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    Ii%20 bienal%20do%20museu%20de%20arte%20moderna%20de%20s%c3%a3o%20paulo%201953 Ii%20 bienal%20do%20museu%20de%20arte%20moderna%20de%20s%c3%a3o%20paulo%201953 Document Transcript

    • II BIENAL -DO MUSEU DE ARTE MODERNA DE SAO PAULO
    • ( "; ARQUIVOS HSTQRISOS W~NDA ~I:VO fur~DACAJ jJLi~kL ~AO PtULO j06f) (o/?
    • glorificação da arte A mu .. t<J. no IVO mO" eJe~<>do eop""õo_" orle 000901<0, em lod<> " .vo bel",,,,~...,.," •• IQ. AI",," le,." "teo"o. nacionol e ."Iernocoonol <on09,o<lo PO 9"mdes,nerp,,"" o. ok, pio>!,,,... IM .... bOIJ".inob"""i op....,nlod ... "me.po.iç"",deeper<II"Oo ... und,oI.SõoPouloo .. i.h,; 1",.,.g",o."Ho"",oO em 11.s.. <> I"0,eç;; .. do. mO" oi." •• "Io,~. no. dom,,,,,,. vnive""õ, do AtOe
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    • ENGENHARIA DE _ I CFUNDACOES S.A. # S. PAULORUA QU I RI NO DE ANDRADE, 219 - C 54 - 35-0077 RIO DE JANEIRORUA SANTA LUZIA, 799 - G. 1602 - 22-2889 ESTADIO DO S. PAULO F. C. ENGENHARIA DE FUNDAÇõES S. A. ESTÁ EXE- CUTANDO 144 TUBULÕES PNEUMÁTICOS PARA RECEBEREM MAIS DE 100 000 TONELADAS
    • EDIAM, EDiÇõES AMERICANAS DE ARTE E ARQUITETURA PRIMEIRA EDiÇÃO: DEZEMBRO DE 1953COPYRIGHT MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, BRASIL
    • 11 BIENAL DO MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULOcatálogo geral
    • MUSEU DE ARTE MODERNA D r e t o r a E x e c u t v aPresidente Francisco Matarazzo SobrinhoV i c e - Presidente Ruy Bloem1.0 Se c r e t a r i o Salvador Candia2.° S e c r e t a r i o Maria Penteada Camorgo1.0 Te s a u r e i r o Francisco Beck2.° Te sou r e i r o Aroldo Stampi Conselho de AdministraçãoAldo Magnelli, Carlos Pinto Alves Fernando Millan,Flavio de Carvalho, Francisco Luis de Almeida Salles,Frei Benvenuto da Santa Cruz, Guilherme de Almeida, HelioMorganti, Luis Carlo Mesquita, Luis Lopes Coelho, OscarAmericano, Oscar Pedroso DHorto, Roberto Paiva Meira,Sergio Buorque de Holanda, Sergio MilIiet, Ziro Ramenzoni.Diretor A r t í s t i c o Sergio MillietDiretor Técnico Wolfgang PfeifferAdministrador Biagio Motta v
    • PRESIDÊNCIA DE HONRADA SEGUNDA BIENALSua Excelência Senhor Getulio Dorneles VargasPresidente da República dos Estados Unidos do BrasilSua Excelência Senhor Vicente RáoMinistro de Estado poro os Negocios das Relações ExterioresSua Excelência Senhor Oswaldo AranhaMinistro de Estado para os Negocios da FazendaSua Excelência Senhor Antonio BalbinoMinistro de Estado paro os Negocios da Educaçõo e Saúde PúblicaSua Excelência Senhor Lucas Nogueira GarcezGovernador do Estado de São PauloSua Excelência Senhor J an io QuadrosPrefeito do Municipio de São Paulo VII
    • COMISSÃOARTfSTICAD A 2.° B I E N A L Antonio Bento Antonio Joaquim de Almeida Carlos Pinto Alves Flavio de Carvalho José Simeão Leal Lourival Gomes Machado Mario Pedrosa Niomar Moniz Sodré Ruy Bloem Sergio Milliet T arsila do AmoralCOMISSÃOARTfSTICADA 2. 0 EXPOSiÇÃOINTERNACIONAL DEARQUITETURA Eduardo Kneese de Mello Francisco Beck Giuseppina Pirro Oswaldo Arthur BratkeJURI DE S E L E ç Ã ODE ARTES PLASTICAS Antonio Bento Flavio de Aquino Geraldo Ferraz Sergio Milliet Thomaz Santo RosaJURI DE SELEÇÃO DEARQUITETURA Eduardo Kneese de Mello Francisco Beck Mario Henrique Glicerio Torres Oswaldo Arthur Bratke Salvador Candia IX
    • DEPARTAMENTOS DA 2. a BIENAL Secretario G e r o I: Arturo Profili Arquivos e Secretario: Mario Rosa Sabatelli Mario Teresa Lara Campos Irene Eunice Sabatinio plono e o supervlsao dos interiores do Palácio dos Na-e do Palácio dos Estados ficaram a cargo dos arquitetosJacob Ruchti e Giancarlo Fongaro.o catálogo geral da exposição foi realizado pela EDIAM,Edições Americanos de Arte e Arquitetura, sob a direção deDante Paglia, e impresso nos oficinas da I M P R E S emSão Paulo.o cartaz para a propaganda da 2.°_ Bienal de São Paulo éde autoria do pintor Antonio Bandeira e a capo do catálogo foi ideada por Danilo Di Prete. XI
    • APRESENTAÇÃO A primeira Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo teve, a orientá-la, a dedicaçãO e o entusiasmo de Francisco Matarazzo Sobrinho, idealizador dêsse notável empreendimento interna- cional no campo da arte. A segunda Bienal, que agora se instala, encontra Francisco Matarazzo Sobrinho afastado, por licença, da Presidência do Museu de Arte Moderna, por haver sido convocado pelos governos do Estado e do Municipio para exer- cer altas funções a que o indicavam, naturalmen- te, as suas qualidades de administrador e o seu es- pírito público: as de Presidente da Comissão do IV Centenário. Cabe-me, assim, como Presidente em exercício do Museu de Arte Moderna de São Paulo, a honra de entregar ao ~úblico a segunda Bienal. Do êxito da primeira exposição diz bem o resultado a que se chegou na segunda: 40 países representados, 16 sa- las restrospectivas, cerca de 500 trabalhos de ar- tistas espontâneos assinalam o alcance, dia a dia maior, do empreendimento. Não seria justo, portan-- to, que se deixasse de salientar aquí quanto a Bie- nal deve ao seu idealizador, o qual, embora de lon- ge, nunca se furtou a cooperar com a Diretoria do Museu de Arte Moderna na tarefa de organização e orientação dp.sta segunda mostra. A Diretoria da Museu de Arte Moderna de São Pau- lo extende também, por seu intermédio, os seU3 agradecimentos ao Governo Federal, ao Governo do Estado de São Paulo e ao do Município pelo apoio que deram ao empreendimento, sem o qual seria difícil o êxito dêste. XllI
    • Cabe-me também agradecer à Comissão do IV Cen-tenário por haver honrado a segunda Bienal com oseu patrocínio, colocando-a como ponto inicial dascomemorações do quarto século darçidade.Esses agradecimentos extendem-se igualmente aosartistas que compareceram à exposição com os seustrabalhos, aos delegados estrangeiros, aos críticosdos juris de seleção e de premiação, e bem assim aosdedicados funcionários do Museu de Arte Moderna. RUY BLOEM Presidente, em exercício, do Museu de Arte Moderna de São Paula XIV
    • N T R O D U ç Â 6 N o prefácio do catálogo da primeira Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, expli-cava Lourival Gomes M achada que a exposição seorganizaria a fim de "colocar a arte moderna bra-sileira em vivo contato com a arte do resto do mun-do, ao mesmo tempo que para São Paulo se busca-ria conquista a posição de centro artístico mun-dial".O êxito da primeira Bienal provou que seus orga-·nizadores não tinham super-avaliado as suas possi-bilidades. Ambos os ob1etivos se alcançaram. Dosresultados do contato íntimo entre a arte nacionale a estrangeira teremos conhecimento através dasexposições futuras, cujo nível estético por certo seelevará paulatinamente. Quanto à conquista paraSão Paulo de uma posição relevante no mundo ar-tístico mundial, já a segunda Bienal, pelo volumee a qualidade das obras apresentadas, nos confirmater sido visado com justeza o alvo.Durante a nossa estada em Veneza, tivemos a opor-tunidade de uma longa e profícua conversa com oscomissários dos diversos paíse..s. Submetemos à suaapreciação um plano novo, destinado não só a per-mitir que cada delegação pudesse oferecer-nos umpanorama mais completo de suas atividades artís-ticas, mas ainda apresentar-nos, em salas especiais,a súmula de sua maior contribuição para a evolu-ção da arte contemporilnea. Sugerimos que cadapaís, ao lado de seus 10vens artistas, enviasse aSão Paulo um conjunto significativo do movimen-to em que se havia realçado particularmente ouuma amostra da obra de seu artista de maior re-nome universal. xv
    • Aceita a idéia, solicitou-se, desde logo, de comum acôrdo com. os comissários, às diferentes adminis-trações encarregadas da organização das exposiçõesno estrangeiro que anuissem em colaborar no planoproposto. Assim se obteve da França o envio deuma seleção das obras mais famosas do cubismo,da Itália uma expressiva síntese do futurismo, da Bélgica, da Austria, do Luxemburgo e da Noruega,a organização de salas de seus mais conhecidosexpressionistas, da Alemanha uma exposição Klee, da Inglaterra um con1unto Moore, da Suíça, umaamostra da obra de Hodler, dos Estados Unidos umasérie substancial de Calder, da Holanda uma repre- sentação do movimento "De Sti1l", etc. sem falar na sala Picasso, em. que pela primeira vez na América Latina se reunem cerca de 80 telas do grande má ...gico do modernismo, entre as quais a famosa "Guer- nica", que tamanha celeuma levantou. Tem-se igualmente uma valiosa amostra da artepan-americana, com importantes contribuições do México, Argentina, Haiti, Uruguai, o que permitirá aos criticos estrangeiros uma apreciação mais pro-fun.da e extensa da situação das artes plásticas emnosso hemisfério.Cumpre ainda observar que em certames da natu-reza da Bienal, não se ofereceu 1amais essa opor-tunidade de se admirar uma série de obras susce-tíveis de exemplificar, quase didàticamente, a his-tória do movimento moderno, desde o início de nosso século, pelo menos. É um privilégio de quese beneficia o público brasileiro e que os organiza-dores da segunda Bienal do Museu de Arte Moder-na de São Paulo se sentem orgulhosos em lhe haverproporcionado. Não será completo o panorama.Faltam os fauvistas, os dadaistas, os chamados pri-mitivistas e mais algumas sub-escolas interessan-tes. Tão variadas foram as soluções trazidas à arte nestes últimos cincoenta anos que não haveria or-ganização capaz de colecioná-las tôclas sem auxi-lios financeiros astronômicos. Entretanto, as gran-des salas especializadas são aqui completadas pe-las obras avulsas e o público sem maiores dificul-dades encontrará no imenso mostruário da segun- XVI
    • da Bienal exemplos perfeitos de tôdas as tendén-cias estéticas.Não cabe nesta nota introdutória uma análise his-tórica da arte moderna. Não faltam livros sôbre oassunto, mesmo na reduzida literatura crítica na-cional. Uma cousa, porém, saltará aos olhos desdelogo, a predominllncia do espírito de liberdade. Aolado das soluções abstratas e concretistas, as solu-ções figurativistas. Ao lado do expressionismo queexprime pela deformação, o cubismo que se comprazna construção geométrica. Junto à tentativa depintar o sonho e revelar o mundo do inconsciente,a ambição de descrever objetivamente o mundo darealidade. Crítica social, participação, evasão, fan-tasias, ciência, tôda a cultura de nossa época, caóti-ca, contraditória, atraente e hostil a um tempo, seespelha nessa arte discutida e discutível, polêmicaquase sempre, construtiva por vezes, mas viva, pre-sente, que não podemos mais ignorar. Uma arteque solicita permanentemente de nós uma tomadade consciência, uma aceitação ou uma recusa. Quenunca nos autoriza a assumir atitudes de confor-tável indiferença. A arte moderna pode ser umagargalhada sarcástica, exibir-nos uma vontade ir-reprimível de fuga, pode apresentar-nos um gestopaciente de colaboração, revelar-nos uma experién-cia de sintonização científica. Ela inquieta e per-turba. Não raro conforta. Não é sempre uma ex-pressão necessária. Daí sua fôrça, sua afirmação,sua razão de ser.Os organizadores da segunda Bienal hão-de consi-derar-se amplamente recompensados de seus esfor-ços se tiverem conseguido, com a presente exposi-ção internacional, despertar no pÚblico o desejode penetrar e compreender melhor o mundo tãorico e fecundo da arte de nossos dias. SERGIO MILLJET XVII
    • REGULAMENTOD A 2. a B I E N A L
    • I.
    • A 2. 0 Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, exposição internacional de artes plósticas, inaugurar- se-á em Novembro de 1953, prolongando-se até Feve- reiro de 1954, o fim de integrar-se nas manifestações culturais do IV Centenario da Fundação da Cidade de São Paulo.2 A Diretoria Executiva do Museu de Arte Moderna de São Paulo estabeleceró o programo do exposição, cujo administração e direção ficarão 00 seu exclusivo cui- dado, e poderá no medida das necessidades, nomeaI" prepostos, quer individuais, quer representados por en- tidades, com poderes definidos no ato da nomeação e extinguíveis a juizo da Diretoria.3 No plano geral da organização da Bienal fica prevista a Exposição Internacional de Arquitetura (E.I.A>. Participarão da II Bienal do Museu de Arte Moderno de São Paulo: a) artistas de qualquer nacionalidade, residentes ou não no país, que, submetendo-se às normas regulamentares, apresentarem obras e os tiverem aceitos pelo Juri de Seleção; b) artistas que Integrem representações de cada país, cuja organização decorra de solicitação expresso da diretoria do M.A.M.; c) artistas que, a juizo da diretoria do M.A.M., sejam con- vidados expressamente.4 Os artistas que espontâneamente apresentarem seus trabalhos ao Juri de Seleção, poderão fazê-lo com um máximo de 5 obras de pintura ou escultura, de 8 de desenho ou gravura, devendo satisfazer as seguintes condições: al Os artistas incumbir-se-ão de fazer chegar suas obras à sede ou ao posto de recepção da Bienal, que s6 responderó pelos despesas de desembalagem e reembolagm; b) As obras deverão estar em perfeito estado e convenien- temente apresentadas ao chegarem à séde da Bienal que, embora se comprometa a dispensar o maior cuidado no manuseio e colocação dos peças, nãa ossumiró por elos XXI
    • responsobilidade alguma, cabendo aos artistas o facul- dade de segurá-los por próprio conto; c) As obras deverão chegar à séde do Bienal até o diG 30 de agosto de 1953; d) A. obras de pintura não deverão ultrapassar 120 cms. de largura, permitindo-se, não obstante, o compensação de tamanho entre os obras do mesmo artista; em qual- quer coso, 05 trabalhos deverão ser apresentados prontos poro exposição com baguetes ou molduras; e os dese- nhos, guaches e gravuras possivelmente protegidos por vidro; recomendo-se aos escultores evitar o remessa de obras em gêsso, terracota ou vidro; .) Cada obro deverá vir acompanhado de uma via do ficho de inscrição, devendo os outros duas vias, juntamente com o ficho de identidade do artista, ser remetidos à Secre- tario do Bienal até o dia 1.0 de Maio de 1953.5 Poro efeito de premiação, excluir-se-ão os artistas )0 falecidos, solvo os que já tenham remetidos suas obras poro o exposição. Considerar-se-ão em igualdade de condições com os brasileiros, poro efeito de premia- ção, os artistas estrangeiros residentes no país há mais de dois anos.6 As representações de cada país, organizados por enti- dades oficiais ou particulares, serão solicitadas pelo M.A.M. e por. elos responderá um comissário nomeado pelo entidade organizadoro da representação. Os co- missários poderão sub estabelecer seus poderes à dire- ção do mesmo Museu.7 A Bienal fará funcionar um posto de recepção, no porto de Santos, Estado de São Paulo, Brasil, o fim de facilitar o recepção dos obras que forem remetidos por via marítimo, e outro em São Paulo, poro os obras que chegarem por via aéreo.S Nas fichas de inscrição das obras, deverá constar, ex- pressamente, se o artista os põe à vendo e se con- corre aos prêmios de aquisição, ficando entendido que somente concorrerá aos prêmios de valor iguol ou su- perior 00 fixado paro o vendo. Em coso algum, essa declaração poderá ser anulado por outro posterior, nem poderá ser aumentado o preço declarado inicialmente.
    • 9 Na Secretaria da Bienal, funcionará uma seçãa espe- cialmente destinada à venda das obras e que cobrará uma comissão de 10% sôbre o mantante líquido das aquisições.10 Haverá um Juri de Seleção e um Juri de Premiação. Constituem o Juri de Seleçãa o Presidente do Museu de Arte Moderna de São Poulo ou pessoa por êle creden- ciada, dois membros indicados pela Diretoria do mes- mo Museu e dois membros escolhidos pelos artistas concorrentes. Na ficha de inscrição o concarrente de- verá indicar, em ordem de preferência, os nomes dos dois artistas que elege para membros do Juri de Se- leçãa e que serão escolhidos por maioria de votos.11 Constituem o Juri de Premiação o Diretor Técnico do Museu de Arte Moderna de São Paula, o mais votado dos dois membros eleitos pelos artistas e um número ímpar de críticos de nomeada internacional, a critéria da Diretoria do Museu de Arte Moderna de São Paulo, podendo ser escolhidos entre os comissários das repre- sentações dos países participantes.12 Das resoluções dos júris não cabe recurso.13 O Juri de Seleção concluirá seus trabalhos 60 dias an- tes da inauguração da Bienal. O Juri de Premiação reunir-se-á antes da inauguração, comunicando suas decisões para a atribuição dos prêmios até 15 dias após a abertura da exposição.14 Ficam instituidos para a II Bienal, sem prejuizo de outros, a) os seguinte. prmios regulamentare.: melhor pintor estrangeiro {obras apresentadas>: ..•......... Cr$ 100.000,00 melhor pintor nacional {obra. apresentadash ..•......... Cr$ 100.000,00 melhor escultor estrangeiro (obra. apresentadas>: ..•......... Cr$ 100.000,00 melhor escultor nacional (obras apresentadas>: ..•......... Cr$ 100.000,00 melhor gravador estrangeiro - (obrai apresentadas>: Cr$ 50.000,00 xxm
    • melhor gravador nacional {obras apresentadasl: ............ Cr$ 50.000,00 melhor desenhista estrangeiro - {obras apresentados>: Cr$ 50.000,00 melhor desenhista nacional (obrai apresentadasl: ..... Cr$ 50.000,00 b) "Prêmio IV Centenário de São Paulo" - Tendo em visto os comemorações do IV Centenário do Fundação do Cidade de São Paulo, fica instituido, em caráter excepcional, êste prêmio na valor de Cr$ 200.000,00, poro o artista, nacional ou es- trangeiro, presente à exposição, e cujo obro, em seu conjunto, seja reconhecido, por moioria abso- luto de votos do Juri, como de maior significação. c) Todos os demais prêmios, posteriormente instituidos, o serão sob cláusula de aquisição, passando os obras pre- miadas à propriedade do Museu de Arte Moderna d. São Paulo. d) o Juri poderá abstêr-se de conferir um ou mais prê- mios como também poderá subdividí-Ios.15 Pelo simples assinatura do ficho de inscrição, os artis- tas submetem-se impllcitamente à observância dêste regulamento, e à irrecorrível decisão dos juris, confe- rindo plenos poderes à Diretoria do Museu de Arte Moderno de São Paulo no tocante à colocação dos suas obras no recinto do exposição.16 Os eventuais adiamentos ou prorrogações, que só pode- rão ser determinados pelo direção do Bienal, não alte- rarão nem restringirão o vigor do presente regulamento. NOTA: Todos os prêmios serão pagos op6s O encerramento da exposição, deduzindo-se, sempre, os taxas legais. conforme as normas vigentes na época. São Paulo, Moia de 1952 RUY BLOEM Presidente em exer- cicio do M. A. M. XXIV
    • REGULAMENTO DA 2. a E X P O 5 I ç Ã OINTERNACIONAL DE ARQUITETURA
    • Integrando o 2. 0 Bienal do Museu de Arte Moderno de São Paulo, realizo-se, simultâneamente, o Exposição Internacional de Arquitetura. (E.LA.).2 A direção artístico do E.LA. será exercido por uma comissão composto por elementos ou representantes do Diretoria do Museu de Arte Moderno de São Paulo e por dois arquitetos ou pessoas de reconhecido compe- tência no especialidade, indicados pelos departamentos do Rio de Janeiro e de São Paulo do Instituto dos Arquitetos do Brasil.3 Poderão participar do 2. 0 E.LA. do Bienal do Museu de Arte Moderno de São Paulo: a) arquitetos de qualquer nacionalidade; b) escolas de arquitetura oficialmente reconhecidas.4 Cada arquiteto poderá enviar, no máximo, três traba- lhos, unicamente de obras executados, indicando no ficho de inscrição em que categorias seus trabalhos deverão ser incluidos, poro efeito de premiação.5 Os trabalhos poderão ser apresentados individualmente ou em equipe.6 Os trabalhos deverão ser apresentados em fotografias em bronco e preto ou fotocópias de desenhos. ~ livre o tamanho e o número de fotografias, sendo, contudo, limitado o espaço disponível poro cada trabalho o três metros quadrados de painel.7 Não será permitido, em hipótese alguma, o envio de maquetes e fotografias em côres ou luminosos.8 Poro efeito de premiação, excluir-se-ão os arquitetos já falecidos, solvo os que já tenham remetido os suas obras poro o exposição.9 Os arquitetos e os escolas de arquitetura deverão fazer chegar os trabalhos acompanhados de uma via do ficho de inscrição, em três vias, devendo duas vias, juntamen- te com o ficho de identidade do concorrente, ser reme- tidos à Secretario do Bienal (E. LA> até o dia 15 de julho de 1953. À mesmo Secretario, deverão ser reme- tidos, acompanhados do terceiro via, os trabalhos até o dia 15 de agosto de 1953, prazo máximo irrevogável. XXVII
    • 10 A Bienal (E.I.A) se responsabilizará, apenas, pelas des- pesas de desembalagem dos trabalhos, ficando, os que forem aceitos e expostos, após a realização da 2. 0 E.I.A., de propriedade do Museu de Arte Moderna de São Paulo, como parte integrante do seu acêrvo.11 As escolas de arquitetura participarão, nas seguintes condições: a) às escolas seró proposto um único temo, a ser desenvol- vido pelos alunos individualmente ou em equipe; b) o tema será proposto em linhas gerais, devendo ser de- senvolvido de acôrdo com os tendências e condições de cada país e a orientaçõo adotada pela escola; c) cada escola poderá apresentar sàmente um trabalho, ficando reservado 00 mesmo um espaço máximo de nove metros quadrados; d) os trabalhos poderõo ser apresentados em des.enhos origi- nais, em branco e preto. fotocópias ou fotografias.12 Ficam instituidos para a 2. 0 E.I.A., sem prejuizo de outros, os seguintes prêmios: a) PR~MIOS PARA PROBLEMAS ESPECIFICOS. Atri- buidos ao melhor trabalho exposto em cada uma das seguintes categorias: 1. habitação individual. 2. habitação coletiva. 3. edifícios para fins religiosos. 4. casa de espetáculo. S. edifício para fins esportivos. 6. edifício para fins comerciais. 7. edifícios para fins industriais. 8. edifício público. 9. hospitais. 1 O• escolas. 11 . problemas urbanísticos (só serão admitidos, 12. problemas vários (serão inscritos nesta cote- nesta categoria, trabalhas em que tenha sido levado em conta o solução dos vários proble- mas de uma comunidade ou zona urbana). gorio os trabalhos que não se enquadrarem em qualquer uma das categorias anteriores}. XXVIII
    • b) PREMIO PARA UM JOVEM ARQUITETO: Cr$ 50.000,00 - Atribuido a um jovem arquiteto - que no momento de inscrever-se não tenha com- pletado 35 anos - pelo trabalho ou conjunto de trabalhos expostos. c) PREMIO A ESCOLA DE ARQUITETURA: Cr$ 50.000,00 - Ao melhor trabalho desta cate- goria serão conferidos dois prêmios, sendo um hono- rífico (diploma) atribuido à escola e outro em di- nheiro, (além de um diplomo) ao autor ou autores do trabalho.J3 Haverá um Jurí de Seleçãa e um Jurí de Premiaçãa.J4 O Jurí de Seleção será constituido pelo Presidente do Museu de Arte Moderno de São Paulo ou pessoa por êle credenciada e, no mínimo, por mais dois aquitetos de reconhecida competência, indicados pela diretoria do I.A.B. do Rio de Janeiro e São Paulo.15 O Jurí de Premiação será constitui do por um represen- tante da Diretoria do Museu de Arte Moderna de São Paulo e, no mínimo, por mais dois elementos de reno- me internacional, indicados pela direção do E.I.A.16 Os nomes dos compoentes dos jurís serão divulgados até o dia 1. 0 de junho de 1953.J7 Das decisões dos juris não cabe recurso.18 O Jurí poderá abster-se de conferir um ou mais prê- mios, como, também, poderá subdividí-Ios.19 Os casos omissos no presente regulamento serão decidi- dos de acôrdo com o disposto nos normas gerais da 2. 6 Bienal do Museu de Arte Modenra de São Paulo. Na hipótese de tais normas não se aplicarem à situação especifico, serão elas resolvidas pela direção do E.I.A., de cujas decisões não caberá recurso. NOTA: Todos os prêmios serõo pagos após o encerramento da exposiçõo, deduzidas as taxas legais conforme as nor- mas vigentes na época. XXIX
    • 20 Pela simples assinatura da ficha de inscrição, os que participarem da 2. 0 E.I.A. sujeitam-se à observância dêste regulamento, conferindo plenos poderes à dire- ção da E.I.A. no tocante à colocação dos seus trabalhos no recinto da exposição. TEMA PARA AS ESCOLAS DE ARQUITETURA - O tema que os estudantes desenvolverão para concorrer ao prêmio para escola de arquitetura é o seguinte: CENTRO CIVICO PARA UM GRUPO RESIDENCIAL DE 10.000 HABITANTES. Deverão ser apresentados: a) plano geral do centro; b) projeto do edifício principal; c> integração do centro no grupo residencial. Cada escola resolverá naturalmente o problema de acôrda com as condições regionais do seu país. A seleção do projeta apresentado por cada escola ao concurso, deverá ser feita por voto comum dos estu- dantes e dos professores. Para tôdas as outros normas, a Direção da E.I.A. reco- menda a observôncia dos artigos 11 e 12 (parág. c) do regulamento da 2. 0 Exposição Internacional de Arquitetura. São Paulo, Maio de 1952. RUY BLOEM Presidente em exer- cício do M. A. M. :xxx
    • L 1ST A DE PRÊMIOS Os prêmios mencionados como aquisição, no formo do disposto nos normas gerais, revertem o obro premiado à pleno propriedade do Museu de Arte Moderno de São Paulo. Por jovem, poro efeito de premiação, entende-se aquele artista nascido depois de I. o de janeiro de 1923. O Júri poderá abster-se de conferir um ou mais premiaS, como também poderá subdividi-los. (art. 14 por. d) do Regulamento)PR~MIOS REGULAMENTARESPrêmio IV Centenário de São Paulo 200.000,00Prêmio poro o melhor pintor estrangeiro 100.000,00Prêmio poro o melhor pintor nacional 100.000,00Prêmio poro o melhor escultor estrangeiro 100.000,00Prêmio poro o melhor escultor nocionol 100.000,00Prêmio poro o melhor desenhista estrangeiro 50.000,00Prêmio poro o melhor desenhista nacional 50.000,00Prêmio poro o melhor gravador estrangeiro 50.000,00Prêmio poro o melhor gravador naCional 50.000,00 XXXI
    • PRI:MIOS DE AQUISiÇÃOPINTURAFundo de oquisição B. E. 100.000,00Aquisição nacional (Prêmio Caixa Econômi- nômica Federal de São Paulo) 50.000,00Aquisição estrangeiro (Prêmio Metalúrgico Motarozzo SI A) 50.000,00Aquisição Livre (Prêmio Moinho Santista) 50.000,00Aquisição livre (Prêmio Jockey Club de São Paulo) 50.000,00Aquisição poro jovem estrangeiro (Prêmio Felicio Lanzara) 30.000,00Aquisição poro jovem nacional (Prêmio Probell 30.000,00Aquisição livre (Prêmio Vidro Plano Ind. Paulista Ltda.> 30.000,00Aquisição livre (Prêmio Metalgráfica Giorgi) 25.000,00Aquisição poro jovem nacional (Prêmio Flavio de Carvalho) 20.000,00Aquisição poro jovem nacional (Prêmio Museu de Arte Moderno do Rio de Janeiro) 20.000,00Aquisição poro jovem nacional (Prêmio Museu de Arte Moderno do Rio de Janeiro) 20.000,00ESCULTURAAquisição nacional (Prêmio Caixa Econômico Federal de São Paulo) 50.000,00 XXXII
    • Aquisição estrongeiro (Prêmio Jockey Club de São Paulo) 50.000,00Aquisição livre (Prêmio Cio. Sul América Terrestre Marítimos Acidentes) 50.000,00Aquisição jovem estrangeiro <prêmio Cio. de Seguros do Bahia) . 30.000,00Aquisição jovem nacional Prêmio Ziro Ramenzonj) 30.000,00Aquisição nacional (Prêmio Museu de Arte Moderno do Rio de Janeiro) 20.000,00DESENHOAquisição nacional (Prêmio Nadir Figuei- redo SI AJ 15.000,00Aquisição estrangeiro (Prêmio Cristais Prado) 15.000,00Aquisição jovem nacional (Prêmio Carmen Dolores Barboza) 10.000,00Aquisição livre (Prêmio Arno SI AJ 10.000,00GRAVURAAquisição estrangeiro (Prêmio Inês F. Car- raro) (conjunto) 20.000,00Aquisição nacional (Prêmio Nené Poci Medicj) (conjunto) 20.000,00Aquisição livre (Prêmio Cristais Prado) (con- junto) 15.000,00Aquisição nacional (Prêmio Carmen Dolores Barbozo) (conjunto) 15.000,00Aquisição jovem nocional (Prêmio Museu de Arte Moderno do Rio de Janeiro) (con- junto) 5.000,00Aquisição jovem nacional (Prêmio Museu de Arte Moderno do Rio de Janeiro) (con- junto) 5.000,00 XXXIII
    • PR~MIOS ESPECIAISPrêmio FIAT (Torino) para artista brasileiro que realize viagem à Itólia) 1.000.000,00Prêmios italianos de São Paulo (destina-se a artista italiano, não residente no Brasil e que não tenha sido contemplado com alguns dos prêmios acima) 30.000,00Prêmio Câmara Italiana de Comércio de São Paulo (obedece às mesmas condi- ções do anterior) 32.000,00 Todos os demais premlOS, posteriormente ins- tituídos, se compreendem como sob clóusula de aquisição, revertendo a obra premiada à plena propriedade do Museu de Arte Moderna de São Paulo.II EXPOSiÇÃO INTERNACIONAL DE AR-QUITETURACato 1 (habitação individual) Prêmio Pigna- tari Administração Ind. e Comércio S/A. 50.000,00Categ. 2 (habitação coletiva) Prêmio Socie- dade de Engenharia e Construções SECLA 50.000,00Categ. 3 (edifício para fins religiosos) Prêmio Silverio Ceglia 50.000,00Categ. 4 (Casa de espetóculo) Prêmio Mon- teiro Wigderowitz - Motneiro Ltda. 50.000,00Categ. 5 (edifício para fins esportivos) Prê- mio Cavalcanti e Junqueira SI A 50.000,00Categ. 6 (edifício para fins comerciais) Prê- mio Cio. Gessy Ifldustrial SI A 50.000,00Categ. 7 (edifício para fins industriais) Prê- mio Construtora Martins Engel Ltda. 50.000,00Categ. 8 (edifício público) Prêmio Marcos Gasparian 50.000,00Categ. 9 (hospitais) Prêmio Jafet 50.000,00 XXXIV
    • Categ. 10 (escolas) Prêmio Universidade de São Paulo 50.000,00Categ. 11 (problemas urbaní sticos) 50.000,00Categ. 12 (problemas vórios) Prêmio Cio. Bra- sileiro de Povimentação e Obras 50.000,00Prêmio poro Jovem Arquiteto (Prêmio João José Abdalla) 50.000,000Concurso internacional poro escolas de arqui- tetura (Prêmio Metalúrgico Mata- rozzo S/A 50.000,00Prêmio Construtora Anchieta S/ A. 50.000,00 xxxv
    • PAíSES PARTICIPANTES ALEMANHA ARGENTINA ÁUSTRIA BÉLGICA BOUVIA BRASIL CANADÁ CHILE CUBA DINAMARCA EG I TO ESPANHA ESTADOS UNIDOS FINLÂNDIA FRANÇA GRÃ BRETANHA HOLANDA INDONÉSIA ISRAEL ITÁLI A IUGOSLÁVIA JAPÃO LUXEMBURGO MÉXICO NICARÁGUA NORUEGA PARAGUAI PERU PORTUGAL REPÚBLICA DOMINICANA SU IÇA URUGUAI VENEZUELA XXXVII
    • ADVERTÊNCIA N a relação das obrasusou-se a ordem cronológica, poro as salasespeciais, e a ordem alfabética, para os ar-tistas das salas gerais. Quando indicado naobro, o ano da execução segue-se ao título.As dimensões são dadas em centímetros eseguem-se à data de execuçõo ou à técni-ca usada, conforme o caso. Dos esculturas,menciono-se apenas a altura. N ão havendo outrasindicações, entende-se que as pinturas sãoa óleo sôbre tela. Os desenhos, salvo indi-caçôo em contrário, são o lápis sôbre papel. A s obras que não tra-gam indicação de proprietário, entendem-secomo de propriedade do artista. A s datas que se se-guem ao nome do artista referem-se oosanos de nascimento e morte. o presente CG"tólogofoi encerrado a 5 de Dezembro de 1953,a fim de poder ser entregue ao públicono dia da inauguração da segunda Bie-nal do Museu de Arte Moderna de SãoPaulo. Em virtude de fatores indepen-dentes da vontade da Comissão orga-nizadora, algumas obras deixam de nelefiguror, o que se corrigirá oportunamentemediante o acréscimo de uma adendo. XXXIX
    • BRASIL
    • Sala especial ELYSEU VISCONTI organizada pelo sr. José Simeão Leal P mânticos resos às fórmulas dos velhos mestres ro- e naturalistas, os artistas brasi-leiros não se tinham apercebido até a primeira dé-cada do Século XX de um dos mai~ fecundos mo-vimentos renovadores da arte Européia - o Impres-sionismo. Pintores como Pedro América, Victor Mei-relles e Almeida Junior, de importância fundamen-tal na história, da nossa arte, mantiveram-se a êlecompletamente, alheios. E é curioso notar que foio francês Manet, em contacto com a intensidade lu-minosa de{ nossa terra, que marcou a passagem en-tre a nossa escola e o naturalismo tão ao nosso gos-to. E é, ainda, com Visconti, de origem italiana, quese inicia a arte moderna brasileira, rompendo comum academismo esteril no seu artificialismo, semsentido num país novo e ávido de novas formas deexpressão. Foi Visconti o primeiro impressionistaque tivemos, abrindo um vasto ,campo de pesquisase identificando-se com tôdas as correntes artísticasatuais.Nascido na Italia (Salerno), em 30 de junho de 1867,Elyseu ,1)Angelo Visconti veio para o Brasil nacompanhia de seus pais, quando ainda não haviacompletado um ano de idade. Foram seus mestres,Victor Meirelles, José Maria Medeiros, Henrique Ber-nardelli e Rodolfo Amoedo. Em 1892, ganha o prê-mio de viagem à Europa indo, no ano seguinte, fi-;xar-se em Paris. Alí, inscrito no Concurso de Admis-são à Escola de Belas Artes, obtem o 7.° lugar, en-tre 456 candidatos. Frequenta, ao mesmo tempo, aEscola de Artes Decorativas e, em Madrid, exercita-se copiando Velasquez, no Museu do Prado.Regressando a Paris, instala-se no atelier de "Puvisde Chavannes", em Neully, e começa a trabalhar,em 1906, na decoração do Teatro Municipal do Rio 2
    • BRASil Elyseu Visconti de Janeiro. Não se limita, apenas, a essa tarefa; datam, dessa época, inúmeras de suas telas; espe- cialmente, paisagens de S. Hubert e do Jardim deLuxemburgo.Nomeado professor da Escola Nacional de BelasArtes, retorna ao Brasil, expondo, antes, em Paris,os trabalhos destinados ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1913, demitindo-se daquele cargo, embarca, novamente, para a França, onde irá en-cetar novo trabalho - a decoração do "Foyer", domesmo Teatro Municipal. Terminada a primeiraguerra mundial, volta Visconti para o Brasil, quandorealizou a decoração do vestíbulo do Conselho Muni-cipal do Distrito Federal, e o painel representativoda "Assinatura da Primitiva Constituição Republi-cana", onde figuram 63 constituintes em tamanhonatural. Seguem-se anos de persistente e tenazatividade, vindo o mestre a falecer em seu atelier,no Rio de Janeiro, no dia 15 de outubro de 1944.A análise da obra de Elyseu Visconti, indica o pintor,inicialmente, voltado para "academias" de modelovivo e paisagens, passando a preocupar-se com arepresentação da figura humana na paisagem, ele-mentos que se intercalam, muitas vezes, em suastelas. No contacto com o renascimento vêm "Giu-ventú", "Recompensa de S. Sebastião", e "Oreadas",obras de evidente inspiração "Boticelliana", onde agraça, a beleza e a poesia se traduzem na linearida-de do traço. Ainda nesta fase, terão início as ex-periências pré-impressionistas: os estudos para oTeatro Municipal conduzirão o artista a pesquisasdentro das diversas técnicas em voga, decidindo-seêle pelo Impressionismo, processo que pela dissocia-ção dos tons permitirá atingir a desejada leveza doconjunto. E o espírito inovador de Visconti levou-oa juntar ao Impressionismo, a fatura linear "Boti-celliana" para a execução daquela obra.No Brasil, o pintor lança-se a novas técnicas. Osprimeiros trabalhos aqui realizados revelam umainfluência "Pontilhista", como por exemplo "A Rosa" 3
    • BRASIL Elyseu Visconti (1909>. Pouco a pouco, as cores vivas de nossa terravão-se impondo à sua sensibilidade. Sua arte tende,agora, para um realismo impregnado de atmosferabrasileira. Dessa época, contam-se muitos de seusmelhores retratos e paisagens. Quando volta a Pa-ris para executar a segunda encomenda para o Tea-tro Municipal, é no impressionismo que irá obter aunidade necessária à obra anteriormente iniciada.A última fase de sua vida artística condensa-se nonéo-realismo com acentuada procura de atmosferae luminosidade. Cenas de família, retratos, auto-retratos, crianças brincando, são alguns dos temasescolhidos. E, também, o chamado "Período deTeresópolis". Jose SIMEÃO LEAL 1 "MUSETTE". Teresópolis, 1895. 0,26 x 0,35. Cole- ção Affonso Visconti. 2 AUTO-RETRATO, 1898. Pastel, 0,33 x 0,41. Coleção Viuva Visconti. S "GIOVENTú", Paris, 1899. 0,49 x 0,65. Patrimônio do Museu Nacional de Belas Artes. 4 AUTO-RETRATO, 1901. 0,48 x 0,64. Coleção To- bias Visconti. 5 "LOUISE". Rio de Janeiro, 1911. 0,40 x 0,51. Co- leção Viuva Visconti. 6 ESPERANÇA. Paris, 1916. 0,65 x 0,81. Coleção Tobias Visconti. "I ESBOÇO, St. Hubert, 1916. 0,32 x 0,41. Coleção Prof. Henrique Cavalleiro. 8 FLORES DA RUA. Paris, 1916. 0,65 x 0,81. Cole- ção Viuva Visconti. 9 MEDITANDO (RETRATO DE YVONE). Paris, 1916. 0,54 x 0,65. Coleção José Mariano Neto. 4
    • BRASIL Elyseu Visconti10 PAISAGEM DE ST. HUBERT, 1916. 0,54 x 0,65. Coleção Viuva Visconti.11 PAISAGEM DE ST. HUBERT, 1916. 0,28 x 0,35. Coleção Affonso Visconti.12 "LADIEU". Paris, 1917. 0,95 x 1,25. Coleção Waldemar Eduardo Magalhães.13 A CASA DE LOUISE - PAISAGEM DE ST. HU- BERT. Paris, 1917. 03,8 x 0,32. Coleção Prof. Henrique Cavalleiro.14 PAISAGEM DE ST. HUBERT. Paris, 1917. 0,95 x 1,22. Coleção Viuva Visconti.15 CURA DE SOL. Paris, 1920. 1,30 x 1,58. Coleção Viuva Visconti.16 RETRATO DE YVONE, 1922. 0,38 x 0,51. Coleção Prof. Henrique Cavalleiro.17 RETRATO DE YVONE, 1922. 0,27 x 0,37. Coleção Prof. Henrique Cavalleiro.18 RETRATO DE AFFONSO, 1922. 0,26 x 0,35. Cole- ção Affonso Visconti.19 "LOUISE". Rio de Janeiro, 1922. 0,65 x 0,81. Cole- ção Viuva Visconti.20 DESPEDIDA. Rio de iJaneiro,1922. 0,90 x 1,18. Co- Coleção Viuva Visconti.21 AFETOS. Rio de Janeiro, 1923. 0,51 x 0,61. Cole- ção Viuva Visconti.22 LADEIRA DOS TABAJARAS. Rio de Janeiro, 1923. 0,30 x 0,43. Coleção Affonso Visconti.23 MINHA CASA DE CAMPO. Teresópolis, 1929. 0,51 x 0,61. Coleção Viuva Visconti.24 VILA RICA. Copacabana, 1932. 0,72 x 1,42. Cole- ção Museu da Cidade do Rio de Janeiro. 5
    • BRASIL Elyseu Visconti25 A REVOADA DOS POMBOS. Rio de Janeiro, 1932, 0,52 x 0,53. Patrimônio do Ministério da Educação e Cultura.26 RETRATO DE AFFONSO. Rio de Janeiro, 1934. 0,57 x 0,70. Coleção Affonso Visconti.27 PAISAGEM. Rio de Janeiro, 1934. 0,63 x 0,81. Co- leção Viuva Visconti.28 AUTO-RETRATO, 1938. 0,54 x 0,65. Coleção Prof. Henrique Cavalleiro.29 NO JARDIM, PAISAGEM DE TERESóPOLIS, 1939. 0,50 x 0,61. Coleção Viuva Visconti.30 UM NINHO. Teresópolis, 1940. 0,56 x 0,68. Cole- ção Viuva Visconti.31 EVOCAÇAO. Teresópolis, 1940. 0,63 x 0,75. Cole- ção Viuva Visconti.32 SOB A FOLHAGEM, 1943. 0,59 x 0,81. Coleção José Mariano Netto.33 TR:ltS MARIAS, 1943. 0,51 x 0,65. Coleção Viuva Visconti.34 ROUPA ESTENDIDA. Teresópolis,1944. 0,61 x 0,81. Coleção Viuva Visconti.85 MEU NETO. Teresópolis, 1944. 0,37 x 0,51. Coleção Tobias Visconti. 6
    • Sala especial A PAISAGEM BRASILEIRA ATÉ 1900 organizado por Rodrigo Mello Franco de Andrade A pintura de paisagem no Brasil, em sua parte mais valiosa, foi até recentemente obra deestrangeiros. Aos artistas portuguêses que vieramao nosso país, no período do povoamento e dacolonização, faltava a tradição de paisagistas. Asprimeiras representações de aspetos da terra brasi-leira não são obras de pintura lusitana: são "pros-pectos" e panoramas convencionais devidos a car- tógrafos e engenheiros. A espessura das florestas;virgens do interior e a alva extensão das praias dolitoral do Brasil, se foram objeto de descrição doscronistas na fase seguinte ao descobrimento, terãoimpressionado os pintores vindos da metrópole, massem inspirá-los como artistas plásticos.Coube ao holandês Frans Post, que acompanhou oConde João Maurício de Nassau, em sua aventuraamericana, o destino de pioneiro e mestre até hojesem par dos paisagistas de nossa terra. Emboranão fôsse pintor que, no gênero, alcançasse a qua-lidade de seus patrícios e contemporâneos JacobVan Ruisdael e Hobbema, sua obra tem a impor-tância singular, na história da pintura, de consti-tuir, como assinala um crítico autorizado, "a pri-meira reação artística de um ocidental deante doexotismo" .Cessado o breve domínio holandês, em território bra-sileiro, não parece que tenham ficado aqui pinturasde Post, de onde se pudesse originar uma escola depaisagistas nacionais. O Conde Maurício terá carre-gado, ao regressar à Europa, com seus trastes e pa-pagaios, uma por uma das tábuas e telas em que,sob encomenda ou espontaneamente, o conterrâneotinha fixado aspetos do Brasil. Somente depois dedecorridos mais de dois séculos principiaram a re- 7
    • BRASIL paisagem brasileiratornar a nosso país, pouco a pouco, pela mão decolecionadores beneméritos, as obras de Frans PostoOs artistas luso-brasileiros, durante todo o períodocolonial, se aplicaram quase exclusivamente à pin-tura religiosa e aos retratos. Alguma paisagem por-ventura introduzida como "fundo" a suas obras, deum gênero e do outro, é cenário inexpressivo deconvenção, sem nenhuma relação com qualquer as-peto da natureza em nosso país.Se se encontra, excepcionalmente, vista autênticade terra brasileira em nossa pintura anterior aoSéculo XIX, será obra ingênua de arte popular enão de nossos mestres coloniais abalisados, aindados que se manifestaram mais espontâneos e ver-sáteis.Todavia, - sejam embora de fatura deficiente oumesmo rude -, essas obras genuinas possuem àsvêzes valor plástico e não puramente documentário.No domínio da pintura erudita, quem sucedeu aFrans Post, a distância de mais de século e meio,como autor de paisagens brasileiras, foi o francêsNicolas Antoine Taunay. Com a sensibilidade pe-culiar a um petit maitre patrício e contemporâneode Fragonnard, advertido senãoimbuido, depois daRevolução, dos postulados artísticos de David, êlefixou memoràvelmente alguns aspetos do Rio de Ja-neiro em obras de pequenas dimensões, utilizandouma técnica apurada para exprimir as emoções quesentiu diante da natureza tropical.Pôsto que tivesse sido o professor principal de pin-tura em nOSSa Academia de Belas Arte, cujas ati-vidades então se iniciavam, Nicolas Taunay não dei-xou discípulos à sua altura, nem mesmo quem lherefletisse a influência entre nós. Permaneceu, aliás, pouco tempo no Brasil, sucedendo-lhe o filho, FelixEmile Taunay, que se aclimou muito bem ao nosso país, mas infelizmente não herdara o talento pater-no e, se produziu paisagens de proporções consi-deràvelmente maiores, estas foram sempre de qua- lidade bastante inferior. 8
    • BRASIL paisagem brasileiraDe orif,em também estrangeira, embora sua forma-ção artística se tenha feito inteiramente no Brasil,na mesma Academia de Belas Artes onde logo setornou professor da cadeira de paisagem, foi o pin-tor Augusto Müller, que pintou, no gênero, obrastalvez a reclamar aprêço maior do que têm merê-cido.Depois dêle, o aluno formado em nossa Aca-demia e que se tornou principalmente paisa-gista já nascera no Brasil: Agostinho da Mota.Laureado, porém, com prêmio de viagem à Europa,estudou na Itália com professor francês e refletiuem sua pintura mais êsse ecletismo acadêmico, deatelier franco-italiano, que genuino sentimento deidentificação com a paisagem brasileira.Mais numerosas que as suas foram as obras do mes-mo gênero produzidas contemporaneamente no Bra-sil por diversos pintores franceses (um dos quaisdiscípulo de Corot, - Henri Nicolas Vinet) e, sobre-tudo, pelo italiano Facchinetti, paisagista da Serrada Mantiqueira, de São Tomé das Letras e outras altitudes nas quais se comprazia.Nosso mestre Vitor Meireles os teria superado na paisagem brasileira, pelas aptidões incontestavel- mente superiores que possuia, se a princípio as en- comendas de quadros de batalhas o não tivessem desviado do gênero e, mais tarde, as necessidades de dinheiro não o forçassem a compôr um panorama colossal do Rio de Janeiro ao gôsto popular, para-- exibição com entradas pagas, trabalho braçal que terá incompatibilizado sua sensibilidade com o ofí- cio de paisagista. O italiano De Martino, que posteriormente se tor- nou pintor oficial da Côrte de Sua Majestade Bri- tânica, deixou 343 telas no Brasil, segundo um in- formante meticuloso, celebrizando-se no papel de marinhista brasileiro. Ao alemão Jorge Grimm, en- tretanto, nossa pintura de paisagem ficou a dever muito mais que a De Martino, pois a êle se filiam todos ou quase todos os paisagistas nacionais 9
    • BRASIL paisagem brasileiraque apareceram desde Os últimos anos do Séculopassado até o advento do movimento modernista. ..De seus discípulos diretos, o mais dotado talvez,Batista Castagneto, deixou obra principalmente demarinhista. Mais famoso, porém, como paisagistafoi Antônio Parreiras, cuja produção, por ter sidorealizada já no decurso do novecentos, só pôde serrepresentada na presente exposição por poucas telaspintadas ainda ao expirar do Século XIX, nas mes-mas circunstâncias que J. Batista da Costa. RODRIGO MELLO FRANCO DE ANDRADE FRANS POST, holandês (1612-1680) 1 PAISAGEM DE PERNAMBUCO. óleo sôbre ma- deira, 0,38 x 0,57, sem assinatura e sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. 2 PAISAGEM DE PARAíBA. óleo sôbre madeira, 0,45 x 0,54, assinado, sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. S INTERIOR DE PERNAMBUCO. óleo sôbre ma- deira, 0,34 x 0,51, sem assinatura e sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. 4 PAISAGEM DE PERNAMBUCO. óleo sôbre ma- deira, 0,,33 x 0,41, assinado, sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. 5 PAISAGEM DE PERNAMBUCO. óleo sôbre ma- deira, 0,33 x 0,46, sem assinatura e sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. 6 PAISAGEM DE PERNAMBUCO. óleo sôbre ma- deira, 0,36 x 0,46, assinado, sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. 10
    • BRASIL paisagem brasileira7 VISTA DE UM ENGENHO DE AÇUCAR. óleo sôbre madeira, 0,76 x 0,50. Ministério das Rel~ ções Exteriores, Rio de Janeiro.S UMA FAZENDA EM PERNAMBUCO. óleo sôbre tela, 0,65 x 0,89. Coleção Raymundo de Castro Maya, Rio de Janeiro. AUTOR DESCONHECIDO9 MEMóRIA DO TRIUNFO SOBRE OS íNDIOS DE GARAÇU EM 1930. óleo sôbre madeira, 2,24 x 1,47, sem assinatura, 1729. Igreja Matriz de São Cosme e São Damião, Igaruçu, Pernambuco.10 MEMóRIA DA FUNDAÇAO DA IGREJA MATRIZ DE S. COSME E S. DAMIAO E DA VILA DE IGARAÇU. óleo sôbre madeira, 2,41 x 1,46, sem assinatura, 1729. Igreja Matriz de São Cosme e São Damião, Igaraçu, Pernambuco.11 MEMóRIA DO MILAGRE NO TEMPO DOS SA- QUES DOS HOLANDESES. óleo sôbre madeira, 2,41 x 1,46, sem assinatura, 1729. Igreja Matriz de São Cosme e São Damião, Igaraçu, Pernambuco.12 MEMóRIA DO MILAGRE QUE EVITOU A PES- TE DE 1685-1686. óleo sôbre madeira, 2,43 x 1,47, sem assinatura, 1729. Igreja Matriz de São Cosme e São Damião, Igaraçu, Pernambuco.13 MILAGRES DA SENHORA DOS RE~IOS A AGOSTINHO PEREIRA DA SILVA. óleo sôbre tela, 1,10 x 1,26, sem assinatura, 1749. Capela de Monte Serrat, Salvador, Baia.14 VISITA VOTIVA DO SENADO DA CAMARA A ERMIDA DA GRAÇA. óleo sôbre tela, 1,90 x 2,90, 11
    • BRASIL paisagem brasileira 3.0 quartel do seco XVIII. Igreja da Graça, Sal- vador, Baia.15 TENTAÇAO E SALVAÇAO DE UM FRADE. óleo sôbre madeira, 1,56 x 1,31, sem assinatura, seco XVIII. Convento de Santo Antônio de Igaraçu, Pernambuco.16 SAO FRANCISCO DE ASSIS OFERECENDO UM HABITO. óleo sôbre madeira, 1,53 x 0,81, sem assi- natura, seco XVIII. Convento de Santo Antônio de Igaraçu, Pernambuco.17 SAO FRANCISCO DE ASSIS COM A CRUZ. óleo sôbre madeira, 1,37 x 0,85, sem assinatura, seco XVIII. Convento de Santo Antônio de Igaraçu, Pernam- buco.18 SAO FRANCISCO DE ASSIS FALANDO AOS PASSAROS. óleo sôbre madeira, 1,36 x 0,71, sem assinatura, seco XVIII. Convento de Santo Antô- nio de Igaraçu, Pernambuco. FRANCISCO MUZZI, italiano (sec. XVIII-XIX)19 INC1l:NDIO DA IGREJA DO PARTO. óleo sôbre tela, 1 x 1,25, sem assinatura e sem data. Cole- ção Raymundo de Castro Maya, Rio de Janeiro.20 RECONSTRUÇAO DA IGREJA DO PARTO óleo sôbre tela, 1 x 1,25, sem assinatura e sem data. Coleção Raymtmdo de Castro Maya, Rio de Ja- neiro. AUTOR DESCONHECIDO21 VISTA DE OURO PRETO. óleo sôbre tela, sem assinatura e sem data. Museu da Inconfidência, Ouro Preto. 12
    • BRASIL paisagem brasileira JEAN BAPTISTE DEBRET, francês (1768-1848) " ~2% OUTEIRO DA GLóRIA. Guache, 30 x 35. Cole- ção Jan de Almeida Prado, São Paulo. FAlIPON28 VISTA DO RIO DE JANEIRO. óleo sôbre tela, 0,44 x 0,67, assinado, 1829. Museu Antônio Parrei- ras, Niterói24 VISTA DO RIO DE JANEIRO. óleo sôbre tela, 0,44 x 0,67, sem assinatura e sem data. Museu An- tônio Parreiras, Niterói.NICOLAS ANTOINE TAUNAY, francês (1755-1830)25 VISTA DO RIO DE JANEIRO TIRADA DO ALTO DA BOA VISTA. óleo sôbre tela, 0,51 x 0,65, sem assinatura e sem data. Coleção Raymundo de Cas- tro Maya, Rio de Janeiro.26 VISTA DA GLóRIA. óleo sôbre tela, 0,36 x 0,47, assinado, sem data. Coleção Raymundo de Castro Maya, Rio de Janeiro.27 PAISAGEM DO RIO DE JANEIRO. óleo sôbre tela, 0,35 x 0,51, assinado "Taunay", sem data. Museu da Cidade, Rio de Janeiro. MONVOISIN, francês (1794-1870)28 VISTA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO TIRA- DA DA GLóRIA. óleo sôbre tela, 0,47 x 0,65, sem data. Coleção Raymundo de Castro Maya, Rio de Janeiro. 13
    • BRASIL paisagem braslleira AUTOR DESCONHECIDO29 BAtA DO RIO DE JANEIRO. óleo sObre tela. 0.75 x 1,29. sem assinatura e sem data. Museu da Cidade. Rio de Janeiro. J. L. PAILURE, francês80 VISTA DE SAO PAULO. Aquarela. 0.70 x 0.50. 1821. Coleção Jan de Almeida Prado. São Paulo.81 VISTA DE SAO PAULO. Aquarela. 0,50 x 0.80. 11121. Coleção Jan de Almeida Prado. I. C. HORNBROOK82 VISTA DA BAtA COM A GLóRIA DO OUTEIRO. óleo sObre tela. 0.72 x 0.75. assinado. 1838. Coleção Raymundo de Castro Maya. FELIX EMILE TAUNAY, francês (1795-1881)88 MATA REDUZIDA A CARVAO. óleo sôbre tela. 1.35 x 1.95. sem assinatura e sem data. Museu Na- cional de Belas Artes. Rio de· Janeiro.ABRARAM LOUIS BUVELOT, francês (1814-1883)84 VISTA DA GAMBOA. óleo sObre madeira. 0,38 x 0.45. assinado "L. Buvelot". sem data. Museu Na- cional de Belas Artes. Rio de Janeiro. AUTOR DESCONHECIDO85 PANORAMA DA PRAIA DE BOTAFOGO POR VOLTA DE 1841. óleo sôbre tela, 0,64 x 2,26, sem 14
    • BRASIL paisagem brasileira " assinatura e sem data. Coleção Raymundo de .1, Castro Maya, Rio de Janeiro. BERTICHEN36 BAíA DO RIO DE JANEIRO. óleo sôbre tela, 0,85 x 1,42, assinado "C. Bertichen", 1845. Museu da Cidade, Rio de Janeiro.37 A GLÓRIA EM 1846. óleo sôbre tela, 0,78 x 1,28, assinado "Bertichen", 1846. Coleção da Irmandade da Glória do Outeiro, Rio de Janeiro.38 VISTA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO TIRA- DA DA ILHA FISCAL. óleo sôbre tela, 0,80 x 1,47, assinado, sem data. Coleção Raymundo de Castro Maya, Rio de Janeiro. CH. MARTIN39 ENTRADA DA BARRA. óleo sôbre tela, 0,27 x 0,38 assinado, 1848. Coleção Raymundo de Castro Maya, Rio de Janeiro. AUTOR DESCONHECIDO40 VISTA DA GLóRIA DO OUTEIRO POR VOLTA DE 1850. óleo sôbre tela, 0,25 x 0,34, sem assinatura e sem data. Coleção Raymundo de Castro Maya, Rio de Janeiro. SESPE41 ASPECTO DO RIO POR VOLTA DE 1860. óleo sôbre madeira, 0,48 x 0,66. Coleção da Irmandade da Glória do Outeiro, Rio de Janeiro. 15
    • BRASIL paisagem brasileira LmGI STALLONE42 LARGO DO PAÇO. óleo sôbre tela, 0,71 x 1,13, assinado, 1865. Museu da Cidade, Rio. de Janeiro. HENRI NICOLAS VINET, francês (1817-1876)43 CLAREIRA NA FLORESTA EM CANTAGALO. óleo sôbre tela, 1,06 x 1,56, assinado, 1864. Coleção Guilherme Guinle, Rio de Janeiro.44 FAZENDA DO ESTADO DO RIO. óleo sôbre tela, 0,74 x 1,08, assinado. Coleção Guilherme Guinle, Rio de Janeiro.45 CASCATINHA DA TIJUCA. óleo sõbre cartão, 0,38 x 0,32, assinado "N. Vinet", sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.46 ENTRADA DO RIO DE JANEIRO. óleo sôbre car- tão, 0,26 x 0,41, assinado "Vinet", 1872. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.47 NOITE DE LUAR. 0,30 x 0,39 assinado "Vinet", sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. NICOLAU FACCHINETTI, italiano (1824-1900)48 SAO TO~ DAS LETRAS. óleo sôbre madeira, 0,55 x 0,94, sem assinatura e sem data. Museu Na- cional de Belas Artes, Rio de Janeiro.49 PANORAMA DA GUANABARA. óleo sôbre tela, 1 x 3,18, assinado, sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.50 LAGOA RODRIGO DE FREITAS. óleo sôbre ma- deira, 0,21 x 0,63, sem assinatura e sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. 16
    • BRASIL "- paisagem brasileira "51 VISTA DA ENTRADA DA BAíA DO RIO DE " JANEIRO. óleo sôbre tela colada sôbre madeira, 0,22 x 0,72, assinado, sem data. Museu Antônio Parreiras, Niterói.52 FAZENDA DE FRIBURGO. óleo sôbre madeira, assinado, 1880. Museu Antônio Parreiras, Nitreó1. VICTOR MEIRELLES DE LIMA, brasileiro (1932-1903)53 VISTA DO MORRO DE SANTO ANTONIO SOBRE O LARGO DO ROCIO. óleo sôbre tela, 0,90 x 1,95, sem assinatura e sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.54 ENTRADA DA BARRA DO RIO DE JANEIRO. óleo sôbre tela, 0,57 x 1,95, sem assinatura e sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Ja- neiro.55 MORRO DO SENADO. óleo sôbre tela, 1,00 x 1,00, sem assinatura e sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.56 MORRO DO CASTELO. óleo sôbre tela, 1,00 x 1,00, sem assinatura e sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.57 VISTA SOBRE A CANDELARIA. óleo sôbre tela, 0,51 x 0,62, sem assinatura e sem data. Museu Na- cional de Belas Artes, Rio de Janeiro. VANDEN PEEREBOON58 FAZENDA GARAGUASSú. Aquarela, 0,30 x 0,50. Coleção Jan de Almeida Prado, São Paulo. 17
    • BRASIL paisagem brasileira " .!, GEORGE GRIMM, alemão (1846-1887)59 PAISAGEM (ENCOSTA DO MORRO DO CAVA- LAO, NITERóI). óleo sôbre tela, 0,36 x 0,57, assi- nado "G. Grimm", 1883. Museu Antônio Parrei- ras, Niterói.60 ROCHEDO DA BOA VIAGEM. óleo sôbre tela, 0,84 x 0,61, assinado "G. Grimm", 1884. Museu An- tônio Parreiras, Niterói. AUGUSTO RODRIGUES DUARTE (1848-1888)61 PAISAGEM DO RIO DE JANEIRO, COPACABA- NA. óleo sôbre tela, 0,28 x 0,50, assinado, sem data. Museu Antônio Parreiras, Niterói. ALMEIDA JUNIOR, brasileiro (1850-1899)62 PAISAGEM. óleo sôbre tela, 0,64 x 0,85, assinado, 1894. Coleção Celina Guinle de Paula Machado, Rio de Janeiro. TELLES JUNIOR, brasileiro (1851-1914)63 ESTRADA DOS RE~DIOS. óleo sôbre tela, 0,40 x 0,60, 1889. Museu do Estado, Recife, Pernam- buco.64 PAISAGEM DE CAMARAGIBE. óleo sôbre tela, 0,44 x 0,49, 1895. Museu do Estado, Recife, Per- nambuco.65 PAISAGEM NA MADALENA (FUNDOS DA CASA DO PINTOR). óleo sôbre tela, 0,31 x 0,52. 1896. Museu do Estado, Recife, Pernambuco. 18
    • BRASIL paisagem brasileira 466 DENDEZEIRO. óleo sôbre cartão, 0,36 x 0,50, sem data. Museu do Estado, Recife, Pernambuco.67 CAJUEIRO CAíDO (VENDA GRANDE). óleo sôbre cartão, 0,37 x 0,50, sem data. Museu do Estado, Recife, Pernambuco.FRANCISCO AURÉLIO DE FIGUEIREDO E MELLO, brasileiro (1854-1916)68 PICO DO ITACOLOMí. óleo sôbre tela, 0,51 x 0,71, assinado "F. Aurélio", 1894. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. ANTôNIO FIRMINO MONTEIRO (1855-1888)69 VISTA DO RIO DE JANEIRO. óleo sôbre tela, 0,26 x 0,50, assinado "F. Monteiro", 1884. Museu Antônio Parreiras, Niterôi. JOÃO BAPTISTA PAGANI, italiano (1856-1891)70 PAISAGEM DE BARBACENA. óleo sôbre tela, 0,49 x 0,65, assinado "B. Pagani", 1889. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. ANTôNIO PARREIRAS, brasileiro (1860-1937)71 GRAGOATA. óleo sôbre tela, 1,38 x 2,84, assinado "A. Parreiras", 1886. Museu Nacional de Belas Ar- tes, Rio de Janeiro.72 TRECHO DO LARGO DA LAPA (primeiro óleo pintado pelo artista). Óleo sôbre tela, 0,20 x 0,29, assinado, 1883. Museu Antônio Parreiras, Niterói.73 ESCOLA AO AR LIVRE, TERESÓPOLIS. óleo sô- bre tela, 1 x 1,50, assinado, 1892. Museu Antônio Parreiras, Niterói. 19
    • BRASIL paisagem brasileira f, {,74 TRANQUEffiA, BARRA MANSA. óleo sôbre ma- deira, 0,26 x 0,46, assinado, 1900. Museu Antônio Parreiras, Niterói.75 RUA DE NITERóI. óleo sôbre madeira, assinado, 1900. Coleção Viuva Antônio Parreiras, Niterói. mpÓLITO BOAVENTURA CARON (1862-1892)76 PRAIA DA BOA VIAGEM. Óleo sôbre tela, 0,50 x 0,75. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.DOMINGOS GARCIA Y VASQUEZ, espanhol (1912)77 PESCA. óleo sôbre tela, 0,54 x 0,87, assinado "Vasquez", 1883. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.JOliO BATISTA CASTAGNETO, italiano (1862-1900)78 PRAIA DE SANTA LUZIA. óleo sôbre tela, 0,56 x 0,99, assinado "Castagneto", 1884. Museu Nacio- nal de Belas Artes, Rio de Janeiro.79 PEDRAS A BJ!iiRA-MAR. óleo sôbre tela, 0,28 x 0,51, assinado "J. B. Castagneto", 1886. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.ANTôNIO RAPBAEL PINTO BANDEIRA, brasileiro (1863-1896)80 PAISAGEM DO RIO DE JANEIRO. óleo sôbre tela, 0,28 x 0,35, assinado "Bandeira", 1884. Museu Na- cional de Belas Artes, Rio de Janeiro.81 VISTA DE NITERóI. óleo sôbre tela, 0,32 x 0,54, 20
    • BRASIL paisagem brasileira assinado "Bande!ra", sem data. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.82 MORRO DO MORCEGO. óleo sObre tela, assinado, sem data. Museu AntOnio Parreiras, Niterói.83 PAISAGEM, 1890. Museu Antônio Parreiras, Ni- teróI.JOAO BATISTA DA COSTA, braslleiro (1865-1926)84 BARRANCO. óleo sObre madeira, 0,25 x 0,36, assi- nado "J. Baptista", 1894. Museu Nacional de Be- las Artés, Rio de Janeiro.85 POESIA DA TARDE. óleo sObre tela, 0,73 x 1,26, assinado "J. Baptista", 1895. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.86 CASA DO BARAO DO RIO BRANCO EMPETRó- POLIS. óleo sObre tela, 1,18 x 0,88. Ministério das Relações Exteriores, Rio de Janeiro.87 REVOLTA DA ARMADA EM 1894. óleo sObre tela, 0,63 x 1,97, assinado "J. Baptista", 1894. Museu da Cidade, Rio de Janeiro.88 VISTA DA CASA DO TREM. óleo sObre madeira, 0,16 x 0,16 x 0,34, assinado "J. Baptista", 1889. Museu da Cidade, Rio de Janeiro. Os quadros qu,e se seguem, tendo sido incluldos quando já o catálogo se achava no pré lo, deixam de ser numerados, figurando entretanto na exposlçõo na ordem cronológica adotado. BENRY NICOLAS VINET, francês (1817-1876)VISTA DE STA. TEREZA. óleo sôbre tela, 0,33 x 0,44. 1960, assinado "N. Vinet". 21
    • BRASIL paisagem brasileiraVISTA DO RIO COM O ,PAO DE ASSUCAR. óleo sô- bre tela, 0,33 x 0,42, sem data e sem assinatura. , AGOSTINHO DA lIOTA, portuguêsPAISAGEM DO MORRO DO SENADO. óleo sôbre tela, 0,77 x 0,96, sem data, assinado "A. Mota". ANTONIO FIRMINO MONTEIRO (1855-1888)VISTA DA TIJUCA. óleo sôbre tela, 0,90 x 0,76, sem data, assinado "F. M.".DOMINGOS GARCIA Y VASQUES, espanhol (1912)VISTA DO MORRO DA VIUVA. óleo sôbre tela, 0,55 x 0,36, assiado "D. G. Vasques", 1882.JOAO BATISTA DA COSTA, brasileiro (1865-1926)LEME. óleo sôbre tela, 0,48 x 0,63, sem data, assinado "J. Batista". Coleção Viuva Galneo Martins. AUTOR DESCONHECIDOIGREJA E PRAIA DA GLóRIA. óleo sôbre tela, 0,85 x 1,14, sem data e sem assinatura. Coleção Museu Histórico Nacional.LAPA DO DESTERRO - ARCO;DA CARIOCA - LA- GOA DO BOQUEffiAO. óleo sôbre tela, 0,85 x 1,14, sem data e sem assinatura. Coleção Museu Histó- rico Nacional.PESCA DA BALEIA NA GUANABARA. óleo sôbre tela, 0,85 x 1,14, sem data e sem assinatura. Coleção Mu- seu Histórico e Nacional. 22
    • BRASIL paisagem brasileiraCHEGADA DA CóRTE PORTUGUESA AO RIO DE JANEIRO. óleo sôbre tela, 0,85 x 1,14, sem data e sem assinatura. Coleção Museu Histórico e Nacional.REVISTA MILITAR NO LARGO DO PAÇO. óleo sôbre tela, 0,85 x 1,14, sem data e sem assinatura. Coleção Museu Histórico Nacional.FESTA VENEZIANA EM HONRA AO PRíNCIPE RE- GENTE. óleo sôbre tela, 0,85 x 1,14, sem data e sem assinatura. Coleção Museu Histórico Nacional. FRANS POST, holandês (1612-1680)PAISAGEM. óleo sôbre tela. Coleção Otales Mar- condes. AUGUSTO MULLERVISTA DO RIO DE JANEmO. óleo sôbre tela, assi- nado. Coleção Otales Marcondes. RELAÇÃO DOS EXPOSITORESMlnisterlo das Relações Exteriores - Rio de Janeiro 2 telasMuseu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro 29 telasMuseu Blstorlco Nacional - Rio de Janeiro 6 telasMuseu do Estado - Recife - Pernambuco 5 telasMuseu Antonio Parreiras - Niterol, Rio de Janeiro 13 telasMuseu da Inconfidência - Ouro Preto - Minas Gerais 1 telaMuseu da Cidade - Rio de Janeiro 6 telasConvento Sto. Antonio - Igarassú, Pernambuco 4 telasMatriz de S. Cosme e ,Damião - Igarassú, Pernambuco 4 telasIrmandade da Gloria - Rio de Janeiro 2 telasIgreja da Graça - Salvador, Baía 1 telaCapela de Mont Serrat - Salvador Baía 1 telaDr. Raymundo de Castro Maya - Rio de Janeiro 11 telasViuva Galeno Martins - Rio de Janeiro 6 telasDr. GuUherme Guinle - Rio de Janeiro 2 telasDr. Otales Marcondes - São Paulo 2 telasD. Celina Guedes de Paulo Machado - Rio de Janeiro 1 tela 23
    • SALA GERAL Artistas brasileiros e estrangeiros resi- dentes no Brasil que espontôneamente se apresentaram ao Júri de Seleção. C om buscou-sedisponíveisa arepresentação brasi- ta, os lotes compor uma seleção aten-leira. O que se obteve na filtragem árdua parece-nos .servir para estabelecer uma linha definidorabasta!1te dos máximos de nossas artes plásticas, aofim de trinta anos depois das inquietações renova-doras da Semana de 22. Bem ou regularmente, ascorrentes dominantes se acham representadas emtrês centenas de trabalhos, em que se devem dis-tinguir as indicações de estabilidade e de pesquisa.O balanço sustenta bem a média de nossas possibi-lidades nas artes plásticas, não obstante o recuo decertos inscritos, o desencontro de algumas contri-buições possivelmente mais fortes. .A modestia da representação obtida deve ser com-preendida como resultante diréta do meio artísticoainda sem um seguro desenvolvimento. Na pinturaerudita, muito poucos elementos de produção inter-vêm polarizando uma ponderável originalidade, bas-tante expressiva, complementar como tem sido a ar-te de nossos pintores e escultores, no acompanharas indicações das escolas e das correntes, nos cen-tros mais avançados. Para êsses, a informação e a exemplificação desempenham, sem dúvida, uma função corretora, na ausência de intensidade de tra- balho e de respeito a tradições mais consistentes, aptas a determinarem a autonomia de uma expres- são plástica na fôrça do amadurecimento. Realmente, poderíamos ter uma representação me- lhor. Acontece, porém, que temos superestimado ocorrências da vida artística brasileira que ao fim se revelam menos significantes do que de início se afi- guravam; a arte tem sido expediente fácil de mui- tos; pretexto de outros; ambições frustradas pelas dificuldades que lhe são inerentes e em que a per- 24
    • BRASIL pinturasistência consumiria tôda a vida. Muito pode seratribuido a instabilidades de nossa formação, masainda em certos indivíduos, a debilidade decorre dafalta de uma. consciência adstrita à convicção pro-funda com que cabe aplicar-se, na produção da arte,a larga expansão, a liberdade, dialeticamente reali-zadora da necessidade vital voltada para uma for-m que pode ser apenas forma, e também maiscontéudo do que forma. O que importaria não fôrafazer um caminho, mas sentir a necessidade irredu-tível de realizá-lo. Verificamos que não pode aindahaver esta profunda consciência, na maior parte dosinteressados. Daí tantas incertezas no vocabulário,na fraseologia, na linguagem de nossos pintores eescultores.Poderiamos citar alguns artistas em que essa cons-ciência e essa necessidade vital transparecem, pore-jantes. Mas seria focalizar por demais a individua-lização.Em matéria tão controvertida como ado 1uizo crí-tico sôbre a obra de arte, não há tranquilidade no dever cumprido, mas sobra a certeza, embora menostranquilizadora, de que buscamos por nossa vez ser-vir a uma orientação, em nível mais elevado, como o implica um balanço da arte brasileira de nosso te1p.po. GERALDO FERRAZ pintura TARSILA DO AMARAL 1 FOTOGRAFIA, 1953. 81 x 65. 2 MARINHA, 1953. 100 Xi 70. S MERCADO, 1953. 87 x 70. 4 POVOAÇAO, 1953. 73 x 60. 5 SUBURBIO, 1953. 60 x 45. 25
    • BRASIL pintura OSWALD DE ANDRADE FILHO (1914) 6 PAIXAO DE JECA TATO, 1953. 92 x 73. 6 a BANDEIRA DO DIVINO, 1953. óleo sôbre tela. 100 x 0,80. ZACHARIAS AUTUORI (1899) 7 CATEDRAL IMAGINARIA, 1952. 72 x 42. 8 CIDADE, 1952. 72 x 47. JOSi!: SILVEIRA DAVILA (1924) 9 CONVERSAÇAO N.o 2, 1953. 73 x 92.10 O EQUILIBRISTA, 1953. 81 x 100. LULA CARDOSO AYRES (1910)11 PASSARO VERMELHO, 1952. Têmpera sôbre car- tão. 70 x 50.12 PINTURA N.o 1, 1953. Têmpera sôbre cartão. 100 x 70.13 PINTURA N.o 2, 1953. Têmpera sôbre carãto. 100 x 70. ARMANDO BALLONI (1901)14 A LAVADEIRA, 1953. 100 x 81.15 BAILARINA, 1953. 100 x 81.16 NATUREZA MORTA, 1952. 92 x 73. ANTONIO BANDEIRA (1922)17 A GRANDE CIDADE AZULADA, 1953. 100 x 80.18 ARVORES NO CREPÚSCULO LILAS, 1953. 100 x 80. ·26
    • BRASIL pintura19 CIDADE, 1953. 100 x 80.20 NATIVIDADE, 1953. 192 x 80.21 O JARDIM VERMELHO, 1953. 100 x 80. EMYGDIO DE BARROS (1895)22 PAISAGEM, 1, 1952. 73 x 91.23 PAISAGEM, 4, 1953. 76 x 92. GERALDO DE BARROS (1923)24 CONJUGAÇÃO DE DOIS GRUPOS EM TRIAN- GULOS, 1953. Esmalte sôbre kelmite. 61 x 61.25 DESCONTINUIDADE, 1953. Esmalte sôbre kelmite. 61 x 61.26 MOVIMENTO CONTRA MOVIMENTO EM BRAN- CO E AZUL, 1953. Esmalte sôbre klemite. 61 x 61.27 TENSÃO FORMAL, 1953. Esmalte sôbre kelmite. 61 x 61. UBI BAVA (1913)28 COMPOSIÇÃO 1, VARIAÇõES SOBRE O MESMO TEMA, 1952. 75 x 63.29 COMPOSIÇÃO 4, 1953. 63 x 76.30 COMPOSICÃO 5, 1953. 76 x 63. PAULO BECKER (1927)31 COMPOSIÇÃO, 1953. 74 x 74.32 MOLEQUE, 1953. 45 x 72.33 RUA, 1953. 74 x 74. SUZANA IGAR DO AMARAL BERLINCK (1915)34 COMPOSIÇãO MíSTICA, 1953. 81 x 62. 27
    • BRASIL p)ntura HENRIQUE BOESE (1897)35 COMPOSIÇAO 4, 60 x 49.36 PAISAGEM, 1953. 88 x 66. ALDO BONADEI (1906)37 COMPOSIÇAO B, 1953. 110 x 80.38 COMPOSIÇAO C, 1953. 100 x 80.39 COMPOSIÇAO D, 1953. 110 x 80.40 COMPOSIÇAO E, 1953. 110 x 80. TIZIANA BONAZZOLA (1921)41 OURO PRETO, 52 x 72.42 TRABALHADORES. 52 x 72. FLAVIO DE CARVALHO (1918)43 RETRATO DA PIANISTA YARA BERNETE, 1953. 92 x 73.44 RETRATO DO ANTROPóLAGO PAUL RIVET, 1952. 92 x 73.45 RETRATO DO COMPOSITOR CAMARGO GUAR- NIERI, 1953. 100 x 70.46 RETRATO DO HOMEM PAUL RIVET, 1952. 100 x 70.47 RETRATO DO POETA MURILO MENDES, 1951. 100 x 70. ALOíSIO CARVAO (1918)48 COMPOSIÇAO N.o 21, óleo sôbre madeira.49 COMPOSIÇAO N.o 36, 1953. óleo sôbre madeira. 120 x 60. 28
    • BRASIL pintura LOTHAR CHAROUX (1912)50 COMPOSIÇAO, 1953. 51 x 40. LYGIA CLARK (1920)51 COMPOSIÇAO, 1953. 106 x 89.52 COMPOSIÇAO, 1953. 811 x 116.53 COMPOSIÇAO, 1953. 100 x 100. GERMANA DE ANGELiS54 COMPOSIÇAO, 1953. 54 x 73. EMILIANO DE CAVALCANTI (1897)55 MULHER COM CRIANÇAS, 1953. 116 x 90.56 MULHER DO PANAMA, 1951. 88 x 105. D. !solina Portugal.57 MULHERES NA VARANDA, 1953. 74 x 95.58 PAISAGEM MARíTIMA, 1953.59 PESCADORES, 114 x 161. Museu de Arte Moder- na, São Paulo. DANILO DI PRETE (1911)60 BOIS NA PRAIA, 1953. 104 x 74.61 CANDOMBL~, 1953. 112 x7662 NATUREZA MORTA, 1953. 78 x 65.63 O COLAR DE P~OLAS, 1953. 67 x 8364 O PEIXE, 1953. 70 x 80. CíCERO DIAS (1908)65 ABISMO DA VERDURA, 1950. 116 x 73.66 ABSTRAÇAO, 1951. 116 x 81 29
    • BRASIL pintura JACQUES DOUCHEZ (1921)67 :ÉPOCA, 1953. 81 x 65.68 MERIDIANOS, 1953. 81 x 54.69 RELAÇÕES INCERTAS, 1953. 81 x 65.70 COMPOSIÇÃO 1, EM CINZA, 1953. O x7071 COMPOSIÇÃO EM AMARELO, 1953 75 x 54.72 COMPOSIÇÃO EM AZUL, 1953. 110 x 9073 COMPOSIÇÃO EM VERMELHO, 1953. 75 x 54. SANSON FLEXOR (1907)74 EURITMIA, n.O 1, 1952/53. 180 x 80.75 EURITMIA, n.O 2, 1953. 60 x 150.76 PROGRESSÃO n.O 1, 1953. 60 x 150.77 PROGRESSÃO n.o2, 1953. 67 x 150.78 RITMO ASSIMl!:TRICO, 1952/53. 134 x 60. MAURO FRANCINI (1924)79 COMPOSIÇÃO 1, 1953. 45 x 35.80 COMPOSIÇÃO 4, 1953. 90 x 82.81 COMPOSIÇÃO 5, 1953. 90 x 82. VITTORIO GOBBIS (1894)82 CAJÚS, 1953. 92 x 73.83 CAMINHO DA PENHA, VITóRIA, ESPíRITO MILTON GOLDRING (1918)84 NúMERO 11, 1952. 146 x 89.85 NÚMERO 13, 1952. 162 x 114.86 NúMERO 14, 1952. 146 x 114. 30
    • BRASIL pintura KUENH HEINZ (1908)87 COMPOSIÇÃO 1, 1953. 75 x 92.88 COMPOSIÇÃO 3, 1953. 75 x 92.89 COMPOSIÇÃO 4, 1953. 75 x 92. CLARA HETENYI (1919)90 NATUREZA MORTA, 1952. óleo sôbre nor- dex. 60 x 44.91 NATUREZA MORTA, 1953. óleo sôbre nor- dex. 60 x 45. TADASHI KAMINAGAI (1898)92 PINTURA 1, 1953. 83 x 95.93 PINTURA 2, 1953. 83 x 95.94 PINTURA 4, 1953. 83 x 95.95 PINTURA 5, 1953. 83 x 95. FRANS KRAJCBERG (1921)96 MARIPOSAS NOTURNAS, 1953. 65 x 81.97 PICADA, 1952. 65 x 100. EMERIC LANYI (1907)98 PESCADORES, 1952. 73 x 92. LUCETTE LARIBE (1918)99 BAIANAS DO BONFIN, 1953. 130 x 80. RENÉ LEFEVRE (1907)100 MARACATú, 1935. 81 x 60.101 MARACATú, 1925. 81 x 65. 31
    • BRASIL pintura DÉA CAMPOS LEMOS (1925)102 COMPOSIÇAO, BICICLETA, 1953. 103 x 123.103 CONSTRUÇAO, MAQUINAS, 1953. 81 x 125. WALTER LEWY (1905)104 PINTURA, 1952. 110 x 75.105 PINTURA, 1953. 75 x 120.106 PINTURA, 1953. 75 x 130.107 PINTURA, 1953. 75 x 120. MANABU MABE (1924)108 COMPOSIÇAO, 1953. 107 x 80.109 NATUREZA MORTA 2,1953. 80 x 67. PHILLIPPE MAECK (1928)110 PAISAGEM, 1953. 100 x 65.111 PAISAGEM, 1953. 90 x 80. ALOYSIO SERGIO MAGALHAES112 COMPOSIÇAO 2, 1953. 85 x 70.113 PAISAGEM, 1952. 85 x 70. EMERIC MARCIER (1916)114 PARABOLA DOS CEGOS, 1952/53. 150 x 335. RAMIRO MARTINS (1917)115 COMPOSIÇAO, 1951. 75 x 50.116 FORMAS, 1953. 100 x 81. 32
    • BRASIL pintura117 INVENÇAO, 1953. 81 x 65.118 PINTURA, 1953. 65 x 54.119 RITMO, 1952. 146 x 97. POLLY Me DONELL120 CRUCIFICAÇAO, 1953. 46 x 37.121 NOSSA SENHORA DAS DORES, 1953. 68 x 28.122 VIA SACRA, 1953. 120 x 130. CAETANO MIAMI123 CAVALO, 1953. 60 x 70.124 FIGURAS, 1953. 60 x 70.125 PAESE, 1953. 60 x 70. YOLANDA MOHALYI126 FIM DE PESCA, 1953. Guache sôbre papel. 110 x 130.127 IVANAS, 1953. Têmpera sôbre papel. 110 x 130.128 NA FEIRA DE SANTANA, 1952. Aquarela sôbre papel. 110 x 130.129 só, 1953. Têmpera sôbre papel. 110 x 130. RAYMUNDO JOSÉ NOGUEIRA (1909)130 COMPOSIÇAO I, ,1952. 65 x 64.131 COMPOSIÇAO 2, 1952. 93 x 65.132 COMPOSIÇAO 3, 1952. 81 x 65. GASTONE NOVELLI (1925)133 COMPOSIÇAO 2, 1953. Óleo sôbre nordex. 64 x 84134 COMPOSIÇAO 4, 1953. 100 x 74. 33
    • BRASIL pintura MARIANNE OVERBECK (1903)135 CRIANÇA EM FUNDO AZUL, 1952/53. 85 x 73.136 MULHER SENTADA, 1953. 100 x 70. DARCY PENTEADO (1926)137 CABEÇA I, 1953. 57 x 77.138 CABEÇA 2, 1953. ,77 x 103.139 CABEÇA 3, 1953. 57 x 77.140 FIGURAS, 1953. 57 x 77. WEGA NEY GOMES PINTO (1916)141 COMPOSIÇAO N.D 3, 1953. 60 x 73. KARL PLATTNER (1919)142 CAVALO NO ESPAÇO, 1953. 188 x 96.143 COMPOSIÇAO, 1953. 76 x 76.144 MATERNIDADE,1953. 112 x 57.145 MULHERES NA PRAIA, 1951. Têmpera. 160 x 95.146 VENDEDORA DE FRUTAS, 1953. 90 x 190. BELLA KARAWAEWA PRADO (1918)147 COMPOSIÇAO 4, 1953. 81 x 60.148 COMPOSIÇAO 5, 1953. 81 x 60. ANTONIO PRADO NETO (1927)149 COMPOSIÇAO, 1952/53. Cartão prensado. 81 x 60.150 COMPOSIÇAO, 1952/53. Cartão prensado. 81 x 60. 34
    • BRASIL pintura HEITOR DOS PRAZERES (1902)151 CHORO CARIOCA, 1953. 67 x 56.152 FREVO PERNAMBUCANO, 1953. 85 x 62.153 JOGO NO BARRACO, 1953. 85 x 62.154 JOGUINHO EM FAMíLIA, 1953. 72 x 62. LEOPOLDO RAIMO (1912)155 COMPOSIÇAO COM CURVAS, 1953. 80 x 65.156 COMPOSIÇAO COM LINHAS, 1952. 80 x 57.157 RiTMO PENDULAR, 1953. 92 x 65. MARIA HELENA ANDRÉS RIBEIRO (1922)158 COMPOSIÇAO 1, 1953. 73 x 60.159 COMPOSIÇAO 2, 1953. 55 x 46. PAULO RISSONE (1925)160 COMPOSIÇAO 1, 1952. Masonite. 100 x 65.161 COMPOSIÇAO 2, 1952. Masonite. 100 x 65.162 COMPOSIÇAO 3, 1952. Masonite. 68 x 65.163 COMPOSIÇAO 4, 1952. Masonite. 68 x 102. FERNANDO ROMANI (1913)164 A MULHER FERIDA, 1953. 61 x 50.165 LEITURA, 1953. 61 x 50. LUIZ SAClLOTTO (1924)166 ELEMENTOS ALTERNADOS, 1953. 42 x 42.167 ESPffiAIS TURBINADAS EM OPOSIÇAO, 1953. 62 x 62.168 GRUPOS ARTICULADOS, 1953. 96 x 62. 35
    • BRASIL pintura FIRMINO FERNANDES SALDANHA (1905)169 CABEÇA DE TOURO ,1953. 65 x 54.170 FIGURA, 1949. 73 x 60. IONE SALDANHA (1921)171 COMPOSIÇAO, 1953. 66 x 82.172 PAISAGEM 2, 1952. 65 x 81.173 PAISAGEM 3, 1953. 60 x 73. ZÉLIA SALGADO (1909)174 COMPOSIÇAO, 1953. 60 x 73. FRANK SCHAEFFER (1917)175 PAISAGEM, 1953. Papel 67 x 84.176 PAISAGEM, 1953. Papel 67 x 84.177 PAISAGEM, 1953. Papel 67 x 84. IVAN FERREIRA SERPA (1923)178 QUADRADOS COM RiTMOS RESULTANTES. 1953. 100 x 100.179 RiTMOS RESULTANTES, 1953 69 x 89.180 RiTMOS RESULTANTES COM DOMINANTES VERMELHO-AMARELO, 1953. 90 x 120.181 RiTMOS RESULTANTES COM DOMINANTES AMARELO-LARANJA, 1953. 90 x 100.182 RiTMOS RESULTANTES COM DOMINANTES SOB FUNDO PRETO, 1953. 100 x 100. DJANIRA DA MOTA E SILVA (1914)183 COMPOSIÇAO, 1953. 116 x 81. 36
    • BRASIL pintura184 NATUREZA MORTA EM SANTA TEREZA, 1953. 100 x 73. JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909)185 A S1l:CA DO CAFll:, 1952. 64 x 80.186 ABANDONO DO CAMPO, 1952. 57 x 70.187 CAMPEIRO HABILIDOSO, 1952. 57 x 72.188 SOCORRO AOS FLAGELADOS DO NORDESTE, 1953. 69 x 83. JOSÉ FÁBIO BARBOSA DA SILVA (1934)189 COMPOSIÇAO INDíGENA, 1953. 55 x 38.190 TEMA íNDIO, 1953. 55 x 38. ELISA MARTINS DA SILVEIRA (1912)191 BUMBA MEU BOI, 1953. 69 x 54.192 CENA DE TEATRO, 1953. 80 x 60.193 CRIANÇA BRINCANDO, 1953. 98 x 82.194 PRAÇA, 1953. 100 x 82.195 PROCISSAO, 1953. 98 x 82. PAULO SZENTKUTI (1920)196 NOITE ,1952. 105 x 86.197 RETRATO, 1951 97 x 77. WALTER SHIGETO TANAKA (1916)198 NATUREZA MORTA, 1953. 69x 84.199 PAISAGEM, 1953. 75 x 95. ROBERT TATIN (1902)200 BRASIL, 1953. 46 x 33.201 CASAMENTO, 1953. 65 x 50. 37
    • BRASIL pintura ALBERTO TEIXEIRA (1925)202 COMPOSIÇãO. Aquarela. 50x 70.203 COMPOSIÇÃO EM QUADRADO, 1953. Aquarela. 50 x 70. ORLANDO TERUZ (1902)204 COMPOSIÇãO,1950. 120 x 100. MARILIA GIANNETTI TORRES (1925)205 COMPOSIÇãO 4, 1953. 73 x 54.206 COMPOSIÇãO 5, 1953. 61 x 64. ANTONIO VARGAS (1914)207 OUTONAL, 1953. 100 x 64.208 P1l::GASO GONIOFLEXO, 1952. 90 x 63. DECIO VIEIRA (1922)209 F. 109, 1953. 997 x 130.210 F. 110,1953. 87 x 130. ALFREDO VOLPI (1896)211 CASAS, 1953. 45 x 65.212 CASAS, 1953. 71 x 65.213 CASAS, 1953. 46 x 81.214 CASAS, 1953. 86 x 130.215 MENINA, 1951. 116 x 73. ANATOL WLADYSLAW (1913)216 COMPOSIÇãO COM DIAGONAIS DOMINANTES, 1953. 54 x 65. 38
    • BRASIL pintura - escultura217 COMPOSIÇAO EM RETANGULOS, 1953. 59 x 73.218 PINTURA, 1953. 59 x 73. ALEXANDRE WOLLNER (1928)219 COMPOSIÇAO COM TRIANGULO PROPORCIO- NAL, 1953. Esmalte sôbre kelmite. 61 x 61.220 MOVIMENTO CONTRA MOVIMENTO NO SIS- TEMA ESPIRAL, 1953. Esmalte sôbre kelmite. 61 x 61. SADA YAZIMA (1921)221 FLOR, 1953. 81 x 60.222 SONHO PERDIDO, 1953. 81 x 60. SIN-ITffiO YAZIMA (1917)223 COMPOSIÇAO N.o 1, 1953. 76 x 88.224 COMPOSIÇAO N.o 2, 1953. 76 x 88. MARIO ZANINI (1907)225 COMPOSIÇAO, 1953. 80 x 70. * * * ABRABAM PALANTIK (1928)226 SEQut:NCIA EM DOIS TEMPOS, N.o 6. 1953. Aparelho composto de dispositivos elétricos, criando formas coloridas em movimento. escultura AFONSO DUARTE ANGELICO (1914)1 ANCHIETA. Grés vidrado. 100.2 MANOEL DA NóBREGA. Grés vidrado. 100. 39
    • BRASIL escultura AMILCAR DE CASTRO (1920)3 ESCULTURA, 1952. Cobre. ALFREDO CESCHIATTI (1918)4 COMPOSIÇAO,1953. Bronze.5 CONTORSIONISTA, 1953. Bronze.6 PEIXE, 1953. Bronze.7 TR!:S GRAÇAS, 1952. Bronze. MARIO CRAVO JUNIOR (1923) 8 AMARALINA, 1952. Escultura em madeira. 200. 9 CANGACEIRO, 1953. Escultura em madeira. 250.lO OMULÚ, 1953. Escultura em madeira. 180.11 TOCADOR DE BERIMBAU, 1952. Escultura em madeira. 300. MILAN DUSEK (1924)12 FIGURA, 1952. Pedra sabão. SONIA EBLING (1922)13 MULHER EM P~, 1953. Bronze. 70. CAETANO FRACCAROLI (1911)14 FAMíLIA, 1952. Gesso. 130.15 FECUNDAÇAO, 1953. Gesso metalizado. 52.16 MíSTICA N.o 2, 1953. Madeira e aluminio. 150 TEREZA DAMICO FOURPOME17 DUAS FIGURAS. Gesso. 60. 40
    • BRASIL escultura18 MAE E FILHO. Gesso. 70. BRUNO GIORGI (1905)19 ESTUDO, 1952. Pedra sabão. 60.20 MAE PRETA, 1952/53. Madeira. 115.21 MONTANHA, 1952/53. Granito. 115.22 ONDINA, 1949. Bronze.23 SAO JORGE, 1953. Bronze. BILDA GOLTZ (1908)24 FORMA RITMADA, 1952. Escultura montada sô- bre pedra. 50. JULIO GUERRA (1912)25 BAILARINA, 1953. Cimento.26 IMAGEM, 1953. Bronze.27 MAE E FILHO, 1953. Bronze.28 QUITANDEIRA, 1953. Bronze. FELICIA LEIRNER (1904)29 ESTUDO, 1953, Bronze, 150. EMANUEL MANASSE (1909)30 A JUMENTA, 1953. Bronze. 150. MAR.IA MARTINS (1900)31 BENDITA SEJAS TU, TERRA FECUNDA, 1950. Bronze. 80.32 CHEIA DE GRAÇA, 1953. Gesso. 150.33 ORPHEUS, 1952. Bronze. 18.34 "TUE-T1l:TE", 1950. Bronze. 80.35 YEMANJA, 1953. Estanho. 50. 41
    • BRASIL escultura MOUSSIA PINTO ALVES (1910)36 CAVALO, 1953. Bronze.37 CONSTRUÇAO EM LINHAS CURVAS, 1952. Bron- ze. 90.38 O HOMEM E A TERRA, 1952. Cimento. 120. POLA REZENDE (1906)89 ABANDONADOS, 1952. Bronze. 70.40 CABEÇA DE COLONO, 1952. Bronze. 45.41 CABEÇA DE NONNEMBERG, 1952. Bronze. 51. ZELIA SALGADO (1909)42 FORMA PARA JARDIM, 1951. Bronze. 200.43 FORMA EM ALUMíNIO, 1953. Alumínio. 82 . . YVONE THOMESCU44 FIGURA, 1953. Gesso. 150. CACIPORÉ TORRES (1932)45 FIGURA, 1953. Gesso. 180.46 FIGURA, 1953. Gesso. 70.47 FIGURA, 1953. Bronze. 60.48 4 PATAS, 1953. Bronze. 60. MARY VIEIRA (1927)49 COLUNA CENTRIMENTAL, 1953. Aço cromado. 200.50 CUBO EM ESPAÇOS ABERTOS, 1952. Metal. 15.51 EQUILíBRIO, 1952/53. Prata. 80. 42
    • BRASIL escultura - desenho52 PONTO DE ENCONTRO, 1952/53. Mármore. 6.53 TENSAO E EXPANSAO, 1953. Prata. FRANZ JOSEF WEISSMANN (1915)54 ESCULTURA, 1952/53. Cobre. desenho CABmÉ (HEITOR BERNABO) (1911) 1 DESENHO 1, 1953. 70 x 53. 2 DESENHO 2, 1953. 39 x 55. 3 DESENHO 3, 1953. 39 x 55. ANÉSIA PACHECO e CHAVES (1930) 4 CACTUS, 1953. Carvão e guache. 105 x 80. S CONSTRUÇAO, 1953. Carvão e guache 88 x 81. 6 FORMAS, 1953. Carvão e guache. 75 x 100. LISA FICKER (1879) 7 COMPOSIÇAO 1, 1953. 95 x 125. 8 COMPOSIÇAO 6, 1953. 67 x 80. 9 COMPOSIÇAO 7, 1952. 79 x 88. GEZA HELLER (1902)10 EVOLUÇAO, 1952. 65 x 80.11 LARANJEffiAS, RIO DE JANEffiO, 1953. 50 x 60.12 NO PORTO DE SANTOS, 1953. Bico de pena. 50 x 60.13 PAISAGEM COM IGREJA, 1951. 50 x 60. 43
    • BRASIL desenho ARNALDO PEDROSO D. HORTA (1914)14 FOLHAGENS I, 1953. 60 x 45.15 FOLHAGENS 2, 1953. 60 x 45.16 FOLHAGENS 3, 1953. 60 x 45.17 FOLHAGENS 4, 1953. 60 x 45.18 FOLHAGENS 5, 1953. 60 x 45.19 FOLHAGENS 6, 1953. 60 x 45. ALDEMIR MARTINS (1922)20 CANGACEIRO, 1953. Nanquim. 90 x 73.21 CANGACEIRO, 1953. Nanquim. 90 x 73.22 GALO, 1953. Desenho colorido. 90 x 73.23 PEIXE, 1953. Desenho colorido. 90 x 73.24 RENDEIRA, 1953. Nanquim. 90 x 73.25 RENDEIRA, 1953. Nanquim. 90 x 73. ELIZABETH NOBILING (1902)26 ANJO, 1953. 40 x 60.27 COMPOSIÇÃO, 1953. 40 x 60.28 COMPOSIÇÃO, 1953. 4 Ox 60.29 COMPOSIÇÃO, 1953. 40 x 60.30 VISITAÇÃO,1953. 40 x 60. FAIGA OSTROWER (1920)31 FORMAS RITMICAS, 1953. 60 x 45.32 KRONOS, 1953. Nanquim. 50 x 60. CARLOS DA SILVA PRADO (1908)33 CARAPICUIBA, 1953. 46 x 55. 44
    • BRASIL desenho - gravura34 FUTEBOL NO QUINTAL, 1953. 41 x 47.35 PERSEGUIÇAO, 1953. 45 x 57. AUGUSTO RODRIGUES (1913)36 DESENHO, 1953. 58 x 64.37 DESENHO, 1953. 55 x 48.38 DESENHO, 1953. 75 x 105.39 DESENHO, 1953. 47 x 52.40 DESENHO, 1953. 89 x 115.41 DESENHO, 1953. 50 x 52.42 DESENHO, 1953. 65 x 56.43 DESENHO, 1953. 50 x 59. HILDE WEBER ABRAMO44 CABEÇA, 1953. 63 x 53.45 MENINA COM GATO, 1953. 57 x 73.46 ° BICHO, 1953. 60 x 50.47 ° SONHO, 1953. 60. x 50. OSWALD DE ANDRADE FILHO (1914)48 ° BEIJO, 1953. Carvão sõbre papel. gravura LIVIO ABRAMO (1903) 1 COMPOSIÇAO 1, 1953. Xilografia. 50 x 60. 2 COMPOSIÇAO 2, 1953. Xilografia. 50 x 60. S GRAVURA 1, 1953. Xilografia. 50 x 60. 4 GRAVURA 2, 1953. Xilografia. 50 x 60. 5 GRAVURA 3, 1953. Xilografia. 50 x 60. 45
    • BRASIL gravura6 GRAVURA 4, 1953. Xilografia. 50 x 60.7 MACUMBA 1, 1953. Xilografia. 50 x 60.8 MACUMBA 2, 1953. Xilografia. 50 x 60. VERA BOCAYUVA (1920) 9 COMPOSIÇAO, 1953. 44 x 52.10 COMPOSrçAO 2, 1953. 68 x 58.11 TRAPEZISTA, 1951. 48 x 65. MARINA CARAM (1925)12 A MENINA E A POMBA, 1953. Litografia 51 x 39.13 DUAS CASAS EM MONTMARTRE, 1952. Litogra- fia. 47 x 50.14 "LE MOULIN DE LA GALETTE", 1952. Litografia. 47 x 50.15 MENINA LomA, 1952. Litografia. 51 x 39.16 OPERARIO, 1953. Litografia. 77 x 59. GRACIELA FUENZALIDA (1916)17 LADAINHA, 1950. Xilografia. 22 x 30.18 MISTÉRIO DOLOROSO, 1949. Xilografia. 19 x 29.19 PASTORES DE NATAL, 1949. Xilografia. 10 x 20.20 VIA SACRA 4, 1948. XUografia. 22 x 30.21 VIA SACRA 9, 1948. XUo~afia. 22 x 30.22 VIA SACRA 12, 1948. Xilografia. 22 x 30. OSWALDO GOELDI (1895)2S CAMINHO ABANDONADO, 1953. 70 x 72.24 GATO, 1953. 42 x 58.2/S LUGAR DO CRIME, 1953. 42 XI 58. 46
    • BRASIL gravura26 MAM,1953. 42 x 58.27 NOTURNO, 1952. 42 x 58.28 NUVENS PRETAS, 1953. 42 x 58.29 O INCENDIARIO, 1953. 42 x 58.30 O SOLITARIO, 1952. 42 x 58. MARCELO GRASSMANN (1925)31 INCUBOS SECUBOS N.O 1, 1953. Xilografia. 60 x 45.32 INCUBOS SECUBOS N.o 2, 1953. Xilografia. 34 x 53.33 INCUBOS SECUBOS N.O 3, 1953. Xliografia. 34 x 53.34 INCUBOS SECUBOS N.o 4, 1953. Xilografia. 34 x 53.35 INCUBOS SECUBOS N.O 5, 1953. Xilografia. 60 x 45.36 INCUBOS SECUBOS N.O 6, 1953. Xilografia. 34 x 53.37 INCUBOS SECUBOS N.o 7, 1953. Xilografia. 34 x 53.38 INCUBOS SECUBOS N.O 8, 1953. Xilografia. 60 x 45. ODETTO GUERSONl (1916)39 CAIS DOURADO, 1953. Xilografia. 30 x 40.40 COMPOSIÇAO 2, 1953. Xilografia. 30 x 40.41 COMPOSIÇAO 3, 1953. Xilografia. 30 x 4042 COMPOSIÇAO COM PEIXES, 1953. Xilografia. 40 x 25. 47
    • BRASIL gravura KARL HEINZ HANSEN (1915)43 BANDEIRANTES, 1953. Xilografia. 64 x 90.44 CIRCO, 1953. Xilografia. 64 x 90.45 CRUCIFICAÇAO, 1953. Xilografia. 44 x 90.46 ESCARNEO, 1953. Xilografia. 64 x 90.47 LIMA0, 1953. Xilografia. 64 x 90.48 SAO FRANCISCO, 1953. Xilografia. 6 4x 90. GISELDA KLINGER (1928)49 ESTUDO, 1953. 76 x 46.50 FIGURA, 1953. 72 x 57.51 FIGURA, 1953. 77 x 57. POTY LAZZAROTTO (1924)52 GRAVURA, 1953. 38 x 53.53 GRAVURA, 1953. 38 x 53.54 GRAVURA, 1953. 38 x 53.55 GRAVURA, 1953. 38 x 53.56 GRAVURA, 1953. 50 x 70.57 GRAVURA, 1953. 50 x 70.58 LITOGRAFIA, 1953. 50 x 70. AHMÉS DE PAULA MACHADO (1921)59 CARNAVAL, 1953. Agua forte. 57 x 46.60 PAISAGEM, 1953. Agua forte. 53 x 40.61 REALEJO, 1952. Agua forte. 52 x 39. FAIGA OSTROWER (1920)62 COMPOSIÇAO EM LUZ E SOMBRA, 1953. Agua forte. 40 x 50. 48
    • BRASIL gravura63 FLORESTA, 1953. Xilografia. 30 x 43.64 FORMA, 1953. Agua tinta colorida. 45 x 50.65 PAISAGEM MONTANHOSA, 1953. Xilografia colo- rida. 40 x 55.66 PROMETEUS, 1953. Agua tinta colorida. 40 x 50.67 TRONCOS, 1953. Xilografia colorida. 43 x 55. MIZABEL PEDROSA (1927)68 A DANÇA DOS HERDEIROS, 1953. Xilogravura. 30 x 50.69 ESTAÇAO DE ôNIBUS, 1953. Agua tinta. 30 x 40.70 LAVADEIRAS, 1953. Agua-tinta. 50 x 60.71 MERCADO NO SERTAO, 1953. Xilografia. 20 x 30. ARTBUR LUIZ PIZA (1928)72 GRAVURA 4, 1952. 53 x 68.7S GRAVURA 5, 1953. 53 x 68.74 GRAVURA 6, 1953. 53 x 68.75 GRAVURA 7, 1953. 53 x 68.76 GRAVURA 8, 1953. 53 x 68. ESTELLA TUSCHNIEDER (1931)77 A LOUCA, 1952. Litografia. 40 x 37.78 DESCARREGANDO, 1953. Litografia. 78 x 64.79 MULHERES, 1953, Litografia. 78 x 64. 49
    • ESTRANGEIROS ESPONTÂNEOS Artistas estrangeiros, nãa residen,tes no Brasil, que se apresentaram es- pontôneamente ao júri de seleçãa pintura CARLOS W. ALISERIS (1899) (Uruguai)1 O cmco, O BARCO E A CIDADE, 1953. 50 x 44.2 SONHO DO BRASIL, 1953. 150 x 117. JUAN DEL PRETE (1897) (Argentina)S ABSTRAÇAO I, 1953. 120 x 92.4 ABSTRAÇAO 2, 1953. 115 x 90. NINO DI SALVATORE (1924) (Itália)5 BIOLOGIA CELULAR, 1953. 90 x 110.6 FORMA CONCRETA ORGANICA, 1953. 117 x ,100. HYTlRIS D1:METRE (1921) (Grécia)7 O CAMINHO DA ESPERANÇA 2, 1953 109 x 74.8 O CAMINHO DA ESPERANÇA 2, 1953. 108 x 67. ENRICO DONATI (1909) (U. S. A.)9 PAISAGEM LUNAR, PRETO E LINHA PRETA, 1952. 152 x 152 50
    • ESTRANGEIROS ESPONTÂNEOS10 PAISAGEM LUNAR, PRETO E TERRA-COTA, 1943. 152 x 152 WALDEMAR HANSEN ELENBAAS (1912) (Holanda)11 MULHER SENTADA, 1952. 40 x 49.12 OASIS, 1953 40 x 48.13 PASSARO ENGAIOLADO, 1951. 50 x 6514 PERIGO PRóXIMO, 1951. 50 x 6515 "STAR SffiP", 1952. 51 x 39.. RAQUEL FORNER (1902) (Argentina)16 A MENTIRA, 1953. 80 x 60.17 ESTANDARTES, 1951. 94 x 74. JEAN GAITIS (1923) (Grécia)18 CANÇAO DO C:6:U, 1952. .109 x 72.19 CANÇAO DO CORPO, 1952. 109 x 72. A. KONTOPOULOS (Grécia)20 FORMAÇAO, 1953. 120 x 100.21 NASCIMENTO DE UMA ESTRUTURA, 1953. 180 x 95. LlNCOLN PRESNO (1917) (Uruguai)22 HOJE, 1952. 82 x 131. 51
    • ESTRANGEI ROS ESPONTÂNEOS23 NATUREZA MORTA, 1953. 82 x 65. BERNARD ROMEIN (1894) (Irlanda)24 DESESP1!;RO, 1952. 78 x 96.25 EXECUÇAO, 1952. 105 x 76.26 INUNDAÇAO, 1953. 77 x 115. JEAN-CLAUDE STEHLI (1928) (Suiça)27 NATUREZA MORTA, 1953. 77 x 64. PASQUALE VITIELLO (1912) (Itália)28 AUTO-RETRATO, 1952. 50 x 63. escultura HERMANN JEANNERET (1886) (França) 1 CAVALO, 1946. Ferro forjado e esculpido. desenho LUIS ALBERTO SOLARI (1909) (Uruguai) 1 DESENHO, 1952. 51 x 40. 52
    • ESTRANGEIROS ESPONTÂNEOS2 MASCARAS CONVERSANDO, 1952. 65 x 49.3 O URSO E A DAMA, 1951. 41 X 31.4 TRl!:S MASCARAS, 1951. 43 X 30. gravura lUNNA CITRON (U. S. A.)1 CHEGADA. 60 X 45.2 PESCANDO EMBAIXO DA PONTE, 45 x 37. DADI (1933) (Suíça)3 CARNE, 1951. Aqua-tinta. 56 x 38.4 "l!:TRETAT", 1952. Litografia. 56 x 38.5 MEU JARDIM, 1951. Agua-forte. 56 x 38.6 PAISAGEM. Aqua-tinta. 56 x 38.7 PAISAGEM DE GORDES, 1952. Agua-forte. 56 x 38.8 PAISAGEM DO JURA, 1951. Xilogravura.9 SANTA MARGARIDA, 1952. Agua-forte. 56 x 38. DANIEL DEN DIKKENBOER «1918)10 CAFf:: EM PARIS, 1952. Litografia. 36 x 30.U DEPOIS DA NOITE, 1952. Litografia. 42 x 34.12 NAVIOS DE NOITE, 1952. 44 x 30.IS RIO, 1953. Litografia. 42 x 34.14 TARDE, 1953. Litografia. 42 x 34. 53
    • ESTRANGEI ROS ESPONTÂNEOS L~O MAILLET (1902) (Suiça)15 A BATERIA, 1948/9. Agua-forte e nqua-tinta. 21 x 29.16 AUBADE, 1948. Agua-forte e aqua-tinta. 24 x 28.17 JOGO DE VIOUO, 1947. Aqua-tinta. 28 x 23.18 VIOLONCELISTA, 1946. Agua-forte colorida. 28 x 23. EUTIlIIO PAPADIMITRIOU (Grécia)19 AGAMEMNON E CASSANDRA, 1952. Xilografia, 50 x 70.20 CAIN E ABEL, 1953. Xilografia. 50 x 60.21 FLUIDEZ, 1952. Buril. 50 x 60.22 LAMPADAS E PETRóLEO. 1952. Xilografia. 50 x 70.28 MAÇAS SOBRE A MESA, 1951. Xilografia. 50 x 70.24 NATUREZA MORTA COM LIMA0, 1951. Xilogra- fia. 50 x 70.25 VISTA DO PORTO, 1952. Buril. 50 x 60. ISA PIZZONI (1921) (Itália)26 MATERNIDADE, 1952. Técnica mixta. 35 x 27.27 MATERNIDADE, 1952. Técnica mixta. 35 x 27.28 MATERNIDADE, 1953. Técnica mixta. 35 x 27.29 MATERNIDADE, 1953. Técnica Mixta. 37 x 27. DEMETRE TIMIAKOS (Grécia)80 PAISAGEM, 1950. 50 x 70. 54
    • ALEMANHADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO MINISTÉRIODAS RELAÇÕES EXTERIORES DA ALEMANHA
    • P aul Klee destaca-se nocinco ,obras delegação alemã. Suas sessenta e meio da dão idéiade sua produção entre 1918 e 1940.Paul Klee nasceu na Suíça, onde também se crioue morreu. Sua mãe era suíça, mas êle permanece!,alemão durante tôda a vida, e foi na Alemanha quetrabalhou e ensinou. E na Alemanha sua arte temsuas origens. Não obstante pareça original, únicano seu gênero, nova, ela está intimamente ligadaao romantismo de Novalis, Jean Paul e Th. Hoff-mann. Klee mostra a mesma altivez irônica, amesma negação de tudo o que é monumental e pa-tetivo. Com a sua engenhosa variedade de formase côres e seus tamanhos modestos, Klee expressa,como o fizeram os românticos em contos e can-ções, profundos e sábios conhecimentos.Pela primeira vez, depois de séculos, a arte figura-tiva alemã alcançou, através de Klee, o reconheci-mento, a compreensão e a simpatia de outras na-ções, como sempre a conseguiu a nossa música. Osamigos da arte· de Paul Klee espalham-se pelomundo inteiro.Ao lado de Paul Klee, apresenta-se o presidente daAcademia de Berlim-Oeste, Carl Hofer, hoje com70 anos de idade, com um bom número de quadros,todos posteriores a 1945. Trazem todos a marcado pavor da catástrofe - o homem torna-se umamáscara, um fastasma anêmico, perdido num mun-do de horrores.O escultor Heiliger e o pintor Heldt são também daparte ocidental de Berlim. Na escultura reflete-sea grande influência que Henry Moore exerce, desde1945, sôbre os artistas alemães. Heiliger, não obs-tante, infundiu d abstração sua maneira própria.Heldt pinta paisagens urbanas, sem contudo re-produzí-las realisticamente, e se percebe teremnascido entre as ruinas de Berlim. As paredes dasaltas casas sem vizinhos são os planos abstratosda composição dos seus quadros.Berke e Fassbender, ambos originários da Rhe-nania, possuem a harmônica paleta de sua pátria 56
    • ALEMANHA Paul Klee junto a uma sólida estrutura abstrata do quadro. Pankok, de Düsseldorf, é um desenhista que, exclu- sivamente com efeitos de branco e preto, continua no caminho do mais genuino expressionismo. Quatro artistas representam a éscola de Munich .. O escultor Brenninger procura uma simplificação arcaica das formas. Fietz, nascido em Breslau, con- trapõe com precisão e nitidez os elementos gráfi- cos aos pitorescos. Os quadros abstratos de West- pfhal parecem paisagens fantásticas, representan- do vastos acontecimentos com grande sensibilidade de côres. Weires voltou muito tarde da Rússia onde foi prisioneiro de guerra: seus quadros refle- tem, como um sonho, a aventura do oriente. Arnold Fiedler expressa gràficamente a realidade de Hamburg sua cidade natal, num gênero que lembra Paul Klee. Rolf Nesch emigrou para a No- ruega e se afirmou, depois da guerra, com trabalhos gráficos de grandes dimensões. Aproveitando ar- tisticamente o relêvo da impressão, êle empresta a cada fôlha um caráter original através da diver- sidade de tons. LUDWIG GROTE Sala Especial PAUL KLEE 1 ERMIDA, 1918. Guache sôbre tela. 18 x 25. Fun- dação Klee, Berna. 2 ILHA DOS PASSAROS, 1921. Aquarela. 28 x 44. Fundação Klee, Berna. 57
    • ALEMANHA Paulo Klee 8 NA SOLIDAO, 1921. Aquarela. 22 x 30. Funda- ção Klee, Berna. 4 TRANSPARENTE E PERSPll:CTICO, 1921. Técni- ca mista sôbre papel. 25 x 29. Espólio Paul Klee, Berna. 5 QUADRO DO BOUDOIR, 1922. Aquarela. 31 x 48. Fundação Klee, Berna. 6 SEPARAÇAO A NOITE, 1922. Aquarela. 33 x 23. Espólio Paul Klee, Berna. 7 LOCALIDADE ATINGIDA, 1922. Aquarela. 33 x 23. Fundação Klee, Berna. 8 FLORA CóSMICA, 1923. Guache. 25 x 35. Fun- dação Klee, Berna. 9 LAGRIMAS DE SANGUE, 1923. óleo sôbre pape- lão. 17 x 32. Fundação Klee, Berna.10 PAISAGEM DO MAR DO NORTE, 1923. Aqua- rela. 30 x 47. Fundação Klee, Berna.11 CANTO DO PASSARO ZOMBETEIRO, 1924. Aquarela. 27 x 39. Fundação Klee, Berna.12 A PAGEM, 1929. Técnica sôbre papel. Fundação Klee, Berna.18 CARNAVAL NA SERRA, 1924. Técnica mixta sô- bre papel. 24 x 31. Fundação Klee, Berna.14 QUADRO DE PAREDE, 1924. Guache sôbre tela. 48 x 44. EspÓlio Paul Klee, Berna.15 A INVENTORA DO NINHO, 1925. Guache. 27 x 22. Fundação Klee, Berna.16 NAVIOS A VELA, 1927. Aquarela. 22 x 30. Fun- dação Klee, Berna.17 PAISAGEM EM FORMAÇAO, 1928. Técnica mix- 58
    • ALEMANHA Paul Klee ta sôbre papel. 26 x 34. Fundação Klee, Berna.18 PAISAGEM All:REA DE UMA ILHA-MONTA- NHA. 1929. Técnica mixta sôbre tela. Fundação Klee, Berna.19 Gll:NESE FISIONÔMICA, 1929. Aquarela. 32 x 34. Espólio Paul Klee.20 O LUGAR DOS Gll:MEOS, 1929. Aquarela. 27 x 30. Fundação KIee, Berna.21 ANIMAL FAREJANDO, 1930. Técnica mixta sô- bre papel. 32 x 47.22 NATUREZA MORTA ARABE, 1930. 27 x 45. Fundação Klee, Berna.23 O TAGARELA, 1930. Aquarela. 42 x 43 Espólio Paul Klee, Berna.24 MEDIÇAO iNDIVIDUALIZADA DE ALTURA DAS SITUAÇõES, 1930. óleo sôbre papel. 47 x 35. Fundação Klee, Berna.25 PROFETA, 1940. Técnica mixta sôbre papel. 61 x 47. Espólio Paul KIee, Berna.26 PffiAMIDE, 1930. Aquarela. 31 x 22. Espólio Paul Klee, Berna.27 NAVIOS (DOIS MAiS UM), 1931. Tinta de cOr. 27 x 48. Espólio Paul Klee, Berna.28 ARVORES EM OUTUBRO, 1931. Técnica mixta sObre papel. 36 x 47. Fundação KIee, Berna.29 EM CHAMAS, 1931. Técnica mixta sôbre papel. 37 x 54. Fundação Klee, Berna.30 QUARTO EXPOSTO AO NORTE, 1932. Aquarela. 3 x 54. Fundação Klee, Berna.31 ATRAVl!:S DE UMA JANELA, 1932. óleo sObre tecido. 30 x 52. Espólio Paul KIee, Berna. 59
    • ALEMANHA Paul Klee32 CREPúSCULO NO PARQUE, 1932. Guache sôbre tela. 34 x 62. Espólio Paul Klee, Berna.33 PASTOR KOHL, 1932. Guache sôbre fibra. 51 x 65. Espólio Paul Klee, Berna.34 O PASSO, 1932. Guache sôbre tela. 71 x 77. Es- pólio Paul Klee, Berna.35 OLHAR DE UM NEGRO, 1933. Técnica mixta Sô- bre papel. 50 x 37. Fundação Klee, Berna.36 TRIANGULOS EM FOCO. 1933. óleo sôbre pa- pelão, 35 x 52. Fundação Klee, Berna.37 MULHER JOVEM NO JARDIM, 1933. Guache. 24 x 45. Espólio Paul Klee, Berna.38 UMA JOVEM, 1934. Aquarela. 48 x 31. Espólio Paul Klee, Berna.39 FRUTA SOFRENDO, 1934. Aquarela. 30 x 46.40 O CRIADOR, 1934. Guache sôbre tela. 41 x 52. Fundação Klee, Berna.41 ARRANJO VISTOSO, 1935. óleo sôbre papel. 48 x 51. Fundação Klee, Berna.42 CALiGULA, 1936. Aquarela. 49 x 24. Fundação Klee, Berna.43 FIGURA, 1937. Guache sôbre tela. 18 x 25. Fun- dação Klee, Berna.44 OLHAR DO VERMELHO, 1937. Guache sObre tela. 46 x 48. Espólio Paul Klee, Berna..45 NATUREZA MORTA COM CACOS, 1937. Guache sôbre tela. 48 x 48. Espólio Paul Klee, Berna.46 PALHAÇO NA CAMA, 1937. Guache. 27 x 48. Fundação Klee, Berna.47 A JOVEM ESPORTIVA, 1938. Guache. 54 x 34. Espólio Paul Klee, Berna. 60
    • ALEMANHA Paul Klee48 CETICISMO EM FRENTE AO TOURO, 1938. Gua- che. 45 x 63. Espólio Paul Klee, Berna.49 BRUXAS DA TERRA. 1938. óleo sôbre papel. 49 x 31. Fundação Paul Klee, Berna.50 SENHOR AXEL OTEL, 1938. Aquarela. 62 x 48. Espólio Paul Klee, Berna.51 CHAMAS DE VELAS, 1939. Técnica mixta sôbre papel japonês. 49 x 33. Espólio Paul KIee, Berna.52 NINFA NA HORTA, 1939. Guacho sôbre tela. 33 x 52. Fundação Klee, Berna.53 GRITADOR DUPLO, 1939. óleo sôbre papel. 29 x 21. Espólio Paul KIee, Berna.54 ROCHAS NA CORRENTEZA, 1939. Guache sôbre tela. 48 x 44. Espólio Paul Klee, Berna.55 A COBRA VEM VINDO, 1939. óleo sôbre papel. 29 x 21. Espólio Paul KIee, Berna.56 PLÁSTICA DE ONDAS, 1939. Guache sôbre tela. 70 x 70. Espólio Paul Klee, Berna.57 MOÇAS DE ÓCULOS, 1939. Guache e lapis. 50 x 32. Espólio Paul KIee, Berna.58 GERMINAÇAO PAnTICA, 1939. Guache. 25 x 48. Fundação KIee, Berna.59 MULHER CHORANDO, 1939. Aquarela. 33 x 21. Espólio Paul Klee, Berna.60 SEM TíTULO, 1939. Técnica mixta sôbre tela. 56 x 25. Espólio Paul Klee, Berna.61 TOCADOR DE TAMBORES, 1940. Guache. 34 x 21. Fundação Klee, Berna.62 DEPOIS DA VIOL:ttNCIA, 1940. Guache. 48 x 32. Espólio Paul Klee, Berna. 61
    • ALEMANHA pintura63 FLORES CREPUSCULARES, 1940. Guache sôbre tela. 33 x 78. Espólio Paul Klee, Berna.64 MORTE E CHAMAS, 1940. Guache sôbre tela. 42 x 40. Fundação Klee, Berna.65 SEM TíTULO, 1940. Técnica mixta sôbre papel. 53 x 37. Fundação Klee, Berna. SALA GERAL pintura BUBERT BERKE (1908) 1 ESPIRITUAL, 1953. Técnica mixta sôbre papel. 49 x 64. 2 RITMO DE JAZZ, 1952. Técnica mixta sôbre pa- pel. 64 x 49. B TROMBETA DE JAZZ, 1952. Técnica mixta sôbre papel. 64 x 49. JOSEPB FASSBENDER (1908) 4 Y I, 1953. Técnica mixta sôbre papel. 70 x 90. 5 Y 2, 1953. Técnica mixta sôbre papel. 61 x 92. 6 Y 3, 1953. Técnica mixta sôbre papel. 58 x 91. ARNOLD FIEDLER (1900) 7 METRóPOLE A NOITE, 1953. Óleo sôbre fibra. 59 x 79. 62
    • ALEMANHA pintura 8 NATUREZA MORTA COM JARRO, 1950. óleo sôbre papelão. 61 x 47.9 ARRANHA-CWS A NOITE, 1952. óleo sôbre fibra. 49 x 98. GERBARD FlETZ (1910)10 1952-150. óleo sôbre fibra. 86 x 110.U 1952-L 67. óleo sôbre fibra. 78 x 100.12 1953-3. óleo sôbre tela. 86 x 91. WERNER HELDT (19M)13 NATUREZA MORTA A JANELA I, 1948. 80 x 95.14 NATUREZA MORTA A JANELA II, 1953. 56 x 98. CARL HOFER (1878)15 PAR DANÇANDO, 1947. 90 x 7016 DAFNIS E CLÓE, 1952. 90 x 70.17 FIGURA DE Plt COM PANO, 1953. 100 x 60.18 JOVEM PENTEANDO-SE, 1953. 100 x 65.19 O PRESO, 1953. 100 x 75.20 PULANDO A CORDA, 1953. 110 x 66. BEINZ TROKES21 CAMPOS E ESTRADAS, 1952. 69 x 87.22 D" AS 1001 NOITES", 1952. 69 x 89.23 REFLEXOS SUBMARINOS, 1953. 69 x 89. 63
    • ALEMANHA pintura - desenho ERNEST WEIERS (1909)24: NOVEMBRO, 1951. óleo sõbre madeira. 52 x 44.25 PAISAGEM DA BESSARABIA, 1950. 44 x 49.26 RúSSIA, 1951. óleo sõbre madeira. 40 x 32. CONRAD WESTPFABL (1891)27 CENA HERÓICA, 1953. 60 x 100.28 LENDA ORIENTAL, 1953. 65 x 92.29 MONUMENTO DE SINAIS, 1953. 65 x 93. escultura GEORG BRENNINGER (1909) 1 A MAE, 1953. Concreto. 165. 2 MENINO, 1951. Bronze. 105. 3 MENINO DEITADO, 1951. Bronze. 26,5. BERNHARD BEILIGER (1915) 4: CABEÇA DE CARL HOFER, 1952. Concreto. 5 SINAL, 1952-52. Mármore. 6 SERAFIM, 1951. Concreto. 63. desenho OTTO PANKOK (1893) 1 ALDEIA SOBRE ABISMOS, 1952. 116 x 94. 2 CAMINHO NA FLORESTA, 1952. 126 x 94. 3 SOL SOBRE AS ROCHAS, 1952. 116 x 97. 64
    • ALEMANHA gravura gravura ROLF NESOU (1893)1 ANJO, 1953. Gravura sôbre metal. 61,5 x 48.2 A NORA, 1953. Gravura sôbre metal. 57 x 43.S TOCADOR DE VIOLAO, 1953. Gravura sôbre me- tal. 63 x 44,5., FLOR ATOMICA, 1953. Gravura sôbre metal. 57 x 46. 65
    • A R G E N T N ADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA SUB-SECRETA-RIA DE DIFUSÃO 00 MINISTÉRIO DAS RELA-ÇÕES EXTERIORES DA REPÚBLICA ARGENTINA
    • ARGENTINA A arte argentina de hOje participa das corren- tes estéticas universais, com característicaspróprias, conquistadas por indivíduos cujos nomessão amplamente conhecidos e valorizados em todo omundo. Criou-se, desta forma, uma determinantenacional que, mesmo nos casos das obras pertencen-tes a escolas mais ecléticas ou fechadas, permite re-conhecer fàcilmente essas criações como integran-tes de uma, estética claramente variada e positiva-mente portadora de uma hierarquia relevante: a:artlP argentina.Sumamente rica em suas manifestações, baseada naampla geografia de uma paisagem dimensional, ali-mentada por vivências originadas no extenso mapaespiritual de um ambiente de renovação e progresso,escapa, necessàriamente, sua visão integral a qual-quer tentativa mais ou menos feliz de síntese.Há um aviso urgente a ser posto no umbral da pre-sente seleção: ela deseja cumprir uma missão cor-dial, representando o afeto e solidariedade dos ar-tistas argentinos em relação a seus irmãos da Amé-rica e do mundo.Espírito de solidariedade que é a resultante do sen-timento unânime da nova Argentina. O ideal jus-ticialista, ao hierarquizar o trabalho dos artistas ar-gentinos com inúmeras medidas de estímulo e be-nefício, contribuíu sobremaneira para o bem estardos criadores.Isso permite a entrega de sua mensagem como umaoferta de paz e de beleza a todos os povos do mun-do e, neste caso tão particularmente agradável, aêsse povo a quem tantos laços de história e amiza-de nos unem: ao povo do Brasil. pintura ALBl:RTO ALTALEF (1913) 1 CALIGRAFIA, 1953. 115 x 80. 67
    • ARGENTINA pintura LUIS BARRAGAN (1914)2 FIGURA, 1953. 74 x 44.S HOMEM E MULHER, 1953. 77 x 98. MARIN BLASZKO (1920)4 GRANDE RiTMO, 1953. 40 x 90. GERMAlNE DERBECQ (1899)õ A TORRE, 1953. 110 x 145.6 ESPANHOLA, 1953. 126 x 97. SARAU GRILO (1920)% PINTURA, 1953. 60 x 83.8 PINTURA, 1953. 75 x 60. ALFREDO ULlTO (1923)9 ANEDOTA SOBRE VERMELHO, 1953. 70 x 50. GYULA KOSICE (1924)10 PLANOS E COR LIBERADOS (PINTURA MADl), 1953. 80 x 44. RAUL LOZZA (1911)11 ESTRUTURA EM AMARELO, 1953. Esmalte po- lido. 120 x 120.12 MURAL PERCEPTISTA, 1953. Esmalte polido. 120 x 120. 68
    • ARGENTINA pintura TOMAS MALDONADO (1922)13 CONSTRUÇAO COM ELEMENTOS IGUAIS, 1953. 100 x 70.14 15 ELEMENTOS, 11 ESPAÇOS, 1953. 50 x 150. ROSARIO MORENO (1918)15 FIGURA, 1953. 50 x 70.16 MULHERES DO TRIGO, 1953. 100 x 70. FERNANDES MURO (1920)17 PINTURA, 1953. 100 x 100. BENICIO NU~EZ18 FABULA, DIABO E MULHER, 1953. Têmpera. 77 x 60.19 TRAJETóRIA DO MITO, 1953. Têmpera. 77 x 60. MIGUEL OCAMPO (1924)20 PINTURA, 1953. 100 x 100.21 PINTURA, 1953. 81 x 65. RAFAEL ONETTO (1915)22 NATUREZA MORTA, 1953. 35 x 60.23 PAISAGEM, 1953. 35 x 50. JUAN OTANO (1914)24 REU:VO, 1953. 53 x 43.25 REU:VO, 1953. 110 x 70. 69
    • ARGENTINA pintura ORLANDO PIERRI (1913)26 MILHO VERDE, 1953. 73 x 60.27 O AFIADOR, 1953. 162 x 97. LIDY PRATI (1922)28 REFEIU:NCIA SENSíVEL DE UM ESPAÇO DE- FINIDO, 1953. 100 x 70.29 VIBRAÇAO AO INFINITO, 1953. 80 x 31l. LEOPOLDO PRESAS (1953)30 COMPOSIÇAO, 1953. Têmpera. 140 x 100.31 FIGURA, 1953. 150 x 100. RAUL RUSSO (1912)32 FIGURAS, 1953. 100 x 70.33 O RIACHO, 1953. 100 x 70. IDEAL SANCHEZ (1916)34 BAILARINA, 1953. 81 x 70.35 NATUREZA MORTA, 1953. 190 x 100. BRUNO VERNIER (1914)36 CAÇADOR DE PAPAGAIOS, 1953. 122 x 75.37 MASCARAS AO SOL, 1953. 122 x 75. 70
    • ARGENTINA escultura escultura JULIAN ALTHABE (1911)1 ESPAÇOS ASSIMtIRICAMENTE CRUZADOS, 1953. Aço. 75.2 PINTURA ESPACIAL, 1953. Aço. 60. LIBERO BADII (1916)S DANÇA, 1953. Pedra. 107.4 TORSO, 1953. Ferro. 70. MARTIN BLASZKO (1920)/S ARCO, 1952. Madeira. 65. PABLO CURATELLA MANES (1890)6 A TERRA ARGENTINA, 1936. Bronze. 100."I O DRAGA0, 1926. Gesso. 110. CLAUDIO GmOLA (1923)8 ESPECIALIDADE PLANIMtIRICA, 1953. Bronze. 25.9 ESPECIALIDADE PLANI~CA, 1953. Alumí- nio. 100. ENNIO IOMMI (1926)10 ESTRUTURA COMPREENDIDA EM UM RETAN- GULO, 1953. Aço e bronze. 40.11 VOLUME ASSIMILADO AO RITMO LINEAR, 1953. Aço. 135. GYULA KOSICE (1924)12 LEVITAÇAO EM ESPIRAL, (ESCULTURA MADí), 1953. Bronze e esmalte. 72. 71
    • ÁUSTR ADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA GALERIAKUNST DER GEGENWART, SALZBURG.
    • ÁUSTRIA C ontemporaneamenteParis, advento1907 e 1908, ção "cubista" em ao entre da revolu- verificou-se também, entre os artistas vienenses e austriacos em geral. uma transformação no desen-volvimento não menos importante do que a que ocor- reu na Capital ocidental.E importante salientar que as obras tanto daquela época como de hoje, na Austria, ainda que inde-pendentes e não imitativas, têm estreita relaçãocom o mundo, como é natural que aconteça emuma grande potência cultural.O "novo funcionalismo" na arquitetura constitueuma notável contribuição austríaca ao desenvolvi-mento geral da arte; os seus iniciadores, ottoWagner, Adolf Loos e Joseph Hoftmann executa-ram, já anteriormente à primeira guerra mundial,obras que ainda hoje se destacam e têm demons-trado seu integral valor.No campo da pintura, Oskar Kokoschka tornou-seum dos fundadores do movimento que se designapor "expressionismo". A vontade de expressar, deconfiar, a humildade sem limites que se manifestana obra de Kokoschka são tipicamente austríacas:só muito raramente tem aparecido na Austria, obrasque, como na Alemanha, servem de instrumento deexaltação das necessidades sociais; ao contrário,na arte contemporânea austríaca o elemento expres-sivo supera a individualidade, a fim de atingir ometafísico e o religioso.Acrescente-se a isto que a Austria, êsse País quesempre acolheu tôdas as influencias do exterior,demonstrou possuir uma capacidade particular deaperfeiçoar, esclarecer e amadurecer os elementosestrangeiros adotados: ao absorvê-los, ela associa,portanto, a sua tendência à cultura.A síntese dêsses dois elementos caracteriza, também,a arte contemporânea austríaca, cuja vitalidade elegitimidade estão demonstradas nas obras dos ar-tistas aquí representados. DR. ERNESTO K6ELLER 13
    • ÁUSTRIA Oskar Kokoschka Sala especial OSKAR KOKOSCHKA pintura1 RETRATO DE UM VELHO, 1907-08. 68 x 61. Neue Gallerie Wolfgang Gurlitt, Museum der Stadt, Linz, Austria.2 TENTAÇAO, 1911. 80 x 127. Osterreichische Gal- lerie, Viena.S RETRATO DO PROFESSOR CARL MOLL, 1913. 128 x 95. Osterreichische Gallerie, Viena.4, OS DOIS AMIGOS, 1917-18. Neue Gallerie Wolf- gang Gurlitt, Museum der Stadt Linz, Austria.5 NO FEMININO DEITADO, 1922. Aquarela. 52 x 70. Osterreichische Gallerie, Viena.6 RETRATO DO DR. JULIUS SZEPS, 1923. 74 x 59. Osterreichische Gallerie, Viena.7 RETRATO DE MARCEL VON NEMES, 1929. 135 x 95. Neue Gallerie Wolfgang, Gurlitt, Museum der Stadt Linz, Austria.8 PAISAGEM DO PORTO DE PRAGA, 1937. 90 x 116. Osterreichische Gallerie, Viena.9 RETRATO DO PRESIDENTE FEDERAL DR. THEODOR KORNER. 100 x 80. Verlag Wolfgang Gurlitt Linz-MÜllchen, Alemanha. 74
    • ÁUSTRIA Oskar Kokoschka gravura1 RETRATO DE PAUL SCHEERBART, 1909. Zinco- grafia.2 RETRATO DE ADOLFO LOOS, 1910. Zincografia.3 RETRATO DE MAX BERG. Zincografia.4 RETRATO DE KARL KRAUS, 1910. Zinoografia.5 RETRATO DE HERWARTH WALDEN, 1912. Zin- cografia.6 ENCONTRO, 1914. Litografia.7 GALO E GALINHA, 1925. Agua forte.8 CIGANA, 1925. Agua forte.9 DUAS PESSOAS, 1925. Agua forte.10 JOVEM LENDO. Litografia.11 RETRATO DA SENHORITA GITTA W., 1953. colorido. SALA GERAL P i n t u r a GUSTAV KURT BECK (1902) 1 CANAL DO DANúBIO EM VIENA, 1948. 80 x 100. 2 COMPOSIÇAO EM CINZA E PRETO, 1953. 3 COMPOSIÇAO COM FORMAS ABSTRATAS, 1953. 100 x 133. 4 FRAGMENTOS FLUTUANTES, 1953. 65 x 55. 75
    • ÁUSTRIA pintura MARIA BILJAN-BILGER (191%)5 COMPOSIÇAO FIGURATIVA. I, 1953. Aquarela. 62 x 90.6 COMPOSIÇAO FIGURATIVA U, 1953. Aquarela. 62 x 90.7 COMPOSIÇAO FIGURATIVA IH, 1953. Aquarela. 62 x 90.S COMPOSIÇAO FIGURATIVA IV, 1953. Aquarela. 62 x 90. 9 PLANTAS EXóTICAS SENDO TRANSPORTADAS, 1953. Tapeçaria. 200 x 200. Wiener Gobelinma- nifaktur, Viena. WOLFGANG BUTTER (1928)10 CONVERSA JUNTO AO MURO, 1950. óleo sôbre madeira. 50 x 74. Sra. Milena von Dedovich, Viena.11 PAISAGEM COM FOLHAS VERMELHAS, 1953. Aquarela. 13 x 19. OTTO E. KRASNITZKY (1914)12 CIDADE, 1953. Aquarela. 49 x 75.13 COMPOSIÇAO EM CORES, 1953. Aquarela. 38 x 51.14 NATUREZA MORTA COM BONECA, 1952. Guache sôbre eternit. 28 x 38.15 PIRAMIDES, 1952. Aquarela. 38 x 50.16 TRAPEZOIDE E TRIANGULO, 1952. Guache sô- bre eternit. 28 x 38. 76
    • ÁUSTRIA pintura ANTON LEBMDEN (1929)11 ANIMAIS E HOMENS, 1953. Têmpera e óleo. 68 x 97.18 FOSSO DE CASCALHO, 1953. Aquarela. 21 x 30.19 NATUREZA MORTA COM PEDRAS PRECIOSAS, 1951-52. Têmpera e óleo. 49 x 28.20 PAISAGEM, 1951. Aquarela. 21 x 30.21 RETRATO DE FAMíLIA, 1951-52. Aquarela. 21 x 30. JOSEPB MlKL (1929)22 CONSTRUÇAO I, 1952. óleo sôbre madeira. 106 173.28 CONSTRUÇAO II, 1952. óleo sôbre madeira. 86 x 105.24 CONSTRUÇAO III, 1953. óleo sôbre madeira. 120 x 170.25 COMPOSIÇAO RíTMICA, 1953. 103 x 103.26 NOTURNO, 1953. óleo sôbre madeira. 100 x 80. SLAVI SOUCEK (1898)27 INSTRUMENTO PARA MEDffi O ESPAÇO MUN- DIAL, 1952. Guache. 46 x 62.28 TENTATIVA DE VOO NO "INTER-ESSE", 1952. Guache. 46 x 62.29 VOO PARA O CENTRO, 1952. Guache. 49 x 42 Gallerie Kunst der Gegenwart, Salzburg. CARL UNGER (1915)80 AS MARGENS DO DANúBIO, 1953. 91 x 120. .77
    • ÁUSTRIA pintura - escultura31 BEIRA MAR, 1951. 41 x 57.32 BETSAB~,~ 1953. 150 x 99.33 ORLA DA FLORESTA, 1949. 46 x 50.34 PAISAGEM DO DANÚBIO, 1953. 80 x 121.35 PAISAGEM DE ARVORES, 1952. Aquarela. 31 x 48.36 PRAIA, 1951. 50 x 50. escultura WANDER BERTONI (1925) 1 COMPOSIÇAO I: CICLO, 1952. Madeira. 200. 2 COMPOSIÇAO lI: CRUZ, 1952. Madeira. 40. 3 COMPOSIÇAO IIl: CICLO, 1952. Madeira. 60. 4 CONC:I!:RTO, 1950. Madeira. 150. 5 MULHER PENTEANDO-SE, 1946. Arenite. 60. 6 TOCADOR DE BANDOLIM, 1948. Bronze. 40. MARIA BILJA-BILGER (1912) 7 MULHER CARREGANDO AGUA, 1952. Terracota. 37. 8 RETRATO I, 1953. Terracota. 40. 9 RETRATO lI, 1953. Terracota. 40. RUDOLF HOFLEHNER (1916)10 ARTISTA I, 1953. Ferro. 25.11 ARTISTA H, 1953. Ferro. 35.12 ARTISTA IIl, 1953. Ferro. 30.13 FIGURA, 1953. Ferro. 30.14 FIGURAÇAO, 1953. Ferro. 25.15 MONUMENTO, 1953. Ferro. 32. 78
    • ÁUSTRIA escultura - desenho BEINZ LEINFELLNER (1911)16 A CONSTRUÇAO, 1952. Bronze.17 BEATRIX, 1952. Bronze. 30.18 CABEÇA, 1948. Mármore.19 DANÇARINAS, 1950. Bronze.20 DUAS FIGURAS SENTADAS, 1953. Bronze.21 MUSICISTAS, 1950. Bronze.22 RETRATO DE DUAS MENINAS. Bronze.23 RETRATO DE UMA JOVEM, 1947. Bronze. 25.24 RETRATO DE UMA JOVEM SENHORA, 1953. Bronze. 40. desenho GUSTAV KURT BECK (1902) 1 NATUREZA MORTA COM FRUTEIRA E PEIXES, 1951. 36 x 50. WOLFGANG BUTTER (1928)2 CABEÇA DE MENINA COM PÁSSAROS E FLORES.3 CABEÇA DE INSETO, 1953. 15 x 22.4 CAÇA AOS INSETOS, 1953. 15 x 22.5 DOIS INSETOS, 1953. 18 x 25.6 DUPLA CABEÇA. 15 x 13.7 FEITICEIRA, 1952. 15 x 11.8 MULHER COM MASCARA E ESP:t!:LHO, 1952. 11 x 18. 9 PAISAGEM COM BORBOLETA, 1952. 11 x 34.10 PEQUENA COMPOSIÇAO.11 PICADAS DE INSETOS, 1951. 32 x 15. 79
    • ÁUSTRIA desenho OTTO E. KRASNITZKY (1914)12 " AVICON", 1953. Bico de pena. 49 x 75.13 COMPOSIÇAO COM BALõES, 1953. Bico de pena. 49 x 75.H EQUILIBRISTA, 1953. Bico de pena. 49 x 75. ANTONIO LEHMDEN (1929)15 PEIXE A S1!:CO. 21 x 33. HELNZ LEINFELLNER (1911)16 CABEÇA DE MoçA. Nanquim.17 MULHERES SENTADAS. Nanquim.18 RETRATO DO COMPOSITOR HAUER. Nanquim. JOSEPH MIKL (1929)19 COMPOSIÇAO CONSTRUTIVA, 1952. 55 x 23.20 DUAS FORMAS, 1953. 54 x 40.21 FIGURA COM CONSTRUÇAO EM CORES, 1953. 35 x 33.22 Nú I, 1952. Desenho colorido. 49 x 34.23 Nú lI, 1952. Desenho colorido. 49 x 29.24 Nú IlI, 1952. Desenho colorido. 42 x 29. ALFONS ORTNER (1907)25 MONTANHA, 1952. Bico de pena.26 RECORDAÇAO DE VENEZA, 1952. Bico de pena. 27 x 39. 80
    • ÁUSTRIA gravura ,gravura GUSTAV KURT BECK (1902)1 NATUREZA MORTA COM, DOIS PEIXES, 1951. Linogravura, 44 x 35.2 RECORDAÇAO DE UMA. CIDADE AMERICANA, 1951. Linogravura. 60 x 35.8 RUA ESTREITA. Linogravura. KURT MOLDOVAN (1918)4: CARANGUEJO E BORBOLETA, 1953. Litografia. 42 x 55.I) CAVALO DE cmco, 1953. Litografia. 42 x 55.6 O GALO. Litografia."I PALHAÇO DE cmco Litografia.S PLANTAS TROPICAIS, 1953. Litografia. 54 x 37. SLAVI SOUCEK (1898) 9 ACONTECIMENTO COSMICO, 1953. Linogravura. 34 x 52.10 COMPOSIÇAO EM CINZA E PRETO, 1952. Lino- gravura. 49 x 34.11 COMPOSIÇAO EM T~S CORES, 1952. Linogra- vura. 34 x 54.12 DISPUTA, 1953. Gravura colorida. 32 x 47.18 EXPLICAÇAO, 1953. Linogravura. 49 x 34. CARL UNGER (1915)14 PAISAGEM DE MONTANHAS, 1953. Litografia. 50 x 62. 81
    • B É L G C ADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO MINISn-RIO DE INSTRUÇÃO PÚBLICA DA B~LGICA
    • BÉLGICA C om algumas raras exceções, a guerra 1940-1945 não trouxe nenhuma modificação profunda na evolu-ção da pintura na Bélgica, nem na atitude dos pintoresbelgas. Nenhuma inesperada ou surpreendente mudança,provocada pela própria tormenta, se apresentou. A Bél-gica, encruzilhada e plataforma giratória das grandescorrentes artísticas, tanto latinas quanto germânicas, che-aara a assimilar todas as tendências e todos os estilos":modernos, sem perder seu gênio próprio, solidamente en-raizada numa tradição de seis séculos.A perda sofrida pela arte belga, com a morte de algunsde seus mais ilustres representantes - George Minne,Valerius de Saedeleer, Gustave van de Woestijne, Fritsvan den Berghe, Gustave de Smet, James Ensor, Cons-tant Permeke, Hippolyte Daeye - é bem mais grave doque o mal que a guerra poderia ter causado ao espírito eao moral de nossos artistas. A escola de LaethemSaint-Martin, a célebre colônia de artistas, com seus doisgrupos, que sucessivamente dominaram a arte flamenga doséculo vinte, foi muito duramente atingida. Os surrealis-tas, que, pelas razões que ninguém ignora, eram banidosde tôdas as cimalhas, durante a ocupação, trabalharamininterruptamente, não sem sofrer, no entanto, as conse-quências de um isolamento forçado de quatro anos. RenéMagritte, o primeijo e o mais ortodoxo dos pintores sur-realistas belgas, não cessou de nos espantar pela fantasiadesorientadora de sua imaginação e p/!1la riqueza de seuvocabulário de imagens. Paul Delvaux, em quem a críticasaudou, muito judiciosamente, "o único acont6Cimento dapintura belga, desde o nascimento do expressionismo fla-mengo" (quer dizer, desde 1917, aproximadamente),saiu dessa prova engrandecido e fortalecido. Desde jáse classifica entre os maiores de sua época.Entre os moços que se afirmaram depois da libertação,citemos primeiro o grupo da "Jovem pintura belga".Provindos, de um lado, do "animismo", apoiando-se noexpressionismo flamengo e no surrealismo internacional,tanto quanto no cubismo e na jovem pintura francesa,constituem uma equipe muito heterogênea, em que tôdasas pesquisas, tôdas as inqUietações, tôdas as emoções e tôdas as esperanças se encontram. A arte que realizam, de uma técnica tão hábil quanto variada, baseada numa longa tradição artesanal, oscila entre a abstração geo- Numeram-se extra as páginas do prefacio da Bélgica por ter sido o mesmo enviado quando a paginação do catálogo estava encerrada. 82 b
    • BÉLGICAmétrica pura, o não-figurativismo orgânico e o maissintético expressionismo. Pela imaginação tansbordante,pelo colorido subjetivo e pela visão muito pessoal do "fatoplástico" impuseram-se entre os melhores artistas belgasde nossa época.Quanto a James Ensor, pertence à raça dos libertadores,a essa categoria de homens fortes que jamais fazemescola, mas que criam um clima favorável, no qual asgerações seguintes respirarão mais livremente. Fonteviva que a arte belga rejeitou, pioneiro que partiu muitocedo, precursor reconhecido tarde demais, Ensor combateuem duas frentes, ao mesmo tempo, destruindo e construin-do, alternativamente. Pela palavra, pela pena, e pelopincel, apressou "les finales crevaisons grenouilleres despompiers matamoresques" de seu tempo. Simultanea-mente, com a mesma coragem, e com uma clarividênciade visionário, atacou o problema da renovação da pintu-ra esgotando-se nobremente, durante os vinte anos emque permaneceu desconhecido.Vindo do realismo, conseguiu, desde o infeio, dar a seuestilo um humanismo profundo. Aliás, o elemento humanocontinuará a ser sua peocupação dominante, mesmo nosmomentos mais transbordantes de fantasia burlesca. Emseguida, passando da sombra à claridade, alcançará, numaascenção fulminante, os ápices do mais brilhante impres-sionismo. Depois, quebrando seu próprio arco-íris, dele seserve para fantasiar um mundo alucínante de fantochesdesencadeados, de máscaras triviais, de esqueletos agita-dos e de monstros hilariantes sóbre os quais a morte reinacom melancolia.Pioneiro do expressionismo, Ensor levará suas investiga-ções sóbre a pintura - como testemunho e mensagem- até os confins do surrealismo. Com meio século deantecedência, êsse colorista inato, êsse desenhista excelen-te, criou um estilo que se baseia, todo êle, nesta propoSição:a expressão determina a forma e a cór.Ensor, que honra os velhos pintores flamengos, quesaúda Bruegel, o grande irmão sensível e clarividente,que admira Rubens, o animador de Watteau e Delacroi3:,é talvez o único grande pintor que a Flandres deu aomundo, desde a morte do mestre do "Combate dasAmazonas". fMILE LANGUI 82 c
    • r BÉLGICAI Sala especial JAMES ENSOR 1 JUDAS ATIRANDO OS DINHEIROS NO TEM- PLO, 1880. 60 x 50. Coleção Mlle. Juliene Boo- gaerts, Bruxelles. 2 O PINTOR FINCH NAS DUNAS, 1880. 27 x 35. Coleção Roland Leten, Gand. 3 A DAMA COM LEQUE, 1880. 132 x 83. Coleção J. Jansen, Anvers. 4 BOULEVARD VAN ISEGHEM SOB A NEVE, 1881. 32 x 26. Coleção MIle. Julienne Boogaerts, Bruxelles. 5 TECIDOS E LEQUES, 1881. 40 x 50. Coleção Mlle. Julienne Boogaerts, Bruxelles. 6 NATUREZA MORTA COM PERAS, 1881. 40 x 50. Coleção Philippe Dotremont, Bruxelles. 7 O ANTIQUARIO. Tela. 85,5 x 42,5. Coleção Ro- bert Desprechins, St. Denis - Westrem. 8 RETRATO DO PINTOR FINCH, 1882. 110 x 95. Coleção J. Jansen, Anvers. 9 O PINTOR G. VOGELS NO SEU ATELIER, 1883. 54 x 42. Coleção Jules Mathijs, Gand. 10 O CRISTO ATORMENTADO, 1887. 55 x 70. Cole- ção particular, Bruxelles. 11 MASCARAS, 1889. 59 x 72. Musée Royal des Beaux-Arts, Anvers. 83
    • BÉLGICA James Ensor12 O FRASCO AZUL, 1890. 50 x 60. Coleção C. Jussiant, Anvers.13 A VIRGEM CONSOLADORA, 1892. 40 x 38. Cole- ção Auguste Taevernier, Gand.14 FLORES E LEGUMES, 1895. 79 x 98. Musée Royal des Beaux-Arts, Anvers.15 AS MASCARAS E A MORTE, 1897. 100 x 78. Mu- sée des Beaux-Arts, Liêge.16 RETRATO DE ENSOR COM MASCARAS, 1899. 120 x 80. Coleção C. Jussiant, Anvers.11 A VIRGEM E OS DOADORES MASCARADOS, 1904. 40 x 35. Coleção MIle. Julienne Boogaerts, Bruxelles.18 J.IINHA MAE MORTA, 1915. A. S. B. L. Les Amis de James Ensor, Bruxelles.19 NATUREZA MORTA, 1935. 26 x 20. Coleção par- ticular, Bruxelles.20 NATUREZA MORTA E A MEDALHA, 1935. Cole- ção DoU Ledel, Bruxelles.21 INTERIOR COM TR:I!:S RETRATOS, 1938. 50 x 60. Coleção MIle. Julienne Boogaerts, Bruxelles.22 AZALÉAS, 67 x 89. Musée Royal des Beaux-Arts, Anvers.23 NATUREZA MORTA COM FLORES, 54 x 66. Musée communal, Amsterdam.24 AS DUAS NUVENS. 44 x 54. Coleção Gustave van Geluwe, Bruxelles.25 AS DALIAS. 63 x 48. Coleção Gustave van Ge- luwe, Bruxelles.26 GRANDE MARINHA. 160 x 112. Coleção Baron Henri de Broqueville, Bruxelles. 84
    • B~LGICA pintura SALA GERAL GASTON BERTRAND (1910)1 A VIDA, 1950. 81 x 65. Coleção MareeI La Haye, BruxeIles.2 FOLGUEDOS NA PRAIA. 100 x 150.3 PARA UM JARDIM DE DEUS, 1953. 81 x 65.<1 PARALELAS, 1952. 146 x 97.5 PINTURA, 146 x 97. ANNE BONNET (1908)6 A PARTIDA. 65 x 80.7 CIDADE BRANCA. 100 x 80. Musées Royaux des Beaux-Arts. Bruxelles. 8 GANDRIA, 100 x 80. 9 NOTURNO. 65 x 80.10 PLANTAS TROPICAIS. 116 x 89. Musée des Beaux-Arts, Liêge. JEAN BURSSENS (1925)11 COMPOSIÇAO 1.12 COMPOSIÇAO 2.13 COMPOSIÇAO 3. JAN COBBAERT (1909)14 CABINES.15 COMPOSIÇAO. 170 Xi 100.16 MAR DO NORTE. 100 x 165.17 NAVIOS. 70 x 90.18 NOITE AZUL. 100 x 160. 85
    • BÉLGICA pintura JAN COX (1919)19 A POLPA. 95 x 140. M. Curt Valentin.20 DUPLO RETRATO. 102 x 160. M. Curt Valentin.21 FATO DE CABRAS, 1953. 100 x 130. M. Curt Va- lentin. JO DELAHAUT (1911)22 ADINA. 97 x 130.28 GRENADE. 196 x 152.24 POMAL. 97 x 130.25 RAMO. 97 x 130.26 SCREA. 97 x 130. JEAN DUBOSQ (1928)27 A AGONIA DOS SURDOS. 170 x 170.28 A MÚSICA DE CAMERA. 50 x 80.29 ALCOOLS. 100 x 60.80 ATROPOS, 100 x 85.81 JESS, 100 x 60. HENRI HEERBRANT (1913)82 ABóBODA. Guache e pastel. 50 x 40.83 DENTES DE: SERRA. 32 x 25.34 LíNGUA MORTA. 40 x 30.85 óCULOS PRETOS. 61 x 45. M. Urvater, Bruxelles.86 TERRA DE SOMBRA. Pastel sôbre tela. 60 x 50. RUDOLF MEERBERGEN (1908)87 A UNIAO ABSTRATA, 1953. 100 x 80. 86
    • BÉLGICA pintura38 A RONDA BRANCA. 200 x 115.39 ESPAÇO 140 x 120.40 O VOTO. 140 x 120.41 OS SINAIS DO HORIZONTE. 100 x 80. MARC MENDELSON (1915)42 CONTINUIDADE DE ESPíRITO. 57 x 105.43 ESPAÇO HORIZONTAL. 81 x 100.44 LIMITES DA NOITE. 155 x 170.45 MOVIMENTO LATERAL. 92 x 73.46 SERENIDADE AZUL. 120 x 152. M. Georges L. Niels, Bruxelles. ANTOINE MORTIER (1908)47 A FUGA PARA O EGITO. 162 x 114.48 AS CRIANÇAS PERDIDAS. 162 x 114.49 INSPIRADO NUM NÚ. 162 x 97. SUZANNE VAN DAMME50 A MEMóRIA VISíVEL, 1952. 65 x 44.51 A RONDA DOS SINAIS, 1951. 33 x 50.52 A SURPRESA DAS LINHAS, 1953. 100 x 73.58 O CíRCULO ENCANTADO, 1953. 110 x 95.54 O OUTRO CLIMA, 1950. 120 x 120. LOUlS VAN LINT (1909)55 CALMA E DINAMISMO, 1953. 125 x 140.56 COMPOSIÇAO, 1952. 73 x 132.57 COMPOSIÇAO, 1953. 25 x 40.58 PARADA, 1952. 40 x 50.59 VERAO, 1953. 67 x 85. 87
    • BÉLGICA escultura - desenho escultura WILLY ANTBOONS (1911)1 CATEDRAL HUMANA. Madeira. 160.2 FAMíLIA. Madeira. 100.S NASCIMENTO. Pedra branca. 100. ROEL DBAESE (1921)4 PASSARO. Mármore. 100.5 SEREIA 2. Mármore. 100.6 SEREIA 2. Mármore. 113. NADINE EFFRONT (1901)7 A MULHER FLECHA, 1952. Alumínio. 180 x 80.S O PEIXE JERÔNIMO, 1952. Bronze. 35 x 15.9 PASSARO, 1952. Alumínio. 80 x 65. RIK WOUTERS10 BUSTO DE JAMES ENSOR. Bronze. Coleção Ma- dame Nel de Carniêre-Wouters, Overijse. desenho JAN BURSSENS (1925)1 COMPOSIÇAO 4. Nanquim.2 COMPOSIÇAO 5. 88
    • B~LGICA desenho - gravura JAN COX (1919)3 A POLPA. 64 x 90. M. Curt Valentim." O MURO. 69 x 102. M. Curt Valentin. PAUL FRANCK (1918)5 FANAL VERMELHO. Guache.6 RADIAÇãO. Nanquim. ANTOINE MORTIER (1908)7 INSPIRADO NUM Nú Nanquim. 75 x 50.S MULHER EM P~. Nanquim. 75 x 50. JAN SAVERYS (1924) 9 DESENHO 1. Giz.10 DESENHO 2. Giz.11 DESENHO 3. Giz.12 DESENHO 4. Giz.13 DESENHO 5. Giz.14 DESENHO 6. Giz.15 DESENHO 7. Giz. gravura PIERRE ALECBINSKY (1927) 1 A BOLA DE JOGO. Agua forte. 24 x 34. 2 A NOITE. Agua forte. 23 x 30. 3 A ROSA DO DESERTO, Litografia. 28 x 32. " ALGUMA COUSA DE UM MUNDO. Agua forte. 24 x 35. 89
    • BÉLGICA gravura5 AS SOMBRAS. Água forte. 24 x 35.6 ESCRITA. Água forte. 15 x 35. JAN SAVERYS (1924)7 OS GESTOS. Litografia. 28 x 32.8 PEÇAS DE CONVICÇAQ. Água forte. 21 x 27.9 POEMA DE DOTREMONT. Água forte. 25 x 35. PAUL FRANCK (1918)10 ÁGUA, TERRA E CÉU. Água forte.11 ESTATICO, Monotipia.12 MOURISCO. Água forte.13 SINAL GUERREIRO. Buril.14 TEST MULSUMANO. Água forte. 90
    • B o L í V ADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO MINISTÉ-RIO DA EDUCAÇÃO E O DIRETOR DA ESCOLANACIONAL DE BELAS ARTES DE LA PAZ
    • BOLfVIA pintura P ela apresentar-se, com um acento de auten- ja primeira vez, a pintura boliviana dese-ticidade, num certame internacional da mais altacategoria. As razões são claras. Nossa pinturaesteve governada, até agora, pela vontade de sub-meter a realidade a estruturas estéticas, sem trans-formá-la. Não somente isso, como a própria reali-dade, diminuida por um convencional folclorismo,que limitava possibilidades, fechava o caminho aoque se apôia no substancial e afastava a arte desuas mais profundas harmonias. O movimento atualda jovem pintura boliviana contem uma ânsia derecuperação. Restitue à tarefa criadora seu ardor,e deseja vivamente expressar, com uma inspiraçãolivre e uma lucidez maior, a integração do homemem seu ambiente e seus dramas. Nesta mostraestá implíCita esta condição de alvorada. Uma no-va aurora, uma claridade poderosa no velho cená-rio de culturas primitivas, com uma profunda tra-dição artística, e onde o homem se constrói a simesmo, sustentando-se por seu espírito, atingido pe-los altos ventos e as adversidades. OSCAR CERRUTO pintura MARIA ESTBER BALLIVIAN DE PERRIN (1927) 1 CARINHO, 1953. 92 x 75. 2 COMPOSIÇAO, 1953. 92 x 75. S FIGURAS, 1953. 92 x 75. 4 RITMOS, 1953. 92 x 75. JORGE CARRASCO NÚRES DEL PRADO (1919) 5 COMPOSIÇAO, 1953. 100 x 70. 92
    • BOUVIA pintura6 COMPOSIÇAO, 1953. 100 x 70.7 O ABRAÇO, 1953. 100 x 70.S O PEIXINHO, 1952. 100 x 70.9 PINTURA, 1953. 100 x 70. RAUL CALDERON SORIA (19Z1)10 ABSTRAÇAO, 1953. 100 x 70.11 ABSTRAÇAO, 1953. 100 x 70.12 ABSTRAÇAO, 1953. 100 x 70.18 COMPOSIÇAO, 1953. Têmpera. 60 x 45.14 COMPOSIÇAO, 1953. Têmpera. 60 x 45. MARIO CAMPUZANO GUERRA (1914)15 COMPOSIÇAO, 1953. 70 x 50.16 COMPOSIÇAO, 1953. 70 x 50.17 COMPOSIÇAO, 1953. 110 x 74. ENRIQUE GEUER (1918)18 FIGURAS, 1953 Pastel. 88 x 82.19 MONTANHAS, 1953. 109 x 86.20 PAISAGEM, 1952. 68 x 65.21 PAR, 1952. 108 x 92. JOSE OSTRIA GARRON (19Z4)22 ADOLESCENTE, 1952. 62 x 47. Sr. Mario Car- rasco.28 COMPOSIÇAO, 1953. 76 x 54.24 HORA DO ALMoçO, 1952. 62 x 47.25 O ABRAÇO, 1953. 76 x 54.26 TERNURA, 1953. 76 x 54. 93
    • BOUVIA pintura - escultura MARIA LUISA DE PACHECO (1920)27 COMPOSIÇAO, 1953. 100 x 81.28 COMPOSIÇAO, 1953. 100 x 70.29 FIGURA, 1953. 85 x 70.30 LAGO TITICACA, 1953. 100 x 81. ARMANDO PACHECO PEREIRA (1910)31 DUAS MULHERES, 1952. 87 x 68.32 COMPObIÇAO, 1953. 66 x 51.33 HOMENS DOS ANDES, 1952. 120 x 108.34 NATUREZA MORTA, 1952. 51 x 76.35 PAISAGEM, 1953. 84 x 68. FREDY VELASCO MEDINA (1925)36 COMPOSIÇAO, 1953. 60 x 45.37 COMPOSIÇAO, 1953. 60 x 45.38 COMPOSIÇAO, 1953. 60 x 45.39 COMPOSIÇAO, 1953. 60 x 45. escultura FAUSTO AÓIZ 1 WANACO SALTANDO. Madeira. 23. MARINA NÚllEZ DEL PRADO 2 MADONA COM MENINO. Granito negro. 68. 3 SURIMANI. Granito negro. 59. 4 URPILA. Granito negro. 59. 94
    • BOlíVIA gravura gravura GENARO IBA~EZ (1900)1 ARQUEOLOGIA BOLIVIANA, 1953. Agua forte. 32 x 25.2 COMPOSIÇAO. 1953. Xilografia. 43 x 38.3 NATUREZA MORTA, 1953. Xilografia. 42 x 53.4 PATIO DAS LARANJEIRAS, 1952. Agua furte. (11 x 45. 95
    • CANADÁDELEGAÇÃO ORGANIZADA PELAGALERIA NACIONAL DO CANADÁ
    • CANADÁ A segunda contribuição do Canadá à Biena"t de São Paulo, a pedido de seus organizado-res brasileiros, foi preparada dentro de umaorientação estritamente contemporânea. A t e n de,por conseguinte, às características da produção a-tual dos pintores canadenses, que corresponde tantoao ambiente nacional como ao espírito universal dehoje. Embora esta seleção Seja amplamente repre-sentativa da arte canadense de nossos dias, deve-selevar em conta a falta de muitos nomes importan-tes, por motivo de ausência ou por estarem os ar-tistas em vésperas de partir para a Europa, beni-ficiando-se de bolsas de estudo recentemente esta-belecidas pelo governo canadense. Neste caso seencontram Alfred Pellan, o "enfant terrible" danossa arte, nos últimos dez anos, e Stanley Cos-grove, um dos principais expoentes do "classicismo moderno". Dado o espaço de que dispomos, nltocabe aquí uma análise, mesmo superficial, da pre-sente exposição. No entanto, devemos salientar ofaio evidente da arte canadense estar agora em processo de vigoroso e rápido desenvolvimento. E oque se comprova pelo aparecimento de novos cen- tros de arte, acompanhando o crescimento econô-mico e político de várias regiões de um país de-masiado grande e variado para comportar um únicocentro cosmopolita. No início dêste século, surgiu em Toronto, onde ainda sua influência se faz sentir,o Grupo dos Sete, o primeiro movimento nacional de pintura. De Toronto e cercanias provêm diver- sos dentre os principais artistas desta exposição, co- mo David MUne e Will Ogilvie, e alguns interes- santes "novos canadenses", como Jaqueline Gilson, Oscar Cahén e Kali. O segundo movimento come- çou em Montreal, por volta de 1939, e essa escola cosmopolita ainda se acha em plena atividade, tendo produzido diversos estilos, como os que aquí se apre- sentam: o surrealismo gaulês de Borduas, Bellefleur, Domouchel e Dallaire, o expressionismo germânico 97
    • CANADÁde Brandtner e Muhlstock, o abstracionismo ca-racteristtco de Marian Scott e Michael Forster, e oclassicismo sereno de Roberts e Jeanne Rheaume.Bem mais recente é o advento de uma nova escolade pintura em Vancouver, na costa oeste do Canadá.Aí um grupo ativo de pintores entrega-se a expe-ri~ncias mais audaciosas do que tem sido comum, noCanadá, até agora. O acento dominante nessa arteé o frescor juvenil de visão, como se v~ nas atraentesabstrações de Binning, é também a exuberante rea-lização não-objetiva de Lionel Thomas e Takao Ta-nabe e ainda a sensivel vitalidade de MoU?! Bobak,Jack Shadbolt e Joseph Plaskett. Mas Vancouvernão é o único centro de atividade. Outros interes-santes movimentos já estão se m.anifestando emoutras províncias do oeste; Winnipeg contribuiu como efervescente estilo de Richard Bowman,· e as pro-víncias maritimas prOduziram o misticismo de MUZerBritain e a precisão onírica de Alexander ColvilZe (por infelicidade ausente desta exposição). E outroshá que serão sem dúvida apresentadas na próximaBienal.Uma das revistas populares americanas que repro-duziu recentemente um grupo de pinturas cana-denses e apreciou o desenvolvimento da arte do Ca-nadá em relação com o ambiente local de saudáveZ provincialismo, terminou o seu comentário com apergunta, "Para onde irá, agora, a arte canadense?"O provincianismo não é mais possível, e a resposta doescritor à sua própria pergunta parece a única ad-missível: "Pouco importa, para qualquer lugar .••Numa época de rápido enriquecimento e ampZos ho-rizontes, a arte canadense poderá apresentar tõdasas surpresas". R. H. HUBBARD 98
    • CANADÁ pintura pintura LÉON BELLEFLEUR (1910)1 QUIMERAS AQUATICAS, N.o 2. 70 x 8!.2 EQUAÇAO, FANTASMA COM FOLHAS DE LEITE. 65,5 x 77. BERTRAN CUARLES BINNING (1909)3 ABASTECEDOR DE NAVIOS, 1950. óleo sôbre masonite. 79 x 63,5.4 DÓRICO MODERNO. 1950. Óleo sôbre masonite. 79 x 63,5.5 NAVIOS ALTOS. Óleo sôbre cartão. 120 x 5!.6 QUATRO NAVIOS EM TEMPO INSTAVEL. 52 x 76. MOLLY LAMB BOBAK (19ZZ) ., NATUREZA MORTA COM PASSARO COR DE LARANJA, 1951. 50 x 68,5.8 DORA. óleo sôbre masonite. 66 x 56. PAUL-EMILE BOURDUAS (1905) 9 PARAQUEDAS VEGETAIS, 1947. 82 x 110.10 SEM NOME, 1949. 56 x 48.11 SOLIDAO MINERAL, 1949. 56 x 48. RICUARD BOWMAN (1918)12 "KINETOGRAPH" 20, 1952. Óleo, esmalte e laca fosforescente. 101,5 x 106,5. 99
    • CANADÁ pintura18 "KINETOGRAPH" 29, c. 1953. óleo, esmalte e laca fosforescente. 142 x 106. FRITZ BRANDTNER (1896)14 NOITE DE INVERNO NA CIDADE. 76 x 62. MILLER BRITTAIN (1912)15 CABEÇA BRANCA E Cl!:U AMARELO, 1952. Gua- che. 44 x 63.16 FIGURAS SOBRE FUNDO PRETO, 1962. Guache. 46 x 66. OSCAR CABEN (1916)17 "REQUIEM", c. 1953. Oleo sObre masonite. 122 :li: 92. JEAN-PBILIPPE DALLAIRE (1916)18 NATUREZA MORTA NUMA LAREffiA. 92 x 127. ALBERT DUMOUCBEL (1916)19 A DO VESTIDO DE ESMERALDA, 1953. óleo sõbre masonite. 51,5 x 75,5.20 OS BUBOES DO SOL SE ALONGAM, 1953. 96,5 x 70. MICBAEL FORSTER (1907)21 COMPOSIÇAO, 1949. Oleo sõbre papel. 93 x 84,5.22 GNOMO PARA EXCITAÇÕES, 1949. óleo sõbre papel. 93 x 84,5. 100
    • CANADÁ pintura JACQUELINE GILSON (1912)2S O PINHEIRO, 1950. Oleo sôbre masonite. 50 x 61.24 A FRUTEffiA BRANCA, 1952. Oleo sôbre maso- nite. 77 x 51. EDWARD JOBN BUGBES (1913)25 FAZENDA PERTO DE COURTENAY, BRITISH COLUMBIA, 1949. 76 x 96,5. The Vancouver Art Gallery.26 FILA DA CANTINA, KISKA, 1945. 101,5 x 123. The National Gallerv of Canadá.. KALI (BANNA WEYNEROWSKI) (1918)27 VERAO INDIANO. 73 x 91.28 NATUREZA MORTA VERMELHA, 55,5 x 44,5.29 VIDA DE CAMPO, 60 x 101. DAVID MILNE (1882)so ARVORE NO PANTANO, I, 1952. Têmpera. 37 x 51.SI MONTANHAS COBERTAS DE MATAS, IV, 1951. Têmpera. 36,5 x 53.5.82 PONTOS E ILHAS, I, 1950. Têmpera. 36,5 x 45,5.8S TENTADOR COM COSM:S:TICOS. 1952. Têmpera. 36,5 x 53,5. LUIS MUBLSTOCK (1904)84 a 39 PINTURAS NAO-OBJETIVAS. 101
    • CANADÁ pintura WILLIAM A. OGILVIE (1901)40 CREPUSCULO, BAlA DE GEORGIAN, 1953. Guache. 34 x 51.41 NOITE, BAlA DE GEORGIAN, 1953. Guache. 38 x 56. JOSEPH PLASKETl (1918)42 O ARTISTA E "MICHELMAS DAISIES". 78 x 89,5.43 O PINHEIRO, c. 1953. óleo sôbre papel. 76 x 46. JEANNE RHÉAUME (1915)44 FLORES A JANELA, 1951. 89 x 68,5.45 NÚ EM REPOUSO, 1951. 89 x 63,5. GOODRIDGE ROBERTS (1904)46 ARCHIE COM CAMISA AZUL. 91,5 x 61.47 ATALHO PELA MATA. óleo sôbre masonite. 79 x 122 .48 CICLAME NA MESA. 96 x 76. MARIAN SCOTT (1906)49 GRQPO N.o 11, 1953. 51 x 66.50 GRUPO N.o 14, 1952-3. 63,5 x 76. JACK SHADBOLT (1909)51 EXPLORADORES DE INSETOS, 1950. Tinta e guache. 61 x 77,5. 102
    • CANADÁ pintura62 LEMBRANÇA DE UM PINHEIRO, 1952. Tinta e guache. 56 x 75.53 NO FUNDO DO MAR. 1953. Tinta e guache. 66,5 x 99. TAKAO TANABE54 FRAGMENTO 12: OSSO DE MONSTRO. óleo sô- bre masonite. 91,5 x 122.55 FRAGMENTO 35. 79 x 119,5. LIONEL THOMAS (1915)56 LAGO NO FUNDO DE UM PRECIPíCIO, 1949. 119 x 69,5.57 O DITADOR, 1949. 105 x 125,5.58 OLHOS VIGILANTES, 1953. 76 x 90. 103
    • C H L EDELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA FACUL-DADE DE CI~NCIAS E ARTES PLÁSTI-CAS DA UNIVERSIDADE DO CHILE.
    • C H I L E O pretendeu dar àuma visão de de São Paulo envio chileno 1.& Bienal conjunto dasmais significativas creações plásticas do presenteséculo, considerando as diversas tendências que semanifestaram entre nós. Foi assim que ali fi-guram, nas seções de pintura, escultura, desenhoe gravura, representantes de estilos que continuamdiretamente o espírito do século XX, ao lado de ar-tistas que se identificam com a vanguarda do pre-sente. Não se podia, pois, exigir, em tais condições,muita homogeneidade estilística. Contudo, a sele-ção de obras de escultura revelou, melhor do que ade pintura, as características comuns que, em suadiversidade, enlaçam Os numerosos componentes dovigoroso movimento chileno da atualidade, neste ra-mo da arte. Este segundo envio foi constituido baseando-se em artistas jovens, que não sàmente representam o re-sultado do ensino plástico oficial, dirigido no Chile pela Universidade do Estado, com um critériomodernista, mas também o fruto de esforços indepen-dentes que, à margem das escolas, se orientam naprocura de uma expressão original. Não obstante a variada procedência destes creadores, poder-se-áperceber neles a presenÇa de traços que Os ligam e que provêm dos aspectos particulares que caracte-rizam as artes plásticas chilenas. Com efeito, não houve em nosso país nenhum movimento artísticoque tendesse a estabelecer uma completa indepen- dência em relação à Europa. Nada de semelhante se produziu, também, no campo geral da cultura chilena, que tradicionalmente tem estado aberta às influências do mundo exterior. Poder-se-ia dizer que a característica permanente do país é buscar sua originalidade sem forçá-la, por intermédio de um processo de intensos e livres intercâmbios cul- turais. Esperamos que o reduzido grupo de- artistas que agora expõem na 2.& Bienal de São Paulo, com- 105
    • C H I L E pinturaprovem a intenção universalista da arte chilena enossa profunda devoção à cauSa de confraternidadeespiritual entre as nações da América. LUIS OY ARZUN PENA Secretário da Faculdade de Ciências e Artes Plasticas e do Instituto de Extensão de Artes Plásticas. pintura GRAClELA ARANIS BRIGNONl 1 INTERIOR. 108 x 87. OSCAR ARA0 2 PAISAGEM, 1944. 77 x 66. a PAISAGEM, 1944. 79 x 70. JOS}t BALMES (1927) 4 A FRUTEIRA, 1953. 89 x 105. S COZINHA A GAS, 1951. 97 x 91. 6 LAVATÓRIO DE "ATELIER", 1953. 98 x 106. GRAClA BARRIOS (1927) 7 A MENINA DAS VIOLETAS, 1952. 88 x 124. 8 PESCADORES, 1952. 90 x 75. HECTOR CACERES (1900) 9 FIGURA, 1942. 84 x 75. lOS
    • C H I L E pintura10 LENÇO VERMELHO, 1939. 50 x 58.11 VITRINA, 1942. 84 x 75. SERGIO MONTECINO (1916)12 FIGURA, 100 x 120.13 MAGNóLIAS. 67 x 75.14 PERFIL DE CRIANÇA. 78 x 88. MATILDE PEREZ (1916)15 PROJETO PARA TAPEÇARIA. 86 x 70. ISRAEL ROA (1909)16 CRIANÇA ASTUTA. 96 x 120.17 CRIANÇAS NA PRAIA. 115 x 130.18 HOMENAGEM AO CHORO. 123 x 150. RAUL SANTELICES (1916)19 NO PALCO. 98 x 118. MARIA LUISA SE~ORET20 NATUREZA MORTA. 72 x 93. RAMON VERGARA (1923)21 COMPOSIÇAO. 94 x 67. REINALDO VILASE~OR (1925)22 FIGURA COM LUVAS VERMELHAS. 74 x 84.23 FIGURAS. 86 x 100.24 FIGURAS NO CAno 70 x 79. 107
    • C H I L E escultura escultura LUCIA ALARCON1 LUZ.2 SOMBRA. LILY GARAFULIC (1914)3 FIGURA4 MULHER. SERGIO MALLOL (1922)5 AGORA.6 CABEÇA EM REPOUSO.7 DAVID.8 GINASTA.9 MULHER E CRIANÇA. JORGE SAN MARTIN10 FORQUILHA CINZENTA.11 INCLINAÇAO. desenho IVAN LAMBERG (1930) 1 BURLESQUE, 1952. 52 x 66. 2 ORFEO, 60 x 80. S SARABANDA, 1952. 52 x 66. 108
    • C H I L E desenho LILY GARAFULIC (1914)4 A GALINHA, 55 x 40.5 DESENHISTAS, 1953. 52 x 40.6 ° SONHO, 1952. 52 x 40.7 PAISAGEM DE SANTIAGO, 1953. 52 x 40. LUCY LORTSCH 8 CRIANÇA, 1953. 34 x 37. 9 CRIANÇA, 1953. 32 x 41.10 CRIANÇAS, 1953. 29 x 41. DRACO MATURANA11 MATERNIDADE, 1953. 48 x 69. FRANCISCO OTTA (1908)12 SAO FRANCISCO, 1953. 41 x 52.13 ROSTO DE VELHO, 1950. 40 x 51.14 ROSTO ARCAICO, 1953. 41 x 52.15 PEIXE, 1953. 45 x 5:&. gravura MARTA COLVIN 1 ESTUDO PARA ESCULTURA, 1. Monotipia. 2 ESTUDO PARA ESCULTURA, 2. Monotipia. 3 ESTUDO PARA ESCULTURA, 3. Monotipia. 4 ESTUDO PARA ESCULTURA, 4. Monotipia. 109
    • c U 8 A
    • c U B A Q uando, nauma pequena coleção de pintura sentamos primeira Bienal paulista, apre- cubana, dissemos que "na juventude em que se en-contra, deparamos com indícios de que chegará auma vigorosa maturidade, não só através da obradêstes poucos artistas que hoje se apresentam noBrasil, como também pelo esfôrço dos jovens quecada dia a êles se unem, com novos brios, engran-decendo assim o campo de projeção da pintura deCuba". O novo conjunto foi ampliado para esta se-gunda ocasião, acrescentando-se valores novos, queacabam de iniciar-se com fôrça e definição pessoais.Incluiram-se também obras de dois jovens que re-presentam as diretrizes mais progressistas dentroda escultura moderna do país.Se existe uma característica geral da arte cubana,no momento, é a ausência de provincianismo, no queo têrmo significa de atraso e obstáculo a novasidéias. Na arte cubana atual há um éco constantede movimentos universais, uma repercussão de solu-ções e diretrizes de muitas outras partes. Nailha antilhana, porém, o éco adquire nova resso-nância e se reveste de uma substância muito pes-soal. Os que conhecem de perto a obra de cadaum dêstes artistas sabem que não acolhem por man-dado da moda os movimentos da arte universalmas que os adaptam gradualmente, fazendo-os e-voluir dentro de sua sensibilidade, como homensque respondem ao desenvolvimento da cultura deseu tempo.Cada obra é, pois, consequência de uma descobertaanterior, de um processo de assimilação e depura-ção de idéias universais adaptadas e transforma-das pelo ambiente cubano. Essa adaptação se efe-tua primeiro na côr, que reflete festivamente a luzdas Antilhas, na constante transparência de suaatmosfera.Depois vêm sutis variações do tema nacional. Isto,mesmo nos que seguem correntes não figurativas, se 111
    • c U BA pinturacomprova numa hábil tradução plástica de ele-mentos abstratos que às vezes se detêm na vegetação,analisando as sutis nervuras de uma folha de ma-langa e outras no caleidoscópio dos vidros colori-dos dos interiores cubanos, que lhes emprestam seujôgo geométrico e vivaz.Dissemos, antes, ao apresentar um número reduzidode pintores cubanos, que "pode ser encontrada, napreocupação formalista de todos êles, um profun-do desdém pelo convencional, pelo anedótico; umódio pelo superficial e turístico". A arte cubana nãoaborda os temas por fóra, mas por dentro, da pró-pria medula, com êsse "espírito rebelde, buliçosoe irônico", que assinalamos em nossa introduçãoanterior.Desta vez já o público brasileiro estará um poucomais familiarizado com a mensagem de alegria ecolorido que lhe envia Cuba com êstes pintores.Haverá, assim, uma relação espiritual um poucomaior entre os dois povos e é nisso que a Bienalterá logrado seu melhor propósito. JOSi GOMES - SICRE Diretor do Secçõo de Artes Visuais do União Ponamericano P i n t U T a F. I. AZEVEDO 1 DESEMBARQUE DE COLOMBO EM CUBA, 1944. 160 x 102. José Gomes Sicre. 2 PASTORIL. 1952. 30 x 40. CUNDO BERMUDEZ 3 SEXTETO DE HAVANA, 1953. 112 í
    • CUBA pintura MARIO CARRE~O 4 ENCONTRO INESPERADO, 1952. 131 x 200. 5 ESPAÇO NO TEMPO, 1952. 61 x 153. 6 GEMAS DE SANGUE, 1953. 106 x 79. 7 MEIO-DIA LUNAR, 1952. 79 x 61. 8 ~S FORMAS NEGRAS, 1953. 61 x 53. 9 SINFONIA EM AMARELO, 1952. 91 x 76.10 TRóPICO DO CANCER, 1953. 106 x 79. SANDU DARIE11 CONSTRUÇAO, 1952. óleo sôbre madeira.12 ESTRUTURA PITóRICA, 1950.13 ESTRUTURA PITóRICA, 1951.14 ANDANTE, 1952. 74 x 94. LUIZ MARTINEZ PEDRO15 COMPOSIÇAO EM AZUL, 1953. 71 x 50.17 CRESCENDO, 1953. 48 x 75.18 ESPAÇO AZUL, 1952. 90 x 75.19 JARDIM IMAGINARIO I, 1952. 74 x 94.20 JARDIM lMAGINARIO II, 1952. 75 x 90.21 OPUS I, 1953. a4 x 103.22 OPUS II, 1953. 90 x 60.23 PAISAGEM IMAGINARIA, 1953. 75 x 90.24 TEMPO EM AZUL, 1952. 160 x 100. RAFAEL MORENO25 BOM RETIRO, 1943. 70 x 63.26 "CULATA DE LlNEA", 1944. 70 x 60.27 O ENGENHO, 1944. 100 x 56. 113
    • c U B A pintura AMELIA PELAEZ Y DEL CASAL28 FIGURA, 1949.29 NATUREZA MORTA, 1950.30 PESCADO, 1950. RENI: PORTOCARRERO31 ALTAR DE XANGO, 1953. Têmpera (plaka). 44 x 16.32 FESTA DE BALALAO, 1953. Têmpera (plaka). 56 x 76.33 FESTA DE COLOMA, 1953. Têmpera (plaka). 52 x 38.34 FIGURAS NO ESPAÇO, 1953. Têmpera (plaka). 44 x 76.35 O BAZAR, 1953. Têmpera (plaka). 52 x 38.36 OS AVELÓRIOS, 1953. Têmpera (plaka). 45 x 31.37 YEMAYA, 3953. Têmpera (plaka). 44 x 25. escultura ROBERTO ESTOPISAN VERA 1 PEIXES, 1953. Madeira. 105. 2 PESCADOR, 1953. Madeira. 80. ALFREDO LOZANO 3 FIGURA E PAISAGEM, 1952. Ferro. 18. 4 PESCADOR, 1950. Bronze. 17. 114
    • c UBA desenho - gravura desenho RAUL M1LIAN1 ABSTRAÇAO N.O I, 1953. Nanquim. 38 x 27.2 ABSTRAÇAO N.o 2, 1953. Nanquim. 38 x 27.3 ABSTRAÇAO N.o 3, 1953. Nanquim. 38 x 57.4 ABSTRAÇAO N.o 4, 1953. Nanquim. 38 x 27.5 ABSTRAÇAO N.O 5, 1953. Nanquim. 38 x 27. gravura ROLANDO LOPEZ DIRUBE1 GRAVURA N.o I, 1953. Xilografia. 66 x 50.2 GRAVURA N.o 2, 1953. Xilografia. 66 x 50.3 GRAVURA N.o 3, 1953. Xilografia. 66 x 50.4 GRAVURA N.o 4, 1953. Xilografia. 66 x 50.5 GRAVURA N.o 5, 1953. Xilografia. 66 x 50.6 GRAVURA N.o 6, 1953. Xilografia. 66 x 50. 115
    • DINAMARCADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA COMISSÃO AR-TrSTICA PARA EXPOSiÇÕES NO EXTERIOR DOMINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO DA DINAMARCA
    • DINAMARCA A arte dinamarquesa acenta numa tradição de duzentos anos, uma evolução que vem des-de a segunda metade do século XVIII. A Acade-mia de Belas Artes de Copenhague, capital da Di-namarca, foi fundada em 1754. Desde então, exis-tiu uma arte que se sentia e se sabia dinamarquesa.Como em outros países, a arte dinamarquesa man-teve valiosos contatos com a vida artística dos gran-des países da Europa, sofrendo, sobretudo, influ-ências que lhe vinham, ocasionalmente, da França.Foi decisiva, no século XIX, a influência exercidapelo pintor C. W. Eckersberg (1783-1853). Educadona concepção e na técnica do século XVIII, con-seguiu renovar-se, após muitos anos de estudo emParis, 1unto ao pintor J. L. David, criando uma pin-tura baseada na observação fiel da natureza e acen-tuando, ao mesmo tempo, a forma e o tom local.Teve vários discípulos e foi consagrado pai da pin-tura dinamarquesa.A arte escultórica dinamarquesa chegou mais rá-pidamente ao ponto culminante, com Thorvaldsen <1770-1844). Em Roma, então um dos centros prin-cipais da arte mundial, passou a maior parte desua vida e foi aí que se pôs à frente da escultura,como representante do apogeu do movimento clás-sico romano. A concepção de Eckersberg da pintura, que mais do que qualquer outra contribuiu, para libertar as qua-lidades dinamarquesas, na pintura de nosso país, tornou-se uma tradição que perdurou até o fim do século. Quando esta tradião se esgotou, foram os pintores L. Tuxen (1853-1927) e P. S. Kroyer (1853- 1909) que novamente procuraram em Paris umarenovação. Romperam definitivamente com a tra-dição do século XVIII e foi com êles, e os pintoresque adotaram a nova concepção da pintura, queo naturalismo, comportando a descrição da socie-dade contemporânea e a pintura ao ar livre, se in-troduziu na Dinamarca. Kroyer sem dúvida tinhao gênio da pintura. Pela sua observação da luz 117
    • DINAMARCAvtsta como valor pitórico, e por ter sabido, melhordo que ninguém, exprimir a poesia da noite de verãonórdica, colocou-se entre os primeiros pintores eu-ropeus de seu tempo.pouco depois surgiu em Paris a pintura sintética.Esse movimento que, em 1890, se tornou conhecidopelo nome de simbolismo, manifestou-se ao redor"dePaul Gauguin.O simbolismo não tardou a divulgar-se naDinamarca, onde encontrou na pessoa de J. F.Willumsen, pintor e escultor (nascido em 1863), um representante independente e original. Willumsencriou suas primeiras obras sintéticas durante o in-verno de 1889-90, em Copenhague, e quando, emmarço de 1890, foi se estabelecer por alguns anosem Paris, mergulhou, sem hesitar, no estilo e noespírito do simbolismo. As obras de pintura e es-cultura executada por Willumsen em Paris, em1890, nô-lo mostram como uma das personalidadesmais marcantes do simbolismo. Era então um re-novador, e ainda temos que render homenagem aopapel preponderante que desempenhou na evoluçãogeral da pintura. Encontram-se, entre suas obras dêsse período, quadros que mostram, de maneira explícita a afinidade do simbolismo com o impres-sionismo, quadros nos quais realizou o principio do instantâneo.Willumsen atingiu a idade avançada de- 90 anos, produzindo sempre. Sua arte não cessou de se ba-sear na noção simbólica: não fez senão mudar de caráter, no percurso de sua longa vida, segundo osproblemas artísticos a serem resolvidos e as influ- ências que lhe vinham do estrangeiro ou os acon-tecimentos cotidianos. No início do século abandonou as pesquisas simbo- lístas e a pintura estilizada para voltar á concepção clássica do renascencimento, determinada pelo es- paço em perspectiva, os planos e as formas. Todavia, em 1911, durante uma estada na Espanha, a luz ofuscante e a riqueza de côres dos países do sul levou-o a se aproximar do fauvismo, de-:Matisse 118
    • DINAMARCAe seus companheiros. A côr tornou-se, então, o fa-tor decisivo da sua arte, e, sob a influência de Goyae de El Greco, criou uma pintura de extases, naqual uma violenta síntese transpõe a ocorrênciade que nasce a obra d~ arte para um plano de rea-lidade sobrenatural.A obra de Willumsen é variada. Entre seus motivosencontra-se a montanha. De quando em quandocostumava ir aos Alpes, contemplar os cimos e nelesdescobrir o reflexo dos movimentos do seu íntimo,uma afirmação do caminho que procurava, voltan-do sempre reconfortado. Em 1929, Veneza revelou-se a êle.A mistura de lenda e de uma realidade existentee cheia de vida, que lá encontrou, obcecou-o, e desdeentão não cessou de pintar Venezas, telas em queprocurou, com sua força dramática, transpor a rea-lidade (tal qual a via) para o plano do irreal. Dir-se-ia que quís pôr à prova a fôrça da imaginação,para vêr se. a fantasia e os meios artísticos maisfortes e agressivos conseguiriam mostrar-se maispossantes do que a realidade imediata e acessívela tôda gente.A arte do século XX - "a arte moderna", como adesignamos - começa na Dinamarca por volta de1908, com os pintores Harald Giersing (1881-1927),e Sigurd Swane (nascido em 1879). Esta arte en-controu sua expressão nos anos de 1916-18, épocaem que o expressionismo e o cubismo provocaramuma tempestade no mundo artístico dinamarquês.Entre os pintores que figuram nesta exposição, JensSondergaard (nascido em 1895) e Ebba Carstensen (nascido em 1885) representam o expressionismo noque êle tem de mais característico.Pela sua fatura e pelos seus assuntos, Jens Son-dergaard, ocupa um lugar preponderante nesta es-cola. Grande colorista, sabe, na sua pintura (espéciede arte regional), refletir seu país, o espírito de seushomens e de sua natureza.Mogens Zieler (nascido em 1905) distingue-se pelaironia e o humor: na sua pintura literária, orien- 119
    • DINAMARCAtada para o lado decorativo, empresta aos objetosuma força plástica que os realça de maneira im-pressionante.Ao encontrário de Zieler, Knud Aggen (nascido em1895) volta-se para a pintura realista, que uma novageração de pintores opõe ao surrealismo e à pinturaimaginativa, então em voga. Entre êsses jovenspintores acha-se Henry Heerup (nascido- eni! 1907)o qual, entretanto, logo se afastou do grupo., SeuS<quadros apresentam uma mistura estranha deabundante fantasia, de ingenuidade voluntária egrande superioridade artística. Trata-se, na nossaopinião, de uma manifestação da arte dita popularque pelo menos em nosso país, é excepcional. Poul Bjorklund (nascido em 1909) e Dan Sterup-Hansen (nascido em 1918) pertencem a geraçãomais jovem. Bjorklund, ora mostrando uma gran-de sensibilidade, que pode tornar-se excessiva, na sua reGeptividade diante do que observa, ora usandomeios de violenta expressão, tanto pela côr comopela forma. Sterup-Hansen, pesquisador que anali-sa sempre os efeitos artísticos da côr, da forma e do espaço, orientou-se, nos últimos anos, para uma expressão abstrata, cada vez mais pronunciada.E a Thorvaldsen que cabe a honra de haver criado o instinto seguro dos valores plásticoS: que deveriamdominar, durante todo o século XIX, a arte escul- tárica dinamarquesa. A própria geração de escul-tores, que por volta de 1880, contribuiu para a vi-tória do naturalismo, dêle tirou seu gosto dos ritmos, da medida clássica e da ,delicadeza artística. E pre-ciso esperar o aparecimento, em 1880, de um grupomais jovem de escultores naturalistas para se ver, graças a influências vindas da França, a rupturadefinitiva de sua hegemonia. A arte escultórica tdinamarquesa do século XIX foi criada de um lado por Kai Nielsen (1882-1924), que indicou o caminho a seguir, a fim de se chegar a uma escultura em pedra, plenamente adequada à natureza da matéria e, de outro lado, por Einar Utzon-Frank (nascido em 1880), que criou uma es- 120
    • DINAMARCAtética metódica, no que se refere ao bronze. Pelasua atividade como professor na Academia de BelasArtes, utzon-Frank foi o escultor que, mais do queninguém, influiu na eScultura dinamarquesa donosso século.Entre os escultores representados nesta exposição, Gehard Henning (nascido na Suécia, em 1880Jr emvirtude de sua nítida preferência pela forma espa-cial plena, é o que mais se aproxima de Kai Nielsen.Henning teve uma evolução pouco banal. A princí-pio pintor e desenhista, estreiou como escultor compeças de formato reduzido, grupo de figuras polt- crônicas que executou na Manufatura Real de Por-celanas de Copenhague. Nesses trabalhos vê-se re-nascer, com uma vida magnificamente cintilante,as graças e encantos do período rococó. Em se-guida apareceram os grupos de figuras em formatomaior, nos quais, num alegre jogo de movimentose de rítmos complexos, abandonou-se inteiramenteao seu sensualismo. Adotou, enfim, o grande for-mato e mostrou que sabe tratar com a mesma fa- cilidade espiritual a masSas pesadas, sem com issonada perder sua fina sensibilidade diante do mo-delado da forma. Na arte dinamarquesa ninguémmelhor do que êle soube exprimir, tão intimamente e de maneira! tão ersuasiva, a mulher. Johannes C. Bjerg (nascido em 1886) foi iniciadono cubismo durante seus anos de estudo em Paris,na mocidade. Foi o cubismo, com efeito, que lhe abriu os olhos para; o livre jogo dos ritmos. A estátua do Abissínio é uma das obras principais de sua geração. Adem Fischer (nascido em 1888), morou em Paris durante vinte anos, aí criando uma esculturacubista de grande interêsse. Posteriormente, culti-vou uma forma plástica menos severa, acentuando-lhe SObretudo o volume espacial. Erling Frederiksen (nascido em 1910), embora cul-tivando a escultura, é pintor. Tanto na escultura,quanto na pintura a descrição fiel da realidade opreocupa. SIGURD SCHULTZ Diretor do Museu Thorvoldsen 121
    • DINAMARCA Sala especial J. F. WI LLUMSEM1 MEDO DA NATUREZA DEPOIS DA TEMPESTA- DE, N.o 2, 1916. Têmpera. 194 x 169.2 O PALACIO LOREDAN COM O TRAGHETTO, VENEZA, 1926. 81 x 65. Propriedade do Estado.S A PRAÇA DE SAO MARCOS, VENEZA, VISAO NOTURNA, 1929. 86 x 96.4 O PALACIO BALBI, NO GRANDE CANAL, VE- NEZA, TEMPESTADE LONGíNQUA, A NOITE, 1930. 92 x 73. Propriedade do Estado.5 MúSICA SOBRE A AGUA, PERTO DA PRAÇA SAO MARCOS A NOITE, 1931. 73 x 92. Proprie- dade do Estado.6 MúSICA NA PRAÇA DE SAO MARCOS, A TARDE, 1931. 73 x 92. Propriedade do Estado.7 O PALACIO AZUL, VISAO, 1931/35. 73 x 92. Pro- priedade do Estado.8 AUTO-RETRATO, DE BLUSA, DIANTE DE UMA TELA NAO INICIADA, 1933. 119 x 117. Proprie- dade do Estado.9 O PALACIO DARIO, VENEZA, 1934. 92 x 73. Pro- priedade do Estado.10 O MONTE-BRANCO, EFEITO DE NUVENS, 1936. 126 x 151. Propriedade do Estado.11 . NASCER DO SOL NA MONTANHA, 1936. 126 x 151. Propriedade do Estado.12 úLTIMA LUZ SOBRE O MONTE-BRANCO, 1938. 126 x 150. Propriedade do Estado.13 BRUMAS E PLACAS DE NEVE NAS MONTANHAS, 1938. 136 x 150. Propriedade do Estado. 122
    • DINAMARCA pintura SALA GERAL pintura KNUD AGGER (1895)1 AGRUPAMENTO, 1949. 122 x 66. M. Sten Agger, Herlev.2 DIANTE DA LAREffiA, 1951. 133 x 112. M. Aage H. Joergensen, Esbjerg.3 MULHER COM CHAPltU PRETO, 1939. 120 x 70. Margrethe Hagner, Vejle.4, O FAROL DE HEOJEN, 1934. 102 x 120. Musée de Skagen.I) RETRATO DE UMA LAREIRA, 1951. 102 x 120. Musée de Skagen. POUL BJOERKLUND (1908)6 AGRUPAMENTO SOBRE UM TAMBORETE DE ESCULTOR, 1953. 70 x 95. M. Ib Andersen, Co- penhague. 7 AUTO-RETRATO, 1950. 120 x 70. M. Ib Ande"- sen, Copenhague.g MULHER DOS BOSQUES, 1948. 145 x 70.9 RETRATO DE KIRSTEN BJOERKLUND, autor, 1949. 145 x 70. Margrethe Hagner, Vejle. EBBA CARSTENSEN (1885)10 A NOITE, 1952. 135 x 115.11 INTERIOR DE UMA FLORESTA, 1949. 135 x 115.12 POR DO SOL, 1952. 135 x 160. 123
    • DINAMARCA pintura HENRY HEERUP (1907)13 ADORAÇAO, 1952. 56 x 78.14 DUENDE COMPLEXO, 1950. 71 x 95.15 FEITICEIRA BATENDO NUM MENINO, 1952. 72 x 83.16 QUADRO ABSTRATO, 1950. 103 x 118.17 VELHA VENDEDORA ESPANHOLA, 1952. 71 x 95. JENS SOENDERGAARD (1895)18 DOMINGO, 1951. 150 x 135.19 HOMEM E MULHER ANDANDO, 1951. 135 x 140.20 MULHER EM p:G; E MULHER SENTADA, 1949. 159 x 110.21 PAISAGEM DE INVERNO, 1946. 136 x 153.22 PRIMAVERA, 1948. 141 x 153. DAN STERUP-HANSEN (1918)23 AGRUPAMENTO, 1946. 70 x 100. M. Knud Nelle- mose, Copenhague.24 AGRUPAMENTO AMARELO, 1948. 60 x 70. M. Albert Knudsen, Copenhague.25 AGRUPAMENTO AO SOL, 1948. 80 x 100.26 O PIANO, 1948. 47 x 61. M. Ellegaard Chr1sten- sen, Skagen.27 PEQUENO RETRATO DO ARTISTA, 1948. 30 x 40. M. Knud Nellemose, Copenhague. MOGENS ZIELER (1905)28 A FLORESTA MORRENDO, 1943. 84 x 58. M. I. Zieler, Copenhague.29 CAVALHEIROS VERMELHOS, 1952. 48 x 92.30 FUGA NOTURNA, 1953. 90 x 122. 124
    • DINAMARCA pintura - escultura31 OS MEUS, 1952. 120 x 68.32 REUNIAO NO ATELIER, 1947. 92 x 120. M. I. Zieler, Copenhague. escultura JOHANNES C. BJERG (1886) 1 O ETíOPE, 1914. Bronze. 185. 2 O VENCEDOR. Bronze dourado ao fogo, plinto e pedra. M. Chr. Kampmann, Copenhague. 3 POMONA, 1948. Bronze. 190. ADAM FISCHER (1888) 4 JOVEM CRETENSE, 1953. Grés chamotado polí- cromo (Saxbo). 132. 5 PEPITA, busto em Grés chamotado polícromo. 54. 6 SENHORA, 1942. Grés chamotado policromo. 6!l. M. G. A. Hagemann, Bersjoeholm, Suécia. 7 SICILIANA, 1952. Terra-cota. 44. ERLING FREDERIKSEN (1910) 8 CABEÇA DE GATO, 1939. Bronze. 20,5. 9 ELLEN, 1952. Bronze. 38.10 ERNA, 1934. Bronze. 78.11 UFFE, 1946. Bronze. 23. GERHARD HENNING (1880)12 MoçA, 1936. Bronze. 42.13 MOÇA DEITADA, 1936. Bronze. 34.14 MoçA EM Plt, 1948. Bronze. 21,4.15 RAPTO A CAVALO, 1930. Bronze. 59. 125
    • E G T ODELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO MU-SEU DE ARTE MODERNA DO CAIRO
    • E G I TO pintura pintura ZEINAB AB DEL HAMlD (1919)1 FEIRA EM TOLEDO. Aquarela sôbre cartão. 80 x 61.2 PORTO DE MALAGA. Aquarela sôbre cartão. 80 x 61. B. ABDALLAB (1917)3 COMPOSIÇAO N.o 1. 100 x 81.4 COMPOSIÇAO N.o 2. 100 x 81. C. BADARO (1913)Õ AS DUAS AMIGAS. óleo sôbre madeira. 86 x 72. E. BRANDANI6 RETRATO. óleo sôbre cartão. 40 x 52. SIMAIKA BURCBARD (1908)7 A CRECHE DE SAINT ROCHE. óleo sôbre ma-- deira. 100 x 80.S A NOIVA DE SIDI MOBARE. óleo sôbre madei- ra. 85 x 65 .9 FELLAHA DE SAWAGUI. óleo sôbre madeira. 100 x 75.10 SOB O Cl!:U DE PARIS. óleo sôbre madeira. 95 x 80. 127
    • EGITO pintura M. CANAAN (1919)11 O Bl!:BADO. óleo sôbre cartão. 55 x 71. A. DE RIZ (1908)12 O MORTO. Óleo sôbre cartão. 35 x 45. WANLY EDHEM (1909)18 O CAMARIM DAS BAILARINAS. óleo sôbre cartão. 50 x 70.14 OS SALTIMBANCOS. óleo sôbre madeira. 78 x 61. NAGUI EFFAT (1904)15 JOVENS. Guache. 115 x 94. I. EFLATOUN (1924)16 DESCENDENTE DE HATCHEPS~. Óleo sôbre madeira. 50 x 30.17 PAISAGEM. 50 x 65.18 TECELOES DE NAGADA. 65 x 110. EL GAZZAAR (1925)19 O LOUCO VERDE. Óleo sôbre vidro. EETAMAD EL TARABOULSY20 PRAIA SIDI BICHR. 60 x 70. TAHIA HALIM-ABDALA (1919)21 MATERNIDADE. 100 x 81. 128
    • EG I T O pintura E. BAMMOUDA (1919)22 A ILHA FELIZ. 92 x 73.23 IGREJA COR DE LARANJA. 100 x 81.24 PAISAGEM AZUL. 92 x 73. BAMED NADA (1924)25 OS PASSAROS. óleo sôbre vidro.26 RETRATO DA STA. I. FAHMY. Óleo sôbre car- tão. 100 x 70.27 RETRATO DE PHILIP DARCHOT. óleo sôbre cartão. 100 x 70. G. PUZANT28 MULHER AGACHADA. óleo sôbre cartão. 50 x 40. AYAD RACHEB29 EM DIREÇAO DO MATADOURO. Guache sôbre vidro. 80 x 60.30 FLIRT ENTRE CAMELOS. Guache sôbre vidro. 55 x 75.31 PROCISSAO. Guache sôbre vidro. 80 x 60. SAMIR RAFFI (1926)32 . LUA DO EGITO. Óleo sôbre cartão.33 SUDANISTA COM PEIXES. Óleo sôbre cartão. WANLY SEIF EL DINE (1907)34 FLAUTISTA. óleo sôbre madeira. 60 x 80. 129
    • E G I TO pintura35 PESCADORES NO LAGO DEDKOU. óleo sôbre madeira. OAZBIA SERRI (1925)36 AS DUAS MULHERES. óleo sôbre madeira. 99 x 73.87 O DIA DE LIMPEZA NA ITALIA. óleo sôbre cartão.88 OS ESCRAVOS DO CANAL DE SUEZ. óleo sôbre cartão. YOUSSEF SIDA (1922)39 "CANDY DOLL". óleo sôbre cartão. 70 x 60.40 .. OLDMAN RIVER". óleo sôbre cartão. 50 x 60. CARLOS SUARES (1892)41 A COROAÇAO DA VffiGEM. óleo sôbre madei- ra. 56 x 47.42 O SANTO. óleo sôbre madeira. 58 x 39. E. O. TERNI (1900)43 O ETERNO FEMININO. 81 x 61. K. YOUSSEF (1923)44 BAHLOUL. óleo sôbre cartão. 100 x 70.45 OS GALOS AZUIS. óleo sôbre cartão. 100 x 70. 130
    • E G I TO escultura escultura GABY CREMlSI1 CABEÇA. MAHMOUD MOUSSA (1913)2 MATERNIDADE. desenho EL GAZZAAR (1925)1 o CEIFEIRO AZIZA. Colorido sôbre vidro. SUZY GREEN -VITERBO (1905)2 "MOULED" 50 x 70. 131
    • ESPANHADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA "BIENALHISPANOAMERICANA DE ARTE", DE MADRI
    • ESPANHA E mbora a parte da Espanha, na arte con- temporânea, seja das que não precisam serrealçadas, pois uma resenha dos movimentos cha-mados de vanguarda confere ao nosso país umlugar de primeiro plano, é curioso que, entre osmúltiplos "ismos", nenhum pode ser considerado. es-pecificamente espanhol. Talvez porque a indomávelindependência espanhola foge dos marcos normati-vos, talvez porque o proverbial individualismo ibéricoé o que menos obedece a uma diSCiplina de escola.Na realidade, o fenômeno é contrário: pOis se nãosão os espanhóis amigos de uma ordem severa, podesuceder que, em sua marcha para a aventura, se ve-1am logo seguidos por estranhos, e despertem comuma escola atrás: de si. Cubismo, futurismo, expres-sionismo, "fauves", purismo e pintura metafísica sãomovimentos, são têrmos que imediatamente aplica-mos à arte de tal ou qual país, mesmo que traçosdessas escolas possam agitar-se entre artistas de tô-das as partes. Por outro lado, não é por mera coin-cidência que se a subversão artística da Europa dehá oitenta anos atrás teve que surgir dos G01las, doMuseu do Prado, não é casual que entre os nomesprincipais dos movimentos de vanguarda - de JuanGris a Pfcasso, a Miró, a Dalí e a tantos mais - seencontrem, em sua maioria, os espanhóis. Insubor-nàvelmente espanhóis, qualquer que se1a sua resi-dência, seu renome e o tropel de seus seguidores.Não era fácil, pois, apresentar em São Paulo umadeterminada escola espanhOla. E apresentar êssesgrandes nomes, parecia tarefa ociosa, não tanto pe-lo fato de quase nenhuma obra estar em nossasmãos quanto por serem figuras já do conhecimentode todos, pioneiros que, com sua personalidade, rea-lizaram o movimento mundial contemporâneo.Como organizadores da Bienal Hispanoamericanade Arte, e graças à frutífera colaboração iniciadacom a Presidência da Bienal paulista, devíamos le- .var em conta os resultados de nosso primeiro cer- 133
    • ESPANHA pinturatame, celebrado em Madri e Barcelona, no Inver-no de 1951-52, como expoente da atividade artísticaem nossa pátria.Nossa seleção é encabeçada pelo escultor Rebull e.0 pintor Benjamin Palencici, vencedores de nossos grandes prêmios. Com êles formam a ala de honrao mestre Vázquez Díaz, distinguido com o grande prêmio para a obra completa de um artista e o escultor Angel Ferrant.Devido complemento dessas figuras e prova da con- tinuidade da nossa Bienal, não podiam faltar nessalista as jovens gerações que, em Madrid e Barcelona, em Zaragoza, em Bilbao e por todo o âmbito hispâ- nico, vêm suscitando a atenção do público. As via- gens de estudo pelo estrangeiro, a preparação· das exposições periódicas individuais, a contribuição às exibições internacionais cada vez mais frequentes, privaram-nos, talvez, da inclusão de alguns dos jo- vens mais cotados e interessantes. Contudo, o con- junto que apr~sentamos reflete com bastante exatt- dão as diversas tendências da arte que praticam nossos jovens, e a documenta, de certo modo, com seus valores mais significativos, demonstrando, ao meSmO tempo, que a tão falada divergência entre a arte central e a arte periférica da Espanha não vai além da aparência, do estilo. Se outróra a lição do Prado pôde constituir um grupo à parte dos pintores madrilenhos, hoje o livro do Museu de Montjuich, aberto a todo o mundo por um Picasso e um Miró, demonstra até que ponto são fieis à sua clara raiz ibérica os artistas jovens de tôda a Espanha. JUAH RAM6H MASOLlVER Secretório Gerol Delegodo da Bie- nal Hisponoamericana de Arte. 13<1
    • ESPANHA pintura pintura MARCOS ALEU1 CACHORRO, 1953. 117 x 95.2 MENINA, 1953. 61 x 81.S PALHAÇO, 1952. 100 x 81.4 SOLTANDO PASSAROS, 1953. 193 x 160.5 TOCADOR DE ACORDEON, 1953. 100 x 130. FRANCISCO ARIAS (1911) 6 CABAÇAS. 7 CASTELA. 8 FóSSEIS. 9 O GRANDE FóSSIL.10 O MONSTRO. SALVADOR AULESTIA (1916)11 ECTOPLASMAS LUNARES, 1952. 73 x 92.12 GINETE, 1953. 73 x 60.1S INTERIOR DE UMA CASA DESHABITADA, 1950.· 60 x 72.14 METAGNOSIA VEGETAL, 1953. 100 x 81.15 NATUREZA MORTA, 1953. 61 x 50. Jose CABALLERO (1915)16 INTERIOR COM OBJETOS, 1953.17 INTERIOR COM CADEIRA, 1953.18 MULHERES ASSOBIANDO PARA ATRAiR O VENTO, 1950.19 O FANTASMA DA DUQUESA DE ALBA E UM CAVALO DE FEL, 1951.20 PAISAGEM MARíTIMA, 1953. 135
    • ESPANHA pintura MODESTO CIRUEWS (1925)21 FIGURA EXóTICA, 1949. 51 x 65.22 FIGURA SENTADA, 1949. 51 x 65.23 JOGRAL, 1949. 60 x 73.24 NATUREZA, 1951. 50 x 40.25 NO, 1950. 73 x 60. F. FORNELLS-PLA (1921)26 COMPOSIÇAO, 1952. 73 x 92.27 FIGURA, 1952. 73 x 92.28 PERFIL, 1952. 54 x 65. LUIS GARCIA OCHOA (1920)29 A CASA BRANCA, 1951. 110 x 90.30 ALDEIA CASTELHANA, 1951. 110 x 90.81 ACAMPAMENTO, 1951. 110 x 90.82 AVENIDA EM MADRt, 1951. 110 x 90.33 JARDIM BOTANICO, 1952. 110 x 90. JOSI: BURTUNA (1913)84 COMPOSIÇAO COM FLORES, 1952. 65 x 92.85 "CORTIGIANA", 1953. 65 x 92.36 JtGLOGA, 1951. 100 x 81.87 LEITURA, 1952. 100 x 81.38 PRIMAVERA, 1953. 65 x 92. JUAN GUILLERMO (1916)89 CONCURSO HíPICO, 1952. 100 x 85.40 EIRAS DE JADRAQUE, 1952. 100 x 81.41 IGREJA DE JADRAQUE, 1952. 62 x 96.42 PANORAMA DE JADRAQUE, 1952. 100 x 81.4S VELHA ESTAÇAO, 1952. 100 x 85. 136
    • ESPANHA pintura ANTONIO LAGO RIBERA44 CASTELA. SANTIAGO LAGUNAS (1912)45 A FLORESTA, 1950. 146 x 83.46 ANJO CAíDO, 1950. 160 x 100.47 "ERINNERUNG", 1950. 77 x 58.48 NOTURNO, 1950. 204 x 139.49 VIOLENTO-IDíLICO, 1850. 81 x 100. MANUEL MAMPASO (1924)50 AZUL.51 COMPOSIÇAO.51 a VERDES E R:S:DES, 1951.52 VERMELHO. MANOLO MILLARES (1927)53 ABORíGENE DE BALI, 1952. 61 x 50.M ABSTRAÇAO MARíTIMA, 1952. 61 x 50. GREGORIO DEL OLMO (1921)55 AUTO-RETRATO.56 FIGURA EM VERDE.57 NÚ.58 PAISAGEM.59 RETRATO. Propriedade particular. BENJAMiN PALENCIA (19OZ)60 AMANHECER NO MOINHO.61 ARBUSTO FLORIDO.62 CAMINHANTE, 1952.63 CARVALHOS, 1951.64 CASTELA, O V ALE DE AMBL:s:B. 137
    • ESPANHA pintura65 INTERIOR DE MEU MOINHO.66 NATUREZA MORTA COM P:tSSEGOS, 1951.67 OS CHOUPOS, 1950.68 PAISAGEM COM CESTA DE AMORAS.69 PAISAGEM DA NUVEM BRANCA.70 SERRA DE MALAGA.71 VISTA DE TOLEDO, 1953. ENRIQUE PLANASDURA (1921)72 COMPOSIÇAO 1.001, 1953. 190 x 114.78 COMPOSIÇAO 1.002, 1953. 190 x 114.74 COMPOSIÇAO 1.003, 1953. 190 x 114.75 COMPOSIÇAO 1.004, 1953. 190 x 114.76 COMPOSIÇAO 1.005, 1593. 190 x 114. ISABEL PONS76 a FUNERAL BAIANO A UMA NATUREZA MORTA, 1953. AGUSTtN REDONDELA (1922)77 CENA DE TOURADA.78 HERNANI79 HOMEM ARRUMANDO CASAS.80 NATUREZA MORTA COM MELANCIA.81 PAISAGEM DA IGREJA. RAMÓN ROGENT (1920)82 A CADEIRA DE BALANÇO. 1951. 65 x 81.88 ABRAÇO, 1952. 81 x 100.M CANTORES NEGROS, 1952. 61 x 50.85 FAMíLIA, 1953. 85 x 81.86 PORTO MEDITERRANEO, 1950. 54 x 46. 138
    • ESPANHA pintura SANTl SURÓS (1909) 87 "l!:CURIE". 92 x 65. 88 JOGADORES DE CARTAS. 100 x 81. 89 MONTANHA. 81 x 85. 90 PIEDADE. 100 x 65. 91 nNIA VEGETAL. 81 x 60. ANTONIO TAPIES (1923) 92 ALENTO NOTURNO. 130 x 97. 9S ASIA, 1951. 100 x 81. 94 O FOGO ENCANTADO, 1950. 73 x 92. 95 OS HOMENS, 1951. 130 x 97. 96 O TOURO, 1951. 100 x 81. ANTONIO R. VALDIVIESO 97 MÚSICO, 1953. 98 "CHIA", 1953. 99 PASSARO, 1953. 100 PINTURA 1953. DANIEL V AZQUEZ DlAZ (1882) 101 CASAS DO PAíS BASCO, 1927. 102 JUAN GRIS, 1906. lOS MINHA JANELA PARA O JARDIM. 104 O ATELIER DE JUAN GRIS, 1912. 105 O BIDASOA. 106 O POETA ADRIANO DEL VALLE DE ITALICA. 107 RETRATO DO PINTOR WINTHUYSEN, 1933 .• 108 UNAMUNO, 1920. 139
    • ESPANHA escultura escultura ANGEL FERRANT (1891)1 ESTATICO TRANSFORMAVEL, 1953. Ferro e madeira. 300. Museo Nacional de Arte Contem- poraneo, Madri.2 METAMORFOSE DO PERSONAGEM EM SEU AMBIENTE, 1952. Pastas pol1cromas sôbre madei- ra. 94.8 MoÇAS ABRAÇADAS, 1952. Pastas policromas. 25.4 MULHER DE cmco, 1952. Pastas policromas, 53.I) MURAL TRANSFORMAVEL, 1952. Cortiça e ma- deira. 150.6 Nú SOBRE VERDE, 1952. Pastas polícromas Sô- bre madeira. 86."I POSIÇOES DE UM MAMíFERO, 1953. Madeira. 100. CARLOS FERREIRA (1914) 8 CRANEO, 1953. Mármore. 35. 9 FECUNDAÇAO. Mármore. 48.10 HOMENAGEM AOS ESCULTORES GREGOS. Es- tuque. 250.11 TORSO. Estuque. 110.12 TORSO. Pedra. 50. EUDALDO SERRA (1911)18 AS TR:a:S GRAÇAS. 1953. Grés metalizado. 40. 140
    • ESPANHA escul tura14 BISONTE, 1952. Grés metalizado. 40.15 CENTAURO, 1953. Grés metalizado. 140.18 TORSO, 1939. Bronze sôbre mármore. 65. JOS~ Ma. SUBIRACHS (19Z7)17 A MULHER DE LOT, 1935. Estuque. 90.18 CHORONA, 1953. Terra-cota. 65.19 HOMEM E MULHER, 1953. Terra-cota. 42.20 MATERNIDADE, 1953. Terra-cota. 43. JUAN REBULL (1899)21 CABEÇA. Bronze. 40. CoI. G. Mat, Barcelona.22 "CABEÇA DE BILHA". Bronze. 60. CoI. E. Isem Dalmau, Barcelona.2S CONCHA, 1951. Pedra de Paris. 40.U CRISTINA, 1953. Alabastro. 60. Col E. Isem Dalmau, Barcelona.25 ELVIRETA, 1950. Pedra de Paris. 60. Col. Sra. J. Jover, Barcelona.28 "LA PASTORETA", 1951. Bronze. 140. Cidade de Reus (Tarragona).21 NU RECLINADO, 1950. Bronze. CoI. Victor de Im- bert, Barcelona. 141
    • ESTADOS UNIDOSDELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO MU-SEU De ARTE MODERNA DE NEW YORK
    • ESTADOS UNIDOS N a 1. a Bienal os Estados Unidos foram repre- sentados por uma ampla exposição cole-tiva, que abrangeu a obra de cinquentá e oito pin-tores, escultores e gravadores. Embora em absolutonão fosse completa, essa exposição apresentou umabreve introduÇ.ão à. arte do Século XX, nos EstadosUnidos.Se, em 1951, a secção norte-americana podia serconsiderada uma visão panorâmica, êste ano nossarepresentação caracteriza-se por uma série de "cLo-se-ups". Porque, atendendo à sugestão da Direto-ria da Bienal, reduziu-se o número de artistas par-ticipantes a fim de se aumentar o número de obrarepresentativas de cada um. Acolhemos com pra-zer êste pedido da Bienal, pois o Museu de ArteModerna de New York acredita que esta forma deexposição, selecionada e concentrada, é a que me-lhor serVe aos interêsses do artista, quando êste seapresenta a um público não familiarizado com asua obra. 2ste mesmo critério orientará nossas se-leções para as futuras Bienais, embora artistas ho-je apresentados numa técnica ou gênero artísticos,possam amanhã ser apresentados em outro. Espe-ramos que, dêste modo, o conhecimento de nossosartistas, no estrangeiro, será grandemente ampliadoe aprofundado. 2ste ano dezesseis artistas repre-sentados com pinturas, desenho ou gravura, foramescolhidos para ilustrar a variedade de estilos epontos de vista que caracterizam a arte contempo-rânea dos Estados Unidos. 2ste grupo inclue tan-to artistas já famosos, quanto jovem ainda no iní-cio de suas carreiras. O mais velho dentre êles éo realista Bem Shahn:. (nascido· em 1898) que, desde1930, tem sido um crítico observador da nossa so-ciedade. Os mais moços são Corbett (nascido em1919), e Glasco (nascido em 1925), dois talentos al-tamente independentes, que apareceram depois daguerra. Baziotes, de Kooning, Tomlin e Mother-well, embora possam diferir no seu estilo pessoal, 143
    • ESTADOS UNIDOS Alexander Caldersão todos expoentes do "expressionismo abstrato",uma nova tendência que, surgindo pouco antes daguerra, continua ainda ho1e a angariar adeptos.Outras modalidades de expressionismo ,ão ilustra-das por Bloom, um dos mais talentosos membros daEscola de Boston, e também por Lebrun, que morae trabalha no litoral oeste.Nos últimos anos as artes gráficas vêm sendo ex-ploradas, nos Estados Unidos, com incomparável vi-gor e interêsse. A seleção de gravura dêste anoapresenta uma idéia do nível de seus estilose processos.Além da representação coletiva, a Diretoria da Bie-nal pediu-nos uma exposição mais significativa deum artista de primeiro plano. Assim sendo, orga-ntzámos uma exposição individual do escultor Ale-xQ,nder Calder, cu1as raras qualidades criadoras 1áZhe deram fama internacionl.O Museu de Arte Modern de Nero York tem o pra-zer de colaborar, novamente, nêste terreno de in-tercambio cultural, principalmente porque nossacontribuição à 1. a Bienal foi precursora de um pro-grama oficial de exposições de alcance internacio-nal, que o Museu de Nero York iniciou êste ano. RENE DHARNONCOURT Diretor do Museu de Arte Moderna de New York Solo especial AlEXANDER CAlDER 1 CAVALO, 1928. Escultura em madeira. 39,4. Mu- seum of Modem Art, New York. 2 PASSARa, 1928. Fio de arame. 28, Museum of Modem Art, New York. 144
    • ESTADOS UNIDOS Alexander Calder3 PORCA, 1928. Fio de arame. 43,2. Museum of Modem Art, New York.4 ACROBATAS, 1929. Fio de arame. 83,8. Contem- porary Arts Associat1on of Houston, Houston, Texas.5 TOTEM, 1929. Escultura em madeira. 165,I.6 AQUARIO, 1929. Fio de arame. 47,7. Mrs. Ph1lip Clafin, Poughkeepsie, New York."I JOSEPHlNE BAKER AZTECA, 1930. Fio de arame. 152,5.8 CAÇA0, 1930. Escultura .em madeira. 80.9 PEQUENO UNIVERSO, 1931. Construção de arame. 90,2.10 PLUMAS, 1931. Mobile fixo. 100,3.11 "CALDERBERRY BUSH", 1932. Mobile fixo. 203,4. Mr. and Mrs. James Johnson Sweeney, New York.12 ARCO DUPLO E ESFERA, 1932. Berkshire Museum.13 CíRCULOS E ESFERAS, 1932. Mobile fixo. 156,8.14 DANÇARINOS E ESFERAS, 1936. Mobile moto- rizado, 72,4.15 GmRALTAR, 1936. Stabile. 132.16 CORDA ESTICADA, 1937. Mobile fixo. 274,3.17 A BALEIA, 1937. Stabile. 198. Museum of Mo- dem Art, New York.18 GRANDE ARANHA, 1939-40. Mobile fixo. 259. Herbert Matter, New York.19 MOD:&:LO PARA ANIMAL PRETO, 1940. Stabile. 77,5.20 CINCO FOLHAS, 1940. Mobile fixo. 223,6.21 ESTR:&:LA DA MANHA, 1943. Stabile. 203,2. 145
    • ESTADOS UNIDOS Alexander Calder22 QUATRO PENDULATI, 1943. Mobile motorizado. 94.23 O RATO, 1945. Mobile fixo. 45,1.24 O VERMELHO DOMINA, 1946/47. Mobile fixo. 156,2.25 1 VERMELHO, 4 PRETOS MAIS X BRANCOS, 1946-47. Mobile suspenso, 678,4.26 TRAÇAS lII, 1948. Mobile fixo. 132,1.27 FAIA NEGRA, 1948. Mobile fixo. 98,7. Curt Va- lentin Gallery, New York.28 TORRE BIFURCADA, 1950. Construção mural, 204,4. Curt Valentin GalIery, New York.29 LíRIO VERMELHO, 1950. Mobile fixo. 276,8.30 CONSTELAÇAO, 1950. Construção mural. 99. Curt Valentin Gallery, New York.31 32 DISCOS, 1951. Mobile fixo. 243,9. Curt Valen- tin Gallery, New York.32 GRANDE GONGO VERMELHO, AMARELO E AZUL, 1951. Mobile suspenso. 309,8.33 LAOCOONTE, 1952. Mobile fixo. 231,2.34 VIUVA, 1952. Mobile fixo. 213,4. Curt Valentin Gallery, New York.35 NOVO VELHO UNIVERSO, 1953. Mobile suspenso. 191,9. Curt Valentin GalIery, New York.36 POLíGONOS DUPLOS VERMELHOS, 1953. Mobile suspenso. 236,2. Curt Valeritin Gallery, New York.37 HASTE AMARELA COM PEDRA, 1953. Mobile fixo. 129,5. Curt Valentin· Gallery, New York.88 TR:t!:S TRIANGULOS, 1953. Stabile. 59,7. Curt Valentin Gallery, New York.39 53 PONTOS PRETOS, 1953. Mobile suspenso. 172,7. 146
    • ESTADOS UNIDOS Alexander Calder - pintura40 AHAB, 1953. Mobile suspenso. 376.41 S DE LATAO, 1953. Mobile fixo. 47. Curt Valen- tin Gallery, New York.42 TRIANGULO PRETO, 1953. Mobile fixo. 49,5. Curt Valentin Gallery, New York.43 BASE VERMELHA, 1953. Mobile fixo. 33. Curt Valentin Gallery, New York.44 PEQUENO MOBILE PARA CANTO DE MESA, 1943. Mobile giratório. 55,9. Curt Valentin Gallery, New York.45 MOBILE BRANCO. 150. Museu de Arte Moderna, São Paulo. SALA GERAL pintura WILLIAl1 BAZIOTES (1912) 1 A REDE, 1953. 50,2 x 102,3. Kootz Gallery, New York. 2 ESP:a;LHO DA NOITE, 1947. 121,9 x 152,4. Mrs. D. RockefeIler, 111, New York. S FANTASMA, 1951. 152,4 x 183,5. Kootz Gallery, New York. 4 FANTASIA LUNAR, 1952. 121,9 x 91,5. Mrs. Ber- bard Gimbel, New York. 6 NOITE NA FLORESTA, 1953. 182,8 x 91,4. Stanley J. Wolf, Great Neck, New York. HYMAN BLOOM (1913) 6 A NOIVA, 1941. 51,5 x 126,4. Museum of Modern Art, New York. 147
    • E 5 T A O O 5 UN I DOS pintura"I A SINAGOGA, 1940. 165,7 x 118,7 Museum of Mo- dem Art, New York.8 CADAVER FEMININO VISTO DE COSTAS, 1947. 172,6 x 91,4. Durlacher Brothers, New York.9 MAPA DO TESOURO, 1945. 106,7 x 81,2. Addison Gallery of Amerlcan Art, Phillips Academy, Ando- ver, Massachussets.10 O RABINO, 1947. 127 x 91,4. Mr. and Mrs. Earle Ludgin, Chicago, minois. WILLEM DE KOONING (1904)11 DUAS MULHERES, 1952. Pastel. 45,7 x 53,3. Sid- ney Janis Gallery, New York.12 MULHER E BICICLETA, 1952-53. 194,3 x 124,5. Sidney Janis Gallery, New York.13 ORESTES, 1947. 65,7 x 94. Mr. John Stephan, New York.14 PINTURA, 1951-52. 76,2 x 96,5. Dr. Jack Green- baum, New York.15 SEXTA-FEIRA NEGRA, 1947. 137,1 x 96,5. Mrs. H. Gates Lloyd, Haverford, Pennsylvania. De uma série de estudos sóbre o tema da Cru- cflicaç40:16 CARRASCOS, 1949. Duco. 91,4 x 204. Jacques Sel1gman & Co., New York.1"1 FIGURAS SOBRE A CRUZ COM LANTERNA, 1950. Duco. 243,9 x 121,9. Jacques Sel1gmann & Co., New York.18 MORTALHA SOBRE O BRAÇO DA CRUZ, 1950. Duco. 91,5 x 306. Jacques Sel1gmann & Co., New York. 148
    • ESTADOS UNIDOS pintura - desenho Estudos de animais para a armadura dos sol- dados:19 MATA-MATA, 1948. Caseina. 62,2 x 79,9. Mrs. Rico Lebrun, Pasadena, Cal1fornia.20 FIGURA ENCOURAÇADA, 1950. Duco. 30,5 x 91,4. Donald and Esther Bear Collection, Santa Barbara, Califomia. BRADLEY WALKER BOMLIN (1899-1953)21 NúMERO 5, 1952-53. 206 x 116,9. Mrs. Betty Par- sons Gallery, New York.22 NúMERO 6, 1951. Betty Parsons Gallery, New York.23 NúMERO 9, em louvor de Gertrude Stein, 1950. 124,5 x 259,1. Mrs. John D. Rockefeller In, New York.24 NúMERO lO, 1952-53. 182,9 x 259,1. Munson-Wil- liams-Proctor Institute, utica, New York.25 NúMERO 13, 1952-53. 116,8 x 90,2. Betty Parsons Gallery, New York. desenho EDWARD CORBETT (1919) 1 NúMERO 5. Giz. 66 x 50,9. Grace Borgenicht Gallery, New York. 2 NUMERO 11: Giz. 88,4 x 57,8. Museum oí Mo- dern Art, New York. 3 NúMERO 15. Giz e caseina. 68,5 x 35,5. Museum oí Modem Art, New York. 149
    • ESTADOS UNIDOS desenho4 NÚMERO 16. Giz. 58,4 x 37,5. Grace Borgenicht Gallery, New York.5 NúMERO 18. Giz. 59 x 46,4. Grace Borgenicht Gallery, New York. JOSEPH GLASCO (1925)6 CABEÇA, 1951. Nanquim. 101,6 x 67,3. Catherine Viviano Gallery, New York. 7 CAVALO, 1953. Nanquim. 39,3 x 49,5. Catherine Gallery New York.8 FIGURA RECLINADA, 1949. Nanquim. 49,S x 64,8. Catherine Viviano Gallery, New York.9 GRANDE GATO SENTADO, 1949. Nanquim. 101,6 x 66,7. Museum of Modem Art, New York.10 MULHER SE VESTINDO, 1953. Nanquim. 49,5 x 39,3. Catherine Viviano Gallery, New York. ROBERT MOTHERWELL (1915)11 A ESCADA DE JACO, 1943. Nanquim. 36,2 x 72,4. Kootz Gallery, New York.12 CANDELABRO JUDAICO, 1952. Nanquim. 55,9 x 71,1. Kootz Gallery, New York.13 DECALOGO, A ESCADA DE JACO E A SARÇA ARDENTE, 1951. Nanquim. 55,9 x 71,1. Kootz Gallery, New York.14 A PEGA, 1592. Nanquim. 71,1 x 55,9. Kootz Gal- lery, New York.15 O CAVALETE, 1952. Nanquim, papel colado. 76,2 x 50,8. Kootz Gallery, New York. 150
    • ESTADOS UNIDOS desenho - gravura BEN SHAHN (1898)16 ACROBACIA EM BICICLETA, 1950. Nanquim. 63,S x 96,S Downtown Gallery, New York.17 CLARINETAS, 1951. Nanquim. 63,S x 96,S. Mrs. Walter Paepke, Chicago.18 DANÇARINOS, 1947. Nanquim. 628 x 45,7. Mrs. Howland SOby, West Hartford, Connecticut.19 MENINA PULANDO CORDA, 1943. Nanquim. 55,9 x 76,2. James Thrall SOby, New York.20 SUZANA E OS ANCIAOS, 1947. Nanquim e aqua- rela. 55,9 x 76,2. Edward Wormley, New York. gravura LEONARD BASKIN (1922) 1 LAGOSTIM FRANCl!:S, 1951. Xilografia. 49,8 x 62,8. Boris Mirski Art Gallery, Boston, Mas- sachussets. 2 HOMEM DA PAZ, 1952. Xilografia, 151,1 x 77,7. Grace Borgenicht Gallery, New York. RALSTON CRAWFORD (1906) S PAISAGEM DE COLôNIA, 1951. Litografia colorida. 38 x 53,8. Downtown Gallery, New York. 4 "ELEVATED" N.o 1 DA 3.& AVENIDA, 1952. Lito- grafia colorida. 26,4 x 441. Downtown Gallery, New York. 151
    • ESTADOS UNIDOS gravura SEONG MOY (1921)5 INSCRIÇAO DE TCHAO PAll: N.o I, 1950. Xilografia colorida 61,3 x 19,2. New Gallery, New York.6 Yl!:N SHANG, 1952. Xilografia colorida. 44,9 x 26,9 New Gallery, New York. GABOR PETERDI (1915)7 ARAUTO DO DESPERTAR, 1951. Agua forte, gravura, "offset", colorida. 50,2 x 60,4. Grace Bor- genich Gallery, New York.8 GERMINAÇAO, 1950-52. Agua-forte, gravura "of- set" colorida. Grace Borgenich, New York. ALTON PICKENS (1917)9 PASTORAL, 1947. Agua forte, 29, 5x 59,7. Mu- seum of Modem Art, New York.10 SATURNO E FAMíLIA, 1953. Agua forte e aqua- tinta. 29,8 x 59,4. Curt Valentin Gallery, New York. SYLVIA WALD (1914)11 CONSTELAÇAO DO ESPíRITO, 1952. Gravura co- lorida sôbre seda. 38,8 x 52. National Serigraph Society, New York.12 ENTRE DIMENSÕES, 1950. Gravura colorida sôbre seda. 52 x 38. Museum of Modem Art, New York. 152
    • A FINLANDIADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA ASSO-CIAÇÃO DOS ARTISTAS FINLAND~SES
    • FINLÂNDIA A 2. Bienal de São Paulo. Por causa de difi- Finlândia participa, pela primeira vez, da a culdades diversas, que se apresentaram durantea organização, a coleção exposta é relativamentepouco numerosa, constando somente de 40 obras.Mas esperamos que, mesmo assim, demonstre o es-fôrço feito pelo nosso país e nossos artistas paracorresponder ao amável convite que lhes foi dirigido.A Finlândia está relativamente distante dos grandescentros artísticos e, por êsse motivo, sua arte assu-me um aspecto intensamente nacional, caracteriza-do por côres bastante sombrias, cinzentas e discre-tas, um sentimento íntimo da natureza e uma espé-cie de monumentalidade. tsses traços são particu-larmente evidentes na produção arcaizante e realis-ta do primeiro período do pintor Juho Rissanen, nas-cido em 1873 e falecido em 1950. A mesma traje-tória nacional foi seguida por Veikko Vionoja (nas-cido em 1909), que participa, com suas obras, da2.& Bienal. Seus retratos maciços e sérios, seus in-teriores e suas paisagens representam a vida decampo finlandêsa, como se apresenta em Ostrobot-nia, a região natal do artista.Por volta de 1912, a arte finlandêsa estava domina-da por dois grupos bastante característicos, o grupo"Septem", cujo interêsse se concentrava em tôrnodo impressionismo, um movimento bem estranho aocaráter nacional finlandês, e o grupo de "Novembre",expressionista, duma violência vulcânica, que sealicerçava mais solidamente em raizes nacionais. Opintor de maior prestígio e a personalidade maisforte dêsse grupo é Tyko Sallinen (nascido em 1891),que participa igualmente da 2.& Bienal. Suas obrasem tons raros, em cinza escuro, exprimem algumacousa essencial da paisagem finlandêsa.A influência das correntes da arte continental, noentanto, também se fez sentir em nossa arte, e,nestes últimos anos, tornou-se mais pronunciada.Entre os artistas que a ela se prenderam, podemos 154
    • FINLÂNDIA pinturacitar Aarre Heinonen, (nascido em 1906), reitor daEscola da Academia de Belas Artes da Finlândia, queparticipa da presente exposição. De formação aca-dêmica belga, êle representa, na nossa arte, um cro-matismo refinado e pitoresco.Nossa escultura parte igualmente de um realismonacional, mas, desde logo, se orienta para as formasesculturais puras, inspirando-se na antiguidade enas realizações arcaicas. Mikko Hovi (nascido em1908) pertence à geração mais nova dos nossos escul-tores.O desenho artístico finlandês é representado, na ex-posição, por Hans Bjorklind (nascido em 1908), [naColliander (nascida em 1905) e E. Mether-Borgs-trôm (nascida em 1917) K. KOROMA Presidente do Associaçõo dos artista. pintores e comissó- rios do seçõa finlandesa. pintura AARRE HEINONEN (1906) 1 NATUREZA MORTA. 55 x 33. 2 NATUREZA MORTA COM PINCEIS. 38 x 55. 3 PAISAGEM. 80 x 100. 4 PAISAGEM DA LAPONIA. 81 x 100. 5 PERSONAGEM. 100 x 73. VAIN() KAMPPURI (1891) 6 NATUREZA MORTA COM MAÇAS. 47 x 55. Mr. Sorsismo. 7 OFERENDA DE FUMAÇA. Coleção do Ateneum. 155
    • FINLÂNDIA pintura - escultura 8 PAISAGEM DE INVERNO. 34 x 46. Associação dos Artistas Finlandeses. 9 PONTE. 50 x 60. Mr. Turtola.10 VISTA DE UMA RUA. 46 x 54. Associação dos Artistas Finlandeess. VEIKKO VIONOJA (1909)11 GRANJA. 62 x 96.12 INTERIOR. 81 x 96.13 ORAÇOES. 84 x 98.14 OS TRABALHADORES NA GRANJA. 82 x 108.15 PAISAGEM. 116 x 58. escultura MIKKO HOVI (1879) 1 A MACAQUINHA. Bronze. 40. 2 A MAE E O FILHO. Bronze. 34. S A TERRA NUTRIZ. Bronze. 27. 4 OS AMIGOS. Bronze. 32. 5 RUMBA. Bronze. 33. KAUKO RASANEN (1926) 6 A PASSEIO. Bronze. 68. 7 ANGULOS REPETIDOS. Bronze. 16. 8 JOVEM COM OS CABELOS CAíDOS NA TESTA. Bronze. 30. 9 JUVENTUDE. Bronze. 68.10 REPOUSO. Bronze. 20. 156
    • FRANÇADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA "ASSO-CIATION FRANÇAISE DACTION ARTISTIQUE"
    • FRANÇA F oi o desejo, expressado pelos organizadores brasileiros da Bienal de São Paulo, de vêr, na secção reservada à França, uma retrospecti-Va do cubismo, que nos serviu de base, por assimdizer, para a composição desta mostra. Aliás, desdeo momento em que seu núcleo principal deveria sera arte de Braque, Picasso, La FreSnaye, Léger, Vil-lon, Delaunay, Gleizes, tornou-se necessário, paraevitar qualquer disparate e assegurar ao conjuntoapresentado pela França uma indispensável harmo-nia, não trazer a São Paulo, dentre os inúmeros jo-vens artistas hoje em atividade, a não ser aquelescuja arte tem alguma afinidade com o cubismo, oprolonga, o desenvolve, dele extrai suas consequên-cias, excluindo os que o recusam ou reagem contraêle, e que poderão ser objeto das próximas mani-festações francesas, nas futuras bienais de São Pau-lo. Um programa, portanto, se impôs, naturalmen-te: de um lado a comemoração dêsse prodigioso mo-vimento, que teve a França por teatro, no períodode 1907 a 1925, e que a história conhece sob o no-me de cubismo; de outro, a apresentação da ativi-dade dos artistas que, entre os da nova geração,seconsideram seus seguidores e fazem frutificar-lheos ensinamentos fecundos; enfim, para lançar, dequalquer maneira, uma ponte entre êsse passado eêste presente, a exposição da arte de um mestre,mais jovem que os fundadores do cubismo, cuja in-fltiênéia sofreu, muito mais velho que os jovens dehoje, sôbre os quais exerce uma ação imensa, e que,por assim dizer, transmitiu a êstes a mensagem da-queles: o grande, o puro, o genial Henri Laurens.Assim, o viSitante da Bienal de São Paulo poderánão sómente contemplar quadros, desenhos, escul-turas, papeis coladoS, gravuras, de qualidade supe- rior, e às vezes sublime, como poderá tomar conhe-cimento, igualmente, de um dos fenómenos queconstituem uma das razões fundamentais da fecun-didade da arte francesa: a liberdade. Liberdade na 158
    • FRANÇAelaboração da arte cubista, pelos seus primeirosadeptos, e na sua interpretação, por seus filhosespirituais.E, na realidade, essenciaL acentuar que o cubismonão foi nem uma capela nem uma doutrina. Ela-borado, ao mesmo tempo, por pintores que não seconheciam pessoalmente e que reuniram, depois,suas pesquisas semelhantes - Picasso, Braque, De-launay, Lhote, Léger - o cubismo teve, desde o iní-cio, diversos "focos" principais - "atelier" de Picas-so, no Bateau-Lavoir de Montmartre, de Gleizes, emCourbevoie, dos irmãos Villon, em Puteaux, de De-launay, na Rue des Grands Augustins - onde to-ma formas multiplas, mais gráficas, em um, maiscoloridas, em outro, tendendo às vezeS! para a abs-tração, fiel, outras vezes, às aparéncias da natureza.Nada mais variado do que esta arte, que foi se mo-dificando, de 1911 a 1914, o que é suficiente paraprovar o êrro dos que nela julgam ver a ilustraçãode uma teoria. O cubismo é tão pouco teórico,preocupa-se tão pouco em sê-lo, que os cubistas, aocontrário dos futuristas, nunCa pensaram em re-digir um manifesto. A teoria neles não precede aobra; segue-se a esta, e não a segue a não serpara explicá-la. Foi a incompreensão do pÚblicoque levou dois pintores - Gleizes e Metzinger-a dizer, por escrito, o que pretendiam fazer com opincel, e um escritor ~ Guillaume Appolinaire -a defender os amigos cu bis tas atacados. O cubismonão é nem o fruto de uma estética preconcebida,nem a vontade teórica de um grupo, mas o produ-to de uma época que se expressou, para sempre,através dele. E é também o espírito de nossa épo-ca que se incarna nas obras dos jovens artistas- pintores e escultores - que se anunciam osten-sivamente cubistas, julgando que um homem do sé-culo XX não tem o direito de repelir o ensinamentode uma arte que é a própria arte do século, e, ain- da mais, um dos muito raros acontecimentos depoisdos quais não se pode mais trabalhar como antes.Por isso, não se trata para êles, felizmente, de co- 159
    • FRANÇApiá-lo literalmente, mas de seguir-lhe o espírito.Não são suas formas que éles imitam, é em suaestética e em sua ética que se inspiram. Esta úl-tima resume-se em algumas palavras: liberdade,audácia, desprendimento da natureza, invenção. Aprimeira envolve uma nova concepção do eSpaço eda luz, uma nova interpretação do desenho, da c6re da forma, uma idéia nova do quadro. São éssesOs denominadores comuns de artistas, aliás muitodiversos, figurativos, como PicasSo e Marchand, abs-tratos, como Bazaine e Manessier, sensíveis, enfim,a outras influéncias, "fauves", surrealistas, até mes-mo expressionistas, segundo os indivíduos. A uni-lormidadenão reina, pois, na brigada dos que re-ceberam a herança do cubismo. Mas éles nilo per-tencem menos, por isso, à mesma raça espiritual eartística, e revelam, igualmente, um fIar de famí-lia", comparados aos cubistas, o que, conforme es-peramos, garante a harmonia, na seleção das obrasfrancesas expostas na 2.a Bienal de São Paulo. Eserá, talvez, por tais motivos que essas obras apre-sentarão aos nosos longínquos amigos brasileiros uma imagem do povo que as criou. Harmonia eaudácia, audácia na harmonia, não estará af, naverdade, tMa a tradição artística trancesa, das ba- sílicas romanas às catedrais goticas, dos paláciOS e parques do século XIV às pinturas impressionistas e às esculturas de Bodin? Nilo estará nisso, emsuma, tMa a França? BERNARD DORIVAL Conservador do Museu Nacio- nal de Arte Modema de Paris 160
    • FRANÇA Sala especial CUBISMO P i n t u r ci GEORGES BRAQUE (1881)1 GRANDE Nú, 1908. 140 x 99. Mme. Cuttoli, Paris.2 OS INSTRUMENTOS MUSICAIS, 1908. 60 x 50.S O "SACRlt COEUR", 1910. 55 x 38. Coleção par- ticular, Paris. 4 NATUREZA MORTA, 1911. 33 x 41. Musée de Strasbourg. 5 O VIOLINO, 1912. 73 x 60. Coleção particular, Paris.6 A PENTEADEIRA, 1912. 55 x 38. M. André Lhote,7 A MULHER COM GUITARRA, 1912. 128 x 73. Coleção particular, Paris.8 COMPOSIÇAO COM O AZ DE PAUS, 1913. Musée National dArt Moderne, Paris. 9 PAPEL COLADO, 1914. 52 x 37. M. Antoine Cou- trot, Paris. ROBERT DELAUNAY (1885-1941)10 AUTO-RETRATO, 1908. 72 x 59. Mme. Delaunay, Paris.11 AS TRltS GRAÇAS, ESTUDO PARA A "A CIDA- DE DE PARIS", 1912. 209 x 160. Mme. Delanay.12 A TORRE EIFEL, 1911. 116 x 97. Mme. Coutrot, Paris. 161
    • FRANÇA cubismo13 AS JANELAS, 1911. 46 x 40. M. Jean Cassou. Paris.14 A EQUIPE DE CARDIFF, 1913. 195 x 132. Musée dEindhoven. MARCEL DUCHAMP (1887)15 OS JOGADORES DE XADR:l!:S, 1911. 50 x 61. M. Jacques Villon, Paris. ALBERT GLEIZES (1881-1953)16 RETRATO DE JACQUES NAYRAL, 1911. 180 x 130. Mme. Albert Gleizes, St. Rémy de Provence.17 O PORTO, 1912. 89 x 116. Mme. Lignieres. Duchamp-Villon, Paris.18 RETRATO DE FLORENT SCHMITT, 1914. 200 x 150. Mme. Bourdon, Paris. lUAN GRIS (1887-1927)19 O CAF:l!: DA MANHA, 1910-15. 92 x 73. Musée National dArt Moderne, Paris.20 NATUREZA MORTA, 1912. 73.. x 60. Coleção par- ticular., Paris.21 FIGURA DE MULHER, 1917. 116 x 72. Coleção particular, Paris. AUGUSTE HERBIN (1882)22 A PONTE NOVA, 1910. 16 x 26. M. Henri-Pierre Roehé, Paris.23 RUA DE UMA ALDEIA, 1910. 16 x 28. M. Henri- Pierre Roehé, Paris. 162
    • FRANÇA cubismo ROGER DE LA FRESNAYE (1885-1925)24 A ITALIANA DE PERFIL, ESBOÇO, 1911. Cole- ção particular, Paris.25 PAISAGEM DE MEULAN, ESBOÇO, 1912. 60 x 63. Coleção particular, Paris.26 JOANA D ARC, 1912. 200 x 100. Coleção parti- cular, Paris.27 O HOMEM SENTADO, 1913. 130 x 165. Coleção particular, Paris. MARIE LAURENCIN (1885)28 AS DUAS IRMAS, 1910. 50 x 63. M. Henri-Pierre Roehé, Paris. FERNAND LÉGER (1881)29 A FUMAÇA SOBRE OS TELHADOS, 1910. 46 x30 OS TELHADOS DE PARIS, 1912. 92 x 73.31 A PASSAGEM DE NíVEL, 1912. 92 x 73.32 ESBOÇO PARA "A MULHER EM AZUL", 1912. 130 x 85.33 O DIA 14 DE JULHO, 1914. 67 x 70.34 CONTRASTES DE FORMAS, 1914. 80 x 65. Co- leção particular, Paris.35 A MULHER DE VERMELHO E VERDE, 1914. Musée National dM Moderne, Paris. ANDRE LHOTE (1885)36 A BACANTE, 1910. 105 x 105.37 NATUREZA MORTA COM LEQUE, 1911. 73 x 48.38 RETRATO, 1913. 160 x 82. 163
    • FRANÇA cubismo LOUlS MARCOUSSIS (1883-1941)89 O "SACR~ COEUR", 1910. 27 x 35. Galerie de Berri, Paris.40 O BAR DO PORTO, 1913. 82 x 66. Galerie de Berri, Paris.41 NATUREZA MORTA, 1914. 84 x 42. Mme. Bour- don, Paris.42 O VIOLAO, 1918. Mme. Bourdon, Paris. JEAN METZINGER (1883)43 O VESTIDO VERDE, 1912. 162 x 97. FRANCIS PICABIA (1879)44 A CIDADE DE PARIS. 1911. 73 x 92. M. Ko- chnitzky, BruxeIles.45 UDNIE, JOVEM AMERICANA, 1913. Musée Na- tional dArt Moderne Paris. PABLO PICASSO (1881)46 O HOMEM SENTADO, 1908. Coleção particular, Roubaix.47 CABEÇA DE MULHER, 1909. Guache. Coleção particular, Paris.48 CABEÇA DE HOMEM, 1909. Guache. 63 x 47. M. Henri-Pierre Roché, Paris.49 NATUREZA MORTA, 1911. 46 x 33. M. Georges SaIles, Paris.50 COPO E JORNAL, 1912. 35 x 24. M. André Lho- te, Paris. 164
    • FRANÇA cubismo51 CABEÇA DE HOMEM, 1913. ~ x 46. Galerie Jeanne Bucher, Paris.52 CABEÇA DE UMA JOVEM, 1913. 65 x 46. Mme. Cuttoli, Paris.53 VIOLINO E COPO DE CERVEJA, 1914. 81 x 75. Musée National dArt MOderne, Paris.54 PAPEL COLADO, 1913. Coleção Particular, Paris.55 PAPEL COLADO, 1914. M. A. Coutrot, Paris. SONIA TERK DELAUNAY (1885)56 O BAILE BULLIER, 1913. 98 x 388. Musée Na- tional dArt Moderne, Paris. JACQUES VILLON (1875)57 RETRATO DO ESCULTOR RAYMOND-VILLON, 1911. 35 x 26. Musée National dArt Moderne, Paris. escultura CONSTANTIN BRANCUSI (1876) 1 A MUSA ADORMECIDA, 1909. Bronze. 27. Mu- sée National dArt Moderne, Paris. RAYMOND DUCHAMP-VILLON (1876-1918) 2 A DANÇA, 1911. Bronze. 57. M. Jacques Villon, Paris. 3 BAUDELAIRE, 1911. Bronze. 69. M. Jacques Vil- lon, Paris. 165
    • FRANCA cubismo4, OS AMANTES, 1913. Bronze. 34. M. Jacques Vil- lon, Paris.5 A MULHER SENTADA, 1914. Bronze. 69. M. Jacques Villon, Paris.6 CABEÇA DE CAVALO, 1914. Chumbo. M. Jac- ques Villon, Paris. ROGER DE LA FRESNAYE (1885-1918)1 A ITALIANA, 1911. Go.lerie Maeght, Paris. JACQUES LIPCHlTZ (1891)8 MARINHEIRO COM VIOLAO, 1914. Bronze. 79. Musée National dArt Moderne, Paris. OSSIP ZADKINE (1890)9 CABEÇA DE HOMEM, 1914. Pedra. 39. M. Zad- kine, Paris. desenho ROGER DE LA FRESNAYE (1885-1925)1 ESTUDO DE NúS, 1913. Desenho a bico de pena. 33 x 21. Musée National d Art Moderne, Paris.2 COPOS E GARRAFA, 1914. 17 x 20. Musée Na- tional dArt Moderne, Paris. FERNAND LEGER (1881)S ESTUDO DE NúS, 1906 M. Fernand Léger, Paris. 166
    • FRANÇA cubismo - Henri Laurens4 ESTUDO DE NOS, 1906. M. Fernand Léger, Paris. PABLO PICASSO (1881)5 CABEÇA DE MULHER, 1909. 61 x 47. Mme. Coutrot, Paris. JACQUES VILLON (1875)6 MINHA IRMA MADALENA, 1912. 313 x 465. Cole- leção particular, Paris.7 OS LUTADORES, 1912. 28 x 37. Coleção parti- cular, Paris.8 RETRATO DO ATOR F. BARR1:, 1913. 57 x 47. Coleção particular, Paris.9 OS DIAMANTES ROUBADOS, 1914. 45 x 35. Co- leção particular, Paris. Sala especial HENRI LAURENS escultura1 MULHER COM LEQUE, 1919. Bronze. 60.Z INSTRUMENTOS DE MúSICA, BAIXO R~O, 1928. Bronze. 140.S A NEGRA, 1934. Bronze. 90.4 A SEREIA, 1944. Bronze. 110.5 O ARC"i.NJO FULMINADO, 1946. Bronze. 140. 167
    • FRANÇA Henri Laurens-Adam6 ° OUTONO, 1948. Bronze. 170.7 A LUA, 1948. Bronze. 94.8 AMPHION, 1953. Bronze. 40.9 FIGURA COM HARPA. Bronze. 40. Sala espeoial HENRI-GEORGES ADAM escultura1 ° MORTO, 1942. Gêsso. 200.2 MULHER ADORMECIDA, 1945. Bronze. 120.3 ANIMAL COM CHIFRES, 1946. Bronze. 60.4 CANTARO, 1950. Bronze. 60. gravura 1 JANEIRO, 1952. Buril. 76 x 56. 2 15 DE JANEIRO, 1952. Buril. 76 x 56. 3 FEVEREIRO, 1952. Buril. 76 x 56. 4 15 DE FEVEREIRO, 1952. Buril. 76 x 56. 5 MARÇO, 1951. Buril. 76 x 56. 6 ABRIL, 1951. Buril. 76 x 56. 7 MAIO, 1951. Buril. 76 x 56. 8 JUNHO, 1951. Buril. 76 x 56. 9 JULHO, 1951. Buril. 76 x 56.10 AGOSTO, 1951. Buril. 76 x 56.11 SETEMBRO, 1952. Buril. 76 x 56.12 OUTUBRO, 1952. Buril. 76 x 56.13 15 DE OUTUBRO, 1952. Buril. 76 x 56. 168
    • FRANÇA Adam - Richier14 NOVEMBRO, 1952. Buril. 76 x 56.15 DEZEMBRO, 1952. Buril. 76 x 56.16 O DIA, 1951. Buril. 76 x 56.17 A NOITE, 1951. Buril. 76 x 56.18 A DAMA COM DADOS, 1951. Buril. 76 x 56. tapeçaria1 A DAMA DE COPAS, 1949. 350 x 280.2 DANAll:, 1947. 200 x 257.3 DOMINÓ, 1948.4 MULHER ADORMECIDA, 1948.5 SOMBRAS PRETAS, 1950. 10m2. Sala especial GERMAINE RICHIER escultura 1 O CHUMBO, 1951. Bronze. 125. 2 O DOM QUIXOTE DA FLORESTA, 1952. Bronze. 230. 3 O OGRE, 1952. Bronze. 83. 4 A TOURADA, 1953. Bronze. 113. gravura 1 ILUSTRAÇAO PARA "CONTRE-TERRE", de René de Solier, 1953. Agua-forte. 169
    • FRANÇA pintura SALA GERAL pintura JEAN BAZAINE (1904)1 A ARVORE EM CRUZ, 1952. 116 x 89.2 A CHAMA E O MERGULHADOR, 1953. 195 x 130.S A TERRA E o CW, 1950. 195 x 130.4 CHICAGO, 1953. 146 x 97.5 O INVERNO, 1951. 130 x 97. Coleção particular, Paris. HONORE MARIUS BERARD (1896)6 OPUS 612.7 OPUS 554.3 OPUS 675, 1953.9 OPUS 676, 1953.10 "PASSACAILLE POUR ORGUES", 1937. ROGER CHASTEL (1897)11 A VIGíLIA, 1952.12 "LE BISTROT", 1951.13 NATUREZA MORTA, 1953.14 ° DIALOGO DO MEIO-DIA. 1950-51.15 VASILHA E LIMA0, 1947. 170
    • FRANÇA pintura MAURICE ESTEVE (1904)16 ESTUFA, 1953. 89 x 116.17 MEDRANO, 1953. 116 x 81.18 O RINGUE, 1952. 116 x 89.19 O TROFl:U, 1952. 116 x 89.20 PARIS HA 2.000 ANOS, 1951. LÉON GISCHIA (1904)21 A PINTORA, 1948. 97 x 130.22 A SEREIA, 1951. 89 x 146.23 AS PERSIANAS FECHADAS, 1953. 89 x 116.24 MENINA JUNTO AO CAVALETE, 1952. 81 x 100.25 NATUREZA MORTA COM CABAÇA, 1953. 81 x 100. CHARLES LAPICQUE (1898)26 A BOlA, 1952. 131 x 97.27 A MAlU! BAIXA, 1951. 81 x 117.28 CLAUDIUS, 1950. 92 x 73.29 DANÇA MACABRA, 1948. 146 x 97.30 FAZENDA NA BRETAGNE, 1947. 65 x 100. ALFRED MANESSIER (1911)31 A COROA DE ESPINHOS, 1950. 163 x 98. Musée National dArt Moderne, Paris.32 ES~A DE ESPINHOS, 1952. 60 x 60. M. R. Haas, Paris.33 ESTlU!LA DA MANHA, 1953. 50 x 50. RDbert Jay, Paris. 171
    • FRANÇA pintura34 MAGNIFICAT DAS COLHEITAS, 1952. 220 x 100, M. Philippe Leclercq, Hem.85 RECOLHIMENTO NOTURNO N.o 2, 1952. 200 x 100. ANDRE MARCHAND (1907)36 A BANHISTA, 1952. 100 x 81.37 A FONTE, 1946. 130 x 195.38 A JANELA, 1952. 195 x 130.89 A NpITE NO JARDIM, 1948. 130 x 195.40 O TOURO EM CAMARGUE, 1951. 81 x 100. EDOUARD PIGNON (1905)41 A OLIVEIRA AO CREPÚSCULO, 1953. 195 x 130.42 MATERNIDADE, 1953. 190 x 215.43 NÚ COM OLIVEIRA, 1953. 195 x 130. Coleção particular, Oslo.44 O OPERÁRIO MORTO, 1952. 300 x 240.45 OSTENDE, 1949. 195 x 140. GÉRARD SCHNEIDER (1896)46 OPUS 26 B, 1953. 189 x 116.47 OPUS 30 B, 1953. 130 x 162.48 OPUS 402, 1949. Cola e óleo. 130 x 195.49 OPUS 404, 1952. 130 x 195.50 OPUS 507, 1952. 89 x 116. GUSTAVE SINGIER (1909)51 INTERIOR FLAMENGO, 1951. 170 x 150. M. Vil- liers, Paris.52 O PORTO NÓRDICO, 1952. M. R. Haas, Paris. 172
    • FRANÇA pintura53 OS ASTRONAUTAS, 1953. 92 x 73.M PASSEIO TRISTE, 1953. 81 x 65.55 VISTA DO PORTO, 1950 170 x 152. M. Marcelle Levi, Turin. PIERRE SOULAGES (1919)56 30 DE ABRIL, 1951.57 MAIO, 1950.58 28 DE JULHO, 1953.59 7 DE AGOSTO, 1953.60 21 DE AGOSTO, 1953. NICOLAS DE STAEL (1914)61 A LUA, 1953. Coleção particular, Paris.62 GARRAFAS NO ATELIER, 1953. 200 x 350.63 OS MUSICISTAS, 1953. 162 x 114. Coleção par- ticular, Paris.64 PRAIA, 1952. 81 x 65.65 PAISAGEM, 1952. 65 x 81. ARPAD SZENES66 DANÇA HÚNGARA, 1953. 50 x 100.67 O BANQUETE, 1952. 200 x 40.68 OS CAVALOS A CORRER, AS MENINAS A SAL- T AR. 1953. 80 x 100.69 OS TR1tS PARQUES, 1952. 80 x 100. MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA (1908)70 AS TORRES DE VIDRO, 1953. 160 x 130.71 BORBOLETAS, 1951. 60 x 120. 173
    • FRANÇA pintura - gravura72 COMPOSIÇAO, 1953. 97 x 130.73 COMPOSIÇAO, 1953. 97 x 130.74 SILVESTRE, 1953. 60 x 120. gravura ROGER CHASTEL (1897) 1 A CORUJA, ILUSTRAÇAO PARA O "BESTIAl-. RE"" DE PAUL ELUARD, 1947. Agua-forte. 2 A CORUJA, O CORVO E O GAVIAO, ILUSTRA- ÇAO PARA o "BESTIAffiE", DE PAUL ELUARD, 1947. Agua-forte.3 CAVALOS, ILUSTRAÇAO PARA O "BESTIAlRE", DE PAUL ELUARD, 1947. Agua-forte.4 GATOS, ILUSTRAÇAO PARA O "BESTIAIRE", DE PAUL ELUARD, 1947. Agua-forte. 5 o LEAO, ILUSTRAÇAO PARA O "BESTIAmE", DE PAUL ELUARD, 1947. Agua-forte.6 o LOBO, ILUSTRAÇAO PARA O "BESTIAmE", DE PAUL ELUARD, 1947. Agua-forte. 7 O PASSARINHO, ILUSTRAÇAO PARA O "BES- TIAIRE", DE PAUL LUARD, 1947. Agua-forte.8 O SAPO, ILUSTRAÇAO PARA O "BESTIAIRE", DE PAUL ELUARD, 1947. Agua-forte.9 O URSO, ILUSTRAÇAO PARA O "BESTIAmE", DE PAUL ELUARD, 1947. Agua-forte.10 A VENDEDORA DE LIMOES, 1940. Agua-forte. PIERRE COURTIN (1921)11 1947-1948. Buril. 174
    • FRANÇA gravura12 16 DE FEVEREIRO, 1949. Buril.13 JANEIRO, 1950. Buril.14 OUTUBRO, 1951. Buril.15 18 DE NOVEMBRO, 1951. Buril.16 20 DE MARÇO, 1953. Buril.17 30 DE ABRIL, 1953. Buril. ALFRED MANESSIER (1911)18 a 24 A PASCOA. Litografias. ANDRE MARCHAND (1907)25 A PRIMAVERA, ILUSTRAÇAO PARA "LES NOURRITURES TERRESTRES", DE ANDR~ GIDE. Litografia. 32 x 25.26 AS PERAS, ILUSTRAÇAO PARA "LES NOURRI- TURES TERRESTRES", DE ANDM GIDE. Litografia. 32 x 25.27 MARIA TERESA, ILUSTRAÇAO PARA "LE VI- SIONAffiE", DE JULIEN GREEN. Litografia.28 O C~U, A NOITE, ILUSTRAÇAO PARA "LES NOURRITURES TERRESTRES", DE ANDR~ GIDE. Litografia. 32 x 25.29 O SALAO DE BAILE, ILUSTRAÇAO PARA "LE VISIONAffiE", DE JULIEN pREEN. Litografia. JEAN SIGNOVERT (1921)30 A GRADE, 1953. Agua-forte. 48 x 31.31 DANÇA, 1953. Agua-forte colorida. 32 x 25.32 FORMAS NO CREPÚSCULO, 1952. Agua-forte colorida. 36 x 24. 175
    • FRANÇA gravura33 HARMONIA AZUL, 1953. Água-forte colorida. 45 x 30.34 HARMONIA OCRE, 1953. Água-forte colorida. 50 x 32.35 O ATELIER, 1953. Agua-forte. 45 X 28.36 OS DANÇARINOS, 1952. Água-forte colorida. GUSTAVE SINGIER (1909)37 A ABELHA, 1948. Água-forte. 18 x 24.38 CORDEIRO MíSTICO, 1946. Água-forte. 18 x 13.39 DANAÉ, 1947. Agua-forte. 18 x 13.40 a 44 S~RIE DE GRAVURAS PARA ILUSTRAR "QUATRAINS", DE CAMILLE BOURNIQUEL, 1948. Buril. ROGER VIEILLARD (1907)45 A IDADE DE FERRO, 1949. Buril. 40 x 30.46 BABILôNIA, 1942. Buril. 42 x 20.47 COMBATE PELA CIDADE, 1953. Burij. 26 x 36.48 MÚSICA E DANÇA, 1950. Buril. 34 x 44.49 TEMPLO DA LIBERDADE, 1939. Buril. 24 x 38.50 VIDA NO CAMPO, 1950. 17 x 11.51 USINAS EM ARGENTEUIL, 1953. Buril. 40 x 28. 176
    • Sala especial PABLO PICASSO A concours", Pablo Picasso, pelo Museu de"hors exposzçao é patrocinada apresentada ArteModerna de São Paulo, que contou com a colabo-ração e a direta orientação do artista. Este desig-nou como organizador e comissário o Sr. MauriceJardot. O Museu de Arte Moderna de São Pauloagradece a generosa cooperação prestada pelos se-guintes museus galerias e colecionadores, que amà-velmente emprestaram obras para a exposição: André Lefevre, Paris; Curt Valentim Gallery, New York; D. H. Kahanweiller, Paris; Dr. Reber, Lausan- ne; F. Gygl, Lausanne; Frua de Angell, Milano; Galerie L. Lelris, Paris; Galerle Rosengart, Lucer- ne; Illgeborg Eichmann, Zurich; Joseph Paulitzer Jr., St. Louis, Missouri; Mme. Marie Cutoll, Paris; Musée National dArt Moderne, Paris; Museum of Modern Art, New York; Nelson Rockfeller, New York; Vicomtesse de Noailles, Paris; Victor W. Gant, New York; Paul Rosenberg, New York; Ro- lano Penrose, Londres; The Art Institut, Chicago.1 FIGURA DE PÉ, 1908. 119 x 90. Viscondessa de Noailles, Paris.2 OS PAES, 1909. 65 x 81. Coleção D. H. Kahnwei- ler, Paris.2a NO, 1910. 98,5 x 77. Coleção Pierre Matisse, New York. 177
    • PABLO PICASSO 3 NATUREZA MORTA COM CADEIRA QUADRADA, 1911-12. 27 x 35. 4 HOMEM COM VIOLINO, 1913. 121,6 x 45. curt Valentin Gallery, New York. 5 MULHER SENTADA NUMA POLTRONA, 1913. 150 x 100. Coleção Ingeborg Eichmann, Zooch. 6 OS JOGADORES DE CARTAS, 1914. 108 x 89. Museum of Modem Art, New York. "I HOMEM COM CACHIMBO, 1916. 130 x 89. The Art Institute of Chicago, Chicago. 8 MULHER SENTADA DE FRENTE, 1920. 116 x 73. Coleção Ingeborg Eichmann, Zooch. 9 PAISAGEM. 1920. 51.6 x 69.10 JANELA ABERTA EM PARIS. 1920. 161.5 x 107,5. Paul Rosenbreg & Co. New York.11 MATERNIDADE. 1921. 162 x 997.12 NATUREZA MORTA COM VIOLAO, 1922. 83 x 102,5. Galerie Rosengart. Lucerne.13. A FLAUTA DE PAN. 1923. 201.5 x 171.5.14 AS TR1!:S GRAÇAS, 1924. 197 x 147,5.15 ARLEQUIM MúSICO. 1924. 130 x 97. Coleção Dr. Reber. Lausanne.16 COMPOSIÇAO. 1924. 77 x 105. Coleção F. Gygi.16& NATUREZA MORTA ESTRELADA. 1952. 1.30 x 87. Coleção Paul Rosemberg. New York.1"1 A DANÇA. 1925. 211,5 x 141.18 VIOLAO, 1926. 96 x 123,5.19 FIGURA, 1927. 128 x 95,5.20 MULHER NUMA POLTRONA, 1927. 128,5 x 96.21 MINOTAURO CORRENDO, 1928. 159,5 x 128,5.22 CABEÇA DE MULHER, 1928. 54 x 54.23 BANHISTA DE ~,1929. 192,5 x 126,5.24 MULHER NUMA POLTRONA, 1929. 192,5 x 126,5. 178
    • PABLO PICASSO25 NATUREZA MORTA SOBRE UMA MESA, 1931. 195 x 130.26 ° ESPl!:LHO, 1932. 128,5 x 96.27 FIGURA EM CADEIRA VERMELHA, 1932. 128 x 96.28 TRl!:S MULHERES A BEIRA-MAR, 1932. 80,5 x 99.29 CABEÇA DE GESSO E FRUTEIRA, 1933. 81 x 100. Coleção Joseph Pulitzer Jr., St. Louis, Missouri.30 A MUSA, 1935. 130 x 162. Musée dArt Moderne, Paris.81 INTERIOR COM JOVEM DESENHANDO, 1935. 128,5 x 192,5. Coleção Nelson A. Rockfeller, New York.82 INTERIOR COM PERSONAGEM DORMINDO, 1936. 97 x 130. Coleção Frua de Angeli, Milano.88 RETRATO DE MULHER, 1937. 91,5 x 64.S4 MULHER CHORANDO, 1937. 61 x 50. Coleção Roland Penrose, London.85 GUERNICA, 1937. 380 x 850.86 ° GATO, 1938-39. 97 x 129. Coleção Frua de An- geli, Milano.87 MULHER EM FRENTE AO MAR, 1939. 92 x 54. Galerie Louiise Leiris, Paris.88 O COutTE VERDE, 1940. 75 x 54. Galerie Loulse Leiris, Paris.39 AS ENGUIAS DO MAR, 1940. 73 x 92. Coleção André Lefêvre, Paris.40 A MULHER DE COU!TE AZUL, 1941. 92 x 60. Coleção André Lefêvre, Paris.41 NÚ, 1941. 92 x 65. Galerie Louise Leiris, Paris.42 O CHOURIÇO, 1941. 92 x 65. Galerie Louise Leirls, Paris. 179
    • PABLO PICASSO43 NATUREZA MORTA COM CAVEIRA DE BOI, 1942. 130 x 97. Coelção André Lefêvre, Paris.44 OS PRIMEmOS PASSOS, 1943. 128,5 x 96. Ste- phen & Clark, New York.45 VISTA DE PARIS, 1945. 73 x 92.46 A GRANDE LAGOSTA VERMELHA, 1948. 81 x 100. Curt Valentin Gallery, New York.47 MULHER NUMA POLTRONA, 1949. 100 x 81. Galerie Louise Leiris, Paris.48 RETRATO DE UM PINTOR SEGUNDO EL GRECO, 1950. 100 x 81. Galerie Rosengart, Lausanne.49 MATERNIDADE COM LARANJA, 1951. 115 x 88.50 NATUREZA MORTA COM CAVEIRA DE CABRA, 1952. 89 x 116.51 FIGURA (O GRANDE INQUISIDOR). Coleção Mme. Marie Cuttoli, Paris. 180
    • GRÃ-BRETANHAREPRESENTAÇÃO ORGANIZADA PELO BRITISHCOUNCIL E SELECIONADA POR SIR PHILlP HEN-DY, PRESIDENTE DO COMITÉ DE BELAS ARTES DOBRITISH COUNCIL, DIRETOR DA GALERIA NA-CIONAL DE LONDRES SIR HERBERT READ, D. S. O.,M. c., D. LlTT.; SIR JOHN ROTHENSTEIN, C. B.E., PH. D., DIRETOR DA GALERIE TATE, LONDRES;LlLlAN SOMMERVILLE, DIRETORA DE BELAS AR-TES DO BRITISH COUNCIL. COMISSÁRIO: SIRHERBERT READ, D. S. O., M. c., D. LlTT.. COMIS-SÁRIO ASSISTENTE (ADMINISTRATIVO): MR. LEO-NARD S. DOWNES, DIRETOR DE SOCIEDADE BRA-SILEIRA DE CULTURA INGL~SA, SÃO PAULO. 181
    • GRÃ-BRETANHA A Bienal de São Paulo, da mesma forma que a de Veneza, é um acontecimento regular,permitindo, portanto, aos países participantes rea-lizarem uma série de exposições, cada qual repre-sentando certo aspecto da sua vida artística (emvez de uma exposição miscelânea que sacrificasse aclareza para o bem do inconcludente>. Assim, oBritish Council resolveu limitar sua contribuiçãopara a exposição de 1953-4 às obras de seis artis-tas - cinco pintores e um escultor. O escultor -Henry Moore - já goza de fama internacional,sendo de se presumir que o caráter geral do seutrabalho tenha-se tornado conhecido na Américado Sul através de diversas publicações. Nosso ob-jetivo, nesta ocasião, foi enviar uma coleção de es-culturas e desenhos de Henry Moore cobrindo osúltimos vinte e cinco anos de desenvolvimento -a maior parte de sua carreira artística. Está re-presentada a maioria de suas obras em pedra emetal, mas infelizmente tiveram de ser excluídosseus trabalhos em madeira, por ser o material pre- judicado pelas mudanças de clima. O trabalho deMoore sempre se destacou por imanente vitalidade, e não tanto por beleza superficial; e tal vitalidadese exterioriza nas mais variadas formas, do figu- rativo ao abstrato, tôdas elas unidas por um espí- rito creativo constante e vigoroso. Todos os cinco pintores pertencem ao movimento especificamente moderno, e apresentam tendências à abstração. Todos nasceram no século XX - omais jovem, Patrick Heron, tem trinta e três anos de idade. Dois são de origem galesa, um é escocês, um irlandês e um inglês. Portanto, representam êles nossas principais estirpes raciais. Notar-se-ão influências da escola de Paris, mas cada um con- tribui com algo fortemente individual. Contudo, é o catálogo da Grã-Bretanha 1á foi enviado traduzido. A pe- dido do Brttish Oounctl, não se fez nenhuma modificação na tTaduç40 oficial, bem como se conservou a ordem cronológi- ca, na indicação das obras de cada Ilrtista. Por motivos téc- nicos, porém, deu-se numeração separada à sala de pintura. 182
    • GRÃ-BRETANHA Henry Mooreduvidoso que surja alguma coisa que possa ser con-siderada caracteristicamente britânica - o movi-mento moderno dificilmente pode ser .enquadradonos limites artificiais de nacionalidade: é um fe-nômeno universal, mas universal no seu individua-lismo. Os indivíduos aprendem uns com os outros,mas aprendem como expressar melhor sua própriavisão da realidade. Cada um dêstes artistas podeorgulhar-se de ter criado suas próprias formas sim-bólicas, dentro do idioma moderno. HERBERT READ Sala especial HENRY MOORE escultura 1 FIGURA RECLINADA, 1927. Concreto. 62. 2 FIGURA EM CONCRETO, 1929. 41. S MENINA DE MAOS POSTAS, 1930. Alabastro de Cumberland. 40. 4 COMPOSIÇAO, 1931. Alabastro de Cumberland. 33. 5 COMPOSIÇAO, 1933. Concreto. 59. 6 MAE E CRIANÇA, 1936. Pedra de Ancaster. 45. 7 FORMA QUADRADA, 1936. Pedra de Hornton cas- tanha. 50. 8 FIGURA RECLINADA, 1939. Bronze. 28. 9 A CESTA-PASSARO, 1939. Lignum vitae e fios. 32.1011 ° ELMO, 1940. Bronze. 28. GRUPO DE FAMtLIA, 1947. Bronze. 39.12 FIGURA EM Pl!:, 1950. Bronze. 220. 183
    • GRÃ-BRETANHA Henry Moore13 FIGURA RECLINADA, 1950. Bronze. 43.14 FORMAS INTERNAS E EXTERNAS, 1950. Gesso. 198.15 FIGURA RECLINADA (FORMAS INTERNAS E EXTERNAS), 1951. Bronze. 51.16 CABEÇA DE ANIMAL, 1951. Bronze. 30.17 MAE E CRIANÇA SENTADAS, 1952. Bronze. 41.18 ELMO (OMBROS E CABEÇA), 1952. Bronze. 17.19 TRltS FIGURAS EM P1!:, 1952. Bronze. 26.20 CABEÇA DE CABRA, 1952. Bronze. 21.21 GUERREffiO, 1952/53. Bronze. 20.22 MAQUETTE PARA O ALTO REL1!:VO DO EDI- FíCIO "TIME-LIFE", EM LONDRES, 1952-53 39.24 DUAS FIGURAS SENTADAS (REI E RAINHA), 1952-53. Bronze. 164.25 CABEÇA, 1953. Bronze. 2526 FIGURA RECLINADA, 1953. Bronze. 97.27 DUAS MAQUETES PARA MADONA COM O ME- NINO, 1943. Bronze.28 CINCO MAQUETES PARA FIGURAS RECLINA- DAS, 1945-1952. Bronze.29 QUATRO MAQUETES PARA FIGURAS EM Pll:, 1952. desenho (em sua maior parte combinando o emprégo de tinta, lápis, cera, giz e aquarela)80 MULHER SENTADA, 1928. 56 x 36.81 DESENHO DE UMA FIGURA PARA ESCULTURA EM METAL, 1931. 47 x 22. 184
    • GRÃ-BRETANHA Henry Moore32 FIGURAS EM P1: E SENTADAS, 1932. 35 x 42.33 FIGURA RECLINADA, 1933. 28 x 38.34 FIGURA RECLINADA E ID1:IAS PARA ESCUL- TURA, 1933. 56 x 38.35 ID1:IAS PARA ESCULTURA, 1936. 57 x 38.36 ID1:IAS PARA DUAS COMPOSIÇOES, 193~ 38 x 53.37 ID1:IAS PARA ESCULTURA, 1936. 37 x 56.38 DESENHO, 1936. 36 x 44.39 DUAS FORMAS EM PEDRA, 1936. 49 x 34.40 PEDRAS NUMA PAISAGEM, 1936. 55 x 37.4l IDl::IAS PARA ESCULTURA EM METAL, 1937. 38 x 56.42 DESENHO PARA ESCULTURA (FIGURAS RE- CLINADAS), 1938. 38 x 56.43 IDEIAS PARA ESCULTURA, 1938. 38 X 56.44 FIGURAS RECLINADAS (DESENHO PARA ES- CULTURA), 1939. 28 X 39.45 FIGURAS RECLINADAS (DESENHO PARA ES- CULTURA EM CHUMBO), 1939. 28 x 38.46 FIGURA SENTADA E FORMAS PONTEAGU- DAS, 1939. 43 x 25.47 3 DE SETEMBRO DE 1939. 30 x 40.48 DUAS CABEÇAS (DESENHOS PARA ESCULTU- RA EM METAL, FORMAS EXTERNAS E INTER- NAS), 1939. 28 x 38.49 DUAS FIGURAS EM P1: (DESENHO PARA ES- CULTURA, COMBINANDO MADEIRA E ME- TAL), 1940. 51 x 38.50 FIGURAS EM P1: (DESENHO PARA ESCUL- TURA), 1940. 28 x 38.51 FIGURAS EM PE, 1940. 43 x 25. 185
    • GRÃ-BRETANHA Henry Moore52 FIGURAS EM Pll:: (ESTUDOS PARA ESCUI,TU- RA EM MADEffiA E METAL), 1940. 25 x 43.53 DESENHOS PARA ESCULTURA (FIGURAS EM Pll::), 1940. 37 x 25.M IDll::IAS PARA ESCULTURA EM MADEIRA, 1940. 28 x 38.55 TR:1!:S FIGURAS SENTADAS, 1940. 28 x 38.56 DUAS MULHERES NUM BANCO EM UM ABRI- GO ANTI-A:1!:REO, 1940. 44 X 40.51 DUAS MULHERES NUM ABRIGO ANTI-All::REO, 1941. 48 X 46.58 PERSPECTIVA DO METRO COMO ABRIGO ANTI-A:1!:REO, 1941. 45 X 42.59 DUAS FIGURAS ADORMECIDAS, 1941. 39 X 54.60 GRUPO DE FIGURAS, 1942. 33 X 55.61 TR:1!:S MULHERES E UMA CRIANÇA, 1942. 22 X 17.62 FIGURAS E ROCHAS, 1942. 22 X 17 •68 FIGURAS RECLINADAS (DESENHO PARA ES- CULTURA) 1944. 40 X 56.64 FIGURAS EM Pll:: E ROCHAS AO FUNDO, 1946. 38 X 56.65 FIGURAS SENTADAS, 1948. 54 X 57.66 DUAS MULHERES NUM INTERIOR, 1948. 52 X 57.61 QUATRO FIGURAS NUM CENARIO, 1948. 56 X76.68 OITO VARIAÇõES DE FIGURAS NUM CENA- RIO, 1950. 57 X 39.69 FIGURA RECLINADA NUM CENARIO. 1951. 57 x 40. 186
    • GRÃ-BRETANHA pintura SALA GERAL pintura CER! RICHARDS (1903) 1 INTERIOR COM MÚSICA DE ALBENIZ, 1949. 99,1 x 101,6. 2 INTERIOR AZUL CORTADO POR UMA FAIXA VERMELHA, 1949. 106,7 x 88,9. 8 INTERIOR AZUL COM DADOS, 1949. 90,8 x 115,6. 4, SOMBRAS NUM QUARTO, 1950. 91,5 x 116,8. 5 TRAFALGAR SQUARE, 1951. 113,7 x 151,1. 6 TRAFALGAR SQUARE, COMPOSIÇAO, 1951. 50,8 x 50,8. "I LUZ DO SOL, 1951. 114,3 x 152,4. 8 TRAFALGAR SQUARE, 1952. 55,9 x 71,1. 9 PRESENÇA DO CRUCIFIXO, 1951/53. 127 x 101,6.10 VóRTEX AZUL ENTRE CORES PRIMARIAS, 1952-53. 101,6 x 127.11 BEETHOVEN E SANTA CECíLIA, 1953. 114,3 x 88,9.12 HOMENAGEM A BEETHOVEN, 1953. 127 x 101,6. MERLYN EVANS (1910)18 O SEPULTAMENTO, 1942. 101,6 x 127.14 "PAESAGGIO TRAGICO", 1944. 96,7 x 114,3.15 FANTASIA NOTURNA, 1945. 101,6 x 76,3.16 OS REFUGIADOS, 1946. 106,7 x 81,3.1"1 O CONFLITO, 1949. 101,6 x 127.18 O COMíCIO, 1951. 122 x 203,3. 18"1
    • GRÃ-BRETANHA pintura19 PAISAGEM INDUSTRIAL, 1952. 81,3 x 175,3.20 INTERIOR AMPLO, 1952. 101,6 x 127.21 FIGURAS A JANELA, 1952. 101,6 x 101,6.22 CONSTRUÇAO NO CAIS, MANHA, 1953. 83,8 x 91,5.23 ARMAZEM AO ENTARDECER, 1953. 71,1 x 91,5.24 CONSTRUÇAO NO CAIS, TARDE, 1953. 83. 5 x 90. WILLIAM SCOTT (1913)25 BAtA, 1951. 57,2 x 99,1.26 NATUREZA MORTA COM MESA, 1951. 142,2 x 182,9.27 COMPOSIÇAO EM PRETO, BRANCO E VERME- LHO, 1952. 65,4 x 81,3.28 BAíA, 1952. 61 x 91,5.29 NATUREZA MORTA COM UMA FRIGIDEffiA, 1952. 56,9 x 66,1.30 NATUREZA MORTA, PRETO E CINZENTO. 1952. 1,1 x 91,5.31 PAISAGEM OCRE, PRETA E BRANCA, 1953. 50,8 x 61,6.32 COMPOSIÇAO EM PRETO, AMARELO E BRAN- CO, 1953. 101,6 x 127,6.33 FORMAS CINZAS, PRETAS E BRANCAS, 1953. 114,3 x 152,4.34 COMPOSIÇAO EM VERDE, PRETO E BRANCO, 1953. 76,8 x 102,3.35 FORMAS PRETAS E BRANCAS, 19á3. 72,4 x 91,5.86 COMPOSIÇAO EM LARANJA, PRETO E BRAN- CO, 1953. 12,9 x 121,9. 188
    • GRÃ-BRETANHA pintura WILLIAM GEAR (1915)37 ESTUDO PRIMAVERIL, 1951. 991,5 x 6I.38 FESTA DE VERAO, 1951. 101,6 x 71,1.39 PAISAGEM N.o I, 1951/52. 121,9 x 81,3.40 SEBE EM NOVEMBRO, 1951-52. 101,6 x 71,1.41 ARMAÇAO (VERAO) , 1952. 121,9 x 81,3.42 ESTUDO DE UMA SEBE, 1952. 54,6 x 64,8.43 CONSTRUÇAO VERTICAL, 1952. 54,6 x 64,8.44 TRONCOS OUTONAIS, 1952. 88,9 x 116,8.45 ARMAÇAO, 1952-53. 100,4 x 81,3.46 ESTUDO DE TRONCOS, 1953. 38,1 x 61.47 TRONCOS VERMELHOS E AMARELOS, 1953. 72,4 x 100,4.48 TRONCO AMARELO, 1953. 38 x 71. PATRICK HERON (1920)49 BALANÇA DE PEIXARIA, 1948. 40,7 x 50,8.SO JUNQUILHOS E A VELEIRA, 1949. 71,1 x 91,5.51 PEIXE NA SACADA, 1950. 91,5 x 43,8.52 AUTO-RETRATO, 1951. 50,8 x 40,7.53 JANELA COM SACADA, PÚRPURA E NEGRO, 1951. 91,5 x 50,8.54 JANELA PARA O MAR, AMARELO E AZUL, 1951. 50,8 x 101,6.55 HELLESVEAN, ST. IVES, 1952. 40,7 x 50,8.56 ABSTRAÇAO, VERMELHO E NEGRO, 1952. 91,5 x 44,2.57 BAlA ANILADA, 1952. 45,1 x 121,9.58 NÚ ESCURO, 1952. 91,5 x 44,2.59 A MESA BRANCA, 1951. 71,1 x 91,5.60 JOGANDO XADREZ, VERMELHO E AMARELO. 1953. 76,3 x 50,8. 189
    • HOLANDADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO MINIST~RIODAS RELAÇÕES EXTERIORES DA HOLANDA
    • HOLANDA J á viu, à sua frente, ao erguer os olhos de seu trabalho, um quadro de Mondrian? E bem possível que, de início, não se comova. Mas,após certo tempo, você sentirá a necessidade demexer na peça em que trabalha, de se desfazerdêsse velho armário Luiz XIV, de abandonar algunsobjetos inúteis, de caiar o teto e as paredes. Oquadro de Mondrian põe ordem na peça, exige cla-ridade em volta dele, começa pouco a pouco a re-organizar sua vida; talvez com maior ou menorêxito, segundo a pessôa.O movimento dos néoplasticistas, chamado "De Stijl" ("0 Estilo") (1917-1931> compreendia a pintura, aarquitetura, o mobiliário, a tipografia, a música ea literatura. Três pintores estavam na vanguardado movimento: Mondrian, van Doesburg, van derLeck.Van Doesburg (1883-1931> era o apóstolo do movi-mento, Mondrian, (1872-1944) sem dúvida seu maiorpintor. Tendo evoluído através do naturalismo e doexpressionismo, torna-se cubista em 1909, mas, em1917, chega a um ponto em que lhe é necessárioabandonar a representação do mundo exterior ecompor suas telas apenas com três elementos plás-ticos: linha, superfície, côr pura.Desde então, conhece unicamente a linha reta, a su-perfície retangular as côres primárias, o vermelho,azul e amarelo, ao lado do branco e do preto.Abandona a composição dos cubistas que, usando oobjeto para deformá-lo, concentravam a maior den-sidade no centro do quadro.Os quadros de Mondrian tornam-se centrifugais,têm tendência a transbordar da moldura e a es-tender-se pela parede, por tôda a sala.Quisemos expor, com os quadros de Mondrian, aobra de sete pintores vivos:Van der Leck (nascido em 1876) e VordembergeGildewart (nascido em 1899) participaram do mo· 191
    • HOLANDA Pieter Mondrianvimento "De Stijl", e estão ainda próximos da artede Mondrian; Ouborg (nascido em 1893) e Benner (nascido em 1901) sofreram a influência do ex-pressionismo, de maneira tôda pessoal, com fortetendência para a arte abstrata, como, de resto, apintora Frieda Hunziker (nascida em 1907).Os outros: Appel (nascido em 1921), Constant (nas-cido em 1920), Corneille (nascido em 1922), compouco mais de trinta anos, provêm do movimentointernacional do experimentalismo, no qual desem-penharam papel preponderante.Em nossa época pode-se julgar a arte segundo trêscritêrios: a vitalidade, a personalidade, a clareza.A maioria das pinturas escolhidas atende a êssestrês critérios. SANDBERG Comissário Governomental da Delegação Holandesa Sala especial PIETER MONDRIAN 1 NATUREZA MORTA COM POTE DE GENGIBRE, 1910. 991 x 120. Coleção Slijper Blaricum. 2 NATUREZA MORTA COM POTE DE GENGIBRE, 1910. 65 x 75. Coleção Slijper Blaricum. S PAISAGEM, 1910. 63 x 78. Coleção Slijper Bla- ricum. " COMPOSIÇAO EM PRETO E BRANCO, 1910/14. 81 x 61. Cole~ão Mart Stam, Amsterdam. 5 ARVORE CINZA PRATEADO, 1911. 79 x 107. Coleção Slijper Blaricum. 192
    • HOLANDA Pieter Mondrian6 COMPOSIÇAO COM MACIEIRA FLORIDA. 1911. 78 x 106. Municipal Museum.. Haia. 7 COMPOSIÇAO N.o 3 CINZA E AMARELO. 1912. 94 x 80. Coleção Slijper Blaricum.8 COMPOSIÇAO EM OVAL. 1914. 113 x 885. Cole- ção Slijper Blaricum.9 COMPOSIÇAO N.O 6. 1914. 87 x 60. Coleção Slij- per Blaricum.10 COMPOSIÇAO COM CUBISMO OVAL. 1914. 140 x 101. Municipal Museum. Amsterdam.11 COMPOSIÇAO EM AZUL. 1917. 50 x 44. State Museum Kroller Muller.12 COMPOSIÇAO COM BLOCOS. 1917. 8 x 61. Mu- nicipal Museum. Hala.13 COMPOSIÇAO DE FORMA LOSANGULAR. 1919. 60 x 60. State Museum Kroeller Müller.14 COMPOSIÇAO. 1920. 52 x 60. Coleção van den Muijzenberg, Amsterdam.15 COMPOSIÇAO. 1921. 80 x 50; Coleção Charley Toorop, Bergen.16 COMPOSIÇAO, 1922. 42 x 50. Municipal Museum. Amsterdam.17 COMPOSIÇAO, ·1928. 45 x 45. Coleção Mart Stam. Amsterdam.18 COMPOSIÇAO. 1929. Coleção Karsten, Amster- damo19 COMPOSIÇAO. 1933. Coleção Merkelbach, Ams- terdam.20 COMPOSIÇAO "BOOGI-WOOGI". 1942/43. 126 x 126. New York. 193
    • HOLANDA pintura SALA GERAL P i n t u r a C. KAREL APPEL (1921)1 BRADO DA LIBERDADE, 1948. 100 x 79. Muni- cipal Museum, Amsterdam. 2 COMPOSIÇAO, 1953. 102 x 110. Coleção H. Smeets, Weetr. li CRIANÇA ~ ANIMAL 3, 1950. 110 x 157.4 CRIANÇAS FAZENDO PERGUNTAS, 1949. 100 x 60. Municipal Museum, Amsterdam. 5 VIVA, 1949. 82 x 129. G. BENNER (1896) 6 COMPOSIÇAO COM FLORES, 1952/53. 60 x 50. 7 COMPOSIÇAO COM FLORES, 1952/53. 60 x 50. 8 COMPOSIÇAO COM MAR AMEAÇADOR, 1952/53. 70 x 90. 9 COMPOSIÇAO COM NAVIOS, 1952/53. 61 x 75. óleo sôbre madeira.10 PAISAGEM DA FRíSIA, 1952/53. 86 x 110. CORNEILLE (1922)11 COMPOSIÇAO, 1951. 55 x 55.12 COMPOSIÇAO N.O 5, 1951. 82 x 112.13 COMPOSIÇAO COM FRUTOS MARíTIMOS, 1949. 110 x 90. 194
    • HOLANDA pintura14 JOVEM NEGRA NUM QUARTO, 1951. 65 x 54.15 RITMO ALEGRE DA CIDADE, 1949. 58 x 49. Municipal Museum, Amsterdam.16 TRIANGULOS EM AÇAO. 46 x 57. VAN DAERBURG17 COMPOSIÇAO, 1917. 61 x 41. Municipal Museum, Amsterdam.18 COMPOSIÇAO, 1924. 61 x 41. Municipal Museum, Amsterdam.19 COMPOSIÇAO. Mrs. van Daerburg, Paris.20 COMPOSIÇAO. Mrs. van Daerburg, Paris.FRIEDRICH VORDEMBERGE GILDEWART (1899)21 COMPOSIÇAO 99, 1935. 80 x 100.22 COMPOSIÇAO 115, 1939/40. 100 x 80.28 COMPOSIÇAO 129, 1941. 110 x 145.24 COMPOSIÇAO 158, 1946. 100 x 130.25 COMPOSIÇAO 170, 1948. Díptico. 80 x 100 e 50 x 100.26 COMPOSIÇAO 176, 1949. 100 x 100. FRIEDA HUNZIKER (1908)27 CABRAS, 1953. 100 x 75.28 CABRAS ATRAS DE CERCAS, 1953. 90 x 70.29 ILHA, 1952. 70 x 90.80 INSETOS, 1953. 60 x 80.81 O MUNDO DAS PLANTAS, 1952. 90 x 70. 195
    • HOLANDA pintura B. A. VAN DER ZECK (1876).32 COMPOSIÇAO, 1918/20. 101 x 100. Municipal Museum, Amsterdam.33 COMPOSIÇAO GEOMJj:TRICA, 1917. 95 x 102. State Museum Krôller-Müller.34 FAMíLIA, 1921. 112 x 85. State Museum Krôller- Müller.35 O ESCRITOR. 1923. 98 x 54. State Museum KrÔller-Müller.36 TRABALHO PORTUARIO, 1916. 89 x 240. State Museum KrÔller-Müller. P. OUBORG (1893)37 ESCUTANDO EM MOVIMENTO, 1948. 60 x 90.38 EXPULSANDO, 1952. 76 x 105.39 FIGURA, 1947. 52 x 44. N. Tergast, Haia.40 O SINAL, 1947. 51 x 65. Municipal Museum, Haia.41 PAISAGEM, 1947. 51 x 65. Municipal Museum, Amsterdam.42 Tru;;S EM MOVIMENTO, 1949. 52 x 70. 196
    • INDONÉSIA
    • INDONÉSIA P ela primeira vez, a Indonésia estará represen- tada na Bienal de Arte Moderna da cidade deS. Paulo. Embora seja esta representação pequena edespretensiosa, desejamos apresentar ao mundo o resultado dos esforços feitos por nossos jovens ar-tistas, em seu período inicial, no sentido de acom-panhar o movimento mundial de arte moderna. Al-guns esclarecimentos sôbre a pintura na Indonésia ajudarão, certamente, a compreensão do espírito edos antecedentes históricos dos trabalhos daqueles jovens.Sabe-se relativamente pouco sôbre a pintura naIndonésia até o século XIX. Acredita-se, no entan-to, que essa forma de expressão artística destacou-sedurante o predomínio da cultura "dongson".Os mais antigos trabalhos de pintura que possuimosestão exclusivamente relacionados com as tradiçõesreligiosas, representando cenas e episódios da anti-ga mitologia indú. São épicos e panorâmicos, encer-rando em uma só tela vários episódios do "Ra-mayana" ou do "Mahabharata". Vêem-se, alí,deuses e deusas, heróis e demônios e animais re-presentados segundo normas convencionais. Tra-tam da luta entre o Bem e o Mal, das recompen-sas do Céu e dos sofrimentos do Inferno. A maioriadessas antigas pinturas foi executada em aquarelasôbre tecidos finos, algodão, sêda e, em certos ca-sos, pergaminho.São inteiramente bi-dimensionais, o corpo do homemdo animal, e os fenômenos da natureza estão alirepresentados com muito pouco realismo. Por ou-tro lado, aos objetos da natureza - árvores, nuvense montanhas - é dado frequentemente aspecto hu-mano, expressando o antigo conceito do animismo.Vemos, assim, que essa arte tem muito pouco avêr com as do mundo Ocidental.Com o advento do século XX, os intelectuais in-donésios defrontaram-se com um maior número deocasiões para entrar em contacto com os artistas 198
    • INDONÉSIAdo Ocidente. Este horizonte mais amplo produziuum verdadeiro renascimento do espírito do nossopovo, e com êle, o amadurecimento da consciêncianacional.Um dos precursores da arte moderna na Indonésiafoi Raden Saleh, que viveu entre 1816 e 1880;tendo-se revelado ao mundo através do Ocidente.E considerado o primeiro pintor indonésio a expres-sar nas suas telas uma apreciação crítica da arteocidental. Os jovens que o sucederam não conse-guiram, no entanto, produzir algo de realmentenovo. Os trabalhos que nos deixou aquele períodosão, na maior parte dos casos, fáceis imitações dapintura ocidental, faltando-lhes compreensão dosvalores artísticos do estrangeiro e esfôrço, no sentidode interpretar a cultura indonésia. Essq. época ficousendo conhecida como a da "arte para turistas",pois uma das suas razões de ser era o comércio.Podemos situar o aparecimento da escola modernana Indonésia em 1938, ano da fundação de duas associações artísticas, uma sob a direção de Sudjo- jon O, a outra, situada, em Jogjakarta, sob a orien- tação de Affundi e conhecida como "pelukis Rak- jat".Apesar de fieis discípulos da escola ocidental, a-queles dois mestres foram úteis na medida em queprocuraram inculcar no aluno a consciência de suapersonalidade, tentando, desta maneira, livrá-lo do anonimato que o sufocava na escola precedente. Tiveram igualmente o mérito de não deixar que seus alunos, ao estudarem a pintura das escolas oci- dentais, perdessem de vista os valores culturais tn- donésios. Salientavam êles que o desenvolvimento da nova arte Indonésia devia permanecer indepen- dente, apesar de empregar técnicas importadas do Ocidente. Dentre os artistas que surgiram durante a última guerra e a revolução, salientam-se: Hendra Ngan- tung, Basuki Resobowo, Mochtar, Apin, Sundoro, Trubus, Kerton, Baharudin e Sudarso. Estes artis- tas deixaram completamente de lado a antiga reli- 199
    • INDONÉSIA pinturagzao indú e seus motivos artístico-religiosos, parabuscar motivos de inspiração na vida diária da mo-derna Indonésia, pintando cenas do festival do ar-roz, da dança do cavalo, tão típica da região deJava, ou das corridas de touros da região de Madu-ra. Essas pinturas, executadas quer com aquarela,nas côres vivas e chocantes dos trópicos, quer como suave pastel, dão-nos a impressão de tremendavitalidade, movimento e calor.Depois da declaração da independência, o desenvol-vimento da arte na Indonésia tem sido estimuladopelo Govêrno, que proporciona meios para o estudodas belas artes. Muitos artistas indonésios foramenviados para estudar na Europa. Através de maiorconhecimento da arte, sob todos os seus aspectos,origens e conteúdo histórico, receberam os jovensartistas enorme impulso.Assim, apesar da arte moderna na Indonésia aindase encontrar na fase inicial, possúi dinamismo eestá rapidamente adaptando as técnicas modernasà interpretação de nossa cultura. Por intermédiodesta participação na Bienal de Arte Moderna daCidade de São Paulo, desejamos dar aos nossos jo-vens artistas mais uma oportunidade para adqui-rir a cultura e a experiência que muito 0$ aiudarãona conquista de seus ideais. A cultura "DONGSON", orignárla da China do Sul e da Indonésia, chegou ao seu apogeu no principio da Idade do Bronze ou seja, 600 AC e Influenciou conslderàvelmen- te a s.rte Indonésia. Caracterlzava-a um estilo altamente decorativo e ornamental, de concepção puramente estétca, ep contraste com a antiga arte simbólica da Indonésia. P i n t u r a AFFANDI 1 MAE. 2 MUNTITI. 200
    • INDONÉSIA pintura AGUSDJAJA3 BAILARINA.4 BANDUG.ri MINHA ESPOSA. OTTA DJAJA6 QUARTO. 7 REPOUSO. DULLAH8 HOMEM COM GALINHA. 9 RUA DE DJAKARTA. USMAN EFFENDI10 CASA.11 ARVORE. HAMDRIJO12 SONHO DE CRIANÇA. HARJADIS13 AUTO-RETRATO.14 MINHA ESPOSA. HENDRA15 AUTO-RETRATO.16 MINHA ESPOSA. 201
    • INDONÉSIA pintura KARTONO"i17 BANDUNG. KUSNADI18 CRIANÇA.19 CRIANÇAS. NASBAR20 MAE E FILHO. NASJAB21 BARCO A VELA. BENK NGANTUNG22 ARROZAL. B. RESOBOWO23 MENINA. RULIATI24 MULHER. RUSLI25 MONTANHAS. SASONGKO26 BEZERRO 202
    • INDONÉSIA pintura SHOLIHIN27 IDAH.28 IDAH RELASE.29 SENHORA NAH. SJAHRISO BARCO A VELA.SI CASA.S2 GALINHAS. SUDARSOSS RIO. SUDIARDJOS4 O MUNDO DOS SONHOS.S5 PRISIONEIRO POLíTICO. S. SUDJOJONOS6 A ESCOLHA DO VESTIDO.S7 MAE.S8 PASTEL. TRISNO SUMARDJOS9 BALI. SUPINI40 MoçA PENSATIVA. 203
    • INDONÉSIA pintura SUROMO41 MINHA EStóSA. TRUBUS42 AUTO-RETRATO .43 DUAS CRIANÇAS.44 SR. s. ZAINI45 CRIANÇAS.46 MOCIDADE.47 VELHO. 204
    • S R A E LDELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO MINISTÉ-RIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DE ISRAEL
    • ISRAEL O sua terra ancestral, berço de sua cultura, renascimento da vida nacional judaica, eme o processo de enraizamento no solo pátrio estãose refletindo em todos os campos da vida culturaldo país. Essa extraordinária revolução na vida dopovo judaico pode ser percebida, também, nas artesplásticas, nas obras dos jovens pintores e escultoresde Israel.O problema duma arte nacional judaica, suas fina-nalidades e tendências, apresentou-se aos pintores eescultores recém-imigrados, para a então ainda cha-mada Palestina, em 1906, com a chegada do Profes-sor Boris Schatz e a fundação da Escola de BelasArtes Bezalel, em Jerusalém. Desde então tem-sedesenvolvido muito a expressão artística do país.O problema que os artistas de Israel enfrentam éduplo: conservar e desenvolver as tradições e re-cordações trazidas dos países estrangeiros e, poroutro lado, encontrar uma expressão artística ade-quada e justa para a nova vida e o espírito cria-dor que se manifesta, hoje, em tantos campos di-versos, em Israel.As obras enviadas para a Segunda Bienal de SãoPaulo refletem êste empenho dos artistas de Israelem encontrar seu estilo e sua expressão. Colocqmêles os fundamentos, para desenvolvimento futuro,das artes plásticas do país, buscando sua inspiraçãoem duas fontes: uma o país mesmo, sua energiafervilhante, suas realizações surpreendentes, a segados imigrantes, a conquista do deserto, a erecção devilas e cidades; a outra, o mundo de formas e cô-res criado pela vanguarda artística mundial.A paisagem marcante de Israel, a claridade do solmediterrâneo, os contornos variados e a infinita-mente rica paleta de côres que se oferecem ao olhar,desde a Galiléia, no Norte, até Elat, no Sul, exer-cem, evidentemente, uma influência profunda sôbrea arte dos pintores. É de se notar, porém, quegrande proporção dêsses jovens artistas se viram 206
    • ISRAEL pinturaatraidos mais pela concepção moderna de formas ecoloridos do que pela tradição impressionista dageração precedente. É verdade que nossos artistas não conseguiram, ain-da, criar um estilo que esteja profundamente arrai-gado ao solo do país e aberto, ao mesmo tempo, àinfluência das tendências e do espírito de nossa épo-ca. No entanto, a obra de alguns jovens já põe emevidência os primeiros sinais da vitalidade de umatal escola.O grupo de pintores cujas telas foram enviadas aesta exposição representam a corrente moderna daarte de Israel. As pinturas expostas são, em suamaioria, de artistas ainda jovens, componentes danova geração. Entre êles, porém, encontram-se algunsque, apesar de pertencerem à geração precedente,foram os precursores dessa nova tendência na vidaartística do país. Para os pintores participantes da Segunda Bienalde São Paulo, gente 10vem, aberta à influência doexterior, há grande interêsse em travar conhecimen-to com a arte do continente americano, especial-mente do Brasil. Esperamos, por êste motivo, que oscontatos ora estabelecidos poderão futuramente en-riquecer as fontes de inspiração dos pintores deIsrael. MORDEKHAI ARDOH Diretor do Deportomento de Artes Plósticos do Ministério do Educação de I s r o e I pintura PINHAS ABRAMOVITZ (1909)1 COMPOSIÇAO, 1951. 61 x 46.2 NATUREZA MORTA, 1952. 60 x 80.S NO BALCAO, 1952. 73 x 100.4 PAISAGEM NO ACRE, 1952. 55 x 46. 207
    • ISRAEL pintura ABARON KABANA (1905)5 FIGURAS AO REDOR DA MESA, 19951. 50 x 65. Museum Tel-Aviv.6 IN MEMORIAM DE "IZKOR", 1952. 120 x 160.7 O SACRIFíCIO DE ISAAC, 1951. 73 x 60. Mr. Raban.8 TR:I!:S FIGURAS ENCMTADAS COM A LUA, 1950. 73 x 92.9 UMA VISITA, 1951. 38 x 61. ARIE LUBIN (1897)10 AS BANHISTAS, 1952. 41 x 92.11 CAFlt ARABE, 1952. 46 x 54.12 CAFlt ARABE, 1952. 65.x 100.18 ZAFFED, 1952. 60 x 73. ABRABAM NATON (1906)14 DAVID E SAUL, 1951. 100 x 75.15 ENCONTRO, 1952. 55 x 73.16 PESCADORES NO KINNERETH, 1951. 100 x 130. AVSBALOM OKSCHI (1916)17 ACRE, 1951. 65 x 100.18 ACRE, 1952. 100 x 135.19 BOTES DE PESCADORES NO ACRE, 1951. 95 x 75.20 PAISAGEM COM CúPULAS DE MESQUITAS, 1951. 82 x 67. 208
    • ISRAEL pintura JEHlEL KRIZE (1909)21 COMPOSIÇÃO, 1953. Guache. 50 x 70.22 JAFFA, 1953. Guache. 50 x 70.23 NOS BAIRROS POBRES, 1953. Guache. 50 x 70.24 PELOTIQUEIROS EM JAFFA, 1951. Guache. 50 x 70.25 RUINAS NA ALDEIA, 1953. Guache. 50 x 70. JOBANAN SIMON (1905)26 A FAMíLIA DE CAMPONESES, 1952. 75 x 120.27 CHUVA EM MAABARA, 1952. 95 x 135.28 MENINOS NO CHUVEIRO, 1951. 64 x 94. Mu- seum Tel-Aviv. MARCEL JANCO (1895)29 HERMON E AHULA, 1952. 73 x 92.30 JAFFA DESTRUIDA, 1952. 80 x 100.31 LINHA NO ESPAÇO, 1951. 66 x 82.32 MONTANHAS E ADMIRAÇAO, 1951. 73 x 92. MORDEBKBAI ARIELI (1909)33 FIGURA A CAMINHO DA PORTA, 1952. Guache. 50 x 60.34 INTERIOR, 1952. Guache. 50 x 60.35 NATUREZA MORTA, 1952. Guache. 50 x 60. SBMUEL RAAYONI (1905)36 ABSTRATO, 1952. Guache. 53 x 36.37 FIGURAS, 1952. Guache. 37 x 56. 209
    • ISRAEL pintura38 NATUREZA MORTA, 1953. Guache. 44 x 59.39 NO ATELIER, 1952. Guache. 3 8x 55. YAACOV EISENSCER (1896)40 BAtA DE JAFFA, 1952. Guache. 70 x 60.U JAFFA, 1952. Guache. 50 x 64.42 PAISAGEM DE ZAFFED, 1951. Guache. 50 x 64. YAACOV WEXLER (1912)43 DUAS FIGURAS EM VERDE, 1952. 116 x 89.« FIGURAS NUMA PAISAGEM, 1951. 46 x 38.45 INTERIOR, 1951. 81 x 65.46 MULHER SENTADA, 1952. 150 x 80.47 NÚ, 1952. 73 x 50. ZVI MEIROVITZ (1911)48 MULHER ORIENTAL EM FmIAS. 1951. 71 x 118.49 NATUREZA MORTA, 1952. 60 x 80.50 SOLIDAO, 1951. 70 x 115. 210
    • T Á L ADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA "BIENNALEDI VENEZIA", POR INCUMB~NCIA DO MINISTÉRIODAS RELAÇÕES EXTERIORES E DO MINISTÉRIO DAINSTRUÇÃO PÚBLICA, E SELECIONADA PELOSMEMBROS ITALIANOS DA JUNTA INTERNACIO-NAL DE PERITOS DA BIENAL DE VENEZA: CAR-LOS GIULlO ARGAN, INSPETOR CENTRAL DA DI-REÇÃO GERAL DE BELAS ARTES DO MINISTÉRIODA EDUCAÇÃO; GIUSEPPE FIOCCO, PROFESSOR DEHISTÓRIA DA ARTE NA UNIVERSIDADE DE FLO-RENÇA; LUCIANO MINGUZZI, ESCULTOR; RODOL-FO PALLUCCHINI, PROFESSOR DE HISTóRIA DAARTE NA UNIVERSIDADE DE BOLONHA; CARLOALBERTO PETRUCCI, DIRETOR DA CALCOGRAFIANACIONAL DE ROMA; GINO SEVERINI, PINTOR.
    • ITÁLIA S a la e s p e c ia I FUTURISMO Q uando Umberto Boccioni foi a Paris, em 1902, os princípios do cubismo ainda não tinham si-do inventados e apenas um ano depois da chegadade Severini - que para lá foi ainda em 1906, no anoda morte de Cézanne - Picasso executou "Les de-moiselles d Avignon", primeira antecipação das fór-mulas cubistas e, sobretudo, início de uma novaépoca figumtiva. Giacomo Balla já regressara dacapital francesa, em 1898, e não muito tempo depoisBoccioni e Severini encontraram-se no seu atelier,por onde passou também Sironi. O ensino de Balla,todavia, como testemunham seus inícios pictóricos,não passou da aplicação dos princípios divisionistas.Sua orientação ainda continuava no rumo das ex-periências do post-impressionismo e não se ar.risca-va em aventuras de uma revolução mais ousada.O tempo amadureceu, porém, mais urgentes impul-sos construtivos e não é improvável que as dis-cussões no ateUer de Balla deixassem alguns ras-tros nessas almas jovens e arrojadas. Em 1907,Boccioni escreveu no seu diário: "Quero pintar tudoque é novo, fruto de nossa época industrial", equando, dois anos depois, encontrou em Milão, Fi-lippo Tommaso Marinetti, achou, nas suas abrasa-das e tumultuosas afirmações, novo estímulo paraexaltar-se em seu propósito. E o ano do primeirocubismo analítico de Braque e de Picasso, e noseguinte, em 1910, Kandinsky já se entrega à poéticadas formas abstratas. O dia 11 de Fevereiro de1910 é justamente a data em que Boccioni, Carrá,Russolo, Balla e Severini assinam o "Manifesto dospintores futuristas", que foi lido e distribuído a 8 deMarço, do palco do Teatro Chiarella, de Turim. Se-guiu-se, a 11 de Abril o "Manifesto técnico da pin-tura futurista" e, a 11 d~ abril de 1912, o "Manifesto 212
    • I T ÁL IA futurismo técnico da escultura futurista", assinado por Boccio- ni. Além disso Boccioni, Carra, Russolo, Balla e Severini haviam assinado, em Fevereiro, de 1912, o prefácio do catálogo da primeira exposiçãó de. pintura futurista realizada na Galeria Bernheim, em Paris. Eis os documentos fundamentais, além dos escritos de Boccioni, sôbre a poética figurativa futurista. No desejo de "contribuir para a indispensável reno- vação de todas as expressões de arte, travavam uma luta cerrada contra todos os artistas e tôdas as instituições que, embora disfarçados em trajes falsamente modernos, continuavam emaranhados na tradição, no academismo e, principalmente, numa repugnante preguiça intelectual". Um gesto já não era para êles "um momento parado no dinamismo universal", mas devia tornar-se" decididamente, a sensação dinâmica e, portanto, eterna". Afirma- vam, também, que assim como em todos os domi- nios do pensamento humano, à imovel obscuridade do dogma sucedeu-se a esclarecida pesquisa indi- vidual, é necessário que na nossa arte a tradição acadêmica seja substituída por uma corrente vivi- ficante de liberdade individual". Por êste caminho acreditavam "entrar novamente na vida" e criar um novo lirismo. Em resumo a estética futurista partia das premis- sas do impressionismo, do qual admirava o lirismo e o movimento, e afirmava que "não podia e~stir pintura sem divisionismo": mas, para o pintor mo- derno, devia ser isso "complementarismo congênito" Tudo se torna movimento na arte futurista, no mes- mo instante em que se verifica um fenômeno análogo ao que foi instaurado pelo cubismo, rejeitado, porém, pelo futurismo, com firmeza. Um quadro devia ser "a síntese do que se recorda e do que se vê", e conservar "a simultaneidade dos estados da alma". Quando dizem isso ou quando falam da "desloca- ção e da desagregação dos objetos" ou de represen- tar "o ritmo particular de cada objeto" e a sua 213
    • ITÁLIA futurismo"fôrça interior", ou então, também, a; "síntese dosdiferentes ritmos abstratos de cada objeto", os fu-turistas não estão muito longe das intenções queinspiram os cubistas. Existe, todavia, uma pro-funda diferença quer no resultado artístico, querna linguagem que usavam e no fato, observado comperspicácia por Boccioni, de que é muito perigoso, na arte, "passar ao conceito, como querem fazer oscubtstas, quando falta em nós a identidade entrea realidade exterior e a interior". De fato, a esté-tica cubista é estática, racionalista ("é um processoracional que vive na relatividade, não num absolutointuitivo") e embora se possa adaptar também ao cubismo a afirmação de Boccioni, de que "a reali-dade não é o objeto, mas a transfiguração por queele passa, ao identificar-se com o assunto", é bomrecordar que a intenção de Boccioni excedia os li-mites da atitude futurista para atingir uma atitudefigurativa moderna de maior alcance. De qual-quer modo, era natural que se travasse uma polê-mica com os vizinhos cubistas, justamente quandoo futurismo ia conquistando as suas mais espetacu-lares vitórias e era publicado o volume "Sôbre oCubismo", de Gleizes e Metzinger. Aliás, o pro-blema espaço-tempo, de onde partiram os cubistas,não era de todo alheio aos futuristas; nem o proble-ma espaço-luz, que foi a dinâmica dos impressionis-tas.Ao examinar, porém, as obras que nos deixaram, po-demos especificar várias interferências de cultura:cromatismos divisionistas, deduções simbolistas, ten-dências "libertll", solicitações expressionistas, absor-vidas na resultante estilística dos maiores artistas.De tal forma, que sempre vale a pena não desprezara crônica para se contentar com as qualidadespoéticas que cada trabalho encerra e expressa. En- tão, as derivações e as ascendências já não impor-tam, porque os resultados que se alcançam atingemo domínio da civilização artística. A seleção que aquí figura, ainda mais riy?,rosa na 214
    • ITÁL I A futurismoescolha dos artistas do que na das obras, ofereceexemplos duradouros, não somente por tudo quedizem nos limites de cada quadro, mas também pe-lo que sugeriram aos artistas que lhes sucederam,com dotes de inteligência e de poesia. Pouco durou,aliás, a época futurista. Aderiram ao movimento:em 1912, Giacomo Prampolini, quando estava naAcademia de Roma; em 1915, Ardengo Softici, que,dois anos antes, na revista "La Voce", escreveradois violentos artigos contra o movimento; em 1914, Ottone Rosai e Achille Funi; em 1915, Mario Sironi,que, em 1910, recusara assinar o manifesto. Outrosnomes pOderiam ser indicados, mas pertencem àschamadas "segunda geração" e "terceira geração" dos futuristas, que continuam até os nossos dias,e não interessam a esta representação, a qual selimita ao período heróico do movimento: aquele quedeu algumas sujestões a Delaunay e a Léger, estimu-lou també7Tli o "radiantismo" de Larionov, o "conS-trutivismo" de Tatlin, o "suprematismo" de Malevitch6 o "Vorticismo" de Wyndham Lewis, todos ativosem 1913.As obras dos primeiros futuristas elevam realmenteao plano da poesia o ato pelo qual, segundo a obser-vação de Boccioni, o artista devia "viver o objetona sua manifestação", "dar a forma simultâneaque desabrocha do drama do objeto no seu ambten-teJ. Portanto, e com tôda razão, os futuristas po-diam intervir na história de uma civilização: reen-contrar experiências úteis, na áspera agitação deum passado recente e desenvolvê-las em novas pers-pectivas, mediante uma articulação da linguagemnuma expressão mais particular. Não foi somenteuma nova dimensão estilística que Boccioni pro-pôs, mas uma nova dimensão dos conteúdos. Ofuturismo foi o primeiro que notou a necessidadede uma regeneração total da cultura figurativaitaliana e embora se admita o erro de partir de uma ideologia polêmica, ao invés de um conceito, formal, fOl~ também o primeiro que, depois do deS-- 215
    • IT ÁL I A futurismotêrro do século XIX, reconduziu a Italia ao centroem que se forjavam os destinos artísticos da Euro-pa.A contribuição oferecida por êsse empreendimentonão se pode ignorar, pois algumas obras dêsse pe-ríodo, também muito intenso do ponto de vista mo-ral, permanecem na história de vários artistas comoaxiomas que os caracterizam. Só o novo destêrro"imperialista" da terceira e quarta década do sécu-lo podia subverter a realidade autêntica dêsses con-selhos e substituir a audácia artística pela audáciabelicosa. Só as novas gerações, porém, podiam des-fazer essas tramas e ponderar novamente, no seupróprio sentido, as preciosas indicações que nos le-gara essa concepção, romântica na sua essência."Vamos colocar o espectador no centro do quadro"escreveu Boccioni, e, modificando uma frase de Cé-zanne "os contornos do objeto fogem para uma periferia ambiente, de que somos o centro ..." Ainda hoje somos nós o centro da obra; nós, comtodo o nosso entusiasmo, tôda a nossa humanidadee tôda a nossa consciência. UMBRO APOLLONIO pintura GIACOMO BALLA (1871) 1 INJEÇAO DE FUTURISMO, 1913-14. 80 x 114. Coleção Benedetta Marinetti, Roma. 2 ESCOVA RINDO-SE, 1913-14. 70 x 100. Coleção particular, Milão. S MERCÚRIO PASSA DIANTE DO SOL, 1914. Car- tão. 123 x 100. Coleção Gianni Mattioli, Milão. 4 ESTUDO PARA "AUTOMOVEL EM CORRIDA", 1914. 55 x 73,5. 5 DEMONSTRAÇAO, 1915. 74,5 x 100. 218
    • I T ÁL I A futurismo UMBERTO BOCCIONI (1882-1916)6 ESTADOS DE ALMA. Estudo para "As despedi- das", 1911. 70 x 95. Galeria de Arte Moderna, Milão. 7 ESTADOS DE ALMA. Estudo para "Os que par- tem", 1911. 70 x 95. Galeria de Arte Moderna, Milão.8 ESTADOS DE ALMA. "Os que ficam", 1911. 70 x 95. Coleção Nelson A. Rockefeller, New kork. 9 ESTUDO DE MULHER, 1911. 135 x 95. Galeria de Arte Moderna, Milão.10 MAnRIA, 1912. 225 x 150. Coleção Gianni Mat- tioli, Milão.11 ELASTICIDADE, 1912. 100 x 100. Coleção par- ticular, Milão.12 CONSTRUÇAO ESPffiAL, 1914. 95 x 95. Galeria de Arte Moderna, Milão. CARLO CARRA (1881)13 O QUE ME DISSE O BONDE, 1911. 52 x 67. Co- leção Eugenio Ventura, Florença.14 RITMOS DE OBJETOS, 1911. 52 x 67. Coleção Emílio Jesi, Milão.15 A MULHER E O ABSINTO, 1911/12. 67 x 52. Coleção Eugenio Ventura, Florença.16 A GALERIA DE MILAO, 1912. 90 x 50. Coleção Mattioli, Milão.17 CAVALO E CAVALEffiO, 1914-15. Colagem. 39 x 68. Coleção Gianni Mattioli, Milão. 217
    • IT ÁL IA futurismo ACHILLE FUNI (1890)18 AUTO-RETRATO, 1913. Guache. 110 x 65. Cole- ção Adriano Pallini, Milão.19 COMPOSIÇAO: UM HOMEM DESCE DE UM BONDE, 1914. 118 x 132. Galeria de Arte Mo- derna, Milão. ENRICO PRAMPOLINI (1894)20 MULHER A JANELA, 1914. Cartão. 50 x 65. Co- leção Vittorio Orazi, Roma. OTTONE ROSAI (1895)21 DINAMISMO - "BAR SAN MARCO", 1912. Cartão 57 x 52. Coleção Gianni Mattioli, Milão.22 GARRAFA ZANG TUMB TUMB, 1912. 45 x 35. Coleção particular, Milão. LUlGI RUSSOLO (1885-1947)23 SOLIDEZ DA mVOA, 1912. 10 x 65. Coleção Gianni Mattioli, Milão.24 O PERFUME, 64,S x 6.5,5. Coleção Benedetta Ma- rinetti, Roma. GINO SEVERINI (1883)25 BAILARINA EM AZUL. 1912. 61 x 46. Coleção Gianni Mattioli, Milão.26 DINAMISMO DE UMA BAILARINA, 19912. 61 x 46. Coleção particular, Milão. 218
    • IT ÁL IA futurismo27 NORD-SUD, 1912. 49 x 65. Coleção Emilio Jesi, Milão.28 EXPANSAO CENTRíFUGA DA LUZ, 1914. 61 x 50. Coleção particular, Milão.29 A GUERRA, 1914. 93 x 939. Coleção particular, Milão. MARIO SIRONI (1885)30 COMPOSIÇAO, 1912. Lapis e guache. 48 x 32. Galeria "TI Milione", Milão.31 FIGURA, Tinta. 19 x 13. Coleção Gianni Mattioli, Milão.32 PLASTICA DE UMA CABEÇA, 1913. Têmpera. 30 2 22. Galeria "TI Milione", Milão.33 AUTO-RETRATO, 1913. 53 x 49. Galeria de Arte Moderna, Milão.34 COMPOSIÇAO FUTURISTA, 1914. 71 x 78. Cole- ção particular. ARDENGO SOFFICI (1879)35 UMA POBRE, 1913. 65 x 48. Coleção Gianni Mat- tioli, Milão.36 TIPOGRAFIA, 1914. Pintura e colagem. _ 54 x 65. Coleção Frua de Angeli, Milão.37 FRUTAS E LICORES, 1915. 65 x 54. Coleção Gianni Mattioli, Milão. escultura UMBERTO BOCCIONI (1882-1916)38 DESENVOLVIMENTO DE UMA GARRAFA NO ES- PAÇO, 1912. Bronze. 44. Galeria de Arte Moder- na, Milão. 219
    • I T ÁL I A futurismo89 DESGRACIOSO, 1912. Bronze. Coleção Benedetta Marinetti, Roma.40 FORMAS ÚNICAS DA CONTINUIDADE NO ES- PAÇO, 1913. Bronze. 112. Galeria de Arte Mo- derna, Milão. S A LA GERALA partir do início dêste século, também na Itália,como em tôda parte, verificaram-se profundastransformações na linguagem artística e renega-ram-se todos os processos que correspondem a umasimples habilidade técnica. O artista já não deviaser dominado pelo objeto, mas devia subordinar tô-da expressão às sugestões da sua experiência ínti-ma. Esta nova atitude do artista perante o mundocircunstante caracterizou e continua a caracterizartodos os aspectos da cultura figurativa moderna.Justamente para esclarecer os desenvolvimentos dês-se fenômeno, a representação italiana na grandeBienal de São Paulo quís, êste ano, apresentar umadocumentação do Futurismo: o movimento de queresultou a renovação artística de nossa terra.Foi uma renovação muito combatida, que despertouviolentas reações, certamente semelhantes às que fo-ram causadas pelo cubismo na França, onde, em1912, chegaram a interpelar o Govêrno, na Câmarados Deputados, sôbre o que era considerado "ma-nifestação de caráter francamente anti-artístico eanti-nacional".Com o Futurismo - quer pela qualidade dasobras dos vários artistas, quer pelas consequênciasde suas proposições teóricas - a Itália voltou a ter o indispensável contato com a consciência ar-tística europeia e, portanto, não obstante algumasexplosões destruidoras, o resultado foi incontestàvel- 220
    • I T ÁL I A pinturamente construtivo. Hoje aparece-nos êle, nitida-mente, em seu significado histórico, e o interêsseque desperta em todo o mundo - os museus daEuropa e da América rivalizam para adquirir asobras futuristas - certificam a validade de suaação.A par dêsse grupo de trabalhos, escolhidos dentreos mais característicos do período culminante, quefinalizou ao iniciar-se a primeira guerra mundial,e cujos autores ainda figuram entre os mais cé-lebres e insignes da arte moderna, a Itália expõeuma série de obras de artistas de idade e formaçãodiferentes; uns têm mais de sessenta anos, outrosapenas trinta, mas todos, por uma feição ou poroutra, se interessam profundamente pela visão fi- gurativa de hoje, quer dizer, não baixaram ao níveldos que recusam penetrar e interpretar uma civi-lização que nunca foi imóvel. Este sentimento, quesempre os torna atuais, participando dêsse movi-mento fatal que marca qualquer ato do espírito,deveria ser o indício da validade das suas obras.Só com a fôrça da poesia podem-se derrubar asbarreiras que dividem as gerações, e somente graçasa ela é possível resistir ao assalto das idades se-guintes.A organização das grandes exposições, com o intui-to de oferecer um panorama sintomático da culturacontemporânea, não pode deixar de levar em conta os fenômenos mais relevantes que se verificam no campo estético. Portanto, os exemplos que aquiestão documentados, no domínio da pintura comono da escultura ou da gravura, são testemunhosqualificados da atividade artística italiana. Seria,contudo, imprudente supor que os artistas aquipresentes exemplificam tôdas as variedades de ima-gens que se podem observar: são apenas algumasdas provas mais instrutivas que constituem a nossaatividade figurativa. Estou, porém, convencido deque podem resistir a um confronto com os colegasde outros países e, mais uma vez, vão assegurar a 221
    • IT ÁL IA pinturaunidade de desenvolvimento e de intenções que osguia: já conseguiram, aliás, notável êxito no es-trangeiro.A cultura italiana, depois da segunda guerra mun-dial, progrediu muito, por ter sido despojada de todoequívoco retórico: tõdas as formas de expressãopuderam desenvolver-se em plena liberdade e mui-tos artistas de valor, postos à margem, conseguiramrecuperar seus lugares de primeiro plano. Da mes-ma forma, novos fermentos vieram juntar-se aosmotivos de inspiração e um fervor de atividade,tanto nos velhos como nos jovens, criou em tôdaparte obras notáveis, cuja perfeição foi logo reco-nhecida. A Bienal de Veneza, em suas exposições,procura salientar os acontecimentos mais importan-tes de nossa história figurativa e alegra-se em con-tribuir para o seu conhecimento, também no Brasil,onde se realiza outra reunião internacional, em queos valores autênticos da arte contemporânea se jun-tam, para oferecer ao mundo a mais alta mensagemde poesia. Os que a levam da Itália merecem sertncumbidos desta grande tarefa pela autoridade deseus nomes e o interêsse de suas realizações. Seno GIOVAHHI POHTI Presidente da Bienal de Veneza pintura AFRO (1912) 1 A PERSIANA, 1953. 86 x 127. 2 ARRABALDE, 1953. 65 x 85. S LIVRO· AMARELO, 1952. 127 x 152. " O CARIMBO VERMELHO, 1953. 150 x 200. 5 O SOFA, 1953. 160 x 212. 222
    • ITÁLIA pintura RENATO BffiOLLI (1906) 6 A ILHA PORTO-BUSO. 1951. 77 x 108. 7 A REDE CHEIA. 1950/52. 67 x 110. 8 CANAL ESCURO. 1953. 200 x 180. 9 MAR E PAÚL. 1953. 200 x 180.10 VINHEIRO. 1952. 135 x 70. FELICE CASORATI (1886)11 CRIANÇA NO ATELIER. 1952. 165 x 80.12 MULHER DEITADA. 1949. 51 x 66. Coleção Enzo Cagnassone. Turino.13 NATUREZA MORTA COM LIMÕES. 1950. 85 x 50. Coleção Endco Vallecchi. Florença.14 NATUREZA MORTA COM PERAS E PíFAROS. 1953. 60 x 50.15 O ESPANTALHO. 1948. 90 x 65. Coleção Lino Toso. Veneza.16 OVOS SOBRE O TAPETE. 1948. óleo sôbre ma- deira. 48 x 50. Coleção Ornella Buzzl. Alexandria.17 SOMBRAS. 1951. 49 x 85. Coleção Giorgio Chia- don Cassoni. Roma. BRUNO CASSINARI (1912)18 A NOITE. 1952. 100 x 200.19 ATELIER. 1953. 120 x 105.20 "LA GRAN MADRE". 1953. 130 x 75.21 NATUREZA VIVA. 1953. 70 x 100.22 O SIU:NCIO DO MAR. 1953. 75 x 110.23 O VERAO EM GROPPARELLO. 1953. 100 x 140.24 SAUDADE DO MAR. 1953. 100 x 140. 223
    • I T ÁL IA pintura MINO MACCARI (1898)25 AS FÉRIAS. óleo sôbre madeira. 50 x 70.26 BRUXAS, 1950. óleo sôbre madeira. 50 x 70.27 CONVERSAÇAO, 1953. 40 x 60.28 LIB];:LULAS, 1953. 40 x 60.29 MADAME VERDOUX, 1953. 60 x 40.30 SENHORAS, 1953. óleo sôbre madeira. 40 x 60.31 SEREIAS, 1953. óleo sôbre madeira. 55 x 40. MARIO MAFAI (1902)32 BANCO DE FLORES, 1952. 100 x 80.33 ESTRADA DE SUBÚRBIO, 1951. 100 x 200.34 PAISAGEM ROMANA, 1953. 50 x 70.35 PIMENTõES, 1952. 50 x 75.36 ROSAS, 1952. 50 x 70. MATTIA MORENI (1920)37 AS DOCES COLINAS DE BRISIGHELLA, 1953. 150 x 257.38 ENTRE MOITAS NA MINA ,1953. 100 x 120.39 MOITAS NA COLINA BANHADA PELO SOL, 1953. 108 x 140.40 POR DO SOL (SEMPRE A MESMA COISA), 1953. 100 x 140. ENNIO MORLOTTI (1910)41 FIGURA EM VERDE, 1952. 120 x 100.42 GRANDE Nú, 1952. 100 x 150.43 LAV ADEIRAS, 1952. 150 x 110.44 NÚ NA PAISAGEM, 1952. 130 x 130.45 NÚ NA PAISAGEM, 1952. 100 x 140. 224
    • ITÁL IA pintura ENRICO PAULUCCI (1901)46 CONTO MARíTIMO, 1953. 160 x 97.47 GRANDE PORTO, 1953.97 x 146.48 PEQUENO PORTO, 1953. 54 x 73.49 VALE, 1952. 75 x 90.50 PORTO AZUL, 1952. 100 x 65. OTTONE ROSAI (1895)51 ANTIGO MOSTEIRO, 1953. 50 x 70.52 AUTO-RETRATO, 1953. 65 x 50.53 COCHEIRO, 1953. 65 x 50.M COLINA SOBRE AS CASAS, 1953. 70 x 50.55 CONSTRUÇÕES, 1953. 65 x 50.56 FIGURAS NA TABERNA, 1953. 70 x 50.57 PAREDE, 1953. 45 x 60. BRUNO SAETTI (1902)58 COMPOSI(:AO, 1952. Afresco. 82 x 67.59 FIGURA, Afresco. 80 x 60.60 JOVENS E CRAVO, 1947. Afresco. 76 x 99. Co- leção Mario di Frattina, Veneza.61 MAE, 1950-53. 94 x 74.62 MAE, 1951. AFRESCO. 106 x 63.63 PAISAGEM AO SOL, 1952. 50 x 69.64 PAISAGEM AO SOL, 1953. Afresco. 499 x 63. GIUSEPPE SANTOMASO (1907)65 A HORA DAS CIGARRAS, 1953. 120 x 150.66 ARPIAO DO ADIGE, 1953. 110 x 70.67 BATE-ESTACAS, 1953. 110 x 70. 225
    • IT ÁLIA pintura68 CEIFEIRA DIANTE DA PAREDE CAIADA, 1953. 120 x 150.69 MADRUGADA SOBRE AS FOICES, 1953. 150 x 120. MARIO SIRONl (1885)70 A LEI DOS NúMEROS, 1951. 50 x 69.U COMPOSIÇAO COM CASA ESCURA, 1952. 50 x 60.72 COMPOSrçAO COM FORMAS FIGURATIVAS VERTICAIS, 1951. 60 x 70.73 COMPOSIÇAO COM UM TRANSEUNTE, 1953. 70 x 100.74 COMPOSIÇAO EM ESCURO, 1952. 50 x 70.75 COMPOSIÇAO EM VERMELHO COM UM CA- VALO BRANCO, 1952, 100 x 80.76 COMPOSIÇAO EM VERDE ESCURO, 1953. 75 x 90. ATANASIO SOLDATI (1896-1953)77 ANALOGIA, 1949-50. 80 x 100.78 COMPOSIÇAO. 46 x 33.79 COMPOSIÇAO. 23 x 39. Coleção Renato Carrain, Veneza.80 COMPOSIÇAO, 1952. 100 x 65.81 ESTRADA TRANSVERSAL, 1947. 116 x 62.82 POR QUE?, 1952. 62 x 100. EMILIO VEDOVA (1919)83 CICLO DA NATUREZA N.o 3: PALMARIA, 1953. Têmpera. 145 x 190.84 CICLO DA NATUREZA N.o 7, 1953. Têmpera. 145 x 190. 226
    • IT ÁL IA pintura - escultura85 CICLO DA NATUREZA N.o 10, 1953. Têmpera. 15 x 190.86 CICLO DO PROTESTO N.O 6: PARA UM PRO- TESTO, 1953. Têmpera. 145 x 190.87 CICLO DO PROTESTO N.O 8: OS ESTALEIROS DO MUNDO SAO TRISTES, 1953. Têmpera. 145 x 190. escultura AGENORE FABBRI (1911) 1 A MAE, 1952. Terra-cota com reflexos. 120. 2 BRIGA DE CAES, 1952. 70. S CAO FERIDO NA GUERRA, 1952. Terra-cota po- Ucroma. 70.4 CAVALO, 1952. Bronze colorido. 60.5 MOÇO DURANTE A GUERRA, 1952. Terra-cota poUcroma. 140. PERICLE FAZZINI (1913) 6 ACROBATAS, 1946. Bronze. 75. 7 BUSTO DE HOMEM, 1951. Bronze. 70. 8 GATO, ,1953. Bronze. 43. 9 HOMEM GRITANDO, 1952. Bronze. 57.10 PASTOR DO LACIO, 1953. Bronze. 25. MARINO MARINI (1901)11 CAVALEIRO, 1950. Madeira. 170. 227
    • ITÁLIA escultura - desenho12 ERSíLIA, 1931-1949. Madeira colorida. 130.13 G~E CAVALO, 1951. Bronze.Coleção Francisco Matarazzo Sobrinho, São Paulo.14 O TOURO, 1951. Bronze. 60.15 PEQUENO BRONZE. Coleção Valentin Gallery, New York.16 POMONA, 1949. Bronze. 160.n RETRATO DE STRAWINSKY, 1950. Bron- ze. 30. MARCELLO MASCHERINI (1906)18 CRISTO ESCARNECIDO, 1953. Madeira. 300.19 FIGURA (FRAGMENTO), 1952. Bronze. 180.20 HOMEM COM UM CAO, 1952. Bronze. 96.21 MULHER NÚA RINDO, 1953. Bronze. 180.22 PEQUENO FAUNO, 1950. Bronze. 93. ALBERTO VIANI (1906)23 Nú, 1952. Mármore. 130. Galeria de Arte Mo- derna, Veneza. desenho FRANCESCO CARNEVALI (1892) 1 CASAS NA ENCOSTA DA COLINA, 1953. 23 x 16. 2 CREPúSCULO DE VERAO NO CAMPO, 1953. 23 x 16. 3 ESTRADA QUE LEVA A CIDADE, 1591. 24 x 17. 4 HORTA NUM DECLIVE, 1951. 24 x 16. 5 UMA ESTRADA, 1951. 23 x 16. 228
    • I T ÁL I A des enh,o FABRIZIO CLERICI (1919)6 COUVE, 1946. 49 x 36.7 OS ADVOGADOS DO DIABO, 1947. 49 X 37.8 OS DESGRAÇADOS, 1947. 49 x 37.9 OS PERCURSOS IMPOSSíVEIS, 1952. Bico de pena. 43 x 31.lO RECORDAÇAO DA ITALIA, 1945. 49 x 37. LEONOR FINI11 CABEÇA, 1952. Nanquim. 53 x 37.12 CABEÇA, 1953. Nanquim. 43 x 29.18 CABEÇA INCLINADA, 1953. Nanquim. 31 x 38.14 CABEÇA DE MULHER, 1953. Nanquim. 43 x 31.15 ESFINGE, 1952. 40 x 32. ALBERTO GERARDI (1889)16 CABEÇA DE MULHER, 1953. Ponta de prata. 27 x 21.17 ESTUDO PARA UMA MADONA, 1953. Ponta de prata. Gabinetto Nazionale delle Stampe e dei Di- segni, Roma.18 MOÇA ROMANA, 1953. Ponta de prata. 299 x 21.19 NOVIÇA CARMELITA, 1948. Ponta de prata. 22 x 19. Coleção Margherita Sarfatti, Roma.20 RETRATO DE SENHORA, 1948. Ponta de prata. 22 x 19. MARINO MARINI (1901)21 GRANDE DESENHO, 1953. 200 x 187. 229
    • I T ÁL IA desenho - gravura LUIGI SPAZZAPAN (1890)22 A PALESTRA, 1945. Nanquim. 36 x 48.28 ESTUDO PARA A CABEÇA DE UM SANTO, 1953. Nanquim. 48 x 36.24 ESTUDO PARA O ERMITAO, 1950. Nanquim. 72 x 48.25 ESTUDO PARA UM RETRATO, 1946. Nanquim. 36 x 48.26 TOUREIRO, 1953. Nanquim. 72 x 48. ERNESTO TRECCANI (1920)27 CRIANÇAS DA CALABRIA N.O I, 1953. 43 x 31.28 CRIANÇAS DA CALABRIA N.o 2, 1953. Desenho colorido. 29 x 34.29 CRIANÇAS DA CALABRIA N.O 3, 1953. Desenho colorido. 48 x 32.80 CRIANÇAS DA CALABRIA N.o 4, 1953. 31 x 30.81 CRIANÇAS DA CALABRIA N.O 5, 1953. Desenho colorido. 44 x 32. gravura NUNZIO GULINO (1920)1 BORGO MERCATALE, Urbino, 1953. Agua forte. 19 x 24.2 O MERCATALE DE URBINO, 1952. Agua forte. 14 x 27,5. 8 PAISAGEM N.o 1: URBINO, 1953. Agua forte. 29 x 19. 230
    • IT ÁL I A gravura4 PAISAGEM N.o 2: URBINO, 1933. Água forte. 19 x 23.5 PAISAGEM N.O 3: URBINO, 1953. Água forte, 18,5 x 28,5.6 CASAS SOB O MONTE, 1952. Água forte. 31 x 35,3. PAOLO MANARESI (1908)7 MULHER JUNTO DA ESTUFA, 1951. Agua forte. 26 x 30.8 VISAO NOTURNA N.o 2, 1953. Água forte. 33 x 42,5. 9 VIMO NOTURNA N.o 2, 1953. Água forte. 33 x 42,5.10 VISAO NOTURNA N.o 3, 1953. Água forte. 29,5 x 51,7. GIORGIO MORANDI (1890)11 FLORES, 1931. Água forte. 22,5 x 19. Coleção par- ticular, Milão.12 JASMINS NUM VASO, 1937. Água forte. 31,5 x 24,9. Coleção particular, Milão.13 NATUREZA MORTA, 1915. Água forte. 15,3 x 12,4. Coleção particular, Milão.14 NATUREZA MORTA, 1917. Água forte. 23,5 x 18,7. Coleção particular, Milão.15 NATUREZA MORTA, 1929. Água forte. 23,7 x 29,8. Coleção particular, Milão.16 NATUREZA MORTA. 1930. Água forte. 19,5 x 30. Coleção particular, Milão. 231
    • I T ÁL IA gravura17 NATUREZA MORTA, 1930. Agua forte. 19,5 x 30. Coleção particular, Milão.18 NATUREZA MORTA, 1931. Agua forte. 17,4 x 19,5. Coleção particular, Milão.19 NATUREZA MORTA, 1933. Agua forte. 23,6 x 22,8.20 NATUREZA MORTA, 1933. Agua forte, 25,1 x 23,5. Coleção particular, Milão.21 NATUREZA MORTA, 1933. Agua forte. 23, 8x 24,2. Coleção particular, Milão.22 NATUREZA MORTA, 1942. Agua forte. 26,7 x 26,7. Coleção particular, Milão.28 NATUREZA MORTA, 1942. Agua forte. 27 x 30,5. Coleção particular, Milão.24 NATUREZA MORTA COM FLORES, 1928. Agua forte. 24,4 x 16,6. Coleção particular, Milão.25 NATUREZA MORTA COM FLORES, 1928. Agua forte. 24,4 x 16,6. Coleção praticular, Milão.26 NATUREZA MORTA COM ROSAS, 1936. Agua forte. 31,7 x 24,9. Coleção particUlar, Milão.27 NATUREZA MORTA COM VASOS, 1931. Agua forte. 24,3 x 29,1. Cnleção particular, Milão.28 NATUREZA MORTA COM VASOS, 1931. Agua forte. 24,5 x 28,9. Coleção particular, Milão.29 PAISAGEM, 1927. Agua forte. 23,3 x 28,9. Cole- ção particular, Milão.80 PAISAGEM. Agua forte. 22,8 x 34,8. Coleção par- ticular, Milão.31 PAISAGEM, 1922. Agua forte. 19,9 x 17,7. Coleção particular, Milão.32 PAISAGEM,1932. Agua forte. 24,7 x 29,5. Coleção particular, Milão.82a PAISAGEM, 1937. Agua forte. 24,8 x 17,2. 232
    • ITÁLIA gravura33 PAISAGEM COM ESTRADA BRANCA, 1933. Agua forte, 20,9 x 30,1. Coleção particular, Milão.34 VASO COM FLORES, 1924. Agua-forte. 23,6 x 20. NUNZIO SCHIAVARELLO (1918)35 ALUNOS BRINCANDO, 1953. Agua-forte. 29,5 x 21.86 MASCARAS, 1953. Agua forte. 45,5 x 35,5.87 MULHERES LAVANDO CRIANÇAS, 1953. Agua forte. 31 x 23.38 MULHERES NO CAMPO, 1952. Agua forte. 38,5 x 29.39 PESCADORES E BARCO, 1953. Agua forte. 31 x 23. LUIGI SPACAL (1907)40 A CIDADE AO ESPELHO, 1953. Xilografia. 33 x 4441 ARRABALDES DA CIDADE, 1953. Linografia. 40 x 51,5.42 MELODIAS DA NOITE, 1953. Linografia. 52 x 39.43 NO TEMPLO, 1953. Xilografia. 44, 5 x 31.44 PEQUENO SANTUARIO, 1953. Linografia. 52 x 39. POMPEO VECCHIATI (1911)45 ANA, 1952. Monotipia. 79 x 47,5.46 LAGUNA DE VENEZA, 1952. Monotipia. 48 x 79.47 OS NINHOS DAS SIBAS, 1953. Monotipia. 48 x 78.48 PEIXES. 1952. Monotipia. 75 x 105.49 PESCADORES, 1953. Monotipia. 47,5 x 79. 233
    • IUGOSLÁVIADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA COMISSÃOPARA RELAÇÕES CULTURAIS COM O EXTERIOR
    • C ourbet salientava que nunca pintou anjos porque jamais os viu. E Goya, " o último dosvelhos mestres e primeiro mestre contemporâ-neo", escreve, no prefácio dos "Caprichos", quemerece atenção o artista capaz de apresentar aosnossos olhos as formas e os movimentos surgidosunicamente em sua fantasia.petar Lubarda seguiu o caminho lógico: de Courbeta Goya, da matéria ao espírito. Primeiro foi pintorda matéria, vigorosa, espessa e sonora. A seguir, de-pois de dominar a materialidade do mundo exterior,depois de ter encontrado, para ela, elevada expressãoartística, deteve-se na sua emanação, na sua essênciahumana.Este mundo, para Lubarda, é, antes de tudo, o tor-rão natal, a rocha montenegrina, símbolo imenso deepopéia. Os contornos fa;__ tásticos das montanhas erochas irradiam, nas telas de LUbarda, solene quie-tude, sol e limpidez; delas se eleva, emocionante,uma aspiração de algo mais elevado e mais huma-no. O pintor iugoslavo Predrag Milosavljevic disse arespeito dêsse mundo de Lubarda:"Região plúmbea .. alcantilada, fundida em rocha du-ra, calcáreo maciço, através de cujas costelas agudase enorme espinha ou queima o solou geme o vento.Essa rocha que se estende além do horizonte, seusmontes enormes, qual montanha, como essa regiãoé diversa do verde. do ameno, do dadivoso.Ninguém como o pintor, curioso de tôdas as mara-vilhas e belezas do nosso mundo, ninguém comoêle . .. como Lubarda . .. sente tal necessidade de con-quistar esta natureza, de envolvê-la em seu olhar,de alegrar-se com ela, de abraçá-la, de nela ficar.Dos seus píncaros a vista é imensa, ao invés de dezmontanhas vêem-se centenas, ao invés de um pen-samento brota uma multidão deles".Ante as obras de )Petar Lubarda não hà lugar paradogmatização, sobretudo não há lugar para uma su-perficial comparação de suas obras com a pinturaabstrata. Algumas telas "abstratas" de Lubarda são 235
    • IUGUSLÁVIA Petar Lubardae~ooços de concepções determinadas e contêm todosos ritmos e tôdas as emoções de quadro completa-mente acabado. Lubarda jamais pinta com a inten-ção de ser irreal, mas sim com o anseio de encontraruma nova, uma verdadeira expressão para a sensa-ção que lhe proporciona a realidade. Essa expressãosempre é pintura de alto valor e êle frequentementeestá mais próximo da música que da literatura.Mas o que tem Lubarda de mais seu, o que mais odiferencia de outros é o seu sentimento da vida esua concepção dela. Nos acordes de azul, branco eamarelo-ouro, vermelho e verde há tanto vigor, ju-ventude e otimismo que logo sentimos o pintor da na-tureza iugoslava e do seu ambiente social. Isto va-le, também, para as telas que, como expressão nova,podem parecer estranhas. Mas aprendamos a nãoobservar apenas a superfície do quadro, seu ladoformal, e sim a compreender sua essência, os senti-mentos e conflitos internos que o pintor expressouem arabescos vivazes e harmonias emocionantes. MIODRAG PROTIC Sala especial PETAR LUBARDA 1 A LUTA. 186 x 147. 2 ANIMAIS ENRAIVECIDOS, 1953. 185 x 48. 3 A ARVORE SECA. 63 x 80. 4 AVE DE RAPINA. 100 x 81. 5 BATALHA (COMPOSIÇAO 1), 1953. 195 x 147. 6 BESTA FANTASTICA. 195 x 110. 7 COMPOSIÇAO. 100 x 81. 8 COMPOSIÇAO 2, 1953. 195 x 148. 236
    • IUGUSLÁVIA pintura. 9 COMPOSIÇAO 3, 1953. 195 x 148.10 COMPOSIÇAO 4, 1953. 195 x 100.11 COMPOSIÇAO 5, 1953. 185 x 147.12 CORVO, 1953. 195 x 147.13 DEFESA, 1953. 195 x 147.14 NO ESPAÇO, 1953. 146 x 115.15 FOGO. 100 x 81.16 MEDUSA. 100 x 80.17 NOITE DE LUAR 2, 1953. 170 x 148.18 O "GUSLAR", 1953. 195 x 148.19 O TOURO E A LUA. 175 x 146.20 PAISAGEM, 1953. 185 x 148.21 RITMO 1. 81 x 1.0022 RITMO 2. 81 x 100.28 ROCHAS, 1953. 185 x 148.24 SOBRE O VERMELHO. 176 x 145.25 TRAG:S:DIA, 1953. 100 x 81. 237
    • J A PÃODELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA KOKU-SAI BUNKA SHINKOKAI (SOCIEDADE PA-RA RELAÇÕES INTERNACIONAIS, TÓQUIO)
    • JAPÃO pintura N a intenção de participar da melhor maneira possível da 2.& Bienal de São Paulo, a Koku-sai Bunka Shinkokai (Sociedade para RelaçõesInternacionais Culturais) organizou uma Comissãocomposta dos mais acatados críticos do Japão, a fimde que procedesse a uma seleção, entre os artistasmodernos nippônicos~ das obras a serem apresenta-das.A Comissão, após várias reuniões, escolheu seis pin-tores, considerando-os os mais indicados para re-presentar o Japão nesta Exposição. Todos êsses ar-tistas têm produzido, ininterruptamente, trabalhosricos em originalidade e são reconhecidos como fi-guras centrais da escola aquí apresentada.Levando em conta as características pessoais decada pintor, espera a Comissão organizadora queo aspecto geral da nova geração japonesa, no pano-rama artístico mundial, possa ser apreciado conve-nientemente, por intermédio das peças expostas.Quanto às gravuras, não somente se exibem as queobedecem à antiga técnica japonesa da xilografia, como também se procura mostrar as realizaçõesalcançadas nas técnicas recém introduzidas no Ja-pão, da água-forte, da meia-tinta e da aqua-tinta. pintura leHIRO FUKUZAVA 1 DEVORADOR DE SONHOS. 116 x 89. 2 GUERRA. 162 x 114. 3 PARAISO VERDE 1. 162 x 114. 4 PARAISO VERDE 2. 116 x 80. S PAZ. 162 x 114. 238
    • JAPÃO pintura KIGAI CAWAGUCBI6 AURÉOLA, 1952-53. 30 x 73. 7 COMPOSIÇAO, 1953. 113 x 78.8 MASSA, 1953. 92 x 73.9 PRAIA NO VERAO, 1952. 62 x 20,5. SBONAN MIZUKOSBI10 ANTRO DOS TIGRES: NASCIMENTO DOS FI- LHOTES, 1952. 140 x 210.11 BROTOS DE BAMBO E LAMAÇAL, 1953. 78 x 95. TARO OJtAMOTO12 A ALEGRIA, 1953. 127 x 109.13 COMPOSIÇAO, 1952. 236 x 192.14 MoçA E CACHORRO, 1953. 116 x 96. MASAO TSUB.UOKA15 ANJO, 1951. 52 x 69.16 COMPLICAÇAO NO ESCURO, 1949. 128 x 160.17 MENDIGO A BErnA DA ESTRADA, 1950. 86 x 98. NORIYUKI USBUIMA18 INICIO DE PRIMAVERA, 1952. 64 x 96.19 TARDE, 1952. 66 x 96.ZO TEMPO DE COLHEITA, 1953. 66 x 96. 240
    • JAPÃO pintura - gravura KAORU YAMAGUCHI21 AGUA, CAMPO E NEVE, 1952. 82 x 104.22 UMA RAINHA ~ COROADA, 1953. 98 x 109.23 UM MENINO E UM CORVO, 1953. 52 x 69.24 CORVOS, CEDROS E AGUA, 1953. 72 x 96. gravura UMETARO AZECHI (1902)1 A AMBIÇAO DE CONQUISTAR UM CUME, 1953. Xilografia, 71 x 52. 2 AR DA MONTANHA, 1953. Xilografia. 71 x 52. 3 CONTEMPLAÇAO DE UMA CENA GLACIAL, 1953. 4 ROCHAS FASCINANTES, 1953. 71 x 52. l) UM VELHO NUMA CABANA DE MONTANHA, Xilografia, 71 x 52. CHIMEI HAMADA (1916) 6 EM CIMA DO SOL FLEXíVEL, 1953. 37 x 32. 7 ELEGIA DE UM RECRUTA (SENTINELA>, 1952. 40 x 45. 8 ELEGIA DE UM RECRUTA (SOMBRAS DE UM CANHAO), 1952. 44 x 38. 9 HOMEM, 1952. 44 x 38.10 PAISAGEM, 1951. 44 x 38. DALLlAN YASU HIRATA (1914)11 ABRAÇO, 1951. Xilografia. 69 x 51.12 BALLET, 1952. Xilografia. 64 x 46. 241
    • JAPÃO gravura13 CONSTELAÇAO, 1935, Xilografia. 64 x 46. UNlcm HIRATSUKA (1895)14 JARDIM PARA A CERIMONIA DO CBA DO TEMPLO DE GINKAKUSI (KIOTO), 1952. Xilografia. 64 x 48.15 A MONTANHA DAISEN AO CREPÚSCULO, 1952. 69 x 64.13 O TEMPLO DE SANJU-SANGENDO (Kioto), 1951. Xilografia. 64 x 48.17 VISTA A TARDE DA ILHA DE SAKURAJIMA, 1953. Xilografia. 64 x 48.18 VISTA AO CREPÚSCULO DO RIO EDOGAWA, 1952. Xilografia. 64 x 48. FUMIO KITAOKA (1918)19 MULHER AGACHADA, 1953. Xilografia. 48 x 66.20 ROSTO, 1953. Xilografia. 48 x 66.21 SENTIMENTALISMO NUMA NOITE DE CHUVA, 1953. Xilografia. 64 x 78.22 UMA RUA, 1953. Xilografia. 64 x 78.23 VESTIDO AZUL, 1593. Xilografia 64 x 78 . TETSURO KOMAI. (1920)24 UM FESTIVAL NO FUNDO DO MAR, 1953. 32 x 46.25 UM PEIXE NOTURNO, 1953. 32 x 46.26 UM PRESENTE DA LUA, 1953. 32 x 46.27 UM QUARTO NO PORAO, 1953. 32 x 46.28 UMA S~RIE DE GRAVURAS COLORIDAS, 1953. 32 x 46.
    • JAPÃO gravura SEMPAN MAEKAWA (1888)29 DANÇA, 1953. Xilografia. 64 x 44.30 PRIMAVERA nPIDA A. 1953. Xilografia. 64 x 44.31 PRIMA VERA T~PIDA B. 1953. Xilografia. 64 x 44.32 NEVE, 1953. Xilografia. 64 x 44.33 UMA FILHA AO NORTE DO JAPAO, 1953. Xilo- grafia. 64 x 44. SHIKO MUNAKATA (190S)34 ANJO ALEGRE, 1953. Xilografia. 64 x 128.85 ANJO CELESTE, 1953. Xilografia. 64 x 128.86 ANJO DA DANÇA, 1953. Xilografia. 64 x 128.87 ANJO DE CORO, 1953. Xilografia. 64 x 128.38 ANJO VOANDO, 1953. Xilografia. 64 x 128. KIYOSHI SAlTO (1907)89 EXTASE, 1953. Xilografia. 54 x 98.40 HANIWA N.o 1, 1953. Xilografia. 68 x 128.41 HANIWA N.o 2, 1953. Xilografia. 86 x 128.42 CERAMICA, 1953. Xilografia. 54 x 98.43 OUTONO, 1953. Xilografia. 54 x 98. JUNICHIRO SEKINO (1914)44 A ARVORE ENTERRADA, 1952. Aquatinta.45 BARULHOS NO OUVIDO (A e B), 1953. Aqua- tinta. 66 x 51.46 PANO PRETO E CONCHAS, 1953. Xilografia.47 VIDAS AO MAR, 1953. Xilografia. 78 x66.48 VITóRIA DE "COLLESURA", 1952. Aquatinta. 66 x 51. 243
    • JAPÃO gravura TAKUMI SHINAGAWA (1912)49 ARTISTA, 1953. Xilografia. 74 x 52.50 CIDADE, 1953. Xilografia. 74 x 52.51 O CORPO TINHA TAMB:€M UM ROSTO, 1953. Xilografia. 74 x 52.52 SONHO AO MEIO-DIA, 1953. Xilografia. 74 x 52.53 UM RETRATO, 1953. Xilografia. 74 x 52. 244
    • LUXEMBURGODELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA DIREÇÃO DOS MU-SEUS DO ESTADO DO GRÃ DUCADO DE LUXEMBURGO
    • LUXEMBURGO P ioneiro maiorarte moderna, no Luxemburgo, e seu da representante é, sem dúvida,Joseh Kutter. Nasceu em 1894 e pertence à ge-ração de artistas que começaram a se manifestardepois da primeira guerra mundial, no momentopreciso em que, nos países do norte da Europa, qua-se tôda a vanguarda ligava-se ao expressionismo.No entanto, se Kutter também se tornou expressio-nista, êle não o é à maneira dos alemães, nem àmaneira de um flamengo como Permeke. Sua preo-cupação com a forma é bem maior que a dos ale-mães e utiliza uma paleta mais rica, mais floridaque Permeke. Não é nem primitivo nem rústico;mais vigoroso que brutal, se conhece as perturba-ções da alma, não as traduz 1amais num estilo ator-mentado ou caótico. Nele as tendências expressio-nistas são sempre contrabalançadas por uma forteinclinação para a pintura pura. Por isso, sua artetem ligações com a arte francesa e, ao mesmotempo, com as artes alemã e flamenga, refletindoassim, nitidamente, a situação cultural do Luxem-burgo, no período entre as duas guerras. -Falecido em 1941, Kutter não teve discípúlds. Aque-les que se agruparam ao seu redor, em sua maiorparte só se afirmaram após a libertação, exprimin-do-se de maneira bem diversa da sua. Alguns sen-tiram a atração do expreSSionismo, atração porémque pouco tempo durou. As pesqUisas da vanguar-da francesa, entretanto, os influenciaram de ma-;neira decisiva, e, seduzidos pelo "irrealismo" e onão-figurativo, substttuem decididamente, em suasúltimas obras, a eloquência da forma pela eloquên-cia da imagem. JOSEPH-EMILE MULLER 246
    • LUXEMBURGO pintura. pintura WILL DAHLEM (1916) 1 ESTALEIRO MAR1TIMO, 1953. 130 x 97. 2 GUINDASTE NO PORTO DE ZEEBRUGES, 1953. 60 x 75. 3 VOO DE ANDORINHA, 1953. 118 x 89. BENRI KILLIENBOURG (1926)4 O PORTO, 95l. 195 x 120.5 A PARTIDA, 1953. 91 x 125. FRÃNÇOIS GILLEN (1914) 6 COMPOSIÇAO, 1953. 120 x 100. 7 PAISAGEM, 1953. Guache. 60 x 80. S PAISAGEM, 1953. Guache. 60 x 80. WILL KESSELER (1899) 9 A MESA AMARELA, 1953. óleo sõbre papel. 54 x 65.10 A SESTA, 1953. óleo sõbre papel. 46 x 54.11 MULHERES COM TARTARUGA, 1953. Oleo sõ- bre papel. 54 x 65. JOSEPH KUTTER (1894-1941)12 AS CASAS AZUIS, 1930. 92 x 125. Propriedade dos filhos do artista.13 AS CRIANÇAS NO ATELIER, 1938. 125 x 90. Propriedade dos filhos do artista.
    • LUXEMBURGO pintura-escultura14 CABEÇA DE PALHAÇO, 1937. 60x 50. Proprie- dade dos filhos do artista.15 CARNAVAL, 1933. 125 x 100. Propriedade dos filhos do artista.16 DESEMBARCADOURO NA HOLANDA, 1939-40. 80 x 100. Propriedade dos filhos do artista.17 INTERIOR, 50 x 65. Propriedade dos filhos do artista.18 O PESCADOR, 1933. 125. x 100. Propriedade dos filhos do artista. JOSEPH PROBST (1911)19 AJUDA RECíPROCA, 1953. 107 x 137.20 CONSTRUÇAO, 1953. 107 x 137.21 EMPRESA, 1952. 100 x 125. MICHEL STOFFEL (1903)22 COMPOSIÇAO I, 1953. 98 x 81.23 COMPOSIÇAO 2, 1953. óleo sôbre unalit. 60 x 71.24 COMPOSIÇAO 3, 1953. óleo sôbre unalit. 60 x 71. escultura LUCIEN WERCOLLIER (1908) 1 DANÇA,1953. Gêsso. 103. 2 GERMINAÇAO, 1952. Gêsso. 57. S o FAUNO, 1953. Gêsso. 70. 248
    • LUXEMBURGO desenho desenho FRANÇOIS KINNEN (1905)1 COMPOSIÇAO, 1953. Nanquim. 34 x 49.2 CRESCIMENTO, 1953. Nanquim. 39 x 49.3 FIGURAS, 1952. Nanquim. 39 x 50.4 MANIFESTAÇAO, 1952. Nanquim. 39 x 49.5 O CIRCO, 1953. Nanquim. 28 x 22. 249
    • MÉXICO
    • MEXICO N a sequência tornaram conhecida a nos últi- mos anos, de grandes mestres que, pinturamexicana, Tamayo figura entre os mais recentes.Sem abandonar a linha de ampla participação quecaracteriza os seus predecessores, soube libertar-seda rígida imposição do assunto, tratando-o comuma fantasia trágica extremamente impressionante.Os grandes pintores mexicanos apelaram em geralpara o expressionismo a fim de manifestar sua crí-tica social ou política, ou ainda, mais simplesmente,para mostrar-nos a vida cotidiana e heróica deseu povo. Tamayo aproxima-se do surrealismo, con-servando embora, no desenho, o caráter tipicamen-te mexicano.É, porém, no colorido que êsse pintor se afasta maisda tradiç&o e renova a pintura de seu país. Suapaleta é bem filtrada, sua invenção cromática mui-to rica. Com êle se aboliu os acordes demasiadocrús, da predileção de um Orozco, por exemplo.O Museu de Arte Moderna de São Paulo insistiujunto à Galeria Knoedler, de New York, para trazera São Paulo uma amostra dessa pintura que tantoêxito alcançou em Paris, em 1951. E com alegriaque a apresenta agora ao público da 2. a Bienal. Sala Especial RUFINO TAMAYO 1 BORBOLETAS, 1944. 114 x 93. 2 O RELóGIO PRETO, 1945. 81 x 59. S TELHADOS, 1945. 76 x 58. Coleção Pierre Matisse. 4 AUTO-RETRATO, 1946. 181 x 130. Coleção Pierre Matisse. 251
    • M~XICO Rufino Tamayo5 DANÇARINA DENTRO DA NOITE, 1946. 180 x 127.6 HOMEM ASSUSTADO COM A AVIAÇAO, 1946. 107 x 86. Coleção Pierre Matisse. 7 PASSAGEIROS EM ATRAZO, 1946. 96 x 84. 8 HOMEM CORRENDO, 1947. 102 x 76. 9 MULHER CANTANDO, 1948. 186 x 132.10 CONSTRUÇAO, 1948. 101 x 76.11 CAÇADORAS DE MARIPOSAS, 1948/49. 96 x 76.12 HOMEM APANHANDO UM PASSARO, 1949. 105 x 76.18 CAÇADORAS DE MARIPOSAS, 1949.14 SERENATA A LUA, 1949. 106 x 76.15 FIRMAMENTO, 1950. 197 x 131.16 FIGURA BRANCA, 1950. 196 x 131.17 NAMORADOS CONTEMPLANDO A LUA, 1950. 101 x 81.18 MULHER PERSEGUIDA, 1950. 100 x 81.19 ESCULTURA DE MULHER, 1950. 100 x 81.20 FIGURAS DANÇANDO, 1950. 65 x 81.21 MULHER EM MOVIMENTO, 1951. 80 x 105.22 HOMEM COM P ASSAROS, 1952. 55 x 82. Coleção Pierre Matisse. SALA GERAL Organizada pelo T aller de Grafica Popular, Mexica gravura IGNACIO AGUlRRE 1 TREM REVOLUCIONARIO. 46 x 35. 2 ZAPATA. 44 x 28. 252
    • MEXICO gravura RAUL ANGUIANO3 A MULHER E O VULCAO. Litografia. 54 x 44.4 ANDAIMES. Litografia. 56 x 47.5 CHANUK. Litografia. 47 x 33. ALBERTO BELTRAN6 O FUGITIVO. 41 x 30.7 O TROVADOR DA CARAVANA. 13 x 18.S TROCA DO GOV:Il:RNO EM CHAMULA. 18 x 11. ROBERTO BERDECIO 9 A MENINA DO COQUE. Litografia. 50 x 38.10 A MENINA DO PEDREGAL. Litografia. 42 x 41.11 PAISAGEM DE TEPOZTLAN. Litografia. 56 x 48. ANGEL BRACHO12 A PONTE E O TILICHERO. 59 x 47.13 A VITóRIA DE QUETZALCOATL. Litografia. 60 x 40.14 PAISAGEM. 49 x 31.15 PAISAGEM DE NAYARIT. Litografia. 30 x 24. ARTURO G. BUSTOS16 A DOR. Litografia. 43 x 25.17 O FUGITIVO. 41 x 30.18 ZAPATA. 58 x 30. CELIA CALDERóN DE LA B.19 CABEÇA DE MULHER. 11 x 9. 253
    • MEXICO gravura20 E NóS O QUE? 21 x 16.21 MULHER COSTURANDO. Litografia. 18 x 30. ELIZABETH CATLETT22 CAMAREIRA NEGRA. Litografia. 52 x 30.23 COLHEITEIRA DE ALGODAO 45 x 43.24 RAFAELA. Litografia. 23 x 15. ERASTO CORT:tS JUAREZ25 A IRRIGAÇAO. 39 x 30.26 BANANAIS DE URUAPAN. 25 x 18.27 O CELEIRO. 29 x 24. JESúS ESCOBEDO28 CABEÇA DE CAVALO. Litografia. 30 x 24.29 DISCRIMINAÇAO. Litografia. 38 x 29. OSCAR FRIASSO LAGO DE ATITLAN. Litografia. 44 x 31.SI LAGO DO Ml:XICO. Litografia. 43 x 31. ANDR:tA GÕMEZS2 DUAS ESPANHAS. 42 x 31.SS FAZENDO OMELETES. 13 x 9.84 MAE CONTRA A GUERRA. 30 x 40. ELENA HUERTAS5 JUDAS. 28 x 22.86 PIA0. 21 x 8,5. 254
    • MEXICO gravura LORENZO JIMENEZ37 CABEÇA DE MULHER. 29 x 25.38 CARREGADOR DE TIJOLOS. Litografia. 24 x 33. LEOPOLDO MÉNDEZ39 FIDALGO. 60 x 52.40 JOSl!: VERD!. 59 x 43.41 O CARROSSEL. 42 x 30. ADOLFO MEXIAC42 MULHERES Bl!:BADAS. 28 x 22.43 NO CAMINHA0. 28 x 23.44 PESCADORES DE PATZCUARO. 28 x 21. FRANCISCO MORA45 HOMENAGEM AOS MINEIROS. 43 x 40.46 A PRESA DO FALCAO. 55,5 x 45.47 O MILHO. 62 x 48. PABLO OHIGGINS48 CAMPONESA DE HONOLULU. Litografia. 47 x 33·49 MULHERES LAVANDO ROUPA. Litografia. 45 x 34.50 TRABALHADORES DE HONOLULU. Litografia. 47 x 33. FANNY RABEL51 A S1l:CA. 38 x 29. 255
    • MEXICO gravura52 CALABOUÇOS DE DEFUNTO. Litografia. 53 x 45.53 NA RUA. Litografia. 45 x 39. MARIANA YAMPOLSKY54 O MESQUITAL. 18 x 11.55 ARANDO. 18 x 9.56 AGUA PARA O POVO. 45 x 55. 256
    • NICARÁGUADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO MINISTÉRIODAS RELAÇÕES EXTERIORES DA NICARÁGUA As póginos relativas à Delegaçõo da Nicarógua têm numeraçõo especial por ter sido o respectivo texto envio- do com atrazo, quando a paginação geral do católogo jó se encontrava encerrada.
    • NICARÁGUA pintura pintura ERNESTO BROWN1 A OFERENDA. 50 x 80.2 COBRE E VERDURAS. 67 x 42.8 PAISAGEM. 58 x 42. ASILIA GUlLLÉN4 O RIO COCO, 1953. 70 x 30.5 PAISAGEM DE MANAGUA, 1953. 55 x 45.6 PORTO DE MOYOGALPA, 1953. 70 x 30. OMAR DE LEÕN7 FIGURA, 1953. 50 x 40.8 PAISAGEM, 1952. 50 x 40.9 PAISAGEM. 40 x 50. ARMANDO MORALES10 A LUA E A SOMBRA. 64 x 50.11 ABSTRAÇAO. 38 x 30.12 FIGURAS DE ORIGEM ESCURA. 64 x 50. RODRlGO PdALBA18 CABEÇA. 45 x 35.14 CRIANÇA E AMA. 48 x 60.15 DESCIDA DA CRUZ. 85 x 65. 256-b
    • NICARÁGUA pintura16 íNDIA, 48 x 60.17 NO BAILE DEI SAO JERÔNIMO. 35 x 43.18 FANTASIA POPULAR, 1950. 60 x 44 •19 RELIGIAO, 1950. 60 x 44.20 51MBOLOS, 1950. 60 x 44. 256-c
    • Il
    • NORUEGA DELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO REAL MINIS- nRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA NORUEGAl
    • NORUEGA Edvard Munch Solo Especial EDVARD MUNCH M unch nasceu em Loyten, a 12 de dezembro de 1863, e faleceu em Oslo, no dia 23 de ;a- neiro de 1944. •Foi nesta cidade, onde desde jovem veio a residir,que em 1879 começou a estudar engenharia. Suasaúde precária, porém, obrigou-o a abandonar a es-cola e foi então que sentiu sua inclinação para apintura. Começou a desenhar modêlo vivo na Esco-la Real de Desenho, a partir do outono de 1881, àsnoites, sob ti direção do escultor Julius Middelthun.Até a primavera de 1886, dedicou-se a êste curso.A partir de 1882, frequentou uma escola livre depintura, onde Christian Krogh corrigia seus traba-lhos. Durante o verão de 1884, esteve numa "aca-demia ao ar livre", em Modum, sob a direção do pin-tor Frits Thaulow. Em 1883, exp6s, pela primeiravez, no Salão Nacional, onde figurou todos os anos,até 1891. Por ocasião desta última exposição, Munchdesligou-se do naturalismo e abriu caminho, com opastel "Nús", (motivo que mais tarde repetiu em"Ciume") para o simbolismo da Noruega. Em 1889,realizou sua primeira exposição individual. Esteve·-pela primeira vez em Paris, na primavera de -1885,por três semanas. Retornou à França, durante osinvernos, de 1889 a 1892, com bolsa do govêrno, pas-sando o primeiro inverno em Paris, como aluno deLéon Bonnat, e os demais principalmente em Nice.Os trabalhos de Munch desta época demonstramclaràmente o seu interêsse pela pintura francesamais avançada. A partir de 1889, Munch pintava,durante os verões, geralmente em sua terra e depreferência em Asgardsstrand, cuja natureza não sóconstituiu o ponto de partida de sua pintura de pai-sagem, como se tornou o fundo das composiçõesfantásticas de conteúdo literátario a que se dedicou,a partir de 1889. Estas formaram, até "0 friso da, 258
    • NORUEGA Edvard Munchvida", sua expressão plástica, abrangendo 22 motivosdo poema do amor, da vida e da morte. O primeirodêstes quadros foi exposto em Berlim, em 1892, cau-sando sensação. Tornou-se imediatamente o "ca_so" Munch, provocando uma mudança radical na vi-da artística alemã da época e constituindo uma dasrazões da criação da "Berlimer Sezession". Estavamlançados os fundamentos de sua reputação interna-cional, que foi crescendo a partir de 1892, levando-oOi permanecer durante uma série de anos na Alema-nha. Com o decorrer do tempo a influência revolu- cionária de Munch, na arte alemã, teve papel, igual-mente, na criação do chamado grupo "me Brucke"Mas, nos anos de 1895 a 97, esteve também em Paris.Aí trabalhou sobretudo em arte gráfica, à quaZ co-meçou a dedicar-se desde 1893. De resto, a vida deMunch era movimentada, nessa época. Constante-mente estava de viagem, ora na Alemanha, ora naFrança e Itália. Esta vida irreq~ieta e enervante,cheia de trabalho sobrehumano, terminou com umcolapso físico e meses de internamento numa clíni- ca de Copenhagen. Na primavera de 1909, Munch retornou definitiva-mente d Noruega. Durante os primeiros anos morouem Kragero, onde executou os esboços para grandesmurais do auditório da Universidade de Oslo, os qua4.foram apresentados ao público em 1916. Após tef mudado diversas vezes de local de residência, fixa-sefinalmente em Oslo, 16ra da cidade, na sua vila "Ekel1l. Aí viveu até sua morte. Não obstante as muitas viagens ainda empreendidas, sua vida, após 1909, ficou intimamente ligada d .No..) ruega, o que se reflete bem na sua pintura. Em 1912, foi convidado a tomar parte numa exposição em Colonia, onde também Cezanne, Gauguin, e van Gogh estiveram representados, com uma série de trabalhos. Grandes exposições Munch foram igual- mente realizadas em ZUrich, Berlim e Mannheim, para mencionar sómente algumas. Em 1927 a Galeria Nacional de Berlim organizou a primeira retrospecti- 259
    • NORUEGA Edvard Munchva de tôda sua obra. Depois da última guerra uma sé-rie de grandes exposições Munch têm sido realizadasno estrangeiro, como por exemplO em Paris e Zurich.Além disso uma exposição Munch percorreu os Esta-dos Unidos, durante algum tempo.Munch é o· único pintor norueguês de real fama in-ternacional e além disso um inovador, tendo abertonovos caminhos à arte. O livro de Skira, em três vo-lumes, sôbre pintura moderna tem ,o titula de "Ma-tisse-Munch-Rouault". Os três principais represen-tantes do expressionismo, na arte atual, estão, aí co-locados lado a lado.Não é sómente na qualidade; de pintor, que Munch éatualmente reconhecido como sendo um criador denovos rumos, mas igualmente como artista gráfico,pois tanto na água-forte como na xilografia e lito-grafia, deu-n.os o melhor do seu trabalho. A enor-me obra que deixou é testemunho impressionanteda sua inteira dedicação à arte, que para Munch eranecessidade vital. pintura 1 RETRATO DE UM PINTOR, 1885. 190 x 100. Sr. Thomas Olsen, Oslo. 2 MINHA TIA NA CADEIRA DE BALANÇO, 1884. 47 x 41. Dr. Harry Ftt, Oslo. S O BEIJO, 1892. 72 x 59. Sra. Constance Onstand, Oslo. 4 NOITE ESTRELADA, 1894. 135 x 140. Sr. Joh. H. Anfresen, Oslo. 5 RETRATO DO SR. CHRISTEN SANDBERG, 1902. 210 x 146. Oslo Kommunes Kunstsamlinger. 6 ANOITECER EM ASGARDSSTRAND, 1902. 90 x 174. Oslo Kommunes Kunstsamlinger. 260
    • NORUEGA t,~--~~------~-­ Edvard Munch 7 AUTO-RETRATO, 1904. 69 x 44. 8 MoçAS NA PONTE, 1905. Sr. Ragnar Moltzau, Oslo. 9 Nú, 1906. 81 x 66. Sr. P. C. Hansson, Oslo.10 MOTIVO DE KRAGERO, 1911/12. 120 x 110. Sr. Thomas Olsen, Oslo.11 MULHER NúA, DEITADA NA PRAIA, 1915. 63 x 74. Sr. Thomas Olsen, Oslo.12 ARANDO A TERRA, 1916. 85 x 111. Sr. Thomas Olsen, Oslo.18 SENHORA SENTADA, 1916. 136 x 110.14 HOMEM SENTADO, 1918. 65 x 100. Sr. Thomas Olsen, Oslo.15 NOITE ESTRELADA, 1923. 119 x 140.16 AUTO-RETRATO, 1926. 90 x 68. Sr. Thomas 01- sen, Oslo.17 AUTO-RETRATO ENTRE RELóGIO E CAMA, 1940. 150 x 120. Oslo Kommunes Kunstsamliger.18 ANOITECER NA AVENIDA KARL JOHAN, 1892. 85 x 123. Rasmus Meyers SamIlnger, Bergen.19 CASTANHEIROS EM FLOR, 1904. 66 x 77. Sr. Aril Wahlstrôm. gravura 1 A MORTE E A DONZELA, 1894. Ponta sêca. 2 O VAMPffiO, 1894. Ponta sêca. 8 MoçA DE CAMI~OLA JUNTO A JANELA, 1894. Ponta sêca. 4 MoçA DOENTE. Ponta sêca. 1894. 5 B01!:MIA DE KRISTIANIA, 1895. Agua-forte e ponta sêca. 261
    • NORUEGA Edvard Munch 8 BO:l!:MIA DE KRISTIANIA, 1895. Agua-forte e ponta sêca. 7 T:l!:TE A T:l!:TE, 1895. Agua-forte e ponta sêca. 8 LUAR, 1895. Ponta sêca e âgua forte. 9 MoçAS TOMANDO BANHO, 1895. Ponta sêea e âgua forte.10 DEPOIS DA NOITADA, 1895. Ponta sêéa e âgua forte.11 MADONA, 1895. Ponta sêca e âgua forte.1Z DOIS NAMORADOS NA PRAIA 2, 1895. Agua forte, âgua tinta e ponta sêca.18 MULHER 2, 1895. Agua forte. âgua tinta e ponta sêca.14 O BEIJO, 1895. Agua forte, âgua tinta e ponta sêca.15 AUTO-RETRATO. 1895. Litografia.18 Nü, 1896. Agua forte e ponta sêca.17 MOÇA DOENTE, 1896. Litografia.18 .. ANGSTGEFUHL", 1896. Xilografia em côres.19 CINZAS, 1896. Litografia.20 AGONIA, 1896. Litografia.21 CAMARA MORTUARIA, 1896. Litografia.22 AUGUST STRINDBERG, 1896. Litografia.28 STEPHAN MALLARM:l!:, 1896. Litografia.24 LUAR, 1896. Xilografia em côres.25 ANOITECER, 1896. Xilografia em côres.28 SIGBJORN OBSTFELDER, 1897. Agua forte e ponta sêca.27 O BEIJO, 1897. Xilografia.28 MULHERES NA PRAIA. 1898. Xilografia em cOres.29 CINZAS, 1899. Litografia.
    • NORUEGA Edvard Munch30 A MULHER, 1899. Litografia em cOres e xilogra- fia.S! O VELHO MARUJO, 1899. Xilografia.32 MOÇAS TOMANDO BANHO, 1899. Xilografia.33 DOIS SERES HUMANOS, 1899. Xilografia em cOres.34 ANOITECER, 1901. Xillografia em côres.35 POTZDAMER PLATZ, 1902. Ponta sêca e água tinta.36 POTZDAMER PLATZ, 1902. Ponta sêca e água tinta.37 BAR "DIE HOPFENBLUTE", 1902. Ponta sêca.38 HENRIK IBSEN, 1902. Litografia em côres e xilografia.39 EVA MUDOCCI E BELLA EDVARDS, 1902. Lito- grafia.40 O BROCHE. 1902. Litografia.41 A MORTlE DE MARAT, 1906/07. Litografia em cOres.42 PAISAGEM NORUEGUESA, 1906/09. Ponta sêca.43 AUTO-RETRATO COM CIGARRO, 1908/09. Lito- grafia.44 LEOA DEITADA, 1908/09. Litografia.45 AUTO-RETRATO, UI11. Xilografia.46 MoçAS NA PONTE, 1912. Litografia.47 CroME, 1896.48 CroME, 1896.49 MADONA, 1902.50 O VAMPIRO. 263
    • NORUEGA S A L A G E R A L A dicada a Edvard Munch, uma coleção de tra- Noruega apresenta, junto com a secção de-balhos de artistas contemporâneos, compreendendo9 pintores, 5 artistas gráficos e 5 escultores.Os 9 pintores apresentam diversas tendincias que sepodem observar na pintura norueguesa atual, nãotendo sido incluídos, porém, trabalhos dos mais jo-vens (como por exemplo os não-figurativos).O mais velho, Henrik Sôrensen, é considerado o mais~mportante dos pintores vivos noruegueses. Assimcomo Jean Heiberg, Axel Bevold e Per Krohg, per-tencentes à mesma geração, Sôrensen fez sua forma-ção artística em Paris, como aluno de HenríMatisse.Foi, porém, grandemente influenciado pela antigaarte popUlar norueguesa, tendo sua pintura um for-te caráter nacional. Sôrensen, da mesma forma quemuitos dos seus contempordneos, executou murais,especialmente o da parede de fundo da sala centraldo edifício da Prefeitura de Oslo.Em certa oposição à sensibilidade romdntica deSôrensen, a arte de Jean Heiberg é acentuadamentelírica e de construção leve e clara. Per Krohg, de temperamento mais realista, contendo, entretanto, certo sentido na"ativo-decorativo cheio de fantasia, executou uma série de murais em edifício~ públicos,entre os quais os da sala do Conselho de Segurançadas Nações Unidas, em Nero York. Tanto Heibergcomo Krohg são atualmente professores da Acade-mia Nacional de Belas Artes.O primeiro déste grupo de muralistas modernos no-ruegueses foi, aliás, Axel Bevold, cujo primeiro tra-balho são os murais do Edifício da Bolsa de Bergen.Mais tarde participou, juntamente com os pintoresmencionados, da decoração da Prefeitura de Oslo.Durante 25 anos foi professor da Academia de Belas Artes. Entre os pintores um pouco mais jovens, temos o 264
    • NORUEGAmuralista Alf Rolfsen que executou, como trabalhoprincipal, os murais do novo crematório de Oslo, eAage Storstein, igualmente professor da Academia,que pintou afrescos na Prefeitura de Oslo.Erling Engel, Kai Fiell e Alexander Schultz dedi-cam-se principalmente à pintura de cavalete, se-guindo tri3s tendi3ncias diversas. São sobretudo co-loristas, podendo-se reconhecer em Ke1 Fiell umnarrador romdntico, tendo contatos tanto com orealismo como com a arte popular norueguesa.Erling Enger é um fino intérprete da natureza e dohomem e Alexander Schultz parece continuar, atra-vés do seu próprio lirismo, a maneira clássica decompor de Jean Heiberg.Nos últimos dez a quinze anos, a arte gráfica teveforte impulso na Noruega, estando ligada em parte à pintura, como bem o demonstra o frequente em-pri3go de côres. Apresentamos trabalhos de HaraldKihle, que é acentuadamente romântico, e tem algu-ma ligação com Henrik Sôrensen, Kare Espolin John-son que se dedica, aliás, principalmente ao desenho,com forte expressão mística da natureza e PaulRené Gauguin, neto do grande pintor franci3s, cheiode fantasia e forte personalidade. Por fim, temos doisrepresentantes dos artistas jovens, Ludvig Eikaas eKnut Rumohr, ambos tendendo para a arte não-figurativa.Entre os escultores, notamos em Ornulf Bast e PerHurum afinidades com a tendi3ncia plástica clás- sica ou francesa. Gunnar Janson encontrou uma forma pesada e austera, tipicamente norueguesa, enquanto Per Palle Storm procurou, com grande mérito e fôrça, reviver as antigas tradições num estilo naturalista, sendo igualmente professor da Academia. Os artistas plásticos noruegueses, honrados com o convite que lhes foi dirigido, agradecem sinceramen- te e sentem-se orgulhosos de poderem participar di3ste importantíssimo acontecimento artístico inter- nacional, que é a 2.& Bienal de São Paulo. 265
    • NORUEGA pintura pintura ERLING ENGER (1899)1 ANIMAL SAGRADO. Sr. Richard Furuholmen.2 FLORESTA.S VELHA FAZENDA. Sr. H. Hafsten. KAI FJELL (1901)4: APRESENTAÇAO. Sr. Salve Staubo.õ CARRETEIRO FúNEBRE. Sr. V. A. Fog.6 NOS BASTIDORES. Sr. H. Hafsten. JEAN BEmERG (1884)7 NO PORTO.8 REGATA. 9 RETRATO DO DIRETOR BANS AAL. Norsk Follf.emuseum. PER KROBG (1889)10 CAFJ: DA MANHA. Sr. Jôrge W. Cappelen.11 MoçA NA PONTE.12 SENHORA DE VERMELHO. Sr. Knut Mittet. AXEL REVOm (1881)18 EXPORTAÇAO DE PEIXE. Firma O. Mustad & Sôn, Oslo. 266
    • NORUEGA pintura14 PESCADORES DAS ILHAS LOFOTEN. Dois es- boços para os afrescos do Edifício da Bolsa de Bergen.1~ PRIMAVERA. ALF ROIFSEN (1895)16 a 19 Projeto para decoração do Novo Crematório de Oslo: esboços, em escala 1:4, para os afrescos da nave lateral oriental. Sr. J. Sejersted Bôdtker. ALEXANDER SCHUITZ (1901)20 CRIANÇA LENDO.21 FLORES. Pintor Chrix Dahl.22 INVERNO. Sra. Else Schultz. AAGE STORSTEIN (1900)23 ESTUDO DE PORMENOR DE UM DOS MURAIS PARA O EDIFíCIO DA PREFEITURA DE OSLO.24 PAISAGEM, HOLMSBU. Sr. Thor Breien.25 TRANSPORTE DE PEDRAS. Sra. I. C. Heuch Bugge. HENRIK SORENSEN (1882)26 ASIA: O EUROPA, QUE TEUS PECADOS NAO TE ANIQUILEM. Dr. Sven Oluf Sôrensen.27 CORES DE OUTONO. Dr. Sven Oluf Sôrensen.28 O CARVALHO. Dr. Sven Oluf Sôrensen. 267
    • NORUEGA escultura - gravura escultura ORNUIF BAST (1907)1 MAE E CRIANÇA. Bronze.2 MENINO E CAVALO. Bronze. STINIUS FREDRIKSEN (1902)S GRUPO. Bronze. PER BURUM (1910)4 4 ESTUDOS DE ANIMAIS. Bronze.S ESBoçO PARA O MONUMNETO CHR. KROHG, Em colaboração com Asbjorg Borgfeldt. Bronze. GUNNAR JANSON (1901)6 Nú. Bronze."I O PINTOR LEON AURDAL. Bronze. PER PAILE STORM (1910)8 CARREGADOR DE CAL. Cera.9 GALOS DE BRIGA JAPONESES. Bronze. gravura LUDVIG EIKAAS (1920)1 A FOLHA. Xilografia em cõres. 268
    • NORUEGA gravura2 A RUA. Xilografia.S CABEÇA DE HOMEM. Xilogravura.4 COPO E FLORES. Litografia. PAUL RENE GAUGUIN (1911)5 CHINA. Xilogravura em côres.6 HIPOCAMPO. Xilografia em côres.7 PASSAROS. Xilografia em côres.8 RETRATO DE MOÇA. Xilografia em côres. KARE ESPOLIN JOHNSON (1907) 9 FAMíLIA DE FINNMARK. Propriedade particular.10 HOMEM VELHO NO BARCO. Propriedade par- ticular.11 MONTANImS DE FINNMARK. Finnmarksvidda.12 O SONHO. Propriedade particular. HARALD KlHLE (190S)13 PAISAGEM DE TELE~K.14 TOSANDO CARNEIROS.15 TRANSPORTE DE TOROS. KNUT RUMOBR (1916)16 COMPLEXO. Xilografia em côres.17 COMPOSIÇAO. Xilografia em cõres18 FIGURAS. Xilografia em côres.19 O CANTO DOS PASSAROS. Xilografia em eôres. 269
    • P A R A G U ADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO CENTRO DEARTISTAS PLÁSTICOS DO PARAGUAI, ASSUNÇÃO
    • PARAGUAI pintura. U dúvida, que lado de outros fatoresposto em. m fato ao dificilmente pode ser prepon-derantes, é a poderosa influência que exerce asituação geográfica de um país em sua formaçãoartística. De acôrdo com êsse princípio, o Paraguai,bastante distante do mar, sofre os entraves e aufe-re as vantagens inerentes à sua posição mediterrâ-nea, posição que, pode-se dizer, criou na formaçãodos artistas um espírito de rebeldia, de certa inde-pendência, impelindo-os a não adotar sem reser-vas as diretrizes vindas dos centros de influênciade climas ,estranhos. De modo que, embora res-peitando as realizações e inquietações estéticas domomento, e por elas se interessando, trabalham semesquecer que, em sua pátria, existe um rico veioainda pouco explorado. Assim, pois, tanto os "ve-teranos" como os "novos" buscam, afanosamente, ocaminho que os aproxime da alma de seu povo. pintura PABLO ALBORNO (1879) 1 A PROMESSA, 1945. 2 LAPACHO COR DE ROSA EM FLOR, 1951. 87 x 75. JAIME BESTARD (1892) S FLOR DE CAMALOTE, 1952. 110 x 100. 4 LAVADEffiAS, 1949. 91 x 72. OLGA BLINDER DE SCHWATZMAN (1921) 5 A VIELA, 1952. óleo sôbre cartão telado. 50 x 60. 6 ROSAS, 1952. óleo sôbre cartão telado. 51 x 61. 271
    • PARAGUAI pintura - escultura ALICIA BRAVARD (1916)7 PAISAGEM, 1953. 50 x 68.8 PAISAGEM INDíGENA, 1953. 60 x 75. OFELIA ECHAGfiE VERA DE KUNOS (1910) 9 CASCA DE LARANJA, 1952. 67 x 100. ROBERTO HOLDEN JARA (1900)10 íNDIA, 1951. 40 x 50.11 íNDIA CHULUPí, 1951. 34 x 49. EDITH JIMENEZ (1925)12 PAISAGEM, 1953. 93 x 74.13 PARA O RIO, 1953. 80 x 60. ADAM KUNOS (1893)14 APE-AI~, 1951. 45 x 58.15 PúLPITO, 1951. 105 x 72. e seu lt ura JOSE L. PARODI (1915) 1 ESPIRAL DE FUMO, 1952. Madeira. 100. VICENTE POLLAROLO (1905) 2 GUARANí, 1953. Giz. 150. 272
    • P E R UDELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA DIREÇÃO DEEDUCAÇÃO ARTlSTICA E EXTENSÃO CULTURAL
    • P ERU N iá éseja efetivamente que a pintura do perú ão possível afirmar pintura peruana. Omovimento denominado indianista, adepto emsuas convicções da estética da Escola Mexi-cana, representou, na sua época, há cerca de vintee cinco anos, a primeira tentativa de condensarna arte a fisionomia peculiar a êste país de sur-preendentes contrastes culturais, sociais, hist6ricose geográficos. José Sabogal, cu1a obra xilográficaestá incluida nesta exposição, foi o condutor e mes-tre dessa corrente. A p.ssa e~cola pMence um am-plo setor de pintores do perú atual. Simultanea-mente, outro grupo propôs-se criar livremente, con- siderando que nossa pátria participa da chamadacultura ocidental e, em conseQuência. sua arte seliga li arte européia. Grau, Ugarte, Quispez, Sprin-gett, Dávila, etc. incluem-se nesta última tendência.No entanto - e é fácil observá-lo na presente expo-sição - o tempo atenuou a paixão da polêmicainicial.Os indianistas abrandaram o ímpeto de seu regio-lismo e deram a suas idéias ares mais universais,enquanto os "europeistas" receberam em seu espí-rito a gravitação da herança da arte-hispânica e afôrça excepcional da paisagem pátria - singulaT!como poucas - da costa, da serra e das selvasperuanas. Processa-se hoje uma síntese. Os pin- tores do nosso país, também os escultores, vão apurando o sentido da sua obra, no intuíto de chegar a uma consolidação definitiva, como ex-pressão típica de uma cultura, conjugação da oci- dental e da aut6ctone, com caracteres prÓ1Jrios, originais. Percebo que se acham a caminho demagnífico resultado, mas não me atrevo a dizer,premonit6ria e audazmente, quando tal conquistaserá alcançada. SEBASTIAN SALA%AR BONDY 274
    • P ERU pintura pintura JUAN BARRETO (1913)1 COMPOSIÇAO.2 NATURE9A MORTA.S NATUREZA MORTA. CARLOS AITOR CASTILLO (1913)4 COMPOSIÇAO, 1953. 70 x 90.S VELHA COXEANDO, 1951. 70 x 90. J. ALBERTO DAVlLA (1912)6 COMPOSIÇAO, 1951. 92 x 65.7 MARINA, 1953. 92 x 65.8 PUCUSANA, 1952. 92 x 65. CRISTINA GALVEZ (1918) 9 COMPOSIÇAO, 1952. 74 x 64.10 DESENHO, 1952. 74 x 64.11 DESENHO, 1951. 66 x 52. EMILIO GOYBURU (1897)12 A LUZ RACHADA.lS HOMENAGEM AO VIOLETA, 1953. 70 x 90.14 LOCUÇAO ENFATICA. RICARDO GRAU (1907)15 FIGURA COM GAIOLA, 1953. 100 x 85 • 275
    • P E R U pintura16 FIGURA NA PRAIA, 1953. 112 x 85.17 NATUREZA MORTA, 1953. 85 x 74.18 NATUREZA MORTA COM FIGURA, :!.953. 120 x 100. S~RVULO GUTIÉRREZ (1914)19 DORIS, 1953. 110 x 91.20 MARIA, 1953. 117 x 99.21 NATUREZA MORTA, 1953. 153 x 117. ENRIQUE KLEISER (1901)22 BOTES.28 FIGURA, 1953. 120 x 70. CARLOS QUlZPEZ AZIN (1908)24 ATELIER, 1949. 45 x 65.25 COMPOSIÇAO, 1952. 35 x 43.26 MULHERES DE cmco. RICARDO SANCHEZ (1912)27 FIGURA, 1952. 46 x 46.28 FIGURA E CAVALOS, 1952. 46 x 46.29 MATERNIDADE, 1952. 44 x 46.80 MULHER E CRIANÇA, 1953. 81 x 68. GUIDO STRAZZA (1922)81 A ESTR:G:LA E SUA ATMOSFERA, 1952. 81 x 66.82 "CADA ANO HAY QUE GANARLE A LA TIER- RA", 1952. Composição. 182 x 114. 276
    • P E R U pintura - escultura33 MACHUPICCHU, 1953. Paisagem. 81 x 66.34 SE O RIO NAO CHEGA TUDO SERA ARRUI- NADO, 1953. Composição. 182 x 114. JUAN MANUEL UGARTE ELÉSPERU (19l1)35 MESTIÇA VENDEDORA DE FRUTAS, 1952. 92 x 73.36 POMBAL, 1953. 81 x 100.37 SEMENTE, 1953. 81 x 100. ADOLFO WINTERNITZ (1906)38 ADRIANA, 1953. 85 x 100.39 BENEDICTUS, 1950. 85 x 5. Sr. S. Herz Lima.40 O ANJO DOS MORIBUNDOS, 1953. 100 x 90. escultura CRISTINA GALVEZ (1918) 1 FIGURA, 1950. Couro. 70. 2 MULHER, 1949. Couro. 70. JORGE PIQUERAS (1925)3 4 FIGURAS, 1951. Alumínio. 50.4 ROSA NEGRA, 1951. Alumínio. 50.5 TOTEM, 1953. Alumínio. 70. JOAQUIN ROCAREY (1923)6 FIGURA, 1952. Alumínio. 30. 277
    • P E R U escul tura% FLAUTISTA, 1952. Bronze. 26.8 ~IO, 1952. Bronze. 32.9 TIU:S GRAÇAS, 1952. Bronze. 40. LUIS VALDETTARO (1906)10 MENINA MESTIÇA, 1952. Mármore. 43.11 PIEDADE, 1953. Madeira. 50. 278
    • PORTUGALDELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA COMISSÃO POR-TUGUESA DO IV CENTENÁRIO DE SÃO PAULO
    • PORTUGAL P ortugal,arte clássica, emquecomunhão intensa com a que viveu e nela teve altíssi-mos valores, soube encarar com confiança e en-corajar mesmo os inconformistas que, insurgindo-se contra os cânones estabelecidos, trouxeram aaudaz mensagem de novas formas de expressãoemocional.Foi em 1914, com o orfismo, que se registrou emPortugal o primeiro movimento coletivo de rebeldiaartística. Grupos de jovens aderindo às novas cor-rentes comunicaram-lhes o vigor das suas persona-lidades, permitindo, assim, o robustecimento deuma orientação que viria afinal a impôr-se incon-testàvelmente.Participou Portugal já da la. Bienal do Museu deArte Moderna de São Paulo. Com mais tempo des-ta vez, procurou-se que os trabalhos a serem ex-postos agora fôssem realmente, quanto possível,bem representativos dos valores da arte modernano país. Para êsse efeito, obteve-se, na pintura, acolaboração de artistas que vão desde os precurso-res até à novíssima geração dos que exibem as pri-meiras obras, mas já revelam o poder de expressãodas suas individualidades; não esquecendo, natu-ralmente, aqueles que se encontram na plenitudedas suas faculdades criadoras. Na escultura e na faiança os nomes que concor-rem são de artistas já consagrados.Apresentando-se à 2.3. Bienal de São Paulo, Portu- gal, solidário com as demais nações, traz ao Brasil a sua significativa contribuição nesta livre e inquie-ta procura de novos meios de expressão plástica,que caracteriza a arte moderna.A colônia portuguêsa radicada no Brasil não verácom indiferença esta delegação artística que enviao seu país, materialmente distante, mas semprepresente no seu saudosismo. ALFREDO LENCASTRE VEIGA Delegado no Brasil do Comissão do IV Centenário de São Paulo 280
    • PORTUGAL pintura pintura SARAH AFFONSO (1899)1 CARROSSEL, 1936.2 CORETO, 1937.3 ESTAMPA POPULAR.4 PROCISSAO.5 SEREIA. JOSE JULIO ANDRADE DOS SANTOS (1916) 6 BARCOS NO RIO, 1952. Têmpera sôbre papel. 7 CASAS E BARCOS, 1952. Têmpera sôbre cartão. 8 PAISAGEM (CAIS), 1953. Têmpera sôbre papel. 9 VELAS, 1952. Têmpera sôbre papel.10 VELAS, 1953. FERNANDO AZEVEDO (1923)11 A GRUTA DE ARLEQUIM, 1951. Óleo sôbre madeira.12 O~IA, 1951. Óleo sôbre madeira. Sr. Jorge de Sena.13 PERSONAGENS PRECIOSOS, 1950-51. Sr. José Augusto Franga. MANOEL BENTES (1885)14 ALFAMA, Lisbôa, 1948.15 FLORES, 1947. Óleo sôbre papel.16 FLORES, 1948. Óleo sôbre papel.17 ROMARIA, 1947. Óleo sôbre papel.18 TEMPO úMIDO, CASA DE LISBOA, 1947. 281
    • PORTUGAL pintura CARLOS BOTELHO (1899)19 "FAIAN", LISBOA, 1953.20 LISBOA, 1953.21 LISBOA, 1953.22 TIPO DE LISBOA, 1953.28 TIPO DE LISBOA, 1953. MARIO ELOY (1900-1950)24 AUTO-RETRATO, 43 x 50. Secretariado Nacional de Informação, Lisbôa.25 BAILARICO, 110 x 90. Sr. Francisco Lage.26 O POETA E O ANJO. Museu Nacional de Arte Contemporânea, LisbOa. ESTRELA FARIA (1910)27 PERTURBAÇAO, 1953. 280 x 130.28 PINTURA, 1953. 50 x 60.29 PINTURA, 50 x 70. AUGUSTO GOMES (1910)80 A COSTUREIRA, 1953.SI AS VISITAS, 1953. óleo sôbre cartão.82 INTERIOR, 1953. DORDIO GOMES (1890)S8 AUTO-RETRATO:84 CAVALOS.85 O GANHADEIRO. 282
    • PORTUGAL pintura EDUARDO LUIZ GOMES (1932)36 1 PINTURA, 1953.37 2 PINTURA, 1953. FERNANDO LANHAS (1923)38 A5 1948. Aquarela sôbre papel.39 AS, 1952. Aquarela sôbre papel.40 07, 1949. óleo sôbre cartão.41 013, 1952. óleo sôbre cartão.42 014, 1952. óleo sôbre cartão. QUERUBIM LAPA (1926)43 LOLITA, 1952.44 MULHERES AO VENTO, 1952.45 O ESPELHO PARTIDO, 1951.46 REGRESSO, 1953. FERNANDO LEMOS (1926)47 AMBIENTES,1951. Guache sôbre papel.48 CORES NATURAIS, 1951. Guache sôbre papel.49 SUGESTAO, 1951. Guache sôbre papel. MARCELINO MACEDO VESPEIRA (1925)50· BAILADEIRA, 1949.51 GRUTA DO SONO, 1950. óleo sôbre madeira.52 HOMENAGEM A CARMEN AMAYA, 1951.53 NOCTiVOLO, 1951. óleo sôbre madeira.54 SIMUNIS, 1949. óleo sôbre madeira. 283
    • PORTUGAL pintura JOAO NAVARRO HOGAN (1914)55 ALTO DOS SETE MOINHOS, 1952.56 INTERIOR, 1951.57 NATUREZA MORTA, 1943.58 NOTURNO, 1952.59 PEDREIRA, 1952. JORGE DE OLIVEIRA (1924)60 ABANDONO, 1952.61 EPOP:tIA, 1951. óleo sôbre madeira.62 NOTURNO, 1952. óleo sôbre madeira.63 PUBERDADE, 1952. ANTONIO PEDRO (1909)64 ENCONTRO A BEIRA DA ANGÚSTIA.65 NÚ NUM DIVA COM GULA. óleo sôbre madeira.66 TRíPTICO SOLTO DE MODltl,O, 1943 óleo sô- bre madeira.67 TRIPTlCO SOLTO DE MOD~LO, 1943. óleo sO- bre madeira.68 TRíPTICO SOLTO DE MOD~LO, 1943. óleo sO- bre madeira. JULIO POMAR (1926)69 A VIDA OU A MORTE, 1953.70 MENINOS NUM JARDIM, 1951.71 O ALMoçO, 1946-50. óeo sôbre masonite.72 VENDEDEffiAS DE ESTRELAS, 1951. MILY POSSOZ (1889)73 A PINHA, 1950. 284
    • PORTUGAL pintura74 A PONTE DUARTE PACHECO, LISBOA, 1953.75 A PORTA DO NÓ, Vila Vicoca, Portugal. 1952.76 ALDEIA PORTUGUESA N.o n, 1952.77 FLORES, 1953. JULIO RESENDE (1917)78 MULHERES, 1953.79 O RAPAZ DO GUARDA-CHUVA, 1963.80 PINTURA, 1953.81 RIBEIRA, 1953. ROLANDO DE SA NOGUEIRA (1921)82 CABEÇA DE MULHER, 1951.83 CABEÇA DE RAPARIGA, 1952.84 FAMíLIA DE VENDEDORES, 1952. Guache sôbre cartão.85 NATUREZA MORTA, 1952.86 RETRATO, 1953. GUILHERME SANTA RITA87 ORFEU NOS INFERNOS.88 PINTURA. FRANCISCO SMITH (1881)89 MENTON GARAVAN, 1950.90 PROCISSAO, 1949.91 VARINAS (Lisbôa) , 1949. AMADEO DE SOUZA CARDOSO (1887-1918)92 FORTE, 1913. 50 x 50. Propriedade da viuva do artista. 285
    • PORTUGAL pintura - escultura.93 MOINHO, 19917. 61 x 50. Propriedade da viuva do artista.94 VIOLINO, MORANGO E BONECA, 1916. 85 x 70. Propriedade da viuva do artista. escultura SALVADOR DEÇA BARATA FEYO (1902) 1 ANTERO DE QUENTAL, 1941. Bronze. 80. 2 JOVEM INGLESA. Bronze. 50. S JOVEM LATINA. Bronze. 50. 4 MULHER E ARVORE, 1946. Bronze. 130. ANTONIO DUARTE (1912) 5 ESCULTURA, 1952. Mármore de sintra. 6 ESCULTURA, 1952. Mármore de sintra. 7 TRONCO, 1951-52. Mármore azul de sintra. FERNANDO FERNANDES DA SILVA 8 A LóGICA E O SILOGISMO. Cimento. 9 DUPLA INTENÇAO. Bronze. FRANCISCO FRANCO10 A CABEÇA DO PROFESSOR REINALDO DOS SANTOS. ANTONIO AUGUSTO LAGOA BENRIQUES (1923)11 CABEÇA, 1952. Bronze. 286
    • PORTUGAL escultura - desenho CANTO DA MAIA (1890)12 FAMíLIA, 1942. Barro colorido. Baixo relêvo.13 MATERNIDADE, 1948. Barro.14 NAUFRAGIO, 1943. Barro.15 NOSSA SENHORA DAS DORES, 1949. Barro.16 . TOILETE, 1947. Barro. s. MARTINS CORREIA (1910)1"1 BUSTO. Pedra.18 O JOVEM, 1953. Bronze.19 RAPARIGA PORTUGUESA. Pedra. VASCO PEREmA DA CONCEIÇAO (1914)20 ESCULTURA, 1952. Mármore.21 ESCULTURA,1953. Concreto metalizado.22 ESCULTURA, 1953. Concreto metalizado. SORGE VIEIRA (1922)23 CAVALO, 1953. Terracota.24 MAQUETE PARA O MONUMENTO AO PRISIO- NEIRO POLlTICO DESCONHECIDO, 1952. Bronze.25 MULHER AS CAVALITAS, 1952. Terracota.26 MULHER AO COLO, 1951. Terracota.2"1 MULHER EM PI!:, 1953. Terracota. desenho FERNANDO LEMOS (1926) 1 DESENHO, 1953. Nanquim. 2 DESENHO, 1953. Nanquim. 287
    • PORTUGAL . desenho - gravura LIMA DE FREITAS (1927) S FESTA POPULAR, 1951. Bico de pena. 4 MATANÇA DOS INOCENTES, 1952. Bico de pena. 5 MICROCOSMOS, 1950. Bico de pena. 6 OS MONSTROS MORIBUNDOS, 1953. Bico de pena. 7 TEMPOS MODERNOS, 1951. Bico de pena. JOAO ABEL MANTA (1928) 8 DESENHO, 1950. Nanquim. 9 DESENHO, 1951. Nanquim.10 DESENHO, 1951. Nanquim.11 DESENHO, 1951. Nanquim. J. MARTINS CORREIA (1910)12 ESCULTURA, 1953. Lápis branco. JULIO DOS REIS PEREIRA13 INTERIOR, 1953. Nanquim.14 INTERIOR, 1953. Nanquim.15 S:a:RIE "POETA", 1952. Nanql!im.16 S1l:RIE "POETA", 1952. Nanquim.17 S1l:RIE "POETA", 1953. Nanquim. gravura JULIO POMAR (1926Q 1 A EXPLOSAO, 1951. Litografia. 2 AS MAES, 1951. Linóleo. S FAM1LIA, 1951. Linóleo. 4 RAPARIGA COM POMBAS, 1951. Litografia. 288
    • I REPÚBLICA DOMINICANADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA DIREÇÃO GERALDAS BELAS ARTES DA REPÚBLICA DOMINICANA
    • REPÚBLICA DOMINICANA pintura P São Domingos têm uma artes plásticas em oderia dizer-se que as relativa 1uventude,pois ainda que desde longínquos dias existissemmanifestações espontâneas, reveladoras da sensi-bilidade dominicana que as cultivava, foi duranteas duas últimas décadas que a pintura e a escul-tura adquiriram o notável desenvolvimento que aspõem em autêntica posse de seu destino, incorpo-rando-as à renovadora corrente artística que hojeprevalece, em grande parte, dos países latino-ame-ricanos.Mesmo não se ousando afirmar que, em pintura,não existe uma escola americana definida, salvo nocaso excepcional do México - pois foi na litera-tura, especialmente na poesia, que a America Lati-na alcançou maturidade e tradição, - entre a pa-ciente e determinada técnica de Colson e a "erup-ção violenta e humana de Cabral", desfila e ascen-de uma geração de 10vens pintores, entre êles Mo-rel, Suro, Hernández Ortega, Noemí Mella, etc, quevai criando em São Domingos, um movimento detrajetória inconfundível, no processo plástico donosso hemisfério.Uma demonstração magistr.al das conquistas alcan-çadas pela República Dominicana, neste campo dasbelas artes, nós a encontramos na brilhante amostracom que se apresenta à 2.& Bienal de São Paulo. ARIS AZAR Diretor gerol dos Belos Artes pintura MOUNNIA L. ANDRE (1911)1 AO LARGO, 1951-53. 61 x 6I.2 MARli; ALTA, 1951-53. 62 x 73. 290
    • REPÚBLICA DOMINICANA pintura MANUEL DEL CABRAL (1907) 3 CAVALO EM CHAMAS, 1951. 100 x 81. 4 NUVEM DE TORMENTA, 1951. 81 x 65. 5 O DESTRUIDO, 1951. 100 x 81. 6 OS CONDENADOS. 7 PAISAGEM, 951. 73 x 60. JOSE FULOP (1900) 8 8 DE JULHO. 9 SHANGRI-LA. LILIANA GARCIA CAMBIER (1929)10 CABEÇA. Aquarela.11 NEGRINHA. JOSE GAUSACHS ARMENGOL (1889)12 AS TrutS GRAÇAS.13 NOTURNO, 1953. 20 x ~6. MARIO GRULLON (1918)14 CARNAVAL. MARIANELA JIMENEZ R. (1925)15 PINHEIROS PROFUNDOS.16 TRONCOS NO OUTONO. SILVANO LORA17 CENA, 1953. 22 x 18. 291
    • REPÚBLICA DOMINICANA pintura - escultura NOEMI ALTAGRACIA MELLA CUELLO (1929)18 NATUREZA MORTA. Guache.19 ELEMENTOS. Guache.20 PINTURA. Guache. YORY MOREL TAVAREZ (1906)21 RONDA NOTURNA. ELIGIO PICHARDO (1930)22 OS APOSTOLOS.23 VENDEDORES DE FLORES. ROSARIO PUENTE JULIA (1894)24 FLORES. Aquarela. NIDIA SERRA (1928)25 PAISAGEM.26 PAISAGEM. escultura -- ANTONIO PRATS VENTOS (1925) 1 CABEÇA DE TAMBORILEmO, 1950. Madeira. 292
    • s u ç ADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO DE-PARTAMENTO DO INTERIOR E A COMIS-SÃO DE ARTES DA FEDERAÇÃO HELVÉTICA
    • SUIÇA A Paulo focaliza, desta vez, 2. Bienal de São representação suíça à a como figura central,um de seus maiores pintores dos tempos mo-dernos: Ferdinand Hodler, o artista que - comoGauguin, Van Gogh, Munch, e simultâneamente comêles - empreendeu a superação do naturalismo napintura, tanto na Suíça como, além de suas fron-teiras, nos países de língua alemã. A obra dêssepintor corporificou, desde os fins da oitava décadado século passado, a consciência da forma na artemoderna: sentido da bi-dimensionalidade da super-fície pictórica, ritmização da composição, liberaçãodo conteúdo simbólico da côr, concentração da ex-pressão espiritual. Festejando atualmente a Suíçao centenário de nascimento do artista - como aHolanda o de Van Gogh - êste conjunto de qua-dros de Hodler só pode dar uma impressão apro-ximativa da sua maior criação artística: uma novapintura monumental. Em compensação, coloca emprimeiro plano outro grupo de obras: as paisagensfortemente sintéticas, com as quais Hodler ofereceuuma nova interpretação da natureza suíça. A se-leção de pinturas suíças mais recentes, que acom-panha a coleção de Hodler, salta por sôbre umageração. Como em 1951, foi ela colhida na pro-dução dos artistas compreendidos entre os de 35e 50 anos de idade. Enquanto, porém, há dois anos,realçava o trabalho construtivo abstrato, desta vezprojeta a viva concepção da côr e da matéria pic- tórica. Posição central cabe a Max Gubler, cujoradiante esplendor de côres e amplo desenho dearabescos exerceu forte influência sôbre os artistas mais jovens. Max von Mühlenen, o teórico das cô-res, pertencente à nova geração, leva o vigor cro-mático até a completa abstração, ao passo que a.dinâmica e o pastoso tratamento da matéria emMareeI Koncet revelam afinidades. com o expressio- nismo ,do qual derivam também Coghuf, Max Kâmpf e Lermite. Em Serge Brignoni o coloriod se com- 294
    • SUIÇA Ferdinand Hodlerbina ao conteúdo surrealista, o que só raramentese depara nos artistas de côres exuberantes, tantona pintura suíça como na internacional. Todos ospintores mencionados, em sua evolução, chegaramnaturalmente aos problemas da arte abstrata. AI-betr Chavaz e Gérold Veraguth representam os gru-pos que continuam na trilha da cultura pictóricatradicional. HEINS KELLER Conservador do Museu de Arte de Winterthur e Membro da Comis- sõo de Arte da Federaçõo Suiça. Sala especial FERDINAND HODLER 1 A EMQÇAO, DUAS FIGURAS, 1903. 116 x 88 Propriedade particular. 2 EIGER, MONCH E JUNGFRAU SOB UM ESPES- SO NEVOEIRO, VISTOS DO SCHYNIGE PLAT- TE, 1908. 68 x 92. Propriedade particular. 3 MULHER A PASSEIO, 1909. 127 x 75. Proprie- dade particular. 4 O LAGO DE THOUNE COM A CADEIA DE STOCKHORN, 1910. 83 x 106. Propriedade par- ticular. li O LAGO Ll1:MAN NA DIREÇAO DO JURA, COM NUVENS COLORIDAS, 1911. 68 x 90. Proprie- dade particular. 6 A HUMANIDADE, 1911. 51 x 155,5. Kunsthaus, Zürich. 7 AUTO-RETRATO, 1916. 61 x 53. Kunthaus, Zürich. 295
    • 5 U I ç A Hodler - pintura 8 GRAMMONT ENSOLARADO, 1917. 65 x 90. particular. 9 RETRATO DO PROF. BEUTTNER, 1917. 64,5 x 54.10 CABEÇA DE UM "LANSQUENET", 72 x 53, Mu- sée des Beaux Arts, Schaffhause.11 ESTUDO PARA "OLHAR NO INFINITO". óleo sôbre cartão. 68 x 50. Propriedade particular. S A L A G E R A L SERGE BRIGNONI (1903) 1 A MADRUGADA, 1950. 98 x 13l. l O DESABROCHAR, 1937. 54 x 74. S O PANTANAL NO OUTONO, 1950. 74 x 93. 4 PAIS~GEM NA ESPANHA. 46 x 73. ALBERT CHAVAZ (1907) 5 A MENINA DE COLl!:TE COR DE ROSA. 85 x 60. Confederação Sulça. 6 A PRIMAVERA, 1951. óleo sôbre pavatex. 71 x 55. J HOMENAGEM A FELIX VALLOTTON, 1950. 116 x 73. Confederação Suiça. MAX GUBLER (1898) 8 DUPLO RETRATO, 1951. 46 x 130. 9 NATUREZA MORTA, 1953. 60 x 50.10 RETRATO DO ARTISTA COM CHAPl:U, 1951. 162 x 130. Propriedade particular.11 PAISAGEM DE INVERNO COM SOL, 1952. 130 x 162. 296
    • SUl ç A pintura12 PAISAGEM NOTURNA, 1952. 46 x 55.13 PAISAGEM PRIMAVERIL, 1953. 130 x 162.14: PEIXE, 1951. 130 x 97. MAX KAMPF (1912)15 MúSICOS EXTRAVAGANTES, 1953. óleo de têm- pera sôbre tela. 132 x 300. MAX von MnHLENEN (1903)16 CHUVA. 90 x 100.17 DOMINGO DE MANHA, 1947. óleo sôbre pava- tex. 125 x 122. Propriedade· particular.18 MOVIMENTO EM VERDE E AZUL. 100 x 81.19 PAISAGEM DE INVERNO. 90 x 100.20 PAISAGEM EM COR DE LARANJA E. VIOLETA. 85 x 100. Propriedade particular.21 UMA CASCATA NA SOMBRA, 1951. 130 x 100. CHARLES FRANÇOIS PHILIPPE (1919)22 CONSTRUQAO SOBRE FUNDO AMARELO, 1953. 50 li: i65.23 FOLHAS, 1952. 116 x 73.24 MOVIMENTOS, 1952. 0100 sObre cartão. 38 x 50. MARCEL PONCET (1894-1953)25 A TOALHA AZUL, 1947. 59 x 40. Musée des Beaux Arts, Lausanne.26 POTE BRANCO SOBRE FUNDO VERDE, 1939. 50 x 40. Propriedade particular.
    • 5 U I ç A pintura27 RETRATO DE HOMEM, 1928. 73 x 60. Kuns- thalle, Bâle.28 REIRATO DE MINHA MAE, 1930. 82 x 65. Musée des Beaux Arts, Lausanne. JEAN PIERRE SCHMID (LERMlTE) (1920)29 A POMPA, 1953. 125 x 125.80 LAGO DESSECADO, 1948. 90 x 185.S1 RETRATO DE UMA CASA TRISTE, 1947. Gua- che com giz sôbre pavatex. 140 x 95. Bienne.82 SEU QUARTO, 1947. 70 x 120. ERNEST STOKER (COGHUF) (1905)33 A SERRA MORENA. 76 x 76. Propriedade par- ticular.34 CLAROES NA NOITE. 32 x 50. Propriedade par- ticular.35 EUGJ!:NIA. .45 x 2286 OS PINHEIROS, 1937. 120 x 150. Musée dex Beaux Arts, Bâle. GEROLD VERAGUTB (1914)37 O BOTEQUIM VERDE (NICE), 1950. 65 x 8l.38 OS ROCHEDOS BRANCOS, 1951. 54 x 13. Con- federçaão Suiça.89 RUAS DE GENEBRA NO INVERNO, 1952. 92 x 81. 298
    • U R U G U ADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELA COMISSÃONACIONAL DE BELAS ARTES DO URUGUAI
    • URUGUAI A Comissão Nacional de Belas Artes do Uru- guai entendeu interpretar fielmente o amá- vel convite do Comité organizador da 2.& Bie- nal de São Paulo, selecionando, para êsse fim, e como envio dos artistas plásticos do país, um con- junto de obras, dentro das tendências que gravitam de modo tão interessante em tôrno da evolução da arte contemporânea. Teve que prescindir, por isso, das obras de outros artistas que não podiam ser enquadrados nes-ses conceitos ultra modernos. Este envio representa, pois, uma parte apenas do que aquí se realiza e se exibe, habitualmente, nos Salões Nacionais de Artes Plásticas ou Galerias de ExpoSição. Escolheu, assim, entre a vasta produção nacional, um núcleo de oitenta e três obras, que podem ser classificadas emt três grupos definidos: O primeiro, composto de treze obras, inclui-se na corrente da chamada arte não-figurativa, e repre- senta, em suas diversas individualidades, as últimas expressões de tendência abstrata, que se têm mani- festado no nosso meio artístico. O segundo conjunto é de alguns alunos do "Atelier" Torres Garcia, reunidos ao redor de seu mestre. A forte influência exercida, em nosso meio, por êsse artista recentemente falecido, pode ser apreciada com clareza nesta coleção de telas que, por si mes- mas, explicam o nome de "Escola de Arte Constru-. tiva", dado a êsse grupo. O terceiro constitue-se de quadros de diversas ori- entações modernas, que completam a representação oficial. Neste grupo figuram vários artistas que, com personalidade definida, realizaram uma obra vasta em nosso meio. Entre outros, García Reino, Cúneo, Pareja, Martín, etc. Integram, ainda, a re- presentação uruguaia, um conjunto de gravuras de Antonio Frasconi e algumas esculturas. JOSÉ LUIS ZORRILLA DE SAN MARTIN Diretor do Museu de Belas Artes do Uruguai 300
    • URUGUAI pintura pintura JULIO URUGUAY ALPUY (1919)1. ARTE CONSTRUTIVA, 1950. 36 x 97.2 COMPOSIÇAO, 1950. 53 x 42,5.3 NATUREZA MORTA, 1949. Óleo sôbre cartão. 52 x 44.4 PINTURA CONSTRUTIVA, 1950. óleo sôbre cartão. 52,5 x 44.5 PINTURA CONSTRUTIVA, 1948. Oleo sôbre cartão. 64,5 x 83,5. JOSE PEDRO CASTIGLIOLO (1902)6 COMPOSIÇAO, 1952. óleo sôbre cartão. 46 x 38.7 COMPOSIÇAO, 1953. óleo sôbre cartão. 46 x 38. JOSÉ CUNEO (1889) 8 CURRAL DE PEDRA, 1950. Aqua:rela. 65 x 50. 9 RAMADA, 1953. Aquarela. 56 x 40.10 NINHO DE JOAO-DE-BARRO, 1953. Aquarela. 40 x 56.11 OSSAMENTA, 1950. Aquarela. 40 x 56.12 TERU TEROS, 1953. Aquarela. 65 x 50. GONZALO FONSECA (1922)13 ESTRUTURA, 1950. óleo sôbre cartão. 40 x 30.14 ESTRUTURAÇAO, 1950. óleo sôbre cartão. 57 x 44.15 FIGURAS, 1950. óleo sôbre carãto. 38,5 x 56.16 PINTURA, 1950. óleo sôbre cartão. 46 x 37,5. 301
    • URUGUAI pintura17 PORTO, BARCO DE RODAS, 1948. óleo sôbre cartão. 54 x 45. MARIA FREIRE (1919)18 COMPOSIQAO, 1952. Guache. 73 x 60.19 COMPOSIÇAO, 1953. Esmalte sôbre madeira. 62 x 47. OSCAR GARCIA REINO (1908)20 COMPOSIÇAO, 1952. 100 x 80.21 CONSTRUÇAO, 1952. 100 x 80.22 FORMAS EM MOVIMENTO, 1953. óleo sôbre car- tão. 8 x 70.23 JOGO ESPACIAL, 1953. Têmpera sôbre papel. 105 x 75.24 PAISAGEM, 1953. óleo sôbre madeira. 80 x 60. BENGT BELLGREN (1928)25 COMPOSIÇAO COM RODAS, 1952. 82 x 55.26 DUETO FLUTUANTE, 19522. 45 x 53.27 FIGURAS ANONIMAS, 1952. 45 x 58.28 OBJETO, 1950. 45 x 58.29 TIO VIVO, 1952. 73 x 51. CARLOS A. LLANOS (1930)30 COMPOSIÇAO ESTRUTURADA. óleo sôbre car- tão. 46 x 62.31 COMPOSIÇAO ESTRUTURADA. óleo sôbre car- tão. 98 x 69.32 GRAFISMO, 1953. óleo sôbre cartão. 79 x 49. 302
    • URUGUAI pintura33 PAISAGEM. óleo sôbre cartão. 53 x 40.34 PORTO. óleo sôbre cartão. 66 x 49. ANTONIO LLORENS (1920)35 COMPOSIÇAO, 1952. óleo sôbre madeira. 122 x 99.36 COMPOSIÇAO, 1953. Guache. 49 x 30. VICENTE MARTIN (1911)37 ALFABETO MARINHO, 1953. 115 x 65.38 DRAMA LINEAR, 1953. 73 x 60.39 FUGA DA RAZAO, 1952. 60 x 50.40 NASCIMENTO cóSMICO, 1952. 50 x 30.41 NEOLíTICO, 1952. 60 x 80. FRANCISCO MATTO VILLARõ (1911)42 ARTE CONSTRUTIVA. óleo sôbre cartão. 42,5 x 43.43 FORMAS ESTRUTURADAS, 1952. óleo sôbre car- tão. 104 x 80.44 GRAFISMO. óleo sôbre cartão. 88 x 77.45 RUA, 1952. óleo sôbre cartão. 40,5 x 47.46 TAVERNA. óleo sôbre cartão. 52 x 38,5. AMALIA NIETO (1910)47 PONTE SOBRE ° SENA, 1951. Oleo sôbre ma- deira. 66 x 84.48 RUA DO BAIRRO LATINO, 1952. óleo sôbre ma- deira. 51 x 62.49 RUA DE MONTMART"!t}; (PARIS), 1951. Oleo sôbre cartão. 54 x 64. 303
    • URUGUAI pintura50 RUA SAINT RUSTIQUE ,(PARIS), 1952. óleo sô- bre mad~il"8. 46 x 36.51 RUA SAINT Sl!:VERIN (PARIS), 1952. óleo sôbre madeira. 51 x 60. FREDERICO ORCAJO ACURA (1904)52 COMPOSIÇAO, 1953. 26 x 30. MIGUEL A. PAREJA PINEYRO (1908)53 GAUCHO, 1952. Óleo sôbre madeira. 100 x 73.54 MATERNIDADE, 1950. Óleo sôbre madeira. 100 x 51.55 MENINA COM GATO, 1950. 100 x 81.56 MENINA E GALO, 1950. 117 x 73.57 TROPEffiO, 1952. óleo sôbre madeira. 117 x 80. AUGUSTO TORRES (1913)53 COMPOSIÇAO, 1946. Óleo sôbre cartão. 63 x 43.59 NATUREZA MORTA, 1949. 64 x 52.60 PORTO, 1953. óleo sôbre cartão. 50 x 42.61 RETRATO, 1953. 49 x 70.62 RUA, 1953. óleo sôbre cartão. 40 x 50. HORACIO TORRES (1924)63 BARCO, 1951. Óleo sôbre cartão. 104 x 87,5.64 COMPOSIÇAO, 1949. 63 x 43.65 ESTRUTURA EM REL1!:VO, 1952. óleo sôbre car- tão. 104,5 x 84. 80&
    • URUGUAI pintura - escultura66 FORMA ABSTRATA, 1953. Óleo sôbre cartão. 83 x 71,5.67 MENINA COM BONECA, 1953. 100 x 80. SUSANA TURIANSKY (1925)68 DOIS ATORES, 1953. 120 x 75.69 MENINA COM POMBA, 1953. Guache. 27 x 49.70 MENINO COM UM CESTO, 1952. Guache. 49 x 64.71 MULHER E MENINO, 1952. 60 x 72.72 NATUREZA MORTA, 1951. 33 x 41. JULIO VERDIE (1900)73 EURITMIA N.o 1, 1952. Têmpera. 46 x 61. JOAQUIM TORRES GARCIA (1874-1948)74 CA~, 1928. Óleo sôbre cartão. 55 x 53,5. Museu Nacional de Belas Artes.75 ESTAÇAO, 1928. Óleo sôbre cartão. Museu Na- cional de Belas Artes.76 PINTURA CONSTRUTIVA, 1927. Óleo sôbre car~:: tão. 73 x 60. Museu Nacional de Belas -Artes.77 PINTURA CONSTRUTIVA, 1937. Óleo sôbre car- tão. 108 x 85. Museu ~acional de Belas Artes. escultura NERSES CUNANIAN (1919) 1 FORMA, 1952. PEDRA. 27. ao.
    • URUGUAI escultura - desenho - gravura2 HEROICA, 1951. PEDRA. 26.3 MATERNIDADE, 1952. Pedra. 40.4 MORTE, 1953. Pedra. 25.5 PANDORA, 1953. Pedra. 36. desenho JULIO VERDIE (1900)1 EUTRAPELIA N.o 2, 1952. Nanquim. 20 x 28.2 EUTRAPELIA N.o 3. Nanquim. 34,5 x 44.3 EUTRAPELIA N.o 4. Nanquim. 35 x 45.4 EUTRAPELIA N.o 5. Nanquim. 32,5 x 42,5.5 EUTRAPELIA N.O 7. Nanquim. 38 x 45. gravura ANTONIO FRASCONl (1919)1 AMANHECER. Xilografia.2 AUTO-RETRATO. Xilografia.3 CAMPO ABERTTO. Xilografia.4 CHUVA. Xilografia.5 DUAS FORMAS E UMA PAISAGEM. Xilografia.6 MONTANHAS DA CALIFORNIA. Xilografia.7 PESCADOR DE MONTEREY. Xilografia.S RI OLESTE, NOVA YORK. Xilografia. 306
    • VENEZUELADELEGAÇÃO ORGANIZADA PELO MI-NISTRO DA EDUCAÇÃO DA VENEZUELA
    • VENEZUELA A delegação artística da Venezuela à 2. a Bie- nal de São Paulo está integrada pelos valoresmais puros e sinceros de seu momento plás-tico. A jovem pintura venezuelana, libertando-sefinalmente dos ressaibos acadêmicos e seus aciden-tes, do surrealismo artificioso e de um néo-impres-sionismo ultrapasado, que até há pouco retinha suafranca eclosão, entrou na senda luminosa da cria-ção pura, espontânea e honesta.Hector Poleo, de nomeada internacional, passouseu temperamento requintado pelo crivo do expres-sionismo mexicano, antes de fixar sua personaZi-·dade. Uma técnica depurada torna-o irmão espi-,ritual dos primitivos flamengos e italianos do sé-culo XVI. Oswaldo Vigas, dotado de uma bela in-otuição sensível nas suas composições, mostra-nosa riqueza sensual de sua paleta. Armando Barrio8alcançou uma grande pureza espiritual em suassínteses geométricas, das quais se desprende umaharmoniosa ciência da cõr. Manaure expressa suasensibilidade finíssima em seus quadros abstratos,os quais irradiam uma luz profunda, interior e ir-real. Feliciano Carvallo é o representante do gê-nio popular, sem truques, no seu autêntico e ingê-nuo primitivismo. Mario Abreu, deslumbrante comseu colorido nebuloso, Cruz Diez, desenhista segu-ro de engenhosa candura, e os demais, Sanchez,Bogen, Dora Hensen, Hurtado expõem a expressão,independente e serena da atualidade venezuelana,no seu domínio da plástica pura. JUAN ROHL 301
    • VENEZUELA pintura pintura MARIO ABREU (1918) 1 ESQUELETOS, 1952. óleo sôbre cartão. 100 x 80. 2 RETRATO DE MULHER, 1951. óleo sôbre cartão. 80 x 60. S SOIS E VEGETAIS, 1951. óleo sôbre cartão. 95 x 65.., ARMANDO BARRIOS (1920) 4 COMPOSIÇAO, 1953. 200 x 132. CARLOS GONZALES BOGEN (1920) 5 PINTURA N.O 1, 1953. Duco sôbre cartão. 6 PINTURA N.o 2, 1953. Duco sôbre madeira. 1 PINTURA N.O 3, 1953. Duco sôbre cartão. 60 x 120. FELICIANO CARVALHO (1925) 8 íNDIOS E COROMOTO, 1952. óleo sôbre cartão. 130 x 100. 9 MIGUELINA COM GUITARRA, 1952. óleo sôbre cartão. 130 x 90. CARLOS CRUZ-DIEZ (1923) 10 O DIABO JOM DOMINGO, 1950. Têmpera sôbre cartão. 50 x 39. 11 O VELIDNHO DO 83, 1950. Têmpera sôbre cartão. 56 x 39. 309
    • VENEZUELA pintura DORA HERSEN (1924)12 BRANCO, CINZA E NEGRO, 1953. Duco sObre madeira. 100 x 145.18 QUADRO N.o 1, 1953. Duco sôbre madeira. 27 x 27.14 QUADRO N.o 2, 1953. Duco sôbre madeira. 30 x 30. ANGEL HURTADO (1927)15 TEMA N.G 1, 1953. Esmalte sôbre cartão. 68 x 104.16 "TEMA N.o 2, 1953. Têmpera sôbre cartão. 71 x 122.17 TEMA N.o 3, 1953. Esmalte sôbre cartão. 71 x 122. MATEO MANAURE (1926)18 CONTRASTE, 1953. óleo sôbre madeira. 45 x 45.19 EQUILíBRIO, 1953. óleo sôbre madeira. 50 x 60.20 FORMAS, 1953. ólêo sôbre madeira. 45 x 45. HECTOR POLEO (1918)21 A BODA, 1952. 146 x 114.22 ANDINOS, 1951. 97 x 146.23 AFLIÇAO, 1952. 89 x 130. ANGEL HUMBERTO JAIMES SANCHEZ (1930) ,24 CACHORRO E DIABOS, 1952.25 DIVINDADES, 1953.26 SELVA, 1952. 310
    • VENEZUELA pintura OSVALDO VIGAS (1926)27 A R1!.:DE, 1953.28 ° ESCORPIAO, 1952.29 "YARE", 1953. 311
    • ARQUITETURAo catálogo do solo geral de arquitetura nõa é numera-do, pelo fato de se distribuirem os arquitetos em vá-rios solas, de acôrdo com os nove problemas específi-cos arquitetônicos o que concorrem, segundo determi-na o regulamento. A exposiçõo do grupo de arquitetos do Museu de ArteModerna de New York - indicados na pr~sente catá-logo pela abreviatura M. A. M. N. Y. - foi colocadonuma divisõo à parte, por ter vindo montado diferen-temente dos outros conjuntos.
    • ARQUITETURA A dias, se revestem de talavigor que transformam s idéias que renovam arquitetura de nossosa nossa época em uma das datas maiores da histó-ria dessa arte.Com efeito, a integração de homem, arte e ciência;a fôrça do poder inventivo; o tipo de relações quea arquitetura mantém com as outras artes expres-sam um estado de espírito, um novo humanismo,dir-se-ia, em uma escala não conhecida desde oRenascimento.No século XIX, a música e a pintura tinham sidocapazes de renovar-se e de expressar condignamen-te a sua época - a arquitetura viveu a sua horamais pretenciosa e vulgar - e escapa do totaZ des-prezo da crítica e da história, por fôrça de umgrupo de engenheiros que souberam puramente criaruma poética nova que transcende a técnica paraser arquitetura: Eiffel, Paxton e Roebling. Criava-se a arquitetura contemporânea.A Segunda· Bienal não poderia esquecer êsse movi-mento - e monta a Exposição Internacional deArquitetura que apresenta as idéias novas, com tra-balhos procedentes de países de cinco continentes- e sente-se satisfeita de exibí-la junto à pinturae escultura, como manifestações do mesmo espíritode cultura do mundo moderno.E significativo que, dentro da exposição, a atraçãomaior seja a obra de uma das mais nobres figurasda arte contemporânea: Walter Gropius. Sua obrae exemplo, de artista, de professor e de homem,sintetizam a renovação plástica, a integração artís-tica e o espírito de liberdade incondicional que ani-ma o homem de hoje. Sua vida é um testemunhode fé nesse homem. S. Paulo orgulha-se de receberWalter Gropius. SALVADOR CANDIA Diretor-Secretário do Museu de Arte Moderno de São PouJo 315
    • Sala especial WALTER GROPIUS I nstituido pela Fundação Andrea e Virgínia Matarazzo, o Prêmio São Paulo para Arqui-tetura (Cr$ 300.000) foi atribuido pelo Júri especiala Wqlter Gropius. De acôrdo com o que estabele-ceu o Regulamento do Prêmio, o laureado empe-nhar-se-ia em realizar uma exposição da própriaobra, em São Paulo. Coincidindo a atribuição doPrêmio com a 2.& Bienal e a 2.& Exposição Inter-n4ciqnal de Arquitetura, os organizadores destamanifestação convidaram a Fundação Andrea eVtrgittia Matarazzo a apresentar a "Sala Gropius",no quadro da Exposição Internacional de Arquite-tura, visando, assim, não só apresentar ao públicobrasileiro uma obra de grande prestígio e interêsse,mas sobretudo homenagear uma das maiores per-sonalidades do nosso século.Da organização da exposição, instalada no andarsuperior do Palácio dos Estados, ao lado da quereune os trabalhos mais recentes e de valor dosarquitetos do mundo inteiro, cuidaram o próprioprof. Walter Gropius, os dirigentes do Institute ofContemporary Art de Boston e os serviços da Fun-daçá(> Andrea e Virginia Matarazzo.A todos êles, a Exposição Internacional de Arquite-tura da 2.& Bienal e o Museu de Arte Moderna deSão Paulo expressam seu sincero agradecimento.AS PRIMEIRAS CONSTRUÇõES 1911-1924 1 A FABRICA FAGUS (1911), com Adolph Meyer. 2 A EXPOSIÇAO DO WERKBUND, Colonia, 1914. 316
    • ARQUITETUTRA Walter Gropius3 PROJETO PARA A CONCURR1!:NCIA DA "CHICAGO TRIBUNE", 1922." O TEATRO MUNICIPAL DE JENA (1924), com Adolph Meyer.5 PROJETO PARA UMA ACADEMIA DE FILOSO- FIA EM ERLANGEN (1924).CONSTRUÇõES 1925-19496 e 7 BAUHAUS, DESSAU (1925).8 RESID:E:NCIAS PARA OS PROFESSORES DE BAUHAUS, Dessau (1925). 9 O TEATRO UNIVERSAL, projeto (1927).10 CENTRO CíVICO DO MUNICíPIO DE HALLE, projeto (1927), (haIl, Museu e Estádio).11 DEPARTAMENTO DE TRABALHO, Dessau (1928)12 IMPINGTON COLLEGE (1937) com MaxweIl Fry.13 EXPOSIÇAO DE METAIS NAO FERROSOS (924) com Joost Schmidt, Berlim.14 EXPOSIÇAO MUNDIAL DE NEW YORK (939).15 PROJETO PARA A UNIVERSIDADE HUA TUNG.16 ESCOLA BURNCOAT PARA 1.200 ALUNOS, Worcester, Massachussets, 1952.17 ESCOLA "PETER TACHER", Attleboro, Massa- chussets, 1950.18 PR~DIO PARA ESCRITóRIOS DA SOCIEDADE AMERICANA PARA O PROGRESSO CIENTíFICO, Washington (1952). 317
    • ARQUITETURA Walter Gropius19-20 HARVARD GRADUATE CENTER - THE AR- CHITECTS COLLABORATIVE 1949, Cambridge, Massachussets, U.S.A.CONSTRUÇÕES PRÉ-FABRICADAS E FORMASINDUSTRIAIS21 STUTTGART, CONSTRUÇAO COM ELEMENTOEl PRÉ-FABRICADOS NO CONJUNTO WEISSENHOF (1927).22-23 Ai CASA DE COBRE (1931).24-26 GENERAL PANEL CORPORATION, 1943.27 AUTOMÓVEIS ADLER 1929-1933.28 MOVEIS EM SÉRIE, 1929.29 MÓVEIS PARA SALAS DE AULAS E DORMI- TóRIOS DAS INDúSTRIAS THONET INC.30 CLARABOIA SEMI-ESFÉRICA EM PLEXIGAS PARA A WASCO FLASHING CO. 1948-1952.CONJUNTOS RESIDENCIAIS E PLANIFICAÇõESURBANtSTICAS31 TORTEN DESSAU, 1928.32 CONJUNTO RESIDENCIAL DE DAMMERSTOCK, 1926.33 CONJUNTO RESIDENCIAL PARA O INSTITUTO DE PESQUISAS EM TORTEN-DESSAU, 1926.34-35 CONJUNTO RESIDENCIAL DA SIEMENSSTADT 1929, Berlim. 318
    • ARQUITETURA WaIter Gropius36 EDIFíCIOS DE APARTAMENTOS À MARGEM DE UM RIO OU LAGO.37 EXPOSIÇAO DO WERKBUND EM PARIS, 1930, eom MohoIy-Napy.88 EXPOSIÇAO DE ARQUITETURA, Berlim, 1931.89 NEW KENSINGTON DEFENSE HOUSING DEVE- LOPMENT, 1943, eom MareeI Breuer.40 VISTA Al!:REA DA PARTE MERIDIONAL DE CmCAGO.41 RESIDl!:NCIA FRANK, Pittsburgh, Pa., 1940, eom MareeI Breuer.(2 RESIDl!:NCIA FORD, LineoIn, Mass., 1939, com MareeI Breuer.48 RESID:a:NCIA ABELE, Frammingham, Massaehu- ehets, 1939.44 RESID:a:NCIA GROPIUS, 1939, eom MareeI Breuer. 319
    • SEÇÃO GERAL DE ARQUITETURA ALVAR AALTO (1898)"SENIOR DORMITÓRIO PARA O MASSACHU- SETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY", 1948. Cambridge, Massachustts. (M. A. M. N. Y.l RICHARD L. AECK & ASSOCIATES (1912)ESTADIO DE FUTEBOL PARA A ESCOLA HENRY GRADY, 1948. Atlanta Georgia. (M. A. M. N. Y.l ROBERTO CLAUDIO AFLALO (1926)HABITAÇAO COLETIVA, 1952. São Paulo - Brasil. GREGORY AIN (1906)RESID1:NCIA TED WEINER, 1952. Fort Worth, Texas (M. A. M. N. YJ FRANCO ALBINI (1905)HOTEL-REFúGIO PIROVANO, 1949. Cervinia - Itália.GALERIA DO PALAZZO BIANCO, 1950. Genova - Itália. FRANCISCO KEIL AMARAL (1920)REMODELAÇAO DE ESTABELECIMENTO, 1952. Lisbôa - Portugal. 320
    • ARQUITETURA RUY DATHOUGUIA (1917)HABITAÇÃO INDIVIDUAL, 1952. Cascais.ESCOLA PRIMARIA, 1953. Lisbôa - Portugal. TENNESSEE VALLEY AUTHORITYUSINA A VAPOR, 1949. JOhnsonville, Tennessee - DAVID XAVIER AZAMBUJA (1909)PALA CIO DO GOV~RNO, 1953. Curitiba - Paraná Brasil. LUCIANO BALDESSARI (1896)PAVILHAO DA SOCIEDADE ITALIANA E. BREDA NA XXIX FEIRA INTERNACIONAL DE MILAO, 1951. Milão - Itália.PAVILHAO DA SOCIEDADE ITALIANA E. BREDA NA XX FEIRA INTERNACIONAL DE MILAO, 1952. Milão - Itália.PAVILHAO DA SOCIEDADE ITALIANA E. BREDA NA XXXI FEIRA INTERNACIONAL DE MILAO, 1953. Milão - Itália. DONALD BARTHELME (1907)ESCOLA ELEMENTAR, 1952. West Columbia, Te- xas - U. S. A. EDWARD BARTHELME & ASSOCIATES (1907)ESCOLA ELEMENTAR DE WEST COLUMBIA, 1952. West COlumbia, Texas. (M. A. M. N. Y.J DOMENICO BASCIANO (1911)CINE - TEATRO, 1951. Casablanca - Marrocos. 321
    • A R QUI T E T URA PIETRO BELLUSCHI (1899)EDIFtcIOS PARA ESCRITÓRIOS DO EQUITABLE SAVING AND LOAN ASSOCIATION, 1948. Portland, Oregon. (M. A. M. N: Y.) SERGIO WLADIMIR BERNARDES (1919)RESID:mNCIA JADIR DE SOUZA, 1951. Rio de Ja- neiro - Brasil.RESID:mNCIA PAULO SAMPAIO, 1953. Itaipava, Rio de Janeiro - Brasil.RESID:mNCIA MARIA CARLOTA MACEDO, 1953. Petrópolis, Rio de Janeiro - BraSil. MISHA BLACK (1910) ALEXANDER OmSON (1906)REGAITA RESTAURANT - FESTIVAL OF BRI- TAIN SOUTH BANK DXHISBITION, 1951. Londres - Grã Bretanha. WALTER E. BLUM (l925)RESID:mNCIA E ESTÚDIO, 1952. Great Neck, Nero York - U. S. A. RAUL A. SICHERO BOURET (1916)HABITAÇAO COLETIVA, 1952. Montevidéu - Uruguay. MARCEL BREUDER (l902)DORMITóRIO DO VASSAR COLLEGE, 1951. Poughkeepsie, Nero York. 322
    • ARQUITETURARESIDi!:NCIA DE HARRY A. CAESEAR, 1952. Lake- ville, Connecticut. (M. A. M. N. Y.) ROBERTO BURLE MARX (1909)JARDIM. RESIDi!:NCIA WALTER MOREIRA SAL- LES, 1948. Rio de Janeiro - Brasil.JARDIM. RESIDi!:NCIA ODETE MONTEIRO, 1946. Petrópolis, Rio de Janeiro - Brasil. SANTIAGO AGURTO CALVO (1921)UNIDADE VECINAL DE MATUTE, 1951. Lima- Perú. OLAVO REDIG DE CAMPOS (1906) FLAVIO AMILCAR REGIS (1908) DAVID XAVIER AZAMBUJA (1909) SERGIO ROBERTO RODRIGUES (1929)CENTRO CíVICO DE CURITIBA, 1953. Curitiba, Paraná - Brasil. OLAVO REDIG DE CAMPOS (1906)ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PA- RANA, 1953. Curitiba, Paraná - Brasil. PAULO CANDIOTA LUCIO COSTA BELA TOROKRESIDi!:NCIA PAULO CANDIOTA - Rio de Janeiro - Brasil. 323
    • ARQUITETURA AcmLLE CASTIGLIONI (1918) PIER GIACOMO CASTIGLIONI (1913) LUIGI FRATINO (1919)CONSTRUÇAO DAS SALAS DE EXPOSIÇAO DA SOCIEDADE DE BELAS ARTES DE MILAO, COM UM NOVO EDIFíCIO COMERCIAL, 1952. Milão - Itália. CELESTINO DE CASTRO (1920)HABITAÇAO, 1950/2. Porto. - Portugal. CLAUDIO VICTOR CAVERI (1928)HABITAÇAO, 1952. Beccar - Argentina. PETER CELSING (1920)AS ESTAÇõES SUBTERRANEAS EM ESTOCOLMO NAS LINHAS SUBURBANAS, 1950. Estocolmo - Suécia. HOLZMEISTER CLEMENS (1886)PALACIO ATATURK, 1930. Ankara - Turquia. THE ARCHITECTS COLLABORATIVEHABITAÇAO, 1949. Belmont, Massachusets - U. S. A.HARVARD GRADUATE CENTER, 1950. Cambri- dge, Massachusets - U. S. A.JUNIOR HIGH SCHOOL, 1951. Attlebord, Massa-chusets - U. S. A. 324
    • ARQUITETURA LUIS CONTRUCCI (1913) CARLOS GONZALEZ LACK (19Z6)MOINHO DE TRIGO, 1952. Jaguaré, São Paulo - Brasil. MARIO CORBETT (1901)RESID1:NCIA MORITZ THOMSEN, 1952. Viena, Califórnia (M. A. MJ N. Y.) EDUARDO CORONA (19Z1)GRUPO ESCOLAR VILA ANASTACIO, 1952. São Paulo - Brasil. GARDNER A. DAILEY -" ASSOCIATES (1895)QUARTEL DA CRUZ VERMELHA, 1948. São Francisco, Califórnia. (M. A. M. N. Y.) LUIGI CARLO DANERI (1900)EDIFíCIO PARA O ESPORTE NAUTICO, 1950. S. Michele di Pagana, Rapallo - Itália. CHARLE~ EAMES (1907)CASA DE ESUDO CASE, 1949. Santa Mônica, Califórnia (M. A. M. N. YJ AARNE ADRIAN ERVI (1910)CASA DE UMA COMUNIDADE RELIGIOSA, 1951. LoMa - Finlândia.SEDE DE CLUBE, 1952. Finlândia.OFICINA PARA PRODUÇAO DE FORÇA. Rio Ou- bulu - Finlândia. 325
    • ARQUITETURA H. K. FERGUSON COMPANY FRANK L. WHITNEY (1913)A FABRICA BLUEBONNET, COMPANHIA REFINA- DORA DE PRODUTOS DE MILHO. Corpus Cris- ti, Texas. (M. A. M. N. Y.). RUSSELL FORESTER (1920)HABITAÇAO iNDIVIDUAL, 1952. La Jolla, Cali- fórnia - U. S. A. MIGUEL FORTE (1915) GALIANO CIAMPAGLIA (1913)HABITAÇAO, 1953. São Paulo - - Brasil. OTTO FRANKILD PREBEN HANSEN ARNE lUARAALBORGHALLEN, 1949. Aalborg - Dinamarca. ERICK GLEMME (1905)ARRANJOS FESTIVAIS EM KUNGSTRAEDGAR- DEN. Estocolmo - Suéciá. JANUARIO GODINHO (1910)POUSADA DE SALAMONDE, 1951. Salamonde- Portugal.RESTAURANTE DE CANIÇADA, 1953. Caniçada,Gerez - Portugal. 326
    • ARQUITETURA FRITZ M. GROSS (1922)PAVILHAO DA EXPOSIÇAO DA MARINHA E EN- G:F;NHARIA, 1953. Londres - Grã-Bretanha. ROY GROUNDS (1905)."HENTY HOUSE", 1952. Frankston, Victoria - Austrália. GlGI GBó (1915)CONJUNTO DE EDIFíCIOS COMERCIAIS E RESI- DENCrAIS. 1950. Milão - Itália. BARWELL HAMILTON BARRIS (1903)RESID:l!:NCIA RALPH JOHNSON, 1951. Los Angeles, Califórnia. (M. A. M. N. Y.)WALLACE K. BARRISON & CONSULTANTS (1895)SECRETAIÚA DAS NAÇõES UNIDAS, 1950. New York. (M. A. M. N ..Y-l BARRISON & ABRAMOVITZEDIFíCIO ALCOA, 1952.. Pittsburgh, Pennsylvania. (M. A. M. N. Y.) CLAUDE E. BOOTON (1905)EDIFíCIO DA TEXAS COMPANY, 1952. New Orleans, Lousiana - U. S. A. DAVID BULL BORN (1905)YOSMITE JUNIOR HIGH SCHOOL, 1951. Fresno, Califórnia - U. S. A. 327
    • ARQUITETURASUNSHlNE SCHOOL, 1951. Fresno, Califórnia - U. S. A. HUSON JACKSON (1913)RESIDtNCIA McGOWIN, 1951. Alabama - U. S. A.RESID1!!NCIA GOLDBERG, 1952. Connecticut ~ U. S. A. ARNE JACOBSEN (1902)HABITAÇAO INDIVIDUAL, 1951. Vedbaek - Di- namarca.CONJUNTO RESIDENCIAL, 1945. Klampenborg- Dinamarca.USINA MASSEY-HARRIS, 1953. Copenhague Dinamarca. JOHN MAC L. JOBANSEN (1920)RESID:a:NCIA JOHN MAC L. JOHANSEN, 1949. Nero Canaan, Connecticut. (M. A. M. N. Y.) PHILIP C. JOHNSON (1906)RESID:a:NCIA GEORGE ONATO, 1951. Irvington on: Hudson, Nero York L.. U. S. A.RESID:a:NCIA RICHARD HODGSON, 1951. Nero Canaan, Connetfcut - U. S. A.RESID:a:NCIA PHILIK C. JOHNSON, 1949. Nero Ca- naan, Connecticut. (M. A. M. N. Y-l KENNEDY, ROCH, DE MARS, ROPSON AND BROWNHABITAÇAO COLETIVAS EM 100 MEMÓRIAL DRI- VE, 1950. Cambridge, Massachussets. (M. A. M. N. Y-l 328
    • ARQUITETURA EDWARD ABEL KILLINGSWORTH (1917)RESID:mNCIA E ESTúDIO, 1952. LOs Alamitos, Ca- lifórnia - U. S. A. LUCJAN KORNGOLDHABITAÇÃO COLETIVA, 1952. São Paulo - Brasil. SVENN ESKE KRISTENSEN (1905)HABITAÇÃO COLETIVA, 1951. Copenhague Dinamarca.HABITAÇÃO COLETIVA, 1951. Copenhague Dinamarca.LIVRARIA COLBERG, 1951. Ronne, Bornholm - Dinamarca. ERNEST J. KUMP (1911)ESCOLA DE SAN JOSÉ, Califórnia. (M. A. M. N. Y,) MANUEL LAGINHA (1919)LABORATóRIOS DE PRODUTOS FARMACEUTI- COS, 1950. Lisbôa - Portugal CUNHA LEAO MORAIS SOARES FORTUNATO CABRALPALACIO ATLANTICO E PRAÇA D. JOÃO I, 1950. - Portugal. GENE ROBERT LEEDY (1928)RESID:mNCIA ST. ARMANDS KEY, 1952. Sarasota, Flórida - U. S. A. 329
    • ARQUITETURA LAURO DA COSTA LIMA (1917)EDIFtcIO GESSY, 1952. São Paulo - Brasil. AKE E. LINDQVIST (1944)ESCOLA ELEMENTAR DE ARSTAGARDENS. Esto- colmo - Suécia. BENGT LINDROOS (1918) SVEN MARKELIUS (1889)EDIFtcIO DA UNIAO ESTUDANTIL NO ROYAL INSTITUTE OF TECHNOLOGY, 1952. Estocol- mo - Suécia. ARMENIO LOSA (1908) CASSIANO BARBOSA (1911)CASA DE FERIAS, 1950. Praia do Ofir-Fão :- Por- tugal. WENDELL B. LOVETT (1922)RESID:tNCIA WENDELL H. LOVETT, 1951. Belle- vue, Washington - U. S.,A. JOS~ CARLOS LOUVEIRO (1925)A MINHA CASA, 1951. Valbom, Goudomar - por- tugal. MAYNARD LYNDON (1907)ESCOLA ELEMENTAR DE VISTA, 1950. Vista, Cali- fórnia. (M. A. M. N.Y.) no
    • ARQUITETURA CARLOS MORALES MACHIAVELLO (1907) EUGENIO MONTAGNE (1914)ESCRITÓRIO PARA ARQUITETOS ASSOCIADOS, 1953. Lima - Perú. ARTUR PIRES MARTINS (1914)HABITAÇAO INDIVIDUAL, 1951. Lisbôa - Por- tugal. ICARO DE CASTRO MELLO (1913)PISCINA COBERTA, 1952. São Paulo - Brasil,OSCAR VALDETARO DE TORRES E MELLO (1924)CENTRO DE INSTRUÇAO DO CORPO DE FUZILEI- ROS NAVAIS, 1951. Ilha do Governador - Brasil. ERIC MENDELSOHN (1887)CENTRO DE SAÚDE DE MAIMONIDES, 1950. San Francisco, Califórnia. (M. A. IM. N. YJ ERIK MOLLER (1909)IGREJA ADVENTISTA, 1943. Copenhague - Dina- marca. GIANEMILIO MONTI (1920) PIETRO MONTI (1922) ANNA MONTI BERTARINI (1923)HABITAÇAO INDIVIDUAL, 1952. Piona, Como - Itália.HABITAÇAO COLETIVA, 1952. Milão - Itália. 331
    • ARQUITETURA EDUARDO MINUTO LUGAND (1926) CARLOS A. SABATTE (1926) FELIPE E. SOLARI (1928)HABITAÇAO, 1951. Martinez - Argentina. JORGE MACHADO MOREIRA (1904)INSTITUTO DE PUERICULTURA DA UNIVERSI- DADE DO BRASIL, 1953. Rio de Janeiro - Brasil.EDIFíCIO ANTONIO CEPPAS, 1952. Rio de Janei- ro - Brasil. RICHARD J. NEUTRA (1892)RESIDtNCIA WARREN TREMAINE, 1948. Monte- cito, Califórnia - U. S. A. OSCAR NIEMEYERRESIDtNCIA DAS! CANõAS, 1952. Canôas, Rio de Janeiro - Brasil. OSCAR NIEMEYER JULIO UCHôA CAVALCANTI EDUARDO KNEESE DE MELLO ZENON LOTUFOCONJUNTO PARQUE IBIRAPUERA REALIZADO PARA AS COMEMORAÇõES DO IV CENTENA- RIO DA CIDADE DE SAO PAULO, 1953. São Paulo. - Brasil. 332
    • ARQUITETURA HARRY ELWOOD ORMSTON (1908)RESID1:NCIA E ESTúDIO, 1951. Mclean, Virgínia -U.S.A. GIANÇARLO PALANTI (1906)HABITAÇAO COLETIVA, 1950. São Paulo - Brasil ARNALDO FURQUIM PAOLIELLO (1927)HABITAÇAO INDIVIDUAL, 1953. São Paulo Brasil.HABITAÇAO INDIVIDUAL, 1952. São Paulo Brasil. IGOR POLEVITSKYRESID~NCIA DE MICHAEL HELLER, 1949. Mia- mi, Flórida, (M. ~. M. N. Y.) ARNOLD JOSEPH PHILIP POWELL (1921) JOHN HIDALGO MOYA (1920)DUAS RESID~NCIAS, 1949. Chichester, Sussex - Grã-Bretanha.PROJETO DE RESIDÊNCIAS EM CHURCHILL GARDENS, 1.0 GRUPO WESTMINSTER. Lon- dres - Grã-Bretanha."SKYLON", 1951. Londres - Grã-Bretanha. ZVONIMIR POZGAY (1906)ESTABELECIMENTO DE BANHOS DE MAR, 1948. Zadar - Iugoslavia. FLÁVIO AMILCAR REGIS (1908)CONJUNTO DA JUSTIÇA, 1953. Curitiba, Paraná Brasil. 333
    • ARQUITETURA HANS BERNHARD REICHOW (1952)CIDADE JARDIM, 1952. Hohnerkamp, Amburgo - Alemanha. PAULO ANTUNES RmEIRO (1905)RESID:mNCIA WALLER, 1953. Rio de Janeiro - Brasil. AGOSTINHO RICCA (1915)FABRICA DE MOTORES ELÉTRICOS, 1951. Arro-teia - Portugal. MIGUEL CONRADO ROCA (1913)EDIFíCIO PARA ESCRITÓRIO E OFICINAS DA ESTRADA DE FERRO GENERAL ROCA. 1946. Buenos Aires - Argentina.PLANO REGULADOR DA CIDADE, 1950. Corrien- tes - Argentina. SERGIO ROBERTO RODRIGUES (1929)EDIFíCIO DAS SECRETARIAS DO ESTADO, 1953. Curitiba, Paraná - Brasil. LUDWIG MIES VAN DER ROHE (1886)RESID:mNCIA DO DR. EDITH FARNSWORTH, 1950. Klano, Illinofs.FABRICA BOILER DO ILLINOIS INSTITUTE OF TECHNOLOGY, 1950. Chicago, Illinois. 334
    • ARQUITETURAEDIFíCIOS DE APARTAMENTOS NA 860 LAKE SHORE DRIVE, 1951. Chicago, Illinois. (M. A. M. N. YJ JACOB MAURICIO RUCHTI (1917)IGREJA DA SS. TRINDADE, 1953. São Paulo - Brasil. PAUL MARVIN RUDOLPH (1918)CASA DE HÓSPEDES, 1953. Sanivel Island, Flóri- da - U. S. A.CASA DE INVERNO, 1951. Siesta Key, Florida - U. S. A.CABANA CLUB, 1953. Siesta Key, Florida - U. S. A. JULES RUTISHAUSER (1923)EDIFíCIO ADMINISTRATIVO CIBA. 1952. São Paulo - Brasil. TURE RYBERG (1888) G"OSTA NORDIN (1917) OLOF ELLNER (1919) EGON JONASON (1920)CONJUNTO RESIDENCIAL PARA OS FUNCIONA- RIOS DO SOUTHERN HOSPITAL. Estocolmo - Suécia. SAARINEN, SAARINEN & ASSOCIATES (Eero Saarinen) (1910)CENTRO TÉCNICO DA GENERAL MOTORS, 1951. Detroit, Michigan. (M. A. M. N. Y.) aaa
    • ARQUITETURA SAARINEN, SWANSON & SAARINEN (Eero Saarinen) (1910)OPERA SHED DO CENTRO DE MÚSICA DE BERKSHIRE, 1947. Stockbridge, Massachu- setts. (MJ A. M. N. Y.) F. F. SALDANHA (1905)HOSPITAL DOS MARíTIMOS, 1951. Rio de Janei- ro - Brasil. SEBASTIÃO FORMOSINHO SANCHEZ (1922)BLOCOS PARA HABITAÇAO, 1952. Lisbôa - Por- tugal. KURT SCHLAUSS (1924)CAMARA DE COMÉRCIO DA ALTA AUSTRIA, 1950. Linz - Austria. KURT VON SCHMALENSEE (1896)CREMATORIUM. Norrkoping - Suécia. SCHWEIKHER & ELTINGRESIDÉNCIA DE LOUIS C. UPTON, 1950. Para- dise Valley, Arizona. (M. A. M. N. Y.) HANS SCHWIPPERT (1899)PALACIO DO GOVERNO FEDERAL, 194Q... Ale- manha. 336
    • ARQUITETURA HANS SCHWIPPERT (1899) WILHELM RIPHARN (1889) EUGEN BLANCK (1901)EDIFtcIO DA ADMINISTRAÇAO DO QUARTEL DE BOMBEIROS, 1952. Düsseldorf - Ale- manha. JOSÉ DE ALMEIDA SEGURADO (1933) FILIPE NOBRE DE FIGUEIREDO (1912)CONJUNTO DE HABITAÇÕES COLETIVAS, 1952. Lisbôa - Portugal. HARRY SEIDLER (1923)RESIDt:NCIA EM TURRAMURRA, 1951. Sydney- Austrália.RESIDÊNCIA EM CASTLECRAG, 1952. Sydney -Austrália.RESIDt:NCIA EM KURRAJONG HEIGHTS, 1953. Sydney - Austrália. UGO SISSA (1913)LOJA OLIVETTI, 1954. Roma - Itália. PAOLO SOLERI E MARK MILLSCASA NO DESERTO, 1951. Cave Greek, Arizona. (M. A. M. N. Y.) RAPHAEL S. SORIANO (1904)HABITAÇAO INDIVIDUAL, 1949. Los Angeles, Ca- lifórnia - U. S. A.
    • ARQUITETURAHABITAÇAO INDIVIDUAL, 1950. Los Angeles, Ca- lifórnia - U. S. A.HABITAÇAO COLETIVA E "PENT-HOUSE", 1951. Los Angeles, Califórnia, - U. S. A. ABELARDO REIDY DE SOUZA (1908)CONJUNTO RESIDENCIAL, 1952. São Paulo - Brasil. FREDERICK LAMOND STURROCK (1913)EDIFíCIO PARA ENTREPOSTO DE FRUTAS, 1951. Cape Town - Africa do Sul. T~TCBELLE RUDOLPBRESID~NCIA DE ALBERT SIEGRIST, 1949. Venice, Florida.RESID~NCIA DE W. R. HEALY, 1950. Sarasota, FlÓrida. (M. A. M. N. Y) LENNART TBAM (1910)FABRICA DE CIMENTO. Stora Vika - Suécia. OLOF TBUNSTRôM (1896)ESCOLA. Gustavsberg - Suécia. VARISCO B. TITO (1915)QUARTEIRAO DE CASAS POPULARES, 1952. Mi- lão - Itália.GARAGE COM MULTIPLOS ANDARES, 1949. Mi- lão - Itália. 381
    • ARQUITETURA PETER URBAN (1909)HABITAÇAO COLETIVA, 1952. Mannheim - Ale- manha. JORN UTZON (1918)HABITAÇAO INDIVIDUAL 1950. Helleback - Di- namarca. CARLOS RAUL VILLANUEVA (1900)HABITAÇAO INDIVIDUAL, 1952. Caracas - Ve- nezuela. GREGORY WARCHAVCHIK (1896)HABITAÇAO COLETIVA, 1940. São Paulo - Brasil. JAN WALLINDER (1915) SVEN BROLID (1913)CONJUNTO RESIDENCIAL EM SODRA GULDHE- DEN. Goteborg - Suécia. WORLEY K. WONG (1912) JOHN CARDEN CAMPBELL (1914)CASA DE FÉRIAS, 1953. Mill Valley, Califórnia - u. S. A. FRANK LLOYD WRIGT (1869)RESID1!:NCIA DE HERVERT JACOBS, 1948. Midle- ton, Winconsin. 339
    • ARQUITETURARESIDÊNCIA DE SOL FRIEDMAN, 1949. Pleasent- tville, New York.LOJA PARA JOHNSON WAX COMPANY, 1948. Racine, WisconSin. (M. A. M. N. Y.J LLOYD WRIGBT (1891)CAPELA DE WAYFARER, 1951. Palos Verdes, Cali- fórnia. (M. A. M. N. Y.J JOBN YEON (1910)CENTRO DE INFORMAÇõES PARA VISITANTES, 1949. Kortlant, Oregon. (M. A. M. N. Y) RENZO ZAVANELLA (1900)AUTOMOTRIZ PANORAMICA DE TURISMO "OM" ALH 444, 1948. Milão - Itália.PENSILINA "OM" NA FEffiA DE AMOSTRAS DE MILAO, 1948. Milão - Itália.PAVILHAO "OM" NA FEffiA DE AMOSTRAS DE MI- LAO, 1953. Milão - Itália. 340
    • ESCOLAS DE ARQUITETURA P primeira Bienal (1951) júri proposto e instituí- or recomendação do foi de premiaçãd dado, na presente, o concurso para estudantes de es-colas de arquitetura de todos os países, constandoda execucão e desenvolvimento de um tema único,de acõrdó com as condições regionais de cada país:Centro Cívico para um grupo Residencial de 10.000habitantes. Deveriam ser apresentados:a) plano geral do centro; b) projeto do edifícioprincipal; c) integração do centro no grupo resi-dencial.A lista que se segue, representa, em ordem alfabé-tica de países, as escolas concorrentes. SALVADOR CAHDIA Diretor-Secretário ~o Museu de Art·e Mo- derno de São PouloALEMANHAFaculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Berlim. Diretor: Professor K. Dübbers. Autores: Joachim Becker (1928), Anatol Ginelli (1927), Gerahrd Rümmler (1929), Kurt Wolter (1927>-Faculdade de Arquitetura da Universidade de stutt- gart. Diretor: Professor Rolf Gutbier. Auto- res: Hans Joachim Meyer (1928), Horst Rinne (1927), Jens Peter H~llmer (1926), Gerhard Keller (927), Wolfgang Henning (1927), Veit Omelich (928).Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Graz. Diretor: Professor K. R. Lorenz. Autores: Fritz Eller (1927), Erich Moser (1930), Robert Walter (1928). 341
    • ARQUITETURA escolasAUSTRIASeção de Arquitetura da Academia de Belas Artes "do Professor Holzmeister de Viena. Diretor: Ro- bert Eigenberger. Autores: Rupert Falkner (1930), Johann Gsteu (1927), Wilhelm Holzbauer (1930), Toni Schwaighofer (1930). Colabora- dores: Linecker Sepp (1928), Franz Mayerhofer (1913), Zucker Sepp (1930).Seção de Arquitetura da Academia de· Belas Artes do Professor Welzenbacher de Viena. Diretor: Porfessor Robert Eigenberger. Autores: Karl Põtzl (1929), Ferd Hôlzl (1929),BÉLGICAEscola Nacional Superior de Arquitetura e de Artes Decorativas, Bruxelas. Diretor: Léon Stynen. Autores: Robert Moens (1926), Frédérique Se- gers (1929).BRASILEscola de Arquitetura da Universidade de Minas Gerais, Belo Horizonte. Diretor: Anibal Mattos. Autores: Kaulo Humberto Passos Batista (1930), Paulo Ferreira Martins (1927).Escola de Belas Artes da Universidade do Recife~ Pernambuco. Diretor: Dr. João Alfredo Gon- çalves da Costa Lima. Autores: Reginaldo Luiz Esteves (1930), Augusto Reynaldo Alves (1924), Marcos Domingues da Siiva (1928), Carlos Fal- cão Correia Lima (1928), Luciano Goes Vieira (1925), Lúcio Marinho Estelita (1928). 342
    • ARQUITETURA escolasFaculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, D.; F. Diretor: Paulo Ewerard Nunes Kires. Autores: Phtluvio C. Rodrigues Filho (923), Arnaldo Abaurre (1926), Edgard Medeiros (1918>.Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Univer- sidade de São Paulo. Diretor: Luiz Cintra do Prado. Autores: Ariaki Kato (1931), Léo Quanji Nishikawa (1931), Vittorio Moi!Se Corinaldi (1931).CANADAEscola de Arquitetura da Universidade de Toronto, Ontário. Diretor: Professor H. H. Madill. Autor: Ivar Kalmar (1922).ESPANHAEscola Superior de Arquitetura de Barcelona. Dire- tor: D. Amadeo Llopart. Autores: .TÓrge Adroer, Ricardo Beascoa, Esteban Harti, Manuel Dar- gallo, José Senillosa, Federtco Correa, Lino Mogne, Ricardo Lorenzo, Luis Salona, Luis Jumch, Valentin Guitart, Rogelio Jardon; Sal- vador Altimir, Emilio Marquina, Antonio Riera.Escola Superior de Arquitetura de Madrid. Diretor: D. Modesto López otero. Autores: Alunos do último ano da Escola de Arquitetura.
    • ARQUITETURA escolasESTADOS UNIDOSEscola de Arquitetura e Urbanismo do Massachu- setts lnstitute 01 Technology, Cambridge, Massa- chusetts. Diretor: Lawrenee B. Anderson. Autores: Robert Swanson (928), Riehard Dimit (925), Richard Soderlind (929), Richard Donkervoet (930).Departamento de Arquitetura da Escola de Arte, Pratt lnstitute, New York. Diretor: Olindo Grossl. Autores: Mareei Beaudin (929), Peter Hopf (1929), Paul Kat z(1931), Riehard Korchien (930), Frank MiUer (930), Sidney Paul (930), Robert Prigge (1930), J. Fred Seebach (1923).Escola de Engenharia e Arquitetura da Universidade de Howard, Washington D. C .. Diretor: Howard Moekey. Autores: William H a d d o n Coxe (920), James Leonard Stanmore (1930), LeO- nord Shermont Ray (1928).ITALIAFaculdade de Arquitetura de Milão - Politécnico. Diretor: Piero Portaluppi. Autores: Raffaela Crespi (1929), Vittorio Garatti (1928), Rosanna Monzini (928), Fulvio Raboii (927), Erminia Sain (1929), Nathan Shapira (1926), Emilio Ter- ragni (1928). 344
    • ARQUITETURA escolasFaculdade de Arquitetura da Universidade de Ná- poles. Diretor: Alberto Calza Bini. Autor: Giu- seppe Bruno (1930).JAPAOEscola de Arquitetura da Universidade de Waseda, Tóquio. Diretor: Koitirô Kimura. Autores: Naibu Akashi (1929), Keizo Arashida (931), Shoichi Atarashi (928), Nobuo Hozumi (1927), Gako !to (926), Setsuo 1to (1930), Hideyuki Lioka (1926), Nobuo Ishida, Seizo Kimura (1929), Tetsuo Kodzu (1929), Kinji Takizawa.Departamento de Arquitetura da Faculdade de Engenharia da Universidade Nacional de Yo- kohama. Diretor: Dr.Ooka. Autores: Yoshiaki Kudo (1929), Kazunori Nomura (1932), Kazuo Odaka (1931), Kiyoshi Watanabe (1930),PORTUGALEscola Superior de Belas Artes de Lisbôa.Diretor: Paulino Montez. Autor: Luiz dos Santos Castro Lobo (1929).Escola Superior de Belas Artes do Porto. Diretor: Carlos João Chambers Ramos. Autores: Rui Pimentel Ferreira (1924), Augusto Leite Ama- ral (1930), 345
    • ARQUITETURA escolasFaculdade de Arquitetura e Urbanismo da Univer- sidade de Buenos Aires. Diretor: Manuel Au- gusto Domínguez. Autores: Celina Castro Riga- nelli (930), Reynaldo J. Leiro (1930), Angel D. Tueor (1929), Jorge A. Moreo (1930).Escola de Arquitetura da Faculdade de Ciências Matemáticas, Físico-Químicas e Naturais Apli- cadas d Indústria da Universidade Nacional do Litoral, Rosário. Diretor: Rodolfo L. Dezorzi. Autores: Carlos Alberto Morales (1929), Carlos Enrique Vallhonrat Bou (1928),SUIÇAEscola de Arquitetura e Urbanismo da Escola Politécnica da Universidade de Lausanne. Diretor: Professor A. Stucky. Autores: Freedy Aubry (1927), J. Jacques Boy de la Tour (1926), Jean Pierre Marti (1925), Max Rlchter (1928). o Ministério do Educaçãb, Artes e Ciências do Ho- landa solicitou do Bienal de São Paulo autorização poro apresentar, por ocasião do 2.& Exposição In- ternacional de Arquitetura, uma resenho dos obras réalizadas nestes últimos anos em seu país. A Il.a Bienal do Museu de Arte Moderno de São Paulo apresento essa exposição juntamente com o que lhe foi enviado pelo Govêrno do República Fe- deral do Alemanha, em solos especiais, tornando público que não se integram nem uma nem outro no 11.& Exposição Internacional de Arquitetura. 346
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    • -
    • DEZEMBRO 1953 FEVEREI-RO 1954SOB OPATROCINIO DA COMISSÃO DO IV