Design e Artesanato
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    Design e Artesanato Design e Artesanato Document Transcript

    • Programa de Artesanato SEBRAE/RO
    • Realização Parceiros Sebrae/RO Ibama Senai Madeireira Andrade Coordenação do Projeto Implemaq Centro Despertar Glenny Paes Salles Amazon Arts Lammy Excell Madeiras Comité do Artesanato Ceplac Móveis CuritibaMaria Tereza de Oliveira Marangon Central Laminações Jayna Couceiro Madeireira Isabela Silvia Feliciano Sest / Senat Richardeson Maia Apae Suely Maria Sobreira de Lucena Liliane Cougo Dionísio Design Terra Design, São Paulo Lars Diederichsen Gerfried Gaulhofer Fotografias Lars Diederichsen
    • Lars DiederichsenPrograma de Artesanato SEBRAE/RO
    • Conselho Deliberativo Estadual do SEBRAE/RO Presidente Julio Augusto Miranda Filho FIERO - Federação das Indústrias do Estado de Rondônia FECOMÉRCIO - Federação do Comércio do Estado de Rondônia FAPERON - Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia FACER - Federação das Associações Comerciais BB - Banco do Brasil BASA - Banco da Amazônia CEF - Caixa Econômica FederalSEBRAE/NA - Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Micro e Pequenas Empresas AMPERON - Associação de Pequenas e Micro e Pequenas Empresas de Rondônia UNIR - Universidade Federal de Rondônia SEAPES - Secretaria de Estado da Agricultura, Produção e do Desenvolvimento Econômico e Social ADHIMA - Agência de Desenvolvimento da Hidrovia do Madeira/Amazonas SEFIN - Secretaria de Estado de Finanças
    • Conselho Fiscal FACER - Federação das Associações Comerciais de Rondônia SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas EmpresasAMPERON - Associação das Micro e Pequenas Empresas de Rondônia FAPERON - Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia UNIR - Universidade Federal de Rondônia Diretoria Executiva Pedro Teixeira Chaves Diretor Superintendente Osvino Juraszek Diretor Administrativo e Financeiro Maria Valdecy Caminha Benicasa Diretora Técnica
    • ApresentaçãoA capacidade criativa no artesanato é muito maior que a vocação gerencial para empreendimentos, apesar desuas formas de negociação acontecerem de acordo com o interesse dos participantes envolvidos. A buscade soluções para compatibilizar a criatividade dos artesãos e suas aptidões como gerentes de negócios, temsua importância redobrada quando consideramos seu espaço na geração de postos de trabalho e renda paraas comunidades.Para manter uma convivência harmoniosa entre as manifestações artesanais e o aporte de receitas nacomercialização de seus produtos, o SEBRAE vem trabalhando com as lideranças destes segmentos nashabilidades de gestão. Além de fazer parte da cultura e tradição, a produção artesanal é alternativa desobrevivência para um considerável número de pessoas. Ela apresenta características especiais na economialocal, fortalecendo outras iniciativas que vão desde o turismo à exportação de produtos com valoresagregados.O programa de artesanato deste Agente espera consolidar esforços preparando profissionais de maneira aincentivar o espírito empreendedor, estimulando comportamentos associativos. Com o objetivo de catalisarestas atividades estamos levantando oportunidades e óbices, para que através de um diagnóstico possamosestabelecer procedimentos que permitam o desenvolvimento destas ações. Nesta publicação, podemosverificar que o potencial é de relevante significado para atingirmos o aprimoramento necessário à conquistade um mercado promissor. As peças produzidas com melhor design e conteúdo simbólico de nossosreferenciais, poderão ser elementos de divulgação e promoção de outras oportunidades de negócios nocenário das empresas de micro e pequeno portes de Rondônia. Julio Augusto Miranda Filho Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae em Rondônia
    • Desde 1996 trabalho com comunidades de produção artesanal no Brasil e por acaso fui convidado por GiulioVinaccia e Malba Trindade de Aguiar a participar do primeiro Workshop “Tradição e Renovação”, organizadopelo SEBRAE. Como mexicano sempre tive muito contato com o artesanato, e creio que todo mexicanoé apaixonado pela arte popular presente no nosso dia a dia. No Brasil nasceu a paixão pela madeira,principalmente a madeira da região amazônica, única nas cores e texturas. Há um fator que considerofundamental e que quero repassar nestas páginas: o designer como “facilitador” de processos criativos, ondea visão global é fundamental, unindo os fatores clássicos como forma, função, tecnologia e mercado comfatores relativamente novos como responsabilidade sócio-ambiental.Neste trabalho nasceu em mim a paixão pelas pessoas, pessoas simples que moram na região amazônica eque precisam dela para sobreviver; pessoas simples ávidas por informações e cheias de esperança; pessoasque somente tem as mãos para ganhar o seu sustento; pessoas sensíveis e criativas, que transformam amatéria em obras de arte.Este trabalho mostra outra área do design, além de transformar idéias em produtos, interage com pessoasfacilitando o processo de criação de redes de artesãos, que possam garantir a geração de renda com produtosecologicamente corretos. O SEBRAE está fazendo um trabalho exemplar, tal vez a nível internacional, ajudandoa manter a nossa cultura, mas principalmente, a fomentar um ofício tão digno e belo como é o artesanato.Cabe à sociedade fazer a sua parte, valorizando o trabalho destes mestres. Lars Diederichsen
    • introdução A produção artesanal é ao mesmo tempo fator importante no desenvolvimento rural, uma atividade econômica e uma manifestação como fonte de renda alternativa, diminuindo ideológica e cultural de um amplo setor da o êxodo rural e o desemprego, aumentando o população. Do ponto de vista econômico, o nível de vida no campo e nas cidades. Como artesanato está imerso na crise agrícola de auto- atividade que absorve um grande número de subsistência, que obriga ao artesão diversificar trabalhadores, pode ajudar a diminuir o temido a sua fonte de renda com outras atividades. O desemprego, especialmente nas cidades. O artesanato na região rural pode ser assim uma artesanato é também, um fator importante importante atividade para o complemento da no desenvolvimento do turismo, em franca renda familiar. Nas zonas urbanas encontramos expansão no Brasil. dois tipos de artesãos: os artesãos de tempo completo, que dependem exclusivamente da Os produtos artesanais deverão, no produção artesanal e encontram-se mais perto entanto, atender a novos mercados, que da imagem do operário/empresário do que da demandam cada vez mais, produtos naturais imagem arquetípica do artesão que trabalha e personalizados, além de ótima qualidade e somente com ferramentas manuais e elabora acabamento. Os consumidores procuram um produtos rústicos com materiais locais; o reflexo de seu estilo de vida e imagem nos outro tipo de artesão urbano é aquele que não produtos. O artesanato tem a possibilidade de depende da produção artesanal como forma resgatar valores culturais e ajudar na busca de de subsistência, tendo outras fontes de renda nossa identidade. alternativas. A produção artesanal de Rondônia é um Histórica e culturalmente o artesanato brasileiro reflexo da diversidade cultural do Brasil. Com nasce de várias culturas: desde a cultura as atividades extrativistas, principalmente da indígena, as culturas africanas dos escravos, as borracha, e a construção da estrada de ferro culturas dos imigrantes europeus e asiáticos até Madeira-Mamoré, o Estado recebeu imigrantes a cultura moderna norte-americana e a influência do nordeste brasileiro, europeus, barbadianos, da globalização. Estas culturas interagem americanos e mais recentemente gaúchos, durante quase 500 anos transformando e paranaenses, capixabas, etc, além de abrigar combinando-se constantemente. importantes populações indígenas. Embora os artesãos de todo o país enfrentem O Estado de Rondônia encontra-se na Região problemas similares, existe, no entanto, uma Amazônica e portanto possui uma grande grande perspectiva para o produto artesanal variedade de flora e fauna, que influencia a nas próximas décadas. Ele pode ser um produção artesanal, além de prover o artesão com abundante matéria-prima, principalmente
    • introduçãomadeira, sementes, fibras naturais, pedrassemipreciosas e derivados como a borrachae o barro. As grandes quantidades de refugode serrarias de diversos tipos de madeirapodem ser transformadas em peças artesanais,gerando fonte de renda para a população local,incluindo todos os membros da família.O artesanato de Rondônia pode complementaro alto potencial turístico, principalmente oturismo ecológico, expressando a cultura localna transformação de materiais naturais. Enfim,todos estes fatores, que serão detalhadosneste relatório, mostram que existe um grandepotencial para a produção de peças artesanais.Foram encontrados problemas que merecematenção, mas considero a baixa auto-estimado artesãos, decorrente da pouca valorizaçãodo seu trabalho pela sociedade, o fator maiscrítico.
    • índicediagnóstico # 13sensibilização # 25oficinas # 29logomarca # 55embalagens # 61
    • diagnóstico# 13
    • madeiras Obtenção de madeira O Brasil é um dos países que apresenta maior diversidade biológica, tanto animal como vegetal e, consequentemente, detém nas suas florestas nativas uma imensa variedade de espécies de madeiras. Tal heterogeneidade chega a ser um obstáculo à comercialização mais intensa de madeiras, visto que os mercados concentram- se naquelas espécies mais conhecidas e, portanto, mais aceitas pelos consumidores. Esse fato, aliado às flutuações das preferências de mercado e moda, tem ocasionado, nos mais diversos segmentos de uso da madeira desde a construção civil, embalagens, papel e mobiliário, a concentração em apenas algumas espécies. Assim, pelo uso intensivo, essas madeiras tornaram-se caras e escassas, e até mesmo proibidas. # 14
    • madeirasExistem basicamente duas formas de obtenção a utilização destas madeiras no Estado, poisde madeira: ainda há uma grande variedade e quantidade disponível, especialmente refugo de serrarias e1.- Madeira de reflorestamento, utilizada pela madeireiras.indústria de embalagens, papel e chapas demadeira, começa a ser utilizada na fabricação A grande maioria dos artesãos entrevistadosde peças artesanais. No Estado de Rondônia utiliza madeiras nativas, principalmente asainda não existem zonas de reflorestamento espécies mais procuradas como a cerejeira,importantes com espécies como Eucalipto e o mogno e o cedro. Estas madeiras, além dorecentemente a Teca e madeiras nativas (ainda custo elevado e acesso cada vez mais difícil,em fase inicial de reflorestamento). não oferecem uma ampla gama de cores,2.- Madeira de florestas nativas, dentro característica favorável na confecção dedeste grupo devemos destacar as madeiras pequenos objetos em madeira.alternativas, que são aquelas que não sofrem A coleta de resíduos e aparas é viável paragrandes pressões por parte do mercado e a fabricação de peças artesanais como pordentro de um manejo florestal apropriado, exemplo, brinquedos e utilitários pequenos. Osajudam a manter as nossas florestas nativas. artesãos devem organizar este tipo de coletaEstas madeiras oferecem ao artesão uma preferencialmente em grupo, diminuindo oampla gama de cores e usos, ajudando a custo do transporte.comercialização dos produtos ao agregarum valor único e “brasileiro”, tornando- Embora a obtenção de madeira seja fácil,os especialmente atrativos no mercado encontramos alguns problemas como ainternacional. Não encontramos problemas com secagem da madeira. Madeira “seca” é um # 15
    • madeiras privilégio no Brasil. A maioria dos artesãos e desafios para o setor madeireiro e moveleiro pequenas oficinas de marcenaria trabalham nos próximos anos. A exportação de madeira com madeira úmida. Existem poucas para muitos países exige uma certificação madeireiras que possuem estufas de secagem, como o selo FSC, por exemplo. O selo FSC, obrigando ao consumidor secar sua madeira Forest Stewardship Council ou Conselho do ao ar livre. Este processo é demorado e Manejo Florestal é um organismo certificador praticamente inviável para aqueles artesãos, internacional com sistema de rotulagem que que não têm condições financeiras de manter confere um selo de garantia aos produtos que um estoque por muito tempo. Os grupos têm sua origem no manejo de florestas de de produção artesanal devem identificar as forma ecologicamente sustentável, socialmente serrarias com estufa e dar preferência a estas apropriada e economicamente viável. na coleta de resíduos. Fomentar a utilização de madeiras alternativas, O setor artesanal também se beneficiará com as enriquece o trabalho e contribui para o plano de certificações das madeireiras, fazendo parte da manejo tornar-se economicamente viável. cadeia de custódia. Até o momento existem três As madeiras mencionadas na próxima página madeireiras em processo de certificação: uma devem ser priorizadas. localizada em Cabixi, outra em Costa Marques A certificação dos produtos artesanais em e Alta Floresta. madeira será seguramente um dos maiores # 16
    • madeirasSugestão de madeiras alternativasFonte: Madeiras tropicais brasileiras (MMA/IBAMA/LPF) Amarela: Abiu, Garapa, Pau-amarelo/Amarelão, Tatajuba Vermelha: Maçaranduba, Muirapiranga, Muiracatiara Oliva: Ipê Marrom: Andiroba, Angelim-pedra, Cedro, Cedrinho, Copaíba, Jatobá, Louro, Louro-vermelho, Pequiá, Sucupira, Peroba, Cabreúva, Cumarú Branca: Marupá/Caxeta, Tauari Castanho: Guariuba, Macacaúba, Faveira, Louro faia, Amezclão, Cedroarana Roxo: Roxinho # 17
    • diagnóstico Foram colhidas informações referentes a outra profissão, pois não acreditam no potencial atividade dos artesãos e seus produtos para de geração de renda do artesanato. avaliação do impacto das oficinas em termos de produto, produtividade, aumento de nível A falta de união entre os artesãos impede de vida, capacitação e consciência ecológica a compra conjunta de matéria-prima e após o término das oficinas. A visita técnica foi manutenção de estoques de madeira. O uso de realizada em julho de 2002. matéria-prima e insumos de baixa qualidade, As cidades visitadas foram Porto Velho, repercutem diretamente sobre a qualidade final Ariquemes e Ji-Paraná. do produto, principalmente no acabamento das peças. Os artesãos possuem poucas máquinas. Análise A manutenção das máquinas é deficiente. A Os dados a seguir mostram a situação atual dos grande maioria das oficinas são desorganizadas artesãos que participam do programa em cada e carecem de lay-out adequado, aumentando, cidade. Os dados servirão de base para medir assim o desperdício e o tempo de produção. e avaliar as transformações deste trabalho, não Há pouco intercâmbio com artesãos de outras somente do ponto de vista do produto, mas áreas, a fim de diversificar os produtos com principalmente as transformações socioculturais outros materiais. como aumento de renda, formação de grupos Quase todos os artesãos entrevistados vendem de produção, etc. produtos para o mercado local, que não valoriza o artesanato. Não existem linhas de produtos adequados para o mercado nacional Perfil dos artesãos ou internacional mais exigente. Não há em Rondônia, além do artesanato São poucos os locais de comercialização indígena, um artesanato “típico”. A imigração ou exposição nas cidades visitadas. As recente fez com que o artesanato tenha Casas dos Artesãos são mal organizadas. Os várias origens: desde o artesanato nordestino, produtos são expostos deficientemente. Faltam presente na cestaria, até o artesanato do sul, embalagens adequadas, certificados de origem exemplificado na confecção das guampas. e informações sobre o produto e artesão. A Muitos produtos carecem de elementos culturais falta de catálogos dificulta a divulgação dos da região, fazendo com que os artesãos migrem trabalhos. para as manualidades. Os artesãos muitas vezes ignoram a legislação da categoria, e noventa por cento dos artesãos A maioria dos artesãos ganha até 400 reais trabalha na informalidade. por mês. Trabalham no quintal com poucas ferramentas e organização deficiente. O trabalho envolve a família, mas os jovens preferem seguir # 18
    • diagnósticoAs técnicas e produtosEncontramos em Porto Velho diversas técnicas:o “industrianato”, entalhe, marchetaria e belotrabalho com sementes do açaí. Em Ariquemesdevemos destacar o entalhe e o trabalho emtorno, e em Ji-Paraná a produção de pequenosobjetos em madeira.Visita às oficinasForam efetuadas visitas às oficinas de produção,para definir o local das oficinas a seremrealizadas na fase posterior. O curso deveráocorrer em uma oficina que tenha espaçopara 25 pessoas, disponibilidade na datanegociada e que sobretudo possua máquinase ferramentas similares à dos artesãos, aspectomuito importante pois nos produtos serãoutilizadas técnicas e tecnologias similares aosda própria oficina. # 19
    • diagnóstico Porto Velho Matéria-prima: Madeira (pode ser refugo de madeireiras e marcenarias), semente de tucumã e açaí, cipó titica. Outras matérias-primas que foram mencionadas: osso, palha de bananeira e casca de coco. Estes materiais somente deverão ser utilizados na oficina se houver artesãos que dominem a técnica. Nível técnico dos artesãos: Em geral o nível técnico dos artesãos é bom, gostei da idéia de inserir as sementes de açaí, matéria-prima em abundância, de reaproveitamento pois é refugo na elaboração da polpa do açaí. O Sr. Carmosino Lustosa Andrade dedica-se especialmente ao lixamento destas sementes. Proponho fazer testes com tingimento natural. Oficina: Em Porto Velho foi realizada a oficina no SEST/ SENAT. Neste local trabalham presidiários e ex-presidiários na confecção de bandejas. Um aspecto interesante é que para muitos ex- presidiários o artesanato é uma fonte de renda importante, pois a exclusão social os obriga a trabalhar como autônomos por não encontrar emprego fixo. # 20
    • diagnósticoJi-ParanáNível técnico dos artesãos:Em geral o nível técnico dos artesãos é bom.Matéria-prima:Madeiras (pode ser refugo de madeireiras emarcenarias), sementes, couro e cipó. Existeum curtume na região.Oficina:Em Ji-Paraná a oficina foi realizada namarcenaria da APAE. Foram convidadosartesãos de Ouro Preto D’Oeste e Cacoal. # 21
    • diagnóstico Ariquemes Matéria-prima: Madeiras (pode ser refugo de madeireiras e marcenarias), sementes e couro. Algumas madeireiras colocaram a disposição as sobras e aparas, inclusive sobras de tábuas secas em estufa. Nível técnico dos artesãos: Em geral o nível técnico dos artesãos é bom. A indústria madeiro-moveleira é tradição na cidade. Muitos artesãos trabalham em marcenarias. Existe um pólo moveleiro na cidade, onde alguns artesãos instalaram suas oficinas. O artesanato pode ser uma atividade paralela à marcenaria. As sobras de madeira podem ser transformadas em produtos artesanais. Oficina: A oficina foi realizada em uma marcenaria desativada e na oficina do Sr. Raimundo Nonato. # 22
    • amazôniaAlgumas informações importantes sobre a Amazônia70% da população da Amazônia é urbana e a maioria vive em condições precárias, desempregados,sem saneamento básico. Sem alternativas ou canais para comercializar os frutos do seu trabalhoextrativista, as populações rurais se tornam vulneráveis às ações predatórias e migram para asperiferias das cidades. Os jovens vão buscar na cidade novo paradigma cultural globalizado eencontram o desemprego e a violência. Por isso se diz que o problema ambiental tem forte origemsocial.84% da madeira extraída ilegalmente da Amazônia é destinada ao mercado nacional, principalmenteSão Paulo.Quanto maior o número de espécies aproveitadas numa mesma área, maior a possibilidade doplano de manejo tornar-se economicamente viável.Existe na Amazônia cerca de 5 mil espécies de árvores maiores que 15 cm de diâmetro. Adiversidade de árvores na Amazônia varia entre 40 e 300 espécies diferentes por hectare. NaAmérica do Norte a proporção é de 4 a 25 espécies por hectare.A Amazônia é, também, a principal fonte de madeira de florestas nativas do Brasil. O setor florestalcontribuiu com 15% a 20% do Produto Interno Bruto (PIB) dos estados do Pará, Mato Grosso eRondônia.Os métodos tradicionais de extração de madeira causam grande desperdício de árvores com valorcomercial para cada árvore extraída. O manejo florestal reduz a perda em quase 50%. Dados: wwf e Amazônia.br # 23
    • semente do açaí O polimento da semente do açaí A semente do açaí é um A seguir mostramos os passos subproduto da obtenção da para a obtenção da semente polpa, consumida devido às polida, utilizada com ou sem suas excelentes características tingimento. nutricionais. # 24
    • sensibilização# 25
    • sensibilização Objetivos O objetivo específico desta etapa é a mercado nacional e internacional. conscientização dos artesãos quanto a necessidade de aumento de qualidade e Nos dois temas foram mostrados exemplos produtividade, perspectivas e conhecimento (cases) bem sucedidos de trabalhos entre sobre o mercado e inovação do produto artesãos e designers. artesanal através das oficinas de “design & artesanato”, previstas na etapa posterior. Palestras de conscientização Em cada cidade foi ministrada uma palestra com o tema “A importância do design no desenvolvimento do artesanato”, abordando os temas específicos a seguir: “A importância e o papel do design no artesanato” Neste bloco foi abordado o papel do design na valorização do artesanato desde a escolha da matéria-prima, organização da produção, uso de técnicas artesanais, resgate de valores tradicionais e culturais, o design como valor agregado, até a criação de linhas de produtos. Foi dada ênfase especial na importância da criação de grupos de trabalho, assim como a importância da inovação e racionalização do produto artesanal. “Design – ponte entre o produto e o mercado” Este bloco abordou o tema mercado: necessidade de conhecer mercados e formas de comercialização, adequação dos produtos ao mercado pretendido, o design como ponte entre o artesão e o consumidor, assim como a potencialidade do artesanato brasileiro no # 26
    • sensibilização Identidade cultura, história, resgate, etc conceito Mercado que produto? inspiração e verificação quais técnicas? embalagem e apresentação quem vai usar?quais matérias-primas? Cooperativa Associação Grupos organizados Projeto desenho Produção e técnicas famílias de produtos aprimoramento da qualidade medidas planejamento materiais produtividade forma respeito ao meio ambiente Protótipo verificação mostruário custos # 27
    • oficinas# 29
    • oficinas Objetivo das oficinas Sobre a produção: >Valorizar as técnicas tradicionais >Resgatar e valorizar aspectos culturais e históricos da região >Estimular o uso de madeiras alternativas >Repassar informações sobre ecologia e certificação >Conscientizar aos artesãos quanto a necessidade de melhorar a qualidade dos produtos >Transferir novas tecnologias >Aproveitar ao máximo refugos de madeireiras da região Sobre a organização: >Conscientizar os artesãos quanto à necessidade de organização do grupo de produção >Incentivar a divisão de tarefas >Inserção dos artesãos na economia formal mediante a produção e venda dos produtos para mercados importantes do país, dentro de uma estrutura organizada Sobre o produto: >Criar produtos com apelo de mercado utilizando-se das matérias-primas locais >Desenvolver famílias de produtos >Repasse de informações sobre certificados de origem, embalagem e apresentação # 30
    • oficinasAs oficinas de Design & Artesanato em PortoVelho, Ariquemes e Ji-Paraná foram realizadasde setembro a dezembro de 2002. Em cadacidade foram realizados dois módulos de 40horas cada.Atividades realizadasA metodologia aplicada em cada curso diferemuito, em função da realidade e o perfildos artesãos participantes. A idéia básicaé desenvolver e resgatar técnicas junto aosartesãos, e não desenvolver produtos para oartesão. Isto é muito importante, pois parto dapremissa que o artesão deve desenvolver a suacapacidade criativa e não depender futuramentede visitas regulares de especialistas paradesenvolver os produtos. Neste caso a minhafunção foi de facilitador do processo em buscada inovação do artesanato local. # 31
    • oficinas Para estas oficinas foram trabalhados os seguintes temas: > detectar valores culturais que possam identificar o artesanato local. Os valores culturais, a “mensagem”, são a impressão digital de uma cultura que fazem a diferença entre o artesanato e as manualidades. Geralmente é transmitida de geração em geração. É importante mencionar que nenhum # 32
    • oficinasproduto foi “projetado” antes da oficina. Todosos produtos nasceram junto aos artesãos, emum processo de busca da identidade local.> detectar técnicas artesanais importantes esua aplicação.As técnicas artesanais nasceram da necessidadede transformar a matéria-prima local em objetosutilitários. Algumas técnicas tradicionais foramaplicadas nos produtos, outras nasceramdurante as oficinas. Neste caso é importantedescobrir a vocação de cada grupo.Em Porto Velho nasceram produtos coma semente do açaí e com o entalhe. NoSEST/SENAT foi trabalhado com a cerâmica,desenvolvendo um “selo” em madeira queé impresso na argila úmida, formando umbaixo relevo. O ícone escolhido foi um peixeestilizado, encontrado na cerâmica do artesão.Em Ariquemes foi trabalhado com uma técnicade desbaste, desenvolvida por um artesão eque permite a elaboração de fruteiras, colheres,etc. # 33
    • oficinas > análise das matérias-primas a disposição. A matéria-prima principal é a madeira. Rondônia tem um alto potencial desta matéria-prima. Os artesãos trabalham com resíduos encontrados facilmente em madeireiras, serrarias e marcenarias locais. Esta matéria-prima é refugo que em muitos casos nem sequer é utilizada para a elaboração de carvão. Em Ariquemes resgatamos a madeira do fogo. A certificação da madeira (FSC) a médio prazo faz parte da estratégia, mas o processo de certificação ainda é caro para os artesãos e portanto inviável no primeiro momento. As matérias-primas complementares como o couro, a cerâmica e as sementes, foram inseridas no trabalho. # 34
    • oficinas> realidade produtiva.A maioria dos artesãos não possui umacapacidade produtiva para satisfazermercados nacionais. A união dos artesãos emassociações, cooperativas ou grupos informais,é fundamental para construir uma base deprodução que possa aumentar a produtividadee qualidade. As oficinas proporcionam umadinâmica importante, pois pela primeira vezhá um intercâmbio de idéias e trabalho decooperação e não de competição. Os produtosforam desenvolvidos segundo o perfil deconhecimentos e domínio de técnicas de cadagrupo. Sempre procuro trabalhar com soluçõessimples, até para não encarecer o produto efacilitar a produção.O acabamento é um tema fundamental. Naoficina foram utilizados materiais alternativospara o acabamento em madeira.> comercialização.Os produtos devem ser comercializadosno mercado local, regional, nacional einternacional. O tamanho reduzido das peçasfacilita o transporte. # 35
    • oficinas Atividades paralelas venda das peças. Os módulos de Associativismo e Cooperativismo A implantação da marca requer ainda muito foram ministrados antes da oficina, assim os planejamento como a elaboração de um manual artesãos puderam se conhecer, facilitando simples de aplicação e regras para seleção dos o processo de formação do grupo e o produtos. A comercialização das peças requer estabelecimento de metas. Foram apresentadas também algumas ações importantes como a aos artesãos várias formas de cooperação e criação de centros de comercializacão em cada formação de grupos de produção, assim cada região, participação em feiras, etc. grupo aplicará a melhor forma de produzir e comercializar as peças. Em cada grupo foram nomeadas 3 pessoas como responsáveis pelo repasse de informações. Foi assinado um termo de compromisso, onde cada artesão se comprometeu a participar de todas as fases do projeto. Uma exigência foi a de manter as peças juntas. Desta forma cria-se um mostruário, tanto para o consumidor, como para duplicar as peças. As peças substituem as fichas técnicas, geralmente mais complexas. A partir das oficinas será estipulado o preço de # 36
    • resultados # 37
    • resultados# 38
    • resultados“Aprendi que o maquinário que tenho é capazde fazer o que não imaginava. Percebi a uniãoentre os artesãos. A pessoa tem que entenderque o problema está dentro da própria pessoa.Não podemos desistir no primeiro momento.Estou muito empolgado com a idéia demontarmos uma cooperativa. Acredito no outroe sei que lutando juntos dará certo.” Farias, artesão, Porto Velho # 39
    • resultados “Foi muito proveitoso. O instrutor faz pensar antes de preparar a peça. Dá alternativas quando não temos o material apropriado. Abriu muito a minha visão, o meu horizonte.” Jefferson Lyra, artesão, Porto Velho # 40
    • resultados # 41
    • resultados# 42
    • resultados“100%. Fantástico, ampliei conhecimentos.Esperava fazer trabalhos cópias.” José Rodrigues Salomão, artesão, Ji-Paraná # 43
    • resultados# 44
    • resultados“Foi uma grande de experiência trabalharentalhamento regional. Vi que o entalhoregional talvez dê tanta renda quanto o entalhoem móveis.” Agmar Costa Rosa, artesão, Porto Velho # 45
    • resultados “Estou sentindo uma felicidade enorme de estar tendo essa oportunidade. Faço por amor.” David Vieira, artesão, Porto Velho # 46
    • resultados“Gostei do método de estimulo à criatividade,trabalhamos nos grupos a questão daresistência à inovar.” Marli Oliveira Cavalhares, artesã, Ji-Paraná“Devemos manter a união do grupo paraproduzir e comercializar.” Eliane Silva Costa, artesã, Ji-Paraná # 47
    • resultados# 48
    • resultados“Gostei da fusão e aproveitamento dos materiaisnão aproveitados da região. As expectativashoje são enormes, agora é fazer, fazer, fazer...” Ivo Esmecelato, artesão, Ji-Paraná # 49
    • resultados “O que esperava da oficina de criação? Esperava receber peças prontas à serem copiadas, surpresa com metodologia. O que mais gostou da oficina de criação? Estimulo à criatividade, à valorização dos materiais da região e criação de peças utilitárias. O que acha que poderia melhorar, na oficina de criação e no projeto? Qualidade dos produtos resultantes da oficina, trabalhar quesito acabamento com o grupo, importância para o mercado. Quais suas expectativas hoje, após se integrar no projeto de artesanato do SEBRAE? Manter união do grupo e desenvolver novas peças.” Regina Maria Malta da Silva Vilas Boas, artesã, Ji-Paraná “Quais expectativas se tinha sobre o projeto? De não estar apto. E hoje, após ser participante? É um projeto completo. O que esperava da oficina de criação? Trabalhar individualmente.” Josimar Rodrigues da Silva, artesão, Ji-Paraná # 50
    • resultados“Quais expectativas se tinha sobre oprojeto?Desinteresse.E hoje, após ser participante?Hoje tenho perspectiva.” Ledir José Estrela, artesão, Ji-Paraná # 51
    • resultados# 52
    • resultados“Antes da oficina não tinha mais interesse, hojetenho perspectiva.” Ledir José Estrela, artesão, Ji-Paraná # 53
    • logomarca# 55
    • logomarca A logomarca foi desenvolvida a partir de um ícone que encontrei em vários quadros entalhados durante a realização do diagnóstico. Este ícone representa a extração da borracha, atividade muito importante no fim do século XIX começo do século XX. O ciclo da borracha foi um período muito importante para Rondônia e para a Região Amazônia em geral. Por que a borracha? Com o avanço da industrialização e o grande aproveitamento e valorização do látex da seringueira, aconteceu a primeira grande migração de nordestinos, sobretudo de cearenses, para a Região Amazônica, também devido à situação do Nordeste ter se agravado com seca de 1870/1877. “Os registros históricos, dão conta de que cerca de 160 mil nordestinos se deslocaram para a Amazonia entre 1877 e 1900”. Eles foram percorrendo os rios e as florestas de toda Região Amazônica em busca do novo ouro. Durante a 2ª Guerra Mundial, o Oriente trancou o fornecimento de borracha para os países aliados do Ocidente. Porém, a borracha era um produto necessário em tempo de paz e mais ainda em tempo de guerra. Diante dessa urgência, nasceu um acordo bilateral entre o governo brasileiro e o norte-americano, para explorar a borracha da Amazônia. Foi criado, assim, no dia 1º de setembro de 1943 o Batalhão da Borracha. O governo chamou 56 mil jovens nordestinos prometendo emprego, subsídios e ajudas. Em embarcações saíam do Nordeste, passavam por Belém e chegavam a Manaus, onde eram entregues às garras dos seringalistas, senhores absolutos, que os mantinham em regime de escravidão e de endividamento. Estima-se que metade dos 56 mil imigrantes soldados da borracha, submetidos a condições precárias, morreu até o fim da guerra. Conforme afirma Antônio Pereira de Lima, presidente da # 56
    • logomarcaAssociação dos Soldados da Borracha de Porto Velho, morreram no período da guerra, cerca de27 mil soldados da borracha, e os outros foram esquecidos e abandonados na floresta.Estudos recentes mostram que existe potencial de crescimento da extração da borracha, como aumento do preço, e principalmente com a transformação da borracha em produtos semi-manufaturados pelas próprias comunidades de seringueiros.Com os projetos de seqüestro do CO2 e a possibilidade de uso da madeira da seringueiraem marcenaria fina, descartada ao término do ciclo produtivo (após 30 a 35 anos),aumentará a área plantada de seringueiras. Aprovada nos testes de qualidade levados aefeito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), a madeirada seringueira apresenta-se como uma alternativa interessante, pois já possui o chamado“Selo Verde”, é ambientalmente produzida dentro dos padrões de sustentabilidade,inclusive pela indústria madeireira, que enfrenta dificuldades de obtenção de matéria-prima.A MarcaO ícone da seringueira representa alguns aspectos muito importantes: nos últimos anos estãosendo ampliandos os estudos para a transformação desta matéria-prima em produto manufaturado,ou seja, fazer com que os seringueiros não somente extraiam o látex, mas sim o transformem emprodutos ou insumos com maior valor agregado. Neste caso o desenvolvimento tecnológico, acriação de cooperativas e o design como ferramenta de transformação desta matéria-prima emprodutos industrializados são fatores importantes para a criação de emprego e renda na regiãoe é válido para todo trabalho artesanal, ou seja a transformação das matérias-primas locais emprodutos artesanais com alto valor agregado. O próprio “ entalhe” que o seringueiro faz na árvore,simbolizando com isso o trabalho em madeira é muito encontrado nos quadros entalhados peloartesãos locais. # 57
    • logomarca C: 0 M: 0 Y: 24 K: 37 # 58
    • logomarcaO projeto previu a realização de mostras emPorto Velho, na Unir e Ji-Paraná no CentroCultural Esportivo Gerivaldo José de Souza,que ocorreram em dezembro de 2002, coma finalidade de difundir os resultados dasoficinas e promover a comercialização nomercado local. # 59
    • logomarca# 60
    • embalagens# 61
    • embalagens Embalagens Porque embalar? Podemos destacar três características básicas das embalagens. A importância de cada uma varia de acordo com o produto, local de comercialização, transporte, etc. Estas características são: . proteção O produto precisa ser protegido contra os danos de transporte. . comunicação A embalagem é portadora de informações como conteúdo, peso, fabricante, etc. . valor psicológico A embalagem transmite uma “mensagem”, de forma consciente ou inconsciente. Situação atual Os artesãos na sua grande maioria não tem embalagens. Este fato é comum em todo o Brasil, e deve-se principalmente porque não há uma estrutura comercial minimamente organizada. O artesanato é uma profissão de subsistência, os produtos são vendidos no mercado local, em feiras ou vendidas para as lojas como Casa do Artesão da cidade, onde as mesmas não possuem embalagens. Muitas vezes os produtos são embalados em jornal ou caixas reutilizadas, em alguns casos o cliente simplesmente sai da loja com o produto em mãos, sem embalagem. Durante o diagnóstico observamos que a maioria dos artesãos utiliza caixas reaproveitadas, que encontra em supermercados ou outros # 62
    • embalagensestabelecimentos da região. Este conceito O conceito da embalagemé válido, pois o artesão reaproveita umaembalagem, que do ponto de vista ecológico Para estabelecer critérios para embalar osé bastante coerente com o conceito dos produtos devemos analisar primeiramenteprodutos. Neste caso existe a preocupação sua comercialização. Este projeto prevê duascom a imagem e com a informação. situações de comercialização:Existem dois fatores que dificultam a . venda ao consumidor. Por exemplo a vendaespecificação de embalagens padronizadas: o do artesão diretamente ao consumidor naconteúdo variado, não somente pelo tamanho, oficina, em feiras locais e nacionais, etc. Nestemas também pelo material. Um vaso de cerâmica caso o consumidor leva o produto artesanal naprecisa de mais cuidados na embalagem do hora da compra e geralmente em quantidadesque uma bandeja de madeira. O outro fator é a menores.logística, que considero fundamental: partindo . venda à lojistas. Neste caso o lojista encomendado pressuposto que irão existir no Estado de as peças aos artesãos. A embalagem nesteRondônia vários grupos de produção artesanal, caso não chegará ao consumidor final, a suacada um com produtos de matéria-prima importância reside principalmente na proteçãodiferente, alguns grupos produzindo em lugares para o transporte. A quantidade e tipo dede difícil acesso, devemos nos preocupar em produtos embalados é maior que no primeirocomo o material para embalagem será levado a caso.eles. O que acontece se este material acaba, ounecessita de reposição? No meu ponto de vista O conceito da embalagem compõe-se de:devemos pensar na realidade destes grupos . sacolas para venda direta ao consumidorde artesãos após terem concluído a fase de . etiqueta com marca e espaço para identificarcapacitação e o SEBRAE não poderá apoiá- o artesão e inserir informações como conteúdo,los mais com todos os recursos. Neste caso peso, etc.devemos reduzir os custos da embalagem e os . papel kraft impresso que serve para embrulharproblemas de logística. Com estas informações caixas.foi desenvolvido o conceito de embalagens aseguir: # 63
    • embalagens# 64
    • embalagens # 65
    • sobre o consultor Lars Jorge Diederichsen nasce na Cidade do México em 1966. Forma-se na faculdade FH Kiel, Alemanha, em Desenho Industrial, após um curso técnico de marcenaria e madeiras, na empresa Heuer, Kiel, Alemanha. Em 1990 trabalha no Studio Raul Barbieri em Milão, Italia. De volta ao México elabora projetos de sinalização, comunicação, imagem corporativa e produtos para várias empresas mexicanas, entre elas Estafeta Mexicana. Em 1993 funda o escritório Terra Design em São Paulo, onde elabora projetos para empresas do ramo moveleiro, como a Arredamento, Remantec, Probjeto, Azzurra, Tecnoseating, Marcenaria Brasileira, Italma; do ramo de iluminação como a Torfa, Cap e Lightdesign. Trabalha a vários anos como consultor do SEBRAE elaborando projetos junto a comunidades artesanais em vários Estados do Brasil. Participa em várias mostras nacionais e internacionais e ganhou importantes prêmios como o Dupont Design Award, Prêmio Abilux e Museu da Casa Brasileira, entre outros. Presta consultoria para empresas e instutuições como Sebrae, Usp, Senai, Senac e Pnud.# 66
    • bibliografiaVirgilio Viana, Jóias da floresta, 2002 Bezerra Marques, Márcia Helena. Madeiras da Amazônia - Características e utilização, IBAMA, Brasília, 1997Amazônia .br, Ethel Leon, 2002 Flextner, Bob. Understanding wood finishing: how toselectSistema de informações de madeiras brasileiras - SIMB and apply the right finish, Rodale Press, Emmaus,São Paulo: IPTU 1989. não paginado Pennsylvania, USA, 1994Mainieri, Calvino; Chimelo, J. P Fichas de características . Galvão, Antônio Paulo Mendes de. Secagem racional dadas madeiras brasileiras, 2 ed. São Paulo, 1989. 418 p. madeira, São Paulo, Nobel, 1985(Publicação IPT, 179I) Marialva, Valber Gomes. Diagnóstico Socioeconômico:Souza, Maria Helena de. Incentivo ao uso de novas Rolim de Moura, Porto Velho, R: SEBRAE/RO- Sériemadeiras para a fabricação de móveis. Brasília: Ibama, PRODER, 1997.1997. 70 p. Marialva, Valber Gomes. Diagnóstico Socioeconômico: Ji-Souza, Maria Helena de. Madeiras tropicais brasileiras. Paraná, Porto Velho, R: SEBRAE/RO- Série PRODER, 1999.Basília: Ibama: 1997. 150 p. Marialva, Valber Gomes. Diagnóstico Socioeconômico:Marques, Márcia H. B. madeiras da Amazônia. Brasília; Guajará-Mirim, Porto Velho, R: SEBRAE/RO - SérieIbama, 1997. 141 p. v. 3 Amazônia oriental. PRODER, 1997.Carvalho, Paulo E. R. Espécies florestais brasileiras. 8 Diagnóstico do setor Madeiro/Moveleiro de Rondônia/PSIBrasília: Embrapa- CNPF/SPI, 1984. 639 P Sebrae, Porto Velho : SEBRAE, 2002Lorenzi, Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação sitese cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. São Paulo;Plantarum, 1992. 352 p. www.sebrae.com.br www.terradesign.com.brJankovski, Ivaldo P Madeiras brasileiras. Caxias do Sul: . www.amazoniabr.netSpectrum, l990. 171 p. www.amazonia.org.br www.terradesign.com.brCamargo, José Arlete A. Catálogo de árvores Brasil. www.wwf.org.com.brBrasília: Ibama, 1996. 887 p. www.fsc.org.br www.imaflora.org.brSantos, Eurico. Nossas madeiras. Belo Horizonte: Itatiaia, www.mact.gov.br1987. 313 p. www.ibama.gov.br www.guiaderondonia.com.brIBDF / DPq LPF. Madeiras da Amazônia, características e www.panafloro.ro.gov.brutilização. Brasília, 1988. 236 p. v. 2: Estação Experimental www.ro.gov.brde Curuá-Una. www.imazon.gov.br www.acasa.org.brA lei da natureza, lei de crimes ambientais, IBAMA, 1998 www.comunidadesolidaria.org.br www.socioambiental.orgAlves Martins, Varlone. Secagem de madeira serrada, www.inpa.gov.brIBDF/DPq - LPF, Brasília, 1988 www.imazon.org.br # 67