O impacto das novas tecnologias na educação superior: um novo modelo de ensino e aprendizagem

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Palestra de Ryon Braga no Encontro de Lideranças: Desafios da Educação, realizada no dia 19 de março de 2014 no Hotel Royal Tulip, em Brasília. O Encontro de Lideranças é uma iniciativa da Blackboard …

Palestra de Ryon Braga no Encontro de Lideranças: Desafios da Educação, realizada no dia 19 de março de 2014 no Hotel Royal Tulip, em Brasília. O Encontro de Lideranças é uma iniciativa da Blackboard Brasil e do Grupo A Educação. Saiba mais sobre o evento e a iniciativa em: www.desafiosdaeducacao.com.br

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  • 1. O IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO: UM NOVO MODELO DE ENSINO E APRENDIZAGEM RYON BRAGA
  • 2. É senso comum que as pessoas aprendem com o histórico de seus erros. E quanto mais erram, mais chances possuem de aprender. Nas questões simples e teóricas do aprendizado, este parece um caminho razoável, mas nas questões complexas da vida, quando se precisa tomar decisões relevantes, cujas consequências irão definir/modificar de forma indelével seu futuro, esta via de aprendizado não parece ser a mais inteligente. APRENDIZADO PROSPECTIVO Para se efetuar uma análise prospectiva é preciso ter a maior visão de conjunto possível sobre a questão, para isto precisamos: • Ampliar a gama de aspectos (variáveis do problema a ser analisado). Ser mais detalhista. • Aprofundar as relações causais entre estas variáveis (técnica analítica de identificação do fator causal). • Não analisar particularidades do problema fora do seu contexto.
  • 3. TESE DA CONVERGÊNCIA DO EAD E DO PRESENCIAL a) Crescente aceitação da sociedade e do mercado de trabalho pela formação na modalidade à distância. b) Convergência do perfil de público entre as modalidades de ensino (presencial e à distância). c) Convergência do portfólio de cursos entre as duas modalidades. d) Convergência nas metodologias de ensino utilizadas por ambas as modalidades. e) Convergência nas mídias e tecnologias utilizadas por ambas as modalidades. f) Possibilidade real e concreta de extensão do financiamento público ao estudante (FIES) para a modalidade à distância. g) Equivalência na qualidade educacional (resultado de aprendizado dos alunos) de ambas as modalidades de ensino, de acordo com as medidas oficiais do Ministério da Educação, com ligeira vantagem para a modalidade à distância. h) Elevação do nível de satisfação do estudante de EAD com consequente redução da evasão.
  • 4. O Brasil está seguindo este caminho!
  • 5. ENSINAR OU APRENDER? Como podemos dizer que ensinamos, se ninguém aprendeu? (D. W. Carraher)
  • 6. SCORE DE DESEMPENHO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 FATORES DETERMINANTES DA QUALIDADE DE UMA IES NA ATUALIDADE  60% é determinada pelo Nível do aluno ingressante.  30% é determinada pelo projeto pedagógico, mais. acentuadamente pelo Nível de exigência sobre o aluno.  10% é determinada pela Diferença do IQCD dos docentes da IES. FATORES DETERMINANTES DA QUALIDADE DE UMA IES EM FUTURO PRÓXIMO  40% Nível do aluno ingressante.  30% Metodologia de Ensino/Aprendizagem.  30% Mecanismos de controle do processo da aprendizagem. ENADE A QUALIDADE MEDIDA PELO ENADE
  • 7. ESCALA DO IMPACTO DA AÇÃO NO RESULTADO DA APRENDIZAGEM
  • 8. DIFERENÇAS DE GERAÇÕES OU DE PARADIGMAS?
  • 9. MECANISMOS DA APRENDIZAGEM INFORMAÇÃO OU ESTÍMULO APRENDIZADO EFETIVOAPLICABILIDADE FIXAÇÃO DO CONHECIMENTO GERAÇÃO DO CONHECIMENTO INTERAÇÃO • Seletividade • Didática • Contextualização • Qualidade • Utilidade • Estilos Cognitivos (Maneiras de Aprender) • Métodos de Estudo • Repetição • Compreensão • Associação • Motivação • Ação • Tomada de Decisão • Habilidades Intrapessoais • Habilidades Interpessoais • Comunicabilidade Mudança • Cognitiva • Comportamental • Postural • Atitudinal
  • 10. DIFERENÇAS DE GERAÇÕES OU DE PARADIGMAS?
  • 11. EXEMPLO DE MUDANÇAS RADICAIS DINAMARCA (fevereiro de 2011) ① Todas as provas, em todos os níveis do sistema de ensino do país, podem ser feitas com consulta irrestrita à internet. ② A quantidade de dias letivos no ano será reduzida em 10%.
  • 12. NA PRÁTICA, O QUE ESTÁ ACONTECENDO NAS IES?
  • 13. a) 70% através da captação de informações repassadas em AULAS EXPOSITIVAS. b) 20% através da leitura das anotações das aulas e dos textos indicados pelo professor. c) 10% através de outros meio, como: estudos em grupo; atividades de pesquisa para desenvolvimento de “trabalhos” a serem entregues; leituras complementares, etc. COMO SE DÁ A APRENDIZAGEM HOJE EM NOSSAS IES
  • 14. AULA 1. É geralmente um processo expositivo. 2. Não faz diferença se é ministrada para 10 ou para mil estudantes. Aliás, sua função é a da maximização do alcance desta atividade. 3. No entanto, não é desprovido de importância. 4. Ela pode ter várias funções importantes, tais como: • Estabelecer a visão de conjunto sobre determinado tema. • Apresentar informações novas e relevantes. • Elucidar um ponto de vista ou uma nova forma de raciocínio ou compreensão de determinada situação. • Sugerir questões investigativas e provocativas. • Demonstrar, a partir da experiência pessoal, como se deu a construção do conhecimento naquele ponto. • Mostrar a aplicabilidade de determinado conhecimento. 5. Só não tem a função de fazer alguém aprender efetivamente. Pois acontece que, se um estudante ficar o tempo todo somente assistindo boas aulas, aprenderá muito pouco. A AULA É UM EXPEDIENTE RELEVANTE, MAS COMPLEMENTAR E SECUNDÁRIO NO PROCESSO DA APRENDIZAGEM
  • 15. De 4 horas diárias, alunos do ensino médio aprendem só em 1h44 Ibope usa pela primeira vez método para medir a audiência nas escolas e chega a este resultado em um grupo experimental médio – FOLHA DE SÃO PAULO - 18/11/2012 Da carga horária anual de 800 horas previstas pela legislação brasileira para as escolas de ensino médio, apenas 43%, ou 344, são efetivamente de atividades de aprendizado. O dado é de um estudo inédito realizado pelo Ibope em 18 escolas públicas para medir a “audiência” desta etapa de ensino. O resultado foi alarmante. Entre as 4 horas de aula que são obrigatórias por dia, apenas em 1 hora e 44 minutos o professor está oferecendo uma atividade aos estudantes. “Mais da metade do tempo é qualquer outra coisa, que não aprendizado”, diz Ana Lima, diretora-executiva do Ibope. CURRÍCULO E DESPERDÍCIO
  • 16. INOVAÇÕES NA EDUCAÇÃO MUNDIAL
  • 17. MOOCs Massive Open Online Courses
  • 18. MOOCs – Massive Open Online Courses O edX pretende atingir a meta de 1 bilhão de alunos até 2020. Coursera já tem 62 universidades consorciadas Coursera – já possui 5 cursos que valem crédito universitário. Hoje já tem 25 universidades consorciadas
  • 19. MOOCs – Massive Open Online Courses • Como os MOOCs irão afetar as IES presenciais e o EAD? • A validação de créditos irá se tornar universal? • Se sim, a questão da marca (grife da IES) vai ser o fator decisivo, ou ainda teremos diferença de preços? • As IES competirão com os cursos online ou se utilizarão deles para compor seus currículos?
  • 20. ONDE ESTÃO OS CONTEÚDOS FREE ?
  • 21. Mais de 40 cursos gratuitos
  • 22. Mais de 500 vídeos gratuitos
  • 23. FLIPPED CLASSROOM ACTIVE LEARNING CLASSROOM
  • 24. UMA NOVA CONCEPÇÃO DE ENSINO EXIGE UMA NOVA AMBIENTAÇÃO DA SALA DE AULA
  • 25. ESTE TIPO DE AMBIENTE É CONDIZENTE COM O QUE ENTENDEMOS HOJE SOBRE ENSINO E APRENDIZAGEM?
  • 26. Sala do MIT Active Learning Classroom: novo formato de sala de aula colaborativa
  • 27. O aluno no modelo proposto
  • 28. Sala na Yale University Active Learning Classroom: novo formato de sala de aula colaborativa
  • 29. Projeto Gente – Escola Pública no Rio de Janeiro na Favela da Rocinha
  • 30. Projeto Gente – Escola Pública no Rio de Janeiro
  • 31. MOBILE LEARNING – Aprendizagem Móvel Utilização de dispositivos móveis, principalmente tablets e smartphones, para facilitar o processo da aprendizagem.
  • 32. GAME BASED LEARNING Aprendizagem Baseada em Jogos Ludz é um jovem que deseja conhecer mais sobre a história de seus antepassados no longínquo arquipélago de Insulam, onde os níveis de energia são medidos de acordo com o conhecimento acumulado. Alunos e professores compartilham a aventura deste jogo, que objetiva trabalhar de forma lúdica conceitos da Língua Portuguesa e da Matemática, oferecendo relatórios simultâneos de cada etapa superada. Nesse percurso, mini-jogos exploram o desempenho cognitivo e aspectos socioemocionais que são pré-requisitos para a plena apropriação dos conteúdos trabalhados.
  • 33. GAME BASED LEARNING Aprendizagem Baseada em Jogos
  • 34. CROWDLEARNING – Aprendizado Colaborativo Busca por conhecimento de forma colaborativa
  • 35. CROWDSOURCING – Construção Coletiva Um modelo que utiliza a inteligência e o conhecimento de um grupo de pessoas visando resolver determinados problemas, encontrando soluções ou desenvolver tecnologias.
  • 36. Uma nova forma de solucionar problemas a partir de propostas inovadoras. Desafios reais Nas escolas aprendemos o que é certo, mas na vida fazemos o que dá certo. Em nossa Escola você terá contato com desafios reais enfrentados pelas empresas e pela sociedade. Não faremos estudos de caso, criaremos novos casos que realmente façam sentindo para as pessoas.
  • 37. ePortfólio – Portfólio Digital Ferramenta de armazenamento da produção intelectual do aluno em diversos meios, facilitando o acesso do professor e a avaliação
  • 38. Plataforma Adaptativa Software que gerencia a aprendizagem e possibilita ao professor escolher atividades em função das necessidades dos alunos, reconhecida pelos erros e acertos dos exercícios propostos na plataforma.
  • 39. Plataforma Adaptativa ACOMPANHAMENTO E CONTROLE INDIVIDUALIZADO DO ESTUDANTE COM O USO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS. 49
  • 40. BLENDED LEARNING – Aprendizagem Híbrida Combinação do aprendizado offline e online dentro da sala de aula
  • 41. EDUCAÇÃO BASEADA EM PROJETOS
  • 42. ONE TO ONE LEARNING
  • 43. REESTRUTURAÇÃO DE CONTEÚDOS Conhecimento útil é aquele que tem valor de uso contextualizado
  • 44. REESTRUTURAÇÃO DE CONTEÚDOS Situa-se em Needham, Massachusetts (14 km a oeste de Boston). Não tem disciplinas, tudo é baseado em projetos, desde o primeiro semestre. A maior parte dos projetos são voltados à solução dos problemas da comunidade. Nasceu em 2002 e já é uma das melhores escolas de engenharia do mundo.
  • 45. REESTRUTURAÇÃO DE CONTEÚDOS
  • 46. QUAL SERÁ O CAMINHO A SER PERCORRIDO PARA CHEGARMOS A ESTE NOVO MODELO?
  • 47. Objetivos dos Learning Centers: 1) Definir as diretrizes metodológicas e os modelos de ensino da instituição. 2) Preparar e/ou orientar a preparação dos materiais didáticos (materiais de ensino e aprendizagem). 3) Estruturar um repositório de objetos de aprendizagem. 4) Acompanhar e avaliar o desempenho dos docentes. 5) Auxiliar na melhoria de desempenho dos docentes com avaliação insatisfatória. 6) Criar instrumentos para aferir o real nível de aprendizagem dos alunos. 7) Criar instrumentos para garantir a efetiva aprendizagem do alunos. 8) Capacitar os professores. 9) Capacitar os estudantes. CRIAÇÃO DE CENTROS DE ENSINO E APRENDIZAGEM LEARNING CENTERS
  • 48. 58 • Conhecimento e utilização do modelo e metodologia de ensino utilizada pela instituição. • Compreensão do perfil do alunado, suas limitações, suas potencialidades e seus fatores motivacionais. • Compreensão dos mecanismos da aprendizagem (entender como seu aluno aprende). • Entendimento em profundidade da relação ensino/aprendizagem. • Didática. • Avaliação • Preparação de atividades de ensino e aprendizagem. • Técnicas de ensino. CAPACITAÇÃO DOS PROFESSORES
  • 49. 59 • Métodos e técnicas de estudo. • Sensibilização para a co-responsabilidade na aprendizagem. • Pesquisa e investigação. • Pensamento Crítico. • Autodidatismo. • Projeto de Vida (com metas individuais de crescimento intelectual e de desenvolvimento pessoal). CAPACITAÇÃO DOS ESTUDANTES
  • 50. 1. Surgimento de um modelo híbrido de educação, mesclando atividades presenciais com atividades mediadas por tecnologia. 2. Internacionalização e bilinguismo na educação superior. 3. Maior controle e padronização dos processo de ensino-aprendizagem, dos conteúdos programáticos e das atividades docente. 4. Concorrência não convencional: influência crescente da educação não formal e novas formas de aprendizagem. 5. Mudança no papel e no perfil do docente. 6. Educação centrada na aprendizagem, e não no ensino. 7. Organização do conhecimento não mais por disciplina ou área de conhecimento tradicional, mas sim orientada pela aplicação do conhecimento. 8. Ensino voltado ao desenvolvimento de competências. 9. Ensino orientado para a solução de problemas. 10. Atomização do conhecimento (criação de objetos de aprendizagem). PANORAMA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR
  • 51. 1) Aprendizagem centrada no estudante 2) Foco no resultado com controle de qualidade em todas as etapas do processo, em função dos objetivos a serem atingidos em cada etapa. 3) O resultado nos exames oficiais é pré-requisito mínimo de qualidade a ser acompanhada e controlado pelo Sistema. 4) Acompanhamento e orientação permanente do estudante. A base é o trinômio: orientação-acompanhamento-avaliação. 5) Autodidatismo exercido através de um conjunto de atividades opcionais e obrigatórias selecionadas em conjunto com o professor orientador. 6) Estrutura com menos docentes, melhores docentes e com mais tempo de dedicação à instituição. 7) Aula estruturada 8) Professor posicionado como gestor do processo de aprendizagem do estudante. 9) Interdisciplinaridade ALGUMAS PREMISSAS PRINCIPAIS DO MODELO DE APRENDIZAGEM INTEGRADA
  • 52. BASES DO MODELO EDUCACIONAL PROPOSTO MODELO ATUAL MODELO PROPOSTO 1 Excesso de aulas expositivas de baixo impacto na aprendizagem. Protagonismo do estudante. 2 Cronograma rígido – tempo coletivo. Nivelamento por baixo. Aulas que seguem o ritmo das necessidades individuais de cada aluno. 3 Modelo passivo de ensino e aprendizagem. Modelo ativo de ensino e aprendizagem. 4 Progressão lacunada. Evolução sem lacunas. Conceitos básicos compreendidos em profundidade, oferecendo condições para a compreensão e o domínio de elementos mais complexos. 5 Professor como retransmissor de informações. Valorização do papel do professor como autêntico orientador, preceptor e curador de conteúdos. 6 Estrutura rígida, centralizada e descontextualizada. Espaço para o aprender a aprender; estímulo a criatividade, a solução de problemas e a contextualização com a realidade do estudante. 7 Baixo nível de interação efetiva. Ampliação da interatividade.
  • 53. “O aluno não terá mais a dispersão das disciplinas” Aloízio Mercadante (Folha de São Paulo 16/08/12)
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