, não deseja o Museu de Arte Moderna apre- sentar a V Bienal (nem permitiu que tal espirUI:J /
  • 40. dominasse a sua organização) tão-só para afirmaro orgulho de haver cumprido o alto dever que a simesmo impôs. O que continua a nortear a manifes.tação e a inspirar seus realizadores é a permanan-cia do mesmo espírito de experiancia de há. oitoanos. Sem dúvida, tornou-se menor o contingentede aventura confiante e improvisação otimista,mui-to embora por vazes sejam convocados para supe.rar obstácUlos ou suprir lacunas exteriores ao lim-bito de ação do Museu de Arte Moderna ou inde~pendentes de sua vontade. Produzida, contudo, amelhor prova de quanto eram fundadas as hipóte.ses iniciais, hoje tornadas realidade, nada impedee tudo instiga a novas experiências. Novas, por vi-sarem a inéditos, porque ainda mais altos, objeti-vos e por tenderem a mais amplas dimensões, a mais dilatadas fronteiras.Tais aspirações podem exprimir-se tanto no planointernacional, quanto no nacional. Não se trata,como é óbvio, de buscar uma ampliação geográficados quadros de participação, onde se inscrevemmais de cinquenta nações e tôdas as províncias doBrasil, muito embora de cada feita aumente o nú-mero de adesões e haj(j muito orgulho em saba.lo.Entretanto, para além do crescimento quantitati-vo, almeja o Museu de Arte Moderna expandir a órbita de sua Bienal pela progressiva e pacíficadestruição de certas barreiras anestéticas que con-tinuam a entravar a convivência intelectual e ar. tística do mundo moderno. Nesse sentido, tantoaborrece às idolatrias exclusivistas programáticas epragmáticas, quanto se opõe às perturbadoras in.<terferancias, no campo da criação artística, de ele- mentos que lhe são estranhos. tstes, precisamente, os termos em que pode e quer externar francamen- te sua satisfação por ter mais uma vez presentes os Estados participantes das anteriores Bienais e· p01 ter alcançado novas e valiosas adesões. Também não aludirá com menos franquesa ao es. 22
  • 41. fôrço que vem dedicando à consolidação, com exce· lentes perspectivas futuras, do prestígio da arte la. tinO-americana no panorama internacional, por- quanto considera efetivamente chegado o momento de serem vencidas as más consequências do quase- isolamento de até há pouco, o que se conseguirá, entre outros meios j pela progressiva seleção dos seus reais valores e pela ponderação comparativa no contexto da Bienal. Embora conhecendo os li- mites de sua ação, que nesse setor não pode ir além da mais fraterna e desarmada persuasão, o Museu de Arte Moderna obstina.se em colaborar com os países latinO-americanos exatamente por julgar-se conhecedor de suas in contestes mas ainda pouco co- nhecidas possibilidades criadoras. Tais objetivos, contudo, jamais poderiam ser visa- dos, não se enraizasse a Bienal no meio em que se gerou. Eis porque, mesmo quando não se mostra de maneira evidente, uma medida brasileira calibra to- dos os seus projetos e iniciativas. Entre outras, a ação continuamente desenvolvida no sentido de ob- ter, dos EstadOS participantes, salas especiais em que se espelhem as glórias de seu passado artistico e pelas quais se mostrem as ligações substanciais que prendem a arte moderna ao melhor da arte de todos os tempos, possue também, além dessas finali- dades, a de oferecer a um país que ainda tem pou- cos museus e, em seus museus, muito menos do que lhe seria preciso, a oportunidade de frequentar, em contacto direto, peças que doutra forma jamais che- gariam até nós. Avaliem-se, dêsse ângulo, a sala Van Gogh, a retrospectiva da Gravura Francesa. a sala Sousa.Cardoso, a retrospectiva do EXDressionis- mo Alemão, a sala Tôrres-Garcia, o conjunto repre. sentativo de 4.000 Anos de Arte Chinesa, a retros,. vecttva da Gravura Japonesa, a coleção de peças do"Randutí" paraguaio. para não referir as salas Gauài, Victor Horta e Van de Velde, que integram a seção arquitetônica, e ter-se-á compreendido o que ambi.
  • 42. eiona o Museu de Arte Moderna. Relativamente anossa própria criação plástica, uma realização sin-gular, mas nem porisso menos importante, vem re-tomar, retificando.as em razão de seu sentido maisprofundo, as experiências tentadas tanto por meiodos convites individuais especiais das três primeirasBienais, quanto por meio das duas grand,es póstu-mas que, em triste mas iTTecusável circunstância,assinalaram a IV Bienal: a retrospectiva da obra deCândido .portinari, limitada embora pelas dificulda-des materiais típicas duma obra que a celebridaderàpidamente dispersou pelo país e pelo mundo, des•.tina-se a apresentar para os que, sobretudo pela ju·ventude, antes não puderam acompanhá-lo, todo ocurso da atividade do grande mestre brasileiro e, aomesmo tempo, significa uma tentativa de pesquisae documentação cujo alcance é óbvio. Essa linha,que certamente virá a complementar-se por outrasmanifestações de diversa feição porém de igual in-tuito, prolongar.se-á, como verdadeira constante, nas próximas Bienais.Para não parecer que se eludem certos problemasdelicados, cabe ainda uma palavra, acêrca das preo-cupações que continuam a causar as questões levan-tadas a propósito da representação brasileira. Aindadesta feita, formou-se ela segundo o sistema de se-leção por juri. Ninguém poderá afirmar que a salaassim composta desminta a feição de suas anteces-soras, como, por igual, a nenhum dos responsávei8pelo Museu de Arte Moderna e suas Bienais esca-pam as deficiências do processo adotado, que; con-tudo, era preciso apreciar em várias oportunidadese durante razoável prazo de observação. Assim, pelacritica de successivas tentativas, firmou-se a convic.ção de que, entre tantas acusadas, as reais e saná-veis deftcUncias decorriam, efetivamente, não dacomposição e ação dos juTis mas, sim, do própriosistema de seleção. Êste, pois, é que deve mudar,possibilitando ainda maior atenção aos artistas bra- 24
  • 43. sUeiros, sem, contudo, acobertá-Zos com uma bene-volência paternal que, simpática embora, não consoa com os verdadeiros valores. Aproxima Biennl. para inspirar novo sistema, passará o fruto de.~sa longa e esclarecedora observação. Sirva o exemplo particular para,em conclusão, de. monstrar como, afinal, cada uma das Btena.is, em.. bora atenta à sua própria realização, ~e org::.niza com os olhos postos naquela que imediatl7nente se seguirá. Eis porque se constituem, tôdas, numa constante experiência, em que as metas vencidas e as conquistas realizadas sempre são substituídas por objetivos inéditos e mais ousadas aspirações, num constante desenvolvimento da tarefa que um dia Francisco Matarazzo Sobrinho se propôs e até hoje continua a realizar. Lourival Gomes Machado
  • 44. REGULAMENTODA V BIENALEXPOSIÇAO INTERNACIONALDE ARTES PLÁSTICAS
  • 45. Art. l.. - A V Bienal do Museu de Arte Modernade São Paulo, exposição internacional de artes plásticas,que se inaugurarà no mês de setembro de 1959 e ficaráaberta por três meses à visitação pública, é destinada areunir trabalhos representativos da arte mOderna em suaformação e em seu estágio atual, conferindo prêmios aexpositores cuja obra se julgue constituir apreciável con-tribuição para a revelação ou desenvolvimento de novas tendências da criação contemporânea. Art. 2.· - A Diretoria do Museu de Arte Modernade São Paulo estabelecerã o programa da V Bienal, cujadireção e administração são de sua exclusiva competência, e cUjo plano abrangerá também: a Exposição Internacional de Arquitetura; o Concurso Internacional de Escolas de Arquitetura.; a Bienal das Artes Plásticas do Teatro;e quaisquer outros certames, reuniões ou Iniciativas que,conjugadas com a manifesta.ção principal, por seu teorou finalidade, resolva aquela Diretoria realizar ou patro_ cinar. subordinados a regulamentos especiais. Art. 3.· - A V Bienal compor-se-á de:a) salas reservadas à representação brasileira e organi- zadas sob exclusiva responsabilidade da Diretoria do Museu de Arte Mo~erna de São Paulo;b) salas reservadas às representações dos paíSes cUja participação decorra de convite expresso da Diretoria do Museu de Arte Moderna de São Paulo;c) salas especiais, organizadas pela Diretoria do Museu de Arte Moderna de São Paulo, ou por ela solicitadas a qualquer pais participante, com o objetivo de do- cumentar a produção de movimentos, escolas, grupos ou artistas de importência ~istórica ou atual, per- manecendo, as peças componentes de tais salas espe- ciais, excluldas da atribuição de prêmios, salvo ex- pressa resolu~em contrário da Diretoria. Art. 4.· - Das salas mencIonadas no inciso a) do ar_ 23
  • 46. tigO anterior participarão os artistas inscritos e aprova- dos nos têrmos constantes deste Regulamento. Art. 5.° - Para a inscrição, deverá o artista preen- cher os seguintes requisitos:a) ser brasileiro ou residir no PaÚl hã mais de dois anos;t!.) entregar à Secretaria da Bienal, até o dia 1.0 de fe- vereiro de 1959, sua ficha individual de inscrição, acompanhada das papeletas relativas ao trabalho apresentado, estas em duas vias, juntando.se a pri- meira à ficha individual e aplicand(}-8e a segunda à peça a qUe ela se refere;c) fuér chegar, até o dia 30 de março de 1959, à sede ou a um dos postos de recepção da Bienal, os traba. lhos inscritos, em perfeito estado de conservação e convenientemente apresentados, não respondendo o Museu de Arte Moderna por quaisquer despesas de envio ou reenvio, afora as de desembalagem e reem- balagem, nem assumindo a responsabilidade de danos eventuais. Parágrafo único - da papeleta relativa a cada traba.lho constará o preço e a declaração irrevogAvel de queconcorre ou não aos prêmios, ficando estabelecido que aobra só poderá ser objeto de prêmio de aquisição de valor igualou superior àquele preço. Art. 6.° - São as seguintes as limitações impostas à apresentação de trabalhos;a) para Pintura, até cinco, não devendo ultrapassar de 1.2Om. na altura ou na largura, admitida, porém, a . compensação de tamanho entre obras de um mesmo autor;b) para Desenho ou Gravura, até oito, que deverão ser apresentados protegidOS com vidro;e) para Escultura, até cinco, não ultrapassando de 2m. em qualquer dimensão, admitida, entretanto, a com- pensação de tamanho entre obras de um mesmo autor. ParágrafO único - A Diretoria do Museu de ArteModerna reserva-se o direito de restringir os limites nopresente artigo estabelecido, devendo, entretanto, tal me-
  • 47. -~ dida ser tomada, caso necessária, antes da instalação da Comissão de Seleção. Art. 7.. - A assinatura da ficha de inscrição obriga o artista à observ~ncia de tôdas as disposições deste Re. gulamento e das decisões da Diretoria do Museu de Arte Moderna, inclusive no qUe se refere à colocação dos tra- balhos no recinto da exposição. Art. 8.° - Os trabalhos inscritos serão submetidos ao julgamento de uma Comissão de Seleção, composta de cinco membros, sendo: a) três escolhidos pela Diretoria do Museu de Arte Mo- derna, que entre êles designará o presidente; b) do.is eleitos pelos artistas inscritos e que tiveram tra- balho aceito na representação brasileira, em pelo me. nos uma das Bienais anteriores;· ao fazer a inscrição, cada artista depositará o seu voto na Secretaria da Bienal. Art. 9.° - As decisões da Comissão de Seleção são irrecorriveis, sendo vedado aos artistas, em qualquer caso, o retirarem os trabalhos aceitos, antes de encerrado o período de exposição pública. Art. 10.. - As representações dos paises participan. tes da V Bienal, organizadas por orgãos oficiais, entida- des privadas ou simples particulares, expressamente con- vidados pela Diretoria do Museu de Arte Moderna, terão como único e exclusivo responsável um comibsárlo, no- meado pelos organizadores da representação, ao qual compete enviar à Secretaria, até O dia 15 de março de 1959 as fichas de inscrição, dos componentes do conjunto a ser exposto, e todos Os dados necessários à publicação no Catálogo Oficial, bem como tomar as providências re- lativas à realização técnica da exposição. Art. 11. -A V Bienal conferirá os seguintes prê- mios: a) "Prêmios Prefeitura de São Paulo", à artista nacio- nal ou estrangeiro, inscrito (m qualquer categoria e 30
  • 48. apresentado em qualquêr sala da Bienal e queobte.. nha pelo menos 9/10 dos votos do Juri Internacional, cuja !$Colha visará a qualidade das obras apresenta- das, em seu conjunto. Esse prêmio é de t$ 600.000,00 (seiscentos mil cruzeiros), constituída sua dotação das seguintes contribuições: Prefeitura Municipal de São Paulo - 4:$ 200.000,00 Museu de Arte Moderna de São Paulo t$ 400.000 ,00b) Prêmios regulamentares:Dotação da Prefeitura Municipal de S. PauloDotação do Museu de Arte Moderna de S. Paulo. Total 4:$ ~ 100.000,00 4:$ 100.000,00 4:$ 200.000,00 ao melhor pintor estrangeiro 4:$ 100. 000,00 4:$ 100. 000 ,00 4:$ 200.000,00 ao melhor pintor nacional 4:$ 100.000,00 t$ 100.000,00 4:$ 200.000,00 ao melhor escultor estrangeiro 4:$ 100.000,00 4:$ 100.000,00 4:$ 200.000,00 ao melhor escultor nacional 4:$ 100.000,00 e$ 100.000,00 e$ 200.000,00 ao melhor gravador estrangeiro 4:$ 100.000,00 4:$100.000,00 4:$ 200.000;00 ao melhor gravador nacional 4:$ 100.000,00 e$ 100.000,00 e$ 200.000,00 ao melhor desenhista estrangeiro 4:$ 100.000,00 e$ 100.000,00 e$ 200.000,00 ao melhor desenhista nacionalc) Outros prêmios que, por iniciativa ou com aprovação da Diretoria do Museu de Arte Moderna, venham a ser instituídos com a cláusula de aquisição, destinan- do.se as obras assim premiadas a integrarem o acêrvo do Museu. Art. 12. 0 A atribuição dos prêmios é da competên- -cia do Juri Internacional, constitUído, pelo Presidenteda Comissão de Seleção e por criticos escolhidOs pelaDiretoria do Museu de Arte Moderna de São Paulo, que entre êles designará o seu representante.
  • 49. Art. 13." - O .Juri Internacional, CUjas decisões sãoirrecorriveis, completará a atribuiçio dos prêmios até a.véspera da inauguração da V Bienal, senc1o-lhe permi...tido subdividir ou deixar de conferir qUalquer deles econceder distinções hOnorificas destinadas a estimular as representações não premiadaS. Art. 14. - Na atribuição dos prêmios, consideram.se em igualdade os artistas de nacionalidade brasileira eos estrangeiros residentes há mais de dOis anos no pais,excluindo-se os falecidos anteriormente à abertura da8XJX)sição, e os que figurarem nas salas especiais a quealude o inciso c, do art. 3.·, ou hajam voluntàriamentadesistido de concorrer àqueles prêmios, na forma do dis- posto no parágrafo inico do art. 5.·. Art. 15.· - Em virtude de acôrdo entre a Bienal doMuseu de Arte Moderna de São Paulo e a Bienal deVeneza, os titulares dos grandes prêmios internaciOnais,obtidos na XXIX de Veneza, ficam excluidos da distri- buição de prêmios na preSente exposição. Art. 16.· - Os prêmios serão pagos após o encerra-mento da exposição, deduzidas as taxas legaiS vigentes. Art. 17.· - A V Bienal instalará. nos portos do Riode Janeiro e, eventualmente, de Santos posto de recepçãode obras remetidas por via maritima, e em S. Paulo, para as remetidas por via aérea. Art. 18.· - Na V Bienal haverá uma secçio de vendade obras expostas, cobrada a eomissão de 100/. sôbre o liquido da. aqulsiÇÕP& Art. 19." - Os casos omissos serão resolvidos pelaDiretoria do Museu de Arte Moderna de São Paulo.são Paulo, outubro de 1958. Francisco Matarazzo Sobrinho Presidente 82
  • 50. REGULAMENTO DA 11BI E NA L DE A R TE SPLÁSTICAS DO TEATRO
  • 51. 1 - A II Bienal das Artes Plásticas de Teatro, expC)-sição internac;.onal de Arquitetura, Cenografia, Indumen_tária e Técnica Teatral, realizar-se-á no qUadro da VBienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, de se- tembro a dezembro de 1959. 2 - A Diretoria do Museu de Arte Moderna de SãoPaulo, por seus órgãos artístícos, técnicos e executivos,estabelecerá o programa da exposição, cuja administra-ção e direção ficarão a seu exclusivo cuidado, e poderá,na medida das necessidades, nomear prepostos, quer indi-viduais, quer representados por entidades, com poderesdefinidos no ato da nomeação e extinguíveis a ~eu juízo. A EXPOSIÇAO 3- A exposição internacional das Artes Plásticas de Teatro será constituída de:a) salas para as delegações oficiais dos Países partici_ pantes, que serão expressamente convidados pela Di- retoria do Museu de Arte Moderna de São Paulo. ~sses Países poderão dedicar salas especiais a um ou mais artistas, vivos ou falecidos; a movimentos cole_ tivos, escolas ou grupos que se distinguiram no de- senvolvimento da moderna arte teatral; e a exposi- ções didáticas, das épocas clássicas aos nossos dias.b) salas especiais dedicadas a obras de artistas estrangeL ros, expressamente convidados pela Bienal e que se- rão considerados "hors concours";c) salas para a representação de artistas ou movimentos brasileiros, ou dedicadas a temas específicos expres- samente propostos pela Diretoria do Museu, de acôr- do com o Serviço Nacional de Teatro, do Ministério da Educação e Cultura. ARQUITETURA 4 - A parte de arquitetura constará especialmentede desenhos, fotografias ou "maquettes" de casas de es_petáculos construídas ou em construção, ressaltando-seos Teatros e Auditórios mais recentes, os Teatros Uni- versitários e as reformas de Teatros. 34
  • 52. CENOGRAFIA E INDUMENTARIA 5 - A parte de cenografa e indumentária constaráespecialmente de "croquis" originais. gravuras, quadros(e, eventualmente, "maquettes"), ser.Jo admitidas somen- te as obras realizadas. TÉCNICA TEATRAL 6 - A parte de Técnica Teatral constará especialmen.te de desenhos de máquinas teatrais, aparelhos, fotogra-fias, projetos de palcos, estudos de acústica e ilumina- ção etc. REPRESENTAÇOES ESTRANGEIRAS 7 - A Secretaria da Bienal comunicará, oportuna-mente, a cada País, a especificação da área que lhe foratribuída, tomando em consideração, nos limites das pos.sibilidades, as exigências que as várias delegações lhe ti. verem feito. 8 - A Diretoria do Museu de Arte Moderna de SãoPaulo solicitará especialmente dos Países participantes acolaboração para as exposições didáticas em cada setor da Bienal. 9 - As representações estrangeiras cuidarão de en-viar à Secretaria da Bienal as fichas de inscrição da de-legação, os nomes dos artistas participantes e suas notasbiogrMicas, uma seleção de fotografias (para documenta.ção dos Arquivos Históricos e para divulgação de propa-ganda) das obras que serão expostas, e um breve prefá-cio (100 a 150 palavras) da secção, para fins de publica·çãQ no Catálogo geral do certame. A Secretaria da Bie.nal não Se responSabilizará pela omissão dêsses dados noCatálogo, se não forem recebidos até o dia 15 de maio de 1959. 10 - Aos comissários oficiais dos Países que partici-parem do certame será oferecida a hospedagem durante o períOdO de instalação das respectivas salas.
  • 53. 11 - A Bienal receberá, por meio de um posto de re-cepção expressamente organizado no Rio de Janeiro, osvolumes relativos ao envio dos Paises participantes, de-senvolvendo, para isso, um trabalho conjunto com asMissões diplomáticas estrangeiras e com as autoridadescompetentes, e providenciando, por conta própria, o trans-porte das obras até o recinto da exposição e, ao encer~rar-se esta, sua devolução até o pôrto (ou aeroporto) do Rio de.Janeiro. PARTICIPAÇAO BRASILEIRA 12 - A participação dos artistas nacionais ou resi-dentes no Brasil há mais de dois anos será organizadapelo Serviço Nacional de Teatro, que desenvolverá seutrabalho junto aos órgãos artísticos, executivos e espe- cializados da Bienal. Os interessados devem dirigir_se, no Rio de Janeiro,à sede do SNT, no edifício do Ministério da Educação eCultura (7.0 andar, sala 704) e, em São Paulo, ao repre- sentante daquele .órgão, na sede da Bienal. PRi!:MIOS E J(JRI 13 - Serão instituídos para a Bienal os seguintes prêmios: Prêmio Ministério da· Educação e Cultura - parao melhor cenógrafo estrangeiro e$ 150.000,00 Prêmio Serviço Nacional de Teatro - para o melhorfigurinista estrangeiro e$ 150.000,00 Prêmio Teatro Nacional de Comédia - para o melhorcenógrafo brasileiro C$ 150.000,00 Prêmio Teatro Nacional de Comédia - para o melhorfigurinista brasileiro q 150.000,00 Serão conferidas também a Medalha de Ouro Pre-sidência da República - para o pais melhor representa-do, e as Medalhas de Ouro Anchieta e Santa Rosa. 14 - Para a concessão dos prêmios regulamentaresacima relacionados e dos que eventualmente forem ins-tituídos por particulares ou entidades - sejam pecuniá- 36
  • 54. rios ou honoríficos - será constituído um Júri especial,que poderá ser integrado, a critério da Bienal e do Ser-viço Nacional de Teatro por alguns dos comissários es-trangeiros e por personalidades nacionais ou estrangeL ras especialmente convidadas. 15 - O Júri reunir-se-á até sete dias antes da inau- guração da Bienal para a escolha dos premiados. 16 - O Júri poderá abster-se de conferir um ou mais prêmios, cOmo também poderá subdividí-los. 17 - Da resolução do Júri não cabe recurso. 18 - Todos os prêmios serão entregues após o encer-ramento da exposição, deduzindo-se, se em dinheiro, astaxas legais, conforme as normas vigentes na época. NORMAS GERAIS 19 - Pela simples assinatura da ficha de inscrição,os artistas submetem_se implicitamente à observânciadêste regulamento e à irrecorrível decisão do Júri, con-ferindo plenos poderes à Diretoria do Museu de ArteModerna de São Paulo para a colocação das obras norecinto da exposição e sua utilização para fins de divul- gação e documentação. 20 - Os eventuais adiamentos ou prorrogações, quesó poderão ser determinados pela Diretoria da Bienal,não alterarão nem restringirão a validade do presente regulamento. 21 - Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria do Museu de Arte Moderna de São Paulo.São Paulo, Dezembro de 1958. Francisco Matarazzo SObrinho Presidente
  • 55. LISTA DE PRêMIOSTabacalera do Brasil S.A. - Salvador,Bahia .............................. €$ 100.000,00Prefeito Municipal de Jequié - Bahia e$ 70.000,00Fratelli Vita - Salvador, Bahia .... €$ 100.000,00Cia. Seguros Aliança da Bahia-Aliança da Bahia Capitalização S. A. e$ 70.000,00Norberto Odebrecht S.A. Ind. e Com. €$ 50.000,00Banco Econômico da Bahia S. A. ... €$ 50.000,00Banco do Estado de S. Paulo S.A . . , €$ 100.000,00Círculo Italiano de S. Paulo ....... . f$ 5O:ÕOO,ooMoinho Santista f$ 50.000,00Sanbra - Soco Algodoeira do Nordes-te ................................... e$ 50.000,00Caixa Econômica Federal - São Pau-lo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e$ 100.000,00Prêmio Ernesto Wolf ............. US$ 1.000,00Prêmios não regulamentares destinados a aquIsI-ções e comunicados à Bienal até à data em que se encerrou a elaboração do presente catálogo. 38
  • 56. ADVERTtNCIA,Na. relação das obras usou_se quando possível, aordem cronológica, para as salas especiais, e a or_ dem alfabética, para os artistas das salas gerais.Quando indicado na obra, o ano da execução, segue-se ao titulo. As dimensões são dadas em centímetrose seguem_se à data de execução ou à técnica usada,conforme o caso. Das esculturas, menciona_se ape- nas a altura.Não havendo outras indicações, entende-se que aspinturas são a óleo sõbre tela. Os desenhos, salvo in_ dicação em contrário, são a lápis sObre papel.As obras que não tragam indicação de proprietário, entendem-se como de propriedade do artista.As datas que se seguem ao nome do artistas refe_ rem-se aos anos de nascimento e morte.O presente catálogo foi encerrado a 15 de agõsto de1959, a fim de poder ser entregue ao público no diada inauguração da V Bienal do Museu de Arte Moder_na de São Paulo. Em virtude de fatores independen_tes da vontade da Comissão organizadora, algu-mas obras deixam de figurar, o que se corrigirábportunamente: mediante o acréscimo de uma adenda.
  • 57. BRASIL
  • 58. ·.
  • 59. BRASIL Artistas brasileiros e estrangeiros residentes DO Brasil que espontânea- mente se apresentaJaDI ao Júri de Seleção. A inda desta vez, a escolha da representaçãobrasUeira se fêz através de um jÚri de seleção_ Oprocesso, é evidente, tem suas inconveniências, masnão seria fó.Ci1 substituWó por outro melhor_ Seusresultados, pelo menos, não constituem a expressãode uma vontade individual, num mundo em queamargaâ experiências viermn acentuar o horr(Jr a quaisquer formas de imposição. Antes, pelo contrá- rio, representam um critério coletivo, de uma comis.. são de cinco membros, dois dos quais escolhidos pe-los próprios artistas interessados, e isento, portanto, da eiva da suspeição. A quem observe o conjunto das obras nesta sala ex- postas, há-de parecer, talvez, que o Júri de Seleção tenha procurado imprimir, em suas decisões, deter- minada orientação no que concerne a escolas ou tendências. Efetjvamente, a grande. qy.!l7!tttlade.do ~"terial-,~çeito se hiscreve nas li~hM gerais. 40 ªQs-k"Ci01íiSmo, E se é apreCiável o número de artistas concrétUrcii, nota-se ser diminuto o c~tingente .de figurativistas, SObretudo no setor da pintura e da escultura. Entretanto, a verdade é que, tirante os asstm .chamados "primitivos", e que são, por fôrça, figurativistas, poucos trabalhos dos que se inscrevem nesta tendência foram enviados à presente Bienal. ~e !!. _~:q103~ção_ .. reflJ:.te.._J!OTt~!-tº_é ..~_.p!9pria .... orie~ao dommanJeentre os ãrt!8tas }!º.pals - e não uma jXYBsíveiíiredileção dos mem6ros componen- tes do Júri, os quais, pelo contrário, adotaram por norma a aceitação, em principio, de quaisquer das tendências vigorantes no atual panorama das artes plásticas em todo o mundo. Outra constante a observar será a da dimensão dos
  • 60. BRASILtrabalhos expostos. Ha, de modo geral, na pintura,na gravura e no desenho, principalmente; certa elei..ção pelas .!ltJzndes dimetrsões;:;fêlôstll11t1lnh&s-atrem---tajados:"ÍJevepteiUliTêSS1r"l!Séolha," pelo-menos nasorigens, a intenção de pôr o quadro em consonânciacom os ambientes vastos, que a arquitetura moder-na vem criando, especialmente nas peças da casaem que, de ordinário, as obras de arte devem figu-rar, como os "livings", bibliotecas, salas de jantar,etc .. É óbvio que a opção por uma dimensão maiorimplica de modo essencial, na realização da obraem sua intimidade, suscitando um tratamento dis-tinto e até uma nova técnica, pQts que fazer umquadro grande não é o mesmo, evidentemente, queampliar um quadro pequeno. Aliás, essa preferênciapelo grande tamanho se vem disseminando por todos os países,na arte contemporânea. Como que, sob êsse aspecto, e talvez por motivos idênticos, se pro-cessa uma volta aos tempos anteriores ao lmpressio" nismo - pois que tôda a arte moderna, e, sobretu_ do, a do período heróico, se ateve, em pintura, até recentemente, às dimensões restrítas.Quanto à qualidade do conjunto em si, admitidas, na seleção, as imperfeições inerentes a qualquer ta- refa humana, poderíamos afirmar que retrata, com fidelidade, nas virtudes e nos defeitos, o estágio atual das atividades artísticas em nosso meio. Não nos abalançamos a um confronto com as seleções verificadas nas bienais anteriores, e nem mesmo, em consequência, a encarar o assunto sob o aspecto de uma possível melhoria, ou de um possível depereci- menta, no nivel geral da produção de nossos artis- tas. Abrigamos, isso sim, a firme esperança de que, no concêrt" de tôda a V Bienal, o país que a pro- move não destõe, não desmereça, diante das demais representações dos países amigos, e possa assim con- tribuir, com a pesada responsabilidade que lhe. toca, para o êxito integral do certame. PGuLo Mendes de Almeida
  • 61. BRASIL pintura pintura EURICO ABREU (1933)1 PAISAGEM 3, 1959. óleo sôbre eucatex. 31 x 45.2 PAISAGEM 4, 1959. óleo sôbre eucatex. 2S x 42. lUARIO AGOSTlNELLI (1917)3 O PEIXE. óleo sObre madeira. 73 x 83. DIRCE DE CASTRO AGUIAR (1916)4 COMPOSIÇÃO EM OCRES. 73 x 50.5 COMPOSIÇÃO ABSTRATA. 46 x 65. OSWALD DE ANDRADE FILHO (1914)6 MENINA NO MORRO. 65 x 55. ANCIlISES AZEVEDO (1933)7 PINTURA 4, 1959. 54 x 73.8 PINTURA 5, 1959. 54 x 73. ANTôNIO BANDEIRA (1922) 9 CIDADE VERMELHA E PRETA, 1959. 120 x 120.10 AS ARVORES, 1959. 120 x 120.11 PAISAGEM LONGíNQUA, 1959. 120 x 120. UBI DAVA (1915)12 RETÃNGULOS SóBRE RETANGULOS, 1958-59. 81 x 81. HENRIQUE BOESE (1897)13 COMPOSIÇÃO 1. óleo sôbre madeira. 33 x 51.14 COMPOSIÇÃO 2. óleo sôbre madeira. 45 x 59. BERTHA nONART (1904)15 COMPOSIÇÃO 17, 1959. óleo sôbre eucatex. 87 x 72.
  • 62. BRASIL pintura SHEILA BRANNIGAN (1906)16 PINTURA lI, 1958. 75 x 69.17 PINTURA V, 1958. 60 x 73.18 PINTURA I, 1959. 71 x 95. FRANCISCO BRiENNAND (1927)19 FRUTAS DE VERÃO, 1958-59. 73 x 100.20 BANDEJA VERDE, 1959."SO x 65.21 HOMENAGEM A INGRES. 73 x 92. MARIA C1!;LIA AMADO CALMON (1921)22 PINTURA 1. 80 x 59.23 PINTURA 2. 100 X 72. mm1: CAMARGO (1914)24 MESA COM SETE CARRETEIS, 1958. 100 x 62.25 OBJETOS, 1958. 62 x 100.26 MESA COM CINCO CARRETEIS, 1959. 100 x 62.27 COMPOSIÇAO COM CARRETEIS, 1959. 65 x 92.28 PAISAGEM, 1959. 65 x 92. ALUISIO CARVAO (1918)29 LILAS E PRETO. 87 x 72. PAULO CHAVES (1921)30 PINTURA I, 1958.60 x 81.31 PINTURA lI, 1958. 53 x 73.32 PINTURA III, 1958. 63 x 84. LYGIA CLARK (1920)33 SUPERFíCIE MODULADA 5, 1957. Tinta indus- trial sôbre madeira. compensada. 100 x ISO.34 SUPERF:tcIE MODULADA S~RIE B N.o 1,. 1958. Tinta industrial sôbre madeira compensa- da. 100 x 100.35 SUPERFíCIE MODULADA SÉRIE B N.o 2, 1958. Tinta industrial 6Ôbre madeira compensa.- da.. 100 x 100. 46
  • 63. BRASIL pin.tura36 SUPERFíCIE MODULADA SÉRIE B N" 3, 1958. Tinta industrial sôbre madeira compensa- da. 100 x 100.37 SUPERFíCIE MODULADA SÉRIE B N.. 4, 1958. Tinta industrial sôbre madeira compensa- da. 100 x 100. VALDEMAR CORDF..IRO (1925)38 ESTRUTURA VISíVEL, 1958. Esmalte sôbre eu- catex. 80 x 135.39 ESTRUTURA VISíVEL, 1958. Esmalte sôbre eu- catex. 150 x 40. RICARDO DE CASTRO COSTA (1942)40 GARRAFA 2, 1958. 73 x 54.41 GARRAFA 3, 1958. 53 x 72. HEITOR COUTINHO (1926)42 COMPOSIÇAO I, 1959. 60 x 81.43 COMPOSIÇAO 2, 1959. 50 x 61.44 COMPOSIÇAO 3, 1959. Óleo sôbre madeira. 80 x 120. EDELWEISS DE ALl<IEIDA DIAS (1917)45 SAO JORGE. 92 x 73.!6 VENDEDORAS DE PENTES. 92 x 65. DANILO DI PRETE (1911)47 GESTO CÓSMICO. 100 x 100.48 COSMOS. 100 x 100.49 ECLOSAO. 100 x 100.50 CORPOS CELESTES. 100 x 100. JACQUES DOUCHEZ (1921)51 VENEZA. 1959. 70 x 100.52 SORRENTO. 19f9. 90 x 61i.53 FEVEREIRO. 111 x 55. STEPHAN ELEUTHERIADES (1922)54 CANECA ONíRICA. 1959. 35 x 22.
  • 64. BRASIL pintura HERMELINDO FlAlflNGm (1920)55 VIRTUAL 1, 1958. Esmalte sõbre eucatex. 60 x 71.56 VIRTUAL 2,1958. Esmalte sõbre eucatex. 50 x 50.57 VIRTUAL 4, 1958. Esmalte sôbre eucatex. 60 x 50. ~IAURO FRANCINI (1924:)58 TUNDRA, 1959. 117 x 240.59 íCARO. 140 x 125. MONA GOROVITZ (1937)60 PINTURA 1. Óleo sôbre eucatex. 59 x 59.61 PINTURA 4. Óleo sôbre eucatex. 77 x 64. CLARA IlETENY (1919)62 VARANDA. Óleo sôbre eucatex. 88 x 120.53 CAPELA. Óleo sôbre eucatex. 117 x 53.64 .SOBRADO AZUL. Óleo sôbre eucatex. 87 x 52. JACOBO (1924:)65 TELURISMO ARCAICO. Óleo sôbre eucatex. 100 x 60. ELEONORE KOCH (1926)66 IBIRAPUERA, 1958. 54x 75., EMERIC LANYI (1907)67 NO STUDIO. Guache sôbre papel. 45 x 28.68 NA FLORESTA. Guache sôbre papel. 44 x 27. DOMENICO LAZZARINI (1920)69 PINTURA 1. TécIÚca mista. 60 x 90.70 PINTURA 2. TécIÚca mista. 50 x 90. MARIA LEONTINA (1917)71 EPISÓDIOS I, 1958. 55 x 33.72 EPISÓDIOS U; 1958. 55 x 33.. 4S
  • 65. BRASIL pintura 73 PORMENORES DO EPISÓDIO I, 1958.56 x-33. 74 PORMENORES DO EPISÓDIO 11, 1958.61 x 38. 75 PORMENORES DO EPISÓDIO 111, 1958.55 x 33. ANihSIA ANDRADE LOURENÇÃO (1919) 76 CORREDOR SALIC, 1958. 65 x 50. 77 NATUREZA MORTA VERDE, 1958.33 x 41. RUBEIU lIAURO LUDOLF (1932) 78 RiTMO 5. Guache sôbre papel. 60 x 37. lUANABU lUABE (1924) 79 COMPOSIÇÃO MÓVEL, 1959. 130 x 130. 80 PEDAÇO DE LUZ, 1959. 130 x 120. 81 ESPAÇO BRANCO, 1959.120 x 100. ALOISIO MAGALHÃES (1927) 82 COMPOSIÇÃO 1. 130 x 98.(:83 COMPOSIÇÃO 2. 149 x 84. 84 COMPOSIÇÃO 4. 135 x 94. CARLOS lIAGANO (1921) 85 PINTURA 5. ·Óleo e têmpera sôbre eucatex. 60 x 70. MONTEZ MAGNO (1934) 86 PINTURA 11. 58 x 75. WALDYR JOAQUIlI DE MATTOS (1916) 87 MARINHA 1, 1959. 60 x 75. 88 MARINHA 4, 1959. 60 x 73. 89 MARINHA 5, 1959. 65 x 54. LASZW MEITNER (1900) 90 NATUREZA MORTA. fio x 73.· 91 PAISAGEM. 65 x 81. 92 TRATORES. 65 x 81.
  • 66. BRASIL pintura GAETANO MIANI (1920)93 PINTURA 1. 80 x 99.94 PINTURA 2.- 80 x 99.95 PINTURA 3. 46 x 80. YOLANDA MOHALYI (1909)96 COMPOSIÇÃO lI, 1958. Técnica mista sôbre cartão. 77 x 113.97 COMPOSIÇÃO I, 1959. Técnica mista sôbre cartão. 77 x 113.98 COMPOSIÇÃO 111, 1959. Técnica mista sôbre cartão. 70 x 100.99 COMPOSIÇÃO IV, 1959. Técnica mista sôbre papel. 76 x 111.100 COMPOSIÇÃO V, 1959. Técnica mista sôbre cartão. 70 x 99. MARIA THEREZA NICOLAO (1928)101 PINTURA 11, 1958. 81 x 100.102 PINTURA 13, 1958. 100 x 100. HELIO OITICICA (1937)103 PINTURA 7. 111 x 87. MARIO FRANCISCO ORMEZZANO (1912)104 COMPOSIÇAO DIN AMICA, 1958. Óleo sôbre madeira. 160 x 109. HENRIQUE CARLOS BICALHO OSWALU (1918)105 FORMAS PIPAIS VERMELHAS, 1958. 61 x 100.106 FORMA PIPAL AZUL, 1958. 65 x 90. JOS~ BRASIL DE PAIVA (1930)107 V ARIAÇOES EM VERMELHO. Óleo sôbre cartão. 33 x 48. 30
  • 67. BRASIL pintura108 PRETO E AMARELO. Óleo sôbre cartão. 33 x 48. INllUÃ DE PAULA (1918)109 VERMELHO COMPRIDO, 1959. Óleo sôbre ma- deira. 50 x 160.110 VERMELHO QUADRADO. Óleo sôbre euca- tex. 120 x 120. CIDINHA PEREIRA (1934)111 MÃE E CRIANÇA. Guache sôhre papel. 46 x 64.112 DON A DE CASA. Guache sôbre papel. 69 x 48. MARIANNE PERETTI (1927)113 PAISAGEM 1. 54 x 81. LOIO PERSIO (1927)114 COMPOSIÇÃO VIII, 1959. 150 x 100.115 COMPOSIÇÃO X, 1959. 120 x 105. ANNIBAL DE MELLO PINTO (1911)116 COMPOSIÇÃO 59-2, 1959. Óleo sôbre duratex. 121 x 121. BERNARDO CID DE SOUZA PINTO (1925)117 MENINA, 1959. 55 x 38.118 MÃE, 1959. 55 x 38. KARL PLATTNER (1919)119 BUSTO DE MULHER, 1956-57. Óleo sôbre ma- deira. 75 x 75. Col. Ernesto Wolf, São Paulo.120 MULHER SENTADA, 1957-58. Óleo sôbre ma- deira. 141 x 70. Col. Jorge Zalszupin, São Paulo. ISABEL PONS (1912)121 BOSSA 2. Óleo sôbre duratex. 120 x 47.
  • 68. BRASIL pintura JOÃO GARBOGGINI QUAGLIA (1928)122 MULHER E JANELA, 1958. óleo sôbre eucatex. 60 x 43.123 FIGURAS, 1958. óleo sôbre eucatex. 60 x 42.124 SA VEIRO. Óleo sôbre eucatex. 35 x 53.125 PAISAGEM. óleo sôbre eucatex. 42 x 60.126 COMPOSIÇÃO. óleo sôbre eucatex. 45 x 60. lIARIA LAURA RADSPIELER (1925)127 REFLEXOS DA CIDADE, 1958. óleo sôbre eu- catex. 52 x 61. . PAOLO RISSONE (1925)128 ESTRADA, 1959. 104 x 47.129 ARPOADORES IIl, 1959.10 x 99.130 TELHADO, 1959. 100 x 69.131 SENTENCIADOS, 1959. 93 x 63.132 ASCENSÃO, 1959. 100 x 69. GLAUCO O. CASTILHOS RODRIGUES (1929)133 PINTURA 3. Óleo sôbre fibroplan. 62 x 34. F,ERNANDO ROMANI (1913)134 OPUS 81, 1959. 100 x 80. DOUGLAS MARQUES DE SÁ (1929)135 NATUREZA MORTA N.o6, 1958. óleo sôbre madeira. 40 x 20.136 NATUREZA MORTA N.o lO, 1958. óleo sôbre madeira.. 40 x 20.137 NATUREZA MORTA N.o 12, 1958. óleo sôbre madeira. 40 x 20.138 NATUREZA MORTA N.o 14, 1958. óleo sôbre madeira. 40 x 20.139 NATUREZA MORTA N.o 17, 1958. óleo sôbre madeira. 40 x 20. 52
  • 69. BRASIL pintura IONE SALDAllJIA (1921)140 COMPOSIÇÃO 1, 1958. 73 x 60.141 PINTURA 5, 1959. 81 x 57. VERA DE SANTANNA (1928)142 GALHARIA DE MASTROS, 1959, Óleo sôbre madeira. 50 x 33.143 GAIOLA. Óleo sôbre madeira. 50 x 33. FRANK SCHiEFFER (1917)144 CRISTO, 1955. 130 x 97.145 MúSICOS, 1958. 68 x 90.146 S:E::CA, 1959. 69 x 91. BENJAMIN SILVA (1927)147 PINTURA lI, 1959. 73 x 100.148 PINTURA lII, 1959. 73 x 100.149 PINTURA V, 1959. 73 x 115. ,ELISA MARTINS DA SILVEIRA (1912)150 LA V AGEM DO ADRO, 1959. Óleo sôbre dura- tex. 100 x 120..151 TRIBUNAL, 1959. 90 x 120. GERSON SOUZA (1926)152 NORDESTE BRAVIO 1: S:l!:CA, 1959. Óleo sô- bre eucatex. 35 x 49.153 NORDESTE BRAVIO 3: QUARESMA, 1959. 81 x 60. FLAVIO smRO TANAKA (1928)154 SOMBRAS E IMAGENS 1, 1959. Guache sôbre papel. 64 x 49. .155 SOMBRAS E IMAGENS 2, 1959. Guache sóbre papel. 64 x 49.156 SOMBRAS E IMAGENS 3, 1959. Guache sôbre papel. 64 x 49.
  • 70. BRASIL pintura157 SOMBRAS E IMAGENS 4, 1959. Guache sôbre papel. 49 x 64.158 SOMBRAS E IMAGENS 5, 1959. Guache sôbre papel. 64 x 49. ALBERTO TEIXEIRA (1925)159 PINTURA I, 1959. Nanquim e carvão sôbre papel. 31 x 33.160 PINTURA II, 1959. Aquarela e nanquim sôbre papel. 36 x 38.161 PINTURA IH, 1959. Aquarela e nanquim sôbre papel. 37 x 36.162 PINTURA V, 1959. Aquarela e nanquim sôbre papel. 26 x 52. MARIO TORAL (1934)163 COMPOSIÇÃO 2, 1958. Técnica mista. 89 x 130.164 COMPOSIÇÃO 3, 1958. Técnica mista. 81 x 130. FELICIE EMlIA TROULA (1908)165 PETITE SOUDANESE. 81 x 64. RUBEM V ALENTUI (1922)166 COMPOSIÇÃO 11. óleo sôbre papel. 35 x 25. ROSINA BECKER DO VALLE (1914)167 ESTÁDIO DO MARACANÃ, 1956-59. Óleo sôbre duratex. 100 x 120. ERNANI MENDES DE VASCONCELLOS (1912)168 COMPOSIÇÃO 1, 1958. óleo sôbre eucatex. 80 x 121. ~fARIO ZANINI (1907)169 DUNAS. 54 x 73.170 COMPOSIÇÃO. 54 x 73.
  • 71. BRASIL escultura LUIGI ZANOTTO (1919)171 COMPOSIÇÃO 11. 92 x 65.172 COMPOSIÇÃO 13. 92 x 65. escultura CLELIA COTRIM ALVES (1921)1 PHYSIS I. Bronze. 44.2 PHYSIS II. Bronze. 96. MARIO CRAVO JúNIOR (1923)3 AVE, 1958. Arame revestido de latão. 58.4 FIGURA MONUMENTAL. Arame. 52.5 ANIMAL E AVE. Verga de latão. 280.6 CONSTRUÇÃO 2. Verga e latão. 200.7 EXú VAZADO. Verga e latão. 270. SONIA ,EBLING (1922)8 N.o 22, 1958. Alumínio. 150.9 N.o 44, 1959. Bronze. 120. MARIA GUILHERlIINA GONÇALVES FERNANDES10 TERNURA. Pedra sabão. 40.11 HARM0NIA. Pedra sabão. 40. JULIO GUERRA (1912)12 MULHER SE PENTEANDO. Gêsso patinado. 60. HELOU MOTTA (1925)13 PERSONAGEM. Bronze. 51.14 ESTUDO. Verga. 104. LUIZ SACILOTTO (1924)15 CONCREÇÃO 5840, 1958. Ferro. 80.
  • 72. BRASIL escultura-desenho ZELIA SALGADO (1909)16 ASAS, 1958. Latão.17 CRESCENTE EM VIAGEM, 1959. Aço inoxidá- vel.18 COMPOSIÇÃO, 1959. Aço inoxidável.19 TRIÃNGULOS 2, 1959. Latão.20 ASPIRAÇÃO VERTICAL, 1959. Latão. 200 JOSÉ lIIRABEAU SAMPAIO (1911)21 ESCULTURA 2. Madeira. 63.22 ESCULTURA 3. Madeira. 89.23 ESCULTURA 4. Madeira. 32. desenho ACACIO ASSUNÇÃO (1935) 1 DESENHO 6, 1959. 85 x 65. 2 DESENHO 7, 1959. 85 x 65. 3 DESENHO 8, 1959. 85 x 65. JOSÉ AZEVEDO (1916)4 DESENHO 21,,1957. 63 x 41.5 DESENHO 22, 1959. Nanquim. 40 x 61.6 DESENHO 25. Nanquim. 61 x 39. ZENON BARRETO (1918)7 HOSPEDARIA DE FLAGELADOS, 1959. Nan- quim. 55 x 40.8 LABIRINTEIRAS, 1959. Nanquim. 55 x 40. HÉRCULES RUBENS BARSOTTI (1914) 9 DESENHO 1. Nanquim. 72 x 72.10 DESENHO 2. Nanquim. 72 x 72.11 DESENHO 4. Nanquim. 72 x 72.12 DESENHO 5. Nanquim. 72 x 72.13 DESENHO 6. Nanquim. 72 x 72.14 DESENHO 7. Nanquim. 72 x 72. 56
  • 73. BRASIL des.enbo ITALO CENCINI (1925)15 DESENHO 1, 1959. Nanquim. 42 x 28.16 DESENHO 7, 1959. Nanquim. 52 x 25. LOTHAR CHAROUX (1912)17 DESENHO 1. Guache sôbre papel. 50 x 50.Ll DESENHO 2. Guache sôbre papel. 70 x 50. MARCELLO GRASSlUANN (1925)19 DESENHO 1, 1958. 36 x 50.20 DESENHO 2, 1958. 36 x 50.li DEEjENHO 3, 1958._36 x 50.22 DESENHO 4, 1959: 70 x 70.23 DESENHO 5, 1959. 70 x 50.24 DESENHO 6, 1959. 70 x 50.25 DESENHO 7, 1959. 70 x 50.26. DEBENHO 8, 1959. 70 x 50. RENINA KATZ (1925)27 PAISAGEM, 1958. Nanquim colorido. 25 x 28.2il PAISAGEM, 1959. Nanquim colorido. 8 x 31.29 FRUTAS, 1959. Nanquim colorido. 15 x 22.jO PEIXE AZUL, 1959. Nanquim colorido. 13 x 44. FERNANDO LEMOS (1926)31 DESENHO I, 1958. Nanquim. 68 x 46.32 DESENHO lI, 1959. Nanquim. 99 x 69.33 DESENHO IlI, 1959. Nanquim. 99 x 69.34 DESENHO IV, 1959. Nanquim. 99 x 69.35 DESENHO V, 1959. Nanquim. 99 x 69.36 DESENHO VI, 1959. Nanquim. 99. x 69. ALDElfIR lIARTINS (1922)37 CEARÁ 58, 1959. Nanquim. 102 x 67.38 CEARÁ, 58, 1959. Nanquim. 98 x 62.39 CEARÁ 58, 1959. Nanquim. 98 x 62.46 PÁSSARO, 1959. Nanquim. 67 x 102.41 FIGURA, 1959. Nanquim. 102 x 75.42 FIGURA COM CESTO, 1959. Nanquim. 102 x 75.
  • 74. BRASIL desl"uho43 l. RADIOGRAFIA DO PÁSSARO, 1959. Gua- che sôbre papel. 75 x 100.44 II.· RADIOGRAFIA DO PÁSSARO, 1959. Gua- che sôbre papel. 75 x 100. LYDIO BANDEIRA DE lIELLO (1929)45 FIGURA 3, 1958. 68 x 100. ODILA MESTRINER (1928)46 CASAS, 1958. Nanquim. 34 x 25.47 GATO, 1958. Nanquim. 33 x 30. HUGO MUND JUNIOR (1933)48 CASAS VELHAS. 21 x 33.49 COCHEIROS. 16 x 24. HENRIQUE CARLOS BICALHO OSWALD (1918)50 SUPERFíCIE FEITA, 1958. Desenho a óleo sôo bre telr.. 100 x 50. WEGA NERY GOMES PINTO (1916)51 CRISTAL, 1959. 65 x 50.52 REGRESSO, 1959. 65 x 50.53 PAZ, 1959. 65 x 50. KARL PLATTNER (1919)54 Nú DE HOMEM,. 1958. Técnica mista. 82 x 18. Col. Fernando Millan, São Paulo.55 Nú DE MULHER, 1958. Técnica mista. 83 x 14. Col. Fernando Millan, São Paulo. RAUL PORTO (1936)56 DESENHO 1. Nanquim. 36 x 48.57 DESENHO 2. Nanquim. 36 x 48. MARIA LAURA RADSPIELER (1925)58 COMPOSIÇAO 1, 1958. 57 x 38.59 COMPOSIÇAO 3, 1959. 54 x 38. 58
  • 75. BRASIL desenho ~fARIA HELENA ANDRÉ8 RIBEIRO (1922)60 COMPOSIÇAO LINEAR 2, 1959. 48 x 30.61 CONSTRUÇÃO N.o 1, 1959. 56 x 30.62 DESENHO, 1959. 33 x 49.83 COMPOSIÇÃO LINEAR 3. 61 x 31. JOS~ CLAUDIO DA SILVA (1932)64 DESENHO 6. Nanquim. 68 x 52.65 DESENHO 8. Nanquim. 52 x 68. AN~SIA CHAVES DA SII.V A TELI.ES (1930)66 COMPOSIÇÃO VI. Nanquim. 76 x 96. YOSHIYA TAKAOKA (1909)67 CAVALO, 1959. Nanquim. 47 x 68. ABELARDO ZALUAR (1924)68 COMPOSIÇÃO LINEAR, 1958. Lapis cera. 40 x 55.69 COMPOSIÇÃO ORGANICA, 1958. Lapis cera e giz. 35 x 50.70 ESTRUTURAS EM PRETO, 1958. Lapis cera e giz. 57 x 78. --- gravura ANTôNIO HENRIQUE AlIARAL (1935) 1 FIGURA 1. Xilogravura. 53 x 30. 2 FIGURA 4. Xilogravura. 54 x 22. EDITH BEHRING (1916)3 VERDE E PRETO 2, 1957. Água-forte. 30 x 69.4 GRAVURA 3, 1957. Água-tinta e bistre. 45 x 46.
  • 76. BRASIL gravura5 GRAVURA i, 1958. Água-tinta. 28 x 28.6 GRAVURA 7, 1958. Água..forte negativo. 34 x 51.7 GRAVURA 8, 1959. Água-forte. 49 x 46. ~IARIA BONOlUI (1935) 8 PRESSENTIMENTO, 1958. Xilogravura. 30 x 18. 9 PARADA, 1958. Xilogravura. 100 x 50.LO ASAS, 1958. Xilogravura. 50 x 100.LI CRISTALINO, 1958. Xilogravura. 30 x 10.12 TRíPTICOII. Xilogravura. 23 x 75.13 FIGURA. Xilogravura. 100 x 50. ADIR BOTELHO (1932)14 GRAVURA 1. Xilogravura. 33 x 25.15 GRAVURA IV. Xilogravura. 28 x 14.16 GRAVURA V. Xilogravura em côres. 23 x 36. MARIO A. DE BERR~DO CARNEIRO (1930)17 MESA. Água-tinta. 40 x 40.18 NATUREZA MORTA. Água..tinta. 52 x 76.19 INTERIOR. Água-forte. 60 x 35.20 MESA E CADEIRA. Água..tinta. 60 x 30. JOÃO LUIZ CHAVES (1924)21 COMPOSIÇÃO lI, 1957. Gravura sôbre metal. 20 x 46.22 COMPOSIÇÃO I, 1958. Gravura sôbre metal. 50 x 8.23 COMPOSIÇÃO VI, 1958. Gravura sôbre metal. 50 x 8.24 COMPOSIÇÃO IV, 1959. Gravura sôbre metal. 30 x 50. HENRIQUE VALENTE DA CRUZ (1919)25 XILOGRAVURA 1; 1958. 31 x 31.26 XILOGRAVURA 2, 1959. 31 x 31. 60
  • 77. BRASIL gravura ROBERTO DE LA110NICA (1933)21 COMPOSIÇAO I, 1959. Água-tinta. 25 x 33.28 COMPOSIÇÃO II, 1959. Água-tinta. 18 x 40. ARNALDO PEDROSO DHORTA (1914)29 XILOGRAVURA A, 1957. 59 x 48.30 XILOGRA VURA C, 1958. 59 x 48.31 XILOGRAVURA D, 1958. 48 x 59.32 XILOGRAVURA E, 1958. 60 x 48. SI;RVULO ESMERALDO (1929)33 GRAVURA I. Água-forte e água-tinta. 20 x 35.S4 GRAVURA II. Gravura sôbre metal. 24 x 30.15 GRAVURA IIl. Água-forte e água-tinta. 30 x 37.36 GRA VURA IV. Água-tinta. 29 x 35.37 GRAVURA V. Água-forte e água-tinta em cô- res. 20 x 34.38 GRAVURA VI. Água-tinta e ·buril em côres. 20 x 34.39 GRAVURA VII. Água-tinta. 24 x 28. DECIO FERREIRA (1932)40 A HORA AZUL, 1958. Xilogravura. 38 x 27.41 METAMORFOSE I, 1959. Xilogravura. 33 x 20.42 CONJUGAÇÃO CELULAR, 1959. Xilogravura. 33 x 18.43 INíCIO DE UM NOVO CíRCULO, 1959. Xilo- gravura. 33 x 18. REYNALDO DE- AQUINO FONSEC.l (1932)44 COMPOSIÇÃO 3, 1958. Xilogravura. 40 x 25.45 COMPOSIÇÃO 5, 1959. Xilogravura. 40 x 25. KARL-HEINZ HANSEN (1915)46 Xilogravura I, 1959. 57 x 21.47 Xilogravura II, 1959. 16 x 49.48 Xilogravura IIl, 1959. 53 x 22.49 Xilogravura V, 1959. 18 x 64.
  • 78. BRASIL ,ravura ANNA LETYCIA (1929)50 PLANTA 3, 1959..Agua...tinta e águ.a.-forte. 59 x 58.51 PLANTA 5,1959. Agua-tinta e água...forte. 43 x 8.1i2 PLANTA 6, 1959. Agua-tinta e água-forte. 35 x 17. JOS1t LWA (1934)53 ABSTRAÇAO F, 1958. Gravura sôbre metal. 28 x 25.54 ABSTRAÇAO C, 1959. Agua-forte. 28 x 25. VERA BOCAYUVA lUINDLIN (1920)55 MURO VELHO 1, 1958. Agua...tinta. 29 x 19.66 MURO VELHO 3, 1958. Agua-tinta. 28 x. 20.57 MURO VELHO 6, 1959. Agua-tinta. 30 x 19. FAYGA OSTROWER (1920)58 AGUA-TINTA 5834, 1958. 32 x 50.59 AGUA-TINTA E PONTA 81!:CA 5838, 1958.25 x 50.60 ÁGUA TINTA 5841, 1958. 32 x 50.61 AGUA-TINTAEPONTASJ:CA5831, 1958. 31-x50.62 AGUA-TINTA E PONTA S:i!:CA 5837, 1958. 31-x 50.63 AGUA-TINTA E PONTA S:i!:CA, 5843,1958.70 x 25.64 AGUA-TINTA E BURIL 5839, 1958. 33 x 50.6& AGUA-FORTE E AGUA-TINTA 5844, 1958.2õx 70. não concorre a prêmios LYGIA PAPE (1929)66 XILOGRAVURA 1, 1959. 17 x 38.67 XILOGRAVURA 2, 1959. 19 x 35.68 XILOGRAVURA 3, 1959. 30 x 40. ROSSINI QUINTAS PEREZ (1932)69 GRAVURA 5, 1959. Agua-tinta e água-forte .... 45 x 58.70 GRAVURA 6, 1959. Agua-tinta e água-forte. 32 x 58.71 GRAVURA 10, 1959. Agua,..tinta e água-torte. 35 x 50.72 GRAVURA 11, 1959. Agua-tinta e água-forte. 57 x 32. 62
  • 79. BRASIL t;ravura ARTHUR LUIZ PIZA (1928)73 COMPOSIÇÃO I. Gravura sôbre metal, 40 x 58.74 COMPOSIÇÃO H. Gravura sôbre metal. 40 x 56.75 COMPOSIÇÃO IH. Gravura sôbre metal. 57 x 47.76 COMPOSIÇÃO IV. Gravura sôbre metal. 50 x 30.77 COMPOSIÇÃO VI. Gravura sôbre metal. 35 x 28.78 COMPOSIÇÃO VIII. Gravura sôbre metal. 34 x 29. ORLANDO J. CORREIA nA SILVA (1923)79 GRA VURA B. Maneira negra. 50 x 60.80 GRA VURA C. Maneira negra. 30 x 42.81 GRAVURA D. Maneira negra. 30 x 42. JOS1iJ MARIA DE SOUZA (1935)82 COMPOSIÇÃO VI, 1959. Agua-tinta e água-for- te. 38 x 63. IIEDWIG ZIEGLER (1930)83 CORTIÇO, 1957. Litografia. 36 x 23.84 ARRANHA-CEUS, 1959. Litog.rafia. 50 x 24.85 mANTE DA IGREJA, 1959. Litografia. 50 x 24. Por não se enquadrarem em nenhuma das cate- gorias que abrangem as obras expostas na V Bienal de São Paulo, os trabalhos que a seguir se mencionam não concorrem aos premias atri- buídos pelo Juri. TEREZA DAMICO (19~4) 1 YEMANJ A, 1958. COlagem.~ x 68. 2 LOUCA, 1958. Colagem. 68 X· 48.
  • 80. ABRAHAlI PALATNIK (1928)3 VERDE E LARANJA EM SEQUÊNCIA HORI- ZONTAL, 1958. Mecanismo elétrico. RENÊE SASSON (1922)4 COMPOSIÇÃO 1. Esmalte. 37 x 57.5 COMPOSIÇÃO 2. Esmalte. 55 x 40.
  • 81. ALEMANHADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO «GERMANISCHES NATIO-NAlrMUSEUM» NUREMBERG.COMISSÂRIO: PROF. LUDWIGGROTE.
  • 82. ALEIUANHA A República Federal da Alemanha traz para aV Bienal do Museu de Arte Moderna uma seleçãode arte alemã contemporânea. A escultura é repre-sentada somente por Karl Hartung, de Berlim,cujos desenhos em grande formato documentam aomesmo tempo seu eminente talento gráfico. Quan.to à pintura, é tomada em consideração principal-mente a geração mais nova. Acreditamos que a ju-ventude já haja plasmado uma linguagem própria, merecendo atenção e interêsse. Graças à generosa condescendência do diretor ge.ral do Museu Wallraf-Richartz de Colônia, Prof.Foerster, e do conhecido mecenas Dr. Haubrich,cuja coleção constitue a secção moderna desse mu.seu, foi possível dar à arte contemporânea uma in.trodução retrospectiva. Conseguimos assim mostrara pintura do século XX, historicamente considera-da como Expressionismo alemão: Emil Nolde, ErichHeckel, Ernst Ludwig Kirchner, Otto Müller e .KarlSchmidt.Rottlufl, são representados por óleos eaquarelas. Ao lado desse conjunto, o Sr. ErnestoWolf, de São Paulo, põe gentilmente à disposiçãoexemplos da gravura deste grupo, de sua coleção particular.Emil Nolde, vindo de uma estirpe camponesa, nafronteira alemã da Silésia, é um artista isolado naarte alemã do século XX. Nêle, a côr torna.se ativa,uma fôrça elementar acionada por um movimentoíntimo e um abalo espiritual. Sua pintura se expan.de na superfície, e êlereduz os graus tonais a pou-cas unidades de côr, grandes e circunscritas. A figu.ra perde a sua forma natural em favor de uma in-teriorização e de uma sensibilidade apaixonada. Oprimitivo, o elementar e o terrestre, tornam.se evi-dentes na pintura de Nolde. A tinta a óleo é paraêle uma matéria que escoa com dificuldade. Sejamnuvens, mar ou casas, animais ou flores, tôdas ascoisas se movimentam num ritmo pesado e são pe-netradas de uma surda melancolia. Mas nas aqua.
  • 83. ALE1UANlIArelas, suas côres se aclaram na mais suave e bela . transparência.Ao lado de Nolde, a "Briicke" foi a criadora e porta-dora do verdadeiro Expressionismo alemão. Heckel,Kirchner e Schmidt.Rottluft formaram-lhe o nú-cleo .. Eles não queriam deixar-se enganar, em seuansêio pelo original, pela fôrça elementar de exprell-são. Através da estreita convivência dos três, eatravés dos mesmos modelos, a "Briicke" tomou ocarater unitário de uma escola. Os quadros eramexecutados com ímpeto, afim de fixar a idéta inte.rior com tôda a fôrça e dar à expressão um vigorimediato. Os temas surgiam de um fundo comum:ao lado do nú e da-paisagem,havia o circo e o "va-rieté", e também a grande cidade e a vida de suasruas, onde se fazia sentir uma tomada de posição crítico-social.Os pintores da "Briicke" deram novo crédito à aqua.rela, ampliaram-lhe as dimensões, tendendo ao ta-manho de quadro a óleo. Renovaram também a xi.logravura e passaram, nessa técnica, para o forma-te grande e monumental. O branco e o preto estãolado a lado em grau de paridade, como positivo e negativo.Em 1905 tais pintores já se achavam unidos. Em1906, expuseram pela primeira vez em conjunto. Em1910, a êlell juntaram-se OUo Müller e Max Pech.stein. Nesse mesmo ano, deixaram Dresda transfe-rindo-se para Berlim, onde fundaram a "Neue Se-cession". Em 1913, o grupo se dispersou, e cada um seguiu seu próprio caminho.Ernst Ludwig Kirchner é o mais agressivo e o maissensível dos pintores da "Brücke". Atingiu uma. pri-meira culminância em Berlim, entre 1910 e 1914, comcenas das ruas da metrópole. Depoís de ter-se mu-dado para Davas, em 1917, manifestou-se-lhe a gran-deza primeva das grandes montanhas, a. dura exis-tência dos montanheses, com ela identificadà. ErtchHeckel é estimuldo pelos sêres humanos doentes~ so-nolentos e inertes. Ele criou, de fato, o tipo expres- 68
  • 84. ALEMANHA sala especialsionista, com a testa excessivamente alta e o olharprofundo. A sua fantasia tende ao romántico e aolírico. A personalidade de Karl Schmidt-Rottluff sedistingue pela rigorosa serenidade estrutural-arqui-tetônica. Na revolucionária transformação que se-guiu à primeira guerra mundial, abraça os temas re. ligiosos, sobretudo na gravura. Otto Müller ideali-zou os ciganos como o protótipo da humanidadeprimeva. Tôda a sua obra se acha penetrada de umteor idílico, um sentido erótico inocente e natural, e um tom liricamente elegíaco. Luclwig Grote SALA ESPECIAL EXPRESSIONISMO ERICH HECKEL (1883) 1 CANAL EM BERLIM, 1912. 80 x 100. 2 RETRATO DO IRMAO, 1923. Guache e aqua- rela. 61 x 47. 3 PAISAGEM DE MONTANHA PERTO DE OBERSTDORF, 1923. Guache e aquarela. 51 x 62. ERNST LUDWIG KIRCHNER (1880-1938) 4 PAISAGEM PERTO DE MORITZBURG, 1906. Aquarela. 37 x 46. 5 A RUSSA, cêrca de 1912. 150 x 75. 6 CINCO MULHERES NA RUA, 1913. 121 x 91. 7 NÚ DE MOÇA PERTO DE ESTUFA, cêrca de 1913-14. Aquarela, lapis e giz. 50 x 38. 8 PINHEIROS CORTADOS, cêrca de 1920. 95 x 80.
  • 85. ALEMANHA sala especial OTTO l1tiLLliR (1874-1980) 9 DOIS NOS FEMININOS, cêrca de 1919. 88 x 70.10 CABANA DE CIGANO. 115 x 90.11 TR:tS NúS. Lapis de cera em cõres. 68 x 50.12 CIGANO NA FRENTE DA BARRACA. Pena, giz em côres e aguada. 60 x 47. ElDL NOLDE (1867-1956)13 EXALTADO, 1916. 101 x 86. ".14 JARDIM FLORIDO. 90 x 74.15 JUGO. Nanquim e aquarela. 47 x 35.16 NUVENS AO ENTARDECER, anterior a 1924. Nanquim e aquarela. 33 x 49. KARL SCHlDDT-ROTTLUFF (1884)17 NATUREZA MORTA COM MAÇAS E FLORES AMARELAS, 1908. 66 x 48.18 NO FEMININO AJOELHADO COM LENÇO VERMELHO, 1913. Desenho a pincel aquarela- do. 47 x 58.19 BARCOS DE PESCADORES, cêrca de 1919-22. Aquarela e pena. 50 x 68.20 FLORES DO CAMPO. NA JANELA, 1922. 90 x 76. Obras pertencentes à Coleção Haubrich do Mu- seu Wallraj-Richartz, Colônia. SALA GERAL pintura HERMANN BACHMANN (1922)1 VERMELHO FIGURATIVO, 1958. 170 x 135. Col. Galeria Springer, Berlim.2 AZUL FIGURATIVO, 1958. 170 x 135. Col. Ga- leria Springer, Berlim. 70
  • 86. ALE:.IANTIÁ . pintura HUBERT BERKE (1908)3 TRANSPARENTE, 1959. 100 x 150.4 VIDA PERIGOSA, 1959. 150 x 80.5 TERRA INCÓGNITA, 1959. 150 x 100.6 MUTAÇÓES, 1959. 150 x 100.7 AZUL FESTIVO, 1959. 100 x 150. lUANFRED BLUTH (1926) 8 BROOKLYN, À NOITE, 1958. 90 x 70. 9 "DOWNTOWN-BROADWAY", 1959. 75 x 95.10 GRANDE ATLÂNTICO, 1959. 60 x 90.11 COSTA BRANCA, SANTA BÁRBARA, 1959. 90 x 75.12 PERTO DE PUEBLO, 1959. 100 x 80. JOSEPH FASSBENDER (1903)13 DIONISIO, 1958. Guache. 59 x 87. Co1. Galeria Spiegel, Colônia.14 QUADRO AZUL, 1959. 140 x 200. Col. Galeria Spiegel, Colônia. RUPPRECHT GEIGER (1908)15 FORMA AZUL, VERMELHA E PRETA. 150 x 146.16 VERMELHO ESCURO COM PRETO AZULA- DO E BRANCO. 140 x 145. Col. particular.. ERNST WILHELM NAY (1902)17 OCRA ABRASADA, 1959. 100 x 81.18 AZUL ÓXIDO, 1959. 100 x 81.19 JOTA, 1959. 162 x 130.20 ESPIRAL AMARELA NO VERMELHO, -1959. 162 x 130.21 IPSILÓIDE, 1959. 162 x 130. HANS PLATSCHEK (1923)22 IRREVOGÁVEL KLONDYKE, 1959. 114 x 142.23 íDOLO, 1959. 116 x 100.24 A CIGARRA, 1959. 116 x 89.
  • 87. ALEMANHA pintura EMIL SCIIUMACHER (1912)25 MONZUBA, 1959. 170 x 132.26 EXTE, 1959. 120 x 96.27 PERABILA, 1959. 160 x 100. K. R. H. SONDERBORG (1923)28 30.8.57, 17.48-18.57 HORAS, 1957. 108 x 71. Col. particular.29 3.9.57,17.34-20.41 HORAS, 1957. 108 x 71. Col. particular.30 2.5.59,20.13-20.42 HORAS, 1959. 108 x 71. Col. Galeria van de Loo, Munique. FRED TmELER (1916)31 FANFARRA AMARELA, 1956. 190 x 125. Col. Galeria Stangl, Munique.32 ACENTOS EM BRANCO, 1959. 115 x 146.83 COM DOMINANTE VERMELHA, 1959. 190 x 130. HANN TRIER (1915)34 SEGUIRIYA lU, 1958. 98 x 197. Col. Galeria Spiegel, Colônia.85 OSCILAÇÃO lU, 1958. 81 x 116.36 CONTINUAÇÃO IV, 1958. 81 x 130.37 BAMBU CO U, 1959. 81 x 130. _.38 AMBIDESTRO I, 1959. 195 x 114. HEINZ TRrnKES (1913)39 RASTO EM DIREÇÃO AO NINHO, 1954. 102 x 124. Col. Galeria Springer, Berlim.40 MÁQUINA AZUL, 1954. 102 x 125. Col. parti- cular.41 ENCONTRO DE INSETOS, 1955. 120 x 100. Col. Galeria Springer, Berlim.42 LÁPIDE, 1958. 73 x 116. Col. Galeria Springer, Berlim.
  • 88. ALEl:lANHA pintura-escultura GERHARD WIND (1928)43 FIGURAÇÃO G VI, 1959. 150 x 100.44 FIGURAÇÃO G VH, 1959. 150 x 100.45 FIGURAÇÃO H VH, 1959. 130 x 75.46 FIGURAÇÃO L VI, 1959. 75 x 150.47 FIGURAÇÃO XXX, 1959. 103 x 103. escultura KARL IIARTUNG (1908) 1 COMPOSIÇÃO I, 1948. Pedra. 45 x 58. Col. par- ticular. 2 FORMA ORGÃNICA, 1949. Bronze. 68. 3 FORMA PARTIDA, 1950. Bronze. 31 x 53. 4 PAR ALADO, 1951. Bronze. 40 x 26. 5 RETRATO L., 1951. Mármore. 27. Col. Museu Provincial, Münster. 6 COMPOSIÇÃO H, 1952. Bronze. 40. 7 FORMA COM TRIPLA ARTICULAÇÃO, 1953. Cimento. 110. 8 RELEVO IH, 1954. Bronze. 20 x 30. 9 MONUMENTO I, 1955. Bronze. 45.10 MONUMENTO H, 1955. Bronze. 60.U FORMA ALADA, 1955. Bronze. 37.12 MARCA, 1955. Bronze. 70 x 40.13 RELÊVO IV, 1956. Bronze. 38 x 20.14 CABEÇA, 1957. Bronze. 28.15 COLUNA I, 1958. Pedra. 30.16 RELÊVO I, 1958. Pedra. 22 x 49. Col. particular.17 COLUNA H, 1958. Pedra. 93.18 RELÊVO H, 1958. Pedra. 22 x 49.19 FORMA PRISMÁTICA I, 1958. Bronze. 27 x 27.20 FORMA PRISMÁ TICA II, 1958. Bronze. 22 x 23.21 COMPOSIÇÃO IH, 1958. Pedra. 40.22 COMPOSIÇÃO IV, 1958. Bronze. 30 x 20.23 RETRATO DO PRESIDENTE DA REPúBLI- CA PROF. HEUSS. Bronze. Col. particular.
  • 89. ALEMANHA desenho desenho KARL HARTUNG (1908) 1 PEQUENA COMPOSIÇAO FIGURATIVA, 1952. Giz. 43 x 61. Co!. particular. 2 COMPOSIÇAO I, 1955. Giz. 158 x 310. 3 COMPOSIÇAO 11, 1955. Giz. 180 x 276. 4 MARCA 11, 1955. Giz. 43 x 61. 5 NA GRADE I, 1955. Giz. 73 x 52. 6 NA GRADE lI, 1955. Giz. 73 x 52. 7 ARMAÇAO I, 1955. Giz. 51 x 90. 8 COMPOSIÇAO 111, 1957. Giz. 180 x 280. 9 COMPOSIÇAO IV, 1957. Giz. 180 x 278.10 COMPOSIÇAO V, 1957. Giz. 158 x 305.11 COMPOSIÇAO VI, 1957. Giz. 152 x 246.12 COMPOSIÇAO VII, 1957. Giz e cera. 152 x 227.13 COMPOSIÇAO IX, 1957. Giz. 180 x 300.14 COMPOSIÇAO FIGURATIVA, 1958. Giz. 180 x 276.15 COMPOSIÇAO EM CÓRES VIII, 1959. Giz e cera. 152 x 255.16 PEQUENA COMPOSIÇAO I. Giz. 43 x 61.17 PEQUENA COMPOSIÇAO 111. Giz. 43 x 61. 74
  • 90. ARGENTINADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃOE JUSTIÇA, BUENOS AIRES.
  • 91. ARGENTINA E sta é a segunda participação oficial da Argen.tina néste certame de ressondncia mundial. Repre.sentará nosso País uma coleção de autores esco.lhidos pelJ, Comissão Assessora e Juri de Seleçãoinstituída pela Resolução Ministerial n! 702 de 31 de junho de 1958.O critério adotado por seu regulamento é de que in.tegre a exposição um número limitado de autores,com um conjunto individual que compreenda nãomenos de cinco obras, afim de lograr uma homoge-neidade dentro de suas diferenciações e de favore. cer a valorização pessoal da obra de cada autor.A linguagem artística é a mais adequada para uniros povos na vibração sensível dos espíritos. Ante aobra de arte se irmanam os· homens, através dotempo e do espaço, porque a arte é amor e compre- ensão.A união fraternal dos povos do continente america_no é a nect~sidade indipensável para o cumpri-mento de seus destinos e dás nações que o compõem.Esse é o sentido da adesão argentina. a esta reali-zação internacional, que se efetua na Nação amiga,além do fecundo valor e da nobre emulação que um certame desta natureza significa. SALA ESPECIAL JUAN DEL PRETE (1897) pintura1 ABSTRAÇÃO EM AZUL E VERMELHO. 270 x 165.2 ABSTRAÇÃO EM PLANOS. 200 x 155.3 ABSTRAÇÃO DINÃMICA. 200 x 164.4 COMPOSIÇÃO DINAMICA EM TOM VIOLE- TA. 162 x 146.5 ABSTRAÇÃO EM AZUL E VERMELHO. 150 x 162.
  • 92. ARGENTINA pintura 6 ABSTRAÇÃO EM AMARELO E BRANCO. 144 x 165. 7 COMPOSIÇÃO ABSTRATA. 200 x 165. 8 COMPOSIÇÃO DINÃMICA EM VERDE. 125 x 165. 9 COMPOSIÇÃO SóBRE FUNDO VERDE. 122 x 150.10 COMPOSIÇÃO ABSTRATA. 122 x 150.11 ABSTRAÇÃO SÓBRE FUNDO AMARELO. 100 x 122.12 COMPOSIÇÃO ABSTRATA SóBRE FUNDO AMARELO. 99 x 122.13 ABSTRAÇÃO CONSTRUTIV~. 105 x 118.14 CONSTRUÇÃO EM VERMELHO. 100 x 80.15 CONSTRUÇÃO EM VERDE E AMARELO. 100 x 107.16 ABSTRAÇÃO CONSTRUTIVA 50 A. 100 x 80.17 ABSTRAÇÃO SÓBRE FUNDO VIOLETA. 77 x 125.18 ABSTRAÇÃO EM VERMÉLHO A. 70 x 100.19 ABSTRAÇÃO EM VERMELHO B. 100 x 62.20 ABSTRAÇÃO. 70 x 100. SALA GERAL pintura RODOLFO JULIO BARDI (1927) 1 PINTURA XI. 80 x 120. 2 PINTURA XII. 65 x 120. 3 PINTURA XIII. 70 x 100. 4, PINTURA XIV. 29 x 20. 5 PINTURA XV. 29 x 20. LUIS BARRAGAN (1914) 6 DESPEDIDAS. 193 x 123. 7 MULHERES DE ESPANHA. 55 x 100. 7g
  • 93. ARGENTINA pintura 8 O FILHO. 70 x 120. 9 AS MÃOS. 45 x 55.10 METAMORFOSE. 40 x 30. ANTONIO BERNI (1.905)11 A R!:S. 200 x 160.12 PAISAGEM DE SUBúRBIO 1. 200 x 160.13 PAISAGEM DE SUBúRBIO 2.110 x 80.14 PAISAGEM DE SUBúRBIO 3. 110 x 80.15 RETRATO. 55 x 75. HORACIO BUTLER (1897)16 NATUREZA MORTA. 68 x 118.17 O PORTO. 50 x 85.18 BANHISTAS. 60 x 103.19 O CAMINHO. 73 x. 100.20 O RIO. 55 x 85. LUIS JORGE DUHALDE (1912)21 PINTURA lI!, 1959. 130 x 100.22 PINTURA IV, 1959. 110 x 100.23 PINTURA V, 1959. 110 x 100.24 PINTURA VI, 1959. 90 x 60.25 PINTURA VI!, 1959. 90 x 60. EDUARDO A. JONQUUlRES (1918)26 TEMA COM CURVAS. 110 x 180.27 ESCALA. 130 x 155.28 SóBRE O OVAL. 40 x 50.29 DESENVOLVIMENTO -VERTICAL DE UMA FORMA. 60 x 90.30 DOIS QUADRADOS COM RETÃNGULOS. 35 x 60. FEBO MARTI (1919)31 COMPOSIÇÃO. 70 x 100.32 MESA DE TRABALHO. 130 x 88.33 COMPOSIÇÃO. 130 x 85.34 MESA. 100 x 100.35 COMPOSIÇÃO. 80 x 60.
  • 94. ARGEN.rINA pintura HUGO L. OTTllANN (1920)36 NATUREZA MORTA COMPOSTA. 100 x 70.37 TEMA COM TRANSPAR:l!:NCIAS. 100 x 70.38 A FRUTEIRA OBSCURA. 100 x 70.39 FIGURA APOIADA. 34 x 66.40 IMAGEM. 34 x 66. LUIS SEOANE (1910)41 GUERREIROS ANTIGOS. 146 x 114.42 FIGURA DE CIRCO. 116 x 89.43 MULHER COM· CHALE. 116 x 29.44 NATUREZA MORTA 1. 100 .x 8I.45 NATUREZA MORTA 2. 100 x 8I. VENTURA VALENTE (1913)46 ABSTRAÇÃO 58. 89 x 130.47 PINTURA 58-.59 E. 114 x 146.48 PINTURA 59 E-F. 80 x 100.49 PINTURA 59 F. 80 x 100.50 PINTURA 59 F. 70 x 100. ROBERTO JUAN VIOLA (1907)51 PINTURA, 1957. 55 ir 125.52 PINTURA, 1959. 45 x 105.53 COMPOSIÇÃO, 1959.50 x 75.54 PORTA DO SOL N.o 4. 55 .x 125.55 SõBRE UM CANTO MEDIEVAL. 45 x 105. escultura JULIAN P. ALTHABE (1911) 1 TR:l!:S POLITOPOS (DESENHO ESPACIAL), 1957. Arame. 65. 2 MONUMENTO A DEMOCRACIA (PROJETO), 1958. Gêsso e varetas de arame. 70. 3 GRAVIDADE, 1958. Arame e chapa. 50. 4 ESTRUTURAS TETRAÉDRICAS (VARIA- ÇÕES), 1959. Aço e chapa. 50. 80
  • 95. ARGENTINA escultura5 ESTRUTURA COM QUATRO PERPENDI- CULARES ESPACIAIS (DESENHO ESPA- CIAL), 1959. Varetas de bronze. 70. LUIS ORESTE BALDUZZI (1917)6 CABEÇA, 1955. Pedra. 40.7 FIGURA, 1956. Madeira. 110.8 CRISTO, 1957. 120.9 ESCULTURA, 1959. 70. lIARTIN BLASZKO (1920)10 PÓRTICO. Madeira. 10.11 JúBILO. Madeira. 35.12 PRISIONEIRO POLíTICO DESCONHECIDO. Madeira. 50.13 PORTA DE ACESSO A UMA CIDADE. Madei- ra. 68.14 CONSTELAÇÃO. Madeira. 34. NAUM KNOP (1917)15 AS ESTAÇÓES. Gêsso. 80.16 FIGURA. Mármore. 65.17 NUVEM. Bronze. SO.18 FAMíLIA. Bronze. SO.19 FIGURA RECLINADA. Bronze. 50. JUAN CARLOS LABOURDETTE (1910)20 YSIPO. Gêsso. 134.21 MENINA. Madeira. 94.22 RONDA DE TRt:S. Madeira. 94.23 ENCONTRO NA PORTA DOURADA. Madeira pintada. 60.24 CABEÇA DE MENINO. Gêsso. 24. MARIA CRISTINA MOLINA SALAS (1916)25 FORMA ABSTRATA. Madeira, 200.26 FORMA ABSTRATA. Madeira. 20.
  • 96. AIUi,f;NTINil gravura27 FORMA ABSTRATA. Ferro. 100.28 FORMA A13STRATA. Chapa. 120.29 FORMA ABSTRATA. Gêsso. 65. gravura ALDA ~IARIA ARMAGNI (1928)1 O CíRCULO BRANCO. Agua-tinta. 40 x 50.2 O CíRCULO CINZA. Agua·tinta. 30 x 60.3 A LUA E O TIGRE. Água-tinta. 60 x 60.4 CARNAVAL COYA. Água-tinta. 60 x 60.l) PESCADORES DO RIO. Água-tinta. 50 x 60. LAICO BOU (1911) 6 APRENDIZ. Xilogravura. 30 x 54. 7 FUMADOR. Xilogravura. 33 x 55. 8 MúSICOS. Xilogravura. 34 x 54. 9 DOIS MúSICOS. Xilogravura. 30 x 54.10 VIOLINISTA. Xilogravura. 30 x 54. lIlGUEL ANGEL DE LA V,EGA (1908)11 CAMARIM. Xilogravura. 29 x 40.12 MANES DA TERRA FERTIL. Xilogravura. 20 x 14.13 PAZ. Xilogravura. 60 x 51.14 ENGRAXATES. Xilogravura. 20 x 14.15 ADVENTO. Xilogravura. 50 x 35. lUGUEL ANGEL ELGARTE (1910)16 TIRANDO A R1!:DE - EQUADOR. Xilogravura. 46 x 70.17 LUA CHEIA - EQUADOR. Xilogravura. 46 x 60.18 CACAU - EQUADOR. Xilogravura. 60 x 80.19 DANÇA - EQUADOR, Xilogravura. 60 x· 80.20 PESCA EM JANGADA - EQUADOR. Xilogra- vura. 60 x 80. 82
  • 97. ARGENTINA gravura ALBINO FERNANDEZ (1921)21 PORTO COMODORO RIV ADAVIA. Xilogravu- ra. 53 x 36.22 A PONTE. Xilogravura. 60 x 27.23 COMPOSIÇÃO. Xilogravura. 93 x 48.24 VARIAÇÕES SõBRE UM MESMO TEMA N.o 1. Xilogravura. 75 x 35.25 CANTO AO AÇO. Xilogravura. 75 x 35. CARLOS NORBERTO FILEVICH (1929)26 A FADA DOS PÁSSAROS. Xilogravura. 36 x 42.27 NUM PARQUE DE DIVERSõES. Xilogravura. 54 x 37.28 DUAS FIGURAS. 24 x 35.29 O AMOLADOR DE TESOURAS. Xilogravura em côres. 51 x 24.30 SOMBRAS NA RUA. Xilogravura. 48 x 40. ANA lUARIA MONCALVO (1921)31 ABSTRAÇÃO. Água..forte em cõres. 35 x 50.32 CABEÇA. Água-forte e água..tinta em côres. 4:> x 26.33 SENEGAL. Água..:torte e água-tinta em côres. 15 x 30.34 A BAILARINA DE XAUEN. Xilogravura. 45 x 23.35 TOUREIRO. Água-tinta e buril. 22 x 50. SERGIO lfOYANO (1934)36 ~USICAL SOBRE MARRON. Monotipia. 50 x 40.37 DINAMICO. Xilogravura. 36 x 77.38 BIENAL. Monotipia. 40 x 50. ALBERTO NICASIO (1902)39 PALHAÇOS. Xilogravura. 53 x 63.40 NATUREZA MORTA. Xilogravura. 53 x 68.41 RITMOS CONTRAPOSTOS. Xilogravura. 53 x 68.
  • 98. ARGENTINA gravura42 COMPOSIÇÃO RíTMICA. Xilogravura. 53 x 68.43 FIGURA COM PESCADOS. Xilogravura. 53 x 68. VICTOR L. REBUFFO (1903)44 ESTABULO. Xilogravura. 67 x 64.45 SENSITIV A. Xilogravura. 78 x 56.46 JOGADORA DE CARTAS. Xilogravura. 74 x 53.47 NOSTALGIA. Xilogravura. 72 x 46.48 PARELHA NA PAISAGEM. Xilogravura. 68 x 85. 81
  • 99. ÁUSTRIADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO «KUNSTHISTORISCHES MU-SEUM», VIENA.COMISSÁRIO: DR. VINZENTOBERHAMMER.
  • 100. AUSTRIA A participação da Áustria na criação artística contempordnea é tão variada quanto a pró-pria criação, e só os insuficientemente instruídosou seus inimigos podem sustentar que é conformis-ta. Portanto, o grupo austriaco apresentado em1959 pode mostrar apenas uma parte, a· qual define,todavia, um todo vivo, pois surge das raízes destetodo, que, felizmente, é e ]l.ermanece revestido de de grandes e complexas proporções.Se este ano é tomada também em consideração aarte aplicada, como as tapeçarias de Herbert Boe-ckl e de Maria Biljan-Perz, não é certamente parafrisar a sua importância (o que seria sem dúvidasupérfluo no Brasil), mas, antes para mostrar comoum tema espiritual e humano pode atingir sua ex-pressão livre, tanto numa forma baseada na tradi-ção quanto nos preceitos modernos e, em segundolugar, para mostrar uma plenitude plástica quasenatural, ingênua e imediata, que tem igualmente sua tradição.A tradição e a liberdade realizam-se inteiramentena pintura de Fritz Hundertwasser, numa sedimen-tação verdadeira. Esta pintura se liga, univocamen-te, a Klimt, bem como à "Secession" e ao "Jugend-stil", que celebram, por meio de sua ornamentaçãoriel de curvas e de concepção simbólica, a riqueza e o fausto das pedras preciosas e das joias.Em primeiro lugar vibram ainda em Hundertwasser,acompanhando-o, os acontecimentos de 1945. Mastais sentimentos se libertam numa linguagem sem-pre mais solta, de oscilações coloridas e de traçoscurvilíneos que, em volutas quase labirínticas abremo caminho à sua expressão pessoal e testemunham,portanto, não uma rota sem saída, mas antes umaconcentração e meditação que diriamos luminosas.É evidente o "orientalismo" neste mundo imaginá-rio de formas, comQ na maneira de pintar total-mente livre de preocupações que se torna sempremais viçosa. Em Hundertwasser se alternam a for-
  • 101. AUSTRIAma e o espetáculo, o impulso e a execução pictórica,com uma atitude tão óbvia e clara que não necessi-ta da "pesquisa" específica, nem de uma referenciaa um dos "ismos" contemporâneos, mas que todavia é rica das intenções essenciais de hoje.As figuras em ferro batido e soldado da RudolfHoflehner representam contraste e integração. Pa-ralelas às figuras humanas, porque formu.das com,os mesmos elementos estruturais e criadas parti1i-do de seus "membros" que certamente às vêzes têmalgo de insetos gigantescos, estas figuras são comomensageiras de um mundo, no qual existe -, emlugar do crescer, florescer e poetizar sonhador deHundertwasser - rigidez, postura e uma tensãomuito contida. Neste mundo se entrelaçam fôrça eleveza, decisão e animação, numa forma estranha-mente inacessível, como pode ser imaginada sà-mente do outro lado do "Estinge", de maneira que,dessas figuras emana uma fôrça quase mítica e mágica.Esta constatação não tem nada a ver com o "de-moníaco". O mundo figurativo de Hoflehner, ape-sar de seu caráter que lembra a linguagem plásti-ca das culturas primitivas, tem uma contempora-neidade ainda mais extrema. E também apresentauma sensibilidade considerável e subtileza na re-presentação, no. tratamento do ferro e de. suas su-perfícies, nas torções e proporções de cada membro,na finura e "elasticidade" das artiCUlações, na pe-netração no espaço, bem como nas ocasionais re- ferências à figura.Estas condições têm sua contropartida nas não menos sensíveis figuras de pedra de Alfred .Kurz,cuja origem é diferente. Pode-se apontar como es~ pecificamente austríaca a "Meia figura com cavei- na", uma obra criada pouco depois de um graveacidente automobilístico. Esta obra não sàmente se ligit à representação medieval da "Vanitas vanita- tis", mas, por seu requinte quase aristocrático, como na poética de Hofmannsthal e pela ressonâ.llcia 88
  • 102. AUSTRIAtrágica que lembra Georg Trakl, se aproxima a umamaneira formal recoberta das sombras do "fim" eao mesmo tempo singularmente iluminada. Isto étanto mais estranho, quando Kurz administra comoum camponês o seu sítio, não longe de Krems, naÁustria Inferior. Este pormenor pode ser talvez me-lhor t:ntendido na sua "Figura deitada", que parececonquistada e tirada da pedra como se fos8e uma espécie de matriz.Josef Mikl com seus pequenos trabalhos, que já in-dicam a gravura e as aquarelas de Kurt Moserjmostra ainda outros aspectos do panorama contem-porâneo da Áustria, ao mesmd tempo, n)i.ma medi-da de atualidade, embora num tom diferente epartindo de um outro ponto. Mikl, que numa etapaevolutiva anterior se via condicionado a uma seve-ra construção, introduz agora em sua composiçãopictórica elementos soltos, em parte quase tôscos,que se destacam no novo campo pictural e parecemquerer pesquisar em seus volumes coloridos e for-mas casuais. As aquarelas de Moser, com sua agra-dável tranquilidade, pontilhada, só ocasionalmente,com acentos de tendência "tachista", revelam uma nostalgia - não limitada apenas à Áustria - de uma visão da vida conservada na calma e na pureza.As gravuras coloridas sôbre metal de Braun e M er-wart completam o quadro da exposição coletiva aus-tríaca, pelo fato de estarem em condições de do-cumentar o "abstracionismo-ativo", isto é, a criaçãoplástica em si, como uma possibilidade que se re-nova sempre e contem valores formais, tratando-se,no fundo, de um acontecimento permanente semobjetivos limitados. Aqui, não se deixa simplesmen-te acontecer ou explodir, mas se observa conscien-temente e se escuta o duplo significado das pala-vras, o. que talvez valha como critério definidor dospropósitos que animam os mais jovens artistas, pl.ásticos em todo o mundo livre. Jorg Lampe
  • 103. AlJSTRIA pintura pintu~ FRITZ HUNDERTW ASSER (1928)1 O GRANDE CAMINHO, 1955. Técnica mista. 162 x 160.2 A FRONTEIRA, 1955. Técnica mista. 116 x 78. Co1. Ministério de Educação, Viena.3 O V ALE VERDE COM O PERIGOSO AZUL DO AVIA0 SUPERSÓNICO, 1956. Técnica mista. 157 x 118.4 FOGUETE VEGETAL, 1956. Técnica mista. 51 x 25. Co1. Ministério de Educação, Viena.5 GUERRA ASIATICA, 1958. Técnica mista. 116 x 88.6 O MUNDO DA CHUVA VERDE E AMARELA, 1958. Técnica mista. 81 x 60.7 O MURO, 1959. Técnica mista. 131 x 100.8 SOL SóBRE O TIBET, 1959. Técnica mista. 81 x 65. 9 MOSTEIRO TIBETANO NA GUERRA SANTA, 1959. Técnica mista. -92 x 73. JOSEF MIKL (1929)10 BpSTO VERMELHO, 1955. 35 x 25.11 FIGURA AMARELA, 1957. 30x 21.12 QUADRO VERMELHO, 1957.25 x 18.13 DUAS FIGURAS, 1958. 52 x 92.14 PLANíCIE, 1958. 79 x 78.15 FIGURA PENDENTE, 1958.. 30 x 21.16 VERMELHO E AZUL, 1958. 27 x 20. KURT MôSER (1925)17 NATUREZA-INOOSTRIA, 1957. Aquarela. 54 x 71.18 MEDITAÇÃO TIBETANA, 1959. Aquarela. 54 x 71.19 CONSTRUÇÃO, 1959. Aquarela. 54 x 71.20 PAISAGEM EM VIBRAÇAO, 1959. Aquarela. 54 x 71. 90
  • 104. AUSTRIA escultura-gravura21 PENETRAÇ.AO DO VERMELHO, 1959. Aquare- la. 54 x 7l.22 LUZ QUENTE, 1959. Aquarela. 54 x 71. escultura I~UDOLF HOFLEHNER (1916) 1 FIGURA 2, 1955. Ferro. 200. 2 FIGURA 3, 1956. Ferro. 230. 3 FIGURA 4, 1957. Ferro. 205. 4 FIGURA 6, 1957. Ferro. 197. Col. Ministério de Educação, Viena. 5 FIGURA 8, 1958. Ferro. 187. 6 FIGURA 9, 1958. Ferro. 197. 7 FIGURA 11 K, 1959. Ferro. 67. 8 FIGURA 12 K, 1959. Ferro. 73. 9 FIGURA 13 K, 1959. Ferro. 71.10 FIGURA 15 K, 1959. Ferro. 82.11 FIGURA 16K, 1959. Ferro. 109.12 FIGURA 17 K, 1959. Ferro. 72.13 FIGURA 19 K, 1959. Ferro. 10l.14 FIGURA 20 K, 1959. Ferro. 90. ALFRED KURZ (1929)15 FIGURA DEITADA, 1958. Mármore. 65.16 MULHER COM CAVEIRA, 1959. Mármore. 80. gravura THEO BRAUN (1922) 1 1 AMARELO E 2 AZUIS, 1959. Gravura em cõres sôbre metal. 50 x 65. 2 1 VEMELHO E 2 AZUIS, 1959. Gravura em côres sôbre metal. 50 x 65.
  • 105. AUSTRIA gravura-tapeçaria3 4 VEMELHOS E 7 AZUIS, 1959. Gravura em côres sôbre metal. 50 x 65.4 2 ROXOS E 4 AZUIS, 1959. Gravura em côres sôbre metal. 50 x 65.5 2 VEMELHOS E 5 AZUIS, 1959. Gravura em côres sôbre metal. 50 x 65. LUDWIG MERWART (1913) 6 V REDONDO E XIS, 1959. Gravura em côres sôbre metal. 50 x 65. 7 IVB E VR E IG, 1959. Gravura em côres sôbre metal. 50 x 65. 8 VIIG E XR EIS, 1959. Gravura em côres sôbre metal. 50 x 65. 9 VIIO E VIB E VU, 1959. Gravura em ·côres sôbre metal. 50 x 65.10 VIIB E IVO E VIR, 1959. Gravura em côres sôbre metal. 50 x 65. tapeçaria lIARIA BILJAN-PERZ (1912)1 VIENA ANTIGA E ATUAL, 1958. 350 x 200. Col. Caixa Econômica Central do Comum de Viena.2 TÉCNICA, 1958. 300 x 200. Col. Irmãos BOhler, Viena. HERBERT BOECKL (1894)3 O MUNDO E O HOMEM, 1958. 260 x 1200. Col. Departamento de Cultura da Cidade de Viena .. 92
  • 106. BÉLGICADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO MINISTÊRIO DA INSTRUÇÃOPÚBLICA, BRUXELAS.COMISSÁRIO: J. VAN LERBER-GHE
  • 107. ISELtill/A A participação belga na V Bienal de São Paulo, apresenta ao público brasüeiro alguns aspec-tos de sua arte nacional tal como é realizada pelaatual geração, cujos representantes têm, grosso mo.do, entre 30 e 50 anos de idade. Trata·se· de algunsartistas do grupo "Jeune Peinture Belge", consti.tuído no fim da última guerra, e de Outros mais jo-vens. O conjunto apresentado nesta Bienal nãoconstitue, de maneira alguma. uma exposição re.presentativa dessa geração. O caráter fragmentárioe incompleto é proposital. Pareceu-me mais inte.ressante mostrar alguns desses artistas, de maneiora, o quanto possível completa, afim de que sejapermitido ao público melhor informado, julgá.losem seu Justo valor. As obras escolhidas são, no en-tanto, recentes, o que, na minha opinião, é neces-sário, para que a Bienal seja realmente uma contri- buição ao conhecimento da atualidade.Na ocasião da IV Bienal de São Paulo, o juri de.monstrou sua estranheza ao verificar a ausência,quase que generalizada, do desenho, nas diversas secções nacionais.Esta lacuna é preenchida, pelo menos em relação àparticipação belga. Algumas séries importantes deLismonde, de Bertraoo e de Dudant - o maismoço do grupo - mostram um aspecto da arte dodesenho na Bélgica. ~stes três artistas praticam-node uma maneira refletida, ordenada, alheia a todoexpressionismo, que foi e sempre é importante naBélgica. Apesar dessa semelhança de estado de es.pírito, esses três artistas têm preocupações ·formais completamente diferentes.Lismonde fêz do desenho o escopo de sua carreiraartística. Seus trabalhos, em geral de formato bas-tante grande, são executados a carvão_ Em oposi-ção a tôda a facilidade e vulgaridade, suas obrassão de raro requinte e de um exato equilíbrio plás-tico. Sítuam-se nos limites do abstrato, porque oartista subordina o elemento visual, a luz e o pal-pitar da atmosfera, à composição, à construção de
  • 108. Bii:LGICAuma harmonia, onde cada nuance de cinza jogamusicalmente com os pretos puros e com os bran.coso A matéria, o aveludado do carvão, os amontoa-dos microscópicos do carvão, ou o apagar-se de umasuperfíci~ e a própria textura do papel bem bran-co, são elementos dos quais Lismonde tira cons.cientemente partido ..Sem deixar nada ao acaso, Lismonde constrói um universo àe serenidade.Dudant se situa bastante perto de Lismonde.O ele-mento impressionista da realidade o interessa, to-davia, menos que os elementos construtivos quesugerem a vida melancólica e a solidão extrema daspaisagens industriais, às quais o artista tem dad9 uma interpretação nova 6 original.Bertrand" embora pintor, limita-se ao traço quandodesenha. Uma linha vibrante, de um movimento se- guro e flexuoso, subdivide a superfície branca ào pa-pel e a faz resplandecer. O elemento supérfluo ébaniào. Graças à extrema simplicidade de seusmeios, Bertranà alcança uma perfeição na interpre-tação plástica, tão despojada quanto a oriental.Suas aquarelas mostram um grau mais desenvolvi-do, mais perto do escopo a que êle visa na qualida-de de pintor. As côres aguadas, sem a procura dequalquer pitoresco, sem nenhum acidente ou acaso,constituem pequenas joias cuja compreensão - queparece difícil à primeira vista - dá o prazer e avoluptuosidade espiritual da ordem perfeita e lla harmonia humana.Van Lint, pelo contrário, é o temperamento que seexprime por meio da côr: uma gulodicevisual, umajoia da vista, que se exprimem por meio de um rarovirtuosismo da côr pura, dos meio-tons, do jôgo dascomplementares, àa matéria generosa e das velatu-ras sutis. Cada quadro é, de algum modo, um ma-nual da côr,uma demonstração do que a pura pin-tura a óleo consegue alcançar. Pode-se preferir oviolencelo de Bertrand, mas a orquestração deVanLint permanece válida pelo encanto de sua espon-taneidadee pela graça de sua execução. ~le não 93
  • 109. BÉLGICA procura de maneira alguma exprimir a angústiamoderna ou o desespero metafísico. Procura, antes,a poesia difícil de uma alegria estrepitosa, ou aque- la, mais tranquila, de uma melancolia profunda- mente humana. Van Lint de humor divagante, é um epicurista da pintura.Cobbaert pertence ao mesmo grupo de Bertrand e Van Lint. É pintor, ceramista e gravador. Assimi-lou a técnica do "silk screen" lançada na Bélgicapor Marc Mende.lson, e que assegura a esta, em al-gum. modo, maior difusão. Muito seguro de si pró-prio no realçar a escolha das côres, tornou maisfle:dvel a técnica que mal afeta as superfícies es- tritamente delimitadas. Seus "silk screens" já obti-veram, especialmente nos Estados Unidos, sucessos consideráveis.Entre os pintores mais moços, o grupo é rico de tendências diferentes.Alechinsky, Vandercam e Van Anderlecht ilustramum movimento típico. As pesquisas plásticas nãdtêm mais a serenidade de um Bertrand ou de umLismonde. O temperamento bastante violento quese exprime em seus trabalhos, a vontade de reagire d.~ avançar, a agitação de uma juventude inquie- ta, dominam o elemento formal.Para Alechinsky o quadro deve ser marcado deuma poesia fantástica, essencialmente inquieta e àlJrocura de uma humanidade oculta. Vandercamdeseja encontrar sinais plásticos de ressonânciapoética. Éle procura algo de elementar, tanto nOiexpressão como nos meios. Van Anderlecht, muitoperto de Vandercam, evolui na direção de uma gra-fiiJ., informal e se preocupa muito pouco em ser ou não legível.Estamos, aqui, num terreno movediço. É êsse o do-mínio da aventura, de onde vão nascer os elemen-tos que, talvez, hão de constituír amanhã o cará- ter de uma geração. J. Van Lerberghe
  • 110. Bt::LGlCA sala especial SALA ESPECIAL LOmS VAN LINT (1909) pintura 1 FUMO INVERNAL, 1958. 150 x 100. Col. René BaucheT. 2 PRELúDIO TEMPESTUOSO, 1958. 42 x 21. Colo Auguste Taevernier, Gand. 3 CORTE GEOLÓGICO, 1958. 150 x 100. Co1. Mu- seu de Belas Artes, Gand. 4 SOPEIRA, 1958. 61 x 53. Co1. Schaekels, Bru- xelas. 5 ESPELHO MARINHO, 1958. 295 x 149. Co1. M. Naessens, Bruxelas. 6 PAISAGEM AZUL, 1958. 152 x 102. Co1. M. Naes- sens, lJruxelas. 7 NOVEMBRO, 1958. 150 x 100. Col. Greiner, Bru- xelas. 8 ESTAÇÕES, 1958. 100 x 80. Co1. particular. 9 TERRA E CÉU, 1958. 150 x 100.10 LIMO, 1958. Guache. 28 x 35.11 PRIMAVERA F ANT ÃSTICA, 1959. 100 x 81.12 DESTROÇOS EM ST. ENOGAT, 1959. 100 x 200.13 JARDIM PARADISíACO, 1959. 150 x 200.14 SULCOS, 1959. 65 x 81.15 LIMO, 1959. 65 x 80.16 LODAÇAL COM SAPOS, 1959. 150 x 100.17 CÕTE DEMERAUDE, 1959. Guache. 30 x 42.18 OUTONO, 1959. Guache. 27 x 36.19 ROCHEDOS EM DINARD, 1959. Guache. 30 x 42.20 BRETANHA, 1959. Guache. 30 x 42.21 O VISCONDADO, 1959. Guache. 27 x 36.22 DETROÇOS EM ST. ENOGAT, 1959. Guache. 30 x 42. Co1. K. Geirlandt, Gand.23 TRONCOS ENCHARCADOS, 1959. Guache. 30 x 42.24 PEDREIRA, 1959. Guache. 28 x 35. 98
  • 111. BtLGICA pintura25 CINZENTO, 1959. Guache. 23 x 32.26 DESTROÇOS, 1959. Guache. 22 x 29.27 VEGETAÇAO, 1959. Guache. 21 x 27.28 JARDINS, 1959. Guache. 21 x 27.29 PRELúDIO TEMPESTUOSO, 1959. Guache. 21 x 27. SALA GERAL pintura PIERRE ALECmNSKY (1927) 1 OS GRANDES TRANSPARENTES, 1958. 200 x 300. 2 DOBRADO, 1958. 114 x 145. 3 MARES INTERNOS, 1958.200 x 200. Col. P. Ma- rinotti, Milão. GASTON BERTRAND (1910) 4 COMPOSIÇAO CINZA, 1953. Aquarela. 63 x 48. :) FLORENÇA, 1954. Aquarela. 66 x 48. 6 ANZIO. 1954. Aquarela. 27 x 36. 7 CALLE DE MAURíCIO BARRES, 1958. Aqua- rela. 41 x 33. Co1. Bénédict Goldschmidt, Bru- xelas. 8 CALLE DE LA PRENSA I, 1958. Aquarela. Co1. Bénédict Goldschmidt, Bruxelas. 9 PLAZA ABRON DE PAZ, 1958. Aqua.rela. 41 x 33. Co1. Bénédict Goldschmidt, Bruxelas.10 CALLE DE LA PRENSA lI, 1958. Aquarela. 41 x 33.ti CALLE DE NUNEZ DE ACRE, 1958. Aquarela. 41 x 33.12 CALLE DE ALFONSO X EL SABIO, 1958. Aqua- rela. 41 x 33.13 CUESTA DE SANTA ANA, 1958. Aquarela. 33 x 41. Co1. particular, Bruxelas. .14 PLAZA DE SEGOVIA NUEV A, 1958. Aquarela. 41 x 33.
  • 112. BÉLGICA pintura-desenho15 CALLE DE CUCHILLEROS, 1958. Aquarela. 33 x 4l.16 CALLE DE CATONEROS, 1958. Aquarela. 41 x 33.11 SAN PEDRO, 1958. Aquarela. 41 x 33.18 PLAZA DE PROVINCIA, 1958. Aquarela. 41 x 33.19 RUA EM SAINT JEAN DE LUZ, 1958. Aquarela. 41 x 33.20 PIGALLE EM DIREÇÃO DA MAl RI E DISSY PARIS, 1959. Aquarela. 39 x 52.21 EM DIREÇÃO DE VANVES PARIS, 1959. Aqua- rela. 47 x 63. VAN ANDERLECHT <!~18) ,_,22 SANGUE, 1959. 155 x 122.23 CIMA AZUL, 1959. 155 x 122.24 SOMBRA, 1959. 155 x 122. SERGE VANDERCAl1 (1924)25 CLAREIRA, 1959. 146 x 114.26 SOB O FUNDO, 1959. 120 x 100.27 ATRÁS DA MADRUGADA, 1959. 146 x 114.28 LAMA I, 1959. 162 x 146.29 LAMA lI, 1959. 146 x 114. desenho PIERRE ALECHINSKY (1927) 1 SE ACALMA?, 1958. 150 x 215. 2 CAMINHO, 1958. 115 x 150. GASTON BERTRAND (1910) 3 CAPELA DOS MEDICI 1, 1953. 24 x 33. 4 CAPELA DOS MEDICI 2, 1953. 24 x 33. 5 O BATISTÉRIO, 1953.24 x 33. 6 PALAMOS BARCO, 1954. 36 x 27. 7 ROCA FOSCA,1954. 27 x 36. 8 MONTGRIS, 1954. 27 x 36. 100
  • 113. BÉLGICA desenho 9 ESTRADA PARA FIGUERAS, 1954.28 x 36.10 PÁTIO EM PALAMOS, 1954.28 x 36.11 RELIGIOSA 1, 1955. 36 x 27.12 RELIGIOSA 2, 1955. 36 x 26.13 RELIGIOSA 3, 1955. 36 x 27.14 RELIGIOSA 4, 1957. 35 x 27. Col. Bénédiet Gold- . sehmidt, Bruxelas.15 MONTMAJOUR 1, 1957. 36 x 27.16 RELIGIOSA 5, 1957. 35 x 27.17 MONTMAJOUR 2, 1957. 36 x 27.18 MONTMAJOUR 3, 1957. 36 x 27.19 MONTMAJOUR 4, 1957. 36 x 27.20 FIGURA DE DEUS PADRE, 1958. 35 x 27. Col. MareeI La Haie, Bruxelas. ROGER DUDANT (1929)21 LUZES DAS FÁBRICAS 1, 1959. Nanquim. 50 x 65.22 LUZES DAS FÁBRICAS 2, 1959. Nanquim. 50 x 65.23 LUZES DAS FÁBRICAS 3, 1959. Nanquim. 50 x 65.24 LUZES DAS FÁBRICAS 4, 1959. Nanquim. 50 x 65.25 LUZES DAS FÁBRICAS 5, 1959. Nanquim. 50 x 65.26 LUZES DAS FÁBRICAS 6, 1959. Nanquim. 50 x 65.27 LUZES DAS FÁBRICAS 7, 1959. Nanquim. 50 x 65.28 LUZES DAS FÁBRICAS 8, 1959. Nanquim. 50 x 65.29 LUZES DAS FÁBRICAS 9, 1959. Nanquim. 50 x 65.30 LUZES DAS FÁBRICAS 10, 1959. Nanquim. 50 x 65. LISlfONDE (1908)31 MESA E SACADA, 1953. 80 x 80. Col. Museu de Belas Artes, Liêge.
  • 114. Bf:LGICA desenho-gravura32 SACADA, 1953. 88 x 70. Co!. Gustave van Geluwe, Bruxelas.33 PóRTO, 1957. 60 x 81. Col. A. de Glas, Antuerpia.34 COMPOSIÇÃO, 1958. 65 x 116. Col. Museus Reais de Belas Artes da Bélgica, Bruxela.s.35 PROVíNCIA, 1958. 65 x 92.36 PAISAGEM, 1958. 54 x 81. Col. J.L.V., Bruxelas.38 COMPOSIÇÃO. 1959. 60 x 92.39 COMPOSIÇÃO, 1959. 54 x aI.40 COMPOSIÇÃO, 1959. 73 x 92.41 COMPOSIÇÃO, 1959. 116 x 65.42 COMPOSIÇÃO, 1959. 100 x 73. gravura JAN COBBAERT, (1909)1 CONSTRUÇAO I, 1959. Serigrafia. 38 x 55.2 COMPOSIÇAO I, 1959. Serigrafillo. 38 x 55.3 RITMO, 1959.Serigrafia. 55 x 38.4 CONSTRUÇAO lI, 1959. Serigrafla. 55 x 38.5 COMPOSIÇÃO lI, 1959. Serigrafia. 55 x 38.6 COMPOSIÇAO IlI, 1959. Serigratia. 38 x 55. 102
  • 115. BOLíVIADELEGAÇÃO ORGANIZADA PI!;·LO MINIST~RIO DE EDUCAÇÃOE BELAS ARTES, LA PAZ
  • 116. BOLIVIA o Ministério de Educação, com a valiosa. cola-boração da Embaixada brasileira em La Paz,tomou a responsabilidade de organizar a seleção bo-liviana de pintura e escultura, destinada à V Bie. nal do Museu de Arte Moderna de São Paulo.Através da produção de dez. pintores, deseja-se ofe.recer uma visão geral do movimento pictórico atualna Bolívia, que busca novas· formas de expressãopara. uma temática permanente neste país: o ho.mem e a fôrça telúrica que impulsiona sua criação,com a intensa luminosidade e o maravilhoso colo-rido das terras altiplanas e as linhas geométricase simples de Tiwanacu, um dos maiores monumen. tos da milenar arte americana.Destes participantes, somente Maria Luisa Pacheco,Antonio Mariaca, Norah Beltrán e Alfredo Loayzajá expuseram sua obra no estrangeiro. Os outros no-mes, que compõem o catálogo da mostra boliviana,são debutantes nesta espécie de eventos internacio.nais e talvez lhes corresponda amplamente o qua.lificativo de autodidatas. Refletem sentimentos edão formas a suas concepções estéticas, com ele-mentos recolhidos de seu próprio ambiente, mas en-saiando uma linguagem plástica de projeções uni- versais.Na escultura, apresentamos Emiliano Luján como omelhor expoente de seu gênero na Bolívia. Infati.gável trabalhador, LUján conta com uma produçãosubstancial que foi justamente celebrada em recen- te exposição realizada no Salão Municipal de LaPaz. A ingenuidade e pureza de suas formas, abs.tratas ou figurativas, refletem de certo modo aconcepção primitiVa da arte indígena através de uma depurada e bem lograda técnica moderna.Luján não é somente o artista da forma, mas tam-bém um feliz realizador da côr. Note-se a identida-de que existe entre suas esculturas e as caracterís-ticas do material que escolheu para executá-Ias,bêtas e jaspes, cujo colorido contribui grandemen- te para embelezar suas criações.
  • 117. BOLIVIA ptnturaPensamos que vale a pena também nota.r que todoo matertal que Luján uttliea em sua obra é obtidoexclusivamente 4e pedreiras e bosques bolivianos.Comparecemos a esta Bienal não por um motivosimplesmente exibicionista, nem à procura de ga.lardões ou prêmios. Apreciamos em seu verdadeirosentido o propósito de seus organizadores, o de vin-cular os povos através de suas expressões artísti.cas, e acreditamos corresponder com esta remessaà projeção desta prestigi.os.a mostra internacional. Maria Elba. Gutierrez pintura FLAVIO AYALA (1925) 1 VENDEDORA, 1959. Têmp.era. 52 x 42. NORAH BELTRÁN (19S0)2 COMPOSIç.AO, 1958. 82 x 60.3 COMPOSIÇAO, 1958. 86 x 76. JORGE FLORES C.(1927)4 FESTA EM CHUCHULAYA, 1959. 76 x 61.5 SICURIS, 1959. 64 x 77. ALFREDO LOAYZA O. (1924)6 BRIGA DE CACHORROS, 1958. 61 x 57.7 ALTIPLANO, 1958. 50 x 64. RODOLFO MADERA (1901) 8 CRESCIMENTO, 1959. 80 x 7{). ANTONIO lIARIACA A. (1926) 9 FIGURA, 1959. 67 x 82.10 MATERNIDADE, 1959. 64 x 84. 106
  • 118. BOLIVIA pintura-eseultura11 MINHA BONECA, 1959. 64 x 84. Col. Thiago de Mello. BENJA~IIN MENDOZA (1920)12 TARDE, 1959. 52 x 62. FERNANDO MONTES P. (193-0)13 PAISAGEM, 1959. 60 x 77. lUARIA LUISA PACHECO (1919)14 ALTIPLANO, 1958. 100 x 7{).15 SOL FRIO, 1958:90 . x 60.16 ANTAHUARA, 1959. 100 x 130.17 TRADIÇÃO ANDINA, 1959. 90 x 130.18 DEUSES DE TIHUANACU, 1959. 170 x 120.19 NOTURNO, 1959. 170 x 120.29 FIGURAS ESTóICAS, 1959. 130 x 90.21 FIGURA, 1959. 90 x 60. MAR.IO UNZUETA (1912)22 MADONA ,íNDIA, 1959. 63 x 72. escultura ,EiHLIANO LUJÁN SANDOVAL (1910) 1 APATIA DA NEVE, 1959. Onix. 35. 2 PUDOR, 1959. Balsa. 48. 3 TERNURA, 1959. Granito. 58. Col. Thiago de Mello. 4 FRUTO ANDINO, 1959. Mármore. 59. 5 CHARANGUEIRO, 1959. Mármore. 64. 6 ZORRO, 1959. Mármore. 33. 7 EURITMIA, 1959. Mármore. 52. 8 ALíVIO, 1959. Microgranito. 52. 9 CONTEMPLAÇÃO, 1959. Microgranito. 48.10 TOURO, 1959. Microgranito. 31.
  • 119. CANADÁDELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LA GALERIA NACIONAL DCICANADÃ, OTTAWA.
  • 120. CANADÁ N os últimos dez anos, a face da arte canaden-se mudou consideràvelmente. Algumas de suasmais novas e mais variadas facetas de expres-são são mostradas no trabalho dêsses quatro jovens artistas.Suzanne Bergeron, embora tenha trabalhado emQuebec e na França, mantém em tôda-s as suas com-posições o prazer que lhe causavam, desde a maistenra idade, os navios e portos do rio São Louren-ço, na sua província natal. Edmund Alleyn tem umforte sentido do desenho abstrato ligado a formasnaturais; suas qualidades amadureceram na atmos-fera do Paris contempordneo, onde vive agora. TantoCoughtry como Ronald são de cultura mais pura-mente americana. Coughtry, que vive em Toronto,tem uma visão pessoal dos interiores noturnos e fi-guras pensativas, mas suas cenas de escuridão estãoaclaradas e varadas por fogos sufocantes de emoção.Ronald, por outro lado, acredita na pincelada arro- jada, no poder da vontade, na pintura que, expressaem abstrações sumárias mas enérgicas, domina oambiente circunvizinho. Em seu caso, o ambiente éNova Iorque, onde agora exibe seus trabalhos regu-larmente. No entanto, fêz-se notar pela primeira vezem Toronto; em 1957, ganhou o prêmio nacional, secção canadense, dos prêmios internacionais Gug- genheim. Donald W. Buchanan pintura GEORGE EDMUND ALLEYN (1931) 1 RAIZ PRETA, 1955. 129 x 8I. 2 AMANTES, 1958. 160 x 69. 3 o ESPELHO, 1958. 91 x 65. 4 FORA DOS LIMITES, 1958-59.128 x 9l. 5 SOMBRA DE UMA DÚVIDA, 1959. 162 x 114.
  • 121. CANADÁ pintura SUZANNE BERGERON (1930)6 PEIXES, 1958. 115 x 74.7 PRAIA NORMANDA, 1958. 120 x 61.8 JARDINS, 1958. 100 x 65.9 PORTO **, 1958. 100 x 70. JOIIN GRAHAM COUGHTRY (1931)10 SALA ESCURA, 1958. 182 x 122.11 LUAR POR DENTRO, 1958. 136 x 122. Col. Richard H. Balter.12 INCLINADO, 1958. 136 x 122.13 RETRATO lI, 1958. 102 x 102.14 RETRATO IH, NOVEMBRO DE 1958.91 x 102. Col. L. Hirshhorn.15 RETRATO VII, 1959. 136 x 122. WILLIAl1 RONALD (1926)16 CHEGADA, 1958. 162 x 126. Col. Richard M. Baker.17 "CONDOTTIERE", 1958. 162 x 202. Col. Galeria Sam M. "Kootz, Nova York.18 SABI, 1958. 152 x 162. Col. Galeria Sam M. Kootz, Nova York.19 TABU, 1958. 126 x 152. Col. Galeria Sam M. Kootz, Nova York.20 T AKASHI, 1958. 122 x 344. Col. Galeria Sam M. Kootz, Nova York. 112
  • 122. CEilÃONão chegou a tempo de ser incluídaneste catálogo a lista de obras que integram a representação.
  • 123. CHECOSLOVÁQU lÁDELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO JURI DA UNIÃO DOS ARTIS-TAS PLÁSTICOS CHECOSLOVACOS, PRAGA.CO~SÃRlO: DR. J. KOTAUIC Não chegou a tempo de ser incluída neste catálogo a lista de obras que integram a representação.
  • 124. CHILEDELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO INSTITUTO DE ARTE MO-DERNA, SANTIAGO.
  • 125. CHILEo Instituto de Arte Moderna, de Santiago do Chile, se compraz em apresentar nove artistasestritamente ligados por uma vigorosa raiz abs. trata.Ao d.esprender-se da concepção convencional daforma, se observa neles a vontade de fazer, ressal-tar a atmosfera emocional, o que marca a formapenetrante com a emotividade primitiva de nosso povo."A dura e acidentada geografia do País imprimiu-lhes um ceTto caráter, e embora aí não encontre-mos a presença material da paisagem, nossa terra está sempre presente. pintura NEMESIO ANTUNEZ (UnS) 1 CRATERA, 1959. 81 x .116. 2 PEDRAS, 1959. 54 x 81. 3 ILHA, 1959. 54 x 81. 4 CORDILHEIRA, 1959. 65 x 100. 5 AGUA, 1959. 65 x 100. JOSÉ BALMES (1927) 6 OBJETOS, 1958. 70 x 100. 7 INTERIOR, 1958. 97 x 130. 8 PLANT AS, 1959. 97 x 130. 9 O QUADRO, 1959. 65 x 100.10 ESPAÇOS, 1959. 90 x 130. EMILIO HERMANSEN LARCHER (1919)11 OBRA N.o I, 1958. 150 x 95.12 OBRA N.o 2, 1958. 150 x 95.13 OBRA N.o 3, 1959. 150 x 95.14 OBRA N.o 4, 1959. 150 x 95.
  • 126. cmLE .pintura-escultura RODOLFO OPAZO (1935)15 ROSA DE EQUINÓCIO, 1959. 100 x 95.16 PINTURA EM SIL1:NCIO, 1959. ll6 x 89.17 HORIZONTE DILUíDO, 1959. 120 x ll5.18 HOMENAGEM A UMA POMBA, 1959. 120 x ll5.19 PAISAGEM INTERIOR, 1959. ll6 x 89. LUIS VARGAS ROSAS (1897)20 AS DUAS AMIGAS, 1953. 81 x 65.21 REDADA, 1954. 38 x 65.22 ALBA MARINA, 1958. 97 x 146.23 RAPTO FUGAZ, 1959. 89 x 146.24 MOTIVO PREDOMINANTE, 1959.50 x 73. ENRIQUE ZARARTU (1921)25 PAISAGEM, 1958. 100 x 130.26 PAISAGEM, 1958. 100 x 130.27 PAISAGEM, 1959. 100 x 130.28 PAISAGEM, 1959. 100 x 130.29 PAISAGEM, 1959. 100 x 130. escultura SERGIO CASTILLO (1925) 1 CONSTRUÇAO, 1958. Ferro. 120. 2 DESENVOLVIMENTO 1, 1959. Bronze. 120. 3 DESENVOLVIMENTO 2, 1959. Bronze. 100. MARTA COLVIN (1915)• VIGIA, 1957. Madeira. 200.5 CRATERA, 1958. Mármore. 50.a ANDES, 1958. Bronze. 30.7 CANTARO, 1958. Bronze. 60. SERGIO MALLOL (1922) 8 DUAS FIGURAS RECLINADAS, 1958. Metal. 82. 9 O EDUCADOR, 1958. Metal. 61.10 FORMA FEMININA, 1959. Mármore. 50. 118
  • 127. REPÚBLICA DA CHINA DELEGAÇÃO ORGANIZADA PE- LO MUSEU NACIONAL DA RE· PúBLICA DA CIllNA, T~.
  • 128. CHINA sala especial SALA ESPECIAL 4.000 MIL ANOS DE ART,E objetos rituais das Dinastias Shang (176t)- 1122 A.C.) e Chou (1122-255 A.C.) 1"TING". Caldeirão. Bronze. 2"TING". Caldeirão. Bronze. 3"LI". Caldeirão. Bronze. 4V ASO. Bronze e estanho. S "CRENG". Taça de beber. Bronze e estanho. 6 "RSI CRENG". Taça ritual. Bronze. 7 "PING". Vasilha. Bronze. Cópias feitas pelo Museu Histórico Nacional da China, nos moldes dos originais conserva- dos naquele museu. armas das Dinastias Shang ou Yin (1766- 1122 A.C.) e Cbou (1122-255 A.C.) 1- S "YIN KO". Alabardas. Bronze e estanho. 6- 7 "YIN MO". Lanças. Bronze e estanho. 8 "YIN FU". Machado. Bronze e estanho. 9-10 "YIN CRI". Achas. Bronze e estanho. 11 "YIN TAO". Espada. Bronze e estanho.12-16 "CROU KO". Alabardas. Bronze e estanho. 17 "CROU MO". Lança. Bronze e estanho.18-19 "CROU CRE". Alabardas. Bronze e estanho.20-22 "CROU TAO". Espadas. Bronze e estanho. 23 "CROU CRIEH KOU". Gancho. Bronze e es- tanho. Cópias feitas pelo Museu Histórico Nacional da China, nos moldes dos originais, conserva- dos naquele museu.
  • 129. CHINA sala especial pinturas1 AVALOKITESVARA COMO GUIA DAS AL- MAS. Pintura mural das Grutas de Tun.Huang. Autor desconhecido.2 FADA VOADORA. Pintura mural das Grutas de Tun-Huang. Autor desconhecido.3 INVERNO. Autor desconhecido.4 PAISAGEM. Pintor Chu Tuan, da Dinastia Ming (1368-1643 D.C.).5 FLOR E PASSARO. Pintor Hua Yen, da Dinas· tia Ching 0644-1911 D.C.).6 SOL POENTE NUM BOSQUE COBERTO DE GEADA. Pintor Wang HUi, da Dinastia Ching 0644-1911 D.C.). Reproduções dos originais conservados no Mu- seu Histórico Nacional da China. desenhos de arquiteturas tradicionais 1 CHI:KAN-LOU. Tainan. Século XVII. 2 CHU-KUANG LOU. Quemoi. Século XX. 3 A GRANDE MURALHA NO MORRO DE PA-TA LING. 4 LIU-LI TA. Cheng-Teh, província ·de Jehol. 1780. 5 CHIEN LOU. Peiping. Dinastia Ming (1368-1643 D.C.). 6 PAI FANG. Yi-Ho Yuan, Peiping. Século XIX. 7 PAI LOU. Peiping. 8 TA-CHEN-TIEN. Templo de Confúcio, Peiping. 9 TERRA DE CINCO CORES DE SH1!:-TSI-TAN. Peiping.10 TAI-HO-TIEN. Palâcio Imperial, Peiping. Sé- culo XVII.11 KIOH LOU. Peiping.12 PRATO PARA RECEBER ORVALHO. Peiping. 122
  • 130. CHINA sala especial13 PORTA0 DAS FLORES PENDENTES DE W AN-SHAN -TIEN. Peiping. Dinastia Mini <1368-1643 D.C.).14 LIN-XUANG-TIEN. Peiping.15 WAN-FU LOU. Peiping.16 A PONTE DO CINTO DE JADE. Yi-Ho Yuan, Peiping.17 CHUAN-LUN-CHI. Yi-Ho Yuan. Peiping.18 WEN-CHAN XO. Yi-Ho Yuan. Peiping.19 PASSEIO DENTRO DO QUADRO. Colina Wan- Shou.20 PAGODE LAMAISTA. Peiping. Século XVIII. caligrafia1 "CHIA_KU WEN" (SIGNOS DOS ESTEOLI- TOS). Dinastia Shang ou Yin <1766-1122 A.C.).2 "CHUNG-TING WEN" (ESCRITAS NOS TRí- PODES E NOS SINOS). Dinastia Chou (1122-255 A.C.).a "HSIAO CHUAN" (ESCRITA EM SINETE). Império de Chin Shih Huang-Ti (246-210 A.C.).4 "LI HSU" (ESCRITAS NO ESTILO QUADRA- DO). Dinastias Chin e Han (246 A.C.-220 D.C.).5 "TSAO HSU" (ESCRITA NO ESTILO CORRI- DO). Dinastia Han (206 A.C.-220 D.C.).6 "TSAO HSU" (ESCRITA NO ESTILO CORRI- DO).7 "HSIN HSU" (ESCRITA NO ESTILO LIVRE). Dinastias Wei (220-264 D.C.) e Tsin (265-420 D.C.).8 "HSIN SHU" (ESCRITA NO ESTILO LIVRE). pinturas no estilo clássico CBEN TAN CBENG (1919)1 CARRIÇOS E PATOS SELVAGENS. 53 x 228.
  • 131. CHINA sala especial . SUN cmA CHIN (1928)2 COLOCANDO FLõRES. 62 x 228. SHENG VUAN FANG (1922)3 BOSQUE DENSO E PROFUNDO. 63 x 228. KAO VI FENG (1919)4 CAVALO RINCHANDO. 64 x 228. FU CHUAN FU (1914)5 OS PINHEIROS E A CASCATA. 56 x 228. CHEN TSUN FU6 GATO. 55 x 228. AN HO (1931)7 CANSADA DE LER. 62 x 228. WU VUNG HSIANG (1913)8 O PINHEIRO E A ROCHA. 59 x 228. SHAO VU HSIEN (1923) 9 PETúNIAS E POMBO. 51 x 228. MA SHOU HUA (1891)10 O VENTO E O BAMBú. 64 x 228. KAO VI HUNG (1916)11 CRISANTEMO E GALINHA. 82 x 228. YAO MENG KU (1912)12FLÕRES NO VALE ERMO. 64 x 228. YUAN CHIN LIEN (1918)13 PAISAGEM. 60 x 228. YU CHUNG LIN (1924)14 DOIS PARDAIS NAS PALMEIRAS. 52 x 228. 124
  • 132. ;".14 sala especial HU KElI lUIN (1909)15 PETúNIAS EM TINT A PRETA. 59 x 223. CHANG KU NIEN (1905)16 PAISAGEM. 60 x 228. HUANG CHUN PI (1897)17 SOL POENTE, ÁRVORES ANTIGAS E COR- VOS. 80 x 228. CHENG YUEH PO (1914)18 CACHORRO. 52 x 228. LIN YUN SHAN (1911)19 A GARÇA E A SALGUEIRA. 56 x 228. SUN YUN SHEN (1917)20 LENDA AO PÉ DA ÁRVORE NO OUTONO. 59 x 228. LIU SZU (1914)21 CARPA. 63 x 228. LIU YEN TAO (1905)22 UMA VIAGEM PELO RIO CHU. 62 x 228. HU NIEN TSU (1924:)23 LENDO, CERCADO PELOS PINHEIROS. 73 x 228. SUN TÕ TSU (1917)24 PERSONAGEM. 55 x 228. CHANG TE WEN (1916)25 LOTOS MURCHOS E PARDAL. 65 x 228. WANG CHAN YU (1901)26 TEMPLO NAS MONTANHAS NO OUTONO . .51 x 228.
  • 133. t;HJNA SALA GERALN a China, a As pinturase da pintura são artes deorigem comum. caligrafia a antiguidade eram ri-cas de sentido simbolista e abstracionista, que podemser encontrados nas formas variadas dos desenhosde nuvem, trovão, cigarra, dragão, Tao-Tien (uma es~pécie de monstro ávido de comida), serpente, Fênix,etc., gravados nos objetos de jade e de bronze das Di-nastias Shang (1766-1122 AI C.) e Chou (1122-255A. C.). As mesmas fortes tendências apresentavamas pinturas executadas nos objetos de lacre e nospanos de seda do Período dos Estados Guerreiros(403-255 A. C.), tanto em seus matizes como em suaslinhas. As gravuras em pedra e em tijolos da Dinas-tia Han (206 A. C. - 220 D. C.), que foram executa-das sôbre desenhos previamente traçados no objeto,preservavam o espírito das pinturas originais, cujoestilo era muito parecido com o dos tempos moder-nos. O mesmo pode ser dito das pinturas muraisdas Grutas de Tun-huang, que foram executadasem diversas épocas, durante o longo periodo que seestende desde o ano II (366 D.C.) da Dinastia nor-tista de Hu-Tsin até a Dinastia Sung. Essas pintu-ras, ainda que variadas na forma, apresentavam,via de regra o mesmo estilo impressionista e abs-tracionista. Tun-huang era situado no caminho queligava a China ao mundo ocidental. O intercélmbiocultural entre o Oriente e o Ocidente, que atravésdela se efetuava, não podia deixar de ter influên-cia sôbre a pintura de ambas as partes. Não é difí-cil encontrar os vestígios dessas influências no es-tilo e na técnica da pintura ocidental. Natural-mente, o influxo, em larga escala, da cultura oci-dental na China, durante os últimos cem anos,não podia deixar de provocar modificações, emboraem ritm() lento, no estilo da pintura chinesa. Mas opÓS-i1npressionismo só ganhou terreno na China du- rante os últimos quarenta anos. 126
  • 134. pinturaTodavia, a regra primordial da pintura chinesa dosvelhos tempos era o classicismo e o realismo. Consti-tuem, até hoje, uma etapa pela qual todos os pintoresdevem passar. Em outras palavras, mesmo os pintoresque se inclinam para o impressionismo, pós-impres-sionismo, fauvismo, cubismo, simbolismo ou abstra.cionismo, terão, invaridvelmente, de passar pela eta- pa do realismo.As obras ora escolhidas incluem algumas que nãosão abstracionistas, como "Cântico do pescador", porChang Chféh, "Natureza Morta" por Yang Chi-Tun(J,"Rua", por Lin Kei.Kung, "Companheiro" por Yan17Ying-Fen, "A Noite" e "Terra das Águas", por Li HsiChi, "Mitos" e "Canção Folclórica", por Kiang Hang.Tung, e "Aguaceiro", por Chen Ting-Shih, que sãopÓs·impressionistas; "Barcos", por Chuang Chi que éfauvista; e "Comêço da Primavera", por Chang Chih.Chang, que é simbolista. As restantes são tôdas abs-tracionistas, cujas características especiais consistemno afastamento da rigidez das formas e na intensi-ficação dos efeitos da côr. Na composição de seus te.mas, inspiram-se em conceitos culturais chineses,apresentando todas, por conseguinte, um acento ca· racteristicamente nacional. Pao Tseng-Penfl pintura CHANG CmEH (1924) 1 CANTICO DOS PESCADORES. Aquarela. 65 x 78. CHANG CmN-CHANG (1929) 2 COMEÇO DE PRIMAVERA. 45 x 60. CHENG TAO·MING (1931) 3 VOLTA AO LAR. 61 x 90. 4 A MOÇA E OS PEIXES. 90 x 36.
  • 135. pintura CHUANG CHI (1935)5 BARCOS. 94 x 110. CHU PENG-LO (1932)6 CONSTRUÇÃO. 72 x 95. FENG CHUN-TSUN (1932)7 MAIO. 72 x 88. FU SHUN-CHI (1928)8 PINTURA. 94 x 53. HO JUI-HSIUNG (1933)9 OBRA. Aquarela. 27 x 40. HSIA YANG (1932)LO PASSEIO DO SENTIMENTO. 54 x 90.L1 A CANÇÃO DAS CONSTELAÇÕES. 110 x 93. HSIAO CHIN (1931)l2 OBRA A. 110 x 110.l3 OBRA B. 110 x 110. HSIAO l:IING-HSIEN (1935)l4 COMPOSIÇÃO N.o 509. 82 x 56. HSI TE-CHIN (1923)l5 COMPOSIÇÃO EM PRETO, 1959. 76 x 56. HUANG KO-CHUAN (1919)16 MEDITAÇÃO. 68 x 57. HU CHI-CHUNG (1926)17 A COLINA DE YANGMIN-SHAN EM MARÇO. 76 x 92. LIN KEI-KUNG (1901)18 RUA. 51 x 61. 128
  • 136. cmNA pintura LIN SHEN-YANG (1919)19 A LOCALIDADE ESTRATÉGICA DE CRANG PAN pó. 92 x 73.20 O ESTRATAGEMA DA CIDADE VASIA. 92 x 73.21 A MONTANHA DOS CINCO DEDOS. 92 x 73. LI YUAN-CHIA (1931)22 COMPOSIÇ.AO. 35 x 82. LIU KUo-SUNG (1932)23 COMPOSIÇ.AO NP 1959 - 4. 82 x 68.24 COMPOSIÇ.AO N.o 1959 - 11. 73 x 96. OUYANG WIN-YUAN (1929)25 CENARIO INTERIOR. 55 x 67.26 UMA VISAO LATERAL. 115 x 80 . . SHANG WEN-PIN (1931)27 CONSTRUÇ.AO. 92 x 76. WEN HSUE-JU (1925)28 SONHO. 76 x 52. WU HAO (1930)29 SONHO. 73 x 91. YANG Cm-TUNG (1905)30 NATUREZA MORTA. Aquarela. 40 x 55. gravura CHEN TING-SHIN (1915) 1 AGUACEIRO. Xilogravura. 76 x 56.
  • 137. CHINA gravura CHIN SUNG (1932)2 O SOL DO INVERNO. Xilogravura. 71 x 56.3 FESTIVAL DO SOL. Xilogravura. 75 x 45. KIANG HAN-TUNG (1930)4 CANÇAO FOLCLÓRICA. Xilogravura. 57 x 63.5 MITOS. Xilogravura. 51 x 67. LI H8I-Cm (1939)6 TERRA DAS AGUA8. Xilogravura. 45 x 60.7 A NOITE. Xilogravura. 60 ,x 75. 8mB RUA (1928)8 TRAGÉDIA. Xilogravura. 52 x 42. YANG YING-FON (1924) 9 COMPANHEIRO. Xilogravura. 78 x 66.10 LIBERDADE. Xilogravura. 66 x 78.11 A VOLTA DA PRIMAVERA. Linóleo. 50 x 70. 130
  • 138. COLôMBIADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LA. UNIVERSIDADE DOS AN·DES, BOGOTÁ.
  • 139. COLôMBIAp articipam daV Bienal de São Paulo os artis- tas colombianos de maior valor. atual; em to-dos os campos, suas obras alcançaram um I!stilo quejá não tenteia, nem vacila, nem procura impõr-seartificialmente, omitindo as etapas necessárias dodesenvolvimento, mas sim expressando com convic-ção sua vontade plástictl particular. Seria difícildistinguir neste grupo uma cabeça dirigente que setenha imposto aos demais. Não constituem uma es-cola, nem se manifestam de forma semelhante,nem exploram um mesmo gênero, como o abstra-cionismo ou o expressionismo figurativo. Cada umdeles representtl a "versão nova" (que dentro detêrmos relativos é o equivalente de originalidade), de fotmas contemporâneas criadas na. Europa elogo difundidas, até chegar a ser um corpo estético próprio do nosso tempo.No campo figurativo, Obregón e Botero significamduas fôrças plásticas contrárias, que se enfrentame se opõem, resolutamente. Obregón destrói a for_ma até tirar o máximo partido cromático em múl-tiplos planos alternados, que fazem surgir em seus quadros uma série de estruturas livremente geo-métricas. Colorista esplêndido, compraz-se ainda em desafiar todo o equilíbrio da composição tradicional e em manter, com habilídade de malabarista, gru- pos cerrados de formas, sempre compensados com os vazios da tela. O caráter insólito da pintura de Fernando Botero é bem diferente: longe de diminuir a forma, con- verte-a num monumento que enche o espaço com vigor e peso obsedante: estas forma[f graves, está- ticas, inapeláveis, levadas a uma geometria de cur- vas no espaço (cones, cilindros, esferas), contradi- zem seu rigor com uma matéria e colorido poéticos, cheios de delicadesas que temperam o efeito ater- rador da forma maciça. Filiados às fileiras abstracionistas, Eduardo Rami- rez Villamizar, Armando Villegas e Guillermo Wie- demann representam tendências muito diferentes.
  • 140. COLôMBIAEduardo Ramirez interpreta os intertsses purosdos pintores abstracionistas que, de Mondrian emdiante, vêem a pintura como um jógo de formasdefinidas no plano, cuja harmonia, tranquilidade ti.beleza, dependem das relações que -estabelecet;mentre si. Pintura deliberadamente despojada dequalquer sentimento desordenador, não exclui, en-tretanto, todo significado. Pelo contrário, ambicio-na criar uma ordem mais durável que a da próprianatureza, tirando as formas de seu caráter transi-tório e contingente, para submetê-las a claras leis de ritmo e proporções.Armando Villegas está fora de todo rigor: seu tem-peramento, sua tendência à divagação cromática,seu propósito de sustentar de um modo lírico e im-perceptível a estrutura do quadro, levam-no a de.senvolver uma paleta tonal, que sem cessar abdicaa favor da matéria múltipla. Villegas crê no poderda textura para comunicar emoções: mas nuncaêste apêlo às possibilidades da matéria significamnêle debilidade, truque ou impostura. Esta devoção,silenciosa e apaixonada, que afasta as soluções es-petaculares, é muito diferente do barroquismo in-centivo que mOVe as obras de Guillermo W:iede-mann, o mais notável representante colombiano deum abstracionismo orgânico, anti-geométrico, quefaz prevalecer as prerrogativas da paixão sôbre amedida da inteligência. Não foi em vãõ que deslum-brou a Wiedemann, durante. os quinze anos vividosna Colômbia, o colorido selvagem e puro, pois queêle, antes comprometido com o tema negro, decidiuagora desligar-se e viver por sua conta, sem que,no fundo, consiga esquecer que seu ponto de parti-da é a vertigem e â anarquia de uma natureza in- disciplinada.Indecisas entre a natureza e o abstrato, as obrasde Enrique Grau· tendem, como as de Obregón, asubdividir as coisas em inumeráveis formas geo.-métricas. Todavia a semelhança limita-se a essa 134
  • 141. COLôMBIAatitude: a composição de Grau se expressa em umáspero registro de côres que nunca se apagam mas, pelo contrário, sublinham as coisas. Mana Traba pintura FERNANDO BOTERO (1932)1 ARCEBISPOS MÕRTOS, 1959. 200 x 170.2 MILAGRES DE SANTO HILARIO, 1959. 210 x 44. Col. particular.3 ALAúDE NEGRO, 1959. 190 x 120.4 MENINA PERDIDA NUM JARDIM, 1959. 160 x 140.5 CAFETEIRA AZUL, 1959. 160 x 140. ENRIQUE GRAU (1920)6 TR:I!:S MULHERES N.o 2, 1959. 150 x 120.7 FORMAS NA TARDE, 1959. 120 x 95.8 PINTURA N.o I, 1959. 120 x 95.9 PINTURA N.o 2, 1959. 120 x 95. ALEJANDRO OBREGON (1920)10 UM CONDOR, 1959. 170 x 140. Col. particular.11 DOIS ELEMENTOS, 1959. 170 x 140.12 OUTRO CONDOR, 1959. 170 x 140.13 NATUREZA MORTA, 1959. 170 x 140. EDUARDO RAMIREZ V. (1922)14 HORIZONTAL VERDE-AZUL, 1958. 230 x SO.15 COMPOSIÇAO COM VERMELHOS, 1958. 120 x 100.16 BRANCO E PRETO N.o 1, 1959. 120 x 150.17 BRANCO E PRETO N.o 2, 1959. 120 x 150.18 BRANCO E PRETO N.o 3, 1959. 120 x 150.
  • 142. COLôMBIA pintura ARMANDO VILLEGAS (1928)19 PERSONAGENS SECUNDÁRIOS, 1959. 110 x 130.20 SUPERFíCIES EM BRANCO, 1959. 110 x 130.21 ELEMENTOS, 1959. 110 x 130.22 PINTURA, 1959. 110 x 130.23 CINZA E BRANCO, 1959. 70 x 110. GUILLERMO WIEDEMANN (1905)24 NATUREZA MORTA, 1959. 100 x 80.25 COMPOSIÇÃO, 1959. 110 x 80.26 DIÁLOGO, 1959. 110 x 80. Co1. Embaixada Ame- ricana, Bogotá. -27 J óGOS, 1959. 80 x 60.28 FIGURA, 1959. 80 x 60.
  • 143. CUBADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO INSTITUTO NACIONAL DECULTURA, HAVANA.
  • 144. CUBA. pintura . pintura DANIEL SERRA BADU~ (1914)1 VENEZA. CUNDO BERMUDEZ (1914):2 MULHERES COM PEIXES. JORGE CAMACHO (1934)3 PERSEGUIÇAO I.4 ESPíRITO DO MAL. HIRTA CERRA (1908)5 PAISAGEM. PEDRO DE ORAÁ (1931)S CONFIGURAÇAO. AGUSTIN FERNANDEZ (1929)7 FRUTAS NA NOITE.S NATUREZA MORTA. CARMELO GONZALEZ (1920)9 A CIDADE. ANGEL ACOSTA LEôN (1932)10 COMPOSIÇAO COM GARRAFAS AZUIS. GUIDO LLINAS (1923)11 PINTURA I.12 PINTURA II. RAUL MARTINEZ (1927)13 PINTURA. JOS:e MIJARES (1922)14 VIDA NUM INTERIOR.
  • 145. CUBA pintura SERVANDO CABRERA MORENO (1923)15 A BELA ADORMECIDA. FELIPE ORLANDO (1911)16 HOMENAGEM A PALESTRINA. AMELIA PELAEZ (1897)17 NATUREZA MORTA. Guache. RENI; PORTOCARRERO (1912)18 A CIDADE. MARIANO RODRIGUEZ (1912)19 CRIADOR DE GALOS DE BRIGA.20 JARDINS. ZILIA SANCHEZ (1928)21 COMPOSIÇÃO EM BRANCO. 140
  • 146. DINAMARCA DELEGAÇÃO ORGANIZADA PE·. LA COMISSÃO DE ARTE PARA EXPOSIÇõES NO ESTRANGEI- RO DO MINISTÉRIO DA EDUCA- çÃO, COPENHAGUE.
  • 147. DINAMARCA "Quando se compreende inteiramente uma coisa qualquer, adquire-se uma idéia da coerência e da unidade em outras coisas também". AkseJ JO(gensen (1883-1957) Um tema comum e a tendência central na artegráfica dinamarquesa corrente é o indivíduo,.do comêço até o fim, em confronto com a reali- dade dentro e em tôrno de si.O prelúdio aos recentes desenvolvimentos da artegráfica, na Dinamarca, foi a criação da Escola deArte Gráfica da Academia de Belas Artes por AkselJorgensen, em 1920. Pode-se dizer, sem exagêro, queéle - mais de que qualquer outro artista contem-pordneodinamarquês, se reflete, de uma forma oude outra, no mais importante trabalho gráfico de duas gerações.A personalidade de Jorgensen, com seu aspecto teó-rico pronunciado, tem um rasto profundo. Suas teo-rias não somente se preocupam com a. construçãopuramente pictórica, com as próprias leis específi-cas que regem os trabalhos de arte, mas traz~mtambém a marca de um amplo aspecto humano, eisso em alto grau. Exige do artista que "se deva in-teressar na vida até às últimas consequências" e re- clam~ que "não deve se limitar a pintar, mas simli criar, a ter pensamentos positivos dá vida dentrode si, da vida dentro de uma comunidade trabalha-dora. Portanto, suas obras devem ser construtivas".Como complemento a esta última exígêncià, deveS6 pôr outra afirmação: "O estudo da composiçãoconstrutiva de uma imagem pode ser uma lição de perceptibilidade numa estrutura social correspon- dente".Sste dualismo éntre composição pictórica e interês-se na humanidade forma a base essencial dos prin-cipias que caracterizam a arte gráfica moderna di- nClmarquesa. Não importa que o artista escolha a
  • 148. DIN.uIARCA gravurahumanidade ou a máquina como objeto de sua in-terpretação, em linguagem controlada ou apaixo-nada, pois está ciente da sua parte de responsabili_dade. É típico da arte gráfica dinamarquesa o fatode a impressão feita pelo abstrato e o não-figurati-vo ter sido extremamente leve e passiva. A concen.tração em tôrno a um motivo ou grupo de motivos,mesmo o processo seletivo, tem significado na pre- cisão em interpretar a existência.De vez que os artistas - como 08 seis que expõemaqui - compree.ndem ou procuram compreenderuma coisa qualquer, alcançam êles - e com êles ovisitante - "uma idéia da coerência e unidade em outras coisas também". Jan GarI! gravura SOREN BJORTB-NIELSEN (1901)1 PAISAGEM DINAMARQUESA.2 PAISAGEM DINAMARQUESA.3 RETRATO.4: RETRATO.5 POLIDOR DE TRILHOS. REIDAR ltAGNUS (1896) 6 OS DESESPERADOS. 7 VISAO DA VIAGEM DOS MORTOS. 8 A FONTE. 9 POLICROMIA.10 METAMORFOSE. RASMUS NELLEMANN (1923)11 CONSTRUÇAO DE NAVIOS .. Água-forte.33x43.12 SILO DE CARV AO. Água-forte. 37 x 25;13 GUINDASTE. Água.-forte. 29 x 50. 144
  • 149. DINAMARCA gravura14 SILO DE CARV AO. Água-forte. 37 x 24.15 TERRENO DE CONSTRUÇÃO. Água-forte. 33 x 59. PALLE NIELSEN (1920)16 DA SÉRIE "ORFEO E EURíDICE", a-b.17 DA SÉRIE "ORFEO E EURíDICE", c.18 DA SÉRIE "ORFEO E EURíDICE", d.19 DA SÉRIE "ORl"EO E KURíDICE", g-h ...,j 0],. ;::i.t:hIE "ORI<EO E EURíDICE", i. DAN S,!ERUP-HANSEN (1918)21 HOMEiVr NA SALA DE ESPERA. 25 x 22.22 DOIS HOMENS BRIGANDO. 24 x 18.23 HOMEM CEGO NO PONTO DE PARADA. 28 x 15.24 SUBDESENVOLVIMENTO. 16 x 21.25 DORMINDO NA SALA DE ESPERA. 19 x 30. SVEND WUG-HANSEN (1922)26 OS QUE ESTÃO PROCURANDO.27 ANIMAL HUMANO.23 PESSOAS NA PAISAGEM.29 NUVENS PRETAS.,,) FlCHJRA NA LUZ.
  • 150. EQUADORDELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA CASA DA CULTURA EQUA-RIANA, QUITO.
  • 151. EQUADOR pintura pintura GUILLERlIO MURIEL B. (1927)1 FANATISMO.2 PRÃTICA MILITAR.3 O CONDOR.4 O TOURO.5 CASCATA.6 SOLIDÃO E VENTO.7 PEDRA E NUVEM.8 HOMEM.
  • 152. ESPANHADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA DffiEÇÃO GERAL DE RELA-ÇõES CULTURAIS E MUSEU DEARTE CONTEMPORÂNEA, MA-DRID.COM1SSÁRIO: LUIS GONZALESROBLES.
  • 153. ESPANHA Novos valores da atual geração artística espa-nhola aparecem neste V certame paulista. Co.mo fizemos com a precedente Bienal, realizamosagora uma exposição de tendência expressionista- uma das tendências pictóricas mais caracterís-ticas de nossas artes - em seus dois aspectos: fi- gurativo e abstrato.Três artistas jovens: Jaime Muxart, Maximo dePablo e Agustin Redondela, representam aqui oExpressionismo figurativo, de clàra filiação ibéricana concepção e realização de temas, ambientes e matéria.O abstracionismo está~rêPTesfmtado, na secção depintura, por um forte conjunto de jovens artistas:Rafael Canogar, Modesto Ciruelos, Modesto Cui-xart, Antonio Lago, Alfonso Mier, Lucio Muiíoz, Carlos Planell, Alberto Ráfols, Eusebio Sempere, Antonio Suarez, Vicent~ Vela e Manuel Viola, cada um com uma peculiar e característica maneira de fazer e de expressar, mas todos unidos por um de. nominador comum de austéro cromatismo, sério, mórbido, áspero e, às vêzes, com formas de um ri- gôr total. Quisemos juntar uma secção de desenho e gravura, no que seguimos exatamente as diretrizes escolh:. das para a secção de pintura: Alvaro Delgado, José Hurtuna, Jesús Nunes, José Paredes, Fernand-o lVIignoni, Antonio povedano e Rafael Zabaleta, são os que trazem sua mensagem de expressão figura- tiva, e Alfonso Cuni, Amadeo Gabino, José Gztino· vart, Victor Pallarés, Eusebio Sempere, Juan José Tharrats e Joaquin Vaquero Turcios, de tendência informalista. Todos êles, com um passado pictórico de inegável valôr. Com verdadeira satisfação apresentamos uma am- pla mostra da obra do jovem escultor Martin Chi. rino, herdeiro feliz dessa forja de ferro, tão arrai- gada no tradicional artesanato da Espanha. Luis Gonzalez Robles
  • 154. ESPANHA sala especial SALA ESPECIAL pintura MODESTO CUIXART (1925)1 PINTURA I, 225 x 130.2 PINTURA 2. 195 x 130.3 PINTURA 3. 225 x 150.4 PINTURA 4. 270 x 195.5 PINTURA 5. 162 x 130.6 PINTURA 6. 162 x 130.7 PINTURA 7. 162 x 130.8 PINTURA 8. 146 x 114.9 PINTURA 9. 160 x 105. gravura JUAN JOSÉ THARRATS (1918) 1 MACULATURA I, 1958. Monotipia. 100 x 56. 2 MACULATURA 2, 1958. Monotipia. 50 x 65. 3 MACULA TURA 3, 1959. Monotipia. 50 x 65. 4 MACULA TURA 4, 1959. Monotipia. 50 x 65. 5 MACULATURA 5, 1959. Monotipia. 100 x 56. 6 MACULATURA 6, 1959. Monotipia. 50 x 65. 7 MACULATURA 7, 1959. Monotipia. 50 x 65. 8 MACULATURA 8, 1959. Monotipia. 100 x 56.- 9 MACULATURA 9, 1959. Monotipia.. 100 x 56.10 MACULATURA lO, 1959. Monotipia. 100 x 56.l1 MACULATURA l1, 1959. Monotipia. 50 x 65.12 MACULATURA 12, 1959. Monotipia. 50 x 65. 15!
  • 155. ESPANHA pintura SALA GERAL pintura RAFAEL CANOGAR (1934)1 PINTURA 27. 193 x 100.2 PINTURA 28. 195 x 130.3 PINTURA 29. 195 x 130.4 PINTURA 30. 162 x 130. MODESTO CmUELOS (1908)5 PINTURA I, 1959. 193 x 100.6 PINTURA 2, 1959. 167 x 120.7 PINTURA 3, 1959. 148 x 120.8 PINTURA 4, 1959. 179 x 120.9 PINTURA 5, 1959. 174 x 121. ANTONIO LAGO (1916)10 PINTURA 1. 150 x 132.11 PINTURA 2. 150 x 132.12 PINTURA 3. 159 x 135.13 PINTURA 4. 110 x 95.14 PINTURA 5. 110 x 95. ALFONSO MIER (1912)15 PINTURA COM OBJETO 1. 195 x 129.16 PINTURA COM OBJETO 2. 163 x 130.17 PINTURA COM OBJETO 3. 100 x 81.18 PINTURA COM OBJETO 4. 163 x 130.19 PINTURA COM OBJETO 5. 100 x 81. LUCIO MU~OZ (1929)20 PINTURA SóBRE MADEIRA 1. 160 x 100.21 PINTURA SóBRE MADEIRA 2. 180 x 100;22 DEZEMBRO 2. 190 x 160.23 PINTURA ,SóBRE MADEIRA 3. 155 x 140.24 TERRA NEGRA. 180 x 100.
  • 156. ESPANHA pintura JAIME MUXART (1922)25 PAISAGEM. 162 x 130.26 NATUREZA MORTA 1. 162 x 130.27 NATUREZA MORTA 2. 162 x 114.28 JARDINEIRO. 146 x 114.29 FIGURA. 162 x 130.30 MONTANHAS. 162 x 114. MAXIMO DE PABLO (1930)31 BOIS EM CORES ROXAS. 190 x 100.32 BOI. 179 x 147. .3:i CABRAS. 225 x 151.34 FIGURAS. 130 x 97. CARLOS PLANELL (1fJ27)35 COMPOSIÇÃO 1. 117 x 82.36 PINTURA 2. 100 x 70.37 PINTURA 3. 145 x 66.38 COMPOSIÇÃO 4. 122 x 81.39 PINTURA 5. 185 x 122. ALBERTO RÁFOLS C. (1923)40 A JANELA, 1959. 115 x 89.11 TERRAS E VERMELHOS, 1959. 130 x 130.2 PAISAGEM, 1959. 163 x 129.13 CÃES. 90 x 80.14 DEZEMBRO. 195 x 117 AGUSTíN REDONDELA (1922)45 NATUREZA MORTA. 136 x 110.46 O CARRO. 136 x 110.47 PINTURA SOBRE A ESPANHA 1. 120 x 100.48 PINTURA SOBRE A ESPANHA 2. 150 x 100.49 PINTURA SOBRE A ESPANHA 3. 150 x 100. EUSEBIO SElllPERE (1924)50 RELÉVO LUMINOSO 3.65 x 56.51 RELÊVO LUMINOSO MÓVEL 1. 80 x 64. 156
  • 157. ESPANHA pintura-escultura52 REL~VO LUMINOSO VARIANTE. 70 x 70.53 REL~VO LUMINOSO MÓVEL 2. 81 x 55.54 REL~VO LUMINOSO MÓVEL 3. 95 x 63. ANTONIO SUAREZ (1923)65 PINTURA 1. 195 x 146.56 PINTURA 2. 225 x 165.57 PINTURA 3. 250 x 165.58 PINTURA 4. 182 x 130.59 PINTURA 5. 162 x 130. VICENTE VELA (1931)60 PINTURA 1. 199 x 152.61 PINTURA 2. 150 x 150.62 PINTURA 3. 125 x 125.63 PINTURA 4. 125 x 125. MANUEL VIOLA (1919) x 192.64 PINTURA 1. 26665 PINTURA 2. 196 x 98.66 PINTURA 3. 180 x 140.67 PINTURA 4. 162 x 114.68 PINTURA 5. 163 x 97. escultura 1fARTIN CIDR!NO (1925)1 FERRO FORJADO N.o 1.2 FERRO FORJADO N.o 2.3 FERRO FORJADO N.o 3.4 FERRO FORJADO N.o 4.5 FERRO FORJADO N.o 5.6 FERRO FORJADO N.o 6.7 FERRO FORJADO N.o 7.8 FERRO FORJADO N.o 8.9 FERRO FORJADO N.o 9.
  • 158. ESPANHA desenho desenho ALVARO DELGADO (1922)1 DESENHO 1. 89 x 66.2 DESENHO 2. 89 x 66.3 DESENHO 3. 89 x 66.4 DESENHO 4. 89 x 66.5 DESENHO 5. 89 x 66. JOS1t GUlNOVART (1927) 6 PAISAGEM. 60 x 40. 7 PORTA. 60 x 40. 8 CAMPO. 60 x 40. 9 CRIPTANA. 60 x 40.10 "LA PATUM". 60 x 40. FERNANDO MIGNONI (1929)11 VELHA E MENINO. 82 x 65.12 NO DE MULHER. 110 x 79.13 CELESTINA. 120 x 89.14 O MATADOR. 100 x 85.15 O TOUREIRO. 100 x 85. JOS1t PAREDES (1928)16 TOURO. 100 x 70.17 CAVALO. 100 x 70.18 GALO. 100 x 70.19 PEIXE. 100 x 70.20 P ASSARO. 100 x 70. ANTONIO POVEDANO (1921)21 CEIFEIRO. 100 x 70.22 MATERNIDADE. 100 x 70.23 PICADOR. 100 x 70.24 TOUREIRO. 100 x 70.25 DESENHO. 100 x 70. 150
  • 159. ESPANHA desenho-gravura EUSEBIO SElIPERE (1924)26 COMPOSIÇÃO 1. 63 x 50.27 COMPOSIÇÃO 2. 63 x 50.28 COMPOSIÇÃO 3. 63 x 50.29 COMPOSIÇÃO 4. 63 x 50.30 COMPOSIÇÃO 5. 63 x 50. JOAQUIN VAQUERO TURCIOS (1933)31 DESENHO 1. 203 x lO!.32 DESENHO 2. 203 x 101.33 DESENHO 3. 199 x 101. RAFAEL ZABALETA (1907)34 Nú 1. 100 x 70.35 NATUREZA MORTA 1. 100 x 70.36 NATUREZA MORTA COM PAISAGEM. 100 x 70.37 Nú 2. 100 x 70.38 NATUREZA MORTA 2. 100 x 70. gravura . JOSI; ALFONSO CUNI (1924) 1 COMPOSIÇÃO N.o 1. Água-forte. 67 x 52. 2 COMPOSIÇAO N.o 2. Agua-forte. 67 x 52. 3 COMPOSIÇÃO N.o 3. Água-forte. 67 x 52. 4 COMPOSIÇÃO N.o 4. Água-forte. 67 x 52. 5 COMPOSIÇÃO N.o 5. Água-forte. 67 x 52. AMADEO GABINO (1922) 6 FIGURAS 1. Monotipia. 113 x 89. 7 FIGURAS 2. Monotipia. 113 x 89. 8 MAR DO NORTE 1. Monotipia. 113 x 89. 9 ÁRVORES NA NEVE 1. Mónotipia. 113 x 89.10 MAR DO NORTE 2. Monotipia. 113 x 89.
  • 160. ESPANHA gravura. JOS~ GUINOV ART (1927)11 NOTURNO. Litografia. 60 x 40.12 PAISAGEM. Litografia. 60 x 40.13 TOURO. Litografia. 60 x 40.14 POPULAR. Litografia. 60 x 40.15 COMPOSIÇÃO. Litografia. 60 x 40. JOS~ HURTUNA (1913)16 TRÊS TONS. Litografia. 65 x 50.17 HARMONIA EM AMARELO. Litografia. 65 x 50.18 PEIXES. Litografia. 65 x 50.19 VERTICAIS. Litografia. 65 x 50.20 OCRE E VERMELHO. Litografia. 65 x 50. JESúS NUNEZ F. (1927)21 GRAVURA 1. Água-forte. 52 x 38.22 GRAVURA 2. Água..forte. 79 x 58.23 GRAVURA 3. Água-forte. 76 x 63.24 GRAVURA 4. Água..forte. 84 x 68.25 GRAVURA 5. Água-forte. 89 x 70. VICTOR P. PALLARÊS (1933)26 GRAVURA 1. Água..forte. 74 x 61.27 GRAVURA 2. Água-forte. 74 x 61.28 GRA VURA 3. Água..forte. 74 x 61.29 GRAVURA 4. Água-forte. 74 x 81.30 GRAVURA 5. Água..forte. 74 x 81. 16)
  • 161. ESTADOS UNIDOSDELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO «MINNEAPOLIS ART INSTC-TUTE», MINNEAPOLIS, MINNE~SOTA.COMISSÁRIO: RICHARD DAVIS.
  • 162. ESTADOS UNIDOS o Instituto de Arte de Minneapolis sente-segrandemente honrado pelo convite das autoridadesda V Bienal de São Paulo para escolher e organizara representação americana nesta importante expo- sição internacional.O convite para preparar a secção dos Estados Unidos,êste ano, foi.nos transmitido pelo Conselho Interna-cional do Museu de Arte Moderna, sob os auspíciosdo qual a exposição americana na última Bienal foirealizada. Com admirável flexibilidade e amplitudede visão, o Conselho Internacional tem prosseguidona polftica de recomendar à administração da Bienalde São Paulo museus de outras regiões da América,que pudessem, de vez em vez, partilhar com êle a res-ponsabilidade desta exposição extremamente signifi.cativq. Em 1955, o Museu de Arte de San Franciscofoi convidado para representar os Estados Unidos eagora, pela primeira vez, um museu do .meio oeste éencarregado de preparar a exposição. Como sucedeuem anteriores ocasiões, a agência do Museu de ArteModerna, encarregada do convite, proporcionou sub- . sídio inicial para o empreendimento.Talvez valha a pena mencionar que, na ausência deagências governamentais, prontas a assumir as des.pesas come O envio da arte americana, a exposiçõesinternacionais distantes, um grupo de generosas per-sonalidades e indústrias proporcionaram os fundospara aliviar o considerável compromisso financeirodo Instituto. O orgulho, que a região do meio supe-rior oeste sente nas realizações culturais norte.ame-ricanas e seu sentido crescente de responsabilidadeem assuntos criticos, levou êste grupo de homens,de negócios a patrocinar uma exposição que distamilhares de quilômetros, e que infelizmente poucos dêles terão a oportunidade de ver.O caráter local e regional da ajUda, que tornou estaexposição materialmente possível, está em marcantecontraste com seu conteúdo artístico eletivo. Emborase pudesse preparar mostra muito interessante e ex-
  • 163. ESTADOS UNIDOScelente, com apenas. uma seleção de artistas destaregião, a intenção do Instituto foi de proporcionaruma exposição de mais amplo significado, que pudes-se resistir à critica internacional. Hoje em dia, o "re-gionalismo" tem perdido o significado que possuiaoutrora na arte norte-americana, e a maioria dos nos-sos melhores artistas não somente expõem em NovaYork, mas vivem naquela cidade, a qual partilha comParis, LondrBse Roma, o tradicional destaque dêstes,como grandes centros de atividade criadora nas artesvisuais. Dos 12 artistas desta exposição, todos, menosum, ou vivem na cidade de Naval. Yor.k ou morambastante perto dela, para que ainda lhes sirva comocentro de sua vida social e profissional; a solitáriaexceção é um jovem escultor que se encontra na Eu-ropa desde a guerra, e que agora faz de Paris sua residência.O Instituto de Arte de 1I1innellpolis está honrando,êste ano, o escultor David Smith e o pintor PhilipGuston com duas grandes exposições individuais. Ca-da exposição focaliza o trabalho do artista d.urantea última década, um periodo que tem sido, sem ne-nhuma dúvida, o mais vivo e o mais aventuroso daarte americana. David Smith é o pioneiro norte.ame-ricano num gênero de construção de ferro pesada.Começou a trabalhar em metais em 1933, e por maisde vinte e cinco anos tem permanecido fiel às técni-cas e aos meios por êle escolhidos, revelando durantetodo êsse tempo uma série notável de invenções abs-tratas. Sua arte constitui uma das mais grandiosassoluções contemporâneas a um problema crítico quese apresenta ao escultor moderno, e que temsído for-mulado pelo crítico de arte inglês, Lawrence Alloway,da seguinte maneira: "como fazer escultura de ferrosem ser um construtivista". Smith é prolífico, gran-demente variado, incansável, e um mestre da formamonumental, notàvelmente representado pelas peçasde maior tamanho nesta exposição. Sua arte pode serplausivelmente. caracterizada como norte-americana 164
  • 164. ESTADOS UNIDOSpelo seu veemente materialismo, certa insistência emque o metal fale como metal, ainda que com selva.gem franqueza. As formas ilusoriamente simplifica·das têm uma "crueza" que sugere os acentos rústicose familiares e o espírito pragmático e sem elevaçãode alguns dentre nossos mais célebres filósofos e poe-tas de New England. Mas atrás dessas esculturas,há inteligência artística, rica e cultivada, e grandecontrôle, que reflete o sentido europeu da arte e o patrimônio internacional do modernismo.As pinturas de Philip Guston partilham com as es·culturas de David Smithseu temperamento de liber-dade lírica, e a dinâmica interna que também carac-teriza o melhor da arte norte.americana contempo-rânea. No entanto, la onde Smith tende às vêzes auma confiança e a um excesso quase barrocos, Gus-ton aparece, por contraste, hesitante, parcimonioso eascético. Seus recentes trabalhos, em particular, pa-recem ter sido o resultado final de um processo dereduções e eliminações, como se fôrças imponderáveisdesafiassem cada gesto positivo concebido pelo ar.tista. Isto é particularmente notável num artista comos dons ricos e naturais de Guston, pois, no passado,suas pinturas foram geralmente aclamadas pela suaqualidade pictórica e a plenitude romântica de seu . acento.Agora, no entanto, talvez em resposta a êste sentidoproblemático da existência, que tanto incomoda aarte e a literatura sérias de hoje, Guston parece le-vado a· minimizar as atrações sensuais do meio. Êlesegue um tipo de beleza sem graça, gênero "medusa",empregando curiosas formas abstratas que frequen-temente alcançam uma sugestão grotesca. Vácuo edestituição, uma desharmonia disforme das partes,parecem ser as premissas difíceis das mais recentespintums de Guston. Seus trabalhos necessitam deradical reajustamento às nossas esperanças estéticashabituais, pois trata rudemente as panacéias fáceise qualquer idealismo convencional. Tais como as pe-ças de Samuel Beckett, estas pinturas são perturba.
  • 165. ESTADOS UNIDOS doras em sua rigidez, embora contenham momentos d~ beleza rica e luminosa. Surgem dos temperamen-tos indagadores e fundamentais do pensamento con· temporâneo. Ao se revoltar contra a desordem e oinsignificante, éles nos levam de novo, por caminhoinesperado, para a ordem ideal da arte, "resgastando"assim iste encontro com o "insignificante", que tan-tos filósofos contempordneos nos advertem ser a ex- periência essencial do homem moderno.Com nossa seleção dos trabalhos de 10 artistas mais jovens ou de menor reputação, quizemos ampliar a imagem da arte norte-americana contemporânea, e ilustrar sua variedade. Embora tais artistas demons· trem claramente afinidades estilísticas, representam no entanto uma ampla série expressiva e tempera- ment03 sensivelmenttJ diferentes. Tocfos, menos três, têm menos de quarenta anos, e seriam geralmente classificados como membros da "nova" geração. To- davia, os modos abstratos que agora dominam de modo decisivo tanto a arte americana como a euro- péia têm feito grande número de conversões notáveis também entre a geração "mais velha". Sua audácia técnica, sua energia, sua vontade de se arriscar estê- ticamente, como também a data relativamente recen- te da fama que alcançaram, associam lógicamente êsses artlstas mais velhos a seus colegas mais moços. Como exemplo, Gabriel ,Kohn e Reuben Kadish tra- balharam com sucesso em outras maneiras, e no caso de Kadish, em outros métodos de escultura, antes de alcançarem seu estilo habitual. Em nossa opinião, naturalmente, são assaz convincentes em seus idio- mas atuais. Muitos dos artistas mais jovens estão já adquirindo fama internacional, e têm regularmente exposto na América do Norte por vários anos. Convém dividir os pintores em três categorias extremamente simpli- ficadas, mas talvez úteis. Conrad Marca-Relli, Joan Mitchell, Michael Goldberg e AIfred Leslie, em suas maneiras separadas e distintas, refletem o impacto 16:3
  • 166. ESTADOS UNIDOSpoderoso do expressionismo abstrato de Willem deKooning sôbre sua geração. Talvez as mais decisivasalterações, que êste importante artista tenha exerci.do sôbre a geração mais jovem, foram uma enrique-cidade sensualidade no meio, e o aumento de seusenso de compromisso a um tema abstrato. Além dis.so, cada artista tem amplamente demonstrado seuinconfundível acento individual e ampla capacidade inventiva.~mbora os artistas acima possam ser relacionados aoassim chamado desenho de "ação", representado pelotrabalho de Willem de ,Kooning, Sam Francis e, emmenor grau, Helen Frankenthaler, êles se associam,com maiores modos contemplativos de expressão.Com certeza, há momentos explosivos, e erupções emseu trabalho, mas o mesmo nos faz constantementelembrar os aspectos poéticos e permissivos da pinturacaligráfica oriental. No entanto, nenhum destes ar-tistas tem sido diretamente afetado pela arte doLeste. Francis estudou com Clyfjord Still há dez anospassadas e é um admirador da pintura de MarkRothko, dois dos nossos mais destacados expressio-nistas abstratos. Os sinais de Frankenthaler, livrese expressivos, derivaram de fonte muito diferente: aslinhas às "chicotadas", os "gotejamentos" e as "di-fusões" de côres, ou as manchas, do falecido Jackson Pollock.A paleta de Robert Rauschenberg e seu "informal"sentido de desenho também o unem intimamente àgeração abstrata mais jovem, que tem procurado deKooning como líder. Mas êle é mais notável aindapelo renascimento de uma nova pintura 4adaista,que utiliza os materiais de todo dia e as figuras maisbanais, com grande espírito inventivo; fértil em re.cursos. As colagens de Rauschenberg substituem umaaceitação de fato das superfícies da vida aos tempe-ramentos irônicos e revoltosos, ou à violência socialimplícita na arte de seus ilustres predecessores da. daistas.
  • 167. ESTADOS UNIDOS sala especialFinalmente, a arte de James Metcalf, talentoso maspouco conhecido, jovem escultor trabalhando em me-tais, demonstra uma síntese profícua de formasabstratas e inspiração surrealista. Se ocasionalmentenos fazem lembrar a escultura de Ernst, ou algumasfantasias de insetos de Matta, estas fontes têm sidoassimiladas a um idioma altamente pessoal. O poderexpressivo de Metcalf, e a qualidade francamente de-sagradável de algumas de suas formas, são equili-brados por um sentido de superfície quase precioso,lapidário. Seu trabalho, hábil e requintado, pode, pa-ra alguns, associá-lo às expressões européias mais doque às americanas. Porém, parece que a secção dosEstados Unidos torna fartamente claros os riscos dese precipitar em conclusões no assunto da identidadeartística nacional. Hoje em dia, nossa pintura e nos_sa escultura fornecem prova encorajadora do podercrescente de um movimento genuinamente interna-cional na arte contemporânea, uma nova maré deabstração lírica, enriqueCida por uma variedade deacentos e inflexões individuais, na Europa e nas Américas. Sam Hunter SALA ESPECIAL PHILIP GUSTON (1912) pintura 1 SEM TíTULO, 1950. 147 x 157. 2 NúMERO!}, 1952. 123 x 154. Col. Boris e Sophie Leavitt de Lana LobelI, Inc., Hanover, Pa. 3 NúMERO lO, 1952. 132 x 122. Col. Morton G. Neumann, Chicago. 4 ATTAR, 1952. 123 x 117. Col. Morton Feldml~, Nova York. 168
  • 168. ESTADOS UNIDOS sala especial 5 PINTURA. 1954. 160 x 152. Col. Museu de Arte Moderna (doação Philip C. Johnson), Nova York. 6 ALEGRIA DE MENDIGO, 1954-55. 183 x 172. Col. Boris e Sophie Leavitt de Lana Lobell, Inc., Hanover. Pa. 7° QUARTO, 1954-55. 183 x 152. Col. Leo Castelli; Nova York. 8 BRONZE, 1955. 193 x 183. Col. Instituto de Arte, Minneapolis, Minn. 9 SEM TÍTULO, 1955-56. 183 x 193. Col. Edgar Kaufmann, Nova York.10 MOSTRADOR, 1956. 183 x 193. Col. Whitney Museum of American Art, Nova York.11 CERIMôNIA, 1957. 121 x 64. Col.William Inge, Nova York. 12 RELôGIO, 1957. 193 x 162. Cal. Museu de Arte Modernu (doação Bliss Parkinson), Nova York.13 RELOGIO n, 1957. 64 x 121. Cal. Eric Estorick Londres.14 CITERA, 1957. 183 x 162. Cal. Donald Blinken, Nova York.15 A EVIDÊNCIA, 1957. 165 x 172. Cal. Ben Heller, Nova York.16 FABULA lI, 1957. 64 x 121.17 VOLTA DO NATIVO, 1957. 165 x 193. Cal. Phil- lips, Washington, D.C.18 REGRESSO, 1957. 64 x 121. Col. Don I. Gross- man, Nova York.19 QUARTO 112, 1957. 157 x 172. Col. Joseph Pulit- zer Jr., St. Louis, Mo.20 RAMO, 1958. 186 x 196. Cal. particular, Pitts- burgh.21 RITO, 1958. 122 x 162. Cal. Instituto de Arte (doação Sociedade para a Arte Contemporânea Americana), Chicago.22 PRIMAVERA I, 1958. 56 x 76.l3 PRIMA VERA lI, 1958. 56 x 76.
  • 169. ESTADOS UNIDOS sala especial deseDbo1 DESENHO, 1949. Tinta 44 x 54.2 DESENHO, 1950. Tinta. 66 x 102.3 DESENHO, 1950. Tinta. 46 x 57.4 DESENHO, 1952. Tinta. 46 x 61. -Col. Morton Feldman, Nova York.5 DESENHO, 1953. Tinta. 44 x 57.(5 DESENHO, 1953. Tinta. 42 x 55.7 RELATIVO A ATTAR, 1953. Tinta. 44 x 60.8 DESENHO, 1953. Tinta. 30 x 45.9 DESENHO, 1953. Tinta. 48 x 61. Col. particular, Minneapolis, Minn.10 RELATIVO A ZONA, 1954. Tinta. 48 x 61. SALA ESPECIAL DAVID SlUTH (1906) escultura. 1 AGRíCOLA IX, 1952. Aço. 93. 2 TANQUE TOTEM III, 1953. Aço. 212. 3 MULHER DE FERRO, 1954..58. Aço. 220. 4 FORJADO lI, 1955. Aço. 172. 5 FORJADO IV, 1955. Aço. 202. 6 FORJADO VII, 1955. Aço. 221. 7 FORJADO VIII, 1955. Aço. 228. 8 FORJADO XI, 1955. Aço. 230. 9 RAPINA lI, 1955. Aço. 65.10 CINCO PRIMAVERAS, 1956. Aço, aço inoxidá- vel, niquel. 197.11 FORJADO X, 1956. Aço. 198.12 TANQUE TOTEM V, 1956. Aço. 255. ·Col. Ho .. ward Liprnan, Cannondale, Conn.13 PESOS ANIMAIS, 1957. Aço. 52. Col. Joseph H. Hirshhorn, Nova York.H LIVROS E MAÇÃS, 1957. Prata. 76. 170
  • 170. ESTADOS lJNIDOS pintura15 HOMEM SOLITÁRIO, 1957. Prata. 71.16 PERSONAGEM DE MAIO, 1957. Bronze. 182.ll PEREGRINO, 1957. Aço. 218.18 RAPINA lII, 1957. Aço. 80.19 RELóGIO SEM TEMPO, 1957. Prata. 53.20 II ARCOS, 2 OVAIS, 1958. Bronze. 48.21 8 PLANOS, 7 LINHAS, 1958. Aço inoxidável. 314.22 10 ARCOS, 1 CÍRCULO. 1958. Bronze. 72.23 25 PLANOS, 1958. Aço inoxidável. 342.24 "O.K. BOOKS", 1959. Aço inoxidável. 229.25 2 CíRCULOS E PLANOS, 1959. Aço inoxidável. 280. SALA GERAL pintura SAM FRANCIS (1923) 1 AZUL FORA DO BRANCO, 1958. 198 x 228. Col. Joseph H. Hirshhorn, Nova Yorlc. 2 RUMO AO DESAPARECIMENTO, 1958. 274 x 320. Col. Galeria Martha Jackson, Nova York. 3 SEM TÍTULO, 1959. 299 x 190. HELEN FRANKENTHALER (1928) 4 VENUS E O ESPELHO, 1957. 167 x 175. Col. Galeria André Emmerich, Nova York. 5 PRAIA BASCA, 1958. 148 x 176. Col. Joseph H. Hirshhorn, Nova York. 6 CAÇADA INVERNAL, 1958. 231 x 118. Col. Galeria André Emmerich, Nova York. MICHAEL GOLDBERG (1924) 7 tcARO, 1958. 160 x 147. Col. Galeria Martha Jackson, NOva York ..
  • 171. ESTADOS UNIDOS pintura8 O SORRISO, 1958. 137 x 152. Col. Galeria Mar- thu Jackson, Nova York.9 NIVEL PARTIDO, 1958. 203 x 177. Col. Galeria Marthu Jackson, Nova York. ALFRED LESLIE (1928)10 CRACÓVIA, 1958. 152 x 167. Cal. Galeria Mar. tha Jackson, Nova York.11 BACIA DO ERIE, 1958. 167 x 152. Col. Galeria Martha Jackson, Nova York.12 FONTE, 1958. 152 x 167. Cal. Galeria Martha Jackson, Nova York. CONRAD MARCA-RELLI (1913)13 ROCHA PRETA, 1958. Colagem de tela pinta- da. 193 x 285. Cal. Galeria Samuel M. Kootz" Nova York.14 LOTERIA, 1958. Colagem de tela pintada. 143 x 193. Col. Galeria Samuel M. Kootz, Nova York.15 CARGUEIRO NOTURNO, 1958. Colagem de tela pintada. 143 x 193. Col. Galeria Samuel M. Kootz, Nova York. JOAN lUTCHELL (1926)16 RUA 73, LESTE, 1957. 190 x 213. Col. Galena Stable, Nova York.17 "14 OCLOCK", 1959. 175 x 186.18 ARDóSIA, 1959. 195 x 190. ROBERT RAUSCHENBERG (1925)19 RISCO, 1957. Colagem e pintura. 215 x 95. Col. Galeria Leo Castelli, Nova York.20 PINTURA COM LETRA "s" VERMELHA, 1957. Colagem e óleo. 128 x 126. Albright Art Gallery (doação Seymour H. Knox), Buffalo, N. Y.21 TROFEU, 1959. Colagem e óleo. 167 x 104. Col. Donald H. Peters, Nova York. 172
  • 172. ESTADOS UNIDOS escultura escultura REUBEN KADISH (1913)1 BARREIRA, 1959. Bronze. 76.2 ENCONTRO, 1959. Bronze. 56.3 SEM TíTULO, 1959. Bronze. 81. GABRIEL KOHN (1910)4 NOITE, 1958. Madeira. 110. Co1. Galeria Leó Castelli, Nova York.5 RAIZ QUADRADA, 1958. Madeira. 75. Co1. Ga- leria Leo Castelli, Nova York.6 SEM TíTULO, 1959. Madeira. 53. Co1. Galeria Leo Castelli, Nova York. JAMES METCALF (1924)7 FÊ!NIX, 1958. Latão. 189. Co1. William N. Co- pley, Seine-et-Oise.8 GUERREIRO, 1958. Latão. 82.9 O OVO, 1959. Latão. 38. Co1. B. Lees, Paris.
  • 173. FINLÂNDIADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LA ASSOCIAÇÃO DE ARTISTASFILANDl!!SES, HELSINKI.COMISSÁRIO: TAPANI RAITrI·LA
  • 174. FINLÃNDlA A arte finlandesa, cônscia de suas próprias as- pirações, é bastante jovem nos círculos de culturada Europa. Por esta razão, nOSSa posição tem sido e será mais a daquele que recebe, em face dos gran- des centros da arte européia.É natural que, nos esforços de encontrar novas for-mas de expressão, quis-se manter no que é origi-nal e característicos para os Finlandeses, enquan-to que, ao mesmo tempo, tendia a tomar parte, tãointensamente quanto possível, no desenvolvimentoda arte que se faz nos países vizinhos. Em nossaarte, pode-se encontrar, àe um lado, uma concep-ção subjetiva baseada na instituição e do outro,uma tendência a seguir o processo que se desenvol-ve para encontrar novas expressões. Na tensãoentre essas aspirações contraditórias da arte, o de-senvolvimento vivo marcha para ~s valores gerais que caracterizam a natureza da arte.Nesta Bienal, a arte finlandesa é apresentada porobras de três pintores, quatro artistas gráficos e dois escultores.Helge Dahlman: suas pinturas foram escolhidas desua primeira fase de desenvolvimento. dos anos deapós a segunda guerra mundial. Em suas obras, osentimento expressionista descarrega-se livremente,as côres são refinadas, e tôda a execução é caracte- rizada pela pureza e pela utilidade artística.Erik Enroth é também· um expressionista. Suas pin- turas, grandes em geral, déixam impressão possan-te. Isto é produzido pela extensa utilização de tôdas as possibilidades que o colorido, a matéria, o ritmo linear e os elementos ornamentais oferecem ao pin_tor. Estas obras são realistas em seu espírito e lem- bram o pathos social da arte mexicana.Maija Isola: nas suas pinturas, analisadas clara e tranquilamente, percebe-se a atmosfera caracteris- ticamente nórdica. Tuomas Von Boehm: suas litografias se tornaram extraordinàriamente refinadas por numerosas va-
  • 175. FINLANDIA pinturariações, e este refinamento é característico de sua arte.Ernst .M ether-Borgstrom, atingiu, em suas gravuras,seu raciocínio abstrato e uma expressão liberta de tUdo quanto não é essencial.Leander Fomas emprega sem prevenção métodosgráficos variados. Em suas obras, os assuntos figu-rativos, surrealistas e humorísticos, têm sido utili-zados através de uma matéria que nos faz lembrar a idéia tachista.Taisto Toivonen: a fabulosa popularidade de suasgravuras coloridas em madeira causa impressão aos espectadores.A escultura finlandesa tem permanecido, de modogeral, fiel a suas tradições plásticas. A influênciada escultura italiana tem sido sensível recente- mente.Kain Tapper e Pekka Aarnio representam a fase jovem de nossa escultura. Tapani Raittila pintura HELGE DAllLMAN (1924)1 GUERRA, 1946-48. 100 x 149. CoI. T. von Boehm.2 EDIFíCIO, 1948. 61 x 64. CoI. O. Valavuori.3 MULHER, 1948. 55 x 38. Col. Calonius. ERIK ENROm (1917)4 CORPO, 1954. 130 x 100. Colo S. Hilden.5 PAISAGEM DE INVERNO, 1955. 139 x 101. Col. S. Hilden.6 NATUREZA MORTA, 1957. 65 x 122. Col. S. Hilden.7 CRANEO, 1958. 90 x 120. Col. S. Hilden.8 NUA, 1958. 161 x 95. Col. S. Hilden. in
  • 176. FINLÁI."<lDIA escultura 9 LAGOSTAS, 1958. 100 x 140. Col. S. Hilden.10 FERRAMENTAS, 1959. 79 x 99. Col. S. Hilden. MAIJA ISOLA (1927)11 COMPOSIÇÃO I, 1957. Têmpera. 81 x 100.12 DANÇA, 1957. Têmpera. 73 x 100.13 COMPOSIÇÃO 111, 1957. Têmpera. 120 x 80.14 COMPOSIÇÃO IV, 1957. Têmpera. 70 x 120.15 COMPOSIÇÃO lI, 1958. Têmpera. 130 x 100. escultura PEKKA AARNIO (1930)1 CICLISTA, 1957. Bronze.~_95. Col. Mykkanen.2 MULHER QUE BOCEJA, 1958. Bronze. 22. CoL do Ateneum.3 MULHER DESPINDO-SE, 1958. Bronze. 80.4 CABEÇA DE MENINO, 1958. Bronze. 29. Col. Ev. Vartiainen. KAIN TAPPER (1930)5 CRÃNEO DE CAVALO, 1956. Madeira. 35.6 CABEÇA DE MoçA, 1957. Madeira. 35. Col. Reunanen.7 GAFANHOTO, 1958. Madeira. 10. Co!. do Ate- neum.8 MORCEGO, 1958. Madeira. 15. Col. J. Savolai- nen.9 MOSCARDO, 1958. Madeira. 20. Col. Raipprr- linna. gravura LEANDER FORNAS (1925) 1 HISTERIA, 1955. 30 x 45. 2 ANJOS DEPENADOS, 1955. 30 x 45.
  • 177. FINLANDIA gravura3 APETITE INESGOTÁVEL, 1955. 30 x 45.4 DIABO E MALABARISTA, 1955. 30 x 45.5 FRATERNIZAÇÃO. 1955. 30 x 45. ERNST METHER-BORGSTRôM (1917) 6 GRELHA, 1957. 23 x 29. 7 FORMADOS PELA ÁGUA, 1957. 20 x 28. 8 FRAGMENTOS, 1957. 24 x 11. 9 RESíDUOS DE LATA, 1957. 16 x 29.10 GAIOLA, 1957. 23 x 30. TAISTO TOIVONEN (1921)11 .sALA DOS íCONES, 1955. Xilog.ravura. 34 x 39.12 MENINO POBRE, 1956. Xilogravura. 55 x 31.13 BATISMO, 1957. Xilogravura. 32 x 48. TUOMAS VON BOEllM (1916)14 JARRO DE LATA, 1955. Litografia. 22 x 40.15 MESA NEGRA, 1956. Litografia. 28 x 39.16 GALO, 1956. Litografia. 24 x 43. .17 NATUREZA MORTA, 1956. Litografia. 24 x 37.18 COMPOSIÇÃO DE TABUINHAS, 1956. Litogra- fia. 20 x 38. 18Q
  • 178. FRANÇAEXPOSIÇÃO ORGANIZADA PE·LO GABINETE DAS ESTAMPASDA BmLIOTECA NACIONAL.PARIS.
  • 179. FRANÇA .. QUATRO Sti:CULOS DE GRAVURA FRANCíl:SA A estampa, tal como a conhece a arte do Oci-dente, talvez haja sido imaginada na França; e éna França que foi praticada por mais longo tempoe pelos melhores artistas. O estrangeiro pode ape.nas citar alguns grandes nomes, Os de Dürer, deRembrandt, ·de Goya, de Blake ao passo que naFrança os mestres são numerosos, de Duvet a Dau·mier, passando por Fragonard, por Delacroix, porEdouard Manet, e tanto outros que veremos aqui.Por outro lado, se no estrangeiro, antes e após os grandes mestres, a escola permanece quase que es.téril, na França uma infinidade de pequenos meS" tres assegura d transmissão das formas com aque· la facilidade e aquêle gõsto que se reconhecemsempre como características do espírito de nosso país. Uma grande mostra, coma esta, a realizaçãode um panorama da estampa francêsa, impunha.se portanto. A última apresentada ao público, comcerta amplitude, realizou..se em Paris, por ocasião da Exposição Internacional de 1937. Esta, concebi- da com espírito um pouco diferente, era difícil de se realizar, pois as grandes coleções de outrora es- tão espalhadas, e suas obras-primas conservadas nos museus dos dois mundos; devemos,pois, agrade. cer ao "Cabinet des Estampes" de Paris, e, ao seu conservador.chefe, Sr. Vallery.Radot o haverem em. prestado o essencial para este conjunto, no que fo. ram auxiliados por alguns colecionadores e nego. ciantes de estampas. A estampa francesa nasceu antes de 1450, nos do. mínios dos duques -de Borgonha, tanto na cõrte, no gênero de gravura em "tatlle.douce", como nos mosteiros, no da gravura em madeira. Na falta des·
  • 180. FRANÇAsas peças, que se tornaram bastante raras para quese possa expô-las, vemos aqui as que cronologica-mente lhes sucederam, madeiras já ilustres, grava-das na côrte de Lorena por Jean Pélerin (n. o 1) eGabriel Salmon (n. o 2); ambos são eruditos, carac-terizados, um (Pélerin) pela Itália, outro (Salmon)pela Alemanha. A madeira servirá doravante à ilus-tração; mas os pintores da côrte de Fontainebleau,entre 1540 e 1560 introduziram definitivamente naFrança a gravura sôbre cobre, a água-forte, e a pon- ta.;sêca. Praticarão a gravura de reprodução à ma-neirci italiana e, multiplicando as imagens das de-corações de seu célebre castelo, são êles que irãocriar o que, desde Bartsch, chamaríamos de escolade Fontainebleau (nO 3, 7), a qual compreenderá· vá- rios franceses (8, 9, 11).Dois ourives franceses, um artífice agradável, Etien-ne Delaune (12), o outro grande mestre sonhador epoético, Jean Duvet (5,6), vão aproveitar desta expe-riência e criar com René Boyvin, de Angers, a esco- la francesa.Mas a gravura em "taille..douce" destina-se a um pú_blico que as guerras de religião farão desaparecer, o público dos ornamentadores.Então, nesse período turvo, somente a gravura fran_cesa será popular, anônima, com recordações breu-ghelianas (20). É praticada por gravadores em ma- deira, instalados em París, à rua Montorgueil, e em seguida à rua Saint.Jacques (19, 20, 21).Mas aos gravadores da rua Saint.Jacques junta-seum contingente considerável de gravadores em co- bre de Antuérpia, chegados por volta de 1590: estes artistas, agrupados em tôrno de Thomas de Leu (23), trarão de volta a gravura em cobre, gravura religiosa e gravura de retrato. Um exemplo curioso desta produção é o Henri IV (22) exposto aqui; o assunto é gravado em cobre por Halbeeck, flamengo estabelecido em Paris; para a moldura são utiliza- 181
  • 181. FRANÇAdas madeiras francesas, um rendilhado inspirado nos mais antigos livros de bordado.O século XV II vê a sequência desta forma de gra-vura em cobre, que se desenvolve e se torna muitopessoal com Robert Nanteuil e Edelinck. Os re-tratos gravados franceses, do XVII século, são mere.cidamente célebres, e deram a nota por mais de umséculo, no mundo inteiro. Ao lado de homens há-beis, acostumados à pesquisa da expressão fisionô-mica, como Robert Nanteuil (3-36), encontram-sevirtuoses como Melan que, com traço único mais oumenos profundo, sabem retraçar um rosto (33). NoXVII século, também, numerosos paisagistas, entreêles os Perelle e os Silvestre, mostram os castelos eas casas reais. A gravura de interpretação, à manei-ra dos mestres, cada vez mais se desenvolveu: es-tampas à maneira de Poussin, à maneira. de Lebrun,à maneira de Mignard. Mas, ao mesmo tempo, vê-senascer o que o XVIII século chamará de "griffonis",o esboço a água-forte, com Callot (26-29) e seus imi-tadores, gênero que será retomadO pelos pintores desde o fim do XVII século.O XVIII século é, como se costuma dizer, o séculoda estampa. Os artistas franceses tornaram-se vir-tuoses, e dão interpretações muito jelizes das me.lhores obras pintadas elo momento. Tendo taisobras desapareCido, ou se dispersado, as gravuras são frequentemente as únicas a lhes guardarem a lembrança. Isto lá era seu papel no XVIII século.Sabiam elas substituir as telas nos interiores bur-gueses. Os gravadores de então empregavam aágua-jorte; esta água-jorte pura era acabada a buril por projissionais que lhe davam um brilho incom- parável. Tendo reproduzido as telas, os gravadores querem dar jac-similes dos guaches e dos desenhos; daí a invenção de processos tais como a gravura, a água- tinta, a lápis (73 e 74), jac.similes tão notáveis q~e frequentemente pensa-se ter em mãos os originais.
  • 182. FRANÇA A gravura é essencialmente pansxense; na provín- cia, grava-se muito pouco, a não ser imagens reli. giosas e baralhos, certas madeiras populares, das quais as melhores são as de Orléans. Outrossim, enquanto no XVII século era fato ex~ cepcional ver-se um pintorgravar êle mesmo, como Claude (33), como Bourdon (34), no XVIII século, sobretudo depois de 1750, o fato é mais frequente: Fragonard (66), Moreau lainé (67-67a), Gabriel de Saint-Aubin (que infelizmente não podemos a,pTe. sentar aqui) gravam a água.forte com espírito. Enfim, o XVIII século vê renascer a gravura popu- lar em madeira praticada nos grandes centros ur. banos, como Orléans (80)" enquanto os Parisienses pediam aos artífices da rUa Saint..Jacques imagens em cobre. Esta gravura popular será praticada par- ticularmente em Epinal (93). A Revolução não terá ação alguma na gravura fran. cesa, que se dedicará, apesar dos encorajamentos do Estado, menos à representação de cenas impor. tantes (81-81 bis) do que à exaltação dos sentimen. tos morais e familiais (78) para uso das almas seno.. síveis. Mais de um milhão de gravuras é o que foi executa. do em França no XIX século, ou seja mais de 10.000 por ano, trinta por dia, sem contar as pran. chas de livros e as de jornais. Nesta imensa produ- ção, ao lado de peças documentativas frequente. mente interessantes, o fenômeno essencial é o pro. gresso da gravura artística. De então em diante, cada vez mais, ela serve aos pintores como meio de expressão. Todos os maiores artistas são gravadO. res. Delacroix por volta de 1830 (85.87), em seguida Manet (109), Corot (103); no fim do século Redon (117.119), Renoir (120), Cézanne (116). A água.forte, a litografia sobretudo, são cada vez mais por êles empregadas em detrimento do buril, julgado seco dema.is e demandando trabalho prOlongado. Mas esta gravura artística não faz sucesso; incom. 186
  • 183. FRANÇApreendida do público e do Estado, são muito rarosos exemplares que se tiram da mesma, quando ocobre não é esquecido numa velha caixa de pregos.Todo o mundo prefere, a estes ensaios "inhábeis",as gravuras de reprodução, no espírito das do XVIII século.No XX século, o divórcio entre o gravador artistae o público persiste ainda por longo tempo, mas émenos notado, pois estende-se agora à pintura tam.bém. Aliás, cada vez mais numerosos são os pin-tores que gravam peças das mais importantes: Pi-casso, Braque, Villon, Rodin, Maillol e a escolafrancesa de gravura encontram-se em franca ati-vidade. Seu futuro estaJVa assegurado desde 1914,e suas obras-primas atuais são conhecidas no mundo inteiro. Jean AdhémarAs peças que compõem esta apresentação da estam-pa francesa reunidas pelos Sres. Adhémar e Bruand,provêm do Gabinete das Estampas da BibliotecaNacional, como também das seguintes coleções: Ha- lasz (n.O 101), Paul Prouté (28, 31, 33, 46, 47, 6064, 65, 68, 70, 71, 78, 82, 107, 116, 119, 122), Le Gar. rec (84). século XVI CÔNEGO JEAN PÉLERIN, chamado VIATOR (Vandéia, antes de 1445 - TO11 1524) Erudito e gravador em madeira. 1 "DE ARTIFICIALI PERSPECTIVA". Primei. ro tratado francês de perspectiva ilustrado, Toul 1505, fôlha 23. Xilogravura.
  • 184. FRANÇA sala especial GABRIEL SALMON (trabalhou em Nan- cy por volta de 1520-30) Arauto de armas do duque de Lorena c gravador em madeira.2 HÉRCULES NAS BODAS DE PIRITO. Ma.- deira gravada certamente em Nancy, cêrca de 1520. Assinada G. S. e a cruz de Lorena. De uma série de 12 gravuras sôbre os "Trabalhos de Hércules". ANTONIO FANTUZI, chamado ANTOJ- NE DE TRENTE (Bolonha, cêrca dl~ 1520-25 - Paris (?) cêrca de 1560). Pintor e gravador de Bolonha que traba· Ihou na Fran~.3 VOLUTAS COM SÁTIROS, cêrca de 1540-45. Uma das águas-fortes segundo os originais da Galeria Francisco I em Fontainebleau. B. 140 dos Anônimos; H. 13.4 HONRAS PRESTADAS A PSICHÉ. Claro-es... curo, gravura em madeira à maneira de cama.- feu, cêrca de 1548. Bartsch, XII, p. 125, n! 26. JEAN DUVET (Langres 1485 - Langres, depois de 1561) Ourives, gravador e pintor.5 ALEGORIA DA SUBIDA AO TRONO DE HENRIQUE lI, 1547. Buril. Robert-Dumesnil, V, p. 31. n! 63.6 O ANJO MOSTRA A SÃO JOÃO A FONTE QUE EMANA DO TRONO DE DEUS E RE- GA A ARVORE DA VIDA. última das 23 pranchas da "Apocalipse", gravapa com buril, cêrca de 1545-56, publicada em Lião em 1561. t83
  • 185. FRANÇA sala especial LÉON DAVENT (trabalhou em Fontai- nebleau por volta de 1540-47) Gravador de interpretação, de naciona- lidade desconhecida, talvez originário df Lião, assina L. D.7-7a DUAS PAISAGENS. Segundo Léonard Thiry dAnvers 0536-1550). Passo 89,89. JEAN VAQUET (trabalhou em FontaJ· nebleau e Paris) Pintor e gravador de cobre) assina IVq. 8 APELES E CAMPASPE, cêrca de 1550. Água. forte segundo a pintura de Primaticcio nos aposentos de Alexandre no castelo de Fon. tainebleau. Bartsch, 2 dos Anônimos; Her. bert, 5, L ..A. 5. JEAN MIGNON (trabalhou em FOll- tainebleau e Paris, conhecido de 1537 u 1552) Pintor e ~ravador de cobre. 9 A VIRGEM SEGURANDO JESUS MORTO. Água-forte segundo Luca Penni. Bartsch, XVI, 387, n." 29; H.8; L .•A. 8. 10 DIANA E ACTEAO. Água.forte, talvez se· gundo seu próprio desenho. Bartsch, XVI, p. 404, n! 73; H. 22; L .•A. 22. RENÊ BOYVIN (Anger&, cerca de 1530 - Roma, cerca de 1598) Gravador de interpreta~o) ao buril. 11 A IGNORÂNCIA EXPULSA, cêrca de 1550- 54. Buril, segundo o afresco de Rosso pinta. do em 1532 na Galeria Francisco I em Fon- tainebleau. Robert.Dumesnil, 16.-
  • 186. FRANÇA sala especial PIERRE lUILA.t.~ (ltalia, cerca de 1490 - Paris 1551) firavador italiano de águas-fortes.12 A NINFA DE FONTAINEBLEAU, FíDIAS, APELES etc., cêrca de 1550. Buril segundo uma pintura perdida de Rosso, terminada em 1553 por Renê Boyvin. ETIENNE DELAUNE Ourives e gravador de cobre de Pari.,.13 SAO PAULO NO CAMINHO DE DAMAS- CO, cêrca de 1560. Buril, assinado S. Copia de uma gravura com buril de Jean Cousin 0490-1560). ANDROUET DU CERCEAU (Paris, cerca de 1510 - Genebra (?), cerca de 1585) Arquiteto e gravador.14 "FONTAINEBLEAU, VUES DU LOGIS DU COSTÉ DE LESTANG", cêrca de 1576. Uma das pranchas do "premier volume des plus excellents Bastiments de France". No primeiro plano, à esquerda, a Galeria Fran- cisco I, vendo.se no interior as composições pintadas por Rosso. Pátio do "Cheval blanc". No centro, pátio de "La Fontaine". À direita, pátio do "Donjon" com o pórtico. NICOLAS BEATRIZET (Lorena, cerca de 1515 - Roma, cerca de 1565)15 HENRIQUE lI, 1558. Agua-forte, segunda impressão. R ..D., IJ, p. 157, n! 40; Bartsch, p. 241, n. 3. 190
  • 187. FRANÇA sala especial BERNARD SALOMON (trabaibou em Lião, citado de 1540 a 1561) Pintor e gravador de madeira.16-17 AS METAMORFOSES FIGURADAS DE OVíDIO. Duas ilustrações em xilogravura, executadas com Jean de Tourner em Lião, cêrca de 1557. JEAN PERISSIN (trabalhou em Liã> por volta de 1540-1617) Pintor e talvez arquiteto.-· 18 A MORTE DE HENRIQUE lI, 10 de junho de 1559. Xilogravura, editada em Genebra em 1570, texto em italiano, pl. 4 da série dos "Quarante tableaux ... mémorables touchant les guerres... en ces derniêres années ... cest-à-dire de 1559 à 1568". ATELIER DEFRANÇOIS DESPREZ rue Montorgueil, Paris 19 "PÉNITENOE FAlTE À NINIVE SUR LES ORDRES DE JONAS: OOMMENT LE ROY DE NINIVE ... ", cêrca de 1575. Xilogravura. Linzeler - Adhémar, 11~ p. ~06. ATELIERS DA RUE ~IONTORGUEIL, Paris 20 A MULHER TENTADA, cêrca de 1560. Xi- logravura anônima. 21 "EN OESTE FIGURE HENRY DE VAI.- LOIS FAICT ASSASSINER TRAHITRE- MENT MONSIEUR LE DUO DE GUISE ...", cêrca de 1589. Folheto de propaganda da liga contra o Rei Henrique III. Xilogravura.
  • 188. FRANÇA sala especial JOHANNES VAN HALBEECK (Nasd· do ~7}l Copenhague, trabalhou em Paris, nv Saint-Jacques, por volta de 1600-10)22 HENRIQUE IV A CAVALO, cêrca de 1598. segundo Antoine Caron (1), executada com Jean lU Le Clerc. Buril e xilogravura. THOMAS DE LEU (Antuérpia, cercll. de 1556 - Paris, cerca de 1614) Gravador.23 GABRIELLE DESTRÉES, AMANTE DE HENRIQUE IV: "FLEUR DE BEAUTEZ ... ", cêrca de 1598. Buril. Robert-Dumesnil, 366. século XVII LÉONARD GAULTIER (Magôncia - 1561 - Paris 16(1) Desenhista e gravador ao buril.24 RETRATO DE ETIENNE PASQUIER, AD- VOGADO GERAL NO TRIBUNAL DE CONTAS, 1617. Buril. Ch. Le Blanc, n! 146. CHARLES DAVID (Paris 1600 - Pa- ris, cerca de 1636) Desenhista e gravador ao buril.25 O INVERNO. Buril, segundo Jacope Bassa- no. R.-A. Weigert, n .. 65. JACQUES CALLOT (Nancy 1592-1635) Pintor e gravador de águas-fortes.26 A GRANDE CAÇADA, 1619. Agua-forte. Lieure, n! 353; Weigert, n! 353. 19:>
  • 189. FRANÇA sala especial27-27c A NOBREZA DE LORENA, 1624. Quatro águas-fortes de uma série de doze gravuras. Lieure, n! 549-552; Weigert, n. 549-552 (n.o 550, retrato de Callot). 23 RETRATO DE CHARLES DELORME, 1630. O médico de Gastão de Orléans, irmão de Lui& XIII. Água-forte. Lieure, n! 662; Wei- gert, n.o 662.29-29a AS GRANDES MISÉRIAS DA GUERRA, 1633. Duas águas-fortes de uma série de 18 gravuras. Lieure, n.~ 1349-1350; Weigert, n! 1349-1350. ABRAHAM BOSSE (Tours 1602 - Pa· ris 1676) Pintor, desenhista, gravador de talhe doce, arquiteto e escritor. 30 VISITAR OS DOENTES. Uma das sete pranchas das "Obras da misericórdia". Água- forte e buril. G. Duplessis, n! 54; Weigert, n! 54. 31 A GALERIA DO PALÁCIO, 1640. Água-forte e buril. G. Duplessis, n! 1267; Weigert, n! 1267. 32 A IMPRESSÃO DE PRANCHAS DE TA- LHE-DOCE, 1642.· Água-forte e buril. G. Du- plessis, n! 1388; Weigert, n! 1388. CLAUDE GELLEE, chamado CLAU- DE LORRAIN (Champagne, Mirecourt 1600 - Roma 1682) Pintor e gravador de águas-fortes. 33 DANÇA A BEIRA DA ÁGUA, cêrca de 1635. Água-forte original. Robert Dumésnil. n.o 6.
  • 190. :"RANÇA sala especial SEBASTIEN BOURDON (MontpelHeJ," 1616 -l»aris 1671) Pintor e~ravador de talhe-doce.34 PAISAGEM. Água-forte e buril. Robert Du- mésnil, no" 34. CLAUDE MELLAN (Abbeville 1598 - Paris 1688) Pintor e gravador de talhe-doce.35 A SANTA FACE DE JESUS CRISTO IM- PRESSA NA TOALHA DE VERONICA, 1649. A. de Montaiglon, n! 25. ROBERT NANTEUIL (Reims 1623 - Paris 1678) Pintor ao pastel, desenhista e gravador ao buril.36 RETRATO DO CARDEAL MAZARIN, 1660. Buril, segundo Mignard. Petitjean e Wic- kert, n.~ 166.37 RETRATO DE ANA DE ÁUSTRIA, RAI- NHA DA FRANÇA, 1660. Buril, segundo Mi- gnard. Petitjean e Wickert, n. 4.38 RETRATO DE JEAN-BAPTISTE COL- BERT, 1668. Buril, segundo um pastel do próprio Nanteuil. Petttjean.e Wickert, n! 52. JEAN LE PAUTRE (Paris 1618-1682) Desenhista e gravador de águas-forte;;,39 REPRESENTAÇÃO DA "PRINCESSE DE- LIDE". Comedia.-bailado de Moliêre, apre- sentada em 7 de maio de 1664, no segundo dia das festas realizadas nos jardins do Castelo de Versalhes com o nome de "Plai- sirs de IIsle enchantée". Água.-forte, segun- 191
  • 191. FRANÇA sala especial do Israel Silvestre. L.E. Faucheux, "Israel Silvestre, n! 318-7. ADAM PERELLE (Paris 1638-1695) Gravador de águas-fortes.40 "VEUE ET PERSPECTIVE DU CHASTEAU DE VERSAILLES, AVEC LE PARTERRE DEAU DU COSTÉ DU JARDIN" cêrca de 1680. Água..forte. PIERRE AVELlNE (Paris, cerca dp. 1656-1722) Desenhista, gravador de talhe-doce ( editor. 41 "LENTRÉE DU CHASTEAU DE VERSAIL- LES", cêrca de 1685. Água.forte.41a "VEUE ET PERSPECTIVE DE L ADVE. NUE DU CHASTEAU DE VERSAILLES", cêrca de 1690. Água·forte. G:ÊRARD EDELlNCK (Antuérpin 1640 - Paris 1707) Gravador ao buril.42 RETRATO DE LUIS XIV, cêrca de 1695. Buril, segundo Jean de La HaYe. Robert- Dumésnil, t. VII, n: 256.43 RETRATO DE JEAN RACINE, 1699. Buril. Robert-Dumésnil, t. VII, n! 302. ANÔNIMOS44 "LA FEMME QUY FOUETTE SON MA- RY", cêrca de 1680. Gravura popular publi- cada por N. de Larmessin. Água.forte.45 "LA BOUTEILLE ET PORTRAIT UNIVER- SEL", cêrca de 1690. Duas águas.fortes de
  • 192. FRANÇA sala espeCial uma série de gravuras populares publicadas por N. Guérard. século xvm PIERRE-DffiERT DREVET (P a r i ~ 1697-1739) Gravador de interpreta~o ao buril.46 RETRATO DE JACQUES-BÉNIGNE BOS- SUET, BISPO DE MEAUX, 1723. Buril. Firmin-Didot, "Les Drevet", n! 12; M. Roux, n! 9. GÊRARD SCOTIN (Paris 1698 - In- glaterra ?) Gravador de interpretação) d.~ talhe doce.47 A CACHOEIRA, 1729. Água-forte e buril, se- gundo A.Watteau. Dacier e Vuaflart, "Wat- teau", n! 28. NICOLAS-HENRI TARDIEU (Paris 1674-1749) Gravador de interpretação, de talhe- doce. ...48 WATTEAU E JULIENNE NUM PARQUE, 1731. Água-forte e buril, segundo A. Wat- teau. Dacier e Vuaflart, "Watteau", n.~ 3. .AURENT CARS (Lião 1699 - I.. Paris 1771) Gravador de interpretação, de talhfl- doce.49 FESTAS VENEZIANAS, 1732. Água·forte e buril, segundo A. Watteau. Dacier e Vua- flart, "Watteau", n;P 6; M. Roux, n! 30. 191)
  • 193. FRANÇA sala especial NICOLAS~CHARLES COCHIN (ParJs 1688-1754) Gravador de interpreta~o, de talhe- doce.50 "LE BOSQUET DE BACCHUS", 17270 Água- forte a buril, segundo Ao Watteauo Dacier e Vuajlarto "Watteau", n! 265; M Roux, no P 43051 "LE JEU DU PIED DE BOEUF", 17350 Água-forte e buril, segundo Jo-Fo de Troyo52 "DÉCORATION DU BAL MASQUÉ DON- NÉ PAR LE ROYooo À LOCCASION DU MARIAGE DE LOUIS DAUPHIN DE FRANCE AVEC MARIEoTHÉRESE, INFAN- TE DESPAGNE, LA NUIT DU XXV AU XXVI FEVRIER. MoDoCCoXLVo oo", 1746. Água..forte e buril, segundo Co-No Cochin fils. Cl. Jombert, "Cochin jils", n! 126,. M. Roux, no" 3090 NICOLAS DE LARlIESSIN (Paris 1684-1753) Gravador de interpreta~o, de talhe· doce.53 RETRATO DE LUIS XV JOVEM, cêrca de 17300 Buril, segundo Louis-Michel Looo Ch. Le Blanc, no 60.54 "LE JEU DE CACHE CACHE MITOULAS". 17370 Água-forte e buril, segundo N. Lancret. E. Bocher, "Lancret", n! 41. JEAN-BAPTISTE-IUARIE PIERRE (Paris 1718-1789)55 MASCARADA CHINESA EM ROMA, 17350
  • 194. FRANÇA sala especial "Le Carnaval de lAnnée M.D.CC XXXV. Par Mrs. les Pensionnaires du Roy de Fran- ce en son Académie des arts". Agua.forte original. P. de Baudicour, t. I, p. 37. BERNARD LEPICIE (Paris 1698-1755) Gravador de inter})reta~o, de talhe- doce e escritor.56 A GOVERNANTA, 1739. Água.forte ê buril, segundo Chardin. E. Bocher, "Chardin", n! 24. ,-57 O ALMOÇO, 1744. Água.forte e buril, segun· do F. Boucher. A. Michel, "Boucher", p. 56. JAOQUES-PHILIPPE LE BAS (Pari~ 1707-1783) Desenhista e gravador de interpretação, de talhe-doce.58 "LE NÉGLIGÉ OU LA TOILETTE DU MATIN", 1741. Agua.forte e buril, segundo Chardin. E. Bocher, "Chardin", n! 38.59 CONVERSAÇAO GALANTE, 1743. Água. forte e buril, segundo N. Lancret. E. Bo_ cher, "Lancret", n! 20. PIERRE-LOUIS SURUGUE (Paris 1710-1772) Gravador de interpretação, de talhe- doce.60 "LE JEU DE LOYE". 1745. Água.forte e bu- ril, segundo Chardin. E. Bocher, "Chardin", n! 27. 193
  • 195. FRANÇA sala especial MARTIN MARVIE (Paris 1713-1813) Pintor, desenhista e gravador de águas· fortes e JEAN OUVRIER (Paris 1725-1754) Gravador de interpreta~o, de talhp· doce.61 VISTA EM PERSPECTIVA DA DECORA- ÇAO NO TERRAÇO DO CASTELO DE VERSALHES, 1752. Feita para a ilumina- ção e os fogos de artifício, por ocasião do nascimento do Monsenhor o Duque de Bor- gonha, no dia XXX de dezembro M.DCCC L I., segundo Cochin fils. Agua-forte de Marvie, terminada ao buril por Ouvrier. Ch. Jombert, "Cochin jils", n! 203. CHARLES-NICOLAS COCIDN (Paris 1715-1790) Pintor, desenhista e gravador de talhe- doce e NICOLAS-GABRIEL DUPUIS (Paris 1698-1771) Gravador de interpreta~, de talhe- doce.62 FABLES DE LA FONTAINE: FRONTISPÍ- CIO. Edição Desaint et Saillant, 1755-1759. 4 voI. in-foI. Segundo Jean-Baptiste Ouclry: Esopo mostra aos animais das fábulas um busto de La Fontaine. Agua-forte de Cochin fils, terminada ao buril por Dupuis. Locquin, "Oudry", n! 933; M. Roux, "Cochin jils", n! 277 e "Dupuis", n.9 47.
  • 196. }tRANÇA sala especial LOUIS LEURAND (Paris 1723-1807) Desenhista e gravador de interpreta~ão, de talhe-doce. 63 A RAPOSA E AS UVAS, l755. Agua.forte e buril, segundo Jean-Baptiste Oudry, para ilustração da edição do N." anterior. J. Loc_ quin, "Oudry", n. 955. PIERRE-FRANçoIS COURTOIS (Pa· ris 1736 - Rochefort 1763) Gravador de interpretação, de talhe- doce.64-65 "TABLEAU DES PORTRAITS A LA MODE ET PROMENADE DES REMPARTS DE PARIS", 1760. Dois "pendants" em água-for- te e buril, segundo Augustin de Saint-Aubin. Bocher, "Saint-Aubin", n. 378 e 382; M. Roux, n;· 1 e 3. HONOR~ FRAGONARD (Paris 1741- 1814) Pintor e gravador de águas-fortes. 66 O PEQUENO PARQUE, 1765. Agua-forte ori- ginal. P. de Baudicour, n. 4; G. Wtlden- stein, n" 2. LOUIS-GABRIEL MOREAU, O Velho (Paris 1739-1805) Pintor e gravador de águas-fortes.67-67a QUARTA SÉRIE DE PAISAGENS, cêrca de 1765. Os dois primeiros trabalhos dessa série, desenhados e gravados em água-forte, nUme- rados 19 e 20. Aguas-fortes originais. P. Prouté, n. 3 e 4. 200
  • 197. . FRANÇA sala especial JEMi-MICHEL lIOREAlJ, o JoveN (Paris 1741-1814) Pintor, desenhista e gravador e JEAN-BAPTISTE SDIONET (Paris 1742 - Paris, cerca de 1813) Pintor, desenhista e gravador.68 "LE COUCHER DE LA MARIÉE", 1768. Se- gundo P. Baudoin. E. Bocher, "Moreau le . jeune", n! 232 e "Baudoin", n! 16. JEAN lfASSARD (Belleme 1740 - Paris 1822) Pintor, desenhista e gravador de talhe· doce.69 "LA CRUCHE CASSÉE", 1773. Agua-forte e buril, segundo J.-B. Greuze. R. Portalts e H. Beraldi, n! 3. ISIDORE-STANILAS HELMAN (Li}I,- 1743 - Paris 1809) Pintor, desenhista e gravador de talhe- doce.70 ACóRDO PERFEITO, 1777. Agua-forte e buril, segundo J ..M. Moreau o Jovem. l!:ste trabalho faz parte da .. segunda série do "Monument du Costume". E. Bocher, "Mo- reau le Jeune", n! 1355. NICOLAS DE LAUNAY (Paris 1739- 1792) Pintor, desenhista e gravador de talhe· doce.71 "LA BONNE MERE", cêrca de 1775. Agua-
  • 198. FRANÇA sala especial forte e buril, segundo Fragonard. R. Por. talts, "Fragonarà", n.O 34.72 "LES HAZARDS HEUREUX DE LESCAR. POLETTE", 1782. Segundo Fragonard. Por. talis, "Fragonarà", n." 102. GILLES DEMARTEAU O Velho (Lic" ge 1722 - Paris 1776) Gravador de interpretação, à maneira de Iapis.73 TR:tS AMORES BRINCANDO SOBRE UM DELFIM. Maneira de lapis, segundo F. Boucher. Leymarie, n! 133; M. Roux, n! 133.74 RETRATO DE CARLE VAN LOO. Segun- do Carle Van Loo. LOmS-lIARIN BONNET (Paris 1736 - Saint-Mandé 1793) Desenhista e gravador à maneira de la pis.75 OFERENDA DO AMOR A FIDELIDADE, 1788. Gravura à maneira de pastel, segun· do Jean-Baptiste Huet. J. Herolà, n.· 955,· M. Roux, n! 130. FRANÇOIS JANINET (Paris 1752· 1814) Gravador de águas-tintas e químico.76 A CONFISSÃO DIFíCIL, 1787. Gravura em cõres, segundo Lavreince. E. Bocher, "Lav. reince", n. O 8.77 A INDISCREÇAO, 1788. Gravura em cõres, segundo Lavreince. E. Bocher, "Lavreince", n! 30. 202
  • 199. FRANÇA sala especial PHlLIBERT-L O U I S DEBUCOURT (Paris 1755-1822) Pintor, desenhista e gravador de talhe· doce.78 O MENINO SOLDADO OU OS DIVERTI- MENTOS DE FAMíLIA, 1791. Gravura à maneira negra. M. Fenaille, n: 24; M. Roux, n." 20.79 ALMANAQUE DEDICADO AOS AMIGOS DA CONSTITUIÇAO, 1791. Gravura em cõ- res. M. Fenaille, n! 26; M. Roux, n! 21 . .-. ANôNIMOS80 A CRUCIFICAÇAO. Xilogravura popular publicada por Letourmi. Atelier de Orléans. Martin, n! 125. 81 ALEGORIA DA FESTA DO SER SUPRE- MO, 8 de junho de 1794. Água.tinta, puPli- cada por Joubert.81a "FÊTE CÉLÉBRE EN LHONNEUR DE LÉTRE SUPRÊME LE 20 PRAIRIAL L AN DEUXIEME DE LA REPUBLOQUE", (8 de junho de 1794). Água..forte em côres. século XIX L O U I S-PIIILmERT DEBUCOURT (Paris 1755-1822) Pintor e gravador.82 AFAZERES MATUTINOS OU A PORTA DE UM RICO. 1805. Água-tinta em cõres. Fenaille, n! 173. MICHEL VAUTHIER (nascido por volta de 1770-?) Pintor e gravador. 83 PAISAGEM, 1803. Gravura à maneira de
  • 200. FRANÇA sala especial lapis, segundo Joseph Vernet, desenho de Boquet. THOODORE GÊRICAULT (Rouen 1791-1824) Pintor e gravador. 84 ° VAGA0 DE CARVÃO, 1821. Litografia. L.D. n! 36. EUGENE DELACROIX (Charenton 1798 - Paris 1863) Pintor e gravador. 85 MEFISTóFELES APARECE A FAUSTO, 1828. 5." litografia da série de Fausto. L. 86 ° Deltetl, n.9 62. BARÃO DE SCHWITER, 1829. Litogra- fia. L.D.~ n.9 51. 87 1;TM SERRALHEIRO, 1833. Agua.tinta. L.D., n! 19. EUG~E ISABEY (Paris 1803·1886) Pintor e litógrafo. 88 LEMBRANÇA DA BRETANHA, 1828. Li- tografia. A. C . , n. 61. ISIDORE GMARD, chamado GRAND· VILLE (Nancy 1803 - Vanves 1847) Desenhista, litógrafo e caricaturista.89 - 92 UM OUTRO MUNDO, 1844. Quatro ilus- trações, texto de Tascile Delord, publicado por H. Fournier. Xilogravuras. 204
  • 201. FRANÇA sala especial IlUAGINÁRIA DE EPINAL93 PASSAGEM DO MONTE SÃO BERNAR- DO, 1831. Uma. das primeiras estampas de Epinal sôbre a Lenda Napoleônica, impres. sa por Pellerin. Xilogravura em côres. CHEVALLIER, chamado GAVARNI (Paris 1804-1866) Litógrafo, caricaturista e aquarelista.94 A RAJADA, 1843. Litografia. Mahérault, n.· 356. .4--95 MANEIRA DE VER OS VIAJANTES, n." 6, 1853. Litografia. M., n .. 1388. ACHILLE lIARTINET (Paris 1806· 1887) Gravador de reprodu~s.96 O DUQUE PASQUIER, 1847. Buril, segun- do um dos últimos retratos oficiais, de au- toria de Horace Vernet. HONORÉ DAU1UIER (Marselha, 1808 - Valmondois, 1879) Litógrafo, caricaturista e pintor. 97 O DEPUTADO "GAZAN", 1833. Retrato. caricatura. Litografia impressa por Aubert. L. Delteil, n .. 123.98 "LE DÉJEUNER SUR LHERBE", 1847. Li· tografia. "H.D.", n .. 896. 99 ROMANO PRESTES A GOLPEAR SUA PRóPRIA IRMÃ, 1852. 1." litografia das "Fisionomias trâgicas", impressa por Marti. neto L.D., n .. 2323.
  • 202. FRANÇA sala especial100 NA ESTRADA DE FERRO, 1864.4." litogra- fia da série sôbre este tema, impressa por Martinet. L.D., n! 3299.101 "EH! BIEN, CROIS-TU QUE JE SERAI EMBARRASSÉ POUR VENDRE ... CET- TE ÉTUDE", 1865. La litografia de uma sé. rie sôbre os artistas, impressa por Martinet. L.D., n:" 3415.102 "VOYONS NE SOYEZ DONC PAS BOUR. GEOIS COMME ÇA ... ", 1865. N." 10 dos "Croquis pris au Salon". Litografia, impres- sa por Martinet. L.D., n! 3447. CAMILLE COROT (Paris 1796-1875) Pintor e gravador.103 o DOMO FLORENTINO, 1869. Agua.forte. L.D, n." 13. THÉODORE ROUSSEAU (P aris 1812 - Barbizon 1867) Pintor e gravador.104 O PLANALTO DE BELLECROIX, 1848. Agua-forte. L. Deteil, n! 3. JEAN-FRANçoIS MILLET (Grncby, Mancha 1814 - Barbizon 1875) Pintor e gravador.105 TRABALHADORES DE ENXADA, cêrca de 1855. Agua.forte. L.D., n! 13. JOHAN JONGKIND (Latrop 1819 -- Côte St.-André 1891) Pintor e gravador.106 POR DO SOL, PORTO DE ANTUERPIA. Agua-forte. L.D., n." 15, segunda impressão sóbre 4. 20õ
  • 203. FRANÇA sala especial CIlARLES MERYON (Paris 1821- 1868) Gravador de águas-fortes. 107 A PEQUENA PONTE, 1850. Agua-forte. L.D., n. 9 24. RODOLPHE BRESDIN (Ingrande 1822 -- Sevres 1885) Gravador de águas-fortes e litógrafo. 108 O BOM SAMARITANO, 1861. Litografia. Neumann, n! 49. EDOUARD ~IANET (Paris 1822-1883) Pintor e gravador. 109 O GUITARREIRO, 1860. Agua-forte e pon- ta-sêca. Moreau-Nelaton, n! 4. GUSTAVE DORÉ (Estrasburgo 1832 -- Paris 1883) Desenhista, ilustrador e pintor.llQ..111 OBRAS DE RABELAIS, 1873. Duas ilustra- ções, ed. Garnier. Xilogravura segundo Gustave Doré, por Quesnel. Letheve, n.9 159. 112 DOM QUIXOTE, 1863~ Uma ilustração da obra de Cervantes, impressa por Hachette. Letheve, n! 109. EDGAR DEGAS(Paris 1834-1917) Pintor e gravador. 113 NO LOUVRE, MARY CASSATT, cêrca de 1876. Agua-forte e água-tintu. L.D., n! 29.
  • 204. FRANÇA sala especial JULES CBERET (Paris 1836 - Nice 1931) Cartazista e pintor. 114 "BAL DU MOULIN ROUGE, TOUS LES SOIRS", 1888. Cartaz. HENRI FANTIN-LATOUR (GrenobJc 1836 - Buré, Orne 1904) Pintor e gravador. 115 EM MEMóRIA DE ROBERTO SCRU- MANN, 1873. Litografia. PAUL CÉZANNE (Aix-en-Provenct" 1839-1906) Pintor e gravador. 116 RETRATO DO ARTISTA COM BONÉ, NA FRENTE DO CAVALETE, 1898. Lito- grafia. Lionello Venturi, n! 1158. ODll..ON REDON (Bordéus 1840 - Paris 1916) Pintor e gravador.117·118 TENTAÇAO DE SANTO ANTONIO, 1896. Duas litografias para o livro de Gustave Flaubert: "La Mort: cest moi qui te rends sérieux" e "Des peuples divers ... ". Mellerio, n .. 153 e 156. 119 PERFIL DE LUZ. Litografia. Mellerio, n! 61. AUGUSTE RENOm (Limoges 1841 - Cagnes 1919) Pintor e gravador. 120 MENINO COM BISCOITO. Retrato de Jean, filho do artista Litografia L.D., n! 31. 20R
  • 205. FRANÇA sala especial PAUL GAUGUIN (Paris 1848 - Tahl- ti 1908) Pintor e gravador.121 "NOA NOA". Xilogravura. M. Guérin, n! 90; Petiet, n.· 16 d.122 "NAVE NAVE FENUA". Xilogravura. M. Guérin, n! 94; Petiet, n! 21 f. EUG1l:NE CARRmRE (Goumay-sur- Mame 1849 - Paris 1906) Pintor e gravador;123 EDMOND DE GONCOURT, 1896. Litogra- fia. L.D, n! 25. JEAN-LOUIS FORAIN (Beims 1852 - Paris 1931) Caricaturista, gravador e pintor.124 "AH! C TOUPET DANS MA BAIGNOI. RE! A TON AGE, MAMAN, ON NE SLA- VE QUE LES PIEDS". Desenho publicado na "Vie parisienne". 29 de outubro de 1892.125 "~TES GALANTES. ÇA? CEST MON BREVET SUPÉRIEUR". Desenho publica- do no "Joumal pour tous", 1 de fevereiro de 1893. RENRI DE TOULOUSE-LAUTREO (Albi 1864 - Toussat 1901) Pintor e Iitógrafo.126 MARCELLE LENDER, ARTISTA, CAN- TANTE DE OPERETA, 1898. Litografia. L.D, n! 261.
  • 206. FRANÇA sala especial ARISTIDE MAILLOL (Banyuls-sur- mer 1861 - Marly 1944) Escultor e gravador.127 MULHER AJOELHADA. Litografia. RAOUL DUFY (Le Havre 1877 Cagnes 1953) . Pintor, gravador e ilustrador.128 A DANÇA, cêrca de 1910. Xilogravura. 210
  • 207. G RÃ - B R E T A N HADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO «BRITISH COUNCIL» E SE-LECIONADA POR SIR PIDLIPHENDY, DIRETOR DA GALE-RIA NACIONAL DE LONDRES,PRESIDENTE DO COMITÉ DEBELAS ARTES DO «BRITISHCOUNCIL»; MICHAEL MIDDLE-TON; SIR HERBERT READ,PRESIDENTE DO INSTITUTODE ARTE CONTEMPORÂNEA,LONDRES; BRYAN ROBERT-SON; DIRETOR DA GALERIADE ARTE WIDTECHAPEL, LON-DRES; LILIAN SOMMERVILLE,DIRETORA DE BELAS ARTESDO «BRITISH COUNCIL»; RO-LAND PENROSE, PRESIDENTEDO COMITlTI DE DIREÇÃO DOINSTITUTO DE ARTE CONTEMPORÂNEA, LONDRES.COMISSÁRIO : ROLAND PENRO-SE; COMISSÁRIO ASSISTENTE.LILIAN SOMMERVILLE; COMISSÁRIO ASSISTENTE ADMINISTRATIVO: LEONARD PEARSON,DIRETOR DA SOCIEDADE BRA-SILEIRA DE CULTURA INGL~­SA, SÃO PAULO.
  • 208. GRA BRETANHA sala especial SALA ESPECIAL FRANCIS BACON (1910) F rancis Bacon é, acima de tudo, um artista me-tropolitano. Sente-se como em casa na comple-xa vida noturna das grandes cidades, interessa-se.pelo exibicionismo e instabilidade das multidões, àsquais se mistura e se deixa absorver ao extremo. Ho-mem de talento e influênÇ.ia_satânica, Bacon desco-briu na arte de pintar a felicidade e a segurança em presença da morte.Há muitos anos convenceu-se de que a fase últimada arte de Turner e de Monet, na qual a autonomiado pincel atinge o limite máximo de compatibilida-de com a imagem perceptivel, assinala o ponto na-tural de desvio da pintura do século XX; pareceu-lhe também claro que o tratamento abstrato e desti.tuido de foco da. superficie seria a próxima etapa,evidente e lógica, cumprindo-Lhe, portanto trabalhar nesse sentido.Resolveu, ao invés, substituir a imagem perceptívelpela imagem conceitual, manifestando prazer, fran-camente sádico, em obrigá-la a lutar pela sobrevi-vência na qual viva das suas tintas. Se lhe facultas-se Bacon plena liberdade, seu pincel devoraria a ima-gem e contentar-se-ia com serena expressão de vita- lidade. Em importância, porém, a imagem e o papel que a tinta desempenha parecem-lhe idênticos, ca- bendo-lhe contar o ato de devoração no momentoexato em que a imagem, estimulada pela ameaça de aniquilamento, intensifica sua presença.Em imagem um tanto sinistra, dir-se-ia que talvez Ba- con tenha forrado com pele humana os abajures de seus predecessores imediatos, pois embora longe de insensivel aos símbolos da condição humana que ins- pira os personagens imaginártosdo surrealismo, Ba- con apresenta êsse material sintético em forma de estudos do aspecto humano.
  • 209. GRA BRETANHA sala especialPôde preocupar-se, quase que exclusivamente, com apresença - humana - ao que parece, contra as ten-dências gerais de sua época - uma vez que suas te-las não provem da relação artistamodêlo, mas simda predileção, altamente seletiva, pelo momento da revelação.Fundamenta-se-lhe a iconografia em imagens fre-quentemente bem conhecidas e, em si, sempre expres-sivas, incluindo tais imagens instantâneos de "Po-ternkin", nos quais se apresentam mulheres aos gri-tos, fotografias noticiosas de ditadores que berram, amáscara viva de William Blake, o vulpino retrato doPapa Inocente X, pintado .:por Velazquez, e um auto- .retrato de Van Gogh. Mas os sulcos do pincel de Ba-con, e os sentimentos e pressentimentos que nêlesdeslizam, alteram as implicações das "imagens fei-tas", exorbitando-lhes a expressão além dos limitesestabelecidos. Inocente transforma-se, repentinamen-te, em empolgante imagem de colapso moral e o sal-titante Van Gogh na estrada de Tarascon transmu-da.se no "suicídio provocado pela sociedade". FrancisBacon tem um requintado e irônico dom de gran-deza e em suas telas transverbera, às vêzes, remotoe amargo reflexo de suntuosidade veneziana; mas,invariàvelmente e inexplicàvelmente, consubstancia,com arrepiante erotismo, a substância que manipulae o conteúdo psíquico da imagem que tenta desfi- gurar. Roberto Melville pintura1 MADALENA, 1945. 163 x 127. Col. Galeria de Arte Bagshaw, Batley.2 Trul:S ESTUDOS PARA UMA COMPOSIÇAO MAIOR, 1945. 93 x 73. Col. Galeria Tate, Londres. 21-1
  • 210. GRÃ BRETANHA sala especial 3 PINTURA, 1946. óleo e têmpera. 198 x 132. Col. Museu de Arte Moderna, Nova York. 4 FRAGMENTO DE CRUCIFIXÃO, 1950. 137 x 107. Col. Grigg, Londres. 5 ESTUDO SEGUNDO VELAZQUEZ, 1951. 197 x 136. Col. Galeria de Arte, Aberdeen. 6 CÃO, 1952. 199 x 138. Col. Museu de Arte Mo- derna, Nova York. 7 TRÊS ESTUDOS DE CABEÇA HUMANA, 1953. 60 x 50. Col. John HeVett, Londres. 8 RETRATO DE ROBERT SAINSBURY, 1955. 112 x 99. Col. Robert J. Sainsbury, Londres. 9 UM RETRATO, 1957. 60 x 50. Col. Robert J. Sainsbury, Londres.10 ESTUDO PARA UM RETRATO DE VAN _GOGH N.o 2, 1957. 198 x 143. Col. Anthony Hubbard, Londres.11 ESTUDO PARA UM RETRATO, 1957. 151 x 118. Col. Robert J. Sainsbury, Londres.12 PAPA, 1958. 198 x 143. Col. Anthony Hubbard, Londres. SALA ESPECIAL BARBARA IlEPWORTH (1903) Barbara Hepworthinclue·se entre os poucos es-cultores de nossa época que conseguiram mol-dar estilo próprio, de validez geral. Em seu longoprocesso de desenvolvimento, de princípios da déca-da de .1920 até 1956, podemos acompanhar-lhe, passoa passo, a luta pela exteriorização perfeita, e o em.polgante drama da descoberta, não só do seu pró.prio gôsto e predileção estilístiCa, senão também dasnovas imagens que dêles brotaram, em forma de
  • 211. GM BRETANHA Sala-especial realidade artística, expressão de uma nova filosofiae do papel que nela desempenha o· artísta. Cada umadas suas obras-primas dêsse período pode ser con·siderada sequência de estágios evolutivos consubs-tanciados em imagem final: obras sinceras, serenas, se bem que criadas em luta e dor. O óbvio é a carac-terística de tôda a obra de Barbara Hepworth. Elanos é apresentada como um fruto, e nós a olhamoscomo se olha uma flor pela primeira vez, ou um pás- saro em vôo, ou um peixe.Encontraremos em outra parte da escultura moder-na tão crístalina realização do clássico ideal grego, no qual se mesclam a alegria, a clareza e a leveza;tamanha aceitação do "agora e presente", livre das aspirações románticas de futuro irreal ou do sau- dosismo de um passado glorioso? Tal realização doclássico ideal grego não se apresenta em forma neo-clássica, como uma imitação do antigo, ou na síntesedo arcaico, e do moderno, como sucede nas obras decertos escultores do continente europeu (Manzu, Ma-rini, Greco, Heiliger), constttuindo, antes, novo idio- ma formal, através do qual o espírito de nossa erafaz obra de penetração criadora na tradição grega e alcança instantdnea compreensão de seus funda.. mentos espirituais.Esse pendor pe~o estilo, que atingiu o apogeu no.Grécia no século V, antes de Crísto, está latente naobra de Barbara Hepworth, desde 1937, representan-do antes afinidade, ou correspondência espiritual,do que escolha ou decisão. Uma viagem à Grécia em 1954 foi jubilosa afirmação do seu gôsto pessoal.Tôdas as fases do trabalho de Barbara Hepworth sãoacompanhadas de desenhos. Em 195(1"1957, surgiuuma série de nervosos desenhos animados, executa- dos a pincel e tinta, traços livres que sugerem vege·tação em crescimento e expansão, movimento e in.;quietação, nos quais, às vêzes, confrontam-se ritmosantagônicos - inteiramente diferentes das obras an-teriores. Pertencem ao estágio em que, depoís deexplorar a forma fechada, embora perfurada e, às 216
  • 212. GRll BRETA1~HA. sala especialvêzes, encordoada, a artista lançou:se à aventura dealvitrar formas contorcidas e abertas, que melhorexprimem a pulsação da vida, do que a sua ordem,mais o dinâmico do que o estático; o estágio em quese descobre a fragrante forma de pétalas e flôres,substituindo o fruto das formas corpóreas e no qualentra em cena novo material - o metal. Trata-se do estágio em que uma mudança decisiva na virIada escultora revelou, de repente, um tesouro oculto e profundo de energias criadoras. Nunca antes flo-resceu, com tamanho vigor e liberdade, o gênio de Barbara Hepworth. J. P. Hodin escultura 1 DUAS FORMAS, 1937. Mármore branco. 66. 2 FORMAS ESCALONADAS, 1939. Pau de tulipa. 102. Col. Gimpel Fils. 3 FORMAS GRANDES E PEQUENAS, 1945. Ol- mo da Cornualha. Com. 61. 4 PELEGOS, 1945. Madeira colorida e encordoa- da. 41. 5 ELEGIA 2, 1946. Olmo cinza. 51. 6 FORMA RíTMICA, 1949. Pau de rosa. 106. Col. British CounciÍ. 7 IMAGEM, 1951-52. Pedra madeira de Hopton. 149. 8 HIEROGLIFOS, 1953. Pedra ancaster. 102. 9 FIGURA ENCORDOADA (GÓTICO), 1954. Ma- deira. 105. Col. J. P. Hodin.10 DUAS FIGURAS (MENHIRS), 1955. Teca. 137.11 FORMA OVAL (DELOS), 1955. Guarea negeria- na. 122.12 FORMA CURVA (DELFOS), 1955. Guarea,cor- dões, interior colorido. 107.13 FORMA EM MÁRMORE (CORÉ), 1955-56. Mármore serravezza. 75.
  • 213. GRA BRETANHA sala especial14 FORMA CURVA (TREVALGAN), 1956. Bronze. 92.15 FORMA PERFURADA E ENCORDOADA (TO- LEDO), 1957. Mogno. 90. Col. Charles e Peter Gimpel.16 FIGURA (OREAD), 1958. Bronze. 51. Col. Gim- pel Fils ..17 TORSO I (ULISSES), 1958. Bronze. 131.18 TORSO III (GALATEA), 1958. Bronze. 55.19 CANTATE DOMINO, 1958. Bronze. 203.20 FORMA. DO MAR (PORTHMEOR), 1958. Bron- ze. Comp. 117. desenho 1 CiRCULO, DEDICADO A TIM BENNET, 1942. Guache e lapis. 38 x 52. Col. E. H. Ramsden e Margot Eates. 2 DUAS FIGURAS (AMARELO E MARROM), 1947. Óleo e lapis. 29 x 24. Col. Priaulx Rainier. 3 DESENHO PARA ESCULTURA (SANTORIN), 1955. Óleo e lapis. 38 x 50. Col. Galeria de Arte, Wakefield. 4 DESENHO PARA ESCULTURA (EGEU), 1955. Óleo e lapis. 41 x 52. 5 FIGURA ENCORDOADA, 1956. Óleo e lapis. 41 x 31. Col. D. Cleghom Thomson. 6 PATMOS, 1956. Óleo e lapis. 33 x 54. Col. Nor- man Capener. 7 MENISCO, 1956. Óleo e lapis. 46 x 61. 8 FORMAS DE ROCHA (PENWITH), 1956. Óleo e lapis. 51 x 51. Col. Ben Nicholson. 9 FIGURAS (VERAO), 1957. Óleo sôbre madeira. 48 x 36. Col. Sarah e Alan Bowness.10 DUAS FORMAS (AZUL), 1958. Óleo. 66 x 46.11 FORMAS (PENWITH OCIDENTAL), 1958. Óleo e lapis. 63 x 63. 218
  • 214. GRA BRETANHA sala especial12 FIGURA ENCORDOADA (FINISTERE), 19;;8. óleo e lapis. 51 x 4I.13 CHIOS, 1958. Óleo. 51 x 36.14 CANTATE DOMINO, 1958. Óleo e lapis. 103 x 46.15 PERIGORD, 1958. óleo e nanquim. 48 x 35. SALA ESPECIAL STANLEY WILLIAM HAYTER (1901) E mbora desde a mais tenra infância tenha ma-nifestadoprofundo interésse pela pintura, Stan-ley William Hayter dedicou os primeiros anosde sua carreira às pesquisas químicas: e só aos 25anos de idade deu início em Paris à sua carreira depinto7igravador. As experiências de Hayter em suaprimeira profissão influenciaram-lhe profundamen-te não só a maneira de ver a pintura, como ainda sua atitude como professo.,..Era inevitável que Hayter, o pesquisador de quimi-ca, viesse a ser o célebre gravador. Até recentemente,o estilo das gravuras de Hayter caracterizava-se pe-los longos traços a buril. Nas gravuras novas aquiexibidas, Hayter abandonou o buril e voltou.·com ..-sucesso imenso ao processo químico, em lugàr-ao· me-c4nico. As imagens das novas gravuras sulcam o co-bre em níveis diversos, de modo que tintas de dife-rentes côres podem lazer, simult4neamente, na cha-pa, impedindo sua consistência que umas se mistu-rem às outras. As chapas vão para a prensa com tã-das as tintas e côres, obtendo-se de uma só impres-são a gravura completa. Este método assegura umcaráter inteiramente org4nico que faz sobressaíremas intenções de H ayter como criador de imagens. Háum elo evidente entre o método de Hayter de gravare os métodos do químico industrial. Contudo, a seme
  • 215. GRÃ BRETANHA sala especiallhança não cessa aí, pois é impossível mencionar-seHayter sem referência ao Atelier 17. Exempltfica suaenergia e perspicácia que, antes de completar um anode estada em ,paris, tenha êle aconselhado a seusamigos pintores e gravadores que montassem um estúdio conjunto, em que todos pudessem usufruir dosbenefícios resultantes do uso da complexa e caramaquinaria nêle instalada. Mas o Atelier 17 não eraapenas um lugar conveniente em que havia os ma-teriais necessários: sua função primordial era sus-citar o interêsse do artista pelo verdadeiro aprovei-tamento da gravação em cobre: existia para expe-riências e, mais importante ainda, para a divulgaçãodos resultados a quem estivesse interessado_ Era, comefeito, um centro de pesquisas científicas cujas con-clusóes pudessem ser coligadas e postas à disposição de todos.De um modo geral, dir-se-á ser cerebral a intençãode Hayter como criador de imagens. Mesmo nas maisrecentes pinturas, pouco mudou sua atitude, tendocaptado a linguagem do "tachtsmo" e procurando de- senvolvê-la.Neste ponto, Hayter adapta-se à moda em voga, masdevido a preocupação dos valores das tintas e suaspropriedades naturais, tintas metálicas, luz refran-gente, etc., seu "gesto", usando-se o vocábulo moder-no, não é de aproveitamento inconsciente dos pig-mentos stntéticos, mas pelo contrário, importa emprocedimento intencional, ditado pelos próprios ele- mentos de que dispõe."Um Novo Meio de Gravura" intttulam-se tanto olivro de Hayter quanto o curto filme que realizou, eé tfpico dessa personalidade lúcida e perspicaz quetenha escolhido título tão direto, pois Hayter é,aomesmo· tempo, pintor e gravador, professor e apolo-gista, que através de seu próprio e enérgico exemploinfluenciou, perceptivelmente, o curso da arte do século XX. Robert Erskine 22)
  • 216. GRÃ BRETANHA desenho pintura1 GOUR DE NOAILLES, 1957. 92 x 73.2 GIRASSÓIS, 1958. 92 x 73.3 VENTO FRIO, 1958. 73 x 99. gravura 1 TRÓPICO DO CANCER, 1949. Buril. 55 x 70. 2 PEIXES DOURADOS, 1957..Água..forte em côres. 34 x 47. 3 NADADORA I, 1958. Água-forte em côres. 41 x 33. 4 NADADORA 11, 1958. Água-forte em côres. 41 x 33. 5 FOGO DE ARTIFíCIO, 1958. Água....forte em cõres. 50 x 304 6 SEREIA, 1958. Água-forte em côres. 33 x 41. 7 MEDUSA, 1958. Água-forte em côres. 30 x 38. 8 PEIXES VOADORES, 1958. Água..forte em cõres. 30 x 38. 9 PERSEIDES, 1958. Água-forte em côres. 30 x 38.10 RAIA, 1958..Água-forte em côres. 30 x 38.11 "MEROU", 1958. Água..forte em côres. 30 x 38.12 "VARECHE", 1958..Água-forte em côres. 30 x 50.13 ONDA, 1958. Água-forte em côres. 30 x 50.14 ORGIA DE FEITICEIRAS, 1958. Água..forte em côres. 50 x 65.15 CORRENTE DO GOLFO, 1959. Água-forte em côres. 51 x 50.16 IXION, 1959. Água-forte em côres. 50 x 49.17 CASCATA, 1959. Água..forte em côres. 49 x 50.
  • 217. GRÉCIADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO MINISrnRIO NACIONAL DEEDUCAÇÃO, ATENAS.
  • 218. GR:CIA pintura pintura AGINOR ASTERIADIS (1898)1 TREMOR DA TERRA I. Têmpera. 122 x 67.2 TREMOR DA TERRA II. Têmpera. 122 x 67.3 PRECE. Têmpera. 85 x 80.4 SOL. Têmpera. 65 x 48.5 JARRO VERDE. Têmpera. 65 x 48. TAKIS ELEFTEBIADES (1911) 6 A CHAMA. 7 COMPOSIÇAO COM; 9ARFOS. 8 COMPOSIÇAO COM GALO VUI. 9 COMPOSIÇAO COM LUA m.10 COMPOSIÇAO COM BARCO. GEORGES. GOUNABO (1890)11. DOIS CAVALOS· SOBRE ROCHEDOS NA BEIRA DO MAR.12 PEIXES E JARRO.13 FIGURA DE MOÇA.14 FLORES. . YANNIS MALTEZOS (1915)15 COMPOSIÇAO I. 145 x 105;16 COMPOSIÇAO U.· 105 x 105.17 COMPOSIÇAO In. 105 x.l05;18 COMPOSIÇAO IV. 105 x 75.19 COMPOSIÇAO V. 105 x 75. BEI.T.ENI STATHOPOULOU20 PAISAGEM. 115 x 73.21 COMPOSIÇAO. 84 x 56.22 MARINHA. 92 x 65.23 ARVORES. 115 x 81. SPIROS V ASSILIOU 0902)24 MAR NA MADRUGADA I.25 MAR NA MAÍ>RUGAI>A II •..
  • 219. GR:RCIA escultura-desenho26 VISTA PERDIDA27 REENCONTRO.28 A úLTIMA FLOR. escultura FROSSO EFTHIMlADI·1 PASSARO. Ferro batido. 125.2 SIBILA. Feroro batido: 98.3 SALO~. Ferro. 130.4 MOCHO I. Cobre sôbre ferro. 28.5 BAILARINA. Ferro.· 44.6 MOCHO lI. Bronze sôbre ferro.7 PASTORES GREGOS. Ferro. 54.S "IKETIDES" (SUPLICANTES). Ferro batido. 90. CLEARCHOS LOUOOPOULOS (1908) 9 O CRIADOR, 1958. Ferro. 120.10 FIGURA, 1958. Ferro. 84.11 INCISOES, 1958. Femo. 29.12 O MORCEGO, 1958. Ferro. 59.13 TRANSFIGURAÇAO, 1959. Ferro. 32.14 FUGA, 1959. Ferro. 102. desenho COSTAS GRAMMATO (1916)1 FUGA lI, 1957. 25 x 42.2 BRIGA DE GALOS, 1957.56 x 37.3 RAPTO DE EUROPA, 1958. 37 x 55. 226
  • 220. GRÉCIA gravura gravura COSTAS GRAMMATO (1916)1 ARTEMIS E CALISTO, 1957. Gravura sôbre metal. 45 x 55.2 FUGA I, 1958. Gravura sôbre metal. 45 x 55.3 AFRODITA E PARIS, 1958. Gravura sõbre me- tal. 57 x 47. EPAMINONDAS NICOLIS (1928)4 ESPANHA. Agua..forte. "5 GAVIAO. Agua-forte.6 SENA. Agua..forte.7 TABERNA. Agua-forte.8 FúNEBRE. Agua..forte. LAMBROS ORFANOS 9 SENHORA MARTA.10 CARNAVAL.11 MOÇA COM GALO.12 OS MúSICOS.13 DISPARO. PERIS mALASSINOS (1925)14 VINHETA, 1957. Xilogravura em côres.15 ORFEU E EURíDICE, 1957. Xilogravura em côres.16 RúSTICO, 1958. Xilogravura em côres.17 FIGURA, 1958. Xilogravura em côres.18 SATIRO j 1958. Xilqgravura em cõres.19 ALMAS, 1959. Xilogravura em côres.
  • 221. GUATEMALADELEGAÇÃO ORGANIZAD÷PE-LA DIREÇÃO GERAL DE BELASARTES E EXTENSÃO CULTU-RAL, GUATEMALA.
  • 222. GUATEMALA , A Guatemala cabe a honra de possuir uma das domais ricas tradições de artes plásticas Continen-te Americano. Por razões diversas êstePaís nuncateve oportunidade de apresentar-se a esta Bienalnuma mostra coletiva demonstrando a complexida-de de sua plástica atual, que embora modesta, nos faz crer em seu destino.Basta-nos, no momento, a arte de Rodolfo Abula.rach, um dos elementos mais jovens· que (con·tamas novas gerações, e que parece seguir o caminhotraçado por Carlos Mérida, em seu afã de dar no.vas soluções aos conceitos de formas mais remotas e universais que herdamos de nossos ancestrais.Que na arte deste jovem embaixador da cultura, váuma saudação de Guatemala para o grande povoBrasileiroj juntamente com u.ma mensagem d~ confraternização americana. RODOLFO ABULARACH (1933) desenho1 CABEÇA, 1958. Bico de pena. 71 x 63.2 ESTRELA, 1958. Bico de pena. 187 x 8I.3 NASCIMENTO DE UMA ESTRELA, 1958. Bico de pena. 61 x 93.4 MOVIMENTO LUMINOSO DAS ASAS, 1959. Bico de pena. 183 x 99.5 SELVA, 1959. Bico de pena. 71 x 57.6 AMANHECER, 1959. Bico de pena. 71 x 57.7 FIGURA DE POLVO, 1959. Bico de pena. 71 x 57.
  • 223. GUATEMALA8 NINHO DE AGUIAS" 1959. Bico de pena. 132 x 86.9 CORTIÇA, 1959. Bico de. pena.. 96 x 71 .. gravura1 VOO FECUNDO, 1959. Ponta-sêca. 44 x 33. 23c!
  • 224. HA IT IDELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO CENTRO DE ARTE, PORTO-PRINCIPE.
  • 225. HAITI A s quinze pinturas de catorze artistas represen-tando o Céntro de Arte de Haiti, na V Bienalde S. Paulo, demonstram cabalmente d desenvolvi-mento individual de cada artista e as várias ten-dências da Instituição que há quinze anos inaugu.. rou o movimento artístico no H aiti.Philomé Orbin, representado por dois trabalhos, ésem dúvida o "Mestre" da pintura primitiva doBaiti. Os dons da intuição estética, a disciplina e adedicação deste artista valeram-lhe uma reputaçãointernacional como um dos mais conceituados pin. tores primitivos da atualidade.Bazile, Bigaud, Benoit e Duftaut, apesar de aindajovens, são conhecidos no exterior, tendo já partici-pado de Bienais anteriores.· O romântico e místicoByron é provàvelmente o mais importante artistanovo dos últimos dez anos. Nem êle nem o veteranoSt. Brice se interessam pelo mundo exterior, pin-tando subjetivamente, deixando transparecer o que lhes vai no íntimo. Gourgue, como a maioria dos ar-tistas do H aiti, é autodidata, tendo já ultrapassadoo seu, primitivismo. Montasse, um jovem ex.oficialda armada, contribúi com exuberante e singela in. genuidade, e amor pelas· côres. Dos dois artistas· de"vanguarda", Luce Turnier estudou e percorreu lon- gamente os Estados Unidos, assim como outros paí- ses. É a artista feminina mais importante. Antônio Joseph, artista, poeta.simbolista de grande integri- dade e sensibilidade, é geralmente.. consiãerado o candidato lider no setor da arte moderna não.pri- mitiva. Desejo expressar, em nome do Centro de Arte, nos-sa satisfaçãc pelo patrocínio nesta V Bienal da es· cultura de Georges Liautaud, "grande e puro artis- ta", apresentado pela Seção de Artes Visuais da União Panamericana, sob a competente direção do Sr. José Gomez Sicre. De Witt Peters
  • 226. HAITI pintura pintura GABRIEL 4LIX (1930)1 VOODOO. Óleo sôbre masonite. 61 x 76. CASTERA BAZILE (1923)2 DIA DOS MORTOS. Óleo sôbre masonite. 61 x 76. RIGAUD BENOIT (1911)3 RAINHA. Óleo sôbre masonite. 61 x 76. WILSON BIGAUD (1931)4 FAZENDA EM HAITI. Óleo sôbre masonite. 61 x 76. Co1. Charles Bolles Rogers. BOURMOND BYRON (1924)5 CACHOEIRA. Óleo sôbre masonite. 61 x 76. Co1. Centro de Arte, Porto-Principe. PR~TE DUFFAUT (1923)6 PORTO. Óleo sôbre masonite. 50 x 71. ENGUERRAND GOURGUE (1930)7 COZINHA DE HAITI. Óleo sôbre masonite. 61 x 76. ANTôNIO JOSEPH (1921)8 MENINA EM CÓR DE ROSA. Têmpera de ca- seina sôbre masonite. 61 x 122. ANTOINE JOSEPB (1921)9 GALOS. Óleo sôbre masonite. 61 x 76. PBILOB OBIN (1891)10 CHEFE REVOLUCIONARIO E SEU GABINE- TE. Óleo sôbre masonite. 61 x 76. Co1. Centro de Arte, Porto-Prfncipe. 233
  • 227. BAITI pintura11 RETRATO DO ARTISTA. Óleo sÔbre masoni- te. 61 x 76. S~~UE OBIN (1893)12 JARDINEIRO. óleo sôbre masonite. 51 x 61. Col. Centro de Arte, PortO-Principe. ROBERT ST. BRICE (1898)13 MAE E CRIANÇA. 97 x 163. Col. Centro de Ar. te, Porto-Principe. MIcros STm-BANE (1912)14 BARBEARIA. óleo SÔbre masonite. 46 x 55. LUCE TURNJER15 ARISTOCRATA. óleo SÔbre masonite. 56 x 74.
  • 228. .
  • 229. HOLANDADELEGAÇÃO ORGANIZADA PBLO MINIS~RIO DA EDUCA-çÃO, ARTES E CIÊNCIAS, HAIA.COMISSÁRIO: PROF. A. M. HAM-MACHER
  • 230. As obra" da Sala Especial pertencem ao Museu doEstado Krôller.MiiUer, Otterlo (quando não houver outra indicação).
  • 231. HOLANDA sala especial SALA ESPECIAL VlNCENT VAN GOGH (1853-1890) pintura 1 TEAR COM TECELAO, (período de Nuenen, dezembro 1883 - novembro 1885). 70 x 83. 2 BOI MALHADO, BRANCO E VERMELHO, COM CARRO, (período de Nuenen, dézembro 1883 - novembro 1885). 57 x 83. 3 CABEÇA DE; .. CAMPONESA COM TOUCA BRANCA, (penodo de Nuenen, dezembro 1883 - novembro 1885). 44 x 36. 4 ROSAS NUM POTE VERDE, (período de Paris, fevereiro 1886 - fevereiro 1888).59 x 71. 5 FLORES NUM VASO AZUL, (período de Paris, fevereiro 1886 - fevereiro 1888). 61 x 38. 6 NATUREZA MORTA, CESTA COM DEZ MA- ÇAS. 54 x 64. 7 NATUREZA MORTA COM BATATAS NUMA TIJELA AMARELA, 1888. 39 x 47. 8 PEQUENA ARLESIANA, 1888. 51 x 49. 9 SEMEADOR (SEGUNDO MILLET), 1889. 64 x 55.10 PAISAGEM NOTURNA COM LUA NASCENTE, (periodo de Saint-Rémy, maio 1889 - maio 1890). 72 x 92.11 O BOM SAMARITANO (SEGUNDO DELA- CROIX), 1890.73 x 60.12 HOMEM TRISTE. 81 x 65.13 CASTANHEIRO EM FLOR, (período de Auvers- sur-Oise, maio-julho 1890). 63 x 5I.14 CAMPO DE PAPOULAS. Co1. Govêmo Holan. dês.15 VASO COM FLORES. Co1. Museu Municipal, Haia.
  • 232. HOLANDA sala especial desenho 1 A FOSSA COMUM, (período de Paris, fevereiro 1886 - fevereiro 1888). 37 x 48. 2 POMAR COM C1!:RCA BAIXA, (período de Ar- les, fevereiro 1888 - maio 1889). 46 x 61. 3 CIPRESTES, (período de Saint-Rémy, maio 1889 - maio 1890). 31 x 23. 4 O CóRREGO DIRETO, (período de Haia, de- zembro 1881 - setembro 1883). 19 x 34. 5 NA IGREJA, (período de Haia, dezembro 1881- setémbro 1883). 28 x 38. 6 CORTADORES DE ÁRVORES, (período de Haia, dezembro 1881 - setembro 1883).35 x 45. 7 MULHER REZANDO, (período de Haia, dezem- bro 1881 - setembro 1883). 63 x 40. 8 VELHO PESCADOR COM CACHIMBO, 1883. 46 x 26. 9 EX-COMBATENTE COM GUARDA-CHUVA, (período de Haia, ·dezembro 1881 - setembro 1883). 49 x 25.10 TECELÃO, (período de Nuenen, dezembro 1883 - novembro 1885). 25 x 34.11 CAMPON1!:S COM DOIS BARRACÕES NO FUNDO, (período de Nuenen, dezembro 1883 - novembro 1885).44 x 34.12 INTERIOR COM CAMPONESA, (período de Nuenen, dezembro 1883 - nQvembro· 1885). 22 x 30.13 CAMPON1!:S CEIFANDO TRIGO, (período de Nuenen, dezembro 1883 - novembro 1885). 45 x 57.14 HOMEM LENDO PERTO DO FOGO, (período de Etten, abril - dezembro 1881>. 45 x 56.15 MOENDO CAFÉ, (período de Etten, abril- dezembro 1881). 56 x 39. 242
  • 233. HOLANDA SALA GERAL Karel Appel, CorneUle e Nanninga são três pin-tores tipicamente nórdicos da época posteriora 1945. Três contrastes dum só pe.riodo. É a côr que os domina.Appel é da raça dos pintores impetuo.,o~, contrá-rios ao culto do abstrato de Mondrian, que. dãoforma à sensibilidade da côr, emocionais e cheiosde imaginação. Animal e homem surgem de tem-ascoloridos bem definidos. Expande-se êle em suces-sões que não são baseadas num determinado ele-mento, mas num tema colorido. ·I:sse tema coloridoê determinado. pela disposição do espírito do artis- ta e se enche de sinais. I:sses sinais tornam a ima-gem apta a ser designada por um nome. Desenvol-ve-a, sempre e sempre mais. Torna-a ameaçadora, torna-a imensamente alegre~ torna-a . dTamática,confusa, perigosa ou luminosa. A fôrça demoníacada pintura é extraordinàriamente grande em Appel.Corneille revelou-se como pintor, não de paisagens, mas de experiências da paisagem. I: um viajante. Tal qual.Appel, sofreu em 1946 a influência do gru-po "Cobra" (Klee, desenhos infantis de Kandinsky, pré-história, arte popular). Depois disso, cada um segue seu próprio caminho. O desenvolvimento de CorneUle é mais penoso. Há um elemento gráfico na sua obra, uma linha nervosa e sensitiva que é, ao mesmo tempo, a caligrafia da sua inteUgêncía. Ao viajar pela Etiópia, passa sonhando, durante uma viagem, com as pinturas que fará. Paisagens que são sempre uma síntese de sucessões de expe- riências, transformadas em uma só experiência, rica e profunda, que se torna, então, a própria paisaQem das suas peregrinações. Tudo~ na sua obra, é deter- minado, exato, definido. Suas observações são com- plexas e ricas. Daí um requinte, ao qual,. nos últi- mos tempos, suas tensões e sua índole, in discuti-
  • 234. HOLANDA pinturavelmente nórdicas, vêm emprestando o timbre de Paris.Nanninga, o mais velho dos três, não largou a Ho.landa.É, dêles, o que tem menos sujeição. Sua obraé inteiramente aberta. A côr encontrou a sua ori-gem, menos no que seus olhos viram, do que no seupróprio ser. Encontramos experiências estáticas decôres que quase não chegam a assumir a formaduma figura, porque Nanninga tem mêdo de qual-quer figura. Uma tela de Nanninga não se oferece,não toma posição, mas se retira É - como se fôsse1Lma música esquisita, ouvida de longe. Tem menospontos de contatos com o mundo que a obra, deAppel e Corneille. É um tecido, fino, às vêzes raso gado. A. M. Hammacher pintura I(.,REL APPEL (1921) 1 CABEÇA TRAGICA, 1954. 97 x 130. 2 MULHER E PASSARO, 1954. 150 x 200. 3 PERSONAGEM DA NOITE, 1954. 153 x 92. 4 RETRATO DO ESCULTOR ETIENNE MAR- TIN, 1956. 195 x 130. 5 CABEÇA TRAGICA, 1957. 146 x 114. 6 A BRUXA E O GATO, 1957. Guache. 50 x 65. Col. Galeria Claude Bernard, Paris. 7 CABEÇA NO ESPAÇO, 1958. Guache. 50 x 64. Col. Galeria Claude Bernard, Paris. 8 DOIS PERSONAGENS, 1958. Guache sôbre pa- pel. 50 x 64. Col. Galeria Claude Bernard, Paris. 9 PERSONAGENS, 1958. 13Q x 162.10 ARVORE SANGRENTA, 1959.195 x 97.11 CABEÇA COMO UMA ARVORE, 1959. 195 x 97.12 PERSONAGEM HUMANA, 1959. Guache. 56 x 76.13 PERSONAGEM VOANDO, 1959. Guache. 56 x 76. 244:
  • 235. HOLANDA pintura14 CABEÇA DA NOITE, 1959. Guache. 56 x 76.15 CABEÇA, 1959. Guache. 56 x 76.16 PAISAGEM HUMANA, 1959. 132 x 195. CORNEILLE (1922)17 PRIMEIRA VERDURA, 1954. 71 x 71. Co1. J. Peijnenburg, Geldrop.18 CONFIM DAS TERRAS, 1954. 65 x 81. Co1. Mu- seu Municipal v. Abbe, Eindhoven.1~ DOIS S:1!:RES TOTEMIZADOS, 1955. 62 x .81. Colo Museu Municipal v. Abbe, Eindhoven.20 BEIRA FLORIDA DUM RIO, 1955. 66 x 93. Col. J. Peijnenburg, Geldrop.21 TROPICAL, 1957. 73 x 100. Col. particular, Paris.2.:1 RUMO A UMA CIDADE, 1958. 60 x 120.2:1 O MAR BRAVO, 1958. 81 x 60. Col. particular, Paris.2. A FESTA CAMPESTRE, 1958. 116 x 89.25 ESPLENDOR TROPICAL, 1959. 97 x 130.26 PASTO AO MEIO-DIA, 1959. 162 x 130.1r7 VOO DE PASSARO AO ANOITECER, 1959. 69 x 129. Col. Galeria H. Le Gendre, Paris.28 LUZ DO SUL, 1959. Guache. 39 x 39. Colo Ham- macher, Otterlo.29 LUZ DO SUL, 1959. Guache. 45 x 33.SO LUZ DO SUL, 1959. Guache. 36 x 33.:SI LUZ DO SUL, 1959. Guache. 41 x 33.32 LUZ DO SUL, 1959. Guache. 40 x 33.33 TROPICO DO CANCER. 130 x 97. J. NANNINGA (1904)34 "GARE DE LYON" A MEIA-NOITE, 1953. 80 x 100. Col. Museu Municipal, Haia.35 COMPOSIÇAO IV, 1957.50 x 60. Colo Ministério de Educação, Artes e Ciências, Haia.36 COMPOSIÇAO 132, 1958. 70 x 60. Col. Museu Boymans-van Beuningen, Roterdam.
  • 236. HOLANDA pintura37 COMPOSIÇAO 428, 1958. 60 x 70. Co1. Museu Boymans-van Beuningen, Roterdam.38 CIDADE DA LUA, 1958. 85 x 95. Co1. H.F. Stu- urop, Eefde.39 COMPOSIÇAO, 1958. Guache. 40 x 45. Co1. C. G. Westerhof, Schiedam.40 COMPOSIÇAO, 1958. Guache. 50 x 60. Co1. J. M. Felius, Pijnacker.41 MEU ABRIGO, 1959. 80 x 90.42 LHASA, 1959. 75 x 90.43 PRIMAVERA, 1959. 80 x 90. Co1. G.A. Verwey, Schiedam.44 VENEZA, 1959. Guache. 45 x 58. Co1. J. Res- sing, Delft.45 KONTIKI, 1959. Guache. 63 x 48. Co1. H. F. Stuurop, Eefde.46 TOTEM, 1959. Guache. 62 x 48. Co1. Ministério de Educação, Artes e Ciências, Haia.47 ÃFRICA DO NORTE, 1959. 70 x 80.48. PERSONAGENS DE AZUL. Guache. 48 x 6I. Co1. P. Schuurbeque Boeye, Schiedam. 246
  • 237. ( N D I ADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO CENTRO CULTURAL INTER-NACIONAL, NOVA DELlU.
  • 238. INDIA Os artistas do século XIX, na India, se preo.cupavam em pintar assuntos mitológicos e utiliza-vam as técnicas acadêmicas européias. O movimen-to nacionalista que então se seguiu, em grande par.te, voltou.se para o passado numa tentativa de fi-xar um idioma nacional artistico. Esse movimentonacionalista, em principios dêste século, tomouduas direções, ora inspirando-se no folclore, oraprocurando desenvolver, cada vez mais, a expressãoindividualista. Especialmente desde a Independên-cia Nacional, em 1947, os jovens artistas se senti-ram livres para desenvolver estilos pessoais quesão, no entanto, baseados na percepção, de cadaum, das artes contemporâneas no mundo. A V Bie.nal de São Paulo apresentará, justamente, diversosexemplos de trabalhos de alguns daqueles artistas mais moços.A presente coleção, orgnizada pelo Centro CulturalInternacional de Nova Delhi, não teria sido possí-vel sem o valioso apoio de Sua Excelência o SenhorDoutor José Cochrane de Alencar, Embaixador doBrasil na .India e do Senhor Marcos de Souza Dan-tas Homero, Segundó Secretário da Embaixáda doBrasil na; lndia, a quem, especialmente, ospintores hoje apresentadOS devem a oportunidadede que artistas da lndia, pela primeira vez, sejamexibidos neste magno acontecimento mundial que é a Bienal de São Paulo. Prithwish N eOYlI pintura v. S. GAITONDE (1924)1 PINTURA I, 1959. 280 x 280.2 PINTURA II, 1959. 210 x 281.3 PINTURA IIl, 1959. 273 x 282.4 PINTURA IV, 1959.279 x 368.
  • 239. INDIA pintura 5 PINTURA V, 1959. 278 x 111. Col. Marcos de Souza Dantas Romero, Nova Delhi. 6 PINTURA VI, 1959. 95 x 185. MAQBOOL F. HUSAIN (1915)7 DANÇA NARTAKI, 1959. 99 x 129. Col. Marcos de Souza Dantas Romero, Nova Delhi.8 SEGUNDO, 1959. 499 x 214. KRJSIDN KHANNA9 OUTONO, 1959. 202 x 283. Col. Centro Cultural Internacional, Nova Delhi. RAM KUMAR (1924)10 PAISAGEM, 1959. 66 x 76.11 SOMBRAS, 1959. 74 x 51.12 RUA, 1959. 73 x 76. :Col. Centro Cultural Inter- nacional, Nova Delhi.13 COLINAS, 1959. 76 x 81. AKBAR PADAMSEE (1928)14 PAISAGEM, 1959. 237 x 120. Col. Galeria 59, Bombay. SAYED HAIDER RAZA (1922)15 KALLISTE.15 ·.KALLISTE.16 BELMONT.17 COMPOSIÇAO. SAMANT (1926)18 PINTURA 1.19 PINTURA 2. 250
  • 240. INDONESIANão chegou a tempo de ser incluídaneste catálogo a lista de obras que integram a representação.
  • 241. ISRAELDELEGAÇÃO O~GANIZADA PE-LO MINISTÊRIO DAS RELA·ÇÕES EXTERIORES, JERUSA-~M.COMLSSÃRIO: HAIM GAMZU.
  • 242. ISRAEL , E esta a quarta vez que Israel participa da Bie-nal de São Paulo. Esta cidade magnífica transfor-mou-se, graças à iniciativa de sua elite, em um doslugares de encontro mais importantes da arte con-temporânea. Do Extremo ao PróximO-Oriente, doNorte ao Sul, de todos os continentes. pinturas eesculturas são encaminhadas cada dois anos para oBrasil acolhedor. Vão ali fazer a demonstração das pesquisas e descobertas da arte moderna.O Estado de Israel, de tradição artística muito jo-vem, tinha o hábito, até agora, de ser representa-do em São Paulo por grupos assáz numerosos depintores. O visitante da Bienal safa da sala israe-lita bastante confuso pela multiplicidade. dos nomesque nela figuravam e pela diversidade das escolasrepresentadas. Vivemos afastados dos grandes cen-tros arttsticos e as ocasiões que tem o público es-trangeiro de se familiarizar com a pintura israeli4ta são b.astante raras. Isso nos levou a adotar ummétodo diferente: limitamos o número dos partici-pantes e pudemos, por conseguinte, aumentar o nú-mero das obras expostas de cada artista. O visitan-te, pois, não terá dificuldades em se lembrar de trêsnomes de pintores e a formar uma idéia clara deseu respectivo estilo, da maneira com que resolvemos problemas cromáticos e plásticos, do rítmo de seu grafismo e da originalidade .de suas técnicas.Os três pintores que apresentamos são: Castel, Ka-hana e M eyrovitz. O que têm em comum é SUa liga-ção ou parentesco com o grupo "Novos Horizontes",que se constituiu em Israel há uma dezena de anos,e conseguiu reunir, sob a égide da arte moderna, al-guns dentre os melhores pintores e escultores israe-litas . .i:stes três artistas recusam-se a se submeterà imitação da natureza e procuram seu caminho en- tre as tendências estéticas atuais.Castel e Meyrovitz entregam-nos o fruto de suas pes-quisas destes dois últimos anos. Apenas Kahana pe-diu para que fôsse representado de maneira algo re-
  • 243. ISRAEL trospectiva e, assim, mostramos as etapas de sua evolução, desde há dez anos.Moshé Castel é um oriental. Um oriental que sente,quase que fisicamente, o feitiço da côr em seu esta-do puro. Seus azuis, seus verdes, seus roxos são ascôres preferidas dos povos da Ásia Menor. Nascidoem 1909 em Jerusalém, de família descendente dejudeus da Espanha, estabelecida em Terra Santa háséculos, dela herdou seu nome onde se reflete are. miniscência da velha. Castela. Castel é profundamente enraizado no ambiente pa- triarcal que, de geração a geração, esforçou-se por manter a tradição hebraica. Após longos anos de es. tudos na França - de 1927 a 1940 - volta ao torrão natal, munido de vasto conhecimento das técnicas da pintura. Ao cabo de, cinco anos de estada no Oriente da sua infância, consegue libertar-se das in. fluências da Escola de Paris, que não correspondem nem a seu atavismo oriental nem a seu tempera- mento. Põe"se a pintar as cerimônias nupciais e religiosas de que foi testemunha na sua mocidade, instala.se na cidade medieval de Safed, onde sobrevivem as recordações das seitas místicas dos Cabalistas, e seu pincel apraz-se em fazer vibrar na tela os tons luzen. tes dos interiores das velhgs sinagogas. Mas logo se cansa e abandona este realismo poetizado~érii favor de uma pintura inspirada nos mosaicos antigos des. cobertos em Beth-lAlpha e em outros lugares de Is. rael. Isso é apenas uma etapa. O arabêsco, as cali· graftas muçulmana e hebraica lhe revelam as for4 mosuras de uma arte não representativa que o apro. xima das pesquisas da arte abstrata moderna. Nela êle vê até uma espécie de reconciliação com a tradi. ção judia terrivelmente oposta à representação ano tropomorfa. A conversão de Castel à arte abstrata tem o cará- ter de um estouro. Três anos, de 1952 a 1955 - pas- sados nos Estados Unidos, fazem dele um dos arau- 256
  • 244. ISRAELtos do abstracionismo em Israel. A concepção desuas telas torna-lse então semelhante à de um tape-te oriental, em que as superfícies coloridas estãocircunscritas a contornos bem delimitados. Dos sím·bolos cabalisticos, da escritura hebraica estilizada,resta apenas uma superfície marcada por largos sul-cos pretos, que cruzam ou. se juxtapõem a listrasazuis~ vermelhas, verdes e rôxas, de onde estoura, em fogo de artifício, um abrasamento multic6r. Aharon iKahana: se bem que o número de telasexpostas de Kahana seja limitado, podemos fazer,no entanto, .em sentido contrário o itinerário de: seuestilo e acompanhar sua evolução de 1950 até agora.Nascido em 1905 em Stuttgart, Kahana vive desde1934 em Israel. Tomou parte das mais ativas no imopulso artístico do país. Tendo por longo tempo pra-ticado a pintura naturalista, optou há quinze anospela arte moderna, quer como pintor quer como ce-ramista. Da representação do real, não guardou se-não alguns sinais gráficos que têm qualidade maissugestiva do que representativa. Sua esquematiza~ção das figuras e objetos ultrapassa os contornosimediatos e se coloca em um só plano. Empenha-senum simbolismo visionário oriundo da velha caWgrafia hebraica. Há algo de hierático em suas perso-nagens espiritualizadas, que têm sentido .de poesia um tanto rude e austera.De 1950 a 1955, dedica;se à composição- em sentidohorizontal, o que exprime de preferência a serenida-de, a paz. Seus homens e mulheres, sentados ou dei-tados, estão sólidamente ancorados no repouso.Mas, eis que com "A Ressurreição" (1955), o movi-mento da composição torna·se vertical, como em re-beldia contra a gravidade, ·como se fôsse seu desejolançar-se a esferas espirituais. Em lugar das odalis-cas e dos pares aparecem reminiscências bíblicas. Passando um instante por côres mais vivas - osvermelhos, os azuis e as turquesas inspirados desuas belas cerâmicas - volta na sua pintura ao as-
  • 245. ISRAEL cetismo cromático, a uma gama limitada de tons cinzentos, em que a renúncia à pOlicromia coincide com uma inquietação metafísica. Esta austeridade, esta renúncia voluntária conferem às suas recentes obras um caráte?, de reserva e de dignidade.Zvi Meyrovitz nasceu em Krosno (Polônia) em1909. Vive em Israel desde 1934 e incorporotL-se or,gânicamente à vida artística do país. Aprecia aspaisagens montanhosas e marítimas da cidade deHaifa, onde reside há muitos anos. O Monte Carmel,que se reflete nas águas do Mediterrâneo, é paraêle fonte permanente de inspiração. Seu amorà natureza encontra~se até nas suas últimas obras quase-abstratas. Meyrovitz é, antes de mais nada, um colorísta sen- sível, sutil, que em cada pincelada entoa um novo hino à côr. Sua pintura é melodiosa, sugestiva nas suas reminiscências, oriental pela ambiência, por vêzes evocadora de seus antecedentes expressionis- tas. Sua evolução para a arte abstrata foi lenta. Considera-se sempre o intérprete das emoções que o senso da natureza nele desperta. A paisagem israe- litas evoca em Meyrovitz associações de idéias que êle se esforça em exprímir pela vibração dos tons e das côres. É assim que êste país - onde as recorda. ções dos velhos tempos estão ainda muito vivas - lhe sugere a interpretação de motivos que sejam ca- pazes de exprímir a arídez do deserto sem o deserto, a eclosão prímaveril sem as amendoeiras em flôr, como também lhe faz representar não a imagem da sarça..aTdente, mas sim a idéia das chamas. Além da superfície colorída esconde;se nas telas de Meyrovitz uma presença metafisica cujo sentido simbólico, muito pessoal, foge no entanto aos olhos. Gosta de relacionar sua pintura às paisagens, cuja substância intrínseca, no seu parecer, ela evoca. As colinas de Nazaré, o inverno no Monte Carmel, a vida trepidante no ambiente por assim diZer desér- 258
  • 246. ISRAEL tico do Mar Morto, o vale do Quichon - juntam-se nele à imaginária Cidade Alegre, das variações só. bre uma melodia oriental. Sua realidade está im4pregnada de magia. O Oriente para M eyrovitz nãoé apenas - como para .Kahana, - um lugar de in-vocação arcáica nem - como para Castel - o tor-rão natal; é uma descoberta de sua mocidade, cujasimpressões conservaram, na idade madura, todo ofrescor. É um Oriente visto por um Ocidental que em proveito do sonho renunciou à lógica da reali. dade_ Apesar da diversidade da inspiração, da diferença e temperamentos e estilos, Castel, Kahana e Mey-rovit::: se encontram na prática da arte abstrata, radicando-se à tradição nã~representativa do Ju- daismo. Todos os três experimentam, de maneira in- tensa, a pulsação multicor e multiforme deste crisol humano que muda a face da terra ele Israel. Haim Gamzu pintura MOSIm CASTEL (1909) 1 SALMO 2, 1959. 74 x 54. 2 SALMO 6, 1959. 66 x 51. 3 SALMO lO, 1959. 74 x 54. 4 SALMO 12, 1959. 73 x 54. 5 SALMO 18, 1959. 130 x 89. 6 SALMO 19, 1959. 130 x 89. 7 SALMO 20, 1959. 130 x 89. 8 SALMO 27, 1959. 180 x 130. 9 PINTURA I, 1959. 13z x 89.10 PINTURA lI, 1959, 130 x 89.11 PINTURA III, 1959. 82 x 6z.12 SALMO 2 A. 73 x 54.13 SALMO 4. 61 x 50.14 SALMO 28. 300 x 200.
  • 247. ISRAEL pintura AHARON KABANA (1905)15 DIÁLOGO NA NOITE, 1950. 130 x 195.16 OS AMANTES, 1951-52. 130 x 160.17 NOTURNO COM DOIS PERSONAGENS, 1953. 130 x 89.18 REFEIÇAO DE PÁSCOA, 1954. 100 x 81.19 A PROFETISA, 1955. 92 x 72.20 ODALISCA, 1955. 73 x 92.21 ODALISCA SOBRE FUNDO CINZA, 1955. 73 x 92.22 CASAL, 1955. 97 x 130. Col. Rabani.23 RESSURREIÇÃO, 1956-56. 130 x 97.24 O SONHO DE JACó I, 1958. 100 x 81.25 A ESCADA DE JACÓ, 1958. 100 x 73. Col. Ra- bani.2& OS QUATRO SÁBIOS, 1959. 60 x 73.27 O ,SONHO DE JACÓ 11, 1959. 116 x 73. ZVI MEYROVITZ (1909)28 OASIS. 120 x 140.29 A VITÓRIA DA PRIMAVERA. 120 x 90.30 O ARBUSTO ARDENTE. 120 x 90.31 NAS MONTANHAS DE NAZARÉ. 120 x 95.32 A CIDADE ALEGRE. 120 x 95.33 INVERNO NO CARMEL. 120 x 95.34 VARIAÇAO SOBRE UM CANTO ORIENTAL. 120 x 95.35 PAISAGEM EM EXTASE. 65 x 85.36 REALIDADE ORIENTAL. 85 x 61.37 A VIDA E O MAR MORTO. 85 x 61.38 BEIRA-MAR DE HAIFA FLORIDO. 85 x 61.39 O VALE DE KISHON. 65 x 85.40 ROCHEDOS NO CALOR. 81 x 61. 26J
  • 248. ITÁLIA Não chegou a tempo de ser incluídaneste catálogo a lista de obras que integram a representação.
  • 249. IUGOSLÁVIADELEGAÇÁO ORGANIZADA PE-LA COMISSÃO PARA RELA-ÇõES CULTURAIS COM O EX-TERIOR, BELGRADO.COMISSÁRIO: ALEKSA CELEBONOVIC.
  • 250. IUGOSLÁVIA , E a quarta vez que a Iugoslávia expõe na Bienaldo Museu de Arte Moderna de São Paulo. Nasua participação anterior, mostrou obras que sem.pr~ falaram, entre outros, do próprio país atravésdas múltiplas formas da expressão plástica contem-porânea, da diversidade de seu 80lo e de seus céus,de suas tradições e da mentalidade de suas gentes.Permanece sempre fiel a esta concepção. Emboratôdas as correntes da arte contemporlinea sejam,em primeiro lugar, de ordem cosmopolita, a inspi.ração idos artista~ pode ser vivamente su.scitadaipela visão de seu ambiente direto. 1; justamente ocaso das obras dos artistas representados na sec- .~ ção iugoslava.Oton Gliha entrega..ie, em:-tôdas as suas telas, aosmotivos da paisagem da ilha de Krk, secionada por montões de pedras. 1;, com efeito, o nome que sedá às paredes de pedras amontoadas, que dividemas parcelas de terras agrícolas. Em tal natureza opintor encontrou o tema justo para seu grafismo,que éle une por matéria pictórica densa, sugeridapela côr da pedra, da terra rara e da vegetàção dis-secada. É interessante sublinhar que estes sinaisassemelham-se à "Glagoljica", o velho alfabeto des- ta região perdida no tempo e que tornamos a en-contrar incrustado, num ritmo pessoal, nos blocos de pedras.1I1[ilan Konjovic, cuja formação começa logo apósa primeira guerra mundial, é inspirado pela Vojvo.dina, e suas planícies férteis, situadas no norte dopaís. Pinta os homens, seus lares e, sobretudo aspaisagens, num estilo expressionista de fôrça e im-pulso excepcionais. 1; a reação da fantasia e daspaixões diante da monotonia da paisagem plana eda vida pacífica do agricultor. E não é por acasoque mesmo os objetos do folclore desta região, os tecidos e os bordados por exemplo, estã() ornados de tons intensos, como os da Ucrânia e da Hungria. SUa riqueza de composição, pessoal e inesgotável,oscila entre um dinamismo desbordante e uma con• . templação equilibrada.
  • 251. IUGOSLAVIAStane Kregar tira suas deduções das paisagens eas reduz ao que os alemães chamam de "Stim-mung"; isto é, a uma sensação da atmosfera trans.posta. Deste modo, sua inspiração é mais uma re-latividade lírica do que procura baseada em noçõesgeográficas determinadas. Q estilo atual deste pin.tor; que tende para a monocromia, é ao mesmotempo tranquilo, discreto e sonhador. Por seus pró-prios meios, encaminha.se para um romantismo abstrato.O gravador Riko Debenjak reune, em sua arte, oamante apaixonado das expressões plásticas primi-tivas do povo de seu torrão natal, a umá naturezaartística muito refinada. As decorações popularessimples nas colméias, os sinais inscrustados nas ba-cias de lavar roupa, que servem também de berço,ou os .relevos nos fechos em madeira, para o quei- jo e a manteiga, os símbolos esquecidos, os animais desenhados, todo êste mundo de sinais popularesos mais simples, oferece ao artista os motivos e abase de composição na qual evolui sua muito sen- sível e perfeitamente precisa concepção artística.A matéria de Debenjak tem um grande valor e uma meta determinada. Aleksa Celebonovic pintura OTON GLDIA (1914) 1 . MONTA0 DE PEDRAS NA ILHA DE KRK I, 1957. 64 x 76. 2 MONTA0 DE PEDRAS NA ILHA DE KRK lI, 1957. 75 x 101. 3 MONTA0 DE PEDRAS NA ILHA DE KRK lII, 1958. 65 x 129. 4 MONTA0 DE PEDRAS NA ILHA DE KRK IV, 1958. 130 x 173. 5 MONTA0 DE PEDRAS NA ILHA DE KRK V, 1958. 68 x 116 266
  • 252. IUGOSLAVIA pintura 6 MONTA0 DE PEDRAS NA ILHA DE KRK VI, 1958. 60 x 129. 7 MONTA0 DE PEDRAS NA ILHA DE KRK VII, 1958. 134 x 117. 8 MONTA0 DE PEDRAS NA ILHA DE KRK VIII, 1958. 58 x 137. 9 MONTA0 DE PEDRAS NA ILHA DE KRK IX, 1958. 130 x 140.10 MONTA0 DE PEDRAS NA ILHA DE KRK X, 1959. 73 x 118.11 MONTA0 DE PEDRAS NA ILHA DE KRK XI, 1959. 61 x 165. lIILAN KONJOVIC (1898)12 COMPOSIÇÃO FEÉRICA, 1954. 122 x 84.13 A DEBOCHE, 1956. 130 x 100.14 A ARDENTE VOYVODINA, 1957. 100 x 71. Co1. Estado Iugoslavo.15 "TRIGO FLAMEJANTE, 1957. 99 x 74. Co1. Es- tado Iugoslavo.16 A LUA, 1958. 81 x 47.17 VERMELHO E VERDE, 1958. 92 x 73,18 O SOL VERMELHO, 1958. 120 x 70. Co1. Estado Iugoslavo.19 SINFONIA LíRICA, 1959. 260 x 120.20 RiTMO PRETO, 1959. 170 x 130. STANE KREGAR (1905)21 INTERIOR VERMELHO, 1956. 100 x 81.22 A CARREIRA, 1956. 81 x 100.23 OS ROCHEDOS, 1957. 61 x 116.24 CIDADE INCENDIADA, 1958. 130 x 136.25 DIA DE INVERNO, 1958. 130 x 136.26 A MANHA NEBULOSA, 1958. 130 x 136.27 MEDUSA, 1958. 130 x 136.28 A VELHA PEDREIRA, 1958. 130 x 136.W PONTE MILVIO, 1958. 65 x 130.30 PAISAGEM NOTURNA, 1958. 65 x 30.
  • 253. IUGOSLAVIA gravura RIKO DEBENJAK (1908) 1 CARIATIDÉ DE KARST, 1957. Agua-tinta em cOres. 65 x 50. 2 NO PÁTIO, 1957. Agua-tinta em cõres. 24 x 30 3 ASSOCIAÇAO, 1957. Agua-tinta em cOres. 25 x 40. 4 NOTURNO II, 1957. Água-tinta em cOres. 20 x28. 5 EM NOSSA CASA, EM XARST, 1957. Agua- tinta em cOres. 25 x 40. 6 "NECKE", CIRANDA I, 1957-58. Agua-tinta em cõres. 50 x 38. 7 "NECKE", CIRANDA II, 1958. Agua-tinta em cOres. 50 x 38. 8 "NECKE", CIRANDA III, 1958. Agua-tinta em cõres. 50 x 38. 9 "NECKE", CIRANDA IV, 1958. Agua-tinta em cOres. 50 x 37.10 MOTIVO N.o VI, 1958. Agua-tinta em cõres. 28 x 50.11 LINCE, 1958. Agua-tinta em cres. 33 x 50.12 HARMONIA NO FUNDO DO MAR, 1958. Água- tinta em cõres. 50 x 33. .13 NO FUNDO DO -MAR, 1958. -Agua-tinta em cõres. 50 x 28.14 CONTO DE FADAS: CASINHA, 1958. Água- tinta em cOres. 50 x 33.15 O PAVAO, 1958. Agua-tinta em cOres. 28 x 50.16 JUSTIÇA, 1959. Água-tinta em côres. 50 x 35.17 A CASCA, 1959. Agua-tinta em cõres. 50 x 35.18 O MOCHO, 1959. Água-tinta em côres. 50 x 33.19 FLORES PRETAS, 1959. Agua-tinta em côres. 50 x 32.20 CAO MESTIÇO, 1959. Agua-tinta em cõres. 50 x 32. 21 DEMôNIO, 1959. Agua-tinta em cõres. 50 x 29. 263
  • 254. JAPÃODELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO KOKUSAI BUNKA SIDN-KOKAI (SOCIEDADE PARA ASRELAÇõES CULTURAIS INTER·NACIONAIS), TÔQUIO.COMISSÁRIO: PROF. KIKIIDDETOKUDAIJI; COMISSÁRIO ASSISTENTE; W AIcm TSUTAKA.
  • 255. JAPAO sala especial SALA ESPECIAL «UKIYO-E» gravuras (série A) mS1DKAWA MORONOBU (século XVD)1 CENA DOS BAIRROS ALEGRES DE ·YOSHI- WARA. TORD K1YOlfASU (1694-1716)2 SHOKI (CONQUISTADOR DE DUENDES). OKUMURA TOSHINOBU (comêço do sé· culo XVID)3 O ATOR HAYAKAWA HATSUSE. ISHIKAWA TOYONOBU (1711-1785)4 TíTERES. SUZUKlIlARUNOBU (1725-1770)5 BELDADES FIANDO ALGODAO.6 À BEIRA DO RIO SUMIDA ISODA KORYUSAI (meatios do século XVID)7 CARDANDO. KATSUKAWA SHUNSHO (1726-1792)8 O ATOR BANDO MITSUGORO COMO EXI. BIDOR DE MACACO.9 O ATOR ICHIKAWA DANJURO. KXTSUKAWA SHUNKO (1743-1812)10 O ATOR NAKAMURA NAKAZO COMO SE- KIBEL. KATSUKAWA SHUNEI (1762-1819)11 O ATOR KATAOXA NIZAEMON.12 BALSA NO RIO SUMIDA.
  • 256. JAPÃO sala especial KATSUKAWA SHUNCHO (fins do século xvm)13 BELDADES. KITAGAWA UTAMARO (1753-1806)14 CAVERNA NA ROCHA, NA ILHA ENOSHI- MA.15 BELDADES GOZANDO UMA TARDE DE VE- RAO FRESQUINHA.16 BELDADE ..17 TAMA-YA MADOKA. HOSODA Elsm (fins do século xvm)18 CAÇA AOS VAGALUMES. CHOKOSAI EISHO (fins do século xvm)19 MATSUBA-YA SOMENOSUKE. UTAGAWA TOYOKUNI (1769-1825)20 BELDADES NA PONTE.21 OS ATORES BANDO MITSUGORO E IWAI HANSHIRO. KATSUSmKA HOKUSAI (1760-1849)22 PANORAMA VISTO DE ENOSHIMA (da série "Trinta e seis panoramas do Monte Fuji").23 PANORAMA -VISTO DE UMA PLANTAÇAO DE CHA EM KATAKURA (da série "Trinta e seis panoramas do Monte Fuji").24 POEMA POR SARUMARU (da série "As inter- pretações da alna, de 100 velhos poemas").25 SEIGEN E SAKURA-HIME. KIKUKAWA EIZAN (1787-1867)26 A GEISHA E A CRIADA DA CASA DE GEI- SHAS. KEISAI ElSEN (1790-1848)27 EBI-Y A OI. 272
  • 257. JAPAO sala especial UTAGAWA KUNISADA (1786-1864)28 O ATOR ICHIKAWA DANJURO.29 O ATOR MATSUMOTO KOSHIRO.30 FUJI-YA O-MATSU.31 O ATOR IWAI SHIJAKU.32 ABALONA ACUMULANDO-SE NO MAR DE ISE. UTAGAWA KUNIYOSm (1797-1861)33 BELDADE I.34 BELDADE lI.35 IMADO EM ASAKUSA (da série "Cenas popu- lares de Edo"). ANDO mROSIDGE (1797-1858)36 OISO (da série "Cinquenta e três etapas na es- trada de Tokaido").37 KAMEYAMA (da série "Cinquenta e três eta- pas na estrada de Tokaido").38 OKUTE (da série "Sessenta e nove etapas na estrada de Kiso Kaido").39 MIEJI (da série "Sessenta e nove etapas na es- trada. de KiEO Raido").40 MONTANHA TATE-YAMA (da série "Concur- sos de paisagens marítimas e montanhosas").41 PANORAMA VISTO DE MISAKA, PROVíN- CIA DE KAI (da série "Trinta e seis pa.nora- mas do Monte Fuji").42 PANORAMA VISTO DE NOOE EM YOKOA- MA (da série "Trinta e seis panoramas do Mon- te Fuji").43 TSUKUDAJIMA (da série "Cem cenas popula- res de Edo").44 HOMENS PUXANDO UM BARCO EM YOT- SUOI (da série "Cem cenas populares de Edo").45 SANTU ARIO DE SUIJIN (da sé.rie "Cem cenas populares de Edo").46 SHIN YOSHrwARA (da série "Cem cenas po- pulares de Edo").
  • 258. JAPÃO sala especial47 KOMApAT,.t·O<;>{d~ série "Cem Cenas .popula- res de Edo"). . .. . . , . .:48 HORIKIRI (daséiie "Cem cenas, populares de Edo"). .. . . .49 TEMPLO KINRYUZANEN A~AKUSA (da sé~ rie "Cem cenas populares de Edo").· .50 ARVORE ENOKI EM OJI (da séne "Cem ce- nas populares de Edo"). . gravuras (série B) TORn KlYONOBU (16~1729) 1 O ATOR OKÀDO SAEMd1ír; • -. . ; OKUMURA MASANOBU.·(I686-1764) 2 DESFILE FESTIVO DE ,CRIANÇAS; N1SHIMURA SmGENAGA (? .. -1756) 3 UM DOS "OITO PANORAMAS DE OMI". TORn KIYO~fASU n (1706-1763) 4 O ATOR ICHIKAWA YAOZO. . SUZUKIHARUNOBU (1725-1770)5 BELDADES.6 FLORES. DE AMEIXEIRA ~ NOITE. ISODAKORYUSAI (meados do século ;X,VJD) .. .",7 W AKAMATSU {da série "Mulheres traj:was na moda do ano"}. KATSuKAWA SIWNSHP(1726-1792) 8 O ATOR MATSUMOTO KOSHIltO COMO GORO. . ." . . 9 O ATOR NAKAYAMA TOMISABURO. 27~
  • 259. JAPÃO sala especial KATSUKAW~ SIIUNKO (174~1812)10 O ATOR ICHIKAWÁ DANJURO COMO MAT- SUO-MARU. KATSUKAWA SHUNEI(1762-iS19) ;c11 O ATOR ICHIKAWAKOMAZO. TORII KIYONAGA··(1752-1815)12 SOSHI ARAI. KATSUKAWA SHUNCHO(fins do século XVID)13 MULHERES NO PORTÃO DE UM TEMPLO. KITAGAWA UTAlIARO (1753-.1806)14 MULHERES coM BULE DE CRA.· .15NANIWA-YAO:XITA.16 UM PINTOR E UMA MENINA.17 MÃE E CRIANÇA., HOSODA EISm (fins do século XVID) .18 SUMA (da série "Cenas dos contos de G~Iljl"). ICmRAKUTEI EISUI (fins do século XVID) . . . . ..19 MATSUBA-YA KISEGAWA; UTAGAWA TOYOKUNI (1769-1825)20 ÔSATORES BANDOMITSUGORO E SEGA- WA ROKO.21 O ATOR SAWAMURA SOJURÔ. KATSUSmKA HOKUSAI (1760-1849)22 PANORAMA VISTO DE HODOGAYA (da série "Trinta e seis panoramas do Monte Fuji").23 PINHEIRO EM AOYAMA (da série "Trinta e seis panoramas do Monte Fuji").
  • 260. JAPAO sala especial24 POEMA POR TEIKA (da série "As interpreta- ções da ama, de 100 velhos poemas").25 MúSICA GIDAYU. KIKWAWA EIZAN (1787-1867)26 MÃE E CRIANÇA. KEISAI EISEN (1790-1848)27 GEISHA. UTAGAWA KUNISADA (1786-1864)28 O ATOR ICHIMURA UZAEMON.29 O ATOR NAKAMURA SHIKAN.30 O ATOR IWAI HANSHIRO.31 BARQUEIRO.32 PANORAMA EM MASAKI (da série "Panora- mas famosos no estilo da pintura a óleo ociden- tal"). UTAGAWA KUNIOSHI (1797-1861)33 BELDADE I.34 BELDADE lI.35 UMA DAS "CINQUENTA E TR!:S ETAPAS DE TOKAIDO". ANDO lIIROSlDGE (1797-1858)36 OCHANOMIZU (da série "Lugares famosos em Edo").37 HAKONE (da série "Cinquenta e três etapas na estrada de Tokaido").33 NUMAZU (da série "Cinquenta e três etaplM! na estrada de Kiso Kaido").39 MIYANOKOSHI (da série "Sessenta e nove eta- pas na estrada de Kiso Kaido").40 ONT.A:KE (da série "Sessenta e nove etapas na estrada de .Kiso Kaido").41 VISTA DE ASUKA-YAMA (da série "Trinta e seis panoramas do Monte Fuji"). 276
  • 261. JAPÃO , sala especial42 PANORAMA VISTO DA PRAIA DOS PINHEI- ROS EM MIHO (da série "Trinta e seis panora- mas do Monte Fuji").43 JARDIM DE AMEIXEIRAS EM KAMA TA (da série "Cem cenas populares de Edo").44 AZUMA-NO-MORI (da série "Cem cenas popu- lares de Edo").45 IMADO (da série "Cem cenas populares de Edo").46 AGUACEIRO NA PONTE O-HASHI (da série "Cem cenas populares de Edo").47 TEPPOZU (da série "Cem cenas populares de Edo").48 KONYA-CHO (da série "Cem cenas populares de Edo"). _ ~49 SARUWAKA-CHO (da série "Cem cenas popu- lares de Edo").50 YABUKOJI EM ATAGO (da série "Cem cenas populares de Edo"). gravuras (série C) mSHIKAWA lUORONOBU (século XVll) 1 ATRÁS DA TELA. TOm KlYOMASU (1694-1716) 2 HOMEM E MULHER. OKUMURA MASANOBU (1686-1764) 3 SHOJO. TORll KlY01UTSU (1735-1785) 4 O ATOR ICHIKAWA RAIZO. SUZUKI HARUNOBU (1725-1770) 5 NEVE NOS TAMANCOS. 6 COLHENDO BROTOS DE PINHEIROS.
  • 262. JAPAO sala especial ISODA KORYUSAI (meados do século xvm)7 IDE TAMA-GAWA. . IiATSUKAWA SHUNSliO (1726-1792)3 o ATOR BANDO MITSUGORO.9 O ATOR MATSUMOTO KOSHIRO. KATSUKAWA SHUNKO (1743-1812)10 O ATOR SEGAWA KIKUNOJO. KATSUKAWA SHUNEI (1762-1819)11 O ATOR ONOE MATSUSUKE. TORII KIYONAGA(1752-1815)12 PORTA0 DE NIO-MON (da série "Oito cenas no templo Kinryuzan"). KATSUKAWA SHUNCHO (fins do século XVIII)13 BARCO HABITÁVEL. KITAGAWA UTAMARO (1753-1806)14 MULHER ESTENIJENDO ROUPA LAVADA.15 BELDADE. 16 UMEKAWA E CHUBEI.17 TAMA-YA SHIRATEMA. HOSODA EISllI (finsdo século XVIII)18 HANAOGl(da série "Seis beldades escolhidas dos bairros alegres"). CHOKOSAI EISHO (fins do século XVIiI)19 AKATSUTA-YA RINZAN. UTAGAWA TOYOKUNI(1769-1825)20 O AMOR FALECIDO APARECENDO NA FU- MAÇA DO INCENSO. 27~
  • 263. JAPÃO sala especial UTAGAWA TOYOKUNI U (1802 --?)21 BELDADE. KATSUSIDKA HOKUSAI (1760-1849)22 PANORAMA VISTO DO TEMPLO DE GOHY- AKURAKAN (da série "Trinta e seis panora- mas do Monte Fuji").23 PANORAMA VISTO DEKANAYA (da série "Trinta e seis panoramas do Monte Fuji").24 POEMA POR AKAHITO (da série "As inter- pret.r.ções da ama, de 100 velhos poemas") . .25 GATO E GATA FUGINDO. KIKUKAWA EIZAN (1787-1867)26 UMA CORTESÃ E SUAS CRIADAS. KEISAI EISEN (1790-1848)27 BELDADE~ UTAGAWA KUNISADA (1786-1864)28 O ATOR SAWAMURA SOJURO.29 O ATOR ONOE SHOROKU.30 O ATOR BANDO· SHl:JKA.31 BELDADE.32 A PONTE DE YATSU-HASHI. UTAGAWA KUNlYOSm (1797-1861)33 BELDADE I. _"34 BELDADE 11.35 UMA DAS "CINQUENTA E TRÊS ETAPAS DE TOKAIDO". ANDO IDROSmGE (1797-1858)36 O TEMPLO NISHI HONGAN-JI EM TSUKIJI (da· série "Lugares· famosos em Edo").37 SHINAGAWA <da série "Cinquentae três eta- pas na· estrada de Tokaido").38 YUI (da série "Cinquenta e três etapas na es- trada de Tokaido").
  • 264. JAPÃO sala especial39 MATSUIDA <da série "Sessenta e nove etapas na estrada de Juso Kaido").40 WADA <da série "Sessenta e nove etapas na es- trada deKiso Kaido").41 PANORAMA VISTO DE TOKAIDO <da série "Trinta e seis panoramas do Monte Fuji").42 PANORAMA VISTO DA GARGANTA INUME, PROVíNCIA DE KAI <da série "Trinta e seis panoramas do Monte Fuji").43 JARDIM DE AMEIXEIRAS EMKAMEIDO <da série "Cem cenas populares de Edo").44 NOITE NO RIO SUMIDA <da série "Cem cenas populares de Edo").45 YOROI NO WATASHI <da série "Cem cenr.s populares de Edo").46 WISTARIAS EM ,KAMEIDO (da série "Cem ce- nas populares de Edo").47 FESTIVAL DAS ESTR:tLAS NA CIDADE (da série "Cem cenas populares de Edo").48 A PONTE DE KUO-BASHI <da série "Cem ce- nas populares de Edo").49 FOGOS DE ARTIFtcIO EM RYOGOKU (da série "Cem cenas populares de Edo").50 JUMANTSUBO EM SUSAXI (da. série "Cem cenas populares de Edo"). SALA GERAL A arte japonêsa continua a se desenvolvercons~ tantemente na confluência de duas correntes. Uma delas é a corrente conservadora que mantém atradição dos séculos, guardando ciosamente suas he-ranças ancestrais. O conservadorismo acha-se pro- 281)
  • 265. JAPAOfundamente radicado em todos os campos da arte, especialmente na pintura.Costuma..se chamar de Nihon-ga (pintura japonêsa)a escola tradicional que emprega a técniCa e JS pe-culiares pigmentos convencionais, e de Seiyo-ga (pin-tura ocidental) a escola oposta, de pintura a óleo. É verdade que a escola tradicional muito fêz parapreservar a técnica ·dq velho. Mas em face de suatendência a cair no formalismo, empenhando-se me-ramente nos efeitos decorativos, a jovem geração deartistas japonêses, independentemente dos materiaise das técnicas por ela empregados, entregou-se a di- ferentes esforços criadores. Traçando rápida e ousa-damente novas expressões no sentido e no espírito da época, formou a escola de "pintura contemporâ. nea".Um aspecto cultural do Japão pode ser visto na mar-cha dessas duas correntes, ado tradicionalismo ea da renovação, interpretando-se e, às vêzes, se con-fundindo. Mas o confronto das duas correntes tem-se mostrado benéfico pelo que gera em vida e mo·vimento. Na própria porta da venerável cidadela de tradicionalismo, há um modernismo surpreendente- mente radical em ebulição. Quiçá, em nenhum outropaís tem-se produzido um tal complexo e colorido desenho pela justaposição do novo edo velho. A arte japonêsa, enquanto viva em seu passado d_ mais de um milênio, arde do desejo de construir uma nova era.Na Bienaldêste ano, ficou resolvido se exibirem al-gumas pinturas contemporâneas do Japão, represem- tativas da nova escola que se desenvolveu com () maior vigor e a maior vitalidade nos recentes anos.Espera-se das mesmas que ilustrem concr(tamente o espírito da nova era que anima a nascente geração de artistas japonêses. ,A pintura ocidental do Japão tem sido, de há muito, influenciada fortemente pelas escolas da França e por tôdas as experiências que nesse país
  • 266. JAPÃO pinturase fizeram desde o Fauvismo até o surrealismo e oabstracionismo. Nestes últimos anos, cada mostrade arte no Japão tem sido tomada por uma aluviãode criações abstratas, geométricas e líricas, que estãotendo reperclllrsão entre os artista~ de Nihon-gaJEm consequência, na seleção feita para a atual ex-posição, pôs-se ênfase especial nos trabalhos dos ar-tistas abstratos que encabeçam o progresso da pin- tura japonêsa de hoje. Na Sala Especial, são exibidas um grande núme.ro de xilogravuras. Êsses trabalhos, representativosdos períodos que se su.cederam desde os primeirosdias de Ukiyoe, destinam-se a presentar uma rese.nha histórica das gravuras japonêsas, que consti· tuem a mais característica arte do Japão. Soichi Tominaga ... pintura AKIRA HASEGAWA (1925) 1 MALQIÇÃO, 1958. 182 x 136. 2 TRISTÉ NOTíCIA, 1958., 182. x 136. 3 . PRECE, l!;l58. 182 x 136. 4 MÁ SORTE, 1958. 182 x 136. 5 ALEGRIA, 1958. 182 x. 136. GENICmRO INOKUMA (1902) 6 ESTABELECIMENTO NA REGIÃO POLAR 1, 1959. 172 x 202. Col. Galeria Willard. 7 TERRA GELADA, 1959. 172 x 202. Col. Galeria WiUard. 8 SUPERFíCIE TRANQUILA DA TERRA, 1959. 172 x 202. Col. Galeria Willard. 282
  • 267. JAPÃO pintura 9 LUZES POLARES, 1959. 172 x 172. Co1. Galeria Willard.10 TRENó, 1959. 137 x 172. Co1. Galeria Willard.11 ESTABELECIMENTO NA REGIÃO POLAR 2, 1959. 137 x 172. Co1. Galeria Willard.12 MUNDO BRANCO, 1959. 137 x 172. Co1. Galeria Willard. . lUNORU KAWABATA (19~1)13 RITMO A, 1958. 160 x 130.14 RITMO B, 1958. 248 x 188.15 RITMO C, 1958. 192 x 130.16 RITMO NO BRANCO, 1958. 160 x 130.17 TRABALHO C, 1958. 192 x 130.18 COMPOSIÇÃO A, 1958. 248 x 188.19 TRABALHO A, 1959. 192 x 130.20 TRABALHO B, 1959. 192 x 130.21 COMPOSIÇÃO B, 1959. 160 x 130.22 COMPOSIÇÃO C, 1959. 248 x 188. IIAJIlUE MINAMIon (1911)23 JUNHO, 1958. 130 x 80.24 VEGETAÇÃO A, 1958. 227 x 182.25 RUíDO DA CIDADE, 1958. 193 x 130.26 VEGETAÇÃO B,1959. 162 x 130.27 RUíDO DA CIDADE·:8, 1959. 162 x 130.28 RUíDO, DA CIDADE C, 1959. 162 x 130. YOSmSIDGE SAlTO (1905)29 TRABALHO 6, 1958. 178 x 120. CoLGaleria Ka- butoya.30 TRABALHO 7, 1958. 92 x 122. Co1. Galeria Ka- butoya.31 TRABALHO 8, 1958~ 130 ;j{ 92. Co1; Kaichi Ohashi.32 TRABALHO 9, 1958. 86 x 73. Co1. Taüchiro Teraoka.33 TRABALHO N, 1958. 92 x 131.34 TRABALHO 5, 1959. 85 x 63.
  • 268. JAPAO pintura SillGEJIRO SANO (1900)35 COISA VIVA 1, 1956. 192 x 130.36 VIDA 1, 1957. 192 x 130.37 VIDA 2, 1957. 192 x 130.38 COISA VIVA 2, 1957. 160 x 130.39 COISA VIVA 3, 1958. 160 x 130. KUMI SUGAI (1919)40 TROVÃO, 1954. 130 x 97. Co!. particular.41 FUJIYAMA, 1958. 130 x 97. Co!. particular.42 PúRPURA, 1958. 162 x 130. Co!. particular.43 DEMôNIO, 1958. 130 x 97. Co!. particular.44 FESTIVAL, 1958. 81 x 65. Co!. particular.45 RUíDO, 1959. 146 x 114. Co!. particular.46 PINTURA. Co!. Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro. W Alem TSUTAKA (1911)47 DEUS DO TROVÃO, 1958. 130 x 97. Col. To- kutaro Yamamura.48 LENDA, 1958. 130 x 97.49 IMA (TEMPO PRESENTE), 1958. 117 x 91.50 BOTA0, 1959. 130 x 97.51 ESPAÇO ALTERNADO, 1959. 227 x 182.52 ESPAÇO VARIÁVEL, 1959. 145 x 97.53 AFINIDADE, 1959. 130 x 97. Co!. Tokutaro Ya... mamura. «bokusho» NANKOKU mDAI (1912) 1 TRABALHO N.o 42 EM MENOR, 1956. Tinta Sumi. 45 x 67. 2 TRABALHO N.o 58-4 EM MENOR, 1958. Tinta Sumi. 93 x 84. Col. Samuel Booth. 3 TRABALHO N.o 58-42 EM MAIOR (RELÃM- 281
  • 269. JAPAO escultura PAGO N.o 7). 1958. Tinta Sumi. 130 x 162.4 TRABALHO N.o 58-44 EM MAIOR, 1958. Tinta Sumi. 112 x 145.5 TRABALHO N.o 59-2 EM MENOR. 1959. Tinta Sumi. 98 x 123. SmRYU MORITA (1912) 6 SHAKUNETSU <CALOR ARDENTE), 1956. Tinta Sumi. 95 x 163. 7 HAN-SHAN (POETA CHIN~S), 1958. Tinta Sumi. 96 x 178. 8 SO (PROFUNDO E ABYNDANTE), 1959. Tinta Sumi. 182 x 97. 9 EN (AGUANO ABISMO INFINITO), 1956. Tinta Sumi. 97 x 182.10 TO (GEADA). 1959. Tinta Sumi. 97 x 182.11 DATSU (SAIA DAS RESTRIÇOES DO MUN- DO EXTERIOR). 1959. Tinta Sumi. 96 x: 187.12 MU (O NADA). 1959. Tinta Sumi. 182 x 97. escultura BusmRO MOBRI (1923)1 TECNOLOGIA. 1954. Metal. 50. - .2 METEORO. 1956. Metal. 80. Co1. Takeshi Ha- rota.3 TRABALHO 1. 1957. Metal. 130.4 TRABALHO 2, 1959. 46. RYOKICm MUKAI (1918)5 FORMA VOLANTE, 1958. Metal. 62.6 PALAVRAS ESCAVADAS 1,1958. Metal. 32.7 PALAVRAS ESCAVADAS 2, 1958. MetaI. 52.8 PALAVRAS ESCAVADAS 3, 1959. Metal. 52.
  • 270. JAPAO gravura TADAmUO ONO (1912) 9 ANGULAR ESCURO, 1955. Madeira. 40 .. Col. Shiro Nishide.10 HELIOCRISO, 1956. Madeiru. ~O. CoLKaichi Ohashi.11 ASCOMICETOS, 1957. Madeira. 60. Col. Cia. Turística Kyofuku. .12 TRABALHO, 1958. Madeira. 100. grat"l.1ra lfiTSUO KANOH(1933) 1 FÓSFORO E FLOR I, 1958. Gr!j.vura sôbre me- tal.36 x 27. . . 2 ANJO, 1958.. Gavlira sôbre metal. 36 x 27. 3 SíL:tNQIO DAFLOR, 1958. Grav.ura sõbre .me- tal. 25 x 29.·· . . 4 PAISAGEM COMOVEDORA, 1958. Gravura SÔ- bre metal. 15 x 36. 5 ENT:t!:RRO DA AVE, 1958. Gravura sôbre me- tal. 33 x 21. 6 tCARO, 1958. Gravura sôbre metal. 33 x 25. 7 FÓSFORO E FLOR 2, 1959. Gravura .sobre ~e­ tal. 43 x 36. B FóSFORO E FLOR 3, 1959. Gravura. sôbre me- tal. 42 x 27. 9 FóSFORO E FLOR 3, 1959. Gravura sôbre me- tal. 37 x 28.10 FóSFORO E FLOR 5, 1959. Gravura sôbre me- tal. 37 x 15. TETSURO KOMAI (1920)11 COMICO 1, 1958. Gravura sôbre met~l. 18 x 10.12 CóMICO 2, 1958. Gravura sôbre m,etal. 21 x 15,13 NOITE NA. FLORESTA, 1958. Gravura. sôbre metal. 22 x 20. 286
  • 271. JAPAO gravura14 ° AS DE TREVO, 1958. Gravura sôbre metal. 21 x 15.15 COSINHA, 1958. Gravura sôbre metal. 21 x 31.16 FLORESTA, 1958. Gravura sôbre metal. 27 x 36.17 REBENTO DE NOITE, 1959. Gravura sôbre metal. 26 x 36.18 FRUTA, 1959. Gravura sôbre metal. 29 x 36.19 ESTAMPA, 1959. Gravura sôbre metal. 36 x 27.20 TR:l!:S PEIXES, 1959. Gravura sôbre metal. 26 x 36. ANSEI UCmlUA (1921)21 CRESCIMENTO, 1959. Xilogravura. 60 x 42.22 INTERVALO, 1959. Xilogravura. 74 x 40.23 PERGUNTAS E RESPOSTAS, 1959. Xilogra- vura. 84 x 60 .24 LUA ESCONDIDA, 1959. Xilogravura. 74 x 41. GEN YMIAGUCm (1903)25 BALADA A, 1959. Xilogravura. 92 x 62.26 BALADA B, 1959. Xilogravura. 92 x 62.27 BALADA C, 1959. Xilogravura. 92 x 62.28 NARCISISMO, 1959. Xilogravura. 92 x 62.29 ECLIPSE SOLAR, 1959. Xilogravura. 92 x 62.30 CAMINHANDO SõBRE FOGO, 1959. Xilogra- vura. 92 x 62.31 UM MANDAMENTO, 1959. Xilogravura. 92 x 62.32 UMA COMÉDIA, 1959. Xilogravura. 92 x 62.33 TRANSMIGRAÇÁO, 1959. Xilogravura. 92 x 62.34 VACUO, 1959. Xilogravura. 92 x 62. MASAJI YOSHIDA (1917)35 FIGURA DA RELATIVIDADE 1, 1959. Xilogra- vura. 155 x 310.36 FIGURA DA RELATIVIDADE 5, 1959. Xilogra- vura. 155 x 155.37 FIGURA DA RELATIVIDADE 6, 1959. Xilogra- vura. 155 x 155.
  • 272. MEXICODELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO MUSEU NACIONAL DE AR·TE MODERNA, MlID{ICO, D. F.
  • 273. MEXICO pintura pintura JOSÉ CHAVES MORADO (1909)1 GRUA. 85 x 115.2 VIGOTE. 86 x 115.3 PERFiS. 86 x 115.<I NOTURNO. 150 x 100.5 REQUIEM. 110 x 150.6 OS GALEOTES E SiMBOLO. 110 x 150.., RIO SECRETO. 180 x 80. .. JOSÉ LUIS CUEVAS (1933) 8 ESTUDO PARA "A PINTORA". Óleo sôbre pa- pel. 9 ESTUDO PARA "A PINTORA". Tinta e aguada sóbre papel.10 ESTUDO PARA "A PITORA". Tinta e aguada sôbre papel. Col. Galeria Gres, Washington D.C.11 ESTUDO PARA "A PINTORA". Tinta e gua- che sóbre papel.12 ESTüDO PARA "A PINTORA". Óleo sôbre pa- pel.13 ESTUDO PARA "A PINTORA". Tinta e agua- da sôbre papel.14 ESTUDO PARA "A PINTORA", À MANEIRA DE FRANS HALS. Tinta sôbre papel.15 FOLHA DE ESTUDOS PARA "A PINTORA"•... Tinta sôbre papel. .16 FOLHA DE ESTUDOS PARA "A PINTORA". Lapis de grafito e crayon sôbre papel.17 ESTUDO PARA "MODELOS". Tinta e aguada sôbre papel.13 ESTUDO PARA "MODELOS". Tinta e aguada sôbre papel. Col. Museu de Arte Moderna, São Paulo.19 ESTUDO PARA "MODELOS". Tinta e lapis sõ- bre papel. Col. particular, São Paulo.
  • 274. lIEXICO pintura20 ESTUDO PARA "MODELOS". Tinta e aguada sóbre papel. Col. particular, São Paulo.21 FOLHAS DE ESTUDOS PARA "FUNERAL DE UM DITADOR". Tintasôbre papel.22 OITO APONTAMENTOS PARA "FUNERAL DE UM DITADOR". Tinta sôbre papel.23 FUNERAL DE UM DITADOR: A FARSA. Tin. ta sôbre papel. Col. Galeria Gres, Washington D.C.24 ESTUDO PARA "FUNERAL DE UM DITA. DOR: CARRASCO, CARNICEIROS E TORTU. RADOS". Tinta sôbre papel. Col. Galeria BO- nino.25 ESTUDO PARA "FUNERAL DE UM DITA. DOR: A VIUVA". Tinta sôbre papel. Col. Gale- ria Bonino.26 CONQUISTA DO MÉXICO: A FORÇA. óleo sôbre papel.27 CONQUISTA DO MÉXICO: DESTRUIÇAO. Óleo sôbre papel.28-, CONQUISTA DO MÉXICO: VENCIDOS. óleo sôbrp papel.29 AUTO-RETRATO COM MODELOS. Tinta. e nquarela sôbre papel.30 AUTO-RETRATO COM MODELOS. Tinta sô- bre papel. Col. particular, São Paulo. FRANCISCO GOITIA (1882) 31 "TATA JESUCRISTO". 85 x 10"7. Col. Museu Nacional de Arte Moderna, México D.F.32 JUAN IXTAYORAN. óleo sôbre madeira. 39 x 90. Col. Museu Nacional de Arte Moder- na, México, D. F .33 PAISAGEM DE SANTA MôNICA. 68 x 130. Col. Museu Nacional de Arte Moderna, México, D.F.34 HORTA DO ANTIGO CONVENTO DE GUADE- LUPE, ZACATECAS. 100 x 79. Col. Museu Na- cional de Arte Moderna, México, D. F .35 PAISAGEM COM OLIVEIRAS. 93 x 113. Col. Museu Nacional de Arte Moderna, México, D.F. 292
  • 275. MEXICO pintura36 VELHO. 53 x 57. Col. Museu Nacional de Arte Moderna, México, D.F.::Ii PAISAGEM NOTURNA DE SANTA MôNICA. Óleo sôbre madeira. 42 x 105. Col. Museu Nacio- nal de Arte Moderna, México, D. F .38 A BRUXA. 33 x 39. Col. Museu Nacional de Ar- te Moderna, México, D. F.39 O ENFORCADO. 58 x 96. Col. Museu Nadonal de Arte Moderna, México, D. F.40 DANÇAS INDíGENAS. Pastel sôbre tela. 84 x 107. Col. Museu Nacional de Arte Moder- na, México, D.F.41 O VELÓRIO. Pastel sôbre papel 57 x 43. Col. Museu Nacional de Arte Moderna, México, D.F.42 A CAVALO. Pastelsôbre papel. 53 x 44. Col. Museu Nacional de Arte Moderna, México, D.F. GUILLERMO lIEZA (1917)43 RETRATO DE UMA CIDADE. 120 x 180. Col. Jo- sefa S. de Meza.44 "AH-PUCH". 60 x 60. Col. Josefa S. de Meza.45 MAGUEY. 115 x 150. Col. Josefa S. de Meza.46 TEOGONIA. 120 x 180. Col. Josefa S. de Meza.47 DANÇANTE. 95 x 110. Col. Josefa S. de Meza.48 ECOS DE LENDA. 115 x 150. Col. Josefa S. de Meza.49 VULCOES. 95 x 140. Col. Raúl Sal azar.
  • 276. NORUEGADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LA DIVISÃO DE INTERCAM-BIO CULTURAL DO REAL MI-NISTÉRIO DAS RELAÇõES EX-TERIORES DA NORUEGA EMCOOPERAÇÃO COM A SOClEDA·DE DE ARTES PLASTICAS.OSLO.
  • 277. NORUEGA o mais idoso dos artistas que apresentamos nes- ta Bienal é Dagfin Werenskiold, escultor, pin- tor e desenhista. Suas esculturas em madeira pin- tada, resultam· de uma união entre essas três artes. ~le desenha sua composição livremente no bloco de madeira, talha experimentalmente as primeiras for- mas no mesmo e toma a seguir a paleta para dar-lhes as suas côres. Assim, alternadamente pintan-do, esculpindo e desenhando, é criad~ a figura emrelêvo. Não se trata de uma escultura coberta detinta, mas de um filho legitimo do conúbio entre a pintura e a escultura.. Em tôrno de Dagfin Werenskiold agrupamos osoutros escultores, todos êles característicos paraaquilo que é a escultura norueguêsa de hoje: a livre e fina interpretação das formas próprias da na- tureza.Certamente não é difícil ver que a gravadora Sval- laug Svalastoga se inspira nas mesmas fontes queDagfin Werenskiold. Essas fontes são a arte rústica norueguêsa. Maís difícil é perceber que o mesmo se dá com orequintado modernista Knut Rumohr. Mas, comográfico, e também como pintor, êle ta?J.to recebe oimpulso criador dos modernos rumos da arte euro-(péta como da natureza e da. artff rústica norue- guêsa.Nas xilogravuras de Terje Grostad percebe.se ime- díatamenté que êle vive próximo à natureza, ao passo que tanto Finn Christensen como EysteinSigurdsson e Olaf Thrap-Meyer reunem material de longas viagens pe&a. Europa."15 dias de verão, 15 dias de inverno e 11 meses de tempo indefinido - eis o clima da. Noruega".O que há de verdadeiro nessa inverdade é que anatureza é uma realidade que se impõe a tôda avida do país e constitui uma inesgotável fonte de inspiração para a arte.Quando Jakob ,Weidemann dá à sua grande pintu-ra o titulo "Folhagem de Outono" não se trata de
  • 278. NORUEGA pinturaostentação, mas cle uma sóbria demonstração deter êle encontrado no estudo da natureza a maté- ria clesta sua obra."Paris" - eis como Gunnvor Advocaat chama umde seus quadros. Tambem isso é sintomático, poisé na escola parisiense que nossos modernistas en.contram suas ligações, seus contátos, ao passo que o "action painting" americano ou o "spazialismo" italiano não encontram adeptos na Noruega.Com a reserva da escola parisiense, tanto GunnarS. Gundersen come Tore Haaland e Arne Stemnechamai1f seus quadros meramente de "Composição".A natureza da Noruega, a arte rústica da Noruega- e ainda o centro experimental da Europa, Paris- eis os polos entre os quais se expande e desen- volve a arte da Noruega. Haakon Stenstadvold .pintura GUNNVOR ADVOCAAT (1912) 1 PARIS, 1957. 80 x 90. 2 COMPOSIÇÃO, 1957. 90 x 100. 3 GLACIAL, 1959. 76 x 100. . 4 COMPOSIÇÃO EM VERMELHO E AZUL, 1959. 73 x 92. GUNNAR S. GUNDERSEN (1921) 5 COMPOSIÇÃO, 1958. 100 x 100. 6 COMPOSIÇÃO, 1958. 80 x 99. 7 COMPOSIÇÃO EM VERMELHO E PRETO, 1959. 118 x 95. TORE HAALAND (1918) 8 COMPOSIÇAO 1, 1957. Têmpera e óleo~ 56 x 65. 9 COMPOSIÇAO 2, 1958. Têmpera e óleo. 52 x 72.10 COMPOSIÇAO 3, 1958. Têmpera e óleo. 58 x 72. Col. particular. 293
  • 279. NORUEGA pintura-escultura11 COMPOSIÇÃO 4, 1958. Têrppera e óleo. 87 x 65. Col. particular. ARNE STEMNE (1918)12 A FERRAMENTA, 1957. 60 x 73.13 COMPOSIÇÃO 1, 1958. 66 x 55.14 COMPOSIÇAO 2, 1958. 60 x 73. Col. particular.15 COMPOSIÇÃO 4, 1958. 60 x 73. JAKOB WEIDEMANN (1923)16 FOLHAS DE OUTONO, 1958. 170 x 250. Col. particular.17 NATUREZA MORTA, 1958. 120 x 120. Col. par- ticular.18 NOITE DE OUTONO, 1958. 55 x 75. Col. parti- cular. escultura ERLING SAATVEDT LARSEN (1923) 1 MÁSCARA, 1950. Bronze. 2 TOCADORES DE FLAUTA, 1952. Bronze. 3 JOGADORES DE FUTEBOL, 1959. Bronze. KJELD RASMUSSEN (1917) 4 RETRATO DA PINTORA GUNNVOR ADVO- CAAT. Bronze. KNUT SKINNARLAND (1909) 5 RETRATO. Bronze. 6 MÃE E CRIANÇA. Madeira. SKULE WAKSVIK (1927) 7 GALO ANDANDO, 1954. Bronze. 8 GRANDE GANSO COM SAPO PEQUENO, 1955. Bronze.
  • 280. NORUEGA gravura DAGFIN WERENSKlOLD (1892)9 DECORAÇAO PARA PORTA, 1952. Madeira es- culpida e pintada. gravura FINN CHRlSTENSEN (1920)1 HOMEM EM ARMADURA, 1956. Águ~forte.2 ARCO DE TRIUNFO, 1957. Água-forte. Col. particular.3 CúPULA. 1958. Águ~forte.4 MONUMENTO, 1958. Água-forte. TERJE GRôSTAD (1925)5 FAZENDO A FÓLHA, 1955. Xilogravura.6 ERVAS MAS, 1956. Xilogravura.7 LENHADOR, 1958. Xilogravura.8 NOITE DE INVERNO, 1958. Xilogravura. KNUT RUMOHR (1916) 9 CABEÇA DE TOURO, 1954. Xilogravura.10 TOURO, 1954. Xilogravura. Colo particular.11 ARLEQUIM, 1956. Xilogravura.12 DUAS FORMAS, 1956. Xilogravura. Col. parti- cular.13 COMPOSIÇAO, 1957. Xilogravura. EYSTtEIN SIGURDSSON (1925)14 COMPOSIÇAO I, 1957. Xilogravura.15 FLORESTA !II, 1958. Á~forte.16 ROCHAS DECOMPOSTAS, 1958. Xilogravura.17 COMPOSIÇAO IV, 1958. Águ~forte. SVALLAUG SVALASTOGA (1920)18 GROUS REAIS, 1957. Xilogravura.19 CARNEIROS, 1958. Xilogravura. 300
  • 281. NORUEGA gravura20 OCAPI, 1958. Xilogravura.21 MOCHOS, 1958-59. Xilogravura.22 CABRAS, 1959. XilogravuTa. OLAF TiIRAP-MEYER (1928)23 NOTURNO, 1958. Água..forte.24 INTERIOR, 1958. Água-forte.25 PAISAGEM lI, 1958. Água-forte.26 PARIS, 1958. Água..forte.27 CATEDRAL EM CONSTRUÇAO, 1958. Agua- forte.
  • 282. PANAMÁDELEGAÇÃO DO PANAMÁ, OR-GANIZADA PELO MINIST1!:RIODA EDUCAÇÃO, PANAMÁ.
  • 283. PANAMÁ A pintura panamenha, de breve história oferecehoje, entretanto algumas coisas de valor. Entreestas, a obra tios artistas que se incluem nes-!ta mostra: Eudoro Silvera e Gutllermo Trujillo.Eudoro Silveira (1917), iniciou seus estudos na Es.cola de Pintura local. Viveu depois nove anos emNova Iorque. Alí recebeu lições de pintura na Coo-per Union, ede música e canto na Escola de Mú-sica Julliard. Expôs na América do Norte - NovaIorque, Ohio, Washington - e no Panamá, ondelhe foram conferidos dois primeiros prêmios, e umsegundo prêmio no Concurso Miró. Mereceu o se-gundo prêmio do concur.so "Sinfonia de Paris", parapintores hispano.americanos. Participou da III Bie-nal Hispano-americana de Barcelona (1955) e daIV Bienal do Museu de Arte Moderna de SãoPaulo (1957). As autoridades deste último certameo distinguiram com uma Menção Honrosa. Silveraé, sem dúvida, o pintor panamenho mais uniformee pessoal. Tomando a sério seu ofício, realiza, sem desfalecimento nem pressa, uma obra sólida.Como Silvera, Guillermo Trujillo (1927), traz aopanorama de nossas artes plásticas um acento pró.prio. Arquiteto de profissão, começa pintando aqua-rela. Em 1950 viaja para a Espanha, como bolsista.Volta à península em 1954, prolongando então suapermanência na Europa por cinco anos. Na Espa.nha se registra uma evolução que o conduz a em-pregar de preferência o óleo. Em Madrid, as gale.rias Clan, Bucholz e Fernando Fé, expuseram seusquadros. Expôs também no Panamá. A arte de Tru-jillo se caracteriza por certa tendência ao decora.tivo e uma espécie de luminoso equilíbrio, demons-trando, ao mesmo tempo, experiências cultas e vi.vências primárias. Trujillo concorreu à II BienalHispano-AmeJicana de Barcelona (1955). Homemde múltiplas habilidades manuais, é também cera. mista. Rodrigo Mirá
  • 284. PANAIUÁ pintura pintura EUDORO SILVERA (1917)1 REMADORES. 140 x 160. Col. Laboratório Lico, Panamá.2 TORSO COM FRUTAS. 270 x 180.3 TOURO. 120 x 140.4 PEIXES. Óleo educo. 200 x 180.5 ANJO MÚSICO. 140 x 160.6 NATUREZA MORTA. 120 x 140.7 ABSTRAÇÃO NP 1. 120 x 100.8 ABSTRAÇÃO N.o 2. 120 x 140. GUILLERMO TRUJILLO (1927) 9 CENA DE CAÇADA, 1958. 73 x 92.lO FILHOS DE PRÓTEO, 1958. 80 x 100. Col. Arq. Hugo Navarro. 11 SALTIMBANCO, 1959. 65 x 82.12 "CLOU", 1959. 100 x 66.13 MATRIARCADO, 1959. 64 x 88.14 EMIGRANTES, 1959. 95 x 66.15 FIGURAS COM LUA, 1959. 99 x 68.16. RITOS, 1959. 105 x 68. 306
  • 285. PARAGUAIDELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO MINISTÊRIO DA EDUCA·çÃO, ASSUNÇÃO.
  • 286. PARAGUAI saIa especial SALA ESPECIAL O «:RANDUTi»UN andutí", palavra guaraní que significa teia dearanha, éo nome dado no Paraguai a uma re1J.datecida por mulheres do povo. A tecelã do "nan.dutí" estende um fino pano de algodão num basti-dor de madeira e sóbre este, desenha a lapis cír-culos tangentes que lembram, em geral, o esboçode um arabesco. Neste esboço, muito simples, inscre-ve com sua agulha os pontos de linho, que pouco apouco enchem cada círculo com linhas radiais. Sô-bre esta geometria abstrata da urdidura, borda emseguida a trama que representa, segundo sua fanta-sia, e em forma sintética e muito estilizada, os ob-jetos do âmbito rural que mais poderosamente ex-citaram a sua necessidade de expressão. É naturalque nas zonas agrícolas e nas pequenas aglomera-ções urbanas, predominem os motivos fotomorfos ezoomorfos. Cada motivo decorativo da trama repre-senta algo de muito valioso que nunca é desprovidode significação, captado do meio ambiente em tôr- no, do mundd circundante, segundo o mais precio.so significado biológico da expressão meio ambien- te~ que melhor se tenha impresso no espí.rito do grUpo humano. A flor do milho, "avatipoty", nalingua nativa, o rei dos cereais indígenas, ou o per.fil de um milharal, são representados em muitos dos arabescos do "iíandutí". Às vêzes, alternam-se com a figura triangular de um formigueiro, "kupi- i-rayty", representação que não é certamente agra: dável e otimista para o lavrador" pois o formiguei- ro, em alguns pontos do país, é a praga dos cam-, pos e dos pastos. A flor do coqueiro, "mbocayá poty", é, no Paraguai a mais tenra oferenda que se faz ao Salvador do Mundo, nos retábulos da Natividade; uma grande
  • 287. PARAGUAI sala especialespátula lenhosa que contem milhares de fibras, dacõr do ouro velho, de aroma delicadíssimo, cujosgrãos geram os pequenos coqueiros do Paraguai.Sua noz saborosa faz parte da dieta do agricultore é também sua renda adicional, como matériaprima oleoginosa, que as fábricas transformam em azeite de côco ou de palmeira.O "mbocayá", esbelta palmeira, cresce em grandenúmero nas terras cultiváveis. Havia poucas nomeio das matas, Pouco a pouco, os palmeirais seestenderam pelos bosques convertidos em camposcultiváveis. Segue a agricultura, como a sombra se-gue o corpo. A flor desta planta utilíssima1 comoacontece com a do milho, reponta constantemente nos trabalhos do "iiandutí".A flor do araçá, "arasá poty", da antiga goiabeirafamiliar, da árvore humilde e generosa que dá afruta para o célebre doce e a madeira para os mó-veis rústicos, para peças de escultura e para osbrinquedos, é outro belo assunto decorativo do"iiandutí", com suas quatro pétalas perfeitamentesimétricas. A espiga do arroz, um fio curvado pelopeso dos grãos, e a elegante. espiga da cevada, ins-crevem-se também na trama do "iíandutí". Não ca.beria nesta breve resenha do "nandutí" a enume·ração completa das formas vegetais que embelezama paisagem e que servem ao homem. Formas deanimais, apenas esboçadas, entram também natrama; aquelas que, no mundo do lavrador, tem umarelação mais estreita com o seu trabalho. Borbole-tas e andorinhas em vôo, "panambí", "mby-yuí",íbis de porte hierático, pousados em redondel, quecontornam o lodaçal... tàcitamente represeittadono centro do arabesco "karau", marcas no solo deixadas pelos cascos do tardo boi ecológico dosarados e dos carros; barbatanas de peixe, unhasde. gato, rabos de cabras, tatus, escorpiões, asas ti-moneiras estendidas pelo avestruz americano emsua corrida veloz - "iiandú.guazú"; grupos de ara- 310
  • 288. PARAGUAI sala especialnhas, presas a seu arabesco de fio, à espera daprêsa, "iíandú~apesa", "epeira socialis", que dera.mseu nome à renda maravilhosa. E sôbre este. munodo que representa seu ambiente imediato, a tecelãinsere uma profusão de estrêlas e de sóis, das es-tréIas e do sol que fazerri, vibrar o céu, nas noitestépidas e perfumadas, e nos dias quentes, do Pa.- raguai.A presença do homem, em seu trabalho e sonhos,afirma-se também neste diagrama sutil da vidarural do Paraguai: nichos de santo, cruzes com es·tola, altares, pequenos farois, leques, estilizados aoextremo, se entrosam, em tôda parte, com as for-mas vivas e estelárias. Os motivos ornamentais, aque chamam "dechados", permitem combinaçõesinfinitas e sempre harmoniosas. As dimensões e aforma ele todo o traba!ltovariam segundo o usda que se destinam: toalhas sagradas, estola eleuma cruz, chales, mantilhas, lenços ou toalhas demesa ... e, quiçá, também os punhas e gorjeiras do tempo antigo, elos ancestrais espanhois.ltaguá, o formoso povoado, apinhado em tôrno àtorre ele seu campanário, que brilha no alto de umacolina verde jade, sulcada ele caminhos vermelhos,parece ter sido o berço, e é agora o centro, desteiattesanato precioso, que logo se esteneleflL às vizi.nhas cidades de Ypacaraí, Pirayú, Yahuarón e Gua-rambaré. Foi povoado em 1728, por espanhois e fi-lhos de espanhois. A primeira referência históricaao "iíandutí" pode ser lida numa das cartas de J.P.Robertson, escrita em Assunção (1838) e pubblica-da logo depois em Londres, com o título de "Letters on paraguay".lndício sugestivo da origem espanhola, é uma ren.da típica das Ilhas Canárias, parecida ao "nandu-ti", o ponto Tenerife, em que, sem dúvida, os moti.vos decorativos são diferentes e a execução menos delicada.
  • 289. PARAGUAI saIa especialÉ evidente que o nome genuinamente guarani su-gere tal origem. Mas o Paraguai, rico de singulari.dades sociogenéticas e culturais, ingressa no con-funto das nações ibero.americanas em 1811, comoum povo mestiço, quase espanhoL, fisicamente, euma sub-cultura tipicamente espanhola, conservan.do o guarani como lingua popular. Por que seria deestranhar que esta indústria doméstica, de eviden.te filiação ibérica, tomasse nome e motivos orna- mentais definitivamente autóctones?O "1íandutí" do Paraguai, teia de aranha tecida pormulheres, é um milagre folclórico, de criação e fa-tura exclusivamente feminina, como tantos outros.Destaca a primazia da mulher, depositária durantemilênios do tesouro cultural, material e espiritualda humanidade. Enquanto o homem lutava e ma-tava, ela construía para os seus e para a posteri. da~e, inventando tôdas as artes domésticas.Eis aqui o mito universal da mulher aranha - dizo sociólogo brasileiro Artur Ramos - com a suamais bela expressão no mito grego de Aracné, adonzela que competiu com Palas Atenéa, vencen-do.a, na tecedura de malhas e rendas, e que a deu-sa ofendida converteu em aranha, condenando·a a tecer, eternamente. Dr. Gustavo Gonzalez 312
  • 290. PARAGUAI SALA GERALo Paraguai, humus tostado ao sol e emaranhadode selvas, vai incorporando à sua paisagemintacta a figura do homem, e o homem ergue sôbreos campos fendidos seu perfil como uma espiga ma-dura - e faz estremecer o crepúsculo com o grito de sua plena afirmação.E ao nível do homem, surge agora o entusiasta em-penho de arrancar-lhe sua cifra estética, balbu-ciando normas e técnicas apreendidas no exterior,com a prudente reserva de um povo que, se aindanão encontrou sua voz ecumênica, tem, contudo,um torrencial amálgama de vivências e um obsti-nado afinco na procura de se afirmar a si próprio.A esta V Bienal acorre agora pelas obras de umpequeno grupo de jovens artistas, cuja maior honraseria a autenticidade e cujo mérito é o de ter vol-tado conscientemente as costas ao pitoresco e àanedota trivial. que cO,nstituiam anteriormente a forma endêmica de nossas artes plásticas.Caso sintomático, a paisagem, do mesmo modo quea descrição de costumes, quase não os afasta da sua devoção. E. superada uma simples problemá-tica formal, é alentador ver, no mais, o empenhode suscitar uma expressão cabal do homem - telú-rico e total -desviando-se de conhecida jazida, jápor demais explorada em outras latitudes da A mé-rica Espanhola. Como se, de propósito, desdenhas-sem o êxito imediato do exótico e do "nai!" parasituar-se no campo mais saudável dos puros valo-res plásticos. Outra prova d~ sua situação paradO-xal, com respeito aos escassos recursos técnicos e retóricos é a eterna vocação do Paraguaio para nãose deter no superficial. Cabe-nos destacar OlgaBlinder, Leonardus Torfs e o escultor HermannGuggiari, que notamos comprometidos em idênticoempenho expreSSionista, aferrados quase que exclu-
  • 291. PARAGUAI pinturasivamente ao tema da figura humana, esquemática e, por vêzes, reduzida a pura cifra simbólica. Mallinteiriçada, nos três, por igual estremecimento pa-téticocomo q~ a remoer vozes cta pátria quei. a põem grávida e que lhe vergam os ombros.Dentre os mais novos, Carlos Colombino sobressaipor seu vigor intuitivo e pelo eSrriêro diligente naelaboração, e com êle, os outros vão passando pelobatismo depurador do abstrato, pelo que se justif~ca esperar para breve um maior e melhor conjun-to de valores, já então em plano superado e aspecto mais autêntico e seguro. Ramiro Dominguez pintura CARLOS COWMBINO (1937) 1 PAVAO, 1958. óleo sôbre cartão. 83 x 69. 2 COMPOSIÇAO, 1958. óleo sôbre cartão. 69 x 69. LAURA MARQUEZ MOSCARDA (1931) 3 JOGOS MUSICAIS, 1958. Aquarela e tinta. 51 x 34. 4 COMPOSIÇAO PARA MURAL, 1958. Têmpera. 51 x 34. LOTTE SCHULZ (1925) 5 COMPOSIÇAO, 1958. Tinta. 52 x 54. OLGA BLINDER DE SCHVARTZlfAN (1921) 6 MATERNIDADE, 1957. 60 x 70. Col. Manuel Blinder. 7 FOLHAS, 1958. 60 x 70. 8 MOÇA, 1958. 60 x 70. 9 HOMEM, 1958. 60 x 70. 314
  • 292. rARAGUAI escultura-!1esenho-gravura LEONARDUS F. TORFS (1927)10 BÊBEDO, 1958. 50 x 60.11 MÃE E FILHO. 50 x 60.12 MENDIGO. 50 x 60. escultura HERMANN BRUNO GUGGIARI (1924)1 LIBERDADE. Ferro laminado. desenho LEONARDUS F. TORFS (1927) 1 PIEDADE. Tinta e têmpera. 2 ALEGRIA. Lapis sanguíneo. 46 x 64. gravura MARIA ADELA SOLANO LOPEZ (1932) 1 MARANHA, 1958. Xilogravura. 52 x 54. LOTm SCHULZ (1925) 2 ORAÇÃO AZUL, 1958. Xilogravura. 52 x 54.
  • 293. P ER ÚDELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO INSTITUTO DE ARTE CON-TEMPORANEA, LIMA.
  • 294. PERü o Instituto de Arte Contemporânea de Lima quis,desta vez, reunir, na mostra de -artes plásticas pe-ruanas que se apresenta em São Paulo, quatro ge-rações de criadores em cuja obra é possível ver odesenvolvimento das concepções estéticas que rei.naram no país nos últimos trinta anos, désde o de-finitivo rompimento com o academismo de raiz ro- mântica e naturalista.Júlia Codesido tem sido a principal figura do assimchamado "indigenismo"j cujos postulados teóricostiveram importância nas primeiras decadas de nos·so século, como fôrça libertadora dos preceitos deum verismo inspirado, por um lado na -história e,por outro, estimulado pelos pruridos adocicados dogosto burguês. Pictoricamente, o "indigenismo" bus-cou uma expressão austera e quase áspera, apoian-do-se como pretexto no pitoresco, para elidir a con-venção do realismo exterior. No referido movimen-to, esta artista tem -constituído um admirável exem-plo de perseverança criadora e de amor para os signos nativos do homem e da paisagem.Contra as asseverações do "indigenismo" insurgiu-se, pouco mais tarde, um grupo de pintores perten-bentes, por sua formação e suas idéias, à "Escolade Paris". Entre êles, Ricardo Grau foi o mais sin-cero, o melhor dotado, o de maior finura no manejodas côres. Iniciando como paisagista e retratista,depois de uma etapa de vacilações de caráter sur.realista, desembocou num abstracionismo que sevincula ao mais remoto passado peruano, pela es-trutura de suas formas e pelos contrastes de suascôres quentes nas quais há uma estilizada reminis- cência da arte pre-hispânica.Menor que êle, ainda que provindo dos ensina-mentos que a geração de Grau deu aos mais jovens,Alberto Dávila aguça a versão do modêlo exterioraté eliminá-lo quase totalmente, repelindo a repre.sentação que se apoia numa rigorosa concepção dodesenho, sôbre o qual a cô,.. é sempre rica e extre- mamente sugestiva.
  • 295. PERÚOs três nomes seguintes, os pintores Fernanda. deSzyszlo e Armando Villegas - que por razões desua residência participam desta Bienal fazendo par_te da delegação da Colômbia - e o escultor J oa-quin Roca Rey, encarnam a persistência, profundae ambiciosa, de uma pesquisa nas formas de símbo-los puros que entrosam suas individualidàdes e, aomesmo tempo, os rasgos culturais nacionais, nãoidentificáveis pela presença de elementos passagei.ros, folclóricos o~ típicos. Szyszlo faz uma pinturade profundidade sideral, de reflexos brilhantes empenumbras cromáticas carregadas de magia, quesão a versão viva de um temperamento radicalmen-te lírico, Nas esculturas de Roca Rey, () volume rei-na delicadamente no espaço, identificando.se com êle numa unidade cl~ra e generosa.São quatro idades, quatro passos de um esfôrço quenão se pode reputar exclusivo de ninguém, não obs-tante a atividade estricta de cada um, porque umacultura se define pelo intercâmbio que se trava en-tre seus membros, tanto de uma promoção para ou·tra, quanto de indivíduo para indivíduo, inscritos nas conjunturas da mesma geração. O Instituto de Arte Contemporânea de Lima quer assim prestar homenagem a uma tradição nova,que algum dia, quando a obra de seus homens dehoje chegue à culminância, será seguramente exem- plar. Sebastián Salazar Bondy pintura JULIA CODESIDO 1 PÁSSARO AZUL. 65 x 75. 2 CAMINHO. 50 x 60. 3 CASUAR. 50 x 56. 4 MOÇA COM PENTE. 56 x as. 320
  • 296. PERÚ pintura 5 PASTORA. 50 x 61. 6 PAISAGEM ANDINA. 55 x 48. 7 PICOS. 36 x 34. 8 BEIJA-FLOR. 39 x 53. 9 MULHERES DA AMAZôNIA. 79 x 65.10 CAVALO VERDE. 64 x 82. ALBERTO DAVlLA (1912)L1 FORMA, 1959. 81 x 65.12 MÚSICA, 1959. 81 x 65. L3 O HOMEM E O MAR, 1959. 81 x 65.14 FORMAS EM VERMELHO, 1959. 81 x 65.15 MULHER EM OCRES, 1959. 81 x 65.16 PONTO DE APóIO, 1959.17 O MAR, 1959.18 COMPOSIÇÃO,. 1959. 81 x 65.19 A MULHER E O MAR, 1959.20 INCANDESCÊNCIA, 1959. 81 x 65. RICARDO GRAU (1908)21 COMPOSIÇÃO I, 1958. 116 x 89.22 COMPOSIÇÃO lI, 1959. 130 x 81.23 COMPOSIÇÃO 111, 1959. 116 x 73.24 COMPOSIÇÃO IV, 1959. 73 x 54.25 COMPOSIÇÃO V, 1959. 73 x 54.26 COMPOSIÇÃO VI, • 1959. 73 x 54.27 COMPOSIÇÃO VII, 1959. 73 x 54.28 COMPOSIÇÃO VIII, 1959. 65 x 54.29 COMPOSIÇÃO IX, 1959. 81 x 70.30 COMPOSIÇÃO X, 1959. 81 x 70. FERNANDO DE SZYSZLO (1925)31 ORA CU LO, 1959. 160 x 130.32 FESTA YAWAR, 1959. 160 x 130.33 A OUTRA MARGEM, 1959. 160 x 130.34 ELEGIA, 1959. 160 x 130.35 SOL NEGRO, 1959. 127 x 127.36 PAISAGEM RITUAL, 1959. 127 x 107.37 OUTONO, 1959. 127 x 107.
  • 297. PERÚ escultura escultura JOAQUíN ROCA REY (1923)1 COMPLEMENTO ARQUITETôNICO, 1957. Alu- mínio. 27.2 MATERNIDADE, 1959. Alumínio. 27.3 ESTELA FUNERARIA, 1958. Ferro. 110.4 MONUMENTO ALTUMI, 1958. Bronze. 40.5 TRILOGIA, 1959. Aço. 113.6 PORTA EM ORIENTE, 1959. Ferro-bronze. 40.7 JEREMIAS, 1959. Bronze. 40.8 ÊXODO, 1959. Bronze. 27.9 ESCULTURA CONSTRUTIVISTA, 1959. Bron- ze. 36. 322
  • 298. POLôNIADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO MINISTÉRIO DA CULTURAE DAS ARTES, VARSóVIA.COMISSÁRIO: PROF. MIECZY-SLAW POREBSKI.
  • 299. POLóNIA , E a primeira vez que a pintura polonesa estará representada na Bienal de São Paulo. Nela estará representada principalmente por uma expo- sição individual de trabalhos de Jan Cybis, cujaobra formada na atmosfera complexa do períodode entre as duas guerras, atinge hoje à madurezae à plenitude de seus propósitos e de. suas expres~isões; secundàriamente, por uma coleção coletivados trabalhos de seis representantes da geração de após-guerra, cujas pesquisas e sucessos estão im-pregnados do desejo de inovar, de enfrentar os pro.blemas mais difíceis e mais atuais da arte contem- porânea. A escolha dessas duas exposições não é devida ao acaso. Apresentando pontos de partida diferentes, experiências e rumos de pesquisas diversos, elas se juntam, apesar das diferenças de princípios e de gerações, no que constitui o testemunha mais pre- cioso da comunidade do tempo, na significação au- tôno11lla da matéria que cria o quadro. Jan Cybis formúla sua marca de pintor no contá- to direto com a natureza. Para êle o "retôrno à l natureza", cuja gênese remonta aos anos vinte e trinta, não era de nenhum modo uma simples re- tirada a velhas posições ultrapassadas. FOi gerado pela determinação de salvar um quadro como ob- jeto soberano das soluções individuais e das deci- sões do artista. Tal decisão tinha sua origem no receio de ver se perderem as razões específicas da pintura sob o impulso, não somente de uma estili- zação pseudomodernista ou de um utilitarismo construtivista, mas igualmente de um vulgar esti- lo "pompier", aguardando uma conjuntura que lhe seja favorável, sobretudo na Polônia onde, por tôda espécie de motivos, a continuidade na tradição pic- tórica nunca tinha sido suficientemente estabele- cida. O tempo tem confirmado a exatidão e a fecundida- de de tal escolha, que não é apenas uma escolha artistica, mas também uma escolha moral.
  • 300. POLõNIAo que comprova isto de modo eloquente, é a excep-cional posição do artista - não sômente à escalada ,Polônia - deste artista que sabe transfOTTnaro sujeito pictórico, que para êle é um sentimentoindividual da natureza, numa mistura material dereações e atos imediatos, de ritmos brutalmentedefinidos, da impetuosidade do colorido incessan- temente procurada.Os jovens artistas que tramam a discussão com osprincípios representados por Cybis e sua geração,sabem-no muito bem, e com êle se encontram naplataforma que esta pintura viva impõe irrevogà-velmente, na plataforma de fatos pictóricos, queconstituem a única realidade artística que seja válida.Sem esgotar todos os aspectos da situação ideoló-gica e artística complexa desta geração, a exposi-ção coletiva dos seis representantes da jovem pin-tura polonesa, Tadeusz Brzozawski, AleksanderKObzdej, Jerzy Nowosielski, Stefan Gierowski, Jer-zy Tchórzewski e J an Lebensztejn, permite com..preender tanto o que decide de sua coesão e desua particularidade como o que testemunha a lar- ga escala e a liberdade de suas pesquisas.Suas obras começaram a se formar nas condiçõesem que as aspirações de vanguarda conheciam umaretomada e um renovamento, movimento que, naarte polaca, se produziu durante a última guerrae logo depois, graças à atividade de artistas comoMaria Jarema e Tadeusz Kantor. No decorrer dosanos que se seguiram, essas aspirações têm tido de enfrentar os postulados da utilidade social e da compreensibilidade, contidos nas palavras de or. dem do realismo.Este confronto fêz com que amadurecessem deci- sões individuais difíceis que consolidavam a con-vicção da necessidade artistica e social de uma ino-vação criadora, à qual o programa realista impo. nha limites bastante unilaterais. Muito profundamente metidos na problemática da 326
  • 301. POLÕNIArealidade que os circunda, muito -profundamente,envolvidos nos problemas ideológicos e morais que;gera, côn.scios demais 40 papel histórico dej suaprópria existência, em meio às transformações quese operam ao redor dêles, êstes artistas não seguemo caminho da natureza, mas não se empenhamtampouco no caminho da abstração pura, nem noda imaginação pura, tal como fôra UI conquista de parte de seus predecessores;Não querem reproduzir o mundo que os circunda,sem todavia lhe impôr seus próprios mundos, frá-geis e abstratos. Dele fazem parte; nele participampela materialidade de seu $inal, pela evidência efranqueza do procedimento pictórico, pela pruden- te consciência da exiguidade e do fracionamento do seu chamado artístico. Eis porque são definidos e concretos, mesmo quan- do manifestam uma inapreensibilidade fun4amen- tal da existência objetiva, um anonimato e um es- quematismo de tôdas as definições objetivas. São exatos. Fogem à metáfora criadora de mitos. Nã.() admitem nenhuma contextura emocional ou evocadora suplementar, fora daquela que conseguem libertar diretamente da matéria do quadro. Por suas pinturas, nada impõem, nada pretendem ensinar. Seu único desejo é procurar um acôrdo, encontrar um contáto. Sua convicção de que isto é possível e necessário, determina seu humanismo prudente e um tanto céptico. Mieczyslaw Porebski SALA ESPECIAL JAN CYBIS (1897) pintura 1 O PATO, 1948. 81 x 60. 2 NU, 1949. 73 x 54. 3 NU, 1949. 65 x 50. 4 AS ÁRVORES EM NIEBOROW, 1953. 60 x 73.
  • 302. POLÕNIA sala especial 5 VISTA DA MONTANHA SANTA CRUZ, 1954. 60 x 73. 6 ALBERGUE DEBAIXO DO CARVALHO, 1955. 60 x 81. 7 MULHER NA MESA, 1955. 65 x 81. 8 PAISAGEM DE SOPOT I, 1956. Aquarela. 36 x 40. 9 PAISAGEM DE SOPOT 2, 1956. Aquarela. 40 x 53.10 PAISAGEM DE SOPOT 3,1956. Aquarela. 40 x 53.11 PAISAGEM DE SOPOT 4, 1956. Aquarela. 36 x 51.12 PAISAGEM DE SOPOT 5,1956. Aquarela. 36 x 51.13 PAISAGEM DE SOPOT 6,1956. Aquarela. 39 x 53.14 PAISAGEM DE SOPOT 7,1956. Aquarela. 35 x 50.15 PAISAGEM DE SOPOT 8,1956. Aquarela. 35 x 50.16 PAISAGEM DE SOPOT 9,1956. Aquarela. 39 x 52.17 PAISAGEM DE SOPOT lO, 1956. Aquarela. 39 x 52.18 PAISAGEM DE SOPOT 11, 1956. Aquarela. 40 x 53.19 PAISAGEM DE SOPOT 12, 1956. Aquarela. 39 x 41.20 PAISAGEM DE STARY SACZ I, 1957. Aqua- rela. 38 x 56.21 PAISAGEM DE STARY SACZ 2, 1957. Aqua- rela. 38 x 56.22 PAISAGEM DE STARY SACZ 3, 1957. Aqu,a- rela. 38 x 56.23 PAISAGEM DE STARY SACZ 4, 1957. -Aqua- Il"ela. 38 x 56.24 PAISAGEM DE STARY SACZ 5, 1957. Aqua- rela. 38 x 56.2& PAISAGEM DE STARY SACZ 6, 1957. Aqua- rela. 38 x 56.26 PAISAGEM DE STARY SACZ 7, 1957. Aqua- rela. 38 x 56.27 PAISAGEM DE STARY SACZ 8, 1957. Aqua- rela. 38 x 56.28 PAISAGEM DE STARY SACZ 9, 1957. Aquar rela. 38 x 56.29 PAISAGEM DE STARY SACZ lO, 1957. Aqua- rela. 38 x 56. 328
  • 303. POLÓNIA sala especial30 PAISAGEM DE STARY SACZ 11, 1957. Aqua- rela. 38 x 56.31 PAISAGEM DE STARY SACZ 12, 1957. Aqua- rela. 45 x 58.32 PAISAGEM DE STARY SACZ 13, 1957. Aqua- rela. 45 x 58.33 PAISAGEM DE STARY SACZ 14, 1957. Aqua- rela. 45 x 58.34 PAISAGEM DE STARY SACZ 15, 1957. Aqua- rela. 45 x 58.35 PAISAGEM DE STARY SACZ 16, 1957. Aqua- rela. 45 x 58.36 PAISAGEM DE STARY SACZ, 1958. 56 x 8I.37 O CINERARIO, 1958. 92 x 73. Col. Museu Na- cional de Gdansk.38 UMA RUA EM LAGOW, 1958. 73 x 92.39 A COSTA, 1958. 60 x 8I.40 FAISÃO, 1959. 73 x 92.41 NATUREZA MORTA CHINESA, 1959. 73 x 92.42 NATUREZA MORTA, 1959. 73 x 92.43 PAISAGEM, 1959. 73 x 92. SALA GERAL pintura TADEUSZ BRZOZOWSKI (1918)1 O GUARDA, 1957. 100 x 81.2 AS VARAS, 1958. 120 x 55.3 O PROCESSO, 1958. 131 x 95.4 O GUARDA, 1958. 111 x 52.5 KURFORST, 1958. Óleo sôbre madeira. 86 x 68. Col. Museu Pomorza, Zachodniego Szczecin.6 BISCOITOS, 1959. 130 x 127.7 O CRIADO, 1959. 100 x 78.8 AS BOTAS, 1959. 220 x 130.
  • 304. POLóNIA pIntura STEFAN GIEROWSKI (1925) 9 PINTURA XLIII, 1958. 64 x 47.10 PINTURA XLIX, 1958. 133 x 97.11 PINTURA L, 1958. 160 x 130.12 PINTURA LV, 1958. 135 x 300.13 PINTURA LVI, 1959. 67 x 90.14 PINTURA LVII, 1959. 90 x 67.15 PINTURA LVIII, 1959.90 x 67.16 PINTURA LIX, 1959. 135 x 80. c ALEKSANDER KOBZDEJ (1920)17 DEFINIDO, 1958. 110 x 84.18 CEGO, 1958. 110 x 136.19 ElmRGIDO, 1958. 124 x 9l.20 ESQUECIDO, 1958. 137 x 75.21 SOLITÁRIO, 1958. 185 x 137.22 DESERTO, 1958. 140 x 186.23 SALVADO, 1959. 190 x 136.24 EMBARAÇADO, 1959. 136 x 100.25 ESCARPADO, 1959. 220 x 135.26 SERENO, 1959. 100 x 80. JAN LEBENSZTEJN (1930)27 FIGURA AZUL-PARDA, 1958.135 x 65.28 FIGURA DESDOBRADA I, 1958. 100 x 80.29 FIGURA AXIAL PARDO-BRANCA, 1958. 117 x 45.30 FIGURA AXIAL PARDA, 1958. 124 x 58.31 FIGURA AXIAL I, 1958. 160 x 57.32 FIGURA AXIAL III, 1958. 135 x 65. Col. par- ticular, Varsóvia.33 FIGURA AXIAL IV, 1958. 180 x 67.34 FIGURA TRIPARTIDA I, 1958. 160 x 57.35 FIGURA TRIPARTIDA lI, 1958. 180 x 67.36 FIGURA DESDOBRADA 11, 1959. 180 x 130. 330
  • 305. POLõNIA pintura JERZY NOWOSIELSKI (1923)37 NU, 1957. 65 x 50.38 HOMEM NAS MONTANHAS, 1957. 64 x 54.39 CIDADE NAS MONTANHAS, 1958. 100 x 129.40 CIDADE NAS MONTANHAS, VERDE, 1958. 100 x 129. Co1. do Estado, Varsóvia.41 MULHER E MONTANHAS, 1958. 129 x 100.42 MULHER ACOCORADA, 1958. 73 x 69.43 TOILETTE AO ESPELHO, 1959. 70 x 86.44 NU, 1959. 78 x 6I.45 A CIDADE, 1959. 64 x 88.46 PAISAGEM, 1959. 66 x 53. JERZY TCHORZEWSKI (1928)47 PINTURA VS, 1957. 65 x 95.48 PINTURA VT, 1957. 135 x 95.49 PINTURA YF, 1958. 135 x 95.50 PINTURA YG, 1958. 135 x 95.51 PINTURA YL, 1958. 95 x 135.52 PINTURA YS, 1959. 120 x 135.53 PINTURA SE, 1959. 100 x 70.5~ PINTURA SF, 1959. 135 x 135.55 PINTURA SK, 1959. 135 x 76.
  • 306. PORTUGALDELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO SECRETARIADO NACIONALDA INFORMAÇÃO, CULTURAPOPULAR E TURISMO, LISBOA.
  • 307. PORTUGAL SALA ESPECIAL AMADEO DE SOUSA CARDOSO (1887-1918) A o tempo (segunda década do nosso século) ageração estava lúcida e a desordem nos podero-sos. Nada mais era possível do que gritar. Admiráveltempo para começar. Tudo já tinha sido dito e redi-to, lido e treslido! "As frases que hão-de salvar umacoisa: salvar a humanidade". Do passado permane-cia apenas a eterna esperança do eterno presente. Obem conhecido grito da Poesia. O grito que nãopôde ainda senão gritar. O grito mais legítimo emnão aceitar rito. O grito mais remoto do mundo.Mas, "oh desgraça! Tôda a mística morre políti- ca" (Peguy).Aos que gritam, a vida cala.os. Parece lei. Porquê?Parece não haver porquê. Ouve-se calarem-se: dei- xou de se ouvir o grito pessoal!Em Portugal, no nosso século, dois gritos de, Poesiase ouviram: Mário de Sá Carneiro e Amadeo deSousa Cardoso. poesia das letras e Poesia das cô-res. Grito do verso que é arte precoce~ e grito dascôres que é a arte não precoce. Os dois modos daPoesia atuante em que o protagonista é o autor, e na ficção.Ceifados ambos. A Mário de Sá Carneiro já nãolhe era possível mais, senão o mal-menor da gran-de.obra que sucede e fica aquém e é sempre quaseo grito inicial da expontaneidade. I:le recusa agrande-obra. A Amadeo de Sousa Cardoso é a vidaque lhe recusa a grande-obra por êle mesmo anun-ciada em grito de poeta mobilizado "cantor-de-diana alegria do mundo". "Amadeo de Sousa Cardosoé a primeira descoberta de Portugal no século XX", escreveu.se a tempo, em vida do pintor.Havia de terem sido entre nós estes dois gritos da
  • 308. PORTUGALPoesia. Foram êles. Depois deles prosseguiu o gmn-de-frete da Poesia; fazer do antigo o novo, do atualo princípio, o eternamente presente, o constante.mente perfectívl, até à invejável perfeição de "che-garmos a cada instante pela primeira vez ao mun-do". "Voltar ao fim" (Cesariny Vasconcelos). ComAmadeo de Sousa Cardoso evitou.se ser "Orpheu"apenas mais um grupo de gente de verso. O movi-mento era unânime e não apenas literário_ Se afalência literária do princípio do século era fla-grante, a falência das artes visuais não lhe era me-nor nem muito menos tão recente. "Orpheu" que-ria denominador comum da unidade de tôdas asartes. Amadeo de Sousa Cardoso, Santa.Ritta-Pintore eu, diante da tábua quinhentista "Ecce Homo"do Museu de Arte Antiga, firmamos o pacto dogmnde·frete da Poesia: enquanto a Poesia não é.Assim que saímos do Museu fomos cortar os nossoscabelos e sobrancelhas à navalha de barba e assimpasseávamos pela capital o remotíssimo grito dosilêncio. Amadeo e Santa-Ritta não sobrevíveram um ano ao nosso pacto.Quando fui a primeira vez à terra natal de Ama-deo, dezoito anos depois da sua morte, a luz napaisagem e as côres nas proporções eram as mes-míssimas nos seus quadros de pintura. Tanto nasua primeira fase, influência burguesa do Pôrto,como na segunda, influência internacional de Paris.Tôda a sua arte reflete o seu rincão natal. E nun-ca é o rincão natal o que o pintor retrata. O seurincão natal são as próprias côres, as do rincãonatal. Foram estas as côres que teve para começar asua mensagem de poeta. Entre começá-Ia e con- clui-la já sabem o que aconteceu. José de Almada Negreiros 336
  • 309. PORTUGAL sala especial pintura. 1 GALGOS, 1911. 100 x 73. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso. 2 CABEÇA, 1912. 61 x 50. Co1. ·Lúcia de Sousa Cardoso. 3 QUADRO G, 1912. 51 x 30. Co1. Lúcia de Sousa Cnrdoso. 4 PAISAGEM COM PÁSSAROS, 1912. 88 x 65. Col. Armando de Sousa Cardoso. 5 COSINHA NA CASA DE MANHUFE, 1913. óleo sôbre madeira. 30 x 50. Co1. Lúcia de Sousa Car. doso. 6 "ÉTUDE B", 1913. 46 x 61. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso. 7 PINTURA, 1913. 27 x 46. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso. 8 "ÉTUDE A", 1913. 46 x 61. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso. 9 PINTURA, 1913. 46 x 33. Col. Lúcia de Sousa Cardoso.10 PAISAGEM, 1913. 39 x 55. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.11 CAVALEIROS, 1913. óleo sôbre madeira. 30 x 41. Col. Lúcia de Sousa Cardoso.12 BARCOS, 1913. óleo sôbre madeira. 30 x 41. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.13 PINTURA, 1913. 64 x 30. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.14 PINTURA, 1913. 100 x 81. Co1. Lúcia de Sousa CaTdoso.15 PINTURA, 1913. óleo sôbre madeira. 15 x 47. Co!. Lúcia de Sousa Cardoso.16 PINTURA, 1913. óleo sôbre madeira. 16 x 47. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.17 NATUREZA VIVA DOS OBJETOS, 1913. óleo sôbre madeira. 16 x 47. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.18 PINTURA, 1913. 30 x 51. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.
  • 310. PORTUGAL sala especial19 CIGANOS-ESPANHA, 1913. Óleo sôbre madei- ra. 30 x 52. Co1.Armando de Sousa Cardoso.20 PINTURA, 1914. 61 x 50. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.21 PINTURA, 1914. 61 x 50. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.22 PAISAGEM BASCA, 1914. Óleo sôbre cartão. 40 x 32. Co1. Armando de Sousa Cardoso.23 VIDA DOS INSTRUMENTOS, 1914. 100 x 60. Co1. Armando de Sousa Cardoso.24 A CAPELA DA MONTANHA, 1914. 73 x 50. Co1. Armando de Sousa Cardoso.25 LUTO CABEÇA BOQUILHA, 1914. 50 x 50. Co1. Armando de Sousa Cardoso.26 AZENHAS ESCADA, 1915. 40 x 33. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.27 INSTRUMENTO DE MúSICA, 1915. 70 x 50. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.28 "TROU DE LA SERRURE, PARTO DA VIOLA, BON MÉNAGE, ·FRAISE AVANT GARDE", 1916. 70 x 58. Co1. Lúcia de ,SoUjSa Cardoso.29 CANÇÃO POPULAR E PASSARO DO BRASIL, 1916. 76 x 65. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.30 PINTURA COM COLAGENS, 1916. 93 x 76. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.31 PINTURA, 1916. 93 x 93. Co1. Lúcia de Sousa Cardoso.32 PINTURA COM COLAGENS, 1916. 93 x 76. Co1. Lúcia de SOUSa Cardoso. 33 PAISAGEM VERDE, 1916. Óleo sôbre cartão. 24 x 19. Co1. Armando de ,Sousa Cardoso.34 TRAMELA, 1916. óleo sôme cartão. 40 x 32. Co1. Armando de Sousa Cardoso.35 PAR íMPAR UM DOIS UM, 1916. 100 x 70. Co1. Armando de Sousa Cardoso.36 O FUMADOR DE BOQUILHA, 1917. 80x 60. Co1. Armando de Sousa Cardoso.37 INTERIOR, EXPRESSÃO DAS COUSAS, 1917. 50 x 40. Co1. Armando de Sousa Cardoso. 338
  • 311. PORTUGAL38 ARABESCO DINAMICO REAL OCRE ROUGE CAFÉ ROUGE CANTANTE COURACEIRO BANDOLIM ZIG-ZAG VIBRAÇÕES MET.ÁLI- CAS ESPLENDOR MECANO-GEOMÉTRICO, 1917. 100 x 60. Col. Armando de Sousa Cardoso.39 A MÁSCARA DO OLHO VERDE, 1917.55 x 40. Col. Armando de Sousa Cardoso.40 A ASCENSAO DO QUADRO VERDE, 1917. Cera sôbre tela. 180 x 100. ·Col. Armando de Sousa Cardoso.41 PINTURA COM COLAGEM, 1917. 60 x 49. Col. Armando de Sousa Cardoso.42 CABEÇA INDIGO-MARES, DOSSIAM-ROSE ORANGE, 1917. Cera sôbre tela. 59 x 49. Col. Armando de Sousa Cardoso. SALA GERAL N a constância da presença das artes portugue- sas nas Bienais do Museu de Arte Moderna deS. Paulo, - constância e fortalecimento de laços deamizade fraterna, e constância no desenvolvimentode uma modernidade cada vez mais cônsciamenteportuguêsa no seu lirismo atlântico de sentido uni-versaL - vai-se testemunhando, pela própria repre-sentação a seleção, o vigoroso plano e o mundo dosinterêsses e necessidades de expressão dos seus ar-tistas mais jovens, e culturalmente portanto mais representativos.Novos horizontes se abrem numa posse total que desde Sousa Cardoso se julgava perdida."A primeira descoberta em Portugal na Europa doséculo XX" como afirmou Almada Negreiros em1916 a respeito de Sousa Cardoso, multiplicou-se
  • 312. PORTUGAL pinturaem frutos; frutos de experiência e de procuras entreum figurativismo de feição lírica ou de raiz popularaos abstracionismos, onde se testemunham os en-tendimentos da hora presente, sem disciplinas denovos academismos tão perigosos como os banidos,mas onde o primado do espírito se reconhece, res-peita e acolhe, na sua liberdade e individualismo criador.Treze nomes, outras tantas realidades na pinturae na escultura: Resende é o elo forte de ligaçãodos menos com os mais jovens consagrado numaobra válida, ensinando as sllas lições e comunican-do as suas experiências como professor na EscolaSuperior de Belas Artes do Párto; Waldemar daCosta entre nós de novo residente, cá tendo recebi·do - e na Escola de BeLas Artes de Lisboa - asprimeiras lições, aqui se encontrou nos caminhosda pintura que por sentimento e entendimento cul- tiva.Na obra destes nomes de pintores e escultores setoma conhecimento do momento presente - vivoe aberto ao futuro - da pintura e escultura em Portugal. Sellés Pae~ pintura REN~ BÊRTHOW (1935)1 PINTURA AGOSTO, 1958. 65 x 10l.2 PINTURA JANEIRO, 1959. 54 x 65.3 PINTURA JANEIRO, 1959. 40 x 80. ARTUR BUAL (1926)4 REFLEXO, 1959. 98 x 66.5 DESPERTAR, 1959. 79 x 128.6 ANGÚSTIA, 1959. 117 x 89. 340
  • 313. PORTUGAL pintura J..OURDES CASTRO (1930)7 PINTURA 5-58, 1958. Óleo sôbre cartão. 80 x 52.8 PINTURA 10-58, 1958. Guache. 36 x 35.9 PINTURA 10-58, 1958. Guache. 35 x 35. WALDEMAR DA COSTA (1904)LO APOLOGÉTICA DO QUADRADO AMARELO, 1959. 100 x 81.l1 COMPOSIÇÃO 11, 1959. 100 x 81.12 COMPOSIÇÃO 111, 1959. 100 x 81. MARIO ELOY (1929)13 CIDADE PERDIDA, 1959. Óleo sôbre Wlitex. 100 x 60.14 ENCONTRO TRÁGICO, 1959. Óleo sôbre uni- tex. 100 x 70.15 SAUDADE TRÁGICA, 1959. Óleo sôbre unitex. 100 x 70. FERNANDO LANHAS (1923)L6 O 25-59, 1959. óleo sôb.re unitex. 70 x 98.L7 O 26-59, 1959. Óleo sôbre unitex. 96 x 61. EDUARDO LUIS (1932)L8 RETRATO DE UMA BAILARINA, 1956. Óleo sôbre unitex. 55 x 55 x 60 x 58.19 O PESCADOR SOJ"Il;ARIO, 1958. Óleo sôbre unitex. 62 x 62.20 PINTURA, 1959. 90 x 131. ANTONIO QUADROS (1933)21 A GALINHA PEDRÊS, 1958. 86 x 150.22 PINTURA, 1958. 47 x 63. JULIO RESENDE (1917)23 PINTURA I, 1959. 146 x 97.24 PINTURA 11, 1959. 130 x 97.25 PINTURA lI!, 1959. 130 x 90.
  • 314. PORTUGAL pintura-escultura26 PINTURA IV, 1959. 130 x 97.27 PINTURA V, 1959. 116 x 89.28 PINTURA VI, 1959. 116 x 89.29 PINTURA VII, 1959. 100 x 81.30 PINTURA VIII, 1959. 100 x 81.31 PINTURA IX, 1959. 100 x 81.32 PINTURA X, • 1959. 92 x 73.33 PINTURA XI, 1959. 92 x 73. NUNO SIQUEIRA (1929)34 PINTURA I, 1959. Têmpera. 82 ,x 38.35 PINTURA lI, 1959. Têmpera. 92 x 38.36 PINTURA III, 1959. Têmpera. 122 x 50.37 PINTURA IV, 1959. Têmpera. 80 x 65. escultura FERNANDO FERNANDES (1924)1 AMBIENTE BALíSTICO, 1933. Alumínio. 122.2 VEADO. Alumínio. 122. Col. Fundação Calouste Gulbenkian. ARLINDO ROCHA (1921)3 MULHER E ÁRVORE, 1948. Bronze. 38.4 ABSTRAÇãO, 1949. Bronze. 41. 342
  • 315. REPUBLICA ARABE UNIDANão chegou a tempo de, ser incluídaneste catálogo a lista de obras que integram a representação.
  • 316. REPOBLICA DOMINICANADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LA SECRETARIA DE ESTADODE EDUCAÇÃO E BELAS AH-TES DA REPúBLICA DOMINI-CANA, CIDADE TRUJILLO.
  • 317. REPÚBLICA DOlfINICANA Antônio Toribio, é um dos jovens valores da escultura dominicana. Fêz seus estudos na Es-cola Nacional de Belas Artes fundada em 1942,dirigida na primeira fase pelo escultor espanholManolo Pascual, do qual o jovem Toribio recebeu certa influência.Toríbio se caracteriza, nesta fase, por suas escultu-ras muito simples, extremamente simples, quasesempre figuras sozinhas, e quando utiliza várias,as entrelaça numa graciosa desordem, ausente de tôda composição. Estas figuras tendem a um alar-gamento, a uma prolongada estilização das extre-midades e do pescoço. O material utilizado é muitovariado: madeira (caoba, capax), pedras (mármore,alabastro, ambar), assim como relêvos em cimento e marmolina.Logo se segue um novo período, muito diferente daépoca anterior, no que respeita ao material; a con-cepção das esculturas continua muito semelhanteàs anteriores, apesar de que nestas mostra umasensibilidade mais depurada, mais atraente, porémde menor fôrça. As figuras continuam sendo alar-gadas, persegUindo - pois o material (arame) assim exige - uma realização um tanto aérea.Várias encomendas de caráter oficial: relêvos fun-didos em bronze, para o Banco de Reservas, escul-turas e relêvos, para alguns pavilhões da Feira de La Paz.Êstes trabalhos foram executados seguindo um cri-tério figurativo, que apesar de distrai-Io um poucode suas experiências, contribuiram para completar sua formação.Segue a êste período um tempo de alheiamento,notàvelmente aproveitado, a modo de catarsis, poisa partir desta data, inicia uma de suas épocas maisequilibradas e pessoais e de maior significação para nossa jovem e moderna escultura.Utiliza uma sóbria variedade de materiais: madei-=ra, bronze, ferro, óleo etc.; as composições são múl-
  • 318. REPÚBLICA DOMINICANA escultulatiplas e variadas, de um equilíbrio aéreo e de rarasensibilidade, não faltando uma certa dramaticida-de, apesar da tendência não raro abstrata e não figurativa.Toríbio realizou várias exposições individuais, com-pareceu em coletivas tanto nacionais como estran.geiras, e seus trabalhos se encontram em muitascoleções particulares. Inegàvelmente, Antônio Torí-bio é um verdadeiro valor da plástica dominicana. HectoT Incháustegui Cabral ANTôNIO TORmIO (1932) escultura 1 O HOMEM PENSANDO NELE MESMO, 1957. Ferro. 100. 2 O HOMEM HUMILDE -DO TRóPICO, 1957. Ferro. 130. 3 OS AMANTES, 1957. Ferro. 135. 4 ESPERA OTIMISTA, 1957. Ferro. 55. 5 HOMEM E ELEMENTOS PRÓPRIOS, 1957. Ferro. 115. 6 ELEMENTOS OLHANDO A LUA, 1957. Ferro 75. 7 FILHO E MÃE OLHANDO O ESPAÇO, 1957. Ferro. 153. 8 MULHER EM REPOUSO, 1957. Ferro. 135. 9 HOMEM, 1957. Ferro. 145.10 O OBSERVADOR, 1957. Ferro. 106. 348
  • 319. SUÉCIADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO INSTITUTO SUECO DE RE-LAçõEs CULTURAIS DO MII-.TJS-TÊRIO DAS RELAÇõES EXTE-RIORES, ESTOCOLMO.CO:MISSARIO: DR. KARL GUN-NAR HULTÉN.
  • 320. SUÉCIA Dos dez pintores suecos apresentados na V Bie-nal de São Paulo, Carl Kylberg e Sven Erix-son pertencem a gerações mais antigas: ambos re-presentam correntes importantes dos meados da dé-cada 1930-40, quando o colorismo e o expressionismoespontâneo dominavam a pintura sueca. Os oito res-tantes são todos da geração de após-guerra e incor-porados aos movimentos radicais da atualidade in-ternacional. A seleção exposta provém em grandeparte de uma das maiores coleções particulares deEstocolmo, a coleção Theodor Ahrenberg, na qualpodem-se ver os contemporâneos suecos ao lado dePicasso, Matisse, Chagall e outros expoentes da Es- cola de Paris.Torsten Andersson é um dos principais abstracio-nistas suecos da década atual. Até 1955, aproxima-damente, sua pintura se caracterizava por formasclaras e geométricas, lembrando um pouco o fran-cês D~wasne; ultimamente, porém, tem adquirido maior liberdade de expressão.Olle Baertling segue uma orientação cosmopolita epertence ao grupo da Galerie Denise René, deParis. Com uma tenacidade quase fanática cultivaum estilo geométrico, severo e simples, de grandefôrça de expressão. Durante os últimos cinco ou seisanos tem se preocupado particularmente com o te-oma do triângulo, sôbre o qual executou uma sériede composições. Atualmente está trabalhando nadecoração do salão de entrada de um dos arranha-céus em construção no centro de Estocolmo. Baert-ling foi revelado ao pÚblico brasileiro pelo "Correioda Manhã", num extenso artigo de 1.° de março dêste ano.Sven Erixson foi professor da Academia de BelasArtes de Estocolmo entre 1943 e 1953. Representauma. tradição sueca de colorido alegre e de estilonarrativo ingênuo, sua pintura é dinâmica e cheiade vida. Tem uma espantosa capacidade criadora.Pinta l"incipalmente Estocolmo e seus pitorescosarredores e a costa sueca, bem como motivos espa-nhóis. É um dos prinCipais muralistas e decorado-
  • 321. SUÉCIAres teatrais da Suécia. Sua obra mais recente foramos cenários de "Aniara", ópera "interplanetária", docompositor Karl-Birge Blomdahl, estreiada em Esto. colmo em 31 de maio dêste ano.Oeyvind Fahlstrrem nasceu em São Paulo, ondemorou até 1939, data em que se mudou para a Sué.cia. Sua orientação .é mais ou menos surrealista epertence ao grupo "Phases", de Paris. Fahlstrremenche seus quadros com signos mágicos, herméti.cos e sugestivos como os hieroglifos egípcios ou ossímbolos da escrita azteca. Sua obra principal in.cluída nesta coleção, foi doada êste ano ao Museude Arte Moderna de Estocolmo pelo Snr. Theodor Ahrenberg.Albert Johansson usa um estilo abstrato muito sim-ples, no qual grandes manchas brancas e cinzentasse equilibram em tensões irracionais. Mistura areianas tintas para conseguir superfícies rugosas e vivas.Carl ,Kylberg possui o colorismo típico da pinturasueca, seu misticismo e sua melancolia são, para opúblico internacional, fàcilmente identificados co.mo elementos característicos da arte nórdica. Kyl-berg lançou-se na pintura no início do século, quan-do predominava o simbolismo. Tinha a convicçãode que os pintores desempenham uma missão pro-fética, e sua arte é penetrada por um sentimentopanteista. Um dos temas principais da sua obra é oencontro da terra e do mar, procurando inspiraçãopara seus estudos no litoral de Sjaelland, junto aoestreito que separa a Dinamarca da Suécia. Eliminatodos os detalhes banais dos seus motivos e criacom as suas côres uma matéria difusa, aérea.. osnavios, nas suas marinhas, adquirem categoria demito ou de mística. Kylberg já fOi apresentado aopúblico estrangeiro, entre outras ocasiões, numagrande exposição individual no Museu de Arte Mo.derna de Paris, em 1951 e na Bienal de Veneza de 1952.Torsten Renqvist dirigiu de 1955 até 1958, uma dasprincipais escolas de pintura da Suécia, a "Valand", 352
  • 322. SU~CIAde Gotemburgo. Mostra uma inclinação pouco co·mum nêste país, para a arte anglo.saxôidca, e ad-mira, entre outros os inglêses Sutherland e Nash.Pode-se caracterizar sua técnica como expressionis.ta, procurando dar aos objetos habUuais, formas simbólicas e ricas de significado.Carl.Fredrik Reutersward estudou em Paris e foialuno de Léger. Realizou exposições em Paris e emLondres, atraindo a atenção dos críticos. Desde 1955pertence ao grupo "Phases". Gosta de experiênciastécnicas de efeitos novos, produzidos por diversosmateriais, e está próximo ao espontaneismo inter- nacional.Publicou também poesia em estilo dadaísta e reali-zou um filme do mesmo gênero, intitulado "Búfalo Bill em 27 formas".Lennart Rodhe foi nomeado professor da Academiade Belas Artes de Estocolmo em 1958. É um dos lí-deres do grupo de pintores abstracionistas que setornou aceito na Suécia depois da última guerramundial. Procura conseguirem sua pintura umcomplicado jôgo de efeitos com figuras da geome-tria plana e no espaço. Geralmente utiliza comoponto de partida motivos da natureza, como porexemplo, fôlhas (vide o esbôço apresentado nestaseleção), que são também o tema de uma grandepintura sôbre vidro, realizada por ROdhe, para um banco de Estocolmo.Lars Rolf é um experimentador cheio de idéias que se tem dedicado à pintura, às "collages", aos relê. vos e "mobiles" em matériais pouco comuns. Sua arte é abstrata, mas frequentemente ligada a moti. vos da natureza, como a "collage" incluída nêsteconjunto, que lembra o movimento das ondas. Sua técnica não é cortar, mas rasgar o papel com queforma as suas "collages", método êsse que cria con- tôrnos mais vivos. Esteve recentemente no México e na América do Sul, onde sofreu a influêncio; da arte pre.colombiana. K. G. Hultén
  • 323. SUÉCIA pintura pintura TORSTEN ANDERSSON (1926)1 BRASíLIA, 1959. 128 x 97. OLLE BAERTLlNG (1911)2 HOMENAGEM A MATISSE, 1950. 132 x 92.3 ESPAÇO DINAMICO, 1955. 92 x 180. SVEN ERIXSON (1899)4 ARREBENTAÇAO. 65 x 92.5 AGUAS SOMBRIAS. 81 x 65.6 PEDREIRA. 73 x 100.7 JANELA E ARAME FARPADO. 74 x 47. OYVIND FAlILSTROM (1928)8 ADE-LEDIC-NANDER, 1955-57. 180 x 210. ALBERT JOHANSSON (1926) 9 DRUPADA, 1957. 122 x 92.10 COMPOSIÇAO "SIVA I", 1959. 180 x 90. CAR!. KYLBERG (1878-1952)11 A MADRUGADA LANÇA UM CORAÇAO EM BRASA. 100 x 82.12 NASCER DO SOL NO JARDIM. 100 x 122.13 PARTIDA PARA LONGE. 100 x 122.14 A PLANíCIE DESPERTA. 76 x 107.15 DEPOIS DO DILOVIO. 116 x 89.16 JESUS ABRE O SEPULCRO. Aquarela. 34 x 29.17 NAVIOS AO POR DO SOL. Aquarela. 17 x 21.18 REENCONTRO. Aquarela. 13 x 19.19 FÉ E DOVIDA. Aquarela. 27 x 58.20 MAE E FILHO. Aquarela. 31 x 23. TORSTEN RENQVIST (1924)21 PAISAGEM COM FORMAS BRANCAS. 95 x 132. 354
  • 324. SUí:CIA escultu ra-desenh o CARL-FREDRIK REUTERSWARD (1934)22 VARIOS TIPOS DE PÃO. Laca e têmpera. 127 x 127.23 O GRANDE CRIME. Laca e têmpera. 20 x 29.24 O PROFESSOR-NASCITURO. Laca e têmpera. 20 x 29. LARS ROLF (1923)25 "COLLAGE" 64, 1954. Colagem. 70 x 100. escultura BROR HJORT 1 ENGELBREKT, LIBERTADOR SUECO. Bron- ze. desenho LENNART RODHE (1916) 1 REINO DAS FÕLHAS. Bico de pena. 65 x 103.
  • 325. SUIÇADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO DEPARTAMENTO FEDERALDO INTERIOR, BERNA.
  • 326. SUlÇA No outono de 1958, a Kunsthalle de Basileiaapresentou em colaboração com a firma deprodutos químicos, J.R. Geigy S.A., uma exposiçãointitulada "Arte e Natureza". As telas não figurati-vas fazíam face a fotografias que revelavam formase estruturas microcósmicas surpreendentes. Estaconfrontação não tinha como finalidade proclamarum realismo de nova espécie, pois ela não se desti-nava a demonstrar que os pintores abstratos rece.biam suas visões do microscópio em vez de as de-ver, como os pintores tradicionais, ao mundo quenos circunda. Demonstra, todo ao contrário, comevidência que a imaginação criadora tinha extrai-do de seu próprio fundo formas e estruturas que seencontravam fortuitamente em estreita correspon- dência com as do microcosmo. Para representar a Suíça na Bienal de São Paulo deste ano, a Comissão Federal das Belas Artes es.colheu nove jovens artistas, cujas obras testemu- nham tendências das mais adi.antadas. Confron.tando pinturas e microfotografias, espera trazeruma contribuição interessante à apreciação da arte abstrata moderna. Arnold Rudlinger pintura REN~ ACHT (1920)1 DISCO SAGRADO, 1957. 160 x 130.2 ANJO TERRESTRE, 1957. 96 x 130.3 ATOMO-FANTASMA, 1957. 100 x 100.4 ESTRÊLA MORTA 11, 1958. 114 x 90. JEAN BAlER (1932) 5 COMPOSIÇÃO 1, 1957. Celulose sôbre madeira. 50 x 150. Col. Henri Marcacci, Genebra.
  • 327. SUlÇA pintura6 COMPOSIÇÃO 2, 1959. ·Celulose sôbre metal. 61 x 91.7 COMPOSIÇÃO 3, 1959. 61 x 91. SAMUEL BURI (1935) 8 VIRA O SOL, 1958. 73 x 163. Col. "Peau de lours", Basiléia. 9 ALGUNS VERMELHOS E UM POUCO DE VERDE CLARO, 1958. 84 x 106.10 NACARAD0-COR DE ROSA, 1958. 100 x 100.LI VERMELHOS E VERMELHOS, 1958. 65 x 71. FRANZ FEDIER (1922)12 PINTURA 1, 1958. 131 x 163.13 PINTURA 2, 1958. 195 x 130.14 PINTURA 3, 1958. 195 x 130.15 BRANC0-PRETO, 1959. Óleo sôbre papel. 104 x 95. LENZ KLOTZ (1925)16 HALDENSTEINER, 1958. 110. x 110.17 MEIA PORÇAO, 1958. 130 x 110.18 SUPRIMINDO TODAS AS ORIGENS DO :l!:RRO, 1958. 124 x 81.19 VERME MAU, 1959. 92 x 60. WERNER O. LEUENBERGER (1932)20 COMPOSIÇAO 3, 1958. 90 x 90.21 COMPOSIÇAO 4, 1958. 71x 55.22 COMPOSIÇAO 6, 1958. 71 x 55. WILFRID MOSER (1914)23 MARINA DE CARRARA, 1958. 73 x 91..24 BRANCO, 1958. 100 x 72.25 GERONIMO, 1959. 97 x 120.26 DELGADITO, 1959. 80 x 99. 360
  • 328. SUlÇA pintura MATIAS SPESCHA (1925)27 PINTURA 3, 1957. 35 x 27.28 PINTURA 4, 1957. 21 x 14.29 PINTURA 1, 1958. 144 x 118.30 PINTURA 2, 1958. Óleo e colagem. 153 x 125. PIERRtE TERBOIS (1932)31 PINTURA 1, 1958. 87 x 129.32 PINTURA 5, 1958. Óleo sôbre madeira. 72 x 124.33 PINTURA 6, 1958. 79 x 114.34 PINTURA 4, 1959. Óleo sôbre madeira. 110 x 74.Cada um dos 34 painéis fotográficos tem a legenda relativa ao assunto.
  • 329. UNIÃO PAN-AMERICANADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LO DEPARTAMENTO DE AS-·SUNTOS CULTURAIS DA UNIÃOPAN-AMERICANA, WASillNG·TON, D.C.COMISSÁRIO: JOSÉ GÔMEZ SI-CRE.
  • 330. UNIAO PAN-AMERICANA , E esta a terceira ocasião em que a União Pan-americana, Secretaria Geral da Organiaação dosEstados Americanos, vem divulgar a obra de artis_tas latinoamericanos na Bienal de São Paulo, quedentro de sua sala, estréiam no famoso certame paulista.Desta vea a secção pan.americana apresenta doisartistas de gerações diferentes, de técnicas opostase de países de cultura diversa. Georges Liautaud,haitiano, nasceu em 1900. Instrução elementar. Du-rante muitos anos fOi ferreiro àe uma pequena al-deia perto de pôrto-Príncipe. Sua especialidade con- tinua a ser a fabricação de cruzes, para o cemitério local. Contudo, acrescentou a essas cruzes, com nãopouca sutileaa, símbolos de religiões africanas, coma mesma intenção com que os artífices indígenasde outr€LS regiões da América saturaram a ornamen-tação e as partes plásticas da época colonial comimagens àe suas cosmogonias. Liautaud foi desco-berto, há poucos anos, quando se iniciava na escul-tura, por De Witt ,Peters, Diretor de "Le Centred Art" da capital haitiana. As serpentes e os deusesiorubanos escapavam das cruzes e transformavam-se em símbolos plásticos por si mesmos. Pouco de-pois de seu "descobrimento", passei por pôrto.Prín.cipe e vi sua obra, que me interessou profundamen-te. Convidei.o para participar de uma exposição em conjunto e mais tarde em outra.Liautaud deixou seu ofício de artífice, pôs de ladoos pedidos para fabricar cruaes e entregou-se total-mente à escultura. Sua técnica, que consiste em cor·tar, golpear e modelar lâminas de ferro meio oxida-das, tem uma superfície quase plana, que nos causaa impressão de uma arte fresca, de traço rítmico esugestivo, intrincada e cheia de um sôpro demonía-co que se exala de suas estranhas figuras. Trata-sede uma arte brutal, mórbida e envolta em uma atomosfera de grande mistério. Liautaud é talvez apersonalidade artística da América em que se perce.
  • 331. UNIAO PAN-AMERICANAbe mais claramente a essência africana sem que,entretanto, o acento genuíno do continente negrose desfigure com as sutilezas do "argot" parisiense.O nicaraguano Armando Morales nasceu em 1927.Profundamente culto, apresenta uma visão oposta à de Liautaud. É um pintor que não prescinde, da emo-ção do tema, sendo a sua mensagem sutil, altamen-te intelectualizada, com formas complexas. Empe.nha.se, ao mesmo tempo, na matéria, com o desvê-lo de artífice. O domínio absoluto de sua paleta fazcom que os tons ardentes de sua terra tropical sur.jam em uma espécie de surdina que provém de umagama neutra. A superfíCie pictórica irisa-se; as to.nalidades insinuam-se; cada tela, de matéria densa,sensual, causa uma sensação de esmalte, refinadO,profundo. Por exemplo, o "Guerrilheiro Morto",símbolo de uma rebeldia evidente neste artista queexpõe duas versões neste conjunto; o "Estouro daboiada", signo também da libertação; sua primorosa"Passaromaquia" em tons grises e negros, ou os seusfaróis. As formas misturam-se vagas, forçando oespectador a uma busca incessante de relações, de definições. Liautaud e Morales são dois artistas opostos, emformação, em técnica e em espírito, e que refletem,também, plenamente, a consciência e q existência inegável de uma arte séria nas Américas. José Gómez Sicre pintura ARMANDO MORALES (1927)1 GUERRILHEIROS MORTOS I.2 METAMORFOSE.3 PASSAROMAQUIA. 363
  • 332. UNIAO PAN-AMERICANA pintura-escuItura4 SEREIAS lI.5 FAROL lI.6 CIRCO.7 GUERRILHEIROS MORTOS lI.8 ESTOURO DA BOIADA. Col. Luis D. Gardel, Rio de Janeiro. escultura GEORGES LIAUTAUD (1900)1 VOLúPIA. Metal. 50.2 SERÊIA. Metal. 67.3 MASCARA. Metal. 65.4 MOÇA. Metal. 55.5 P ASSARO. Metal. 58.6 PERSONAGEM. Metal. 41.7 CRUCIFICAÇÃO. Metal. 107.8 ANIMAL. Metal. 84. Col. Centro de Arte, Porto- PrínCipe. 9 TR~S COBRAS. Metal. 18.10 LAMENTAÇÃO. Metal. 29. Col. Rev. Robert Hunsicker.
  • 333. UNIÃO SUL-AFRICANADELEGAÇÃO ORGANIZADA PE-LA ASSOCIAÇÃO SUL-AFRICA-NA DE ARTES, CIDADE DO CA-BO.
  • 334. UNIAO SUL-AFRICANA A pintura e escultura não figurativas foram in-troduzidas há relativamente pouco tempo na Africado Sul, devido, em parte a certa caracterfstica insu-lar de nosso povo e ao consequente isolamento geo-gráfico e psicológico. Não houve no passado grandecruzamento fertilizador e intercâmbio de idéias, tãonecessários ao crescimento cultural de uma nação,o que permitiu que se desenvolvesse uma auto-sufi-ciência algo decepcionante. O artista inovador en-contra assim uma certa hostilidade, embora sua mensagem já possa ser aceita no mundo exterior.Por outro lado, este semi-isolamento do povo nãotem desenvolvido nenhuma expressão nacional ouespecificamente artística, ainda que haja produzidouma linguagem única e nova. Portanto, quando umanova forma de arte começa a ganhar terreno, tem apossibilidade de evoluir e crescer, tocada apenaspelo idioma puramente pessoal do artista. Exemplodisto pode ser visto na influência que uma formaurtlstica ridicularizada no início, o Expressionismoalemão, exerceu sôbre os artistas deste país, e queainda hoje é seguida por muitos entre os mais imoportantes e velhos artistas sul-africanos, enquantovestígios desse Expressionismo podem ser encontra- dos nas obras de alguns da geração mais nova.Ter conseguido organizar esta exposição de arte sul-africana não figurativa, antes dela ser aceita pelopúblico deste país, é um fato extraordinário e semprecedentes. Não foi fácil a tarefa de organizar estàexposição. Todavia isso fOi realizado e os artistasprogressistas deste país que aqui estão representa-dos, podem extender seus sentimentos ele solidarie-dade aos artistas do Brasil e de todos os países que participam desta V Bienal.
  • 335. UNIÃO SUL·AFRICANA pintura pintura LIONELABRAMS (1931)1 CAMINHO DE MONTANHA.2 TERRA PARTIDA.3 PEDREIRA. BETTIE CILLIERS-BARNARD (1914)4 PINTURA N.o l.5 PINTURA N,o 2.6 PINTURA N.o 3. JOAN CLARE (1925) 7 PASTORAL.·8 ENCONTRO. 9 FEVEREIRO. PAUL VAN JAARSVELD DU TOIT (1922;10 COMPOSIÇÃO N,o 1.11 COMPOSIÇÃO N.o 2.12 COMPOSIÇ.ÃO N,o 3. MAY JmX.HOUSE (1910)13 RiTMOS E TENSÃO.14 FORMAS NO ESPAÇO.15 TABULEIRO DE XADREZ. OTTO KLAR (1908)16 FILHO PR6DIGO.17 REFLEXõES SOBRE TEMA CLÁSSICO.18 TRANSIÇÃO. EUGENE LABUSCHAGNE19 SíNTESE FORMAL.20 MELODIA AFRICANA.21 RiTMO AFRICANO. 372
  • 336. UNIAO SUL-AFRICANA escultura-gravura ERIK LAUBSCHER (1927)22 CONSTRUÇÃO.23 COMPOSIÇÃO. ALBERT NEWALL (1920)24 COMPOSIÇÃO I.25 COMPOSIÇÃO 11.26 COMPOSIÇÃO 111. JOHAN VAN HEERDEN (1930)27 N.o 2.28 NP 3. escultura EDOARDO VILLA (1920) 1 ESCULTURA, 1957. Bronze. 2 FORMA EM PÉ, 1958. Bronze. 3 FORMA AFRICANA, 1958. Aço forjado. 4 ESCULTURA AFRICANA, 1958. Aço forjado pra- teado. 5 CONSTRUÇÃO, 1959. Aço. 6 ENGAIOLADO, 1959. Aço forjado. gravura CECIL E. F. SKOTNES (1926) 1 TOTEM AFRICANO. Xilogravura. 2 FORMA AFRICANA. Xilogravura. 3 COMPOSIÇÃO N.o 1. Xilogravura. 4 COMP